sábado, 18 de maio de 2013

FEMEN UCRÂNIA ROMPE RELAÇÕES COM FEMEN BRAZIL

O Zero Hora publicou hoje uma declaração da líder do Femen Ucrânia, Alexandra Shevchenko: 
"Não temos mais Femen Brazil. A pessoa que nos representava, Sara Winter, e que tem sua própria conta no Facebook, o Femen Brazil, não faz parte do nosso grupo. Tivemos muitos problemas com ela. Ela não está pronta para ser líder. É uma pena, mas essa decisão faz parte do nosso crescimento como movimento honesto. O Femen Brazil não nos representa".
Sara, por sua vez, citou desacordos financeiros com a Ucrânia, disse que seguiria com os protestos no Brasil, e se defendeu: "Elas queriam que eu contratasse um helicóptero para desenhar um símbolo do Femen no Cristo Redentor. Como iria fazer uma coisa dessas? Queriam que eu encontrasse uma cruz de madeira no Rio ou em São Paulo e serrasse, como elas fizeram em Kiev. Elas tinham muitas ideias absurdas que foram nos distanciando".
Uma matéria do Uol diz que o Femen Br ainda não está sabendo do desligamento, e que prosseguirá com as atividades. Diz Sara: "Não assinamos nenhum contrato, usamos o nome porque nos identificamos com as ideias. Vamos continuar trabalhando, independente de qualquer mudança no nome do nosso grupo".
Já esta notícia do G1 indica que o motivo da discórdia foi financeiro. Alexandra diz que Sara não pode mais usar o nome Femen, e Sara diz que vai continuar a usá-lo. Ish.

Em outubro do ano passado, Luma, uma universitária em SP, me enviou este relato, que não publiquei antes por pena da Sara:
"De julho pra agosto entrei em contato com o Femen por email e me convocaram para uma reunião, fui até o local e no mesmo dia chegou a produção da RedeTV para fazer uma matéria (ninguém me avisou). Fiquei assustada, mas encarei e já fiquei com várias questões na cabeça. 
Fiz uma foto com os seios pintados, publiquei, pois o movimento acredita que é bom para lidar com a reação de familiares e amigos. A Bruna [então número dois do grupo; ela saiu em setembro, fazendo várias críticas] e a Sara queriam muito que eu ficasse e começaram a entrar em contato comigo, mas desde o início eu disse que seria importante para o Femen entrar em contato com outros coletivos, que eu tinha como marcar encontros e tal. A Bruna achou interessante, mas a Sara fingiu que não me ouviu. 
Na semana seguinte, me informaram que elas participariam do Superpop e me chamaram para acompanhá-las, e fui apesar de discordar de tudo. Chegando lá fiquei sabendo que o movimento tinha assessor de imprensa e até mesmo fotógrafo. Fiquei encucada com tudo isso e, convivendo com as meninas, vi que o foco era ter mídia, não lutar. Ouvi várias coisas, como uma empresa de cerveja querendo fechar um contrato com o Femen, e a Sara aprovando a ideia. Ela me disse que a Playboy havia oferecido um cachê de 30 mil reais pra que ela posasse nua, mas que ela só posaria daqui a oito anos. 
No dia seguinte, depois da participação no Superpop, a Rede Record passou o dia conosco. Já comecei a ficar bem mais na minha e vi que não era o que eu queria pra mim. O movimento estava perdido e parecia uma espécie de diversão da Sara, que muitas vezes me irritava questionando o corpo de algumas garotas e até o seu próprio. Ela falava muito sobre magreza. 
Uma vez quando estava no hotel com ela e a Bruna, Sara contou que uma das meninas da Ucrânia havia falado que parecia que ela estava grávida, pois num protesto a calcinha que ela usava estava muito apertada. Sara sempre queria que para as fotos as meninas estivessem maquiadas (como se alguém fosse obrigado a usar maquiagem, né?). Comentou certa vez que estava chateada em relação às garotas da Ucrânia, pois elas colocavam na página só as meninas brasileiras que elas consideravam bonitas. Disse que as ucranianas faziam considerações acerca dos corpos das brasileiras que entravam pro Femen.
Sara usava termos racistas como se fossem brincadeira. Por exemplo, logo no primeiro dia ela já soltou essa (não lembro exatamente qual era a conversa): 'Ah, mas isso é coisa de preto!' E eu olhei assustada pra ela e ao mesmo tempo indignada. Percebendo isso, ela já veio dizendo, rindo: 'Não liga não, é que meu pai é 'preto' e minha mãe fala assim, de vez em quando eu falo assim também!' 
Mais tarde, no mesmo dia que a Record passou conosco, tenho outra surpresa: elas me informam que haveria um ensaio fotográfico. Fui junto com elas, mas ninguém me avisou que eu também iria participar. Na hora que a Sara 'mandou' que eu fizesse as fotos, eu não quis. Era um ensaio nu, com um fotógrafo que eu nem sabia quem era e elas não souberam me explicar o motivo do ensaio, então eu me recusei. Nessa a Sara rasgou o verbo e depois fingiu que me compreendeu, para que eu continuasse no movimento. As outras meninas também não queriam fazer, mas obedecem a Sara como ninguém e fizeram. 
No dia seguinte seria meu primeiro protesto, e Sara me informou que o objetivo era ser presa. Ela ligou para várias emissoras para que eles cobrissem. Me recusei a participar e mandei uma carta ao movimento e publiquei no meu blog. Está um pouco doce porque não quis que parecesse um ataque pessoal. Quero deixar claro que minhas críticas são em relação ao Femen, e não diretamente a Sara, mas se ela é a porta-voz do movimento, deve no mínimo ter coerência no que diz e não ficar mais utilizando uma luta séria para questões pessoais.
Se entrei no Femen era porque queria ajudar a construir o movimento, mas percebi que com a liderança da Sara é impossível. Ela tem muito a aprender e espero de coração que aprenda. Não vou ficar atacando ninguém. Desejo que ela amadureça e não use o nome do feminismo para diversão, ganhar mídia e quem sabe ganhar um dinheiro. 
Não me arrependo de ter saído e hoje vejo que não se encaixa com meu jeito de fazer militância. Quem permanecer deve tomar muito cuidado, o Femen está perdido, tem muita gente mal intencionada visando ganhar mídia e dinheiro usando o nome do feminismo. Não é de agora que o Brasil sabe o que é feminismo, a luta é antiga, é de todos os dias. Só quero que Sara e as outras garotas aprendam."

Em novembro uma outra ativista do Femen, a Sabrina, que levou a Sara para Belo Horizonte para vários protestos, me enviou um email: "Na primeira vez que vi o seu nome  [Lola] e visualizei seu twitter/blog, eu nem conhecia o Femen. Tomei conhecimento dos seus escritos graças a uma discussão que você teve com o Pablo Villaça, crítico de cinema, meu conterrâneo que adoro tanto. Naquele momento não tomei partido e comecei a ler o que você publicava no blog, e até hoje leio do mesmo jeito, seja críticas ao Femen ou outros assuntos. 
Gosto do seu blog, Lola, e espero um dia ver nele um post dizendo que o Femen adquiriu seu respeito. Se isso não acontecer, tudo bem, mas que eu vou lutar para que pessoas COMO VOCÊ nos deem mérito, eu vou. Digo você porque a sua crítica é diferente. A sua crítica ensina, capacita. Depois do protesto nas Lojas Marisa, eu percebi que existe muito lobo em pele de cordeiro no meio feminista. Meninas que se intitulam feministas melhores do que nós questionando o tamanho dos meus seios, o tênis que eu uso ou a cor da axila da fulana. 
É muito triste porque vendo esses comentários que algumas meninas plantam e os mascus curtem e colhem, dá a entender que nosso protesto só será válido se tivermos seios grandes, se estivermos descalças e desgrenhadas (de acordo com a lógica deles), sendo que em nenhum momento passa na cabeça deles que eu uso All Star porque eu gosto. E a gente não perturba ninguém, a gente faz do nosso jeito tentando melhorar sempre. 
Eu entrei no Femen porque acreditei na Sara, e com o tempo e convivência acredito mais ainda. Menina de coração bom, só precisa de apoio e instrução... sou um pouco mais velha do que ela e pretendo fazer isso."

Infelizmente, não tive mais contato com a Sabrina. Ou com a Luma. Meu único contato com a Sara eu já narrei aqui. Em outubro, ela foi assistir uma mesa em que eu palestrei, numa organização da Marcha das Vadias SP. Conversamos depois da palestra, uma conversa tensa, mas produtiva. Sugeri que o Femen Br desse um tempo pra se reestruturar, e que ela, individualmente, procurasse aprender mais não só de feminismo mas de História, de movimento estudantil, de lutas da esquerda.
Minha sugestão não foi aceita. 
O Femen Br não saiu da mídia. E continuou fazendo as piores besteiras, como homenageando uma grande inimiga do feminismo, Margaret Thatcher. Já o Femen do resto do mundo conseguiu fazer pior: promoveu um topless jihad day, fazendo com que várias feministas islâmicas respondessem que o Femen não as representa e nem elas querem ser "libertadas" por um grupo de mulheres magras e brancas que precisam tirar a roupa para ser ouvidas. 
Assim que escrevi sobre o Femen pela primeira ou segunda vez, algumas feministas brasileiras já me alertaram que o Femen seria um grupo de inspiração fascista disfarçado de feminista. Cada vez mais há provas disso, o que parece indicar que o Femen Ucrânia originalmente aceitar ser representado por Sara (com seu recente passado neonazista e sua tatuagem da cruz de ferro) não foi mera coincidência. O Femen Ucrânia sabia exatamente o que estava fazendo ao "contratar" Sara. Assim como sabe que a página do Femen do Reino Unido, só pra ficar num exemplo, é administrada por um membro de um grupo de extrema direita.
Eu mantenho o que já disse várias vezes: pra mim, o fracasso do Femen é internacional, não só brasileiro. Não foi o Femen Br que inventou a imagem da linda moça segurando testículos sangrentos, nem a tal do "islamismo mata gerações". 
As declarações que tenho visto da Alexandra não são muito melhores que as da Sara. O Femen é um movimento midiático que depende demais de suas lideranças. É um movimento hierárquico, nada horizontal, nada democrático.
Pra mim, individualizar o problema do Femen na figura da Sara é um erro (há quem discorde). 
Claro, Sara deve ser responsabilizada por suas ligações neonazis e pelo seu desconhecimento sobre feminismo(s). Mas nem ela, nem ninguém, tem a permissão de tirar a blusa, por uma guirlanda de flores na cabeça, chamar a imprensa e sair gritando que é do Femen. O Femen é uma marca, e foi essa marca que autorizou Sara a abrir uma franquia no Brasil. Alexandra dizer "o Femen Brazil não nos representa" equivale a lavar as mãos para todas as asneiras que o Femen tem feito em todo o mundo. Só trocar a líder brasileira não limpa sua barra.
Agora podemos ter umas questões interessantes. Se Sara promover protestos sem estar ligada ao Femen, a mídia lhe dará destaque?  E, se ela continuar fazendo seus protestos com a marca registrada do Femen (seios de fora, flores na cabeça), o Femen Ucrânia irá processá-la? E será que, a essa altura, o Femen tem salvação?

GUEST POST: MÍSTICA E LUTA NO MOVIMENTO SEM TERRA


Conheci o Ramofly (sim, esse é o nome dele) ao dividirmos uma mesa-redonda na Universidade Federal Rural do RJ, em Seropédica, em abril. 
Sua fala e sua luta no MST são contagiantes. Pedi pra que ele escrevesse um guest post aqui pro blog, e taí. 
Melhor apresentá-lo direito: o historiador e pedagogo Ramofly Bicalho, professor da UFRRJ, trabalha com educação de jovens e adultos no campo. E ele é uma simpatia. 

Nessa conversa quero refletir sobre a importância que a mística possui nos acampamentos e assentamentos do MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra. Com a mística percebemos a necessidade de valorizarmos as histórias de vida das pessoas, culturas, sonhos e gestos, contribuindo para renovarmos as esperanças de um mundo mais humano e pleno. Ademar Bogo, na poesia "Marchar e vencer", afirma que “a dor, a fome, a miséria e a opressão não são eternas; eternos são os sonhos, a beleza e a solidariedade, por estarem ao longo do caminho de quem anda, em busca da utopia nas asas da liberdade”. Ainda creio na possibilidade de sonharmos com um mundo de alegrias e de trabalho coletivo, que enfrente a dor e a miséria presente nos campos e nas cidades.
Na mística, defendemos com muita intensidade os seguintes valores: liberdade, utopia e solidariedade. Valorizamos a vida nas escolas do campo, nos acampamentos, assentamentos e na luta por Reforma Agrária. Combatemos o latifúndio, o agronegócio e o veneno em nossas mesas. Com muita coragem, emoção, cantorias, músicas e poesias, denunciamos o fechamento das escolas do campo, sem perder o brilho nos olhos. Ao construir o caminho numa escola de assentamento do MST, a mística é algo que nos alimenta, que fortalece nossa organização, que nos dá esperança de viver com dignidade, resgatando os valores de nosso cotidiano.
Seus significados estão mais atrelados aos gestos, aos símbolos e às emoções do que palavras soltas e sem significados. Segundo Caldart, mística quer dizer mistério, ou seja, se for completamente desvelada perderá a essência do seu sentido. Dependendo do grau de participação, gera alívio, tensão e respeito ao próximo, unindo pessoas em torno dos mesmos propósitos. Com a mística, combatemos a exclusão, a fome e os maus tratos. Enfrentamos a problemática urbana de violência física e simbólica, o desemprego, os transgênicos e os latifúndios improdutivos. Ela se faz presente na construção do barracão-escola, nas ocupações de terras e prédios públicos, no uso do boné e na bandeira do movimento.
Descrevemos a mística como uma enorme possibilidade histórica de trabalhar a organização de acampados e assentados em prol do coletivo. Sempre iniciamos as atividades com encenações, músicas, atos públicos e muitos abraços. O hino do movimento é entoado seguido de leituras e poesias que reafirmem a luta dos sem-terra em prol da reforma agrária e da educação do campo. Palavras de ordem são mencionadas, tais como: viva o socialismo; Che, Zumbi, Antonio Conselheiro, na luta por justiça somos todos companheiros. Comportamentos como esses geram atitudes, valores e gestos que não passam despercebidos.
Creio que na construção de uma sociedade mais justa, solidária e cidadã, que valorize os sonhos e as utopias dos trabalhadores/as do campo, seja necessário dialogarmos com a intensidade da mística nos acampamentos e assentamentos do MST. Ela alimenta a esperança dos militantes nas áreas de Reforma Agrária. Mobiliza homens e mulheres na luta pela identidade sem terra e no enfrentamento das adversidades. O entusiasmo para lidar com os fracassos e desajustes desta civilização concentradora de renda e de terra é revigorado com os sonhos e as poesias, na eterna busca de uma vida mais digna para todos os sujeitos dos campos e das cidades. 
Segundo Stédile: “no MST, a poesia é mais do que uma simples arte. É a forma de animar os passos na busca da terra que se distanciou dos corpos de quem precisa dela para marcar o tempo de sua existência. (...) esta pedagogia de dizer com versos está enraizada na existência de poetas e poetizas que nos antecederam e vivem em seus versos, emendados nos versos de nossos jovens e crianças que, sob as lonas pretas, não deixam de sonhar com a liberdade. A política sem poesia perde a consciência das mudanças que deve alcançar. Perdendo a consciência, perde os sentimentos. Sem sentimentos o homem vira pedra; elas não falam de si, apenas fazem a terra suportar seu peso”. 
Os sonhos, as lutas, o amor, o respeito e a esperança são valores que se aproximam dessa tal liberdade, autonomia e hegemonia defendida pelo MST, na estreita e necessária relação entre os trabalhadorxs do campo e da cidade. Vive-se a esperança, a dignidade e os valores do Movimento. Serve como renovação dos sonhos, das utopias, dos ideais e valores da dignidade humana. Reconhecer a realidade desses sujeitos, suas festas, confraternizações, piadas e enfrentamentos com autoridades policiais nos acampamentos, assentamentos e marchas são essenciais para fortalecer a luta por um Brasil sem latifúndio.
Nesse sentido, as memórias devem ser utilizadas como espaços de lembranças e possibilidades para rever antigos companheirxs. São fundamentais na renovação das forças e estímulo nos momentos de incertezas e dificuldades. Percebo que a participação efetiva das pessoas na organização e na vivência da mística provoca, em sua grande maioria, admiração. Inúmeras são as possibilidades de viver a mística atrelada às noções de cidadania, formação política, identidade sem terra e reforma agrária. 
A mística nessa conjuntura retoma o debate e engrandece a nossa luta por educação pública, gratuita e de qualidade para todos, fortalecendo as milhares de escolas do campo espalhadas por esse Brasil afora.

Mais sobre a mística no MST nesta apresentação do GEPPEC, nesta dissertação de mestrado de um aluno da UFGD e  neste artigo de Plinio de Arruda Sampaio. Vários outros links aqui.

sexta-feira, 17 de maio de 2013

A VOLDEMORT TATUADA

Eles não economizam nos pontos de exclamação

Faz um tempão que não falo dos meus inimiguinhos, os mascus, então me dê um desconto. Por onde começar? 
Esta semana um jornal, ao que parece um jornal de verdade, impresso e tal, chamado Folha do E. Santo, publicou um artigo cheio de preconceitos. O título? "Mulher tatuada seria mais promiscua [sic] no sexo" (ué, seria mais promíscua onde? Na cozinha?). Entre muitas barbaridades, o artigo fala de um "recente estudo" de um tal de E. Mendes e suas incríveis deduções sobre o que significa cada tatuagem. Por exemplo, tatuagem de escorpião ou aranha "indica doença venérea curada e/ou portadora do Hiv", tatuagem de cruz indica "viúva, matadora de maridos. Multiplas [sic] cruzes indicam corriqueira prática", tatuagem de estrela indica "gosta de apanhar especialmente durante o sexo". Reparem no especialmente.
Após inúmeras reclamações (imagino), a redação do jornal decidiu incluir um aviso dizendo que a notícia está na categoria editorial de "curiosidade" e "bizarro". E, pra tentar limpar a barra, acrescentou: "O editor considera a matéria um besteirol que o brasileiro venera nas demais mídias, principalmente a televisiva. Mas, tem quem goste!"
O redator, pelo jeito, considera divulgar matérias mentirosas disfarçadas de estudos científicos uma questão de preferência. Dane-se a credibilidade do jornal, não é mesmo?
Quando eu li essa nojeira, algo me pareceu familiar. Rapidamente encontrei a fonte. Ela foi copiada inteirinha, imagem por imagem, de um blog mascu, de um post de agosto do ano passado. Sabe os mascus, que definem tatuagem (em mulher; homem pode) como "carimbo de puta"? Pois é. Dessa fonte idônea. Jornal plagiar blog mascu é fim de feira mesmo.
Só que aí eu descubro que os mascus tampouco criaram alguma coisa. Eles mesmos plagiaram um outro mentecapto. Quem? O Testosterona! Ele, ou alguém do seu site, escreveu ou plagiou (já que o Dudu tampouco costuma criar algo) o post em 2011. O tal "E. Mendes" citado como autor do estudo é a belezura ao lado.
Parabéns, Folha do E. Santo! Plagiando os maiores perdedores da internet! Reproduzindo material misógino! Assim vocês vão longe.

Ah, é sacanagem eu falar dos mascus, né? 
Afinal, eles estão lá, quietinhos no seu canto, metendo a real um nos outros e em si mesmos (palavras deles, não minhas), cuidando do seu desenvolvimento pessoal (o deles, não o seu, leitora; eles parecem ter outros planos pra você). É o que eles vivem repetindo: que eles não são misóginos, não são homofóbicos, não são racistas, e nem ligam pra mulher! Tudo que eles fazem nos seus fóruns é se desenvolver como seres humanos ahn, não, eles não se consideram a mesma espécie que a gente, búfalos também não, ninguém nem sabe como um búfalo se desenvolve, crescendo chifres? homens
Isso, eles estão lá freneticamente se desenvolvendo como os grandes homens honrados que são.
E pra provar que eles realmente veem desenvolvimento pessoal como algo mais que tomar anabolizante pra ficar sarado, escolhi à toa uns prints em dois minutos de fóruns dos guerreiros de um real (clique para ampliar).
Se o rapaz tivesse terminado a frase em "já nos deixaram", eu até concordaria com ele. 
Alguma fêmea caridosa por favor mostre uma b*ceta pros mascus pra que eles vejam que é um órgão elástico que não alarga, por favor? Ok, melhor não. Melhor deixar que eles continuem tremendo de medo das vaginas dentadas.
Pena que o desenvolvimento pessoal desses guerreiros não se restringe a coisas extremamente viris como batatinhas e tartarugas ninjas. Seu desenvolvimento também envolve ameaçar mulheres que vão participar da Marcha das Vadias. Os links e prints das ameaças já se encontram com as polícias Federal e Civil. 
Eu já falei algumas vezes que sou a Voldemort dos mascus, mas não pensei que chegasse a tanto. 
Certo, eu já havia notado que meu nome não podia ser citado nos fóruns deles. Já me contaram que eles tiveram que alçar um monte de membros ao cargo de moderador só pra que nenhuma menção a mim ou ao meu blog aparecesse. E eles de vez em quando ameaçam expulsar quem pronuncia meu nome. Mas, né, não tinha me dado conta que qualquer Lola é proibida por lá (clique para ampliar).

Talvez você tenha ouvido falar da graduada em Letras pela UFSCar que virou garota de programa. Pois bem, seu nome artístico é Lola Benvenutti. Veja como o nome surge automaticamente substituído num fórum mascu.

Uma leitora perguntou se eu não me incomodo em, sei lá, ser chamada de baleia jubarte. 
Bom, primeiro que baleias são bichos magníficos e poderosos e grandões. Segundo que, sei lá, digamos que eu não tivesse sido uma criança magra e tivesse sido chamada de baleia quando eu era pequena. Na terceira série eu até poderia ter ficado ofendida. Mas, entrando na quarta série, a gente amadurece. Até os meninos da quarta série partem pra insultos mais inteligentes.
Considero um elogio que eles tenham tanto medo de mim que não podem nem mencionar o meu nome. Eu sou o único assunto proibido entre eles! Quer dizer, eu e qualquer tema remotamente inteligente.