segunda-feira, 15 de julho de 2019

A DIREITA É CONTRA VACINAR OS FILHOS

Num mundo em que terraplanistas tem vez e em que a extrema direita avança, 
lógico que haveria lugar pra quem diz que vacinas nas crianças são imposições do Estado para deixá-las doentes. 
Esta excelente matéria mostra como o casamento entre a extrema direito e o movimento antivacina pode ser perigoso. É um convite à volta das epidemias. 
"Vacinas são perigosas! Espalhe a mensagem", diz mulher do movimento antivacina. "Okay, minha mensagem é 'sarampo'", diz a Morte
Ironicamente, o maior porta-voz desse movimento na Itália 
(não por coincidência de um partido fascista) ficou cinco dias internado por causa da catapora. Depois disso, decidiu abandonar a militância antivacina. Aqui no Brasil, o guru da extrema-direita Olavo de Carvalho se recusou a vacinar seus filhos, pelo que conta sua filha. Dois deles tiveram que ser internados por complicações do sarampo. 
Tuíte de Trump de 2014. Para ele, vacinas causam autismo
Eu já vi vídeos e li textos de vários mascus neonazistas 
(redundância: só existe mascu de direita) com as teorias mais delirantes. Eles acham que vacinas tentam esterilizar a população ou feminilizar os meninos. Eles também acham que o governo da nova ordem mundial enchem a água de hormônios femininos como o estrogênio para fragilizar o povo e dessa maneira poder dominá-lo (algo assim).
"Novo passeio para nossos convidados anti-vacina". "É um mundo de varíola"

Nessas horas de tanto obscurantismo eu me sinto na Idade Média. 

domingo, 14 de julho de 2019

REAÇAS, VOCÊS NÃO ACERTAM UMA

Faixa na porta do café Sabelucha, no Bexiga, em SP, segundo o deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP). Melhorem, reaças! Nesse ritmo, não vai sobrar Brasil pra vocês continuarem destruindo. 

sexta-feira, 12 de julho de 2019

SE DUDU VIRAR EMBAIXADOR DOS EUA É PORQUE ELE ME-RE-CEU

Grande oportunidade de emprego pra você aí, brasileiro (acho que não se aplica às mulheres, sorry) que já fez intercâmbio ou fritou hambúrguer nos EUA: abriu vaga de embaixador nos Istaitis. 
Ah, um detalhe minúsculo: tem que ser filho do presidente.
É meritocracia, gente! Segundo Eduardo Bolsonaro, não é nepotismo seu pai nomeá-lo embaixador, porque ele pode fazer a indicação política que quiser (ah bom! É um belo argumento!). 
Nessas horas, ao ler esta notícia, fico pensando no Lulinha, 
que já foi dono da Friboi, da Globo, da Oi, da maior fazenda do mundo, da ONU e de tantas outras instituições internacionais -- tudo por influência do papai -- vendo os filhos do Bolso ganharem cargos por pura meritocracia. 
Fico imaginando também os diplomatas brasileiros tendo uma porta como o olavete Ernesto Araújo como chanceler e observando o Brasil vetar o termo "gênero" nas resoluções na ONU, enquanto as delegações estrangeiras reviram os olhos. Que fase, Brasil! Levou quantos dias pro Jair transformar nosso país numa triste piada internacional?
Bolsominions têm uma relação ambígua com nepotismo. O filme de cabeceira deles é O Poderoso Chefão, em que um filho herda o negócio familiar do pai (é só um detalhe estarmos falando da máfia). Eles até hoje falam do Lulinha, mas certamente não veem nada de errado no Carluxo andar no carro na posse presidencial, ou em Dudu ser embaixador, ou em Flávio.... ahn, quem é Flávio mesmo? O Fredo, né?
E por falar em negócios de família, Trump está pensando em mandar o filho Eric pra ser embaixador no Brasil. Bolsominions devem estar tendo orgasmos com esta notícia. 
E também não é nepotismo! Eric certamente é muito gabaritado! Outro também que mereceu. Agora sim que o Brasil avança! 

quinta-feira, 11 de julho de 2019

FERNANDO HOLIDAY E SEU PROJETO PARA CONTROLAR O CORPO DAS MULHERES

No final de junho o vereador por SP Fernando Holiday, do DEM e do MBL, apresentou um projeto de lei para criar inúmeras dificuldades para as mulheres que quisessem abortar legalmente. Eu e muita gente ficamos enojadas. 
Como vocês sabem, o Brasil é um dos países mais atrasados do mundo em matéria de direitos reprodutivos, com leis muito restritivas. O aborto no Brasil só não dá cadeia em três casos: quando a gestante corre risco de morrer se continuar com a gestação, se a gravidez decorre de um estupro, e se o feto for anencéfalo, sendo que esta conquista é recente, de 2012. Até então, uma mulher com um feto cujo cérebro não iria se desenvolver, que iria nascer morto ou morrer minutos depois do parto, era obrigada a prosseguir com a gravidez durante 9 meses. Imagina que crueldade obrigar uma mulher a isso. 
Mas o que muita gente não sabe é que, mesmo nesses três casos, é dificílimo realizar um aborto legal no Brasil. Um estudo mostra que 7% das mulheres estupradas acabam engravidando. Mas 67% das brasileiras que engravidam em decorrência de um estupro não conseguem abortar. Muitas dessas vítimas são crianças e adolescentes. Quer um dado terrível? Lá vai: 80% das crianças até 12 anos que engravidaram não fizeram aborto legal. Menos de 6% conseguiram fazer. Apenas 65 hospitais em todo o Brasil realizam o aborto. E 57% dos hospitais recomendados não aceitam fazer aborto.
Eu me lembro sempre de um caso que chocou o país, numa época em que o Brasil ainda se chocava com isso. Aconteceu dez anos atrás, numa cidadezinha em Pernambuco. Uma menina de 9 anos era estuprada desde os 6 pelo padrasto. Ela engravidou e teve que vencer um verdadeiro calvário para conseguir abortar. Ela tinha o direito de abortar por ter sido estuprada, mas não só isso: continuar com a gravidez a colocava em risco de morte, porque ela era pequena e estava grávida de gêmeos. Enquanto ela tentava conseguir um alvará para fazer o aborto, o arcebispo de Olinda decidiu excomungar um monte de gente: a mãe da menina, que era a favor do aborto, as feministas, os médicos, menos o estuprador, porque, segundo o arcebispo, o que o padrasto havia feito era grave, mas muito mais grave era "eliminar uma vida inocente". Pelo jeito, pra ser considerada inocente, nem sendo uma menina de 6, 9 anos. Saiu do útero, pecou. Ah, e o Vaticano apoiou a atitude do arcebispo.
Numa entrevista, o vereador Holiday repetiu essa ladainha misógina que o feto gerado por um estupro é uma "vida inocente". É um jeito de dizer que a vítima do estupro é culpada, não inocente! Ele também disse que não gosta do termo "antiaborto", que prefere "pró-vida", pois aí mostra a preocupação com as duas vidas. É muito cinismo! Como se os conservadores tivessem qualquer preocupação com as mulheres! Ou com a criança depois de nascer!
Sabem as piores leis americanas que visam restringir o direito ao aborto? Foi exatamente nelas que Holiday se inspirou para apresentar seu projeto de lei. Ele foi amplamente criticado por nós, ativistas, por especialistas em saúde pública, por psicólogas, e até por gente da direita. Que fique claro: conservadores querem proibir o aborto em todos os casos. O Congresso atual tem cerca de 200 representantes antiaborto. Querem proibir a pílula do dia seguinte porque, afinal, se a vida começa na concepção, um minuto depois do sexo já há vida. Tem gente que considera anticoncepcionais abortivos. Tem gente que acha que homens que se masturbam (ou seja, praticamente todos) estão jogando fora as sementinhas da vida. Não há limites para a estupidez dos conservadores. E a gente costuma pensar nos evangélicos, mas os católicos são pioneiros na batalha antiaborto. 
No projeto que ele apresentou inicialmente, Holiday exigia um alvará para que uma mulher pudesse abortar nos casos previstos por lei. Um dos problemas é que a Justiça é lenta, e uma gestação não espera. A barriga vai crescendo enquanto a pobre mulher tenta convencer um juiz a permitir que ela aborte, e depois tente encontrar um hospital que aceite fazer o procedimento. E tem prazo. Aliás, os fundamentalistas cristãos gostam da demora. Pra eles, é “salvar uma criança” -- mesmo que a mãe morra. Se morreu, afinal, foi porque deus quis assim.
Holiday e muitos outros têm certeza de que a palavra da mulher não vale nada, que mulher mente, que todas as mulheres inventariam um estupro para poder fazer um aborto. Por isso eles querem alvará ou, no mínimo, BO.
No projeto original estava escrito que a mulher que quer abortar deverá, durante 15 dias, obrigatoriamente passar por "um atendimento psicológico com vistas a dissuadi-la da ideia de realizar o abortamento", que deve receber atendimento que proponha adoção, "exame de imagem e som que demonstre a existência de órgãos vitais, funções vitais e batimentos cardíacos"; e "demonstração das técnicas de abortamento, com explicação sobre os atos de destruição, fatiamento e sucção do feto, bem como sobre a reação do feto a tais medidas".
Isso tudo tem um nome: tortura. Pensa assim: a mulher foi estuprada, engravidou, e, como é seu direito, quer abortar. Mas antes ela precisa ouvir o coração do fruto do estupro batendo. Além disso, Holiday através do seu projeto demonstra não saber que hoje a maior parte dos abortos não é cirúrgica, mas através de medicamentos. 
Além de todos esses absurdos, o projeto obriga todas as mulheres a ter atendimento religioso, para dissuadi-las a abortar. Isso me lembra Gilead. Abortar não pode, precisa de atendimento religioso, mas pode ter arma de fogo pra matar. E adivinhem qual religião o atendimento religioso abordaria? Umbanda? Candomblé?
A repercussão contra o projeto de Holiday foi enorme, e por isso ele recuou. Disse numa entrevista: "Como o projeto foi escrito originalmente, percebi após criticas na imprensa e até conversando com mulheres que essa reflexão não pode se dar à custa de um sofrimento maior para as mulheres, que já estariam numa situação totalmente calamitosa. Nunca foi minha intenção aumentar o sofrimento delas". Puxa, ele até conversou com mulheres pra apresentar um projeto que afeta diretamente a vida das mulheres?! Que sacrifício!
Na realidade, o que Holiday e tantos outros reaças estão fazendo é "testing the waters", testando a água da opinião pública. Quão conservadora está a sociedade brasileira? Uma pesquisa recente mostrou que 41% dos brasileiros são contra o aborto em todos os casos. Ir testando os cenários foi o que eles fizeram com o Escola sem Partido, que foi rejeitado pela população, embora eles vão insistir. Holiday teve que recuar no Escola Sem Partido depois que passou a ser visto como inimigo dos professores. Agora precisa passar a ser visto como inimigo das mulheres. 
Apesar de Holiday afirmar que apresentará outro projeto, ele não vai recuar em várias coisas. Por exemplo, em vez de exigir a obrigação de um alvará provando que houve estupro, Holiday quer exigir um boletim de ocorrência, "o mínimo", segundo ele, "que se poderia exigir de alguém que foi violentada sexualmente". Como diz a defensora pública Paula de Souza, "por que precisa que a palavra da mulher seja validada por outro órgão?" Ela explica que muitos casos de estupro acontecem dentro de casa, por familiares. Essas mulheres podem ter motivos de não querer denunciar o estuprador. 
Um dos pontos mais polêmicos do projeto é o que previa a internação psiquiátrica de uma mulher que queira fazer um aborto ilegal. Um médico deveria ouvir essa mulher grávida e, se notasse que ela estava pensando em abortar, denunciá-la. Agora Holiday disse que se referia a mulheres dependentes químicas e moradoras de rua. AH, BOM! Que maravilha que ele explicou e vai esclarecer isso no texto! É condizente com a ideia de criminalizar e internar mulheres pobres e negras! E de transformar médicos em dedos-duros, o que fere o sigilo médico para pacientes. 
Ah, esses homens que se dizem liberais nas leis, querem que as empresas possam agir livremente, sem qualquer regulamentação. Mas quando se trata de controlar o corpo das mulheres, aí já viu! Vai te catar, Fernando Holiday!

Veja o vídeo no Fala Lola Fala e inscreva-se no canal!

quarta-feira, 10 de julho de 2019

CONTRA A DEFORMA DA PREVIDÊNCIA

Como viajei hoje de madrugada (vou participar do 57o Congresso da UNE amanhã, em Brasília), e como não sei quando terei acesso à internet, deixo este texto agendado, sem saber ainda o que aconteceu no tema mais importante do momento, que é a Reforma da Previdência.
Como qualquer pessoa que lê este bloguinho sabe, eu sou contra esta reforma, que só vai piorar -- e muito -- a vida dos brasileiros. A maior parte dos municípios do país depende do dinheirinho dos aposentados. Há economias inteiras em cidades pobres movidas por essa grana. Quase todo mundo conhece uma avó que sustenta a família. O que vai acontecer quando ficar cada vez mais difícil pras pessoas se aposentarem? Quando aposentados ganharem menos que um salário mínimo?
Assim como todo mundo, eu também serei prejudicada. Mas pouco. Eu já planejava me aposentar por idade aos 60 anos ganhando um salário mínimo. Pelas regras atuais, pra eu me aposentar ganhando basicamente o que ganho hoje, teria que ter vinte anos de serviço público. E entrei tarde na universidade federal, com mais de 40 anos. Trabalhei toda a minha vida na iniciativa privada. Eu já tenho mais de 25 anos de contribuição. Mesmo que essa reforma seja aprovada, pelas regras de transição, eu poderei me aposentar por idade aos 60. Pro meu marido, a mesma coisa. Daqui a 3 anos, um pouco mais, ele se aposenta por idade aos 65. Ganhando salário mínimo. A gente guarda dinheiro pra complementar nossas aposentadorias há duas décadas. Se gastarmos pouco e ninguém ficar doente, vai dar tudo certo. 
Mas esta não é a realidade da maior parte dos brasileiros. Portanto, mesmo que a reforma não me afete tanto, tenho certeza que ela afetará o país em que vivo. Que ficará ainda mais miserável. Já estamos vivendo um empobrecimento brutal. É só ver como cresceu o número de pessoas morando na rua. O segundo mandato de Dilma não foi nada bom, os dois anos de Temer foram um desastre, e Bolso é a continuidade deste golpe. Com a direita, não há recuperação. Só naufrágio. 
Estou bem sem esperanças ultimamente e acredito que a reforma vai passar. Anteontem a líder da minoria, Jandira Feghali (PCdoB-RJ) afirmou que o governo não tinha mais que 260 votos na Câmara dos Deputados para aprovar a reforma. São necessários 308 votos. Onix Lorenzoni dizia que já tinha 330 votos.
Segundo o Estadão, ontem havia 275 votos a favor (20 com ressalvas), 111 contra, e 127 que não quiseram responder ou não foram encontrados. Ou seja, se 40 desses que não quiseram responder forem a favor, a reforma passa. Para ser aprovada, a reforma deve ser analisada em dois turnos e ter no mínimo 308 votos, o que representa dois terços da Câmara. 
Jandira disse ontem que a bancada feminina e até a evangélica estavam se rebelando, pois a reforma daria às viúvas e órfãos pensão de menos de um salário mínimo, o que é uma crueldade impensável. 
Alessandro Molon (PSB-RJ), o líder da oposição, declarou ontem que o governo estava blefando, que não tinha os votos necessários e que ainda estava liberando emendas para chegar aos 308 votos. "Queremos um amplo debate para mostrar à população brasileira que é inaceitável uma proposta de reforma que retire R$ 20 bilhões de professores e policiais, para dar R$ 33 bi para ruralistas, que foi o que se fez de madrugada nessa casa". 
A tática da oposição era obstruir a votação e tentar suspender a sessão para o próximo semestre. Mas Rodrigo Maia estava otimista. Joice Hasselman também. 
Claro que, se a reforma fosse boa, o governo não teria que pagar para aprová-la. Às vésperas da votação, Bolso liberou quase R$ 1 bi em emendas. Só nos primeiros cinco dias de julho, foram liberados mais de R$ 2,5 bilhões
Em todo o ano até junho, o valor foi de 1,77 bi. É interessante que, quando esse tipo de "negociação" era usado em outros governos, era chamado de compra de votos, politicagem, corrupção, velha política. Mas hoje virou moda ser corrupto por uma causa maior (Sérgio Moro que o diga). 
Ontem o Datafolha divulgou uma pesquisa que mostra que a reforma deixou de ser rejeitada pela maioria dos brasileiros. Os contrários à reforma são 44%, e os que apoiam são 47%. Mesmo assim, ainda é um empate técnico, dentro da margem de erro, o que significa que a população está dividida. Entre os eleitores de Bolso, 67% são a favor, mas contrários são 27%. Entre quem votou em Haddad, 67% são contra a reforma, e 25% são a favor. 
Entre os que não votaram em nenhum dos dois, 61% rejeitam a reforma. Mulheres são contra a reforma, homens, a favor. 57% dos homens são a favor da reforma, 38% contra. Já 50% das mulheres são contra, e 39% a favor. A maior oposição está entre os estudantes (57% contra, 35% a favor). No Nordeste, 55% se opõem à reforma.
Mas a verdade é que as pesquisas não perguntam se o entrevistado aprova esta reforma, apenas se aprova uma reforma. Muita gente pode achar que é preciso fazer alguns ajustes na aposentadoria, ajustes que não chegam nem perto do nível de sacrifício que esta reforma quer impor aos pobres. Além disso, 7 em cada 10 brasileiros confessam não estarem bem informados sobre a reforma. 
A população certamente não sabe que terá que contribuir durante 40 anos para receber aposentadoria integral (menos de R$ 6 mil por mês). Quantos brasileiros conseguem ter emprego formal com carteira assinada durante quatro décadas? Ainda mais depois da reforma trabalhista, aquela que os donos do capital juravam que iria gerar muitos empregos (e o desemprego só cresceu). 
Espero que a reforma não seja aprovada. Mas, se for, uma coisa que não consigo entender é reaças virem aqui comemorar usando aqueles "argumentos" de "chola mais". Só banqueiro deveria comemorar a reforma. Quem não é banqueiro e é a favor da reforma é provavelmente muito mal informado. 
Mas cedo ou tarde, quando essa pessoa perceber que ela ou aqueles que ela ama não conseguirem se aposentar, ou só poderão se aposentar com um valor ainda mais irrisório que o salário mínimo atual, bom, aí talvez ela entenda. Mas será tarde demais. Quantos décadas vamos precisar para reconstruir o Brasil depois do golpe de 2016?

terça-feira, 9 de julho de 2019

IGLU, GATINHO NOVO NA CASA

Temos um gatinho novo no pedaço: é o Iglu!
Não sei exatamente a idade dele, se tem 6 ou 7 meses de idade. Só sei que ele é lindo, meiguinho, alegre e carinhoso. Os três humanos da casa já estamos completamente apaixonados por ele, que não deixa ninguém dormir. Falta a gata Sofia aceitá-lo. 
Adaptei a musiquinha do Monty Python sobre o lenhador e canto sempre pro Iglu: "He's a lumbercat and he's okay / he plays all night / and he sleeps all day". 
Pensamos em muitos nomes pra ele. 
Minha mãe sugeriu Fidel, Tirion, Soccer, Bingo, Spock, Figaro. Eu pensei em Cactus, Clichê (que era como a escritora Dorothy Parker chamava seu cão), Kiddo, Squindô, Forró, Tango, Blefe, Luau, Touché, Faísca, Cafuné e Taranta, mas achei que Iglu tinha mais a ver com ele, por ele ser branquinho e cinza.
Fiz um vídeo com o Silvio, vulgo maridão, para apresentar o Igluzinho. Vão lá, divulguem, assinem o canal, ativem o sininho, e todas essas coisas que se deve fazer num vídeo. 
E lembrem-se de nunca comprar um bicho. Adotem!