quarta-feira, 11 de março de 2015

GUEST POST: FUTUROS MÉDICOS FORMADOS NOS TROTES DA PUC SOROCABA

Trote dentro do Centro Acadêmico, no campus da PUC, onde trotes são proibidos

A C. me enviou este texto, e também algumas das fotos. É realmente estarrecedor. Sabemos que isso não acontece apenas na PUC, claro. Os trotes devem ser combatidos em todas as universidades.

O que é crime
A faculdade de medicina da PUC-SP está repleta de gente machista e o trote é péssimo (todo trote é meio imbecil, mas o de Sorocaba é dos piores). Alunos e alunas são obrigados a usar o "uniforme do calouro" ao ingressarem na faculdade (e devem usá-lo até a libertação, dia 13 de maio, alusão à libertação dos escravos). 
O uniforme é a camiseta (GG, vendida no kit calouro, 300 reais por uma camiseta custo zero para o Centro Acadêmico, de péssima qualidade e cheia de propaganda atrás), que deve ser usada com calça comprida e sapato fechado. Para as meninas, cabelo preso, tem que ser rabo de cavalo (não pode coque), além disso, nada de brincos, bijuterias ou maquiagem. Para os meninos, cabelo raspado (e não pode ficar "crescidinho", é curto mesmo). Calourx que não segue as regras à risca é hostilizado.
Embora este ano tenham dito que o uso da camiseta não é obrigatório, ele se torna obrigatório a partir do momento em que quem não usa é perseguido. Pouquíssimos calouros não a usam. Nenhum aluno vai querer cometer o "suicídio social" logo ao entrar na faculdade. Alguns alunos ingressantes fazem questão de aderir ao esquema do trote, e não só usam a camiseta, como defendem seu uso com argumentos como "iguala a gente" ou "eu consigo ver quem é calouro e me sinto mais acolhido". Absurdo! Repetem o discurso dos veteranos opressores e não param realmente para pensar que há SIM maneiras muito melhores de integrar a galera, e que reconhecer seus colegas pelo rosto é o mínimo de humanidade que se espera (ao invés de reconhecê-los apenas pelo uniforme).
Com a conivência dos professores:
aluno com cone de cachorro faz
tutoria ao lado do professor, 2013
Enfim, é um blábláblá sem fim defendendo o uso da camiseta. Só que não é só isso. Você tem que usar o cabelo preso. Você tem não pode usar brinco. Você não pode deixar a franja solta que logo aparece uma veterana para berrar com você no meio do corredor da faculdade: "Caloura. A franja. Prende agora!" 
Além das calouras não poderem se arrumar, elas também não podem ficar com veteranos, e também não é bem visto que fiquem com calouros. "Vai que ela fica com o namorado de alguém?", foi a explicação que eu ouvi. Se as calouras desrespeitam, levam bronca, e, é claro, trote: comer alho, cebola, limpar a casa de uma veterana, ser xingada (puta é sempre uma palavra muito utilizada).
As veteranas são machistas. Elas organizam o "chá das calouras" dentro do prédio do Centro Acadêmico. É uma festa onde as calouras se dividem em times, para uma gincana onde as provas são "chocar um ovo" ou "imitar sexo oral em um pepino". As calouras que topam participar tem que beber ou pinga ou "ranço" (opção "saudável" para aquelas que não bebem álcool), que é uma mistura de várias coisas como ovo, farinha, água, e ninguém sabe mais o quê. 
Calouras são fantasiadas de
cactus por veteranas
As calouras são pintadas e rolam na farinha, ficam imundas. Algumas são identificadas com plaquinhas penduradas sobre o pescoço, com dizeres como "sou puta", ou "só não sou puta porque dou de graça", "miss big mac -- a mais comida", ou algum apelido em função de alguém que a caloura tenha ficado. Muitas das calouras que participam amam. 
As calouras que são chamadas de putas repetem o xingamento a outras calouras, no ano seguinte. Aliás, toda a opressão que os calouros sofrem é para ensiná-los a serem "humildes". Mas, veja só, no ano seguinte eles poderão oprimir os recém chegados, pois serão hierarquicamente superiores, uma verdadeira lição de humildade.
Clique para ampliar e ver os calouros
nus, ao fundo, à esquerda
Falei do que acontece com as meninas, mas com os meninos não é melhor: eles apanham e vivem bêbados pela faculdade. Alguns chegam a aparecer machucados e sujos para ver aula. E, curiosamente, são estes que jamais se posicionam contra o trote. Os que mais participam e mais apanham. 
Quem questiona tudo isso é execrado. Uma vez uma amiga fez um post questionando esse "hábito" de chamar as calouras de putas, e a xingaram muito.
Recentemente, com a CPI, alunos da PUC foram intimados a depor para falar das violações aos direitos humanos na faculdade. O primeiro a depor, o Rodolfo, foi ameaçado de diversas formas pela internet. Os demais alunos depoentes também foram ameaçados de perseguição dentro dos hospitais.
Na CPI, contamos sobre o que acontece de modo geral e ainda demos depoimentos pessoais. Eu sofri uma agressão física de um aluno em uma festa ao defender uma caloura que não estava com o cabelo preso (as regras de cabelo e roupa valem também para as festas, até dia 13 de maio, quando é a libertação). Uma colega  levou várias copadas de cerveja na festa de libertação, pois ela não usou a camiseta. Outro levou um soco, logo que entrou na faculdade, pois se cansou de ficar pulando na piscina da atlética e disse que estava com frio. Outra teve que fazer as tarefas das veteranas durante o período do trote. 
Enfim, são muitos relatos e muita opressão. Recebi, no meu ano de ingresso, por inbox de facebook,  o relato de um colega: segundo ele, ele apanhou, sem roupa, caído no chão, num ensaio de bateria. Hoje ele é super blasé em relação ao assunto trote. 
Numa república, com professores.
Repare na frase escrita na parede:
"Gordas não são bem vindas"
A violência já está banalizada. A faculdade adotou algumas medidas para reduzir o problema do trote, mas não adianta pois ela não se coloca realmente contra o trote. Inclusive há professores trotistas. No meu ano de ingresso, um professor pediu a uma aluna trotista que anotasse os nomes dos alunos que não usavam camiseta. Agora, há relatos de professores que andam com a foto de um dos depoentes em seus celulares, para persegui-lo.
Pouquíssimas pessoas se solidarizam com a nossa causa. Sempre nos chamam de exagerados. Falam mal do GAP -- Grupo de Apoio ao Primeiranista, grupo que criamos para acolher os calouros dentro de uma proposta diferente de recepção, sem trote e sem violência. O grupo que organiza intercâmbios não quer fazer um evento sobre DIREITOS HUMANOS com o GAP, pois disse que ninguém irá se o evento levar o nome do GAP.
Em 2013, o GAP fez um relatório sobre o que acontece na faculdade, com ideias de melhorias. O documento foi entregue à direção e à reitoria. Foi protocolado e tudo. Vale dizer que, na CPI, a assessoria jurídica da PUC teve a cara de pau de falar que não sabia de nada e que não recebeu denúncia de trote em 2013. Ela recebeu um documento inteiro discorrendo sobre o trote. 
É isso. Precisamos sim de ajuda! E ideias também! Cansamos de ser odiados e não conseguir mudar porcaria nenhuma. Enquanto isso, a formação universitária dos médicos está péssima e sem nenhuma reflexão. Formam-se seres desumanos, preconceituosos e sádicos.

71 comentários:

Raven Deschain disse...

Alunos de medicina mandando seus calouros comerem merda.

Alunos.

De.

Medicina.

Meldels, cadê aqueles médicos cubanos? É estranho, viu? Essas coisas devem ser regionais. Não faço facu na PUC, mas trabalho praticamente na frente da Puc em Curitiba e é mto tranquilo lá. Outro dia teve trote e os calouros estavam pintados pedindo grana no sinal. No final, puderam tomar banho e ir embora. Pq é tão difícil fazer assim?

Se alguém estuda na Puc aqui e tiver mais informações, por favor, me ajude.

Helen Pinho disse...

que difícil. minha solidariedade C. é um assunto muito complicado, como exposto os próprios calouros defendem o trote, os professores participam a universidade é omissa, mas é uma luta que precisa ser travada.

Anônimo disse...

O que me revolta nesses trotes eh a omissao da diretoria das faculdades. Os alunos sao todos idiotas mesmo, as vezes ate imaturos demais pra entender o que o trote pode causar. Mas os professores e diretores mais velhos, teoricamente amadurecidos e ja entendedores da vida verem tudo o que acontece e nao fazer nada pra mim eh o pior. Mostra que a sociedade eh realmente podre.

Anônimo disse...

Na UFU (Uberlândia), pelo menos quando eu fiz o trote, são trotes de caridade. Como por exemplo, doação de sangue ou se cadastrar no banco de doação de medula óssea. Para os calouros das áreas biológicas e saúde, também é uma forma de trote você se vesti de palhaço e visitar o hospital da criança, para animar as crianças. O campus inteiro é repleto de panfletos que avisam sobre o abuso dos trotes, panfletos conscientizando sobre o estupro, tanto avisando ao homem para não estuprar quanto falando para a mulher que ela não tem que ficar calada. Lá na UFU houve uma época com trotes violentíssimos que fizeram os administradores tomarem providências, então inventaram essa ideia dos trotes de caridade. Que na minha opinião, eu gostei bastante, eu tive que doar sangue e foi bastante tranquilo, as pessoas foram comigo e tiramos várias fotos e depois eu me cadastrei como doadora de medula óssea. Simples assim, sem humilhação ou violência.

Giulia disse...

@raven deschain, na PUC - RJ o trote é opcional e ninguém é hostilizado se faltar. Eu mesma faltei mas fui nas festas e ninguém disse nada.

E o trote é só pintar os calouros mesmo. Nem obrigar a pedir dinheiro isso acontece...

E o curso de Engenharia já teve um caso de violência. Até hoje eles são proibidos de fazer trote e realmente não o fazem.

Enfim, pelo visto cada PUC é bem diferente da outra.

B. disse...

"As veteranas são machistas"


Ownn, o que é isso? Não existe mulher machista, somos todas coitadinhas que só "reproduzimos" o machismo. Ah, a veterana bateu na caloura, obrigou a fazer faxina? Ahh, ela só ta reproduzindo o que aprendeu. Não devemos hostilizar mulher preconceituosa e sim dar um abraço e um chazinho (quer canudinho tb?)

Sério esses relatos ,e dão frio na espinha
Humilhação atrás de humilhação. Mulheres tb humilhando mulheres.

Bizzys disse...

Na PUC-MG, no campus onde eu estudei, os trotes não são permitidos dentro da universidade. Quando entrei, o trote foi apenas passarem um pouco de tinta nos meus braços, estávamos na porta da faculdade, eu e uma amiga entramos de novo, nos limpamos e saímos outra vez - ninguém deu a mínima.

Não sou de ir em festas, então não sei como as coisas ocorriam nelas. Mas nunca fui destratada pelos veteranos por não querer participar.

Depois de um tempo, eu já veterana, o pessoal parou de ligar para trotes. Ninguém nem sabia quem era calouro mais, só víamos umas "caras novas" na faculdade e pronto.

Fico chocada com esses relatos de violência (gente, alunos de Medicina, como assim?) e ao mesmo tempo me sinto aliviada por não ter sofrido com isso.

Carlos Eduardo disse...

Quem se submete a isso é tão otário que chega a merecer.

No meu primeiro dia trote em faculdade, ficaram esperando os calouros na porta da sala após a aula. Só cheguei na porta e perguntei que ia ser o primeiro bonzão que ia encostar a mão e mim e ficar sem os dentes. Passei sem ser tocado, no meio dos veteranos com cara de bunda...

A fraqueza atrai os abusadores como a carniça os urubus...

Thomas disse...

Desculpa, Lola, mas eu acho que tem que ser muito troxa pra participar de trote e não tenho pena de ninguém citado no texto.

Anônimo disse...

Quando eu entrei na faculdade me disseram que seria "pior" não participar do trote, mas eu md recusei. Quando os calouros estavam fazendo fila para irem pro terreno onde iriam rolar na lama eu passei por eles e um veterano veio e segurou meu braço. Eu olhei pra ele e disse devagar: tira a mão de mim! Ele me largou na hora e eu fui embora, nunca mais me incomodaram. Nunca fuipara as festinhas que organizavam e nunca liguei para as hostilidades que vinham exclusivamente das meninas. Em pouco tempo todos me respeitavam. A força que os veteranos possuem é dada unicamente pelos calouros, que também precisam aprender a dizer não.

Anônimo disse...

Culpar a vítima is the new black.

Anônimo disse...

C., todo meu apoio e solidariedade nessa luta! Moro em Sorocaba e me mudei para a cidade para fazer a UFSCAR e a fama dos trotes violentos na PUC já era comentada na Universidade. Ao fim do meu curso, a fama já estava maior ainda. Isso é uma triste realidade que precisa ser dialogada e combatida.

jair machado rodrigues disse...

Olá Lola, tenho lido mas não comentado este blog que tanto gosto, este li meio aos pedaços, acho horrível o tal de trote, sofri um quando ingressei na universidade, super tranquilo, mas estava eu preparado (eu acho, era meio punk na época rs), estava preparado para cair na porrada se fosse preciso caso viesse a me sentir ultrajado com o trote,mas foi leve e bobo, como disse, então tudo bem. Mas acho o fim da picada, pessoas "cultas",universitárias fazer uma barbárie dessas, muitas vezes completamente inconsequentes vitimando jovens inocentes. Lamentável.
ps. Carinho respeito e abraço.

Anônimo disse...

A solução imediata seria, realmente, a união. Se todos os calouros se unissem pra resistir aos abuso dos veteranos e apoiar uns aos outros contra as hostilidades desses veteranos cretinos eles baixariam a bola rapidinho. Quando eu entrei no me curso (artes visuais) nem soube se tinha trote. O da turma de design foi o máximo, só participou quem quis, o pessoal foi pintado de X-Men (Wolverine, Mística), Mega Man, Darth Mau, o Globeleza e até um Romero Brito meio pornográfico (huahua, o cara pintado de Romero Brito pornô fez o maior sucesso) mas todos os calouros do trote concordaram e quem não quis não sofreu retaliação.


Quanto à omissão dos professores, é assim mesmo desde cedo. Quando eu estava no ensino médio eu e um colega da sala sofremos bullying acho que desde o primeiro de aula. Os professores simplesmente não se importam. O aluno não pode contar com eles. Eu nunca pude.

E esses sãos os futuros médicos do país? Que vão ter vidas humanas nas mãos? Que vão cuidar de crianças, que não são lá muito resistentes à dor e tem medo de alguns tratamentos? Que vão cuidar de idosos, fisicamente frágeis e que podem precisar se sentir apoiados pelo profissional? Que vão atender mulheres em parto (alguma coincidência que a violência obstétrica está crescendo em níveis alarmantes)?

Eu não deixaria meu cachorro nas mãos desses infelizes! Certamente não quero um desses trastes tratando da minha avó ou fazendo o parto de alguma prima! Tô com a Raven, cadê aqueles médicos cubanos?²

Daniel disse...

Quando eu entrei na faculdade(não vou citar qual é,pra não denunciar minha localização), tentaram forçar o trote em geral, eu desobedeci e disse claramente. Levarei a polícia qualquer crime que presenciar.

Teve um aluno que começou a fazer fakes de mim por ai na internet, a roubar parte do meu material escolar e quando vi isto, deixei meu celular num jeito facilzinho pra ele "roubar", mas com um porém. Coloquei de "música" de despertador em viva voz gritando "este celular foi roubado por XXX"(sem citar nomes), e coloquei pra começar a tocar 45 minutos depois(evidente que se ele não roubasse, iria retirar isto. Não sou idiota) o que aconteceu? Meu celular "sumiu" e deu pra ouvir de 2 andares abaixo, o "viva voz"(sim, fiz o que pude pra marca-lo).
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Depois disso, no final da aula, fui até ele e disse algo como "Se você for infernizar minha vida, irei infernizar a sua, posso registrar um boletim de ocorrência e com tantas testemunhas que te viram com meu material, mais os prints que tirei do fake, posso no mínimo te fazer ser expulso"(não foram bem estas palavras, mas faz anos. Não me lembro ao certo). Após isto, ninguém mais mexeu comigo.

Kittsu disse...

Ai, B. você dessa vez abusou da minha paciência. Pelo amor dos céus, tomar chá de canudinho? Isso foi ofensivo. Meus advogados estarão entrando em contato em breve.

Patty Kirsche disse...

Trote é violência e pronto. Por mais bobinho que algo pareça, se é coagido, é violento e acabou. Eu nunca participei, mas precisei brigar bem. Registrei queixa na coordenação do curso, e lógico que o coordenador tentou me intimidar dizendo que eu também poderia ser prejudicada por um eventual processo... A própria universidade faz de tudo pra evitar mexer. Vai abafando, ajuda alguém que não curtiu a seguir em frente, finge que o trote rola porque a maioria gosta... E assim a hierarquia universitária vai sendo mantida.

Anônimo disse...

Só uma coisa Daniel, como vc sabia que ele iria roubar o cel? E outra, já sofreu agressão física? e Raven, Sim, são alunos de medicina. Infelizmente, os trotes mais violentos são de medicinas.

B. disse...

É, confesso que tomar de canudinho foi demais, sorry.

Sobre trote: eu participei do meu trote, mas achei meio "bobo" sabe? Se pintar, ficar toda "dura" de tinta (não gosto muito). Cheguei em casa, tomei banho e acabou.

Porém, nos anos seguintes, os trotes foram ficando cada vez mais machistas, gurias rebolando na frente de um veterano que escolhia a melhor (e isso era o mais leve).


Anônimo disse...

E se a pessoa simplesmente não ir pra esses trotes? Lembro que o meu foi um troço bem besta (troca de sexo, no caso os homens se maquiaram e andavam de saia curta pela faculdade). Mesmo assim só foi quem quis, não lembro de ninguem se sentir intimidado.

Raquel disse...

Certa vez li que esses trotes violentos começaram nas universidades na época da Ditadura Militar, como uma forma de hostilizar e marcar quem pudesse ser de esquerda. É interessante notar que os trotes mais violentos e degradantes ocorrem no estado de São Paulo, onde se localizava o DOPS e OBAN. Aliás, a PM de SP é até hj uma das mais violentas.

Carlos Theno Schmidt Filho disse...

Lei Maria da Penha usada para proteger homem:
http://direito-publico.jusbrasil.com.br/noticias/157860/lei-maria-da-penha-e-aplicada-para-proteger-homem

Meu amigo disse que as feministas foram contra um homem ser protegido pela Maria da Penha, enquanto eu disse que elas aceitam e até usam esse caso como argumento contra quem quer o fim dessa lei ou julga ela injusta.

Quem está certo? Por favor, respondam!

Anônimo disse...

300 REAIS por uma merda de uma camiseta? Sério? O que a coordenação do curso faz com isso? Pq eles sabem, e se não tomam providências, acabam sendo negligentes e tendo parcela re culpa nessa merda toda.
Aí eu te pergunto: qual a educação que esse povo recebeu? é inútil discutir gênero na escola, coisa de feminazi malcomida.
Essa gente estudou nas melhores escolas do país e veio de famílias estruturadas, lei-se família tradicional.
E fazem isso? tem algo errado aqui.
O meu curso de música, com calouros esquerdistas hippies que não querem nada com a vida, com diria o povo de medicina ou engenharia, jamais faria isso.
Não tem trote, nunca teve. O povo lá não acha graça. E cada um namora com quem quer, não tem essa hierarquia otária de veteranos e calouros. Na verdade nem usamos esses termos, as pessoas são chamadas pelo nome, somente isso.

Anônimo disse...

Carlos, eu apóio 100% o uso da lei pra proteger homens vítimas de violência doméstica também e muitos membros do judiciário concordam. E tem gente que discorda disso, defende que a Maria da Penha deve ser exclusiva pra mulheres; discordar sobre alguns pontos é comum em qualquer movimento.

Raven Deschain disse...

Mas o problema gente, é que comer cocô pode trazer milhares de doenças. Como alunos de medicina fazem isso com as pessoas? A merda fica na cabeça deles?

Anônimo disse...

Raven não seja tão ingênua. Pintar e pedir grana no sinal qualquer curso faz. Inclusive os que dão trote pesado. Isso aí é só uma parte, o trote não se resume só a isso. Sei disso pois sou caloura em um curso famoso pelo "trote pesado", e essa parte de pintar e pedir grana no sinal é o de menos. Não to participando do trote, só sei pelo que eu leio no grupo de whatsapp da turma. E depois foram lá fazer trote solidário pra divulgar no face e sair bem na fita tsc tsc.

Anônimo disse...

Mais legal é a postagem sobre o trote solidário no face, todo mundo elogiando, pai, mãe, sociedade - "Isso que é trote bom, não essas brincadeiras de mal gosto". Pois é, ainda tem gente que acredita que o trote se resume apenas ao trote solidário... Bom pros veteranos, que passam uma boa imagem enquanto o trote de verdade é sujo, machista, degradante.

Anônimo disse...

B. das "somos todas coitadinhas", sou feminista e acredito em mulher machista sim. Vai se informar, feminismo não é homogêneo.

Anônimo disse...

Quem vai fazer o guest post sobre os últimos episódios de Malhação? Já viram esse absurdo? 100 mil, 200 mil curtidas nessas fotos. Apologia ao sequestro e estupro para adolescentes, onde nós vamos parar?

https://www.facebook.com/malhacao/photos/a.406326246048394.114593.167770989903922/1091841284163550/?type=1&permPage=1
https://www.facebook.com/malhacao/photos/a.406326246048394.114593.167770989903922/1091056104242068/?type=1&permPage=1
https://www.facebook.com/malhacao/photos/a.406326246048394.114593.167770989903922/1090120281002317/?type=1&permPage=1

Essas aí são só 3, tem mais no álbum da página.

Death Neko disse...

Um absurdo essa cultura de trotes.
Olha, eu me considero muito sortuda, por que sempre fui uma pessoa super tímida, sofri bullyng no colégio e tinha PAVOR de ir para a faculdade por causa dos trotes. Pois deixo aqui o meu depoimento sobre como fazem essa semana onde estudo, no Instituto de Psicologia da UFRJ. de repente dê alguma ideia à vocês, mas entendo perfeitamente que é super difícil aplicar com quem não quer.
A semana de introdução aos calouros geralmente se segue assim: os veteranos formam grupos e andam com eles pelo campus inteiro explicando onde são os restaurantes, biblioteca, prédios. Foram feitas dinâmicas com intuito das pessoas se conhecerem melhor, chamam veteranos que estagiam pra fazer palestra, professores também. Alguns veteranos "adotam" um calouro de sua escolha, oferecendo ajuda e material dos próximos períodos. E nos dias de trote, que eram basicamente ou vestir um pijama que quisesse, se pintar de algo que escolhesse, participava quem quisesse,quem não quisesse não precisava nem comparecer. Seria ótimo se todos os trotes fossem assim, não? Espero que algum dia as pessoas entendam a importânca de acolher, ao invés de intimidar.

Anônimo disse...

Engraçado que o Adrilles é STALKER porque perseguia a Tamires, mas e a Amanda? A mulher, além de perseguir um homem (Fernando), ainda perseguia outra mulher (Aline), falando cobras e lagartos dela pelas costas e insinuando que ela era prostituta...aí pode né? Dois pesos e duas medidas, como sempre no movimento feminista...

Daniel disse...

Anon das 16:18, desculpe a demora pra responder. Só cheguei em casa agora, mas não tentaram fazer nada violento comigo, acho que pelo meu biotipo. Com 18 anos, tinha quase 1.90m de altura.

Anônimo disse...

Anon das 20:43 o post sobre o stalker do BBB é o anterior a esse, viu? Se quer comentar sobre o assunto seria bom ir ali na lista de posts do mês e clicar no post sobre o assunto. Mas vou te responder: se o cara já disse que não quer nada com ela, ela está completamente errada em insistir e persegui-lo. O problema, e o que vocês machistas mais odeiam, é que aqui ninguém passa mão na cabeça de homem por causa de má conduta por parte de uma mulher. Ninguém aqui vai deixar passar as atitudes bizarras e asquerosas do Adrilles porque a Amanda também age mal. Deal with it crybaby.

Anônimo disse...

Nada a ver com o post, mas li rapido esse crybaby como crowdboy e fiquei pensando. Tá aí uma palavra legal pra ser inventada, aquele que segue a multidão por seguir.

Anônimo disse...

Aliás, nesse contexto tem a ver com o post sim.

Karina disse...

Raquel, os trotes surgiram na Idade Média, junto com as Universidades. Em Portugal, onde são chamados de praxes, são praticamente uma instituição. Está havendo um grande debate lá agora, por conta de um trote que resultou na morte de seis estudantes. O veterano que aplicava o trote (o "dux"), foi denunciado, mas teve a denúncia recusada porque o juiz considerou que os calouros participaram do trote porque quiseram. Pesquise no google por praxe do Meco para ver os detalhes do caso e da decisão do juiz, caso tenha interesse.

Carlos disse...

Bizarrice de um Pastor:
http://www.superpride.com.br/2015/03/pastor-diz-que-homens-heteros-que-se-masturbam-sao-gays.html

Otavio Questionador disse...

Olá, bom dia a todos que estão envolvidos nessa discussão.

Primeiramente queria convidar as distintas colegas para adentrar nesse debate largar os escudos no chão e ouvir um pouco mais o que o outro lado tem a dizer, não é fácil se desvencilhar dos seus preconceitos mas sei que com um pouco de boa vontade vocês conseguem.

Vamos ao tópico então:

Tem que se avaliar que os trotes são uma tradição muito sedimentada na nossa sociedade, é um rito de passagem da criança para um jovem adulto com responsabilidades maiores sobre o seu futuro, não é coisa tão simples como fazem crer para os desavisados.

É claro que qualquer ato que vá contra a lei deve ser investigado e se comprovado, punido, coloco aqui a condicional do "e se", "caso for", pois as colegas feministas tem uma capacidade incrível de abstração da realidade que é fantástica. É de causar espanto mesmo, factível de estudo. Mas, este não é o "plot" da conversa.

Digo isso pq nem sempre o relato da suposta vítima é a mais confiável, se condenarmos alguém somente pela simples acusação teremos aqui uma ditadura, mas sobre ditaduras dissertarei outra hora mais oportuna.

Já que há muita desinformação sendo propagando por aí não é mesmo?

Não me entendam mal, aliás, permitam-me ser mais claro para que não se confundam:

Ouvir a vítima, (suposta até que se comprove) é necessário, mas temos que colocar o tal do contexto até quando ele pode depor contra a nossa apressada vontade de acusar.

Qual a razão para eu dizer tal coisa?

Pois temos que levar em consideração que a acuação de um indivíduo vai até onde ele permite, essa coisa de opressão não existe minhas caras, é falta de vontade de sair do estado onde se encontra. Desculpem se a verdade as vezes é inconveniente.

Temos em diversos relatos que as supostas vítimas aceitam passar pelas supostas ações de humilhação por que querem se integrar com seus supostos opressores... curioso não é mesmo?

Já que o mundo vive essa dicotomia criada pela nossa gloriosa esquerda tupiniquim, não seria mais simples se afastar dos alunos "reaças"? Para que fazer questão de se ter convívio já que eles são tão horrendos? Em Psicologia vocês sabem o que isso significa, não irei expor pois sei que são minimamente inteligentes para entender minhas entrelinhas.

Me despeço com aperto no coração, desejo a vocês um excelente dia.

Anônimo disse...

Ai que preguiça. .....
Questionador nada! Já vem com um discurso pronto e horrível!
Vai dissertar sobre o que você quiser em outro lugar idiota!

Anônimo disse...

Gente isso é caso de polícia!!!!Isso não é trote, é tortura!!!

Anônimo disse...

Eu passei por isso! Foi horrível!
Absurdo é dizer que a culpa é das vítimas! Jovens de 17 anos apavorados com as consequências de resistir ao trote acabam se submetendo pois não vêem outra saída! Comigo foi assim há mais de 10 anos e vejo que a situação não melhorou nesses anos...

Kittsu disse...

otávio questionador ataca com prosopospéia flácida para acalentar bovino versão sou muito culto então vou inserir palavras bonitas para florear um discurso conformista pró-subserviência enquanto imputo culpa á vítima, descartando todos os outros fatores que levaram seu envolvimento na questão.

Pense um pouco mais sobre a questão e tente montar um raciocínio novamente. menos firula, da próxima vez, que florear o discurso não o torna nem um pouco mais palatável se parte de premissas tão erradas e cai em conclusões tão esdrúxulas quanto essas.

Anônimo disse...

Exatamente!!!

Anônimo disse...

Otávio Idiota seria mais adequado!

Anônimo disse...

Acho q trote em geral deveria ser crime. A partir do momento em q vc intimida alguem, obrigando-o a fazer algo contra a propria vontade, ja esta caracterizado como um ato de violencia. Nao importa se vc e pjntado e obrigado a pedir dinheiro. Isso tb e humilhante. Ja viram como as mocas e rapazes sao obrigados a ficar expostos na rua, qse desnudos, com as mais absurdas ofensas escritas a tinta pelo corpo? Mesmo os trotes ditos solidários tb sao violentos. Ou vc participa da dotação de sangue ou sei la mais o quê, ou vc e humilhado. Nunca e simplesmente um convite. Isso tb e violência. Pra mim qlqr trote deveria ser proibido.

Anônimo disse...

PROSOPOPÉIA FLÁCIDA PARA ACALENTAR BOVINO = CONVERSA MOLE PRA BOI DORMIR!

QUAQUAQUAQUAQUAQUAQUAUQUAU

AI MORRI

B. disse...

PROSOPOPÉIA FLÁCIDA PARA ACALENTAR BOVINO = CONVERSA MOLE PRA BOI DORMIR!


hauahauahauaha morri tb

Só com humor pra rebater esses malucos...Otávio Questionador...nem ta querendo imitar Olavo de Carvalho!

Anon não lembro a hora: eu sei que o feminismo tem várias vertentes e que existem aquelas que creem que mulheres podem ser machistas. Eu sou mais desta vertente/opinião, assim como você. Mas nas redes sociais, quem pensa assim é escorraçado.

Raven Deschain disse...

Questionador... Tá questionando oq? Só vi senso comum.


Gente, pode ser ingenuidade minha. Falei que não estudo lá. Só vi oq vi. Oq vejo tb é que ninguém estuda, só fica enchendo a cara nos botecos que tem na frente (tópico pra outra hora). Pra mim essas merdas deviam ser proibidas e como tenho o gênio encardido, só ia mandar todo mundo se foder mesmo. Eu não entendo esses jovens se envolvendo com isso pra ser aceito. Ser aceito por quem? Semipsicopatas? Não acho q a culpa seja das vítimas, não me entendam mal. Mas pra quê buscar aceitação e amizade com esse tipo de gente? Eu hein??

Anônimo disse...

Também acho que essa coisa de trote é muito nada a ver. Mesmo pedágio, etc. De qualquer jeito é uma situação que a galera tem que fazer algo simplesmente por que os veteranos disseram que tem. Na minha faculdade, que não era de medicina e nem tinha essas coisas de regras e hierarquia, o trote foi só esse pedágio, que eu nem fui. Meus amigos que foram disseram que nunca mais falaram com os veteranos que tavam lá, que não foi uma coisa que integrou, não.

Anônimo disse...

Muito bom esse Otávio questionador, homem lúcido e inteligente.

Thomas disse...

"Absurdo é dizer que a culpa é das vítimas! Jovens de 17 anos apavorados com as consequências de resistir ao trote acabam se submetendo pois não vêem outra saída! Comigo foi assim há mais de 10 anos e vejo que a situação não melhorou nesses anos..."

LOL qual o problema de vocês? Não têm um papai, uma mamãe, uma vovó UM AMIGO MAIS VELHO QUE JÁ FEZ FACULDADE pra falar pra vocês como uma faculdade funciona? Pelo amor de deus, quanta ignorância. Isso prova que esses abusos em trotes só acontecem porque essa molecada caloura é extremamente burra.

Deixa eu ser bem claro aqui pra vocês: TROTE É IRRELEVANTE. Só serve pros veteranos humilharem vocês, se divertirem às suas custas. Só isso. Por isso eu digo que tem que ser muito otário pra participar dessas coisas. Você não ganha absolutamente nada em troca quando passa por um trote.

Quando começarem as aulas vai ser assim: você e os outros calouros nas suas aulas, os veteranos nas aulas eles. Vocês mal vão ter tempo de se cruzarem pelos corredores, quanto mais pra serem amiguinhos.

Exclusão social por não participar de trote é MITO que só BURRO acredita.

E festinha de faculdade é tudo uma merda. Deixem de ser troxa, peguem o dinheiro e vão a um puteiro, serão muito mais bem tratados que em festinha de faculdade, o ambiente é melhor, as pessoas mais simpáticas e tem muito mais amor.

E repito: não tenho pena mesmo não de quem se ferra em trote. Pra mim são idiotas que são tão burros e tão necessitados de atenção que se humilham, comem até merda, só pra serem "aceitos" por um bando de marmanjo retardados que nunca viram na vida.

Por mim poderiam pegar esses calouros e os veteranos que participam desses trotes e EXPULSAR TODOS DAS FACULDADES. Nossa, uma faculdade sem molecada retardada, que sonho louco esse meu, mas um homem pode sonhar, né.

Sim, tô puto com esse assunto CHATO.

Thomas disse...

E olha que eu estudo na FFLCH e lá a galera é tão FOFOLETE que eles PEDEM pra pintar alguma coisinha no seu braço no dia do trote.

Mesmo assim não permiti. Eu nunca permitiria um bando de moleque vagabundo desempregado que, ao invés de ficar em casa adiantando as leituras do semestre para um melhor desempenho acadêmico, se prestam à audácia de me questionar se poderiam macular minha camisa de seda italiana NOVA que vesti ESPECIALMENTE para a ocasião da matrícula.

Agora vocês devem estar se perguntando "olha lá o Thomas que bobo, deve não ter amigo nenhum hahahaha".

Não tenho mesmo. Troco ideia sobre amenidades com meia dúzia lá e acho muito. Fiquem aí fazendo suas amizades, seus sexos sem camisinha, suas bebedeiras regadas a KAISER quente aguada e festinha enquanto EU estarei trabalhando numa carreira acadêmica invejável.

Meu objetivo é dar aula na mesma faculdade que a Lola, quero ver ela todo dia na sala de professores. Enquanto vocês, que gostam de auê de faculdade, terão que se contentar em trabalhar de garçom bilíngue na Disney ou algo do tipo.

Julia disse...

Taí, eu acho que mascu antes de comentar em blog feminista tinha que passar por um trote.

Se saísse vivo poderia postar um comentário. Que seria apagado logo em seguida.

Domingos Tavares disse...

Hahahah... Imagino a cara do Thomas quando conseguir chegar a ser professor na universidade onde a Lola leciona (depois de ele ter terminado faculdade + mestrado + passar no concurso público) quando descobrir que ela aposentou.

O que não é muito difícil, já que professoras aposentam com 25 anos de contribuição (professores tem aposentadoria especial, 5 anos mais cedo) e a Lola passou dos 40 anos de idade. E que, dependendo do curso, o Thomas vai gastar 7 anos pra poder sequer se inscrever no concurso de uma federal. Isso se a federal em questão não cobrar doutorado, o que vai adicionar mais 4 anos na saga dele, quando certamente a Lola já pendurou o capelo.

lola aronovich disse...

É, Thomas, eu espero estar aposentada quando (se) vc conseguir entrar pra UFC. Se tudo der certo, me aposento aos 56 anos, em 2022, por aí. Mas não é por causa dos 26 anos de contribuição. Não tenho direito a contribuição especial. Mas comecei a trabalhar cedo, então com 56 terei 30 anos de contribuição (com registro em carteira, ou pagamento de carnê de autônomo). Pra isso preciso fazer a conversão dos anos na iniciativa privada para a contagem via universidade.
Vou me aposentar mais ou menos no mesmo ano que o maridão se aposentar por idade (65 anos; ele não tem 35 anos de contribuição com carteira assinada). Falta uns 7 ou 8 anos ainda. Tem tempo...
Mas o Thomas deve imaginar que nós professores nos vemos todo dia na sala de professores? Primeiro que não tem sala de professores. A gente se vê nos corredores mesmo. E nas inúmeras reuniões...

Kittsu disse...

Ah, que bonitinho o Thomas querer ser colega de trabalho da Lola hahahaha (sério, não é deboche)
Thomas, você é careca e bombado? Eu acho que você é careca e bombado. E do tipo que gosta de andar com uma jaqueta de couro preta bem boladona.
Isso ou só anda com roupa social, até nas aulas da faculdade que acontecem no sábado.
Fala aí, acertei???

Anônimo disse...

Olha, não to levando muita fé nesses relatos. Já presenciei muitos trotes numa federal aqui do RS e nunca vi nada parecido. Não que eu apoie trotes, muito pelo contrário. Só fui vítima de um na minha primeira graduação, depois não permiti mais.
As coisas que li aqui podem gerar processos e até prisão. Se forem verdade, não compreendo como esses calouros se subjugam assim.

Anônimo disse...

Eu fico apavorada com a idéia desse pessoal cuidando de gente, é assustador que em um momento de fragilidade o paciente vai se deparar com um monstro desses .. sim, porque tenho amigos que estudaram lá (em medicina e em outros cursos) e é uma história pior que a outra, de gente que desistiu do curso inclusive por não aguentar tanta humilhação... pra quem acha q é só não participar e pronto, saibam que existem casos de professores e médicos formados participando e coagindo os calouros, ameaçando prejudicá-los. É uma coisa tão assustadora que parece uma grande bolha de gente acéfala reproduzindo uma lavagem cerebral absurda, tanto que muitos que sofreram trotes horríveis acabam no ano seguinte fazendo o mesmo que seus algozes ... não é uma brincadeirinha de participa quem quiser, é uma cultura de humilhação... absurdo!

Anônimo disse...

Estudo na PUC e realmente é um mundo a parte. Pode levar fé nos relatos sim. Já passei pela época de trote e era ainda pior do que é hoje. E a violência moral era, na minha opinião, uma das piores partes. O "vc vai ser odiado se for contra". Ninguém enfrenta por medo. Admiro a coragem dessa turma mais jovem que tá querendo mudar as coisas. Não é fácil. As vítimas não denunciam pois não se consideram vítimas, querem fazer parte da turma que dá o trote ( é até estranho escrever isso, mas é verdade). É, como li recentemente, uma cultura mesmo. Só que a faculdade não se movimenta...ela na verdade alimenta a cultura sendo tão omissa. Colocaram uma placa lá falando que trote é proibido mas eu vi os calouros todos com a tal da camiseta...ou são muito incompetentes ou estão de má fé, mesmo

Raven Deschain disse...

Huashuahsua Santo Cristo. Eu realmente concordo com o primeiro comenta do Thomas. De verdade mesmo.

Anônimo disse...

Me desculpem; me perdoe Lola. O que vou fazer não se trata de um comentário, de nada tem a ver com o post em questão.Tb não é um desabafo e sim uma "prova" caso me ocorra algo de ruim; pq a pessoa que se diz meu esposo acabou de me agredir novamente. Sinceramente, me sinto acuada demais pra chamar a polícia, tenho muita vergonha de estar passando por uma situação destas: eu, mulher forte e guerreira, sendo destroçada por um misógino. Eu nada fiz, apenas queria dormir, depois de um cansativo dia de trabalho e de uma noite na igreja. Ontem , como sempre, ele disse tantas coisas "bonitas" e tantos "te amos" que eu não acreditei, pois sabia que em breve aconteceria outro episódio. Pois bem, estava eu, quieta na minha cama, afundada em meus pensamentos tentando lidar com alguns conflitos, em silêncio para não incomodar.Nem sei como ocorreu, mas logo ele estava me mandando tomar no $#, me chamando de vagabunda pra baixo. Ficou cobrando sexo dizendo que eu sempre invento uma desculpa para não fazer; que a minha buceta só podia estar cheia de porra de outro homem.Ele tb sempre me xinga de bucetuda e frisa que vai procurar bucetinha. Pura provocação pra atingir minha auto estima... Até a minha menstruação ele quer controlar; se desce em um final de semana ele me culpa e arma a maior briga como se eu tivesse escolhido aquele momento de propósito.Enfim, ele já me estuprou várias vezes, e resolvi dar um basta: somente quando eu também quero. Continuando... Ele disse que eu sou um capeta e que eu não lhe dou um minuto de paz (eu só estava quieta no meu canto, tenho este direito). O mais engraçado é que a casa é minha, e por tantas vezes pedi pra ele se afastar,ir embora, mas ele prefere acabar com minha alegria de viver. Tantas e tantas vezes, peguei minhas 2 filhas e corri somente com a roupa do corpo pra casa da minha mãe ( pessoa muito boa,que sempre me mandou de volta pra minha casa, pois eu nunca tive coragem de contar o que me ocorre). Continuando, ele gritava e me xingava e esmurrava o meu computador e minhas coisas. Me levantei pra sair do quarto, ele pegou com força no meu braço , me empurrou com mais força ainda pra cama e disse que eu não iria sair de lá. Minhas filhas interviram, e ele gritou com elas.Entrei em estado de choque,me descontrolei e comecei a gritar e me debater. Acredito que foi como um mecanismos de defesa.Ele ficava tampando minha boca, enfatizando que sou louca, descontrolada e tentando fazer com que eu me sinta culpada. Ele quis me desprestigiar diante das minhas filhas. Felizmente, elas conhecem o meu caráter. Agora ele esta em outro cômodo da casa conversando com o filho dele como se nada tivesse acontecido. E eu aqui destroçada, amargurada, anulada, impotente, sabendo muito bem o que eu devo fazer, mas sem coragem de fazer. Preciso que vocês me ajudem a ser a mulher forte que sempre fui e tomar um rumo na minha vida. Estamos casados apenas a 4 meses sendo que abri mão de uma pós graduação( me formei em Psicologia ) pra poder ajudá lo a criar os 3 filhos, visto que a mãe destas crianças tem esquizofrenia e esta internada em uma clínica de recuperação. A tonta aqui sentiu que tinha uma grande missão...E 3 anos depois, acabei descobrindo quem esta missão é servir de saco de pancadas ou depósito das frustrações que ele possui. Novamente me perdoem, este só é um ato de desespero. Eu sei dar conta disto muito bem mas neste momento minha "fragilidade" não me permite.

121125

Raven Deschain disse...

Moça de 2351, plmdds sai desse sofrimento. Não precisa pedir desculpas.

De onde vc é? Se for de Curitiba ou rmc eu encontro com vc...

lola aronovich disse...

Querida moça das 23:51, por favor, tome uma atitude. Procure sim uma delegacia da mulher, se seu marido se negar a deixar a casa, que é sua. Vc não tem que tentar salvar ninguém. Não fique em silêncio. Conte pra sua mãe, converse com suas filhas. Vc precisa da ajuda de pessoas próximas. E não fique com vergonha. Infelizmente, a violência doméstica pode acontecer até com mulheres fortes. O casamento evidentemente não está dando certo, então é melhor acabar logo, e não importa que só foram 4 meses. Vc pode voltar à pós-graduação quando quiser, começar outra... Mas o importante agora é resolver esse problema. Vc sabe o que fazer!

Anônimo disse...

Moça, eu lamento muito, muito mesmo, que isso esteja acontecendo com você. Você é forte sim, mas não precisa passar por uma situação dessas sozinha. Procure apoio, da sua mãe, de amigos, de alguém em quem você confie, e preste queixa (é importante ter um registro sim, caso precise levar isso a juízo) e se afaste dessa pessoa. Você não deve nada a ele, e não é sua missão cuidar das crianças dele (que infelizmente estão no meio dessa bagunça). Cuide de si, de sua auto estima, não deixe esse homem minar seu espírito.

Anônimo disse...

Olá,sou a moça das 23:51 e quero agradecer pelas palavras de incentivo. Raven, infelizmente estou longe de vc, é uma pena pois eu preciso muito conversar com alguém pessoalmente que não vá me lançar julgamentos; pois já passei por um divórcio a 8 anos, e a sociedade é muito opressora.Eu sei que a família dele irá me fuzilar de todas as formas, alegando até que não fui capaz de cuidar dos filhos dele; muito embora esta família reconheça que ele sempre foi agressivo, principalmente qdo bebe.Sabe Lola,acompanho seu blog apenas a 2 meses,mas foi muito bom eu encontrar este espaço, pois me permitiu perceber a sequência de abusos os quais sofri. O que relatei ontem, foi apenas um pequeno demonstrativo de acontecimentos complexos. Hoje me levantei decidida a não carregar a culpa e nem a responsabilidade que não me pertencem. Vou lutar por mim e por minhas filhas. Espero em breve retornar com boas notícias!!

121125

Anônimo disse...

Moça, temos certeza de que você vai sair dessa situação sozinha, ou com a ajuda da sua família; Mas se precisar de algum tipo de ajuda, ou conversa, meu contato é michel.st80 (gmail).
Sou de São Paulo

Raven Deschain disse...

Moça, se quiser manda um email pra Lola, que ela te passa meu endereço de email. A gente se fala.

Thaís Toledo disse...

C. Acredito que a melhor forma de se conseguir mudanças é exatamente essa que você e o seu GAP estão fazendo. É um caminho árduo e longo, é lógico que os resultados demorarão, mas não desanime! Acredito que você poderia entrar em contato com a ABEM (Associação Brasileia de Educação Médica e levantar esse problema, pedir para que seja mais discutido isso, especialmente no COBEM, Congresso Brasileiro de Educação Médica). Talvez falar junto ao GAP sobre levar isso na forma de painel e expor para as diferentes faculdades, tornar isso pauta é importante. Faz parte da formação mais humana do médico que é hoje um dos pilares da ABEM.
Você já teve contato com a DENEM (Diretório Acadêminco Nacional de Estudantes de Medicina)? Talvez fosse interessante falar com eles, conferir seus posicionamentos a respeito e transformar isso em pauta nos congressos de estudantes também).
Lógico que tudo é só pequenas ideias, são pequenos passos.
Mas não desista, não esmoreça, a sua causa vale a pena.

Anônimo disse...

São tudo filhinho de papai, tudo bunda mole. Tem que arrumar uns capangas de boca de vila e fazer o mesmo como esses playboys.

Anônimo disse...

Lola, não apague meu comentário, pois tenho um propósito e em breve lhe relato.Acredito que este será um eficaz recurso. Sou a moça do dia 12 de março, horário 23:51. Apos meu relato não consegui tomar providências,e minhas forças se esvaeceram. Segundo ele, iniciaríamos nova vida. Sim, "morrei e ressuscitei" mais de 20 vinte vezes.Cansei me deste malabarismo.... Nesta semana, não houve ataques físicos, porém psicológico.Ele quer me anular como mãe, não posso fazer meu papel de mãe, se quer posso ter alguma demonstração de carinho por minhas filhas que ele é tomado por um comportamento obsessor. Parece que só devo atender ás necessidades dos filhos dele, 3 crianças que cuido com muito amor.Minhas enteadas me adoram, e tem medo de alguns comportamentos do próprio pai, e ele percebe isto. Então, fica tentando colocar na cabecinha delas que sou uma pessoa ruim, que eu o maltrato , que eu o provoco, que eu que faço ele beber, enfim, que sou a culpada por todos os desarranjos aqui de casa. Eu... pessoa que mais luta pra manter o equilíbrio das coisas.Felizmente, elas estão assimilando todos os valores que procuro passar. Hoje, ele deixou a mim e a minha enteada de 9 anos em uma situação constrangedora. Estávamos dentro de casa sossegadas, ele, um irmão e um cunhado, fazendo um serviço mecânico no nosso veículo. Tudo regado á bebidas, portão escancarado, e música alta, o que nunca acontece aqui, pois eu e as meninas não gostamos...Minha enteada não é tímida mas não gosta de se expor ao ridículo. Seu pai, meu marido, a chamou e fez uma brincadeira sem graça. Ela não gostou e entrou brava pra dentro de casa e ele continuou chamando ela num tom grotesco desta forma :" Vem aqui sua sem vergonha". Minha enteada começou a chorar e meu sangue ferveu. Gritei que ela não era obrigada a ir, e disse isto em alto tom pra ele e pra quem quisesse ouvir. Em seguida, ele pega o carro da família que com muita luta conseguimos quitar em 6 meses, e sai cantando pneu pra dar continuidade na bebedeira. Não sei qual será o final disto tudo, mas confesso que estou com medo do que virá. E ontem, do nada ele começou a criticar minha performace sexual. Ele também não me agrada por completo mas prefiro relevar, pois sei o quanto isto afeta uma pessoa.Eu não abaixei a cabeça e respondi á altura, pois ele sempre quer mostrar que não precisa de mim. Entre outros acontecimentos que me ofendem constantemente. Só pra registro, se algo me acontecer hoje, tenho este blog como testemunha. Não me julguem, não sou uma mulher burra...
121125

Alexandre disse...

Eu sou prova viva desses trotes, da Faculdade de Medicina de Sorocaba.

Estudei 1 ano e meio nessa instituição que era pra ser uma faculdade séria, aonde teríamos que ter no minimo respeito com os calouros... Entrei em 2º na lista de aprovados...

Por causa desses trotes idiotas que recebi durante esse tempo, meio que me perdi psicologicamente, pq nunca aceitei ninguém me xingar e muito menos ser agredido fisicamente. Reprovei o 1º ano da faculdade em quase todas as matérias e no final das contas abandonei o curso...

Não foi apenas por causa dos trotes, mais ajudou d+ eu a optar por largar o curso, principalmente no ano seguinte. Quando um professor chamado (Mouro) de Anatomia, veio querer me dar trote, perguntando pq eu não estava com a cabeça raspada... FDP de Professor... Ali foi o fim da historia...

Fui na diretoria e a DIRETORA que eu não me lembro o nome apenas virou e falou que não poderia fazer nada...

PUC-SP ( SOROCABA) interromperam meu sonho de ser Médico...

Hj eu tenho raiva de passar na porta dessa faculdade, aonde pensei que eu fosse realizar um grande sonho que era ser Médico...

Me lembro quando a intercalo foi em Atibaia em 2003, fui impedido de ir aos jogos por causa que meus pais tem casa em Atibaia e lá recebe alguns calouros que tb estavam fugindo dos trotes e era por obrigação ficar nos alojamentos, sendo maltratados, por um monte de veteranos drogados e bêbados, metidos a besta e filho de papai...

Lixo de instituição!