quinta-feira, 18 de abril de 2013

GUEST POST: QUANDO GRITOS DE GUERRA VIRAM REALIDADE

Aconteceu semana passada com a S., militante feminista que conheço pessoalmente, estudante de uma das melhores universidades de SP. 

Acordei no sofá com uma amiga do meu lado dizendo: aconteceu uma coisa muito ruim ontem. Na hora me veio a lembrança corporal de uma sensação horrível que invadiu meu corpo. Gelei.
Segundo ela eu havia bebido demais e fui socorrida por um "amigo" nosso que me prometeu levar pra casa, me colocou deitada em seu colo num banco e, aproveitando-se do meu estado de completa inconsciência, levantou meu vestido, passou a mão pelo meu corpo e por dentro da minha calcinha. No meio da festa, na frente de todos.
Passei horas me recusando a entender o que tinha acontecido. O coração acelerado e o gelo no estômago me acompanham até agora como sintomas ao mesmo tempo da minha pressa e do meu medo de encarar a realidade. O meu primeiro ímpeto foi o de racionalizar. Como é possível que um amigo seja capaz de tamanha monstruosidade?
Devo ressaltar que não se trata de qualquer amigo, e sim de alguém que conheço há dez anos e que nunca havia me dado motivos para acreditar que fosse machista. Muito pelo contrário, algo me dizia que eu podia contar com ele. Quando eu estava desacordada no ambulatório da festa havia pelo menos dez amigos meus que tinham conhecimento do meu estado. Ele foi o único que se dispos a me socorrer.
O que deu na cabeça dele? Que desgraça de construção social profunda despertou da maneira mais violenta naquele momento? Que desejo machista e perverso o impeliu a molestar uma amiga desacordada? Que tipo de respaldo social ele sabia que tinha para fazer tudo isso diante de centenas de pessoas?
Permaneci em completo estado de choque durante algum tempo, as imagens, sensações e significados repugnantes me surgiam de maneira desconexa. Mais tarde consegui relatar o ocorrido a duas outras amigas. O quê? Ele abusou de você? Pela primeira vez fui obrigada a formalizar nesses termos. Me assustei ainda mais com ocorrido, consegui chorar pela primeira vez. A sensação inexplicável ia ficando cada vez maior. Minha vontade era de chorar ou correr até que tudo tivesse passado, até que eu conseguisse voltar no tempo.
Quando eu ficava sozinha abriam-se grandes portais do meu inconsciente para o meu consciente fragilizado e desesperado. Começava a pensar, pensar e pensar, revendo freneticamente tudo o que havia acontecido, tentando separar o que eu lembrava do que me havia sido relatado, tentando encontrar explicações, incluindo o que eu pudesse ter feito para causar aquilo.
Fiquei assustada com a minha fragilidade diante da situação e com o teor machista dos pensamentos que me vinham. Comecei a procurar em mim aquela mulher emponderada feminista. Tantas pessoas já me procuraram em situações parecidas, tantos conselhos, tanta força, tanta convicção.
O sentimento de angústia, de vergonha e humilhação não passava e para sair do sufoco eu procurava o sentido mais profundo daqueles gritos de guerra feministas que eu não me canso de repetir por todos os cantos da minha vida:
"A culpa nunca é da vítima", "Mexeu com uma, mexeu com todas"... Pude entender da maneira mais crua possível o significado de tudo isso para quem vive uma situação tão horrível quanto essa.
Às vezes o cotidiano torna essas e outras frases óbvias demais ou repetitivas. Não são.
A violência do machismo avassala de maneira tão profunda e cruel o nosso ser que essas frases as vezes são o  único estalo de razão fora do ciclo vicioso ao qual ele nos remessa. Foi a elas que me agarrei e ainda me agarro com todas as forças para superar a dor do trauma.

Na internet através de uma mensagem pública do meu "amigo" (ou deveria dizer violentador) soube qual era sua manifestação sobre o ocorrido. Ele dizia que não se lembrava de nada, mas que estava envergonhado pelas atitudes relatadas por outro amigo. Ele ainda "lamentava" pelos transtornos causados após tantas doses de álcool, agradecia aos que cuidaram dele, mesmo não  tendo merecido, e concluía dizendo que precisava de um analista.
Em resposta, alguns outros "amigos" mandavam uma "#força". O clima era como se nada de grave tivesse ocorrido, como se houvesse sido apenas um descompasso de interesses entre dois amigos bêbados  e, poxa, que chato dar trabalho.
O meu desespero só aumentava, uma sensação de estar absolutamente sozinha.
Diante do sentimento de impotência absurda a dor foi dando lugar à revolta, e de lá pra cá só cresce o meu ódio pela constatação de estar sofrendo um dos maiores pesadelos da minha vida em silêncio, enquanto meu "amigo" se refugia na máscara de que bebeu demais e simplesmente não lembra de nada, enquanto tantos outros "amigos" não veem o motivo para tanta tempestade em copo d'água.

Comecei a procurar amigas para desabafar, para me sentir menos só, para salvar algo da minha sanidade mental diante da realidade de uma sociedade repleta de “amigos” que podem abusar de você a qualquer oportunidade e tantos outros que acham isso válido ou justificável.
Quando me pus a relatar o ocorrido às minhas amigas abriu-se diante de mim o portal das violências sexuais. Amigas que eu conhecia há 5, 10 anos, amigas muito próximas, companheiras de feminismo, familiares, quase todas já sofreram algum tipo de violência sexual.

Inúmeras histórias: violentadas quando crianças, quando adolescentes, quando adultas. Por amigos, por familiares, por desconhecidos. Nenhuma delas havia denunciado, muitas delas sequer falaram sobre isso e só decidiram me dizer nesse momento pra que eu me sentisse menos sozinha na dor. Outras só se deram conta da violência que haviam sofrido quando eu contei a minha história.
Não lembro quantas, mas foram muitas. A generalidade da violência e a força com que a sociedade a silencia me assustou como nenhuma estatística havia me assustado antes. A estatística feminista diz que são dez vezes o que apontam as estatísticas policiais, porque a maioria das mulheres não vai às delegacias. Tem quem sequer admitiu o fato a si mesmas.
Hoje eu não acredito nem que sejamos muitas, pra mim somos todas. Se você nao foi violentada, isso sim é um acaso, e por consequência se você nao é um violentador, a sua experiência também é ímpar.
Portanto, caro “amigo”, se você precisa de um analista, 99,9% das pessoas do sexo masculino também precisam. Todos vocês acometidos por um transtorno mental peculiar que só acomete homens.

Seu problema eu conheço muito bem e posso diagnosticar: você me violentou em primeiro lugar porque você é homem e eu sou mulher, por poder, por ter certeza que meu corpo te pertence. Em segundo lugar porque lá no fundo você sabia que podia fazer isso diante de centenas de pessoas e que ainda assim ia ser aceito. Em terceiro lugar (e talvez o que mais me assusta) porque eu estava desacordada, pelo senso de oportunidade, de aproveitamento, de abuso, pelo ímpeto violento de fazer o que quiser com uma pessoa independentemente da vontade dela.
Decidi procurar os seguranças que haviam presenciado o abuso para poder saber o que de fato havia acontecido. Um deles me relatou tudo com riqueza de detalhes: enquanto meu “amigo” me violentava, se exibia para um grupo de amigos seus (supostamente também meus) que estava no local. A violência durou tempo o bastante para que um casal de pessoas constrangidas com a situação fosse pedir para que o segurança intervisse.
Ainda de acordo com o segurança, ele e seus companheiros de serviço foram impedidos pelo responsável da festa de prestar algum socorro ou tirar o agressor da festa. Esse responsável alegou que não era para intervir porque isso chamaria ainda mais atenção e estragaria a festa.
Agora, além de um amigo violentador, eu tenho de brinde mais alguns amigos coniventes com a violência e que eu nunca vou saber quais são, e um tal responsável pela festa que usa do seu poder para encobrir casos de violência sexual nos eventos que promove.
Decidi ir até a delegacia de mulher da minha cidade, passei cerca de quatro horas na fila. Algumas mulheres mais novas, outras mais velhas. Mães com suas crianças, meninas de 3, 4, 6 anos. Abusadas pelo tio, avô, pai. Por fim não pude ser atendida porque o fato havia ocorrido numa outra cidade pequena que, evidentemente, não tem delegacia da mulher.

Guardei meu coração em casa e fui com duas companheiras de luta para a tal delegacia. Liguei o automático e passei a repetir o ocorrido inúmeras vezes -- tantas quanto me foram interrogadas na recepção.
Ao fim todos me perguntavam: "mas foi só isso"?
Até onde eu sei o ocorrido é considerado estupro por lei!
"Ah, sim...".
E por que ainda me diz que "só" isso?
Finalmente fui recebida pelo delegado, que não me fez sequer uma pergunta e mal olhou na minha cara. "Vamos pedir a prisão preventiva do estuprador, ok?".
Poxa, que eficiência, esse é o procedimento padrão de vocês?

"Ué, você não está fazendo uma denúncia de estupro? Precisamos prender para averiguar, você conhece ele, né... sabe que ele tem família, casa, emprego... tem tudo isso, né? Você vai representar e nós vamos prendê-lo"
O delegado parecia querer que eu desistisse da queixa.
Consegui por fim registrar a ocorrência como havia me proposto e voltei pra casa pensando no que eu terei de enfrentar caso leve o caso adiante judicialmente. Toda a moral machista culpabilizando a vítima, o "foi só isso", confrontação com violentador... Será reviver todo o trauma inúmeras vezes.

E no fim das contas eu penso: exatamente por que eu faria isso? A penalidade para o crime de estupro é de 6 a 10 anos de reclusão. E eu não acredito em punição legal, principalmente em reclusão carcerária. No que de fato levar esse processo adiante ajudaria pra mim mesma, pra sociedade ou pra minha militância  feminista?
Deixar tudo como está é odioso: eu sofrendo as consequências e ele numa zona de conforto do "não lembro", sem ter de encarar a realidade diante de todos de que ele é um violentador sexual como tantos outros. A sensação de injustiça e de estar me calando me faz sentir como cúmplice da situação de opressão. A minha exposição é mais nociva pra mim do que pra ele.

Quanto mais me dou conta de tudo isso, da minha impotência perante um mundo que me violenta sistematicamente, mais me sinto de volta ao momento do estupro, mais descubro que por mais sobriedade e consciência que eu tome da situação, me sinto amarrada. Nessas horas, quando vem o desespero, e tudo parece não ter saída, me agarro novamente aos gritos de guerra, às frases; tento tirar delas seu mais forte significado.
Sinto, por fim, que posso transformar o desespero e a impotência em força para continuar lutando. Até que todas sejamos livres.


Por causa de vários comentários dizendo que S. não deveria ter ficado bêbada, escrevi este post: Odeio álcool, mas não é ele que causa estupros.

189 comentários:

Georgeane disse...

Tem dias que este espaço me dá tanta força... Mas tem dias que o que leio acaba comigo, me deixa arrasada, enojada, impotente. Estou num desses dias. Estou cansada. Tão cansada...
Mas a luta continua, mal começou na verdade. Amanhã fico mais forte, pode deixar.

"Amanhã!
Será um lindo dia
Da mais louca alegria
Que se possa imaginar
Amanhã!
Redobrada a força
Prá cima que não cessa
Há de vingar
Amanhã!
Mais nenhum mistério
Acima do ilusório
O astro rei vai brilhar
Amanhã!
A luminosidade
Alheia a qualquer vontade
Há de imperar!
Há de imperar!

Amanhã!
Está toda a esperança
Por menor que pareça
Existe e é prá vicejar
Amanhã!
Apesar de hoje
Será a estrada que surge
Prá se trilhar
Amanhã!
Mesmo que uns não queiram
Será de outros que esperam
Ver o dia raiar
Amanhã!
Ódios aplacados
Temores abrandados
Será pleno!
Será pleno!"

Meu mantra. Estou tentando muito acreditar nisso.

Taciane Dorneles Hermann disse...

"foi só isso?" me lembra um "não vai comer ela, tem que aproveitar" que ouvi num relato de um amigo que ajudou uma amiga em coma em uma festa a uns 10 anos. ele ajudou e cuidou da garota em coma e os amigos o recriminavam por não come-la. No fim ele teve de chamar outra garota para levá-la para casa ou ela acabaria sendo estuprada por algum outro "amigo". E o babaca que recriminou o amigo por não comer a garota se diz de esquerda e hoje é diretor de uma entidade do governo. Quando fiquei sabendo da história a vontade que eu eu tive foi de gritar pra todo mundo ouvir e desmascarar o idiota. Mas infelizmente não posso, isso prejudicaria quem me contou. O que me deixa mais irritada ainda é que a namorada do babaca que estava junto não fez nada, não disse nada. Acho que se o namorado dela quisesse comer a garota ela ainda ajudaria a despi-la.

Pior do que homem machista é mulher machista.

Emy disse...

Realmente horrível e deplorável. Mexeu como uma mexeu com todas! Força sempre!

Anônimo disse...

Sabe, às vezes me sinto privelegiada por nunca ter passado por uma situação como essa. Depois pensando melhor me passa pela cabeça "será que eu já não passei por isso, mas acabei reprimindo a lembrança? ou tentei enxergar de outra forma para que não gerasse conflito?". Pensar isso em deixa muito mal, não tem como não ficar! Fico mal porque eu sei que se mulheres feministas e fortes como nós temos dificuldades de lidar com esse tipo de situação, como devem sofrer as mulheres que não podem se apoiar no feminismo, em seus amigxs e familiares. Fico mal porque hoje em dia as pessoas adoram falar que o feminismo não é necessário, mas praticamente toda a população feminina mundial já passou por algum tipo de abuso sexual!!! (desde cantadas na rua a estupro) Não é possível que nós mulheres tenhamos que passar por isso em nossas vidas e achar que isso é normal, que precisamos ficar caladas para não gerar problemas, que as pessoas querem deixar isso em baixo do tapete como se tudo estivesse bem!!
Tenho apenas 20 anos, mas confesso que tenho medo de ter filhxs e não conseguir protege-lxs desse tipo de abuso.


Quando eu tinha uns 11 anos, meu irmão, que tinha uns 14 anos, me falou antes da gente ir passar uns dias na casa dos meus tios (que tinham dois filhos homens da idade desse meu irmão) "não deixa eles passarem a mão em você". Lembro que fiquei meio assustada porque meus primos sempre me pareceram boas pessoas, mas ao mesmo tempo entendi a preocupação do meu irmão, mesmo tão nova eu sabia que uma pessoa aparentar ser algo não significa que ela de fato seja.

Eu demorei mais do que as outras garotas de minha sala para entrar na puberdade, acho que isso, os avisos do meu irmão e de minha mãe sobre o machismo me fizeram eu me tornar uma pessoa um tanto "assexuada" até os meus 16/17 anos, e sinceramente, vejo isso como um grande privilégio para mim, por causa disso eu demorei mais a me expor a situações que envolvem tanto a confiança em outras pessoas. Ficar com caras em festas, ir em encontros, ir pra casa de caras são coisas que nunca "fugiram" do meu controle e sempre houve muito respeito em todas essas situações. Não estou dizendo que devemos reprimir a sexualidade dos adolescentes ou algo do tipo, só estou relatando como no meu caso entrar nesse mundo dos relacionamentos de forma mais tardia foi muito positiva.

Anônimo disse...

O relato foi forte ,me dá tanta revolta,em saber que a maioria das mulheres deste mundo já foram ou quase foram abusadas sexualmente,quem não tem uma história horrivel dessas pra contar quase todas nós,é triste mas é real,desde um beijo forçado,uma passada de mão, alguém nos intimidando com palavras e olhares, são tantas coisas ruins que fica dificil enxergar um horizonte melhor,mas pelo simples fato de existir um blog onde vitimas podem contar tudo, podemos ver q estamos avançando porque antes morriamos com esta dor sem dizer nada e muitas vezes sem consciência de ter sido abusada.

Anônimo disse...

Estupro de vulnerável, isso pode foder bastante com a vida dele. Tire Ata Notarial de tudo o que colocaram no Facebook dele e vá em frente com a denúncia, angarie testemunhas e não deixe barato. Mas ande logo.

Caroles disse...

Muita, muita força! Por mais que pareça que não, com certeza tua luta por justiça, mesmo que uma justiça falha, vale a pena...

Anônimo disse...

Caramba! Sinto muitíssimo pelo que aconteceu com a autora. Dá vontade de vomitar e de mandar um imbecil que faz uma coisa dessas.

Agora, sei que é errado culpabilizar outras mulheres, mas onde estavam as amigas dessas menina?

Sei lá, não sei se é porque eu não bebo e minhas amigas fazem muito pouco, mas sempre que vamos para festas todas ficam juntas e, quando algo acontece, procura-se pela que está ausente por um longo período.

Me assusta a quantidade de relatos de meninas que, quando saem, são meio que abandonadas por suas amigas.

Marina disse...

Força pra vc!Mexeu com uma mexeu com tds!

A. disse...

S., imagino que deve estar sendo terrível pra vc encarar a situação. Mas vc já parou pra admitir a possibilidade de que ele realmente não se lembre e esteja se sentindo muito mal pelo que fez? Claro, ainda temos toda uma rede monstruosa de conivência e banalização da violência, e também um inconsciente masculino assustadoramente abusivo, mas... pensando unicamente na consciência do rapaz... Seu relato me fez pensar em como algumas situações não podem ser resumidas à estrutura da culpa, da intenção, da vítima x agressor. São acima de tudo trágicas, especialmente por não haver uma lógica, um sentido em que você possa se agarrar (p. ex., "ele era um estuprador malvado"). Ok, desculpa se minha "filosofança" te ofende. É só que as pessoas são complexas demais. Desejo o melhor para você.

Thomas disse...

O texto estava ótimo até aqui:

"Hoje eu não acredito nem que sejamos muitas, pra mim somos todas. Se você nao foi violentada, isso sim é um acaso, e por consequência se você nao é um violentador, a sua experiência também é ímpar.
Portanto, caro “amigo”, se você precisa de um analista, 99,9% das pessoas do sexo masculino também precisam. Todos vocês acometidos por um transtorno mental peculiar que só acomete homens."

Querida, sei que sua experiência foi terrível e traumática. Mas você soa como uma pessoa inteligente, bem informada e, além disso, você é ativista de uma causa que visa proteger, conscientizar e igualar os direitos de pessoas que você acredita serem minoria.

Dito isso, eu sempre me surpreendo que pessoas assim às vezes demonstrem ser tão preconceituosas. Em outras palavras: não viaja. A esmagadora maioria dos homens deste planeta nunca estupraram, muito menos nunca estuprarão. Isso é um fato e você pode escolher acreditar nele ou não, mas já vou dizendo que acreditar que o Sol é frio não vai te proteger de ficar toda queimada após um dia na praia sem protetor solar.

A partir do momento que você ou qualquer feminista tem esse tipo de pensamento, é a hora de reavaliar seus valores, dar uma pausa nas suas atividades feministas e corrigir seus preconceitos. Porque sendo preconceituosa assim você não contribui em nada positivo para o feminismo, pelo contrário, você só estará dando de graça argumentos para quem não entende sobre sua ideologia e tem ideias pré-concebidas sobre vocês.

Isso já seria ruim se você soltasse esses preconceitos em conversas informais. É pior ainda quando um texto seu com essas ideias é publicado no mais acessado blog feminista do Brasil.

De resto, você tem todo o respaldo da lei. Seguir em frente com qualquer queixa é cansativo, é burocrático, é uma merda. E quanto mais grave é o crime, mais cansativo é o processo. Mas se você sofreu uma violência, deve correr atrás dos seus direitos e da punição do agressor. Não fazer isso é uma ignorância, um erro que você comete contra si mesma e à causa que você defende.

Bia disse...

Eu sinto muito... :(
Eu já me salvei de situações de abuso. Já fui abusada quando criança por um garoto quase da minha idade (olhem onde começa!), não foi nada tão terrível, mas ainda me lembro.

Vejo e ouço casos de abusos todos os dias. Vindo de pessoas que estão do meu lado, o que é horrível.

Lutamos mesmo não tendo motivos, mesmo não tendo sido estupradas e espancadas, sem ter algo tão 'grandioso'. Mas quando acontece com a gente ou muito próximos, nos sentimos acabadas. Fracassadas. Bate um desespero e sensação de não estar funcionando. Que as lutas estão falhando.

Então tiramos força não sei da onde todos os dias para continuar, para nadar contra essa maré.

Obrigada por compartilhar conosco sua história. Força!!!

Anônimo disse...

A velha expressão: "Cu de bebeado não tem dono." Nada justifica o que aconteceu, nem o silêncio dos que viram a cena, mas o cara bêbado talvez não se lembre mesmo do que fez...

lola aronovich disse...

Mais homexplicanismo do Thomas Toddy... Filho, vc entendeu que tudo isso aconteceu com a S. AGORA? Tipo, semana passada? Que ela está revoltada, e com razão? Depois talvez ela perceba que, embora estupro seja uma característica universal da masculininidade destrutiva que tanto queremos mudar (porque é nociva pro mundo -- e não custa repetir: nada contra os homens, tudo contra um modelo de masculinidade violento e ultrapassado), a maior parte dos homens não é estuprador. Mas é justamente sobre isso que fala o texto, e que vc se recusa a ver: o amigo que abusou dela era um amigo de infância, um cara legal, do bem, "de confiança". Todos os caras que o viram fazer isso numa festa, na frente de todos, também eram/são caras legais. Mas e aí? É essa a pergunta que a S. faz, e que seria bem bacana se vc, que sabe tudo, tentasse respoder. O que faz um cara legal (que, como vc, também se sentiria ofendido com um post que diz que tantos homens são estupradores) agir assim? O que faz tantos caras legais agirem assim? Porque entenda, não é um problema individual. Não é esse cara que tem problemas e precisa de terapia. Não é um casinho que vc pode descartar achando que é o problema de um psicopata, um problema individual. É um problema social. Eu recebo relatos de estupro e abuso praticamente todo dia. A enorme maioria não é sobre estupradores desconhecidos numa rua escura à noite. É sobre caras legais fazendo coisas muito erradas. Por quê? Que tipo de construção social faz tantos homens fazerem isso? (porque eu não acredito que seja institivo, natural). É a mesma construção social que faz vítimas de estupro se sentirem culpadas?
Ah, e pra quem diz que posts assim não ajudam em nada, só posso dizer que vc provavelmente teve o privilégio de nunca passar por isso. Porque posts assim podem fazer as mulheres reagirem, podem fazer que denunciem, que não se calem, que não tenham vergonha da violência que sofreram (ou que sofrem! Pode ter alguém que é vítima sistemática de abuso e ainda não se rebelou). E podem fazer com que homens reflitam.

lola aronovich disse...

Mais um babaca que não entende, ou não quer entender, a expressão "cu de bêbado não tem dono". Isso se aplica a vc também, anônimo? Quando vc sai à noite e bebe, vc pensa que, se vc ficar bêbado, vc será estuprado? Se isso acontecer, vc vai achar que mereceu, porque bebeu demais? Vc realmente acredita nas besteiras que ouve e repete? PENSE, criatura!

Anônimo disse...

Lola disse nesse comentário o que eu tenho vontade de gritar tantas vezes.. "PENSE, CRIATURA!"
Pare de repetir o que você ouve como verdade universal, isso faz você repetir coisas odiosas como "cu de bêbado não tem dono" e "ah, mas foi SÓ isso?". E SE FOSSE COM VOCE? Mais empatia no mundo, Senhor. S., muita força pra você, a dor e o desespero vão diminuir ao longo do tempo. Você não está sozinha.

Mirella disse...

Anon das 16:43, espero que um motorista bêbado passe por cima de você.

Tadinho do motorista, ainda vai ficar traumatizado.

Mirella disse...

E S., acho inspirador como você decidiu direcionar sua energia e seus sentimentos para a luta. Só acho uma merda isto acontecer depois de você passar por uma situação nojenta.
E apesar de você encontrar, infelizmente, quilômetros de pessoas estúpidas, sem empatia, tentando dizer como VOCÊ deve se sentir a respeito do que aconteceu, você também encontrará pessoas que estarão ao seu lado e te ajudarão nessa luta. Sinto demais pelo que aconteceu, mas não chegará a um pedacinho do que você sente. Esse sentimento, por si só, é opressor. A sensação de vulnerabilidade já é devastadora sozinha, sem depender da influência de outrem. Mas, com toda a certeza, a sua luta também é a minha.
Honestamente, aconselharia você a mandar este texto para o seu "amigo" estuprador. Se não este, infelizmente existem diversos casos como o seu. Ele pode lembrar ou não, mas estupro é crime sempre. Ele não lembrar não apaga o que ele fez. E acho que tenha que sofrer SIM pelo que ele fez.
Estou pensando agora num guest post que a Lola publicou esta semana ainda, sobre uma moça querer confrontar seu estuprador.
Não sei se é o caso, você é a única pessoa que pode decidir, mas acho que você poderia considerar algo do tipo. Sei que você não quer a exposição negativa que isto atrai para você, mas pessoalmente penso que um estuprador não deve ter o direito de oprimir sua vítima mesmo após tudo ter acontecido. Não é justo que ele tenha este poder sobre a sua expressão. E também acredito em abrir precedentes. Hoje pode não dar em nada, mas é o início de um caminho a ser trilhado para que não mais sejamos obrigadas a ouvir "COITADINHO DO ESTUPRADOR".

E desejo de coração para todos os comentaristas em estilo passive-agressive que morram tomando um suco de maçã Ades de soda cáustica concentrado com lavagem de tonel de Toddynho. É meu mais sincero desejo de feminazgul para vocês.

Anônimo disse...

Não adianta, né Lola? Tem gente mesmo que parece que nunca vai conseguir sentir empatia na vida e nunca vai sair do discurso "Eu, Eu, Eu, O Pica-das-galáxias-dono-da-verdade-universal"

Pra autora do post, muita, muita força! Você não está sozinha, e o que você está fazendo, denunciando, falando sobre isso, enfrentando com força, vai ser bom pra você e vai ajudar incontáveis outras mulheres.
Seu exemplo de força é importante. Você é importante, e um dia vai ficar tudo bem.

Anônimo disse...

Força, guria!! !Mexeu com uma mexeu com todas!!!

Um crime não deixa de ser crime por desconhecimento do criminoso, portanto, ele não deixará de pagar a pena pelo o que fez!

Admiro sua coragem. Não perca suas forças.
Declarado culpado, esse babaca nunca mais poderá prestar um concurso público e assim estar em um cargo de poder para poder abusar de outras.

Teu feminismo inspira!


Lola, precisamos urgentemente criar uma liga feminina de advogadxs para casos de abuso e crimes contra a mulher.
Precisamos de referência e consultoria já!

Ps.: S. registe tudo, absolutamente tudo sobre esse caso e que possa te ajudar. Msgs de cel, face, gravações de depoimentos, do criminoso e de terceiros.

Boa sorte!!!

snowhitequeer disse...

Não sei se acredito que a maioria dos homens não é estuprador.

Estupro é a invasão do corpo de uma pessoa. Uma passada rápida na pista de qualquer casa noturna é um meio rápido de verificar que a maioria dos homens lá presente tá pouco se lixando se a moça quer ou não que ele aperte sua bunda.

Pra mim isso é um estuprador em potencial.

Anônimo disse...

Enquanto há quem está diga que este post não agrega Lola, quero agradecer por publicá-lo e agradecer a você S. por compartilhar essa história horrível que me deixa preparada. Talvez eu simplesmente ficasse sem saber o que fazer e acabasse chamando um segurança, a partir de hoje estou preparada para encontrar o que quer que esteja a mão e partir para cima do ser repulsivo que faça isso com uma guria numa festa.Obrigada por me deixar preparada, pois eu realmente nunca imaginaria que isso pudesse acontecer na frente de todos. E Lola, obrigada de novo, é por causa do teu blog que hoje em dia quando eu saio eu cuido das minhas amigas muito mais. Força pra você S.

Thomas disse...

Certa vez um grupo de assaltantes me abordou. Levaram tudo o que eu tinha de valor embora, mas não ficaram satisfeitos e me agrediram violentamente. Ligamento do joelho esquerdo estourado, braço direito fraturado em 3 lugares, mandíbula fraturada, órbita ocular fraturada, traumatismo craniano, muitos dentes perdidos. Os assaltantes eram todos negros.

Apesar desse característico tom de pele, em momento algum, mesmo no ápice da minha revolta, pensei que "Hmmmm apenas negros sendo negros, os negros que não agridem os outros devem é ser excessões."

Nada justifica esse tipo de preconceito, não importa a violência que você sofreu.

Minha crítica foi bem pontual e me surpreende como não só você defenda a moça, Lola, como ainda busca uma justificativa para a declaração absurda dela. Quanto ao resto do texto, não tenho problema algum com o que está escrito e achei um importante relato.

Dito isso, eu adoraria que você apresentasse algum estudo que confirme essas suas ideias sobre estupro. Porque apesar de tentar amenizar seu discurso, você ainda está tendendo para uma generalização, principalmente quando enfatiza a enorme quantidade de "caras legais" que estupram.

Você recebe muitos relatos porque seu blog, em grande parte, é sobre isso. Ou seja, esses relatos todos não servem como base pra provar sua hipótese. E para cada "cara legal" que estupra, eu te garanto que existem milhões que não fazem isso. Por que será? Por que a maioria dos homens não estupram? Que tipo de construção social é essa que faz com que a esmagadora maioria dos homens sequer pensem na possibilidade de estuprar alguém?

E eu não disse que o post todo não ajuda em nada. O que eu disse com todas as palavras é que o preconceito dela não ajuda em nada. O resto do texto é bom, como eu mesmo disse no começo do meu comentário anterior e também em um dos parágrafos anteriores deste post.

paula disse...

Eu sei que é bem mais difícil fazer do que falar, mas como advogada criminal gostaria de esclarecer que essa é uma situação em que (pelo menos juridicamente) vale a pena seguir em frente com um processo (pode ser ineficaz, mas parece haver alguma possibilidade de punição). O sujeito "confessou" na internet (mesmo que fale que nao se lembra de nada, ele afirma que houve algo), os seguranças são testemunhas (se a polícia quiser ela consegue o nome dos seguranças), etc. Infelizmente o excesso de trabalho nas delegacias faz com que os profissionais fiquem insensíveis aos casos considerados não tão graves (o mais grave seria estupro de crianças pelos próprios familiares), e que tentem diminuir a quantidade de inquéritos. Te garanto que na hora que um inquérito desse chegar nas mãos do Ministério Público ele terá a atenção devida e o possível será feito.

Se vc não tem interesse mesmo em uma ação dessa, ou mesmo que tenha, procure ajuda em uma terapia, que é o melhor investimento em nós mesmos!

Desejo que você supere isso!

Anônimo disse...

Don't feed trolls...

Anônimo disse...

Georgeane sei exatamente como vc se sente, tem dias que realmente dói muito e a esperança de um mundo mais seguro para as mulheres parece que se esvai...

Esse relato me lembra de algo que aconteceu há uns 15 anos atrás, quando um amigo veio contar para mim sobre um outro amigo em comum que temos, que em uma festa havia uma garota desmaiada por conta de ter bebido demais (e que parece que era tb amiga deles), e esse amigo em comum ficou chamando os outros homens que estavam presentes para "bulinar" a menina. Lembro muito da cara do meu amigo quando me contou essa história, era de pura decepção com a atitude do outro amigo.

S., força e coragem querida para que vc enfrente e supere o que te aconteceu!!

Amanda disse...

Força, S! Vá em frente com o processo criminal, não desista, se ele fez isso com você, pode fazer com outras e continuar impune. Também não se deixei desistimular por delegados, promotores, juízes... O Poder Judiciário, infelizmente, ainda é muito patriarcal e preconceituso, mas a lei está ao seu lado.
Não acho que isso vai acabar com teu sofrimento, mas, pelo menos, pode aliviar um pouco, sabendo que o estuprador vai pagar pelo crime horrível que cometeu.



Art. 28 - Não excluem a imputabilidade penal:

I - a emoção ou a paixão;

Embriaguez

II - a embriaguez, voluntária ou culposa, pelo álcool ou substância de efeitos análogos.

Anônimo disse...

Post muito bom. Pela coragem da denúncia, no sentido legal e fraternal -- contar para xs amigxs, fazer um texto em um blog de magnitude nacional, gritar mesmo.

Especialmente por mostrar que não importa o nível de engajamento feminista, quando tais coisas acontecem 'com você' e você 'sente na pele', mesmo a mais feminista pode vir a ter sentimentos de culpa, de perder o chão, de não saber o que fazer... E nada melhor que um espaço como esse, para buscar apoio, pois, nas delegacias e outros órgãos legais, como pode-se ver -- neste e em outros posts...

A culpa não é sua. Continue, denuncie, não se cale.

Cecília Reis disse...

S., sinto muito pelo que aconteceu. Admiro muito a sua coragem de enfrentar o caso, mesmo sabendo que a exposição do que aconteceu é mais nociva pra você do que pra ele. Sei que não vai ser fácil, mas com certeza a sua luta vai ajudar muitas mulheres a também serem corajosas como você, e denunciarem o agressor. Mesmo eu, que nunca sofri esse tipo de violência (porque do assédio nas ruas, acho que não há mulher que escape)já me sinto motivada a continuar lutando, a não abaixar a cabeça e ser cúmplice desse conservadorismo machista que nos rodeia. Desejo muita força!

Anônimo disse...

Esse relato triste lembra uma coisa que vi esta semana no Facebook.
Estava rolando um vídeo em que uma menina visivelmente dopada,fazia sexo com um garoto.
O garoto e seus amiguinhos,riam e um deles mandava no garoto. Dizia o que ele tinha que fazer com ela,em que posição deveriam ficar.
Você percebia que ela fazia tudo que lhe falavam no automático,ou seja,ela não respondia pelos seus atos. A moça nem conseguia se levantar e algumas vezes um dos amigos segurava seu corpo pra que ela pudesse se levantar e mudar de posição sexual.
Mais pro final,todos inclusive quem filmava,resolveram mexer na buceta. Imagine só,você dopada e ter o seu órgão sexual sendo apalpado por mais de 8 mãos!
Nessa hora ela acordou e acho que tentou se mexer,pois a camera de repente passou a balançar mt e então ela diz com um tom de voz deprimente: "Não,não faz isso!" E eles rindo...
Detalhe: tal vídeo foi postado no perfil da própria vítima,ou seja,estavam com mt vontade(e ódio) de humilha-la.
Parece que algumas páginas e grupos feministas denunciaram à policia.
PS: todos aparentavam ser menores de idade.

Fernanda Vilar disse...

Eu proporia um acordo: que ele pague seu tratamento psicológico e preste serviços à sociedade ao menos uma vez por semana durante o tempo que ele teria que passar na prisão. Se ele não aceitar, então cadeia.

Magdalena disse...

O q mais mchamou a atenção foi a autora, q se diz feminista, ficar surpresa por que as amigas tinham uma história de horror pra contar. Meu bem...pq vc acha q existe feminismo???Oi??Se descobriu feminista pq "é moda"?? Pq , gente...todas nós, salvo raríssimas exceções, têm uma historinha pessoal dos irmãos Grimm pra contar...Mas meu apoio incondicional pra vc.Joga esse fruto do patriarcado na foqgueira.Sempre.

Georgeane disse...

Anônimo das 18:01
Esse cansaço é uma sensação que acho que toda mulher já teve, não é? E por mais difíceis que certas notícias sejam, eu mudei muito em grande parte por causa deste blog. Antes eu tinha medo até de pensar sobre a violência sofrida por nós. Agora eu penso livremente sobre isso, eu falo, eu brigo. Dói, mas deixa a gente tão mais forte.


Todas nós já fomos abusadas de alguma forma.
-Aquele motoqueiro que me abordou na volta do colégio, na rua de casa ao meio dia, e me exibiu sua genitália. Meu choque imenso por nunca ter visto e nem saber do que realmente se tratava.
-Aquele indivíduo que me apalpou num clube exclusivo. Meu choro sentido depois.
-Aquele vulto repentino que segurou meu rosto numa boate e forçou um beijo. Minha raiva surda logo em seguida.
-Aquele estuprador em potencial que se masturbava às 7 da manhã numa rua vazia. Meus gritos pela polícia naquele momento.

Quem seriam esses anônimos? Homens comuns? Homens de bem?
Hoje eu sei que não. Se estes são homens de bem, a humanidade precisa de novos urgentemente.

Obrigada Lola, obrigada a vcs desse blog. Força pra querida deste post. O desânimo é passageiro. Estamos juntas e cada vez mais fortes!

Maiê F. Rezende disse...

S. Também sinto muito que você esteja passando por isso.

Tudo que eu consegui pensar lendo o guest post foi : Que m...

Que m. que existam pessoas que ajam dessa maneira, que as autoridades e sociedade prefiram acolher o agressor do que a vítima.
É absurdo que alguém que não fez nada de errado tenha que arcar com mais consequencias que o abusador.

Thays Mossi disse...

Hoje eu também fui abusada, de um jeito bem diferente - psicologicamente, por médicas e enfermeiras durante e depois de uma cirurgia nas cordas vocais que demanda que eu não fale por uma semana. Irônico, não?

Eu entendo, em alguma medida, sua dor, sua indignação, seu desprezo, sua vontade de lutar, a falta de eco da sua denúncia formal, e sua reação de recuar da denúncia.

Eu te peço, por todas nós, não recue. Denuncie. Leve adiante. Levemos adiante até que a exposição deixe de ser penosa pra vítima e passe a ser penosa pro agressor. Essa transformação também é nossa luta. Leve adiante por todas nós, eu também vou tentar levar a minha.

Você não tá sozinha, e o levar adiante não é só por você, é por todas nós.

Força!

Rafa*** disse...

Lola, teu blog me liberta!

Rafa*** disse...

Quando eu tinha 16 anos, o marido de uma prima, uns 20 anos mais velho, me violentou.
Lembro como se fosse hoje, do sentimento de culpa, do nojo, da impressão de estar suja, da tristeza, e do nó na garganta e no estômago, que permaneceram por dias.
Mesmo ele não conseguindo ter consumado o ato, as lembranças daquele dia ainda são as piores possíveis.
E o que mais me dói, ainda, é a reação de todas as pessoas: Minha mãe não me deixou contar pro meu pai o que tinha acontecido, minha prima acreditou na versão conto de fadas do maridinho, e meu namorado na época me culpou por eu não ter feito nada.
Na verdade, fiz o que uma menina de 16 anos faria. Corri pro banheiro, me tranquei lá e passei a noite chorando e morrendo de medo.
Chega!
Vamos ensinar nossos filhos a não serem estupradores, e não nossas filhas a não serem estupradas!!!
Cada vez que leio essas histórias, aumenta minha revolta, e me volta um pouco daquele sentimento ruim daquele dia... mas pelo menos, a culpa já não existe mais, e isso é um tanto quanto libertador!!!

Paola Sayuri disse...

Lola, sempre leio seu blog. Esse foi o post que mais me chocou. Não pela brutalidade do fato, mas pela sensação da vítima. Acredito que é isso que se passa com todas as vítimas desse crime. E isso é só uma prévia do trauma que fica nas vítimas. Não tenho palavras pra descrever meu choque e indignação com esse tipo de coisa, seja pela frequência com que ocorre, seja pelo descaso como é tratado pelas autoridades, seja pelo sofrimento dessa vítima... Só desejo que ela se reerga e que seu testemunho sirva para comover e motivar mais pessoas a lutar por essa causa.

Anônimo disse...

Thomas, vc quer fontes?

Só alguns links pra ti:

http://www.juspodivm.com.br/noticias/noticias_1410.html

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/03/130308_violencia_mulher_sus_kawaguti_rw.shtml

http://oglobo.globo.com/pais/em-quatro-anos-registros-de-estupro-cresceram-157-7345872

http://www.em.com.br/app/noticia/nacional/2013/04/02/interna_nacional,366171/registros-de-estupro-aumentaram-168-em-cinco-anos-no-brasil.shtml

http://www.50emais.com.br/artigos/como-na-india-no-brasil-os-estupros-sao-muitos/



E nem preciso citar posts da própria Lola que fala sobre o assunto. Não sei a quem vc está querendo enganar, mas se for as feministas pode ir tirando seu cavalinho da chuva. Nós corremos atrás, nos informamos, nos atualizamos e encaramos a realidade, por mais dura que ela seja.

Seu papinho medíocre e sem valor de que "a maioria dos homens jamais PENSOU em estupro" é ridícula. Será que de cada dez mulheres, oito são violentadas ou abusadas de alguma forma, principalmente a sexual, não é um fator que desmente a sua "teoria"? Se tantas mulheres sofrem violência sexual é porque existe um violentador, no caso, um homem e peço mil desculpas se estou te ofendendo, mas fechar os olhos para isso é fechar os olhos para a realidade, é cultivar a cultura do estupro e "aliviar" a barra dos homens (estupradores).


É gritante, é assustador, é medonho.

Camila Gois disse...

Eu tb acho que você deveria mandar esse texto para o estuprador, e para os seus "amigos" que estavam na festa. Talvez assim eles percebam o erro terrível que cometeram, e abram os olhos para a cultura de estupro. Talvez, se souberem a sua versão nunca mais farão nada parecido.
Sinto muito pelo que passou... muita força e não desista, ele precisa pagar pelo que fez!
Abraço

Anônimo disse...

Não mande esse port se há um processo rolando. Não acho seguro, pode haver complicações, mas tb não sou expert.
Boa sorte, S.

Anônimo disse...

Lola e meninas, olhem os comentários da Luana Piovanni sobre a Nicole. Pior que qualquer machista.

Fernanda disse...

Força Força e Força!

Concordo com a Geogeane...

Todas fomos abusadas de alguma forma...

1 - aos 10 anos, qdo o neto da vizinha que tinha 9 anos, colocou seu mini-pênis para fora e simulou tentar fazer sexo anal comigo, enquanto os seus coleguinhas riam e eu, inocentemente, estava agachada, brincando de catar confetes do chão, me embrulha lembrar da minha completa ingenuidade na época;
2 - aos 15 anos quando estava na esquina, esperando para atravessar a rua, quando um tarado demente de moto, passou a mão na minha virilha e eu estava de calça jeans, antes que queiram falar dos meus trajes;
3 - ainda por volta dos 15, indo para o curso de inglês, sentada na frente do ônibus, um tarado colocou seu pênis para fora e disfarçado com uma folha de jornal, se masturbava olhando pra mim, o motorista e o trocador? riram copiosamente.
4 - o decorrer de uma vida inteira de cantadas sujas.
5 - hoje (HOJE MESMO) com 34 anos, indo almoçar, com uma camisa de banda de rock (larga, cinza, nem um pouco chamativa) camisa do KISS, tive que aturar um engraçadinho dizer: Kiss-me.

Até quando???

Anônimo disse...

me solidarizo a vc, inclusive porque ja passei por varios tipos de abusos, apesar de nunca ter sido estuprada (acho).

mas vou repetir uma coisa que ja falei aqui na lola. homens nao prestam. mais cedo ou mais tarde eles revelam o quanto sao machistas, baixos, abusadores. eh so questao de tempo. no caso do seu "amigo" levou 10 anos. mas no fim eh tudo a mesma merda, os mesmos trastes.

ps: antes que alguem diga que sou misandrica, sim, sou, e tenho motivos varios pra isso.

heloisa

Anônimo disse...

fernanda, entendo tudo o que vc passou e passa, porque eu tenho quase 40 anos e ainda ouco (com cedilha) as mesmas baixarias que ouvia desde o inicio da adolescencia.

eu nao vejo a hora de chegar minha velhice pra parar de sofrer esse tipo de agressao. o problema eh que as agressoes irao mudar, pelo fato de ser velha.

cris

Anônimo disse...

Força S. Muita mesmo...

A.A disse...

S. eu sei a raiva que vc deve estar sentindo.
Eu me arrependo de não ter feito B.O, prestado queixa etc.
Torço para que vc melhore logo.

=)

força

Geísa disse...

A S. precisa se afastar urgentemente dessx amigx que estavam com ela nesse dia. O que essas pessoas tinham na cabeça pra ver uma moça sendo abusado por um amigo e não fazer nada?

E por último, sei que vai parecer reaça e sei que não é o momento adequado mas... acho que tá na hora de parar com essa glamourização das bebidas alcoólicas.

Beber não é crime mas esse uso inadequado não está ajudando em nada, há única coisa que vejo é garotos e garotas se vangloriando por beber demais e sinceramente enquanto isso continuar, abusos sexuais/estupros não serão os nosso únicos problemas.

Enfim, até quando vamos deixar a bebida dar respaldo pra esse tipo de crime, ora incriminando a vítima, ora salvando o agressor?

Thomas disse...

Oi, Anônimo! Tudo bom? Já que meus posts foram desvirtuados mesmo, então vamos curtir esse desvirtuamento gostoso de maneira produtiva.

Vou postar alguns muitos links de estudos, estatísticas e notícias que provam que o mundo não é tão preto e branco assim quanto você e muitas aqui pensam.

http://www.counselling-directory.org.uk/counselloradvice9907.html

http://bjs.gov/content/pub/pdf/svjfry09.pdf

http://abcnews.go.com/US/story?id=3024521&page=1#.UXC7lrWzdQo

http://www.canada.com/montrealgazette/news/story.html?id=ad3524cc-6076-4bc2-a015-23860553bd04

http://www.canada.com/vancouversun/news/story.html?id=604d29af-5999-47ec-a156-0f5bc96954f2

http://www.guardian.co.uk/society/2009/oct/04/uk-female-child-sex-offenders

http://ncfm.org/wp-content/uploads/2011/04/Unwanted-sexual-contact-chart-college-students.png

http://allafrica.com/stories/200708210872.html

http://m.commercialappeal.com/news/2011/mar/21/crime-report-woman-wouldnt-snitch-ends-handcuffs-b/

http://ncfm.org/wp-content/uploads/2011/04/Women-now-raping-men-in-Tembisa.pdf

http://www.abc.net.au/news/stories/2007/06/20/1957242.htm?site=idx-tas

http://www.dailytimes.com.pk/default.asp?page=2009\02\02\story_2-2-2009_pg7_24

http://www.news24.com/SouthAfrica/News/Man-gang-raped-by-3-women-20050824

http://www.thephora.net/forum/archive/index.php/t-25043.html

http://www.iol.co.za/news/world/court-jails-two-kuwaiti-women-for-rape-1.308712#.UXC8N7WzdQo

Então, o que concluímos com isso? Abuso sexual é um problema grave, mais grave ainda porque não é exclusivamente cometido por apenas um gênero.

Podem me chamar de inocente ou algo parecido, pois ainda assim eu realmente acredito que a maioria dos homens e mulheres não são estupradores. Sei que é meio louco afirmar algo assim, mas é apenas algo em que acredito.

E olha, eu realmente gostaria de pedir do fundo do meu coração que vocês não desvirtuem minhas ideias. Eu não sou o inimigo aqui. Apenas apontei o preconceito que a autora do post cometeu em seu texto.

Se vocês concordam quando ela diz que homens que não estupram são exceção, só posso ter pena, ficar decepcionado e triste por tamanha ignorância.

MonaLisa disse...

É muito cinismo e cara de pau desses estupradores. Estou revoltada com a atitude desse delegado.

Eu aposto que se fosse um outro homem que bolinasse esse seu 'amigo', ele mandaria pra cadeia sem dó ou no minimo meteria a porrada.

Eu acho o seguinte, se nós mulheres, sempre somos tratadas como histéricas, exageradas, dramáticas quando se trata de uma 'simples' passada de mão, já que nossos corpos são irrestíveis aos olhos masculinos, devemos nós mesmas a lavar nossa própria honra. Se a vítima não 'quer' (digo aqui sempre pela maldita cultura do estupro que a faz a acreditar que é culpada) mandar o maníaco pra cadeia, pelo menos que lave a própria honra em OFF. Mande pixar no muro da casa dele: 'AQUI MORA UM ESTUPRADOR', ele vai saber quem foi, mas não vai poder denunciar sem se auto-incriminar.

Caso ele for parente, e a mãe fizer pressão pra não dizer nada, em cada festa de família quando estiverem reunidos, usar o mesmo cinismo e cara de pau dos estupradores: "- Então, uma vez fulano me estuprou. Enfiou a mão na minha vagina, assim, assado. Eu pedia pra ele parar, mas ele continuava... " - descrever ricamente em detalhes.

Ou então oferecer $$$ pra uns crackeiros darem uma surra ou no mínimo bolinar o estuprador pra ver se ele gosta.

Uma vez li aqui no blog um coment: - Se roupa influenciasse em instinto, as indias seriam 24 horas estupradas e as mulçumanas seriam as mulheres mais respeitadas do planeta. E acontece justamente o contrário.

Enquanto as vítimas não tiverem em mente essa frase e que o ESTUPRADOR faz pq quer, vamos ver esses lixos impunes.

Melhoras pra autora do post.

Rodrigo Antonio Toso disse...

Thomas, é curiosíssimo o seu comportamento. Você pede à Lola um estudo que sustente a opinião dela e diz que ela está cometendo generalização. No entanto em seguida você diz "E para cada 'cara legal' que estupra, eu te garanto que existem milhões que não fazem isso". Entendi, a Lola não pode generalizar, mas você pode. A Lola tem que apresentar entregar um estudo, mas você não.

Rê_Ayla disse...

Geísa...

BEBIDA é o problema??? Faça-me o favor... A pessoa ficar bêbada dá ao direito de outra pessoa abusar dela? É isso mesmo?
Querida, eu sofri assédio (abuso?) pesado sóbria, criança ainda... depois adulta, SÓBRIA, voltando da faculdade e em um país de 1º mundo veja só...

Sim, eu acho que precisamos nos preservar mais e nos responsabilizar mais por nossas escolhas, mas JAMAIS uma vítima de abuso deve ser culpada por isso, JAMAIS! Na sociedade na qual vivemos, por mais que eu discorde dela, estou ciente de como tudo funciona e tenho meios de me preservar e necessito me preservar se quiser sobreviver. Mas nunca, jamais, a culpa por uma agressão é da vítima. NUNCA! Com ou sem álcool, com ou sem drogas, com ou sem roupa...

Vivian disse...

Guria, é sim estupro de vulnerável!!!!
Que coisa triste =/ lamento muito =(

Te desejo toda a força do mundo, sei que a tens!

Leve adiante seu caso. Realmente, foi a oportunidade junto ao agressor. Ele sabia que não ia dar em nada. Ele jogou a culpa na bebida. Ele tem testemunhas que se tornaram cúmplices. Ele estava certo da impunidade.

Mas ele mexeu com a garota errada. Com você ele se deu mal. Quantas "amigas" mais ele já abusou, e com testemunhas para prvar, que realmente nunca tiveram coragem de denunciar? Você não é uma destas. Você tem coragem para romper esse ciclo de abuso (normalmente quem abusa não o faz uma vez só).

Ele deve pagar pelo que fez, como a lei prevê. Você não acredita no sistema carcerário, mas infelizmente não temos outro tipo de punição que o possa ensinar algo diferente no momento. E não acreditar no sistema carcerário não pode ser utilizado como argumento para deixar estupradores de vulneráveis a solta! O mais provável é que ele realmente não aprenda como agiu errado se continuar solto e recebendo tapinhas nos ombros dos amigos. Ele praticou ato ilícito tipificado em lei, não é você que está inventando essa punição, um grande número de pessoas decidiu que outras pessoas(especialmente vulneráveis) não podem ser vítimas de estupro de nenhum tipo, e se isso acontecer, os agressores devem ser punidos.

Denúncias desse tipo são muito raras, e essa falta de ação das vítimas infelizmente ajuda a perpetuar essa cultura do estupro em que vivemos, passando a ideia de impunidade.

Coragem para denunciá-lo! Relate aqui seu caso conforme anda, para que possamos confortá-la em todos os momentos que você precisar. Você tem grandes amigas que estão do seu lado, fique próxima a elas, é nelas que você vai conseguir se reerguer.

Força, querida!
Um beijo grande!

Anônimo disse...

Esse texto é muito bom.

Temos que tirar os abusos da invisibilidade, de outra forma eles nunca deixarão de ocorrer.

http://www.bulevoador.com.br/2013/01/evitando-o-estupro/

Anônimo disse...

Força, S.!
a situação carcerária no nosso país é brava, mas é o que a gnt tem. Temos que lutar para mudá-la, mas tb não dá pra deixar de prestar queixa numa situação grave assim.
Acho mesmo que só se vc fosse se sentir melhor, por favor não faça isso por ele!


Me lembrou de um vídeo no youtube:

http://www.youtube.com/watch?v=z86oaQ4aLcM&list=UUJm5yR1KFcysl_0I3x-iReg&index=2

Anônimo disse...

Ah, fia, ai de cima, pelo amor dos santos, vc acha realmente que foi abusada por que o cara disse Kiss me???? Precisamos colocar um limite nas coisas, pessoal, é claro que é ridiculo, mas nao tem o minimo sentido começar a ligar pra todas coisas bobas que acontecem no nosso dia a dia e desviar a atenção para casos mais tensos como o da menina do post de hj. Vcs precisam parar de achar que tudo acontece com todos, parem de procurar pelo em ovo, é assim que nasce o extremismo.

Anônimo disse...

O que aconteceu com a autora é, juridicamente falando, classificado como CRIME HEDIONDO (estupro de vulnerável), é possível indiciar inclusive todo mundo que olhou e nada fez, tem testemunhas in loco, tem depoimentos no Facebook, ela está com a faca e o queijo na mão e APENAS ELA tem o poder de ensinar uma lição a todas essas pessoas. Por favor moça, vá em frente, não se silencie, não se cale, não deixe que outras mulheres passem pelo que você passou. Vale muito a pena entrar na justiça sim.

Anônimo disse...

"Beber não é crime mas esse uso inadequado não está ajudando em nada, há única coisa que vejo é garotos e garotas se vangloriando por beber demais e sinceramente enquanto isso continuar, abusos sexuais/estupros não serão os nosso únicos problemas."

Eu concordo. E concordo tanto que na minha vida pessoal, simplesmente parei de beber em situações "coletivas" como festas, barzinhos etc. Gosto de tomar uma cervejinha, um vinho? Adoro, mas sou fraca pra essas coisas então quando me dá vontade vou lá no mercado, compro e tomo sozinha em casa mesmo. Forever alone.

Porque na balada, ainda que você beba água, corre o risco de um boa noite cinderela né? A integridade do meu corpo, da minha mente e do meu espírito valem mais que tudo isso, que ficar altinha e vulnerável a todas essas merdas. Relatos como o do guest post não são incomuns na minha vida, tenho n amigas e conhecidas que passaram por coisa até pior.

Mundo tá uma bosta mesmo, especialmente pra quem teve a "sorte" de nascer mulher nele.

Anônimo disse...

Leve o processo a diante. Chega de impunidade, feminista, coragem! Ragusa

Anônimo disse...

Com certeza, o que essa moça passou é abominável. Mas, me dá um certo medo essa tendência crescente de colocar todos nós homens no mesmo saco.

Anônimo disse...

Lola, sou mulher e também já fui abusada tanto por um ex namorado (que achava que eu era OBRIGADA a transar com ele mesmo quando eu nao queria por sermos namorados (e eu jovenzinha achava que tinha que fazê-lo) quanto por um medico, eu ate escrevi sobre isso mas ninguém prestou a menor atenção no meu relato,

Enfim, eu sempre leio os comentários e sei que o leitor Thomas é mal visto por esse blog, mas sinceramente eu nao vejo que as coisas que ele diz sejam tão absurdas assim. Na verdade os comentários que ele postou nesse post,moro exemplo, tem toda a lógica do mundo.

Sempre que eu entro no seu blog eu já penso "lá vem mais um blog sobre estupro e de que todos os homens sao iguais" e as coisas nao funcionam assim, Lola. Sim existe e estamos em uma sociedade do estupro, que facilita sim, eu mesma, como falei uma vez (pro vento porque ninguém deu a mínima fui abusada pelo medico quando tinha 6 anos de idade. E me arrependo de ter contado porque nunca tinha falado pra ninguem, no entanto, Nem por isso acho que todos os médicos sao pederastas. Aquilo foi uma situação pontual.) nao podemos sair de casa achando que todo homem é um estuprador em potencial, nem que todo medico é um pederasta nem que toda mulher que é chefona é agressiva)
Eu tenho irmãos homens, tios, primos, a maioria da minha familia é composta por homens. Os meus tios a grande Maioria deles compartilha as tarefas de casa, é mais a grande maioria deles pediram "licença" no trabalho quando os meus primos nasceram. Os meus primos agora estao casados e sao exemplos de pais e maridos, o meu irmão trabalha fora de casa e dentro.
Eu sinceramente nao tenho nenhum mal exemplo masculino nao posso aceitar que vejam os homens como lobos vestidos de cordeirinhos,
É claro que nao vou sair as 3 h da manha sozinha num pais tão violento como é o Brasil.
Outra coisa que acho estranho é
E perdoe-me que o diga,
Quando eu era mais jovem eu também bebia nas festas mas nunca cheguei a perder a consciência a tal ponto de nao lembrar de nada. Somos conscientes sim, o único é que nos desinibimos, perder a consciência dessa forma de nao se lembrar de nada so se a garota bebeu a ponto de ir pro hospital, coma. Será que todas as leitoras do seu blog bebem tanto assim de quase ir pro hospital? Me parece um pouco exagerado,
Desculpe se vou contra as opiniões da maioria aqui mas acredito que estou num pais livre pra dizer o que penso.
Um abraço

radfem disse...

O macho é um acidente biológico: o cromossomo y (masculino) é um cromossomo x (feminino) incompleto, ou seja, possui uma série incompleta de genes. Por outras palavras, o macho é uma fêmea incompleta, um aborto ambulante, mutilado no estágio genético. Ser macho significa ser deficiente, emocionalmente limitado; a masculinidade é uma doença e os homens são seres emocionalmente estropiados.

V.S

O macho é completamente egocêntrico, fechado em si próprio, incapaz de ter empatia ou de identificar-se com os outros, incapaz de sentir amor, amizade, afeto ou ternura. É um elemento completamente isolado, inepto para relacionar-se com alguém. Suas reações não são cerebrais, mas totalmente viscerais; sua inteligência só lhe serve como instrumento para satisfazer seus impulsos e suas necessidades; é incapaz de experimentar as paixões mentais, as interações mentais; ele não consegue se relacionar com nada além de suas próprias sensações físicas.

radfem disse...

Thomas, nós não precisamos de sua ciência patriarcal homexplicanista.

Clara disse...

Eu ainda não terminei de ler os comentários, mas quero comentar o comentário do Thomas também. Eu não acho que você seja troll, acho só que você está errado.

É aterrador de se admitir, mas a maioria dos homens é criado pra ser um estuprador em potencial. Mas, se todas as mulheres já sofreram algum tipo de abuso, então a maioria absoluta dos homens já foi autor de algum tipo de abuso.

Ou você também acredita que, parafraseando a máxima mascu, 10% dos homens estão estuprando 90% das mulheres?

Anônimo disse...

"Ah, fia, ai de cima, pelo amor dos santos, vc acha realmente que foi abusada por que o cara disse Kiss me????"

É abuso verbal, sim. Não tem que dizer nada, tem que seguir caminho de boca fechada! Ela pediu opinião, por acaso? Perguntou alguma coisa pro sujeito? Que direito ele tem de forçar a nojeira dele pra cima dela?

Tá querendo beijinho? Pode ser meu soco inglês na boca dele?

Anônimo disse...

Radfem de onde vc tirou essas pérolas pseudo cientificas?

Dani Cavalheiro disse...

Para Anom 09:43, 16:43, Thomas e outros.

Na boa? Eu saio de casa todo santo dia com medo SIM, eu acredito que todo homem é um estuprador em potencial SIM. Se eu não tiver medo por mim, quem vai ter? Com todo cuidado que tomamos, ainda somos abusadas. A PORRA DA CULPA NÃO É NOSSA! Eu não deveria ter medo, eu não deveria achar que todo homem é um abusador em potencial, mas eu acho. E não é pq sou louca, é pq A SOCIEDADE ME DÁ MOTIVOS! Os HOMENS me dão motivos. HOMENS nos estupram, abusam, passam a mão, dão boa noite cinderela, fazem estupros coletivos, e não os MARCIANOS!

Se a maioria das mulheres já sofreu abuso, podemos dizer que a maioria dos homens já abusou. Ou vcs acham que existe uma minoria de homens estupradores espreitando nas esquinas? Esperando a gente passar? Se infiltrando nas nossas casas, nas nossas festas?

Na boa, vcs que estão dizendo que não é bem assim e yada yada, vão pastar! Tenham pelo menos um centímetro de empatia, ou comentem em outro post.

PS: Caps Lock pq to gritando mesmo, fico com raiva desse povo que quer diminuir a dor alheia.
PS2: Sim, eu sei que mulheres tb estupram, e que homens tb são estuprados. Mas todos sabemos que mulheres são infinitamente mais estupradas que homens. Óbvio que luto contra isso tb, e isso tb me irrita, mas sem falsas simetrias, pfvr.

Aline disse...

Lola, uma sugestão de notícia para ser lida por você e as pessoas que visitam seu blog: http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2013/04/aluna-passa-em-1-lugar-em-mestrado-com-projeto-sobre-valesca-popozuda.html


Aluna passa em 2º lugar em mestrado com projeto sobre Valesca Popozuda - Mariana Gomes agora é aluna de Cultura e Territorialidades da UFF, no RJ. Projeto discute ideia de que funk seria o último grito do feminismo.

Lica disse...

Ao Thomas: concordo que a maioria dos nossos amigos não são estupradores, naquela imagem tradicional(beco escuro e violência).

Mas eu tenho certeza que uma parte muito, muito maior do que a gente gostaria, acho no MÍNIMO engraçado abusar de pessoas desacordadas.

Sei que os caras até dizem: "como assim ela estava nesse estado na sua casa e você não fez nada".

O próprio pensamento de dar bebida pra menina ficar soltinha.

Enfim, eu praticamente não me surpreenderia na situação da autora. Há 7 anos vivo em ambientes em que sou a única mulher e ouço coisas que os meninos não dizem abertamente qnd tem menina por perto.

O raciocínio corrente é que o homem é um frouxo por não aproveitar a situação. E a menina é uma burra por beber daquele jeito.

Sad but true.

Anônimo disse...

R.

Querida S., estou contigo. Sou a autora deste guest post aqui:

http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2013/02/guest-post-nao-mexa-em-mulher.html

Imagino que nossos sentimentos sejam muito parecidos, com a diferenca que os meus estao mais cicatrizados. Ou nao, pq seu post (como tantas outras historias, tipo essa aqui: http://www.dailymail.co.uk/news/article-2308762/Rehtaeh-Parsons-Tragic-tears-Rehtaeh-Parsons-mother-buries-teenage-daughter-killed-bragging-rapist-posted-picture-ordeal-online.html) fazem minha ferida abrir. Parece inevitavel.

Eu fiquei particularmente interessada no seu caso qdo comecei a ler justamente pq vc ja era feminista militante qdo ocorreu, ao contrario de mim, que na epoca nem sabia que tinha sido estuprada, embora uma sensacao ruim me consumisse.

Se eu pudesse mudar o passado (tirando o obvio desejo de nao ter sido estuprada), eu gostaria de jah ser feminista naquele momento. Pq sim, eu iria a policia. Me doi muito nao poder fazer isso hoje, especialmente depois de terem me falado por aih que o cara que me estuprou esta envolvido em mais "historias ruins". O indice de reincidencia eh alto, nao esqueca disso.

Eu respeito muito sua forma de viver esse momento dificil, que eh unica para cada uma de nos. Mas como sobrevivente de abuso, eu te peco para considerar seguir em frente com a denuncia a justica (a unica arma que temos, pq socialmente o cara JAMAIS sera considerado errado, vc jah viu), nao soh por vc mas por todas nos!

De minha parte, meus planos sao:

- chocar toda a familia com minha passagem pela Marcha das Vadias, pq dessa vez irei bem mais nua e animada. Sinto que esta causa eh muito minha, sim!

- juntar forcas para um dia ser uma sobrevivente de abuso assumida e de cara limpa, e falar sobre meu caso abertamente para tantas outras mulheres que precisam de um primeiro apoio.

No mais, forca pra vc.

Anônimo disse...

"Hoje eu não acredito nem que sejamos muitas, pra mim somos todas. Se você não foi violentada, isso sim é um acaso, e por consequência se você não é um violentador, a sua experiência também é ímpar.
Portanto, caro “amigo”, se você precisa de um analista, 99,9% das pessoas do sexo masculino também precisam. Todos vocês acometidos por um transtorno mental peculiar que só acomete homens."

Com todo respeito às vítimas de violência sexual e à escritora desse texto, essa ideia é factualmente errada e ridícula. Dizer que 99,9% dos homens são tomados por um distúrbio mental que os torna em violentadores é em si uma ideia profundamente machista, que alimenta a cultura do estupro, e creio que nem mesmo os mascus mais machistas do mundo iriam acreditar em uma besteira dessas sobre o homem ser um animal violentador por natureza.

Como muitas feministas já argumentaram (e eu concordo plenamente), a cultura do estupro e o machismo insultam o homem, pois ela diz que todos os homens são animais loucos incapazes de se controlar, algo que não é verdade. Dizer que "todos vocês são tomados por um distúrbio mental" é em si uma ideia machista.

Como um homem feminista, me sinto ofendido por ler algo assim (ambos como homem e como feminista!), e não compreendo como um blog feminista (um movimento que luta pela igualdade) pode ter um post com um argumento tão ridículo sobre os homens. Essa idéia não é feminista, ela é puramente anti-homem, algo que o feminismo não é.

Mas de qualquer forma, sei que a escritora está sofrendo muito com o ocorrido, e entendo que essas palavras podem ser distorcidas por esse sofrimento. Só espero que nenhuma feminista em sã consciência acredite que este parágrafo do texto tem alguma lógica verdadeira.

Anônimo disse...

Lola, você diz em resposta do Thomas "Filho, vc entendeu que tudo isso aconteceu com a S. AGORA? Tipo, semana passada? Que ela está revoltada, e com razão?"

E isso é verdade, ela está revoltada e com toda razão. Mas o seu blog é um blog grande e formador de opinião, mesmo algo escrito em estado de revolta irá ser levado a sério por muita gente.

A última coisa que as feministas deveriam querer é pessoas novas ao feminismo lendo que 99,9% dos homens são violentadores em um dos maiores blogs feministas do Brasil. Isso além de errado, é uma ideia machista (a ideia de que o homem não tem controle sobre o seus impulsos) e que apenas iria fazer a pessoa média não levar o feminismo a sério se viesse a ler isso.

Eu alguns minutos atrás mandei uma resposta a esse blogpost (que ainda não foi aprovada) criticando esse trecho do post, como mandei ela irritado e me sentindo insultado provavelmente fiz homexplicanismo e gostaria de me desculpar de antemão. Mas o problema não é a S. escrever algo em estado de revolta e tristeza, o problema é quem vai ler isso e qual será a sua interpretação daquilo que leu.

Daiane disse...

Mais um relato em que a mulher bebe até cair e vc ainda dizem que
isso n facilita abuso.
Por isso q eu nunca bebi e nem pretendo,n entendo pq as pessoas em geral tem q encher a cara para se divertir.

Sara disse...

Se devemos respeitar todas as culturas do mundo para não ser chamadas fóbicas, pq não respeitar tb a cultura do estupro, afinal ela é baseada na superioridade do macho, inclusa em todas as culturas da Terra, pra que lutar contra se isso faz parte da cultura de tanta gente??? a imensa maioria das mulheres nem denuncia estupro pq sabem q serão culpadas (alias elas se sentem culpadas) pq deveriamos ir contra essa cultura, se ela é tão ampla e difundida e aceita, quem somos nós para dizer o q é certo ou errado, quanto eurocentrismo minha gente....

Anônimo disse...

Gente, olha quanta desinformação: http://lucianoayan.com/2013/04/19/qual-tal-visualizar-o-que-e-um-pais-dominado-pelo-gayzismo-na-europa-homem-e-preso-por-usar-uma-camiseta-com-o-simbolo-da-familia-feliz/
Está rolando esse post na página do Caaso, da USP< onde os babacas ficaram pelados pra confrontar as feministas.

Geísa disse...

Rê, não ponha palavras na minha boca. Eu não estou culpabilizando ninguém, é claro que abusos/estupros nem sempre acontecem com bebadxs....

Mas é só dá uma olhadinha na metade dos posts de abusos daqui, que veremos a santa bebida com papel de destaque, que como eu disse ora incrimando a vítma e ora dando álibe para o agressor.

Será que ainda ninguém percebeu que a bebida é um dos grandes pilares do machismo? Derrubar seria muito mais libertador do que apoiá-lo com esse papinho de " não é crime e blá blá blá".

Pensem bem, a quantidade de bebida alcoólica ingerida sempre esteve ligada ao nível de masculinidade, seja nos bares que são verdadeiros clubes do bolinha ou nos comerciais onde belas loiras de bíquini desfilam com latas de cerveja na mão para alegria da macharada.


É de espantar que vocês não percebam isso. Beber até cair não é crime mas também não é transgressor.

Aqui na minha cidade - universitária do interior, a coisa ficou tão séria que a justiça teve intervir. Resultado, só podem comprar uma lata de cerveja por dia independente sé é maior de 21 ou se já tem 80, e sinceramente... ajudou e muito.

É claro que ninguém está salvx de abusos, mas ninguém tem mais a pachorra de colocar a culpa na bebida!

Anônimo disse...

Lola, eu sei que é para falarmos do caso do estupro em si (e em respeito a autora, nem publica este comentário). Mas você realmente poderia escrever um post sobre como nos relacionamos com a bebida, né.

As estatísticas de coisas ruins que acontecem tendo a bebida como plano de fundo são muito altas (principalmente de trânsito), mas ao mesmo tempo a gente tem uma propaganda pesada com a mensagem de que não da pra se divertir sem álcool.

Acho que existe algo do tipo "cultura da bebedeira" no nosso pais. Tem uma pressão social dos amigos pra que você beba. Tem a mídia com as propagandas de cerveja. Existe um monte de música exaltando o porre... Na turma de amigos,sempre tem a conversa que gira em torno de contar como vc se f#deu qnd estava bêbado. Ai rola uma "competição" pra ver quem ficou mais bêbado e se ferrou mais...

Porém qnd a gente vive a bebedeira na vida real, não tem nada de bonito ou engraçado. Muita gente morre no trânsito, mto jovem morre de coma alcoolico, muita gente vai desenvolver o alcoolismo. Algumas pessoas vão passar para alucinógenos mais pesados. Sem contar que mta gente liberta a violência que normalmente é contida e briga na rua, bate na mulher, abusa das amigas... Isso os casos mais graves, nos mais leves, você corre sério risco de dar vexame, de ter prejuízos materias, da baita ressaca, e por ai vai...

Anônimo disse...

Na boa? Eu saio de casa todo santo dia com medo SIM, eu acredito que todo homem é um estuprador em potencial SIM. Se eu não tiver medo por mim, quem vai ter? Com todo cuidado que tomamos, ainda somos abusadas. A PORRA DA CULPA NÃO É NOSSA!

Mesma coisa aqui. Eu também acredito que todo homem é mesmo um estuprador em potencial, até porque existe toda uma sociedade favorecendo pra que isso aconteça. Desconfio de todos, ESPECIALMENTE dos que conheço de maneira mais próxima, já que a coisa do estuprador que pula de trás da moita na noite escura é praticamente um mito estatístico.

Anônimo disse...

Concordo completamente com a Dani Cavalheiro, eu ia comentar exatamente isso. Saio de casa com medo, olhando pros lados mesmo e me cuidando pq tenho pavor de que me aconteça algo do gênero. Lendo esse post me lembrei de coisas ruins que aconteceram quando eu tinha uns 11 ou 12 anos na escola. Dentro da sala de aula, comigo e com outras amigas, sempre que a professora virava as costas, ou quando ela saia da sala. E sabe quem fazia? Meus "amigos"...coleguinhas bacanas de sala, que estudaram comigo desde os 6 anos...olha só que coisa né... até tio meu já passou a mão em mim. Então sinto muito, mas acho que sou mais inclinada a acreditar que todo homem é um potencial estuprador sim. Talvez até meu pai, até meu irmão...é a maneira como eles são criados que faz isso. E no fim, eu me sentia a errada da história ainda e eu tinha bloqueado essas coisas...quando comecei a ler fui me lembrando me deu até um negócio ruim...

Anônimo disse...

As estatísticas de coisas ruins que acontecem tendo a bebida como plano de fundo são muito altas (principalmente de trânsito), mas ao mesmo tempo a gente tem uma propaganda pesada com a mensagem de que não da pra se divertir sem álcool.

Álcool é a droga lícita que está mais ligadas a mortes violentas. Acidentes de trânsito, violência doméstica, acidentes de trabalho e também me parece óbvia a vulnerabilidade das mulheres a situações de estupro, até pelos relatos daqui. Não se trata de culpar a vítima, mas de abrir os olhos mesmo. Até porque mulher fisicamente suporta menos álcool que homem e excluir a si mesmo de um provável ciclo de violência não deixa de ser uma forma ativa e lúcida, pra não dizer sóbria, de empoderamento.

Anônimo disse...

"Aqui na minha cidade - universitária do interior, a coisa ficou tão séria que a justiça teve intervir. Resultado, só podem comprar uma lata de cerveja por dia independente sé é maior de 21 ou se já tem 80, e sinceramente... ajudou e muito. "

Adorei! Qual cidade?

Anônimo disse...

" Enquanto eles buscam no álcool, em geral, uma forma de se divertir e relaxar, elas buscam aplacar sentimentos de tristeza, frustração, solidão, baixa autoestima e ansiedade. Entre as jovens herdeiras da geração que liberou a mulher, a necessidade de copiar o comportamento masculino se destaca."

http://ctviva.com.br/blog/alcoolismo-feminino-2/

http://wp.clicrbs.com.br/opiniaozh/2013/01/22/artigo-por-que-as-mulheres-estao-bebendo-tanto/?topo=13,1,1,,,13

http://drauziovarella.com.br/dependencia-quimica/alcoolismo/as-mulheres-e-o-alcool-2/

http://prazamiga.com/autoestima-bebida/ (Esse relato é assustador.)

Ei a cultura da bebida cada vez mais forte entre as mulheres e a gente infelizmente fechando os olhos!

Anônimo disse...

"Gente, olha quanta desinformação: http://lucianoayan.com/2013/04/19/qual-tal-visualizar-o-que-e-um-pais-dominado-pelo-gayzismo-na-europa-homem-e-preso-por-usar-uma-camiseta-com-o-simbolo-da-familia-feliz/
Está rolando esse post na página do Caaso, da USP< onde os babacas ficaram pelados pra confrontar as feministas."

Sendo que basta usar o Google e pesquisar o nome do cara para descobrir imediatamente o porquê do pedido de remoção da jaqueta ter sido corretamente executado.

Veronica disse...

Lamento muito pelo ocorrido. Desejo muita força a vítima, mas não posso deixar de registrar a minha opinião. A culpa não é dela, mas infelizmente vivemos neste mundo aí. Nunca fui vítima de abuso, mas por causa de histórias como essas, me privo de dezenas de coisas. Tomo inúmeros cuidados, pq se eu não cuidar de mim, ninguém vai fazer isso. Amigos? Que amigos são esses que vendo "dois" bêbados, a menina desmaiada e o cara "bêbado" abusando dela não interromperam?? Nem a vítima nem o abusador tem amigos, pq ninguém q se diz amigo de alguém, deixaria o outro em tal situação. Evito, não bebo em festas (adoro beber, mas só bebo até cair, do lado da minha cama, e com todas as portas e janelas trancadas). É o jeito, pq definitivamente não podemos confiar em ninguém!!!

André disse...

Anônimo das 13:45,

Excelente comentário. No ambiente escolar ainda tem um agravante, aquele que não bebe até cair, que estuda, que não se orgulha do zero nem da cola é chamado de cuzão, sofre bullying, etc. Tudo isso numa idade em que as pessoas tem cabeça mais fraca.

André disse...

Lica,

Se você passa tanto tempo com homens já deve ter notado que nessas "conversas que mulher não pode ouvir" tem muito "gogó". Tem muito cara que diz que faz e acontece (seja por burrice intrínseca, seja por achar que é isso que a sociedade espera deles) mas na hora do "vamo-vê" amarela. Pergunte para uma amiga mais atirada sexualmente.

Luísa Nunes disse...

Lola, tenho uma dúvida "linguística" sobre alguns posts daqui: por que quando algum mascu (ou qualquer outra pessoa que você despreze) comete um deslize no português você coloca "sic", mas quando é x autorx de um guest post, por exemplo, você ignora o erro? Não seria isso uma forma de preconceito linguístico, digo, ao vermos os "erros" de um mascu achamos graça, como se falar ou escrever "errado" fosse motivo de chacota? Não sei, acho essa atitude um pouco elitista/purista... E queria entender o motivo pelo qual textos de mascus levam "sic" e guest posts não (neste aqui, por exemplo, escreveram "emponderada")...

André disse...

Dani Cavalheiro,

"Se a maioria das mulheres já sofreu abuso, podemos dizer que a maioria dos homens já abusou."

Pode até ser, mas eu não tenho toda essa fé na não reincidência e no arrependimento de canalhas. Só para ilustrar (sei perfeitamente que uma experiência pessoal não faz estatística), quando eu era jovem tinha um conhecido que gostava de "mexer" com as meninas. Numa única tarde, no boteco que a gente frequentava, ele assediava no mínimo umas oito meninas diferentes que passavam pela rua.

Nivaldo Brás disse...

Lola... Lola e o meu post?

Marina P disse...

S., estou aqui tentando me colocar no seu lugar e também relembrando um período da minha vida (fim da adolescência) em que eu frequentava um monte de festas, às vezes bebeia um pouco e tinha um monte de amigos que eu considerava serem pessoas questionadoras, de vanguarda, alternativas, etc. Amigos extremamente próximos e com quem eu tinha até uma quantidade grande de contato físico (como andar abraçar, beijar o rosto, até dormir junto na mesma cama, etc.).

Um dia, numa conversa com a turma que costumava andar junta (umas 10 pessoas, mais ou menos) o meu melhor amigo, uma pessoa que eu considerava como a um irmão, contou um caso pra gente. A história era assim: ele e mais dois colegas (que não estavam presentes) tinham ido a uma festa e lá duas meninas beberam muito e estavam meio deitadas no sofá em uma posição que a calcinha podia ser vista. Os 3 se aproximaram das meninas e começaram a beijá-las. Elas nem repeliram, nem corresponderam aos beijos deles porque estavam "apagadas" (sic). Eles tiraram a roupa delas, ficaram passando a mão nelas e acredito que só não tiraram fotos porque na época os celulares não tinham câmera. Eles pegaram cds de música, ejacularam nos cds e passaram aquele esperma no rosto delas. Chocante. CHOCANTE e ele contou isso pro nosso grupo de amigos assim, abertamente, sem um pingo de constrangimento, rindo, certo de que estava apenas expondo uma "traquinagem". Pior: na época eu não fiz nada. Fiquei tão apavorada e com tanto nojo que simplesmente me afastei dele e de todos os homens do nosso grupo, porque passei a vê-los como violentadores. E ele nunca entendeu isso. Me ligava, vinha conversar comigo todo carinhoso e terno quando a gente se encontrava no colégio, escolhia a cadeira ao lado da minha na sala de aula, ligava para a minha mãe no dia das mães para dar os parabéns, enfim, continuou agindo como se nada tivesse acontecido e nunca entendeu porque eu o repelia.

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Eu leio os comentários aqui que falam do consumo excessivo de álcool como um dos vilões da história e não consigo evitar de lembrar dessa época. Ok, muitas pessoas têm adolescências e juventudes mais calminhas, mas acho tão compreensível que qualquer ser humano tenha tomado um porre em algum momento da vida...!

Eu tomo certos cuidados de caso pensado hoje em dia, mas antes eu acreditava na bondade das pessoas, acreditava que o meu grupo de amigos era muito bacana, acreditava que aqueles caras tão carinhosos e palhaços nunca fariam nada de mal contra qualquer ser humano e que, se a gente estava bebendo junto, ficando, dançando, etc. era porque todo mundo queria se divertir junto numa boa. Eu sempre partia do pressuposto de que meu amigos eram corretos, apesar de ter limitações e pequenos defeitos.

Não sei se você vai dar seguimento ao processo e fazer a representação. Se fizer, terá todo meu apoio e se não fizer, também.

Marina P disse...

"Com certeza, o que essa moça passou é abominável. Mas, me dá um certo medo essa tendência crescente de colocar todos nós homens no mesmo saco."

Eu entendo, mas não vejo como não fazer isso em algumas situações específicas, pelo menos. Por exemplo, quando estou andando em algum lugar com poucas pessoas à noite e escuto barulho de passos atrás de mim. Eu dou uma olhada e, se for um homem, eu tendo a atravessar a rua dependendo da situação. Já me senti mal fazendo isso pois pode ser um cara super legal e não-violento, mas faço mesmo assim e espero que ele entenda, justamente por ser um cara bacana!

Fernanda disse...

Cris (das 23:29)

è verdade...qdo ficarmos velhas, mudam os abusos, mas a falta de respeito pelo ser humano, continua.

=/

Anônimo disse...

"Ok, muitas pessoas têm adolescências e juventudes mais calminhas, mas acho tão compreensível que qualquer ser humano tenha tomado um porre em algum momento da vida"

Marina, o problema é exatamente esse. Esse "porre" está acontecendo cada vez mais cedo e tornando-se um hábito.

Além de tudos os motivos pra esse "porre" não são nada legais, principalmente nas meninas/mulheres que vêem no álcool um up pra baixa auto-estima.

À adolescência já uma fase extremamente difícil com todos os seus medos e inseguranças, agora imagine quando isso é "juntado" com o uso exagerado de bebidas alcoólicas. Só dá merda, filha.

Não sei vcs mais aqui na minha cidade, mais há uns 5 anos um churrasco era sinal de carne, de alegria... hoje é sinônimo de cerveja e porres, antes festa era música, hoje o que define uma boa festa é o tipo de bebidas que vendem nela. Se não tiver vodka, whisky e tdas essas porcárias com a gradução alcoólica acima de 30% já não presta....


Seria muito bom que houvesse uma campanha alertando contra alcoolimo juvenil que é em sua maioria incentivado pela mídia e empresas do ramo.

Lica disse...

André, eu sei que mta coisa é gogó, mas justamente, pq os homens precisam mentir que fazem essas coisas idiotas? Ou ficar zoando o cara que não faz/fez?
Pq é isso que é visto como algo legal. Como o comportamento de um verdadeiro "macho".

Depois da nisso....

Sem contar que infelizmente sei também, que muita coisa é verdade. Vindo de conhecidos que eu não gostaria que fossem. E você deve saber disso também...

Anônimo disse...

O problema começa quando esse porre terapêutico torna-se um comportamento coletivo e uma espécie de regra para a diversão!

lola aronovich disse...

Luisa Nunes, é o seguinte: TODOS os guest posts são editados. Todos. Alguns mais, outros menos, claro. Em geral, eles estão muito bem escritos. Mas sempre tem alguma coisinha que precisa ser mudada, algum errinho, algum problema de organização, algo que ficou confuso, e, principalmente, algo que precisa ser cortado, porque o texto pode ser repetitivo ou longo demais. Se aparece erro no guest post, é porque eu não captei. Eu já fui uma excelente revisora, mas infelizmente essa habilidade ficou no passado. Muitas vezes os erros passam, tanto nos meus posts quanto no dos outros. Então não tem sentido colocar SIC para erros que eu não vi. Com os mascus é diferente. 90% deles têm sérios conflitos com a língua portuguesa. E eu não mudo NADA que os mascus escrevem, nem na linguagem, nem no conteúdo. Daí, quando não uso um print screen, preciso explicar que aquele erro está no original.
Eu evito ao máximo rir de erros gramaticais, porque isso envolve preconceito linguístico, mas tem vezes que não dá. Por exemplo, ontem eu tava lendo o ótimo tumblr 101 HOMENS PRA NÃO PEGAR. E aí, num dos posts (elas trabalham com prints), um preconceituoso falava um monte de asneira contra homossexuais, e lá no meio dizia "Quem não deve não treme". Se vc corrige isso, tira toda a graça, concorda?

lola aronovich disse...

Ah sim, agradeço muito quem pode apontar erros nos meus posts e nos guest posts. Aí eu vou e corrijo. Claro que tem jeitos e jeitos de apontar erros. O jeito não muito legal é algo como "Sua vadia, vc não sabe escrever! Como que alguém com doutorado pode escrever algo assim? etc etc".
Hoje a querida Aiaiai apontou um erro no meu post sobre diferença de idade entre atores e atrizes em Hollywood. Eu escrevi "velha" quando queria escrever "nova". Mudava o sentido da frase.
Erros acontecem o tempo todo. Tanto que revisor é uma profissão (que eu já exerci, aliás, muitos e muitos anos atrás)...

Anônimo disse...

Por mim proibia destilados de concentração alcoólica acima de 14%. Proibia tabaco. E liberavam a maconha, a salvia e os estimulantes anfetamínicos.

Luísa Nunes disse...

Esclarecedor, obrigada!

Anônimo disse...

nossa, gente. georgeane, taciane, emy, bia, mirella, paula, amanda, cecília, maiê, thays, rafa, paola, camila, fernanda, heloisa, cris, monalisa, rê ayla, vivian, ragusa, veronica, marina p e tantas outras anônimas e anônimos: muito obrigada pela força que voces tão me mandando, muito obrigada por me entenderem, por relatarem histórias tão dolorosas quanto a minha, por simplesmente terem lido e pensando no assunto e se solidarizado com a minha situação.
quando tive a ideia de publicar o texto era exatamente isso que eu buscava, alívio de pelo menos fazer as pessoas pensarem nem que fosse um pouquinho sobre o assunto e encorajar mais mulheres a admitirem uma situação de violência da qual foram vítimas. obrigada, mesmo, chorei de ler muitos dos comentários, estou me sentido menos sozinha e mais corajosa.

quanto às críticas foram basicamente duas: bebida e generalização de homens.
em primeiro lugar gostaria de dizer que meu intuito não foi o de generalizar como pode parecer se voce tirar o trecho do contexto. pra quem leu o texto todo viu que eu coloquei esse comentário justamente na parte em que eu relatava que muitas das minhas amigas, com certeza mais da metade delas ja foram abusadas e que os numeros estatisticos, que já sao enormes não correspondem a quantidade estrondosa da realidade.
a relação é óbvia: se tantas mulheres são abusadas, é também absurdo o número de homens que abusam! não há segredo nisso. o meu intuito era apenas de mudar o eixo da questão que permanece mais uma vez sobre a vítima "90% das mulheres ja sofreram abuso". porque ninguem fala dos abusadores? o comportamento da vitima é que continua no centro, nao do agressor.
e ai eu entro na questão do álcool. mais uma vez a dificuldade de enxergar o ponto crucial do problema é gritante. o senso comum moralizante do entorpecimento e do comportamento feminino e principalmente dos dois juntos é absurdo. uma infinidade de post nesse sentido, mais uma vez eu deveria ter evitado beber pra nao ser estuprada, mais uma vez voces preferem me dizer como me devo comportar, mais uma vez voces querem ensinar a vitima a nao ser estuprada e nao o homem a nao estuprar. de uma vez por todas o alcool nao é o protagonista dessa história. deveríamos estar discutindo coisas muito mais avançadas do que senso comum, essa conversa deveria estar indo para quem e porque cometeu o abuso! quem colocou a mao dentro da minha calcinha nao foi o alcool, parem de ser moralistas! nunca vi um homem bebado sendo violentado sexualmente por uma mulher! entendam a realidade! o que deveria ser discutido é porque ele quis fazer isso, porque a nossa sociedade cria o desejo perverso machista de fazer algo contra a vontade das mulheres, porque ele pôde fazer isso, porque todos acharam válido. parem de desviar o eixo da conversa, parem de culpabilizar a vítima. quem deve satifações do porque foi estuprador é ele e nao eu porque "facilitei", pelo amor, vira o disco, esse meu avô ja cansou de dançar.

Lívia Pinheiro disse...

Quais eram os números daquela pesquisa sobre estupro em uma universidade mesmo? Algo como 30% dos entrevistados confessaram que teriam estuprado alguém ou o fariam futuramente se tivessem certeza de que não haveria consequências. E esse número aumentou para uns 60% quando a palavra "estupro" foi substituída por "sexo forçado" (se alguém tiver os números certinhos me corrija por favor, mas tenho quase certeza que era algo assim).

Se 60% ADMITEM que forçariam sexo (com pelo menos 30% destes achando que isso é muito diferente de estupro), quantos será que conseguem ENTENDER que sexo com gente desacordada ou semi-desfalecida é também estupro? E isso que as definições de estupro e sexo forçado certamente eram bem diferente da utilizada hoje pela legislação brasileira - certamente envolviam penetração. O que significa que a porcentagem que acha que "só" passar a mão, se masturbar em cima de uma mulher desacordada, e etc. é OK é muito maior.

Por aí se vê bem que bonzinhos, inofensivos e injustiçados uns 95% homens são. Gente, ACORDA! Se existe um fato é o de que a vasta maioria dos homens NÃO é confiável. E como a esmirrada minoria é indistinguível das bestas, a priori NENHUM homem é confiável. É assustador? É. É nojento? É. É o horror? É. Mas é um fato. Aliás, é um fato bem curioso, já que todo mundo na verdade SABE disso, mas talvez por ser tão horrendo a gente finge que não é assim.

E por que digo que todo mundo sabe disso? Vc pensaria quantas vezes antes de deixar seus filhos pequenos aos cuidados de um professor homem? Prefere que quem dirija a van da escola seja um tio ou uma tia? Teria maior probabilidade de desconfiar de um professor que ofereceu ajuda na prova à sua filha ou à professora que fez o mesmo com seu filho? A sua filha de 16 anos vai dormir na casa da amiga que mora com os pais e dois irmãos, o que passa pela sua cabeça? A sua mulher tem uma reunião de trabalho em outra cidade e vai ter que dividir quarto no hotel com um colega de trabalho, vem alguma preocupação à sua mente?

E atenção, você que faz parte dos 5%: vc é total e completamente indistinguível dos 95%. Se vc notar que estão te tratando com desconfiança, vc tem todo o direito de se sentir ofendido. Mas vc será um completo idiota se não entender que o problema não é com a pessoa que ficou na defensiva, mas com a esmagadora maioria dos representantes do seu gênero.

Iara Sindrominha disse...

Acho fundamental posts como esse...eu vou ser sincera,fui educada de uma maneira tão machista que acreditava que o estuprador seria sempre um conhecido,em um beco escuro,de uma cidade distante e solitária,no meio da madrugada,atrás de alguma mocinha desavisada que tinha perdido o último ônibus pra casa.Só depois que comecei a ler o blog da Lola (Santa Lola)entendi a dimensão do problema.Comecei a jogar na roda com meus amigos,apenas para ver a reação e fui ficando asqueada e horrorizada ao perceber que 100%(não generalizo,mas falo dos que conhecço)tinham a mesma visão do estupro que eu,era coisa de homens estranhos em becos escuros.o rapaz que abusa de uma colega de faculdade em uma festa não é considerado um `estuprador ´.Um amigo me deu um argumento incrível -Você já viu estuprador com endereço fixo?Não né,então como alguém que conhece a vitíma vai estuprar se são conhecidos?Outro amigo tentou outro argumento-Esse negócio de estupro é coisa de mulher que dá em cima do cara,leva fora e sai falando que foi estuprada!
Enfim,sou a favor de jogar o assunto na roda,colocar na mesa,para tentar ver como se pode mudar isso na educação de todos,porque eu tenho até vergonha de confessar,apesar de ser mulher,que não percebia tanta violência.É triste dizer,mas eu escapei de muitas porque não tenho tolerância a bebida e não gosto de festas,mas hoje ao ler esses relatos não tenho vontade de ir nem na igreja.
Acredito que todas as mulheres devem denunciar,mas é vital colocar o assunto em discussão,porque as vezes tenho impressão que existe um tipo de `estupro social ´ aquele que acontece em festas e lugares conhecidos e todos acham normal.
Quanto a menina do post a única coisa que posso dizer é que continue sua luta e espero de coração que ela possa encontrar um pouco de paz rápido,porque ninguém merece passar por isso.

Anônimo disse...

" nunca vi um homem bebado sendo violentado sexualmente por uma mulher!"

Pois é. Por essa razão que mulheres não deveriam se colocar em situação de vulnerabilidade, porque elas são sim estupradas por esses monstros que se aproveitam do fato delas terem bebido demais e não terem como reagir.

Anônimo disse...

Preciso desabafar sobre o que tem acontecido no meu trabalho. Sou funcionária de uma escola municipal de Guarulhos que, desde dezembro último, tem sido assombrada. No início daquele mês fui transferida para lá e na mesma semana, uma Agente de Portaria foi estuprada durante seu plantão durante a madrugada. Além do terror de toda a situação, o que me deixou perplexa foi ouvir uma conversa em que a vice-diretora dizia "ah, mas, ela facilitou!".
Desde então, o sujeito foi reconhecido em imagens das câmeras de vigilância em mais de uma vez, invadiu a escola durante o dia no final de semana, sempre armado a fim de realizar outros estupros contra três agentes de portaria que estavam em plantão e só conseguira escapar por conseguirem se trancar em um banheiro. Foi visto outras vezes e, na semana passada, entrou armado no fim do expediente e quase estuprou uma colega que trabalha na limpeza. Não o fez porque uma outra colega flagrou a situação. Porém, ele as assaltou e prometeu voltar, atacar todas porque aquilo (de pênis exposto) era uma vingança contra a vice-diretora.
Todas as funcionárias estão apavoradas, o clima é pesado, a tal vice-diretora chegou a duvidar dos relatos. Enfim, é uma situação muito grave, não tenho dúvida sobre o machismo estúpido plantado na cabeça desta mulher que, deveria levar tudo a sério e pensar que, todas somos possíveis vítimas. Temo por ela, temo por minhas colegas. Agora, não se vai mais nem ao banheiro sem uma parceira. :(

Anônimo disse...

Essa coisa de ser feminista é tão estranha que a própria mulher luta inconscientemente (às vezes conscientemente)contra essa ideologia. Nos posts aqui vejo isso claramente.

Sempre em conflito, sempre tentando se afirmar, sempre se achando inferior e precisando se dizer igual ou superior para se sentir um pouco melhor.

Bom, vocês podem até se esforçar para não concordar, mas basta ler as postagens para entender. Podem dizer que eu estou errada, mas não podem dizer que a verdade é falsa.

Sou mulher, hétero (com orgulho), tenho um noivO que me ama e me respeita e que ODEIA feministas.

Não saio por ai bebendo porque isso não é atitude de gente (homem ou mulher) decentes. Se quero beber, bebo em casa com meu noivo.

Quando vejo blogs como esse, me envergonho de ser mulher pois nunca me achei uma coitadinha que precisa de reconhecimento de homem para me sentir menos frustrada or ter nascido mulher. Simplesmente tenho orgulho de ser mulher e me fazer respeitar, porque respeito a gente só cobra quando tem pra dar.

O rapaz que bolinou você errou, mas você também errou em beber até cair. Provavelmente ele também estava bêbado e com os dois bebados, já viu.

Agora para a Lola:

Fico imaginando o tipo de marido que você tem em casa. Sinceramente, deve ser um banana. Eu, se fosse homem, não ficaria 10 minutos ao lado de uma mulher que está sempre na defensiva e falando mal de homem.

Será que é porque você não gosta e reprime usando desculpa de feminismo para recalcar?

Da mesma maneira que se meu noivo começar a falar mal de mulher eu vou estranhar...
Imagine então se ele criasse um blog para falar das mulheres do jeito que você fala dos homens? Eu já estaria longe há moooiiiittooo tempo.

Foi só um desabafo.

Talvez vocês achem homens dessa maneira por causa do ambiente que frequentam. Beber até cair? putz, sério, isso é ridiculo pra homem e pra mulher. Não tem gênero, é falta, MUITA falta.

Fico p. da vida quando vejo mulher colocando todo o gênero feminino na lama. Essa é a igualdade? Beber até cair e ficar na sarjeta? Sério gente, se deem ao respeito e depois peçam por ele.

Anônimo disse...

Eu concordo plenamente que homens e mulheres precisam receber uma educação sobre estupro. Que atitudes tidas como normais (beijo roubado, passar a mão, se aproveitar do estado de embriaguês) configuram violência sexual - e me surpreende demais quando leio relatos aqui de mulheres que simplesmente não sabiam que tinham sido estupradas por amigos, namorados e maridos, mesmo estando desconfortáveis com a situação. Homem precisa saber que não tem o direito de exigir sexo e mulher tem que saber que não pode ser obrigada a fazer qualquer forma de sexo, penetrativo ou não, contra sua vontade. Com isso todos nós concordamos.

Agora, sobre álcool e outras drogas que limitam o poder de reação das pessoas. Sem dúvida alguma que as mulheres estão em situação de exposição maior quando bebem e se drogam, porque existe toda uma cultura desgraçada fundamentando e dando aval pra tudo isso. Não adianta se colocar no mundo ideal da utopia, onde todos se respeitam e saem de mãos dadas para o infinito.... quem é mais fraco tem que se cuidar mais que quem é forte. A mulher bebe. A mulher fica largada no sofá, um bando de machos nojentos se aproveitam do estado lamentável da moça e fazem o que quer, se ela não tivesse se colocado em situação de embriaguês voluntária isso teria acontecido? Até pode acontecer, no caso de uma coerção violenta clássica, mas ninguém estaria se aproveitando do seu estado sem reação para fazer suas nojeiras impunemente. Então, não é apontar dedo na cara de quem sofreu estupro porque não conseguiu reagir, porque estava bêbada demais mas é preciso alertar sim!!!!! O mundo não é bonito, na verdade é um lugar bem horroroso e se você não fizer NADA para se proteger vai estar sim mais vulnerável a uma série de coisas.

Depois de pessoas próximas, inclusive uma irmã terem sofrido abuso sexual decorrentes de situações de embriaguês, eu simplesmente parei de beber "socialmente". Pra quê eu vou vacilar desse jeito, abrindo brecha pra aproveitadores? Isso vai me livrar de um estupro pro resto da vida? Provavelmente não, alguém pode enfiar uma arma na minha cara, ou posso dar o azar de topar com um namorado ou "amigo" abusivo que consiga, abusando da confiança e pela força, me obrigar a ter sexo com ele, mas nada disso vai acontecer porque eu enchi a cara e fiquei desprotegida. Na balada eu bebo sabe o que? ÁGUA. De garrafa, com tampa, que fica na minha mão o tempo todo, não desgrudo e se desconfio, jogo fora e compro outra. E se a balada estiver muito cheia de gente enchendo a cara eu vou embora. Não dá pra arriscar! Quase todo relato de estupro que tem aqui no blog da Lola fala sobre ter bebido demais e ter sido violada por não ter como agir no momento, é tão difícil assim fazer a equação? Não tem nada de feminista em se colocar, por vontade própria, por ingenuidade, excesso de confiança ou burrice mesmo em uma situação em que você pode sofrer consequências terríveis. Mulheres têm bebido cada vez mais e sofrido cada vez mais com isso, sendo que existe uma coisa muito poderosa chamada "EU NÃO VOU BEBER E NÃO SOU MARIA VAI COM AS OUTRAS", o verdadeiro poder do indivíduo! Lamento por todas as mulheres do mundo que passaram por isso e, como minha irmã me disse, o pior não é ter sido estuprada mas a sensação horrível de impotência, de não poder voltar atrás no tempo e tomar decisões melhores. Então que se tome as decisões agora, antes que o pior aconteça. Um pouco de inteligência se faz necessário para se sobreviver com alguma dignidade nesse mundo cão e tá na hora de se parar pra pensar no que se faz com a própria vida e no porquê de se arriscar tanto.

Ana Carolina disse...

Sou mulher, hétero (com orgulho), tenho um noivO que me ama e me respeita e que ODEIA feministas.

Eu não ficaria confortável em me relacionar com alguém (qualquer tipo de relação, quanto mais uma tão íntima) que afirma que ODEIA um grupo de pessoas.

***

E esse tópico me dói, me incomoda, pq me lembra do meu próprio abuso...

Anônimo disse...

Deus do céu, fico até triste em ver um comentário do anônimo das 23:45.

Sério, é de dar dó. Não sei nem o que falar. Tem gente que é tão otária, mas tão otária que deixa a gente sem palavras, mas não por falta de argumento, é porque fica tão chocado com a babaquice que nem consegue responder.

Mas uma coisa posso dizer: se não fosse pelo feminismo, anônima, você não teria um terço dos direitos que tem hoje, então faça o favor de pesquisar e aprender antes de falar tanta bosta.

Anônimo disse...

Mas é isso que a gente precisa: perder o medo de perder, perder o medo de se expor!!! Era necessária a resposta: 'olha, sei que tem muita gente que passa por coisa muito pior, mas você não vai me dizer que não foi nada. já aconteceu com você?' e 'sim, ele é trabalhador, e daí? quantos trabalhadores estupradores você já viu? quantos pais de família?' A gente PRECISA aprender isso, gente!

Dani disse...

Anônima Hetero com Orgulho:

Não tenho nem palavras pra dizer o quanto lamento por você. Isso é muito triste mesmo, deprimente.

Não vou debater suas ideias, o problema é entendimento/interpretação/machismo.

That's not my name disse...

''Simplesmente tenho orgulho de ser mulher e me fazer respeitar,...''
Já parei de ler nesse momento, nem vale a pena discutir, mulher machista não tenho saco... deixa ela no cantinho da vergonha pq o machismo que ela propaga um dia vai atingi-la.
Mas né, não custa reforçar. Nós mulheres não temos que NÓS DAR valor ou respeito.
Se vc é uma pessoa digna será respeitada. Fim.

Anna disse...

Anônimo 19 de abril de 2013 23:45

''O rapaz que bolinou você errou, mas você também errou em beber até cair. Provavelmente ele também estava bêbado e com os dois bebados, já viu.''

é, já viu... só que há uma pequena diferença no tratamento de homem bêbado x mulher bêbada. Além do simples ato de beber ser considerado feio para mulheres se elas beberem um pouco mais podem ser estupradas (q na sua cabeça não deve ser nada demais) e com todos os amigos em volta parados incentivando

'' Da mesma maneira que se meu noivo começar a falar mal de mulher eu vou estranhar...
Imagine então se ele criasse um blog para falar das mulheres do jeito que você fala dos homens? Eu já estaria longe há moooiiiittooo tempo.''


De fato, ela devia ficar em casa bebendo somente com o marido como toda mulher casada e não ficar postando sobre essas coisas chatas e inconvenientes tipo estupros né, porque talvez o marido dela, como homem, se ofenda..

''Fico p. da vida quando vejo mulher colocando todo o gênero feminino na lama.''

Oh eu tbm! Vide o seu comentário..

@satestoni disse...

Hey, anônima. Aposto que vc assistiu "hangover" 1 e 2 e morreu de rir. Fala sério... As pessoas bebem se elas querem e quando e onde elas quiserem, ok, Sra. Moralista.

Agora algo que me chamou atenção, na vdd uma pergunta, qual a correlação entre beber, feminismo, e o relacionameno da Lola com o marido dela? Acho que vc está misturando as coisas na sua cabecinha,não acha?! Dica: ataque o argumento se quer ter razão, não à pessoa.

O fato de as pessoas beberem não é justificativa para abusar das outras nem uma licença para que elas sejam abusadas... Perder a consciência é mto ruim e isso poderia ser por conta de hipoglicemia, por exemplo, sem a pessoa por uma gota de alccol no sangue. E ai ? Perdeu a consiência já era? é isso ? Não dá para conviver com o que vc escreveu, anônima...

Anônimo disse...

S, permita-me discodar de você em um ponto. Não há ninguem te culpando aqui, muito menos ditando regras de comportamento, é sério.

De todos os posts que abordam estupros e que tenham bebidas alcoólicas envolvidas, este foi o único que recebeu opniões contrárias que souberam entrar no ponto certo sem deixar cair em armadilhas do tipo "tava bêbada, então mereceu."



As que comentaram ao meu ver foram bem respeitosas com você e em nenhum momento lhe impuseram culpa. O que foi levantado aqui foi a gamourização que existem em torno das bebidas...

Agora desculpa se vou parecer muito rude agora, mas esse discurso de moralismo sempre que alguém é contrário ao uso exacerbado de bebidas já está tão batido que parece que virou automático.

A bebida está presente em quase todas os casos de violência do país. Não é só em abusos, não.

Os casos de alcoolismo entre os jovens triplicaram de uns anos pra cá e sem falar na violência de trânsito onde 90% é causada ou influenciada pelo uso de algum tipo de bebida alcoólica. Acho que nem preciso falar do câncer e da cirrose, não é? Pois bem, fechar os olhos para isso é ser hipócrita e conivente com todo esse mal.

Quem curte bebe, continue. Mas por favor não venham tachar todo mundo de moralista não porque isso é muito piegas.

Enfim, mais uma vez peço desculpa se eu pareço muito agressiva, é que bebida é um ponto muito difícil para mim. Depois de perder tanta gente querida ver esse "blindamento" todo que elas têm é algo verdadeiramente complicado.


Anônimo disse...

Nem precisaria q vc "quisesse" prosseguir pq vc estava sem possibilidade de defesa, vulnerável! Por isso ao saber da notícia a policia tem obrigação de dar prosseguimento e encaminhar ao MP> Estupro de vulnerável, como seria com 1 criança ou deficiente mental. Não se cale. Prossiga. Mesmo q outro homem ache normal e nada veja a ponto de processar adiante. Acredite: eles tem maes, irmas, filhas, sobrinhas. Algum dia perceberão q foram idiotas e machistas! PROSSIGA SIM!
Marina

Bianca disse...

Anônimo das 23:47, pra mim o seu comentário foi o melhor de todos! Resume tudo o que penso! Ensinar uma filha a não beber até cair, a não se colocar em uma situação de vulnerabilidade não é culpabilizar a vitima, é ensinar a sobreviver nesse mundo cão! Não dá pra fingir que moramos numa utopia!
A culpa do estupro de maneira alguma é da vítima que estava bêbada e sim do estuprador. Mas a culpa de um assalto também não é de uma pessoa contando dinheiro num banco de praça as 3 da manhã, mas ninguém conta dinheiro num banco de praça as 3 da manhã, não é mesmo? Alias, não precisa nem ser as 3 da manhã!
Em qualquer caso, não é culpa da vítima! Mas eu acho que se preservar um pouco, não se colocando em situações de vulnerabilidade, é uma atitude essencial no mundo em que vivemos. O mundo infelizmente está cheio de pessoas ruins.

Naty.09 disse...

Bebo e nao quero ser estuprada, uso roupa curta e nao quero ser estuprada, sou casada e nao quero ser estuprada, casei gravida e nao quero ser estuprada, Sou mulher e nao aceito ser estuprada!!!!

@satestoni disse...

Anônimo/ (A) agora você se confundiu: Vamos por tópicos para te ajudar 1) "Não há ninguem te culpando aqui, muito menos ditando regras de comportamento, é sério".

2) Então eu te ajudo + 1 vez :
Sobre "regras de comportamento:
"só que há uma pequena diferença no tratamento de homem bêbado x mulher bêbada".
Existe uma diferença de comportamento apoiada neste argumento " homem e mulher" se bebem.
O que está implícito neste discurso é " se o homem bebe ok, agora se a mulher bebe, está vulnerável a qualquer tipo de desgraça que pode lhe acontecer.
Justo ?!


3) Mais uma contradição "(...)"sem deixar cair em armadilhas do tipo "tava bêbada, então mereceu." Não? então vou repetir o que li no trecho acima. "(...)só que há uma pequena diferença no tratamento de homem bêbado x mulher bêbada".
É a mesma coisa escrita de outra forma.

4) "(...)O que foi levantado aqui foi a gamourização que existem em torno das bebidas(...)
Você está com um problema de identificar o que é premissa e o que é questão central. A questão central é outra.

5) "(...)Agora desculpa se vou parecer muito rude agora, mas esse discurso de moralismo sempre que alguém é contrário ao uso exacerbado de bebidas já está tão batido que parece que virou automático".
Não fui eu que fiz o discurso "moralista" eu apenas usei ironia no meu argumento.

6)Agora sobre todo seu discurso sobre "o mal da bebida" V. está certo/a, mas o ponto não é esse aqui.
O ponto é: a situação da vítima de estupro , a impunidade de quem comete este crime,o quanto ele está "velado" e pode acontecer por quem e onde menos se espera. A maneira como isso é encarado e até aceito (Infelizmente)pelo grupo/sociedade, como levantado no texto.

Daniella Psicóloga disse...

Gente, eu quero fazer alguns comentários. Sou psicóloga, não vou dizer meu CRP pelo mesmo motivo que a S. (que diz ter passado por violência sexual) não diz o nome dela. Quero pedir desculpas pelo texto longo.

Portanto, caro “amigo”, se você precisa de um analista, 99,9% das pessoas do sexo masculino também precisam. Todos vocês acometidos por um transtorno mental peculiar que só acomete homens.Seu problema eu conheço muito bem e posso diagnosticar: você me violentou em primeiro lugar porque você é homem e eu sou mulher, por poder, por ter certeza que meu corpo te pertence.

Uma acusação como essa é muito séria e me faz concordar com a anônima que disse que há muito conflito por aqui. 99% dos homens tem transtornos? De onde vêm essa estatística? Esse transtorno seria sexual? Segundo a psicologia, 100% das mulheres tem transtornos sexuais. No meu consultório, por exemplo, a média de atendimento por conta de transtornos sexuais é maior com mulheres do que com homens. Outros psicólogos dizem o mesmo. Cuidado, esse dado é falso.

Em segundo lugar porque lá no fundo você sabia que podia fazer isso diante de centenas de pessoas e que ainda assim ia ser aceito.

Eu, como psicóloga, tenho a sensação de que esse relato é hoax. Vocês já pararam pra pensar que até na cadeia, onde se encontram os homens mais violentos e bárbaros esse tipo de coisa é repudiada? Como assim ele abusou dela diante de centenas de pessoas e não foi repreendido por ninguém? A S. vai me desculpar, mas se ele fizesse isso diante de 10, 20 ou 100 pessoas não seria aceito não. Suas amigas assistiram tudo sem dizer nada? Os outros homens não fizeram nada pra impedir? Sei. Acho que nós temos um problema geral aqui então né.

Decidi procurar os seguranças que haviam presenciado o abuso para poder saber o que de fato havia acontecido.

Nossa! Depois de dizer que estava com tanta vergonha ainda foi procurar os seguranças "homens", que são 99,9% estupradores? Que coragem! Mais absurdo ainda foi eles afirmarem que viram o abuso sabendo que podem ser presos por conivência! Historinha mal contada essa dai hein?

Daniella Psicóloga disse...

Bom, eu sempre leio o blog e resolvi comentar por dois motivos: O relato me soou muito estranho e uma anônima que comentou um pouquinho atrás. A S., se realmente costuma "beber pra cair", tem um problema maior do que imagina. Vi muita gente crucificando o rapaz (se ele a abusou, o que eu não tenho certeza, com razão), mas não vi ninguém dizendo para ela que precisa de tratamento por conta de ter algum conflito que a leve a beber dessa maneira. Por mais que digam que é falso moralismo, não é nada bonito beber dessa maneira.
O problema e a solução da internet são a mesma coisa. Expressamos uma ideia e encontramos pessoas que pensam como nós. Quando essa interação é saudável, tudo bem, mas quando não é, torna-se um problema. Aversão ao sexo oposto é um problema. Vejo muito disso aqui, como por exemplo a S. que afirma que todos os homens são molestadores.
Acho bom e saudável defendermos nossas bandeiras, mas quando isso se torna patológico também se torna um problema. A minha opinião é que vocês seriam bem mais felizes ao se levantar de um divã do que destilando ódio na blogosfera. Digo por experiência própria. Vocês já não aceitam mais o pensamento contrário e se recusam a se dar conta de que isso é anormal. A gente se apega tanto numa ideologia que se esquece de aproveitar a vida e as coisas boas que ela nos oferece. "Mexeu com uma mexeu com todas" ou "todas por uma e uma por todas", gente, será que nós mulheres estamos regredindo? Eu dizia essas frases com minhas amigas quando era c-r-i-a-n-ç-a. Se vocês escolheram esse modo de vida, quem sou eu pra criticar. O que posso dizer é que há um modo de se encontrar e viver em paz consigo e com a sociedade (isso inclui os homens) e que embora 90% das mulheres que postam aqui não acreditem, a maioria das mulheres casadas estão felizes com o casamento e sendo m-u-l-h-e-r-e-s. Ser mulher não é ser submissa. Ser mulher é ter um papel na sociedade e colaborar com essa sociedade. Ser mulher não é ser infeliz e nem odiosa. A mulher nasceu pra ser feliz, e sério, mulher feliz é o que menos vejo aqui. Façam uma análise, repensem o que vocês pensam e saiam desse circulo de queixas. Tem homens safados que fazem coisas impensáveis, mas tem mulheres que fazem coisas que se eu dissesse aqui vocês vomitariam.
S. Não acredite em tudo que te dizem, mesmo sobre você. Eu queria muito que você tivesse coragem de dizer para o delegado que ele era estuprador. Mas a gente tem o costume de bater em cachorro morto, normal do ser humano, homem ou mulher. Anormal é odiar o outro. Antes de julgarem meu comentário, peço para que o leiam sem paixão, sei que é dificil para nós mulheres e mais ainda quando temos uma ideologia que acreditamos cegamente, mas tentem ler com a razão e não com o coração.

Beijo a todas, desejo sucesso e felicidade. A vida é mais do que feminismo!

Fernanda disse...

à hetero-com-orgulho:

Que MEDO de você. Eu juro que esse nível de inconsciência me dá medo.

Ainda bem que você só bebe em casa, porque assim eu não tenho a menor chance de encontrar com você.

Anônimo disse...

gente, pelo amor de deus, vocês não me conhecem, da onde vocês tiraram que eu sou alcoólatra? porque eu bebi uma vez? o que que é isso... parem de pedir satisfações das vítimas!

Anônimo disse...

pessoas, de uma vez por todas, eu não estou dizendo que todo mundo é estuprador! foi apenas um recurso retórico para dizer que o caso dele não é de analista como eles disse,não é individual, mas sim uma questão social, é machismo, é geral! o que eu to fazendo é tirar o agressor da esfera do individual, tentar romper com esse senso comum de que os estupradores degenerados patológicos, isso só mascara o verdadeiro problema que é uma sociedade inteira machista. ou seja. não estou falando que todo mundo precisa de analista, foi um recurso para dizer que ele não precisa se tratar porque ele não é um individualmente problemático, ele é só mais um porque o problema dele é generalizado, é muitíssimo comum, se configura uma questão social seríssima.

Anônimo disse...

É, com razão esse "psicólogos" não querem deixar aqui o seu registro profissional... quanta ignorância em poucos comentários.




Sophia.

Anônimo disse...


Tem que tomar muito cuidado com as generalizações. Se a S, tivesse possto do jeito que ela explicou agora(acredito que seja ela no coment. 11:56) as coisas não teriam sido tão criticadas.

E S, por favor não entenda mal, ninguém está tentando dizer que vc tem problemas com o alcoolismo. Até porque se beber na balada é ser alcoólotra, poderíamos dizer que mais da metade da população mundial é.

Você está com dificuldades de entender que a questão levantada sobre a bebida é essa cultura que liga o álcool com a diversão(algo que é totalmente o oposto), que já estão naturalizada que parece absurdo ir contra à ela.

Por favor, saia da defensiva!

Patricia disse...

Daniela Psicóloga,em que mundo você vive?Pq no que eu vivo,é comum SIM uma mulher desacordada sofrer abuso em ambientes públicos.E não,as pessoas não fazem nada,e os 'amigos' da vítima não fazem nada,porque ela 'facilitou',ela bebeu até desmaiar e a sociedade ensinou que tudo bem se eu bulinar uma vulnerável,contanto que não haja penetração ta tudo maravilhoso,afinal de contas ela provavelmente nem vai lembrar.
E você vai me desculpar,mas olha,sua atitude de duvidar da vítima é lamentável.Lamentável mesmo,é por causa de gente como você que tantas meninas se calam.Gente,a vítima TEM que ter credibilidade,tem que ter apoio.Sofrer abuso sexual já é horrível por si só,aí quando a pessoa vai lá,passa por todo o constrangimento de falar tudo aquilo pra alguém,e a pessoa duvida dela?Acha que a culpa é dela que bebeu demais?Por favor!
E outra coisa,você já parou pra pensar que os problemas sexuais mais presentes em mulheres podem ser frutos de uma vida inteira de repressão?De uma vida inteira se 'dando ao respeito' enquanto os homens tem toda a liberdade do mundo de exercer sua sexualidade a torto e a direita?
E engraçado você ver por aí tantas mulheres casadas e felizes,porque eu,que nem terminei a faculdade ainda,só o que vejo no estágio são mulheres infelizes com seus parceiros.
E eu sinceramente não sei de onde vocês tiraram que todo mundo aqui é infeliz,que nós odiamos os homens,que nós odiamos ser mulheres e blá blá blá.
Se for por causa dos relatos postados aqui,gente,tragédias acontecem.Todo mundo está sujeito a passar por uma situação desagradável,e nós,como feministas,temos o direito de comentar e debater e falar a respeito,pq só assim as coisas mudam.
Ninguém aqui está destilando ódio.A S. ACABOU de sofrer um abuso,é obvio que ela está com raiva,quem não estaria no lugar dela?E sinceramente,talvez seja melhor ela falar sobre isso aqui,aonde ela sabe que vai ser acolhida pela maioria,do que deitada em um divã com um pessoa da sua mentalidade.
Eu adoro ser mulher.Estou satisfeita com minha aparência,com a minha sexualidade,com o meu namorado,mas NÃO estou satisfeita com o modo que a mulher é tratada pela sociedade,e eu não sou obrigada a me calar.
Eu não sou infeliz.Obviamente tenho os meus problemas,como todo mundo.Já passei por coisas ruins,mas a vida continuou.Só que não é por isso que vou fechar meus olhos e fingir que está tudo bem com o mundo,pq NÃO ESTA!E eu me sinto na obrigação de lutar pelo que eu acho certo,e de denunciar oq eu acho que está errado!
E não,eu não odeio homens.Mas também não vou fingir que eu não tenho medo,que não estou sempre alerta caso alguma coisa aconteça.É triste,mas é verdade:/

valéria disse...

beber nunca trás nada de bom,esses dias aqui no rj um idiota bebum,atropelou e matou um bebê de 3 meses!o cara foi linchado e está no hospital em estado grave.
vários acidentes,brigas acontecem por isso,quase todos os posts sobre estupro que eu li aqui,a moça bebeu até desmaiar e várias vezes o cara também estava bêbado.
sabendo como é o mundo é podre,eu não consumo nada que tire o meu dominio sobre mim mesma.
e sim,ainda corro risco de ser violentada,mas não vai ser por eu estar jogada num canto,apagada de tão bebada,uma chance a menos para os tarados.

e como disseram ai,não estamos querendo culpar a vitima de jeito nenhum,ela está sendo muito corajosa de denunciar mas será que ninguém vê a relação entre as duas coisas?

a bebida pode liberar o que tem de pior na pessoa,ela mesma disse q o cara parecia um bom amigo,nunca fez nada,foi só beber que ele se transformou num monstro.
claro que n estou dizendo que isso é com todos,muitos bebem e só ficam caidos num canto ou enchendo o saco dos outros.

e realmente não entendo,onde fica a diversão em beber até passar mal ou desmaiar e depois nem se lembrar do que aconteceu.
mesmo que beber não seja crime,bebida é uma droga que mata e vicia.

Anônimo disse...

A bebida sempre libera a face monstruosa que todos têm.

Ana Carolina disse...

Daniela Psicóloga, você pode ser formada mas tá querendo pegar o bonde andando e sentar na janelinha no que diz respeito a feminismo, né? Já que chegou nesse blog, se informar a respeito não dói nada. Sério mesmo. Antes de passar vergonha falando bobagem.

***

Sobre álcool, sim, é fator de desencadeamento de vários crimes. Provavelmente, caso estivesse sóbrio, o estuprador pensaria duas, três, quatro vezes antes de fazer qualquer coisa. A bebida "dá coragem" pro crime - e se for puxar a linha, a correlação entre estupro e álcool deve ser altíssima (e aqui tou falando do CRIMINOSO e das ações do CRIMINOSO) Então acho que sim, merecemos um debate sério sobre álcool e sua nocividade.

Anônimo disse...

"Da mesma maneira que se meu noivo começar a falar mal de mulher eu vou estranhar..."

Fikadika amigue: quem odeia feministas não tem o menor respeito por mulheres. Bjos.

Anna disse...

Em todo post assim vem uma galera com isso de ''Não beba, o mundo está cheio de monstros.. Mas não, eu não estou culpando a vítima, imagina!! só me preocupo com vcs, infelizmente nós mulheres não podemos vacilar blá blá blá''

Vcs acham mesmo q ngm nunca ouviu isso? e vcs acham mesmo q só mulheres (e meninas!) desacordadas em festas sofrem esse abuso? Porque não se pode nem pegar no sono no ônibus.. Em vez de vir mil aqui dizer pra ela parar de beber, se tratar e sair do alcoolismo (??) por que não comentam sobre o menino q a abusou, dos amigos q viram tudo, dos responsáveis da festa q nada fizeram, dos amigos q agora passam a mão na cabeça do estuprador pra ELE superar isso... Porque se vcs leram o texto todo e o q lhes chocou foi ela beber demais, mostra q há um problema.

Esse argumentos são super típicos, se forem em qualquer post sobre estupro aqui do blog não vai faltar comentários do tipo ''por que vc não fez X, Y e Z?? Não quero te culpar, mas vc não pode dar mole hoje em dia!!''
Esse post não é sobre alcoolismo, glamourização da bebida etc. Vcs podem pedir pra Lola escrever algo sobre isso, em vez de vir aqui desviar o assunto.

aiaiai disse...

Boa, Anna. É isso. pronto. Aos que falaram sobre bebida, apenas peço: leiam e releiam o comentário da Anna e repensem suas atitudes frente ao estupro.

lola aronovich disse...

Parabéns pela lucidez, Anna. Lembrou muito bem: já publiquei alguns guest posts de mulheres que foram abusadas em viagens de ônibus, enquanto dormiam. Elas não tinham bebido, e foram abusadas. Estavam desacordadas, assim como a S. E AÍ? Se elas não tivessem dormido numa viagem interestadual de ônibus à noite isso não teria acontecido? Talvez. Acontece que o problema não é a moça que precisa viajar à noite e -- óóóóó -- precisa dormir. O problema é o cara que abusa. Como o cara que tira proveito de uma moça numa viagem é diferente do cara que abusa da moça bêbada numa festa? Entendem que o foco deve estar nos abusadores, não nas vítimas?

Nivaldo Brás disse...

Credo Lola você ta de perseguição comigo. Colocam cada post e você publica.
A única coisa que eu disse nos post anteriores e só para as mulheres de se arrumarem e se vestir como MOCREIA que ninguém mais incomoda. Ofendi? Não! Quanto a mais produzida a mulher mais ela vai ser alvo dos tarados.

Dona do Sexo -Bonobo rules,Jaçanã forever disse...

Tambem tem os remedios de saude que apagam a pessoa.

Ai vem gente imbecil,que tem merda no lugar do cerebro cagar pelos dedos.Ah,vá ...

Anônimo disse...

ai, obrigada patrícia e principalmente anna por terem condições de explicar o que deveria ser óbvio =)

S.

Anônimo disse...

Por isso sou a favor da Castração Química. Não forçada - nada deveria ser forçado - mas oferecida e tendo seus benefícios divulgados.
A castração química NÃO é permanente, e de fato, basta parar de tomar os remédios que tudo volta ao normal em menos de uma semana.
O meu curso na universidade por ser da área de saúde tem muita mulher, então quando estou solteiro costumo tomar uns 50mg de espironolactona no almoço e no jantar, para prevenir distrações. Geralmente pago vinte reais por trinta comprimidos genéricos.

suzy disse...

n sei porque se irritam tanto quando a gente fala das bebidas,deve ser porque a maioria acha super normal,divertido e legal tomar um porre até entrar em coma alcoólico.
é óbvio que mulheres são estupradas em n situações e pelos posts aqui encher a cara é uma delas.
viajar num ônibus e dormir,n tem como evitar,encher a cara sim.

e não é culpar a vitima,o errado é o estuprador,é simplesmente alertar pq mesmo com tantos casos envolvendo bebidas,as pessoas ainda acham que não correm risco nenhum,com aquele pensamento de que quem tem q saber que n se deve abusar da gente são os homens,que nós não deveriamos ter medo de beber,tudo verdade,mas o mundo ainda é uma merda e ai?
se eu posso evitar uma situação que tá mais do que provado que é perigoso pq não tentar me proteger?

acho q nunca vai acontecer pq n gosto de beber mas se um dia eu quiser tomar um porre ,vai ter que ser em casa sozinha,n da pra confiar na bondade de estranhos,na esperança de que me respeitem.

annderson disse...

não sei se li muito rapido e não percebi, mas ela denuncio ou não?

André disse...

Anna,

O anônimo que levantou a questão foi super-respeitoso e fez questão de dizer que se tratava de um assunto paralelo. Até sugeriu que o comentário não fosse publicado. Outros comentaristas deram uma exagerada, mas o tema é válido.

André disse...

Anônimo 17:56,

Se estupro não tem nada que ver com sexo, é uma questão de poder. Então castração química não iria funcionar.

Anna disse...

Suzy
n sei porque se irritam tanto quando a gente fala das bebidas,deve ser porque a maioria acha super normal,divertido e legal tomar um porre até entrar em coma alcoólico.

As pessoas se irritam tanto porque em todo post em que alguém é estuprada vem alguém com esses comentários super inovadores: ''Ei, que tal se vc não bebesse?''

Uau! Isso sim q é pensar pra fora da caixa! O que vcs precisam ver é q abusos não acontecem somente em festas quando mulheres bebem até cair (porque vcs de fato não estão vendo) e se queremos parar com estupros o foco deve ser sempre em quem estupra e nunca na vítima! Tipo, nunca nunquinha mesmo! Mesmo se ela cometer o pecado mortal, o crime hediondo de beber além da conta. Até porque nem todo mundo q viu a situação se desenrolar estava dopado, e ai, qual a desculpa deles por não terem feito nada? seria uma coisinha chamada cultura de estupro, em q tudo aquilo era normal?

se eu posso evitar uma situação que tá mais do que provado que é perigoso pq não tentar me proteger?

Falando o óbvio agora, não beber não traz imunidade! Assim como passar a vida toda longe de um beco escuro não te garante nada. Se fosse assim tão simples não aconteceria mais estupros né.
Falando o óbvio #2: Isso tbm tem a ver com empatia. Se a S. vem aqui dizer q foi estuprada, como está mal, em como ela vem sofrendo (enquanto o estuprador é apoiado), ela vem e escreve o texto (o que deve ter sido bem difícil), vcs então vão ficar nos comentários apontando dedos? colocando o foco em cima dela e no fato dela ter ousado beber nesse mundo perigoso? Pra mim isso já é crueldade.

suzy disse...

ana
acho que vc n sabe ler ,eu e outras aqui que falamos sobre bebida,sabemos muito bem que isso n acontece só com quem bebe.
mas praticamente todos os posts aqui,o estupro n aconteceu em outra situação qualquer, é quase sempre com a mulher bêbada numa festa,será que tá dificil ver que isso é uma situação de risco?
e essa situação dá pra ser evitada,a n ser que a pessoa seja alccolatra.
outras n tem como,n posso prever que um parente vai tentar abusar de mim,que esteja andando na rua e um cara armado me estupre.

no caso dela,pessoas viram e n fizeram nada,mas na maioria dos posts ninguém viu nada.

n sei porque vcs acham que nós estamos pondo a culpa nela,estupradores devem ser punidos sim ,ela está muito certa de denunciar e n estou diminuindo a dor dela,mas isso n exclui o fato de achar que temos que nos proteger do jeito que for possível.
enquanto a gente n consegue o direito de n ser abusada,a gente faz o que?

então continuem bebendo até desmaiar e esperem a ajuda de um homem,que as leve pra casa,sem por um dedo em vcs,pq isso infelizmente n vai acontecer.

Sparky disse...

Eu tenho um princípio bem básico: nunca ficar com uma garota bêbada. Primeiro porque não sei se ela realmente quer ou se é a bebida falando, segundo porque nunca sei o limite natural dela, pois a bebida derruba a maioria das barreiras.

Teve até uma vez (adoro contar essa história de tão sem noção que ela é) que alguns amigos da minha amiga acharam que eu sou gay porque ela contou que ficou porre e eu a deixei na casa dela em segurança sem fazer absolutamente nada. Respondi para eles "pô, valeu, se vocês não me contassem que preciso estuprar minhas amigas bêbadas para provar minha masculinidade eu nunca iria adivinhar". Ficou aquele silêncio constrangedor, haha... Triste caras como eu que respeitam os limites e não se aproveitam terem sua sexualidade colocada em xeque.

Anônimo disse...

"Vcs acham mesmo q ngm nunca ouviu isso? e vcs acham mesmo q só mulheres (e meninas!) desacordadas em festas sofrem esse abuso? Porque não se pode nem pegar no sono no ônibus.. Em vez de vir mil aqui dizer pra ela parar de beber, se tratar e sair do alcoolismo (??) por que não comentam sobre o menino q a abusou, dos amigos q viram tudo, dos responsáveis da festa q nada fizeram, dos amigos q agora passam a mão na cabeça do estuprador pra ELE superar isso... Porque se vcs leram o texto todo e o q lhes chocou foi ela beber demais, mostra q há um problema."

O problema é que esse texto aqui não fala de uma mulher que pegou no sono no ônibus e foi abusada mas sim de outra que bebeu tanto a ponto de ficar incapacitada e sofreu abusos por alguém que, ao que consta, estava bêbado também.

Álcool é coisa séria mas a coisa está tão introjetada na sociedade que ficam nesse papo de mimimi estão culpando a vítima quando esquecem que ESSA SITUAÇÃO ESPECÍFICA de ficar desacordada por efeito de bebida alcoólica e sofrer um abuso sexual pode ser perfeitamente evitável simplesmente não bebendo. Mas beber é bonito né? Os mano pira. E estupram.

Ana Carolina disse...

> O meu curso na universidade por ser da área de saúde tem muita mulher, então quando estou solteiro costumo tomar uns 50mg de espironolactona no almoço e no jantar, para prevenir distrações.


CARA, QUE MUNDO É ESSE ONDE ABUSO SEXUAL É UMA "DISTRAÇÃO"???????? Esse é um dos comentários mais chocantes do post e olha que a concorrência tá braba...

Anônimo disse...

Uma das coisas que sempre me deixa intrigada com o feminismo atual é esse pensamento tão fechado mas que é mútavel quando os interesse coincidem.

Por quê ser contra ao uso exagerado de bebidas é errado, mas defender a prática de artes marciais é certa? (já ví muito aqui...)

Se as duas coisas praticamente seríam um ato de defesa. Um pessoa que sabe lutar possivelmente poderia defender-se melhor de uma situação violenta, o mesmo pode ser dito de alguém que bebe moderadamente. Ou seja, em ambos os casos "a vítima" teria mais chance de não se tornar uma vítima. Algo ótimo ou não?

Anna disse...

Mas beber é bonito né? Os mano pira. E estupram.

-----------

Nossa, q comentário mais nojento..
Algumas pessoas leram o q escrevi e entenderam, outras não.. Pra quem ainda possui um cérebro com empatia e capacidade de compreensão, só nesse blog tem uns mil posts sobre o assunto, quem ainda estiver interessadx em aprender pode ler outros posts em vez de ficar tapando o sol com a peneira nessa obsessão sem fim sobre meninas q bebem demais

Daniella Psicóloga disse...

Até porque nem todo mundo q viu a situação se desenrolar estava dopado, e ai, qual a desculpa deles por não terem feito nada? seria uma coisinha chamada cultura de estupro, em q tudo aquilo era normal?

Uma perguntinha, havia mulheres vendo também? Porque se havia mulheres na festa que viram tudo e não fizeram nada, são tão culpadas como o estuprador e os outros homens que viram e nada fizeram. Todos cúmplices. Inclusive as outras mulheres.

Ah, antes que eu esqueça... Bebe mais, enche a cara até cair. Depois não reclama das consequencias. Somos corajosas pra lutar pelo direito de beber, também temos que ser corajosas para assumir as consequencias.

Isso não acontece só com mulher, não aquele ditado que c. de bebado não tem dono? Já vi igualzinho no meu consultório independente do sexo da pessoa.

#prontofalei

Anônimo disse...

Reaça mode on agora

A dor de um abuso sexual é algo imensurável. Não é algo físico, é emocional. Os que passam por ela relatam que a sensação de impotência é o que mais pesa depois. Então não adianta o que vcs digam, mas a vítima que foi abusada em uma circustância dessas, sabe bem lááá no fundo que ela indiretamente causou sua própria mazela. Toda ação causa uma reação, assim disse Newton.

O ser humano não é perfeito, admitir que errou é algo louvável que infelizmente estamos perdendo.

Tenho certeza que esta moça e todos os outros que sofreram por suas decisões certamente não voltarão a repeti-las...

sabrina disse...

Porque se vcs leram o texto todo e o q lhes chocou foi ela beber demais, mostra q há um problema."


Não me chocou mais ela estar bêbada,porque em relatos de estupro é o que mais acontece,é realmente revoltante todo mundo ver e ninguém fazer nada, mas o que me choca é vocês insistirem em negar o problema do álcool,quando tem dezenas de relatos aqui em que tarados conseguiram se aproveitar das mulheres porque elas desmaiaram de tanto beber.
E muitas das vezes os tarados também já estavam chapados,gente sóbria geralmente pensa 2 vezes antes de fazer merda.

Nunca bebi mas depois de tantos relatos sobre isso,eu não vou ser doida de tentar encher a cara,seja onde for.
Hoje em dia ninguém vai a uma festa para se divertir,vai para beber ,porque é legal,é foda ficar doidão.
As festas e churrascos da minha família são meras desculpas para todo mundo ficar de pileque.

Vamos ser mais razoáveis,eu não posso prever um ataque de um tarado em qualquer outra situação mas nessa sim temos como evitar,é tão difícil assim passar por uma festa sem ingerir álcool?
Qual o sentido de sair pra ser divertir assim,se depois nem vai se lembrar do que aconteceu?

Julia disse...

Só corrigindo o anon das 23:21
"quando esquecem que ESSA SITUAÇÃO ESPECÍFICA de ficar desacordada por efeito de bebida alcoólica e sofrer um abuso sexual pode ser perfeitamente evitável simplesmente não estuprando."

Pronto, assim ficou melhor. Com o foco no estuprador como deve ser.

Julia disse...

A Daniella psicóloga fuleira..

Adorei a parte que você chama o estuprador de "rapaz" (dá um tom sério, né? De que se está falando de uma pessoa de respeito) enquanto sugere que a S. é alcoólatra e precisa se tratar. Bacana mesmo.

Eu vou te dizer o que é anormal. Anormal é uma psicóloga duvidando de um relato de estupro. Anormal é uma psicóloga culpabilizar a vítima.

Mas eu acho que esse seu comentário é hoax. Nem psicóloga eu acho que você é. Aliás, nem mulher eu acho que você é. Eu acho que você é uma alienígina.

Volta pro planeta de onde você veio e leva um beijinho meu com você, cheio de paixão.



Anon tonta das 23:45, seu noivO deve ser mascu. Uma pessoa que escreve frases como essas: "Quando vejo blogs como esse, me envergonho de ser mulher" e "Fico p. da vida quando vejo mulher colocando todo o gênero feminino na lama" é quem precisa de ajuda urgente. Ficou muito claro que ter coisas bregas como "noivo" é o menor dos seus problemas.

Anônimo disse...

Eu passei por 3 situações na minha vida em que o álcool me colocou em situação de risco. Sempre bebendo porque quis e o quanto quis. Uma, no primeiro ano de faculdade onde um cara verdadeiramente se aproveitou de mim (não chegou a acontecer penetração mas se eu estivesse com uma roupa mais facilitadora, tenho ctz que teria chegado nisso) e ainda depois saiu contando pra todo mundo, outra pegando o carro sem condição alguma pra dirigir e um "amigo" decidiu conduzir, parou em uma rua erma e só não fez nada porque acabei vomitando em cima dele e a terceira, em uma confraternização de trabalho, em uma situação semelhante à segunda.

Afirmo que sim, eu fui co-responsável por essas três situações. Não é questão de "merecer" ser estuprada ou coisa parecida, mas de colocar-se em uma posição que, caso venha um agressor, você não tem o que fazer.

E ainda que tive a sorte de não chegarem a de fato violar meu corpo. Mas todos aqui sabemos que a situação que a pessoa do guest post passou é amplamente aceita como normal, até esperado e só vai mudar conforme as pessoas receberem educação para entender os limites do que de fato é ou não aceitável em matéria sexual, respeito ao corpo próprio e alheio e tudo mais. Explicar que sim, cu de bêbado tem dono e que o que não pode ser consentido com clareza e consciência configura estupro, juridicamente inclusive. Mesmo que a bêbada esteja falando "shimmmm eu quero vosheee".

Contudo, esse mundo perfeito ainda não existe. E até lá, e mesmo que ele venha a existir um dia, é nossa OBRIGAÇÃO proteger a nós mesmos no que for possível.

E convenhamos: não se embebedar por vontade própria é perfeitamente possível.

Eu precisei dessas 3 lições da vida, leves até, para me dar conta dos meus próprios limites. Que eu não sou do tipo que toma um copinho de cerveja e já tá bom, ou uma tacinha de vinho e já está ótimo. Que eu "não sei beber". Que eu adorava encher a cara. Que isso poderia ter me trazido consequências nefastas e apenas por SORTE, uma imensa SORTE nada de mal chegou a me atingir.

É inteligente contar com a sorte? Nem um pouco. E foram três diquinhas de amiga bem leves da vida que me fizeram acordar e parar de me colocar em situações de risco POR VONTADE PRÓPRIA. E não, não adianta passar a mão na cabeça, porque é exatamente isso: fez o que quis, recebeu o que não quis porque não tinha condições físicas de reagir ou evitar a agressão, depois de estabelecida a embriaguês. É exatamente o que aconteceu comigo. Três vezes, ao longo dos meus 37 anos de vida. Há 15 que não bebo e nunca fui alcoólatra, só era desmedida.

Empoderar-se é dar poder a si mesmo. O álcool tira esse poder. E ele vai parar nas mãos de outra pessoa. E aí, vamos viver na utopia e achar que todo homem do mundo é bonzinho e não vai tirar proveito do seu corpo ou vamos acordar pra vida e quebrar o ciclo de auto-violência?

Fernanda disse...

Pô, esse post tá foda, pardon my french.

Antes de mais nada, quero agradecer à moça do relato pela coragem de se expor e dizer que a história dela ensina muito pra gente. Quando a gente lê os comentários então, aí que a gente aprende mais um punhado de coisas sobre o mundo onde a gente vive e como o pensamento machista invade a cabeça da gente como uma erva daninha, a ponto de misturarmos uma situação de violência sexual com a prática de consumo de bebida acoólica. Não tô julgando não, e acho que a consciência é um exercício diário mesmo, inclusive _ ou sobretudo _ pra mim.

Acreditem: liberdade individual significa que você, se quiser, pode fumar, comer três ovos por dia, almoçar picanha gordurosa e beber até cair. Não, os estudiosos ja disseram que nada disso faz bem. Sim, você ainda tem o direito de fazer, se quiser. O corpo é seu: foi-lhe dada a responsabilidade de zelar por ele, mas só você pode determinar a melhor maneira de fazê-lo. Então, se quiser beber até cair, faça como quiser.

O que não pode é ENTRAR NO TERRENO DO OUTRO. Isso não pode mesmo, e tá na lei. Invadir o corpo do outro, sob quaisquer circunstâncias, NAO PODE.

Essa situação poderia sim ser totalmente evitável, como aliás todas as outras histórias de violência, se esse princípio de respeito à integridade do corpo do outro fosse natural e praticado, sobretudo pelo homem.

Então, não é porque ela tava bêbada, nem porque ele tava bêbado: é porque ELE QUIS ABUSAR DELA.

E é por isso que a cada situação ocorrida devemos fazer um escarcéu e gritar do fundo dos nossos pulmões, porque isso precisa ser encarado como o que de fato é: CRIME.

Cética disse...

S,lamento muito por vc,por tudo que aconteceu antes e pelo que está acontecendo agora,você NÃO merecia passar por isso. Provavelmente, escreveste esse relato buscando algum tipo de conforto/consolo pelo ocorrido e ,ao invés disso,está tendo que lidar com esse bando de validadora "bem" intencionada passando esse sermão escroto e fora de hora ( já sugeriram escrever um guest sobre isso mas,elas continuam insistindo em fazer isso aqui,no relato da sua história,desviando o foco do agressor e dos desdobramentos que o seu caso teve ( que só comprovaram mais uma vez;vivemos SIM numa sociedade que alimenta a cultura do estupro,a última fala dessa psicologa(?) fuleira é um belo exemplo )uma pena mesmo teres que passar por isso e justo num espaço feminista...

Anônimo disse...

Empoderar-se é dar poder a si mesmo. O álcool tira esse poder. E ele vai parar nas mãos de outra pessoa. E aí, vamos viver na utopia e achar que todo homem do mundo é bonzinho e não vai tirar proveito do seu corpo ou vamos acordar pra vida e quebrar o ciclo de auto-violência?

Excelente colocação, especialmente a parte grifada. Já passou da hora das pessoas começarem a agir como adultos e terem responsabilidade pelos seus atos. Quer beber? Quer se drogar? Vá em frente, mas depois não chore no cantinho se uma coisa ruim decorrente disso lhe acontecer. Assuma seus atos e sua responsabilidade e pare de viver no lindo mundo dos unicórnios azuis onde você pode contar com a bondade humana infinita porque nem unicórnios, nem bondade infinita existem.

Um MONTE de relatos deixados no blog da Lola comprovam que quem bebe se coloca na posição de abusável por gente monstruosa que você conhece, convive, sabe nome e sobrenome e até tem adicionado no Facebook.

Fato 1: mulheres são estupradas.
Fato 2: pessoas bêbadas não conseguem se defender.
Fato 3: a sociedade apoia e incentiva o estupro em geral
Fato 4: seu papai e sua mamãe não vão te proteger das mazelas da vida pra sempre.
Fato 5: a vida é dura pra quem é mole.

É preciso incriminar o estuprador? Sem dúvida. Mas é preciso incriminar o abuso do álcool também e as consequências de perder o controle sobre si. Dá pra evitar um estupro? TALVEZ. Mas dá pra parar de beber e se expor às situações de vulnerabilidade decorrentes da bebida excessiva? Sem a menor dúvida que sim.

Ou será que é necessário passar por um estupro para daí dizer "puxa vida, eu não deveria encher a cara ao ponto de desfalecer?". Em caso positivo, isso tem nome: BURRICE.

Anônimo disse...

@Anon de 21 de abril de 2013 12:46
E se a gente trocasse essa frase:
"Quer beber? Quer se drogar? Vá em frente, mas depois não chore no cantinho se uma coisa ruim decorrente disso lhe acontecer."
por:
'Quer roubar? Quer estuprar? Vá em frente, mas depois não chore no cantinho se uma coisa ruim decorrente disso lhe acontecer'

Te parece tão normal/aceito assim?

Veronica disse...

Quando conheci o blog da Lola, passei a achar que feminismo trazia a mulher uma consciência, uma responsabilidade maior. Afinal, nenhuma feminista pode ser "tapada". Mas pelo jeito entendi tudo errado. Quer dizer que lutar pelos direitos femininos vai me isentar de ser responsável comigo? Pq eu só vejo gente que "feminista" com esse discurso de "quero direito de beber até cair". Só as mulheres "machistas" que acham que beber até perder o controle pode trazer consequencias ruins? Ela foi estuprada pq estava vulnerável pelo abuso do álcool, e se ela tivesse atravessado uma rua e tivesse sido atropelada ? E se ela escorregasse e batesse a cabeça ? Só para citar um caso real , Marcelo Rubens Paiva (jornalista, escritor) ficou tetraplégico após mergulhar de cabeça (ele havia bebido, não soube avaliar o perigo).Uma mulher morreu queimada, estava bebendo e fumando, adormeceu e incendiou o colchão... Queria saber da Lola, se posso ser feminista, lutar por uma sociedade mais justa e TAMBÉM achar que beber até perder o controle é um comportamento de risco.

lola aronovich disse...

Sim, Veronica, não se preocupe que não vou confiscar carteirinha feminista de ninguém. Pelo menos não hoje, que é domingo!
Vou publicar um post sobre isso, ok? Mas só pra dar uma palhinha. Eu odeio bebida, e acho que se embebedar pode colocar uma pessoa em comportamento de risco e, portanto, não deve ser feito. Ninguém precisa ficar bêbadx. Ainda assim, a gente tá falando de um caso de estupro. Não foi a bebida que estuprou a S. Foi o "amigo". Olha só as comparações que vc está fazendo. Marcelo Rubens Paiva se acidentou sozinho (o que, aliás, é um caso bem comum, com ou sem bebida -- isso de mergulhar sem saber onde está mergulhando, e lesionar a coluna). A mulher que sem querer pôs fogo no colchão estava sozinha. Vc está comparando esses casos com um crime (estupro), em que há uma outra pessoa presente. A S. não podia atravessar uma rua, porque estava desacordada pelo efeito do álcool. Se ela tivesse caído sozinha e batido a cabeça porque estava bêbada, este seria um outro post (sobre os péssimos efeitos da bebida). Vamos fazer outras comparações: e se, na mesma festa, o amigo, em vez de estuprá-la, pusesse fogo nela? A gente ainda falaria "Ah, mas foi vc se pôs num comportamento de risco, quem mandou ficar bêbada?"? E se, na mesma festa, o amigo tivesse jogado a S. pela janela, porque tinha uma fonte lá embaixo, e S. tivesse ficado tetraplégica? Seria culpa dela também? Vê a diferença?

Anna disse...

Veronica, existe uma diferença entre beber e mergulhar de cabeça, provocar um incêndio, vomitar em cima de si mesmo, ter problemas de saúde, ter lapsos de memória, pagar mico etc e beber e a alguém de estuprar, porque ai não é sua culpa! Num caso desses a gente não diz q elA bebeu demais e q teve parcela de culpa no estupro pois poderia ter ficado sóbria e evitado tudo, num caso desses o certo é dizer q elE bebeu demais e poderia ter evitado estuprar alguém se tivesse ficado sóbrio (se é q o menino estivesse mesmo bêbado). é deprimente q todas aconselhem meninas a não beber e não aos meninos..

O q chama a atenção é q num post sobre ESTUPRO todo mundo fale q a garota bebeu demais. Ela bebeu demais sim, então tudo bem ela ter sido estuprada? vamos ficar repetindo isso por mil comentários?

Leia o q Fernanda mais acima escreveu:
Essa situação poderia sim ser totalmente evitável, como aliás todas as outras histórias de violência, se esse princípio de respeito à integridade do corpo do outro fosse natural e praticado, sobretudo pelo homem.

Então, não é porque ela tava bêbada, nem porque ele tava bêbado: é porque ELE QUIS ABUSAR DELA.


Eu não bebo e acho q ngm está falando q beber te empodera, q beber não é perigoso, dizendo beber, cair e levantar, etc. O que está sendo dito é que se vc beber e for abusada a culpa não é sua. Ai vem uns dizer: aah, mas isso é óbvio!! só falo q não beber evita etc etc O q acontece é q todas já sabemos disso (porque isso é meio óbvio e é repetido já faz um tempinho). Por isso é hora de mudar a fita no sentido de colocar o holofote só em quem estupra

Anônimo disse...

Ana só n enxerga quem n quer,se mulheres soubessem realmente que beber traz riscos,99 % dos posts sobre estupro não teria ocorrido com a mulher desmaiada de tanto beber,sem qualquer meio de defesa.
Nós é que corremos riscos,enquanto n vivermos em um paraíso onde eu possa ficar jogada na rua sem q encostem 1 dedo em mim,eu n vou beber,simples.

Veronica disse...

Lolinha e Anna, só para ficar bem claro, sou contra bebedeira para ambos os sexos... A culpa não é dela, o errado é o agressor, bêbado ou não. O que acho arriscado é isso,exatamente esses exemplos que vc citou Lola, e se ele resolvesse jogá- la pela janela da festa? Ou queimá-la viva? Talvez aí algum segurança resolvesse chamar a polícia, ele até seria preso de fato , mas ainda sim haveria uma vítima que não teve culpa sofrendo. Os casos que citei foram realmente de pessoas que por causa do excesso de bebida feriram a si mesmas (de forma definitiva até), mas será que ficar num estado em que não é possível se defender de OUTROS também não é causar mal a si mesmo, como o Marcelo e a do incêndio fizeram? E eu diria o mesmo para o estuprador que diz não lembrar de nada (muito espertinho). Bebeu e cometeu um crime? Azar se esqueceu. Cadeia para ele!!

Ana Sofia disse...

Esse post me fez chorar!
FODA-SE que ele sente mal,que bebeu!
Só ele bebe?Só ele se sente mal quando faz uma cagada?
Deve ser punido.
Agora imaginem viver entre pessoas que ajudaram no abuso,que olharam,que deixaram.Viver com quem te traiu,te permitiu ser abusada,com quem não te ama.
Parece radical e dolorido,mas cortaria todos os laços,marcaria encontros antes:''Me diga que você não estava lá,que você não riu,que você não incentivou,que você me retirou daqueles braços''
Nossa luta há de continuar.

Anônimo disse...

@Anon de 21 de abril de 2013 16:42

Não entendi. 99% dos estupros não teriam ocorrido se as mulheres não bebessem até desmaiar ou 99% dos estupros a mulheres que beberam até desmaiar não teriam ocorrido??

De qualquer forma, esses dados não escondem a CULTURA DE ESTRUPO que existe e pessoas como vc reafirmam!!!
PQP! Tá difícil entender isso?!

Lola, acho que para os próximos posts ao invés de imagens tem que ter desenhos, infogramas etc explicando a situação...

Anna disse...

*Corrigindo um erro: no início do último comentário, eu quis dizer: e beber e ai alguém te estuprar, porque ai não é sua culpa!

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Anônimo 16:42 disse...
99 % dos posts sobre estupro não teria ocorrido com a mulher desmaiada de tanto beber,sem qualquer meio de defesa.

Eu prefiro dizer q em 100% dos posts o estupro não teria ocorrido se o/a estuprador/a não tivesse estuprado e abusado de alguém em estado vulnerável

O q eu escrevo = vcs estão se concentrando de maneira obsessiva no ponto errado de um post sobre estupro, isso aqui não é post sobre os males da bebida
O q todo mundo entende = não há perigo em beber, bebam meninas e sejam felizes, beber até cair ~yolo~

E pra mim nenhum tipo de paraíso ou melhoria vai ser alcançada se todo mundo acha q o comentário a deixar em um post em que uma garota conta como ela foi estuprada é aconselhar as meninas a pararem de beber..

Mas enfim, força S! e se concentre nos comentários positivos! xx

Anônimo disse...

http://www.facebook.com/photo.php?fbid=490956747624528&set=a.483366148383588.1073741828.483359665050903&type=1&theater

S.

Cora disse...


td minha solidariedade à vc, S.

caramba! ele era seu amigo, S.! como q pode? seu amigo!

imagino a sua decepção!

não consigo compreender. sinto muito, pessoas, mas não consigo compreender como um amigo de longa data faz uma coisa dessas!

eu sempre me senti segura com meus amigos. será q estava arriscando? não é possível!

por contingências da vida, sempre convivi muito com homens. tenho grandes amigos homens (e amigos mesmo, q não querem transar comigo). mas sou obrigada a admitir aqui q nunca tive medo deles. eu confio neles. e me assusta pensar q, numa situação de vulnerabilidade, eles pudessem fazer qq coisa assim. é de fato assustador pensar q uma mulher simplesmente deixa de ser uma pessoa qdo está inconsciente ou dormindo e passa a ser apenas corpo. e isso qdo não somos apenas corpo o tempo inteiro.

é assustador perceber q uma mulher não pode JAMAIS baixar a guarda, NEM MESMO ENTRE AMIGOS!!!!!

é assustador se dar conta de q existe mesmo um tipo de abuso, um tipo de estupro, q não é reconhecido como tal!!!!

se o homem conhece a mulher, como q pode ser abuso, não é? se o homem conhece a mulher e ela fica vulnerável perto dele, como q pode ser abuso, não é?

qual é o recado da sociedade?

mulher nunca pode relaxar. é isso? nenhum homem é confiável. é isso?

é isso mesmo?

pq, se em TODO relato de estupro, o foco é a mulher, o comportamento da mulher, as vestimentas da mulher, o estado de espírito da mulher, como q não estamos culpando a mulher?

se a gente só vê e questiona e critica a mulher, como q isso não é culpar a mulher?

qdo se falou do estuprador? do comportamento dele? das escolhas dele? da motivação dele?

qdo se criticou o homem?

ao contrário! o homem recebe compreensão e solidariedade da sociedade e não reprimendas ou críticas ou questionamentos ou julgamentos. não. para o agressor oferecemos compaixão. a gente sabe como está sendo difícil pra ele essa situação, mas vai passar, ele é forte e logo terá superado isso td! as provações existem para tornar o homem mais forte! para a vítima? julgamentos e críticas duras. onde já se viu se comportar dessa maneira? vc é louca? agora estragou a vida do pobre rapaz! vc não tem vergonha? olha só o q o rapaz está passando por sua causa?

tem um monte de gente aqui agindo assim. profissionais inclusive. já imaginou como essa psicóloga vai atender uma vítima de estupro? desconfiando dela! tentando convencê-la q o estupro é coisa da cabeça dela, q na verdade nunca aconteceu.

bebida é um problema? sim. podemos falar sobre isso? sim. mas o problema aqui, neste post, não é a bebida!!

o problema aqui e em tds os posts semelhantes é como q homens, incluindo amigos, namorados e colegas de trabalho, acreditam ser LÍCITO estuprar uma mulher inconsciente.

É ESSE O PROBLEMA!!

será q é possível q a gente discuta o problema real?

Cora disse...


espero q o prenome dessa psicóloga seja real.

qdo e se eu precisar de atendimento psicológico, jamais aceitarei ser atendida por uma tal de daniella.

se a moça não consegue entender qual o foco do problema aqui, como q ela vai compreender um paciente?

impossível, né?

Anônimo disse...

Encher a cara facilita estupros SIM, é tão óbvio! E aposto que o cara que bolinou a moça nem sabe que o que ele fez é estupro. Aí entra a educação: das pessoas não beberem a ponto de perder a consciência e dos homens, em saber que qualquer forma de contato sexual nesse contexto é estupro aos olhos da lei. Dois errados não fazem um certo, simples.

Aliás, alguém já deve ter dito mas é bom reafirmar: as pessoas que viram a cena e não fizeram nada podem ser indiciadas também.

Marina P disse...

Estou chocada com a Daniella Psicóloga. Sério. Não sei como conseguiu juntar numa pessoa só tanta prepotência, desinformação, preconceito e capacidade de distorcer a fala de uma pessoa. Não sei se é por falta de conhecimento, ingenuidade ou má fé!

Daniella, você pode pensar o que quiser, mas na minha opinião profissionais como você fazem um enorme desserviço à Psicologia. O pior é que pacientes que são atendidos por psicólogos assim muitas vezes desistem de se tratar e de procurar outro profissional e acabam nunca tendo acesso à psicoterapia.

Dedé disse...

Cora, você é uma das comentaristas mais lúcidas desse blog (que é fantástico por sinal).
Aprendo muito com a Lola, mas também aprendo muito com você e por isso, agradeço.
Outras comentaristas também são excelentes, como a Anna, por exemplo.
Obrigada meninas!

Anônimo disse...

Eu também achei a história meio fantasiosa, mas supondo que seja tudo verdade: eu duvido que o cara sabia que aquilo era estupro, assim como duvido que as pessoas ao redor da cena também o sabiam. Daí ninguém ter feito nada. É socialmente aceito que pessoas bêbadas cometam atos anormais e no caso de mulheres bêbadas, é socialmente aceito que se "aproveite" delas.

Por esse motivo que começar a educar a sociedade de modo geral seria uma boa solução ao menos para evitar ou coibir o estupro eventual, esse que a história descreveu. O estuprador persistente, esse não tem jeito, só prendendo e castrando com Depo-Provera. Mas esse estupro eventual, de ocasião, pode ser bastante diminuído conforme as pessoas tomarem conhecimento do que é estupro, que não é só penetração e que a pessoa pode até estar querendo, mas é incapacitada de reagir, portanto isso não deveria ser feito.

Uma questão que se levanta é que o cara também estava bêbado ao que consta, sim ou não? Se sim, juridicamente fica mais difícil configurar a violência sexual porque a rigor os dois estavam fora de si, um mais e outro menos, mas ambos sob o efeito da embriaguês voluntária.

E falando sobre a embriaguês, é de se notar um crescente número de relatos envolvendo mulheres supostamente inconscientes e estupros. Para mim, isso também vem da falta de educação. A bebida é muito glamorizada e existe toda uma construção social que impele o conceito de que para se divertir, é preciso estar altinho. Que bebendo refrigerante você tá por fora e que o bom mesmo é encher a cara de cachaça e depois vomitar até não poder mais. Muitas pessoas são vitimadas por conta desse comportamento das mais diversas formas, seja por acidentes de trânsito - e ainda tem gente que acha ruim a tolerância zero do álcool ao volante, violência doméstica e violência sexual também. Não leio relatos de homens que se embebedaram, perderam a consciência e foram estuprados, mas de mulheres isso é bastante comum. Então eu sou obrigada a concordar com todo mundo aqui que beber até desfalecer, colocando seu corpo em posição de total vulnerabilidade é uma atitude estúpida, para dizer o mínimo. Os espaços feministas deveriam começar a discutir essa questão, do empoderamento sóbrio do corpo com mais seriedade e sem medo de estar culpando vítimas. Que beber até perder a consciência não é inteligente e pode lhe trazer consequências para toda a vida, no corpo, na mente e no espírito. Que você não precisa passar por um estupro para daí tomar a sábia decisão de não encher a cara o suficiente para se expor a todas as maldades do mundo. E que sim, mulheres são mais sujeitas a passarem por isso que homens, que se aproveitam da situação. Ensinar a temer? De modo algum. Ensinar a se respeitar? Isso sim é feminismo.

Anônimo disse...

Uma série de drogas são empregadas com o propósito de facilitar ações contra determinadas vítimas. Todos nós conhecemos o "Boa Noite Cinderela", usado basicamente para a prática de furto/roubo e estupro.

Tais drogas são administradas à sorrelfa, sem o conhecimento da vítima que, incapacitada de reagir, é uma vítima perfeita já que, além de estar totalmente nas mãos do perpetrador, provavelmente pouco lembrará do ocorrido depois de recobrar os sentidos, o que facilita a impunidade do agressor.

Porém, a droga mais comum para facilitar os estupros (rape drug) ainda é o álcool. E com as seguintes vantagens: 1. é legal, 2. é barata, 3. salvo situações peculiares, não é necessário obrigar a vítima a beber. Ela bebe por conta própria e, ao agressor, basicamente só resta esperar o momento certo.

Diversos relatos presentes no blog da Lola e em outros lugares enquadram-se perfeitamente nessa última situação.

Na nossa sociedade, ingerir álcool em excesso é tido como normal - vem da "norma". Pessoas contam jocosamente o quanto beberam e o que fizeram em estado ébrio até se vangloriando um tanto. Sair de casa é sinônimo de beber e quem não bebe, tá por fora, às vezes é até excluído das rodas sociais. Lamentável que isso aconteça e provavelmente é a razão de se beber tanto, a necessidade de adequação, de fazer parte de um grupo.

Ocorre que esse grupo prejudica em muito as pessoas em geral, especialmente as mulheres.

Apenas ser mulher já te coloca em situação de vulnerabilidade social. Não preciso aqui discorrer sobre as mazelas do patriarcado, todos sabemos. E uma mulher bêbada, inconsciente, cercada de pessoas que sequer veem determinadas situações como agressão social é, basicamente, vítima de eleição. Uma vítima que, ao final, tem que provar que não quis aquilo, não fez por merecer e que isso jamais poderia ter-lhe ocorrido.

Podemos falar aqui das muitas medidas educativas necessárias para conscientizar a sociedade sobre a cultura do estupro e do quão necessário é que elas sejam aplicadas e efetivadas o quanto antes. Contudo, é também preciso conscientizar as mulheres que não existe posição de igualdade no que diz respeito a ser vítima desse crime em particular. São as mulheres que mais se prejudicam, que mais são atacadas e as que são mais vulneráveis ao efeito do álcool. Cabe às mulheres, portanto, a proatividade em tomar medidas que assegurem sua integridade enquanto o repúdio ao estupro não for suficientemente forte para coibir as ações desses criminosos de ocasião, que ficam à espreita e sabem que dificilmente serão impedidos em seus atos.

Em outras palavras, na dúvida, é melhor não beber. Ou conhecer bem seus limites e saber a hora de parar, sem abusar da confiança que nada de mal lhe acontecerá - a vida já provou o contrário inúmeras vezes e esse é apenas mais um relato endossando a estatística. Se pessoas que sabemos prenome e nome, endereço e tudo mais são capazes de atacar alguém sexualmente, qualquer medida de autoproteção é mais que bem-vinda. Além do que, controle total sobre seu corpo, estado mental e sobriedade é uma efetiva forma de empoderamento.

Daniella Psicóloga disse...

Cora, pacientes como você eu rejeito porque MINHA experiência clínica já me provou que não têm jeito. A pessoa quando nega a realidade está a um passo da loucura (se já não estiver).

Porque expressei a minha opinião que é diferente das demais fui chamada de nomes impronunciáveis. Grande tolerância né? Grande igualdade quando nem as iguais vocês tratam como tal.

Anônimo disse...

"Essa coisa de ser feminista é tão estranha que a própria mulher luta inconscientemente (às vezes conscientemente)contra essa ideologia. Nos posts aqui vejo isso claramente."

Sra, pfvr, vá verificar o conceito de ideologia antes de falar, né?


"Simplesmente tenho orgulho de ser mulher e me fazer respeitar, porque respeito a gente só cobra quando tem pra dar."

Eu poderia ser um sapo, ou um asno, e ainda assim o direito ao respeito da minha existência é instrínseco. É aquele negócio de que mulher tem que se dar o valor, né? Engraçado, se eu coloco meu valor como 50 REAIS vai ter gente me xingando de puta e vendida. Resolvam.


"Fico p. da vida quando vejo mulher colocando todo o gênero feminino na lama. Essa é a igualdade? Beber até cair e ficar na sarjeta? Sério gente, se deem ao respeito e depois peçam por ele."

Eu fico doida da vida quando veja mulheres ainda utilizando xingamentos que denigrem a sexualidade do gênero (xingamentos deveriam questionar caráter, não vida sexual; verifique ao menos, quando for xingar, se o "nome" serve de maneira ofensiva para os dois gêneros). A igualdade pela qual se luta no feminismo é aquela que considera tanto homem quanto mulher como um ser humano, digno de respeito em qualquer ambiente, e não como uma buceta e um pau.

Mirella disse...

Daniella Psicóloga, vou dar um nome bem pronunciável para você:


INCOMPETENTE.


Não duvido que você seja psicóloga, afinal Silas Malafaia e Marisa Lobo também o são. Incompetentes, preconceituosos e incapazes (estes você consegue pronunciar?) estão em todas as profissões do mundo.
Fala sério, reclamar do "alcoolismo" de uma pessoa que tomou um porre e não falar uma palavra de um "amigo" que estuprou uma pessoa dá todos os sinais de empatia.
Que sorte dos pacientes que nunca se consultarão com você.
Você se importa de pelo menos informar em qual estado você clinica? Para não prejudicar outras Daniellas psicólogas que não sejam tão alienadas (esta você também consegue pronunciar, certo?).

Não tem nada mais incompetente que uma psicóloga que desmente, baseada em achismo, um relato inteiro, que deduz um alcoolismo baseada em coisa nenhuma, de forma totalmente irresponsável, que quer criticar estatísticas sem fundamento apresentando MAIS estatísticas sem fundamento. E ainda quer dizer criticar um comportamento infantil, exemplificando que falava algo X quando era c-r-i-a-n-ç-a e, depois, termina um comentário com '#prontofalei'.

Uma psicóloga que se limita a dar ~diagnósticos de internet~ dando carteirada, mas sem coragem de se mostrar. Lê um texto sobre estupro e diz que 100% das mulheres tem transtorno sexual, que a S. é alcoólatra, que 90% das comentaristas são infelizes. Olha o nível de irresponsabilidade de uma profissional que pretende usar seu diploma para analisar alguém.

OQUEI ENTÃO.
Me avisa caso tenha alguma palavra impronunciável no meu comentário que faço questão da minha mensagem ser entendida.

Mirella disse...

E né, um PS: para mim, você não envergonha nem as mulheres, nem as psicólogas, nem nenhuma classe, pois você absolutamente representa alguém além de si mesma. E as palavras (bem pronunciáveis) que dirigi a você não estão limitadas ao seu gênero ou sexo, somente a sua pessoa. Profissional incompetente, ser humano sem empatia, etc. Você pode ser mulher, mas não é por isto que ignorarei os absurdos que você diz. E muito menos deixarei de defender você caso sofra alguma violência misógina (que deve ser um delírio para você, mas para mim não), a não ser que, naturalmente, você recuse ajuda de uma feminista infeliz que não é casada etc etc bla bla bla como eu.

Cleice disse...

Olha, eu entendi todo o seu drama e tal e você está certa em ficar chateada e desconfortável com isso. MAS, minha querida, não viaje!
Você estava para lá de bêbada, praticamente, inconsciente, pelo que você relata no texto. Agora me diga, você bebe pra ficar assim? Louca? Sem noção dos seus atos? Minha querida, ninguém é obrigado(a) a cuidar de amigo(a) bêbado(a) não. Beba, mas saiba se cuidar sozinha, por favor, né? E seu "amigo" também estava bêbado, talvez ele, realmente, nem saiba o que fez. Os dois têm culpa, você por não saber beber e achar que pode ficar fora de si, que seus amiguinhos vão te proteger de todo o mal e, seu "amigo", por ser uma safado que não pensa enquanto está bêbado(?). Me desculpe, sei que isso deve ser terrível para uma mulher, e eu sei disso, porque também sou mulher. Mas por favor, para com isso. Sério mesmo! É muito drama pra pouco acontecimento. VOCÊ BEBEU E FICOU FORA DE SI e ainda quer bancar de vítima. Eu sei que isso não justifica nada.,que muitas mulheres vão dizer que isso é um pensamento machista- porque então, nós não podemos beber? E os homens podem?- Claro que nós podemos beber, encher a cara, mas que façam isso conscientes e que saibam dos seus limites. Acorda pra vida, mulher! Muitas mulheres inocentes já foram estupradas e, muitas delas estavam conscientes e não puderam fazer nada. Foram mais que estupradas, foram VIOLENTADAS, INVADIDAS. E no seu relato, pelo que consta, seu amigo apenas te passou a mão, isso é tão pouco perto do que muitas mulheres já sofreram. ACORDA!! SOU MULHER E ACHEI TUDO ISSO UM DRAMA MEXICANO! Agora podem me xingar à vontade...

Daniella Psicóloga disse...

Cleice, tiro o meu chapéu pra você.

Nossa, você disse tudo! Em momento algum eu defendi o rapaz que passou a mão na S.

Só que a MAIORIA aqui quer passar uma imagem de mulher forte e independente e quando acontece esse tipo de coisa ficam choramingando na internet. Como eu disse, se ela não tivesse bebido isso não tinha acontecido. E NÃO ESTOU DEFENDENDO O RAPAZ QUE PASSOU A MÃO, estou dizendo que a culpa é dos dois.

E realmente não foi pra tanto uma simples passada de mão sendo que os dois estavam BÊBADOS DE NÃO FICAR EM PÉ.

Podem dizer o quanto quiserem, mas a culpa foi DELA TAMBÉM. Vamos começar a ASSUMIR nossas responsabilidades e as consequências dos nossos atos SEM APELAR para redes sociais. Fez MERDA, senta num cantinho e chora, doi mas passa.


Mirella, não vou te responder porque acho que xingamento não merece resposta. Quando você amadurecer mais um pouquinho e conseguir conversar sem partir pra agressão eu posso te responder. Por enquanto fique com a minha solene indiferença.

Quanto as demais, qualquer pessoa é livre pra acreditar no que quiser. Mas um pouquinho de senso crítico não faz mal pra ninguém. Imagine alguém sendo bolinada na frente de 100 pessoas sem que NINGUÉM, nem as mulheres fizessem NADA. Desculpem, mas não dá mesmo pra acreditar a não ser que fosse uma orgia.

Sorry meninas, vocês me pareciam bem inteligentes, mas depois dessa não sei não.

Marcella disse...

tenho nojo de pessoas como essa daniela psicóloga e essa cleice (nem sei se são verdadeiras, se essa aí é psicóloga mesmo, se são a mesma pessoa, se são mascus. dane-se. infelizmente muita gente tem essa mentalidade doentia, então meu recado vai pra vocês)

sabe o que mais triste? mulheres misóginas. sim, porque isso não é simplesmente machismo. é MISOGINIA.

ficam aqui discutindo a problemática do alcoo. as pessoas explicam, explicam e vocês não entendem. se eu quisesse ofender vocês as chamaria de burras, mas longe de mim ofender os animais.

deixa eu desenhar pra vocês:

imaginem uma pessoa que você nunca viu na sua vida, não é seu amigo como o caso da S.
essa pessoa não te conhece também, não sabe seu nome, onde você mora, como na caso da S.
essa pessoa que você não sabe quem é está caída no chão sem uma peça de roupa no corpo, em um lugar qualquer, usem a imaginação de vocês.

você não faz a menor ideia do porquê essa pessoa se encontrar nessa situação, mas isso não é importante.
só tem essa pessoa e você nesse lugar. não há mais ninguém, não há testemunhas.
essa pessoa, que pode ser homem ou mulher, tanto faz, está desacordada, desmaiada.
repito, a pessoa está completamente sem roupa, desacordada, totalmente à mercê. se você fizer alguma coisa com ela ninguém nunca vai saber.

vejam bem que essa pessoa está em situação de maior risco do que a S. essa pessoa está sozinha e sem roupa.

agora respondam às perguntas abaixo:

o que você acha que uma pessoa decente faria numa situação dessas e o que você acha que uma pessoa que não é decente faria?

o que você acha que uma pessoa que sabe o que é certo e errado faria?
o que faria uma pessoa que sabe que se abusar de quem está desacordadx muitas pessoas vão colocar a culpa em fatores externo ou na vítima?
o que faria uma pessoa que sabe que ao estuprar alguém desarcordadx muita gente colocaria a culpa na bebida ou no remédio ou na falta de roupa ou em qualquer motivo que tenha levado à vitima àquela situação de ficar totalmente expostx?

se vocês querem continuar alimentando a cultura de estupro. se vocês querem ser as pessoas que contribuem para que um estruprador se sinta à vontade para estuprar. se vocês querem fazer parte da parcela da sociedade (e ela é muito grande) que DESCULPA E INCENTIVA estupro (porque é isso que vocês estão fazendo ao ficarem discutindo se beber é lagal ou não) sinto muito por vocês.

você que diz que se bebeu até ficar desacordada tem que arcar com as consequências e não pode reclamar depois. sinto NOJO de você.

sinto pena.

eu só desejo que vocês nunca provem do próprio veneno um dia

Anônimo disse...

Já deu né bebeu por que quis com certeza da próxima vez ela, as amigas e outras terão mais cuidado e nao confiarão no amiguinho de longa data.

Cleice disse...

Querida, Marcella, eu e a Daniela psicologa não somos as mesmas pessoas.

E olha, eu não sei se você sabe mas, ainda existe a OPINIÃO ALHEIA. Em nenhum momento eu te ofendi. Quem é você pra vir me ofender? Muitas aqui perdem toda a credibilidade e o respeito apenas porque, não sabem ler e não sabem respeitar opiniões diversas. A unica pessoa aqui que, poderia me indagar, seria a Lola ou a moça da história. E vou pedir desculpas a S., por talvez, ter sido grossa no meu comentário anterior. Fico triste que existam pessoas desumanas e mau caráter como o "amigo" dela. Ele merece SIM punição, MAS não vou passar a mão na cabeça da mesma, dizendo que ela não errou. Ela errou sim, ela bebeu horrores e não sabe nem o que aconteceu de fato.
E também não me lembro em nenhum momento de ter concordado com o estupro. Por favor, né querida? Vamos saber ler, vamos saber interpretar. Eu dei minha opinião sobre o ocorrido e, se não queriam que ninguém tocasse no fato da BEBIDA, então que não tivessem exposto isso.
E vou deixar uma parte do seu comentário que você deveria ler e reler e entender o que todas que falaram sobre a bebida, queriam ressaltar.

"você que diz que se bebeu até ficar desacordada tem que arcar com as consequências e não pode reclamar depois. sinto NOJO de você."

E não precisa ofender, para mostrar seu ponto de vista. Saiba RESPEITAR!

Mauro Vilela Pietrobon disse...

O que aconteceu com você foi horrível e você com certeza jamais deveria ter ouvido um "foi só isso?"!
Mas disso, até dizer que 99,9% dos homens são estupradores, não só é errado, como é ignorar totalmente o fato de que homens também são vítimas de estupro e mulheres também são estupradoras.
Ai, tá bom, na nossa cultura é muito mais comum um homem estuprar uma mulher do que o contrário. Mas e quando o contrário acontece?
A maioria das mulheres têm vergonha/medo de admitir que foram estupradas. Imagina os homens! "Ela me forçou a fazer sexo com ela." "Cara, e você não tá feliz?" "NÃO! EU NÃO TÔ FELIZ, EU NÃO QUERIA TER FEITO SEXO COM ELA! NÃO É SÓ PORQUE EU SOU UM HOMEM QUE EU QUERO SEXO COM TODA E QUALQUER MULHER!"

Concordo com a maior parte do seu texto, mas ignorar que o problema acontece com homens, também, é inadmissível!

Cora disse...


Mirella,

parece impossível para alguns, q se perceba q o q se discute aqui não é o motivo da pessoa ter ficado vulnerável, mas o fato dela, ao estar vulnerável, ter se tornado tb alvo de assédio e violência sexual.

acredito, como vc, Marcella e outras pessoas aqui, q este aspecto do comportamento humano deveria ser discutido e compreendido. mas parece impossível para certas pessoas. parece q ficar discutindo o motivo da inconsciência é mais relevante.

a internet está coalhada de vídeos de namorados filmando partes íntimas da namoradas durante o sono. existem muitos casos de abuso e estupro de mulheres q exageraram na bebida. o estupro de crianças (meninos e meninas) se baseia justamente na vulnerabilidade delas. quer dizer, a questão é de outra natureza, mas o erro da autora em ter bebido parece ser mais importante do q todo o resto q aconteceu.

mais uma vez discutiu-se a bebida e não as motivações da violência sexual.

se a bebida torna a vítima co-responsável pelo crime, basta embebedar uma pessoa para q qq coisa q se faça com ela seja justificado, e a responsabilidade do autor seja diminuída. ou será q isso vale apenas para a violência sexual contra a mulher?

eu, pessoalmente, detesto lidar com bêbados, homens ou mulheres. acho q beber exageradamente é caminho certo pra estragar qq festa, incluindo aí as reuniões familiares. detesto pessoas q não sabem a hora de parar de beber. mas daí a ficar focando na bebida qdo alguma violência é cometida contra a pessoa vai uma distância enorme. o problema não foi a bebida, mas o fato de achar q pessoas vulneráveis, especialmente mulheres, podem ser bolinadas ou estupradas, pois “estavam pedindo”, “deram mole”, “facilitaram”. pensar assim corrobora a cultura q justifica e minimiza a violência contra a mulher. focar no comportamento da vítima e não no comportamento do agressor, fomenta esta cultura.

é difícil demais entender isso?

Cora disse...


Mauro,

evidentemente, mulheres tb são agentes de violência sexual (e de outras formas de violência). mas, qdo se fala de estupros de homens, normalmente se fala de homens tb como agressores. por isso é muito difícil para um homem denunciar ou mesmo admitir um estupro. é triste, mas homens tb são estuprados por outros homens. na verdade, na maior parte das vezes, homens são estuprados por outros homens.

por isso tirar o foco das vítimas e colocar o foco nos agressores é importante. como lidar com a violência sexual? como diminuir os casos? como ajudar as vítimas? como fazer com q as vítimas não se sintam tb culpadas? quem são os agressores? qual a motivação deles?

Mauro Vilela Pietrobon disse...

Cora,

Acho que o primeiro passo pra fazer com que vítimas deixem de se sentir culpadas é falar sobre isso.
E bom, isso já estamos fazendo.

Quem são os agressores é uma boa pergunta, se tantos homens abusam de tanta gente é porque nós provavelmente conhecemos vários homens que abusam ou já abusaram de alguém.
E mais uma vez, o primeiro passo pra chegar numa conclusão é falar sobre isso.

"Sexo inconsensual não é sexo com 'não', e sim sexo sem 'sim'!"
Acho que muitos dos agressores são agressores por não perceberem que estão cometendo um assédio, se nós deixarmos claro para todos o que é um assédio sexual, e que "pegar na bunda de alguém na balada" É assédio, menos gente faria.

Dani disse...

Marcella, dizer que tem "nojo" de mim é muito pesado, tão pesado quanto chamar as mulheres que discordam de você de "burras e animais"; Acho que você deveria pedir desculpas pelo comentário e ofensas infelizes.
Mesmo discordando do que você pensa, lhe respeito ainda que me falte com o respeito.

Não sei o que significa "mascus" e nem quero saber. Dizer que a mentalidade de alguém é doentia porque diverge da sua mostra qual mentalidade é, na verdade, doentia.

Também não sou a Cleice, calhou de nós duas pensarmos de forma igual no caso escrito pela Lola.

Eu sugiro, Marcela, que você exponha todo esse seu ódio ao rapaz que cometeu o susposto estupro da menina, e não a quem, como você, tem ódio ao estupro.

E eu repito: Quer andar nua? Se despertar desejos em algum criminoso ele vai te estuprar (a nicole Balhs foi bolinada por causa da roupa).
Quer beber até cair? Se despertar desejos em algum criminoso ele vai te estuprar

Sabendo disso, arcar com a mulher deve arcar com a consequência enquanto vítima e o homem enquanto criminoso. Na cadeia o homem será estuprado por gays, passará pelo mesmo processo que a mulher estuprada. Porém, essa não é a lei. Acontece porque a sociedade vê o estupro com ÓDIO. Não vivemos o olho por olho. Então, Marcella, seja menos histérica e pense um pouco antes de ofender porque é por causa de pessoas como você que o feminismo não consegue maior visibilidade.

Anônimo disse...

Nossa, tem coisa que é duro de ler.
Até quando conseguem o que querem, as mulheres reclamam, incrível isso.
Só para esclarecer, quando um agente da Lei pergunta: "é só isso?" ele não está minimizando o que aconteceu com a vítima, ele só quer saber se ela tem algo mais para relatar ou se o relato acabou mesmo.
O problema é que mulher vê problema em tudo, até onde não tem.