terça-feira, 5 de setembro de 2017

GUEST POST: NÃO EXISTE MULHER FRACA

Uma amiga, professora como eu, me enviou este email poderoso na sexta:

Fiquei muito, muito chateada com essa agressão a Clara. Eu a conheço desde que ela era adolescente e frequentávamos os mesmos bares. Ela era uma garota, mas já era um mulherão no que se trata de não ter papas na língua, ser destemida, de não ter medo de dizer o que pensa e de quem pensa. Sou coisa de 15 anos mais velha que ela, mas tínhamos -- e temos -- muitos amigos e amigas em comum e morávamos em bairros próximos.
Fico muito triste que estejam cobrando dela o boletim de ocorrência. Só quem já teve que ir a uma delegacia para tentar gerar o BO sabe o que é. Te conto aqui uma ida a uma delegacia por causa de um ocorrido sinistro.
Certa feita, eu ainda na casa dos 20 anos, quase 30, voltava para casa andando após uma sessão de carteado e vinho na casa de uns amigos. Sem dinheiro -- morávamos perto --, com três cigarros, um isqueiro e só. Em uma esquina, dois desconhecidos vieram por trás, me seguraram pelo cabelo e me deram um soco na cara como apresentação. Seguiram me agredindo enquanto diziam "Vamo fazê o cu da loirinha"... E diziam: "Cala a boca ou te meto a faca".
Me lembro que eu falava com eles, tentando evitar mais agressões, mas juro que não tenho -- e não tinha já no dia seguinte -- lembrança do que falei para os sujeitos.
E vá soco... Havia uma caçamba de retirar cascote de obra e um deles pegou um meio tijolo e o ergueu acima da minha cabeça. "Vô esmirilhar tua cara, loirinha" (detalhe: aos 4 anos de idade meu cabelo tornou-se castanho. não entendi o "loirinha"). 
Aí, aquelas coisas que só a adrenalina faz com a gente, aquele raio de lucidez: me dei conta que se me ameaçavam com uma faca, mas mostravam um caco de tijolo apanhado na rua, é porque não tinham a faca. Acredito que deva ser aterrador a visão de uma faca e a visão do que poderia ser se eu não calasse a boca. Mas era um caco de tijolo. Como um relâmpago, passou na minha cabeça: se eles não têm uma faca nem eu tenho, não vou deixar barato. Até agora só quem apanhou fui eu, já apanhei bastante. Vou tentar bater também.
Bom... a primeira coisa que fiz não afetaria o Theon Greyjoy, mas afetou meu agressor! O que me segurava pelo cabelo assustou-se e me largou. Em meio a tudo isso, um automóvel que vinha nesse cruzamento parou o carro e botou farol alto na cena horrenda. O detalhe é que não era o primeiro automóvel que passava, e passou gente a pé também, me viram apanhar, segurada pelos cabelos, ouvindo ameaças. Ninguém parou. Talvez se alguém tivesse perguntado "Está tudo bem?" os crápulas tivessem parado de me bater como pararam só por que jogaram o farol na esquina.
Eles pegaram minha jaqueta de nylon acolchoadinha, meus três cigarros, meu isqueiro, me fizeram tirar os tênis para levar também. Tênis velho, de lona, quase furado. Já estavam quase no meio da quadra quando eu dei um berro: deixa meus tênis aí, ô FDP, é 35, não cabe no teu pé. 
Não é que os sujeitos largaram o par de tênis? Seguiram correndo, eu fui até lá, coloquei o calçado e segui, apavorada, meu caminho até em casa. 
No dia seguinte, com olho roxo, com lábio cortado por um dos socos, dor no corpo todo, fui à delegacia. Para você ter uma ideia de como me machucaram, eu passei 20 dias só usando calça de moleton com elástico na cintura, porque fechar um zíper era impossível tamanho o hematoma que ficou no meu púbis em função de um pontapé que tomei, logo após chutar os bagos do infeliz. 
Eu disse para a minha turma que ia mandar banhar em bronze, como fazem com sapatinhos de nenê, aquele par de tênis, pois junto com eles eu consegui evitar um estupro cometido por dois agressores -- ou talvez até mesmo perder a vida.
Então, fui à delegacia. Passei por aquelas perguntas nojentas, inclusive o que eu vestia -- puxa, estava 8 graus com nevoeiro. Se usasse qualquer coisa que não me tapasse o corpo por inteiro, eu ia congelar. O que calçava eles não perguntaram, já que eu contei do "troféu" da minha semi-integridade.
Não foi registrado um BO por furto de três cigarros e um isqueiro e um casaco de nylon usado. Não é motivo para fazer BO, me disseram. Eu insisti: mas olha aqui, minha cara tá roxa, meu lábio cortado, meu corpo dói todo, os caras iam "fazer o cu da loirinha", me ameaçaram com um pedaço de tijolo, me bateram como se fosse boi ladrão. Mas... eu estava bem, ferimentos leves, repouso e saco de gelo na cara me fariam melhorar. 
Nada disso deu motivo para abrir um boletim de ocorrência. Entre outras coisas, deram como motivo também o fato de eu não conhecer os agressores. E bom dia passar bem.
Então, entendo bem que a Clara relute em fazer BO. A integridade minha, que eu havia resgatado junto com os tênis, foi jogada no lixo da delegacia na manhã seguinte à agressão...
Abração, Lola, e tenho certeza: não existem mulheres fracas! 

Meus comentários: É impressionante como todas nós temos histórias de horror pra contar. A sua me lembrou uma vez que eu, com 19 ou 20 anos, voltava sozinha do cinema à meia noite, em SP, e, praticamente em frente ao prédio onde morava em Higienópolis, fui agarrada por trás por um cara. Caí no chão. Eu usava óculos, meus óculos caíram também. Eu me levantei e fui direto pra cima do cara. Ele correu e eu corri atrás dele, gritando. Ele fugiu. Nem vi seu rosto.
Cheguei em casa, revoltada, e contei pro meu pai. Ele desceu pra pegar o cara. Claro que não o encontrou (aliás, nem sabia quem era). Ligamos pra polícia. Nem pensei em fazer BO. Eu ia falar o quê?
Essa é uma das minhas histórias de horror, e foi fichinha perto da sua. Era um cara só, ninguém bateu em mim, não lembro do sujeito ter me dito nada. Não foi tão traumático assim, mas é algo que nunca vou esquecer. 
Depois, nessa ânsia de tirar coisas boas de situações horríveis, fiquei feliz com o meu instinto, que não foi de fugir ou me amedrontar, e sim atacar, bater nele. Somos fortes sim.

35 comentários:

Anônimo disse...

Comigo nunca aconteceu dessa forma. Não chegou a me tocar, mas certa vez, quando eu voltava da faculdade, um carinha começou a dizer gracinhas na rua escura por onde estava passando ao lado dele. Passou por mim. Me chamou de gostosa e ficou dando psiu, me chamando: ei gostosa, vem cá. Nossa velho, eu senti um ódio. Olhei pra trás e falei alto: vem tu aqui, filho da puta! Ele continuou fazendo troça. E eu falei denovo só que dessa vez indo pra cima dele com o cabo da sombrinha apontando. O cara se virou e foi embora rapidinho.
Já li estudos que mostram que em casos de tentativa de estupro, ao contrário da tentativa assalto, a melhor solução é a vítima reagir. Quando você reage é mais provável que o estupro não se consolide. Talvez até mesmo isto salve a sua vida. Tem que gritar alto. Pedir socorro. Bater sem dó. Lutar o máximo que você puder. É verdade que contra um estuprador violento, provavelmente você vai se machucar de qualquer forma, mas ainda assim poderá talvez impedir o estupro. Se as mulheres fossem mais solidárias ajudariam do mesmo modo uma mulher sendo vítima de violência na rua. Acredito que reagir não vai fazer com que eles parem de atacar mulheres, mas que isto pode evitar que algo pior aconteça com você mesma.

Anônimo disse...

Descrição clássica de ocorrências com meros trombadinhas.

Não tentem isso com bandidos de verdade (na dúvida, melhor não tentar).

Anônimo disse...

Todos os dias este blog traz as mesmas reclamações e nada mudou. Vocês mulheres continuam com medo de sair às ruas e com medo de homens e a coisa só piora. Vocês não encontram soluções e nem tampouco definem estratégias de fato concretas. Só choramingar,reclamar e demonizar homem não vai resolver. Vocês não podem confiar nos homens, mas ainda dependem de muita coisa relacionada conosco. Já que o ser do sexo masculino não vai desaparecer do planeta tão cedo e vocês não vão conseguir evitar que homens tenham comportamento violento, penso que vocês deveriam se organizar em uma sociedade fechada, totalmente longe de homens. Devem constituir suas próprias empresas, meios de transporte e de infraestrutura independentes, sua ciência, cultura, etc e deixem somente aquelas mulheres, que ainda queiram se submeter ao convívio com homens, viver assim.

Anônimo disse...

Existe mulher fraca. A que deixa estuprador soltinho na rua porque tem medinho da polícia (só quem deve tem medo), por exemplo, e as outras mulheres que se danem né? Quero ver falar em sororidade depois disso. Protetora de estuprador NÃO PASSARÁ!

Anônimo disse...

O ponto é, a pessoa n quer denunciar por medo, pq vai supostamente ser agredida pela polícia (eu sei q acontece, mas n é 100% das vezes como vcs dizem) e ouvir críticas, mas ao mesmo tempo posta tudo na net, pra todos saberem.
Incoerente.

Anônimo disse...

Olha anônimo em 5 de setembro de 2017 15:30
Pode ser trombadinha, ladrão, bandidão... se ameaçar de estupro tem que reagir sim com o máximo que puder, vai se machucar muito? Sem dúvida, mas vale a pena, não importa o desfecho.

Sandra

Anônimo disse...

Eu só quero saber qual a hashtag que preciso fazer pra não ser estuprada por esse cara.

#nãovoutedenunciarmasnãoestupremaisporfavor
#pelofimdaculturadoestupromasdeixaeuficarquietinhaaqui
#machistasnãopassarãomasestupradorespodempassaravontade
#ensineseufilhoanãoestuprareasuafilhaanãoandardetaxi
#empodereumestupradorpelaimpunidade

Imagina pro estuprador que maravilhoso que deve ser, saber que a vítima deu o aval pra ele continuar estuprando, que não precisa ter medo de nada, que não vai dar em nada, que pode continuar fazendo tranquilamente? Ele deve estar se sentindo imensamente empoderado e motivado a estuprar ainda mais.

Evitar que outras mulheres passem pelo mesmo, porque quem estupra NUNCA estupra uma vez só, aí não, aí é pedir demais.

Ela que não ouse em falar de solidariedade feminina depois disso.

William disse...

O maior erro das mulheres é se acharem mais fracas e incapazes de lutar com um homem. Cara, vocês não são! A maioria dos homens não sabe lutar e fugiriam se vocês dessem um soco ou chute certeiro. Parem de se achar fracas, aprendam uma luta de auto defesa. Como diz o texto, vocês são fortes!

Felipe Roberto Martins disse...

Realmente tem hora que tenho vontade de ir embora do nosso país..., desejo que o que aconteceu com a moça, não se repita e nunca se banalize..., pois noto em diversas pessoas a sensação de impotência e banalização...

Anônimo disse...

Kkkkkkkkkkkkkkkkkk, troll idiota nós não vamos sumir dos nossos espaços por medo de vocês. Bem que você queria que as feministas que tem coragem de dar umas bofetadas em malandro assediador sumissem, né? Para vocês continuarem assediando só as bobinhas que tem medo de vocês sem corrererem o risco de tomar chute nos ovos? Só que nós vamos continuar aqui, mascul de merda. Quem tem que sumi chorando com o rabo fino entre as pernas são vocês. =) Não odiamos todos os homens, troll. Odiamos só os que merecem isso.

Anônimo disse...

Ué? Mas já decidimos uma estratégia: descer a porrada sem dó no assediador. Legítima defesa.

Anônimo disse...

Palmas pra vc William!!!

Anônimo disse...

Esse relato não é, mesmo, motivo para se registrar um B.O. Falo isso pois sou escrivão e temos que "enquadrar" o boletim em um ou mais artigos legais, ou mesmo em normas esparsas que não estejam exatamente descritas no C.P. O sistema não aceita B.O "genérico". Talvez pudesse serum roubo simples, (mas com atenuantes pelo pequeno valor), e a pena é tão ínfima nessas circunstâncias que não vale a pena. Não adianta. As leis não ajudam. E as idéias de esquerda também não, pq fazem leis para proteger bandido e não o povo, como essa maldita "audiência de custódia" - criação da esquerda - que libera 70% dos presos hoje em dia. Precisamos votar melhor e cobrar mais dos legisladores (sim, aqueles mesmos porcos que chafurdam nosso $ em nossa Capital Federal: eles que fazem as leis. Isso mesmo! Por incrível que pareça, aquela quadrilha dos 512 deputados mandam na sociedade)!

Viviane disse...

Eu tenho de concordar com o William quando ele diz que nós não somos fracas, e acrescento que somos socializadas para pensar isso. Acredito que boa parte do nosso medo vem daquele ensinamento: "é feio mocinha brigar, falar alto etc." É muito libertador quando rompemos com esse condicionamento e nos defendemos. Penso assim: "Vou apanhar? Vou. Mas não sem bater também!" Já me salvei de algumas situações (não tão graves quanto a do relato) dessa forma.

Anônimo disse...

Amigo, para que tá muito feio...

1. Fraco és tu (da cabeça).
2. Nenhuma vítima desejaria ter sofrido estupro, muito menos optaria por deixar o agressor impune.
3. Que triste que tu não consigas te colocar no lugar do próximo e tentar imaginar o quão constrangida/humilhada/intimidada uma mulher vítima de assédio/abuso pode se sentir, se,além da violência, ainda houver despreparo (para não dizer MACHISMO) por parte dos policiais (maioria dos casos).
4. É bem feio pra ti vir aqui insinuar que a vítima teme ir à polícia por estar com o rabo preso,porque "só quem deve tem medo".
5. Não venhas com esse tua fingida preocupação com as outras mulheres. Não te preocupas nem com as vítimas "consumadas", imagine com as "vítimas em potencial".
6. Pare de tentar colocar as mulheres umas contra as outras!
7. Quem vê tu cobrando sororidade pensa que tu és muito solidário, né. Daí só falta ler o resto do comentário mesmo.
8. A vítima não está protegendo o estuprador.
9. Esse teu comentário misógino não passará!

Apenas pare de passsar vergonha na Internet.

Paz.

Anônimo disse...

Mas que barbaridade! Até parece que tu estás do lado do estuprador...

Anônimo disse...

VOCÊS SÃO CRUÉIS!!! SÉRIO!
Só tentem realmente entender as mulheres vítimas de abuso! E as não vítimas também! Todas! Apenas não sejam trouxas!
Vocês gastam energia lendo sites/posts feministas (percebe-se pelas palavras/termos que usam), mas preferem continuar atacando... NÃO DÁ PRA ENTENDER!!
Por favor, melhorem!!!! Sejam pessoas inteligentes, solidárias, transformadoras!

Anônimo disse...

"Ela que não ouse em falar de solidariedade feminina depois disso."

Mas credo!

Olha o que tu ousaste dizer! Virou fiscal do mundo pra dar pitaco no que mulheres podem ou não falar? Não venhas bancar uma de fiscal da sororidade, né! Francamente...

Anônimo disse...

Enquadre essa:
-> Lesão Corporal Grave;
-> Tentativa de Feminicídio.
Esses são os crimes descritos no relato do post.

Anônimo disse...

A REALIDADE. Somos fortes e somos corajosas, em todos os aspectos da vida, inclusive o do confronto físico - e temos de desenvolver esse aspecto, com os pés fincados na realidade: seremos sempre alvo de ataques brutais e covardes, com freqüência por mais de um bicho-escroto, tomados por surtos de misoginia, com o único objetivo de destruir nossos corpos, em meio ao maior sofrimento sádico e inimaginável que puderem causar - e não me refiro somente à rua, mas também ao notório lar da tradicional família brasileira dos homens de bem. Tendo esta lucidez, o próximo passo é nos preparar adequadamente para enfrentar e derrotar a violência física, com corpo e pensamento.

O PENSAMENTO. O pensamento nunca deve ser dominado pelo medo nem pela culpa. Pode acontecer do medo ser automaticamente substituído pela raiva em situações como a descrita no Post e, em um primeiro momento, isso pode ser útil - porém, a raiva nubla o pensamento claro que você precisará ter para agir rápida e certeira. A culpa pode ser por antecipação, que pode surgir quando você treina a sério e sabe o dano que pode causar, ou pode ser culpa por ligação emocional ou de parentesco com o agressor - ligações de parentesco são mera contingência, nada mais, e qualquer compaixão pelo agressor é falsa - e pode te enfraquecer bem na hora da ação. Treine o seu espírito para anular essa culpa. Seu pensamento deve ser livre de medo, raiva e culpa. Livre desses afetos enfraquecedores e idéias inadequadas, seu pensamento e seu corpo serão plenamente potentes, você conseguirá agir como se deve, e nem sequer se machucará.

O CORPO. Os confrontos do mundo real não tem nada a ver com filmes ou lutas de MMA. O único filme que vi que se aproxima do mundo real é Zatoichi do Takeshi Kitano: https://www.youtube.com/watch?v=7ZhnS45Zexo (filmaço, btw). Um combate real acaba rapidamente, ganha quem acertar primeiro - e quem ataca primeiro fica em desvantagem, pois mostra sua intenção e abre a guarda. E, regra importantíssima: você não pode dar chance de seu agressor tentar agredi-la novamente. É acertar primeiro, uma única vez, e de forma que finalize o ataque. Se uma pessoa é atacada por mais de um agressor, essa regra se torna ainda mais importante, e a defesa, deve ser ainda mais eficaz. Na real: golpes na traquéia, na nuca, olhos arrancados (o famoso "enfiar o dedo no olho" nada mais é que isso), escrotos arrancados ou chutados com tamanha força que a dor provocada causa um ataque cardíaco no agressor. Você tem de saber entender a dinâmica dos corpos no momento em que um ataque sádico acontece, sem deixar seu pensamento ser enfraquecido pela lucidez mesma do que está acontecendo - e ser infalível com seu corpo. Você só terá uma chance. As artes marciais mais eficientes para este objetivo são: kung fu wing chun (o mais fatal, criado por uma mulher), krav magá (se você encontrar alguma escola em que os alunos não sejam coxinhas cheios de ódio), capoeira angola (aquela em que você não apenas passa um rabo de arraia, mas você torna-se uma arraia - quanto mais próximo ao solo os lutadores conseguem chegar, mais vantagem na luta eles têm) e aikido - sim, o moto do aikito é a anti-violência, mas nem por isso ele é inofensivo, e estamos tratando aqui exatamente da anti-violência. Lembre-se: o que anula um estuprador para sempre, não é castrá-lo, mas lesar sem chance de reparo os tendões e ligamentos de seus braços. Nenhum professor de aikido vai te dizer isso, mas talvez o O-Sensei diria...

As artes marciais, praticadas a sério, com reverência e amor, são uma expressão de plena potência do corpo e do pensamento. E é maravilhoso... Boa sorte na sua jornada. May the force be with you. :-)

Joana disse...

Senhor 'escrivão', o sistema aceita fato atípico. Não venha espernear argumentando que fato atípico não e crime por não se enquadrar em nenhum tipo penal porque disso, eu já sei. Mas é preferível lavrar a ocorrência como fato atípico a não fazer nada, afinal, essa ocorrência terá que ser remetida ao Judiciário onde o Ministério Público poderá (ou não) melhor adequar a capitulação, se este for o seu entendimento. Da próxima vez que quiser se passar por escrivão, ou vá dormir e perca a vontade ou estude um pouco mais, afinal, até eu que sou uma costureira sei que a sua fala não procede. Passe menos vergonha. De nada.

Joana disse...

Pessoa troll, dedico esta pérola da sabedoria anônima a você: um homem sem mulher não é nada - nem corno.

Joana disse...

Senhor 'escrivão', o sistema aceita fato atípico. Não venha espernear argumentando que fato atípico não e crime por não se enquadrar em nenhum tipo penal porque disso, eu já sei. Mas é preferível lavrar a ocorrência como fato atípico a não fazer nada, afinal, essa ocorrência terá que ser remetida ao Judiciário onde o Ministério Público poderá (ou não) melhor adequar a capitulação, se este for o seu entendimento. Da próxima vez que quiser se passar por escrivão, ou vá dormir e perca a vontade ou estude um pouco mais, afinal, até eu que sou uma costureira sei que a sua fala não procede. Passe menos vergonha. De nada.

Anônimo disse...

#empodereumestupradorpelaimpunidade - eu vou começar a usar esse, pois tive a infelicidade de viver tempo o suficiente para ver até mesmo o feminismo defender estupradores e a agressores de mulheres. Afinal punir estupro, violência contra a mulher e feminicídio é "sanha punitivista".

Eu compreendo perfeitamente por que as mulheres não denunciam. Quem quem quer passar pelos estupros e agressões estatais depois de ter sua integridade e dignidade humana jogadas na lama?
Pouco tempo atrás uma amiga minha teve que ouvir da juízA que julgou o espancamento dela pelo ex-companheiro que se ela apanhou, é por que alguma coisa ela fez ou que boa coisa ela não é. E isso foi aqui na Europa, senhoras e senhores. O que esperar então da justiça do país mais misógino do ocidente? De uma lugar em que até mesmo aqueles que deveriam servir aos interesse das mulheres preferem justificar e amenizar os crimes contra elas??

Nós somos o sangue do cordeiro. E se preparem, o sacrifício vai se tornar ainda mais lento, torturante e brutal...


Jane Doe

donadio disse...

"Esse relato não é, mesmo, motivo para se registrar um B.O. Falo isso pois sou escrivão"

Depois quando a gente diz que a polícia não serve para absolutamente nada (exceto, é claro, bater em trabalhador que reivindica seus direitos) vão dizer que a gente está exagerando.

Viviane disse...

E outra: até parece que as leis são feitas pela esquerda, com o Congresso extremamente conservador que temos! Se assim fosse, a bancada da Bíblia não estaria dominando os debates políticos...

Anônimo disse...

Realmente Viviane! Tenho certeza que a audiência de custódia, o desarmamento e o E.C.A. foram criações da direita conservadora e da bancada da Bíblia (ironic mode on).

Anônimo disse...

E essa caravana do molusco pelo nordeste eim? Estou até hoje esperando as multidões que iriam tomar de assalto as capitais nordestinas, mas fiquei só na vontade.

Também fiquei na vontade de ver a esquerda parando o país pra denunciar o "gorpi", tal como me foi prometido pelo Sakamoto e pelo Boulos.

Hora de juntar os cacos minha gente. Vão de Ciro Gomes ano que vem?

Rafael Cherem disse...

Essa moça armada não seria agredida.

Anônimo disse...

#nãovoutedenunciarmasnãoestupremaisporfavor
#pelofimdaculturadoestupromasdeixaeuficarquietinhaaqui
#machistasnãopassarãomasestupradorespodempassaravontade
#ensineseufilhoanãoestuprareasuafilhaanãoandardetaxi
#empodereumestupradorpelaimpunidade"







Infelizmente, tudo verdade isso aí, especialmente o "ensine seu filho a não estuprar e a sua filha a não andar de táxi" e o "empodere um estuprador pela impunidade". Passei por coisa muito pior que dedada na vagina e sem dinheiro, advogado, fama, nem família porque eu tava em outra cidade a trabalho eu fui lá na merda da delegacia sim porque não tem mulher neste planeta que não saiba que o homem que estupra uma vez pode estuprar cem mil vezes, se não estupra você estupra uma amiga, alguém da sua família ou alguém que você não conhece mas que se foda, é mulher também, você sabe o terror que é isso e não vai fazer nada, podendo fazer? E porque eu fui, e porque outras mulheres foram uma hora conseguiram pegar ele e eu diferente dela não sabia o nome e nem tinha como obter essa informação, o uber tá oferecendo tudo pra ela. Se eu não fosse, a próxima vítima (e teve próxima vítima) estaria diretamente contando com a minha colaboração pra deixar o sujeito livre pra fazer essa monstruosidade, será que ela pensa nisso? Dá pra botar a cabeça no travesseiro legal sabendo disso? Se a resposta for sim, olha, é pior do que eu pensava então. E se não dá aí que tem que ir mesmo.

Anônimo disse...

Por favor, melhorem!!!! Sejam pessoas inteligentes, solidárias, transformadoras!





Exatamente, melhorem! Sejam pessoas inteligentes, solidárias e transformadoas! DENUNCIEM OS ESTUPRADORES PARA QUE OUTRAS MULHERES NÃO PASSEM PELO QUE VOCÊ PASSOU. É ISSO QUE TRANSFORMA E NÃO HASHTAG DE FACEBOOK porque isso é ser inteligente, solidário com outras mulheres e transformadoras para a sociedade, o resto é conversa de enganador.

Vera disse...

Eu sou feminista e sinceramente n entendo as denúncias vindas de feministas. Esse é mais um caso que a mulher n quer denunciar a merda do estuprador por medo, mas expõe tudo na net?! Se ainda fosse tudo anônimo seria coerente.
Se já expôs tudo e vai ouvir q é mais uma vadia mentirosa, então, pq diabos n vai na polícia pra q algo seja feito? De nada vai resolver textao.

Vai ficar como o bosta José meyer, nem demitido foi, tá afastado da Globo, com certeza ganhando um salário e daqui a pouco volta como se nada tivesse acontecido.


lola aronovich disse...

Vc leu o post, Vera? Recomendo que o leia. A autora do post não teve medo. Enfrentou os agressores. Foi à delegacia fazer BO e a polícia não aceitou fazer. E muitas, muitas vezes "fazer textão" resolve muito mais que fazer BO. Só pra lembrar que eu fiz 11 bos por ameaças. E os caras continuam soltos.

mh disse...

Repondendo a Rafael Cherem

Eu sou a moça (obrigada pelo moça) agredida. Tenho certeza que se eu estivesse armada, logo depois do primeiro soco, quando me seguraram pelos cabelos, os caras que não tinham a faca teriam a arma que eu estaria carregando.
Não ando armada, sou contra o armamento da população civil. No caso relatado, certamente em vez de agressão, haveria um homicídio. Agora, se alguém disser que seria melhor, pois fariam o B.O., eu peço licença, vou ali no cantinho desmaiar por 5 minutos e volto aqui depois para respoder.

titia disse...

Uma polícia de merda num país de merda pra atender uma população cuja maioria é de merdas machistas. Por que não me surpreende?