segunda-feira, 30 de novembro de 2009

ESTA SENHORA SÉRIA CHEGA À SENIORIDADE

Minha fofa leitorinha Barbara reclamou do tratamento que fiz a mim mesma num post em que disse “esta senhora séria que vos fala”: “Lolinha, você não é senhora. Não é velha, como já vi você falando. Não que tenha algum problema em ser velho, mas não te considero assim, e precisava comentar...”.
Mas, evidentemente, o que a Barb sabe?! Ela tem vinte anos! (Eu fico pensando se ageism, preconceito contra velhos, também se aplica a preconceito contra jovens. E aí? Sim? Não? Talvez? E alguém me refresca essa cuca senil e me diga o termo em português pra ageism, por favor?).
Vocês lembram quando tinham quinze anos (a Barb lembra, decerto! Foi ontem!) e imaginavam que, quando chegassem aos dezoito, a vida mudaria radicalmente? Dezoito era hiper adulto, independente, praticamente casado, vivendo na sua casa própria (sem os pais, lógico), com um emprego garantido e ganhando os tubos, enquanto cursava a faculdade só como hobby intelectual. Aí você chega aos dezoito e vê que pouquíssima coisa muda. Foi umas das minhas primeiras desilusões.
Voltando, o “esta senhora séria” é praticamente um inside joke (como se traduz isso? Piada particular? Piada pessoal? Piada íntima? Essa que você faz e apenas amigos mais próximos entendem). Só que é um inside joke entre mim e a Lolinha de vinte e poucos anos atrás. Eu fazia estágio (remunerado!) como redatora numa agência de propaganda. E uma das minhas colegas preferidas era uma mulher algumas décadas mais velha e muito, muito divertida. A gente ria um monte juntas, e às vezes até trocava bilhetes. Ela assinava “Esta senhora séria”, uma frase que sempre amei, não só pela aliteração (o som sss que soa como uma serpente), mas pela ironia. Uma senhora realmente séria dificilmente assinaria dessa forma. E o que seria, afinal, uma senhora séria? Uma que não ri ou algo relacionado (como tudo na existência feminina) a nossa vida sexual?
Mas vamos falar do substantivo, senhora. Eu detesto e tenho vontade de pular no pescoço da pessoa que me chama de senhora. Porque esse tratamento deixa bem claro que eu já estou mais pra lá do que pra cá. Eu me recordo de uma vez em que eu, adolescente, fui pedir as horas prum hum, senhor na praia. Eu perguntei: “O senhor pode me dizer as horas?” (tão formal; eu sempre fui educada). E ele respondeu: “O senhor está no céu; são dez horas”. E dali em diante preferi chamar todo mundo de você. Mas se você chamar a minha mãe de você, e não de senhora, ela pula no seu pescoço e automaticamente assume que você não tem respeito pelos mais velhos. Eu já conversei com ela sobre isso, mas ela é irredutível. É que ela tem um lado formal forte. Já cansei de ouvi-la atender o telefone e dizer “Só um minuto que vou chamar a Senhora Lola”. Eu morro de vergonha.
Vocês perceberam que tá difícil manter um pensamento linear hoje. Mas, continuando, só pra que o pessoal generoso que aparece pra dizer que aprende tanto comigo não se arrependa demais, é tudo uma questão de perspectiva. Assim como pra um adolescente de 15 um de 18 parece O Adulto, pra quem tem 18 alguém de 40 ou 50 deve parecer O Velho. E lógico que existem diferenças consideráveis se a gente estiver falando de homens ou mulheres. Homem mais velho é charmoso, sábio, experiente. Mulher mais velha é... velha. Isso porque ainda vivemos numa sociedade em que mulher é vista pra cumprir duas funções, decorar e reproduzir. Como, após os 40, a mulher já está fora do padrão de beleza aceitável (que é de uma jovem ― vide as top models de 14 anos), e como fica mais perigoso parir, ela perde seu valor. E isso a gente vê na TV direto. Sabe aquele padrão de apresentador de TV grisalho, enrugado, acompanhado sempre por uma jovem deslumbrante? Isso se repete nos noticiários de TV. O William Bonner vai poder apresentar o Jornal Nacional até de bengala, mas a Fátima Bernardes, só enquanto aparentar ter seus 30 e poucos anos.
Mas nem era sobre isso que eu ia falar. Lembram quando escrevi sobre um comercial de moto em que um carinha esfregava os olhos e trocava as coisas ruins por coisas desejáveis, e uma das “coisas” era uma vizinha? A vizinha original, pré-troca, era uma senhora, não sei se quantos anos, 55? 60? Mas teve gente que a descreveu como idosa. E dá pra chamar uma pessoa de 50 anos de idosa? Ah, dá! Depende da perspectiva. Semana passada saiu na página inicial do Globo online uma manchete, “Idosas presas por furto em shopping”. Aí a gente clica e vai pra matéria e lá nota que elas foram promovidas a “senhoras”. Não eram idosas? Não, as acusadas têm 49 e 50 anos.
Mesmo que quem costuma furtar em shoppings e supermercados sejam pessoas bem mais jovens, não sei se seria notícia dar uma manchete como “Senhoras são pegas furtando”. Talvez seja. Já falei de um episódio da minha série de TV favorita, A Sete Palmos? A grande Kathy Bates faz uma ponta como amiga maluquinha de uma senhora reprimida, a grande Frances Conroy. Ambas têm seus 55 anos, por aí. E Kathy, pra descontrair, sugere que as duas furtem algumas coisinhas numa loja. Elas não serão descobertas, porque, segundo Kathy, após uma certa idade, as mulheres se tornam invisíveis. Elas deixam de ter valor e as pessoas deixam de reparar nelas. Claro que há vantagens nessa “invisibilidade”, e não estamos falando apenas de uma promissora carreira criminal. Se ninguém mais vai “avaliar o material”, dá pra parar de ter neura em emagrecer e se produzir. Adeus, pressão social! Ok, tá certo que a própria “não-avaliação” é uma avaliação, sem dúvida. Mas se a gente já tá fora do mercado, carta fora do baralho, não dá pra parar de se preocupar e viver a vida? Eu senti essa diminuição de pressão precocemente, com 40 anos (agora tenho 42), provavelmente por ser gorda. Eu poderia sentar no meio fio e chorar que o meu poder de sedução se esvaiu. Poderia entrar em crise de meia idade. Poderia correr atrás de lipos e plásticas e tentar prolongar meu poder por mais tempo. Mas, juro, eu me sinto livre. Por mais que volta e meia surjam uns patrulhadores babacas pra dizer que eu não sou livre, que na real eu sou gorda e velha, logo, sujeita ao julgamento deles, eu realmente estou aprendendo a dar de ombros. Agora posso me dedicar integralmente a ser admirada por qualidades não referentes a minha aparência física. Uau, posso praticamente ser homem!
E mal posso esperar pra chegar a minha fase idosa de verdade, quando esta senhora séria finalmente deixará de tingir os cabelos.
Este post tá todo confuso, eu sei. É que fui só escrevendo, sem saber aonde queria chegar. Mas lógico que nenhuma mulher precisa esperar ser chamada de senhora pra aprender a se lixar para as avaliações constantes que recebe acerca de sua aparência física. Lixe-se já.

52 comentários:

Pcesar disse...

O post está surreal mesmo. Não deu pra saber se você acordou como quem esqueceu de dormir, ou dormiu como quem estava acordando. Mas, preste bem a atenção, assim como pessoas jovens costumam dizer que não se trocam por pessoas mais velhas, pessoas mais velhas têm o mesmo poder e, ainda mais, têm história. História é a soma daquilo que você fe com a sua vida. E parece ter sido inquieta, alegre, mimosa, feliz, pra frente. Entyão, para de ler jornal e notícias. A quem interessa tanta notícia? Para o que serve, de fato, saber que um analfabeto de mãe e e sem pai tyem alguma posição sobre algo que ele nem sabe, mesmo qual é a coisa. Me lembra quanddo a gente tomava aqueles porres e depois jurava que nunca mais seria colocado um dedo de nada alcóolico na boca. Mas a gente entrava na roda errada, flava tudo errado, opinava sobre o eixo mundial das plantações de sardinha na SArdenha. Então, deixa pra lá. Roube alguma coisa . Assalte uma farmácia. Queb re algo da polícia. Se puder, mate um policial. Não permita que alguém suje a rua próximo a você. Estoure a cabeça do cara com um tiro. Sera uma porcaria a menos. Mas viva, porque todos os dias a gente abre um livro com a folha em branco. Temos que escrever nosso próprio dia e não ler o dia dos outros. A vida dos outros não nos interessa. Até porque, nascemos nus e sem nada e é desse jeit que iremos para a última morada (grande frase inútil...!)

Marcela disse...

Oi Lola,

O seu post esta meio "solto" e acho que o meu comentario vai ficar igual, algo como "pensamento soltos sobre idade". :)

Quando eu tinha uns 6 ou 7 fui calcular, junto com a minha irma mais velha (a minha irma mais nova nao era nem nascida!!) quantos anos teria no ano 2000. Porque, em 1985, aos 6 anos, o ano 2000 estava muuuuito longe! Quase cai dura quando me toquei que teria 20 anos. Eu seria uma velha!!!

Ai o ano 2000 veio e se foi, eu hoje tenho 30 anos e nao me sinto uma velha. E quanto mais eu convivo com a minha mae e a minha avo (apesar de morar fora, temos uma relacao meio "far away, so close") mais eu acho que nunca vou me ver como uma velha. O conceito de velhice esta nos outros, e nao em mim (ou em voce :).

Tenho uma irma que e 8 anos mais nova, e ela se diverte me chamando de velha. Naturalmente, ela agora esta passando por varios momentos de vida pelos quais eu ja passei. E muito engracado ver isso acontecer. Quando eramos mais novas a diferenca de idade pesava muito. Quanto mais ela cresceu, mais a diferenca de idade diminuiu. Que bom!

Nos EUA eu trabalho numa multinacional alema. Posso dizer que com certeza eu nao sou velha o suficiente para inspirar confianca em alguns dos meus clientes. Ha um preconceito em relacao a pessoas jovens.

Eu falo para o meu chefe que eu nao tenho rugas o suficiente. Se eu tivesse um pouco mais de ruga e ate uns cabelos brancos ia ser um pouco mais facil nao ser vista com uma certa suspeita, na linha "essa pirralha vai gerenciar o meu projeto?". E uma situacao meio esquisita. O fato de eu ser , por comparacao, jovem automaticamente me faz inexperiente. E quando eu de fato ficar e parecer mais velha? Vou ser julgada como experiente ou so como velha mesmo? Nao sei como e a situacao em corporacoes brasileiras (ate porque eu nao vejo muitas executivas por ai, so executivos), mas eu quero voltar a morar no Brasil e fico me perguntando se nao vou ser vista como velha.

E apesar de usar e adorar cremes, eu AMO as minhas rugas. Nao acho conflitante. Eu cuido da minha pele e sempre digo para o meu marido que uso os cremes para cuidar bem e alimentar as minhas rugas. Elas sao um atestado do que eu vivi e parte da minha identidade. Que triste ia ser se nao tivesse rugas... Nao ia ter vivido, ne?

Esses pensamentos estao soltos mesmo, mas acho que e porque nao penso muito na idade que tenho e se estou velha ou nao. Por isso a dificuldade de organizar os pensamentos em relacao a velhice. Pelos seus posts acho que voce e assim tambem. Muita gente nao teria feito mestrado ou doutorado ou concurso por achar que esta velho demais. Mas por que tem que ser a sociedade que nos diz o que fazer (ou nao) em uma certa idade e nao como nos sentimos ou o que temos vontade?

Beijos,

Marcela

Bau disse...

Lolinha, transmissão de pensamento ou não, escrevi algo sobre a idade no meu post de hoje....huahuauha...não na mesma linha, mas a história das mulheres gostosas serem carne de açougue para os machos ensandecidos, essas coisas. Beijos, querida,depois comentarei sobre seu post!

Luz! disse...

Lola,

(meu primeiro comentário!)

Bom, tenho 21 anos e sempre pensava sobre isso que vc disse: Homem mais velho é charmoso, sábio, experiente. Mulher mais velha é... velha. Isso porque ainda vivemos numa sociedade em que mulher é vista pra cumprir duas funções, decorar e reproduzir.

Eu comentava com meus amigos: - poxa, o tempo é mais cruel com as mulheres do que com os homens. E sempre exemplificava com artistas que a sociedade viu envelhecerem. Tipo, Caetano e Gil estão bem mais velhos, mas ainda assim parecem bem, e exalando energia e vitalidade. Mas Bethânia e Gal... hmm... não as percebia da mesma forma... saltava aos olhos: nossa, como estão diferentes e envelhecidas!

e quando eu via determinados homens mais velhos muitas vezes percebia charme, ou sentia atração. Já as mulheres mais velhas eu só conseguia ver como tias...

Depois, comecei a me questionar: Epa, não é o tempo que é mais cruel com um do que com o outro. Somos nós que esperamos coisas diferentes dos homens e mulheres. E isso já está tão internalizado, né?

Bom, estou tentando enxergar as coisas de um outro ponto de vista agora. E esse seu post contribuiu muito.

Abraços!

Deise

Túlio disse...

Esse tipo de piadinha que temos só entre amigos é chamada de piada interna.

Anônimo disse...

Então vamos ao que pude depreender do que li e do que vivi neste meio século e sete aninhos de vida.
a)Para a mentalidade dos dias que correm sou uma velha mas, brincando com Sartre, "velhos são os outros" ehehehehehe
b)Não nego que meu corpo não tem a mesma resposta de outrora, mas meu coração e mente se tornaram mais teimosos ehehehe
c)Noto que as pessoas da minha geração me amam mais do que quando éramos jovens
d) Só tem uma coisa meio chatinha: nesta idade a gente já viu muitos filmes, esses aí, os da vida real.
e) Lola me perdoe se não soube comentar com sintonia ao seu post mas hoje é segunda feira né?
f)Para completar permita Senhora Lola que eu faça neste espaço uma tentativa de contato? É o seguinte:
Há uns 30 anos lecionei na capital e apresentei com meus alunos uma peça no TAC. A personagem ESPERANÇA foi representada por uma menina de uns 12 anos chamada Fárida. Faz tres décadas que não sei pra onde ela foi com sua família. Recentemente uma Fárida assinou um comentário aqui. Seria aquela garota? Bj da Fatima.
P.S.: Lola se vc achar que fui abusada delete. Eu continuarei sua fã e cliente ehehehehe

Kai disse...

inside joke = piada interna.

Lolinha, tenho 21 anos e achei seu fluxo de consciência um tanto moderno. E isso não é elogio, já que estamos na contemporaneidade. É muito anos 60, muito Clarice.

Logo, você é uma senhora.

hahahhahaha RISOS (é só brincadeira, tá?)

Beijos, adoro o blog!

Bárbara Reis disse...

Lolinha...

Realmente, eu fiz 15 anos ontem, e hoje tenho 17 anos e 39 meses, fisicamente falando. HAHAHA...

O que eu quis dizer é que eu te acho uma mulher jovial, não acho que você seja velha, no sentindo de 'idéias velhas', além do que seu corpo ainda não chegou na 3ª idade. Minha mãe tem 44, e meu pai 45, eu também não os trato por 'senhor/senhora' e ai de mim se falar que eles são velhos...
Nem dá tbm, ambos se comportam como adolescentes.

Mas também, existe a questão da maturidade... você pode ser uma jovem-velha... ou um velho-jovem...
Posso ter 20 anos fisicos, mas ninguem sabe a sua idade mental.. a não ser dos homens, ai a gente já sabe que não passa dos 12. HAHAHA...
Você com certeza quando tinha a minha idade, pareceia ser mais velha, pelas idéias, segurança ao falar, coisas do tipo.
A verdade é que eu acho que a idade em si, não diz muita coisa, eu posso ter 20 anos e ter uma experiência de vida, que pessoas com 30 não tenham...
Enfim, eu não tinha entendido a piada interna, entre você e você mesma. hahaha... Mas continuo achando que você não é, e não deve se considerar velha. Pelo modo como você demonstra ser.

Mas como eu disse, não há problema nenhum em ser velho, eu respeito demais pessoas idosas. E não tenho medo de ficar velha. Só não gosto quando o tempo começa a passar rápido demais.

Beijão, Lolinha.

Mariana. disse...

Agora eu tô confusa.

Desde criança a gente ouve que 'dvemos respeitar os mais velhos'. E que devemos chamar de 'senhor/a' qualquer um que tenha mais ou menos a idade dos nossos pais.

Daí depois você ouve que 'nós devemos respeitar que se dá ao respeito'. (Eu sempre associei isso à políticos: velhos nada respeitáveis).

Então, devo concluir que preciso chamar qualquer pessoa com a idade dos meus pais pra cima, e desde que elas sejam honestas, de senhor ou senhora?

Mas meus pais tem mais ou menos 45 anos! Pra mim, que tenho 20, é muito, mas a gente sabe que, provavelmente, eles ainda tem uma vida de mais 45 anos pela frente, ou quase isso, ou um pouco mais! Me recuso a tratar como velho alguém que tem tanta vida pela frente ainda!

Eu nunca os chamo de senhor/senhora. Por que conclui, em algum período da minha vida, que este é um pronome de tratamento tão digno quanto você. E eu gostava de ser pseudo-rebelde quando era mais nova, mas meus pais nunca ligavam pra isso, de modos que não tinha sentido nenhum em esbravejar contra a ditadura paterna: lá em casa sempre foi uma democracia.

Mas eu tenho dúvidas... Minha sogra, por exemplo. Ela é super legal e tals e tem 50 anos. Meu namorado a chama de senhora, mas eu, que nunca fui aconstumada com isso, as vezes solto um 'você'. Ele também chama minha mae de Dona.(nome) e meu pai de Seu(nome). E é mesmo uma questão de respeito por alguém que ja viveu muito mais do que nós...

Sei lá... Pra piorar: toda vez que chamo alguém de senhor, responde com 'ele tá no céu'.. E quando não chamo, ficam com olhos arregalados.

É complicado ter 20 anos.

Má disse...

Oi Lolinha, com o aumento da espectativa de vida a senhora do passado acho que é alguém de mais ou menos de uns 60 anos hj né!!
Mais a "senhora" é algo meio "ambíguo" mesmo...:)
As vezes (mais antigamente) era sinônimo de sabedoria,o que acho que não necessariamente, mas tb não precisa ser descartado que nem hj em dia.
As vezes é invisibilidade (Tenho uma parente distante, senhorinha que tem "mania" de roubar em mercados rsrs, ela nunca foi presa, o pessoal do mercado só a proibiu de entrar nesse estabelecimento.)
Minha avó, as vezes fala cada coisa feia (preconceituosa etc) e quando a gente tenta criticá-la, ela diz que já tem uma certa idade e não merece mais receber críticas....rsrsrs é difícil...
De qq maneira vc ainda não é senhora não, nem pela idade nem pela cabeça que tem Lola.

Beijão!

Má disse...

correção = expectativa de vida...

Ahh. eu tenho 27, como sou pequena e magra sempre me acharam que tenho muuuuito menos.
Hoje em dia acho bom,, será influência de querer parecer jovem??

Larissa disse...

Bom, apesar dos meus 19 anos, sempre achei melhor o tratamento de "senhora" como demonstração de respeito, já que representa uma boa substituição de "senhorita". Desde cedo o "mademoiselle" irrita qd se percebe que o valor dele indaga se a mulher é solteira e a distingue claramente no meio profissional. Fora que a mudança de senhorita para senhora, no decorrer do tempo define valores a quem recebe diferentes tratamentos e dai a mulher é forçada a incorporar o "senhora de respeito" e se portar como "mãe de familia" etc e tal, enquanto homens são senhores a qualquer idade e estado civil.

Oliveira disse...

Lola:

O tratamento senhora é apenas um tratamento respeitoso, nada mais. Ou seja, não denigre ninguém, muito pelo contrario, é um tratamento muito bonito e desejável; sua mãe está certa. O resto é, apenas, insegurança de quem não se garante.

Mei disse...

me chamam de "senhora" nas lojas e supermercados...antes eu ficava toda nervosinha por causa disso, mas agora nem ligo. Mas eu não consigo chamar ninguém se "senhor/senhora", nem de "doutor/doutora"....

Letícia disse...

Eu e meus amigos chamamos inside joke de "piada interna".

Letícia disse...

Ah, droga!
Vim super empolgada comentar, ensinar algo para a Lola e tal e umas vinte pessoas já haviam comentado sobre a "piada interna".
Enfim.


Você falando que uma vez chamou um cara de senhor super me lembrou de uma coisa: quando eu tinha uns 13 anos eu tava na fila do cinema com umas amigas e perguntei pro menino da frente, que devia ter uns 18 anos se ele sabia as horas. Muito educadinha eu chamei ele de "moço". O garoto ficou bravo!
Até hoje eu não sei se devo chamar as pessoas de moça/moço (que para mim é simpático e respeitoso), senhora/senhor, você ou tia/tio!

Geralmente pais de amigos meus eu chamo de Tio. Mas daqui a pouco vou ter que parar pois vou fazer 18 anos e ficaria hiper adulta, vivendo na casa própria, trabalhando. Pega mal chamar os outros de Tio. =P

cronicasurbanas disse...

Nessas horas eu sempre me lembro da Patricia Travassos contando que a sobrinha perguntou pra mãe dela: "Mãe, quem é mais velho: Deus, os dinossauros ou a vovó?" :-)

Tudo é mesmo uma questão de perspectiva...
abraço,
Mônia

léia freitas disse...

é Lola, idade é mais uma questão de mentalIdade do que de identIdade. minha mão não aceita não ser tratada por senhora e isso desde antes dos 40. segundo ela é uma questão de respeito. já eu prefiro tratar as pessoas por moço ou moça e não acho que esteja faltando com o respeito com ninguém.

off topic: quando puder dá uma olhada nesse comercial http://www.youtube.com/watch?v=2VN87ck1oKo
e me dê sua opinião. será que pensamos igual?

Anônimo disse...

Lola, eu não podia concordar mais com você nesse post.

E nossa Marcela, que comentário lindo!

Bjs
Leah

Marússia disse...

Lola, acho que nós feministas, temos que parar de dar a mulher o papel de vítima. Os homens mais velhos são considerados charmosos, etc, pelas próprias mulheres.Se eles trocam mulheres mais velhas por mulheres mais novas, é porque as mulheres concedem esta oportunidade. Sabe Lola, acho que as mulheres de 50 ficam mais "leves", não por não ter de se preocupar com a aparência, mas por não ter mais que lidar com sua sexualidade. Camille Paglia disse: "... algumas pessoas nasceram mais bonitas do que outras. Eu abraço a opinião wildiana de que a igualdade é um imperativo moral na política, mas de que a arte será sempre governada pelo elitismo do talento e a tirania da aparência". Eu diria que a sexualidade também é governada pela tirania da aparência, e nós temos que lidar com isso, se não pretendemos abrir mão dela. E não precisamos abrir mão. Podemos conquistar nosso espaço sem deixar que a preocupação com a aparência atrapalhe.Os homens também tem de lidar com essa questão. Se menos do que nós é por nossa própria culpa!

Marcela disse...

Oi Leah,

Que bom que voce gostou do comentario. :) Foram pensamentos soltos mesmo que foram saindo...

Obrigada,

Marcela

Snorks disse...

Oi Lola
cara... ageism contra jovens tem, e tem pacas!
um amigo meu critica jovens desde que tinha 17 anos. agora que tá com 31 tá vivendo a glória. e toma "essa mulecada não entende nada mesmo" pra tudo e pra todos.

e de fato, mulher de mais de 30 vira tia mesmo. há um ano eu tava nessa onda ainda, amigas minhas que me deram o toque e fui percebendo como a coisa saia naturalmente, tive que passar a prestar mesmo atenção nisso.
numa recente reunião com amigos um cara lançou que fulano tava ficando com uma "tiazinha"... quando perguntei quantos anos ele respondeu "ah... 31" - isso porque ele mesmo tem 30. e, pra piorar, uma amiga que estava com a gente falou "porra cara! EU TENHO 31 CARALHO!"

mas acho que esses papos de precô com idade tem pra todo o lado. já me falaram que eu sou velho demais pra ficar andando de bermuda (tenho 30), e quanto eu tinha 12 anos uma outra criança me chamou de tio e eu fiquei malz haha

Alba Almeida disse...

Olá, Lolíssima.
Adorei!!!Ainda que seja um dia surreal, é maravilhoso. E me identifiquei,.. no auge dos meus 4.4.
É isso...
Beijos

Anônimo disse...

A força do hábito (trabalho com atendimento ao público) me fez passar a chamar qualquer pessoa que não me apareça acompanhada de pai e/ou mãe de senhor(a). Trato assim até mesmo quem claramente é mais novo que eu (tenho 30). Talvez por ter sido mãe aos 20, acostumei cedo com o tratamento. Pessoalmente, detesto o "senhorita", ainda mais quando vem na forma de pergunta ("como devo lhe chamar, senhora ou senhorita?") No mais das vezes, é especulação de estado civil.
Aos 30, todas as expectativas que tinha quando mais jovem, todas as minhas projeções falharam, mas 'je ne regrette rien'.

Aninha disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Aninha disse...

Adorei o post, ele tá bem como são os pensamentos, uma coisa puxa a outra, e qdo a gente vê já passou por tantos assuntos! hehe
Eu tbm qdo comecei a ler seus posts te imaginei mais nova (leio seu blog diariamente há um tempo já), digo nova de uns 20 e poucos anos. Não q vc seja velha, né.
Qdo eu era adolescente (tenho 20) também imaginava que a minha vida mudaria radicalmente. O que mudou, de fato, foi que hoje eu dirijo e não tenho hora pra voltar pra casa nos finais de semana (contanto q diga aonde fui e q horas voltei). Faço estágio remunerado, q pra mim seria o símbolo da liberdade, pensei que poderia comprar o que eu quisesse... e hoje, gasto quase tudo com mensalidade de formatura da facul, gasolina e contas. E estou começando a me preocupar mais com minha saúde, procurando não engordar muito pq sei q depois fica difícil de voltar e talz. Não sou uma maníaca vaidosa, mas tenho família de obesos com problemas cardíacos e gosto mooooooito de comer, tenho que me cuidar.
Não é só depois dos 40, 45 que começam as cobranças por estereótipos de beleza, né. É claro q tudo se intensifica aí, mas desde já eu sinto uma cobrança, parece q todas nós, de 20 anos, temos que ser magrelas e de cabelo chapadinho, lindas e formosas maquiadas. Vou pra facul (q, apesar de ser pública, só tem patricinha - talvez pelo curso, Direito) e me sinto um patinho feio, com minhas havaianas, camiseta e meu cabelo enrolado. Enfim, sei que isso tudo não tem nd a ver, mas, pra mim, nao tem como eu nao me sentir assim de vez em qdo.
Ahh, eu queria te dizer. O que me fez pensar q vc era mais nova, além do seu senso de humor (e quem disse q pra ter senso de humor tem que ter 20 e poucos anos, né?), foi o fato de vc ser tão mente aberta em relação ao sexo. A maioria das pessoas mais velhas (não tão mais velhas assim, eu sei, e tirando desse rol meus amigos) que eu conheço, incluindo aí meus pais, são superconservadoras em relação ao assunto. Na faculdade tbm vejo mto isso com meus professores, falando, por exemplo, que determinado direito não vale para prostituta, pois ela não tem honra nem valores morais e etc.
Ah, já escrevi demaais! Agora vou comentar sempre! :D
Bjão, Lola!

Masegui disse...

Recadinhos:

Lolinha, continua escrevendo assim, sem pensar, sai muita coisa legal!

Mariana, obrigado pelo link do sebo e desculpe o agradecimento atrasado.

Pcesar, diga lá, companheiro, onde você tomou dessa, tô morrendo de inveja...

Anônimo disse...

Hi Lola, Hope all is well in your new job. I have a new one too, in TEXAS!!! Just wanted to let all his South American readers know that today is Nate's birthday and that he's the best brother in the USA!

Steve

Oliveira disse...

E aí Lola:

A mídia denuciou a corrupção em Brasilia de integrantes do DEM, denúncia essa que prejudica o prório DEM e o PSDB.

Você viu? Não é só a corrupçao do Lula e do PT que exposta pela mídia como você,cegamente,acha.

Leandro Monteiro disse...

O post está muito bom! Eu não achei que ele estava desorganizado haha Mas realmente, 'somos condicionados' a avaliar todas as pessoas, sucessivamente e incansavelmente. De vez em quando me pego avaliando mentalmente as pessoas, e na hora eu já tento esvair o meu pensamento. 'Ex-gordos' como eu tem um problema: sempre acham que a pessoa, por não ter emagrecido, é infeliz e não tem força de vontade, embora esse seja um pensamento totalmente sem sentido lógico, mas graças a alguns toques (seus, por exemplo), sobre o pensamento, e, sobretudo, sobre a visão da mulher sobre o mundo, estou tentando 'me reeducar'. Muito bom!
Um abraço de um grande fã seu!

Andréia Freire disse...

Olá, Lola.

Nada a ver com o tópico, mas estou aqui pra indicar um filme e um assunto:

http://colunas.epoca.globo.com/mulher7por7/2009/11/30/a-solidao-de-precious-mulher-negra-pobre-obesa/#comments

Tem muito a ver com os temas do blog, né? ;)

Maíra Teixeira disse...

Oi Lola
Nossa, como agora no alto (?) dos meus 21 anos eu me sinto cobrada quanto a minha aparência! Eu não poso ser gorda (mas sou) e aqueles detalhezinhos toscos como depilação e vestimenta me são muito cobrados. E acho u ó quando as pessoas associam aquilo que elas entendem por desleixo como falta de auto-estima. Parece até que não posso me achar bonita como sou (devo admitir que no meu caso não acho mesmo) e nem estar feliz comigo mesma sem ser bonita.
Concordo com seu post Lola.
Mas vamos lutando... Un dias todas seremos aceitas como somos.

Fê França disse...

Lola, eu preciso comentar, porque depois de passar horas lendo seu blog (meu marido até já foi dormir e eu continuo aqui), preciso pelo menos dizer que adorei muitos posts, li comentários, li críticas de filmes, li as histórias do vegetarianismo e comer cachorros, nossa, li tanta coisa!!! Amei. Você é ótima. Beijos, Fernanda.

marina w. disse...

obrigada, lola. vc que fez com que eu decidisse a continuar no blog e desprezar trolls. Além disso, meu filho falou que qq um acha qq coisa no google. Um beijo grande.


Teu blog continua bárbaro :)

Devathai disse...

Sabe, o seu post, mesmo solto, me ensinou muito. Eu tenho 29 anos e sou casada com um moço de 24. É incrível a pressão que sofro com isso, e olha que a diferença de idade nem é tanta assim. Todo mundo insiste em me dizer 'mas ahhh Flavia, vc parece tãããão novinha, nem dá pra perceber que ele é mais novo que vc'. Como se fosse um crime a mulher parecer mais velha. Além do mais, vivo às voltas com mulheres que, assim como eu, se casaram com caras mais novos e a neurose delas me dá medo. É o tempo inteiro ouvindo 'ah, eu sou 15 anos mais velha que meu marido mas nem parece, tenho cara de bem novinha'. Caramba, que stress, pra quê ficar repetindo isso? Vai mudar em quê o fato de que a mulher é mais velha? Não entendo esse tipo de pressão que as pessoas impõem na gente. Acho lindo quando vejo uma mulher grisalha. Minha mãe diz que é porque eu ainda não sou grisalha. Hehe, acho que desabafei aqui. Enfim... post maravilhoso, vou voltar sempre!

lola aronovich disse...

Ai, gente, muito obrigada pelo carinho! Vcs são todas umas fofas. E tem alguns fofos por aqui tb. Não dá pra responder a todas, porque são 4 da manhã e só não estou dormindo porque tá quente demais e uns mosquitos me picaram. Então relevem qualquer besteira que eu disse:


Marcela, muito bem lembrado isso de que os jovens (e certamente AS jovens sofrem mais) não são levados a sério numa empresa. É verdade sim! Mas desde quando uma garotinha de 30 anos feito vc tem rugas?

lola aronovich disse...

Luz/Deise, que bom que este post te inspirou a deixar seu primeiro comentário! E fico feliz que vc percebeu o condicionamento por que passamos. Logicamente que é uma construção que homens mais velhos sejam vistos como experientes e charmosos, enquanto mulheres mais velhas sejam vistas como pelancudas e enrugadas. Totalmente internalizado mesmo. Li um estudo que na Europa não é assim, e ainda quero escrever sobre isso.


Fátiminha, estava com saudades! Aproveite que não deve haver muita gente chamada Fárida. Imagina, quando vc vai ser abusada aqui? Pode conversar com a Bau, marcar body boarding em pororoca, o que quiser.

lola aronovich disse...

Kai, pois é, nesses tempos pós-modernos ser chamada de moderna é tão out, né? Abração!


Barb (e outras), isso, fiquem contando pra mim a idade dos seus pais pra me lembrarem que eu podia ser tranquilamente a MÃE de muitas de vcs.... Pra mim é incrível imaginar que, se eu (e o maridão) tivesse trabalhado direitinho, poderia ter uma filha de 20 e poucos anos. Podem me chamar de mami. Não, não, brincadeira!

lola aronovich disse...

Mariana, então esse negócio de “o sr tá no céu” é comum? Olha, acho super estranho o pessoal que chama os próprios pais de sr/sra, mas vai da criação de cada um, né? Só acho um pouco formal demais pro meu gosto. E obrigada por achar que eu vou viver até os 90 anos... ou mais!


Larissa, pois é, isso de sra/srta é o fim mesmo. Só pra saber o estado civil da pessoa. Mas tá fora de uso o senhorita, ou não?

lola aronovich disse...

Como assim, Mei? Vc ainda não se acostumou a me chamar de Doutora Lolinha?


Letícia, vc tem que pensar o seguinte: tem um monte de cara com mais de 40 anos que saliva por meninas de 20. Deve ser meio decepcionante que vcs os vejam como “tios”, porque eles certamente não veem vcs como “sobrinhas”. Acho que a vontade deles é passar pra vcs o manual que diz que homem mais velho é sedutor e poderoso. Parece que vcs faltaram a essa aula!

lola aronovich disse...

Léia, ah, eu tinha visto esse comercial de concessionária de automóveis na TV. É aquela coisa típica de sempre: mulheres jovens pra vender produtos, e com uma leve gordofobia como brinde! O que vc achou?


Marússia, concordo. Claro que esse condicionamento afeta a todos, mulheres e homens. Mas, como somos as maiores afetadas, tb temos que fazer um esforço maior pra resistirmos. Pessoalmente não vejo nada de errado em considerar homens mais velhos charmosos (eu tb acho!), o problema é o que nós achamos das mulheres mais velhas! De nós mesmas... E um problemão é que há poucas mulheres mais velhas na mídia. Não temos modelos.

lola aronovich disse...

Putz, Snorks, mulher de 30 anos é tia?! Nem sabia disso. Eu fico incrédula como a cada dia considera-se que uma mulher fica “acabada” cada vez mais cedo. Ao mesmo tempo que ouvimos aqueles papos de “40 is the new 30”, também ouvimos que depois dos 25, adieu! Quer dizer, só pras mulheres. Acho que é pra vender cirurgias plásticas pras meninas antes dos 18...


Aninha, sem dúvida, somos cobradas desde cedinho. Desde que somos crianças! E assim se cria uma indústria permanente e altamente lucrativa... E uma neurose coletiva que consome muita energia de um só gênero... Obrigada por reparar no meu senso de humor e no meu liberalismo quanto a sexo! Já fui chamada de moralista por ser contra a pornografia, mas meu problema é com a comercialização do sexo, nunca com o sexo em si! Comente sempre, por favor.

lola aronovich disse...

Mariozinho querido, para de querer tomar a bebida dos outros. Vc já tem problemas suficientes só com o seu consumo!


Hi, “Steve”! Texas, huh? What are you doing in Texas? I hope you're in Austin. I've heard that Austin's slogan is “Keep Austin weird” or sth like that. Or maybe I still have a “Thelma & Louise” impression about Texas? I left a message over there at our dear Nate's.

lola aronovich disse...

Pois é, Oliveira, quando é um escândalo desse tamanhinho fica mais difícil ocultar. Que pena que pegaram o Arruda; ele tava cotadíssimo pra ser vice presidente do Serra! Mas dos 40 milhões faltando do Detran de SP eles não estão falando muito, né?


Ha ha, é verdade, Leandro, ex-gordo é tão terrível quanto ex-fumante! Que bom que vc está se reeducando pra não ser intolerante. Os gordos agradecem!

lola aronovich disse...

Andréia, quero falar desse filme. Só duvido que passe aqui. Acho que vou cri-criticar o trailer...


Maíra querida, nós temos que ser as primeiras a nos aceitarmos! E isso é o mais difícil, é um aprendizado constante... Mas um dia chegaremos lá!


Fê, super obrigada por ficar horas lendo meu blog! Não precisa ler tudo de uma vez que os mais de 1,600 posts não vão sumir (espero!). Apareça sempre!

lola aronovich disse...

Marina w, ah, que bom, fico super feliz que vc tenha mudado de ideia. Vou deixar um recadinho no seu blog.


Devathai, ótimo comentário! Tô faz tempo querendo escrever sobre essa rídicula cobrança da sociedade de que o homem precisa ser mais velho que a mulher. Vou usar o seu coment no post. Abração, comente sempre!

Marcela disse...

Ah, Lola, as rugas estao la sim! E que eu rio muito, desde sempre, entao e inevitavel ter rugas (que comecaram como "linhas de expressao").


Eu ja trabalhei e ainda trabalho em muitos projetos em que os meus clientes estao em algum outro canto dos EUA ou do mundo. Na maioria das vezes so conheco pessoalmente o cliente do meio para o final do projeto e ha quase sempre um choque com a minha idade. Normalmente escuto comentarios em relacao a ser mais jovem do que a pessoa esperava (e isso depois de horas e horas em teleconferencias...).

Eu acho que, por ser mulher, talvez nunca esteja profissionalmente na idade "certa": ou sou muito jovem ou serei muito velha.

Beijos,

Marcela

Adwilhans disse...

Puxa vida, Lola, creio que vc está em plena crise existencial! "Senhora", segundo aprendi quando garotinho, é a mulher casada (atualmente, também a que vive em união estável, seja de que tipo for - antes que me crucifiquem!), exatamente o seu caso, independentemente da idade. Tudo bem que "senhorita" é um vocábulo fora de moda, caído no esquecimento, mas daí a "pular no pescoço" por uma tentativa de ser respeitoso parece coisa de "mulheres à beira de um ataque de nervos" (perdão, não resisti ao trocadilho!)...
Quanto à idade, fique fria: as mulheres decorativas que aceitam passivamente esse papel costumam ser chatas e não são levadas a sério por ninguém. Há que quebrar paradigmas...
Grande abraço e escreva, Lola, escreva, seu blog é SHOW!

léia freitas disse...

pois é, Lola, é a mesma história de sempre esse comercial mas o que realmente me chama a atenção é que no final aparece um homem (também nu e com tarjas), mas ele é mais velho, careca e barrigudo.
quer dizer: mulher prá agradar homem tem que ser jovem e bonita conforme os padrões impostos pela sociedade mas homem prá agradar mulher basta que tenha carro.
sofrível!

Anônimo disse...

Marcela 30 anos com rugas.. eu tenho 24 e costumo le q rugas so aparecem aos 40.... a mulher se preocupa mais e aparecer rugas con 30 ano é envlehecimento precoce.

Anônimo disse...

Nossa senpre a mesma história de discriminaçao e preconceito. E a mulher sofre mais com isso. Hoje em dia e considera da senhora aos 50.. e jovens de 30 e poucos. E rugas antes dos 40 é envelhecimento precoce. Uma mulher pode ser linda em qlqr faixa etaria...e nao se eh jovem ate os 29 como muitos dizem.

Anônimo disse...

Uma mulher de 30 anos ter ruga.. isso nao existe mais. Se tem rugas eh envelhecimento precoce. E eh considerada senhora aos 50 e nao aos 50 de acordo com a expectativa de vida....a mulher eh q mais sofre com discriminação e preconceito com idade. Nao tem nem existe esse termo "crise dos 30" pq muitos dizem que essa faixa etaria sao chamados de atultos jovem. Em pleno seculo 21 e tem gente imatura que nao entende isso