quinta-feira, 1 de março de 2012

GUEST POST: COMO SÃO OS FLERTES NA SUÉCIA

José Tarcísio Costa tem 25 anos, é de Campinas e está morando na Europa desde agosto de 2010. Depois de um ano na França, agora está em Estocolmo, onde cursa mestrado em Física. Em suas palavras: "Sempre tenho interesse em fazer uma imersão na cultura do país em que estou vivendo. Acho um desperdício de oportunidade morar num país diferente e ficar só focado na Física. Por essa razão procurei conhecer pessoas nativas e também estudar mais sobre a cultura local e acabei descobrindo essa disciplina voltada pra estrangeiros, na faculdade onde estou". Então vamulá. Acho que vocês vão gostar do que o Zé tem a dizer.

Acompanho seu
blog como um religioso e sempre acho muita coisa interessante. Hoje estava discutindo com uns amigos sobre a igualdade entre os sexos, machismo, feminismo e etc, quando me dei conta de que muitos homens usam a "diferença natural" dos sexos pra justificar certas atitudes machistas, algo que eu achei absurdo. Contei para eles sobre a minha experiência na Suécia e muitos não acreditaram que as coisas aqui realmente são do jeito que são. Inclusive eu não acreditava muito antes de viver aqui, então achei uma boa ideia te escrever pra contar sobre isso. Não sei se você conhece bem como as coisas funcionam aqui, mas em todo caso...
Eu sempre ouvi falar da extrema igualdade entre os sexos na Suécia, mas nunca tive ideia da real extensão disso até vir morar em Estocolmo e cursar uma disciplina chamada "Sociedade e Política Suecas" no Instituto Real de Tecnologia (KTH) e, claro, viver dentro dessa sociedade. A primeira coisa que aprendi e, não tinha a menor ideia, é que a "licença maternidade" por aqui dura 480 dias, que podem ser divididos entre os pais (sendo o mínimo de 60 dias obrigatório para cada um deles).
Entretanto, a i
gualdade aqui vai além das leis, ela já está bem imersa na cultura dos suecos devido à educação pela igualdade que eles recebem desde a infância. Eu conversei com algumas garotas mais novas do que eu, na faixa dos seus 20 anos, e perguntei como ocorria o flerte por aqui. Isto é, perguntei como elas agiam quando se interessavam por algum rapaz e a resposta foi unânime: "Vamos falar com ele, oras." Continuei e perguntei se isso não fazia com que os rapazes as vissem como fáceis ou algo do tipo, e pra isso recebi caretas de desaprovação: "Como assim? Por que eu seria julgada como sendo fácil ao conversar com um garoto que me interessa? Não é isso que eles fazem quando estão interessados em alguém?" Tentei explicar pra elas como as coisas funcionam no meu país de origem e vi que elas acharam tudo um pouco absurdo. Para ter certeza de que elas não estavam só falando isso da boca para fora, resolvi conversar com rapazes na mesma faixa etária e, novamente por unanimidade, todos eles me confirmaram que o sistema por aqui é de mão dupla: "Se nós estamos interessados em uma garota vamos falar com ela, se elas estão interessadas em um de nós elas vêm conversar conosco. Nada de mais."
Decidido a levar o assunto um pouco mais a sério e a fundo, resolvi sair com um grupo de amigos e ir a um bar e depois a uma balada para tentar observar o comportamento das pessoas. Em princípio não vi muitas diferenças em comparação à vida noturna no Brasil ou na França (país onde eu vivia anteriormente), mas depois de algum tempo pude constatar o que tinha ouvido. As coisas por aqui realmente acontecem em mão dupla, não existe essa de mulher ter que ficar fazendo "charminho" para que o homem vá falar com ela. Se ela está realmente interessada, ela vem e conversa, e não há nenhum problema nisso. Após essa experiência, voltei a conversar sobre esse assunto com vários suecos e suecas de diferentes idades, e também com estrangeiros que vivem por aqui há algum tempo já. O que eu achei engraçado foi o depoimento que recebi de uma argentina que me disse que "a igualdade entre os sexos aqui era um saco porque acabou com o romantismo." Pedi para que ela me falasse mais sobre isso e ela me disse que um sueco não manda flores, não abre a porta do carro, etc. Levei esse assunto pra um grupo de nativos e eles me disseram que na verdade não era bem assim. Algumas garotas disseram que não viam razão para o rapaz abrir a porta do carro, uma vez que ela poderia fazer isso sozinha e, caso ele fizesse questão de fazer isso, ela faria o mesmo pra ele em algumas situações, por que não? Quanto às flores, todos disseram que na verdade eles mandam flores sim, nada impede você de fazer isso. Segundo eles, o romantismo fica até maior, porque não só os homens mandam flores, como as mulheres também.
Além disso, o homem sueco é mais participativo no lar, ele lava pratos, ele cuida das crianças, ele limpa a c
asa, sem que isso seja um problema para a sua masculinidade.
Eu achei tudo isso fantástico e, no meu ponto de vista, o mais importante é que mostra que é sim possível uma sociedade igualitária entre os sexos e que essa desculpa do "naturalmente diferentes" não cola. Reparei que existem muitas mulheres policiais por aqui, assim como muitos homens professores do maternal, coisa um pouco diferente do que acontece no Brasil.
Para finalizar, fiquei sabendo de uma escola onde a igualdade é levada mais a cabo ainda, o que gerou e ainda gera uma certa controvérsia por aqui. Nos subúrbios de Estocolmo existe uma escola chamada "Egalia" onde os professores evitam ao máximo "influenciar" a definição do gênero nos seus alunos. Nas palavras de um professor [ou professora?], Jenny Johnsson: "A sociedade espera que as meninas sejam sempre agradáveis e bonitas e os meninos viris e desinibidos. A Egalia lhes dá uma fantástica oportunidade de ser quem eles querem ser." Isso vai desde o espaço físico ao vocabulário utilizado. Em sueco han significa ele e hon significa ela; entretanto, nessa escola, foi inventado um novo termo, hen, que não existe oficialmente na língua sueca, pra ser usado em determinadas ocasiões. A diretora da escola Lotta Rajallin disse que esse termo é empregado em algumas situações como por exemplo quando um bombeiro, eletricista, policial etc vem visitar a escola. As crianças não sabem se será um profissional homem ou mulher, então a escola dizez "Hen vem amanhã nos visitar", o que, segundo Rajallin, aumenta a perspectiva das crianças. Por que dizer "ele" ou "ela" quando não se sabe o sexo da pessoa que virá?
O espaço físico também evita definições. Na sala de brinquedos podemos ver blocos de construção ao lado de fogõezinhos, assim como carrinhos misturados às bonecas. As crianças podem escolher qualquer um deles pra brincar, não existe isso de que al
guns brinquedos são de meninas e outros de meninos. Na biblioteca há livros com histórias infantis que tratam de temas como mães solteiras, casais homo e bissexuais, tudo com grande naturalidade. Cabe lembrar que essa escola é única, e esse não é o tipo generalizado de pedagogia utilizada na Suécia.
Em suma, posso dizer que a minha experiência por aqui realmente está sendo fantástica. Eu sempre fui um defensor da igualdade entre os gêneros e sempre achei fraco o argumento de "diferenças naturais". Agora vivendo por aqui, eu pude ver que realmente essas "diferenças" podem ser superadas e a igualdade sim pode ser alcançada. Não é à toa que a Suécia é o primeiro país do mundo em igualdade, e um dos primeiros em termos de qualidade de vida. Se as coisas funcionam por aqui, por que não poderiam funcionar em outros lugares?

250 comentários:

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lola aronovich disse...

Perfeito, Patrick querido. É que eu (assim como outras pessoas de esquerda) tenho a tendência de pensar que o imperialismo e a exploração de outros países explica a riqueza de um país. No caso da Suécia, isso não parece se aplicar. E eu não sabia que a Suécia era pobre no começo do século XX! Vc apontou bem que o projeto de país que a Suécia definiu pra si a transformou numa nação rica. Em três palavrinhas: bem estar social. E é verdade, cada vez mais tenho ouvido essa ladainha que isso funciona LÁ, mas aqui não funcionaria jamais... "Bolsa família? Ah, é uma ótima ideia. Pros países ricos. Aqui só tem vagabundo que não quer trabalhar e vai se aproveitar da bolsa etc" -- já ouvi isso de diversas pessoas, inclusive pessoas inteligentes, e sobre os mais variados assuntos, inclusive (pasmem!) aposentadoria.

Marcos Godoi disse...

Patrick,

Apesar de concordar com você na questão de que não são só os países ricos que podem ter o estado de bem-estar social (o que podemos ver não apenas pela Suécia no passado, mas também pelo sucesso econômico do Brasil no governo do PT), acredito que é necessária uma ressalva. Apesar do estado de bem-estar social fomentar o crescimento numa sociedade com demandas reprimidas, facilitando a realização do valor, o estado de bem-estar só poder ser sustentado por uma economia em expansão. Não há como haver um estado de bem-estar social "eterno", pois sempre que houver uma crise, haverá pressão para remover as conquistas dos trabalhadores, uma vez que este estado de bem-estar social também deprime a taxa de lucros pelo aumento dos impostos e dos salários reais dos trabalhadores. Enfim, é melhor que se implante um estado de bem-estar social do que deixar tudo na mão (invisível) do mercado, mas é uma solução que não pode ser universalizada em um mundo globalizado.

aiaiai disse...

Valeu Patrick!!!

aiaiai disse...

Marcos,

O patrick vai responder melhor do que eu, mas, tudo o que vc disse é verdade se você enxerga apenas o modelo capitalista. No entanto, nada impede que a humanidade evolua, não é mesmo? Pelo que eu conheci dos paises nórdicos está rolando uma evolução por lá mais rápida do que a que estamos experimentando. Não custa nada acreditar que podemos fazer melhor do que fizemos ao longo da história.Não foi sempre assim.

Sara disse...

Adorei esse post em meio a tantas noticias ruins causadas pelo machismo, que delicia saber que o que acreditamos não é uma utopia inalcançável.

Rafaela disse...

Esse negocio de mangina é coisa do Emerson perdedor. Agora, eu num entendo o cara ser tao homofobico e ter um site tao fashion em sua homenagem:

wwww.tangafrouxa.xpg.com.br

Clica na parte CARNAVAL que vc vai ver o tecnologo do CEFET todo de azul. Vai entender! Nessas horas eu tenho vergonha de ser curitibana. Ô cara escroto.

Anônimo disse...

98% dos estupros na suecia sao cometidos por imigrantes muçulmanos, e os homems suecos sao castrados e fouxos demais para fazerem algo a respeito, politicas politicamente corretas e feministas tornando os homems fracos e as mulheres sofrendo por isso, agradeça ao feminismo ;D

Elaine Cris disse...

Vou-me embora pra Suécia... E temo uma debandada geral de pessoas pra lá... rs

Victor disse...

Um post maravilhoso. Também já fui a Estocolmo e é isso mesmo, gente. MUITO PAPAI passeando com carrinho de bebê, MUITO MESMO! Tenho um primo que mora lá e é professor de criancinha e ele diz que na escola dele (que não é a Egalia), eles também não influenciam as crianças no sentido do "isso é de menina, isso é de menino". Se o menino quiser brincar de boneca ou pintar as unhas, tudo bem, isso não vai fazer dele gay ou não, e se fizer, isso não é um problema.

Adorei a Suécia. :)

sex pistol disse...

Patrick, Tudo bem?
Você não entendeu meu comentário.E outra coisa, nunca falei que o estado de bem estar social era um "desperdício.Esse é o ultimo post que comento sobre a Suécia.
Isso se deve a respeito de ser um assunto delicado e bastante sentimental a Niemi, e por elegância, respeito ,delicadeza para com ela e solidariedade para com o momento em que ela está passando , me absterei de prosseguir com essa discussão.Prefiro perder a" discussão" ou ter meu argumento refutado, mas preservar uma pessoa que tem este ponto como um valor caro.Isso é humanismo.
Outra coisa, quem trola é troll, eu não trolei nada, nem ninguém, e nem quero me caracterizem como tal.Acho que tenho liberdade para expor meus pontos de vista, desde que com respeito e educação. É isso que faço.

Anônimo disse...

1- expulsar todas femeas da policia e forças armadas.
2- não permitir femea fazendo segurança a não ser em eventos exclusivos para femeas.
3- dar incentivo a empresas contratarem pais de familia.
4- revogar toda permisão de femea dirigir caminhoes e tratores, pilotar aviao, barco, etc.
5- incentivo as mulheres a serem do lar.
6- baixa renda receberiam bolsa familia apartir de 1 filho e com 2 seria cortado o beneficio pela metade e com 3 seria cortado de vez o beneficio.
7- revogar os direitos das femeas votarem.
8- banir o divórcio
9- crime para femeas que praticarem o adultério.
10- extinguir a aposentadoria antecipada de 5 anos das usurpadoras, ou faze-las contribuir proporcionalmente, pois do jeito que ta os homens estao financiando essa regalia para elas.
11- eliminar o desconto no seguro-auto das usurpadoras porque este desconto esta sendo financiado pelos homens quando pagam mais pelo mesmo produto (seguro-auto)
12- revisar a lei maria da penha e todas as leis sexistas
13- se elas tem direito de abortar um filho nosso a revelia - tambem queremos o direito de desistirmos da paternidade (aborto masculino)
14- extinguir a pensao alimenticia
15- aprovar o extatuto do homem que tramita na camara federal imediatamente
16- extinguir as turmas mixtas nas escolas publicas assim como EUA, China e mais de 30 paises estao comprovando serem melhor para ambos os sexos.
17- iniciar a comercializacao da pilula anticoncepcional masculina imediatamente (gossypol 20mg)
18- greve de casamento / namoro e assemelhados.
19- Criminalisar as Maes Solteiras (como na China)
20- criacao de cotas masculinistas nos jornais, cinema, TV, etc
21- Banir a palavra TPM (fraude) dos jornais e TV
22- Tornar MASCULINISMO como materia escolar obrigatoria imediatamente
23- Cota minima para os professores 50% no ensino fundamental, pre-escolar e medio
24- A viuva recente estara automaticamente subordinada ao filho mais velho, na ausencia deste ao irmao mais velho, ou primo, ou tio, ou sobrinho, etc
25- Criminalisar as femeas usuarias de novelas, shows de calouros, programas voltados ao publico femeo/gay (90% da programacao)

Alessandro RC disse...

Eu acho que nasci no país errado, pois sempre sonhei que uma mulher viesse falar comigo, tomasse a iniciativa, sem parecer oferecida aos olhares dos outros, e sempre achei que receber um ursinho de pelúcia, por ex., delas não é "coisa de gay" porcaria nenhuma...

O machismo impera no futebol aqui no Brasil, onde todos os torcedores de times rivais são chamados de viados, e assim vai se formando uma mentalidade doida. Será que na Suécia é assim? Parece que não.

Alguma mulher que comentou no tópico quer me mandar um buquê de flores? Eu colocarei em um lugar destacado na minha casa, e retribuirei.

Anônimo disse...

alessandro, eu não gosto de flores, mas homem feminista merece buquês, presentes e afagos :)

bem que podiam criar uma rede tipo "par perfeito" feminista, hein? seria mais fácil de encontrar gente legal

Anônimo disse...

CARA! CASA COMIGO! HEHEHE

Chris disse...

Maravilhoso!

O melhor é a questão da linguagem, porque esta é quase sempre usada para impor conceitos. Usar palavras comuns aos dois gêneros nos faz perceber que o gênero de uma pessoa só tem importância em situações bem específicas. Por isso, pessoalmente, prefiro que a Dilma seja chamada de Presidente. Assim fica claro que o gênero não é uma coisa que deva pesar quando se vai escolher alguém para ocupar um cargo público.

Se bem que eu conheço pessoas que dizem ter votado na Dilma apenas por ela ser mulher, o que considero grotesco e preconceituoso. Se havia tantos bons motivos para fazer isso, porque reduzir tudo a uma escolha entre os gêneros? Afinal, ela não era a mais inteligente e capacitada porque nasceu XX!

Alice disse...

Patrick,

Acho que você foi um pouco parcial na sua análise sobre a Suécia. Que tal copiarmos também as contas públicas equilibradas e transparentes e a tradição pelo livre comércio desse belo povo europeu?

Eu também defendo o Estado de bem-estar social, mas parece que agora cada pessoa fala sobre isso querendo se referir a uma coisa diferente. Acho que a maioria de nós não é contra um sistema de saúde pública eficiente, uma previdência pública e uma educação pública decente. A questão é como conquistar isso?

O governo brasileiro tem uma ótima arrecadação, mas isso não trouxe melhorias significativas nos SUS ou na educação pública. Desconfio que isso se deva a péssima administração das nossas finanças públicas. É praticamente impossível para o cidadão controlar onde e quanto o governo arrecada. Mas é ainda pior controlar onde e como ele gasta.

É difícil entender, por exemplo, porque o Senado Federal oferece um salário de 14 mil reais para um cargo de nível médio. Então, acho que devemos tomar cuidado para que a nossa defesa do Estado de bem-estar social não se torne uma desculpa para que o Estado arrecade mais para gastar de forma ainda mais indecente.

Pra mim, Estado de bem-estar social significa gastar com o que mais importa. Mas, para garantir que isso aconteça, é preciso dizer claramente onde e como o governo está tributando, onde e como vai gastar o arrecadado e quais serão os mecanismos de controle por parte da população. Exatamente como os suecos se esforçam tanto para fazer!

Obs: As empresas multinacionais suecas remetem sim os lucros para casa. Veja os balanços patrimoniais de empresas como Scania, Eletroclux etc. Aliás, a Suécia é um dos países europeus em que a indústria está quase totalmente sob controle privado.


O fundamentalismo cristão tem raízes históricas bem mais antigas que um livro do século XX. Os grupos religiosos expulsos da Inglaterra para as colônias americanas por Maria I já eram bem fanáticos na defesa de certos dogmas, mas nada espantaso numa Europa marcada por dogmatismos e brigas religiosas. Porém, antes mesmos dos grupos protestantes, a própria Igreja católica foi dividida por grupos que defendiam os mais diversos dogmatismos. Uma história que daria um livro com muita filosofia, assassinatos e traições. Mas, nada disso é chocante, já que o próprio cristianismo nasceu entre grupos dissidentes dentro do Judaísmo, em uma das histórias mais sangretas e complexas que já existiu.

Abraços

Anônimo disse...

Isso é que é uma sociedade evoluída, viu... desde pequeno me incomodava com a definição de papéis específicos para homens e mulheres na sociedade, e ler que em algum lugar do mundo essa barreira já foi quebrada é bastante animador... quem sabe um dia aqui também...

Priscila disse...

Pois é, e outro dia fui comentar com um colega de trabalho sobre a loja ótima de materiais de construção que conheço e fui chamada de Pereirão. Esclareci para ele que, apenas, não sou fresca e posso fazer certas coisas eu mesma.
Com o meu ex, briguei porque ele disse que eu não poderia intalar um drive. Instalado o drive, funciona muito bem. Ele dançou...
Suecos, estou aqui! kkk

Urso de Jardim disse...

Este site é muito bom, um dos melhores que conheço. Aqui tudo é organizado e bem esclarecido. Também escrevo em um blog, caso queira ver coloquei o link abaixo, mas vocês realmente estão de parabéns!

http://www.loblogue.com/

Abraços.

Antonio disse...

Pelo que eu sei (nunca morei na Suécia mas hey! Jornal/internet/biblioteca tão aí pra isso), lá tem uma tradição de uns 50 anos de grande incentivo de igualdade mas as raízes são puro machismo. É só ver a trilogia Millenium, lembrar da época dos reis medievais e tal e coisa, além dos vikings é claro. Nem tudo são flores em lugar nenhum, infelizmente

Manoel disse...

Oi Lola,gostei do post e dos comentários.
Acho que as opiniões sobre os homens em geral,os latinos sobretudo,esquecem o básico:somos fruto da evolução.
A historia biológica deu aos machos a única função de fecundar um ovo.A fêmea escolhe o fecundador.
Duas estratégias surgiram:machos pequeninos usados como recipientes de espermas,ás vezes devorados logo após a fecundação ou machos muito mais fortes que as fêmeas,que os escolhem depois de grandes exibições de força,premiando o melhor de todos.
Nossa espécie escolheu o segundo modo,somos assim porque gerações de mulheres selecionaram este tipo de homem.
Se foi importante para a nossa sobrevivência até agora,mudar para um outro patamar envolverá mudar a todos,até as mulheres,se não todas ,pelo menos a maioria delas.

Vivianne disse...

Olá, achei esse caso curioso. E fiquei bastante confusa...

http://www.diariodocentrodomundo.com.br/?p=3232

Li que a Suécia tem os maiores indices de denuncia de estupro, mas a lei é muito severa. Fiquei pensando se é severa demais, ou sou eu que não consigo entender algum ponto do feminismo. Se alguém pudesse argumentar sobre isso eu agradeceria.

Estou adorando esse blog.

Grande beijo!

Anônimo disse...

Olá tudo bem!e a primeira vez que eu visito o seu blog,e gostei muito parabéns !eu to pensando ate fazer uma pos na Suécia e morar um tempo aí!A Suécia e um modelo para o Brasil!

Bruna disse...

Que lindooo! Adorei o hen, a possibilidade de mais romantismo e não o contrário como dizem os machistas. Inspirador, motivador demais.

Juliana disse...

Lola morar num país machista como o nosso é sufocante para nós mulheres.Eu já fui chamada de vadia,de fácil e outros adjetivos pejorativos,que volta e meia nós mulheres ouvimos apenas por exercer nossa liberdade sexual.Esse machismo diário me cansa,me desgasta.Tenho medo de chegar num homem por meda reação dele,se bem q de qualquer forma eu vou ser chamada de vadia mesmo,pq eu detesto reprimir meu desejo sexual.Quando eu tiver condições pretendo morar num lugar em q eu me sinta completamente livre,e não massacrada psicologicamente como sou aqui.

Anônimo disse...

Esqueceu de comentar que sendo brasileiro ele não terá muitas oportunidades de vivenciar toda essa igualdade social, já que os suecos são preconceituosos em relação às pessoas da América do Sul, principalmente em se tratando de relações afetivas.

Anônimo disse...

Só passei pra avisar que estou indo morar na Suécia com família e tudo!!!

Tá vendo, gente, o que queremos não é utopia, é possível e vamos conseguir \o\

Obrigada por nos dar essa boa notícia, José!

+1

Cris Jolie disse...

Isto comprova que o comportamento do macho brasileiro, é mais cultural do que outra coisa.Nada tem com "é da natureza do homem,"é da natureza da mulher", e outras baboseiras que a gente vê tudo o dia.
O problema maior é têm homens que não querem perder os "previlégios", lógico, são previlégios sim como:não ajudar nas tarefas de casa, transar com quem quiser sem ser falado por isto, ser incentivado a ter quantas mulheres quiser, um e outro se achar no direito de estuprar, ou seja, achar que o corpo da mulher é público e por aí......
Mas o machismo não é bom. Nem para mulheres e nem para homens. Tem seu bônus e seu ônus.
Espero muito que um dia nos tornemos uma Suécia!!!

R. disse...

Só uma ressalva: o pronome Hen não é exclusividade dessa escola aí não. É um debate de toda a sociedade.
http://www.cartacapital.com.br/sociedade/suecia-debate-uso-de-pronome-que-indica-o-terceiro-sexo/

=)

Rafael disse...

Parabens pelo texto fico feliz pela Suecia atingir tal grau de igualdade entre mulheres e homens, sem cliches e hipocrisia. Eu moro na Alemanha, e observo que aqui as mulheres conquistaram muitas coisas por aqui, mas infelizmente quando e conveniente, muitas ainda utilizam o machismo a seu favor. Outrora quando conveniente utilizam o feminismo como desculpa para quererem impor seu comportamento e opiniao em cima dos homens. Percebi que aqui um compromisso, meio termo em um relacionamento e fazer o que a mulher quer. Nesse momento sinto inveja dos homens suecos, por terem mulheres que buscam a igualdade.

Anônimo disse...

Quem precisa de homens?

Eu já estou muito feliz lendo este blog todos os dias com meu vibrador!!

Aleska Lemos disse...

Fiquei com vontade de morar na Suécia. se não for morar gostaria ao menos de passar uns dias lá.

junior disse...

Pessoal será que estamos falando do mesmo País????? A suécia é o país com maior taxa de estupros da Europa........

Querem saber PQ ??? Por causa da teoria do Multiculturalismo aceitação da imigração desenfreada, hoje não só suécia,noruega holanda e paises escandinavos passam por uma grave crise de Estupros de mulheres por mulçumanos que as considerão impuras, por vários motivos como roupas curtas, por não serem árabes entre outros, então antes de querer mudar para suécia em 3,2,1 como algumas pessoas falaram. procurem se informa melhor sobre as notícias abrçs a todos

junior disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
junior disse...

Pessoal será que estamos falando do mesmo País????? A suécia é o país com maior taxa de estupros da Europa........

Querem saber PQ ??? Por causa da teoria do Multiculturalismo aceitação da imigração desenfreada, hoje não só suécia,noruega holanda e paises escandinavos passam por uma grave crise de Estupros de mulheres por mulçumanos que as considerão impuras, por vários motivos como roupas curtas, por não serem árabes entre outros, então antes de querer mudar para suécia em 3,2,1 como algumas pessoas falaram. procurem se informa melhor sobre as notícias abrçs a todos

Anônimo disse...

Sei que o post é antigo, mas li só agora e tive vontade de comentar. Não sei exatamente como são os suecos, acredito piamente que são menos machistas que os brasileiros. Mas, não sei se no domínio amoroso a igualdade é tão presente assim por causa de uma situação que vivi. Moro na França há cinco anos, quando conheci meu atual marido (que é 10 anos mais velho do que eu), tinha uma colega sueca bem próxima. Estávamos sempre juntas em um grupo de amigos. Ela era bem novinha na época (18 anos) e ficou chocada pelo fato de eu ficar com um cara bem mais velho que eu. (Só para constar eu tinha 25 anos). Então, não sei se é uma postura pessoal, mas não a via nunca tenho esse tipo de comportamento liberal. Quanto à divisão do trabalho doméstico no casal, acredito que seja mesmo assim. Na França, os homens são bem presentes em casa e na educação dos filhos.

Carla

Adial Júnior disse...

Nossa, esta é a sociedade igualitária dos meus sonhos! Defendo com unhas e dentes que a iniciativa na vida amorosa tem que ser da mulher também, sem machismos por parte dos homens nem comodismos por parte das mulheres que só querem direitos iguais naquilo que é fácil para elas. Se fosse sueco quem sabe já estaria casado, pois não sei chegar e Curitiba é um dos piores lugares que tem em relação à garotas de iniciativa. Fiz até uma campanha no Facebook chamada Procuro uma namorada que chegue em mim - Adial Júnior, o Dance Boy

Me ajudem visitando-a. Pena que as suecas não lêem Português.

Lúcio disse...

Não há qualquer relação forçosa entre as duas coisas.Sinto lhe desapontar . A Suecia é o que é por que entre 1870 e 1970 teve um fantástico crescimento econômico por causa do capitalismo, e por coisas como não ter se envolvido nem ne primeira e nem na segunda guerras mundiais. Mas, continue sonhando.

Lúcio disse...

Pois é Flavio. Parece que não é só na Suécia que os homens são emasculados. Pelas suas palavras, ser do sexo masculino deve ser uma heresia digna da fogueira, não ?

Lúcio disse...

Exatamente. Somente com o capitalismo eles chegaram onde estão hoje. Não por causa de porcaria de socialismo, anti-natural , que força a barra colocando todo mundo dentro do mesmo balaio, como se as pessoas, que já nascem naturalmente diferentes entre si tivessem a obrigação de serem iguais. Isso é uma ofensa à dignidade das pessoas, mas o que esperar de mentalidades atrasadas e alienadas como as socialistas ?!

Anônimo disse...

Isso sim é que igualdade! Nunca entendi porque achar que uma mulher é "puta" só porque ela está interessada e se aproxima. Que coisa idiota!
Quando uma mulher troca olhares, também insinua que está interessada, se essa visão sexista idiota fosse coerente, poderia se dizer que isso também é coisa de "puta".
Essa igualdade na hora da paquera tira um fardo enorme dos homens, deles serem SEMPRE os responsáveis por tudo quando se diz respeito à sedução. E também cala a boca dos imbecis que falam que é sempre obrigação do homem "chegar junto", que é um "papel da natureza".
Quantos casais não deixaram de se formar porque a mulher pensou que ia ser vista como puta, caso tomasse a iniciativa? E quantos não deixaram de formar porque pensaram que era um papel exclusivo do homem?
Essa igualdade é boa para ambos os sexos. É mais felicidade para todo mundo.

Anônimo disse...

Pois é, a alegria dessa igualdade toda não consegue reduzir a taxa de suicídios sueca, uma das maiores do mundo.

Anônimo disse...

bom dia,
Sou homem, mas gostaria de ser tratado como uma mulher, por uma mulher. Aceitaria fazer o serviço doméstico, a feira, o supermercado e ainda espera-la com a janta feita. Conhece alguma que gostaria disto? Meu email/Skype é soni3873@hotmail.com

ELIZA disse...


A CULTURA E A EDUCAÇÃO INFLUENCIAM NOSSO COMPORTAMENTO, É ÓBVIO. E TAMBÉM É ÓBVIO QUE PODEMOS MUDAR NOSSO COMPORTAMENTO, SOBRETUDO EM RELAÇÃO AOS GÊNEROS, SEGUINDO CULTURAS QUE PRIORIZAM MAIS A INTELIGÊNCIA QUE O INSTINTO. APRECIEI MUITO SEU BLOG.

Unknown disse...

Na verdade hoje em dia "2016, não 2012" é alta, mas a grande maioria é cometida por estrangeiros principalmente islâmicos,os mesmos protegidos por lá

Anônimo disse...

Isso é sim a exceção

Anônimo disse...

Também...até um olhar é considerado estupro

christofer disse...

Muito pelo contrário. A taxa de estupro é muito alta

Apaixonante disse...

Que top.Acho que nao vai querer voltar mais nunca apenas a passeio. Hahaha

Unknown disse...

Olá. Gostaria de saber os países arianos de pessoas de pele avermelhada desde ja mt obg

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