quarta-feira, 3 de abril de 2013

"SE SOU TUDO ISSO, COMO NÃO ESTOU COM O HOMEM QUE AMO?"

Já faz um tempinho que a C. me enviou este email:

"Escrevo num momento de muito descontentamento comigo mesma. Tenho 40 anos, um filho de 19, e sou separada há mais de 17. Sou complexada com meu corpo, não aceito o fato de já não ter tudo no lugar e sempre me desvalorizo.
Acho engraçado quando as pessoas dizem que sou linda, bem humorada, divertida, inteligente. Costumo brincar: se eu fosse tudo isso estaria com o homem que eu amo.
Sim, eu tenho um homem que amo há mais de um ano.
Um cara maduro, seguro de si, que sabe o que quer. E que se deparou com uma menina mimada, louca e completamente descontrolada. Desconfio dele, desconfio do que ele me fala, desconfio do que ele está fazendo. Ele costuma brincar comigo e dizer que ele precisa provar onde está e provar onde  não está.
Tenho uma mentalidade fértil demais, e mesmo com inúmeras provas de que ele sempre fala a verdade, eu pareço nunca acreditar.
Apos enlouquecê-lo e ir buscar ajuda na terapia, hoje estamos juntos novamente, não como eu quero, mas, talvez, como deve ser. Calmo, tranquilo, dia após dia.
Esse dia a dia me mata. Quero tudo pra ontem, tudo pra agora. Não tenho paciência de esperar, quero sempre estar a dois, três passos na frente. Quero prever o futuro. Quero que ele aja exatamente como eu quero.
Confesso que já me senti uma louca, principalmente quando ligava 102 vezes no celular dele até ele me atender. Após brigas eternas, meu sofrimento, o desgaste da relação, as ofensas e o meu desequilíbrio, ele resolve dar mais uma chance. Talvez a derradeira, talvez a melhor. Eu não sei.
Sei que sofro, cada dia que passa, com medo de perdê-lo. Sinto que, por causa do meu corpo, jamais qualquer outra pessoa irá se interressar por mim, e acabo descontando tudo em cima do pobre coitado.
Passamos um fim de semana maravilhoso e hoje, novamente por ele esquecer o celular em casa e não me atender, surtei. Achei que ele não me queria mais, que ele tinha terminado comigo, que ele não ia mais me ligar... Ele, cansado das mensagens e dos recados na caixa postal, não me respondeu nenhuma das tentativas de contato.
Claro que eu insisti, mesmo correndo o risco de perdê-lo, e recebo uma resposta animadora: "eu não terminei com você, apenas não quero falar com você".
Foi o ápice pro meu coração sossegar, para aquela ânsia de vomito e falta de ar desaparecerem, bastou pra me acalmar.
Após algumas mensagens dele, meio grossas, vim repensando nas atitudes que tomei. E resolvi escrever pra você, pois não sei se sou a única pessoa no mundo que sente esse MEDO enlouquecedor de perder o namorado.
Sim, eu morro de medo de perdê-lo. Aceito, faço, me culpo, me humilho, sofro, deixo de ser eu mesma pra não magoá-lo, apenas pelo simples fato de que ele me acha atraente, mesmo cheia de celulite, flacidez e peitos caidinhos.
Vire e mexe ele me olha e me diz: C, você tem um puta valor, por que não o usa? Por que não se valoriza?Eu não sei.
Confesso que não me acho feia, até sou bonita, não aparento 40 anos, sou divertida, mas sou fraca. Não consigo me posicionar diante dele, não consigo falar: opa, você está me machucando com isso, peraí que agora tô cuidando de mim.
É tudo pra ele e como ele quer. Sempre tô disponivel, sempre tô em casa, sempre à espera dele. Lógico, vai que eu falo alguma coisa que ele não goste e ele termina comigo? Deus me livre.
Tenho saudades todos os dias, não canso de dizer a ele que eu o amo e que não vivo sem ele. O chamo de Vida, de minha Vida. 
Tudo isso na verdade tem um nome: insegurança. Me coloco no lugar de tantas outras que são inseguras. Mulheres assim como eu, que aceitam tudo com medo de ficar sem ele.
Não tenho medo de ficar sozinha, tenho medo de perdê-lo.
E vou adiantando que ele não é nenhum Brad Pitt, nem nenhum milionário. É um cara simples, separado, trabalhador. Mas, pra mim, é o único homem capaz de me fazer feliz. Eu disse feliz? Será que sou feliz?
Bem, isso é pauta pra outra conversa."
 
Minha resposta: Achei o seu email interessante porque blog feminista geralmente é lugar de mulher forte e decidida, com muitos esqueletos no armário, claro, mas segura e dona de si. E você certamente não está nessa posição.
É fácil te criticar. Mais complicado é tentar se colocar no seu lugar.

Eu sou cinco anos mais velha que você, e sou gorda. Se eu não tivesse o maridão, é bem possível que eu não encontraria um outro homem bacana, pelo menos não rapidamente. E como passei praticamente toda a minha vida morando com alguém, a adaptação de morar sozinha não seria veloz. Mas, sem dúvida, muito melhor só do que mal acompanhada. Acho que todxs nós deveríamos adotar esse ditado como ponto pacífico. É clichê, mas é verdade.
Não sei se tem como a gente não se sentir muito insegura com o nosso próprio corpo, ainda mais depois dos 40. Somos bombardeadas por imagens irreais o tempo todo. E já começamos a detestar nossos corpos aos 8, 10 anos. Imagina quando ele já está fora dos padrões de beleza, que é sempre um padrão jovem? E quando temos tão poucos referenciais na mídia de mulheres da nossa idade, e quando todas as mulheres que vemos na TV e revistas são photoshapadas e esticadas à exaustão. Ajuda saber que, na vida real, ninguém é assim. Ajuda demais ler livros libertadores como O Mito da Beleza, que nos ajudam a entender essa ditadura.
Mas estamos num mundo estruturado de um jeito em que mulheres da nossa idade saem perdendo. Tudo bem um cara se relacionar com mulheres cinco, dez, quinze anos mais nova, mas mulher se relacionar com homens mais jovens ainda é bastante incomum e enfrenta preconceitos. Não tem nada de natural nesse arranjo, assim como não é natural que, num casal, a mulher tenha de ser mais baixa que seu parceiro. Mas são convenções sociais que estão fixas na cabeça de muitas pessoas. 
Além do mais, outro arranjo da nossa sociedade é a monogamia. De maneira geral, homens de 40, 50, 60, já estão comprometidos. Com todas essas convenções sociais -- padrão de beleza jovem, casais em que o homem é mais jovem serem mal vistos, monogamia -- a "oferta" (pra usar um termo de mercado) de homens para mulheres hétero realmente é menor. Mas, e daí? O que muita gente se esquece é que você não precisa conquistar toda a população masculina do planeta. Só precisa de um cara -- se é que precisa.
Você se coloca numa posição submissa demais, C. E você sabe que isso não está certo. Arrisco dizer que essa situação tem pouco a ver com ele, o seu amado. Você está com a autoestima lá embaixo, e desse jeito todos os relacionamentos que você tem ou terá vão ser afetados. Espero que a terapia ajude que você a se encontrar.
Num relacionamento a dois (ou a três, a quatro), todo mundo tem que ceder um pouquinho. Faz parte. Se um cede demais e o outro não cede nada, há um tremendo descompasso, uma sensação de injustiça que vai permear o dia a dia. Então você precisa se comprometer a acreditar no cara que você ama e não ligar pra ele 102 vezes por dia. E ele talvez precise se comprometer a ligar pra você, sei lá, duas vezes por dia? Ou de não se exasperar nas duas ligações diárias que você a partir de agora vai fazer pra ele? Ter um relacionamento sufocante como o que você tem hoje não é bom pra ele, nem pra você.

Portanto, negocie. Veja o que você quer, dentro do que é possível (ligar 102 vezes e ficar com falta de ar se a pessoa não atende não está dentro do possível), converse com ele, e se imponha, pra ele também ceder um pouquinho. E se tiver que perdê-lo, paciência. Não pense que se não ficar com ele, não ficará com mais ninguém. Apesar do que prega o senso comum, tá cheio de mulher com mais de 40 namorando, ou no segundo ou terceiro casamento, ou sozinha, mas perfeitamente feliz.
Entendo que você queira tudo planejado e pra ontem. Muita gente é assim. Acho que eu mesma sou. Mas temos que saber lidar com as frustrações de que nem tudo é como a gente quer. Às vezes viver o dia a dia é mesmo o melhor caminho.

83 comentários:

Anônimo disse...

Não tem nada mais contraditório, do que uma feminista relatando que ama um homem.

Lucas disse...

Não tenho tanto cacife pra comentar, pois sou homem e tenho 26 anos.
Mas me identifiquei com o relato pois já me vi na mesma posição de achar que a outra pessoa terminaria comigo por qualquer desagrado, não conseguir me impor, me anular e me desesperar com a perspectiva de perder.
Resultado? Ela terminou comigo justamente por causa disso, por eu me anular. Ela queria uma relação com alguém completo, não com um tipo de acessório que a seguia por todo lugar.

Como resolver? Terapia é um ótimo caminho, mas depende de você. Tudo isso se resume à auto-estima, que você parece não ter quase nenhuma mesmo. Foque-se nisso, acredite quando as pessoas te elogiarem, acredite que o cara que você ama e seus amigos estão com você pelo que você é, não por você se negar para agradá-los. Acredite nas pessoas que te amam, e boa sorte.

Bia disse...

Oi C.

Olha, antes de eu ser feminista eu tive depressão. Meu namorado era tudo para mim então sempre que acontecia alguma coisa, ele falava e brigava comigo e eu não conseguia me impor: simplesmente chorava. E me culpava.

Depois que me curei e descobri o feminismo, tudo está muito melhor. Me sinto mais livre e segura, sei o que quero e sempre procuro demonstrar, e também sei que se for para viver sofrendo ou num relacionamento ruim, é melhor ficar sozinha.

Tenho uma amiga que se humilhava muito para o namorado, ele, todo machista que é sempre pisava nela e ela corria atrás como se sua vida inteira dependesse disso. Hoje eu dou muitos conselhos para ela, indiquei o blog da lola e outras coisas. Essa semana mesmo ela me mandou um email falando que havia dado uma dura nele, chegando a terminar e tacar a aliança nele. E ela me disse que como ela estava decidida, não se sentiu mal ou culpada, e que ele depois de umas horas foi procurá-la dizendo que não vivia sem ela.

Quando a gente gosta de nós mesmas (não é fácil e gostar 100% é praticamente impossível), pelo menos no fato de saber que merecemos coisa melhor, ter ideologias e sonhos, somos mais felizes.

Espero que você possa se curar e encontrar o amor que falta em você para com você mesma.
Minha mãe tem cinquenta e poucos anos e há mais de 20 é separada e nunca mais arrumou alguém. Não por não conseguir, mas por decidir (depois de dois relacionamentos frustrados)que sua felicidade não dependia daquilo, que ser sozinha era o que ela queria. Minha mãe é incrível.

Beijos!

Joane Farias Nogueira disse...

Como uma pessoa que já passou por isso, te digo que acho que o fato de você se anular para ele tem muita relação com o que você sente. Se anular para não perdê-lo, para agradá-lo, mesmo que isso signifique anular-se para si e terminar infeliz com um vazio tão grande que leva você a achar que só outra pessoa pode preencher. E perder a pessoa que preenche sua insatisfação é como morrer um pouquinho mais...
É como eu me sinto/sentia...não sei mais.

Fernanda disse...

Lola, seu blog é o bicho. Cheguei tarde, né? Antes tarde do que nunca, anyway.
C.: terapia, terapia, terapia. O tanto que seu dinheiro der pra pagar, 3 vezes na semana se for o caso. Concordo demais com a Lola: esse rapaz é simplesmente um figurante (sem o menor desprezo aqui) de um nó muito mais antigo e muito mais profundo. Eu tenho 29 anos e virei as costas ao amor da minha vida. Foi muito duro, com certeza; mas a minha integridade como ser humano não foi violada, e, com toda sinceridade, eu levo a minha vida de forma totalmente leve. Não creio que isso seria possivel se eu tivesse me deixado corromper pelo relacionamento... Sou terreno fértil para um novo amor da minha vida. Que chegará quando for a hora. Parabéns pela coragem do depoimento, e muita força pra você.

Idealista Chata disse...

Anon eu amo um homem, varios...meu namorado..meu pai, meus sobrinhos

várias feministas amam homens..só não amamos homens como vc..se eh que vc eh um...

não somos contra hoemens..somos contra machistas...

e se vc não sabe nem disse não deveria opinar...e tentar ofender outras pessoas com sua falta de conhecimento..

Cláudia Mellendez disse...

Diacho, então é contraditório uma feminista relatar que ama um homem, "Anônimo" aí de cima? Pelos deuses do Egito, somos tds mulheres, seres humanos comuns, feministas ou não, amamos como qq outro ser é capaz de amar. Eu sou feminista, adoro homem, e qdo amo um (ou uns), me entrego de corpo e alma. Eu, hein?

Idealista Chata disse...

Lucas...Parabéns por opinarr!!!!
eh tãolindo ver homens bacanas, e humildes aqui no blog..

Mirella disse...

C.,

Olha, acho que a terapia vai ajudar muito.
Veja bem, sou totalmente leiga e não posso fazer diagnóstico de nada, né? Mas acho que você tem algumas características principais na sua personalidade que vc pode conversar com sua psicóloga: auto-estima e ansiedade.
Acho provável que você seja ansiosa em outras áreas da vida que não só o relacionamento, e duvide de si em outras áreas que não só o relacionamento.
Parece que vc tem um relacionamento bem difícil com vc mesma, e a terapia pode te ajudar a se abraçar e se aceitar.
Acho interessante você analisar sua vida e tentar encontrar a partir de qual momento você passou a sentir esta ansiedade, se você sempre foi assim, sempre lidou com ela desta forma.
Outra coisa, como você ocupa seu tempo? Porque ligar 102 vezes exige tempo (muito tempo) e que você poderia estar empregando de outra forma.
E a sua vida social? Você tem um círculo próximo de amizades? Porque a impressão que dá é que vc centra sua vida nele. Talvez falte um pouco de perspectiva para você notar que, mesmo que seu companheiro doe todo o tempo dele para você, ainda vai faltar alguma coisa. Então, além de desgastar a ambos, sua ansiedade não vai se esvair com isso. Então, sai pra vida =)
Acho que o importante, em relação ao seu corpo, é entender que é a ordem natural das coisas. Todo mundo envelhece, fica enrugado, caído. flácido. Existem paliativos, mas o corpo continuará caindo, enrugando e envelhecendo. Mais peludo no nariz e mais pelado na cabeça. Mulheres e homens. Aprender a se relacionar com si de maneira saudável é fundamental e não é utópico. Só vai exigir um pouco de dedicação, um pouco de paciência, um pouco de energia.
Acredito que a saída mais fácil para você entrar num equilíbrio é começar a se entender e se aceitar. Entender o que acontece com o seu corpo e sua cabeça e como você percebe esses acontecimentos e conciliá-los, aceitá-los. Não é fácil, mas vale a pena.
Quanto ao seu companheiro, sinto que ele é um pouco coadjuvante na história. Quer dizer, ele parece estar muito passivo, com você querendo controlar tudo, duvidando de tudo. Você o colocou num altar, e isto é péssimo para os dois. Você faz oferendas de 102 ligações, você se desdobra para atendê-lo, o endeusou e está reverenciando incansavelmente, porque você não se sente o suficiente. E nunca vai ser, enquanto ele estiver "acima" de você.
Vocês precisam estar no mesmo nível para o relacionamento funcionar.

Julia disse...

Olá, C. Fico muito compadecida com a sua história, até porque também sou um pouco assim. Acho que a melhor opção é sempre buscar a psicanálise. Você já ouviu falar do transtorno de personalidade Borderline?

Abraços

Arashi disse...

Acho que o Lucas falou bem em relação ao relacionamento com uma pessoa completa. Ninguém gosta de ser babá do outro. Já terminei com um cara que me seguia pra todo lado feito um cachorrinho e me sufocava, que uma vez me mandou uma carta longa na qual ele dizia que tinha chorado até dormir pensando que eu iria terminar com ele já que eu não quis sair junto no sábado. Detalhe: eu tinha prova naquela semana, passei o sábado estudando. Realmente era muito chato, não havia lugar pra tesão, risadas, companheirismo. Só choramingo e grude. Eu achava aquela choradeira toda ridícula e patética, e ficava abismada que um cara de 20 anos pudesse ficar tão abalado só porque não saiu com a namorada um dia. Parecia que a vida dele girava em torno de mim, e aquilo era absurdo! Ele tinha amigos, família, estudos, mas de algum modo, tinha que sempre estar comigo, grudado, ou então ficava inconsolável. Ele era uma boa pessoa, mas eu queria um relacionamento em que eu não precisasse consolar namorado o tempo todo. Eu queria namorar, não ser mãe dele.

Agora vem o outro lado. Sou mais jovem do que a autora e estou sozinha há anos. Sozinha mesmo, de nem dar um amasso em ninguém. Por quê? Por opção. Dos outros. Sempre me falam que eu sou uma pessoa legal e engraçada, leal, inteligente, bonita, que eu devia arrumar um namorado. Mas a coisa não é bem assim. A gente não arruma alguém, simplesmente. Tem que ter alguém disposto a ser esse cara. E ninguém anda disposto. Então entendo a insegurança da autora, que morre de medo de perder uma pessoa que ama e que pode pensar que não arruma outro (e nem quer, já que ela ama esse cara em especial). Ficar sozinha é chato mesmo. Não é o fim de todas as coisas, mas é chato.

Mas o jeito mais rápido de perder alguém é agir do jeito que ela age. Claro, tem tudo a ver com a baixa autoestima dela, e isso não se supera da noite pro dia. É um processo longo e dolorido, um caminho que eu mesma estou trilhando.

Enfim, acho que se o cara está com ela mesmo com todos os problemas, é porque ama. Porque quer. Se não quisesse, não teria a paciência de aturar esse grude todo.

Anônimo disse...

Eu admiro a tua coragem, pois tem um outro tipo de cobrança sobre o qual a gente não fala, que é justamente a cobrança sermos auto suficientes e duronas. Tipo, tu é feminista mas é insegura? Sim, sou feminista uma vez que acredito na igualdade de todos os gêneros, mas sou insegura. Apesar de ser mais jovem eu também tenho muitas dessas inseguranças. É uma luta constante. Batalho contra mim, contra a minha auto sabotagem. Contra aquela voz que me diz"não te apega, ele vai te largar, não te apega" a todo instante. Força pra ti!

Joane Farias Nogueira disse...


E posso te dizer que o feminismo está me ajudando bastante. Meu namorado é um amor, ele me incentiva a falar para ele e para as outras pessoas, mesmo que seja algo que possa magoá-lo. Mas, antes de estar com ele,eu tinha decidido qe faria diferente. Que meu próximo namorado não dominaria meus pensamentos o tempo todo. Eu temia várias coisas, temia que ficar "viúva antes do tempo", temia ser traída, ser abandonada. Eu conseguiria me rebelar e fazer algo diferente, mas na hora da comunicação, eu travava. Sempre dizia que não deixaria de sair ou de usar roupa x por causa de homem, isso eu sempre consegui fazer. Mas, não conseguia falar : "o que você faz está me machucando. Por favor, pare!". Ainda tenho hoje, mas posso te dizer coisas que facilitam para mim : "Posso viver sem todo mundo, menos sem mim".
"Não vou morrer se ficar sem ele. Vai doer,aceite. A dor faz parte. Mas não vai matar".
Ainda é difícil acreditar quando as pessoas elogiam. A gente sempre diz :"não, que isso...eu não sou assim". Eu penso : "Aceite o elogio. Você é isso e muito mais. Não é falta de humildade, é se reconhecer. Dê valor a si mesma falando o que sente.""

Quando você não fala o que sente,está dando pouca importância aos seus sentimentos. Não há como ele adivinhar o que te faz sofrer. É preciso falar, de pouco a pouco, o que você quer. Não tenha medo de perdê-lo,nem pense nisso. Tenha medo de continuar perdendo a paz.
Não que você não goste dele, mas como a Lola disse : "tem pouco a ver com ele". Tem mais a ver com o fato de você colocar toda sua expectativa de felicidade em uma relação. E como ele tem sido bom para você, vai ficar difícil achar outro homem. Então, é melhor não perder esse aí.
Palpite meu!!
E vou discordar do anônimo quando diz que feminista não deve amar homem. Isso parece discurso masculinista. Mas, enfim...
Abraços!

Anônimo disse...

Que post providencial.

Sempre comento com a minha carinha aí do lado, mas hoje não.

Eu tenho 24 anos, gosto do que vejo no espelho e as outras pessoas parecem me achar bonitas também. Namoro há 6 anos e me vejo um pouco na posição da autora do post.

Quando começamos a namorar eu era bem novinha e ele é meu primeiro namorado. Talvez por isso, por naõ ter tido outras experiências e estar feliz logo na primeira relação, eu tenha tantas inseguranças.

Hoje tento me controlar: não ligo toda hora, mas a verdade é que ainda sinto necessidade da cia dele o tempo todo. Também acho que ele pode terminar comigo a qualquer momento e um dia eu já estava até preparada pra isso, quando sondei um pouco e vi que isso nem passava pela cabeça dele e ele nem fazia idéia do motivo que ele teria pra terminar comigo.

A partir disso, me policiei. Estou tentando não me adequar tanto pra ele. É difícil, eu nem me imagino sem ele ao lado.

:(

Anônimo disse...

Nem te pilha com isso, é a idade.

As pessoas são falsas em fazer elogios... meu irmão é um do tipo "plus size", porém todas as "amigas" dele falam que ele é bonito, simpático, etc... mas nenhuma quer nada com ele. A vida é assim mesmo.

Anônimo disse...

Sinceramente fiquei com pena do cara. Será que só eu?

Vamos nos colocar no lugar dele, a parceira é abusiva.
Caso a relação fosse o inverso, o cara ligando, exigindo, querendo o controle absoluto da mulher, eu mandaria ela ir correndo pedir uma ordem de afastamento.
Pessoas assim me assustam.
Acho compreensível que ele queira preservar o seu espaço (acho que todas as pessoas, eu disse TODAS, precisam de espaço!), e como ela é abusiva e perseguidora, compreendo (embora não ache legal e nem o ideal) ela ser mais seco e grosseiro nas mensagens.

Entendo que ela não se sente bem com ela, e fico muito triste em ler isso.
Ela deveria aprender a se amar, se aceitar e apreciar a sua companhia para depois querer ter um relacionamento.
Não é saudável para ela e nem para a outra pessoa.

Espero que ela consiga se aceitar, que ela consiga apreciar a sua própria companhia.

Mas Lola mudando de assunto olha a noticia que eu vi hoje:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2013/04/mulher-queima-homem-que-tentou-estupra-la-na-india.html

Sara disse...

Me desculpe C, mas alguma vez vc se colocou no lugar desse cara q vc diz q ama??? Vc suportaria alguem te ligando mais de 100 vezes no dia?? alguem q ficasse desconfiando de tudo o q vc fala??
Eu jamais suportaria isso, até arrisco a dizer q esse cara gosta p caramba de vc, pois creio q pouca gente suportaria esse sufocamento.
Ja me apaixonei e tb ja fiz muitas besteiras, mas pelo menos tive o bom senso de parar p pensar, se seria suportavel minhas demonstrações de amor.
Na duvida por mais apaixonada q eu esteja eu chuto o pau da barraca se alguma coisa me incomoda, e penso que se ele gosta realmente de mim, vamos chegar em um acordo, se não, vai ser uma ótima chance para por um ponto final na história, ainda q isso possa significar uma dor insuportável.

Anônimo disse...


C.,

fui exatamente assim, e com a ajuda da terapia, mudei. Ouso discordar da Lola e das outras pessoas dos comentários. Não acredito que você seja submissa, acho que você se sente submissa, o que são coisas completamente diferentes.
Na análise, a gente aprende que muitas vezes a nossa visão do mundo não corresponde necessariamente ao que acontece. Vou explicar: você mesma narrou que sufoca seu namorado, que liga o tempo todo, que cobra explicação de onde ele está. Você diz que “Quero tudo pra ontem, tudo pra agora. Não tenho paciência de esperar, quero sempre estar a dois, três passos na frente. Quero prever o futuro. Quero que ele aja exatamente como eu quero”. Uma pessoa submissa não exige estar no controle, a questão toda aqui é: a sua insegurança é tão grande, mas tão grande, que sua vida passou orbitar a dele, mas isso não quer dizer que você seja submissa. Pelo que você descreveu, ele é um cara bacana, assim como meu namorado também é (e é até bastante passivo), e ainda sim vivemos uma situação dessas. Não digo que você se sentir submissa seja irrelevante, mas o processo analítico te fará perceber que você não é submissa a ele, e pode ser justamente o contrário: o cara, que teoricamente é seguro e bem resolvido, tem que ficar se submetendo a você e dando satisfações da vida. Discordo da Lola quando diz que você não é uma mulher forte e decidida, acho exatamente o contrário! Seu problema está justamente por ser forte e decidida, e querer tudo do seu jeito. Claro que por trás disso existe muita insegurança, mas não acredito que o seu caso seja o de uma mulher que aceita absolutamente tudo que o parceiro faça – do contrário você não exigiria nada dele, apenas aceitaria o que ele te dá e guardaria dentro de você suas tristezas. Passei exatamente por isso, e entendi que por mais que me sentisse submissa a ele (exatamente como você se descreveu), pois esperava uma ligação, deixa de sair com amigos pra ficar com ele, etc., percebi que na verdade EU o queria submisso, que vivesse só de mim. Na verdade, que o controla é você, e não o contrário. É só a minha opinião e posso estar completamente equivocada, mas acho que sempre podemos aprender com a experiência de outros! Espero que C. leia meu comentário, reflita se não é o caso dela, e continue na análise! Um beijo!

Anônimo disse...

Eu tenho 21 anos e não estou me achando linda e aproveitando a vida, como as mulheres mais velhas que conheço sempre dizem que eu deveria fazer.

Eu sinto que disperdicei meu "auge" (que foi só dos 16 aos 19 anos!) com minha bulimia e relacionamentos ruins. Eu também sei que naquela época eu já me sentia horrível, e eu ficava esperando a beleza chegar.

E ela nunca chegou.

Hoje eu estou presa numa rede de relacionamentos bizarros - não consigo gostar de ninguém, pois me odeio. Um dos caras que diz me amar já ficou com meninas aberrantemente lindas, e eu desconfio que ainda fica, e eu sou só mais um "conforto" pra quando as mais interessantes estão ocupadas. E porque eu tolero um lado dele que as outras não devem tolerar. Ele jura que não é isso. O outro cara ama só a mim e diz que precisa de mim - mas eu sou tão feia e estúpida, e ele conhece tanta menina legal. Eu só queria me matar, me afastar de todo mundo, sumir.

Ter licença pra existir como sou.

É cansativo existir. É cansativo essa sensação de só perder sempre.

aiaiai disse...

cara c,

como você pode dizer que ama uma pessoa se você não confia nela? Como dizer que ama se tá transformando a vida dela num inferno?

por favor, procure uma terapia urgente. sei q vc tá sofrendo, compreendo isso, mas o cara não é culpado do seu sofrimento. Vc tá vendo ele como uma tábua de salvamento em um naufrágio imaginário (que tá só na sua cabeça) e, quando ele não está do seu lado você acha q vai afundar.

Você sabe q se ele não gostasse de você já tinha ido embora há muito tempo, né?

Será q vc não consegue ver que, se ele te ama mesmo, você está ofendendo ele com essa sua insegurança?

caramba, todo mundo só vê o sofrimento do ciumento, ninguém enxerga o quanto o outro, o alvo do ciúme, sofre com isso.

boa sorte, espero q vc consiga ver o quanto está sendo egoísta e mude, antes que ele vá embora de vez.

Raquel disse...

Eu já fui assim. Comecei meu relacionamento sendo "a outra" e por esse mesmo motivo não conseguia confiar no meu parceiro. Se ele traiu a ex, eu pensava, vai me trair também. E durante um ano inteiro, nosso relacionamento foi um inferno, mesmo ele não me dando motivo algum para desconfiar. O sofrimento foi tanto e tão intenso, que uma hora tive que fazer uma auto análise e descobri que era EU quem sabotava meu relacionamento! Procure atividades, hobbyes, amigas, algo que te distraia dessa neura. Cuide de vc, dos seus sentimentos, da sua auto-estima que tudo se resolverá.

Beatriz disse...

Nossa, acho que a C. precisa mesmo de ajuda: psicanalise o mais rápido possível! Tb me coloquei no lugar do outro na relação e morro de medo de pessoas que ficam ligando toda hora e me controlando o tempo todo! Cuidado com esse tipo de atitude, pois as consequências são terríveis...

Omar Talih disse...

Lendo o post e todos os comentários, me parece que todas as opiniões levam ao mesmo lugar: Nenhum! São divagações de um mesmo problema sem uma solução aparente. É como se cada pessoa fosse um planeta orbitando outro que é o centro e que dá vida a tudo que o circunda. Até para que haja vida no universo, é preciso que tenha um certo distanciamento do planeta, estrela central ou relacionamento pessoal. Se esta muito próximo é engolido pelo outro, se esta muito longe, nem é sentido e mesmo na distância certa há inverno, verão, outono e primavera. Sem isto não há vida, nem relacionamento. O mais engraçado nisto é ver pessoas dizendo que "não vivem sem o outro/a" num mundo com quase 8 bilhões de pessoas, que a encontramos após muitos anos depois que nascemos e que somos finitos, um dia morreremos e não teremos, nesse caso vivido a própria vida, mas em função de outra.
Creio que posso sugerir um livro a ser lido "Vampiros Emocionais, como lidar com pessoas que sugam você; de Albert J. Bernstein, Ed. Campus"

Anônimo disse...

Pois é Sara, eu sou o anonimo de 12:54.

"Me desculpe C, mas alguma vez vc se colocou no lugar desse cara q vc diz q ama??? Vc suportaria alguem te ligando mais de 100 vezes no dia?? alguem q ficasse desconfiando de tudo o q vc fala?? "

Também acho que ele gosta muito dela.
Não consigo me imaginar em uma relação com um parceiro como ela.
Me sentiria muito infeliz e sufocada.
Deve ser muito estressante ter que se justificar o tempo inteiro, saber que a pessoa que vc ama não tem o minimo de confiança em vc, ser perseguido diariamente...

Entendo o lado dela, mas realmente fiquei com pena do cara.
Ele deve gostar dela e por isso encara todo esse desgaste emocional.

Anônimo disse...

Quando amar significa sofrer, significa que estamos amando demais.
Me identifico, a dependência de relacionamento é algo muito dolorido. Encontrei ajuda no MADA, são salas super bacanas, onde encontramos apoio e cura. Recomendo fortemente!

paula disse...

Já terminei um namoro grudento por muito menos que isso! Ele era um "ótimo partido", bem sucedido, bonito, educado, etc., mas quando terminei até chorei de alívio. Mesmo quando eu estava na aula (e ele sabia) ele ficava desesperado pq não atendia as ligações dele, chegou ao ponto de dizer que mesmo que eu o traísse ele me perdoaria (num caso concreto pode até ser o caso de perdoar, mas como que já fala isso do nada, gente?). Depois de um tempo o encontrei na rua e ele me disse que estava na terapia tentando tratar das inseguranças dele... Ele estava totalmente dentro dos padrões masculinos, mas mesmo assim tinha muitos problemas internos. Agora estou em um relacionamento que nem se compara, com uma pessoa bem mais nova que ele, mas muito mais madura como namorado!

Laura disse...

Anônimo 12:54, eu também fiquei com dó do rapaz...

Posso dizer com conhecimento de "causa"(pq minha mãe é exatamente igual a C.) que é muito cansativo e doloroso viver com uma pessoa dessa. Eu inclusive desenvolvi pânico como consequência dessa vivência.

Sugiro pra C, que procure ajuda, que afaste-se deste rapaz, e cure-se primeiro pra só depois repensar se vale a pena(pros dois) esse relacionamento.

Anônimo disse...

Isso é um caso de dependência emocional e dos fortes. Sugiro à ela o grupo MADA - mulheres que amam demais, acho que pode ajudar.

Paula disse...

procura o MADA (Mulheres que Amam Demais Anônimas)

acho que vai te fazer bem ;)

Marina disse...

Olha, Lola, desde que realmente aprendi e interiorizei o "Antes só do que mal acompanhada" minha vida mudou pra melhor. Não tenho necessidade de estar ao lado de alguém só pelo status, pela aliança, pela formalidade. Se estou namorando, é porque eu quero e ele quer. Ponto. Meus namoros ficaram mais leves a partir dessa conscientização. Eu me considero muito mais feliz hoje em dia. Qual o problema se ficar solteira? Nenhum. O problema é ter que pagar o preço que for para ter um homem ao lado. Não pago. Só pago o preço de seguir meu coração...

Anônimo disse...

O nônimo das 12hs36mns fez um comentário sobre o irmõ dele, que seria, palavras do anon, "plus size"... rsrsrsrs eu ri, pq estou apaixonada por um plus size de 45 anos, ele tem 1,70 e pessa 110 kg. É careca. Tem uma super pancinha, várias verrugas no rosto e do fundo do meu coração eu o acho absolutamente LINDO!
Boa sorte para autora do post!
Beijos!
Nina

Verônica disse...

Você precisa de ajuda profissional, C. Sério! E não há nada de errado nisso, procure uma psicóloga bacana, com a qual você se identifique.

Eu penso que uma relação de dependência é sempre ruim para os dois lados. Estou a sete anos com minha namorada e estou feliz ao lado dela porque não preciso dela! Eu não estou com ela por necessidade emocional, estou com ela porque eu quero, porque me sinto bem, porque ela é minha melhor amiga, minha companheira, meu amor. Eu acho que quando atingimos esse estágio de perceber que você não precisa da outra pessoa, mas quer ficar com ela por outras razões, a relação ganha outra perspectiva, fica harmônica e equilibrada.

jacmila disse...

Lendo este post pensando: q bom q não sou assim, q bom q até gosto de ficar só, as x até adoro!
Sou realista, sei mto bem q não vai rolar homem interessante interessado em mulher com mais de 50, aliás qq tipo de cara! pq eles querem mesmo as novinhas.
A caricatura do masculinismo dá 30 anos de vida útil às mulheres. Mas convenhamos: toda a nossa sociedade paralisada nos anos 50 diz isso com todas as letras!
Que bom q gosto por demais de ter tempo só pra mim! Não sentir mais o veneno do ciúme, p.ex.
Não conheci um cara q fosse, seja namorado, marido, amigo hetero ou gay, q não tenha feito pouco de mim, ou me constrangido em algum momento. Ah, vão dizer q a culpa é minha? Deve ser, pq sempre fui assim: exuberante! kkk não sou do tipo submissa graças às deusas!
Aproveito pra mandar um chute bem dado nos baguitos dos mascus daqui.

Thiago disse...

Abstenho-me de fazer conselhos amorosos a desconhecidos.

Denise disse...

Eu já passei por isso, não nesta dimensão, mas com o eterno medo de perder o cara e de que ele não me amava. Ai terminei com ele. Foi a melhor coisa que fiz. Decisão libertadora.

Gabriela Barbosa disse...

Também sofro de ansiedade e estou em tratamento! Sei bem como você se sente! Na verdade,minha ansiedade é em relação a quase tudo e todos e não se resume apenas aos relacionamentos afetivos.Infelizmente,me relacionei com um cara que se aproveitou dessa minha fraqueza e tripudiou em cima de mim! Ele vivia me testando,sumia,ficava um tempão sem atender o celular,daí ligava,como se nada tivesse acontecido.Quando iniciei a terapia,eu me dei conta de que ele estava me usando! Resolvi terminar tudo e fiquei uns 6 meses sozinha.Hoje,eu estou em outro relacionamento,mas desta vez bem mais calma e mais segura! Torço muito por você,porque só mesmo quem é ansioso pode ser capaz de entender o que você sente!


Beijos,

Gabriela!

Acessem meu blog: www.detudoumpoucorj.blogspot.com

Anônimo disse...

Totalmente de acordo com o anônimo 12:54
Eu sou mulher e estive no lugar do cara do post. O meu namorado me ligava toda hora exigia saber onde eu estava o que eu estava fazendo se eu o amava ou nao. Se nao queria transar porque tava cansada pronto maior drama, era porque eu já nao sentia tesao por ele (que foi diminuindo mesmo) eu nem tinha nem queria ter celular na época (finais anos 90)
Depois que terminamos meu terapeuta falou que sofri relacao de abuso, de maltrato psicológico.

Então fico espantada de ler que o pessoal aqui apóie essa louca! Isso já nao tem nada a ver com feminismo ou machismo o que ela ta fazendo é maltrato psicológico com o cara vai deixar um monte de seqüelas no coitado, meu vai se tratar antes de ter uma relacao!

Laurinha (Mulher modernex) disse...

É óbvio que não acho nada saudável ligar mais de cem vezes pra uma pessoa.
Por outro lado, também acho estranho você ligar inúmeras vezes para seu namorado e ele não atender nem uma vez.
Vai ver no fundo ele gosta e até provoca um pouco essa insegurança sua pra se sentir mais valorizado.
É claro que é apenas uma hipótese, não o conheço, não sou psicóloga, terapeuta, mas vejo muitos homens e mulheres que têm um parceiro inseguro, ciumento, vivem brigando por isso, mas ao mesmo tempo estimulam essa insegurança e esse ciúme.
Quanto a questão do corpo, acho bobagem. A maioria das pessoas, despida, não tem o corpo "perfeito", independente da idade. Basta ir a qualquer praia e você vai ver mulheres lindas, de todas as idades, com furinhos de celulite, barriguinha, estrias, pneuzinhos. Coisas até que mulheres vêem e criticam mais umas nas outras que os homens, exatamente por esse condicionamento de nunca estar satisfeita com a própria aparência.

Ana Carolina disse...

Sei que conselho a gente dá quando se pede, mas não pude deixar de notar algumas coisas do seu relato. A principal, que me bateu mais forte, foi a questão da autoestima: se você não gosta de você mesma, como esperar que outras pessoas gostem? E daí essa insegurança: se vc sente um profundo desprezo por você mesma, algo em você acha estranho que ele goste de você. Então meu conselho é: terapia. Mas terapia pra enfrentar mesmo, pra vc olhar pra dentro, mesmo que o que encontre não seja agradável. E descobrir o que pode amar em você mesma, também. Porque se o amor não é interno, de você para você, como amar alguém? Como ser amada por alguém? Se a sua relação consigo mesma mudar, a relação com o outro também muda.

Cris Jolie disse...

C,
não coloque nunca na tua vida sobre quem quer que seja, a responsabilidade de fazê la feliz. Eu já fiz isto há treza anos atrás e não deu certo. Já fizeram isto comigo também e foi horrível. Me sentia sufocada. Já estive dos dois lados.Os dois são muito ruins!!!

Por favor, ocupe o teu tempo e vai firme na terapia. Não se anule por ninguém....Pois voce vai fazer mais e mais e nunca será suficiente.Nunca terá fim....

Desejo a voce sorte e muita força. Esta situação realmente só com muito esforço....Ninguém merece que a gente se rasteje tanto....Amor é coisa boa, alegre..É compartilhar e não sofrimento.

Anônimo disse...

Recomendo: MADA - Mulheres que Amam Demais - http://www.grupomada.com.br/


"CARACTERÍSTICA DE UMA MULHER QUE AMA DEMAIS

Robin Norwood

Vem de um lar desajustado, em que suas necessidades emocionais não foram satisfeitas.
Como não recebeu um mínimo de atenção, tenta suprir essa necessidade insatisfeita através de outra pessoa, tornando-se superatenciosa, principalmente com homens aparentemente carentes.
Como não pode transformar seus pais nas pessoas atenciosas, amáveis e afetuosas de que precisava, reage fortemente ao tipo de homem familiar, porém inacessível, o qual tenta, transformar através de seu amor.
Com medo de ser abandonada, faz qualquer coisa para impedir o fim do relacionamento.
Quase nada é problema, toma muito tempo ou mesmo custa demais, se for para "ajudar" o homem com quem esta envolvida.
Habituada à falta de amor em relacionamentos pessoais, está disposta a ter paciência, esperança, tentando agradar cada vez mais.
Está disposta a arcar com mais de 50% da responsabilidade, da culpa e das falhas em qualquer relacionamento.
Sua auto-estima está criticamente baixa, e no fundo não acredita que mereça ser feliz. Ao contrário, acredita que deve conquistar o direito de desfrutar a vida.
Como experimentou pouca segurança na infância, tem uma necessidade desesperadora de controlar seus homens e seus relacionamentos. Mascara seus esforços para controlar pessoas e situações, mostrando-se "prestativa".
Esta muito mais em contato com o sonho de como o relacionamento poderia ser, do que com a realidade da situação.
Tem tendência psicológica, e com freqüência, bioquímica a se tornar dependente de drogas, álcool e/ou certos tipos de alimento, principalmente doces.
Ao ser atraída por pessoas com problemas que precisam de solução, ou ao se envolver em situações caóticas, incertas e dolorosas emocionalmente, evita concentrar a responsabilidade em si própria.
Tende a ter momentos de depressão, e tenta previní-los através da agitação criada por um relacionamento instável.
Não tem atração por homens gentis, estáveis, seguros e que estão interessados nela. Acha que esses homens "agradáveis" são enfadonhos."

Anônimo disse...

gente, a moça admitiu que não tá seguindo um caminho correto, tá presa dentro de um problema emocional e que não é justa com o cara. que utilidade tem vir aqui dizer "se coloca no lugar dele", ou "coitado do cara"? como se ela não soubesse. como se ela, que expôs todos os problemas de forma tão articulada, curtisse ligar 102 vezes pra uma pessoa e querer vomitar quando a pessoa não atende. eu faço minhas as palavras da maioria das pessoas que comentou (pelo menos as que comentaram com sensibilidade e afeto). mas acrescento uma questão: não tem vítima e vilão numa relação, quando você se submete a um/a parceiro/a que te controla, que te oprime, que usa chantagem emocional etc (é o caso do homem nessa relação específica com a C.), ele também tem alguma coisa NELE que curte isso (de forma BEM inconsciente, óbvio). senão, já tinha terminado. uma amiga, depois de muitos anos sendo "vítima" de um namorado que vivia em função dela mas nunca conseguia terminar, finalmente decidiu fazer terapia pra entender por que aguentava aquilo tudo e por que se apaixonou por um cara assim pra começo de conversa. agora conseguiu terminar. talvez ele seja muito inseguro e no fundo goste do controle e no fundo se sinta amado desse jeito meio torto. por isso acho que a terapia talvez deva ser de casal. porque ele deve ter um monte de parada pra desabafar também, e não pode porque sabe que a C. vai surtar e ficar deprimida. de qualquer forma, terapia aí é urgente, independente da escola teórica, e existem várias clínicas/universidades públicas por aí que oferecem ajuda a preços baixos pra quem não tem grana, se for o caso.

Anônimo disse...

A autora do post apresenta indícios de sofrimento mental. Seu comportamento obsessivo é socialmente intolerável, e pode ser criminalmente punido. Ela é perseguidora, nao tolera frustrações, apresenta humor explosivo, impulsividade, autoimagem distorcida... Arrisco um transtorno de personalidade grave.

C. deve procurar atendimento psiquiátrico imediatamente. Caso ela fosse um homem, todas nós já estaríamos imaginando um desfecho traumático para esta história. Muitos homens abusivos usam do mesmo discurso para justificar agressões: "amor demais", "ela é minha vida", "tenho medo de perdê-la", etc. Ela deve reconhecer que nao é apenas uma mulher apaixonada com baixa autoestima, ela comete assédio moral e tortura psicológica contra seu companheiro, e deve se tratar o mais rápido possível.

Vivian disse...

Nossa, que história pesada.
Fiquei com pena de ambos.

Mas pena não ajuda em nada, então vamos a análise.

C., certamente vc precisa fazer terapia, o máximo que puder. Mas faça com braços abertos, se vc ainda não está acostumada com a ideia talvez seja relutante, mas se fizer, vá disposta a mudar. Faça meditação, caminhe para pensar. Comece a escrever sobre seus sentimentos. Pergunte-se: de onde veio esse pensamento? Qual a relação com o que já vivi? (sempre existe uma relação). Você precisa se auto-conhecer, para saber da onde vem essa sua baixa auto estima. Quais as relações desse seu sentimento com as vivências que formaram seu caráter. Se não conversar com um terapeuta, seria de grande ajuda um amigo daqueles que fale a verdade, mesmo que doa.

A gente repete padrões de comportamente que aprendemos em algum lugar. Teus pais te botavam pra baixo? Seu ex marido? Onde essa história de baixa auto estima teve início? Quando a gente se dá conta que repete coisas que aprendemos enquanto crianças, podemos pensar se vale a pena continuar repetindo alguns hábitos. Podemos pensar em mudá-los. É o primeiro passo.

Também seria bom pra vc começar a cultivar os próprios interesses. Um dos motivos que vc se dedica tanto a relação (a ponto de ligar 100 x) é por que está com todo seu tempo voltado a isso. Lembre-se o que vc gosta de fazer, gosta de ler? Dançar? Faça um curso de dança de salão. Gosta de conversar, aprender idiomas? Procure atividades que te tragam prazer. Essa dica é velha, mas pra levantar a auto estima é muito eficiente. Estive um tempo mal devido a uma separação, e li alguns livros de psicologia pra me reerguer. Uma dica era: liste 10 coisas que vc gosta de fazer, desde tomar um banho demorado a dançar uma música na sala. Faça pelo menos uma das coisas que vc mais gosta de fazer uma vez ao dia, mas faça curtindo o momento. Isso realmente fez diferença pra mim. A gente entra numa curva de dependência que esquece que dá pra se sentir bem sozinha.

Converse com seu parceiro. Diga que entende a situação, que não acha correto, mas que você quer mudar e melhorar. Entretanto, não espere que ele compreenda 100%. Ele pode te apoiar, mas talvez não consiga te ajudar a mudar. Ele não é psicólogo, e quando estamos vivendo a situação é difícil observar onde estamos errando.

Eu espero que vc fique bem. Esse cara parece gostar de vc, do contrário não se submeteria ao seu comportamento. Mas pode ser que uma hora ele simplesmente desista. Foi bom ter escrito para o blog, espero que os comentários ajudem você.

Beijos

Anônimo disse...

sou contra patologizar tudo. não sei do passado da C., mas pode ser uma insegurança passageira, uma crise dela com ela mesma. pessoas têm fases de autoestima no chinelo mesmo e não significa que vá ser uma constante, que esteja na "estrutura". quem falou aí de ocupar o tempo, aprimorar a vida social, falou muito bem. quando eu estava desempregada eu PIRAVA criando mil paranoias na minha cabeça (o bofe sofreu com isso, assim como meus familiares e amigos). depois que investi nos meus projetos de vida, de crescimento, tudo mudou. a autoconfiança, mesmo quando vem só de uma fonte "banal", tende a "contagiar" as outras esferas da vida (ex: você ter um hobby e ser bom naquilo; você sair com amig@s e fazer todo mundo rir ou ouvir coisas como "você é especial e fundamental na minha vida" de um melhor amigo; você fazer voluntariado e se sentir útil etc). muito tempo livre é um perigo pra quem tem uma tendência à melancolia, ansiedade e insegurança (e vamos lembrar que em algumas doses tod@s temos isso). acho que vale tentar alguma dessas alternativas e ver o progresso. se não funcionar, terapia ajuda e MUITO. mas ó: MUITO.

Ártemis disse...

Pelamor de qualquer coisa, pelo amor à vc, por amor a esse cara, aos futuros caras, procure ajuda profissional.

Pensa a dificuldade desse cara de te aturar. Ele com certeza te ama pra cacete, tenha certeza. Calma lá, linda. Calma lá.

Anônimo disse...

Isso não é amor, é apego. Apego é vampirizar a energia do outro, tentando obter o que não se tem dentro de si. Recomendo que a leitora faça um trabalho de bioenergética urgentemente se quiser ter uma vida saudável e plena. Alternativamente, procure na internet os áudios do Luiz Gasparetto, existem aos montes e vão ajudá-la a enxergar tudo com muito mais clareza. É o que resolveu pra mim, já que eu era bem desesperada também até uns sete anos atrás, e nessa perdi todas as pessoas que amava porque era uma idiota e quem atura uma mulher louca de pedra? Nem a gente aguenta. Hoje passo bem, obrigada.

Leio Lola Leio disse...

Acho que, muitas vezes, a gente fica querendo ter controle de tudo, absolutamente tudo, inclusive das relações, dos comportamentos de quem convive com a gente e isso é doentio.
Não dá pra saber se a pessoa com quem eu me relaciono vai estar comigo amanhã, no mês que vem, seja por vontade própria ou por contingências (emprego, estudos, família, saúde, morte...). Então, penso que o melhor é gozar a presença dele e focar em você, satisfazer suas próprias necessidades, reparar que além dele e você há vários coletivos, que você faz parte de uma sociedade e que você imprime qualquer coisa em cada pessoa com quem você se relaciona. Sei lá, eu já perdi o fio do que queria dizer, mas, falando por minha experiência: algumas pessoas (amigos, familiares, namorados) já romperam comigo e se distanciaram e alguns disseram que não estavam dando conta daquilo que eu solicitava, que eu não estava os fazendo bem e que eles não podiam me ajudar.
Faz alguns anos que faço terapia, por mim, daí que acabei me interessando por outros atividades (acredite, antes parecia impossível qualquer coisa me despertar interesse)e tenho me empenhado em realizá-las. Claro que não procurei reaver os laços com as pessoas que fugiram, sei lá, acho que isso só funciona em desfecho de filme, mas posso dizer que algo aconteceu, que me sinto mais sadia, sei lá. A vida mudou mesmo e, além das minhas demandas, tenho buscado ser uma cidadã mais política, porque a vida tem demandas bem densas e que envolve a vida de muita gente... Não dá pra ficar pirando muito não, moça. Você está numa crise, mas tenta ultrapassá-la. Vou me calar antes que eu, sem querer, reproduza qualquer discurso de livro de auto ajuda. Ah! Muito bom você ter relatado isso que te ocorre e espero que você tenha interlocutores na sua vida para compartilhar suas dores e seus prazeres.

Leio Lola Leio disse...

"Não tem nada mais contraditório, do que uma feminista relatando que ama um homem."

Ah, espera aí! Eu não tinha lido essa pérola (que já me arranca o riso nessa manhã de quinta feira).

Mas, é claro que feministas não amam homens! Nesse momento cá estou eu, com meus pompons e minha camiseta escrito "time das meninas" gritando que os "meninos" devem ser trucidados e...

Olha, eu não sei a sua idade, camarada, mas certamente, para estar comentando algo na internet, já deve ter vivido o suficiente para eu concluir que esse seu pensamento está aquém do que você poderia perceber se tentasse enxergar, escutar, observar as pessoas que te cercam. Como eu tô me segurando muito pra não te xingar e jogar o meu pompom na sua cabeça (correndo o risco da diretora do colégio me dar uma suspensão), sugiro que você leia mais sobre o feminismo (e sobre história, sociologia, física, química, matemática...)

Anônimo disse...

Se impor? Ela já está deixando o cara louco! Você deveria deixá-lo ter um tempo sozinho, como ele quer, para ele refrescar a cabeça.

Nivaldo Brás disse...

Ah... Prato cheio para os "mascus". São "coitadas" assim que ajudam a proliferar essa fama dos mascus. Mascus são como psicopatas. Nem todos são assassinos. Tanto que todos são aceitos normalmente na sociedade. Mascus são mal necessário. Um ponto de referencia. Sem os mascus não existiram as feministas e suas teorias.

Anônimo disse...

A prova q ele te ama é que ele esta com vc,desculpe mas só gostando muito para aguentar uma pessoa descontrolada.
Vc precisa de tratamento mesmo.

Acho q todo mundo fica inseguro as vezes mas eu n entendo pq algumas pessoas ficam desesperadas para ter alguém.aguentam um relacionamento ruim só pra n ficarem sozinhos,parece até que vão morrer .

Anônimo disse...

Anônimo 10:58.

Não tem nada mais contraditório do que um mascu falando de amor.

kkkkkkkkkk

MonaLisa disse...

Acho engraçado essa desvalorização feminina, só feminina vejo, com relação a idade: "Tenho 40, mas aparento menos..."

E dai se aparentar 40???? Significa que vai ser pior? Como se a mulher perdesse tudo o que conquistou na vida. Como se fosse o fundo do poço aparentar a idade que tem ou mais...

Fiquei refletindo nessas palavras.

Anônimo disse...

Pesquise sobre TRANSTORNO DE PERSONALIDADE BORDERLINE. Converse sobre comportamento borderline com seu terapeuta.

Isso e' um transtorno psiquiatrico (sem preconceitos, todo mundo tem algum em diferentes niveis).
E' uma questao medica antes de tudo, vai alem do feminismo. E existe tratamento!

Anônimo disse...

Olá,

Acho que todos os seres humanos estão sujeitos a maior ou menor insegurança amorosa. Alguns, mesmo sendo do sexo masculino, se sentem muito inseguros e são grudentos, ciumentos, controladores. Realmente tem a ver com a estrutura psíquica do indivíduo, mas convenhamos que a estrutura social influi em uma grande parte de nossa mente.
Ou seja, às mulheres é dito que quando ela chegar aos 26 anos não arranjará homem algum para casar, para ser amada, para ter tesão nela que seja!!! que ela tem que ser submissa e agradar, porque senão outra vem e toma o cara (conforme ela falou que não é nenhum Brad Pitt) dela.
Outra coisa, uma mulher sem marido ou filhos é desvalorizada pela sociedade mesmo que tenha capacidades intelectuais, humanas invejáveis. à medida que as amigas casam, vc vai perdendo até seu círculo social, pois é difícil em sociedades machistas casadas e solteiras se relacionarem.
A maioria das mulheres que comentam no blog são de uma parte privilegiada da sociedade que recebeu outro tipo de educação e também possa ter tido uma vida familiar mais estável, o que reflete em melhores relacionamentos.
Acho que enquanto as feministas não tratarem da parte de relacionamento homem x mulher como parte importante da dinâmica de dominação feminina, estaremos perdendo uma parte significativa de nossa batalha. Pelo menos 50%.
Pois é muito utópico dizer: melhor só do que mal acompanhada, quando se tem um maridão igual da Lola. Se a experiência amorosa da Lola ou de outras que falam mal desta mulher fosse de ser maltratada, talvez mesmo sendo feminista, ela se submetesse a alguns relacionamentos abusivos. O ser humano é contraditório e complexo e quanto mais levarmos em conta esta condição, mais avançaremos em diversos campos de luta, inclusive o feminismo.
Individualmente, é claro que a sugestão é terapia e que a baixa auto estima dela realmente afeta negativamente o parceiro, mas ela é compulsiva, precisa de tratamento já.
Bem, pensemos que como diria o Dadá maravilha, jogador de futebol: eu não quero saber da problemática, eu quero saber da "solucionática". Ora, o que como mulheres podemos fazer para nos ajudar: não falar mal do corpo e das roupas umas das outras, acabar com os xingamentos de vadia, estimular as amigas a estudarem, trabalharem, terem outro interesse que não seja só o relacionamento amoroso, como uma vez disse a Lola, formar um grupo para praticar um esporte coletivo, como os homens fazem com o futebol.
Vamos dar mais sugestões e por em prática. Isto ajudará o feminismo.
Carol H

Leio Lola Leio disse...

Carol H, sua linda! =)

Roxy Carmichael disse...

mas carol
eu não acho que a lola está com maridão por uma coincidência. pelo que entendi, ela escolheu estar com um homem que apoia ela, que é companheiro e não com um machista qualquer. me corrija se eu estiver enganada, mas inferi do seu comentário, que lola está com marido por uma questão de sorte. e não vejo assim. é sabido que quando jovem, ela não queria namorar qualquer um, saía com os caras, curtia a companhia deles, se divertia, com uns mais, com outros menos, até que ela encontrou um cara que despertou nela a vontade de partilhar uma vida juntos. e essa vontade só foi despertada porque o maridão é um parceiro, um cúmplice, e não um babaca narcisista que não lida bem com o êxito da mulher com quem ele está. no mais concordo 100% com você. a auto-estima precisa ser fomentada a partir de um projeto profissional, a partir de amigos construtivos, a partir de interesses que transcendam a velha (e algo falida) receitinha de bolo "casamento + filhos".

Jackeline disse...

Ai C., esse seu problema tá parecendo codependência.. :(
Olha aqui:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Codepend%C3%AAncia

Eu não sei bem o que comentar, exceto que eu já estive no lugar do seu namorado (grosso modo) e é complicado, muito complicado e dolorido um relacionamento assim.

Juba disse...

Só eu achei isso comportamento de stalker?

Terapia urgente, procure mesmo o MADA, e poupe muito sofrimento a ambos.

EU acho super normal ele não atender, se cada ligação for um drama... E combinar horários acho furada, pois pode ser que naquele exato momento a pessoa não possa realmente atender, por maior que seja o amor e a vontade de responder à chamada.

Mas que ele ama a moça, ama, pois do contrário não suportaria uma relação assim.

Anônimo disse...

parem de vilanizar a C. ela não trancou o cara num sótão o impedindo de sair pra uma relação mais saudável, os 2 se completam (não falo de forma irônica ou maldosa). e olha que eu falo isso sendo que já estive na posição do namorado da C. (sou mulher). vivia reclamando com os amigos, "ele inferniza minha vida, me controla, ele precisa de tratamento". "termina com ele!", me falavam. eu o amava, não conseguia. fiz terapia e descobri que eu era tão insegura quanto ele, por me permitir controlar. o "final" foi feliz porque AMBOS fizemos longa terapia - separadamente - e ambos descobrimos que nos amávamos mas tínhamos uma insegurança que se manifestava em 2 polos opostos. do meu lado, inconscientemente gostava do controle, descobri com o tempo que tinha a ver com ter tido pais altamente permissivos e negligentes, que nunca impuseram nenhum controle, me deixaram totalmente solta. do lado dele, era uma falta de autoestima mesmo, não havia nada que ele fizesse de útil na vida, nada que desse satisfação, porque ele tinha depressão, e eu era a "tábua de salvação" como comentaram acima. ele tratou da depressão e se abriu pra vida, eu tratei da minha necessidade de controle e definição. nos mantivemos juntos porque havia um amor genuíno entre a gente; contaminado pelas nossas neuroses, mas genuíno - um recado meu a galera que diz que "não é amor se for doentio" - amor se manifesta de VÁRIAS formas, inclusive as nocivas, e o amor pode sobreviver às doenças emocionais, ou não, mas pode. agora, tem que QUERER. tem que cortar na carne. tem que ir pra terapia mesmo e descobrir teus podres mais profundos, e eles vão além, muito além, da relação amorosa. a C. ter admitido de forma tão contundente seus erros é um grande, um ENORME passo na busca de ajuda (tem tanta gente que se comporta como ela e acha 'normal', uma 'idiossincracia', coisa de 'gente passional'). e menos, gente, vocês estão vendo novela e lendo notícias policiais demais quando falam de TRAGÉDIAS e que ela vai stalkear o cara até o último canto do planeta e arruinar a vida dele. até onde eu li ela não ameaça o cara. eu espero que ela volte pra comentar a evolução do caso. desejo toda a sorte do mundo.

Anônimo disse...

Se ele está com uma pessoa assim é porque não deve ser lá grande coisa também. Bem medido e bem pesado, cada um atrai pra si o que merece.

Anônimo disse...

Penso antes de correr num relacionamento você deve se conhecer. É óbvio que as duas coisas podem acontecer juntas, mas, pelo seu relato, vejo que você não tem a capacidade de se abrir justamente por NÃO SABER O QUE QUER. Minha dica é você se conhecer, colocar seus limites e permissões para que o relacionamento com o seu namorado melhore. Outra forma que causa tranquilidade também é o fato de compreender o mundo ou possuir inteligência emocional para se controlar diante de fatos que deveriam ser banais, como o fato do seu namorado esquecer o cel e você surtar. A segurança não é uma status do qual se liga ou se delisga, acontece por experiência própria e conhecimento. Portanto, falta a você esses dois elementos para que sua insegurança se transforme em segurança, conhecimento próprio e do mundo + uma abertura para novas possibilidades.

Anônimo disse...

dois pesos e duas medidas aqui

mulher perseguindo,vigiando e infernizando o cara= coitada que precisa de tratamento.


homem perseguindo,vigiando e infernizando a mulher= possível psicopata que a qualquer hora pode matar a mulher,deve levar um fora bem rápido e com direito a BO

Luiza disse...

"dois pesos e duas medidas aqui

mulher perseguindo,vigiando e infernizando o cara= coitada que precisa de tratamento.


homem perseguindo,vigiando e infernizando a mulher= possível psicopata que a qualquer hora pode matar a mulher,deve levar um fora bem rápido e com direito a BO"

Mimimimimimimiiiiiiiiii (milhões de mimimis)

Seu burraldo.

Anônimo disse...

já esperava por isso luiza,quando vcs aqui n tem argumento,usam o "mimimi" para desconversar.

n percebem a atitude machista que vcs tanto desprezam,só que ao contrário?

homem que persegue a mulher é um maluco com uma faca na mão,mulher fazendo o mesmo é pobre coitada que só precisa de um psicológo.


Meire disse...

dois pesos e duas medidas aqui

mulher perseguindo,vigiando e infernizando o cara= coitada que precisa de tratamento.

homem perseguindo,vigiando e infernizando a mulher= possível psicopata que a qualquer hora pode matar a mulher,deve levar um fora bem rápido e com direito a BO


Antes de mais nada, "um peso e duas medidas".

Sou obrigada a concordar com você. Se um cara tivesse feito metade comigo do que essa mulher relatou ter feito com o namorado, teria sim levado o caso à polícia. Entretanto, aposto (e ganho) que de maduro e seguro de si, o sujeito não deve ter nada. Do contrário já teria arrumado uma pessoa melhor. Duvido que não tenha medo dessa situação. Duvido que não tenha imaginado uma única vez aquela cena trágica de filme, em que coelhinhos são cozidos e assassinato precede suicídio. E que ela não tenha praticado abuso psicológico inúmeras vezes, até porque o perfil é amplamente descrito em literatura científica e acessível a quem quiser usar do velho e bom Google. Chantagem emocional é abuso também.

Não tenho pena do cara porque ele não coloca um ponto final nisso e nem dela, que é uma abusadora típica. Que está se tratando, o que é bom. Mas que nem remotamente eu gostaria de ver infernizando a minha vida. Tem que ser muito doida para achar que brinca uma pessoa que diz que precisa provar onde está ou deixa de estar. Brincando está ele sim, mas com a própria vida. Mais cilada, impossível.

No aguardo do mimimi ódio de mulher machista mimimi só pode ser mascu.

Anônimo disse...

Meire: abuso emocional, por mais moralmente errado que seja, não é crime. Nem quando cometido por um homem, nem por uma mulher. Não tem nada de 2 pesos e 2 medidas. Sou mulher e se meu namorado começar a me ligar 200 vezes por dia, dizendo que sofre, fazendo chantagem emocional, criando um escândalo em casa porque não atendi o celular, a não ser que ele ME AMEACE, é uma questão de foro íntimo entre as duas partes envolvidas. Sou advogada, já tratei de casos REAIS de perseguição e sei do que tô falando. Alias, nesse caso aí da C., como acontecem em tantos casos (independente do gênero), sequer houve uma tentativa de separação da parte afetada (de acordo com o relato, mas o relato é o que temos no momento). Seria crime ela o impedir de sair de casa, usar violência física, ameaçar, difamar e etc. De resto a gente pode criticar à vontade (como você deve ter notado, nem tô entrando nesse mérito) mas não há indício concreto ou prova de que ela seja uma pessoa violenta.

Anônimo disse...

A questão é que mesmo sem ter agressão,se um homem se comporta desse jeito,para vcs já é um indicio de que ele é um psicopata que vai matar a mulher.

Se esse comportamento é um sinal de q um homem é doente,pq não serve para a mulheres?

Meire disse...

Anon 1:Meire: abuso emocional, por mais moralmente errado que seja, não é crime.

Anon 2: A questão é que mesmo sem ter agressão,se um homem se comporta desse jeito,para vcs já é um indicio de que ele é um psicopata que vai matar a mulher.

Se esse comportamento é um sinal de q um homem é doente,pq não serve para a mulheres?


Eu não esperaria que as juras de amor sofrido virassem ameaça antes de fazer alguma coisa a respeito da pessoa, e ponto. Não é crime? Mas tenho o direito de começar a gravar essas conversas, a pedir preservação de provas e é juridicamente lícito proteger-se sim.

No mais, eu estava concordando plenamente com o anon 2. Se vem um "mascu" aqui contar essa historinha de eu a amo e por isso faço de sua vida um inferno, todo mundo cai matando. Mas como veio de uma louca, aí tudo bem, é uma coitada vítima do sistema. Eu sequer entrei no mérito jurídico da coisa. Só disse que sim, levaria o caso à polícia, mesmo que fosse para ouvir o que vc falou e ter que acabar resolvendo a situação sem o amparo da lei.

De um doido, você pode (e deve, por prudência) esperar qualquer coisa.

Luz disse...

Os 2 precisam de ajuda, urgente ! Mas quem já não se envolveu em relacionamentos doentios ? Com uma sociedade cruel em que vivemos e com famílias totalmente sem noção , este seria mesmo o produto esperado. O principal já foi feito, você já fez a auto-analise, agora e só procurar a solução !!!! Um beijao e muita luz no caminho de vocês !

Telma disse...

Não sou tão surtada quanto a autora do guest post externamente mas por dentro é provável que eu seja bem pior.

Conheci esse cara na internet e passados vários anos de amizade, enfim rolou algo entre nós. Lindo, classudo, engraçado, cheio da grana, já falei que ele é lindo? E uma geladeira emocional quando ao vivo. O desencontro entre o que éramos no MSN e como ele se portava pessoalmente me levou à loucura por 3 anos. Moramos em estados diferentes e nos encontrávamos eventualmente. Ele me tratava muito bem mas no geral era um cara frio, beirando a indiferença em algumas situações enquanto que eu me derretia da mais profunda paixão. O sexo entre nós era uma bosta, ou ele enfiava e gozava em 2 minutos ou o pau nem chegava a subir, mas eu, a louca de pedra, me esforçava para me contentar com aquilo, ser compreensiva, achava que o problema era comigo e outras burrices assim.

Quando pessoalmente juntos, vivíamos de mãos dadas, beijinho aqui e ali mas na hora de uma intimidade maior, parecia que ele sempre guardava um segredo terrível. E guardava mesmo, já conto qual é. E eu fui aceitando, porque o amava ao ponto do desespero, aceitava qualquer coisa, desde que viesse dele. Até a sua misteriosa namorada, que morava (mora) em uma terra tão tãoooooo distante e tinha (tem) idade pra ser sua mãe.

Isso de viver em função de um homem, eu conheço bem. Nunca cheguei a ligar 100 vezes no celular dele, mas passava um dia inteiro na frente do PC esperando ele entrar no MSN. Uma palavrinha mal escrita e pronto, minha semana acabava. Eu sentia que ele fazia certas coisas de propósito, para me afastar mas eu não desistia, fui teimosa até onde aguentei. E tentei desistir mil vezes, mas não dava. Ruim com ele, pior sem ele.

Até que um dia, depois de tanta teimosia minha, finalmente o sujeito me contou o que havia de errado nele: ele é pedófilo. Não do tipo que só fica na internet procurando essas coisas, to falando de pedófilo mesmo, da vida real, do tipo que só se interessa sexualmente por crianças (ficar com adultas era um disfarce e uma tentativa consciente de adequação). Ao que consta nunca chegou a encostar em uma até porque ele teria muito a perder com isso mas as menininhas é que verdadeiramente fazem seu tipo, é só com elas que ele se excita sexualmente de forma natural, sem remédios e o grande (único) amor de sua vida tinha, na época, 5 anos de idade. A outra namorada? Muito convenientemente vive isolada no cu do mundo sem referencial masculino positivo algum, é beeeem baixinha, nanica mesmo, beeeem magrinha, seca de tudo, sem peito nenhum, órfã de pai e mãe, pobre, chama o cidadão muito muito eu disse muito mesmo mais novo que ela de "papai", aceita numa boa as broxadas dele e faz o tipo emocionalmente frágil e fisicamente indefesa. Ele próprio reconheceu o porquê de ficar com essa pessoa, já que ela representa no fim das contas o mais perto que conseguiu exteriorizar da pedofilia sem ir pra cadeia. Tenso. E é esse o cara que eu considero o amor da minha vida.

Sou louca? Sim ou com certeza?

Tenho outra pessoa na minha vida e passo bem, obrigada, mas tenho essa sombra no meu coração. Um dia o sol vai brilhar. Até lá, minha solidariedade à moça do guest post e que um dia ela encontre seu sol também.

Nadja - Uninove EaD disse...

Ola... achei interessante seu blog para que você tenha um lugar e uma forma de desabafar tudo o que pensa.... Nadja

Tamires - Uninove EaD disse...

Ache seu blog bacana, para nós expressarmos opiniões sobre vários assuntos.. Parabens
Tamires

Mirella disse...

A pequena diferença entre alguns comportamentos é que muitas pessoas não admitem estarem erradas quando tem o comportamento relatado no guest post. Se sentem no direito de agirem de forma controladora e invasiva e não admitem serem contrariados.
Se um homem escreve o mesmo guest post, pedindo ajuda, se confessando errado, eu trataria da mesma forma: indicando que procure ajuda profissional.

Anônimo disse...

Mimi

Espero que a autora do guest post consiga encontrar sua autoestima e aprenda a se valorizar, aprenda que ela é especial e que não precisa se humilhar atrás de ninguém.

Eu sempre fui segura, mas tive fases meio bestas de insegurança. Meu ex vivia me dizendo que eu nunca ia achar alguém igual a ele, e eu acreditava e também vivia tentando agradá-lo, ou não desagradá-lo. Não chegou ao ponto da autora do post, mas em um momento "caiu a ficha" de que eu era até boa demais pra ele, que era infantil, mimado e imaturo. Pulei do relacionamento, relacionei-me com alguns outros caras (uns legais, outros nem tanto) e depois conheci meu marido.
No começo também era tudo leve, mas depois de um tempo EU comecei a me pressionar. A me sentir como a autora, menos que ele. Eu comecei a colocá-lo num pedestal quando abri os olhos pro assédio que ele sofria - tenho a sorte e o azar de ter um companheiro gentil, inteligente, bem sucedido e ainda bonitão - e foi aí que o relacionamento desandou. Como bem falaram acima, as duas pessoas têm que estar no mesmo nível pra dar certo. Eu me sentia menos que ele sem tanta razão, já que também, modéstia à parte, sou bonita e inteligente, embora não esteja no lugar profissional em que gostaria. Mas tenho outras qualidades, dentre elas ser uma ótima companheira pra ele, assim como ele tem vários defeitos que poderiam torná-lo insuportável pras mesmas mulheres que o cobiçam. Quando eu me dei conta disso, voltei pro mesmo status de antes, voltei a me sentir segura, a não me sentir menos que ele, e aí meu relacionamento melhorou.
Acho que grande parte dessa insegurança da autora também foi a minha: nossas colegas mulheres (machistas) não cooperam. Enquanto a gente se relaciona com um homem, os nossos admiradores ficam quietinhos e não interferem, mas parece que, quando um homem se relaciona com uma mulher, automaticamente todas aquelas que não ligavam pra ele se desesperam em conquistá-lo. Um homem comprometido passa a ser mais assediado que quando solteiro, e a maioria destas mulheres o faz sem nenhum pudor ou respeito, às vezes na nossa cara mesmo, como se fôssemos invisíveis. Ao mesmo tempo em que nós sentimos que ninguém olha pra nós. Isso gera esse sentimento de que seremos traídas ou trocadas por qualquer uma, e de que não há mais nenhum homem por aí pra nós.
Mas os nossos companheiros e namorados estão conosco por algum motivo! Somos nós que eles escolheram, não "as outras" (to falando aqui em caras legais também, não em cafajestes que têm compromisso mas fazem o que querem e maltratam a namorada). Temos sempre que focar nisso.
A autora parece ter um cara bacana ao lado dela, que inclusive cobra que ela seja mais segura de si. E como comentaram, tem uma paciência de Jó (eu não aguentaria 102 ligações por dia! Isso é coisa de stalker!). Sabemos que ela não faz por mal, mas tem sim que procurar se tratar e tirar essa carga do ombro de ambos, porque o homem se sentir responsável pela felicidade da sua namorada é uma carga pesadíssima.
Autora, encontre-se. Faça um curso que você sempre quis fazer, engaje-se nos hobbies que sempre quis ter, aumente seu círculo de amizades... sei lá, faça aula de dança, de música, um curso de língua, participe de um grupo de leitura, faça esportes, ocupe seu tempo com você, com coisas que te dão prazer, e pare de focar todo o seu tempo em perseguir esse homem, porque ele não é melhor que você, a menos que vc continue se comportando assim!

Anônimo disse...

Mimi

Ao povo que está reclamando que a autora do post tem solidariedade enquanto um homem seria criticado, é uma equação bem simples: a violência doméstica mata e debilita permanentemente milhares de mulheres todos os anos, contra pouquíssimos homens. Certamente a maioria dos homens com o comportamento da autora vai partir pra violência, como vários casos de delegacia, como o caso da menina Eloá, como os caras que jogam ácido nas mulheres no Oriente Médio.
Com que frequência vocês veem mulheres matando homens "por amor"?
Tá aí o motivo pelo qual podemos ser mais solidários a ela, que tomou consciência de sua atitude e que provavelmente não teria força física pra matar o namorado, do que com um cara que passa a vida acreditando que ninguém pode dizer não pra ele. Aliás, as motivações também são diferentes: no caso a C. tem medo de perdê-lo porque ela acha que nunca mais vai encontrar ninguém, os caras na mesma situação têm medo de perderem as mulheres pra outro cara, e não conseguem admitir que ela seja de alguém que não eles. A motivação é totalmente diferente.

Anônimo disse...

Olá, C.

Gostaria de compartilhar contigo as seguintes leituras: "O Mal, o Bem e Mais Além", de Flávio Gikovate, "Você Pode Curar Sua Vida", de Louise Hay "Quando Me Conheci", de Jorge Bucay, e "Mulheres Que Correm Com Lobos", de Clarissa Pinkola Estés.

Medite com a técnica H´oponopono, dizendo a si mesma: "Sinto Muito, Me Perdoe, Eu Te Amo, Sou Grata".

Esteja certa de que, ao abrir seu coração para o aprendizado do maior amor (o amor-próprio), seu espírito irá acompanhá-la e lhe apontar o caminho.

Boa sorte no seu caminho.

Anônimo disse...

"Esteja certa de que, ao abrir seu coração para o aprendizado do maior amor (o amor-próprio), seu espírito irá acompanhá-la e lhe apontar o caminho. "

Esse foi o melhor conselho dado até agora. Endosso totalmente.

Outro livrinho maneiro: "Gente que se preocupa demais", da Sue Breton. Superrrrrrrrrrrr recomendo. Pra lidar com a ansiedade.

Anônimo disse...

Com que frequência vocês veem mulheres matando homens "por amor"?

Matsunaga manda beijos

Mirella disse...

Nossa, anônimo, você conseguiu listar UMA mulher que matou o companheiro?
Parabéns. Vamos ver o resultado que mulher + ex companheiro tem no Google?

http://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2013/04/mulher-morre-apos-ser-agredida-com-facadas-pelo-ex-companheiro-em-sc.html

http://g1.globo.com/pr/oeste-sudoeste/noticia/2013/03/mulher-morre-segurando-bo-contra-ex-marido-afirma-policia.html

http://g1.globo.com/sp/campinas-regiao/noticia/2013/03/mulher-morre-apos-ser-esfaqueada-pelo-ex-marido-em-serra-negra-sp.html

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2013/03/01/mulher-morre-esfaqueada-em-shopping-de-brasilia.htm

http://g1.globo.com/sao-paulo/itapetininga-regiao/noticia/2013/02/mulher-morre-apos-discussao-com-ex-marido-em-itapeva-sp.html

http://www.gazetadopovo.com.br/vidaecidadania/conteudo.phtml?id=1350791&tit=Mulher-e-assassinada-a-facadas-por-ex-marido-em-Fazenda-Rio-Grande

http://www.guiarioclaro.com.br/materia.htm?serial=151000634


http://www.jornalnh.com.br/passional/438969/inconformado-com-divorcio-ex-marido-mata-mulher-em-taquara.html

http://g1.globo.com/bahia/noticia/2012/09/mulher-morre-em-hospital-apos-ser-agredida-por-ex-companheiro-na-ba.html

http://noticias.terra.com.br/brasil/policia/sp-apos-perseguicao-mulher-cai-de-moto-e-e-esfaqueada-por-ex-marido,13717c745ccac310VgnVCM4000009bcceb0aRCRD.html


Vamos ver, então, se o contrário acontece? Homem + ex companheira

http://g1.globo.com/goias/noticia/2013/04/homem-mantem-ex-mulher-e-filha-em-carcere-privado-por-14-horas.html

http://odia.ig.com.br/portal/brasil/homem-%C3%A9-preso-por-amea%C3%A7ar-ex-mulher-no-rio-grande-do-sul-1.568333

http://www.bonde.com.br/?id_bonde=1-3--203-20130405

http://www.jornalpanorama.com.br/?p=64572

http://www.midiamax.com/noticias/845002-homem+condenado+20+anos+pelo+assassinato+ex+companheira+angelica.html

http://minutosertao.com.br/noticia/2013/04/03/apos-discussao-homem-fica-nu-e-ameaca-ex-companheira-em-delmiro-gouveia

http://www.em.com.br/app/noticia/gerais/2013/03/31/interna_gerais,365595/homem-esfaqueia-ex-mulher-e-enteado-e-tenta-se-matar-em-monte-carmelo.shtml

Ah tá.

Eliza Samudio, Eloá Cristina, Mércia Nakashima e outras milhares de mulheres mandariam seu alô, mas não podem, pois foram assassinadas pelo (ex)companheiro.

Ficou bem desenhada a diferença ou é muito complexa para você entender?????????

Ana Nazaré disse...

Vocês são demais.

Anônimo disse...

O medo de ser abandonado pelo parceiro é originado no medo de perder a mae. Experiencias traumáticas da pequena infância podem gerar esse tipo de ansiedade. Terapias que promovem a reconciliacao com a mae podem ajudar.