sexta-feira, 13 de março de 2015

DEZ COISAS QUE AS PESSOAS DEVERIAM ENTENDER SOBRE SUICÍDIO

Golden Gate, em San Francisco, endereço mais procurado por suicidas nos EUA

Luan Côrtes, baiano, tradutor amador, e estudante de medicina, descobriu este ótimo texto de Jennifer Michael Hecht para a Vox sobre suicídio, e decidiu traduzi-lo pra cá. Muito obrigada, Luan!

Como a maioria das pessoas seculares e muitas pessoas religiosas, eu acreditei, por grande parte da minha vida, na ideia culturalmente dominante sobre o suicídio: que era a escolha privada de cada um. Que era moralmente neutro. E que, como não podemos ousar compreender a dor que culmina em tal ato, devemos abandonar o assunto. Eu já não acho que estas ideias sejam verdade. 
O que me fez mudar de ideia? Eu perdi dois amigos para o suicídio, com um ano e meio de diferença entre as mortes. Por vezes, eu também não pude deixar de pensar em suicídio. Sou poetisa e historiadora e escrevi abundantemente sobre a história de ideias seculares, de modo que pensei muito no que eu estava enfrentando. Notei que era estranho que todos nos sentíssemos tão sós em nosso sofrimento suicida diante da conexão intensa que sentimos quando algum(a) conhecido(a) comete suicídio. 
Comecei a pensar no lado positivo do que essa dor significa para nós. Não estamos tão sozinhos quanto pensamos, e podemos dar grandes contribuições à sociedade só permanecendo vivos. Eu tinha lido muitas vezes que um suicídio pode levar a mais suicídios, o que significa que, ainda que você acredite que é um fardo terrível neste momento, seu suicídio seria um fardo muito maior. 
Cheguei a estas conclusões escrevendo primeiro um poema e depois um post sobre suicídio. As respostas foram comoventes e fizeram-me sentir que eu precisava aprender e escrever mais, por isso iniciei um período de pesquisa aprofundada sobre o suicídio ao longo da história e atualmente. 
O que aprendi foi que, em comparação com a nossa sociedade, a maioria das sociedades tem apresentado mensagens fortes de rejeição ao suicídio por causa do que significamos um para o outro e do que devemos ao nosso eu futuro. Sócrates é frequentemente lembrado como um suicida, mas, na cela de prisão onde ingeriu cicuta, ele disse a seus pupilos e amigos que eles não deviam matar-se, a menos que também fossem condenados à morte no tribunal. 
Aristóteles também considerava o suicídio errado porque “os justos e os injustos sempre envolvem mais de uma pessoa”. Nós modernos perdemos o contato com esta e outras ideias cruciais por causa de uma guerra travada entre religião e secularismo. Era hora de repensar a postura secular diante do suicídio em seus próprios termos. Esta pesquisa tornou-se o meu livro Stay: A History of Suicide and the Arguments Against It (em tradução livre, Fique: Uma História de Suicídio e os Argumentos Contrários)
Permita-me esclarecer que não estou discutindo cuidados terminais, que eu acredito que deveriam incluir o direito de morrer, especialmente em uma época em que as pessoas são medicamente mantidas vivas por tanto tempo. Eu às vezes digo que estou abordando o “suicídio de desespero”. Grosso modo, refiro-me à pessoa cujos entes queridos ou cuidadores considerariam que precisa continuar vivendo. 
Após vários anos de reflexão e escrita, sintetizei dez ideias sobre como podemos pensar o suicídio de forma diferente. 
1) Não temos o direito de cometer suicídio. 
O suicídio afeta terrivelmente as outras pessoas. Para alguns é fatal: ao longo da história, as pessoas observaram que um suicídio pode levar a mais suicídios, em todos os grupos. Depois da publicação de Os Sofrimentos do Jovem Werther, de Goethe, alguns homens jovens na Europa cometeram suicídio vestidos de Werther ou segurando o livro, e houve muitos relatos de aumento no número de suicídios em países onde o livro estava disponível. 
Estudos estatísticos modernos agora demonstram repetidamente a existência de núcleos de suicídio, cada um representando um aumento real na taxa de suicídios em certos colégios, universidades, regimentos, cidades, grupos etários e profissões. Talvez você se lembre de manchetes nas últimas décadas sobre suicídios entre agricultores, policiais, entre adolescentes nos anos 1980, em certas universidades, ou em um alojamento universitário específico. Recentemente têm saído grandes manchetes sobre um aumento chocante nas taxas de suicídio entre pessoas da geração “baby boom”, militares, e nativos (índios) norte-americanos (especialmente os jovens). 
Há muitas indicações da relevância da influência. Nos anos 1970, o pesquisador David Philips, hoje professor de sociologia na Universidade da Califórnia, acompanhou o aumento de suicídios após a morte de Marilyn Monroe e outras celebridades, cunhando o termo “efeito Werther”. O aumento é mais forte para aqueles na mesma faixa etária e do mesmo gênero que a celebridade. 
Além de celebridades, estudos mostram uma correlação robusta entre a cobertura midiática do suicídio e um aumento real na área exposta às notícias, especialmente entre pessoas da mesma idade e gênero. A influência da mídia sobre o suicídio parece especialmente potente entre adolescentes e adultos jovens. Há até mesmo uma relação de dose e efeito, em que mais exposição a notícias deste tipo leva a mais comportamento suicida. 
Victor Hugo rejeitava o suicídio porque “assim que atinge seus vizinhos, suicídio é homicídio”. E Jean Jacques Rousseau fez uma personagem sábia dizer a um amigo suicida mais jovem que o suicídio deve ser rejeitado por muitas razões, incluindo o fato de que poderia causar mais suicídios. O suicídio é muito perigoso para ser um direito. 
2) Permanecer vivo é uma contribuição social que salva vidas. 
Devido ao poder da influência suicida, permanecer vivo apesar das agruras mantém vivas outras pessoas. Em um estudo grande e muito cuidadoso do Centro Johns Hopkins em 2010, pesquisadores descobriram que o suicídio de um dos pais de uma criança com menos de dezoito anos triplica o risco de suicídio, com diferentes padrões de hospitalização e morte, a depender da idade da criança no momento do suicídio. Um estudo de 2014 mostra que a tentativa de suicídio de um dos pais aumenta em cinco vezes a chance de a criança tentar o suicídio, “mesmo após ajustar para a transmissão familial de transtornos do humor”. 
Isto significa que se você não se matar, sua filha tem menos chances de cometer suicídio; e, se você permanecer vivo, talvez ela também consiga. Um ex-militar citou esta ideia de “Fique” em um artigo pessoal sobre suicídio para o Daily Beast e acrescentou: “se você quer que o seu parceiro de trabalho sobreviva, você precisa aceitar ajuda e lutar suas próprias batalhas”. 
Não sei por que nem sempre reconhecemos nosso próprio valor, mas, quando as pessoas percebem que buscar ajuda e sobreviver manterá outras pessoas vivas, elas sentem-se menos autoindulgentes quando tomam medidas para superar a crise. Nós salvamos a vida uns dos outros quando cuidamos de nós mesmos. A sociedade deveria expressar gratidão àqueles que se mantêm vivos por outras pessoas e fico feliz em começar: obrigada. Nós constantemente dizemos às pessoas que procurem ajuda, mas não lhes dizemos por quê. 
3) Precisamos considerar os direitos do eu futuro. 
Albert Camus, famoso por declarar que devemos todos confrontar a questão do suicídio, é menos famoso pela sua poderosa conclusão de que devemos rejeitar o suicídio. Ele argumentava que mais vida é sempre melhor, mesmo se não é feliz. Camus diz que o que você aprenderá com a experiência é incognoscível até que você chegue lá, e a espera e a luta realmente valerem. 
Assim como a nossa cultura minimiza a natureza interconectada do nosso ser, ela também vê o eu como um agente imutável. Esquecemos que iremos mudar e crescer de maneiras que não podemos agora imaginar. Quem nos tornaremos? Devemos fazer um esforço para respeitar aquela pessoa. 
Muitas figuras ao longo da história têm-nos lembrado que, mesmo quando tudo parece perdido, as circunstâncias às vezes mudam de forma abrupta. O filósofo renascentista Michel de Montaigne oferecia muitos contos de suicidas finalizados pouco antes de tudo mudar para melhor e outros contos de rejeição do suicídio levando a uma vida maravilhosa e celebrada. Para nós modernos, se formos capazes de esperar, é possível também que surja uma nova droga ou outra intervenção. 
Há certas pessoas que precisam considerar especialmente a ideia do “futuro eu”. Até os 25 anos de idade, o córtex pré-frontal do cérebro não concluiu o desenvolvimento. Até lá você não sabe como será sua experiência do mundo em alguns anos. O córtex pré-frontal é responsável pelo funcionamento executivo: planejamento do comportamento cognitivo complexo, expressão da personalidade, tomada de decisões e moderação de comportamento social. 
Você está prestes a ficar muito melhor em alcançar o que você deseja. Por ora, encontre uma forma de esperar. Para nós que somos mais velhos, se você está passando por um período muito espinhoso na vida, lembre que as coisas podem melhorar para você também, se você confiar que o seu eu futuro saberá de coisas que você ainda desconhece. 
4) O suicídio está entre os dez maiores responsáveis por mortes de americanos. 
Em 2000, o número de suicídios nos EUA era 30 000 e começou a subir. O último relato foi em 2012 e o número chegou a 40 600. O suicídio é a segunda causa de morte de pessoas entre 15 e 24 anos. Em um estudo recente envolvendo estudantes universitários, o suicídio superou o álcool como causa de morte. 
Enquanto isso, a maioria dos suicídios é de homens brancos mais velhos. Mulheres tentam mais o suicídio, mas homens morrem mais, o que é mais provável, já que homens têm mais acesso a armas de fogo. Em 2010, o suicídio foi responsável por 61% das mortes por armas de fogo nos EUA. O suicídio mata mais que o homicídio. [Veja aqui as estatísticas do Brasil]. 
Em relação à guerra, um estudo de 2012 mostrou que mais militares estadunidenses morreram de suicídio do que em combate ou em acidentes de percurso naquele ano (os números para 2013 foram liberados recentemente: enquanto suicídios entre militares na ativa estão reduzidos, houve um aumento de suicídios entre reservistas). Na população geral, o suicídio recentemente superou os acidentes de carro em número de mortes. 
A Organização Mundial da Saúde estimou que a taxa global de suicídios subiu em até 60% desde 1945. Em 2010, no mundo desenvolvido, o suicídio tornou-se a principal causa de morte de pessoas entre 15 e 49 anos. A não ser pelos três piores anos da doença, o suicídio tem matado mais pessoas anualmente que a aids. Globalmente temos um milhão de suicídios por ano. 
5) O suicídio é frequentemente impulsivo, assim, se o impulso é frustrado, a pessoa vive. 
Quando as pessoas tentam o suicídio e não morrem, na maioria esmagadora das vezes elas dizem-se felizes por terem sobrevivido, de acordo com estudos e observações de suicidologistas. Um seguimento de 25 anos envolvendo pessoas que tentaram pular da ponte Golden Gate mostrou que 96% delas estavam vivas ou morreram de outras causas. Costumamos pensar o suicídio como o ponto final de uma longa batalha com a depressão agonizante, mas frequentemente ele não se deve a isso ou não apenas a isso. Humilhação recente ou perda são determinantes comuns. 
Pensamos o suicídio de militares como o fruto do transtorno do estresse pós-traumático e outros resultados diretos das guerras, mas note que o estudo dos suicídios desta população em 2012 mostrou que um terço dos mortos nunca tinha estado em combate, enquanto mais da metade tinha sofrido a perda de um relacionamento importante ou uma humilhação no ambiente de trabalho. 
Um estudo recente de suicídios de policiais mostrou que 64% dos casos foram descritos como “uma surpresa”. Há notícias de estudantes universitários populares e bem-sucedidos que exibiam poucos indícios de depressão subitamente tirando suas vidas. Se parte do problema reside no fato de, em certos grupos, em certos períodos, o suicídio parecer uma opção popular, é útil expressar isso e estar preparado para resistir. Se você não deseja um dia morrer de suicídio, diga a si próprix que você está atento a tais inclinações e que você está preparado para rejeitá-las. 
6) Barreiras físicas contra o suicídio têm-se mostrado efetivas e barreiras conceituais também podem funcionar. 
Estudos mostram que, quando se ergue uma cerca de proteção em uma ponte famosa por suicídios, as pessoas que vão até ela para pular não procuram outra ponte. Barreiras em pontes diminuem a taxa geral de suicídios, motivo pelo qual estamos finalmente instalando uma barreira na ponte Golden Gate — como especialistas de várias áreas explicaram em uníssono, barreiras contra o suicídio salvam vidas. O ato é tão impulsivo, que, na maioria das vezes, as pessoas não parecem planejar-se o suficiente para encontrar uma ponte secundária e certificar-se de que ela é escalável e alta o bastante para cumprir a tarefa. 
Nos anos 1990, o Reino Unido observou muitos suicídios causados por overdose de paracetamol, o que levou a uma mudança na legislação para obrigar a droga a ser vendida em quantidades menores. As mortes por paracetamol então diminuíram significativamente. O número de overdoses manteve-se constante, mas houve redução expressiva no número de casos fatais. As pessoas sobreviveram, porque o ato é tão impulsivo, que elas só ingerem o que têm em casa; por isso, recipientes menores salvam vidas. 
Nos EUA, mais da metade das mortes por armas de fogo são suicídios e mais da metade dos suicídios envolvem armas de fogo. Dispor dos meios imediatos é ruim. Se o seu intuito é proteger-se, certifique-se de que levaria ao menos algumas horas, algum esforço e interação humana. Eu sei de vários homens e mulheres que guardam suas armas em casas alheias por esta razão. 
O filósofo austríaco Ludwig Wittgenstein afirmou que o suicídio é sempre a precipitação das defesas do indivíduo e acrescentou que não há nada pior que precipitar as próprias defesas. Wittgenstein sentiu-se suicida intermitentemente durante toda a vida, e três de seus quatro irmãos cometeram suicídio, mas ele estabelecera para si motivos pelos quais o suicídio era errado e não se matou. De forma geral, não somos capazes de reverter efetivamente os sentimentos depressivos por conta própria, mas parece que é possível evitar o suicídio, se dissermos não a nós mesmos. 
7) Não podemos sempre confiar em nossos estados de espírito, por isso devemos treinar para subjugar impulsos suicidas. 
Ralph Waldo Emerson disse: “nossos estados de espírito não acreditam uns nos outros”. Das quase 40 000 pessoas que cometem suicídio anualmente nos EUA, certamente algumas não teriam previsto tal causa de morte para si. Algumas foram pegas em um momento ruim, com meios letais e sem ideias sólidas de resistência. Há uma parte de muitos suicidas em potencial que ferozmente não deseja morrer; a parte de nós que liga para serviços de apoio, por exemplo. Esta parte de nós precisa de encorajamento. 
Há pessoas lendo isto que não se veem em risco de suicídio, mas que irão morrer assim, a menos que tomem alguma ação mental neste momento. "Vacine-se" o máximo que puder, repensando cuidadosamente essas questões neste novo contexto. Não se deixe matar pelo clássico e cego esquecimento da desgraça. Pratique lembrar-se que a depressão produz uma ilusão de constância sempre que se instala. 
Recebi uma carta de um advogado que me contou que minha apresentação dos números envolvendo o suicídio de pais de crianças menores de dezoito anos tinha decidido a questão para ele depois de décadas de dolorosa hesitação. Foi um alívio. Ele também me deu um grande insight: ele escreve uma nota para si quando está feliz, porque, quando ele se sente mal, somente a sua própria caligrafia é capaz de mostrar que ele já sentiu felicidade na vida ou que voltará a sentir. Decida agora não permitir que seu pior estado de espírito destrua todos os outros. 
8) Se as pessoas soubessem quão comuns são os pensamentos suicidas, elas teriam menos medo dos seus próprios. 
Muitas pessoas pensam em suicídio — meu palpite esclarecido é consideravelmente mais da metade da população. Um estudo de 2006 envolvendo 26 000 estudantes universitários (na graduação e na pós) mostrou que mais da metade tinha considerado suicidar-se em algum ponto. Dezoito por cento dos estudantes em graduação tinham pensado seriamente a respeito. Empiricamente, quando converso com adultos, a maioria confessa que às vezes deseja morrer. 
Pensar em suicídio não é uma indicação de que você deve ou vai se matar. Leve a sério os pensamentos como uma indicação de que não está tudo bem, e encontre alguém com quem conversar. Contudo, os pensamentos são muito comuns para serem atemorizantes. Se todos soubéssemos quantos de nós ocasionalmente pensam a respeito, estaríamos menos propensos à intimidação pela ideação suicida. 
9) Nossa crescente taxa de suicídio é uma tendência e tendências podem ser desaceleradas ou revertidas. 
A taxa de suicídio aumenta e diminui. O mecanismo que faz sentido para mim é que as pessoas copiam o comportamento umas das outras progressivamente, até atingirem um ponto de saturação e então começarem a ver aquele comportamento como antiquado. Quando este sentimento é esquecido, o ciclo recomeça. 
Sociedades humanas interromperam tendências no passado, mesmo com drogas com alto potencial de dependência. Existem tendências sociais que foram endêmicas por séculos, como a prática de atar os pés, os duelos e o comércio de escravos no Atlântico, que foram interrompidos por uma reavaliação do que é bom e uma rejeição de algo que está causando sofrimento e destruição. Talvez possamos mudar isto também. 
Estou certa de que as condições de vida são tremendamente importantes para a configuração dos estados de espírito das pessoas, mas a cogitação do suicídio como resposta a essa dor depende de tendências, como de quantos suicídios você teve notícia, cometidos por pessoas semelhantes a você. Podemos fazer esforços para não morrer por tendência. É claro que a parte de nossos pensamentos suicidas que é fruto de trauma, negligência e desequilíbrio neuroquímico precisa ser tratada, e a parte da nossa ideação suicida que resulta da economia, política, guerras e perda do mundo natural deve ser um incentivo à ação. Mas, às vezes, o que faz a diferença é se o suicídio parece uma resposta viável ao sofrimento para uma pessoa como você, e nós podemos nos prevenir contra isso. 
10) Se conseguirmos reduzir a taxa de suicídio e mantê-la baixa, as pessoas no futuro olharão para a nossa época e verão um massacre. 
O que você pensaria se eu lhe contasse sobre uma civilização em que 40 000 homens, mulheres e crianças tiravam suas vidas a cada ano? Como isso não é um sacrifício de sangue? Notas de suicídio estão repletas de pessoas explicando que são um fardo. Como elas tiveram essa ideia? Nossa cultura disse-lhes que cabe a elas decidir se a vida vale a pena. Disseram-lhes que elas é que devem pesar suas contribuições e desfalques, sua alegria e angústia. Que coisa cruel e equivocada de se dizer às pessoas. 
Eu acredito que a comunidade e a cultura produzem o sentido das coisas e não cabe a nenhum de nós sustentar o sentido o tempo todo. Imagine que amanhã de manhã você acorde sozinho no planeta. Você faria qualquer coisa da mesma forma? Nós criamos a vida e o sentido juntos, em meio aos outros. Você consegue imaginar tentar aprender sobre suricatos capturando um único espécime e observando-o no laboratório? 
Somos o que somos juntos e devemos dizê-lo. Ou não diga nada a respeito, mas pare de dizer que o suicídio é moralmente neutro e que é uma escolha de cada um. Se esta sociedade é de alguma forma cúmplice em fazer-nos odiar a nós mesmos, eu não acho que devemos ouvi-la convidar o infeliz a morrer e sair do caminho. Para muitos de nós que pensam sobre o suicídio, parte do apelo é jogar a vida de volta na cara da vida. Acho que ficar vivo é uma forma melhor de rebelião. 

161 comentários:

Anônimo disse...

Texto reaça no Blog da Lola agora?
Só falta querer que feminista fique com peninha de omi se matando também.

Anônimo disse...

"Enquanto isso, a maioria dos suicídios é de homens brancos mais velhos. Mulheres tentam mais o suicídio, mas homens morrem mais, o que é mais provável, já que homens têm mais acesso a armas de fogo"
__________________
Na realidade a tentativa de suicídio, entre mulheres, e considerado como um pedido de socorro. Logico que fora os fatos de suicídios consumados mesmo.
Entre os homens, a tentativa e numero pequeno, eles consumam o ato, com métodos incisivos mesmo, mulher toma medicamentos para se matar, homens dão um tiro nos milos mesmo, u pulam em precipícios.

na verdade, a mulher aprende a lidar melhor com sua dor e frustrações, por estar inserida em uma sociedade machista, portanto que desde cedo lhe causa frustrações, se torna digamos 'mais calejada emocionalmente>
Homens não foram "treinados" a lidarem com o fracasso, a cobrança social que sofrem sistematicamente, uns pelos outros, e ate pela sua contraparte feminina, não os prepara para lidar com emoções.Também não encontram refugio na contraparte feminina, a psique feminina, de forma subconciente, repuldia homens debeis e fracassados.
Clara.

Anônimo disse...

Texto longo, difícil. Sobre suicídio.
Nenhuma discussão de gênero.

Posso te enviar um guest sobre a influência da valorização do dólar na bolsa de valores?

Kittsu disse...

Artigo denso, bom pra digerir junto com o almoço (ou ter uma indigestão mental, porquê esse assunto é pedreira).

Ao povo burrão que não entendeu nada sobre a pertinência deste texto a este "espaço" de discussão, vou explicar: Tem a ver com a interação entre indivíduo/sociedade. Surpreendente, não?
Ainda estou pensando no assunto, depois volto pra dar meu pitaco. ou não.

Anônimo disse...

E dai? Quer se matar? Se mate! 2 dos meus melhores amigos suicidaram, 2 das minhas amigas proximas estao tentando. Digo estao porque uma delas ja esta na 4a tentativa, mas uma hora vai. A outra acabou de sair do hospital da 2a tentativa. As duas sao pessoas imensamente infelizes e depressivas. A familia e os amigos ate tentaram ajudar, mas chega um momento que ninguem consegue lidar mais. Uma pessoa deprimida por 20 anos, que nao trabalha, nao estuda, suga a energia dos outros, complicado. A dor destas pessoas eh grande demais, nao conseguimos compreende-los. Nao acho o suicidio condenavel, as vezes eh uma solucao.

Death disse...

Foi muito difícil para mim ler o texto, a autora praticamente demonizou quem já se suicidou ou quem pensa constantemente na possibilidade, como é o meu caso.

Como se nós fossemos pessoas horríveis... achei muito infeliz da sua parte Lola publicar esse texto.

Anônimo disse...

A vida é da pessoa e ela faz o que quer com ela, suicídio deveria ser um direito sim, nem todos concordam com a ideia de viver mais mesmo sendo infeliz, quem concorda com isso que não se mate.

Anônimo disse...

"nem todos concordam com a ideia de viver mais mesmo sendo infeliz, quem concorda com isso que não se mate."


perfeito, sem mais.

Anônimo disse...

Se vc não acha o aborto certo, não faça um em vc.

Se vc não acha suicídio certo, não faça um no seu próprio corpo, e deixe que cada um decida por si, sem chantagem emocional, sem moralismos. por favor.

Anônimo disse...

"Você não tem o direito de se suicidar". Ah, sério? Entendo argumentar que o suicida vai influenciar o ambiente à volta e que ele"deveria" pensar nisso antes de consumar o ato. Mas cara, ou o suicida está se sentindo miseravelmente culpado por isso no ato ou ele simplesmente não dá a mínima. Não vai ser argumentação na linha "você deveria pensar nas pessoas ao seu redor" que vai ajudar a combater suicídios. Enquanto você tá aí com a sua farinha, todo suicida já assou o bolo e já fantasiou e pesou milhares de reações ao suicídio de pessoas próximas a ele.

Beatriz Correa disse...

Pelo que consegui entender do texto (que ainda estou tentando digerir), a autora culpabiliza as pessoas suicidas, no mesmo nível que alguém diz a uma pessoa depressiva "ah, mas não seja triste! vc tem que ser feliz!"

Aliás, foi exatamente isso que ela fez.

MrDissidiaFan disse...

"4) O suicídio está entre os dez maiores responsáveis por mortes de americanos."

Como sempre, american@s acham que só as vidas del=s importam e o resto do mundo que se dane.

Anônimo disse...

Bom, leio o blog sempre, embora esse seja meu primeiro comentário, e ah, sim, sou homem, caso isso influencie algo.
Desculpe, mas achei o texto beirando o patético. Em momento alguma autora mostrou qualquer solidariedade com quem enfrenta o problema, se limitando a demonizar quem pensa na hipótese.
Tenho depressão, pensei em suicídio algumas vezes, ainda penso, na verdade,e tudo o que leio é que "não tenho esse direito?" E Clara (post das 11:58), esse seu comentário era realmente necessário? Pq não acho q dizer 'mmimi homens são mais fracos' seja condizente com a seriedade do tema.

Anônimo disse...

Para quem acha que este é um texto muito pertinente, faça um exercício:

substitua nos tópicos de um a dez do texto a palavra suicídio por aborto, e vomite.

Zrs disse...

Fundamental falar sobre o suicídio, e mais ainda, buscar formas para que as pessoas possam, enfim, encontrar outros caminhos para além dele.

Óbvio que não devemos culpabilizar a vítima, mas é bom mostrar a ela que é importante sair um pouco do foco do ego. Quando a gente expande para outras pessoas a nossa volta, a perspectiva, para alguns, pode mesmo mudar, e quem sabe os "pulsos ficam para outra hora."

Anônimo disse...

É fundamental, sempre que possível, apoiar a pessoa para que ela possa ver outros caminhos para além do suicídio.

Anos e anos atrás, quando meu pai foi barbaramente assassinado, e nossa vida entrou no caos, minha mãe pensou profundamente no suicídio, ela estava devastada, e uma ajuda religiosa tirou ela deste intento.

Imagino que se ela tivesse conseguido, minha vida e de meus irmãos, teria sido devastada, talvez eu não estaria hoje aqui escrevendo.

Hoje minha mãe é uma linda senhora, que vive para ajudar os outros, tirou o foco de si, construiu outros caminhos, ela teria perdido uma vida e tanto.

Ana disse...

Texto mais idiota,só quem não tem depressão para falar essas asneiras.
Quer dizer que a pessoa tem que viver infeliz,no sofrimento,só para poupar os outros?Quem vive em agonia que se dane!
Tem que continuar vivendo,fingindo que está feliz para manter o equilíbrio no mundo,essa é foda.
Cada um é responsável por si,eu tenho vontade de me matar desde sempre e os outros não tem nada a ver com isso e se alguém fizer depois de mim,responsabilidade dele.

Raven Deschain disse...

Olha. Pensei mto antes de comentar. Assunto difícil.

Eu convivo com uma pessoa depressiva e já comentei por aqui que essa é a pior doença que existe. Ela te derruba. Vc não pensa em outra coisa. Quem não tem depressão usa muito esse texto do "vc tem uma vida linda", "toda vida é importante", "pense nas pessoas ao seu redor", só que não é fácil assim. Não é "tirando o foco de si", aka esquecer de si próprio e viver pros outros, que seus problemas serão resolvidos e vc viverá pra sempre num final de filme da Disney. A vida tá mais pra Phillip Pullman. As pessoas sofrem. Dói. E tem gente que não aguenta. E isso é direito delas. Pra muitos a vida é um fardo. Dizer que essas pessoas não tem o direito de dispor da própria vida, principalmente com esse argumento sobre o tal "direito", é a mesma coisa que dizer pra alguém que foi estuprada depois de beber muito: se não aguenta bebe leite! Ou pra alguém que sofre bullying: se não aguenta não desce pro play. Não é culpa deles. Acredito sim, que suicidas devem ser ajudados, mas sendo pessoas em pleno funcionamento de suas faculdades mentais, elas devem sim, poder dispor de seu corpo e espírito da forma que quiserem.

Eu não me mataria, mas como posso julgar alguém que faz isso? Não tou na pele daquela pessoa. Não vivo a vida dela. Não entendo nem 10% doq ela passa. Não é justo esse julgamento todo.


Além do mais não cometeria suicídio na atual situação da minha vida. Eu não aguentaria, por exemplo, ficar cega. Não aguentaria. Não fui feita pra perder um sentido tão importante. Não saberia e não ia querer aprender viver sem ele. E aí? Sou fraca?

Anônimo disse...

Vocês falam como se fosse algo que pode ser controlado,algo que pode ser parado com uma simples mudança de pensamento.Acredite,não é assim que funciona.

Raven Deschain disse...

"Acredito sim, que suicidas devem ser ajudados"...


Percebi que essa frase ficou condescendente. Peço desculpas.

Anônimo disse...

Raven, em primeiro lugar, eu gosto dos seus comentários. Portanto, me desculpe se vc considerar o meu conselho uma intromissão, mas acho que seria melhor não expressar num ambiente público como esse que se mataria se ficasse cega. Eu entendi sua opinião pessoal, mas essa frase pode soar tão desanimadora pra quem, por exemplo, tem neste momento uma doença degenerativa que leva a cegueira. Sei que quando realmente acontece algo com a gente é que vamos saber como lidamos com aquilo, então melhor não desanimar que já está dentro da situação.

Priscilla Souza disse...

A Clara.seria interessante um texto sobre o repúdio,pressão social,criar filhos de outros pais,traição e mais um monte de outras questões e danos que as mulheres causam aos homens e a autora finge que não ve

Priscilla Souza disse...

O texto foi bem reaça.tanto que muitas seguidoras não vão gostar

Anônimo disse...

Será que se eu falar "Pense mil vezes antes de ter um filho. Você pode não ser um bom pai, uma boa mãe. Seu filho pode não ser uma boa pessoa. Sua vontade de ter um filho vai afetar as pessoas ao redor. Você não tem o direito de mudar a vida dos outros desse jeito" essa senhora ainda acharia legal? Não, não acharia, porque o senso comum, que ela tanto segue, diz que parir sem pensar é legal. Minha mãe teve depressão severa, eu tive uns períodos de depressão leve, e garanto que esse blábláblá de livro baratinho de auto-ajuda não serve pra nada. Texto ridículo, tão ridículo quanto essa criatura Priscilla Souza aqui embaixo.

A ajuda a um suicida não deve se centrar no evitar que elx se mate, como se fosse um recurso financeiro cuja perda é preciso evitar. A ajuda a um suicida tem que se centrar é no sofrimento dele, no que ele como pessoa está sentindo, no que o está machucando. Se quem quer que seja parar de ver suicidas como estatísticas a serem diminuídas e sim como pessoas que querem um caminho pra não ter que viver carregando dores talvez aí sim os índices de suicídio diminuiriam.

Rafael Sposito disse...

Não vou ter coragem de ler até o fim…

Imagine a pessoa suicida, que já sofreu a vida toda tendo seus sentimentos reprimidos, demonizados, tendo agora que lidar com um texto que julga quase como um crime o seu sentimento mais libertador.

Sim, é horrível que o suicídio seja visto como libertador, mas fazer a pessoa se sentir mais culpada simplesmente, não vai ajudar. Vai fazê-la sentir-se ainda mais presa.

Se for por escrever um texto sobre suicídio, por favor, que se escreva algo de apoio aos suicidas, e não aos "não suicidas".

As pessoas depressivas não aguentam mais ter de se preocupar com "os outros", com as exigências da sociedade, em detrimento do próprio sentimento.

"Nós sofreremos pela sua morte, então você não tem o direito de morrer, você nos deve a sua vida, querer se matar só te faz uma pessoa ainda pior do que já é, você é um monstro por não pensar nos outros, não importa que você não esteja feliz, o seu sentimento individual não conta. Sofra você por nós."

Enfim, mesmo que houver certo sentido em algumas das coisas ditas no texto, que tal escrever sobre o suicídio, algo que seja sobre os suicidas, algo que os faça se sentirem representados, reconhecidos, por serem o que são, se sentirem não estar sozinhos? Em vez de, como sempre, escrever pras pessoas "normais", deixando os depressivos se sentindo cada vez mais excluídos, vez menos pertencentes a este mundo.

Anônimo disse...

Tudo muito bonitinho até você sofrer de algum transtorno mental...

Muitas pessoas se suicidam por que estão DOENTES!!! Muitas pessoas que estão doentes não conseguem, não recebem ou mesmo são impedidas por familiares de receber tratamento - pois eu não quero ter um "doido ruim da cabeça em casa".
Doenças mentais como a depressão, transtornos de personalidade, toc etc. são tratados como "chilique" de gente que não tem o que fazer ou de preguiçoso que não quer trabalhar.
Tentativa de suicídio é muitas vezes um SINTOMA. Suicídio consumado é a CONSEQUÊNCIA final de uma enfermidade.

Como pessoa que sofre e trata de uma depressão, que SIM - quase me levou a uma tentativa de suicídio, me senti ultrajada.
Além disso, só reforça o tabu em torno do tema, o que só vai levar a MAIS e MAIS mortes.

Jane Doe

Priscilla Souza disse...

A autora como boa esquerdista que é não gosta da liberdade nem tão pouco considera as individualidades e diferenças pessoais.sem essas caracteristicas impossivel escrever um bom texto com u tema tão delicado quanto o suicidio

Priscilla Souza disse...

Anonimo menos...bem menos...

Rafael disse...

Tá faltando interpretação para o pessoal aqui.

A autora não demonizou a DEPRESSÃO. Ela demonizou o suicídio como saída possível para a depressão.

Concordo em gênero, número e grau.

Mesmo que não tenhamos filhos, existem irmãos, pais e amigos que nos amam. Deve-se buscar a saída, a ajuda, o tratamento.

E o suicídio NÃO é uma das saídas.

lola aronovich disse...

Não entendo como tem gente vendo um texto desses, um texto cheio de empatia, cheio de estatísticas, afirmando que um suicídio afeta outras pessoas (o que me parece um tanto óbvio), como um texto que "demoniza" suicidas. Não vejo nenhuma demonização. Vejo uma ótima reflexão sobre suicídio.


"A autora como boa esquerdista que é". Ô Priscilla, para de falar besteira. Vc conhece a autora?Sabe que ela é de esquerda? E quem te disse que pessoas de esquerda não gostam de liberdade?

Priscilla Souza disse...

Desculpa.não conheço a autora.nisso você esta certa.agora o resto vejo no seu texto.Onde a esquerda gosta de liberdade.se gostasse não se importaria tanto com o que os outros pensam.Em ditar as unicas verdades do mundo

lola aronovich disse...

Ué, Priscilla, é vc que está se importando tanto com o que os outros pensam (a autora do texto, outrxs comentaristas, eu, a esquerda etc). Se vc não se importasse, nem estaria escrevendo. A sua linguagem é bem do tipo de quem se acha a dona da verdade. Vc está se olhando no espelho ao escrever essas mensagens?

Priscilla Souza disse...

No seu texto o mundo que você prega parece versão comunista das idéias do olavo.e ele ainda consegue provar uma teoria ou outra.você não.é somente sua opinião.mais nada.se lendo suas idéias você me falar que seu texto é oposto os textos de esquerda.então você realmente me desculpe.pois então não estou entendendo nada mesmo

Anônimo disse...

Pelo que senti nos comentários, o pessoal está pensando "reaça" como uma questão "moral". É o fim da picada que a esquerda venha regredindo a esse ponto. O texto me parece ponderado, cuidadoso e triste. Se não concordam com os dados e argumentos, então deveriam trazer outros dados e argumentos. Ficar nesse mimimi "reaça" não ajuda em nada. Abaixo o moralismo da pseudo-esquerda juvenil.

Priscilla Souza disse...

Não sei.tento entender o que você quer com o blog.só vejo manifestações de ódio,exigindo poderes e não responsabilidades,outorgando direitos por genero.nada disso faz muito sentido.e lendo seus textos me perco mais ainda.de novo.não vejo fundamento.no feminismo como um todo.

Priscilla Souza disse...

A questão que vejo não é sobre o post e sim sobre o blog.a que el se presta.pois este post foi o único relevante até agora

Raven Deschain disse...

Não anon. Obrigada pelo seu ponto. Vc tem toda razão. Pensei, pensei, pensei....


E fiz merda. Obrigada.


Lolaaaaaaaa, pq todo discordante troll doido do mato que aparece no seu blog tem que escrever como um orangotango no cioooo? Pq essas pessoas não podem usar uma linguagem que todo mundo entenda??? Priscilla, escreva direito for fox sake!!!


...mesmo que seja pra escrever um monte de estrume...

lola aronovich disse...

Então, Priscilla, se vc não vê nada de relevante no meu blog, nas minhas ideias, no feminismo em geral, faço um convite: pare de vir aqui. Sério, fique só nas páginas do Olavão que vc ganha mais. Boa sorte. Adeus.

Anônimo disse...

Eu já tentei o suicídio por 2 vezes, infelizmente não consegui consumar o ato por intervenção externa. Eu penso quase todos os dias nisso e sem dúvidas não chegarei vivo aos 30, talvez nem aos 25. Já passei por diversos psicólogos, já tomei antidepressivos e de forma alguma nada me ajuda. É como se minha alma nascesse com uma doença que para ser curada necessitasse da extirpação do meu ser.

Tendo dito isso eu quero dizer que o texto não tem nem um pouco de empatia, muito pelo contrário, demoniza os suicidas. A autora nunca deve ter passado por nada do tipo pra dizer tanta asneira. Quando uma pessoa tenta o suicídio ou é muito depressiva e suicida como eu vocês acham que realmente importa quem está ao redor?? Óbvio que não... Após o suicídio eu não serei mais esse "eu", logo não saberei do sofrimento das pessoas que aqui ficarão e não sofrerei por elas também. Toda a dor irá embora, todo o peso da terra sairá das minhas costas, simples assim.

Suicídio é um direito de cada um, simplesmente tem gente que é feliz estado vivo e tem gente que não é, que não suporta viver. Egoísmo é achar que as pessoas que não suportam a vida devem viver num eterno sofrimento por causa de outras pessoas...

Anon Suicida

Priscilla Souza disse...

Desculpa,sou burra.talvez um dia escreva igual vocês...Então vocês se incomodam com homens,eu me incomodo com seu blog.não entendo todos os motivos que faz você escreve tanta besteira,mas entendo por que não gosto do que escreve.se eu deixar de visitar seu blog,você deixar de falar besteira?raven faz a revisão de texto para mim.não quero irritar ninguém com minha burrice

Death disse...

Onde está a empatia do texto Lola?

Só vejo no texto: Não se mate, vc será culpada pelo sofrimento das pessoas que ficarão vivas e elas vão pensar em se matar também (causando mais sofrimento) por SUA culpa.

Priscilla Souza disse...

todos que discordam são doidos ou só eu?

Anônimo disse...

Só acho que vale ressaltar um projeto muito importante que vale muito mais que o texto analítico sobre suicídio.

Dá uma olhada no trabalho do "Como Vai Você?"
http://www.cvv.org.br/

Laryssa disse...

Lembro de quando estudei o romantismo no colégio da questão do livro, Os Sofrimentos do Jovem Wether, em que muitos jovens se mataram como relatado no texto e um livro dizia que a imprensa fez um acordo de não publicar mais sobre os suicídios, pois havia um aumento cada vez que se noticiava a história.

Havia esquecido disso, pois de certo me tornei neutra sobre o assunto, posição que pretendo mudar, achava que o fato da pessoa se matar dizia respeito inteiramente a ela e que ninguém teria nada haver com isso, estava equivocada pois é um problema social terrível, causa danos a diversas pessoas tanto as próximas como as distantes.

Adorei o post Lola,muito elucidativo.

Raven Deschain disse...

Depende. Vc paga quanto? Limpa munha casa? Só não mexa no meu videogame.


Mas mantenha em mente que só posso corrigir oq entendo. E não entendo nada dos seus resmungos.

Daniel disse...

Eu já quis me matar, a muito tempo, mas nunca tentei me matar, porque nunca achei um método "seguro" de fazer isto. Medicamentos, sempre tem a chance de não afetarem meu corpo, podem gerar uma morte dolorosa ou pior, uma lesão pra me acompanhar pro resto da vida.

Já pensei em me jogar de um prédio bem alto também, mas fiquei com medo de acabar caindo em cima de alguém. Armas de foro, as armas de calibre mais baixo e acessíveis, podem não matar, só me deixar completamente "louco", como já aconteceu outras vezes, se acabar acertando na cara.

Por que eu pensei nisto? Quando eu era mais novo, depois de descobrirem que tenho a famosa síndrome XYY(homem que nasce com 2 cromossomos Y ao invés de 1), minha vida virou um inferno. Felizmente, recuperei tudo e hoje vivo uma vida boa.

lola aronovich disse...

Não, Priscilla, não vou deixar de fazer o blog só porque vc acha que tudo que está escrito aqui é ódio (onde? Sério, onde? Aponte, por favor) ou besteira. Entenda a diferença: vc não é importante pra mim. Eu nem sei quem é vc, e amanhã eu nem lembrarei que vc existiu. Agora, ao que tudo indica, meu blog e a minha pessoa somos extremamente importantes pra vc. Mas não precisamos ser. Se te magoamos, é só vc não aparecer mais. Não falaremos de vc, prometo.


Death, esse é um resumo bem chinfrim do texto, não acha? Sim, a autora não quer que as pessoas se matem. Chato que a opinião dela magoe os suicidas em potencial. Eu considero um texto analítico sobre suicídio algo muito importante. Também considero campanhas de apoio super importantes. Creio que a pessoa tem o direito de se matar, óbvio. Mas não gostaria que fizessem isso.

Daniel disse...

Só uma correção.

Ao invés de foro, leia fogo
E "outras vezes", substitua por outras pessoas(isto pode dar a entender, que já tentei me matar atirando na cabeça)

Otavio Questionador disse...

Olá caros amigos!

Achei o Post de estimada valiosidade, pq é importante dizer, quem se mata acaba com a vida de todos que te amam e mais, só mostra que a pessoa não se importava tanto assim.

Daniel disse...

Agora, se for pra escolher entre passar o resto da vida vivendo num sub emprego, só me fudendo e estressando, prefiro nem ter uma vida. Eu entendo quem se mata. Um ex colega meu, ao ser jubilado da faculdade, se matou.
-
Eu entendo perfeitamente(não estou estimulando ninguém, só dizendo que entendo os motivos dele), o cara vai entrar bem atrasado no mercado de trabalho, num sub emprego e sem perspectiva alguma, viver décadas num inferno na terra, só por causa de amigos e familiares? Não é egoísmo deles, é egoísmo dos familiares e amigos exigirem que ele fique sofrendo, pro bem dos outros.

Anônimo disse...

Até por que tem como simplesmente apertar um botão na sua cabeça e magicamente se livrar de uma doença tão grave e danosa como a depressão. Francamente, acho que as pessoas precisam parar de falar sobre o que não entendem.

Anônimo disse...

Anon das 16:33, se livrar magicamente não; buscar tratamento, sim.

Rafael disse...

Prezado Otávio Analfabeto,

Valiosidade não existe.
Link para o vocabulário da Academia Brasileira de Letras:

http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=23

Como já dito, se quer parecer erudito, garanta que vai conseguir.

De nada.

Otavio Questionador disse...

Prezado Otávio Analfabeto,

Valiosidade não existe.
Link para o vocabulário da Academia Brasileira de Letras:

http://www.academia.org.br/abl/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?sid=23

Como já dito, se quer parecer erudito, garanta que vai conseguir.

De nada.


Nosso amiguinho está de volta! estava com saudades! Quando que vai rebater meus argumentos? Como homem? Estou no aguardo!

Jéssica disse...

Se o post fosse focado apenas em pessoas sem depressão que se suicidam por impulso, eu acharia o texto totalmente ok. Inclusive quase todas as estatísticas do texto giram em torno da impulsidade dos suicidas. E a autora não parece ter parado para analisar o caso dos suicidas depressivos, só citou eles como se cita "coisas diversas" antes de um etc.

Eu considero que ela deveria ter deixado bem claro sobre quais suicidas ela estava falando. Para pessoas 'normais' esse texto pode evitar suicidos impulsivos, mas para as com depressão só piora tudo com o sentimento de culpa.

Inclusive a autora fala que o texto não se aplica a pessoas que sofrem de dor crônica, mas depressão não pode ser considerada uma dor crônica mental?

Katarina disse...

Texto maravilhoso. Obrigada, Lola. É preciso se falar de suicídio. Falar do suicídio ou de pensamentos suicidas ou ideações suicidas não é a mesma coisa que noticiar o suicídio. O suicídio sempre é um rompimento com a alteridade que interpela e deve interpelar a todos. O texto é muito, muito bom. E uma defesa bonita, esclarecida e bem educada, da empatia. Um abraço cheio de gratidão.

Rafael disse...

Respondo com prazer, quando o golpista intelectual se dignar a responder o que eu e tantos outros lhe questionaram.

Na discussão do outro tópico, você ficou nu. Não conseguiu articular nenhum argumento sem coalhá-lo de mentiras e distorções.

Aqui não tem criança, rapaz!

Otavio Questionador disse...

Irei dissertar aqui sobre educação:

É uma coisa que de fato nem todos tem, vejam só, principalmente quando alguém confronta o que a pessoa acredita, é muito difícil para certos tipos de pessoas se desapegar da sua ideologia, principalmente quando estão na adolescência, período este que se estende para certos adultos até idade indefinida, a educação é um marco da nossa civilização, um patrimônio, um legado que é passado de geração em geração através dos ensinamentos e da leitura mas nem todo indivíduo é capaz de absorver tanto é a complexidade nas leis mais básica da boa conduta, que se dispersam lateralmente e de forma unidericional paralela a contribuição da nossa erudição. Sendo assim, trascrevendo uma curva acentuada para o mais alto grau de elucidação coletiva. Vejam só, educação é um ato de respeitar o próximo. Mas como obter e praticar a educação quando o indivíduo vive, pensa e pratica, profetiza, prega e propaganda uma ideologia tacanha que só enxerga em si o objetivo para si de impor sua realidade, sua subjetividade para todos os que nela acreditam e principalmente no que nela não acreditam? Está formada a grande chance desta maneira de pensar de transpor a regra da boa convivência da particulariedade e do bom senso, e através da força e coerção a obrigação de todos para que realizem e mantenham viva suas doutrinas afim de que virem dogmas, capando assim o indivíduo de se espantar com o outro, de perceber o outro, de simplesmente tratar o outro com alguma forma de ...e-du-ca-ção.

Pois é, trágico.

Anônimo disse...

Ta explicado a Misoginia do Daniel em outrosp osts. Se uzomi já são machistas, ogros e utilitaristas com um cromossomo Y, imagine com YY...

Luiz Prata disse...

Não entendo como alguém conseguiu achar o texto "reaça". Reaças são pautados por individualidade extrema, o que me parece o oposto do texto.

O testo é uma boa reflexão sobre o tema. Faltaram outras abordagens? Sim, mas se tudo sobre o tema fosse falado o texto seria ainda mais longo e poderia perder o foco. Outros textos para complementar este são bem-vindos, mas não o desmerecem.

Rafael disse...

Olhe como você é um estelionatário intelectual:

A maioria dos que interagiram contigo o fizeram nos limites da educação e da polidez.

Eu e duas outras comentaristas no outro post não lhe ofendemos ou proferimos palavras de baixo calão.

Mas em vez de responder, seguindo o que tão orgulhosamente chamou de "debate", tergiversa, mente e distorce.

Cara, sério. Você é uma vergonha.

Mary Valeriano disse...

Estou deprimida. Beirando a falimento da minha empresa... Abri o meu negozio com o microcredito para mulheresa, mas estou me afogando no desespero e na crise economica que a cada dia nos ceifa um pouquinho de vida... enquanto isso a minha tutor e os que deveriam me seguir, em un ano inteiro nunca vieram dar uma olhada no que esta acontecendo... Todos me acham muito forte e preparada... Todas as vezes que peço ajuda a tutor me responde contando-me os proprios probelmas.
Olho meus filhos e afasto os maus pensamentos, mas tenho medo que em algum momento eu desista, ja que estou lutando sempre menos e cada dia mais sozinha. Cada dia mais contagiada pela aumento de suicidios dos empreendedores aqui na Europa. Muita gente esta silenciosamente desistindo da vida.
Penso ao soco no estomago que minha morte daria a minha tutor latitante e a todo o sistema que nao funciona.
Olho para o monte de taxas, contas problemas e quase desisto da vida.
Este texto, palavra por palavra parecia que estava falando comigo.
Se eu conseguir permanecer viva, quero ser a tutor das outras pessoas no microcredito, pois de todos os que foram ajudados pelo mesmo sistema eu sou a unica que ainda nao faliu.
Nao quero sucesso, nem dinheiro. Posso atè falir, mas nao quero perder a vontade de permanecer viva.
Quero me lembras as coisas felizes, pois meu filho pequeno ateè fala, "mamae vonao sorri mais" e fica cada dia mais triste ele tambèm.
Sei que se eu morrer è como levar eles comigo.
Quero viver para eles.
Muito obrigada pelo texto.

lola aronovich disse...

É isso, Mary. Tenho certeza que a autora do texto, e o Luan, quando traduziu este texto enorme, e eu, quando decidi publicar o texto, estávamos pensando em pessoas como vc, pessoas que as outras veem como fortes, mas que estão muito fragilizadas por dentro, pessoas que pensam em desistir da vida, mas que sabem que isso significa também desistir de pessoas que se ama, e que são importantes pra gente. Muito obrigada pelo seu comentário, Mary. Espero que vc não só sobreviva como ajude outras pessoas.


Jéssica, concordo com seu comentário. Falta no texto uma abordagem maior sobre as pessoas que sofrem de depressão. Mas concordo também com o Luiz Prata. Se o texto já está enorme desta forma, imagina se abordasse mais coisas?
Se alguém quiser escrever um texto sobre suicídio e depressão, eu publico. Mas desculpem se minha intenção é fazer com que as pessoas NÃO SE MATEM.

Anônimo disse...

Eu só não gosto da ideia de não ter "direito" ao suicídio. Em nossa sociedade, o direito é estabelecido em lei e o descumprimento da lei gera punição. Então alguém que tente suicídio e falhe deveria ir preso? Como isso ajudaria?

Isso posto, não me parece que alguém considerando seriamente o suicídio esteja preocupado com o sofrimento dos que ficam ou entusiasmado com o que poderia aprender ou quem poderia ser no futuro. A reflexão do texto me parece ter foco em quem não tem essas tendências, o que pode ter lá seu mérito no sentido de desestimular o laissez faire quando percebermos algum ente querido descendo essa ladeira.

Raven Deschain disse...

Otário Amolador:

Irei dissertar sobre educação.

Vai se foder.

Vai tomar no cu com areia.

Vai cagar no mato.

Kittsu disse...

Ao meu ver a autora discorre sobre duas vertentes sobre o suicídio: sua "epidemiologia" e o argumento contra sua prática.
Contra a prática do suicídio, o argumento principal é que ele impossibilita que o indivíduo desfrute de coisas que aconteceriam no futuro, coisas que naquele momento do suicídio ele sequer vislumbra pois está convencido de que a morte é a única saída. Ela frisa também que a maior parte dos suicídios em pessoas saudáveis acontece por impulso, e se neste momento específico o suicídio for frustrado, existem grandes chances de que não ocorra novamente.
Com relação à "epidemiologia" do suicídio, ela releva que este ato se propaga como uma pandemia e evitar UM suicídio poderia evitar que OUTRO(S) suicídio(s) ocorresse(m) por influência daquele primeiro. Logo, como questão de saúde pública, existe urgência em evitar a ocorrência deles para que outras pessoas não sejam influenciadas, como se evita que uma criança doente vá à escola para não contaminar outras crianças.

A confusão acaba ocorrendo quando se fundem a perspectiva dos argumentos pela vida do indivíduo com a visão sobre esta epidemiologia: Não que não seja direito do indivíduo *se matar*, tirar a própria vida, dispor do próprio corpo. O que não seria direito do indivíduo é influenciar esta pandemia de forma que outras pessoas sejam levadas a tirar suas próprias vidas por influência das ações daquela primeira pessoa. Pois de certa forma, é como se esta pessoa tivesse causado a morte das demais, então desta perspectiva passa a ser questionável se o "dispor do próprio corpo" não pode estar invadindo o direito das demais pessoas. Uma vez que influencia tão negativamente na própria sociedade, dá pra imaginar quando pesa mais a vontade do indivíduo e quando pesa mais a coletividade - e até onde é isoladamente a decisão do indivíduo e até onde foi influência desta coletividade no qual ele está imerso.

Mas vamos tentar tirar desta equação qualquer tipo de sentimento ou classificação pejorativa sobre este indivíduo teórico que se mata. A autora reprime ferozmente o ato do suicídio por ter chegado à conclusão de que esta seria uma das formas eficazes de evitá-lo. Se ela chegou à conclusão de que só o fato de o suicídio não ser aceito pela sociedade já evita a prática, como esperar que ela fosse tratar o assunto com amenidades ao invés de deixar claro que este ato é inaceitável? Não me pareceu que a intenção é tornar o suicida em potencial o vilão da história, e sim desincentivar o possível suicídio.

A parte que chegou a ser mencionada mas não suficientemente explorada é o papel da sociedade, e em como deveria deixar de ser uma mera coletividade para se tornar uma comunidade. No geral não possuímos uma comunidade ao qual pertencer e nos identificarmos de forma mais íntima, para onde podemos nos dirigir e saber que seremos recebidos, onde teremos nossa importância reconhecida. Sermos acolhidos. Isso tem um papel importantíssimo em vários dos pontos falhos da sociedade: educação dos jovens, doenças crônicas, cuidados com os idosos, violência, crimes, suicídios, por aí vai.

-Acaba aqui a parte em que eu tento fazer uma leitura imparcial e apenas sobre o artigo-

Aos comentaristas que se sentiram ofendidos pelo artigo porquê se classificam como suicidas: Vocês não SÃO suicidas, isso NÃO É parte do que vocês SÃO. Vocês ESTÃO tendo pensamentos de suicídio e isso parece que vai durar para sempre, mas não vai. Já estive deste outro lado. Hoje eu penso naquele período e só consigo pensar em como teria sido uma grande burrice. Seria uma burrice pra vocês também. podem querer dispor do corpo do jeito que quiserem, mas que seria burrice, seria. VOCÊ que pensa em suicídio não é burro, mas perder tudo o que pode estar te esperando quando sai desse breu, isso sim é burrada.

Thomas disse...

Nossa, como eu odeio esse tipo de texto. A pessoa gasta não sei quantas palavras que podem ser refutadas com um argumento simples.

A vida humana é sofrimento. Mais sofrimento do que prazer. Mesmo o ser humano com a melhor vida possível tem mais sofrimento do que prazer em sua existência. Pensem em tudo o que passamos. Cada desejo que não pode saciado no momento em que o sentimos. Cada desconforto físico, cada doença. Cada decepção com relacionamentos, a incessante busca por um sentido que nunca será encontrado na sua vida, ter que encarar a inevitável morte, o fim da sua consciência, tudo o que você aprendeu e viveu apagados completamente do universo, sem nada que você possa fazer pra evitar isso.

Cada ser humano vivo neste planeta hoje deveria se matar AGORA. Cada vez que um ser humano se reproduz, está dando continuidade a um ciclo de sofrimento que tem o potencial de continuar por incontáveis gerações. E não é só o sofrimento humano que está em jogo. É o sofrimento de todos os animais que são torturados e mortos em vão pra alimentar uma humanidade que vive numa ilusão pra não ter que encarar o fim inevitável de tudo. É o sofrimento de todas as espécies de animais que devem morrer pra que eu e você possamos ter um asfalto pra pisar.

Estar vivo e se reproduzir é o maior ato de terrorismo que existe no universo.

Mas não precisa ser assim. A mesma consciência que nos condenou a termos que racionalizar nosso sofrimento é a chave pra nossa fuga, pra nossa liberdade.

Todos deveríamos negar a natureza, nos rebelarmos contra a nossa programação, pararmos de nos reproduzir e deixarmos a espécie ser extinta. Se possível, todos nós deveríamos nos matar agora mesmo pra acelerar o processo.

Seria lindo.

Por isso suicídios e abortos não devem ser evitados, mas sim incentivados. Cada ser humano que se mata ou que não se reproduz está contribuindo mais para diminuir o sofrimento no mundo do que qualquer pacifista, ativista ou movimento social que já existiu na história da humanidade.

Anônimo disse...

A ignorância das pessoas chega a assustar.Tem gente que acha que cometer suicídio é uma vontade que dá e depois passa.Pra uma pessoa chegar nesse ponto tem que sentir um desespero inimaginável,um descontentamento total com a própria vida.Não é futilidade,frescura,as doenças da mente são tão devastadoras quento as físicas.
Se a pessoa deve pensar melhor antes de tentar se suicidar deveria pensar melhor antes de fazer aborto e matar um ser que nem pode se defender .

Anônimo disse...

Gente!!!! O texto não demoniza ninguém!!!
Eu vejo que as questões levantadas nos comentários como "justificativas" para o suicídio são: infelicidade, sofrimento, fardo e até sub emprego. Todas construções culturais, sociais e até políticas!
Claro que cada um deve poder decidir sobre a própria vida mas a reflexão é muito válida.
A autora não fala com quem cometeu o suicídio (não dá) mas com os suicidas em potencial em uma tentativa de ajuda: pode haver outra saída, pense nisso!

Anônimo disse...

Incentivar aborto?Não seria melhor incentivar sexo responsável?Aborto por motivo fútil é crime.Nem uma cadela tem coragem de fazer mal aos seus filhotes,pelo contrário os defende com a própria vida.Até nisso os humanos são inferiores aos animais.

Kittsu disse...

"Eu entendo perfeitamente(não estou estimulando ninguém, só dizendo que entendo os motivos dele), o cara vai entrar bem atrasado no mercado de trabalho, num sub emprego e sem perspectiva alguma, viver décadas num inferno na terra, só por causa de amigos e familiares? Não é egoísmo deles, é egoísmo dos familiares e amigos exigirem que ele fique sofrendo, pro bem dos outros"

Não. Neste caso o que precisa de mudança urgente são os parâmetros que esta pessoa estabeleceu para o que é sucesso. Precisa urgentemente de uma mudança de mentalidade, pois sucesso financeiro está LONGE de ser sinônimo pra felicidade. Uma pessoa que se pauta por algo tão raso para dizer que a vida não vale a pena está doente. Doente pelo desespero de PARECER feliz aos olhos DOS OUTROS.
Este pra mim é o supra-sumo da problemática do consumismo: se medir (e aos outros) pelo que TEM e não pelo que É.
Avaliar seres humanos pela sua capacidade de COMPRAR. Isso é simplesmente vil.

Anônimo disse...

Que texto escroto, insensível e infeliz.

Anônimo disse...

Quem escreveu este texto parece nunca ter passado por uma experiência depressiva. O depressivo que comete suicídio não quer propriamente acabar com a vida, mas sim acabar com a dor. É uma dor intensa que consome tudo ao redor. Imagine a morte de alguém que você ama muito. Esta é a dor que um depressivo sente na maior parte dos dias. Esta pessoa precisa de ajuda e não de julgamentos.

ϟ Luan Côrtes disse...

Estão confundindo a desconstrução do suicídio como "rebelião", "saída" e "direito" com a "demonização" da pessoa com ideação suicida. O suicídio é uma epidemia global, uma questão de saúde pública, e precisa ser discutido, desconstruído e desencorajado, assim como as pessoas em sofrimento psicológico devem ser estimuladas a falar sobre o assunto e procurar ajuda. Uma das mensagens principais da autora é que não é moralmente neutro ou desejável tratar o suicídio como "direito a ser respeitado" em vez de problema a ser evitado — tanto de forma aguda, com a prevenção do suicídio propriamente dito e não necessariamente associado a problemas psiquiátricos, quanto de forma crônica, com a promoção da saúde mental e transformações na forma como as sociedades encaram o sofrimento psicológico, o transtorno mental e o ato suicida. Assim, a ideia socialmente difundida e eventualmente romantizada de que a aniquilação da própria vida é um direito que deve ser respeitado ou mesmo uma forma válida e efetiva de resolução ou revolta não é socialmente benéfica e talvez seja mesmo apologética, motivos pelos quais o texto é justamente um convite à mudança na postura diante do suicídio.

Estarrece-me que as pessoas estejam comparando o suicídio com o aborto. O direito reprodutivo ao aborto está associado à soberania feminina sobre o próprio corpo, à prevenção de milhares de mortes e sequelas reprodutivas causadas por abortamentos realizados de forma precária, à interrupção do desenvolvimento de um produto de concepção em um estágio em que não é considerado (ou não deveria ser) vida ou cidadão, não devendo, portanto, ser favorecido em detrimento da autonomia de uma mulher em sua humanidade e cidadania. O suicídio está associado ao sofrimento psicológico, ao transtorno mental, ao preconceito com que os problemas de saúde mental são socioculturalmente encarados, a diversas formas de opressão e violência presentes na sociedade, à interrupção de vidas humanas que poderiam ter um desfecho distinto, se as circunstâncias fossem diferentes e se as pessoas tivessem procurado e recebido ajuda. Direito ao aborto, portanto, em nada equivale a um suposto "direito" ao suicídio.

A meu ver, o objetivo do texto não se limita a dissuadir alguém de cometer suicídio... A autora utiliza-se de argumentos para persuadir o leitor (com ideação suicida ou não) a modificar a sua postura diante do suicídio, o que seria globalmente benéfico. O fato, por exemplo, de que objetivamente suicídios promovem mais suicídios talvez não seja ideal para dissuadir todos ou a maioria daqueles com ideação suicida, mas é certamente válido para desconstruir a ideia do suicídio como direito moralmente neutro, de modo que o saldo do texto é certamente positivo. Além disso, não acho que os possíveis efeitos nocivos dos fatos (utilizados como argumentos no texto) sobre suicidas em potencial comprometam a discussão, que é muito mais abrangente, ou devam impedi-la. A meu ver, é absurdo pensar que o texto em si e a discussão por ele fomentada podem rivalizar com o efeito deletério da noção socioculturalmente dominante que a autora refuta.

No mais, tachar o texto de "reacionário", palavra que se esvazia de significado neste contexto, não tem nenhuma relevância para a discussão.

P.S. Achei o último comentário de Kittsu bastante lúcido e concordo com a sua análise.

Anônimo disse...

Puta q pariu... pra q q eu fui falar do thomas toddynho quando estavam trollando ontem...

André disse...

Não sei dizer se o texto demoniza exatamente x suicida ou não, mas ele é um texto bem triggering pra quem já enfrentou (pessoalmente, família, amigos etc.) um suicídio ou tentativa (especialmente num contexto de depressão ou outra doença psíquica), e o que o texto traz como argumento não deve ser usado pra dissuadir uma pessoa que está pensando em suicídio, ou que já o tentou, de fazer isso.

Se alguém pensa em se matar de forma informada, autônoma e racional, apelar para a responsabilidade moral que ela tem em manter a própria vida de repente pode ser um argumento convincente; mas, geralmente, quem pensa a sério em suicídio é este sujeito ideal.

Pensar em suicídio por causa de uma depressão, por exemplo, é o resultado de uma longa cadeia de sofrimento que vai minando sua capacidade de lidar com a própria dor, de se enxergar como um ser humano digno de viver e capaz de assumir qualquer tipo de responsabilidade, de enxergar sua relação com os outros como sendo algo além de um peso, ao mesmo tempo em que exagera até o impossível a culpa por tudo isso. É um círculo vicioso em que a paralisia diante das tarefas mais simples do dia-a-dia alimenta a culpa, ao mesmo tempo em que a pessoa se sente cada vez mais incapaz de reagir a essa culpa a não ser através da paralisia, e a cada passo aumentando mais e mais a própria dor. Até que chega o dia em que não dá mais. E eu imagino que em outros contextos de doença e sofrimento além da depressão, pensar em suicídio siga um processo semelhante: uma dor que parece maior que a capacidade da pessoa de lidar com ela, ao ponto em que acabar com a própria vida parece uma alternativa real, às vezes atraente, para o que a pessoa está vivendo no momento.

É por isso que esses argumentos trazidos no texto podem até ser válidos de um ponto de vista argumentativo, mas são péssimos para se convencer alguém a não se suicidar. Uma pessoa que não se sente capaz de botar a cara na rua no dia-a-dia e que sente carregar toda a culpa e infelicidade do mundo dificilmente vai chegar ao mesmo julgamento moral de uma pessoa mais saudável. Para uma pessoa que passa o dia se achando um peso na vida de parentes e amigos e que se considera a única culpada pelo que sofrimento que causa a quem está à sua volta (depressão, por exemplo, é uma doença terrível não só pra quem a tem como para quem convive - assim como dezenas de doenças graves pelas quais ninguém culpa o doente) possivelmente vai chegar à conclusão que o moralmente correto é livrá-los disso. Dizer para alguém que não consegue sequer imaginar que terá uma hora de felicidade na próxima semana ou mês que pense nos anos futuros é mais um desespero, não um a menos.

Em algumas coisas acho que o texto acerta (o suicídio mata muito mesmo, barreiras físicas ajudam a prevenir suicídio, saber que outras pessoas passam pelo mesmo problema pode ajudar a lidar com ele, taxas de suicídio são uma tendência que pode ser evitada). Mas no resto, o melhor a se fazer é o contrário do que o texto diz. Se uma pessoa próxima lhe fala sobre suicídio, não comece a discutir as implicações morais e éticas do suicídio com ela; estimule-a a procurar ajuda profissional. Não coloque pressão sobre o impacto que o suicídio dela vai ter na sua vida e na de outras; abrace-a, faça ela se sentir amada, acompanhada; dê espaço para que ela fale sobre o que sente sem sentir vergonha sobre isso. Ajude-a a viver um dia de cada vez, a fazer pequenos planos e pequenos compromissos fáceis de cumprir, que vão reforçar sua confiança, em vez de pensar num futuro de longo prazo que provavelmente só vai aumentar sua angústia. Esteja próxima como apoio, não como cobrança. Reforce que a pessoa pode se sentir melhor, ficar melhor, sem minimizar ou ser condescendente com a dor que ela está sentindo. Apoio e vigilância são remédios melhores que julgamentos.

Kittsu disse...

"Eu entendo perfeitamente(não estou estimulando ninguém, só dizendo que entendo os motivos dele), o cara vai entrar bem atrasado no mercado de trabalho, num sub emprego e sem perspectiva alguma, viver décadas num inferno na terra, só por causa de amigos e familiares? Não é egoísmo deles, é egoísmo dos familiares e amigos exigirem que ele fique sofrendo, pro bem dos outros"

Não. Neste caso o que precisa de mudança urgente são os parâmetros que esta pessoa estabeleceu para o que é sucesso. Precisa urgentemente de uma mudança de mentalidade, pois sucesso financeiro está LONGE de ser sinônimo pra felicidade. Uma pessoa que se pauta por algo tão raso para dizer que a vida não vale a pena está doente. Doente pelo desespero de PARECER feliz aos olhos DOS OUTROS.
Este pra mim é o supra-sumo da problemática do consumismo: se medir (e aos outros) pelo que TEM e não pelo que É.
Avaliar seres humanos pela sua capacidade de COMPRAR. Isso é simplesmente vil.

Anônimo disse...

PQP nunca li tanta merda junta!
Começando por:
1) Não temos o direito de cometer suicídio.
O suicídio afeta terrivelmente as outras pessoas.
....
E o foda-se? Até parece que uma pessoa que já desistiu da própria vida vai se importar com a dos outros. Miga me ajude a te ajudar, publicar um texto equivocado desse é um tiro no pé. E a culpabilização da vítima? Culpar um suicida pelo impacto que ele vai causar na sociedade e em pessoas de seu convívio me lembrou aquele povo que fala pra vítima de estupro/tentativa de não denunciar o cara pra não estragar a vida dele, ah vá!

Tivesse o texto se concentrado nas questões pessoais do suicida e na possibilidade de superação do problema teria sido aproveitável, mas execrar pessoas que chegaram no seu limite por afetar terceiros é de cair o cu da bunda!

Anônimo disse...

Adorei o seu comentário!!
A questão da sociedade é a mais pertinente! A sociedade não acolhe e, pelo contrário, pressiona e oprime!
Só acho que o uso dos termos burro e burrada foram meio "bravos" mas verdadeiros também!

Daniel disse...

Thomas, isto não é verdade. Primeiro, me mostre como uma pessoa como o Dan Bilzerian teria menos prazer a sofrimento? O cara simplesmente tem um harém de mulheres deliciosas, coleciona carros, armamento pesado e comprou um caminhão só pra poder o canhão 20mm dele( https://twitter.com/danbilzerian/status/529782441343336448 )

Como uma vida assim pode ter mais sofrimento a prazer?

E isto pra não falar dos "barões do petróleo"

Sobre o que vc colocou de ser humanos, que devemos nos matar, só uma pergunta. Por que um castor pode construir uma represa e um ser humano, não pode "mexer" na natureza?

Tanto o discurso que põe o ser humano acima da natureza esta errado, como colocar o ser humano abaixo.

Anônimo disse...

Credo!

Anônimo disse...

Como o suicida n esta sendo posto como vilão, se ao se matar ele estaria ferrando a vida de todos e ainda fazendo com q outros se matem?
A intenção pode ter sido de ajudar mas falharam,mais abobrinha do tipo q a gente tem ouvir direto,mimimi como a vida é linda,você é fraco,covarde e as pessoas com câncer?!
Fulano é todo fudido mas tem muita vontade de viver,você é fresco...

Anônimo disse...

Tem tanta coisa errada acontecendo que olha...

- não pode suicídio porque vai afetar a vida de outras pessoas.

- não pode aborto porque vai afetar a vida de outra pessoa.

- não pense só no seu problema pessoa egoísta.

Deu pra entender onde ta o problema nesse post ou precisa desenhar? E digo mais, não é coincidência ou má interpretação de texto que a maioria dos comentários apontando o erro gigantesco da abordagem desse texto seja de pessoas que já passaram ou passam por esse conflito interno. Bora parar um pouco pra pensar nisso Lola? O normal não é dar voz justamente a quem passa pelo problema e não a terceiros palpitando sobre algo que não conhecem pessal e intimamente?

Anônimo disse...

Então quer dizer que não é para os mascus se matarem, como já foi sugerido tantas vezes por aqui?

Rafael disse...

Thomas, fale com um profissional e saúde.

Eu falaria.

Anônimo disse...

É triste. É imoral escrever sobre o Moral...

Anônimo disse...

A autora quer reprimir os suicídios pois pensa que, talvez, reprimindo isso não irá acontecer. Lamento dizer a essa senhora que repressão nunca acabou com nada. Repressão joga as coisas pra baixo do pano, faz com que um ou outro talvez não faça, mas quem quer continua fazendo. É só ver como as coisas que a sociedade reprime continuma presentes, apenas em situações mais complexas: drogas, aborto, consumo excessivo de álcool, violência, prostituição. Não some, apenas muda o jeito de fazer. Se essa senhora quer realmente diminuir o número de suicídios, ela tem que pensar menos em si mesma e nos 'outros' e mais no próprio suicida. É incrível como parece que mesmo em se tratando de uma medida tão desesperada como o suicídio ainda tentam condicionar a pessoa a pensar no outro e não em si mesma. É como dizer que aquela pessoa, sua dor, seu desespero, sua angústia não tem importância; que seu suicídio só é importante porque vai afetar os outros e não porque ela está tão mal a ponto de querer por fim à própria vida. Que droga, viu?

Anônimo disse...

"Texto cheio de empatia..." na boa, é sério isso?. Me custa a acreditar. E sim, qualquer um pode se matar, se assim quiser. "1) Não temos o direito de cometer suicídio. " soa extremamente autoritário. Se a pessoa acha que dessa maneira vai acabar com sua tristeza, seu sofrimento e seus problemas, por qual motivo ela não deveria tentar se dar um alívio?. "Mas para tudo tem solução. Não devemos fazer algo no calor do momento": espera, muitos que se suicidam geralmente sofreram anos e anos com seus demônios pessoais. Cabe sim analisar antes de se fazer qualquer coisa. Desde meus doze anos tenho pensamentos assim e por conta de vários motivos que não me permito colocar aqui. Desde essa idade frequento psicólogos e psiquiatras, tomo remédios, avalio toda a minha existência e mesmo assim sinto que minha hora está chegando. Vou machucar alguém? sim, talvez, porém para que diabos vou continuar?. Apenas para agradar os outros?. Pode ser egoísta, mas a essa altura só me importo com o que eu sinto. Se ao fazer isso eu vou me tornar a vilã como esse texto pinta todos os suicidas, paciência. Não é uma tristeza passageira, não é um momento ou acontecimento ruim, não é nada disso. É algo que permanece ano após ano. Algo que me faz sangrar todos os dias ao acordar. É viver apenas por viver. Acordar por acordar. Tudo é vazio e sem sentido Só quem sente verdadeiramente isso, todos os dias, durante muitos anos, vai realmente saber o que se passa com uma pessoa assim. Suicídio não é louvável, mas também não é condenável.

Anônimo disse...

eu cometi suicídio.
tenho tido muito apoio.
tenho um filho, e sei que o fato de estar viva é importante pra ele.
mas,
continuo achando que não existe NADA mais irreal do que estar viva depois de um suicídio.
Se o suicídio é a ausencia total de possibilidades, depois dele então, é o absurdo, só isso.
Sinto inveja de quem conseguiu.
Não vou me suicidar de novo, mas, de certa forma, é como se já tivesse morrido.
Minha decisão foi convicta, e continuo sem visualizar caminhos.
Acho o texto ruim como "texto sobre o suicídio". Mas sinto compaixão pela autora. Porque, como exercício pessoal para uma pessoa conseguir lidar com seus lutos é muito bom.

Suicidar é não reconhecer nenhum laço. Nada mais insensato, portanto, q dizer, não se suicide, vc vai fazer mal para...
Uma pessoa que quer suicidar é só ruptura.

Anônimo disse...

texto chato.

e além de tudo, sao citadas somente opinioes de homens sobre o assunto -camus, rousseau, victor hugo. e pra piorar, a opiniao do machista aristoteles, que considerava as mulheres inferiores aos homens.

skyler

Anônimo disse...

Resumo do texto:
"Eu achava que suicídio era decisão que cabia a cada um e ninguém tinha nada a ver com isso, mas aí dois amigos meus se suicidaram e eu sofri muito então fodam-se os motivos ou sofrimentos que os levaram a chegar a tal extremo, minha dor é mais importante portanto ninguém deve se suicidar por mais que sofram, AGUENTEM SEUS FRACOS EGOÍSTAS as pessoas ao seu redor valem mais e não merecem lidar com o impacto - por menor que seja - que a sua morte vai causar na vida delas.

Sim, to vendo bem a quantidade de empatia desse texto.

ps: já pensei em suicídio sim por motivos muito fortes e tenho como opção se minha vida chegar a ficar pior do que está, mas no contexto atual suspendi essa possibilidade, apenas me vejo na situação de ver os dois lados da moeda e sem medo de estar sendo injusta é que digo que esse texto é um lixo quase completo para tratar sobre esse assunto.

Anônimo disse...

Lola, o texto pode até ser analítico, mas de empático não tem uma gota. TODAS as pessoas que tem impulsos suicidas constantes não se sentiram representadas pelo texto. O "Acho que ficar vivo é uma forma melhor de rebelião." no final só reforçou o início do texto: fique vivo apesar de sua completa apatia pela vida porque caso contrário você vai estar fazendo os outros sofrerem, seu egoísta. Sério, egoísmo mesmo é exigir que alguém continue vivo porque VOCÊ não quer lidar com a morte da pessoa. Concordo, é preciso falar mais sobre o suicídio. Acho perigoso romantizar o suicídio. Mas defender que ele é imoral? Sinceramente, os suicidas só vão adotar métodos mais garantidos de se matar pra não ter que lidar com julgamentos caso sobrevivam à tentativa.

Daniel disse...

" Precisa urgentemente de uma mudança de mentalidade, pois sucesso financeiro está LONGE de ser sinônimo pra felicidade. Uma pessoa que se pauta por algo tão raso para dizer que a vida não vale a pena está doente. Doente pelo desespero de PARECER feliz aos olhos DOS OUTROS. "

Me mostre um Barão do petróleo que seja infeliz. Acredito que ninguém conseguiria ser feliz passando fome, na sarjeta.

Não é só a questão financeira. Sabe o que é ficar 6 anos se dedicando a algo pra no final ser tudo em vão? Era um amigo meu de longa data, mas que diferente de mim, não teve sorte. No lugar dele, faria a mesma coisa.

Quem diz que suicidas são egoístas e relativiza o problema nunca conheceu o sofrimento na vida. Você não sabe o que é ser desprezado por tudo e todos(inclusive a própria família) e a úncia coisa que te motiva, é o orgulho e vontade de esfregar na cara de todos, que é superior. Portadores de várias "doenças", como syndrome de Down, são tratados como "coitadinhos", mas os portadores da trisomia XYY, são sempre vistos como monstros. Mesmo que seja uma "doença" mais comum que outras anomalias genéticas. Chega a existir médicos dizendo que é melhor ignorar, por causa disto.

Não to dizendo pra todo mundo que esta infeliz e sem chance de melhorar de vida se matar, só que entendo perfeitamente e se fracassar, faria o mesmo.

Ta cheio de cara por ai, com uma vida ultra religiosa, "pro vida", contra a eutanásia que após ter uma doença séria tipo tetraplegia, implora pela própria morte. Deveríamos mudar a lei e permitir que estas pessoas tenham seus desejos atendidos. Ao invés de gastar leitos em hospitais para "torturar" um inocente. E detalhe, que acredito que tetraplegia, é muito pior que qualquer coisa que já passei na vida.

Leila disse...

O comentário do André disse tudo.
Mas ainda gostaria de acrescentar que a sociedade não ajuda um pingo as pessoas que estão em situação limite.
Sem entrar no meu caso particular (que não é depressão, mas uma doença crônica), não é difícil verificar que não vivemos em uma sociedade que acolhe, que compreende. Ao contrário, vivemos num corre corre insano em que as pessoas não tem tempo nem disposição para o outro. Se ainda por cima esse outro não é produtivo, se não está inserido no corre corre, ele é invisível.

Seria mais produtivo um texto que incentivasse o acolhimento dos que sofrem. Um olhar mais generoso para os que tem dificuldade.
Esse texto pode ter boas intenções, mas falta muita empatia.

Anônimo disse...

Vocês podem ter tido vontade de ajudar mas sinceramente quem não passa por isso devia ficar quieto.
Nada nesse texto vai mudar a dor que a pessoa sente,a gente fica destruído por dentro,mentalmente e emocionalmente e a gente ainda tem que pensar nos sentimentos dos outros,quando aguentar só o nossos sentimentos já é demais?
Egoísmo é de quem fica e acha que o suicida deveria continuar vivendo no inferno só para eles se sentirem bem,"fulano está todo fudido mas está vivo e é isso que importa para gente."
Não sei se tem gente que se mata por impulso mesmo,porque eu já penso nisso há anos,planejando a coisa toda,imaginando,procurando um jeito que eu consiga me matar de uma vez,porque até para isso tem que ter sorte.
Já li vários casos de gente que tentou mais de 5 vezes e nada.E daí,tentar e não conseguir,vai ser mais um sofrimento.
A gente vive por viver,vegetamos na verdade,nada tem graça,nada vai melhorar,nada faz sentido,não existe razão para continuar viva,eu chego a ficar com inveja de quem morre.É injusto,tem gente que adora viver e morre cedo,já quem quer morrer,continua nessa merda que chamam de vida.

gabriela Ceschin disse...

Só alguém que nunca enfretou a depressão para escrever um texto desses. Cadê a compaixão por quem está sofrendo a ponto de tentar cometer suicídio?

Anônimo disse...

Sou homem. Mas também sou Gay. Então já pensei muito sobre o assunto e concordo. A gente passa uma vida calejando, fica mais fácil de passar por situação boba. O hetero cis merece uma certa dose de compaixão até, se pensar um pouco.

Anônimo disse...

A vida não é um comercial de margarina. A gente tem que viver com a ideia de que vamos morrer, perder pessoas queridas, ser deixado, aguentar empregos ruins, receber ofensas gratuitas, sofrer com doenças, etc. E temos que ir adiante. Encontramos motivos para lutar, amar, sorrir, acreditar. Mas pessoas egoístas e fracas desprezam os sentimentos que outros nutrem por eles e destroçam corações. Há alguns anos, minha irmã, com uma filha criança que a adorava e uma família que choraria terrivelmente sua perda, confessou-me que queria se matar por causa de uma desilusão amorosa. Eu simplesmente respondi: faça como quiser. Se você fizer isso, eu não vou ao seu enterro e sentirei desprezo por ter amado você. É imperdoável que você cause tanto sofrimento a todos nós. Como pode pensar em ser tão pérfida com todos que te amam gratuitamente? Não sei se foram boas palavras. Mas ela está viva. Casou de novo e teve outro filho. Espero que ela tenha percebido como é importante e como a sua perda nos faria sofrer. Se alguém é tão egoísta e idiota para não se importar com os sentimentos daqueles que a amam, por que devemos lamentar sua perda?

Anônimo disse...

Eu acho que todo mundo tem o direito de mudar de idéia. Discutir o suicídio dessa forma no mínimo ajuda as pessoas a terem esse direito antes de não ter volta. Quem nunca se arrependeu de um ato impensado?

Anônimo disse...

Anon de 01:41 é mais um q devia ficar calado.

Anônimo disse...

Eu acho que todo mundo tem o direito de mudar de idéia. Discutir o suicídio dessa forma no mínimo ajuda as pessoas a terem esse direito antes de não ter volta. Quem nunca se arrependeu de um ato impensado?

Raven Deschain disse...

Anon, egoísta e idiota é vc, que diz que 'ama' sua irmã, mas nem percebeu o sofrimento dela. Desilusão amorosa, concordo com vc, é um motivo besta. Mas analisando a sociedade em que vivemos, aonde as relações devem ser eternas, sendo moralmente condenável que casamentos acabem e pior, idealizando que amor deve durar pra sempre, não é surpreendente que ela tenha se sentido dessa maneira no final desse relacionamento.

Egoísta é quem não percebe que seu amigo, parente, cônjuge está tão desgraçadamente mal, que pensa em atentar contra a própria vida todos os dias. Every fucking day. Pq suicídio é planejamento. Ao contrário doq diz o texto, ngm se mata no "calor do momento". Pra chegar as vias de fato, levam anos. Nesse momento ela estava te pedindo ajuda e oq vc fez foi imputar-lhe culpa e praticamente mandar ela se foder, pq VC ia sofrer a perda dela. VC ia desprezá-la. No fim das contas, o egoísta que não se importou com os sentimentos de alguém, foi vc.

Daniel, vai se tratar. Se felicidade pra vc é tinhêro e comer mulher, tua vida deve ser uma merda de vazia hein? Já tentou ler? Leia Harry Potter. De fazer qualquer um um tiquin mais feliz.

Anônimo disse...

Também estou até agora procurando onde está a empatia nesse texto.
O que encontrei foi moralismo piegas, demonização dos suicidas e clichês que só quem nunca passou por isso poderia escrever.

Da mesma maneira que homens não deveriam dar palpite no feminismo, quem não tem depressão ou sofre com pensamentos suicidas constantes não deveria ficar falando sobre o que não conhece.

Mas é sempre assim não é? A sociedade adora ficar pisando em cima dos mais fracos.

Gle disse...

Oi, Lolinha! Quanto tempo não comento aqui, puxa vida. (mas sempre visito, leio e faço minhas reflexões, viu?)

Achei ótimo o texto!
Sobre suicídio, tenho algumas colocações:
1 - tem que ser muito corajoso pra cometer suicídio e não "fraco ou frouxo" como muita gente julga.
2 - tem que ser muito egoísta, pq como o próprio texto diz, as pessoas que ficam, sofrem muito. E tbm acho que a chance dessas se suicidarem são maiores. Um exemplo disso foi o Chorão e o Champignon do Charlie Brown Jr.
3 - Impossível não citar o espiritismo aqui. De acordo com a crença, os suicidas são as almas que mais precisam ser "trabalhadas" no outro plano. E são as que mais sofrem. Ou seja, não adianta "se livrar dos seus problemas" aqui, pq lá a jornada continua...

Beijo Lola!

Anônimo disse...

Estou aplaudindo de pé. Como uma pessoa que tem transtorno bipolar e já pensou muuuuuito no assunto, eu concordo com você. Estou no celular, mas depois vou escrever um comentário mais completo a respeito. A verdade é que se você não tem nenhum transtorno, não julgue!

Anônimo disse...

Meio que transforma o pessoal do CVV, com seu trabalho de acolhimento e carinho em uma instituição pró suicídio, visto que não tentam dissuadir ninguém.

Anônimo disse...

Lola, eu, como tendo transtorno bipolar, também não gostei do texto. Fato é que essa patologia (não gosto de chamar de doença) é exaustiva: um dia eu estou louca de alegria e no outro eu estou morrendo em uma cama. Você entende como isso é desgastante? Quase tentei suicidio muitas vezes, mas sempre parei. Enfim, eu achei o texto um pouco agressivo para as pessoas depressivas. Essa coisa de "ah, não se mata, todo mundo vai sentir sua falta, egoísta" é uma das coisas que mais nos fazem mal, porque como já temos uma baixa auto estima, isso piora ainda mais as coisas. Enfim, se quiser, eu posso escrever um texto falando como é ser bipolar e te mandar! Beijos.

Anônimo disse...

Anon da 1:41: Parabéns. É por haver seres humanos como você que frequentemente eu tenho vontade de morrer.

Anônimo disse...

Anon das 18:11 seu exemplo é furado. Tive uma cadela da raça pastor alemão que matou TODAS as ninhadas que teve na vida. Todas. Ela teve que ser castrada, pois sempre que ficava prenha matava os filhotes. Na natureza uma fêmea que não tem maturidade ou vontade de ser mãe não aborta, de fato. Elas abandonam e matam os filhotes. A gata de uma amiga rejeitou os filhotes, não cuidava deles, se não fossem os donos os gatinhos teriam morrido. Ou seja, mesmo na natureza quem não quer ser mãe não vai ser. Os "pró-vidas" já perderam essa guerra antes mesmo de decidirem declará-la

Anônimo disse...

Olha aí o anon das 01:41 provando que quem nunca passou por alguma situação de desespero simplesmente não pode falar sobre o assunto, porque não vai ajudar quem está realmente angustiado. E ainda acusam o suicida de egoísmo quando a última coisa em que pensam é no outro. Veja o argumento do anon, só pensando em si mesmo, nem aí pro sentimento da irmã, só olhando pra própria dor e achando que a dela era besteira (pode até ter sido, mas só ela sabia o quanto doía. E se fosse algo muito mais grave? Se fosse um caso de depressão severa, uma doença da mente devastadora, em que esse sermão babaca teria ajudado? Eu já tive depressão e digo: EM NADA!). Uma palavrinha de apoio não tem, mas acusações e ofensas sobram, e ainda querem vender empatia.

Anônimo disse...

Dica pra essa senhora aí: quando você está realmente desesperado, morrendo de angústia e dor, lamentando por cada minuto que ainda vive pra carregar seu sofrimento nem todas as declarações de amor do mundo ajudam. Aliás, declarações de amor o caramba, declarações de que a pessoa não quer sofrer por sua causa. Já passei por isso e sabe o quanto todo mundo dizer que minha vontade de morrer machucava as pessoas que me amavam ajudava? Simplesmente porra nenhuma. Só me dava mais certeza de que era melhor morrer. Que meu nascimento foi um erro, que meus pais foram dois idiotas, que se as pessoas se importassem comigo de verdade não teriam me obrigado a nascer e viver sofrendo pra que ELES, não eu, se sentissem bem. E agora eu morro de ódio de quem tenta convencer um suicida a seguir em frente dizendo que vai sofrer muito se o perder. Legal, quer dizer que meus sentimentos não importam pra você? Que você não liga pra minha dor? Que você prefere me ver aqui sofrendo e chorando todo dia desde que não precise se lamentar porque eu não pude mais aguentar? Puxa, veja como eu acredito que você me ama. Na boa, esse tipo de amor egoísta e que se lixa pro sofrimento do outro eu dispenso. Enfie no seu rabo e faça bom proveito.

cice disse...

Acho que quem se revoltou com o texto poderia dar uma olhada nas cartilhas existentes pra prevenção do suicídio.
É um assunto super complicado de se abordar e, de qualquer forma, acho que todo esforço de conscientização e prevenção é justo.
sem mais, seguem links pra três cartilhas disponíveis na internet.
http://www.flip3d.com.br/web/pub/cfm/index9/?numero=14
http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/manual_editoracao.pdf
https://drive.google.com/file/d/0B7KoxXH5KxwWSGNDeHlMUWtpdzA/view?pli=1

Anônimo disse...

Texto bem-intencionado, porém superficial. Adequado para aqueles que pensam em suicídio mas não sofrem de depressão e outros transtornos. Porque nesses casos qualquer argumento torna-se insignificante diante da própria dor.

Luíza Esteves disse...

Eu me questiono se a dificuldade que as pessoas demonstram em interpretação de texto nesse e em outros espaços virtuais se deve ao fato de que os brasileiros, culturalmente, não cultivam o hábito da leitura.

O texto em pauta é uma análise do impacto social da postura de aceitação do suicídio e do seu reconhecimento como um direito individual. Reconhecimento social, que fique claro. Uma vez que, legalmente, o suicídio não é permitido no Brasil. Isso porque, de acordo com o nosso Ordenamento Jurídico, o direito à vida é considerado indisponível, e a nossa legislação pune como crimes contra a vida o induzimento, instigação e auxílio ao suicídio (art. 122, CP). Obviamente, o suicídio em si, nem a sua tentativa, são puníveis, por motivos claros: não adiantaria punir em consumou o ato de suicidar-se (dã), e tampouco punir quem tentou se matar e não logrou seu intento, visto a pessoa encontrar-se em frágil estado emocional e precisar de ajuda psicológica/psiquiátrica, não de uma sanção, que poderia até ser considerada um incentivo a que a pessoa, efetivamente, se matasse.

Certamente, argumentos contrários à indisponibilidade da vida humana são válidos e podem ser apreciados. Não é só porque "é lei" que precisamos concordar. Eu, por exemplo, enxergo a vida humana como indisponível, mas acredito que essa indisponibilidade possa ser mitigada, relativizada, na medida em que sou a favor do suicídio assistido e da eutanásia, que não são sequer objeto do presente texto.

Reitero que o texto versa sobre a aceitação do suicídio pela sociedade, e os malefícios decorrentes dessa postura, apontando, para isso, dados e estudos que não devem ser ignorados.

A autora encara o suicídio como um problema social e de saúde pública. Ela não faz uma análise do suicídio sob o prisma de um direito subjetivo individual. Na verdade, ela manifesta o seu posicionamento de que, nesse caso, o interesse social em coibir a prática suicida, é maior do que o direito individual de uma pessoa decidir se quer ou não viver (direito esse que, novamente ressalto, não é reconhecido por nossa Ordem Jurídica).

O texto dialoga com a sociedade de uma forma geral, não com o suicida em si. Não deve ser encarado como um apelo para que alguém que tenha tendências suicidas tenha seu comportamento inibido, mas sim para que as pessoas parem de propagar a ideia de que é aceitável que outras pessoas ceifem a própria vida.

Para mim, falta de empatia é vir aqui glorificar o direito de escolha que uma pessoa tem em continuar ou não viva, lidando com a questão de forma banal, como se estivéssemos falando do direito que um indivíduo possui de alienar seus bens patrimoniais.

(Cont.)

Luíza Esteves disse...

(Cont.)

Por fim, devo esclarecer que o argumento de que o suicida não tem a menor empatia para com os demais e que este jamais pensaria na dor e no sofrimento dos outros para dissuadi-lo de seu intento, visto estar inteiramente ocupado com a própria dor, não encontra embasamento, ao menos em minha experiência pessoal.

Quando era adolescente, tinha tendências suicidas. Tenho transtornos de ansiedade e tomo remédios, tinha uma personalidade depressiva (hoje em dia não considero minha personalidade depressiva, tenho acompanhamento psicológico e, inclusive, psiquiátrico). Por várias vezes cogitei o suicídio. Um dia, em que estava sozinha, eu resolvi me trancar em casa, fechando todas as portas e janelas; liguei o gás e comecei a tomar cerveja (choca, diga-se de passagem) e comer salgadinhos assistindo a um DVD do AC/DC. Eu queria me testar, ver se teria mesmo a capacidade de fazer o que eu tanto desejava, e fiquei ali, me entorpecendo, tanto de álcool quanto de música, esperando começar a tontura de uma morte lenta. No meio do processo, quando comecei a me sentir nauseada, eu pensei justamente na minha mãe e no meu pai. O que me refreou foi pensar que eles não mereciam chegar em casa e encontrar sua única filha morta, estendida na sala. Pensei na desgraça que se abateria sobre a minha família, pensei, inclusive, na possibilidade de minha mãe querer se matar. Ela sempre disse: "se algo acontecer a você, eu morro, eu me mato, minha vida não faz sentido sem você". Em um instante, todas as pessoas que me amavam passaram pela minha cabeça. Pensei que eu não tinha o direito de desgraçar a vida de todos que me amavam. Pensei que eu tinha que ser forte por elas. Definitivamente minha mãe não merecia encontrar a filha morta no chão na sala. Então eu me levantei, desliguei o gás, abri a casa e deixei o gás escapar, junto com o meu desejo de morrer, porque naquele momento eu percebi que eu queria sim viver, porque eu tinha POR QUEM viver.

Claro que esse é um relato pessoal. Cada um tem uma forma de lidar com isso. Nem todo mundo vai deixar de se matar por essa linha de pensamento, mas muita gente, assim como eu, pode. Ou não pode? Tem muita gente aqui falando como se tivesse credencial de psicólogo: menos, bem menos.

Mais uma vez, parabenizo a Lola por postar coisas tão interessantes e importantes em seu blog.

Um abraço,
Luíza.

p.s: não estou com saco para revisar meu texto, estou com pressa no momento, então peço que sejam indulgentes com eventuais erros de digitação.

Anônimo disse...

Daniel, não entendo porque vc diz que quem tem XYY é considerado um monstro. Procurei a respeito e só achei que esses homens são mais altos que a média e podem sofrer com espinhas e talvez alguma dificuldade de aprendizado (sendo os dois sintomas uma variação e não regra).
Um em cada 1000 homens apresentam essa característica e já existe uma discussão se isso deveria ser considerado uma síndrome ou não, já que os sintomas são muito leves. Não se preocupe tanto com seu número de cromossomos, eles não definem vc.
Maria

Rodrigo disse...

"O suicídio afeta terrivelmente as outras pessoas"

Mas é sério isso? Jura? É tanta asneira que eu nem sei por onde começar. Então, EU não tenho o direito de acabar com a MINHA vida por causa de outrem? Mas eu pensei que ninguém fosse responsável por expectativa alheia. Eu penso muito que meu provável fim será um tiro com um cano de pistola enfiado boca adentro. Meus motivos não importam. Ah, sim, eu não fiz isso ainda porque existe uma pessoa, apenas uma pessoa, que não vai suportar isso e eu não quero faze-la sofrer mais do que já sofreu. Mas essa decisão de pensar nela é uma decisão MINHA. Eu não julgo quem não consegue mais fazer isso. E a tal pessoa não viverá para sempre. Creio que lhe faltam poucos anos. Depois disso, minhas razões pra continuar respirando terão acabado. E isso é minha escolha.

Anônimo disse...

Thomas, sinto muito, mas minha vida não é mais sofrimento que prazer, não. E eu não sou rica, antes que perguntem, e já tive muitos problemas de saúde bem graves. Conheço hospital bem demais, passei faca demais no meu corpo. E eu amo a vida porque eu quero. Porque viver bem é entender que tem merda na vida sim e aproveitar o que dá pra fazer de bom do mesmo jeito.

E isso não quer dizer que as pessoas não tem direito ao suicídio nem que eu sou incrível e quem sofre não é. Quer dizer apenas que não, cara, eu não acho a vida ruim e não quero encerrar a minha. Então não generalize. Tenho certeza de que não dou a única.

Anônimo disse...

Lola, em geral seus posicionamentos são bem equilibrados, e você merece elogios por isso, mas esse texto é sim de um moralismo reaça agressivo ao se dirigir ao suicida e tentar convencê-lo de que não se matar é uma atitude moralmente mais aceitável. Pode até ter a melhor das boas intenções, mas ele claramente demonstra falta de empatia e, apesar de eu ser bastante avesso à carteirada da vivência, falta de experiência no assunto visto de dentro.

Em primeiro lugar, suicidas sabem que esse é um problema de saúde pública. Me arrisco a dizer que a sociedade em geral também sabe, e aí reside o primeiro problema. Se o melhor conselho para, sei lá, alguém com dengue, é sugerir o posto de saúde, essa abordagem não funciona para um suicida, porque, apesar de o flerte com a própria morte ser um sentimento comum, as razões para isso são as mais variadas. As pessoas têm que aprender a apreender os sentimentos dos outros e fazer perceber não que outras pessoas também pensam em suicídio, mas que outras pessoas sentem-se exatamente como eles estão se sentindo agora. Minha experiência com a depressão é que ela se insere em um sentimento de exclusão total, de ser impossível imaginar que alguém poderia passar exatamente pelo que ela estava passando, em perceber dolorosamente que sua vida é uma experiência única e que as pessoas à sua volta não podem oferecer ajuda. Pode parecer de fora que depressão é tudo a mesma coisa, mas o desejo de morte não nos une, não interessa quantos milhões de suicídios ocorrem por ano.
* Continua a seguir

Anônimo disse...

* Do post anterior

Outra abordagem ruim é oferecer ajuda. Se você chega oferecendo ajuda ou sugerindo, ou pior, demandando, ajuda psicológica, você só mostra para a pessoa que você é mais um que não pode ajudar a sair da depressão. Imagine-se percebendo que sua felicidade demanda intervenção química e, pior, imaginando que você vai precisar tomar Prozac a vida toda ou visitar um médico toda semana pelos próximos 20, 30 anos. Pior, você às vezes já foi em psicólogos, ou informou-se sobre eles, e percebeu que eles não têm mais sensibilidade que as pessoas à sua volta e que você não consegue se sentir compreendido ou afinado com eles, que deveriam ser treinados para te ajudar. Afinal, como médicos, psicólogos são pessoas como qualquer outra, sujeitos aos próprios preconceitos e despreparos. Agora, pensando nisso, imagine que cada pessoa do seu círculo próximo acha mais fácil te sugerir ajuda profissional do que te dar um abraço. Ou, pior, imagine alguém te explicando calmamente que suicídios geram pandemias e que é moralmente errado você fazer isso baseado em meia dúzia de estatísticas "analíticas" (vou deixar o analfabetismo geral em interpretar números de lado no momento) que não conseguem enxergar entre o milhão de suicídios a garota que passou 10 anos na escola sem conseguir fazer amigos, o homem que foi afastado da namorada porque a família não aceitava sua religião ou o rapaz que nunca conseguiu falar com uma garota e ficou virgem até os 30 anos, entre todas as outras milhares de histórias. Para a maioria das pessoas essas coisas são banalidades cotidianas, e, de fato, o suicídio provavelmente é decorrência de um processo psico-neurológico destrutivo que se seguiu, mas tudo que a pessoa que enfrentou a depressão e perdeu viu foi um evento que as pessoas à sua volta consideravam uma besteira se transformar na sua Moby Dick e tragá-la, vencendo a batalha que ela teve que travar sozinha.

Sim, o suicídio é um problema de saúde pública e tem que ser combatido, mas infelizmente ele exige medidas sutis, inteligentes e sensíveis. Ninguém vai combater o suicídio enfrentando o suicídio, mas sim tornando-se um porto seguro para pessoas à sua volta e talvez ajudando a propagar histórias que podem ajudar alguém. Não, um "site de apoio a suicidas" provavelmente não vai ajudar, pois quem está se sentindo isolado não vai se sentir melhor ao perceber que é necessário um esforço ativo para achar pessoas como ele. Por outro lado, sites como o seu, Lola, que dão voz a histórias delicadas, são bastante positivos para pessoas em situação limítrofe. Pois é, dentre todos os posts do blog que não os que tratam da sua vida ou do bolão doo Oscar, esse é talvez o único a não ajudar no combate ao suicídio, e com certeza é o mais nocivo nesse sentido.

Anônimo disse...

Vc tb está sendo egoísta obrigando alguém a viver, contra sua vontade, apenas pq ama essa pessoa e irá sentir muito se ela se matar. As pessoas têm dificuldade pra entender q o q é suportável para elas pode n ser para outras, por isso devemos respeitar a decisão de cada um.

pp disse...

Lolinha, compreendo sua boa intenção com o texto, mas o achei muito infeliz. Não vejo empatia nenhuma nele. Sério que um argumento pra pessoa que está péssima não se matar é que a estatística mostra que o suicídio pode aumentar a ocorrência do fenômeno no meio em que a pessoa vivia? Acho isso muita falta de noção da autora. Claro que são estatísticas e estudos importantes, mas nunca um motivo para desestimular a pessoa a não se matar. A pessoa que está nessa situação não dá conta nem dos próprios sentimentos, a culpa seria apenas um fardo a mais.

Não tenho problema com depressão ("só" sou muito ansiosa), mas venho de uma família em que há histórico depressivo muito grave, e entendo bem que é uma doença que não é compreendida, que as pessoas costumam achar ser um mero estado mental que possa ser melhorado com pensamentos positivos.

Não tem coisa mais ignorante do que quem fala "pq fulano está deprimido? a vida dele é tão boa!"

Anônimo disse...

Nada disso aí ajuda,nem vai mudar nada na minha vida e nem na de quem é depressivo.
Eu penso em matar desde sempre,sempre fui gorda,sempre sofri bullying,sempre me senti um lixo,sempre choro escondida e nunca consegui falar disso com ninguém.Hoje tenho 28 anos e nunca consegui emprego,algumas vezes ficou escancarado que era por eu ser gorda,tenho 130 kg,nunca tive namorado,mal saio de casa,já que eu n consigo me abrir com ninguém,meu pai acha que eu sou só uma vagabunda que não quer trabalhar.
Chegou uma hora que eu desisti de perder tempo procurando,mas com as cobranças em cima,tive que continuar mesmo sabendo que só vou levar não na cara,para eu n me sentir pior ouvindo meus pais reclamando.
Tento ajudar nas tarefas da casa mas se sinto uma parasita,não consigo emagrecer,se conseguisse facilitaria arrumar emprego,nem sei se daria mesmo,porque com essa idade e sem experiência,já tive ataque de pânico 3 vezes no meio da rua quando ia procurar emprego(eu acho que foi isso,olhei na net e os sintomas são bem parecidos)nem sei como consegui me acalmar e voltar ao normal.
Enfim,acha mesmo que eu to ligando para estatística?Eu vou fazer é um favor para todos se me matar.

Anônimo disse...

Luiza, que mundo é esse em que vc vive que a sociedade aceita o suicídio? Ele é tão aceito q é ilegal!

E posso usar essa mesma abordagem utilitarista d direito, em que devemos pensar no maior benefício pra sociedade, pra condenar direitos d minorias. Um direito individual jamais deveria ficar abaixo do coletivo.

Pessoas são influenciáveis, todas, sem exceção. Se formos proibir determinados comportamentos simplesmente pq eles afetam negativamente outras pessoas n faremos mais nada. Afirmar que uma pessoa teve seus direitos invadidos pq resolveu se matar por influência d outra é tratá-la como incapaz d pensar por si mesma, de n saber o que é melhor para ela, e isso é de uma presunção incrível. D acordo com essa ideia tb poderia afirmar que uma pessoa q decidiu continuar viva por influência d outra tb teve seus direitos invadidos.

Além disso, pessoas tb discordam sobre o q é negativo para a sociedade. Algumas acham melhor pessoas infelizes vivendo, outras acham que viver essa infelicidade é desnecessário. Quem está certo? O melhor é que cada um possa decidir por si mesmo.


Társio disse...

Eu acho que vcs estão muito focados no início do texto.

Primeiro, é importante lembrar que esse artigo não é só um apelo aos suicidas, mas à SOCIEDADE em geral.

A autora está querendo dizer que todos somos conectados de alguma forma e que a ação de um afeta o outro.

A autora em nenhum momento nega que há razões econômicas, químicas, históricas para o suicídio, mas ela lembra que essas razões podem ser alteradas. Mas a pessoa precisa acreditar nisso e viver para ter chance. Alguma chance

A autora apela para que não cedamos a essas razões. Apela para tentarmos nos comunicar.

Nós não podemos dizer "Foda-se o outro, ele sabe o que faz".

A morte é definitiva demais.

E mesmo que individualmente não há mt o que fazer para salvar alguém, como sociedade nós podemos.

Desde que falemos sobre isso. Se as escolas não fossem tão impessoais, elas poderiam ser um espaço para jovens expressarem seus temores e angústias e perceberem que todo mundo passa por isso, mesmo que em níveis diferentes.

Por isso é necessário uma reforma na educação, para que a escola seja um espaço de EXPRESSÃO.

Anônimo disse...

Luíza Esteves, parabéns pela análise inteligente do texto. Percebo que além da falha na interpretação, falta visão por parte das pessoas que consideram o texto reaça ou algo desrespeitoso. Um exemplo é o rapaz q afirma categoricamente que a vida é mais dor do que felicidade, e que todos deveriam se matar. Falta tirar os olhos de si próprio e olhar para o outro sem auto projeções. Estão julgando a autora, talvez ela própria lute contra a depressão.

Anônimo disse...

Lola, entendi o espirito do post, mas nao sei se " ajuda " muito. Ele pode ser util pra pesquisadores e pra pessoas da area da saude; mas nao acho que esses argumentos " ajudam " muito a pessoa que ja quer se matar. Nem acho que os argumentos a deixam pior- acho que somente nao fazem efeito, porque a pessoa que quer se matar SABE que sua morte causara a dor nos outros que a amam. Tem pessoas com ideacao suicida que dizem o tempo todo " o que me segura aqui e minha filha/ meus pais / minha melhor amiga", " so estou vivo(a) por causa dessas pessoas. Entao, a pessoa SABE. Lembra- la disso nao vai resolver muito.
Acho que faltou no texto um esclarecimento maior sobre o que e depressao; faltou a autora demonstrar no texto ( talvez ela saiba e nao tenha escrito) que depressao grave nao se cura com " amor", com colo, com ombro amigo, com plavras, com chazinho. Precisa de tratamento medico e de terapia. Precisa desmistificar a doenca, tao estigmatizada na nossa sociedade. Acho que o texto falha ao omitir a;go como " nao se sinta mal por ter depressao, vc nao e um ET, vc nao e o unico, o que vc sente nao e errado,procure ajuda e pessoas que o amem pra vc sair dessa, procure tratamento "
Sabe, pode parecer meio piegas, mas nunca esqueco daquela cena do Titanic ( SPOILER, se bem que quase todo mundo ja viu o filme); em que Jack salva Rose do suicidio. Acho linda a fala dele, quando diz" Vamos, me de sua mao. no fundo, voce nao quer fazer isso".
E no dia seguinte, ela esta constrangida e diz " sei que vc deve estar pensando que sou uma menina rica que queria se matar e reclamava de barriga cheia", algo assim, ao que ele responde " Nao, eu nao pensei nisso. eu so pensei o que sera que aconteceu pra vc se sentir num beco sem saida. " E assim que suicida se sente . Num beco sem saida. Acho que uma boa ideia (para amigos e familia) para tentar ajudar seria partir desse ponto" eu sei que vc se sente num beco sem saida, eu compreendo, o que quer que eu faca pra te ajudar, ou prefere que eu so fique calado e cuidando de vc?" algo assim , nesse sentido. Mostrando que vc se importa, que vc ama, sem pressionar com chantagem emocional do tipo " vc vai se matar, seu egoista, e me largar aqui"
beijos
Maria Valeria

Anônimo disse...

"Por outro lado, sites como o seu, Lola, que dão voz a histórias delicadas, são bastante positivos para pessoas em situação limítrofe. Pois é, dentre todos os posts do blog que não os que tratam da sua vida ou do bolão doo Oscar, esse é talvez o único a não ajudar no combate ao suicídio, e com certeza é o mais nocivo nesse sentido."

Assino embaixo!

14 de março de 2015 15:54

Anônimo disse...

Esse deve ser o segundo comentário que faço aqui em anos de leitura, e embora nem sempre concordando com os pontos de vista que são publicados, sempre gostei de tudo, pois me levava à reflexão. Porém devo dizer que não consegui ler esse texto até o final tamanho nojo que ele me provocou. Não há um pingo de empatia por parte da autora em tentar entender o sofrimento que leva uma pessoa a tirar a própria vida. De forma rebuscada ela só repete o senso comum de que suicídio é um ato egoísta, sem considerar as variáveis. Um verdadeiro deserviço à sociedade, isso sim. É muito fácil julgar e ser tachativa, mas em nenhum momento ela questiona o que leva uma pessoa à ir contra o instinto básico de sobrevivência. NINGUÉM tem o direito de julgar a dor alheia. Nem sei mais o que dizer, estou abismada com esse texto e sua insensibilidade. PS. Perdoem prováveis erros gramaticais, tô com sono e é isso.

Aline D disse...

"Suicidar é não reconhecer nenhum laço. Nada mais insensato, portanto, q dizer, não se suicide, vc vai fazer mal para...
Uma pessoa que quer suicidar é só ruptura."

Que comentário mais doloroso, apesar de concordar totalmente com o trecho acima. Já pensei muito em suicídio, principalmente na minha adolescência. Atualmente, não penso mais.

Desejo do fundo do meu coração que você se sinta melhor e fique bem.

Um abraço.

Anônimo disse...

concordo com todos que se opuseram ao texto. mas o que me intriga mesmo é: que sociedade é essa de que fala a autora que aceita o suicídio de forma majoritária? o diálogo principal do texto, concordo com os poucos que gostaram dele, não é com pessoas que querem se suicidar; é com a população de forma ampla. o objetivo é dissuadir as pessoas dessa suposta postura de aceitação. mas que viagem. suicídio é tabu em QUALQUER sociedade; o suicida é visto como pária, fraco, egoísta, menor. em sociedades religiosas como o brasil, ele também é considerado o pior pecado, e o suicida tem estada garantida no inferno. em termos de estigma, certamente não temos com o que nos preocupar. então honestamente não entendi nem o motivo do texto.é MUITO MAIS raro encontrar pessoas - especialmente se não forem depressivas/suicidas - que argumentem a FAVOR deste direito do que conta.

Juliana

Anônimo disse...

e outra, lola: você realmente acha que todas as pessoas que têm doenças mentais e se sentiram ultrajadas ao lerem este texto (umas 95% das que sofrem do problema e opinaram aqui se sentiram ofendidas, não precisa ser técnic@ em estatística pra saber) estão "lendo errado"? tem caroço neste angu, não tem? não cabe uma reflexão e talvez um pouco de humildade? você tem todo o direito de sustentar sua posição, mas fortemente sugiro a colocação de um "trigger warning" no início do seu texto. muitas pessoas que lutam contra a depressão se sentiram piores depois deste texto, poderiam ter sido poupadas. pelo fato de seu blog ter um caráter bem libertário, muit@s portador@s de doenças mentais ou vítimas de violência passam por aqui pra encontrar empatia e alento. sugiro considerar com mais carinho a opinião destas pessoas. abraço.

Juliana

Anônimo disse...

Sinto muito pelas pessoas que se sentiram ofendidas com meu comentário (anon 01:41). O texto fala sobre suicídio. Eu quis compartilhar uma experiência pessoal. Não poderia "dourar" a pílula, dizendo que fui um poço de sensibilidade e compreensão com as ideias suicidas da minha irmã. Eu realmente senti uma raiva imensa. Pode ser egoísta e mesquinho, mas apenas senti meu coração ser esmagado ao ouvi-la dizer que não queria mais viver. Eu sei que ela estava sofrendo muito. Gostava do carinha, deu muito de si naquele relacionamento. É horrível se sentir fracassado em um relação amorosa. Porém, eu só conseguiria sentir raiva, frustração e tristeza se ela tivesse destruído a si mesma. Iria querer muito não sentir saudade dela, não sentir falta do seu ar irônico e da sua rebeldia meio juvenil diante da vida. Nunca iria pensar que ela estava realmente muito mal e foi melhor assim. Mas isso é a minha experiência pessoal. Não é a verdade absoluta nem padrão para os outros.

ADRIANO FACIOLI disse...

"Tenho 27 anos de idade e há muito tempo carrego no espaço vazio de minha existência escura a constante ideia, em carne viva, de que tanto faz estar vivo ou morto.

Desde minha adolescência não consigo navegar meus pensamentos de outro modo, longe do porão turvo de ideologias sobre o qual venho construindo o edifício de minha alma.

Se me dissessem assim, agora: “você vai morrer com um tiro na nuca”. Se me garantissem que a morte fosse instantânea, como o desligamento repentino de tudo, meu sentimento seria marcado também por uma certa indiferença.

Provavelmente ficaria muito tenso, temendo o tiro, a dor, a explosão, o impacto arrebatador do projétil. Porém, existencialmente, em relação à vida, nada me coloca em outro ponto além de meus desejos mórbidos.

A infinitude do universo, seus mistérios cintilantes, surdos, escuros ou o absurdo de qualquer realidade inconcebível, somente alimentam meu desejo de voltar a não existir, como um dia já foi, antes de meu nascimento. A imensidão de tudo traga meu espírito para a boca dos ímpetos mais animalescos a querer dar cabo de mim mesmo ou lançar a existência aos seus cumes imprevisíveis e incontroláveis.

Sou um homem (apesar de nunca ter me sentido como homem algum) que carrega nos ombros o peso de uma história desprezível, e também a inveja dos mais miseráveis com quem me defronto nos rincões tristes de saber que a realidade da vida é tão injusta e o sofrimento a experiência primeira de nossa colisão brutal com a existência.

Existimos tão pouco na existência de tudo. E existimos demais para nós mesmos. Não me suporto. Não dou conta da luta voraz que explode em mim, a querer devassar o campo flagelado de minha racionalidade.

Solidão, esse sempre foi o meu nome, minha identidade diante de nunca ter encontrado qualquer reflexo amoroso para o povo faminto de meu rosto no espelho da vida."

Lola, Edu, meu irmão, suicidou em 1998, com 28 anos. Acho que ele se sentia mais ou menos assim em 1997...

ADRIANO FACIOLI disse...

Eticamente o suicídio é condenável se provoca males maiores do que evita. Se o suicida, com seu ato consumado, deixa em sofrimento extremo a pessoa ou o grupo de pessoas as quais dependiam dele; e se isso provoca um sofrimento maior do que seu próprio sofrimento enquanto vivo, então é um ato moralmente condenável. Agindo assim, em termos sociais e do bem de todos, o suicida está agindo errado e provocando muitos males em tese evitáveis. Por outro lado, se não há dignidade, se o grupo social no qual o sujeito está inserido não é capaz de lidar ou amenizar seu sofrimento extremo; se o que impera é um sentido absurdo de solidão e isolamento, sem qualquer possibilidade de amparo social à sua dor, logo fica assim justificado moralmente seu direito de morrer:

“Se a aliança que une o homem à sociedade for considerada, será óbvio que cada contrato é condicional, deve ser recíproco, isto é, supõe vantagens mútuas entre as partes contratantes. O cidadão não pode ser ligado ao seu país, aos seus associados, mas pelos laços de felicidade. Se estes laços são cortados em pedaços, a este homem deve ser restabelecida a liberdade.

A sociedade, ou aqueles que representá-lo, ao usá-lo com severidade, ao tratá-lo com injustiça, não tornam assim a sua existência dolorosa? A melancolia e o desespero lhe roubam o espetáculo do universo? Em suma, por qualquer razão que seja, se ele não é capaz de suportar seus males, deixe-o sair de um mundo que para ele é somente um deserto terrível.” (D'Holbach 1970, 136-137)

Esta questão está intimamente ligada a outros textos já postados aqui, principalmente àqueles relacionados à eutanásia, sofrimento e sentido da vida.

Referências

D'Holbach, Baron. The System of Nature, or Laws of the Moral and Physical World, Volume 1, Robinson (trans.), New York: Burt Franklin, 1970.

ADRIANO FACIOLI disse...

Quando o sofrimento chega, a vida dá uma freada brusca e tudo começa a andar devagar. Tudo se demora e pesa e aí você é, integralmente e sem fuga, toda a dor que vivencia. Quando essa parte mais extrema do sofrimento passa, começa uma outra, menos aguda: a fase do eco do sofrimento passado.

E é nessa hora que o cobertor do amor dos outros por nós exerce uma função decisiva. Se esse cobertor for efetivo, real e acolhedor, sentiremos que, apesar de toda a dor e injustiça do mundo, a vida vale a pena. E isso não é migalha de prazer mergulhada na sopa de sofrimento da existência a nos iludir. É na verdade a base, muitas vezes sutil, de uma vida feliz.

Daniel disse...

Maria : 13:45, isto agora. Imagine descobrindo esta doença, que não aparece em nenhum lugar na mídia por volta de 2002. A situação era bem diferente.

E Raven Deschain, minha vida é muito boa. Sobre ler, são poucos os livros que eu gosto.

Anônimo disse...

Daniel, imagine ter muito dinheiro, olhar á sua volta e não ver nada além de parasitas, gente que não dá a mínima pra vc, só para o que vc tem. Homens ricos também sentem dor, também tem vontade de morrer, porque relações baseadas em interesses superficiais só dão nisso mesmo.

Raven Deschain disse...

Vai descobrir doq vc gosta, cara. Imagino que pela sua síndrome (é síndrome? Não sei mesmo, não quero te ofender), fique difícil se concentrar, mas tente.

Anônimo disse...

Não é que eu concorde com tudo no post... mas obrigada por ele, Lola.

Anônimo disse...

Fiquei com a sensação de que a autora do post está preocupada com todo mundo, menos com o suicida em potencial. Então, sim, há bastante empatia por quem perdeu alguém para o suicídio, mas nenhuma por quem o cometeu ou pensa em cometer.

Essas pessoas estão doentes, precisam de ajuda, e não de um dedo na cara mandando-as deixar a ideia de lado para não incomodar quem está ao redor.

Logo, acho a abordagem do texto péssima, de todos os pontos de vista. Para os suicidas, porque em nenhum momento parece se importar com o sofrimento deles; e para os não suicidas, porque incentiva uma postura que não vai ajudar em nada essa pessoa a ajudar um parente/amigo com tendências suicidas. Muito pelo contrário, se usarem esse texto como argumento, correm o risco é de dar mais um incentivo.

Anônimo disse...

Acho que quem diz que o texto não foi empático se refere a um grupo específico, aqueles que pensam em suicídio por sofrerem de depressão profunda. No meu caso, que não tenho depressão crônica, mas tristezas, desânimos, sofrimentos pontuais, como a muita gente por aí, e eventualmente penso que a vida não vale a pena, esse texto foi muito útil.
Talvez esse texto não seja apropriado a todas as pessoas (como muitos apontaram), mas se ajudar algumas (inclusive a mim), ele já fez o seu papel por aqui. Além de levantar uma discussão necessária, que deveria ser vista de forma mais racional, para que realmente possamos ajudar aos que pensam em tirar a própria vida. Lola, apesar das críticas, tenho certeza que esse texto ajudou a muita gente. Obrigada por abordar um assunto tão difícil.
Maria

donadio disse...

"Não entendo como tem gente vendo um texto desses, um texto cheio de empatia, cheio de estatísticas, afirmando que um suicídio afeta outras pessoas (o que me parece um tanto óbvio), como um texto que "demoniza" suicidas."

Obviamente, você subestima a quantidade de leitores (ou pelo menos, de "comentadores") depressivos do seu blog.

Talvez subestime também o momento psicopolítico (isso é uma palavra?) que estamos atravessando. Muita gente na onda do Pondé, combatendo bravamente por um mundo pior. A destruição está na ordem do dia.

E, é claro, a crescente misantropia travestida de "liberalismo": a vida é minha, faço com ela o que quiser, o mundo (meus filhos, meus pais, meus colegas de trabalho, meus companheiros de movimento, meus pacientes, meus terapeutas, a minha gente enfim) que se estrepe.

*********************
Uma parte provavelmente muito grande dos suicídios é uma agressão aos outros, do tipo "vão ter de viver com a minha morte, aqueles desgraçados". Isso é "demonizar os suicidas"? Não sei; as pessoas, mesmo que sejam suicidas, precisam entender as consequências dos seus atos e pensar sobre elas. Com certeza não é um texto como este que vai ser o "empurrão final" para o suicídio de ninguém.

(Tem, é óbvio, uma contradição nas reclamações da turma do "suicídio é um direito": Se é um direito, por que é que deveríamos tentar evitar os suicídios? E se não deveríamos tentar evitá-los, por que deveríamos evitar criticar os suicidas?)

donadio disse...

"Desculpa,sou burra.talvez um dia escreva igual vocês..."

Priscilla,

depois de ponto final, ponha um espaço. Depois de ponto final+espaço, use letra maiúscula, salvo motivo de força maior. É simples, rápido, não requer esforço, vai evitar comentários a respeito da sua forma de escrever.

"Então vocês se incomodam com homens,eu me incomodo com seu blog."

Existem infinitos blogs no mundo que me incomodam. Se eu for ficar entrando em todos eles para comentar, vou morrer louco (ou talvez me suicidar). Então eu faço uma coisa muito simples: não vou em blog reacionário, machista, racista, conspiratório, criacionista, etc. E se por acaso preciso ir, ou paro lá por acaso, abstenho-me de comentar, ou comento de maneira lateral.

Sugiro que você adote o mesmo procedimento. Não é sua missão sagrada acabar com o blog da Lola, ou convencer a Lola a mudar as ideias dela. E você com certeza pode viver muito bem - provavelmente melhor do que vive hoje - ignorando completamente o blog.

"se eu deixar de visitar seu blog,você deixar de falar besteira?"

Que bom se o mundo fosse assim... o Olavo de Carvalho e o Reynaldo Azevedo estariam caladinhos, só por que eu não vou no blog deles.

As pessoas falam o que elas querem - é essa tal "liberdade" de que você tanto gosta, mas parece incapaz de entender - e vão continuar falando quer você, ou eu, ou o Santo Papa, gostemos ou não.

Cada uma que me aparece...

Anônimo disse...

Ue, donadio, pra mim pareceu bem simples e nada contraditório, se é um direito n deve ser evitado, e ninguém disse q n pode ser criticado, pelo menos não eu. Mas é claro q rebateremos a crítica, se julgarmos ela infundada.

Anônimo disse...

Donadio, sua segunda pergunta n faz o menor sentido. Se n devemos evitar o suicídio então n devemos criticar os suicidas, pq seria como se estivéssemos criticando alguém usufruindo d seu direito.

donadio disse...

"Ue, donadio, pra mim pareceu bem simples e nada contraditório, se é um direito n deve ser evitado, e ninguém disse q n pode ser criticado, pelo menos não eu. Mas é claro q rebateremos a crítica, se julgarmos ela infundada."

"Donadio, sua segunda pergunta n faz o menor sentido. Se n devemos evitar o suicídio então n devemos criticar os suicidas, pq seria como se estivéssemos criticando alguém usufruindo d seu direito."

1. A crítica ao texto me parece ser, "não podemos dizer verdades aos suicidas em potencial, isso só vai empurrá-los ao suicídio". Mas se o suicídio é um "direito", qual o problema?

2. Se um suicida em potencial se der ao trabalho de rebater uma crítica infundada, então a crítica, por mais infundada que seja, atingiu seu objetivo: deu ao suicida uma razão para viver (rebater a crítica).

3. Alguma coisa ser um direito não é motivo para não criticarmos quem exerce esse direito. Por exemplo, as pessoas têm todo direito de votar no Aécio Neves, e não há nenhum problema em criticar quem exerce esse direito.

Anônimo disse...

Basta fazer com que não seja suicídio. Viva perigosamente, atravesse a rua sem olhar pros lados ou coisas assim. Voce se mata e não influencia ninguem a fazer o mesmo.

donadio disse...

"Basta fazer com que não seja suicídio. Viva perigosamente, atravesse a rua sem olhar pros lados ou coisas assim. Voce se mata e não influencia ninguem a fazer o mesmo."

Mas faça isso na frente do carro dos outros, não na frente do meu carro...

Anônimo disse...

Meu corpo, minhas regras!

Anônimo disse...

Na minha opnião essa coisa de "você não pode se suicidar, você vai influenciar pessoas a fazer o mesmo, você vai destruir sua família etc" soa como egoísmo e subestima a dor que a pessoa está sentindo.
Para algumas pessoas a situação pode realmente melhorar com o tempo e ela pode até se sentir feliz por não ter se suicidado, porém, para algumas pessoas, a situação nunca vai melhorar. Em alguns casos o suicidio é a melhor saída.

Anônimo disse...

Exatamente o que eu pensei.

Koppe disse...

"O numero mundial de suicídios hoje é maior do que o numero de mortes em função de violência, guerras e desastres naturais, todos juntos. É isso mesmo que você leu. Mais pessoas tiram suas próprias vidas voluntariamente do que são mortas, seja por assassinatos, seja por algum tipo de desastre.

Os dados são da Organização Mundial da Saúde. O suicídio está aumentando progressivamente, inclusive em países mais evoluídos. Discute-se pouco o que está causando essa "epidemia" mundial de suicídios, é um assunto tabu.

(...)

Hoje, no mundo, uma pessoa se mata a cada 40 segundos. Desculpa mas isso não pode ser apenas (eu disse APENAS) solidão, internet distanciando as pessoas nem estresse pelo trabalho. Estresse todas as gerações viveram, algumas muito mais do que a nossa. Hora de pensar maior. Enquanto continuarem creditando tudo ao estilo de vida, ao emocional, o quebra-cabeça não vai fechar e o suicídio continuará aumentando e sendo tratado como culpa da sociedade e da família.

Não me parece que campanhas contra suicídio sejam a resposta. É hora de focar na causa, fazer uma pesquisa séria e científica sobre a interferência no organismo humano do estilo de vida moderno: menos horas de sono, tipos de substâncias que estamos colocando para dentro do organismo e outros fatores. É preciso compreender a totalidade do mecanismo que está causando essa epidemia silenciosa e, mais do que nunca, começar a falar sobre ela. Não falar não está dando certo.
"

Vale a pena ler o texto completo:
http://www.desfavor.com/blog/2015/07/suicidio/

Anônimo disse...

Pessoal ,boa noite! gostaria de contar minha experiência ,tenho 36 anos e no ultimo domingo tentei o suicídio joguei meu carro em um penhasco e derrepente ele parou era 22:00hs liguei o pisca alerta e subi quase cem metros para pedir ajuda.No outro dia o carro foi guinchado e ninguém acreditou que um simples Cupim parou o carro faltando 2 metros para chegar ao abismo foi a mão de Deus .Mas confesso o suicídio e difícil ou seja essa foi a quinta vez que tentei tenho medo de mim mesma.

URCMAS Serras Verdes disse...

Esse texto é bem critico em relação ao suicidio, na vida todos passam por momentos ruins e bons, alguns usam drogas, bebidas e outros vivicios pra superar as crises etc, e alguns acham o suicidio como meio de livrar-se do fardo. é muito facil julgar, dizer que é errado, suicidio devia ser legal em qualquer hipotese, pois nesse sistema injusto que nos deixa infelizes e excluidos , somos obrigados a dormir com as vozes dizendo sim e não e somos assombrados por fanaticos religiosos o tempo todo , tornando a sistuação ainda mais grave em nossa mente.

Anônimo disse...

"suicidio devia ser legal em qualquer hipotese,"

Suicídio não é crime do Brasil, auxiliar ou instigar que é. Até porque seria estranho mandar um morto pra cadeia.

Anônimo disse...

Se esse cara 1:40 fosse meu irmão eu viveria só pra manda-lo à merda e nunca mais falava com ele.

Unknown disse...

Quem disse que só os depressivos se suicidam? Vivi com uma mulher linda e cheia de vida, um comportamento por vezes bipolar, se matou depois de uma briga por ciúme. Sinto falta, muita falta, mas não faria essa escolha jamais. Quem gosta de viver, permanece vivo e carrega a dor pelo tempo que for necessário. Nos amamos muito e nos odiamos também. A relação não vinha bem. Discutimos e eu saí de casa. Ela se matou. E quem sofre agora sou eu. Culpa, saudade, raiva. ..

Anônimo disse...

Lola,

Obrigada pelo texto, bastante repleto de dados e argumentos que não estão muito disponíveis por aí. Discordo dos comentários aqui postados pela maioria dos teus leitores, a mim, teu texto ajudou muito, tenho tido diversos momentos de ideação suicida devido a uma depressão que tem me acometido gravemente. Sou tipicamente ciclotímica, mas tenho passado por uma fase de intenso stress, com uma carga cognitiva e emocional daquelas, e a depressão ficou barra pesada. Penso que teu texto é extremamente pragmático, me trouxe argumentos para além de mim mesma contra o suicídio. Foi importante considerar o impacto que meu suicídio poderia ter para meus entes queridos, fiz o exercício de pensar como eu mesma me sentiria se qualquer deles tirasse sua vida. Realmente, talvez não valha à pena acelerar a morte, visto que morreremos todos hora ou outra. É claro que não culpabilizo nem julgo quem o faz, às vezes existir dói demais, ninguém deve ser massacrado ou execrado por sentir essa dor. Mas, realmente, a vontade efetiva de se matar, isto é, ir lá e fazer acontecer, é um impulso de momento, logo diminui, pelo menos para mim. Fico pensando se não seria lamentável se em algum momento eu efetivamente conseguisse me matar. Tenho certeza de que os meios para conseguir fazer isso são importantes, agradeço por não ter uma arma à mão, se tivesse, eu já teria me matado. Para mim, isso não tem nada a ver com sexo, mas com a facilidade de acesso a este ou àquele instrumento. Uma vez, pensei repetidamente em me jogar da janela do prédio, mas tem uma rede instalada nela, creio que isso retardou meu impulso, de fato, o que me levou a repensar e não agir. Te agradeço, novamente, por me ajudar a refletir sobre isso tudo.

Lemes disse...

O suicídio sempre será um ato unilateral do individuo, independentemente das pressões externas quaisquer que sejam. Mas coletivamente tratar deste tema tabu é preciso, não para forçar convencimentos, mas para abrir mentes para perspectivas que vão muito além do dilema momentâneo. Ninguém nunca entraria em um hospital se já não tivesse testemunhado pessoas saírem curadas de lá. Do mesmo modo, todo mal um dia cessa e a vida prossegue. O grande barato de ser humano é o de ter opções, escolhas. Mas isso não decorre só do livre-arbítrio. O nascedouro desse poder é a vida. Só escolhe quem vive. Morto não pode mais escolher. Alguém já disse alhures: suicídio é solução definitiva para problemas momentâneos. É bom sempre se pensar nisso.

Rozane disse...

Interessante a dinâmica que o texto causou. Com certeza mexeu com todos os leitores que, concordando ou não refletiram sobre o tema e acho que é isso que importa, ao menos para mim.
Um detalhe importante é que alguns comentários são agressivos. Por que?
Seria muito pior ler um texto com "dez dicas de como de matar" . E o pior, é algo que com certeza tem na internet.
Não gostou? Passa adiante! Por isso a internet é boa! É boa para interação, expressão etc. Porém esse direito e liberdade de expressão, ainda que anônimo não dá a ninguém o direito de ser grosseiro o outro.