quinta-feira, 19 de outubro de 2017

GUEST POST: "FIZ UM ABORTO E QUERO AJUDAR"

Recebi este relato da B. E, como precisamos falar sobre aborto, e como surgiu a campanha "Eu vou contar", publico aqui o relato. 

Lola, acabei de realizar um aborto. Tá dando tudo certo. Comecei a escrever um relato extenso, mas o que eu quero mais é ajudar outras mulheres. Aborto é uma das nossas pautas mais urgentes, e só quem passa por essa situação tem noção do tamanho que é. Gostaria de deixar algumas dicas simples, baseadas na minha experiência. Gostaria que as pessoas lessem essas dicas mesmo sem estar grávidas. Lerem tipo leitura de banheiro, leitura rápida, leitura de textão de facebook. Ao passarmos por essa situação horrível, eu e meu namorado queremos ajudar mulheres a terem calma nesse momento tão delicado.
1. Fale com seu(a) companheiro(a)
Eu e meu namorado já havíamos concordado: se engravidássemos, abortaríamos. Eu sabia das opiniões dele, e ele das minhas. Isso tornou tudo mais fácil, porque cansei de ouvir histórias de que um queria e outro não, tornando tudo bem mais complicado. Não tenha vergonha de dividir opiniões "tabu" com seu/sua companheiro(a). Isso é sinal de um relacionamento saudável e quando rolar m*rda, vocês estarão tranquilos com muitas certezas.
2. Leia, leia, leia
Eu sempre li sobre aborto. Sempre concordei com a legalização e sempre me interessei. Lia notícias, ficava p*ta da cara com mulheres que estavam com zika e pediam remédios do exterior e os correios confiscavam. Fico triste de ver mulheres enfiando agulhas em suas vaginas para pegarem uma infecção e irem mais rápido a um hospital. Com mulheres desesperadas que tomam comprimidos de farinha vindos do Paraguai. Mulheres que vão pra fora do país para fazerem uma cirurgia cuidadosa. Li também como funcionavam as ongs Women on Waves, Aborto na Nuvem, Women Help Women e por aí vai. Sabia quantos comprimidos de Cytotec tinha que usar. Sabia das dores, que podia ter complicação. Leia muito. Mesmo se você ler tudo, ainda terá dúvidas. Se informe.
3. Pense, pense, pense
Eu tinha muita certeza do que não queria: um filho. Pelo menos agora. Fiquei sensível pensando em como o bebê ia ser lindo, como minha família ficaria feliz, como eu e meu namorado formaríamos uma família linda. Andando na praia pensei no que eu queria. Ignorando o mundo, fingi que não tinha simplesmente ninguém. A resposta veio rápida na minha cabeça. Sei que para muitas pessoas não é bem assim. Tire um dia ou dois para pensar com calma e sozinha.
4. Respeite seu corpo
Tem MUITOS(AS) vendedores(as) absurdos na internet. Na moral. Não é difícil você encontrar vinte vendedores de cytotec em um dia, alegando serem super profissionais. Óbvio que não são. Procure referência. Um cytotec falso não vai fazer efeito e você vai perder uns 700 reais na brincadeira. Um cytotec mal ingerido pode fazer você se ferrar de dor, precisar ir ao hospital (e aí já viu), se expor a infecções e por aí vai. Compre de quem você ouviu recomendações e se sentiu segura.
6. Tenha calma, mas tenha pressa
Descobri que estava grávida muito cedo. Tipo três semanas depois da fecundação. Mesmo assim, eu e meu boy corremos, falamos com deus e o mundo e em menos de uma hora e meia tínhamos altos contatos. O tempo passa super devagar nessa tensão maluca de gravidez não desejada. Falo pra ti: pensa com calma, pesquisa bem com quem você vai abortar, mas pensa rápido. Quanto mais tempo demorar pra fazer o aborto, pior vai ser, mais dor você vai sentir, mais difícil pra expulsar o feto vai ser. Tente agilizar tudo em torno de uma semana. Vai ser melhor, juro. Se você fizer em um médico, provavelmente ele vai pedir uma grana alta à vista. Pegue empréstimo, faça alguma coisa. Só não fica parada que o que está dentro de você só vai aumentar.
7. Não é barato
Olha, é tudo relativo. Fiz com um médico e deu mais de R$ 5 mil. Só consegui essa grana porque meu namorado tinha. Havia pesquisado com uma vendedora de Cytotec e foi R$ 700 com seis comprimidos. Se dinheiro não for exatamente o maior problema, vai com um médico. Procure indicações. Acredite: tem mais mulheres perto de você que abortaram do que você desconfia. Aproximadamente 1/5 das mulheres com até 40 anos fizeram pelo menos um aborto. 
8. Você não está sozinha
Óbvio, o maior problema é teu. As dores serão suas, o peso na consciência será seu. Mas eu juro que você não tá sozinha, sério. F*da-se se teu namorado é um bosta, se tua família não te apoia e se todos teus amigos são crentes. Tem uma rede de mulheres disposta a te ajudar.
9. Descanse
No caso de você abortar, talvez você sinta apenas duas coisas: alívio e dor. Desculpa, vai doer. Vai ser a pior cólica da tua vida. Mas na moral, nada comparável à dor de uma maternidade indesejada. Você vai pensar na carinha que teu bebê poderia ter. É difícil mesmo. Descansa teu corpo e tua cabeça. E pensa que tu é livre.
PS: Escolham bem os companheiros de vocês. Meu namorado foi o meu anjo da guarda. Existem homens bons no mundo.

85 comentários:

Anônimo disse...

Pelo que tenho visto muita mulher engravida de propósito para fazer aborto, apenas para "lacrar" nas redes sociais.

Anônimo disse...

Lola já comentei aqui isso uma vez e volto a dizer: só engravida quem quer.
Se você chegar em uma tribo isolada e perguntar: como os bebês são feitos? eles vão te falar exatamente como se dá o processo, essa história de aiiin eu engravidei pq não tinha informação não tem procedência.
Eu tenho apenas um filho e tive quando eu e minha esposa quisemos ter, da mesma forma que vc nunca teve filho apesar de um casamento duradouro, então só engravida quem quer.

Anônimo disse...

Fico chocado quando leio posts dessa natureza. Pelo que ela deu a entender no texto, não foi uma gravidez por acidente, nem por violência, ela sabia exatamente o que iria acontecer e, pior, os dois estavam cientes de tudo. Sabia como evitar e não evitou pelo simples fato de que podia abortar, se caso engravidasse. Para mim, nesse caso específico, temos um assassinato premeditado e a sangue frio. Triste.

Anônimo disse...

Problemas heterossexuais...

Polly disse...

Tá dando dicas como se tivesse dando receita de bolo, Parabéns!

titia disse...

Autora, que bom que deu tudo certo pra você e obrigada pelas dicas, certeza que vai ajudar muitas mulheres e poupar muitas pessoas que nasceriam pra serem odiadas, negligenciadas e privadas de afeto, cuidado, educação e dignidade por toda a vida só pra serem vitimadas pela violência enquanto os merdinhas escrotos só ficam chorando "Mimimi essas vadias abortistas, essas vagabundas que só querem causar falando de aborto, mimimi essas vadias abortistas que querem que minha mesada pague leite e hospital pro filho delas, mimimi essa puta que quer que eu pague pensão só porque eu não quis usar camisinha, mimimi essas piranhas que sabem exatamente como se engravida por isso com certeza sabem como evitar gravidez e métodos contraceptivos não falham, mimimi eu caguei meu cérebro fora e acredito que mulheres fazem aborto porque é divertido e elas querem aparecer, MIMIMI EU QUERO MANDAR NA VAGINA ALHEIA, EU QUERO, EU QUERO, EU QUERO!" e não fazem porra nenhuma por nenhuma criança nascida que precisa de cuidado, amor, proteção, alimentação, abrigo e boa educação.

Ah, Lola, já tivemos a nossa média de mascus que cagam e andam pras crianças dando showzinho e falando merda aqui. Deixa esses primeiros comentários só pra mostrar o quanto eles são escrotos e não aprova mais nenhum comentário de mimizento "morra-vadia-abortista-porque-eu-acho-isso-e-aquilo-e-acho-que-minha-opinião-é-minimamente-importante". Esse post é muito útil e vai ajudar muita gente, uma vez que a escrotice machista já foi exposta aqui na caixa das 13:07 às 13:55, não precisamos de mais amostras.

Anônimo disse...

Sou a favor da descriminalização do aborto, assim como apoio àquelas que por algum motivo chegaram a uma gravidez indesejada, até porque eu já estive nesse lugar também.
Mas de qualquer forma, aborto não é algo bonito e nem simples. Dói, no corpo e na alma. É um procedimento altamente invasivo, e certamente ninguém quer passar por isso.
Achei estranho a autora escrever que "tínhamos combinado que se engravidássemos iríamos abortar". Como assim? A gravidez era uma possibilidade real? Se sim, porque não se precaveram?
Não estou e nem quero fazer parecer que estou julgando alguém. Cada um tem seus próprios motivos. Mas é que deu a entender que ela e o namorado já planejavam utilizar aborto como alternativa para uma gravidez provável... E, nesse caso, o texto seria até mesmo um desservico... aborto não é método anticoncepcional, e não deveria ser encarado assim. Aborto é (ou deveria ser) a última alternativa para uma situação desesperarora que idealmente nem deveria acontecer...

Mônica disse...

E se a pessoa quer engravidar e acaba pegando zikka ou descobre por exames q a criança tem sérios problemas e não vai sobreviver ou ainda a família não pode arcar seja qual for a limitação?
Ninguém é a favor do aborto.
Somos a favor do direito de decidir, de qualquer mulher, a qualquer hora, em qualquer situação.
Um monte de células não pode ter mais direitos q uma mulher ou menina.
Eu tenho 39, casada quase 11 e por opção nunca engravidei, mas sou totalmente pró escolha.

Anônimo disse...

Basta publicar um post sobre aborto e essa catrefa de gente ignorante vem aqui com esses tipos de comentários: "só engravida quem quer"; "todo mundo sabe como bebês são feitos" e afins. Sério que vocês ainda usam esses argumentos? Não vou me dar ao trabalho de tentar mudá-los. Isso exige uma paciência que não consigo dispensar e exige um entendimento de vocês que claramente não possuem.
E ainda aparece um e tem a capacidade de dizer que "muita mulher engravida de propósito para fazer aborto, apenas para "lacrar" nas redes sociais". NOS POUPE, OTÁRIO.
E para os que se chocaram com o post, sugiro tomarem umas aulas de interpretação de texto. "Pelo que ela deu a entender no texto, não foi uma gravidez por acidente, nem por violência, ela sabia exatamente o que iria acontecer"... eu li o texto e em momento algum a mulher diz que engravidou porque quis. Ela só diz que engravidou, e que a ideia de um aborto estava clara desde o começo, CASO ACONTECESSE UMA GRAVIDEZ, OBVIAMENTE INDESEJADA para o casal. Eles podem ter usado métodos contraceptivos que falharam (nenhum método comum é 100% seguro, há inúmeros casos provando isso, por mais raros ou inexistentes que vocês possam achar que são).
A forma como o post foi escrito é super esclarecedora. Mostra pessoas conscientes de suas atitudes e deixa muito claro que FAZER UM ABORTO, MESMO QUE MUITO BEM ESCLARECIDO E NECESSÁRIO, É DIFÍCIL.
Ninguém faz aborto por prazer gente, ou se puder evitar, pois é uma medida drástica e traumática mesmo quando muito bem executado. Quando vão entender isso e parar de falar asneiras?

Rodrigo Almeida disse...

5 mil reais eh?

Uma camisinha é bem mais barato...

Anônimo disse...

Podam fazer um plebiscito. O povo escolhe se aborto deve ser legalizado ou não.

Anônimo disse...

Oi Prof Lola, chegou a ver a manifestação dos ''conservadores'' contra uma propaganda da avon falando sobre a idealização de princesa para as meninas, assusta ver o quanto o pessoal de internet está se tornando burro e servindo de massa de manobra. https://www.youtube.com/watch?v=AWFep_wyCec, viu a quantidade de deslike, tem um youtuber fanático e bem nojento se vangloriando pelo feito, nando moura, sujeito horrível, políticos de outros partidos cometendo vários crimes e tudo que o canalha fala sem parar é que é culpa do PT.

Anônimo disse...

Sou a favor da escolha, acredito que o aborto precisa ser descriminalizado por razão de saúde pública. Mas, olha, concordo com você.

Juliana disse...

Assim como a comentarista das 16:31, sou totalmente a favor da descriminalização do aborto. Além disso, penso que o procedimento deveria ser um direito de qualquer mulher que o desejasse. As razões que levaram a tal tomada de decisão são irrelevantes e, para mim, o "indesejo" por um filho e pela maternidade já bastam para que essa decisão seja legitimada.

Isto posto, não posso deixar de apontar meu incômodo com o argumento de que "métodos contraceptivos falham". A menos que as bulas/embalagens dos anticoncepcionais e preservativos e os estudos divulgados sejam todos mentirosos, a taxa de falha desses métodos, considerados os mais usados pela população, é de cerca de 0,3% a 5%, com o USO CORRETO. Sendo assim, e considerando que, de acordo com estatísticas, o número de gestações indesejadas não apenas no Brasil, mas em diversos outros países do mundo está na casa dos 50% entre o total, algo nessa conta não fecha, certo? É claro que há os casos das D. Marias e S. José da vida que colocam a camisinha no pepino, tomam a pílula só no dia que vão ter relações ou dão pro homem tomar, enfim, já ouvi vários relatos desse tipo de agentes comunitárias e profissionais da saúde que atendem populações carentes. Entretanto, me recuso a acreditar que esses casos representem a maioria. Isso para não falar dos abusos sexuais, mas não é esse o ponto aqui.

Agora, falando a partir da minha experiência e entorno, enquanto mulher escolarizada e de classe média, sem dados oficiais, a imensa maioria dos casos de gravidez indesejada que conheço foram por pura NEGLIGÊNCIA e RELAXO do casal. Sabiam como se prevenir, mas deram bobeira. É o cara que “esquece” da camisinha “um dia só”, ou a mulher que diz que toma pílula, mas toma uma e esquece cinco. Aí fica difícil, né? E depois colocam a culpa na “falha” do método.

Minha ginecologista é formada e pós-graduada em uma das melhores universidades públicas do Brasil e, certa vez, me contou que, nos mais de 25 anos em que atua na área, absolutamente TODOS os casos de gravidez indesejada que ela acompanhou (lembrando que ela atende pacientes de classe média pra cima) foram por uso indevido da pílula ou da camisinha. Ela é muito aberta a ouvir suas pacientes e, frente à minha angústia pela possibilidade de um dia vir a passar por uma gravidez indesejada, me tranquilizou totalmente, afirmando que, em todos os seus anos de carreira, jamais viu acontecer com qualquer de suas pacientes que tomavam a pílula corretamente.

Eu mesma, estou num relacionamento sério há mais de 7 anos e jamais tive qualquer suspeita de gravidez. E olha que nem sou das mais “certinhas” no uso da pílula. Eventualmente esqueço uma ou até duas por cartela, e nem sempre tomo no mesmo horário. Mas, sei lá, né, vai ver eu sou estéril... Ainda de acordo com a minha médica, existe sim a possibilidade de algum medicamento ou problema de saúde intervir na eficácia da pílula mas, ainda assim, as chances são MUITO remotas.

Com isso, não quero dizer que o casal negligente não deva ter direito ao aborto, muito pelo contrário, como já afirmei no primeiro parágrafo do meu comentário. Creio que a circunstância da gravidez e os motivos que os levam a tomar essa decisão não são da conta de ninguém. Porém, penso que enfraquece o argumento bater sempre nessa tecla de que “os métodos falham”, sendo que, na verdade, quem mais falha são as pessoas, seja por motivo de ignorância ou negligência. É como se, ao dizer isso, defendêssemos que o aborto deve ser permitido por que não é “culpa” da pessoa, como os reaças que só os toleram em casos de estupro, e não um direito inviolável da mulher. Vamos aceitar que pessoas são fracas, desleixadas e erram. Faz parte da condição humana e não há vergonha nenhuma em assumir isso. E, por, humanos que somos, temos o direito de reparar nossos erros e ter uma segunda chance, e não pagar um preço eterno por isso.

Anônimo disse...

Camisinhas não são 100% confiáveis, seu burro. Nem pílulas, nem DIU. Vá estudar.

Anônimo disse...

Em qualquer hora, se a mulher tiver de 9 meses então vc é favor de aborto nesse caso?

Anônimo disse...

Ninguem aguenta mais isso de aborto.

A populacao brasileira é conservadora e ponto final.

Pergunte a um pobre, a um militante da cut, do pt, etc.

Todos sao de esquerda e ainda sim sao contra o aborto.

Aceita

A Verdade disse...

As melhores, mais satisfatórias e mais eficientes formas de contracepção e controle de natalidade são a homossexualidade e simplesmente não fazer sexo com homens. Eles nem são bons sexualmente: não sentem empatia pela parceira, são extremamente fixados, obcecados, por si mesmos, seus pênis, suas penetrações, seu próprio gozo, sua performance de "foder"... Além disso eles são perigosos e nada confiáveis, podem ser violentos, agressivos, agressores, estupradores, manipuladores, controladores, podem te usar para se auto-afirmarem de sua masculinidade, muitas vezes expõem sua intimidade para os "parças", saem por aí caluniando e difamando até mulheres com quem eles nem se relacionaram — imagine as que tiveram o infortúnio de se relacionarem com eles. Os homens também são muito chatos, tediosos, não sabem conversar direito e quando não querem só trepar, sem assumir compromisso nenhum nem se responsabilizar por nada, grudam feito carrapato e começam a querer mandar em você e atrasar sua vida. Isso tudo sem falar nas inúmeras doenças e infecções que podem levar até ao câncer e à morte, que os homens transmitem e provocam, porque nem limpar aquele pinto nojento eles fazem direito — precisando de campanhas de saúde pública de incentivo do governo para terem um mínimo de higiene. Enfim, a masturbação e o sexo com outra mulher são infinitamente mais prazerosas e satisfatórias emocionalmente e fisicamente e muito menos arriscadas e prejudiciais para as mulheres como é o sexo com homem.

Anônimo disse...

Esse casal do relato sabia exatamente como se prevenir, a mulher ficou grávida pq quis e parece que o aborto que ela fez foi premeditado e proposital, com o intuito de fazer politicagem

Anônimo disse...

Também achei essa parte estranha e pensei a mesma coisa.

Anônimo disse...

Vdd 100%!

Marcos Sousa disse...

Cada um faz o que bem entender do próprio corpo e da própria mente. Só não façam de tal ação um Método contraceptivo, pois, isso destrói o útero de tanto se fazer, em pequenos espaços de tempo. Conheci uma mulher que, de tanto fazer o uso do aborto como contraceptivo, que o seu útero apodreceu e infelizmente a levou a um Câncer de Útero. Façam o aborto, mas na próxima vez, se cuidem mais - o rapaz usa a camisinha, e a moça usa suas pílulas...

E que ambos usem este caso como exemplo; não de ensino de como fazer ou não, mas de que como pode ser ruim (físico e psicologicamente) e perigoso, até porque, tudo, como ela bem falou, depende de muitas nuances, como: Cytotecs falsos, medo de serem pegos e presos, que pode dar efeitos colaterais negativos, a criança nascer doente, cauterização uterina por cota do ácido do Cytotec, etc e tal - tudo por conta de ações preventivas simples não tomadas...

E, pro seu namorado; peça pra ele aprender usar uma camisinha, pois, uma camisinha bem colocada, com tranquilidade, sem querer a penetração apressada, deixa o ato muito mais prazeroso e sossegado - tem caras que não usam camisinha porque "perdem a ereção"... ¬¬(

O ato de colocar uma camisinha (sem pressa alguma) não demora 10 segundos, mas os jovens só querem "meter", pra depois apostar num futuro incerto...¬¬(´

Ou seja: o ato de investir "menos de 10 segundos de sua vida" só para colocar uma camisinha evita tanta coisa chata e desnecessária...

...

Anônimo disse...

Camisinha estorada + falha da pílula do dia seguinte = gravidez às vesperas do meu 18o aniversário

Talvez eu tenha "acertado na loteria do azar", provavelmente eu me atrapalhei um pouco no horário da 2a pílula.

Eu sei que teria apoio da familia, o namorado iria mal ou bem assumir o filho(embora ele preferisse nao ter)e a familia dele ficaria até feliz. Mas, no fim, eu mesma que teria que criar e eu tinha uma faculdade para fazer e um mundo para descobrir.

Achava, com a minha inocência da época, que precisava de muita coragem para fazer um aborto. Depois passei a ter certeza que coragem mesmo se precisa para ser mae.

O fantasma do filho nao-nascido me perseguiu por anos, mas um dia esse luto passou. O desamparo de entrar num centro cirurgico sozinha e saber que fiquei desacordada com pessoas que eu nunca vi sem máscara mexendo em mim foi pior. Por isso que mesmo mulheres para quem, como eu, o aborto é na prática "permitido" precisam de amparo legal. Para todas as outras além da lei ainda tem que se garantir de fato o acesso ao aborto (como dizem papel aceita tudo).

Hoje, depois de 17 anos e com dois filhos pequenos nao me arrependo nem por um segundo daquela decisao.

Educacao sexual séria e planejamento familiar nao podem mais ser negligenciados nesse país. O povo acha que os adolescentes de hoje já "sabem tudo" (aham, vai nessa) só porque existe internet. Nada substitui informacao clara e precisa olhando diretamente para a pessoa, com espaco para perguntar e expor preucupacoes.

Anônimo disse...

Essa cara é mentalmente insano,dá pra ver nos olhos dele um desequilíbrio crescente.

Marina disse...

Éééé, como diz o queridíssimo Sakamoto, falta amor, mas tbm falta interpretação de texto. E COMO falta!

Marcia disse...

Esse casal do relato não queria um filho, aceita que doí menos anônimo das 00:27.

Não se pode ter um filho só por que você está grávida. Até quando vamos banalizar a maternidade? Até quando vamos mentir dizendo que toda mulher a qualquer momento deve ser mãe? Para quê? Atender as expectativas irreais de controle sobre o corpo do outro de gente que não responsabilizará nem pela criança, nem pela mãe? Ah vá...

Maternidade não é punição para sexo. Nenhuma criança merece nascer para ser um fardo.

Aborto é, para mim, uma questão de responsabilidade. Crianças precisam ser desejadas e ter pais dispostos a criá-las como elas merecem.

Dito isso, eu precisei mudar de país para descobrir que a pílula, para mim, paciente crônica de enxaqueca, tem eficácia menor de 50%. Ainda bem que também tive problemas de fertilidade que me impediram de engravidar e sempre uso camisinha. E em 20 anos de acompanhamento ginecológico no Brasil, de acompanhamento com neurologista, nenhum profissional de saúde foi capaz de me dizer que a pílula não era método seguro e, pior: agravava meu quadro de enxaqueca. E erro meu também que nunca li a bula inteira, especialmente lá na parte das contra- indicações, por que né? Se o médico recomendou, ele deve saber que é melhor para mim...

Hoje o problema de fertilidade está resolvido, e a enxaqueca controlada, a camisinha sempre constante. No momento estou sem emprego e, portanto, se contra todas as prevenções, engravidar, eu abortarei (é meu direito reconhecido no lugar onde vivo).

Não vou colocar no mundo uma criança que eu não desejo, especialmente sem condições financeiras de criá-la sozinha, caso o casamento termine. E, para mim, esse raciocínio não é egoísmo, é responsabilidade.

Se eu voltar ao mercado de trabalho, é bem provável que tente engravidar nos próximos 2 anos. Senão não for possível, vou analisar com calma a opção da adoção. Não me vejo consultando ninguém, além do meu marido, para decidir sobre essas opções.

Em qualquer das situações, não me passa pela cabeça deixar que outra pessoa decida por mim. O anônimo do plebiscito, se eu engravidar, o povo brasileiro vai parir a criança no meu lugar? Vai sentir as dúvidas e a angústia de um filho não desejado? Posso voltar ao país, que terei emprego, creche, e apoio? Vai ser de boa amamentar no trabalho? Vou ter rede de apoio psicológico, caso eu me deprima com o bebê? As respostas, e eu sei que você sabe: são não. Tudo isso só vai acontecer comigo, e será sentido por mim, é no meu corpo, na minha consciência que pesa a decisão da maternidade.
Então eu acho de é uma conclusão cristalina de que a decisão de parir ou não é minha, toda minha, e não vou parir só porque você quer, muito menos assumir a imensa responsabilidade que é ser ,mãe só por que um fudido que nem conheço acha que eu devo.

Aborto não é assassinato, é escolha sobre a maternidade. Uma que muitas mulheres fazem e que deveria ser livre e apoiada.

Esse útero subversivo aqui, literalmente, só vai parir se eu quiser.

Anônimo disse...

00:27 não, não ficou. A vontade ou não de engravidar não tem relação com o fato. E se alguém não quer um filho, não deve ser obrigada a tê-lo.

Maternidade é séria demais para ser pena por sexo.

titia disse...

20:49 aí não é aborto, mula acéfala que cagou o cérebro ao invés da bosta, aí é antecipação do parto. E sim, a mulher deveria poder fazer isso, mas o melhor é fazer o aborto nos primeiros três meses, quando é só um aglomerado de células e o processo é mais seguro, menos doloroso e geralmente muito menos humilhante e violento pra mulher do que o parto.

21:45 não.

00:27 vai pros décimos oitavos dos infernos. E leve todos os "pró-morte-pra-vadia-que-transa" que você conhece junto.

E a todos os mascus, machistas e imbecis que virão aqui reclamar: se não gostam que mulheres lutem pelo aborto legalizado enfiem o dedo no cu e rasguem. Melhor ainda, peguem todos os embriões indesejados e coloquem nos seus cus, e se eles crescerem criem sozinhos sem nenhum apoio, sem creche nem escola. De resto, o único direito que vocês tem em relação a isso é CALAR a porra da boca e manterem seus paus sujos nas cuecas.

Anônimo disse...

JAMAIS julgaria uma mulher por fazer um aborto, seja lá qual for o motivo.

Mas um pouquinho mais de responsabilidade de todas as partes envolvidas não arrancaria pedaço. Para os homens, já passou da hora de emborrachar a piroca!! Sério, é ridículo ter que falar sobre algo assim em 2017!
Se ambos estiverem 100% comprometidos em se proteger de uma gravidez indesejada/não planejada, aborto seria algo esporádico, principalmente entre indivíduos que tem todos os recursos para evita-los!

Sério, não é difícil...

Jane Doe

Anônimo disse...

Eu dou risada do povo falando que usou pílula, camisinha, diu, implante, pílula do dia seguinte, pílula do dia anterior e engravidou assim mesmo. Não precisa de nada disso, não precisa justificar porra nenhuma, o que interessa é que engravidou e não quer a gravidez SÓ ISSO, o resto é papo pra confundir a cabeça das mulheres. Poderia ter feito algo antes? Sim, mas que se dane, a lei é clara, ENGRAVIDOU TEM QUE PARIR e não interessa de que jeito essa gravidez aconteceu. E aborto em caso de estupro é crime também, não se pune mas continua sendo crime (e qualquer mulher que um dia precisou de "aborto legal" fora do estado de São Paulo sabe exatamente disso). Se mudassem apenas isso no código penal, trocando o "não se pune" por "não é crime", a vida de muitas mulheres já melhoraria dramaticamente.

E deixo 3 informações importantes aqui:
1. não peça ajuda ao Women on Waves, salvo engano eles até pararam de mandar kits para o Brasil e você pode (vai) ter problemas
2. se você tem mais de 80kgs, provavelmente nenhuma pílula funciona 100% para você (incluindo a pílula do dia seguinte). NENHUMA MESMO. Então procure outra alternativa de contracepção o quanto antes. Na verdade, isso vale para muitos medicamentos.
3. não fale EM NENHUMA HIPÓTESE de aborto na internet antes do seu crime já ter prescrito, caso tenha cometido um.

Anônimo disse...

A mulher poderia então matar o bebê com 9 meses de gestação e dizer que é antecipação do parto ?

Anônimo disse...

Para quem acha um absurdo aborto em período avançado de gestação, recomendo o excelente documentário "O Aborto dos Outros" que, entre outras coisas, demonstra na prática exatamente como que isso acontece de fato. DE FATO, e não na fantasia de garotinhos que de sexo, entendem muito de The Sims.

Anônimo disse...

titia você esta afirmando que matar um feto formado de 7 ou 8 meses e direito das mulheres?

Anônimo disse...

Eu sou pró escolha e legalização , mas e serio que tem gente aqui defendendo aborto aos 9 meses de gestação?

donadio disse...

"Eu sou pró escolha e legalização , mas e serio que tem gente aqui defendendo aborto aos 9 meses de gestação?"

Evidentemente isso é um espantalho. Ninguém, ou só pouquíssimas pessoas (e só por motivos muito sérios), vai deixar para o último mês.

titia disse...

Ai, ai... mascuzada falando em aborto aos nove meses:

Aos nove meses é antecipação do parto. Geralmente aos oito e aos sete também. A mulher vai pro hospital, toma um coquetel de medicamentos que induz contrações, tem a bolsa artificialmente rompida e o processo continua daí. Se o feto NASCEU VIVO, RESPIROU e depois CONTINUOU VIVO então passou a ser sujeito de direitos. Se você enfiar uma faca no peito desse bebê, aí sim é assassinato porque ele nasceu e está vivo, condição INDISPENSÁVEL pra que alguém seja sujeito de direitos. Se nasceu e morreu ou nasceu morto, então não é sujeito de direitos. Se não é sujeito de direitos, não é assassinato. Ponto.

Mas como o donadio disse, ninguém que quer abortar deixa chegar a esse ponto, até porque quanto mais avançada a gestação mais perigoso e difícil pra mulher é o procedimento. Essa merda de aborto aos nove meses é delírio de machista pró-punição-pra-vadia-que-transa que estão muito preocupados com a possibilidade que uma vagabunda que se atreveu a fazer sexo não seja devidamente punida com maternidade. Antecipação do parto geralmente envolve condições médicas que colocam em risco a vida da gestante, e quem precisa fazer esse procedimento são mulheres que queriam ter filhos. Mulheres que não querem ser mães e por isso querem um aborto o fazem cedo, antes mesmo do terceiro mês.

Eu vou repetir isso até o fim dos tempos: "pró-vida" acha que criança é castigo pra piranha, e ninguém precisa ser Sherlock Holmes pra deduzir que quem considera criança punição pra puta caga e anda pra vida dela. Não esqueçamos, também, que esse pessoal que esbraveja contra aborto é o primeiro a mandar a peguete de sábado abortar quando é a carteira deles na reta.

E como disse a Marcia lá em cima, maternidade é coisa séria demais pra ser punição por sexo. Maternidade é cuidar e formar outro ser humano, um ser humano que durante boa parte da vida é frágil, indefeso e totalmente dependente, é construir a base de toda a sociedade futura. Maternidade responsável diminui a criminalidade, a violência, o abuso contra crianças, a pobreza. Parem de tratar algo tão sério e crucial para o mundo como besteira, porra!

Anônimo disse...

São pouquíssimas pessoas que defendem aborto aos 9 meses, mas nem todas por motivos sérios, algumas defendem que a escolha da mulher é absoluta e a qualquer momento da gestação, inclusive perto do nascimento.
Inclusive tem que defenda a possibilidade de matar o bebê pós nascimento se a mãe quiser
https://www.publico.pt/2012/03/03/jornal/artigo-cientifico-defende-como-aceitavel-aborto-posnascimento-24107804

Anônimo disse...

Vejam vocês, titia e demais mulheres, o mundo que os homens criam... já passou da hora das seres humanas por excelência — que são responsáveis, têm uma consciência superior e são capazes de empatia, compreensão, solidariedade e amor — começarem a revolucionar tudo, tomarem o poder desses trastes e finalmente transformarem o mundo, para melhor.

Anônimo disse...

Sou favorável a descriminalização do aborto por questão de saúde pública e de redução de danos. Porém, acho que não deveria ser utilizado como método contraceptivo. No texto, tive a impressão de que o aborto foi premeditado, e não uma decisão difícil tomada quando não se pode ter um filho ou suportar passar por uma gestação naquele momento.

Anônimo disse...

Não tem como aborto ser método contraceptivo se a concepção já ocorreu, imbecil.

Anônimo disse...

Ah, claro. Com certeza. Pq abortar é a coisa mais simples do mundo, né? Deixa de ser retardado. Ninguém engravida pra abortar e lacrar.

donadio disse...

"No texto, tive a impressão de que o aborto foi premeditado, e não uma decisão difícil tomada quando não se pode ter um filho ou suportar passar por uma gestação naquele momento."

Olha, isso fica parecendo "não teve sofrimento suficiente para o meu gosto".

Todo aborto deveria ser pre-meditado, com ênfase no "meditado".

Qualquer mulher que tenha relações sexuais, não sendo infértil, corre o risco de engravidar; as chances podem ser minimizadas com o uso de anticoncepcionais - mas anticoncepcionais falham, e as pessoas falham ao usá-los. Qual é o mal menor - você fazer de conta que nunca vai acontecer, se iludir que camisinha nunca rasga e que nunca vai esquecer de tomar a pílula, e aí ter de tomar todas as decisões apressadamente, no sufoco, no desespero? Ou saber que é sempre uma possibilidade, e ter as coisas pensadas de antemão, conhecer as redes, as clínicas, saber a opinião do marido/namorado?

Kasturba disse...

Juliana, ótima colocação!!

Anônimo disse...

Aborto é um assunto exclusivo de héteros.
Apenas héteros podem discutir aborto.
As lésbica e gays não podem falar sobre isso.

Lesbica e gay falar de aborto é a mesma coisa de homem falar de feminismo

Anônimo disse...

Aborto só existe por culpa dos homens. Punam os homens que engravidam as mulheres, não elas que já acabam de um jeito ou de outro tendo que arcar com as consequências do sexo hétero — preocupações com uma possível gravidez acidental; gravidez real; precisar fazer um aborto; maternidade, criação e cuidado de criança(s); doenças, dor, ferimentos no colo do útero, corrimentos vaginais, que são consequências muito comuns da penetração do pênis no corpo da mulher; necessidade de tratamentos para todos os desequilíbrios que o sexo hétero causa aos corpos das mulheres, etc. etc.

Anônimo disse...

* engravidam as mulheres contra a vontade delas

Débora disse...

Tbm estranhei essa parte.

Anônimo disse...

Nem todo bebê de mulheres que não desejam ser mães são odiados ou privados de carinho qd nascem. O aborto é questão de liberdade e escolha para mulher e não sinônimo de que se o bebê nascer será desprezado.

Anônimo disse...

11:24 Que reversão absurda! Lésbicas e gays são os opressores das héteras agora? Quanto delírio e desonestidade! Qualquer pessoa pode discutir sobre aborto... aborto é uma questão de saúde pública e de direitos reprodutivos para todas as pessoas do sexo feminino. Não são só as heterossexuais/bissexuais que estão sujeitas a precisar realizar um aborto, se infelizmente uma lésbica for estuprada por um homem ela pode vir a engravidar e precisar do aborto do mesmo jeito.

Anônimo disse...

Que pessoa idiota esse anônimo de 11:24.

Anônimo disse...

Parabéns titia, conseguiu desumanizar e coisificar o feto humano com maestria. Com certeza nunca passou por uma gestação para falar tamanhos absurdos.

Anônimo disse...

H´pa e titia eu não sou esse tal de mascu, sou mulher mãe e feminista.

Anônimo disse...

"Qualquer pessoa pode discutir sobre aborto... "
Homem não, neste sentido eles devem fechar o bico.

Anônimo disse...

Sim. Não devem, mas poder falar podem... afinal, quem impede ou vai impedir?

Anônimo disse...

No uterus, no opinion!

Anônimo disse...

Aborto em caso de estupro é legalizado. Estamos debatendo aborto no sentido mais amplo.

Lesbica falar de aborto é a mesma coisa de homem falar de feminismo.

Me desculpem lesbicas e gays.
Vcs NUNCA vao abortar em casos que nao seja estupro, que ja é legalizado. O assunto eh questao ja eh mais abragente e vcs nao podem opinar em nada.

Anônimo disse...

Se admitirmos que lésbicas podem falar de aborto, no sentido amplo (que é o que está sendo discutido aqui, e não no caso de estupro, que já é legalizado), então homens podem falar de feminismo, o que é um absurdo.

Anônimo disse...

Falsa simetria do caramba... Por favor, não percam tempo discutindo com esse otário que só quer chamar atenção.

Anônimo disse...

Vendo por esse lado, sou obrigada a concordar com anônimo 23:21.

Mas os homens podem dar pitaco, mas não controlar as mulheres.

titia disse...

15:51 e você, em algumas linhas de total hipocrisia, conseguiu objetificar e coisificar mulheres como meras incubadoras com pernas que devem ser punidas por fazer sexo com maternidade e ao mesmo tempo coisificar crianças reduzindo-as a mero castigo pra vagabunda. Ou seja, você desumanizou mulheres e crianças, seres conscientes, que pensam, sentem, sofrem em favor de embriões e fetos. Você não é a favor da vida, seu monstro. Você é a favor de destruir VIDAS HUMANAS CONSCIENTES QUE PENSAM, SENTEM E SOFREM pra PUNIR MULHERES POR FAZER SEXO. Diga aí, como querer que mulheres e crianças sofram e morram pra que a mulher seja punida por fazer sexo te torna melhor do que eu, projeto de serial killer? Ah, e você pode até ser mulher, mas feminista você não é. Você tão mascu quanto o Fábio Mingal e o Cara Valentina, amor, ter buceta (que não há garantia nenhuma que você tenha) não te torna menos mascu.

Anônimo disse...

Ridículos...

Anônimo disse...

Li nesse post uma coisa mt importante: falar com o companheiro a respeito .
Não pretendo engravidar,mas pode ser q futuramente eu mude de opinião, resolva adotar ou simplesmente permaneça com essa ideia.
Geralmente, ninguém pensa na gestação indesejada, e quando ocorre se descobre q o cara é contra, vira um turbilhão...

Anônimo disse...

Titia vc ja viu alguma mulher querer fazer aborto de um homem rico?

Dark soul disse...

Homem, argh... Eu sou hétero, mas dá vontade de desistir. Muitos homens são seres desprezíveis. Eca!

Dark soul disse...

Queridinha, você já ouviu falar em camisinha estourar? Claro que não, né? No seu mundinho perfeito, aquele em volta do seu umbiguinho, não existe isso... Aff... Gente idiota! Dá até vergonha ter nascido no mesmo país desses embustes!

Dark soul disse...

"Ain, só tem filho quem quer, ain... "

Dark soul disse...

Não, filhote de anta. É um aborto de um grão de arroz mesmo. Larga de ser fundamentalista religioso, ser ignorante!

Dark soul disse...

São os moralistas sem moral nenhuma. Eca! Imagina você acordando de madrugada na sua casa e dar de casa com um desses moralistas sem moral na sua cozinha? Para mim, quem deseja que mulheres sejam punidas por fazerem sexo, por gostar de sexo, e por isso, num descuido engravidar, é gente ruim. Pura ruindade mesmo. Eu já fiz um aborto. Eu dividia um quarto em um pensionato miserável com uma amiga e engravidei do meu namorado que sumiu. Eu não tinha estrutura familiar, psicológica e muito mesmo financeira para sustentar. Usei camisinha, mas a única vez que furou na minha vida, foi o suficiente para me engravidar. Não tive outra escolha e choro pela solução desesperada que tive que tomar. Gostaria de ter tido o bebê, mas não tive condições. Não teria nem onde morar. E quem me julga, bote a mãozinha na consciência: você não é muito melhor do que eu. Muitos homens somem quando descobrem que a namorada está grávida. E você fica desamparada. Pode até perder o emprego, se assumir a gravidez...

Dark soul disse...

Os homens são assim. Porque as mulheres abortam. 1/5 das mulheres já abortaram. As evangélicas, as macumbeiras, as católicas, as doidonas, as mães de famílias, as adolescentes, as devassas, as santinhas, as bonitinhas, as feinhas, as tímidas, as extrovertidas, as ricas, as pobres, as direitistas, as esquerdistas, as novinhas, as velhinhas, ... O aborto não tem classe, credo ou raça. Pense nisso.

Dark soul disse...

Eu já vi. No caso, o homem rico era o pai dela que a estuprou.

Dark soul disse...

Lola, censura esses macus escrotões! Ninguém merece ler alguém que acha que mulher aborta por hobby. É muita ignorância para um ser só.

Kasturba disse...

Pras pessoas que ainda não entenderam:
Quem defende a legalização não acha aborto lindo, maravilhoso, e torce pra todas as mulheres fazerem. Aborto nunca é a melhor opção pra ninguém. O ideal é que a gestação indesejada nunca ocorra. Mas, como já mencionado inúmeras vezes, métodos contraceptivos falham, pessoas falham em usar o método, doenças (como zica) acontecem, e vários outros motivos podem fazer com que uma gestação seja ou se torne indesejada. Nesses casos, cabe à mulher, e a mais ninguém, decidir se segue com a gestação ou a interrompe.
Igualmente, quem defende legalização do aborto, não defende a morte dos fetos. Embora os fatos sejam interligados, são coisas diferentes. O que é defendido é que nenhuma mulher deveria ser obrigada a manter um processo em curso no seu corpo contra sua vontade. Infelizmente (ainda) não há recursos para manter um feto vivo após a interrupção da gestação. Se houvesse como um feto de poucos meses, semanas ou mesmo dias ser mantido vivo fora do útero materno, ninguém defenderia seu extermínio. Só o que se defende é que a mulher não deve ser obrigada a manter um feto dentro de seu útero sem que esse seja seu desejo. Como hoje não há tecnologia suficiente para manter esse feto vivo antes das 24 semanas fora do itero materno, então infelizmente sua morte acaba sendo um "efeito colateral". Mas o direito da mulher sobre o próprio corpo nunca deveria ser violado, independente do motivo.
Não é muito difícil entender a diferença das duas situações.

Anônimo disse...

Bizarrissimo esse relato.

Concordo com a visão dos comentários de que o casal foi negligente e resolveu a questão com um aborto. Triste demais.

O casal além de ser instruído (com conhecimento e meios de evitar a gravidez) ainda tem boa condição financeira (pra ter 5 mil disponível assim). E aí estamos aqui, discutindo o 'direito' de tirar uma vida (ou a vida em potencial, como queiram), pela simples comodidade dos pombinhos. Não da pra entender.. sério!!

O discurso pró aborto tenta sensibilizar usando argumentos de 'pense na negra da periferia com marido abusivo - vai morrer fazendo aborto'. Mas o fato é que a legalização visa mesmo atender interesses de um outro público... muito diferente desse.

Anônimo disse...

Em 2011 foram 1610 mortes maternas. 135 por aborto (provocado e espontâneo). Fonte Data SUS.

"Se a gente quer reduzir mortalidade materna, a gente tem que entrar no coração do problema, que é o problema assistencial da saúde no nosso país. E dizer o contrário (que legalizar o aborto é prioridade na saúde pública) é uma traição às mulheres brasileira, porque desvia o foco, desvia recursos. ... a brasileira morre porque ela quer ganhar o seu bebê e não tem acesso e não porque ela quer matar o seu bebê, então sejamos honestos com as mulheres do brasil".

Anônimo disse...

Nunca vi tanta ignorância jurídica num comentário só.
Ok vc defender o aborto mas se informe mais sobre se realmente apenas pessoas nascidas vivas são sujeitos de direito.

Alicia

Anônimo disse...

Eu já abotei. Mas sempre que vou em ginecologistas, minto quando perguntam se já tive alguma gravidez. Tenho medo de dizer e ser denunciada. Isso pode acontecer? Eu posso ser presa? Depois de quanto tempo o crime prescreve?
Obrigada

titia disse...

14:29 já, já vi. A diferença é que essas mulheres vão numa clínica de luxo bem equipada e com profissionais competentes onde a polícia não dá batida, abortam e voltam pra casa tranquilamente. Elas não desaparecem nem morrem dias depois e não aparecem nos jornais, assim vocês não ficam sabendo dos abortos que elas fizeram.

Aos que estão dizendo que o casal foi negligente: vocês simplesmente não sabem, suas antas. Vocês estão julgando o casal por vocês mesmos; a autora não contou como foi que a gravidez ocorreu (camisinha furada, com defeito de fabricação, pílula de farinha, vômito, diarreia, remédio que corta o efeito e o médico não avisou, etc.), então quando ela fala que ocorreu uma gravidez, vocês olham pra si mesmos e pensam "Se isso acontecesse comigo, seria porque eu não quis me prevenir, eu odeio usar camisinha". E aí projetam neles a sua própria burrice e negligência.

Se vocês são uns bostas que transam sem se prevenir porque se não gozar dentro não tem graça e depois não querem enfrentar as consequências (traduzindo, não querem nem pagar pensão quanto mais agir como pai) primeiro: vão crescer. Ou vocês encapam seus malditos pintos e NÃO tiram a camisinha no meio do sexo pra "gozar dentro" ou pagam pensão. Segundo: parem de transar com mulheres. Comprem bonecas infláveis ou se resolvam com outro macho meia merda como vocês. Sobre aborto, vocês não apitam nada. Chiu. Cala a boca. Fica caladinho. Quieto. É coisa de mulher.

Quer dizer que os zumbis tomaram o poder e agora defunto é sujeito de direitos, Alícia? Porque a abominação misógina conhecida como estatuto do nascituro não passou, o que significa que amontoados de células ainda não tem os mesmos direitos de uma criança ou mulher. E até onde eu saiba, gente que morreu ou feto que nasceu morto não tem direitos humanos.

Kasturba disse...

Anon das 10h24:
Legalização do aborto visa atender um público específico sim: Mulheres.
Se uma pessoa acidentada chega a um hospital, ninguém pergunta se ela estava saindo da igreja a 40km/h, se havia bebido ou se estava fazendo racha. É direito da pessoa ser atendida e ter médicos à sua disposição pra tentar salvar sua vida (ou pelo menos deveria ser).

Da mesma maneira, não importa se uma mulher classe média fez uma surubinha com 4 amigos, bebeu demais e acabou vomitando a pílula do dia seguinte; se uma mulher classe baixa não teve dinheiro pra comprar AC aquele mês porque o marido abusador gastou tudo com cachaça; se a estudante universitária viajou no feriado, esqueceu de levar a cartela de AC e acabou transando, mas achou que pular 3 comprimidos não ia "dar nada"; se o DIU da dona de casa mãe de família falhou, se a mulher decente evangélica foi estuprada dentro da igreja, se a mulher que deseja tanto um filho pegou Zica e tem medo de a criança nascer com problemas ou se a camisinha do casal de namorados estourou. Não importa! Se uma mulher está grávida e não deseja a gestação, deveria ser seu direito, independente de quais circunstâncias levaram à gravidez, interrompê-lá. É um processo em curso no seu corpo, e sobre o seu corpo não deveriam existir imposições legais que a transformasse em uma encubadora regida pelo Estado.

Até porque, segundo seu pensamento, o feto do casal classe média teria mais direito à vida do que o feto da negra pobre com marido abusador?
De qualquer forma, a negra pobre com marido abusador consta no discurso dos que defendem a legalização, porque ela é, sim, a maior vítima. O casal classe média paga R$ 5000,00 e faz um aborto relativamente seguro e sem muitos traumas. A negra pobre morre com uma agulha de tricô perfurando seu útero ou acaba parindo uma criança sem condições (financeiras e/ou psicológicas) de tê-la.

Kasturba disse...

Anon das 10h24:
Legalização do aborto visa atender um público específico sim: Mulheres. TODAS.

Se uma pessoa acidentada chega a um hospital, ninguém pergunta se ela estava saindo da igreja a 40km/h, se havia bebido ou se estava fazendo racha. É direito da pessoa ser atendida e ter médicos à sua disposição pra tentar salvar sua vida (ou pelo menos deveria ser).

Da mesma maneira, não importa se uma mulher classe média fez uma surubinha com 4 amigos, bebeu demais e acabou vomitando a pílula do dia seguinte; se uma mulher classe baixa não teve dinheiro pra comprar AC aquele mês porque o marido abusador gastou tudo com cachaça; se a estudante universitária viajou no feriado, esqueceu de levar a cartela de AC e acabou transando, mas achou que pular 3 comprimidos não ia "dar nada"; se o DIU da dona de casa mãe de família falhou, se a mulher decente evangélica foi estuprada dentro da igreja, se a mulher que deseja tanto um filho pegou Zica e tem medo de a criança nascer com problemas ou se a camisinha do casal de namorados estourou. Não importa! Se uma mulher está grávida e não deseja a gestação, deveria ser seu direito, independente de quais circunstâncias levaram à gravidez, interrompê-la. É um processo em curso no seu corpo, e sobre o seu corpo não deveriam existir imposições legais que a transformasse em uma encubadora regida pelo Estado.

Até porque, segundo seu pensamento, o feto do casal de pombinhos classe média teria mais direito à vida do que o feto da negra periférica com marido abusador?

De qualquer forma, a negra periférica com marido abusador consta no discurso dos que defendem a legalização, porque ela é, sim, a maior vítima da criminalização. O casal classe média paga R$ 5000,00 e faz um aborto relativamente seguro e sem muitos traumas. A negra pobre morre com uma agulha de tricô perfurando seu útero ou acaba parindo uma criança sem condições (financeiras e/ou psicológicas) de tê-la.

titia disse...

10:30 por favor não seja burro. Ainda mais esse tipo de burro piegas, perdido num mundinho de unicórnios peidando purpurina em meio a nuvenzinhas cor de rosa. Não, não são todas as mulheres do Brasil que querem "ter seu bebê". Pare com essa merda de achar que toda mulher quer ser mãe, de imaginar que a mulher impedida de abortar vai estar em casa feliz com seu lindo bebê, de acreditar que é só ter um SUS um pouquinho melhor que nenhuma mulher vai querer abortar, de acreditar que basta parir pra mulher disposta a arriscar a vida num aborto virar uma supermãezona - em suma, tire a cabeça de dento da porra do seu rabo. Mulheres abortam porque não querem ser mães e não basta enfiar um bebê na cara dela pra que ela queira ser mãe.

Falo isso por mim - esse país poderia ter educação e saúde pública de qualidade, licença maternidade remunerada de um ano, lei obrigando empregador a deixar a mulher amamentar a cada três horas, creches em cada esquina e ainda assim eu abortaria porque ABOMINO a ideia de ser mãe. Não tenho paciência nenhuma, não gosto de cuidar de crianças, não tenho nenhum instinto materno. Além disso, eu sei que seria uma péssima mãe e não sou uma egoísta cretina, infantil e mimada que colocaria uma pessoa - da qual eu não vou poder cuidar e educar como deveria - nesse mundo pra atender as expectativas de uma sociedade misógina birrenta ou pra ganhar troféu joinha do patriarcado, muito menos pra troll hipócrita ficar feliz.

Anônimo disse...

Como você sabem que o casal foi negligente? Pra ter filho precisa só de uma coisa, minha gente: foder. Trepar. Transar. Fazer sexo. Bota camisinha estourada nisso, tabelinha, uma gozada dentro. Não importa. Não precisamos de discussões metafísicas e subjetivas, porque o que acontece é bem objetivo: mulheres abortam. As que tem dinheiro e as que não tem. Acostumem-se. Julguem menos, porque você conhece várias delas.

O casal abortou porque quis e, felizmente, porque pode.

_______

"Eu já abotei. Mas sempre que vou em ginecologistas, minto quando perguntam se já tive alguma gravidez. Tenho medo de dizer e ser denunciada. Isso pode acontecer? Eu posso ser presa? Depois de quanto tempo o crime prescreve?
Obrigada"

Continue falando que você não engravidou. O seu útero já está normal, tá tudo bem. :)

donadio disse...

"Me desculpem lesbicas e gays.
Vcs NUNCA vao abortar em casos que nao seja estupro,
"

Por quê? Uma mulher lésbica não pode engravidar de inseminação artificial?

Uma mulher que engravidou propositalmente não pode perder o emprego ou ficar gravemente doente?

Anônimo disse...

Pensem bem antes de participar desse tipo de campanha e saírem confessando crime por aí, porque se não me engano em 2011 rolou um hashtagaço desses e um monte de mulher foi investigada.

Anônimo disse...

Que comentário ridículo. Processo difícil e doloroso desse.

Anônimo disse...

Eu entendo perfeitamente essa mulher... eu tenho quase 40 anos, nao tenho filhos e nem os quero. Tenho um otimo relacionamento com um otimo companheiro. Sim, a gente tem o mesmo pacto - a gente teve acesso a educacao, nos lemos, nos compreendemos como evitar uma gravidez e nos previnimos, mas se mesmo assim acontecer, iremos abortar. Sim, pois apesar de toda contracepcao, isso pode acontecer. E aconteceu! No meu caso tomei remedio, nenhum dos abortivos oficiais, tomei um remedio que nao e recomendado para gestantes pois pode causar abortos, e eu tinha ele em casa... e funcionou. Tudo com o suporte do meu companheiro, que ficou ao meu lado e segurou minha mao. Que chorou comigo quando descobrimos a gravidez, que chorou comigo quando abortei. Foi arriscado fazer tudo isso em casa? Muito! Mas as opcoes ja foram descritas acima e elas tem o mesmo risco. Fiquei mal por uns dias e depois passou. Nao me arrependo. A gente combinou que nao falariamos mais sobre isso, mas precisamos falar de aborto. Aborto e uma realidade e acontece todos os dias. Obrigada a esse blog por dar espaco para discutirmos o assunto.