quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

NÃO FUME PERTO DE MIM

Nunca fumei na vida, se a gente não contar aquela vez quando eu tinha uns oito anos, e minha mãe foi ao banheiro e deixou o cigarro aceso no cinzeiro, e eu pensei, “Se ela gosta tanto é porque deve ser bom”, e eu coloquei o troço na boca e quase morri de tosse. Aliás, realmente é algo pra se pensar: forçar uma criança a experimentar um cigarro na mais tenra idade garantiria que 99% nunca mais quisesse fumar qualquer coisa pro resto da vida. A menos que a criança em questão fosse aquele menino de dois anos na Indonésia, claramente uma anomalia. Com o tempo, fui ficando cada vez mais intolerante com cigarro. Hoje qualquer fumacinha perto de mim já é suficiente pra me deixar mal. E eu nunca, jamais, poderia beijar alguém que fuma.
Vi umas estatísticas interessantes sobre cigarro, de uma Pesquisa Especial de Tabagismo, do Ministério da Saúde (copiei de um jornal, mas tem alguns resultados aqui). Mulheres brasileiras começam a fumar antes que os homens (22% a mais de mulheres que homens fumam antes dos 15 anos). Gostaria de saber quantas adolescentes começam a fumar porque ouviram que isso tira o apetite. Mas as mulheres param de fumar bem antes dos homens, em geral por causa da gravidez. O índice total no Brasil é que 22% dos homens, e 13% das mulheres, fumam. Esse total de brasileiros fumantes caiu 45% nos últimos vinte anos, um número pra se festejar (inclusive entre os fumantes, já que 93% deles sabem que cigarro é nocivo pra saúde, e 52% pensam em parar). Um brasileiro gasta em média R$ 55 por mês com cigarro. No Sudeste este valor sobe para R$ 128,60. Lembro de um amigo que passou a poupar 200 reais por mês ao abandonar o vício. Em dez anos dá pra comprar um carro, mas quem precisa de carro? 45,6% dos brasileiros tentaram parar de fumar no último ano.
O melhor é não começar mesmo. Pra quê experimentar algo que a gente sabe que faz mal? Mas, pra mim, um bom motivo pra não fumar é não ser manipulad@ por uma indústria gigantesca que adota as piores práticas pra viciar o consumidor (quase sempre, quando ele ainda é menor de idade). Um bom thriller sobre isso é The Runaway Jury, do John Grisham, que depois virou filme em 2003 e substituiu a indústria tabagista como máfia pela das armas de fogo.
E não sei a quantas anda a proibição de se fumar em lugares públicos. É uma lei que não me afeta muito, já que eu saio pouquinho. Mas hoje em dia, aqui em casa, não tem nem mais cinzeiro.

39 comentários:

aiaiai disse...

Lolinha,

Essa eu falo com super conhecimento de causa. Comecei a fumar aos 14 anos não posso entender o por que. Eu fumava escondido de todo mundo!!! Ou seja, não era para aparecer, como muitos adolescentes fazem, nem era para me mostrar adulta...ou coisa q o valha. Só eu sabia que eu fumava. Tinha sempre um maço comigo e fumava quando não havia ninguém por perto. Acho que fui mesmo vítima da propaganda...achava que aquilo ia me fazer bem de alguma forma. Na época - final da década de 70 ...sim crianças, aiaiai é velha kkkkkk - ninguém sabia ainda q cigarro fazia mal. Havia propaganda até em intervalo de desenho animado.

Bom, dai para viciar foi um pulo - porque o troço é realmente viciante. E para largar é uma história longa e sem fim. Já parei de fumar inúmeras vezes e já voltei idem. Agora, estou há 4,5 anos sem fumar...maior período que já consegui (quando tive filho eu parei e fiquei um pouco mais de 3 anos). Espero que seja para sempre, mas é uma luta diária.

Tem dias que do nada eu tenho vontade de comprar um maço e fumar só alguns...já aconteceu de eu ir até a padaria só para isso e desistir no meio do caminho.

É uma coisa insana, só quem é fumante é que sabe. Sim, porque não existe ex-fumante, existe fumante que não quer mais fumar e luta todo dia para manter essa condição. Eu sou uma, infelizmente.

Guilherme Rambo disse...

Lola, aqui na minha cidade foi regulamentada uma lei anti-fumo. É proibido fumar em locais públicos (inclusive em áreas externas), não preciso dizer que a população adorou a lei, que até o momento tem sido cumprida e fiscalizada rigorosamente. Inclusive a lei regulamentada por aqui está sendo usada como molde para uma lei similar a ser adotada em Porto Alegre.

Bruno Stern disse...

Apesar de os homens serem maioria entre os fumantes, posso afirmar que nos meios que frequento vejo mais mulheres fumando. Desde a adolescência à terceira idade.

Acho que as meninas acabam começando a fumar mais cedo para parecer adultas. E essa questão de parecer adulto não parece tão importante aos rapazes(não parecia há 10 anos quando eu era adolescente e não parece ter mudado).

Em relação às restrições ao fumo, fico muito feliz. A possibilidade de sair à noite e não voltar para casa me sentindo um cinzeiro faz uma grande diferença. E também estar a salvo de queimaduras de cigarro de moças que adoram fazer pose com a mãe que seguram o cigarro e colocam na direção de quem possa passar perto.

Mas o mais importante da restrição em lugares fechados se dá em relação aos trabalhadores desses locais que eram forçado a respirar durante horas essa atmosfera tóxica sem qualquer reparação ou proteção.

Alessandro R. C. disse...

Os não-fumantes são vítimas dos fumantes. Os fumantes são vítimas do cigarro. Conclusão: todas as pessoas são vítimas desse canudinho branco do demônio!

Lord Anderson disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Lord Anderson disse...

Passei pelo mesmo processo da Lola.

Fumei uma vez lá pelos 8/9 anos e desisti na hora.

Alias, na minha familia teve uma verdadeira quebra de geração.

Meu pai e os irmãos dele fumam MUITO. E minha avó paterna até hoje é uma chamine.

Mas praticamente todos os seus filhos seguiram o caminho inversó.

Com uma ou outra excessão, nem eu, nem minhas irmãs, nem nossos primos fumaram.

A maior parte dos meu amigos tb optou por não consumir cigarros

E isso torna nossas reuniões bem melhores.

karina disse...

aiaiai, sei como é isto. também não entendo como comecei a fumar. a Lola está certa, o ideal é nunca começar. em março defendo minha tese de doutorado e pretendo entrar na minha primeira tentativa para parar (parei na gravidez e durante a amamentação, mas não conta, porque fiz pelo meu filho não por mim, e porque eu sabia que voltaria). agora, espero, será pra valer. por favor, me mandem boa sorte, porque não é nada fácil...

karina disse...

ah, vejo nas leis anti fumo uma grande evolução em termos de civilidade. não tem cabimento fumantes impestiarem ambientes inteiros, onde adultos e crianças respiram.

samya disse...

Oi Lola, tudo bem?
Nem vou comentar o cigarro, eu não sou fumante mas sou filha de fumantes e sinceramente acho um saco fumaça na cara.
Você colocou la pelo meio do post, mas quem precisa de um carro? Bem, você nao precisa de um carro, eu não preciso de um carro, para falar a verdade eu nem dirigir sei. Mas o mundo não gira em torno das minhas ou das tuas necessidades.
Pessoas precisam de carro sim. Eu moro num fim de mundo que não tem médico então quem tem filhos ou precisa de um médico com uma certa regularidade precisa de carro porque o médico mais ou menos decente mais proximo, uma clinica privada porque o sus na Bahia é certeza de infecção hospitalar fica a 100km e o ônibus demora mais de duas horas para esse percurso.
Meu vizinho precisa de carro, ele é hemofilico e sem carro para leva-lo morreria. Taxis custam uma fortuna.
No MS, estado de onde vim, meu pai, meus tios, e outras pessoas da familia precisam de carro, você andaria três km debaixo de um sol de 40° para trabalhar? E não me fale de transporte publico. Isso é quase inexistente nas cidadezinhas do interior. As vezes tenho impressão, e me corrija por favor, que o teu parâmetro é Joinville, Fortaleza e São Paulo. O Brasil infelizmente ainda é bem diferente disso. Ainda é um pais extremamente carente em direitos basicos pros seus cidadãos. Eu moro numa cidade que a unica escola de segundo grau tem professores semi analfabetos, que não existe transporte publico nem atendimento médico decente. Então aqui, no interior do MS e no nordeste inteiro pra quem mora nesses lugarejos como eu o carro é a unica alternativa para levar menino pra escola, para ir ao médico ou mesmo para trabalhar.

Luma Perrete disse...

Eu nunca fumei e nem quero. Lá em casa nem meu pai nem a minha mãe fumavam, mas todos os meus tios/tias fumam e quando eu era pequena achava lindo. Dizia que quando eu ia fumar quando crescesse. Ainda bem que desisti dessa idéia idiota.
Cigarro, além de fazer mal e ser fedorento, é muito caro. Imagina quanto sushi dá pra eu comer com o que eu gastaria com cigarro?

Aracaju é a capital brasileira com o menor índice de fumantes: http://emsergipe.globo.com/noticias/visualizar/155923/sergipe/Saúde Mais um motivo pra ter orgulho da cidade.

Mariana. disse...

eu também era a pessoa mais intolerante do mundo ao cigarro até meus 17 anos de idade (2006). Sentava um fumante perto de mim pra eu começar a olhar torto, tossir (as vezes de propósito).

Aí eu entrei na faculadade, começei a frequentar bares e conheci muitos fumantes amigos meus. Até namorei um fumante (e não terminamos por conta do cigarro). Fiquei mais tolerante. Bar, por exemplo, é bar. Cigarro, cerveja, vozes altas, risadas. Bar universitário é isso em intensidade tripla, acrescentando mesa de sinuca. Não tem como tirar nada daí. Não gosta, não vá.

E hoje em dia eu acho mto pior o cheiro das praças de alimentação no shopping com aquele cheiro de gordura do que cheiro de cigarro em lugar aberto. Ambos fodem o cabelo, mas poxa, não tem problema.

Em outros lugares, as pessoas tem mais bom senso: fumam afastadas, ou então em lugares arejados.

So detesto quem pede pra fumar dentro da minha casa. Aí não. Ainda não suporto o cheiro. Seria o mesmo que eu ser convidada pra um churrasco na sua casa e pedir pra você fazer uma comida vegetariana. Ou não, nem foi uma boa analogia.

Ou então quem fuma perto de criança, bebê ou doentes e velhos, gravidas, etc.

Aliás, grávida fumando e bebendo também me mata. Mas aí não sei se tenho o direito de achar isso, afinal, sou a favor da legalização do aborto por inúmeros motivos, dentre eles a autonomia da mulher sobre seu próprio corpo.

Um tema pra se pensar, galera...

Tina Lopes disse...

Sim, sim, a propaganda e o cinema nos fazem fumar, sem dúvidas. Mas ache uma tribo nunca antes vista na Amazônia ou num deserto distante e vai ter um cara lá com um fumo, obviamente, menos mortal que o industrial. Eu sou como a aiaiai, fumante que se controla há 8 anos. O que poucos falam sobre o fumo, e também sobre a droga, é que quem tem a pré-disposição pro negócio, como eu, sente um imenso prazer. Até hoje sinto falta de cigarro, da sensação boa do primeiro cigarro do dia, ou da tragada na hora do desespero. (Agora até pareço estar fazendo propaganda!) Não adianta só cercar os fumantes, chamar-nos de idiotas por curtirmos uma fumaça (e temos total condição de diferenciar qualidades de fumaças como se fossem uvas pros enólogos) e cercar-nos em chiqueirinhos. O viciado pára de fumar com sofrimento e por motivos absolutamente diferentes: doença, família etc. O começo, obviamente, é induzido mesmo pela propaganda. Acho ótima toda a proibição e aqui em Curitiba, já q vc perguntou, os bares e restaurantes são 100% sem cigarro. Mas o tratamento rancoroso dado aos fumantes - claro q há os mal-educados, mas aí é outra história - é triste. Eu sinto falta do cigarro todo santo dia. Parei de fumar porque minha família tem o traço do pior tipo de câncer, o de boca - que matou meu pai. Mas quando comecei, veja só, o que mais gostava era sentir o cheiro do cigarro nas mãos - me lembrava as mãos dele. Somos uma espécie muito louca, mesmo.

kai disse...

não-fumante chato é uó.

detesto quando estou no meu canto, fumando, e vem um não fumante, se senta do meu lado para conversar comigo e fica fazendo cara de nojo e abanando a fumaça. séra que não percebem o quanto isso é desagradável?

detesto quando, em um restaurante com áreas para fumantes e não fumantes, um não fumante se senta numa área para fumantes e fica reclamando e fazendo cara de nojinho.

ou quando estou num bar, ao ar livre, e se senta do meu lado um não fumante e fica fazendo a mesma chatice de sempre, reclamando, pedindo para parar.

não gosta de fumaça? beleza. também sou a favor da lei para nao fumar em ambientes fechados, mesmo sendo fumante (a roupa ficava insuportavelmente fedida). mas reclamar de alguém que fuma ao ar livre? chegar perto de alguém e começar a doutrinação chata?

eu sou magro e vegetariano. quando eu vejo uma pessoa gorda comendo fast food sabe o que eu penso ?

QUE NOJO E QUE PERIGO.

Imagina se eu chegasse numa dessas e ficasse falando o perigo das comidas gordurosas? que eu penso que OBESIDADE=DOENÇA? seria chato, né?

pense nisso.

Giovanni Gouveia disse...

Como disse Raul: "...Eu já tentei fumar cigarro hollywood que a televisão me diz que é o cigarro do sucesso, eu sou sucesso(...) Tô terminando a prestação do meu buraco, do
Meu lugar no cemitério pra não me preocupar
De não mais ter onde morrer.
Ainda bem que no mês que vem,
Posso morrer, já tenho o meu tumbão, o meu tumbão!"

WEll, comecei a fumar, oficialmente, na terceira semana de maio de 1980, contava eu com 12 anos e, quase, 4 meses, e comecei num colégio que era terminantemente proibido de fumar, mas a aventura de fumar escondido e subverter a ordem era ótima...
Vai fazer 31 anos que fumo, um misto de prazer (quem já fumou sabe o quanto cigarro é prazeroso) e vício, já que tabaco é uma das drogas de maior índice de dependência química, e a crise de abstinência provocada pelo tabaco é uma coisa pavorosa, já vi relatos de um médico que trabalhava com detentos que era mais fácil largar o crack do que o tabaco...

Bruno Stern disse...

Eu tenho uma grande dúvida sobre o cigarro.
Coloque numa mesa, em local aberto, um grupo de fumantes e não fumantes.

Por que a fumaça sempre vai na direção do não fumante?

=Maíra= disse...

Lola, um amigo meu decidiu parar de fumar e comprou um video game (?! Cada louco com sua loucura...) pra relaxar nos intervalos de escrita da tese. Em dois meses sem cigarro, ele recuperou a grana investida do video game! Agora ele poupa a grana que gastaria por mês em cigarro. Segundo ele, é isso aí mesmo: em um ano, ele pretende ter um carro com essa grana. Legal, né?

Marussia de Andrade Guedes disse...

Sobre o post anterior:
Simone de Beauvoir disse:
"Contra toda afronta, contra toda tentativa de reduzi-lo a objeto, o homem tem o recurso de bater, de se expor aos golpes; não se deixa transcender por outrem, reencontra-se no seio de sua subjetividade. A violência é a prova autêntica de adesão de cada um a si mesmo, a suas paixões, a sua própria vontade objetiva, recusá-la radicalmente é recusar-se toda verdade objetiva, é encerrar-se numa subjetividade abstrata... O homem pode por o mundo em discussão sem cessar, pode a cada instante insurgir-se contra o que lhe foi dado e tem, portanto, a impressão, quando o aceita, de o confirmar ativamente, a mulher não faz senão suportá-lo: o mundo define-se sem ela e tem um aspecto imutável. Essa impotência física é traduzida por uma timidez mais geral: ela não acredita numa força que não experimentou em seu corpo; não ousa empreender, revoltar-se, inventar: votada à docilidade, à resignação, não pode senão aceitar na sociedade um lugar já preparado".
Então, não acho que aprender artes marciais vá resolver o problema da violência contra a mulher, mas acho simbólico. Acho que a mulher não deve passar a imagem de ser um ser frágil e indefeso em qualquer situação.
Num post anterior, sobre o mesmo tema, a Lola tocou num ponto importante: o fato de os homens considerarem as mulheres suas propriedades. Quando eles vão parar de pensar assim? Quando as mulheres pararem de se considerar suas propriedades! As mulheres fazem questão de se colocarem como propriedade dos homens. Outro dia, fui fazer compras com a minha irmã. Ela gostou de um vestido mais ousado, então queria mandar a foto do vestido para o marido aprovar ou não. Eu chamei sua atenção. Não adiantou. Uma colega contou com o maior orgulho: "o meu marido me proibiu de levar almoço para os colegas de plantão( colegas homens e mulheres que tinham combinado que cada um levaria um prato para o almoço no hospital). Ele acha que isso pode gerar intimidades indesejadas". Eu perguntei se ela obedeceu. Adivinha a resposta! Acho que é nosso papel sermos donas de nós mesmas e não propriedades de maridos, namorados, etc. Acho que é o primeiro passo no combate à violência contra a mulher.

=Maíra= disse...

Ah, e eu agradeço demais à lei antifumo!! Adoro ir a "inferninhos" pra ouvir música boa e dançar, daí agora até dá pra voltar pra casa e não ficar com cheiro de cigarro no cabelo durante dois ou três dias! :D

Dirceu Barquette disse...

Lola
Se existia alguma chance de conhecer você pessoalmente ela acaba de ir por água abaixo. Ou melhor, fumaça a dentro...

Por trás das notícias disse...

Tem fumantes que reclamam das leis anti-fumo alegando liberdade cerceada. O problema é que o fumante prejudica os que estão a sua volta. Eu tô nessa. Não fume perto de mim.

Por trás das notícias disse...

E tem tanto machista e homofóbico que diz que várias coisas deveriam ser proibidas em público, como beijos, abraços, para crianças não verem e seguirem exemplos "errados". Deveriam começar pelo cigarro então.

L. Archilla disse...

Que legal, cada experiência...

Aí vai mais uma... eu fumei por frescurinha lá pelos 15 anos, mas sempre os cigarros mais leves e "roubados" dos amigos, nunca comprei um maço. Um pouco era pra me mostrar, outro pra aliviar a ansiedade. Quando vc é muito ansiosa é maravilhoso ter algo na mão pra "chupar" de vez em quando. Sinceramente, não tenho a menor ideia de como não me viciei. Eu me vicio em coisas banais, de orkut a chocolate - passando por cerveja, filmes (teve época em q via um por dia, durante meses!), fazendinha do facebook, maconha, esmaltes (usar, não cheirar, hehe), etc. Sou uma compulsiva nata. Acho que não viciei porque um dos meus truques era não tragar, não sei. Felizmente, desde que parei de graça nunca tive vontade de pôr um cigarro na boca de novo. Tb não curto o cheiro, mas não a ponto de perder o apetite ou ficar enjoada. Convivo com fumantes numa boa. Entretanto, acho a lei antifumo excelente (a única coisa boa que o Serra fez), por conta da saúde. Não me incomodo com cheiro de fumaça, mas meu pulmão sim!

Ah, quanto ao seu método de traumatização infantil para o cigarro, não creio que funcione, porque quando era pequena experimentei cerveja e odiei, já mais velha... ahhahahaha

Victor disse...

Lola,

Adorei o post, principalmente porque é um problema bem próximo a mim. Detesto cigarro desde a infância porque vivi com fumantes minha vida inteira. Minha mãe fuma um maço de cigarros por dia! Antigamente, eu costumava perceber que ela estava diminuindo o ritmo, mas parece é que está aumentando. E eu sou um filho chato, que manda ela parar, sempre dá alfinetadas, mas ela é muito cabeça-dura e BRIGA COMIGO se eu brigo com ela - tipo, dá bronca! O pior é que ela fuma no quarto dela e eu sinto no meu. Poxa, não sei mais o que fazer... Que saco =\ .

Giovanni Gouveia disse...

Ah, a tática do "... uma criança a experimentar um cigarro na mais tenra idade garantiria que 99% nunca mais quisesse fumar qualquer coisa pro resto da vida" não funcionou comigo, em nenhuma hipótese... :D

maiacat disse...

Eu sempre detestei cigarro. Todo mundo aqui em casa fumava. Meu pai parou, mas daí meus irmãos começaram a fumar, e minha mãe fumava também. Era a única não fumante. Daí uma tia minha morreu de câncer de pulmão e foi a deixa pra minha mãe parar de vez. Mas meus irmãos, infelizmente, continuam a fumar.
Mas lembro que quando eu era menor, eu odiava que minha mãe fumasse. Fiz uma lista pra ela com todos os venenos no cigarro, pegava os maços escondido e jogava fora eles inteiros, fechados! Minha mãe deve ter gasto muito mais dinheiro comigo fazendo isso huauha. Mas ela me contou que não brigava comigo porque achava que eu tava certa. Ela se fazia de "Não sei que você joga fora", então por muito tempo achei que ela não percebesse.

Carol disse...

Um comentário a quem disse que se sente incomodado ao ver pessoas comendo fast food, que também não é saudável, blá blá blá.

A pessoa acima do peso, que gosta de comida gordurosa - e não, eu nem gosto! Sou vegetariana! - só está afetando a si mesma! Você pode sentir nojo, pode não querer ver, mas não vai entrar 1 grama de colesterol no seu organismo por isso.

Já a pessoa que fuma sopra a fumaça pra cima dos que estão ao redor. E é danoso pra saúde de todos. Existem 'n' estudos demonstrando que o cigarro é mais prejudicial pros fumantes passivos que pra quem fuma mesmo.

Por isso sou totalmente a favor de leis antifumo. Quer fumar? Fuma em casa. Não fume na rua, no bar - mesmo que seja ambiente aberto. A fumaça voa pra cima dos outros. Incomoda e prejudica.

José Gabriel disse...

Lola,

Virei leitor do blog faz pouco tempo, durante as eleições. Parabéns pelos textos sempre instigantes. Moro em Campinas, e aqui em São Paulo a lei anti-fumo é pesada e aplaudida por todos. Sou fumante e fico triste com ela, mas acho difícil alguém defender o fumo em ambientes fechados.
Mas em ambientes abertos ainda podemos exercer esse hábito horrível, porém maravilhoso. Só os fumantes entendem.
O maior problema por aqui tornou-se a intolerância. Somos vistos como a morte ambulante, seres que por estarem vivos fazem mal aos outros.
Em ambientes abertos, a poluição dos carros, a queima da cana, as indústrias, são muito mais prejudiciais aos outros do a fumaça do cigarro.

Um abraço,

Mya disse...

Cuidado com essa historia de dar cigarro pra crianca, tive uma colega no ensino medio que fumava: o pai deu pra ela na esperanca que ela nao gostasse, mas ela nao parou mais.
E sei lah, tem muita gente que demoniza os fumantes que estao lah no cantinho deles como se estivessem soprando a fumaca na cara.
Meu pai eh fumante porque, quando crianca, fumava para passar a fome da comida que nao tinha. Eu tenho problemas de ansiedade que dificultam muito coisas simples como trabalhar ou ir ao cinema. Nenhum dos remedios que ja me passaram faz 50% do efeito de um unico cigarro. O 'nao comecar' muitas vezes nao eh tao simples assim.

patrix disse...

poxa lola, puta bola fora... eu adoro tudo o que vc escreve, sempre me faz pensar, te leio todos os dias e bla bla bla.

mas é sério mesmo que vc acha que as pessoas só fumam por uma questão de consumismo, ou que tantas mulheres assim fumam pq se diz que emagrece, etc, etc? ninguém pode gostar nao? minha mãe fuma desde sempre, inclusive qdo estava gravida de mim, e eu qdo pequena nem tinha opinião formada sobre o cigarro, nem me gostava nem me desgostava. Comecei a fumar aos 23 anos pq sempre gostei muito de escrever e sinto um imenso prazer escrever enquanto fumo. Não penso em parar de fumar, assim como não penso em parar outros hábitos que a sociedade não aprova. Não penso em ser mãe, mas se mudar de idéia, não vou fumar, porque, diferentemente da época da minha mãe, hoje a gente sabe que pode fazer um mal danado pra um bebê. Mas me incomoda profundamente essa onda anti-tabagista, sobretudo porque considero uma puta falta de respeito.. como se todo fumante fosse uma anomalia, um mal a ser extirpado. Assim como muita gente não gosta de ver gordo, as pessoas tem começado com essa hábito de nao gostar de ver fumante. A fumaça incomoda? Engraçado que há 30 anos não incomodava quase ninguém. O que me incomoda mesmo é se declarar anti-tabagista sem sequer pensar no assunto..

tenho sempre em mãos esse texto, que gosto muito e fiquei com vontade de compartilhar com vc:

http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult2707u44.shtml

patrix disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sara disse...

"O que me incomoda mesmo é se declarar anti-tabagista sem sequer pensar no assunto.."
???????
A mim incomoda alguém se tornar tabagista sem "pensar" no assunto!
Buscar prazer, paz, controle de ansiedade, etc, em substâncias que evidentemente prejudicam a saúde própria (e alheia) é de uma ignorância e inutilidade sem tamanho.
Sou "não-fumante" chata e insuportável com muito orgulho!!!
E nem precisei pensar muito para chegar a essa conclusão.

Por trás das notícias disse...

Não dá nem pra comentar que hoje mais mulheres estão fumando porque vai vir o infame aquele, de uns posts atrás, e dizer que é culpa do feminismo, hehehehe.

Victor disse...

Sou não-fumante chato. Não tenho coragem de fazer barraco quando fumam perto de mim, mas viro o rosto e faço careta. Detesto isso!

Poxa, há trinta anos incomodava sim, mas a propaganda tabagista era muito maior e não havia tanta informação. As pessoas não expressavam a sua opinião como fazem hoje e não gostar de cigarro era muito mais out do que hoje, quando é quase "meio a meio".

Márcia H. da Costa disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Giovanni Gouveia disse...

Tiraram uma onda no tuíter agora:
"Olha a cara de Dráuzio Varela, e a Cara de Serra, pare de fumar e fique igual a eles..." :D

Lêmure disse...

tem menos fumantes pq as pessoas tão mais vaidosas.
Lola, o primeiro cigarro é sempre ruim. deixa de ser besta!

rosana disse...

...odeio cigarros! tenho medo de passara odiar as pessoas que inssistem em baforar tal veneno perto de mim! quer fumar? quer expor (sem glamour)tamanha fraqueza ao vício? OK!mas o faça longe de mim!!!!
Eu não quero me considerar um fumante passivo, primeiro porque não tolero, nem sou passiva à isso...e sei que não sou obrigada a compartilhar de fumaças dos cigarros da vida. Lei...que ótimo! lei que proibe fumar em lugares fechados, mas não é o suficiente...
Percebam!
-filas de ônibus...
-praia...
-praças...enfim!
Estou proibida de frenquentar tais ligares? de fato!
ou... submeter-me a encarar encarar uma possível discursão com fumantes folgados que deparo-me nessas situaçãoes...daqueles que dizem coisa do tipo:"...e têm isso agora, é?"
put's!!! e o pior é que eu discuto mesmo...mas nem sempre meus argumentos são válidos.
Inversão de direitos!
"incomodados que se mudem?" NÃO
mas oa que encomodam não se tocam, nem se mudam...
isto é frustrante.
Acho que esta guerra não terá fim... não se depender de mim.

Carol F. disse...

Eu odeio cigarro mas não odeio os fumantes. Eu os vejo como viciados em cigarro, assim como tem gente viciada em outras drogas, álcool, açúcar...tenho pena, pois é uma compulsão quase incontrolável. Imagine você estar dentro de um lugar conversando com uma pessoa e de repente ela PRECISA ir lá fora, mesmo que seja longe, esteja chovendo ou super frio, para fumar. Eu acho triste e chato. Mas é vício. Pelo menos com a lei anti-fumo estou livre da fumaça na maioria dos lugares.

b.andrade disse...

moro perto de um fumante e sei que é demais,mas ele não fuma só pra ele ,ele compartilha com os outros,ele não fuma dentro de casa porque as filhas reclamam,mas ele não fuma um cigarrinho qualquer não é rolo de fumo todo,não aguento mais,não podemos mas ficar na calçado justamente por motivo disto,o fumaceiro no ar é demais.