sexta-feira, 28 de junho de 2013

GUEST POST: NÃO EXISTE CURA PARA O QUE NÃO É DOENÇA

Semana passada publiquei um ótimo guest post do Guilherme, que é psicólogo e gay, mas alguns leitorxs sentiram falta de um texto menos pessoal e mais técnico sobre o projeto de lei apelidado de "cura gay".
Pedi então à linda e maravilhosa Amana Mattos, professora de Psicologia da UERJ, pós-doutora em Psicologia, e autora do livro Liberdade, Um Problema do Nosso Tempo, para escrever sobre o tema. 
Amana já contribuiu com dois guest posts fenomenais aqui pro blog (leia e/ou releia). Mesmo com a agenda totalmente ocupada de uma pesquisadora, ela topou. Deleite-se!

Na semana passada, num momento em que todxs nós estávamos mobilizadxs pelas passeatas, manifestações e discussões que tomaram o país, recebemos a notícia revoltante de que a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, presidida pelo Pastor Marcos Feliciano, aprovou, numa sessão obscura, o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) nº 234/2011, de autoria do deputado João Campos (PSDB-GO).
O projeto, que vem sendo apelidado de “cura gay”, foi aprovado por “votação simbólica”, isto é, sem contar com o quorum mínimo de parlamentares necessário para esse tipo de votação. Ele ainda vai percorrer outras instâncias até chegar a ser votado no plenário. Entretanto, o assunto já repercute no país, e tem sido alvo de diversas críticas e manifestações, como a que aconteceu em São Paulo na última sexta-feira, que teve como pauta única essa questão e reuniu mais de 4 mil pessoas, assim como várias outras que ocorreram em todo o país na quarta.
Para nós, psicólogxs, e para todos aquelxs que conhecem o Código de Ética que rege a atuação dxs profissionais registrado nos Conselhos Regionais de Psicologia (para atuar profissionalmente é preciso ter o registro), esse projeto é, além de uma afronta à autonomia do Conselho Federal de Psicologia (CFP), uma piada de mau gosto, porque torna legítimos “tratamentos” psicoterápicos para uma condição que não é reconhecida como doença  pela Psicologia.
Um projeto absurdo que vem mobilizando a sociedade, mas também estimulando setores conservadores e extremistas religiosos a vociferarem todo o seu preconceito contra homossexuais. Se considerarmos que no Brasil a violência contra homossexuais atinge níveis alarmantes e que a homofobia ainda não é considerada crime (ao contrário do racismo e da violência contra a mulher), vemos que um encaminhamento desse tipo pode provocar muito mais estragos do que poderíamos supor num primeiro momento.
Mas sobre o que, de fato, trata o projeto? (quem quiser, pode ler o documento na íntegra aqui). Resumidamente, ele propõe que sejam suspensos dois artigos de uma resolução do CFP, em vigor desde 1999: o parágrafo único do artigo 3º, que estabelece que “os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades."
E o artigo 4º, que estabelece que “os psicólogos não se pronunciarão, nem participarão de pronunciamentos públicos, nos meios de comunicação de massa, de modo a reforçar os preconceitos sociais existentes em relação aos homossexuais como portadores de qualquer desordem psíquica.”
Acho importante trazer aqui o texto dos dois artigos em questão porque são muito claros: o CFP, respeitando a decisão da Organização Mundial de Saúde de 1990, não considera homossexualidade uma doença. Se não é doença, não pode ser tratada. E qualquer psicólogo que ofereça tratamento psicoterápico que prometa “reversão” da orientação sexual de alguém pode vir a ter seu registro cassado. O CFP divulgou uma nota precisa e esclarecedora sobre a questão, e recomendo fortemente a leitura.
Mas... que ideia é essa de que é possível “tratar” homossexuais e oferecer uma “cura” a uma suposta “doença”? Até a década de 1970, os manuais de psiquiatria norte-americanos classificavam a homossexualidade como “distúrbio de personalidade sociopática”. Com a luta dos movimentos LGBT, essa classificação caiu, pois ficou evidente de que se tratava de um julgamento moral, não “científico”. O grande argumento por parte dos movimentos para a despatologização da homossexualidade, desde então, tem sido o de que o que gera sofrimento para os homossexuais não é a sua condição, ou sua orientação sexual em si, mas todas as experiências de preconceito e discriminação. Em outras palavras: se a sociedade aceita os homossexuais, não faz sentido afirmar que estes sejam “doentes”.
Além disso, surpresa!, o sofrimento psíquico não é exclusividade de gays, lésbicas, bissexuais e pessoas trans*. Heterossexuais sofrem -- e sofrem muito -- com questões relacionadas a sua sexualidade. E nós, psicólogxs, como profissionais formadxs para lidar com questões subjetivas -- seja na clínica, na escola, nos hospitais, nas organizações -- devemos acolher todo e qualquer sujeito que nos procure precisando de ajuda. Como classe profissional, temos que oferecer o que estiver ao alcance da psicologia enquanto campo diverso para ajudar e apoiar as pessoas a lidarem com suas dificuldades, crises, angústias. 
Entretanto, aquilo que não podemos fazer é oferecer um tratamento que prometa “reverter” a orientação sexual de alguém. Primeiro, porque isto é antiético,  e segundo, porque a validade desse tipo de “tratamento reversivo”, ou “terapia reparadora”, é altamente questionada entre pesquisadores da área. 
Em 2012, o renomado psiquiatra Robert Spitzer veio a público dizer que os resultados de uma pesquisa realizada por ele anos atrás sobre a eficiência dessas “terapias reparadoras” eram falsos -- ou, academicamente falando, “continham erros metodológicos graves que invalidavam a pesquisa”. O psiquiatra pediu “desculpas à comunidade gay” por ter divulgado sua pesquisa, uma vez que os resultados não eram concludentes.  
Cabe a pergunta: por que esse furor em regular e “corrigir” a sexualidade alheia? Com tantas coisas importantes acontecendo no país, por que alguns políticos insistem em discutir o sexo e as práticas das pessoas? Infelizmente, não apenas no Brasil mas em todo o mundo, o discurso conservador e de direita, no que diz respeito às questões sexuais e reprodutivas, vem de braços dados com a religião -- mesmo nos países em que o estado é (ou deveria ser) laico. É o que temos visto em relação ao Estatuto do Nascituro, ao tratamento oferecido em “comunidades religiosas" (com recursos públicos!) para usuários de drogas internados compulsoriamente e, claro, para o projeto apelidado de “cura gay”. 
Nos EUA, “tratamentos" que se valem de preceitos religiosos para a reversão da homossexualidade são bastante difundidos, mas vêm perdendo força a cada dia. Recentemente, causou comoção a notícia de que a maior comunidade do mundo dedicada à “cura gay” fechou suas portas, e seu líder, Alan Chambers, assumiu ser homossexual. Chambers denunciou explicitamente a “terapia reparadora” praticada nessas comunidades, reconhecendo que, de fato, não conheceu ninguém que tivesse efetivamente mudado sua orientação sexual após passar pelo “tratamento”.
A direita religiosa norte-americana, por sua vez, vem causando danos não apenas aos americanos, mas também a povos de outros países, reproduzindo o que há de pior e mais deletério em termos de colonialismo e opressão. Para terem uma ideia do que vem sendo promovido pelos missionários americanos em países africanos, sugiro dar uma olhada nesse vídeo indigesto.
Então, recapitulando: o projeto que o senhor Marco Feliciano está se esforçando para aprovar se resume a propor a suspensão de artigos de uma resolução do CFP que proíbem que psicólogxs ofereçam tratamento para algo que não é uma doença. Um recente editorial da Folha de S.Paulo resumiu muito bem o absurdo desta proposta: “Um médico não pode propagandear terapias para doenças incuráveis. Um advogado não pode prometer vitória líquida e certa. Cabe aos conselhos profissionais, e não ao Legislativo, determinar o que é charlatanice em cada campo.” 
Quero acreditar, mais do que nunca, que esse projeto não passará. Que neste momento de grandes mobilizações a sociedade brasileira dirá um sonoro NÃO aos interesses escusos e obscurantistas de políticos religiosos que querem empurrar goela abaixo seus valores para todxs os cidadãos diversxs desse país. 
Vamos dizer NÃO nas ruas, nas redes sociais, em cada lugar em que estivermos. A psicologia vem lutando muito para despatologizar a sexualidade, e um projeto como este ameaça seriamente o modo como cada um de nós vive o seu desejo. Se agora a questão em xeque é a homossexualidade, o que pode vir amanhã?

97 comentários:

Bruno S disse...

Ótimo post.

Para copiar e divulgar.

Anônimo disse...

E se o cidadão se questionar ? Ele não o direito constitucional de procurar um profissional pisicologo ? Hj por lei e proibido um psicologo oferecer ajuda a alguém insatisfeito com esta situação, seja no sentido de alto aceitação ou de mdar uma construção social .

° Emy ° disse...

E ainda insistem os reaças e os titios covers em dizer que essa história de 'cura gay' é coisa de esquerdista - Ahan! Agora senta lá Cláudia!
Uma sociedade marcada pela heteronormatividade e pelo machismo tenta se impor sobre todos os demais, não podemos deixar. Isso é uma afronta a Psicologia. Assusto-me com o número de psicologxs religixs que defendem o projeto e atacam o CFP. Esse pessoal esta no lugar errado. Espaço para moralismo é dentro de suas igrejas. Poupem-nos. A sociedade já causa danos suficientes a essas pessoas, não cabe a nós como profissionais que lutamos pela emancipação dos sujeitos em todas as suas potencialidades reforçar nenhum preconceito.
“Doutor, eu não me engano, quem não tem cura é Feliciano!” Adoreiiii *___*

lola aronovich disse...

Anônimo, ainda bem que vc é anônimo, né? Eu te entendo: também teria vergonha de mostrar que não me dei ao trabalho de ler um post que derruba tão bem os meus velhos preconceitos. Confessa: vc só leu o título. O único "argumento" que vc tem é uma pergunta mal-feita. Triste, viu?

° Emy ° disse...

Anônimo das 11:13

O que é proibido ao psicólogo é oferecer a essa pessoa TRATAMENTO, não atendimento psicológico. Lógico que o profissional poderá ouvi-lo e orientá-lo da melhor maneira possível, ajudando a pessoa a encontrar maneiras de enfrentar seu sofrimento psíquico seja por qual motivo for. Não cabe a nenhum profissional da Psicologia buscar reorientar orientação sexual. Você já ouviu algum hétero dizer:

-Nossa, acordei hoje chateado porque estou afim de uma vizinha minha, vou procurar um psicólogo, estou em crise!

Por que será? Por que não há condenação social da heterossexualidade. Imagina só a aprovação de um projeto desses! O Malafaia triplicava a fortuna em dois dias.

Anônimo disse...

E quem está obrigando eles a se "curarem"?

Estão inventando a imagem de que depois que isso for aprovado vão criar uma espécie de campo de concentração como o dos nazistas em que os gays serão presos e obrigados a se "curarem" em escala industrial do mesmo jeito que os judeus eram exterminados em Auschwitz.

Deixem de ser ridículos...

Se não existe cura para o que não é doença, que diferença faz?

gomes disse...

por mais que vcs neguem homossexualismo n é natural,os orgãos sexuais de um homem de uma mulher se encaixam perfeitamente,o mesmo n acontece com gays e lésbicas e só assim há reprodução.

Tainá Moraes disse...

Gomes, cê que pensa, meu querido... Encaixa tão bem, mas tão bem, q nem dá vontade de desencaixar... hahahaha

vc devia tentar! Juro! Faz bem pra pele, pros cabelos e melhora seu humor, é instantâneo. AH! e é HOMOSSEXUALIDADE, ok? :) (e quanto á reprodução, o munda anda tão desabitado, né? Todo mundo tendo filho já, ou humanidade acaba, né?) Vem GOMES! Deixa esse mau humor de lado e vem ser feliz! :D

Anônimo disse...

Sempre os mesmos argumentos dos "pro-vida, pró-família". "Não é natural, deus não gosta, amo os gays demais, mas odeio o que eles fazem. Não gera filhos". ZZZzzzZZZZ

"Se não existe cura para o que não é doença, que diferença faz?" Exato, por que você está aqui perdendo tempo, deixando sua opinião?

Gomes, que bom que você nos alertou, nunca tínhamos notado que em gays, os orgãos não se encaixam, e portanto, não eram filhos. Vamos abandonar tudo, porque todo o propósito do mundo é ter filhos. Afinal, todo mundo só faz sexo pensando no filho que vai gerar né?

Sarah disse...

Gomes é fake, Gomes é fake, lá lá lá

Zzzzzz

Preguiça que dá esse povo fundamentalistazinho! Vou mimi...

Anônimo disse...

Ah é! Vou abandonar meu vibrador também porque não gera filho.

Anna disse...

Cher tbm se pronunciou sobre MF e ''cura'' gay:

https://twitter.com/cher/statuses/348202356942454785


:)

Ótimo texto, dei like no bloglovin! A fotinho ''minhas mães não precisam de cura'' é tocante!

E o anônimo brilhante talvez seja do último post sobre o assunto, foi um comentário parecido.. Pura criatividade na hora de argumentar!

Sarah disse...

Anônimo das 12:27

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Faz isso não! Esse povo não merece tanto! Kkkkkkkkkkkkk

Daqui a pouco o pessoal do sex shop é que vai organizar protesto! Kkkkkkkkkkkkkkk só rindo mesmo...

Letícia disse...

Gente, só acho importante esclarecer uma coisa: Não é todo o Artigo 3 que sera sustado, apenas o parágrafo único:

"Este Projeto de Decreto Legislativo tem como objetivo sustar a
aplicação do parágrafo único do Art. 3º e o Art. 4º, da Resolução do Conselho
Federal de Psicologia nº 1/99 de 23 de Março de 1999, que estabelece normas
de atuação para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual. "

O seja, o artigo 3 ficará intacto, somente o parágrafo único e o artigo 4 serão sustados. Claro que isso não diminui o absurdo, eu continuo sendo contra, mas é sempre bom saber a informação correta.

Dai disse...

Post estupendo, já divulguei!

Beatriz Correa disse...

Lola, dá uma olhada nisso:
http://noticias.terra.com.br/brasil/politica/feliciano-cre-que-cura-gay-nao-passa-e-ve-deboche-contra-evangelicos,be88640dbb38f310VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html

Agora me vem o Feliciano dizer que sofre perseguição religiosa... Ah vá.

Se bem que de uma coisa ele tá certo: a cura gay NÃO PASSARÁ. NÓS NÃO DEIXAREMOS.

gomes disse...

a capacidade de vcs de interpretar um texto é deplorável.
sexo n é só para gerar filhos mas é óbvio q só um casal hetero é capaz disso,existe sexo feminino e masculino,um complementa o outro,simples.
o resto é algum tipo de desvio.

Rodrigo disse...

Nao vale se masturbar mais, ta gomes? pq afinal de contas, masturbacao nao gera filho :)

Dona do Sexo -Bonobo rules,Jaçanã forever disse...

Falando dessas pesquisas antigas cheias de furo lembra essas pesquisa de hj divulgada na grande midia conservadora que demonstra que todos menos os homens heteros nao sente nada ao ver o mesmo sexo se masturbando em video.

é muito conservadorismo.

Esses tipos de pesquisa mostrando diferença entre mulher e homem tanto no campo sexual ou campo comportamental,como diz um astrofisico negro q esqueci o nome,so devem ser feitas quando o mundo esta de pé de igualdade,pq so vai dar furo.
É metodos sob suspeita,é pesquisadores conservadores,é falta de estudos principalmente sobre corpo da mulher,é a cultura misogina.
----------------
Fico pensando é nesses países islamicos.

Dona do Sexo -Bonobo rules,Jaçanã forever disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Rodrigo disse...

e a fertilizacao in vitro, ta cagada?

Felipe Stephan Lisboa disse...

Olá a todos. Bom sou psicólogo e no início deste ano, escrevi e publiquei no meu blog, dois longos textos sobre a questão da "cura da homossexualidade. Na primeira parte (http://migre.me/fe8Ha)discuto alguns conceitos de doença para concluir que não há qualquer argumento válido para considerar a homossexualidade uma doença. Já na segunda parte (http://migre.me/fe8Kf) reflito sobre a possibilidade de uma reorientação sexual. Para quem se interessar por uma discussão mais aprofundada desse tema, recomendo a leitura. Um grande abraço e parabéns pelo ótimo guest post, Lola. Seu blog é simplesmente fantástico...

Marcos Paulo disse...

“Não tinha sensualidade, era muito mais gorda do que sou hoje. Não tinha forma nem vaidade. Achava que não tinha cacife para seduzir um homem. Como tinha de ser amada, me joguei nas mulheres” - Claudia Jimenez
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1303201115.htm

A história da Claudia com os homens foi, por muitos anos, muito conturbada. Quando era criança, foi vítima de abuso sexual. Na juventude, ela não gostava de sua aparência e se sentia rejeitada pelos homens. Além disso, nutria “uma relação não muito satisfatória” com o pai. A “saída” encontrada por Claudia para lidar com essas questões foi buscar afeto nas mulheres.
Certamente, o problema não era ela ser gorda (tem muita gordinha aí muito bem resolvida com seu corpo), mas sim ter auto-estima baixa, coisa que afeta até as meninas mais saradas e ter sido abusada na infância. A atriz Claudia Jimenez fala com muito afeto da sua última parceira, com que conviveu por dez anos. Mas também descreve com entusiasmo a primeira relação que teve com um homem, aos 49 anos. E, desde então, é héterossexual.

Claudia mudou. E existem milhares de pessoas no nosso país que não estão satisfeitos com sua condição de homossexuais. Elas sofrem um conflito, e também desejam mudar. O que a sociedade tem a dizer a essas pessoas? As únicas três opções que existem hoje são:

1) Venha para a minha igreja que Jesus vai te curar.

2) Mentalize e repita várias horas por dia com um mantra: eu sou hétero, eu sou hétero, eu sou hétero…

3) Ser gay é cool, você já nasceu assim e você é obrigado a ser feliz assim.

É isso… Para lidar com esse conflito de sexualidade, só resta à pessoa correr atrás de um milagre ou entubar seu drama.

Quer ajuda profissional? Impossível. Muitas dessas pessoas buscam socorro na psicologia, mas em vão. No Brasil, a Resolução 1/99 do Conselho Federal de Psicologia proíbe os psicólogos de oferecerem terapia às pessoas que querem deixar de ser gays. A atual restrição ao trabalho dos psicólogos junto aos gays insatisfeitos não possui qualquer base científica, é puramente ideológica.

Para dar fim a essa arbitrariedade e para defender o direito dos clientes e dos profissionais de psicologia, a Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados aprovou nesta semana o PDC 234/2011, que “susta” a proibição de oferecer terapia aos gays insatisfeitos. O projeto é de autoria do deputado federal João Campos (PSDB-GO), e não do Feliciano como alguns estão dizendo.

Como era de se esperar, boa parte da mídia desqualificou o projeto e distorceu o seu conteúdo. Para provocar a hostilidade imediata da massa, apelidaram o projeto de “cura gay”.

Ocorre que o PDC 234 em nenhum momento fala em “cura gay” e não se refere à homossexualidade como doença. Até porque psicólogo não é médico e não receita remédio. O psicólogo simplesmente analisa a história de vida da pessoa e a ajuda a ver as coisas mais claramente, dando-lhe suporte para superar seus conflitos emocionais.

Se é para criar um rótulo, o projeto deveria se chamar “Liberdade Gay”. Os homossexuais devem ser LIVRES para se sentirem ou não satisfeitos com sua condição.

Gabriel Nantes de Abreu disse...

"Se é para criar um rótulo, o projeto deveria se chamar “Liberdade Gay”. Os homossexuais devem ser LIVRES para se sentirem ou não satisfeitos com sua condição."

SÓ QUANDO A SOCIEDADE NÃO TIVER MAIS NENHUM PRECONCEITO É QUE SE DEVE AFIRMAR UMA NOJEIRA DESSAS!

Você acha que em uma sociedade em que o obeso é considerado belo em relação ao magro quem vai querer se curar? Quem vai querer deixar de ser o quê?

Primeiro, conservadores acabem com a homofobia e a violência diária aos homossexuais! Depois as pessoas vão poder entender se querem ou não mudar sua orientação.

Anônimo disse...

E sobre a reforma política, proposta pela Dilma, a Lola não fala.

Anônimo disse...

É tão ridículo esse papo de "não é natural, não dá pra reproduzir". Até parece que essa é a única preocupação da pessoa que está escrevendo: reproduzir a humanidade. Deixem de ser hipócritas!

Pentacúspide disse...

Marcos Paulo, o mais provável era que a Cláudia não soubesse mesmo qual era o seu problema. Ninguém é gay por falta de alternativa. os prisioneiro violam-se constantemente nas prisões, mas não viram gays por isso. Acho que o tu e muitas outras pessoas não entendem que ser gay não significa dormir com o mesmo sexo, mas vai muito mais além do que isso.

E que mal tem um homem amar outro homem? Eu tenho dois amigos que amo de coração, e ninguém vê mal na nossa relação, só porque não vamos para a cama. Por que seria diferente se fóssemos? Faríamos algum mal para o mundo? Não, nada. Tudo se manteria como está.

Dizem: "não há mal em aceitar uma cura para o que não é uma doença, não faz diferença", mas não percebem que é assim que começa. Os Nazis primeiro começaram a obrigar os judeus a usarem a cruz de David, pois não havia mal nenhum, era o símbolo deles e eles eram judeus, que diferença fazia? Mas acho que sabes a diferença que fez.

E focando apenas em questão política, quando um estado laico aprova leis baseadas claramente em contextos religiosos, sem fundamentos éticos, evidencia uma falha terrível que não se cinge apenas ao grupo sobre o qual essa lei se foca.

Eu sei que não é com estas linhas que vão começar a ver o problema do lei CURA GAY, se o post não vos permitiu vê-lo, escrevo mais para reforçar o perigo que uma lei como esta representa.

HOMOSSEXUALIDADE É DOENÇA

Marisa Lobo disse...

Meu nome é Marisa Lobo, sou a psicóloga que esteve na audiência Pública do dia 27/11/12, palestrando sobre o projeto do deputado João Campos, maldosamente apelidado por oportunistas de “Cura Gay”, quando apenas estava defendendo o direito do profissional de psicologia de exercer sua profissão sem cerceamento de direitos.

Deve ser dada a pessoa humana o direito de decidir pela sua vida. Ninguém pode e tem algum direito contra essa máxima (aqui falo de ser Gay, e Não ser mais Gay). A decisão do sujeito é uma escolha consciente e pessoal. Quando reconhecemos esta verdade, então estamos promovendo o direito humano e liberdade de livre escolha, tanto de desejar pessoa do mesmo sexo quanto de não mais desejar pessoa do mesmo sexo.

Nem a Psicologia nem ciência alguma tem poder para determinar se homossexualidade pode ser revertida ou não, pois para ela não há observação empírica que prove o nascimento de um homossexual.

Porém a ciência comprova o não nascimento do homossexual dada a ordem cromossômica X e Y. Todos os estudos e estudiosos até hoje só comprovam que a orientação sexual acorre após o nascimento, sendo decorrente das primeiras relações afetivas/e ou conflitivas e entendimento da criança na construção de seus primeiros afetos, ou seja, segundo a própria psicologia moderna a sexualidade é construída socialmente, culturalmente.

Segundo Kinsey, Pai da Sexologia, e autor do relatório Kinsey, há inúmeras razões para que uma pessoa se torne um homossexual, e são elas:
22% – Experiência precoce com adultos ou pares;
16% – contato contumaz com ambiente homossexual ;
15% – relacionamento distante com a mãe;
14% – relacionamento distante com o pai;
15% – Desenvolvimento incomum (“bulling” de ‘mariquinha’, ‘bichinha’,etc.);
12% – Parceiros heterossexuais indisponíveis
9% – Falta de habilidade social;
9% – “não se explica ”;

Para Kinsey e outros especialistas da área que o seguem, os seres humanos não se classificam quanto à sexualidade em apenas duas categorias (exclusivamente heterossexual e exclusivamente homossexual), mas apresentam diferentes graus de uma ou outra característica extrema. Em resumo, seriam divididos nas seguintes categorias:
1. heterossexual exclusivo; 2. heterossexual ocasionalmente homossexual; 3. heterossexual mais do que ocasionalmente homossexual; 4. igualmente heterossexual e homossexual, também chamado de bissexual; 5. homossexual mais do que ocasionalmente heterossexual; 6. homossexual ocasionalmente heterossexual; 7. homossexual exclusivo; indiferente sexualmente.

Neste parágrafo acima podemos comprovar a diversidade da sexualidade divulgada por todos os grupos de militância da homossexualidade e da diversidade sexual. Inclusive pela teoria Queer, famosa por tentar descontruir a sexualidade (heteronormatividade), e desvinculá-la do órgão sexual garantindo segundo essa teoria que todo sujeito tem todas as facetas da diversidade da sexualidade e pode sentir desejo por qualquer uma das expressões em algum momento de sua vida, (este não é meu pensamento) mas da teoria que propagam enfim.

Sendo esta uma máxima para estes estudiosos (sexólogos, sociólogos) por si só prova que conflitos psíquicos ocorrem em decorrencia da subjetividade e história particular de cada um e de sua diversidade sexual possível, e NÃO apenas por pressão social e ou religiosa, como insistem em fazer a sociedade civil e política acreditar.

Isso é uma clara indução ao erro, que induz ao preconceito e à perseguição religiosa rumo a Cristofobia que está se formando na sociedade, e isto é fato. Não podemos, para tentar
eliminar a homofobia, gerar uma Cristofobia, um erro não pode justificar outro
.

Anônimo disse...

Eu tô ocupada no momento e ñ posso responder a altura... mas, olha, que comentário nojento desse Marcos Paulo. Colegue, qndo você tiver um diploma de psicologia na mão você volta blz? Bexos!

RavenClaw~ disse...

É o que sempre digo: esses crentelhos se preocupam demais com o cu alheio.

Luiz disse...

Excelente texto, mas, como o projeto o próprio Decreto Legislativo diz, serão sustados o PARÁGRAFO ÚNICO do artigo 3º e o ARTIGO 4º, o que não traz diferença nenhuma!

Anônimo disse...

Marcos Paulo
Honestidade intelectual pra quê, né? Essas não são as três únicas opções, qualquer pessoa com questionamentos sobre a sua sexualidade pode procurar um psicólogo para se entender melhor, essa resolução apenas proíbe que um psicólogo use sua qualificação para dizer que ser gay é errado ou pra lucrar prometendo """transformar""" alguém em hetero.
Eu desenharia mas aqui não dá, então esse é um parágrafo que o PDC do João Campos quer excluir: "Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades." Não vi nenhuma proibição de terapia aqui.

ReSilver disse...

Tá. Então, se eu tivesse uma deformação qualquer no corpo, o psicólogo, ao invés de me ajudar a lidar com isso e a me aceitar, indicaria uma cirurgia para consertar o que estivesse com defeito, mesmo que isso pusesse minha saúde e minha vida em risco, porque bom mesmo é arrancar o que não presta, né?

ReSilver disse...

Sério mesmo que o problema é a reprodução?
O planeta já tem mais de 7 BILHÕES de habitantes, estamos à beira de um colapso ambiental porque há mais humanos do que a Terra pode abrigar sem danos às demais espécies, e você tem medo de que falte gente?
Se sexo só serve para reprodução, você só pode trepar quando o objetivo for engravidar, OK? E nada de se masturbar, viu, que é desperdício de espermatozoides. E mais: vamos proibir a ovulação mensal para poupar óvulos.
A propósito: se tudo o que é natural é bom, vá brincar com uma Cascavel, que o veneno dela é super natural.
E pare de usar redes sociais, ler e comentar blogs e evite Internet, porque se comunicar usando um teclado e com pessoas que estão distantes de você não é nada natural.

K disse...

Acho "engraçado" essa coisa de dizer que os homos devem escolher entre ser ou não gays, de acordo com a vontade deles.

1 - O único motivo pra alguém querer ter a orientação sexual X é por ela ser aceita socialmente, enquanto o resto é abominado. As pessoas querem deixar de ser gays apenas por serem pressionadas a isso, por sofrerem muita descriminação. É nojento dizer "Ah, mas a pessoa que quer..." Quer por ser excluída caso não queira, né? Deixem de ser babacas preconceituosos e nojentos pra ver se alguém se dá ao trabalho de tentar mudar a orientação sexual.

2 - Segundo o próprio conselho de psicologia não é possível mudar a orientação sexual de alguém. Não há psicólogo no mundo que consiga isso. Não há nenhuma comprovação científica dessa possibilidade, pelo contrário. Um médico pode cobrar pra fazer alguém voar? Um arquiteto pode oferecer casas na lua? Não. Se o próprio conselho que regulamenta a profissão diz que não rola, não há motivos pra abrir espaço pra charlatanismo.

3 - Há quem se diga ex-gay. Normal. Em uma sociedade na o primeiro xingamento que aprendemos é viado, tentar se encaixar dizendo-se hétero é compreensível, apesar de muito triste.

K disse...

Sobre a reprodução: se vocês partem do princípio que todo gay pode gerar crianças, então precisamos agradecer a essa população. Vamos supor que 20% das pessoas sejam gays e estejam em relacionamentos homoafetivos, monogâmicos ou não, algo assim. Se essa população não tem filhos e o mundo já está com esses bilhões de pessoas, imagina se todo mundo fosse hétero? Teríamos uma superpopulação, seria o fim da humanidade, faltaria comida...agradeçam aos gays! rs.

Luiza Bairros disse...

Marcos Paulo, estou insatisfeita com minha " condição de heterossexual", devo procurar um psicólogo para "terapia" ( veja, não se trata de cura né mas de terapia) para me tornar lésbica?


Adooro esse pessoal que diz que quem critica o projeto de cura gay, não sabe o que está falando porque não está escrito cura gay nele.

Ora, quando ouvir falar neste projeto, mesmo antes de tê-lo lido, sabia que não podia conter nele a expressão cura gay, assim ipsis litteris. Mas não é pelo projeto não conter tais palavras, que não se trate de permitir que psicólogos "tratem" a homossexualidade como se doença fosse. Você mesmo diz que psicólogos poderão oferecer terapias de reorientação sexual, que nada mais é que um eufemismo para cura-gay.

Embora o projeto não seja de Feliciano, foi aprovado pela comissão comissão de direitos humanos presidida por ele. Feliciano estava tão interessado na aprovação desse projeto que chegou a ameaçar o governo caso fizesse algo para que não fosse aprovado.

Todas as profissões têm seus códigos. Não se trata de arbitrariedade, mas de ética. A auto-hemoterapia, por exemplo, embora tenha muitos defensores, é proibida no Brasil, ainda que o paciente concorde em se submeter ao tratamento.

Qualquer insatisfação do homossexual consigo mesmo só se dá em razão de preconceitos externos. Afinal, nós não vemos héteros insatisfeitos consigo mesmos devido às suas orientações sexuais, não é?

Luiza disse...

Marisa Lobo, já pensou em procurar um psicólogo? Essa sua obsessão pelos gays indica que você tem algum problema...

Lu disse...

Marcos paulo, se alguém procura terapia é pra mudar algo errado consigo mesmo, não? Aliás, tratamento e terapia são praticamente sinônimos, sendo que tratamento se refere mais a busca de cura para doenças biológicas e terapia para tratar doenças de ordem psicológica.

valeria disse...

Muito esclarecedor.

Rafael Cesar disse...

A senhora MArisa Lobo tem toda razão, um erro não justifica o outro, e portanto não se pode criar Cristofoia como forma de combater homofobia.

Então, senhora Marisa, vamos fazer o seguinte: vocês param com a homofobia que aí nós paramos com a Cristofobia. Demorô?

Vera Rodrigues disse...

Como cidadã, a Marisa Lobo pode falar o que quiser. Como psicóloga, não. Seus argumentos carecem de cientificidade, não são corroborados pela Psicologia enquanto ciência e profissão, como bem reflete a Resolução do CFP, que não foi revogada (pelo visto, felizmente, nem será). Esse vídeo com Biancha Angelucci, do Conselho Regional de Psicologia de São Paulo (programa "Entre Aspas" da Globo News), esclarece bem a especificidade conceitual da psicologia em relação ao tema. Aliás, acho que os Conselhos devem tomar todas as medidas, coercitivas inclusive, para evitar charlatanismo.
http://www.crpsp.org.br/portal/comunicacao/2013_05_02_globonews/2013_05_02_globonews.html

Anônimo disse...

Marisa Lobo no blog da Lola, GEENTE, tira print, registra, tô morrendo aqui HAHAHA
Ilma. Marisa, se esse projeto passar (tomara a Darwin que não), quanto você vai cobrar a consulta para ~heterossexualizar~ as pessoas?

Anônimo disse...

A diferença é que justamente essa ideia nazista de exterminar o que não se encaixa nos padrões impostos, pode sim implicar num campo de concentração, só que dentro de uma igreja, com pessoas tão boçais que só sabem decorar os salmos que lhes convém. A questão também é justamente essa. Porque estão propondo uma cura para o que não é doença? Não acha um tanto estranho? O problema maior que vejo, é que quem tem o rabo preso, se incomoda com quem solta o próprio rabo. sem falar que estado laico de cu é rola, esses religiosos abrindo o rabo do estado pras igrejas, mas não deixam os outros darem pra quem quer.

Rafael Cesar disse...

Senhora Marisa Lobo,

Seus argumentos não fazem qualquer sentido.

Em primeiro lugar, é altíssimo o número de mulheres que sofreram abuso sexual na infância/adolescência. Da mesma forma, é altíssimo o número de crianças pobres que não tiveram contato com pai ou mãe. É altíssimo esse número, por exemplo, entre crianças negras. E não há qualquer dado que indique que indivíduxs negrxs tenham maior tendência à homossexualidade do que indivíduxs brancxs. Em nenhum desses grupos isolados há incidência de homossexualidade maior do que em pessoas que não passaram por experiências semelhantes.

Ou seja, seus argumentos, aproveitados de Kinsey e da galera da teoria Queer, não servem para provar homossexualidade como fator comportamental, conforme você e Feliciano, Malafaia, dentre outros evangélicos com muitos processos por evasão de divisas querem.

Para além disso, não faz sentido dizer que tais elementos "por si só prova[m] que conflitos psíquicos ocorrem em decorrência da subjetividade e história particular de cada um e de sua diversidade sexual possível, e NÃO apenas por pressão social e ou religiosa". Ora, pressão social e religiosa SÃO aspectos subjetivos e decorrentes da história particular, necessariamente. Os ensinamento que seus pastores e família te deram, relacionados à sexualidade, são diferentes dos que eu tive - que convivi desde a infância com prostitutas e travestis por conta do trabalho dos meus pais e aprendi que a sexualidade é muito mais vária do que a apregoada monogamia e heteronormatividade. Por que o que eu aprendi é subjetivo e o que você aprendeu não é? Em ambos os casos, trata-se de subjetividade. Religião é subjetividade. Tanto é que existem várias, em várias partes do mundo, que defendem diferentes valores.

Por fim, concordo com sua colocação de que não se deve criar uma cristofobia como reação à Homofobia. Realmente injustificável e absurdo. Então, façamos o seguinte: vocês parem com a Homofobia e nós paramos com a cristofobia, combinado?

Um abraço!

Anônimo disse...

Gomes, se vc disse que não se encaixa perfeitamente, vc tá procurando um pénis do tamanho errado, querido. desde que o mundo é mundo existe homossexualidade. Em milhões de espécies animais também existe. Mas o que tá causando a extinção delas não é a viadagem. São os 7 bilhões de humanos querendo satisfazer seus egos.

Anônimo disse...

Quem disse que os gays insatisfeitos passando por alguma crise não pode ir a um psicólogo procurar orientação? Que ignorância. Psicólogo pode sim analisaro o SOFRIMENTO. Não vai poder reverter orientação sexual, pq é impossível. minha gente, vão cuidar do próprio rabo. Não entendo o motivo de isso incomodar tanto. Podiam se incomodar com falta de carácter, com tanta maldade e gente passando miséria no mundo. Podiam ir lavar uma trouxa de roupa e pensar na sua própria vida, atrás de se realizar enquanto ser humano, sem boicotar a felicidade alheia. Vejo muita briga e poucos valores.

Anônimo disse...

Marisa, me responde só uma pergunta lógica sobre escolha: vc escolheria ser perseguida, humilhada, assassinada, ser proibida de vivenciar algum sentimento, ser violentamente repreendida e desrespeitada? Acho que pessoas homossexuais certamente não escolheram. Eu não escolhi. Não me venha falar de escolha e de liberdade. Vc pode ter o referencial teórico que for. Mas eu tenho a prática e acredite, não é nada disso que vc falou.

Anônimo disse...

E outra, faço sexo com quem quiser, isso faz parte da minha vida íntima, assim como minha religião, ideologia, o que for. Não é uma coisa que deveria ter esse nível de discussão. Fazer sexo com alguém do mesmo sexo, não muda o mundo. O que muda o mundo são minhas atitudes, meu carácter e minha ética. muda o mundo quem eu ajudo, quem eu trato bem. Meu sexo não é da conta de ninguém.

Anônimo disse...

Discurso mal feito e cheio de falhas. Completamente questionável e fácil de derrubar esses argumentos. Se eu não tivesse no celular, tu ia ver só. Promovendo direitos humanos e dando liberdade pra um cidadão decidir conscientemente se ele quer ser gay ou não. Meu cu. Se o cidadão gay decidisse conscientemente, ele não seria gay dentro dessa sociedade doente.

sara disse...

homossexuais são promiscuos,minha prima é uma,eu n mantenho muito contato com ela mas como ela conta da sua vida para todos da familia, eu acabo sabendo.

ela se diz lésbica mas sai com homens por dinheiro,namora uma mulher q tb se diz lesbica mas é casada com homem.(??????)
uma putaria só.

e como vcs adoram distorcer as coisas,sexo n é só para reprodução mas o natural e certo é homem com mulher.
e até parece q a culpa dos problemas do mundo é exclusivamente do grande numero de pessoas.

Templates Acessorios disse...

Saindo do assunto de seu post, vim trazer à vc duas aberrações dessa semana.

1 http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/06/28/comandante-da-gol-xinga-aeromocas-em-voo-entre-cuiaba-e-sao-paulo.htm?cmpid=ctw-cotidiano-news


2-https://www.youtube.com/watch?v=FyHE8leOlK0 No vídeo a mulher está sem a parte de cima da roupa e ao final, o policial diz "Você fica, abaixa a calça", ou algo assim. É nojento, é degradante, é de vomitar. O que mais passa, além de todo o tipo de privação material, as pessoas humildes neste vasto país.

Jackie Santana disse...

O relatório Kinsey foi publicado em 1948; Até a década de 1970, os manuais de psiquiatria norte-americanos classificavam a homossexualidade como “distúrbio de personalidade sociopática”. Com a luta dos movimentos LGBT, essa classificação caiu, pois ficou evidente de que se tratava de um julgamento moral, não “científico”.
Até a década de 1970 ; respeitando a decisão da Organização Mundial de Saúde de 1990, não considera homossexualidade uma doença. Se não é doença, não pode ser tratada ; dois artigos de uma resolução do CFP, em vigor desde 1999; Em 2012, o renomado psiquiatra Robert Spitzerveio a público dizer que os resultados de uma pesquisa realizada por ele anos atrás sobre a eficiência dessas “terapias reparadoras” eram falsos -- ou, academicamente falando, “continham erros metodológicos graves que invalidavam a pesquisa”. O psiquiatra pediu “desculpas à comunidade gay” por ter divulgado sua pesquisa, uma vez que os resultados não eram concludentes e é assim q caminha a ciência - medicina , evoluindo e derrubando teorias ultrapassadas , e seguindo em frente p/ novas descobertas.

Amana disse...

Carxs,

Aos que chamaram a atenção sobre o parágrafo único do Artigo 3o, pedirei para Lola fazer uma errata - obrigada pela correção, copiei o texto todo do artigo.

À senhora Marisa Lobo, C/C para sua assessoria de imprensa: citar pesquisas de Alfred Kinsey, que viveu na primeira metade do século XX, utilizando material da Wikipédia, está meio... hum... defasado? Se a senhora e seus assessores leram bem o texto, me refiro a modificações significativas sobre a conceitualização da homossexualidade a partir da década de 1970. Se quiserem argumentar com estudos e pesquisas, vale se esforçar um pouco mais, não é verdade?...

Claudia Goes disse...

Otimo Lola, seu blog é cada vez mais importante com a publicação de textos elucidativos e bem escritos como o de Amana Mattos. :)

Karla disse...

Não sei se é desonestidade, má-fé ou burrice jogar os cromossomos sexuais numa conversa sobre sexualidade.

Anônimo disse...

Desde que "nasceram assim" tornou-se a linha ortodoxa, tem havido uma aceitação mais corrente e maior simpatia pela causa da igualdade gay/lésbica, como vimos recentemente no sucesso das campanhas para o casamento de pessoas do mesmo sexo. Embora seja possível que essa mudança de atitude do público teria acontecido de qualquer maneira, parece provável que o afastamento do construcionismo social ajudou, fazendo a demanda por direitos gays parecer menos uma ameaça política. O argumento essencialista implica que a maioria hétero será sempre hétero e a maioria, porque é assim que a natureza organizou as coisas. Ninguém precisa ter medo que a concessão de direitos às pessoas homossexuais irá resultar em milhares de novos "convertidos" para o seu "estilo de vida": pessoas heterossexuais não escolherão ser homossexuais, assim como as pessoas homo não podem escolher ser hétero.

Se você adota uma visão construcionista social de gênero e sexualidade, então as lésbicas, os homens gays, e não-conformistas de gênero são um desafio ao status quo: eles representam a possibilidade de que existem outras maneiras para todo mundo viver suas vidas, e que a sociedade não tem que ser organizada em torno de nossas concepções atuais sobre o que é "natural" e "normal". Por constaste, se você fizer o argumento essencialista que algumas pessoas apenas "nascem diferentes", então todos os gays, lésbicas ou não-conformistas de gênero representam é a proposição mais anódina que a diversidade deve ser respeitada. Esta mensagem não exigem que as pessoas "normais" questionem quem são, ou como a sociedade está estruturada. Ela exige apenas que elas aceitem que o que é natural para elas pode não ser natural para todo mundo. Fanáticos obstinados não vão ficar impressionados com esse argumento, mas para qualquer pessoa vagamente liberal ele é persuasivo, apelando para princípios básicos de tolerância enquanto tranquiliza a maioria assegurando que apoiar os direitos das minorias não vai colidir com as suas próprias prerrogativas.

Delilah Campbell

Anônimo disse...

Se for levar em consideração que a natureza tem leis próprias e capacidade de se modificar para sustentar um equilíbrio.
E ainda se considerarmos que relações gays não servem para reprodução.
Podemos concluir que a homossexualidade é algo extremamente natural, para proteção da ordem natural, visto que nosso planeta não comporta mais seres humanos.

(Gente, foi só uma brincadeirinha)

Falando sério agora; sou psicóloga. O psicólogo deve atender a qualquer demanda de sofrimento dos indivíduos que chegam a seus consultórios
Então, se o sofrimento que traz alguém ao meu consultório é por ser gay, vou lhe atender e tentar entender o pq desse sofrimento.
Caso este indivíduo me solicite que lhe ajude a se transformar em hetero, aí sim eu terei que lhe informar que isso não faz parte do meu campo de atuação e que somente posso lhe ajudar a entender o que lhe faz sofrer para talvez diminuir seu sofrimento.
Ponto.
O que passar disso é charlatanismo.
E dona Marisa Lobo, não envergonhe a classe profissional. Entenda de uma vez por todas que você como psicóloga não pode misturar aspectos religiosos com atuação profissional
Ciência e religião nunca andaram de mãos dadas.
A nossa profissão carrega uma responsabilidade enorme. Use-a com sabedoria.
E se você tem alguma questão com a homossexualidade, resolva isso em sua terapia.

Liana hc disse...

Gostaria de saber quanto esses psicólogos cristãos cobrariam/cobram por essas consultas.

Será que a tabela de preços ou o número de consultas necessárias variam de acordo com as categorias de Kinsey? Do mais caro (7. homossexual exclusivo) até o mais barato (2. heterossexual ocasionalmente homossexual)?

Letícia disse...

Absolutamente nada hoje em dia impede que uma pessoa vá ao psicólogo discutir frustrações RELACIONADAS à sua sexualidade. O que esse projeto pretende é permitir ao psicólogo que trate a sexualidade em si (como se sexualidade pudesse ser modificada) e simplesmente abolir a definição de que homossexualidade não é doença, que está presente desde 1999 (retrocesso é pouco). Absurdo. Esse texto é perfeito.

Vitória disse...

Marisa Lobo, faz-me rir! Vc está super interessada nessa lei pq vai ter todas as condições de utilizar seus tratamentos da forma charlatã como sempre fez, misturando psicologia com religião.

Cristofobia NÃO EXISTE! O que existe é a reação de pessoas cansadas de sofrerem discriminação por parte dos religiosos. Discriminação seria se vcs nunca atacassem os LGBTs e mesmo assim eles perseguissem, o que não acontece! Mas todos os seus esforços pretendem afetar diretamente a comunidade sexodiversa, e não falo somente de vc, mas dos seus amiguinhos tb. Vcs querem meter o bedelho na vida alheia e se recebem resposta à altura dizem que é perseguição religiosa. ISSO É MÁ FÉ, JOGO SUJO, PARAPLEGIA MENTAL VOLUNTÁRIA!

Estamos fartos da desonestidade intelectual, das mentiras, dos ataques. Não sei pq cargas d'água o Conselho ainda não cassou o seu registro. Vc não tem NENHUMA condição de falar em nome da ciência! Já li um texto seu que vc pega a distorce completamente as teorias de gênero. Não sei se o que fez é por burrice ou por má fé. De qualquer forma uma pessoa que nem lattes tem não pode ser tida como autoridade intelectual nunca.

Fica na sua igreja e deixe as pessoas em paz! Largue a psicologia e seja só pastora. Vc será mais feliz.

Vitória disse...

Página da Marisa Lobo e os absurdos que ela divulga. Marisa, Marisa, vc só engana quem é trouxa!

https://www.facebook.com/marisa.lobo.3538?fref=ts

Anônimo disse...

POST 1 (continua no próximo; dividi porque estava muito grande)

Lola, permita-me expor algumas considerações a respeito das possibilidades de vivência da sexualidade, por favor.
Numa tentativa de entender o ponto de vista defendido por Marisa Lobo através de seus argumentos cientificistas (usados evidentemente para valorizar o fundamentalismo religioso que a impulsiona, nós sabemos), me deparei com uma constatação de minha própria consciência, a respeito da coerência de tais argumentos que defendem a inerente diversidade do potencial de manifestação da sexualidade em suas variações homo, hetero e bi.
De fato há, no psiquismo humano, um dar-se conta da condição sexual que orienta o sujeito. A sexualidade, portanto, é algo que se apresenta com tendências que a direcionam para um, outro, ou para ambos os gêneros. As supostas origens genéticas e as construções ambientais/sociais da sexualidade, nesse momento, não me interessam. Prosseguindo...
Vejo na prática sexual um inerente potencial de satisfação - e isso independe do objeto de investimento ser concordante com a orientação sexual da pessoa que tenta alcançar tal potencial -, que pode ser alcançado de acordo com estímulos adequados. É fundamental, obviamente, que as pessoas envolvidas no exercício do sexo estejam de acordo com tal experimento para que a satisfação aconteça. Ideias como "não dá, não rola, não gosto" impediriam qualquer avanço nesse sentido, por bloquearem o que pode acontecer a partir de uma negação inicial.
Acho que, essencialmente, nada impede a satisfação sexual entre pessoas saudáveis independentemente de suas condições/orientações sexuais, além do engessamento de possibilidades construído socialmente.
O que quero dizer é óbvio: devido a certas condições fisiológicas e comportamentais, em dadas situações, qualquer pessoa é capaz de se satisfazer sexualmente com um outro sujeito - desde que os dois queiram, desde que eles estejam abertos para levar a cabo essa possibilidade. Nesse caso o que prevalece é a ideia do "prazer pelo prazer", da exploração do tesão, do encontro, da satisfação mútua consentida.
O retrato de presidiários héteros que desempenham comportamentos homossexuais por ocasião e oportunidade, explica bem o que estou tentando demonstrar. Se há tesão nas duas partes, e se elas estão dispostas e se mobilizam para satisfazer o desejo sexual como um fim em si, então o objeto do desejo perde importância porque o sobrepõe a intenção do gozo.
Nesse contexto, imagino que seja um consenso entre as mentes pensantes que "a oportunidade faz o ladrão". Ou, em outras palavras: a abertura à vivência da diversidade sexual é, em si, dotada da possibilidade de satisfação (embora, muitas vezes, não completa por causa da ausência do objeto, ou gênero, de preferência).
Essa é a parte da história que os fundamentalistas religiosos (que ainda se dão ao trabalho de apontar alguma verdade a respeito da sexualidade humana) têm explorado na tentativa de justificar suas investidas perversas e egoístas. Só que, nos seus discursos, eles destacam apenas a possibilidade de vivência hétero para os homossexuais que, pobrezinhos, têm sido impedidos de utilizar a psicologia para se livrar do sofrimento que é a cruz da homossexualidade. Quer dizer: em nome da manutenção dos estigmas da bíblia (se existem; nunca li...) tudo é válido.

Anônimo disse...

POST 2

Enfim, pra fechar o raciocínio preciso dizer que: uma coisa é reconhecer a possibilidade diversa das vivências sexuais independentemente de orientação/condição da sexualidade de cada um. Outra coisa é propor a MUDANÇA das orientações e condições sexuais. Isso, caros fundamentalistas, sinto informar, ~non ecziste~.
É sabido que os psicólogos podem acolher qualquer sofrimento dos seus clientes. No caso dos homossexuais, uma das possibilidades de orientação terapêutica é a tentativa de descobrir os modos e os motivos que criaram um desconforto existencial por causa da conscientização de uma orientação homo. Esses modos e motivos são clássicos: sociedade, mãe, pai, introjeção de valores externos sem a devida análise (como certos conceitos religiosos), etc.
Estão os psicólogos ou o Conselho Federal de Psicologia obrigando os gays a viverem e a expressarem suas homossexualidades? NÃO. São as próprias pessoas que devem escolher como exercitar as suas tendências sexuais.
Quantas histórias de casamentos bem sucedidos entre homos e héteros conhecemos, não é mesmo (e as desastrosas também)? As pessoas nesses relacionamentos podem escolher viver juntas e de fato serem felizes, embora perdas e problemáticas complexas possam ser originadas a partir daí - ou não.
O que importa é que a psicologia NÃO pode propor a alteração da orientação sexual, já que isso é impossível. Agora, se um homo topar gozar apenas em práticas heterossexuais, isso é uma decisão que apenas ele pode tomar. Terapeuta não decide vida de ninguém, minha gente. E não pode propor "milagre".

Saudações, Lola.

Sarah disse...

J'zuis! Cadê o CFP pra cassar essa doida dessa Marisa? Ah vá!

Isis S. disse...

Ótimo post!

Anônimo disse...

O problema é que o CFP e a mídia rotula de “cura gay” (o que seria proibido) se um psicólogo aceita ajudar um paciente insatisfeito com sua homossexualidade a reverter essa condição. E isso não é cura, pois, como já disseram, homossexualidade não é doença.

Porém devemos levantar uma questão muito séria que tem sido negligenciada, e tem ficado velada como algo proibido, censurado de se dizer.

A sociedade acadêmica, em todas as áreas, tem recebido informações manipuladas, conforme desejos e interesses de alguns militantes que mais parecem políticos, do que profissionais de saúde mental.

Criou se uma falsa idéia, um mito, de que a homossexualidade não pode e não deve ser tratada e quem, por insatistação, por não aceitação de sua própria condição, orientação e/ou opção tentar mudar, ou tratar esta realidade distônica, por assim dizer, estará incorrendo em um crime.

Esse cidadão em questão pode ser gay, mas não pode querer ser hetero? Por que um homossexual insatisfeito com sua condição não pode tentar mudar de orientação? E se um heterossexual quiser mudar? Ele pode?

O preconceito da imposição e o desrespeito ao artigo 5° da Constituição Federal e ao artigo 18 da Declaração dos Direitos Humanos é visível. Não está sendo respeitado, e ninguém questiona por que os formadores de opinião estão na mídia sugestionando diariamente toda uma nação a acreditar numa mentira.

“Os psicólogos não podem, por regra ética, recusar atendimento a quem lhes procure em busca de ajuda.” - Odair Furtado, ex-presidente do Conselho federal de Psicologia.

Por isso é equivocada qualquer afirmação de que os psicólogos estão proibidos de atenderem homossexuais que busquem seus serviços, incluindo a demanda de atendimentos que possam ter como objeto o desejo do cliente de mudança de orientação sexual, seja ela hetero ou homossexual. No entanto os psicólogos não podem prometer cura, pois não podem considerar seu cliente doente, ou apresentando distúrbio ou perversão.

Por pressões, e medo de serem cassados, nos ultimos 10 anos professores universitários passaram a falsa idéia de que os homossexuais não podem ser tratados por psicólogos quanto a sua sexualidade, porque não existe reversão - o que não podemos é tratar como doença, como patologia, como perversão no sentido moral , porém não só podemos tratar, como não podemos negar ajuda. Está no código de ética.

A manipulação deste fato tem trazido sofrimento a muitos homossexuais que querem tentar ao menos buscar ajuda, por não se aceitarem, não apenas pela igreja, pela religião como querem inconsequentemente afirmar os militantes gays e profissionais irresponsáveis, que como observamos claramente estão inflitrados em todas as universidades, nos movimentos políticos humanistas, e socialistas totalitários, militantes de bandeiras ideológicas disfarçadas de direitos humanos, impondo essa mentira que tem impedido muitos insatisfeitos de buscar uma ajuda profissional.

- Marisa Lobo

Walter Block disse...

Nos dias de outrora, dizer que um homem estava discriminando significava estar-lhe prestando um grande elogio. Significava dizer que ele tinha gosto: ele sabia distinguir entre o ruim, o medíocre, o bom e o excelente. Sua capacidade de fazer distinções requintadas permitia-o viver uma vida melhor do que em outros contextos.

Hoje em dia, em nossos tempos politicamente corretos, discriminação implica ódio racial ou sexual. Quem discrimina está, segundo o senso comum, evocando o linchamento de inocentes, o enforcamento de negros que não cometeram crime nenhum, e, no extremo, um retorno à escravidão.

Entretanto, estamos aqui para discutir ideias e não política. Aqui, a verdade e a justiça são nossas únicas guias, e não os sentimentos feridos de jornalistas trabalhando para a mídia convencional e para outros veículos lacrimosos.

Sendo assim, faz-se necessário ser claro e direto: é mais do que óbvio que qualquer ato de discriminação da parte de indivíduos — porém, é claro, não da parte do estado — é um direito nato, pois trata-se do direito à liberdade.

Quem discorda disso, por consequência lógica, teria de, por exemplo, impor a bissexualidade para todos. A bissexualidade coerciva é a implicação lógica de qualquer movimento antidiscriminação. Por quê?

Ora, homens heterossexuais desprezivelmente discriminam nada menos que metade da raça humana como indigna de ser sua parceira de cama/sexo/casamento: ou seja, todos os outros homens. Tampouco podem as mulheres heterossexuais alegar inocência frente a essa terrível acusação; elas, também, repudiam metade dos seres humanos nesse aspecto.

E quanto aos homossexuais masculinos? Podem eles rechaçar essa acusação mortal? Não, eles também se recusam a ter qualquer coisa com todas as fêmeas nesse contexto. Similarmente, as fêmeas homossexuais, lésbicas, criaturas rançosas que são, também evitam manter relações amorosas com qualquer tipo de homem — de novo, metade da raça humana.

Portanto, os bissexuais, e somente os bissexuais, estão livres de tal acusação. Somente eles são totalmente inocentes de incorrer em qualquer discriminação desse tipo. Eles são as únicas pessoas decentes em todo o espectro sexual; apenas eles se abstêm de incorrer em prática tão abjeta.

Logo, se nós realmente nos opomos à discriminação de questões referentes ao coração, então todos nós temos de abraçar a bissexualidade. Pois, se não o fizermos voluntariamente, a implicação lógica é que devemos ser forçados a fazê-lo. Afinal, recusar-se a aceitar essa conclusão significa aprovar não apenas tacitamente, mas também ativamente, práticas discriminatórias — certamente uma das piores coisas dentro do arsenal do politicamente correto.

Paulo Souza disse...

A psicóloga Maria Lobo não comenteu no seu blog. Simplesmente, um mascutroll fez Ctrl+C-Ctrl+V nos textos dela e colocou o nome dela...

Mascus são tão limitados na argumentação que tem copiar dos outros...

Mas de qualquer maneira, refutem essa reacionária da Marisa Lobo...

Paulo Souza disse...

É que nem o Walter Block... Vocês tem idéia de quem é Walter Block? Um dos maiores reaças dos EUA. Alguém acredita que o Walter Block, o próprio, comentou aqui? Algum mascutroll deu um Ctrl+C-Ctrl+V num texto do Walter Block e colocaram aqui.

Vitória disse...

Dona Marisa, fico abismada com a cara de pau que vc tem. O projeto de João Campos quer sustar justamente o parágrafo da resolução do CFP que proíbe a PATOLOGIZAÇÃO da homossexualidade. Ou vc não sabe o que significa patologização, ou vc está se fazendo de besta. Então sim, se trata da "cura gay".

Sabe pq nós, heterossexuais, não temos interesse em "reverter" a nossa orientação? Pq ninguém sofre preconceito por gostar do sexo oposto. Nem eu que estou constantemente no meio de gays sofro a tal "heterofobia". Ela simplesmente NÃO EXISTE!

O psicólogo pode sim atender quem esteja sofrendo, só que ao contrário do que vc propõe, que é terapia de "reversão" (leia-se CURA), os profissionais devem ajudar a pessoa a entender o que ela é e pq que ela sofre. O sofrimento gerado pela homossexualidade nada mais é do que o sofrimento gerado pela discriminação. Se a sociedade não fosse preconceituosa não haveria motivos para gays quererem ser heteros. E enquanto fazemos um enorme esforço para erradicar o preconceito, que é a raiz de todo esse sofrimento, chega vc e quer erradicar o homossexual, para dessa forma manter os valores patriarcais que tanto causam sofrimento não só para LGBTs, mas tb para mulheres.

E sinceramente Marisa, vc não está em condições de questionar a comunidade acadêmica. Vc pega teorias de gênero e sexualidade que são trabalhadas por pesquisadores há décadas e simplesmente caga tudo. Não parece nem entender e acha que pode refutar. Pq é muito fácil chegar na sua igreja com pessoas que só leram a bíblia e distorcer toda uma ciência, mas não aguentaria um simpósio com outros colegas de profissão. Nem lattes vc tem, pq será né?

Vc só engana trouxa.

Marcos Paulo disse...

Vitória. Quem está falando em PATOLOGIZAÇÃO aqui é vocês. A Sra. Marisa deixou bem claro que orientação sexual não é doença. Quem rotulou o projeto de "cura gay" foram vocês. Psicólogo não cura ninguém. O psicólogo simplesmente analisa a história de vida da pessoa e a ajuda a ver as coisas mais claramente, dando-lhe suporte para superar seus conflitos emocionais. O que o projeto do João Campos faz é dar liberdade aos psicólogos de ajudar quem sofre de conflitos de sexualidade.

Marina P disse...

Além de todo o preconceito absurdo que está por trás da "cura" gay, ainda tem dois pontos que eu, como psicóloga, acho estranhíssimo que pouca gente traga à tona:

1 - Que a "terapia" (muitas aspas aí) de reorientação/reversão da orientação sexual nada mais é que incentivar de forma veemente e violenta que uma pessoa gay finja ser heterossexual, que se comporte como heterossexual APESAR DE continuar sendo homossexual. Como é que esse povo é tão ingênuo/mal intencionado a ponto de achar que levar uma vida exteriormente heterossexual (se relacionar com pessoa do sexo oposto) significa que a pessoa seja heterossexual?

2 - Nós psicólogos (à exceção talvez da Maria Lobo) não somos pessoas suuuuper poderosas que sabem como transformar homossexuais em heterossexuais e que resolveram não compartilhar esse segredo com a humanidade porque o CRP nos impede de "curar" os homossexuais. É que não tem cura MESMO, não é doença MESMO e ainda que uma pessoa deseje muuuuito não ser homossexual, não existe terapia no mundo que mude isso! E olha que existem grupos que se dedicam à "cura" gay em outros países e o que mais tem são antigos "pacientes" vindo a público dizer que o "tratamento" não só não funciona como configura uma violência aos "pacientes".

Enfim... chega a ser ridículo ter que explicar essas coisas...

Vitória disse...

Marcos, vc leu o projeto do João Campos? Ele quer retirar o artigo 3º da resolução do CFP. Não sabe o que diz esse artigo? Vamos lá, eu mostro pra vc:

Artigo 3º:


“Resolução nº 1/1999
Art. 3° – os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.

Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades".


Se eles não acreditam na patologização da homossexualidade, pq querem sustar esse artigo? Se eles não trabalham sob a perspectiva de que a homossexualidade é patológica, pq iriam querer justamente esse artigo fora? Psicólogos sérios já trabalham com a sexualidade, não seja burro. Só que sem técnicas charlatãs para revertê-la, como Dona Marisa propõe. Leia a opinião de psicólogos sérios e reconhecidos na área, não de uma mulher que nem produção científica tem.

E dona Marisa, recomendo que mude de profissão. Seja só pastora de preferência, pois essa anomalia NÃO VAI PASSAR! E espero que o Conselho casse o seu registro o mais rápido possível.

Anônimo disse...

É simples, as pessoas de bem deveriam se perguntar: por que um homossexual se sente mal sendo homossexual? É simples! Ele é humilhado, tem seus direiros cerceados, é tratado como doente, anormal e ainda agredido pelos próprios pais dentro de casa, religiosos e deputados do nosso país. Estes que acreditam mais na Bíblia do que em fatos. acostumem-se, a psicologia é uma ciência e não tem nada haver com religião. E a ciência descartou a homossexualidade como doença faz anos. A desculpa nojenta inventada por esses seres desprezíveis é a de que a constituição estaria impedindo psicólogos de tratarem pacientes. Isso é mentira. Traumas podem e devem ser tratados. Outra desculpa é a de que a constituição impede a pesquisa. Outra mentira. Se você quer pesquisar e publicar em congressos e revistas você é livre para isso. Notem que, quando há um trauma que causa problemas e alteração da psique, o trauma deve ser tratado. Nesse caso não é a homossexualidade que está sendo tratada e sim o trauma, novamente continua existindo nenhum impacto sobre a ação do psicólogo nesse caso. Eu tenho pena de quem cai nas falácias. Entendam, em nada o psicólogo é impedido pela constituição, a não ser onde é necessário, ou seja, proteger os homossexuais jovens de psicólogos e pais retrógrados que acham que o filho é uma aberração. O que é impedido na constituição tem que continuar explicitamente proibido por causa de gente que ainda acha que homossexualidade é doença. E aos evangélicos com filhos gays eu peço que comecem a tratar o filho normalmente e com dignidade pra ver se ele não para de sofrer.

Vitor disse...

Aeee Vitória!

Anônimo disse...

UE ? homossexualismo não e uma construção social ?

Marcos Paulo disse...

Vitória, eu lí o Projeto do João Campos. O PDC 234 não susta o Art. 3o que proibe a ptolização da homossexualidade, susta o PARÁGRAFO ÚNICO do Art. 3. Leia:

Art. 1o Este Decreto Legislativo susta o parágrafo único do Art. 3o e o Art. 4o, da Resolução do Conselho Federal de Psicologia no 1/99 de 23 de Março de 1999.

Art. 2o Fica sustada a aplicação do Parágrafo único do Art. 3o e o Art. 4o, da Resolução do Conselho Federal de Psicologia no 1/99 de 23 de Março de 1999, que estabelece normas de atuação para os psicólogos em relação à questão da orientação sexual.”


Então, a patologização da homossexualidade continua proibida. Até porque homossexualidade não é um desvio patológico, é um comportamento.

Marta disse...

Desculpa,mas acho esse texto de Débora Diniz mais esclarecedor e menos superficial, pois indica os problemas e implicações morais, acho que enquanto não nos questionarmos, afinal, que tipo de prática e/ou ciência que é a psicologia participou para o discurso "da cura" vinculada a existência de "doença". Há de se questionar o que é cura, o que doença? Não se trata só de dizer que não existe cura pq não existe doença, se trata mais de questionar o próprio estabelecimento das doenças mentais como um todo e como a questão da "cura" entra de forma quase irrefletida como uma gestão moral e como espécie de biopoder do corpo, coisa que se poder notar
na história da clínica clínica e da psicologia. Infelizmente a psicologia tb tem um pouco de responsabilidade nesta aberração, mas felizmente parece se lançar depois do advento da psicologia crítica no "ultrapassamento"de sua origem funesta!



O psicólogo da cura gay acredita que há sexualidades abjetas. É um sujeito paralisado pela moral que falsamente supõe ser a heterossexualidade o destino dos corpos. Imagino-o como alguém assustado com a nova ordem social — os gays se casam, têm filhos, param as ruas para reclamar seus direitos. Esse vasto contingente se recusará a procurar a clínica de cura gay. Será difícil um psicólogo conseguir vencer a recusa dos gays em se reconhecerem como patológicos e ainda sobreviver à permanente crítica de colegas de profissão. Mas nem todos os gays saíram do armário, anunciaram-se em suas escolhas ou mesmo são livres para fazê-las. É para esses sujeitos que o projeto de cura gay é uma temeridade.

A cura gay instaura a dúvida injusta de a homossexualidade ser uma doença e, assim sendo, se os indivíduos deveriam se medicar. Ela perturba as famílias ainda inquietas com a sexualidade de filhos adolescentes ao prometer um atalho para a mudança de mentalidades. A cura gay é um esconderijo para os que sofrem com o armário — em vez de romperem a prisão do medo, se lançarão em uma gaiola na qual quem se apresenta como cuidador é um algoz do sexo. Não há cura para a homossexualidade, simplesmente porque não há doença nem perturbação ou perversão a serem tratadas. No entanto, descrevê-la como desvio patológico é perturbar uma ordem inquieta sobre a sexualidade.

Acredito que a resistência à cura gay não virá apenas dos corpos que se declaram como homossexuais, mas de toda a nova rede de relações que reconhece a homossexualidade como vivência legítima dos corpos e dos sexos. Não me espanta saber que havia poucos manifestantes gays na plenária que votou o projeto enquanto o país estava nas ruas. Só não será fácil para os deputados levarem o projeto da cura gay adiante. As ruas ainda se manterão cheias nos próximos dias, mas nossos olhos se abriram para a democracia que se exercita no Congresso Nacional. O grito das ruas anuncia que estamos fartos de injustiças. Se 20 centavos mobilizaram multidões, o que dizer de um projeto que ameaça a igualdade de milhões que movimentam as paradas gays pelo país?'

Mirella disse...

"Art. 1o Este Decreto Legislativo susta o parágrafo único do Art. 3o e o Art. 4o, da Resolução do Conselho Federal de Psicologia no 1/99 de 23 de Março de 1999."
PROJETO DE DECRETO LEGISLATIVO Nº DE 2011 (Do Senhor João Campos)
"Parágrafo único – Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades"

RESOLUÇÃO CFP N° 001/99
DE 22 DE MARÇO DE 1999


Sério, alguém me explica?

O parágrafo único diz que psicólogos não vão colaborar para tratamentos de "cura da homossexualidade".

Se este parágrafo único está sustado, os psicólogos podem colaborar para tratamentos de cura da homossexualidade.
E como que isso não significa que psicólogos podem colaborar para curar homossexuais?

Marcos Paulo disse...

Como está no título do Guest Post: NAO EXISTE cura pra o que não é doença. Se patologização é proibida, logo não existe cura para a homossexualidade. Então o projeto arranca a expressão "cura das homossexualidades" porque NÃO EXISTE cura para o que não é doença. Basta proibir a patologização.

Vitória disse...

Se os evanjegues estão de acordo que a homossexualidade não é patológica, pq querem sustar esse parágrafo único?

Marcos Paulo disse...

Porque NÃO EXISTE cura pra o que nao é doença. Simples.

João Paulo disse...

Lola, postei um comentário sobre uma notícia postada em um portal gay, falando sobre Feliciano, e... fui sumariamente deletado. Estou um pouco... decepcionado. Citei uma declaração do Feliciano falando como ele acreditava que essa proposta não passaria e a mídia humilharia os evangélicos por causa disso. Depois, escrevi algo no tom de, "conheço evangélicos que são gente muito boa, se forem humilhados é por causa de representantes religiosos como você. Pense mais no que faz que evitará muito choro no futuro". Acho que não disse nada ofensivo nem contra religiosos ou gays... Será que disse? Desculpe o desabafo... é que estou perplexo.

Mirella disse...

Marcos Paulo,


Você está dizendo que o projeto susta este parágrafo porque evangélicos e cristãos acreditam que não existe cura para homossexualidade, então não precisa de uma decisão do CFP sobre não curar homossexuais?
Em que mundo você vive?
Você realmente acredita nisso, depois de ver que as pessoas que aprovam este projeto (Marco Feliciano e companhia são exemplos) são as mesmas que chamam homossexuais de abominação, pedófilos, pecadores?
A lógica, ela sumiu.

Marcos Paulo disse...

E desde quando dizer que algo é pecado equivale a dizer que é doença? Desde quando pecado é sinônimo de doença? Para a Doutrina Cristã, a homossexualidade é um pecado, e não um desvio patológico. É a mesma coisa que dizer que masturbação é pecado. Mas isso não equivale a dizer que a masturbação é um desvio patológico.

Mirella disse...

Marcos Paulo, existem duas possibilidades para você:
- ou você é totalmente desligado da realidade e não sabe a que se refere este debate
- ou você adota a outra tática para que o PDC nº 234/2011 siga adiante: a de dizer que o PDC pode revogar uma decisão do CFP porque não há "patologização" da homossexualidade, então não precisa haver menção. Mas, capciosamente, ignora que tal resolução só existiu pela recorrente ação de psicólogos justamente para auxiliar na cura de homossexuais.
Este é o dispositivo legal que assegura a integridade moral de homossexuais. Querer sustá-lo é uma manobra ridiculamente óbvia, e não importa o salto retórico que tentem dar.
Apesar de citá-lo, sei que não irá mudar de idéia, e nem almejo isso. É apenas um contraponto para explicitar os meios aos quais se recorrem para aprovar esse absurdo PDC.

Marcos Paulo disse...

Mirella, o PDC 234/11 não revoga o Art.3, susta o parágrafo único. Entende? Ele manteria o caput do artigo 3º que proibe a patologização da homossexualidade. Não sendo tratado como patologia, pois, não se pode propor cura, pois não existe cura pra o que não é doença.

É questão de lógica.

Mirella disse...

É o parágrafo único que proibe a colaboração de psicólogos com o tratamento de homossexuais. Psicólogo nenhum trata patologias. É, de fato, questao de lógica.

Cora disse...


Olha, já vi gente desonesta postando comentários internet a fora, mas nunca com a desfaçatez dessa pessoa que postou como walter block (e ainda tirando o trecho do contexto original, o q modifica um pouco o sentido que o autor pretendeu pro texto completo, embora a analogia seja falha).

Caceta, o cara é hors concours!!

Seguindo o raciocínio bizarro desta criatura q postou aqui, discriminamos TODAS as pessoas do mundo, exceto nosso parceiro ou parceira, já q não consideramos TODAS as pessoas do mundo como possíveis parceiros.

O que ele não diz é que esse discriminar é apenas “fazer distinção” e não repudiar.

Ter interesse romântico/sexual por alguém não é o mesmo de repudiar todos os demais seres humanos como seres inferiores, ainda que seja fazer uma distinção.

Será que os homens heterossexuais defendem a criação de leis que impeçam que os demais homens heterossexuais tenham direitos civis básicos?

Será que os homens heterossexuais defendem a criação de leis que impeçam que os demais homens heterossexuais demonstrem carinho em público, como andar de mãos dadas ou abraçar a parceira?

Será que os homens heterossexuais não contratam outros homens heterossexuais simplesmente por não aceitarem dividir o espaço com eles, esses outros homens heterossexuais?

Será que homens heterossexuais agridem outros homens heterossexuais quando os encontram de mãos dadas com a parceira?

Será que homens heterossexuais defendem que ser um homem heterossexual é uma aberração e é contrário à natureza e que qualquer homem heterossexual deve buscar tratamento para deixar de ser um homem heterossexual, já que ele não pode ser feliz sendo um homem heterossexual?

Será que o comentário desse block é o trecho de um texto que foi publicado no site do instituto mises?

Será que ninguém neste instituto percebeu como os argumentos deste trecho são ridículos?

Será que tem leitor do mises defendendo a analogia como válida?

(aparentemente as pessoas no instituto mises têm uma fé inabalável na humanidade – somos todos boas almas sem maldade – e creem fervorosamente que, numa sociedade em que a discriminação racial ou sexual – portanto discriminação baseada em estereótipos – é considerada legítima, não surgiriam tensões de nenhum tipo. a história (e a realidade) não ensina nada, né?)

Mas o que a criatura que postou aqui e o próprio block não querem entender, a discriminação criticada é justamente a que resulta em violência (a criatura eu não sei, mas o block, ao que parece, condena a violência, pelo menos na superfície.). Se um grupo exterioriza seu preconceito e pretende aprovar medidas ou leis que limitam direitos ou que inferiorizam, isso é violência. E é a discriminação que resulta em violência (verbal, física ou simbólica) que é criticada e não a discriminação inocente do “fazer distinção”. Pra galera do mises, preferir amarelo ao invés de verde (discriminar o verde) está no mesmo patamar de discriminar pessoas – negros, homossexuais, mulheres, judeus... – baseado em estereótipos e preconceitos.

Cora disse...


marcos paulo,

o parágrafo é fundamental.

é de conhecimento de tds q algumas denominações religiosas afirmam “curar” a homossexualidade contando, inclusive, com depoimentos de “ex-gays” como forma de propaganda e convencimento. assim, é importante q esteja absolutamente claro pra população q não há profissional da psicologia q seja idôneo participando dessas “curas”.

o artigo e seu parágrafo único fazem td o sentido. o motivo para tentarem sustar esse parágrafo é, então, bastante clara. pretende-se q esses “tratamentos” sejam tornados idôneos pela participação de psicólogos.

se para cristãos a homossexualidade é pecado, os cristãos homossexuais podem ser celibatários (portanto não pecadores) ou lidarem com o fato de serem pecadores ou buscarem auxílio espiritual para submeter o desejo aos preceitos da religião q abraçaram, procurando se realizarem em relacionamentos heterossexuais.

Jairo disse...

O PDC 234/11 é do deputado federal João Campos (PSDB-GO) e não de Marco Feliciano (PSC-SP) como tem divulgado amplamente a maioria da mídia. Será que esse aparentemente "simples" engano de alguns jornalistas e artistas é proposital?

O Projeto de Decreto Legislativo 234/11 suprime o parágrafo único do artigo terceiro e o artigo quarto da Resolução número 1/99 do Conselho Federal de Psicologia.


“Parágrafo único: Os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura de homossexualidades.”

Não existe cura para aquilo que não é doença, logo o que o projeto propõe é exatamente o contrário do que comentam. Suprimir este item é a comprovação de que o homossexual não é um doente.

Se você é homossexual isto interessa exclusivamente a você e se você tem conflitos psíquicos com relaão à sua opção sexual e quiser ajuda profissional, ninguém tem o "direito" de proibi-lo.

Proibir psicólogo de atender a PACIENTES QUE QUEIRAM FALAR SOBRE qualquer tipo de assunto é uma boçalidade, inclusive sobre homossexualidade.

O fato é que existem muitas pessoas que procuram psicólogos para discutir o assunto em pauta e estes mesmos profissionais estão sendo proibidos e expulsos de sua profissão ao ajudarem a quem pede auxílio, por isso a apresentação do projeto visa acabar com as cassações de registros de psicólogos, agora intensamente fiscalizados pelos LGBTs.

Não existe comprovação científica de que a homossexualidade é um fator genético, mas estudos e o dia a dia comprovam que é um comportamento muitas das vezes assimilado pelo meio em que pessoas vivem. E se você acredita que pessoas nascem homossexuais, tudo bem, ninguém estará obrigando ninguém a ir à um psicólogo para discutir isso, mas proibir quem queira, é no mínimo, uma imposição injusta.

Mauro disse...

Cora.

Walter Block jamais defenderia a criação de leis contra homossexuais, negros, judeus, mulheres ou qual indivíduo for.

"Seguindo o raciocínio bizarro desta criatura q postou aqui, discriminamos TODAS as pessoas do mundo, exceto nosso parceiro ou parceira, já q não consideramos TODAS as pessoas do mundo como possíveis parceiros."

Exato. Você discorda disso?

"O que ele não diz é que esse discriminar é apenas “fazer distinção” e não repudiar.

Ter interesse romântico/sexual por alguém não é o mesmo de repudiar todos os demais seres humanos como seres inferiores, ainda que seja fazer uma distinção."


Claro que é repudiar. Se eu tenho interesse romântico/sexual por mulheres é porque implicitamente repudio homens. Sendo ssim, como disse o Block, a imposição da bissexualidade coerciva é a implicação lógica de qualquer raciocínio antidiscriminação.

"Será que os homens heterossexuais não contratam outros homens heterossexuais simplesmente por não aceitarem dividir o espaço com eles, esses outros homens heterossexuais?"

Então é você quem quer violar os direitos de outras pessoas. Se eu não quero contratar um homossexual para ser garçom no meu restaurante (por qualquer motivo que seja), você quer me obrigar a fazê-lo. Você quer colocar uma arma na minha cabeça e impor quem eu devo contratar, ou criar leis para impor isso. E tudo para satisfazer seu capricho.

Ou seja, você que quer criar leis para me obrigar a contratar um homossexual. Em suma, quem defende a criação de leis para violar direitos é você, e não eu.

O que você não consegue entender é que deixar de contratar alguém não representa agressão alguma. É tão legítimo quanto não querer se relacionar sexualmente com alguma pessoa por qualquer que seja o motivo.

Isso é o básico do básico. Mas autoritárias como você, cegadas por esse ímpeto de querer comandar a vida das pessoas, jamais entenderá isso.

Cora disse...

mauro,

pra começar, não separe minha fala em partes, pois você induz o leitor q não conhece meu comentário anterior ao erro.

(aliás, foi isso q fez o cara q postou aqui usando o nome e as palavras de block, q duvido muito aprovasse esse uso indevido de seu texto).

Deixei bastante claro em meu comentário o q quis dizer e o quão absurda, inadequada e falsa é essa analogia de block, o q faz com q as conclusões (e as extrapolações) q block pretende a partir delas sejam igualmente inadequadas e, portanto, também falsas.

Repudiar tem o claro sentido de não admitir ou não aceitar, de condenar, de repelir, de abandonar, de desamparar.

Qdo nos identificamos como heterossexuais, p. ex., não estamos repudiando ninguém, estamos apenas manifestando nosso desejo romântico/sexual. Estamos apenas discriminando no sentido de “fazer distinção” e não no sentido de repudiar/condenar/repelir.

Isso fica claro já q vc não evita homens por serem homens, e eu não evito mulheres por serem mulheres. Ao contrário. Em geral, gostamos e buscamos o contato com pessoas do mesmo gênero da gente e travamos amizades longas e intensas com essas pessoas. Não há, de forma alguma, repúdio. Apenas nosso desejo romântico/sexual está dirigido ao sexo oposto.

Não há necessidade alguma de impor-se coercitivamente a bissexualidade qdo se critica a discriminação q tem viés de repúdio.

Há alguma necessidade de homens heterossexuais dizerem q repudiam os demais homens? Há alguma necessidade de mulheres heterossexuais dizerem q repudiam as demais mulheres? Não. Não há nenhuma necessidade disso, já que não há discriminação (=repúdio) aí.

Então, pq seria legítimo externar repúdio em relação às pessoas homossexuais? Qual a necessidade disso? Esse repúdio, por mais ginástica retórica q faça block e seus seguidores, está baseada unicamente em estereótipos q alimentam preconceitos. E é isso q se procura debater e desconstruir. Não faz o menor sentido discriminar pessoas a priori, baseados em estereótipos apenas. Quer defender o direito ao repúdio? Faça isso. Mas seja honesto e não queira parecer justo, qdo não há justiça no q você defende.

Libertários são muito contraditórios. Vivem falando de mérito, mas acham legítimo discriminar a priori, sem q se conheça ou q se dê oportunidade para q a pessoa demonstre capacidade ou mérito.

E esse papo de arma na cabeça já deu. Quem tá com a arma apontada pra cabeça dos outros são vcs, q pensam em estabelecer guetos nas cidades em q determinados tipos de pessoas (baseados apenas em preconceitos e estereótipos) não possam circular.

Num mundo idílico de seres bons e cordatos, mundo esse q só existe na mente viajante de vocês, colocar plaquinha na frente da loja dizendo:

- mulheres não são bem-vindas;
- proibida a entrada de negros;
- não atendemos gays;
- não vendemos para judeus;
- edifício exclusivo para brancos;
- bar exclusivo para negros;

não geraria violência ou conflito social.

A única forma de conseguirmos um mundo um pouco menos violento é falar sobre o motivo de repudiarmos o diferente. É pensarmos pq é tão difícil conviver com o diferente.

É muito cômodo me rotular de autoritária qdo a única coisa q eu disse foi q não faz sentido discriminar baseado em estereótipos.

Não quero impor q vc contrate homossexuais. O q não considero correto é q vc não contrate homossexuais por considerar esta característica determinante de caráter.

Ser homossexual é como ser heterossexual ou bissexual ou assexual. Existem aqueles que serão aptos para o trabalho, os q não serão, os q serão honestos, os desonestos, os competentes, os incompetentes, os chatos, os bacanas, os preconceituosos, os libertários, os esquerdistas, os direitistas, os conservadores, os liberais, os promíscuos, os não promíscuos, os religiosos, os ateus, os agnósticos, os leais, os traíras, os vegetarianos, os alienados políticos... como qq outra pessoa, de qq gênero, cis ou trans*.

Não consigo ver autoritarismo em se falar sobre isso, em gerar debates, discussões. Não consigo ver autoritarismo em enxergar pessoas como pessoas.

Mauro disse...

A esquerda não sabe a diferença entre direito e privilégio.

Os direitos legítimos são universais. Todos os seres humanos o têm igualmente. Independentemente de qualquer coisa, todas as pessoas possuem direito à vida, à liberdade e à propriedade. Já os privilégios são discriminatórios por definição.

Quando um privilégio não é legítimo? Quando envolve violação dos direitos naturais previamente descritos. Quando envolve coerção. É o caso de uma agressão física contra um grupo. É também o caso de todos os privilégios concedidos a um grupo pela força das leis estatais. Todos os privilégios políticos e corporativistas se encaixam nesta categoria. O privilégio de fazer leis e inventar impostos, o privilégio de deter o monopólio dos serviços de justiça, o privilégio de receber uma concessão do estado ou ganhar uma licitação, o privilégio de receber milhões para projetar as medonhas construções de Brasília, e o privilégio de ter toda a sociedade pagando os seus anticoncepcionais para você transar, são todos ilegítimos.


- mulheres não são bem-vindas;
- proibida a entrada de negros;
- não atendemos gays;
- não vendemos para judeus;
- edifício exclusivo para brancos;
- bar exclusivo para negros;


Embora seja cretino e moralmente abominável, os donos destes locais estão no seu direito de fazer isso. Condenáveis, mas legítimos, pois estão no âmbito privado e não violam direitos naturais. Ou você quer obrigar um dono de um negro a aceitar um racista da Ku Klux Klan em seu bar?

"Libertários são muito contraditórios. Vivem falando de mérito, mas acham legítimo discriminar a priori, sem q se conheça ou q se dê oportunidade para q a pessoa demonstre capacidade ou mérito."

Não há contradição nenhuma. Se os gays sofrem mais preconceitos que os héteros, a maneira correta de corrigir o problema é com mais liberdade. Mais liberdade econômica garantirá o sucesso profissional dos gays de maneira meritocrática, punindo os preconceituosos com perdas contábeis. O homofóbico imbecil que deixasse de contratar um homem como Alan Turing, o brilhante criptoanalista homossexual, para seu departamento de information security estaria perdendo receita. Mais liberdade social nos permitirá maiores possibilidades de minar a homofobia, seja xingando e insultando um homofóbico na imprensa, seja se negando a contratar homofóbicos ou impedindo a entrada de homofóbicos em seu restaurante, tudo isso sem medo de sofrer processos judiciais.

Mauro disse...

"Ou você quer obrigar um dono de um negro a aceitar um racista da Ku Klux Klan em seu bar?"
- Ops, errei ao digitar. Ou você querer obrigar um dono de um bar negro a aceitar um racista da Ku Klux Klan em seu bar?

Anônimo disse...

UM DIA SENTIREMOS FALTA DO TRADICIONAL MUNDO.....

Onde moças casavam virgens.
Tinham hora pra estar em casa.
Tinham idade pra começar a namorar.
Homens trabalhavam pra casar-se e cuidar da familia, não pra ostentar o que não tem.
Pai e Mãe podiam corrigir seus filhos como achavam melhor.
Entre outros ADJETIVOS que so estão cada dia se acabando e o MUNDO so se tornando mais cheio de ODIO...
E nenhum dos ADJETIVOS que disse ha algumas linhas a cima tem haver com RELIGIÃO viu.... TUDO era apenas cultura,caráter,respeito, tradições que a maioria das familias mantinham...