segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

GOVERNO NÃO VAI PROIBIR CESÁREAS - UMA DISCUSSÃO

No guest post da P. narrando sua péssima experiência de trabalho durante a Copa do Mundo, surgiu uma discussão muito interessante na caixa de comentários. 
Normal: este é um lugar de debates, e os jornais haviam acabado de dar a notícia das novas regras do governo para que a saúde privada reduza o número de cesarianas. Uma notícia que mexe diretamente com muitas mulheres que têm planos particulares e pretendem ser mães.
Como todo mundo que lê este bloguinho sabe, eu nunca quis engravidar e fui muito bem sucedida nesta minha vontade. Não sou mãe, e por isso não me sinto confortável para falar sobre partos e maternidade. Mas, óbvio, também tenho minhas opiniões.
O Brasil é o país recordista em cesarianas no mundo. É um escândalo: quase 56% de todos os partos aqui são por via cirúrgica, quando a Organização Mundial da Saúde recomenda que este porcentual não passe dos 15% (ou seja, cesárea só quando é necessário mesmo). No SUS, as cesarianas correspondem a 40% dos partos. Na rede privada, o número pula pra 85%! Logicamente que não existe uma epidemia brasileira causando problemas pré-natais que exijam partos cirúrgicos. É cultural. Muitas mulheres aprendem que a dor do parto normal é insustentável, que a vagina nunca mais será a mesma... E há a questão financeira. Para um médico, time is money. Fazer um parto normal pode levar horas. Com cesária, ele agenda. 
Só que isso não é legal nem saudável, e é importante que o Ministério da Saúde lute contra uma prática cultural que não traz benefícios pra ninguém. A "cultura da cesária" é tão forte no país, principalmente na rede particular, que uma gestante que queira ter parto normal (e nem estou falando de parto natural) tem dificuldades em encontrar um médico no seu plano de saúde que aceite fazer esse parto. 
Minha cunhada teve que passar por oito médicos antes de encontrar um com mentalidade de parto humanizado. Um deles disse a ela: "Você só precisa se preocupar com enxoval do bebê; o resto, deixa comigo". É contra essa ideia de que "o parto não pertence à mulher" que as ativistas maternas lutam. É por mais informação, menos mitos, mais escolhas (porque qual escolha você realmente tem num universo em que 85% dos partos são através de cesáreas?). O caso Adelir é um sintoma dessa falta de escolha.
Informação, portanto, é a palavra-chave. Pelo que vi, as novas regras do governo visam que os planos de saúde deem mais informações às pacientes, fornecendo o histórico do médico e partogramas (documentos com registros do trabalho de parto). A ideia é incentivar que cesáreas sejam realizadas apenas quando necessárias, não proibi-las 
Já pedi a algumas mulheres que escrevam um guest post sobre isso, e separei um dos comentários mais completos na caixa para publicação em breve. Neste post de hoje, selecionei alguns trechos de comentários (muitos dos quais discordo) para que vocês possam debater. Os comentários não assinados, a maioria, são de leitoras anônimas. Para aquelas que se identificaram, incluí o nome no final. 
Lembro apenas que o combate à cultura da cesária é contra um sistema que demoniza o parto normal, não contra uma gestante que opta por fazer cesárea. Sério, tem diferença! O feminismo que eu e tanta gente defende luta contra sistemas de opressão, sistemas que proíbem escolhas, não contra escolhas individuais. Boa discussão!

"Esse novo projeto dos partos me parece um lobo disfarçado de cordeiro! Pelo que eu entendi, os planos de saúde têm o direito de cobrir APENAS cesáreas necessárias podendo de recusar no caso das eletivas. Ora, isso é uma castração da autonomia da mulher! Concordo que deve ser conversado, esclarecido a respeito das opções e tudo, mas não acho justo forçar mulheres que não te dinheiro pra pagar particular a ter um parto normal! Pois é isso que vai acontecer! Por favor, como usuária de plano de saúde e tendo consciência do preço de uma cesárea particular, isso me apavora!"

"Você tá preocupada com quem quer fazer cesária? Moça, se informe sobre essa cirurgia. Eu tô preocupada com quem sofre para conseguir um parto normal, que é muito mais saudável, mas ninguém quer atender porque 'demora e dá trabalho'.
Honestamente, cesária não deve ser uma 'escolha', deve ser uma indicação real numa situação de perigo. Ninguém escolhe uma amputação sem indicação médica real. 'Não, tô com medo da dor de tratar essa unha encravada: amputa logo essa perna, Doutô!' 
A cesária tem que ser o último recurso, não mais uma 'escolha da mulher'."

"O corpo é DA MULHER, o bebê está DENTRO DA MULHER, quem vai passar pelo parto é A MULHER então é A MULHER GESTANTE quem deve dar a palavra final se não houver obstáculo médico para realização do procedimento. Tanto normal quanto cesárea.
O corpo feminino não é público, é privado."

"Tenho duas amigas que quase morreram pois no SUS não quiseram fazer a cesárea. Uma delas, teve a bexiga perfurada no processo com o fórceps utilizado depois de mais de 18 horas de trabalho de parto. Ela ficou dois meses na UTI, entre a vida e a morte, o filho foi amamentado por uma irmã. Anos depois, qdo ela engravidou novamente (corajosa!) escolheu logo de cara a cesárea.
Sabemos da importância do parto normal, mas mais que isso, o parto tem que ser humanizado, seja normal ou cesárea, e que seja sobretudo uma escolha da mulher e ponto! Medo desta nova lei." (Zrs)

"Eu leio muito sobre o assunto, e olha, depois de ler e conversar com deus e o mundo, quero cesárea. E não é medo da dor durante o parto não. O medo é a recuperação. Um corta a barriga, mas o outro, rasga a vagina. RASGA. Prefiro ponto na barriga que na vagina. Pois na barriga depois ninguém mexe mais. E fora que parto vaginal depois deixa o períneo largo SIM! Tanto que estou na França e depois que tem parto normal fazem 10 sessões para fechar o períneo."

"Nunca vi ninguém ser tão desinformada como vc. Você deve estar lendo só revista bem leiga pra estar dizendo tamanha sandice. Em cesariana se corta SETE camadas de pele! Sete!Você e o bebê tem três vezes mais risco de morrer no parto! Para quem falou ai q já viu a filha da vizinha da comadre da fulana ter problema em parto normal, já vi muitos bebês irem pra UTI pq o médico agendou a cesarea e o bebê nasceu prematuro (ultrassom NÃO é 100% confiável quando fala que vc está na 38a semana, por exemplo). 
Parto normal que é defendido é o parto natural, sem ocitocina sintética, com respeito ao protagonismo da mulher, esperando o tempo do organismo dela para ter o bebê e com alternativas não-farmacológicas para alívio da dor. Em MUITOS casos não há sequer laceração do períneo e mesmo quando há, ela é infinitamente mais fácil de cicatrizar do que quando cortam sete camadas da sua barriga! Dicas de sites confiáveis para estudar sobre o assunto: cientistaqueviroumãe e estudamelaniaestuda."

"Parto normal rasga a vagina HAHAHHAHAH Cesária pelo medo da recuperação do parto?? Oh, I've got bad news for you."

"Sabe o que vai acabar com esta nova regulamentação da ANS? Cesareas agendadas (não serão mais pagas)! Logo...acabou boa vida de médico cesarista que gosta de agendar 10 cesarianas para antes do feriado para não correr risco de alguma grávida interromper seu feriado. CHORAAA classe médica!"

"Concordo que a mulher deve ser a protagonista do seu parto e a principal a ser ouvida na escolha do tipo de parto. Atualmente não e o que acontece. As mulheres são submetidas a partos normais sem acompanhamento do trabalho de parto e com violência obstétrica em muitos hospitais do SUS e influenciadas a realizarem uma cesárea por conveniência médica ou institucional nos hospitais privados. 
Partograma a ser
preenchido
Não achei que a lei restringe a autonomia da mulher. Os princípios da nova lei são a informação da mulher sobre tipos de parto, o que aumenta a autonomia da mulher para uma escolha consciente, a obrigatoriedade do preenchimento dos dados da gestação no cartão da gestante, o que auxilia na avaliação do risco gestacional, importante para a saúde da mulher e bebê, além de possibilitar que essa mulher possa discutir os dados da gestação com outros profissionais, caso não confie no seguimento do seu pré-natal, e o último critério da lei e a obrigatoriedade do preenchimento do partograma durante o trabalho de parto, o que obriga o acompanhamento de todo o trabalho de parto, reduzindo complicações, intervenções desnecessárias e pode se constituir em documento importante para essa mulher em caso de complicações, descasos, violência obstétrica, etc. 
Levando em consideração que a maioria das mulheres não são informadas sobre tipos de parto, os riscos da cesariana, como por exemplo maior risco de infecções, hemorragias, prematuridade, etc acho que a lei, apesar de não ser perfeita, contribui mais com a autonomia e empoderamento da mulher do que prejudica."

"Gente, vocês estão MUITO equivocadas em relação a nova regulamentação da ANS para partos. Em momento algum falam que não vai ter mais parto cesárea. Falaram que o médico vai ter que entregar o partograma, explicando TUDO, todos os motivos que o levaram a fazer uma cesariana... E que a cesariana só vai poder ser feita após início do trabalho de parto, que é fundamental para o bebê e para a mãe. A mulher deve ter liberdade total para saber se quer ter filho, por qual via o terá, mas é DEVER do médico não submetê-la a uma cirurgia desnecessária (cesariana é cirurgia e oferece risco três vezes maior à mulher!)." (Lívia)

"Acho que essa lei nova do partograma ajuda a mulher a ter mais controle da sua ficha médica. Não vejo em como informação pode tirar a autonomia de mulher nenhuma.
Tive um parto ótimo com um bom atendimento e acredito de coração que qualquer mulher deveria ter o direito a uma orientação adequada e apoio para viver plenamente o nascimento de um filho, da maneira mais natural possível. Quando bem vivido um parto normal é uma experiência maravilhosa, muito edificante, traz uma conexão muito forte e imediata com o bebê, com o feminino e com si mesma.
Não condeno a cesariana sem real indicação médica, mas essa decisão tem que partir da mulher depois de informação e reflexão. Todas as pessoas têm seus limites e tudo bem, o que não podemos aceitar é uma cirurgia desnecessária que coloca mães e bebês em risco por conveniência médica.
Eu acredito que grávidas bem atendidas num parto normal (incluindo, por exemplo, um bom curso de preparação) não irão se arrepender.
Assistam o documentário O Renascimento do Parto. É muito esclarecedor."

"Amigas, pode até ser que aconteçam lacerações em parto normal, mas no MEU caso, tive dois e não levei NENHUM ponto, minha vagina não alargou, pelo contrário... A primeira relação depois dos partos parecia que eu era virgem novamente. Não falem besteira, esse negócio de que parto vai obrigatoriamente te arregaçar é mito."

"Em outros países não tem isso não de "tô com medo, vou fazer césares pelo plano". É normal, fia. Minha cunhada parou na Espanha e não teve opção de fazer césares pq estava tudo normal. Eu sou medrosa e ainda bem que posso pagar césarea particular, pq não sou uma vaca parideira e não estamos mais no século XV."

"Anon da 'vaca parideira': obrigada. Vacas são lindas e úteis. Ainda bem que elas existem. Agora quanto a parto normal, pari em 3 horas, não fiquei arregaçada, não levou mil anos pra cicatrizar e se fico 6 meses sem dar, pulo na frente de um trem. Agora, uns anos depois, quando tive que extrair um ovário (cirurgia de médio porte praticamente igual a cesárea, corta as mesas camadas de pele), fiquei com dor, sangrei que nem uma fdp, fiquei 3 meses sem poder comer carne de porco e 2 meses sem poder transar." (Raven)

"Ninguém está PROIBINDO a mulher de fazer cesárea. Eles estão apenas DECIDINDO por pagar APENAS as que forem NECESSÁRIAS. Não tô vendo nenhum absurdo. 
Aliás, tô batendo palmas.
Quer colocar seu medo/trauma/problema psicológico do parto normal como justificativa médica? Beleza. Vê se um psiquiatra atesta isso." (Vbfri)

"A vagina é elástica, ela é feita totalmente de músculos e pode se dilatar e contrair de novo. O problema de rasgo no períneo se deve à posição deitada, que é conveniente pro médico mas péssima pra mulher. Quando a mulher dá à luz deitada, ela tem que fazer força contra a gravidade, pressiona vasos sanguíneos importantes. As melhores posições pras mulheres parirem são na vertical, de cócoras ou sentada, nessa posição a gravidade ajuda, não precisa empurrar a barriga, o parto é mais rápido e o períneo não rasga. Ah, e a imobilidade a que a mulher é submetida no parto hospitalar tbm não é bom. A mulher tem que andar e fazer muito movimento pq isso ajuda o bebê a se encaixar na pelve e agiliza o processo. 
Ou seja, o parto dito normal é feito de forma toda errada, contando só o que é mais confortável pro médico, a saúde da mulher e do bebê são ignoradas -- a mesma coisa que acontece quando o doutor marca a cesárea com 38 semanas, abre sete camadas de pele, gordura, músculo, carne, e tira um bebê do útero direto pra UTI neonatal pq a criança não está madura e não consegue respirar. De qualquer maneira que se olhe, o parto no Brasil é desvalorizado e feito da forma errada, mas não dá pra culpar a natureza. Ela não pretendia que as mulheres fossem obrigadas a parir nas piores posições e condições pra conveniência dos médicos mal informados e desatualizados. O seu antagonismo pode não ser com o parto normal em si, mas no modo totalmente errado como ele é conduzido por aqui.
Minha mãe teve três partos normais e uma cesárea. Ela diz que quer parir mais três de parto normal, mas não quer fazer cesárea nunca mais. Prefere a dor do parto, onde o moleque saiu a dor acabou e no mesmo dia voltou com os bebês pra casa, do que ficar semanas imóvel, sem poder fazer nada em casa sem sentir dor, sem andar direito e mal conseguindo segurar os filhos. Então sem essa de que mulher não é 'vaca parideira' como se parir fosse uma vergonha, coisa de primitivo, digno de desprezo, um insulto a ser usado contra as mulheres que não se renderam ao modo 'superior' e cirúrgico de ter filho."

"O plano vai fazer de TUDO para não ter que pagar a cesárea, óbvio, dessa forma teremos vários médicos com experiência zero em normal rasgando mulheres com fórceps. É o que acontecerá. 
A mulher, como sempre, pagará o pato.
Engraçado que defender a 'natureza' só vale para parto e para a mulher, né? Para todo o resto utilizamos o bom e velho cultural, a boa e recente tecnologia." (Zrs)

"Gente! Ninguém vai obrigar mulheres a ter parto normal na saúde privada! Donde vocês tiraram isso? Isso não existe na saúde privada brasileira! O que existe é o contrário!
Vocês aqui que estão falando que agora vão obrigar as mulheres que querem cesárea a fazer o parto normal parecem os coxinhas que fantasiam sobre uma ditaduza gayzista, ditadura feminazi, que os homens cis héteros estão sendo oprimidos, racismo inverso e etc! obrigação de parto normal no sistema privado não existeee! O que existe são mulheres querendo o parto normal e que NÃO CONSEGUEM porque há manipulação dos médicos! as que querem cesárea vão continuar fazendo-as tranquilamente como sempre sonharam! basta que o médico continue inventando as desculpas que sempre inventou para justificar o pagamento da cesárea pelo plano! FIM!"

"A ESCOLHA É DA GESTANTE. Ponto final 
Não é do plano de saúde
Não é do governo
Não é do GO (principalmente por ser a especialidade médica com a maior quantidade de gente escrota por metro quadrado)
Não é das ativistas do parto natural (que se dizem tão acima do resto da humanidade mas adoram usar termos como 'extração cirúrgica do bebê' e 'filho de anestesia' ao se referir às mulheres que não alcançaram o 'parto-encantado').
Nem da vizinha, do tio, marido avó, papagaio. É DA GESTANTE!" (Jane Doe)

"Sabia que a porcentagem de cesáreas nos planos de saúde é de 80%? E que, segundo uma entrevista feita ano passado, 67% das mulheres que usam o plano desejavam o parto normal? Não é estranho que apenas 20% tenha conseguido o que desejava?
Ninguém vai coibir mulheres de ter as suas cesáreas, pode crer. Esta é a cultura no brasil, cultura esta muito apoiada pelos obstetras. O que está acontecendo é que as mulheres que querem o parto normal NÃO ESTÃO PODENDO FAZER ESTA ESCOLHA, entende?
As que querem -- e podem -- têm que pagar muito caro para conseguir, cerca de 5 mil reais.
Entende agora? Ninguém está querendo TIRAR o direito da mulher de fazer a cesárea. Este direito já existe, apenas acontecerá de o plano de saúde não mais cobrir cesáreas eletivas, como já não costumam cobrir quaisquer cirurgias eletivas (como as com fins estéticos, por exemplo)."

"A cesárea NÃO É a grande vilã. A mãe que escolheu fazer uma cesárea eletiva NÃO é uma bruxa, NEM é menos mãe. Nem significa que as crianças nascidas assim vão crescer desequilibradas. Mas cesárea não é só um jeito de parir. É uma cirurgia com vários riscos, inclusive de morte materna, e que frequentemente leva bebês direto da sala de cirurgia pra UTI neonatal. Os problemas que os defensores das cesáreas mais citam no parto normal não é culpa do processo de parto propriamente dito, mas do jeito como ele é acompanhado e tratado pelos médicos no Brasil, todo errado do começo ao fim. 
Se quer fazer cesárea, faça. Mas custa ao menos esperar o trabalho de parto começar antes da cirurgia pra ter certeza que o bebê está pronto pra nascer? E tem defensor da cesárea aqui demonizando o parto normal também, dizendo que mulher não é 'vaca parideira', que parto normal causa mortes (césarea também, fofis, é uma cirurgia e cirurgia tem risco de morte), ou seja, cada uma dê sua opinião e respeite os outros. 
Nada de chamar a que fez cesárea de bruxa ou menos mãe, nem querer queimar essas mulheres na fogueira, e nada de chamar a que teve parto normal de vaca parideira, dizer que são umas irresponsáveis, umas burras que querem arriscar a vida do bebê, etc. Porque, gente, qualquer que seja a decisão que tome, a mulher vai ouvir groselha. Se escolher cesárea, é bruxa e menos mãe; se escolher parto normal, é burra e quer matar o bebê. Mulher não pode decidir NADA sem ter alguém disposto a jogar pedras nela, então vamos só dar nossas opiniões sem xingar e pronto."

"Essa lei privilegia empresas privadas em detrimento da AUTONOMIA da mulher a partir do momento que os planos n precisam pagar.
Gente, planos negam cirurgias importantes por dinheiro, se a vontade de ter uma cesárea for considerada uma frescura de mulher ninguém vai poder escolher a via de parto se não tiver dinheiro pra pagar. 
Defendo o parto natural, defendo a educação em saúde, mas outra lei limitando a autonomia corporal de mulheres e principalmente mulheres pobres, NÃO MUITO OBRIGADA!" (Tamires)

"Gente, sabe quando chega um mascuzão aqui questionando coisas básicas sobre o feminismo? Então, tá parecendo essa discussão sobre parto aqui no blog da Lola. Busquem informação, amigas, sério, isso aqui tá uma vergonha. Tem uma indústria inteira fazendo mulheres acreditarem que seus corpos não funcionam direito e que elas PRECISAM de um médico pra fazer algo que elas podem perfeitamente fazer sozinhas -- em condições de saúde íntegra, obviamente quando há complicações a cesárea é simplesmente a melhor coisa do mundo. Leiam relatos, reflitam."

106 comentários:

Claudio disse...

"E há a questão financeira. Para um médico, time is money. Fazer um parto normal pode levar horas. Com cesária, ele agenda."

E tu nao sabe como funciona o sistema de saude no brasil? Eles se aproveitam que naturalmente os humanos tem medo de morrer e desconhecem a area da medicina, para lucrarem o maximo possivel.

O 'estado' brasileiro so quer saber de movimentar dinheiro, o resto é o resto!

joanefariasnogueira disse...

Quero parto normal,quando engravidar. Acho que vai ser bom p meu bebê vir de forma natural. Mas estou espantada c o número de mulheres nesses comentários do post que parecem ir contra mulheres que não querem parto normal só pq elas não gostam de cesárea. Teve uma sem noção que so faltou debochar do medo da dor que algumas mulheres tem. Esperava isso de homens , não de mulheres.
Decepcionada.

joanefariasnogueira disse...

E pelo que entendi, o plano vai parar de pagar cesáreas eletivas,então isso é o mesmo que obrigar as mulheres a fazerem parto normal. Se quiser diferente, tem que pagar certo? Mais uma lei nos limitando e vcs discutindo entre vcs.

Anônimo disse...

Acho a preocupação do governo boa mas não sei se a lei vai gerar o efeito desejado. Em última instância, quem vai decidir se a cesária é necessária ou não não vai ser nem o médico, nem a gestante, vai ser o plano. Concordo com quem diz que eles vão fazer de tudo pra não pagar. Acho que isso só vai se resolver qdo houver uma mudança cultural mais ampla. Eu duvido que nos países onde as taxas de cesária são menores que as mulheres escolham o médico que vai fazer o parto. Duvido que em qualquer paiís da Europa a gestante possa chamar o "seu" médico a qquer hora. E mais, tenho certeza que num trabalho de parto que dura mais de seis ou oito horas (fato super normal) a gestante seja acompanhada pela mesma equipe. É claro que terminando o turno de uma equipe, outra irá substitui-la. E isso nem me parece má ideia, afinal, quem quer ser atendida por um médico ou uma enfermeira que está a mais de dez horas trabalhando? Eu não. Enquanto as mulheres exigirem que o parto seja feito exclusivamente pelo médico que a acompanhou no pré natal, isso não vai mudar.

Anônimo disse...

Essa lei pode ser um tiro pela culatra.
Não temos médicos preparados e pacientes pra fazerem parto normal. Vai ser um tal de criança nascida a fórceps, q nem quero ver o estrago.
Parto correto é de cócoras, conforme manda a natureza. Alguém aí ja viu isso acontecer em algum hospital, mesmo particular? Se o bebê demorar muito a sair vai ser arrancado a força e azar o da mulher. Isso de rasgar a vagina ocorre sim. Minha mãe teve a vagina cortada pra abrir passagem as 2 vezes q teve parto normal. Ainda fizeram os pontos a seco, sem anestesia. Imagina a crueldade. Nesse caso não sei o q é pior: cesaria ou normal. Os 2 são cruéis no Brasil.

Nayara disse...

Lola, fiquei com uma vontade enorme de contribuir com a minha experiência:
Eu engravidei com 20 anos. Minha mãe teve quatro gestações, quatro cesáreas. Eu vivenciei as três últimas. Me lembro que se a minha avó não viesse passar o primeiro mês com a minha mãe, ela não ia dar conta. Ela nem levantava da cama.
Por isso, quando eu descobri que eu tinha HPV e meu médico (de convênio) me disse que seria impossível ter o parto normal, eu entrei em desespero!! Ele disse que se eu tivesse o parto normal eu iria passar para o meu filho, e ele teria verrugas na garganta... na 15º semana de gestação ele já queria agendar a minha cesárea. Tudo isso com o resultado de um papa, ele nem queria fazer uma colposcopia para confirmar!
Enfim, fiz minha busca na internet e vi que era um mito. Que era sim possível, desde que não houvesse verrugas interrompendo a passagem. Comecei uma cruzada para encontrar um GO que aceitasse acompanhar meu parto. No convênio eu passei com todos os médicos na minha cidade, e todos apoiavam a decisão do primeiro médico.
Minha mãe apoiava a minha mas morria de medo. Ainda assim eu ainda era, até os 21, dependente dela no hospital dos servidores públicos municipais de São Paulo, e fui procurar uma GO recomendada por uma amiga da minha mãe. Finalmente encontrei alguém que respeitava minha decisão. Ela fez a colposcopia, confirmou o HPV e fez todo o tratamento durante a gestação. E foi super tranquilizadora.
Enfim, entrei na sala de pré-parto as 18:00 do dia 15/03/2010. As 22:00 do mesmo dia meu filho estava chorando pela primeira vez!! Se eu disser que me lembro da dor da passagem, eu estou mentindo! As dores da contração em si, realmente foram intensas, mas do parto, da passagem...
Seis horas depois, eu estava tomando banho em pé, sozinha. Em menos de um mês já tinha relações sexuais com meu parceiro (ele tinha mais receio do que eu!).
Não trocaria essa experiência por nada!!
Quem diz que o parto normal rasga, ou alarga, deve ter tido uma experiência muito ruim. Mas se é para generalizar, a recuperação em um parto normal praticamente não existe se for comparada com a recuperação de uma cesárea.
Minha sogra teve três partos normais, em um deles ela sofreu muito, mas foi por sofrer abusos horríveis dos profissionais que deveriam estar lá para auxiliá-la.
Acredito que quem vai te atender é algo que muitas mulheres não podem controlar. Mas essa nova lei é para garantir que essas mulheres possam ser tratadas humanamente! Com o partograma essas mulheres estarão respaldadas com documentos que podem provar descasos e abusos durante o parto.

Zrs disse...

O PLANO é que vai decidir, e não a mulher.

Os hospitais particulares terão que trabalhar com a meta de 15 % de cesáreas, ou seja, não adianta escolher a cesárea se a unidade já tiver atingido a cota.

A lei não toca no mais fundamental que a a humanização do parto e a escolha da mulher, isso sim deveria ser a meta, e não a imposição do porto vaginal.

Como sempre, as mulheres pagando o pato.

Anônimo disse...

Eu me preocupo com essa regra pelo fato de que, quando nasci, o plano de saúde dos meus pais cobria somente parto normal, cesariana teria que ser pelo SUS. A indicação do parto era cesário - 42 semanas de gravidez, criança completamente virada, problemas nas gestações anteriores que inclusive culminaram com um bebe nascido morto e o tamanho: quase 5kg para 53 cm. Adivinhem o que aconteceu? O médico forçou parto normal até todos os limites: 18 horas de trabalho de parto após o rompimento da bolsa, o que quem é da área sabe que começa a trazer riscos para o RN, sem contar na dor excruciante que a minha mãe sentiu e na violencia que ela passou com os médicos e enfermeiras do hospital. No final, para aumentar mais o sofrimento, tiveram que me virar dentro do útero, forçar dilatação com ocitocina sintética e me puxar com forceps. A laceração foi tão absurda que minha mãe não conseguia andar por um mes, e ficou quase uma semana sem leite para amamentar. Depois de mim, NENHUMA outra criança nasceu de parto normal na família, e olha que estou com 25, por medo dessa violencia. Eu sinceramente espero poder escolher fazer uma cesariana também quando chegar minha hora, e que essa regra não cause novos casos. Vocês não fazem ideia do que é ter a tua mãe falando varias vezes que o teu parto foi a pior dor da vida dela, e que ela não queria ter o meu irmão mais novo depois por medo de acontecer tudo de novo.

Ana Nazaré disse...

O mais importante é entendermos que levamos um ritmo de vida que desrespeita os ciclos do nosso corpo, vivemos sob uma cultura maluca frenética de consumo (e machista!)onde não descansamos a forma que deveríamos, e nem nos alimentamos e nos vestimos da melhor forma pro nosso organismo . Por isso que digo, TPM é uma mentira, como muitas feministas dizem : TPM - tensão Patriarcado e menstruação..não precisa ser uma realidade! Tem vários livros que falam sobre o corpo feminino, partos humanizados e todo o resto. Eu já li que com técnicas certas, e se tdo der certo, o parto fica não só menos desconfortável mas pode até ser prazeroso pra mulher ! . Oq acontece é que as mulheres muito antigamente começaram a desenvolver uma cultura delas mesmas pra elas mesmas e então veio o patriarcado e aniquilou com tudo...e não sobrou NADA..

Patty Kirsche disse...

Eu fiz uma matéria na FSP - USP há alguns anos. Foi quando aprendi que a cesárea é um fator de mortalidade infantil devido ao crescimento do bebê ser interrompido antes de atingir o peso máximo. A professora também contou pra gente que o pessoal da medicina da USP não aprendia mais parto normal na graduação. Acredito que o curso de obstetrícia (muito discriminado) na EACH - USP é uma iniciativa para favorecer o parto humanizado.

Todas as minhas amigas que queriam fazer normal foram assustadas pelo médico e acabaram fazendo cesárea. Moças jovens fazendo cesárea agendada porque o médico não quer perder tempo acompanhando trabalho de parto.

Eu tenho uma amiga que fez cesárea porque o marido insistiu. Ele não queria que ela ficasse "larga". Quer dizer, pra ele a vagina apertadinha para o prazer dele é mais importante que a saúde da esposa e da filha. E nem é verdade que "alarga" a vagina, mas enfim... Um homem não deveria nem cogitar uma coisa dessas.

Anônimo disse...

minha cunhada teve cesárea no brasil, com meu sobrinho pesando 3kg. Minha sobrinha, que nasceu em Londres, tinha mais de 4kg e foi parto normal. Ela preferiu o segundo, mesmo com a questão do corte no períneo.

lola aronovich disse...

Vc quis dizer peso mínimo, certo, Patty?
Já me falaram isso também de que na Medicina da USP não se ensina mais a fazer parto normal.
Já ouviu falar de "ponto do marido"? Seria interessante um guest post sobre essa abominação também.

Gi disse...

Eu queria entender o que quer dizer essa ideia de que tpm não existe. Eu ouvi falar de tpm qdo tinha uns 15 anos, mas os sintomas são desde os 13, antes até da primeira menstruação: os clássicos, dor de cabeça, mamas inchadas, irritação e cólica. Muita, muita cólica, de tomar soro o dia todo no PS, vomitar, chorar de dor. Já tentei de tudo, os anticoncepcionais melhoraram um pouco, mas ainda sofro bastante. Exames já fiz todos, endometriose já foi investigada tbm. Os médicos acabam sempre concluindo que é genético. Eu até acredito pq minha mãe e irmã tbm tem esses sintomas, um pouco mais leves, mas tem. Então, como assim não existe tpm, queria entender.

Anônimo disse...

De uma maneira geral as regras parecem boas. Acho fundamental as pacientes poderem se informar das políticas da dos médicos e das maternidades onde serão atendidas. Porém,o que me deixou muito com o pé atrás é que a decisão final continua não sendo da mulher.
Como comentei inúmeras vezes no post anterior, a decisão dever ser da gestante. O que o sistema de saúde deve é oferecer opções para atende-las com dignidade.

No momento e até onde eu li, não há políticas para coibir a violência obstétrica. Acredito então que até é possível que diminua o número de cesáreas, mas não vai reduzir ou acabar com a selvageria praticada contra as gestantes e neo-natos.

Jane Doe

Kittsu disse...

Eu sempre fico chocada com esses relatos de violência obstétrica, tanto das cesáreas empurradas goela abaixo com o uso de tortura psicológica quanto com os partos normais que se tornam tortura física da pior gravidade. Eu não consigo entender esse nivel de crueldade com uma pessoa que provavelmente está no momento mais frágil de toda sua vida. O terror físico E psicológico que esses cretinos fazem questão de fazer com que essas mulheres passem, o descaso com a vida e integridade das crianças... Cruzes.
As únicas situações parecidas que vejo são cuidadores de crianças ou idosos que as torturam em segredo. Mas apesar de ser até relativamente comum, é exceção. Ninguém vai no médico, ou em sei lá VÁRIOS médicos, e recebe uma receita dizendo "seja torturado por seu cuidador enquanto sente fome e sede pois isto lhe foi negado o dia todo", e muito menos é lecionado em escolas de medicina e formação de cuidadores que "espanque o seu tutorado quando ele não tiver a capacidade de segurar uma colher, ou quando por acidente urinar nas próprias roupas. isso vai ensiná-lo que era melhor não precisar de tutoria e aí ele se comporta!".
Esses casos são exceção, quando vêm a publico a população se solidariza e o agressor costuma ser punido. Já a violência obstétrica é o padrão das universidades: corte sem perguntar, injete ocitocina se a louca não quiser cesárea, amarre, aperte, force, cale, ameace. Mulher parindo não é gente, é um treco que só apareceu aqui pra te atrapalhar a vida.
E aí quando um caso de violência obstétrica vem a público, como a cesárea por liminar com a grávida sendo arrancada de casa pela polícia em meio ao trabalho de parto, a gravidade da situação é amenizada a ponto de que parece que a vítima é que estava errada e o imbecil do médico tinha todos os motivos do mundo pra fazer isso. Não entendo como é que chegou a esse ponto. Não entendo COMO as pessoas chegaram ao nivel de insensibilidade de não perceber como estão agindo errado ao tratar os outros dessa forma.

Anônimo disse...

O anônimo das 16:41 falou algo importantíssimo. Não sei dizer na Europa inteira, mas no Reino Unido e na Holanda o parto acontece com um plantonista, e não com o médico da gestante, na verdade, a maior parte das consultas no pré-natal sao realizadas com uma midwife e, caso ela detecte algo fora do normal, a gestante irá se consultar com um médico.

Isso me deixava curiosa pois não consigo acreditar que apenas os médicos brasileiros sejam preocupados com dinheiro e com o fim de semana/feriado. Acontece que é impossível que um GO acompanhe o pré-natal esteja presente em todos os partos normais, é humanamente impossível.

Na classe média que utiliza plano de saúde privado porém, quase sempre as mulheres querem que o mesmo médico que a acompanhou faça o parto, se o parto ocorresse com um plantonista não haveria problemas, afinal é um médico que estará lá pelo tempo necessário, se o plantão acaba, outro assume, e a natureza segue seu curso.

Acho que esse é um ponto que deve ser repensado no sistema de saúde. Simplesmente culpar os médicos malvados não vai mudar em nada a situação.

Ilka

Anônimo disse...

Oi, Lola!

Como vai? Fui mãe aos 35 anos, parto normal. Eu morava no Japão e quando ligava pra cá, pra contar as novidades e minhas expectativas de ter parto normal, ela não acreditava. Ninguém acreditava. Afinal, ela me contou depois, até cachorro faz cesárea no Brasil.
Fiz todo o preparatório para o parto normal. Andei de bicicleta, caminhei muito, fiz exercícios de respiração, fortalecimento da musculatura dos braços e pernas, preparação do mamilo para amamentação, todos indicados pelos médicos e com um cursinho específico.
Dia do parto: a sala pré parto tinha uma cadeira prancha, que eu podia abraçar nas contrações, mas poderia ficar na cama hospitalar comum, também. Era ao meu gosto. O pai da criança pode me acompanhar o tempo todo. Tive sorte, pois foi tudo rápido, meu filhote nasceu com o cordão enrolado no pescoço e me disseram que isto era sinal de que ele teria sexto sentido.
Fiquei duas horas deitadinha e depois fui a pé para o quarto.

Ah, durante a gestação, existe um ritual onde se amarra uma faixa na barriga da mãe, no "inu no hi", para que a mulher tenha um parto sem dor e simples, como o dos cães. (Sério, pode jogar no google).

Minha experiência foi boa.

Tiê

Patty Kirsche disse...

Oi, Lola!

Eu falei peso máximo porque quis dizer o maior peso que o bebê alcançaria antes do trabalho de parto. Existe uma relação estatística entre peso menor e mortalidade infantil, então quanto maior o bebê está no momento do nascimento, maior a probabilidade de sobreviver pelo primeiro ano de vida. Não sei se tem uma nomenclatura especial. Mas pode ser também que a cesárea muito precoce acabe acontecendo antes do bebê atingir o peso mínimo de sobrevivência, sim.

Sobre o ponto, eu já conversei com um médico formado pela USP a esse respeito. Ele é psiquiatra, mas defendeu esse "pic" com unhas e dentes. Disse que é feito pra impedir queda de útero e que é menos agressivo que a cesárea. Pelo que tenho lido, lembra aquele procedimento de FGM no qual a entrada da vagina é costurada para a abertura ficar mais estreita e dificultar a relação sexual. É lamentável como o corpo feminino é tratado, inclusive do ponto de vista médico, como um objeto para o prazer sexual masculino.

Anônimo disse...

essa nova lei é tb um tipo de violência obstetrícia. Ela tira da mulher o direito de escolha.

"Caberá às comissões elaborar relatórios com os números de cesarianas. Instituições que ultrapassarem a meta serão comunicadas. Caso o índice seja excedido por três vezes consecutivas, a comissão deverá realizar sindicância. No relatório final, devem constar informações como causas das cirurgias e profissionais responsáveis. Devem-se propor também as medidas para reduzir os percentuais.

Caso a situação não seja corrigida em 90 dias, a comissão encaminhará denúncia ao Ministério Público, e a instituição de saúde ficará sujeita às seguintes punições:
- suspensão, por prazo inicial de 30 dias, de financiamento público a instituições pertencentes ao SUS ou a ele vinculadas para a realização de cesarianas;
- proibição temporária de cesarianas, para instituições privadas ou filantrópicas, por igual período.
"

Ou seja, se o hospital já ultrapassou os limites impostos pelo governo e aparecer um caso q necessite cesária, a mulher tá morta, pq o hospital não poderá atendê-la.



Temos de lembrar q hj em dias as mulheres de classe média estão tendo filhos após 35 anos, onde os riscos de complicações em partos são maiores.

Anônimo disse...

Eu acho q não entenderam bem a lei.

A lei proibe q instituições públicas ou privadas ultrapassem o limite de 15% de partos cesárias

Se o hospital publico ou particular ultrapassar esse indice, será punido

Então na pratica, o governo vai tirar da mulher o direito de escolha

Acho q se deveria dar incentivos ao parto normal. E não proibir a mulher de escolher q ela julga ser melhor pra ela.

Não importa se fulana acha o parto normal melhor ou se beltrana acha a cesária. E daí se pra uma o parto normal dilacerou a vagina e se pra outra cesária trouxe muito sofrimento? Cada mulher tem sua opinião, passou por experiencias diferentes, e deveria ter o direito de decidir.

E o direito de escolha q a lei está nos tirando

lola aronovich disse...

Anon, em que notícia vc leu que "a lei proíbe que instituições públicas ou privadas ultrapassem o limite de 15% de partos cesárias"? Porque eu não li nada disso. Primeiro que é só pra rede privada, que é a que tem o índice de 85% de cesárias. Depois que a única menção que eu vi aos 15% em todas as notícias é que este é o porcentual recomendado pela OMS.
Sem tanto alarmismo, please.

Fernanda Camargo disse...

Eu tive em rede pública dois partos normais, o segundo sem anestesia nenhuma (opção minha). Tenho total autonomia pra dizer que chequei minha vagina e ela não ta nadinha arregaçada, inclusive anda bem bonitinha, obrigada. E sim, na hora do parto eu me afobei e acabou rasgando tendo que levar uns pontinhos. Das duas vezes. Não achei um absurdo e nem primitivo, fora que foi bem indolor a cicatrização.
Durante o trabalho de parto fui bem atendida, talvez tinha tido sorte em pegar um hospital bom. As enfermeiras respeitaram minha decisão de não tomar o sorinho que acelera o parto e me fizeram andar bastante, me colocaram pra fazer pilates embaixo de água quente pra relaxar os músculos e como eu tava muito nervosa até me colocaram em uma salinha privada onde meu marido e minha mãe podiam ficar comigo. Foi tudo ótimo.
Não julgo quem faz cesária por opção, minha mãezinha mesmo teve os dois filhos (euzinha e meu irmão) por cesária por opção e tudo bem. Mas eu quis normal. E não me arrependo da minha escolha, minha colega de quarto teve cesária e além das seis horas que ela não pode se mexer por causa da anestesia, os dias que ficamos lá para exames dos bebês ela mal conseguia fazer as coisas de dor nos pontos enquanto eu passeava pelo hospital e fazia de tudo.
Cada um é cada um, acho absurdo desrespeitar as escolhas das outras mulheres. Somos todas iguais e deveríamos defender umas as outras e não nos atacarmos porque preferimos sentir a dor do parto de formas diferentes.

Camila Couto disse...

Li mtos comentários criticando que a escolha deve ser da mulher, como se essas novas medidas fossem obrigar a todas gestantes se submeterem a um PN. O problema atual é que mtas optam pela cesárea por desinformação. Durante minha gravidez, ouvi mta coisa que ñ fazia o menor sentido com relação a isso. Teve um conhecida q me contou q fe cesárea de emergência pq perdeu o tampão. Pra ela eu ñ contei que perdi o tampão uns 10 dias antes do parto, pois ela com certeza me faria um discurso de q eu estava correndo riscos...
Espero que essas medidas atinjam o seu objetivo de informar e empoderar as mulheres que QUEREM um parto normal ou natural e acabam induzidas a uma cesárea.

Anônimo disse...

novo plano de vida: procurar multinacional japonesa, pedir transferência pra sede e ter filho lá

Anônimo disse...

Proibir cesárea não estaria obrigando a mulher a fazer um parto que ela não quer?
Me desculpem, mas EU quero cesárea. Acho muito lindo a mulher que faz normal, dou todo apoio, luto mesmo para que a mulher escolha o próprio parto... Mas querem proibir a cesárea? Tá, então vão me obrigar a ter normal, é isso mesmo???

William Jaber Júnior disse...

De boa, vou dar minha opinião... Espero que não venham com pedras pra cima de mim. Sou médico e durante a faculdade eu estava certo que queria ser GO. Quando vi o primeiro parto normal fiquei tão encantado e emocionado que na hora decidi qual seria minha especialização. Devido ao meu interesse, consegui acompanhar plantões de GO em hospitais e consegui até um estágio como acadêmico por mais de um ano em um hospital do SUS. Violência obstétrica existe sim, mas pera lá! Vocês falam como se a culpa de todas as merdas do mundo fosse do médico. Vocês já acompanharam um plantão de obstetrícia no SUS? Sabem o que é metade das pacientes que chegam serem drogadas, ou não fizeram pré-natal, ou tem HIV e não tratam, ou chegam ja falando que querem cesárea, que é muito magra e fraca, ou nem sabem o que é parto e por onde a criança sai? Sério, parece absurdo, mas já vi VÁRIAS achando que iam CAGAR o bebê. Várias chegando parindo sem saber que estavam grávidas. Então pera lá. Vocês sabem o que é um médico ter que dar conta de inúmeros trabalhos de parto ao mesmo tempo? Vocês sabem o que é você tentar fazer o seu melhor e ter um monte de acompanhante criando confusão, a paciente gritando de dor e não entendendo que aquela dor é normal e falando que é pra fazer cesárea e que se o bebê morrer a culpa é do médico e do hospital?
CARA, A PRESSÃO É MUUUITO GRANDE.
Não sei onde vocês viram que cesárea é 3x mais perigoso, na época que eu pesquisava mais sobre esse assunto os artigos que eu lia diziam que os riscos de cesárea e parto normal eram 'iguais', tudo dependia de cada caso e cada mulher. Me atualizem com fontes sobre esses dados, por favor! Existem mais complicações em cesáreas por que as pacientes que fazem cesáreas são pacientes mais graves, hipertensas, HIV +, diabeticas, etc. Agora não lembro desse 3x mais perigoso, mas estou desatualizado sobre o assunto, eu confesso, por isso peço fontes..
Enfim, sei que existem muitos médicos loucos e canalhas. Médicos que assustam as pacientes para elas optarem por cesáreas, mas parem de falar como se todos fossem assim. Uma mulher do plano de saúde que quer ter parto normal, cara, TENHA NORMAL! Agora EXIGIR que o médico do seu pré-natal faça o parto é um absurdo. Ele é uma pessoa que tem vida. Você tem que ir pro hospital que aceita seu plano de saúde e ter o seu parto pela equipe de lá. Não exigir que o médico do seu pré-natal pare tudo que está fazendo pra acompanhar seu parto. ACORDA! Sai do seu mundinho egoísta também. Ou então procure um médico particular que vá fazer isso, que vá ficar na sua casa e pague a ele.
Outro absurdo que li muito aqui é vocês falando que o médico não se preocupa com a saúde da mãe e do bebê e etc. Cara, como assim? Os médicos morrem de medo de dar merda. Pelo menos todos que eu acompanhei (não foram poucos, no mínimo 20) tentam fazer sempre o melhor e morrem de medo do bebê morrer ou ir pra UTI ou de complicações, independente do parto. Como assim os médicos estão pouco se fudendo pra saúde dos pacientes?
Acho que tem muita coisa errada que precisa ser corrigida sim, mas o problema é muito maior do que só um bando de médico safado que não se preocupa com a saúde e só quer dinheiro.

William Jaber Júnior disse...

E outra, quando forem dar a opinião de vocês, sejam mais educadas. Quem prefere normal e humanizado para de ofender quem quer cesárea e vice versa também. Discutam com experiências e argumentos, não com ofensas.
Só mais uma coisa, cada parto é diferente do outro. Se cada parto em uma mesma mulher é diferente do anterior, imagina de uma mulher pra outra. Se você teve o filho em três horas e não sentiu dor, não significa que a colega do lado vai ser igual. Ela pode ficar 12 horas em trabalho de parto sentindo muita dor. Parem de falar como se sua experiência fosse a única coisa no mundo.
Pra finalizar, quero dizer que depois de todo o estresse que passei no hospital, de me sentir humilhado inúmeras vezes, desisti de GO. Mas fiquei muito feliz inúmeras vezes tbm, inclusive uma vez a mãe falou que o filho se chamaria William em minha homenagem. Fiquei tão feliz que não tenho nem como expressar. Mas mesmo assim, ginecologia e obstetrícia não é mais o que quero pra mim, falo isso com certa tristeza, porque gosto muito da área, mas não estou disposto a enfrentar todo esse estresse e dor de cabeça. Acaba com a saúde física e mental de qualquer um.

Anônimo disse...

Lola, eu peguei do site da camara:
http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/SAUDE/471158-PROJETO-INSTITUI-REGRAS-PARA-REALIZACAO-DE-PARTOS-NO-BRASIL.html

"Ainda conforme proposta, essas comissões terão também a função de monitorar o número de cesarianas realizadas e propor medidas para redução desse procedimento. Os índices de cirurgias, pelo texto, não devem ultrapassar a média recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), que segundo Jean Wyllys, é de 15% dos partos.

Caberá às comissões elaborar relatórios com os números de cesarianas. Instituições que ultrapassarem a meta serão comunicadas. Caso o índice seja excedido por três vezes consecutivas, a comissão deverá realizar sindicância. No relatório final, devem constar informações como causas das cirurgias e profissionais responsáveis. Devem-se propor também as medidas para reduzir os percentuais.

Caso a situação não seja corrigida em 90 dias, a comissão encaminhará denúncia ao Ministério Público, e a instituição de saúde ficará sujeita às seguintes punições:
- suspensão, por prazo inicial de 30 dias, de financiamento público a instituições pertencentes ao SUS ou a ele vinculadas para a realização de cesarianas;
- proibição temporária de cesarianas, para instituições privadas ou filantrópicas, por igual período."

Anônimo disse...

SEgundo o site da Camara dos deputados, A lei engloba instituições privadas e do SUS e determina que os indices de cesarias não devem ultrapssar 15%:

http://www2.camara.leg.br/camaranoticias/noticias/SAUDE/471158-PROJETO-INSTITUI-REGRAS-PARA-REALIZACAO-DE-PARTOS-NO-BRASIL.html

"As comissões serão formadas nas esferas estadual e municipal e nas instituições de saúde. Todas as ocorrências deverão ser comunicadas ao órgão, que notificará os conselhos regionais de medicina e enfermagem.

Cesarianas
Ainda conforme proposta, essas comissões terão também a função de monitorar o número de cesarianas realizadas e propor medidas para redução desse procedimento. OS ÍNDICES DE CIRURGIAS, PELO TEXTO, não devem ultrapassar a média recomendada pela Organização Mundial de Saúde (OMS), QUE SEGUNDO JEAN WYLLYS, É DE 15% DOS PARTOS."

Aqui está o texto da lei:
http://www.camara.gov.br/proposicoesWeb/prop_mostrarintegra;jsessionid=37B81CCEE8D5DE05CC6C1B1FC8D8E40C.proposicoesWeb2?codteor=1257785&filename=PL+7633/2014

"Art. 25 – Os índices de cesarianas nas instituições ou estabelecimentos obstétricos
PÚBLICOS OU PRIVADOS de saúde suplementar não deve ultrapassar a média
preconizada pela Organização Mundial da Saúde, pactuada com o Poder Executivo
Federal em valores e períodos definidos pelo Ministério da Saúde, exceto em
hospitais-maternidades de renomada referência setorial que possuam maior
demanda de atendimentos de alto risco, que deverão pactuar oficialmente seus
próprios índices."

O indice da OMS a que se refere a lei é de 15%

Anônimo disse...

A lei não fixa um valor percentual para as instituições públicas ou privadas, mas indica que esse percentual é o utilizado na OMS, que hj é de 15%:

"Art. 25 – Os índices de cesarianas nas instituições ou estabelecimentos obstétricos
públicos ou privados de saúde suplementar não deve ultrapassar a média
preconizada pela Organização Mundial da Saúde, pactuada com o Poder Executivo
Federal em valores e períodos definidos pelo Ministério da Saúde, exceto em
hospitais-maternidades de renomada referência setorial que possuam maior
demanda de atendimentos de alto risco, que deverão pactuar oficialmente seus
próprios índices."

O problema é que o indice da OMS é uma recomendação e não uma obrigação. Com essa nova lei, passa a ser uma obrigação no Brasil.

Anônimo disse...

Há uma contradição nesse movimento, pois ao mesmo tempo que prega a autonomia da mulher, porém, faz uma pregação xiita do parto humanizado, como se um hospital, com um profissionais de saúde por perto, anos e anos de pesquisa médica,enfim, com todo o aparato fosse algo desumano, se é assim, porque ão procurar uma caverna na hora de parir? Mais natural impossível.
Rafa

Anônimo disse...

"fiz minha busca na internet e vi que era um mito."

Olha o perigo.

Natália Van den Eynde disse...

Muito triste a forma como o parto é conduzido no Brasil, também acredito que a violência acontece nos dois casos. Aqui na Bélgica tb não existe escolha, vc tem cesárea se precisar de uma e ponto final. Por um lado entendo quem diz que a mãe deve ser protagonista no parto, mas não consigo ver a cesárea como uma "opção", pra mim é uma solução de emergência. Aqui inclusive temos a opção de ter o parto humanizado em casa com acompanhamento de uma parteira, mas não me sinto segura para optar por essa modalidade. O que está em processo de "renascimento" aqui é a prática da amamentação. As mulheres são impedidas de amamentar em público em mtos lugares, a média é amamentar mesmo só pelos 3 meses da licença maternidade que é quando vc fica confinada em casa, acho super estranho. Em casa planejamos pegar o melhor dos dois mundos, parto natural e amamentaçaão até quando for possível onde quer que seja, e quem se incomodar que faça o favor de não nos presentear com sua companhia.

Julia Cabrera L. di Santis disse...

De certa forma, o maior niilismo vital, a maior convicção acerca
da falta de valor da vida, é o ter filhos. A vida humana sem valor
está estruturada para reproduzir-se indefinidamente, empurrando
o nada dos pais para os filhos. Os filhos são a confirmação de que
não há nada, não houve nada, não haverá nada... apenas filhos.

O ter filhos é a própria consumação do desvalor do ser, a possibilidade
de deslocar o que não há, o que nunca houve, em outras direções.

Raven Deschain disse...

Olha Kittsu. Uma vez uma amiga da wicca me disse que a mulher é o ser mais próximo de deus, pois só ela tem o dom de gerar uma vida, igual a ele. Vai ver é isso. O patriarcado deve roer as unhas dos pés sabendo que só nós podemos fazer isso, então minimiza, humilha, como se fosse uma coisa de menor importância, o que, religiões e credos a parte, não é mesmo. Do jeito que o cerumano gosta de se matar, se pararmos de parir não sobra ninguém.

Tiê, que maravilha seu relato. Eu tb fiz tudo isso e que bom que vc falou. A preparação física antes do parto é de extrema importância. Não adianta engravidar, ficar sedentária, só em casa comendo e assistindo a fox, e depois querer um parto normal tranquilo. Se a gravidez é saudável e sem nenhum risco a mulher DEVE se exercitar sim. =)

donadio disse...

"Anon, em que notícia vc leu que "a lei proíbe que instituições públicas ou privadas ultrapassem o limite de 15% de partos cesárias"?"

Ler pra quê, se imaginar é tão mais fácil?

Anônimo disse...

Como todo mundo, eu tenho enormes reservas sobre a atuação dos profissionais da saúde, sobretudo na hora do parto. Mas eu devo ter tido muita sorte. Quando estava grávida, queria uma cesária pelos mesmos motivos de quase todas as mulheres. E encontrei uma obstetra maravilhosa que me explicou muito claramente todos os riscos de um parto normal e de uma cesária. Além disso, ela disse que só faria a cesária se eu aceitasse esperar o momento certo do bebê, isto é, entrasse em trabalho de parto. Essa imposição foi exatamente o que me fez optar por ela, que se mostrava não só uma profissional responsável como respeitosa com o meu direito de escolha. E tudo correu bem, minha filha nasceu linda e saudável, eu tive umas 24 horas de muita dor, mas no terceiro dia estava em casa, cuidando da bebê e fazendo tudo. Lembro que minha irmã, depois dos partos normais quase não conseguia sentar, com dor nos pontos da episiotomia. Então, se formos me comparar a ela, eu me recuperei mais rapidamente.
Mas essas comparações são sempre bobas, cada mulher vive de forma diferente o nascimento dos seus filhos, assim como cada organismo é diferente e as circunstâncias de cada um.

A possibilidade da escolha responsável é o mais importante.

Anônimo disse...

Donadio, se vc acessar o site da camara dos deputados vera q nao e imaginacao. Eu peguei a informacao la e no projeto de lei. Basta ler o projeto de lei

Anônimo disse...

"Anon, em que notícia vc leu que "a lei proíbe que instituições públicas ou privadas ultrapassem o limite de 15% de partos cesárias"? Porque eu não li nada disso. Primeiro que é só pra rede privada, que é a que tem o índice de 85% de cesárias. Depois que a única menção que eu vi aos 15% em todas as notícias é que este é o porcentual recomendado pela OMS.
Sem tanto alarmismo, please."
Lola, eu nao li isso de um site de noticias. Li no site da camara dos deputados. Nso eh alarmismo, eh o q trata o projeto de lei. E é um equivoco falar q o projeto so trata de hospitais privadas. A meta de seguir os percentuais da OMS, segundo o texto da lei, aplicam-se a instituicoes publicas e privadas

Anônimo disse...

Cesária ou normal, acredito que o importante mesmo é a mãe e o bebê ficarem bem.
Minha irmã fez cesária e dois dias depois já estava em casa dando banho no filho mais novo dela, cozinhando, fazendo quase tudo, já uma amiga fez parto normal e ficou com dores no local e quase não podia se mover.
Porém, já vi mulher que teve parto normal e no dia seguinte tava pra lá e pra cá, sem nenhuma complicação e mulher que fez cesária ter problemas com o parto.

Acho que esse assunto é muito relativo, e cada mulher sabe o que é melhor pra ela e seu bebê, não se deve impor nenhum tipo de parto a ninguem, a não ser que esse seja necessário.

Uma amiga teve seu ultimo filho com parto normal e ele demorou muito para nascer, ela não quis em nenhum momento fazer cesaria, mesmo os médicos alertando que havia risco para o neném, resultado que o neném nasceu praticamente roxo sem ar, na saída do bebê ele ainda fraturou uma clavícula e sofre até hoje de problemas no sistema nervoso.



Acho mesmo que independente do parto, nem mãe e nem bebê devem sofrer.

Cada mãe deve escolher o que acha melhor, nenhum dos dois é certo ou errado.

Anônimo disse...

Olha, um ponto importante que o medico William e a Ilka levantaram: e dificil pro medico ficar disponivel o tempo todo pra fazer parto normal.

Minha prima fez o pre natal com a medica, tudo certinho, ja acordado que seria PN e inclusive ja tinha pago (aqui em BH se cobra mais ou menos 5 mil pro medico particular te acompanhar, fora o que o convenio paga). Mas nunca se sabe quando o trabalho de parto vai realmente comecar. Minha prima foi para o hospital e a GO dela estava em outro parto, em outro hospital, nao conseguiu chegar a tempo. Foi o plantonista quem fez. Meu priminho nasceu super bem, mas minha prima ficou furiosa com a GO, no inicio nao queria ser atendida pelo plantonista de jeito nenhum. Ficou com medo de dar algo errado, que a GO dela ja sabia somo tinha sido a gravidez, que o plantonista era recem formado e sem experiencia. Enfim, alegou mil desculpas, mas em duas horas estava com o bebe no colo. A GO devolveu o dinheiro pago.

Nao da pra esperar que o medico fique disponivel o tempo todo. Ele tem outros pacientes no consultorio, familia, ferias, ou ate mesmo outros partos no momento. Muitas das minhas amigas e primas ficaram com medo do GO nao acompanhar o parto normal e ja agendaram cesaria por isso. Tenho duas amigas da area de saude, que ja chegaram para o GO marcando a cesaria para nao correr o risco de ser com plantonista. Mas porque o medo do plantonista?

Nao sao apenas os medicos que influenciam na cesaria, muitas mulheres tem medo de que o GO que as acompanhou nao esteja presente no parto e pedem a cirurgia.

O problema no Brasil e a falta de informacao das mulheres. Deveriamos comecar a fazerem o plano de parto junto com o GO (pratica muito comum nos EUA). Assim caso o medico nao as possa acompanhar, todas as informacoes necessarias estarao ali para o plantonista.

Entendo tambem que muitos medicos nao gostam de passar as informacoes para as mulheres, mas cabe a elas buscarem.

Interessante tambem o caso que o William exemplificou que muitas gravidas chegam com varios problemas, as vezes nem sabendo que estao gravidas, sem nem saber o que um trabalho de parto eh.

O que falta mesmo eh uma politica publica para a saude das mulheres, acompanhamento, informacao.

Maria Lia

Anônimo disse...

Depois de tanto tempo lendo seu blog, vou me meter a dar opinião :)

Eu nunca quis cesárea pq já tinha passado por três cirurgias e a cicatrização no abdomem é dolorida e demorada, fiquei os 15 primeiros dias dopada e não podendo andar por causa da dor, e, mesmo depois de um mês o lado de fora ter ficado bonitinho, por dentro ainda não tinha cicatrizado e doía. Não queria ter um bebê e não poder carregar, andar ou fazer as coisas em casa.

Sou contra cesárea eletiva? Sou. Pra minha pessoa, pro meu corpo. Agora, acho que quem depende de convênio e quer cesárea vai sofrer com essa nova lei. E acho ruim que uma lei tire o direito de escolha da mãe, já que é ela quem vai parir. Pra mim essa lei só vai fazer o que sempre foi feito: o governo, o estado, os médicos, o marido, sei lá quem, tem o direito de escolher o que fazer com o corpo da mulher, menos ela mesma.

Querem aumentar a taxa de partos normais? Invistam em esclarecimento e orientação às mulheres e aos profissionais de saúde que cuidam delas, dêem melhores salários aos profissionais de saúde, melhor treinamento para que eles saibam acompanhar um parto normal, para que eles saibam orientar uma gestante.

E que façam algo para punir aqueles que só sabem por medo nas mulheres para que façam o que é mais cômodo à agenda deles (eu ouvi de um médico que eu não teria passagem para um parto normal porque sou pequena e que deveria agendar a cesárea logo, isso quando não estava nem com um mês de gravidez; mas acho que era pq a data prevista do meu parto era pra ser próxima ao feriadão de carnaval, né, é claro que eu não teria passagem...) e aqueles que praticam violência e desrespeito com uma pessoa que está fragilizada (minha prima foi atendida por uma médica que mandou ela calar a boca quando estava com dor, disse que não sabia porque ela estava reclamando - será que era porque estava com contrações e o filho dela estava nascendo?)

Em resumo, acho que a única maneira de melhorar as taxas de parto normal é mudar a maneira que o parto é feito no Brasil. Está tudo errado: o "normal" que amarra a mulher, que a impede de ficar numa posição confortável para parir, de se alimentar, de ter acompanhamento de uma pessoa que a faça sentir-se bem e que não espera o tempo do corpo dela e induz o trabalho de parto com hormônios sintéticos causando mais dor e desconforto para ela e o bebê; e o cesáreo mal indicado, que traz riscos à saúde dos dois e só beneficia a agenda do médico.

É isso. E sim, eu tive parto normal. Com plantonista. E foi ótimo.

Raven Deschain disse...

Essa questão do go que faz o pré natal ter que ser o mesmo aue faz o parto é muito engraçada pra mi. Haha

Cheguei no hospital meia noite então minha médica devia estar dormindo, tadinha. Mas tb não tinha plantonista (era domingo). Tiveram que chamar um cara e nem me deram ocitocina, senão era capaz do enfermeiro ter que fazer o parto. Inclusive foi esse enfermeiro que deu banho no pitinico pq ele tav sozinho. Kkk parecia um hospital fantasma de fiome de terror.

lee disse...

Estava lendo o post com a minha irmã,que hj cola grau em medicina, do lado. Ela medisse o seguinte:

1) a cultura da cesárea é prejudicial sim. a cesárea é uma cirurgia e como tal deve ser feita apenas se há motivos médicos (toda cirurgia implica riscos). O risco do parto normal deve ser maior do que o da cesárea para fazer a cirurgia.
2) Ela não concordou com a cesárea só depois de iniciado o trabalho de parto. Segundo ela, as vezes dá para saber se o normal vai acarretar problemas nos exames pré natais. E as vezes, não dá para fazer a cesárea quando o trabalho de parto já começou.

Anônimo disse...

Concordo em gênero numero e grau. lana.

Juba disse...

Não entendi a conversa de que a lei vai tirar o direito de escolha da mulher. Não há direito de escolha hoje, sabiam?

Quem quer PN, tem que pagar muito ou se submeter a violência obstétrica na maioria dos casos, salvo umas poucas sortudas primigestas e com zero alteração nos exames, que podem optar por uma casa de parto.

O que vai mudar, talvez, é que agora quem vai pagar é quem quer a cirurgia. Continua errado? Continua. Mas não está tirando direito de escolha porque esse direito ainda não existe, infelizmente.

Kittsu disse...

Caraca raven, que lombra! como é que foi essa parada aí?

Anônimo disse...

Ao doutor ai em cima. Sinto muito, mas serei extremamente franca, como sou com os plantonistas grossos da pediatria.
Numa situação estressante de um ambulatório descrita a cima, os únicos que recebem (e no caso do GO, recebem MUITO) por estar lá são as pessoas da equipe médica. Todos os outros estão, de uma forma ou de outra, pagando para estar ali.
Outro detalhe: os únicos com as informações e treinamentos adequados para essa situação são também os da equipe médica. Todos os outros envolvidos, que gritam, criam confusão e estão desinformados estão passando pela a experiência mais fragilizadora (e possivelmente, mais assustadora) das suas vidas!!

Então amigo, você fez muuuuito bem de abandonar a GO. Se não aguenta, bebe leite!

Se a medicina moderna fosse no minimo humanizada, não seria algo tão absurdo assim. Se os médicos (e futuros médicos) conseguissem enxergar essas "drogadas, portadoras de HIV" como seres HUMANOS, assustados e desinformados, largados a margem da sociedade, e que não tiveram nem 1/5 das condições financeiras, educacionais e familiares que você teve... aí quem sabe não seria tão estressante para os doutorzinhos!!
Vocês são os que mais tem conhecimento para se colocar no lugar dessas mulheres, mas pelo jeito ainda falta a capacidade!!
NADA justifica a violência obstétrica, MUITO menos o estres de quem é pago para estar ali!

@vbfri disse...

Quanto mais eu vejo, mais isso se parece com a história de quando a gente fala que o aborto deve ser legalizado e a galera entende que, se for legalizado, TODO mundo vai ser OBRIGADO a fazer um aborto e vai acabar a vida na Terra porque ninguém mais vai ter filho.

Menos, galera, menos...

Ninguém tem a OBRIGAÇÃO de ter PN. Nin-guém passará a tê-la.

A mulher NÃO é "menas mãe" porque teve PC.

O governo NÃO está obrigando as mulheres a terem PN e nem impedindo as mulheres de ter PC.

O que está acontecendo é que plano de saúde e governo que pagarem PC, terão que justificar, por se tratar de uma CIRURGIA DE RISCO.

A mulher que quiser ter PC agendado, sem REAL necessidade, sem INDICAÇÃO médica, PODERÁ fazê-lo. Desde que PAGUE por isso.

Sei lá... Isso me parece MUITO óbvio.

Cirurgias têm risco. De morte inclusive. Já tem um monte de pesquisas comprovando que causa mais risco à mulher e ao bebê.

NINGUÉM está tirando a autonomia da mulher. NINGUÉM.

Só estão negando pagar por uma cirurgia que foi feita sem necessidade.

Quem quiser, que pague.

Como hoje, que quem quer ter o bebêm em casa, tem que pagar MUITO dinheiro. MUITO.

Da autonomia da mulher fazer parto normal, natural e humanizado ninguém fala, né???

Raven Deschain disse...

Oq? Do parto? Haha ah não tinha médico nenhum. Tiveram q chamar um go de outro hospital próximo. Sei lá o pq.... Nunca perguntei...

Anônimo disse...

William,

lembro-me de ter lido em algum lugar de que as profissões da área de saúde são as mais estressantes. Eu não duvido disso. Ainda mais no nosso país onde tudo é tão precário. O fato de ter mulheres que não fazem a mínima ideia de como um bebê nasce, é a prova disso.

Porém não há precariedade, mal pagamento, falta de estrutura whatever que justifique a brutalidade e o sadismo com que parturientes são tratadas.
Sim. Sadismo. Por que cortar alguém de cabo a rabo e costurar SEM ANESTESIA é sadismo, é tortura!!! Negar atendimento e humilhar alguém que está com dor e em situação de vulnerabilidade é de uma bestialidade incompatível com qualquer sociedade minimamente civilizada.

Eu queria uma explicação, se você souber a resposta favor me forneça, por que GO é a especialidade médica que mais frequentemente trata suas pacientes como se fosse um bando de inúteis e incapazes. Você já escutou um ortopedista se referindo a uma paciente adulta com nomes no diminutivo? Você já viu algum oncologista dizendo para seu paciente com câncer de pulmão - "não hora de fumar, não chorou"? Você já viu qualquer outro médico negar tratamento ou ajuda a um paciente por que "ano que vem você vai estar aqui de novo"?

Pergunte pra qualquer mulher desse blog qual foi o médico que mais frequentemente as tratam com desdém? Quase todas nós temos pelo menos um episódio negativo pra contar.

Tenho certeza que existem bons profissionais, que tentam de tudo para fazer o melhor que podem em uma situação totalmente caótica. Mas depois de tudo que li e ouvi de parturientes e de experiências de diversas mulheres em consultórios de seus GOs, eu acredito que esses bons médicos e bons profissionais de saúde são a exceção.

Jane Doe

Kittsu disse...

Que engraçado. .. Foi mais tranquilo por o hospital estar vazio ou isso te deixou preocupada?

Anônimo disse...

Bom, eu quero cesaria. Motivos pessoais, culturais, podem dizer que me faltam informações, seja o que for. Mas neste momento eu escolheria cesária. Tenho plano de saúde, eu pago o plano. Mas não tenho como pagar a cesária. Terei que ter PN? Se a resposta for sim, então não há escolha. Só mudou o lado, antes não dava pra optar por normal, agora não dá pra optar pelo contrário. E quem se beenficia é o plano.

Fernanda disse...

A verdade é que ese plano é para benefício dos planos de saúde e ponto. Não posso dizer que li todas as fontes possíveis, mas nenhuma, referia a este plano também : melhora no atendimento e informação a parturiente, humanização do parto, mais leitos as mães, treinamento de peofissionais e contratação de profissiinais experientes para o sus.Foi tudo jogado e como disse uma colega lá em cima, então se meu médico não aprovar, mesmo que eu tenha medo, sou obrigada a pagar particular emais caro pra ele.Sugestivo, não? O plano se livra, a mulher que não rem recursos sem escolha...awww mas tudo bem né. Todas mulheres que optam por PC são desinformadas e fracas. Poxa gente, que decepção de certas moças.

Anônimo disse...

"Tenho plano de saúde, eu pago o plano. Mas não tenho como pagar a cesária. Terei que ter PN? Se a resposta for sim, então não há escolha."

SE o hospital q vc escolher tiver ultrapassado o limite de 15% de cesarias( limite estabelecido pela OMS, conforme o Projeto de LEi ), vc vai ter de fazer parto normal sim.

Anônimo disse...

Apesar de haver uma predileção dos médicos pela cesária, a maioria das mulheres tb não quer fazer parto normal. Uma minoria quer fazer PN. E a impressão q eu tive lendo o post é q rola uma discriminação contra essas mulheres.

Tlvz eu esteja enganada, mas spre achei q o feminismo tratava da luta pelo direito da mulher de fazer suas próprias escolhas, de tomar suas próprias decisões sobre o seu corpo. Então acho q deveríamos respeitar quem opta por cesária.

Ql o problema se a pessoa prefere não sentir dor, se prefere fazer a cirurgia? Pra que fazer terror, dizendo q não vai haver boa recuperação, q a criança vai nascer prematura, etc, etc...

Se é o q a mulher quer fazer, q seja feita a vontade dela. E se a cesaria fosse esse mal imenso q estão pregando, a maioria esmagadora das mulheres q tiveram filhos já estariam mortas ou cheia de problemas. Pq eu pelo menos não conheço nenhuma mulher q tenha tido parto normal. Tb não conheço nenhuma q tenha morrido ou ficado com sequelas por conta de cesaria. E os filhos tb estão muito bem e saudaveis.

Não vamos ficar policiando o útero alheio. Já tem gente demais querendo policiar nosso corpo, não precisamos de mais gente nesse grupo...

Anônimo disse...

Só quero agradecer as pessoas envolvidas por ter tido meus filhos em boas e até excelentes condições. O primeiro (particular) teve q ser PC, a GO sacrificou seu domingo e foi muito atenciosa. O segundo tive parto normal no hosp. universitario da Ufsc numa cadeira especial na posição vertical. diante de vários residentes, alguns nunca viram um parto. Dei um show rs. Agradeço de coração. E pelo q ando lendo, tive muita sorte.

Raquel disse...

Ainda não tenho filhos, mas planejo tê-los. Desde adolescente, eu sempre desejei que, quando tivesse filhos, o parto fosse natural pois não há dúvidas de que é o melhor para a mãe e para o bebê em todos os sentidos. No entanto, depois de ler bastante sobre como os partos naturais têm sido realizados nu SUS e depois de ouvir o relato de uma amiga sobre como foi o parto natural (na banheira) em uma clínica privada, mudei de ideia. Não tenho medo da dor do parto, tenho medo da violência obstétrica, tenho medo que médicos despreparados não aguardem o tempo necessário do parto e puxem de modo brusco o bebê com um fórceps (em muitos casos deslocam o braço ou rompem os ligamentos do ombro do bebê, furam a bexiga da mulher), tenho medo de que me façam aquele corte na vagina para que o bebê saia, um corte feito a seco, sem anestesia, sem consentimento da parturiente, feito com tesoura ou bisturi (muitas vezes esse corte é feito sem necessidade; muitas vezes esse corte tem de ser feito porque os médicos apressam o parto). Tenho medo de uma enfermeira debruçada sobre mim, empurrando com força minha barriga (com o feto dentro) para que o Benê saia de uma vez.
Tenho dito ao meu marido que só farei parto normal quando engravidar se eu conseguir fazer o pré-natal e parto no Hospital Universitário da UFSC, que tem uma equipe be, preparada e humanizada. Caso contrário, farei cesárea.
Enquanto no parto normal feito nos hospitais brasileiros prevalecer a violência obstétrica, vou optar sempre pela cesárea. Mas com um desejo profundo de que as condições melhorem para que possamos ter um parto natural, seguro e harmonioso.

Anônima disse...

Complicado falar em retirar o direito de escolha da mulher, quando esse direito ainda e inexistente. Escolha deve ser precedida de informações, como indicações, riscos, etc. Somente munida dessas informações as mulheres realmente podem decidir o que e melhor pra elas e para seus filhos. A escolha para o parto não pode ser pautada somente na experiência traumática de uma conhecida, não se escolhe a via de parto como se escolhe o sabor de uma pizza. Não se trata só de uma preferência. O que ainda não foi dito e que essa lei tenta trazer ferramentas importantes de informação sobre parto e essa e a principal arma de empoderamento. O que se vê hoje e que mulheres ficam a mercê do conhecimento médico e escolhem muitas vezes o que são induzidas a escolher. Claro que não são todas, mas a maioria das mulheres que são submetidas a cesárea principalmente no sistema privado. A lei não obriga ninguém a realizar parto normal, mas dificulta sim, cesáreas desnecessárias, já que se trata de cirurgia. Com relação ao comentário do William, também sou profissional de saúde, sei bem o que e ter uma profissão estressante, mas acredito que uma assistência humanizada e sobretudo acolher as pessoas, respeitando sua individualidade e seus direitos, independente de ser drogadita, portadora do vírus HIV. Não nos cabe julgar sua vida, temos obrigação de entender sua pressão e de seus acompanhantes, que são extremamente importantes e podem até se tornar um parceiro da mulher e equipe se for acolhido e bem informado durante todo o processo. Infelizmente pelos julgamentos, arrogância, dificuldade de diálogo, muitos profissionais de saúde cometem violência obstétrica e isso e inadmissível.

William Jaber Júnior disse...

Anônimo das 17:03 distorceu tudo o que falei, então não vou nem me dignar a responder.

Jane Doe, concordo com tudo o que você falou. Meu questionamento é a 'demonização' do médico. Realmente há bastante violência obstétrica, mas não acho que estes sejam os únicos culpados de todos os problemas, como já falei.
No meu tempo de estágio, realmente vi muitos desses comentários maldosos que você citou, mas feito por pouquíssimos profissionais. A maioria não é assim. E mesmo esses que são rudes e grosseiros, também tentam fazer o máximo pela saúde da mulher e bebê. Talvez não estejam preocupados com a gestante, confesso, mas se preocupam com seu CRM e tem medo de processos etc.
continua...

William Jaber Júnior disse...

Não sei se cabe processo esses tipos de comentários que muitos médicos fazem, mas acho que uma boa solução seria se as mulheres começassem a entrar na justiça, pois aí quem faz esse tipo de coisa teria que mudar na marra.
Quanto as violências absurdas como dar ponto sem anestesia, não tenho nem o que comentar... é absurdo e uma mulher que passa por isso não devia mesmo deixar quieto...
Só lembro a vocês que meu contato com os GOs foi em plantões do SUS, não tenho experiência com pré-natal e com médicos que assustam a paciente para fazer cesárea...

donadio disse...

"Donadio, se vc acessar o site da camara dos deputados vera q nao e imaginacao. Eu peguei a informacao la e no projeto de lei. Basta ler o projeto de lei"

Mas qual projeto de lei? Até onde eu entendo, o que estamos discutindo é uma resolução da Agência Nacional de Saúde Suplementar, não um projeto de lei...

Raven Deschain disse...

Então. Confesso que fiquei preocupadinha sim. Mas minha cunhada estava comigo e ela foi a melhor pessoa que poderia me existir. Até hoje não entendo como é possível que num hospital militar enorme não tivesse nem um clínico geral de plantão. Eu hein?


Gente, me expliquem essa questão de anestesia por favor? Pq eu falei pro médico que não queria e ele disse que não aplicava mesmo, pq era perigoso. Mas aí eu já tava desmaiando e não soube o pq...

Armouropoulos disse...

Quando eu li as bobagens que o pessoal do “eu não sou charlie” escreveu, eu pensei que ia demorar para eu ler uma quantidade tão grande de bobagens militantemente engajadas, mas aí eu li esse post e me lembrei que nunca devo subestimar a capacidade de militantes de falar bobagens. A que comparou um parto com a extração de uma unha encravada ganhou o prêmio da maior idiotice de todas, mas mostra a idéia de humanidade que essa pessoa tem.

Os comentários discordam entre si em muitos pontos, mas quase todos tem um aspecto em comum: o corpo da mulher é da mulher, por isso - assim como na questão do vestuário, vida sexual, profissão etc - ela tem direito de escolher a forma de parto que ela decidir.

Isso é, minhas caras, uma bobagem enorme por duas razões tão óbvias que só a militância cega faz que vocês não vejam isso.

1 – Diferentemente do vestuário, profissão ou parceiro(a)s sexuais, a realização de um parto exige um conjunto de conhecimentos técnicos que boa parte das mulheres (tirando as que tem diploma médico) NÃO TEM. Logo, ler alguns artigos em blogs não igualam sua opinião a de um(a) médico(a), esse(a) maldito(a) que dedicou anos para adquirir um conhecimento científico que vai de encontro ao suas falácias militantes.

2 – O corpo da mãe pode ser dela, mas o corpo do bebê e muito menos a vida dele NÃO É. Então, se vcs quiserem pôr a suas vidas em risco por causa das bobagens militantes que vocês defendem, por favor façam! Mas nenhuma de vocês tem direito de fazer escolhas má-informadas e pôr a vida QUE NÃO TE PERTENCE de uma pessoa inocente e completamente dependente em risco. Quem, no entanto, o fizer, está sendo negligente. Além do mais se isso resultar na morte do bebê, vocês estão incorrendo no artigo 121 que designa o Homicídio Culposo. Estão sendo tão imprudentes quanto a pessoa que decide dirigir alcolizada. Podem chorar, bater o pé no chão e gritar, mas essa é a verdade.

A tempo: naturalmente se essa parcela de cesárias for verdadeira e não uma manipulação de dados, tão normal entre os militantes como o número de assassinatos motivados por homofobia, nos quais qualquer morte violenta de homossexual é classificada como homofobia, (fulaninho foi atropelado, logo o motorista ou o carro é homofóbico), há sim um problema na obstetrícia no Brasil, mas a solução não é a demonização da classe médica e nem pôr a vida dos bebês em risco em nome da militância.

Unknown disse...

QUanta babaquice... um monte de mulheres imbecis tentando meter o bedelho no direito das outras de escolherem e comandarem seus próprios corpos. Nasci de cesarea, assim como meus dois irmãos. Nunca tivemos problema com isso nem minha mãe. Agora com essa proibição disfarçada contra o direito de ter um parto sem dor e sem mutilação vaginal, eu decidi que não quero mais ter filhos. Me recuso a ser obrigada a ter um parto normal. E vou além, abdico tb do meu direito de ser mulher, comecei logo a tomar anticoncepcional pra não menstruar mais. Cansei. Bando de seres humanos co-dependentes que acham q sabem oq é melhor pro outro em vez de cuidarem da própria vidinha.

Anônimo disse...

Poxa, eu gostei da iniciativa do governo, pois sofri na pele essa demonização ao parto normal, e fui uma "vítima" da cesárea, passei por 4 médicos durante a gestação e nenhum me apoiava quanto ao parto normal, todos colocavam milhares de empecilhos, sendo que eu tive uma gravidez saudável, até que no 4º médico eu desisti, pois o parto humanizado estava fora de questão,já que não teria condição financeira de arcar com uma doula e um médico em minha casa, pois o plano de saúde já me custa caro, eu fui fraca sim, confesso, já estava muito exausta e com uma barriga gigante pra ficar correndo atrás de consultas e faltando no trabalho, e o máximo que consegui dele foi que pelo menos esperasse um sinal do bebê de que ele queria nascer, meu parto estava previsto para 29/05 e ele me convenceu á deixar marcado para 27/05/2014 e no dia 22/05 a bolsa rompeu e fui direto para o centro cirúrgico, é uma lembrança muito ruim que tenho desse momento, um sentimento e fraqueza e impotência, queria dizer para ele: "vocês venceram, cortem logo a minha barriga, arranquem meu filho daí e acabem logo com isso".
Detalhe: Mesmo estando em um hospital particular e que diziam ser o melhor da cidade, peguei uma infecção urinária pela sonda que passam antes do parto, a infecção foi pro rim e fiquei muito debilitada, tive várias convulsões e passei 15 dias na UTI no pós parto, o parto que deveria ser uma boa lembrança se tornou muito traumático pra mim, e o pior de tudo isso foi a falta de opção, me senti forçada, desanimada em um momento que deveria me sentir realizada, por isso apoio sim as medidas do governo, que apoiam o direito de escolha das mulheres.

Anônimo disse...

Armouropoulos, engraçado que você defenda os médicos quando já foi dito não só aqui que eles estão fazendo tudo da maneira errada, principalmente no PN; e quem diz isso não são as ativistas pró- parto natural, é a OMS. A OMS, se você não sabe, é uma agência especializada em saúde, fundada em 7 de abril de 1948 e subordinada à Organização das Nações Unidas. A OMS tem por objetivo desenvolver ao máximo possível o nível de saúde de todos os povos. A saúde sendo definida pela organização como um «estado de completo bem-estar físico, mental e social e não consistindo somente da ausência de uma doença ou enfermidade.». Eles fazem pesquisas e mais pesquisas sérias, com equipes altamente qualificadas, tem inclusive comprovações científicas e mesmo assim os médicos brasileiros não seguem as orientações dela relativas ao que é melhor no parto. Ou seja, o diploma de médico não vale muita coisa não, viu? Tem muita parteira semianalfabeta no interior do Brasil sabendo mais de parto que médico. Não adianta ter diploma e ignorar informações COMPROVADAS da maior e mais séria organização dedicada à saúde.

Quanto a essa história de "Ain, o bebê fofinho tem direito à vida, vocês são criminosas blábláblá", papo de pró-vida pra pitacar no corpo e na vagina alheia até em parto é de lascar, viu? Bebê tem direito civil DEPOIS que nasce, colega, e só se nascer vivo. Enquanto tá na barriga não é sujeito de direitos, pode chorar, gritar e bater o pé que não adianta. É lei. Ah, e cadê a preocupação com a "vidinha" nos hospitais cheios de recém-nascidos imaturos em UTIs que nasceram nas mãos desses médicos diplomados, hein?

Ah, e quanto a essa "manipulação de dados que nem fazem os gays malvados que querem tirar meu direito de discriminá-los, mimimi" isso só merece uma resposta, que nem é educada: vá enfiar sua homofobia e seu machismo no rabo e arranje algo útil pra fazer da vida. Se for homem nem mesmo pode engravidar e ainda quer dizer como as mulheres devem parir ou não... K7, é muita arrogância...

Armouropoulos disse...

Anonimo, eu sei o que é a OMS, não precisa me explicar. O número que questiono são os brasileiros mesmos. Os tais 56% dos partos que seriam feitos com cesariana, pois o estudo do Ipea deixou claro como a militância manipula dados ditos oficiais para confirmar suas próprias opiniões, independente da realidade.

Aqui vc expõe de forma bastante clara o egoísmo que está por trás da opinião de vocês. Dane-se o bebê é ou não uma pessoa de direito segundo a lei, o importante que nas últimas semanas de gravides o bebe é uma pessoa quase pronta, pode ouvir, ver e mesmo formar memórias, mas para vocês egoístas no mais alto grau que pensam somente com o próprio umbigo, mas são hipócritas falando que lutam pro bem comum, acham que essa pessoa é algo que deve ser disposto conforme a comodidade de vocês. Bebê só é gente depois que nasce? Isso demonstra que, no fim, o que vocês querem é aborto até o nono mês de gravides. Porque não depois que nasceu? Já cunharam até um termo pra isso: aborto pós-parto.

Além de hipócrita e egoísta, é analfabeta. Quando eu falei que estava defendendo o direito de ser preconceituoso com homossexuais??? eu somente questionei o inflação dos números de caso de homofobia como um exemplo de manipulação de dados, mas o que eu não falei foi que a homofobia não existe e nem falei que ela não deve ser combatida. A sua inferência a partir disso é tão torta quanto sua moral.
Eu temo por crianças que tenham mães assim.

Anônimo disse...

Amouropoulos, as estatísticas não precisam inchar nada. Eu acompanho periodicamente sites de maternidades e quando vejo os dados dos bebês é assim mesmo; numa galeria de 10 bebês, só um nasceu de parto normal. Todos os outros vieram por cesárea. Às vezes nem esse um tem. E são filhos de mães jovens e saudáveis, com baixo risco e pré-natais completos. Além do mais o Ipea quando publicou que 65% dos brasileiros diziam que mulher com roupa curta merece estupro, só lendo comentários em sites de notícias você sabe que é verdade, mas a reação foi tão grande que o Ipea arregou. Disse que tava errado, é menos. Mas é só ler os comentários do site de notícias e ver que a pesquisa anterior estava certa. Bom, não adianta saber o que é a OMS e não ouvir as recomendações, né? Não adianta saber o que é a OMS e ignorar tudo que ela diz sobre parto em favor dos médicos desatualizados e arrogantes que não aceitam ser corrigidos nem por ela. Fazem errado, mas não admitem ser corrigidos. Que beleza... dá pra ver quanto eles se preocupam com a saúde da mulher e do bebê, né?

E as mulheres que querem parto normal é que são egoístas? Não são esses profissionais da saúde que abrem sete camadas de tecido em uma mulher, tiram um bebê prematuro direto pra UTI neonatal porque querem passar logo pra outra cesárea, assim ganham o dinheiro da cerveja? Não são esses os egoístas? Sério? Não é egoísmo tirar do útero um bebê que nem consegue respirar porque não quer perder o feriadão na praia? Isso não é egoísmo no mais alto grau?

Hipócrita, eu? Fofo, como eu já disse não é preciso inchar. Qqer um que não seja um alienado machista sabe que tem muitos gays no Brasil morrendo, sendo agredidos, expulsos da família e perseguidos só por serem gays. A imprensa reaça que temos é que não noticia, e algumas autoridades homofóbicas e corruptas não registram. É justamente pra contentar pessoas como você. Temo e morro de pena por mulheres e filhos que tem pais e maridos como você. É uma passagem só de ida pra miséria e abandono emocional.

Por fim e mais importante: MASCU PRÓ-VIDA PSICOPATA DETECTED! Mascus delirantis pitaqueirus di vaginis alheius confirmado. Iniciando protocolo de ignorar a produção de chorume.

Ana Rafaelle disse...

Quando tinha 18 anos engravidei e decidi fazer o parto normal. O médico que era bem experiente (estava quase aposentado, cabecinha branca parecia o CID Moreira) me explicou o que era um parto normal, que iria doer muito, poderia precisar de pontos e que só no decorrer do pré-natal é que saberíamos se daria certo (bebe encaixado, minhas condições de saúde etc) mas que por ele todas começavam o pré natal com essa decisão. Fui apoiada, esclarecida, meus pais me apoiavam e admiravam minha coragem. E eu fui lá corajosa quando senti as dores (terríveis), fiquei lá sentindo dores e o médico estava em outro parto então era só eu enfermeiras e plantonistas. As enfermeiras totalmente despreparadas me informaram que havia um parto humanizado mas que meu plano não cobria então nada de remedinho pra amenizar a dor, nada de anestesia nos pontos eu ia ter "no seco mesmo", que era assim mesmo, que eu escolhi o mais dificil se quisesse moleza tivesse optado por uma cesárea. O bebê estava saudavel, eu estava saudavel tudo certo para o parto normal. Ocorre que o espertinho do bebe veio 15 dias antes e dançava na barriga até 1 dias antes de eu sentir as dores então ele enlaçou no pé e ninguem viu. Quando o medico chegou viu meu desespero, viu que seria fórceps e me deu uma local(por conta dele, ele pagou o plano não cobria) para fazer o corte e puxar o bebê, lembro quando ele chegou e disse que iria dar certo, que eu era corajosa e que iria ser feliz que a dor seria compensada com meu bebê no colo, que ele iria fazer tudo dar certo (apesar de la fora ter ido perguntar ao meu pai quem deveria salvar eu ou o bebe) o médico estava calamo e tentou me acalmar. Levei a local, o medico me cortou, e quando ele pegou o forceps eu apaguei de desespero pq as enfermeiras cretinas ja haviam me deixado desesperada. Quando acordei meu bebe estava na incubadora pois ele foi e voltou do meu canal vaginal até o médico chegar e ver que o bebe estava preso, logo enlaçado, logo teria que sair a força ja que cesarea não dava. Minha sorte foi o meu GO ter chegado pq ninguém sabia de nada. A recuperação foi horrível, tive que fazer a tal operação "períneo", levei sei la quantos pontos na vagina e passei 6 meses com medo de fazer sexo mesmo o médico liberando. A minha sorte foi a experiencia do médico pq a equipe nada sabia de parto normal... No entanto essa é a minha experiencia e pelo que passei e vi amigas passarem outras experiencias sem dor, sem problemas nos dois tipos de parto. A grande questão é preparar as gestantes para o que virá e preparar a equipe pq não é só medico que faz o parto tem uma equipe por tras. Isso tudo foi em hospital de plano. Minhas amigas que tiveram seus bebes na Maternidade Escola daqui, já relataram o contrario: seus maridos entraram numa sala, que era confortavel e tinha todas as condições de agilizar e humanizar o processo. A dor foi igual a minha (terrivel) mas a quantidade de pessoas que entrava lá e esclarecia do que estava acontecendo (vc esta com tanto de dilatação, tantas contrações por minuto, seu bebe nascera em tanto tempo, estou aqui do lado em chame se a contração aumentar) ou seja a equipe fez a diferença. Eu hoje tenho horror a parto, morro de medo de ter outro filho, não posso mais optar pelo normal, mas ainda insisto que a equipe faz a diferença, não é só medico. A humanização do parto vem desde o pre-natal até o treinamento das pessoas envolvidas, o buraco é muito mais embaixo do que a simples escolha, apesar de eu ser a favor da escolha da mulher esse não é principal problema.

Anônimo disse...

Questões...
http://maternar.blogfolha.uol.com.br/2015/01/15/para-obstetras-medidas-do-governo-para-reduzir-cesareas-sao-inocuas/

Anônimo disse...

Eu quero escolher o tipo de parto, pois o corpo é meu!!! Essa lei é um absurdooooooo!!! Devemos fazer alguma coisa contra... Eles deveriam investir em campanhas falando do parto natural, assim as mulheres escolheriam o que elas se sentem bem!!!!

No EUA não existe imposição, e nem por isso as mulheres escolhem cesárea, a maioria dos partos são NATURAL...

Vamos lutar por nossos direito e pelo livre arbítrio.

Antonio Carlos disse...

Absurdo o que vc diz, não pode generalizar, eu mesmo acompanho os serviços da GO de uma maternidade e as episiotomias só eram feitas em necessidade extrema e COM ANESTESIA, as vezes o movimento era muito grande e a obstetra não podia dar conta e eu ajudava nos outros partos, não concordo com o que vcs dizem, pelo menos nesse hospital, as gestantes são bem tratadas, não vi médicos xingando, nem humilhando, do contrário, mesmo com os urros e berros delas, eram orientadas que era o esperado sentir as dores do parto, e de tudo era feito pra rolar parto normal, vcs generalizam demais, falam de coisas que não convivem, só do que acham, venham passar plantões por 6 meses e verão.

Anônimo disse...

Anônimo de 12/01, 16:47. Já vi, tenho 3 amigas que fizeram na maternidade mais conhecida do Rio de Janeiro. Três obstetras diferentes. Uma delas realizou todas as minhas ultras. E se o meu não fosse tão humano quanto, teria feito a troca. Mas, claro, hospital particular, profissionais que sequer aceitam plano de saúde. Infelizmente, a verdade é que nem todas podem contar com isso.

Tamires disse...

http://academiamedica.com.br/resolucao-reacende-polemica-entre-cesariana-x-parto-normal/

Texto muito bom sobre o assunto!

Anônimo disse...

PN sempre foi um desejo meu antes mesmo de pensar em engravidar. Casar com um médico cirurgião só me fez ter mais certeza da minha escolha. Cesária é uma cirurgia. E qualquer cirurgia tem risco, no momento e posteriormente. O que vejo pelos comentários é que a cesárea já está enraizada. É uma cultura. As pessoas querem praticidade em tudo... marcar na sexta, porque aí tem o final de semana e as pessoas poderão visitar com mais facilidade... Pro médico, então, é excelente, porque durante a semana ele pode tocar o consultório tranquilo, não querem sentir dor... sem falar nas maluquices de numerologia/signo...e para isso sequer esperam o tempo correto para o bebê. Uma semana é crucial para o amadurecimento do pulmão do bebê, por exemplo. Acho que falta mais diálogo, mais esclarecimento. Não tomo o meu parto como exemplo, porque sei que cada mulher é diferente. Sei também que as minhas condições me deram oportunidade de contar com uma equipe maravilhosa, que foi no meio da madrugada para a maternidade e vibrou comigo quando minha filha nasceu. Nasceu e mamou. Naquele momento também renasci. Me senti absoluta e plenamente dona de mim. Foi a maior sensação de poder que experimentei até hoje. Voltando para o quarto, no corredor da maternidade recebi os parabéns de algumas enfermeiras que sabiam que tinha sido PN, porque nessa maternidade, o índice de cesárea era de quase 90%. Ah, vale ressaltar que a maternidade parecia abandonada, era uma terça...
Acho que é isso, não dá para dizer que todas terão o PN tranquilo, mas também acho que devemos repensar essa glamourização da cesárea a qualquer custo, inclusive, para o bebê.

Anônimo disse...

É muito fácil sair na rua gritando que quer um parto normal, mas acontece que se a pessoa é de classe media e sabe que tanto o SUS quanto as redes de convenio do estilo básico não tem como fazer todo o parto normal que chega, e você acaba sendo mal atendida, fora aquelas enfermeiras que se você grita, elas ficam nervosas e acham que mulher não deve gritar.
Na boa tem que aumentar 70% os plantões médicos para que isso acorra tranquilamente. Tem a questão de que obstetras são ótimos cirurgiões e péssimos parteiros.
A escolha tem que ser junto com o medico e não mais uma oposição que nós mulheres temos que carregar.

andre disse...

Enquanto um médico passa horas no trabalho de parto, varias pessoas morrem por falta de médico, em uma país desenvolvido e o ideal, mais uma vezes o governo muda as leis em busca de controlar nossas escolhas mais não fornece inflaestrutura para que as medidas funcionem .

Anônimo disse...

"Absurdo o que vc diz, não pode generalizar, eu mesmo acompanho os serviços da GO de uma maternidade e as episiotomias só eram feitas em necessidade extrema e COM ANESTESIA,"

NENHUMA episiotomia é necessária, seu animal.

thuane disse...

O que eu não entendo, eh que a situação só se inverteu...Nós que engravidamos antes dessa lei, sofremos pelo fato de querer ter normal e muitos médicos não aceitarem fazer, e agora as mulheres querem cesária e estão com medo do médico não fazer... Eh no mínimo estranho, pois ninguém se levantou com tanta indignação para defender os direitos da mulher de terem parto normal...Cada caso é um caso...Existem histórias tristes e felizes em ambos os lados... Sou a favor da mulher respeitar seu corpo e o ser que está sendo gerado. No caso das mulheres que querem normal antes da lei tem que pagar por isso, agora são as mulheres que querem cesaria que vao ter que pagar...Ninguem percebeu essa inversão??? Lembrando que somos todas mulheres e devemos nos unir e não disputarmos entre nós quem esta certa, quem quer normal ou cesaria?

Rafaela disse...

Gente, se o governo realmente estivesse preocupado com bem estar de mães e bebês e partos naturais, não ia proibir nada, só ia fazer campanhas de esclarecimento e fazer os planos de saúde e o Sus pagar anestesia, parto normal sem dor, 80% da mulheres que escolhem cesariana sem necessidade e por medo da dor intensa e de ser cortada, podem ter certeza, quem é mãe como eu sabe disso. Isso é tudo conversa e politicagem para economizar dinheiro da saúde e ter mais um lugar p roubar a verba. Não estão nem ai com a opinião das mulheres, a classe média como nós e que vai pagar o pato como sempre, dá-lhe guardar dinheiro p pagar cesariana particular..ou ter filhos na Argentina que é mais barato.

Anônimo disse...

Muita calma nessa hora.

" chora classe médica, terão que trabalhar no feriadão"

para um comentário como esse, queria dizer que há os DOIS lados - o dos que agendam sim, por comodidade, e o das pacientes , que EXIGEM que o "SEU médico" esteja disponível para fazer o SEU parto 24h/7d.
Já me responderam em mil posts " Ahhh mas ninguém tá pedindo isso"..." na hora de falar é uma coisa, na prética é outra.
quero ver, desafio, quantas mulheres aceitam fazer o parto com o plantonista, ou seja com " qualquer um" que não seja o " seu médico" ( que come, dorme, trabalha, viaja, tem família, vai ao banheiro e na falta de ser por esses motivos pode estar em outro parto no momento e dando plantão em outro hospital )- mas que se nao estiver presente no " seu parto" não será perdoado.
OU seja : cesárea agendada é um acordo entre as duas partes, com as conveniências para AMBOS os lados.Né?
Agora , voltando ao lado mais frágil, o da paciente : SIM, eu entendo o medo desenfreado de cair nas mãos de ' qualquer um', porque já ouvi e acredito SIM nas histórias pavorosas que me contam de maternidades.Não sou mãe e não tenho essa experiência, mas acredito nas histórias de horror SIM.
ISSO que tem que ser combatido. Agora, como bem disseram ai em cima, vamos parar com essa cultura do " meu médico tem que estar disponível a hora que eu quiser". Pra " hora que você precisar", pra isso, existe o plantonista, caso o sue médico não possa te atender naquele horário( se quiser e puder, beleza)...!...Como disseram acima, em que outro país do mundo o médico faz todos os partos de todas as gestantes que seguiu?...
Depois reclamam " médicos se acham deuses"...ué, são vocês mesmas que imputam essa condiçao de ' deuses' a eles, pois exigem que o cara esteja em vários lugares ao mesmo tempo e largue tudo o que está fazendo( mesmo que seja outro parto) pra atender o de vocês... ninguém consegue, gente, ! de Boa!...SEi que nem todas pensam assim, mas uma boa parte na teoria diz que não mas na prática pensa isso.
Na hora do vamos ver, não perdoa o médico do pré natal se ele não estiver presente...
E tem as ´falsas indicações de cesarea ' SIM, mas para isso mudar, tem que mudar a cultura de ' medo do plantonista' ( aí concordo que tem que humanizar o parto, etc etc como vocês estão dizendo).
tem que mudar os DOIS lados, um só não adianta! :) abraços
Maria Valéria.





Anônimo disse...

Há um abaixo assinado contra essa lei absurda no site petiçãopublica.com.br,é só entrar na página e colocar nome completo e e-mail para assinar.
O Brasil é um país precário demais para querer intervir num momento tão delicado na vida de uma mulher, visto que há tanto a se fazer na área da saúde, que é lastimável nesse país... Curioso é quererem se equiparar com países desenvolvidos que já resolveram seus problemas estruturais e sociais...

alice maiara oliveira da silva disse...

Isso e a mulher que tem que decidir eu estou gravida e tenho um filho de 4 anos eu sofri muito fiquei 5 dias no hospital p ganhar ele so sentindo dor tentei duas vezes e não deu certo o médico era um estudo me chingava muito no quinto dia minha bolsa estourou e eles fico lendo revista eu tive meu filho sozinha fica abaixando no canto da parede ate ele nasce eu nao quero passar por isso dinovo quem tem que decidir e agente so nos sabemos o sofrimento a dor que e algumas tem sortes outras nao quem vai dar aluz e quem decide como quer ter o filho ....

Anônimo disse...

Quando engravidei pensei logo em ter parto normal e só optaria pela cesária se no meio do processo algo desse errado e a obstetra falasse que não teria jeito.

Hoje em dia, "optei" pela cesária, pois teria complicações pós parto normal por já sofrer de problemas no sistema urinário (precisaria fazer uma suspensão da bexiga depois, ou seja, outra cirurgia e talvez não resolvesse e acabasse sofrendo disso pro resto da vida).

Eu concordo totalmente que os médicos fazem muita cesária por ser mais conveniente, ter hora marcada e tal, mas acho que antes de taxar a lei na cara da gente, deveria ter sido criada outra lei, recapacitando esses profissionais. Porque se vc prestar atenção, a maioria das mulheres dizem ter medo de dor, laceração etc no parto normal, mas sabe o que é isso? Simplesmente é medo de maus tratos.

Eu ia fazer parto normal, mas torcendo pra que meu bebê viesse num momento em que minha médica pudesse acompanhar (vai que ela estivesse fazendo outro parto, sei lá...) porque estava com medo de ser atendida por um plantonista.

Aí você vê o seguinte, se na rede particular 85% dos partos são cirurgias, quantos desses médicos são realmente capacitados (falando de experiência prática) pra fazer partos normais?

Então, apesar da lei ter outros pontos muito favoráveis (propõe inibir a prática da violência contra a mulher, seja verbal ou física, pçor exemplo), acredito que deveria existir uma taxa progressiva pra realização de parto normal e não simplesmente dizer "olha, agora as cesáreas não podem passar de 15%, se virem aí", porque no final, não serão os médicos ou os planos de saúde que vão sofrer, apenas as mulheres.

A intenção da lei pode até ter sido boa, mas a aplicação nos deixou na mão...

Anônimo disse...

o ministro fala por que não é a mulher dele que vai ter parto normal, palhaço, a pessoa paga o plano e nesse pais de cabra safado não pode nem escolher
dilma nojenta ministro sacana

Anônimo disse...

Isso e brasil...com tantas outras coisas mais importantes para se preocuparem eles querem tirar nosso direito de escolha..essa presidente esta acabando com nosso pais!da nojo! Defendo a cesareana e defendo o parto normal,e defendo mais ainda o nosso direito de escolha,estou na minha terceira gestaçao,sera minha terceira cesareana,nao gostaria jamais de tentar um parto normal,por opçao mesmo..acho um absurdo esse governo querer obrigar uma mulher a fazer um parto normal,humanizaçao q nada!eles so estao dando um jeitinho de roubarem mais ainda..nao pagando cesareanas pelo SUS sobra mais no bolso deles...

Ana disse...

Estou indignada com a ideia de ser obrigada a fazer parto normal....
Sempre quis o parto cesárea, por opção minha....
Como pode uma lei determinar o que devo ou posso fazer com o meu corpo?? Fui eu que fiz o filho, eu que vou pari, eu que vou cuidar e sustentar.... portanto, eu que devo escolher como isso será feito....
Como outros comentários, apoio o parto normal e o parto cesárea, desde que nós mulheres tenhamos o direito de escolha.
Eu já escolhi o meu parto, após ouvir relatos de amigas e familiares, após ouvir conselhos médicos, após pesquisar e pesquisar muitoooooo...... espero que o Governo não tire o meu direito de escolha e me obrigue a acatar a escolha deles....

Anônimo disse...

Sou mulher, tenho 37 anos e pago um plano de saúde caríssimo, para o Ministro e a presidente definir se vou fazer cesárea ou parto normal. Mas uma vez a classe empresaria, foi ouvida e meu sonho de ser mãe foi jogado fora. Vamos protestar mulherada contra esta cachorrada. Colocar uma resolução da ANS, para salvar a vida dos donos de plano de saúde. Enquanto o governo deveria se preocupar em colocar médico nos hospitais públicos. Onde diversas mulheres dão a luz nos corredores e portas de hospitais por falta de médico.

Anônimo disse...

Pois é este ponto que umas antas não entenderam... Se os planos não são obrigados a pagar por cesariana eletiva, é a mesma coisa que limitar o direito de escolha da mulher. Eu quero cesariana sem trabalho de part, nem q eu vá p a cadeia por matar alguém no hospital p conseguir isso!

Anônimo disse...

E o q teremos de cesarianas no início do mês... Pq imagine no final do mês? Coitada da mãe. O jeito será pagar mesmo tendo plano de saúde ou fazer tudo errado durante a gravidez para ter recomendação de cesariana... A que ponto chegamos!

Anônimo disse...

Limita sim o número de cesáreas... E, tira a obrigação dos planos de pagarem por cesareas eletivas

Anônimo disse...

MENTIRA !!! AGORA OS CONVÊNIOS NÃO QUEREM MAIS CUSTEAR AS CESAREAS, OS MÉDICOS ESTÃO COBRANDO UMA NOTA PRETA PARA FAZER A CESAREA E AINDA CORRE-SE O RISCO DE TER QUE PAGAR O HOSPITAL POR NEGATIVA DO PLANO!
JÁ FUI EM 03 MÉDICOS - EU TENHO PAVOR AO PARTO NORMAL POIS QUASE MORRI NO MEU PRIMEIRO FILHO, NÃO QUERO PASSAR POR AQUILO DINOVO, DEMOREI 16 ANOS PARA ENGRAVIDAR POR MEDO E AGORA QUE DECIDI, VEM UMA RESOLUÇÃO DO GOVERNO E ME DESESTABILIZA DESTA MANEIRA! COMO VCS DIZEM - MEU COPRO EU QUERO ESCOLHER COMO TER E EU NÃO QUERO TER NORMAL! SÓ EU E A MINHA FAMILIA SABEMOS O QUE PASSEI, QUASE MORRI, NÃO QUERO FICAR A MERCÊ DISSO NOVAMENTE!

anônimo 111 disse...

Acho isso tudo uma palhaçada se for p me obrigar a ter parto normal prefiro ficar sem ter filho ,fico indignada com a ignorância de tirar o próprio direito de escola da cidadã o corpo e meu eu que escolho não se vai me prejudicar ou prejudicar meu filho o filho e meu o corpo e meu e eu que pago minhas contas.....

Anônimo disse...

Estou pesquisando tudo em relação a este assunto e meu dei conta que eu não quero um parto normal, nunca quis. O que eu quero é parto NATURAL! E isso eu não vou conseguir pq não tenho R$10 mil ou mais pra arcar com esse luxo. Então fico entre o parto anormal que dizem que é normal e a cesárea. E entre esses dois escolho a cesárea, sabe pq? Não é falta de informação não, é muita informação que eu estou absorvendo pra saber que sim, uma episiotomia pode machucar mais que uma cesarea fisica e psicologicamente. E esse corte maldito nunca vem sozinho, vem com um pacote de humilhação, anestesia, ocitocina, posição deitada, proibição de comer, de andar, de tudo. Então se vc pode pagar pelo seu parto humanizado com médico legal, doula, banheira e o que for, eu te invejo. Eu não posso, a mim resta o medo ou a cesárea.

Anônimo disse...

Gente, vamos colaborar com o abaixo assinado então, no site petição pública vc coloca nome completo e e-mail bem como suas razões de ser contra essa resolução. Há tempos que faço campanha contra essa arbitrariedade mas o abaixo assinado tem pouco mais que 200 assinaturas; desse jeito dá a entender que é uma minoria que defende o direito da mulher à cesariana nos planos... Aí fica difícil argumentar com quem quer que seja, inclusive com a ANS, que sustenta a tese de que ouviu a opinião pública para que tal resolução virasse lei!
Você opinou?

Gisele disse...

Não vai proibir cesáreas, já proibiu! Cesárea agendada pode não ser a opção de vcs mas SEMPRE FOI A MINHA! Agora vou ter que pagar caríssimo pra ter AQUILO QUE ESCOLHI!! OBRIGADA XIITAS!! OBRIGADA POR CERCEAR O MEU DIREITO DE ESCOLHA!!! MUITO INDIGNADA!!!

natane disse...

Eu vou engravidar o mes que vem pois ja termino a pré gestação e ja falei com o hospital q se der algum problema eu.pago a multa mais quero cesarea a qualquer custo nem q eu fique sem dinheiro nenhum....bando de ridículos..vão cuidar do lixo q eh o sistema público depois se metam na rede particular. ..Primeiro olhem a qualidade dos hospitais de outros paises pra depois igualarem as leis e querem fazer oq querem das mulheres. ..se eu morasse nos estados unidos seria normal...mas no lixo q eh o brasil tenho pavor...

kamilla rolim disse...

boa tarde!!
entao fui mae aos 18 anos fiquei tres dias em trabalho de parto sofrendo, as dores nem foram minha preocupação pois mesmo com a cessaria dores são normais. Mas eu nao tive dilatação de nem 1cm e meu filho nasceu com 4.985g e 45cm , apos tres dias no hospital em trabalho de parto o ultimo plantonista decidiu fazer uma cessariana mas um pouco tarde pelo menos na minha opiniao porque meu filho nasceu com problemas respiratórios e eu nao pude amamentar so o carreguei depois de 5 dias, enfim estou gravida novamente de 15 semanas e ja pedi ao meu medico que quero fazer uma cessaria e ele me afirmou que 90% de chance de ser feita sim a operação por questões medicas se fosse para mim ter tido parto normal na primeira gravidez nessa agora nao estaria nem um pouco preocupada mas como sofri demais e quase perdi meu filho dessa vez quero marcar minha operação.
nao sou contra o parto normal nem humanizado desde que a vida da mae e do bebe nao corram risco porque a gente espera nove meses luta nove meses para na hora do grande dia voce nao ter o prazer nem de carregar seu filho nos braços é no minimo frustrante. Mas as maes que passam pelo parto normal e são felizes acho que sim deve ser bem melhor que uma cirurgia mas a vida do meu filho e a minha sempre em primeiro lugar as estatísticas nesse momento para mim sinceramente nao me importam quero meu filho e poder cuidar deles .
kamilla rolim

stefane Gomes disse...

Quanta ipocrisia a outra dizendo que se for parto normal nao vai ter filhos. Que frescuragem .antigamente nao existia cezarea e nem por isso as mulheres desistiam de ser maes

Unknown disse...

Absurdooo, inaceitável em pleno século 21 o SUS obrigarem as mulheres a partos normais. Sou cidadã e exerço meu direito de opinar livremente. Sou psicóloga é também esteticista e convivo com diversidades de pessoas naturalmente. A maioriaaa que tiveram partos normais ( que para mim de normal não tem nadaa) ficaram traumatizadas. Coloco aqui oque ouço rotineiramente e o que sempre observei não só o achismo. Tanto barulho em cima dos pontos levados na barriga e sua recuperação, mas afinalll...é os pontos levados na vagina, períneo e as vezes até entre as pernas???? Fora a falta de respeito na maioria dos hospitais do SUS onde a mulher é reduzida a um rato caso grite de dor.... Absurdoooo....horas a fio de dor para finalmente ser dilacerada por baixo, as vezes defecar durante o procedimento, vomitar até o que não se tem no estômago tamanha a intensidade da dor...horaaass, me poupemmm...respeito em amplitude a todassssss que optam pelo parto normal e que relatam ser bom para si ( segundo minha experiência, pouquissimass). O que defendo aqui é a subjetividade e o direito de escolha para esse momento único para mãe e bebê e de extrema fragilidade. O que defendo aqui é o meuuu ponto de vista baseado em relatos verídicos.... O que defendo aqui é meu direito de ter um ponto de vista contrário a algumas concepções, é issoooo....faleiii!

Paula Kubo disse...

Acrescento que sob meu ponto de vista hipocrisia é achar se dono ou dona de uma realidade que não é na sua pele, que não é sua. Antigamente é antigamente. A ciência avança rumo a tecnologia, melhorias para o ser humano é se está disponível é para que possamos ter mais qualidade de vida, direito se escolha, etc. Reitero, respeito profundo pelas mulheres que optam e preferem o parto normal, mas o meu ponto de vista é diferente. Respeito ao direito de escolha das futuras mamães já!!!

Paula Kubo disse...

Apoiadaaaa!!!!

Paula Kubo disse...

Absurdo Gisele. Concordo totalmente com VC.

Marcela Licardelly disse...

Eu super apóio a cesariana,tenho umnfilho de 2 anos que é saudavél e perfeito e nasceu de cesariana. Meu marido acompanhou td o parto e foi super tranqüilo para mim e para o bebê,eu e meu marido somos completamente contra o parto normal aqui no Brasil pq ê feito de forma animal,temos técnologia para que as mulheres não precisem sofrer e passar por um processo traumatizante como o parto animal(normal). Acho completamente desnecessário o sofrimento se podemos evitar,fora que aqui no Brasil morrem muito mais bebês nascidos de parto normal do que cesarianas. Principalmente na rede pública que eles judiam mesmo das mulheres e conheço muitas que dizem ouvir até ofensas de médicos e enfermeiros na hr do parto(sem comentários). Enfim! Essa é minha opinião! E se tiver outro filho quero ter o direito de ter cesariana novamente. Cada mulher deve decidir como quer dar a luz a seu bebê, pois pagamos impostos que são altissímos aki no Brasil um absurdo. Para ter os nossos direitos vetados. Sou completamente a favor do direito de ir e vir.

Unknown disse...

Eu concordo com o parto normal mas os médicos também tem que ter consciência até onde ele deve ou não fazer...pois esperei até 41 semanas foi quando eu entrei em trabalho de parto estava dentro as contrações o tampão se rompeu o que eles fizeram falaram q não era a hora porque não estava tendo dilatação e me deram remédio pra parar a dor pois bem se eu tivesse direito naquele momento eu pediria um parto Cesário pois no outro dia quando minhas dores veio forte fui ao mesmo hospital quando eles foram vê os batimentos do bebê já não escutava mais nada no laudo médico da morte da minha filha deu anóxia se voces procurarem é parto prolongado