quinta-feira, 14 de setembro de 2017

XADREZ, O JOGO DOS REIS, PRECISA SER TAMBÉM O JOGO DAS RAINHAS

Como todo mundo que acompanha este blog sabe, meu marido é jogador profissional de xadrez, assim como professor e técnico. 
Nós nos conhecemos num torneio em SP, 27 anos atrás. Na época eu também jogava, embora não profissionalmente. Ele começou com 13 anos e não parou mais. Vive disso. Xadrez é a sua vida.
Eu pedi muito para que ele escrevesse um texto sobre xadrez sob uma perspectiva de gênero, e ele me atendeu. Publico aqui orgulhosamente um artigo de Silvio Cunha Pereira, vulgo maridão.

O ambiente enxadrístico não é exatamente amistoso, particularmente se o adversário for do sexo feminino. 
O jogo de xadrez, entretanto, apesar de dominado pelo sexo masculino (rei, bispos, cavaleiros, soldados/ peões), é comandado não pelo Rei, que é tratado como alguém muito mais frágil do que importante, e sim pela Dama/ Rainha –- esta sim a peça mais poderosa do jogo. Mas nem sempre foi assim.
O xadrez foi criado por volta do ano 600 d.C., provavelmente como uma luta simbólica entre exércitos (primeiramente quatro e depois dois), e reproduzia os elementos guerreiros da época, de ataque e de defesa: reis, conselheiros, torres, cavalos, elefantes (pois a origem do jogo foi na Índia) e soldados/ peões. Na época, não havia o elemento feminino nas batalhas. 
Ao longo do tempo, devido ao comércio e às invasões, o xadrez foi sendo popularizado no resto da Ásia, norte da África e Europa (lembrando que os mouros invadiram a península ibérica e lá permaneceram por 800 anos), onde o sistema feudal passou a ser representado. Isso incluía a rainha, que, no entanto, tinha uma movimentação bastante modesta: só se movia uma casa na diagonal, o que a tornava uma das peças mais fracas, superando apenas o peão. A Igreja, que também tinha exércitos e guerreava (os papas iam literalmente às guerras), passou a ser representada. E o elefante (que era desconhecido pelos europeus) foi substituído pelo bispo ou pelo bobo da corte (ou mensageiro do rei). 
A promoção do peão [para quem não conhece as regras, quando um peão alcança a oitava casa, ele pode ser trocado pela peça que o jogador quiser, exceto rei e peão] também teve seus problemas: entre os muçulmanos, a quem era permitido ter várias esposas, promover o peão à dama não criava conflito. 
Mas entre os cristãos, a existência de uma nova rainha, estando a original ainda no tabuleiro, não devia ser admitida. Assim o peão só poderia ser promovido à dama se essa já não estivesse no tabuleiro [hoje isso não mais existe. Na teoria, podem haver nove rainhas brancas ou negras no tabuleiro, ou seja, cada um dos oito peões podem virar rainha].
Mas de onde veio a atual força da rainha? Na vida real, quando um rei se ausentava ou morria, deixava um herdeiro do trono que com frequência era uma criança. 
Muitas vezes quem assumia o poder de fato era a rainha, até que o príncipe herdeiro tivesse idade suficiente para governar. Segundo Marilyn Yalom, pesquisadora de gênero e autora do excelente livro Birth of the Chess Queen (Nascimento da Rainha de Xadrez), algumas dessas rainhas se tornaram extremamente poderosas, como Adelaide, esposa de Oto I em 950, com quem construiu o grande reino ítalo germânico. 
Após a morte de Oto I, Adelaide manteve forte influência sobre o novo soberano, seu filho Oto II, até ele se casar com a princesa Teofânia Escleraina, que impôs o exílio a Adelaide. Teofânia, após a morte de Oto II, assumiu com mãos de ferro o poder, como regente de seu filho Oto III, chegando a assinar documentos como Imperator Augustus ao invés de Imperatrix Augusta. Com a morte de Teofânia, Adelaide voltou do exílio e tornou-se a regente de seu neto Oto III até sua maioridade em 994. 
Marilyn Yalom, historiadora
Tanto Teofânia como Adelaide podem ter sido o modelo para a rainha no xadrez. Mas foi em 1497 que foi observado no livro de Luis Ramírez de Lucena sobre o jogo de xadrez que os movimentos das peças já eram idênticos aos de hoje, com pequenas modificações. No entanto, a grande transformação no jogo foi o enorme aumento do raio de ação da rainha -– que levou o jogo a ser chamado de “a dama louca” por aqueles que se opunham a tanto poder feminino.
Inúmeras rainhas de carne e osso jogaram xadrez durante centenas de anos. Mas, no século 17, elas saíram de cena. Para Yalom, talvez isso tenha acontecido porque, com as mudanças das regras (a própria dama ficando mais forte), o jogo ficou mais agressivo e passou a ser jogado em espaços públicos, vistos como não apropriados para mulheres.
O jovem Bobby Fischer e sua irmã
Joan
Nos 300 anos seguintes, o universo do xadrez ficou amplamente dominado pelos homens. Por que isso
Lógico que os misóginos (incluindo um dos maiores campeões de todos os tempos, Bobby Fischer, cuja irmã lhe ensinou a jogar) diziam (e ainda dizem, como o fez o britânico Nigel Short há dois anos) que os cérebros eram diferentes, ou que mulheres não têm as mesmas capacidades intelectuais.
Besteira. Um estudo de 2013 revelou que meninas de 6 anos já estão cientes do estereótipo de que "bons jogadores geralmente são meninos". Isso afeta como elas jogam.
O seguinte experimento foi realizado recentemente para identificar o grau de ação de estereótipos de gênero: 42 jogadores foram emparceirados, dois a dois, homens contra mulheres, levando em consideração a sua força aproximada. Jogaram pela internet, sem saber de que gênero era o seu adversário. O resultado final foi equilibrado
"Claro que não", diz o subtítulo
Quando refizeram o teste, desta vez informando o gênero do adversário, a performance feminina caiu em quase 50%.
Isso mostra que a capacidade dos dois gêneros para o xadrez é, pelo menos em média, equivalente, mas que o resultado pode ser afetado se os jogadores sabem contra quem estão jogando. O principal motivo da "superioridade" masculina no xadrez é, no entanto, estatístico: há muito mais homens jogando do que mulheres.
Outra situação interessante foi a análise das gigantescas bases de dados de partidas de xadrez (feita na Califórnia) em que se constatou que jogadores homens mudavam seu estilo ao enfrentar mulheres e passavam a jogar de forma muito mais agressiva do que jogavam normalmente contra adversários homens.
O topo da pirâmide dos enxadristas só foi realmente alcançado, até hoje, pela húngara Judit Polgar, que rompeu o recorde de Bobby Fischer e se tornou a mais jovem grande mestre do xadrez [aos 15 anos e 4 meses, em 1991; já foi ultrapassada pelo norueguês Magnus Carlsen, que consegui a façanha de ser GM aos 13], e esteve entre os dez jogadores mais fortes do mundo, sempre se recusando a participar de torneios exclusivamente femininos. 
As fantásticas irmãs Polgar em 2012
Sua irmã, Sofia Polgar, hoje afastada das competições, também rompeu a barreira masculina ao ter um dos ratings de performance mais fortes na história (de 2879 pontos aos 14 anos, num torneio em Roma). Sua outra irmã, Susan Polgar -- as três foram fenômenos do xadrez --, foi a primeira pessoa a conseguir a coroa tríplice, ao ficar com os títulos mundiais de xadrez Blitz [jogo que dura apenas 3 minutos para cada jogador, com acréscimo de 2 segundos por jogada], Rápido [o jogo normalmente dura 15 minutos para cada jogador] e tradicional. 
Hoje temos uma imensa quantidade de GMs mulheres, mas ainda muito longe do masculino em quantidade. Entre os cem melhores jogadores do mundo temos apenas uma mulher, a chinesa Hou Yifan (lembrando que Judit Polgar, considerada a maior jogadora de todos os tempos, não joga mais).
Minha experiência de mais de 35 anos como professor e treinador de xadrez mostra que no início as mulheres dominam o jogo em quantidade e qualidade. Raras vezes eu tive um aluno que era claramente melhor do que as meninas. Porém, ao longo do tempo (geralmente perto dos 15 anos), os meninos continuam a treinar e a competir, enquanto a maioria das meninas para. As que não param mantem-se no mesmo nível em relação aos meninos. No entanto, após alguns anos, devido às desistências, o número de meninos jogando bem já é muito maior. 
Minhas aulas sempre tiveram uma proporção equilibrada entre meninos e meninas, mas às vezes alguns professores tendem a tratar os meninos e meninas de forma desigual, desestimulando a participação delas. Competições femininas separadas (onde fica claro que o motivo é “porque elas são mais fraquinhas”) também não contribuem para o desenvolvimento no jogo. Um dos preceitos das irmãs Polgar era só jogar torneios absolutos e, apesar de não terem se tornado campeãs mundiais absolutas, faziam parte da elite do xadrez.
Meu desejo é que mais e mais meninas aprendam e joguem xadrez, inclusive profissionalmente. E que não parem de jogar quando crescerem. Quanto mais jogadoras, maiores as chances que as mulheres se destaquem e conquistem a igualdade também num jogo tão primoroso, em que a peça mais poderosa é a rainha.

43 comentários:

Rogerio disse...

Excelente. Quanto aos campeonatos (escolares) vejo uma solução simples: fazer o emparceiramento no absoluto, mas manter premiação por gênero. A CBX tem alguma posição sobre o tema?

Rogerio disse...

Update no meu comentário anterior: entendo agora que a categoria Absoluto, por definição, já endereça o tema. Então não há razão para que se mude qualquer regra vigente.

Anônimo disse...

Muito legal o texto! Gostei da participação do Silvio aqui.

Anônimo disse...

"O principal motivo da "superioridade" masculina no xadrez é, no entanto, estatístico: há muito mais homens jogando do que mulheres."

É a mesma história de a mulher dirigir melhor do que homens por que se acidentam menos, ou seja, estatisticamente há mais homens que dirigem, né?

Anônimo disse...

Eu estou longe de ser um jogador profissional de xadrez. Mas sou um jogador bem competente: blitz - 1400 pontos / daily - 1850 pontos, jogo pelo chess.com.

A maioria aqui não vai entender, mas quem joga sabe do que estou falando.

Xadrez é um campo que mostra como a mente de homens e mulheres são diferentes.

É notório que, na média, mulheres jogam pior do que homens.

Negar isso é equivalente a dizer que negros não têm mais aptidão para prova dos 100 m rasos. Ou é burrice ou é má-fé intelectual.

E não há nada de mal nisso, mulheres fazem muitas outras coisas melhores do que homens, xadrez é peanuts.

titia disse...

Mais uma prova de que o único motivo pelo qual ainda existem tantos espaços, carreiras, cargos, etc. com menos mulheres que homens é porque os homens as excluem. Minam sua auto estima, desestimulam seu aperfeiçoamento e sua competitividade, afastam-nas das competições, mentem descaradamente, enfim, fazem de tudo pra que não tenham que encarar o fato de que seus paus não lhes dão superpoderes nem os tornam seres superiores. Ah, a macharada machista brasileira, a cada dia mais patética. Só servem pra serem palhaços mesmo.

Anônimo disse...

Até que enfim um texto legal.

Parabenize-o! Ele podia ser mais presente aqui, bem melhor do que as baboseiras geralmente postadas.

Agora aqui:

"o xadrez é comandado não pelo Rei, que é tratado como alguém muito mais frágil do que importante, e sim pela Dama/ Rainha –- esta sim a peça mais poderosa do jogo. "

Ele forçou bastante a barra, né? Rainha vale em tese 10 pontos, ou o equivalente a duas torres, aproximadamente. É móvel, é forte, robusta, mas não é a peça principal. O rei, manda - peça de valor absoluto no jogo.

Podia ter citado a ocasião que a Judith Polgar deu uma enrabada no Kasparov!

Penso que meninas não têm muita paciência para jogos de guerra, é irritante ver o descaso delas com um jogo tão legal. No clube que participava, por mais incentivos que fossem concedidos sempre era difícil tornar uma mulher jogadora contumaz e empolgada com o jogo. Assim como rola nos cursos de exatas. Tão empolgadas quanto um cara fazendo tricô.

Cérebros diferentes, perspectivas e atividades diferentes, não diminui em nada o outro sexo admitir que é assim que funciona. Melhor do que criar essas fantasias feministas.



Anônimo disse...

Querida Lola, muito legal o guest post do Silvio!Bem que eu queria ser melhor jogadora, mas não sou tão estrategista. Anon das 14:13, tua burrice dá vergonha, o que o peso tem a ver com qualquer argumentação?Impressionante a fraqueza da argumentação. E anon das 14:17, porque continuas vindo aqui se achas que a maioria dos posts são "baboseira" para ti?Abraços Lola querida.

titia disse...

E claro que sua opinião conta muito mais do que a do Sílvio, 14:01. Com certeza. De jeito nenhum um machista mequetrefe anônimo da internet que de vez em quando joga e faz uma boa pontuação sabe menos sobre xadrez do que um profissional campeão nacionalmente reconhecido que há anos trabalha como professor.

titia disse...

14:17 o rei pode até ser a peça que encerra o jogo, mas fora isso não faz mais porra nenhuma. A rainha é a peça mais ativa e perigosa do tabuleiro, enquanto o rei fica lá parado num canto sem se mover nenhuma casa.

14:13 carinha eu adoro rir de você mas você não disse que ser meu humorista particular cansa a tua beleza? Então, eu já te dei folga pra ir descansá-la. Sei que de noite você vai precisar estar na sua melhor forma pra sua clientela exigente, então vá descansar a cara. Tem mascu a granel aqui pra me fazer dar risada.

Anônimo disse...

14:25 - Oi, tenho uma filha que está virando adolescente.

Gosto de saber sobre as ideologias rasas com as quais ela pode ter contato daqui pra frente. Pra dar uma orientada. Função de pai só isso.

Quero criar uma pessoa com bom nível cultural, educação e senso crítico, não uma mina retardada. Então acesso uns sites como esse daqui, pra ver o que tá rolando.




Anônimo disse...

Adorei o artigo, Lola! Maridão tá de parabéns!

Anônimo disse...

Uau, adorei o post. Gosto desses textos que desvelam tantas coisas partindo de um assunto aparentemente simples e que tantas vezes achamos que até conhecemos bem. Eu nunca ia imaginar todas as coisas históricas que foram explicadas. E seu marido escreve de forma bem gostosa de ler tbm, Lola.

Anônimo disse...

Existem muitas opiniões controvertidas neste blog. Ora as feministas tem ojeriza dos homens, ora insistem em entrar em espaços masculinos para provarem sua capacidade. Como o anônimo lá em cima disse, mulheres não tem paciência com jogos de guerra. O próprio cenário de guerra, do combate, da disputa, já é execrado pela maioria das mulheres. Mulheres, criem seu próprio universo! É aquela mesma história de querer botar saia no Thor dos quadrinhos. Por que não desenvolver personagens femininos? Vocês mesmas asseveram que mulheres são mais propensas a harmonia, a trabalho em equipe, a solidarizarem-se. Reforcem estes pontos fortes que é bacana em vocês. Não adianta, homens possuem características mais belicistas. Não entrem para satisfazer agenda feminista.

Anônimo disse...

Perfeito o seu comentário das 14:06, titia. É exatamente isso!

Anônimo disse...

É muito chato jogar com meninos, eles não se respeitam e não respeitam outras meninas. É muito ruim jogar e não ser vista como adversário e sim menina, e o pior, se os machinhos perdem ficam com implicância contigo.

Anônimo disse...

Por que tu acompanhas aqui, se só tem baboseiras? Eu hein rsrsrs

titia disse...

Obrigada, 17:30. Porque se os machos realmente fossem tão superiores assim não precisariam excluir as mulheres, simplesmente teriam melhor desempenho que elas. Mas eles sabem que de superiores não tem nada e, como seus eguinhos de algodão não aguentam o fato de que são reles mortais, continuam excluindo as mulheres.

16:08 a ojeriza das feministas não é aos homens. É aos machistas, sejam homens ou mulheres, e ao machismo em geral. Não seja machista e as feministas não terão ojeriza a você. Fácil, né?

titia disse...

18:38 eu sei que compreender informações implícitas é meio difícil pro seu cérebro de ervilha, mas deixa que eu mastigo bem mastigadinho pra você.

O rei é a peça que termina o jogo; em consequência, é a peça que menos pode ser movida. Fica lá, paradão no canto dele, sem fazer nada e se entra no jogo, pode andar pra qualquer lado mas só uma casa. A rainha se movimenta em todas as direções, pode atacar qualquer peça e ser movida livremente pelo tabuleiro. Ou você achou que eu não sabia como o rei se mexe, ou que eu não sabia que o rei pode andar?

Ah, é mesmo, mascu acha que todo mundo é burro igual a ele. Bom, deixa eu desenhar pra você: o rei não faz porra nenhuma porque fica no canto sendo protegido a todo custo.

Agora, por favor, continue passando vergonha pra toda a internet ver. Adoro um showzinho d ehumor gratuito e com um pouquinho mais de qualidade que o Zorra Total.

Anônimo disse...

um peão pode ser a peça mais importante do jogo se você souber o que está fazendo e tiver oportunidade de fazer

Anônimo disse...

"É muito chato jogar com meninos, eles não se respeitam e não respeitam outras meninas. É muito ruim jogar e não ser vista como adversário e sim menina, e o pior, se os machinhos perdem ficam com implicância contigo."

Não chamar a si mesma de menina já seria um bom começo.

Anônimo disse...

Discurso científico do século XIX afirmar que homens são assim e mulheres são assado. Me poupe!
Parabéns Silvinho! Seu texto passa a mensagem do cuidado que devemos ter com as questões de gênero. Você é um cara que exemplifica na sua escrita a sua visão de mundo. Obrigada por compartilhar conosco.


Anônimo disse...

"Não chamar a si mesma de menina..."

dããaaa... você é assim retardado ou só escroto querendo trollar mesmo?

Anônimo disse...

dããaaa... você é assim retardado ou só escroto querendo trollar mesmo?



nota-se que a pessoa de fato não é lá muito adulta.

Anônimo disse...

Muito bom! Adorei a parte histórica do xadrez! =D

Quando o Silvio falou dos elefantes, eu fiz uma referência mental do Game of Thrones, quando os Wildlings chegam na Muralha com os mamutes!!! \0/

A única coisa que as meninas são incentivadas é a brincar de boneca e princesa. Se são livres na infância, certamente serão podadas na adolescência. Sejam boas mocinhas - calem a boca, fechem as pernas e fiquem paradinhas ali no cantinho.

Aí a pergunta fica - se realmente fôssemos tão burrinhas, estúpidas e incapazes assim, por que essa violência e lavagem cerebral tão desproporcional?
A verdade é que mulheres são tão capazes quanto os homens em praticamente tudo.

Mas né... o pinto, esse ser frágil, covarde que precisa de constante validação, de eliminar qualquer coisa que aterrorize sua """"superioridade"""" (mais uma vez - se fosse tããããããão superior e poderoso por que tanto estardalhaço?)...


Jane Doe

Anônimo disse...

Adoro jogar xadrez, e é interessante como tem gente que, valendo-se da alta mobilidade da rainha, esquecem de outras peças. Geralmente são os mais fáceis de emboscar. Xadrez não é só atravessar o tabuleiro, tem jogada capaz de anular a rainha na segunda rodada já.

Mas é um ótimo passatempo, treina o raciocínio e a paciência. E não é para todo mundo, simplesmente tem gente que não se adapta, faz parte. Mas pra que se adapta, rende boas horas de diversão.

Alguns anos atrás ensinei para minha noiva nas férias, e de lá para cá, sempre quando vamos para a praia (a tv não pega porra nenhuma lá) passamos as noites jogando xadrez. Queria um dia comprar um daqueles tabuleiros customizados, estilo Star Wars ou Senhor dos Anéis, com peças estilizadas e talz, mas geralmente custam o olho da cara!

Marina disse...

Rindo mto aqui dos mascus de plantão entrando em pânico pras mulheres malvadonas não roubarem o "universo" deles!E tbm querendo esninar xadrez pro Silvio, os caras não se aguentam né!Engraçadíssimo!
Mas vamos ao que importa: adorei o post!!Manda mais Silvio, que tá pouco!!!

Anônimo disse...

Eu também problematizo mulheres que chamam a si mesmas e outras de "meninas". A infantilização das mulheres é um problema crônico na sociedade, que começa no império do lilás e o rosa, passa pela paternização dos relacionamentos, nos padrões pedofílicos do que é considerado belo (mulheres adultas que precisam esconder que passaram pela puberdade com corpos sem pelos naturais) e desemboca no determinismo que mulheres, eis que meninas, sempre vão precisar de alguém para provê-las já que não podem fazer isso por si mesmas. As palavras têm força. Então em se tratando de mulheres adultas, melhor deixar o "oi meninas" de lado.

Anônimo disse...

Como vocês sabem que não é realmente uma menina (criança/adolescente) que comentou e não uma mulher (adulta)? Ela estava falando sobre jogar com meninos (crianças/adolescentes), então tudo indica é uma menina mesmo, não uma mulher. Mas se realmente for uma adulta, o máximo que ela fez foi falar sobre esses fatos, sobre meninas jogarem com meninos, ela não se chamou de menina. E muito provavelmente ela tem propriedade para falar sobre isso, pois se é o caso de ser uma adulta comentando, ainda que ela não seja mais, ela já foi uma menina por um tempo.

Anônimo disse...

Pararem de forçar "sermão" e prestar mais atenção na realidade é um bom começo se querem realmente que as mulheres não sejam tratadas como crianças.

Anônimo disse...

Segundo o detran o número de mulheres e homes que dirigem no brasil já é a mesma quantidade, lembrando que existem milhões de mulheres no Brasil a mais que homens.

Anônimo disse...

Mulheres fazem coisas melhores, tipo passarem em vestibular de federais e pós graduação em outro país.

Anônimo disse...

Enquanto isso, mulheres são maioria das estudantes universitárias na grande maioria dos paises e segundo pesquisas do reino unido, uma menina nascida hoje tem 75% a mais de entrar em uma faculdade lá do que meninos. No Brasil o mesmo ocorre. Nos estados unidos, mulheres jovens são estão ganhando mais que homens e já são as maiores compradoras de casas solteiras. Realmente, somos diferentes, a começar pelo fato de 90% de todos os crimes praticados no mundo ser ppr homens.

Anônimo disse...

Ela vai ser uma antifeminista retardada que casa por dinheiro e rebola a bunda descendo até o chão?

Anônimo disse...

Homens são a maioria dos estupradores, pedófilos, assassinos e traficantes e ainda sentem prgulho por isso. Se tivessemos castração em massa no brasil esses vagabundos de merda não deixariam seus filhos desgraçados para destruir nosso futuro né?

Anônimo disse...

No final, a Igualdade com homens não é uma solução. Os sistemas que os homens tem criado são puro lixo tóxico radioativo, causando danos às pessoas e ao planeta. Por que nós devemos tentar tornar as mulheres participantes iguais aos homens nesse sistema destrutivo? Isso não é nem mesmo possível, porque o patriarcado é fundado na exploração do trabalho e dos corpos do sexo feminino. Mas mesmo se de alguma forma fosse possível tornar as mulheres tão igualmente sedentas por poder e psicopatas quanto os homens.... por que diabos a gente devia querer isso?

Anônimo disse...

Pqp! Parece que o anon 14:01 não leu mesmo o texto e veio falar merda! Qual foi a parte de que os homens são mais agressivos quando jogam com mulheres que está criatura não entendeu? Ou de que quando se joga com um jogador em que se desconhece o gênero o jogo é mais equilibrado?

Anônimo disse...

Quem forçou a barra foi você. A rainha é a peça mais poderosa do jogo. Nossa! vocé se incomoda com o poder feminino até numa peça de xadrez? Está inseguro da superioridade masculina, hein!

Anônimo disse...

Eu também problematizo mulheres que chamam a si mesmas e outras de "meninas". A infantilização das mulheres é um problema crônico na sociedade, que começa no império do lilás e o rosa, passa pela paternização dos relacionamentos, nos padrões pedofílicos do que é considerado belo (mulheres adultas que precisam esconder que passaram pela puberdade com corpos sem pelos naturais) e desemboca no determinismo que mulheres, eis que meninas, sempre vão precisar de alguém para provê-las já que não podem fazer isso por si mesmas. As palavras têm força. Então em se tratando de mulheres adultas, melhor deixar o "oi meninas" de lado.







Assino embaixo, acho irritante (e problemático) esse negócio de ficar chamando mulher de menina.

Anônimo disse...

Artigo super bom, seu esposo escreve muito bem.

Kasturba disse...

Já fui da equipe brasileira de tiro esportivo (me afastei por diversos motivos, um deles, porque a federação passou a apoiar abertamente a caça esportiva, e eu sou terminantemente contra matar por motivo fútil - sou vegana). Mas é impressionante ver como em todos os esportes o ego ferido de macho se comporta. Há algum tempo, o esporte era reservado somente para homens. Depois, foi aberto para mulheres. No início, obviamente, a pontuação de mulheres ficava bem, aquém da dos homens (pois eram poucas e inexperientes). À medida que o tempo foi passando e as atletas femininas ganhando experiencia, as pontuações foram se equiparando, e por fim algumas mulheres já apresentavam melhores resultados que homens (as provas eram separadas, mas as regras, armas, etc eram iguais, então as pontuações podiam ser comparadas). Solução pra não machucar o ego dos ,acho sem que não aguentavam perder pra mulheres: diferenciaram as provas. Em algumas provas os calibres dos armamentos femininos e masculinos são diferentes, em outras o número de tiros totais é diferente para homens e mulheres... Tudo porque alguns homens não conseguem admitir que mulheres podem se destacar mais que eles em atividades além das domesticas.

Anônimo disse...

Muito legal o Guest, especialmente pq é do 'maridão'. ehehe
Escreve mais Silvio!

Anônimo disse...

Só faltava essa agora, dizer que o xadrez é machista. Os malditos politicamente corretos e a esquerdalha não vão levar. Alias foram todos para o outro xadrez, o da Papuda.