segunda-feira, 19 de janeiro de 2015

COMO MORREM OS MÉDICOS

Um tempão atrás a Ana Luiza me enviou o link para um artigo espetacular em inglês sobre como os médicos, apesar de tentarem sempre prolongar a vida dos pacientes, não fazem o mesmo quando eles -- os próprios médicos -- têm uma doença incurável ou dolorosa. 
Pedi a Ana Luiza (que é médica em Recife) se ela poderia traduzir o artigo de Ken Murray pra mim e ela o fez... um ano e meio depois (algumas pessoas são ainda mais lerdinhas do que eu). Neste meio tempo muita gente já traduziu e publicou o artigo, mas antes tarde do que nunca. Espero que renda uma ótima discussão nos comentários, porque fala de um tema que, cedo ou tarde, afetará a nós todxs -- a morte.

Anos trás, Charlie, um ortopedista altamente respeitado, meu mentor, descobriu um caroço na barriga. Ele procurou um cirurgião para investigar e o diagnóstico foi câncer de pâncreas. Este cirurgião era um dos melhores do país. Ele até inventou um novo procedimento exatamente para este tipo de câncer que podia triplicar a sobrevida dos pacientes em 5 anos -– de 5% para 15% -- porém, com uma baixa qualidade de vida. Charlie não estava interessado. Ele foi para casa no dia seguinte, fechou o consultório e nunca pisou num hospital novamente. Ele focou em gastar seu tempo com a família e em se sentir o melhor possível. Alguns meses depois, ele morreu em casa. Não teve nenhuma quimioterapia, radioterapia ou procedimento cirúrgico. O plano de saúde não gastou muito com ele. 
Este não é um tópico de discussão frequente, mas os médicos morrem também. E não morrem como o resto de nós. O que é incomum neles não é a grande quantidade de tratamento que recebem comparados aos demais americanos, mas a baixa quantidade. Devido ao tempo que passam sentindo pela morte de outros, eles tendem a ser serenos quando encaram a própria morte. Eles sabem exatamente o que vai acontecer, sabem as opções e geralmente têm acesso a todo tipo de tratamento médico disponível. Mas eles vão devagar.
É lógico que os médicos não querem morrer. Eles querem viver. Mas conhecem o suficiente sobre a medicina moderna para saberem seus limites. E sabem o bastante sobre a morte para saberem o que mais dá medo: morrer com dor e morrer na solidão. Já falaram sobre isso com suas famílias.
Eles querem ter certeza, quando a hora chegar, que não haverá medidas heroicas, que não vão passar seus últimos instantes com alguém quebrando suas costelas numa tentativa de reanimação cardiopulmonar (RCP). E isso acontece quando a reanimação é feita corretamente. 
Quase todos os profissionais médicos já viram tratamentos inúteis serem aplicados nas pessoas. É quando os médicos trazem a vanguarda da tecnologia para dar suporte àquela pessoa no fim da vida. O paciente será cortado, aberto, perfurado com tubos, conectado a máquinas e usará muitas drogas. Tudo isso acontece em unidades de terapia intensiva ao custo de dezenas de milhares de dólares por dia. Tudo o que isso compra é sofrimento que não infligiríamos a um terrorista. Não sei quantas vezes colegas médicos me disseram “prometa que se um dia eu estiver assim, você me matará”. Eles querem mesmo dizer isso. Alguns médicos usam medalhas escritas “NÃO REANIMAR” para avisar médicos a não proceder a RCP neles. Já vi até tatuagens!
Proceder tratamentos que fazem as pessoas sofrerem é angustiante. Médicos são treinados para informar sem deixar transparecer seus próprios sentimentos, mas entre os médicos, de forma privada, eles se perguntam “Como alguém pode fazer isso com membros da família?”. Esta pode ser uma das causas de médicos terem índices de abuso de álcool e depressão mais altos do que em profissionais da maioria das outras áreas. É a causa por eu ter me afastado dos cuidados hospitalares nos últimos 10 anos.
Como chegamos a isso – que médicos administrem tratamentos que não gostariam para si próprios? A resposta simples, ou não tão simples: pacientes, médicos e o sistema.
Para verem o papel do paciente, imagine o seguinte cenário: alguém perdeu a consciência e foi admitido na sala de emergência. 
Como é frequente, ninguém planejou esta situação, e membros da família chocados e assustados estão num labirinto de escolhas. Quando o médico pergunta se desejam que se faça “de tudo”, a resposta é “sim”. Aí o pesadelo começa. Algumas vezes, a família realmente quer dizer “faça de tudo”, mas geralmente, eles querem dizer “faça tudo o que é razoável”. O problema é que eles não sabem o que é o razoável e na confusão e tristeza, não fazem perguntas ou escutam o que o médico tem a dizer. E os médicos que são mandados fazer de tudo farão de tudo, razoável ou não. 
O cenário acima é bem comum. Alimentando o problema, estão as expectativas irreais a respeito da medicina. Muitos acham que a RCP seguramente salva vidas, quando na verdade os resultados são pobres. Já vi centenas de pessoas chegando à emergência após parada cardíaca. Exatamente um, um homem saudável que não tinha nenhum problema cardíaco (parou devido a um pneumotórax hipertensivo), saiu andando do hospital. Se o paciente sofre de doença grave, senilidade ou doença terminal, as chances de um bom resultado após uma RCP são infinitesimais, enquanto as chances de sofrimento são esmagadoras. Baixo conhecimento e expectativas mal guiadas levam a muitas más decisões. 
Mas é claro que não são só os pacientes que fazem isso acontecer. Médicos são permissivos também. O problema é que até os médicos que odeiam cuidados fúteis devem administrar as vontades dos pacientes e suas famílias. Imagine, novamente, uma sala de emergência com todos os familiares chorosos, às vezes histéricos. Eles não conhecem o médico. Estabelecer uma relação de confiança nessas circunstâncias é muito delicado. As pessoas acham que o médico age por motivos escusos, como tentar economizar tempo, dinheiro ou esforço, especialmente quando o médico não recomenda mais tratamentos.
Alguns médicos são comunicadores melhores do que outros, alguns são mais inflexíveis, mas a pressão a que são submetidos é semelhante. Quando confronto situações que envolvem escolhas sobre o fim da vida, eu adotei a abordagem de explicar as opções que eu acho razoáveis o mais cedo possível. Quando os pacientes ou familiares trazem as opções não razoáveis, eu tento explicitar os pontos negativos. E quando insistem em tratamentos que eu considero sem propósito ou prejudiciais, eu sugiro que continuem com outro médico ou transfiram para outro hospital.
Deveria ter sido mais insistente algumas vezes? Eu sei que algumas dessas transferências ainda me assombram. 
É fácil ver culpa nos médicos e nos pacientes, mas ambas as partes são vítimas de um sistema que encoraja o tratamento excessivo. Em alguns tristes casos, os médicos fazem tudo o que podem como meio de receber mais honorários. Mais comumente, porém, os médicos têm medo de processos judiciais e fazem tudo o que é pedido. 
Mas médicos não tratam demais a si próprios. Eles veem as consequências constantemente. Quase todo mundo pode achar um modo de morrer em paz em casa, e a dor vem sendo tratada cada vez com mais eficiência. Cuidados paliativos, que focam no conforto e dignidade dos pacientes terminais, e não em tentativas de cura fúteis, dão às pessoas melhores últimos dias. 
Por mim, meus médicos já conhecem minhas escolhas. Foram facilmente tomadas, como são para a maioria dos médicos. Não haverá tentativas heroicas, e eu irei em paz para o sono profundo. Como meu mentor Charlie. Como meus colegas médicos.

87 comentários:

Ta-chan disse...

Well it's my time coming, i'm not afraid to die.
Vou tatuar essa frase assim que decidir o lugar onde ela vai ficar.Quase ninguém concorda mas não faz sentido prolongar artificialmente uma vida cheia de limitação e sofrimento.Não pretendo fazer isso comigo nem com qq outra pessoa.

Ser medico tem que ter mesmo muita vocação é muita pressão lidar com tanto sofrimento diariamente.Uma pena aqui no Brasil ser questão de status um diploma em medicina...

Anônimo disse...

A. Grande maioria dos médicos que conheço, são reaças, motivo por eu sempre procurar medicinas alternativas, e preventivas.
Se puder, não quero nunca precisar contar com esta gente.

Anônimo disse...

Os mérdicos brasileiros deviam é morrer de vergonha, isso sim.

Karina disse...

Artigo feito sob medida para desistimular pacientes do caro sistema de saúde americano a fazer tratamentos caros. Apenas isso.

Domingos Tavares disse...

O problema é que não é à toa que rola essa desconfiança contra os médicos brasileiros.

É que tem muito "dotô" aí que nem olha na cara do paciente, já sai falando "é virose" e parte pro próximo paciente depois de dar um remédio qualquer. Isso quando ele dá o ar da graça, o que nem sempre acontece. Basta ver os hospitais do SUS, geralmente sem médicos ou com um cubano atendendo. E tem também aqueles outros que abrem o paciente por qualquer coisinha, só para ganhar comissão gorda de fabricantes de próteses ou de fabricantes de remédios.

Todo mundo já ouviu ao menos um caso de médico picareta. E não são raras as pessoas que já passaram por isso também.

É claro, existem aqueles médicos que levam a profissão a sério. Mas que essa profissão anda queimada no país, ela está.

Anônimo disse...

"Todo mundo já ouviu ao menos um caso de médico picareta. E não são raras as pessoas que já passaram por isso também."

apenas tente processar algum açougueiro por erro médico, tente tomar todos os procedimentos legais que ele próprio não se sentiu obrigado a tomar e matou, mutilou, aleijou, feriu alguém pra sempre.

aquele Dr. Roger só se ferrou porque mexeu com gente rica. Se fosse do SUS, tava estuprando mulher até hoje.

Anônimo disse...

o problema dos processos de erro médico é que os peritos são médicos também e o juiz tem que ir pela palavra deles, já que é juiz de direito e não "de medicina". Aí fica o corporatismo valendo e as vítimas, que se danem. Ou morram, como acontece muitas vezes.

Claudio disse...

NÃO ACREDITE NOS MÉDICOS PARTICULARES BRASILEIROS!

Testei 5 deles, e os 5 cairam nos meus testes. Na faculdade, eles são procurados um a um pelos laboratórios. Vocês querem ver o enigma dessa história quando eles estão no fim da vida?

Por que um outro médico vai salvar um concorrente? Médico doente tem chances se ele for atendido por um médico 'público' (através do sus, médico que passou num concurso público efetivo). Médicos são corporativistas em vida!

Anônimo disse...

Não é exatamente sobre este artigo mas é sobre umas conversas q já tive com minha família, no caso minha mãe. Eu já avisei q se algo acontecer e eu ficar em estado vegetativo, paralisada, sei lá ou algo do tipo: q me deixem morrer, q não façam nada para q eu volte e doem meus órgãos e a minha pele cheia de tattoos pra um museu. Disse q aquelas condições me impediriam de dispor sobre minha própria vida, o suicídio, em último caso. Mas ela fica meio chocada com o q eu falo, q é fruto de muita reflexão. Na real, eu tenho medo q algo aconteça comigo e tentem essa paranoia. Gostaria de garantir q esse meu desejo fosse garantido... Sim, eu espero q nada me aconteça, q o razoável seja feito. Isso não é tabu pra mim...

jair machado rodrigues disse...

Lola,por falar em médico, taí uma profissão que não confio mais,além do meu psiquiatra (não totalmente)...como confiar em pessoas que só pensam em dinheiro, status e explorar a vida alheia. Uma profissão nobre, sempre acreditei, até esta últimas reportagens sobre superfaturamento em próteses. Mas como disse Cazuza, existe o bom burges,o médico que cobra pouco ou nada pela consultas de quem precisa e não é rico. #prontofalei.
ps.Carinho respeito e abraço.

M disse...

Medicina não é magia, mas se comparada as opções que tínhamos há 100 anos atrás, está bem perto disso. Se existe 1% de chance é preciso tentar.

Barbara O. disse...

Ando bem chateada com a medicina também. Tanto avanço tecnológico, tanto precariedade humana.

A respeito do texto, acho que faz sentido - embora não deva ser usado para baratear o custo para os planos de saúde ou o sistema de saúde.

de fato, quando tem somas enormes de dinheiro envolvidas, como acreditar?

Além de doença e saúde deveria-se trabalhar com dignidade e escolha.

Nós mulheres não temos direito a dignidade e escolha, mas parece que o problema é até mesmo mais abrangente.

Ah, e me parece bem provável que o médico em questão também seria a favor da eutanásia.

O Drauzio Varella tem um artigo bem legal sobre "distatásia" no portal dele que segue a mesma linha. Ele é um médico que goza de prestígio comigo.

Anônimo disse...

Há médicos ruins, advogados ruins, professores ruins, donas-de-casa ruins, profissionais em todas as áreas que não valem o feijão que comem. Alguém já tentou processar um advogado?? Agora, culpar os médicos por todas as mazelas do mundo não dá, principalmente quando a família processa quando o profissional da saúde não faz tudo o que está ao seu alcance para salvar a vida do paciente, principalmente a família que acessa a internet e conhece o doutor google e que todos os tratamentos que aparecem nele. Os médicos sabem o que funciona e o que não funciona. E sabem que as suas famílias não processarão os médicos assistentes por causa das informações do doutor google.

Anônimo disse...

"Os médicos sabem o que funciona e o que não funciona. "

Uma quantidade notável de processos judiciais por erro médico e administrativos por má conduta no exercício da medicina discordam com veemência da sua afirmação. "Google".

William Jaber Júnior disse...

Ler esses comentários até me desmotivaram de comentar. É tanta merda cuspida e tanto ódio em relação aos médicos, que não vou nem falar do artigo mais.
Só digo uma coisa: Corrupção e desonestidade está no SANGUE do brasileiro, vai do gari ao empresáro, do vendedor ambulante ao político, da empregada doméstica ao médico. Nãp importa se o salário é alto ou baixo. Ninguém quer saber de ninguém, apenas olhar o próprio umbigo.

Muitos comentadores do blog se dizem contra preconceitos, mas em cada comentário aqui vejo cuspirem uma centena deles.
Estou me cansando até de tentar conversar.

Anônimo disse...

Sou enfermeira e concordo muito com o texto...passei a a considerar a tatoo "não tentar reanimar", nunca tinha ouvido falar.Não vou entrar no mérito dos rumos que a discussão está tomando mas poderíamos refletir no tipo de sofrimento que estes tratamentos modernos trazem.

Anônimo disse...

Medicina não é uma ciência exata, e sabe-se hoje muito mais que há 50 anos. Ninguém conhece o funcionamento do corpo humano em nível molecular, muito menos o que cura. O que se cobra do médico é a infalibilidade. Ninguém é infalível em uma ciência não exata. Ninguém tem o poder de vida sobre alguém. Ninguém sabe curar ninguém. O que se sabe é prolongar a vida paliativamente. É tentativa e erro. Nenhuma medicação é infalível. Nenhum método de cura é infalível. Ninguém sabe tudo a respeito de tudo. Nenhum médico sabe tudo a respeito de tudo, assim como os professores não sabem tudo a respeito do que pode ser ensinado. O que não tem cura no Brasil não tem cura em lugar nenhum, e ter dinheiro também não compra a imortalidade.

Flavio Moreira disse...

William, se não me engano você é estudante de medicina, certo? Ou já se formou não me recordo.
Então, apesar dos muitos discursos de descrédito colocados aqui, não creio que você deva se calar se você tem condições de contribuir com o debate.
Creio que muitas pessoas têm, para fraseando a Lola, "uma história de horror para contar" em relação a médicos. Mas não acredito que a generalização, motivada muitas vezes pela nossa frustração diante das circunstâncias a que fomos submetidos, irá contribuir para o debate e a compreensão dos problemas.
Eu mesmo já tive histórias ruins com médicos em diversos momentos, mas também tive muitas histórias boas e que resultaram positivamente na saúde das pessoas da minha família que passaram por problemas.
Embora eu também incorra no maldito vício da generalização muitas vezes, sobre diversos assuntos, tento "frear" esse impulso e repensar meus pontos de vista, porque eu não detenho toda a verdade, todas as informações a respeito de um dado problema e, fundamentalmente, eu não conheço o outro lado da história.
O texto é oportuno porque nos recorda que aquele especialista de roupa branca é mais do que isso: ele também é humano, com todas as virtudes e fraquezas que humanos têm. Como disseram, há profissionais ruins em todas as áreas, há pessoas de caráter duvidoso em todos os estratos sociais. Mas se formos julgar todos por esses que são ruins e de caráter duvidoso, o que nos sobra?
Acredito que você tenha algo importante para dizer aqui, sim. Ainda que muitos não concordem - concordar ou não, não é a questão; ouvir e discutir para o desenvolvimento de algo melhor, sim. Os que irão agredir, irão fazê-lo de qualquer forma, quer você diga algo que agrade ou que desagrade - sempre haverá algum insatisfeito e, algumas vezes, disposto a escrever com o fígado e não com o coração.
Não creio que seja o seu caso, então, chega aí e fale o que você quer falar. Eu, pelo menos, gostaria de ouvir.
Abraços

Anônimo disse...

Acho que em momentos assim os médicos estão em uma posição "privilegiada" (muitas aspas aqui, não é lá grandes privilégio saber exatamente o que te espera quando se trata de uma doença terminal) para saber exatamente o que fazer - ou não fazer.

O correto é ser sempre muito honesto e claro com o paciente e família, sem perder a humanidade. Como eu sempre digo, o paciente precisa de informações e MUITO APOIO para ele poder tomar suas decisões, dentro de suas crenças e seus limites.

Pessoalmente, se eu descobrisse algo muito grave que não tem mais volta, escolheria apenas receber cuidados paliativos. Não gostaria de ser reanimada e se houvesse dor a ponto de nada mais aliviar, eu gostaria de ter o direito de abreviar a minha vida.
Acho que única coisa mais dolorosa do que perder irremediavelmente a saúde, é perder a dignidade...

Jane Doe

Joane Farias Nogueira disse...

Falar que brasileiro é corrupto de sangue segue a mesma linha de preconceito Willian.

Firewest disse...

Lolinha, você vai falar do Oscar desse ano? Achei as indicações tão chatas, acho que nem verei esse ano.

Raven Deschain disse...

Oi Flavio, que saudade. Concordo com vc. Acredito que o Willian tem muito a contribuir. Agora, quanto ao post, nossa, sou muito esse Charlie. Não quero, de jeito nenhuma prolongar sofrimento. E como alguns, tb já deixei avisado a família, não me reanimem, não me deixem em suspensão, não me tirem a agência nem de me suicidar. Quimioterapia? Não, valeu. É pior do que a doença.

Raven Deschain disse...

Eita Firewest. Tb achei terríveis as indicações e não sei se vc viu: mas como tá branco o Oscar esse ano neh? Acho essa uma pauta bem legal pro blog tb.

pp disse...

Preguiça desse povo raivoso generalizando.

Muito interessante a discussão. Minha mãe se arrepende por ter submetido meu avô a tratamento de câncer numa situação em que era só paliativo. Hoje temos mais consciência, e ela até deu força para outra pessoa que estava na mesma situação e não quis fazer tratamento (era um caso sem jeito mesmo).

pp disse...

E como as meninas acima disseram, também gostaria que vc comentasse sobre os indicados ao Oscar, Lolinha.

Anônimo disse...

Lola, eu sei que você é muito ocupada, mas adoraria ler suas palavras sobre este começo conturbado do governo Dilma. Abraços

Anônimo disse...

Faço coro com anon 23:58. Estou desapontada com a Dilma. Se bandeou para a direita de vez e traiu a esquerda que a elegeu.

Anônimo disse...

Gente, eu estou com medo de 2015. Minha situação é bem tranquila e ainda assim acho que vai ser um ano bem difícil e a Dilma (que eu não votaria mas me parecia melhor que o Aecim) está me decepcionando MUITO. Mantenham as finanças em dia e os olhos bem abertos.

Eu sou do time que teve tantas experiências ruins com médicos que hoje só vou com indicação e os dois pezinhos atrás. Quanto ao post: sou ateia, não acredito em milagre e sei que por mais avançada que a medicina esteja ainda não há conserto pra algumas coisas.
Na minha família tenho vários casos que reforçam a ideia de que não vale a pena lutar a partir de um certo ponto. Espero nunca precisar decidir isso por alguém querido, mas se acontecer, não iria prender a pessoa aqui pra sofrer. Espero (e sempre deixo isso bem claro quando conversamos) que façam o mesmo por mim. Não é questão de economizar, é ser realista. É muito duro ver a pessoa tendo seus ultimos dias sofrendo, sendo torturada. Se eu puder deixar esse mundo consciente, dizer adeus e terminar o que for preciso prefiro mil vezes a ter longos meses esticada em uma cama, como em um velório sem fim e perdendo minha humanidade aos poucos. Isso não é vida!

Raquel

Flavio Moreira disse...

Oi, Raven!
Eu sempre leio o blog, mas não tenho tido vontade de comentar, porque tem dias que a caixa de comentários me deixa muito pra baixo. Outras vezes, tem gente muito mais capacitada escrevendo que acaba falando o que eu queria dizer de um jeito melhor. Mas não abandonei, não (rs).
Ainda em relação ao post, acho que um papel importante do médico é o da conscientização do paciente quanto à prevenção das doenças. A gente se acostumou a ir ao médico somente em situações extremas, quando o analgésico ou o anti-inflamatório já não dão mais conta de algo que não sabemos exatamente o que é. Parece que há uma "cultura" da auto-medicação que nos influencia demais. Eu tenho tendência à formação de pedra nos rins e quando, 30 anos atrás, eu descobri isso, comprar buscopan não era algo tão fácil. Hoje tem até propaganda na TV.
Quanto à prevenção, sei que a medicina em geral não é acessível a todo mundo. No meu caso especificamente, como tenho plano de saúde pela empresa, faço check-up pelo menos duas vezes por ano (um bem completo no início do ano e um acompanhamento no meio do ano), mas sei que essa não é a realidade para a maioria das pessoas.
Mas seria bom se todo mundo pudesse fazer uma avaliação geral pelo menos uma vez por ano. Isso não parece ser incentivado no Brasil.
Porque a Medicina pode não fazer milagres, mas consegue, hoje, prevenir muito mais do que antes. Isso não isenta os nossos médicos de terem uma postura honesta em relação ao paciente e seus familiares. Não sei se eu não gostaria de tentar os recursos possíveis que a medicina pode oferecer, desde que isso não fosse me colocar numa situação pior do que a da doença em si.

William Jaber Júnior disse...

Obrigado pelos comentários e na raiva acabei fazendo o mesmo que critiquei, me desculpem.
Mas muitas vezes parece que apenas os médicos são demônios com chifres e tridente enquanto nas outras profissões e o resto das pessoas são todas perfeitas e honestas.

Flavio, formei há apenas três meses!
Vou dar minha opinião sobre o assunto. Muitos procedimentos e condutas médicas em situações graves de emergências e em doenças terminais apresentam realmente pouca chance de resultado positivo, mas esta chance EXISTE. No texto a autora (ou autor, não lembro) diz que viu apenas um paciente sair andando pós PCR, mas UM saiu andando. E se não tivessem feito a ressuscitação? O paciente teria morrido.
Aí chegamos na situação, faço tudo possível com chance pequena de dar certo e grande chance de causar dor ou faço tudo razoável, tirando a chance do paciente de cura mas lhe poupando da dor?
É uma situação complicada, acho que cada pessoa escolheria uma opção diferente, o problema é que na hora da emergência, na maioria das vezes, a pessoa não pode opinar e cabe aos médicos e familiares decidirem.
E a família na maioria das vezes vai querer que seja feito de tudo, pois não quer perder seu ente querido, e o médico fará, pois não quer ser processado por negar socorro.

Já vi situações em que é constatado morte encefálica (ou seja, a pessoa morreu, só está 'viva' por aparelhos) confirmada com todos os testes e burocracias e a família não aceita o diagnóstico e não doa órgãos porque acredita que vai acontecer algum milagre divino e a pessoa vai voltar.
Mas também já vi casos da família aceitar que a morte é iminente e o paciente morrer tranquilamente no quarto com os familiares ao lado.

Acho que tudo é questão de conhecimento e relação médico - família. Se o médico consegue passar todas as informações sobre o caso e discute com a família todas as opções, fica mais fácil escolher opções melhores. Mas no momento de urgência onde não há tempo de conversar, onde o médico terá que escolher fazer ou não fazer, ele irá fazer, pois assim não ficará com peso na consciência de não ter feito tudo que estava ao seu alcance, e a família não terá como acusá-lo de não ter feito algo.

Acho que os médicos morrem diferente porque por verem tanto sofrimento e morte durante sua vida, eles passam a pensar sobre o assunto. Eles pensam sobre sua morte e conversam com sua família e amigos sobre o assunto.
Dessa forma quando chega a hora, a família sabe o que a pessoa deseja e fica mais fácil decidir o que fazer. Ao contrário da população geral que não lida com isso diariamente, então não falam nem pensam sobre o assunto e quando chega o momento, a família fica perdida e prefere tentar de tudo.

Eu ainda sou novo, mas já deixei bem claro que a última coisa que quero é ficar em uma cama sem conseguir me comunicar e com escaras enormes nas costas. No futuro se tiver filhos, eles saberão bem das minhas escolhas, pois sou bem tranquilo em relação a morte e o que eu não desejo é passar meus últimos momentos sentindo dor.

Anônimo disse...

Raquel, toda politica economica que segue os parâmetros da esquerda termina do mesmo jeito. Quem quer que fosse o presidente agora, teria de adotar as mesmas medidas que a Dilma está adotando para não afundar a economia de vez.
Só as polianas raivosas é que ainda acreditam em utopias.

Graciema disse...

William, fale, por favor! Eu já tive historias de horror com médicos, mas como dito antes, é fácil perder de vista que também são humanos. E ouvir o contraditório é importante.

Eu converso sobre isso. Concordo muito com a linha do texto. Morrer é inevitável. Quero morrer entre os meus, com dignidade, não sozinha numa UTI. Minha mãe também. E é engraçado e triste a reação da família, quando nos vê conversando assim: Nossa, como vocês são mórbidas, baixo astral...Mas não acho que encarar o inevitavel seja baixo astral.

Anônimo disse...

A Lola está viajando! Por isso não está respondendo, esses posts devem ser agendados.

Anônimo disse...

Eicram disse:
Flavio, obrigada por motivar o Willian a escrever. Também gostaria de ler o que ele tinha a dizer. E gostei do que ele disse.
Seguindo uma linha parecida - e aqui vou fugir do texto e me prender nos comentários -, não acho justo essas acusações contra o sus e os seus trabalhadores. Há sim muito o que avançar e, certamente, se estamos decepcionados não é sem motivo.
Mas o sus tem uma história linda! Nasceu da vontade do povo, colocou abaixo os vetos do Collor dois meses depois. Tem em suas leis a garantia da participação do cidadão, inclusive no âmbito financeiro.
Os usuários são paritários a todos os outros segmentos nos conselhos. Mas quem aqui participa? Temos isto como direito garantido, mas ficamos vomitando acusações ao invés de usarmos das chances de empoderamos que já conquistamos.
Tem muitos médicos (já que são os profissa em causa) e demais profissionais de saúde lutando por uma saúde coletiva e pública de qualidade. As queixas que se fazem aqui sobre a relação profissional-usuário/paciente-família há muito são discutidas e criaram-se políticas públicas para tentar dar conta delas.
Qualquer um que se dê ao trabalho de ler os princípios e diretrizes dos sus sabe que o respeito há autonomia e participação do usuário em todas as instâncias de decisão do seu tratamento é algo fundamental e garantido pela lei.
Puxa, o sus tem sim muito o que melhorar, mas ele também tem as portas abertas para que os seus cidadãos participem dessas decisões. Será que não estamos sendo omissos?
Sem contar que grande parte dos procedimentos de alta complexidade não é feito na rede privada, mas na pública.

Flavio Moreira disse...

William, muito obrigado por ter reconsiderado e respondido, porque foi importante saber o que você tinha a dizer. Sem entrar nos méritos dos "bons ou maus médicos", eu não consigo imaginar como é a pressão sobre as costas do profissional de medicina e você complementou bem o post com essa informação.
Fico imaginando como deve ser complicado ter que "endurecer" o coração para poder lidar com as perdas, com as frustrações (próprias e alheias), a rotina intensa e desgastante, entre outras coisas.
Em relação ao que você fala sobre a preparação para a morte, também vejo que não estamos preparados para lidar com esse fato da vida - aliás, tão definitivo e absoluto. Quando falo sobre isso minha família e meus amigos ficam chocados, mas é preciso falar, é preciso deixar as coisas resolvidas, nossas vontades e desejos para os momentos finais.
Perdemos uma pessoa muito querida no trabalho esta semana. Ela foi uma inspiração para nó, porque se manteve ativa mesmo após os 80 anos, e vivia nos "preparando" para a sua morte. Quando aconteceu, ficamos invariavelmente tristes, mas quando pensamos no quanto ela nos inspirou e pode partir como queria, em casa e cercada de amigos e pessoas queridas, chegamos à conclusão de que isso foi um privilégio. Quantas pessoas conseguem se despedir dos seus com dignidade?

Carol F. disse...

No caso de câncer de pâncreas, relatado no post, o médico fez a melhor coisa. Não vale a pena se enfiar em um hospital para algo sem cura.

Anônimo disse...




Ouvi diretamente de dois enfermeiros da UTI um motivo "nobre" dos familiares para forçar, através de aparelhos entre outros métodos, a vida vegetativa do doente terminal: o $ da pensão.























Anônimo disse...

Sou estudante de medicina. Fim de semana passado, um colega, recém-formado, pulou de um prédio e ficou uma semana em coma antes de morrer. Muitos estudos mostram que depois de acidentes, a segunda causa de morte de estudantes de medicina é suicídio, e que o índice de suicídio entre profissionais médicos é bem alto comparado a outras profissões. Pudemos acompanhar a situação dele na UTI, por mensagens de colegas que trabalhavam lá e nos atualizavam. A grande questão é: quando eu contava para amigos que não eram da área a situação dele, muitos falavam, que ele ia melhorar, que ele ia sobreviver. Quando conversávamos entre nós, a maioria falava, do jeito que ele está é melhor ir em paz logo do que ficar sofrendo. Esse era um colega nosso, amado e respeitado por muitos, não somos filhos da puta, nem estávamos desejando mal a ele, não queríamos que o leito ficasse vago. Chorei muito quando recebi a notícia da morte de fato, mas me deu um alívio muito grande.

Anônimo disse...

"As pessoas acham que o médico age por motivos escusos, como tentar economizar tempo, dinheiro ou esforço, especialmente quando o médico não recomenda mais tratamentos"

Pois isso acontece muito mesmo. E já vi motivos piores, como não "ir com a cara" do paciente.

Anônimo disse...

Enquanto tem textos bacanas por aí falando de gente sendo reanimada após horas considerada morta, tem um desses, tentando desestimular as pessoas até a serem reanimadas.

Valeu pela curiosidade, já que não convivo com médicos. Mas me parece incoerente que gente com acesso/conhecimento de boas alternativas e procedimentos "escolha" evitar até RCP.

Carol disse...

O engraçado é usarem o argumento "médicos também são humanos" quando a maioria esmagadora age como deuses.

Anônimo disse...

Os médicos são um braço da indústria farmacêutica. Esta obviamente quer vender o máximo possível. Daí os tratamentos desnecessários e as falsas esperanças. Prefiro os índios: quando estão pra morrer reúnem os seus queridos e encerram sua viagem numa cama. O médico sabia disso. Daí sua decisão, bastante razoável.



BLH

Anônimo disse...

Bem triste que a antipatia por médicos tenha desvirtuado o assunto nesse nível!


Eu acho o tema do post super sensível e já avisei meus familiares e meu marido que caso tenha morte cerebral ou qualquer outro estado vegetativo e eles tenham opção eu prefiro morrer em paz. E quero que os órgãos sejam doados tb.

Pra mim é muito mais importante morrer com dignidade que viver apodrecendo em vida numa cama, com sonda pra comer, sem falar, sem levantar da cama, com escaras, e levando a família toda junto nessa agonia sem fim. Pq não é morte que dói, é o sofrimento prolongado , vc ver ali seu ente querido se desfazendo aos poucos, com dor, sofrendo, sem poder viver com um mínimo de dignidade.

A morte é inevitável. Todo mundo vai morrer. Mas morrer nessa tortura é desumano!

Acho que a maioria das pessoas é irracional quando vai lidar com a morte. Quer o ente ali perto a qualquer custo.

E os médicos evitam esses tratamentos penosos e sem eficácia pq já sabem que a chance de funcionar é mínima. O leigo se agarra na esperança de um milagre, principalmente as pessoas religiosas.

É uma coisa desesperada e sem sentido. Já ouvi gente falando pra pessoas que tem doenças congênitas incuráveis que ela ia melhorar. Tipo não vai sabe?E falar que vai não ajuda nada.

Já falei várias vezes pra minha mãe que fica super mal quando alguém morre, que a morte é ruim pra quem fica. Quem morre não sofre. Era ruim antes de você nascer? Não né? Então morrer é igual.

Eu sou ateia e a ideia da morte não me assusta nem um pouco.

Me assusta definhar numa cama.

Alice

Fê disse...

Compartilho da mesma opinião, mas é fácil ser racional com a gente mesmo.

Como querer que um parente ponha suas emoções de lado e escolha o que (supostamente) é melhor pra pessoa que ama? Morte é a coisa mais definitiva que existe. Você escolher encerrar a vida de alguém e tirar essa pessoa da sua vida é extremo demais.

Geralmente, essas decisões ocorrem depois de um certo tempo.

Anônimo disse...

Esses comentários são ótimos...rs...
O tema era um, passou para outro e já está em outro... e assim vai.
Foco?... É o marido da foca...Kkkkkk
Quer ver isso virar mais um tema? ;)

Anônimo disse...

Comentando aqui como anonima- mas assinando meu nome:desativei meu blog porque cansei dele, já falei o que tinha pra falar em 10 anos e esse ano vou parar um pouco com internet e cuidar mais de mim, da minha saúde, etc.
Quanto a indicar cirurgias ou procedimentos invasivos, ou tratamentos prolongados ´' por dinheiro' ( como muitos acusam os médicos aqui) não tenho essa vivência. meu trabalho é 100% SUS. Não porque sou ' mais boazinha',mas porque gosto do meu trabalho e tenho perfil para ser funcionária, e não autônoma.
Então, qualquer procedimento que eu indique, meu salário será o mesmo. E trabalho num local onde só tem procedimentos de baixa complexidade( no máximo uma sutura).
Interessante esse post porque me fez pensar no que estou sentindo agora - o próprio médico estar/ se sentir doente e confrontar seu sofrimento. Não é fácil. Por um lado você entende melhor o que acontece, por outro ( até por entender do assunto) você tem mais receio das complicações que já sabe que existem...
quando você está doente, vulnerável, há dois tipos de pessoas: os que entendem o que você está passando e estimam melhoras, e os que acham que porque você cursou faculdade de medicina, virou super homem e não pode/não deve ficar doente nunca( onde já se viu médico doente, imagina!!)... e te destratam. mas esses são a minoria ,felizmente.
Ano passado foi bem complicado por conta da saúde: tinha uma dor de cabeça há anos, achava que era tensão/ stress, ano passado piorou a frequencia e intensidade das crises. E eu, que, nunca fui de ir ao pronto- socorro, tive 2 ou 3 idas recentes pra tomar analgésico na veia.Comecei a desconfiar que fosse enxaqueca, mas não achava a causa/ gatilho que estivesse causando a piora.
Não consigo usar mais perfume, qualquer um me desencadeia uma dor de cabeça insuportável que termina com remédio na veia e 48-72 hs de inferno.
Resumo: descobri há menos de um mês que minha dor de cabeça não era enxaqueca, e sim uma dor de cabeça tensional, como eu pensava antes, mas causada por um desgaste da articulação da mandíbula.( ATM)- farei tratamento com aparelho móvel, fono, acupuntura, e se nada disso der certo( queira deus que dê porque uma crise feia dessas td mês naõ tá dando certo)... cirurgia!( mas essa só em último caso.)
mesmo quando eu já sabia que não era tumor( exames de imagem normais), eu ficava apavorada porque não sabia a causa, de onde vinha a dor e o que fazer pra prevenir. agora pelo menos já sei e já estou mais calma. É desesperador vc ter um sintoma e não saber de onde vem, porque é um sintoma que quando aperta, me limita bastante.
Então queria comentar mais por esse lado. O lado do profissional de saúde estar com um problema de saúde. Nós passamos pelas mesmas coisas do que todo mundo, e o fato de ser médico não garante que você vá ' se resolver sozinho', ser bem atendido ou que o profissional que te atende seja mais humano( já tive experiências ruins e boas com médicos,e com dentistas, sim).
Então, esse ano, Lola, to dando um tempo de internet, blog, etc. fechei o meu e de ' quando em vez' virei comentar o seu.
Generalizações são perigosas, e 'o sangue da corrupção na veia do brasileiro', como ' mérdicos', enfim, acho desnecessário.
SE o assunto for descambar pro ' médicos aprendam a ser mais humanos porque vocês também ficam doentes, sugiro o filme UM GOLPE DO DESTINO, que fala exatamente sobre isso e tem um excelente ponto de partida pra essa discussão.
BJ, Lola, quando quiser me escreva, se não tiver meu mail eu te mando depois. Boa noite aos demais.
Maria Valéria

Anônimo disse...

É muito triste ver não apenas que tanta gente tem raiva dos profissionais que perdem boa parte de suas vidas em plantões intermináveis em pronto-socorro, UTI, hospitais, com cargas horárias que muitas vezes passam de 80 horas semanais, deixam de ver seus filhos crescerem, de conviver com suas famílias, e além disso vivem menos que a média da população brasileira devido ao estresse envolvido, mas também que boa parte dos que comentaram não acreditam em uma recuperação em caso de doença grave...
Eu trabalhei cerca de 15 anos em pronto-socorro, 25 anos em UTis, mais de 40 anos salvando vidas quase diariamente, e, como a Maria Valéria acima, quase sempre pelo SUS. Recentemente, um colega médico teve uma parada cardíaca assim que chegou ao pronto-socorro. Ficou muito tempo sendo ressuscitado, ficou em coma profundo vários dias. Se a família e os médicos não acredditassem em sua recuperação, teriam desistido frente à gravidade do caso. Mas insistiram, e ele se recuperou completamente e hoje está trabalhando , sem sequela nenhuma. Assim como ele, milhares de pessoas são salvas diariamente por esses profissionais que trabalham incansavelmente para salvar vidas, na grande maioria das vezes sem o reconhecimento que deveriam ter. E devemos ter cuidado com essa ideia que a mídia está tentando passar, de que" não vale a pena investir em um caso grave, quase sem esperança", isto porque os convênios em geral visam o lucro máximo, ou seja, cobram bem dos pacientes, pagam mal os médicos, e querem gastar o mínimo com exames e tratamentos . Se as pessoas acharem que não há jeito, que tem que deixar morrer, então o gasto das empresas de seguro-saúde será menor.
Na minha vida profissional, ao contrário, eu sempre lutei até o fim , e consegui salvar muita gente que estava, como se diz, "desenganada".
Para finalizar com um toque mais alegre, acho que todos deveriam pensar assim: " Não tenho medo de morrer, mas não tenho nenhuma pressa de ir embora" .

Anônimo disse...

Mérdicos não querem se tratar porque sabe muito bem como os pacientes são "tratados". Preferem morrer a passar na mão de outros mérdicos como eles. É pra se pensar.

Karina disse...

Anônimo das 13:40, vc tem razão: os médicos não prestam, vamos todos deixar de nos tratar com eles, esses mercenários!

Anônimo disse...

Para cada estudante que passa no vestibular de Medicina, pelo menos 40 não passam e ficam frustrados o resto da vida. Aí vemos todos esses recalcados falando mal dos médicos.

Anônimo disse...

Como o colega anônimo de 23 de janeiro comentou sobre casos que se pensam serem irrecuperáveis e vale a pena investir, queria contar aqui sobre uma experiência oposta que tive durante a residência médica, que foi em hematologia/ hemoterapia.
em Hematologia, 80 - 90% dos pacientes internados costumam ser casos de onco- hematologia, isto é: câncer de células sanguineas.
Felizmente, o tratamento com quimioterapia,radioterapia e transplante de medula óssea( esse último infelizmente não tive experiência, porque na ocasião que fiz residência médica o hospital onde estagiei não dispunha desse serviço) salva muitas vidas.
No entanto, alguns casos não respondiam ao tratamento e evoluíam para estado terminal, com metástases e chance nenhuma de cura - aí não se trata de não investir em uma chance de vida, é que não há chance de cura mesmo!...
nesses casos, o próprio paciente e a família pediam para não prolongar a vida do mesmo e usar somente de cuidados paliativos(tirar a dor, a falta de ar, etc) em vez de dar tratamento agressivo ou invasivo.
Essa vontade / desejo sempre foi respeitada pelos meus proceptores,e nunca tivemos uma queixa sequer quanto a isso.
Teve inclusive um caso, muito comovente, de um rapaz que , ao saber que iria morrer, implorou pra que a filha de 4 anos pudesse entrar no quarto para dar um abraço nele de despedida.( a entrada de crianças era proibida)...minha preceptora autorizou e todos nós choramos naquele dia.
a menina entrou, e duas horas depois, o rapaz faleceu...
posso dizer de boa que uma das coisas que aprendi na medicina, não se enganem, o paciente SABE que vai morrer/ está morrendo, e se ele diz' Dr, eu vou morrer agora, hoje', pode ter certeza que ele sabe o que está falando e que vai acontecer. não me pergunta como, mas ele sabe.
acredito como o colega acima falou que não se deve desistir de casos que todos julgam ' perdidos', mas que também devemos aprender a usar os cuidados paliativos para pacientes terminais ( são coisas diferentes, o colega sabe, mas muitos não sabem).
aqui em Campinas tem uma equipe do hospital Mario Gatti que faz um trabalho somente de cuidados paliativos e de melhorar a qualidade de vida para doentes terminais, um trabalho fantástico que tive a oportunidade de conhecer frequentando um curso que eles deram ha 4 anos.
Maria Valéria.

Anônimo disse...

Anon de 21:07, é verdade.

Erros médicos não existem.
Pacientes tratados mal, também não.
Uma classe que se julga tão especial que as críticas só podem ser recalque, menos ainda.

Tudo ilusão.

Anônimo disse...

Um levantamento sobre esses processos concluiu q cerca d 80% são ganhos pelos médicos.

Jan disse...

Esclarecedor perceber que a maior parte totalidade dos comentários de baixo tom, pouco civilizados, pobres, sem fontes e cheios de adjetivos e não de ideias, contra médicos (ou mrédicos, seguindo a linha pré-púbere de "argumentação") vem de quem não se identifica.
Esta é a internet e a faca de dois gumes que é a permissão do anonimato, podemos expressar nossas opiniões livremente (o que é bom), mas alguns não tem maturidade para lidar com a liberdade e/ ou se sentem permitidos a liberar tudo que há de podre dentro de si, sem pudores.
Contudo, apesar de serem barulhentos, chatos, inconvenientes, estes trolls são minorias, estou convicto, e valeu a pena ler muitos dos comentários e argumentos (para os que tem limitação cognitiva, chamar "mérdicos", adjetivar e postar dados sem fontes, são muitas coisas, mas não é argumentar).
Dito o preâmbulo/ desabafo, vou trazer minha opinião a respeito.
Não acho que o autor do texto condena a reanimação/ RCP, ele é contra, assim como eu, os tratamentos supérfluos/ fúteis que, apesar de aumentar a sobrevida em dias/ semanas/ meses, não colaboram com a melhora da qualidade de vida. As vezes a RCP pode ser fútil, sim, claro, como em um paciente terminal ou com demência avançada, por exemplo. Mas, muitas vezes em muitas urgências cardiológicas, por exemplo não. Tenho tenho quase sete anos de formado e, posso garantir, minha experiência com reanimação cardiopulmonar que tiveram desfechos ótimos (paciente recebendo alta é capaz de realizar atividades da vida diária) foi muito mais do que um, claro que ainda a maioria foi insatisfatória, porém, o perfil do paciente e suas comorbidades já podem nos servir de parâmetro para predizer quem terá ou não uma boa evolução.. A maioria dos médicos sabe disso. E é esta a questão, sabem quem vai se beneficiar de um tratamento mais intensivo ou quem vai se beneficiar de um tratamento paliativo. Como sabem, a escolha para si é mais fácil. Mais, difícil, porém, é quando a escolha é para o outro e, portanto, encarar consequências (processos, difamações, etc). Ao contrário do que parece, é sempre mais fácil (e socialmente aceito) tomar medidas invasivas/ agressivas/ tratar ao máximo do que ser conservador/ deixar a vida seguir seu curso/ paliar. As famílias, por minha experiência, são quem mais insistem em um tratamento fútil, seja por vontade de ter o ente mais tempo, por remoço devido a alguma omissaom por não confiar no profissional ou por não confiar no sistema de saúde. Para a maioria dos casos basta um acolhimento e estreitamento da relação da família com o serviço/ profissionais de saúde, contudo nem sempre isso é possível. Infelizmente.
Achar que o texto é uma manobra das operadoras de saúde norte-americanas para cortar gastos, apesar de poder ser explicado pela voracidade e poder econômico das mesmas, é injusto e uma demonstração de que não está inteirado da discussão que se tem há, ao menos, 20 anos sobre a terminalidade e cuidados paliativos.

(Desculpem eventuais erros de português, escrevo do tablet, difícil revisar)

Saudações.

PS- Um certo desapontamento ao ver que em uma sessão de comentários “moderada” é permitida algumas intervenções de teor tão baixo/ nojento.

Anônimo disse...

Eu, hein?! Só vejo um bando de gente aqui paranóica e doente, mas doente psicologicamente. É muito ódio em muito coraçãozinho pequeno. Façam um tratamento com um psicanalista, psiquiátrico, espiritual e de alma. Algum dia vcs ou algum familiar de vcs vão precisar de um médico: vcs gostando ou não. Meu povo, melhorem! Melhorem como pessoas: Exercitem a benevolência. Hj vi minha avó na UTI, coitada, me deu uma pena: os médicos foram muito atenciosos, a equipe de enfermagem. Realmente o ser humano nunca está satisfeito com nada é sempre procura vítimas para culpar por seus complexos. Tratem-se! Paz no coração !

Felipe Gusmão disse...

Concordo com vc! Pena dessa gente sem generosidade. Gente vil, difamadora! Gente inescrupulosa! Gente que é capaz de forjar até situações para ganhar um dinheirinho.

Anônimo das 4 da manhã disse...

Pois tenha uma tendinite e coloque uma folha de bananeira em cima: deve ser melhor para dor que um anti-inflamatório...

Teresinha de Jesus disse...

Mas infelizmente, querido (a) , mais dia menos dia vai precisar " com essa gente" , que vai tratar "gente" como vc "não-reaça"... ( vc não é de aço , amor ) ...

Anônimo disse...

Nunca vi ninguém morrer de vergonha, mas sentimos vergonha alheia de vc por esse comentário. Tomara nunca que vc tenha uma leucemia, amor. E não precise de mérdicos brasileiros. Aliás, vc mora aqui?

Carmen F. disse...

Como dizem por aí, "fulano é ateu até o avião começar a cair". É fácil dizer que os médicos é que se acham deuses, quando o sujeito é tão perfeito que tem moral pra generalizar e julgar o mundo todo. Com certeza julga os outros pelas próprias intenções, enxergando dolo em tudo.
Enfim, focando no artigo, concordo integralmente com o colega americano. Uma vez que seja constatada uma doença incurável, terminal, não vale a prolongar o sofrimento, o melhor é tentar ficar o mais confortável possível e aproveitar o tempo que resta fazendo coisas agradáveis.
Sendo médica já me vi na posição de familiar e tive que decidir o que fazer com meus amadosem estado trmterminal por 2 vezes.
Meu marido com câncer metastático que já havia perfurado intestino e tomado todo fígado e mesenterio, e minhas mãe, já com 91 anos, com um AVC consequente à presença de 5 meningiomas na cabeça. Em ambos, pedi para que fossem dados apenas cuidados paliativos e que deixassem a natureza seguir seu curso.
Não é nem um pouco fácil vc tomar a decisão de dizer adeus às pessoas que vc mais ama na vida, mas há momentos em que abrir mão é prova de verdadeiro amor. Garanto que não houve nenhum interesse financeiro de nenhuma parte, apenas o desejo de poupar dor e sofrimento ainda maiores.
O dia que chegar minha vez, se eu não puder opinar, espero que façam o mesmo por mim.

Carol disse...

Carmen, desculpe, mas não é opinião de uma pessoa só (a tal "julgadora"), muita gente fala isso, e com certa razão.

E por que?

Bom, porque, de certo modo, médicos tem um pouco de deuses porque mexem com a vida e a morte das pessoas. E gente cretina tem em toda profissão... mas, quando você está doente e vulnerável, vai se magoar e lembrar bem mais do médico cretino do que do atendente de lachonete cretino, por exemplo.

Que vamos precisar, não há dúvida. Se isso melhorasse as coisas, né...

Anônimo disse...

Campanha "Mais Médicos, Menos MÉRDICOS"

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2015/01/1582192-55-dos-recem-formados-em-medicina-em-sp-reprovam-no-provao.shtml

E o "curioso" é que, independente da reprovação, eles ainda assim podem obter o registro profissional.

Negócio é apelar pra homeopatia mesmo hahahahahahaha

Anônimo disse...

"Um levantamento sobre esses processos concluiu q cerca d 80% são ganhos pelos médicos. "

[citation needed]

Teresinha de Jesus disse...

Tire seu preconceito do caminho, que eu quero passar com minha voz"

Anônimo disse...

Realmente, de mérdicos já temos muitos, precisamos daqueles médicos de verdade que estão virando artigo de exportação.

"Concordo com vc! Pena dessa gente sem generosidade. Gente vil, difamadora! Gente inescrupulosa! Gente que é capaz de forjar até situações para ganhar um dinheirinho."

Verdade, é tudo recalque do povo né? Onde já se viu. Deve ter uma prótese pra isso também.

Anônimo disse...

Estarrecida com o ódio dos comentários. Estas criaturas vão precisar de médico em algum momento de suas pobres vidas. Então, é melhor começar a aprender a separar o joio do trigo, ou estarão em maus lençóis (literalmente). Existem médicos que são pessoas más e mesquinhas (como existe em todo canto). Porém, não são a maioria. A maioria é dedicada, se mata de trabalhar e estudar.A campanha difamatória para transformar os médicos nos "judeus"
do PT funcionou. Como na Alemanha nazista.

Rodrigo Lima disse...

E a maioria dos processos por erro médico ocorrem em cenários de absoluta falta de vínculo entre o médico e o paciente e sua familia. Não tô aqui pra defender categoria profissional, mas o fato é que infelizmente, quando há imperícia mesmo a maioria das vítimas nem percebe...

Rodrigo Lima disse...

Flávio, a cultura dos check-ups está na mesma linha do excesso de intervenções. Hoje há muito pouca coisa que possa ser evitada por exames periódicos. A maioria dos check-ups são um embuste, e eu aconselharia a fugir deles assim como das medidas heroicas mencionadas no texto. Mas isso dá outro texto...

Anônimo disse...

Verdade é verdade. Nem tudo é preconceito. Realmente o povo brasileiro tem essa raiz de corrupção, de malandragem. Infelizmente. Uma boa parte, metade pelo memos. Infelizmente. Provavelmente pela forma que o país foi nascendo e a sociedade foi se formando. A verdade é nua e crua. Dê uma vantagem a qualquer um da nossa soxiedade e vê como age. Passa a aproveitar mesmo sabendo que está prejudicando à alguem ou ao coletivo, com poucas excessões. Sem hipocrisia. Nada contra nenhum comentário. É apenas a veradade. É apenas o nosso precipício. Décadas a frente para que melhoremos.

Anônimo disse...

"Médico que cobrá pouco ou nada pela consulta". Vc sabe a dificuldade de entrar em um curso de medicina? Quanto se gasta? O quanto desgastante é? A enorme responsabilidade que carrega nas costas? Sabia que médico tem família, contas pra pagar, aluguel do consultório (água, luz,condomínio, secretária , telefone, Internet,etc), fora as contas de casa. Sabe quanto custa se manter informado? Só porque se é médico não tem q se cobrar ou cobrar pouco? Absurdo esse comentário! Médico que trabalha no SUS ganhando miséria por mês pra consultar muito mais gente do que pode dar conta, se estressar, nunca conseguir tirar uma hora de almoço (que é lei trabalhista) pq tem vários pacientes reclamando em hospitais caindo aos pedaços e sem estrutura ou materiais? São é guerreiros e amam mto a profissão ! Agora pq alguns fazem todos são julgados? Profissionais ruins existem em todas as profissões ! O plano de saúde paga menos por uma consulta do que uma cabeleireira para fazer uma escova! E vamos combinar que a responsabilidade de se fazer uma escova é bem diferente da de um médico ! Vc fala isso de um arquiteto? De um advogado? Ou de qualquer outra profissão ? Qual a sua? Vc cobra pouco ou faz de graça pros necessitados? Quanto tempo e dinheiro vc investiu pra sua profissão? Se errar , pq está cansado, fome , sono, e stressado vc é processado? Vc onde guerra ver sua família todos os dias e ter tempo pra elas ? Pra ser médico nessa merda de país com falta de tudo, dirigentes e alguns ignorantes como você tem que ter é muito amor a profissão !

Anônimo disse...

A precariedade humana não está apenas na medicina! Os pacientes chegam pra consultar pedindo já o exame mesmo que o médico ache desnecessário! E depois colocam a culpa no médico? As pessoas querem "gastar o plano pq pagam caro e cada vez querem fazer mais exames caros e desnecessários . Isso é culpa do médico ? E se ele se recusa a passar ainda é dito como péssimo e o paciente procura outro! Quem faz a escolha com dignidade ou não é o próprio paciente ! sobre planos de saúde vocês deveriam se informar antes de falar asneira! Médico sofre com planos de saúde ! Consultas são pagas a preço de banana e com atrasos de até 90 dias! O médico tem que lutar quanto é preciso realmente fazer um exame caro que o plano não quer liberar! É uma guerra e só quem lucra são os planos! São pedidos tantos exames caros e desnecessários só por essa escolha do paciente que o sistema satura e quem sofre são os que realmente precisam fazer! Todo mundo olha apenas pro seu umbigo! Tb acho que há uma imensa precariedade humana . E sobre distanásia tb sou a favor! Mas pergunta a um familiar o que ele prefere? trabalhamos com escolha sim e todos os dias ! E na maioria nada fáceis pq o ser humano é mto complicado e não tem como agradar a todos! Temos que escolher quem vai para um CTI por falta de leitos pra todos, temos que decidir em questões de segundo o que fazer pra tentar salvar uma vida (sabe qual a pressão disso ?), temos que dar escolhas aos familiares e seguirmos o que decidem mrsmo muita das vezes não sendo a favor. Pq a culpa sempre cai no médico? Nem sempre tecnologia salva, nem sempre a temos em mãos , nem sempre ela é necessária, nem sempre isso quer dizer viver ou morrer dignamente. O que falta é sermos menos egocêntricos , egoístas ! Nunca queremos perder mesmo que isso signifique o sofrimento as vezes desnecessário do outro. Mas a culpa é do médico!

Anônimo disse...

Só uma curiosidade. O que você fará quando estiver gravemente doente? Ou será que além de acreditar que pode agredir um contingente enorme de pessoas também acredita que doença e morte é para os outros?

Anônimo disse...

Que ridículo seu comentário. Não salvar um concorrente? Não falta trabalho para médico , ninguém precisa se preocupar com concorrência. E, é sempre uma honra poder cuidar de um colega.

Anônimo disse...

A Medicina é uma profissão que tem bons emaus profissionais como todas as outras. Como um médico vai exrecer o seu ofício sem cobrar? Por acaso ele não precias pagar contas como todos os outros...os cursos de atualização para médicos são caríssimos e boa parte o faz pagando do próprio bolso mesmo que só atenda pelo SUS. Hoje um médico recebe por uma cosulta no sus o eauivalente a dez reais...É isso que o governo acha que vale o cuidado pela vida dos seus cidadãos. Fslta médico, falta estrutura, faltam medicamentos. Na cidade que eu mora em dois hospitais as equipes médicas ficaram sem receber por 2 meses ppr falta de repasse de verba do giverno federal. Acho que as pessoas tem cobrar sim, mas tem que saber de que cobrar. A solução simplista dos ignotantes é colocar toda a culpa do caus que está a saúde na falta de médicos. E o que está acontecendo, pululam faculdades de medicina pot todo o Brasil sem nenhum controle da qualidade das mesmas. No estado de São Paulo mais da metade dos recém fotmados não passaram na prova do cremesp, que é fácil, mas mesmo assim receberão os seus registros e já poderão sair fazendo plantões. Não vi niguém revolyado com isso...A matéria trata de esforços inúteis para prorrogar a vida de pessoas com doenças terminais, que atitudes heróicas só causam sofrimento, dor para o pacidnte e para a família...mas é claro, cada um interpreta como quer e com o grau de conhdcimento que tem.

Anônimo disse...

Concordo, morrer de vergonha de estudar 6 anos pra concluir uma faculdade, além de no minimo mais 3 pra concluir uma residencia medica e precisar cuidar e se dedicar a um povo que pensa assim...

Anônimo disse...

Vc vai morrer de inveja pelo jeito! Pq não faz um colar ou tatuagem avisando q não quer ser atendido pelos médicos?? Assim facilita muito... Já deu seu tempo aqui.

Anônimo disse...

Falou tudo!!! Pacientes brasileiros são corruptos... Incontável o número que procuram atendimento por atestados...depois médicos que são corruptos... Pais lixo mesmo!!

Anônimo disse...

Quanta bobagem em um post só!!! Teste?? Escreve tudo ao contrário q fica mais compreensível!!!

Anônimo disse...

Sim, estão queimando a profissão para trazer os cubanos!!! Todo lugar há picaretas

Anônimo disse...

Muita falta de informação para um anônimo só!!! Problema do sus são os médicos?? Médicos são vítimas desse lixo de governo também meu caro!!!

Anônimo disse...

Porque você não estuda e se torna um médico juiz??? Na hora de estudar as coisas ficam difícil neh?? Falar Eh facil mas vai viver para ver!!

Anônimo disse...

Ótimo texto! Povo ignorante exige perfeição onde ela não existe!!

Anônimo disse...

Adoro esses comentários do tipo "não reclama que você vai precisar de médicos".

Eu preciso comer também, tenho que engolir um tomate podre por isso?
Tenho que ficar feliz por respirar fumaça no trânsito só porque eu preciso respirar?

Anônimo disse...

Cubanos são reconhecidos internacionalmente em medicina.
Pena que não tem mais deles por aqui.

Anônimo disse...

Que nojo de gente que, além de agressiva e estúpida, sempre mete Dilma e Lula no meio, como se todo muno fosse petista.

Aproveita que você curte médico e vai no psiquiatra, amigx.

Guilherme Ribeiro loss disse...

Bem, como clínico geral e psiquiatra, hei de manifestar sem pretensões maiores minha humilde opinião. Àqueles q estiverem abertos a ler, desde já afirmo q respeito a opinião de todos. Desse modo, lamento mto pelos radicais generalistas, que taxam toda uma classe de "mérdicos materialistas", visto q quem assim age pratica um ato perverso (emocionalmente cego) e auto-sabotador. Isso porque, estes exercitam em demasia seus circuitos da ansiedade/ódio/desconfiança o q implica em auto-flagelação dos seus próprios organismos por desgaste emocional e descompensações autonômicas (gastrite de estresse, enxaquecas tensionais, fibromialgias, síndrome do intestino irritável, etc). Pior ainda, cultivam associações emocionais deletérias q vão fragilizar seus corpos e mentes qndo mais precisarem e estiverem diante dos médicos, sejam estes bons ou maus... Lamento por vcs, procurem reconstruir sua fé no ser humano. Qto aos demais e profissionais da saúde admiro a sensatez de sustentarem discernimento no tocante ao processo da morte, uma passagem na qual opto, por auto-preservação, crer q seja para a paz eterna. Se assim for, torna-se óbvio poupar-nos e tb aqueles q amamos e confiamos do sofrimento desnecessário q prolongue essa passagem. Portanto, q fiq claro q cada um faz o melhor q pode dentro das suas limitações humanas e das condições e circunstâncias q envolvem uma urgência médica. Por fim, coloco em foco a meritocracia, ou seja, da mesma forma q buscamos o melhor serviço para nossa casa, nossos filhos, nossos próprios direitos, recomendo q os pacientes busquem o melhor médico para si, garanto q com um mínimo esforço vão encontrar um médico técnico, humano, afetuoso, empático e empenhado a fazer o melhor para vcs. Logo, há sim um caminho de diálogo e construção da confiança essencial na relação médico-paciente-família, mantenham a fé nisso, vivam em paz, mais e melhor acreditando nisso. Q Deus abençoe a todos e ilumine os desacreditados q se perdem na desconfiança inabalável... Como disse Aristóteles: "Talvez eu seja enganado inúmeras vezes... Mas não deixarei de acreditar que em algum lugar, alguém merece a minha confiança!"

Anônimo disse...

Achei bonitinho, Sr. Guilherme. Acho que tem médicos muitos bons e humanos por aí. O problema está numa visão geral que parte dos médicos (e muitos de nós) temos da profissão. O que se endeusa, se desfaz ao menor problema.