Cheguei em casa após ver Vestida para Casar (27 Dresses) e me senti igualzinha ao protagonista de Amnésia: se eu não anotasse urgentemente o que vi, iria me esquecer de tudo em questão de minutos. Mas que a sessão foi boa enquanto durou, ah, isso foi. Quem diria que eu iria gostar de um filme que lida com montes de casamentos? E no entanto, a comédia romântica é uma gracinha. Ri, chorei um tiquinho, me diverti pacas. Só me senti mal ao ligar a internet, ler as críticas, e perceber que fui a única mortal a gostar de Vestida. Mas não vou mudar minha opinião só por isso. Eu gostei! Eu sou a lenda!Acho que o troço funciona por causa da química perfeita entre os dois recém-astros, Katherine Heigl (Grey's Anatomy) e James Marsden (o príncipe de Encantada). James podia ligar o piloto automático e fazer o típico galã de todas as comédias românticas, mas ele consegue ir muito além. Seu charme segura o filme. Se colocassem orelhas e bigodes de gato nele, com aquele sorriso, ele seria o gato da Alice. Tem uma cena em que ele diz pra Katherine: “Sei que você me acha sexy”. Juro que ouvi a platéia inteira suspirar.
A Katherine tem um papel mais difícil, porque sua personagem é uma sonsa total, uma tansa, como dizem em Joinville (imagina, ela acredita em amor eterno e na magia das cerimônias de casamento e é apaixonada pelo chefe, que não lhe dá bola). Mas ela é linda e tem um excelente timing cômico, como já vimos em Ligeiramente Grávidos. E todos os coadjuvantes estão bárbaros também. Vestida é um estouro no seu gênero. Claro que segue uma fórmula, mas o resultado fica bem acima. E é tão raro uma comédia romântica escrita e dirigida por mulheres! Tá bom, diga que estou doente, me joga na parede, me chama de lagartixa (prometo que esta é a última crítica minha onde você lê isso), mas eu assistiria Vestida de novo com prazer. E o maridão também aprovou. Sei que falei que não iria mais ver filmes com a palavra “casamento” e derivativos no título, mas, ahn, o título original não fala nada do sagrado matrimônio (eu nem sabia!). E preciso incluir um adendo: não vejo mais filme com “casamento” e derivativos no título, desde que o James Marsden não esteja presente. Porque por ele sou capaz de encarar até mais um X-Men!
