quarta-feira, 16 de julho de 2014

GUEST POST: OS PROTESTOS E A VIOLÊNCIA POLICIAL

A jovem V. me enviou este relato sobre os protestos em que tem se manifestado:

Protesto sempre teve. Sempre. Fossem aqueles protestos "pela paz", quando algum jovem de zona sul era baleado sem querer, fosse por algum movimento de ocupação dos sem-teto... Muitos desses protestos envolviam juventudes de partidos, como do PSOL e PSTU, mas nenhum deles nunca me atraiu. O chato de se filiar a uma dessas juventudes, é que as pautas têm que ser aprovadas pelo partido para que se libere a verba, e só então o protesto podia ser marcado.
Sempre fui apaixonada pela ideologia anarquista, e em 2011 a ideia Anonymous chegou aqui ao Brasil, já estando super famosos lá fora. Foi quando comecei a me manifestar na rua pra valer.
Como o pessoal não dependia de verbas, partidos, aprovações, o protesto sempre podia ser quando a gente quisesse, com a vaquinha que juntávamos na hora. Era panfletagem, uns cartazes e bandeiras, tudo caseiro. Se dava 50 cabeças, era uma vitória! Para nós, era uma manifestação cheia! Veio o Occupy Wall Street, e nós fizemos aqui nossa versão, "Ocupa Rio", que depois de um mês foi forçosamente retirada pela PM.
Em 2012, já com páginas em facebook, blogs e outras mídias, começamos a crescer, a propagar a democracia direta. Fizemos alianças com outros movimentos que também estavam crescendo na época, puxamos mais alguns atos, todos pequenos comparado aos que conhecemos depois. Mas o mais importante: todos eram pacíficos e a PM não aparecia nunca. Raramente tinha problema, só quando vez ou outra alguém resolvia encrencar com a gente, nos xingando ou debochando dos nossos esforços.
Daí as coisas começaram a ficar mais sérias. Apanhamos muito ao defender os índios da Aldeia Maracanã, e muitos de nós conhecemos a violência estatal pela primeira vez ali. Adotamos as pautas cada vez mais fortes de democracia direta e de boicote às eleições, sobre auto-gestão, sobre tecnocracia, sobre fim das opressões. Várias causas populares tiveram nossa divulgação e apoio, e eu fui muitas vezes às ruas por grevistas, índios, contra aumento da passagem, pelo fim do massacre e da militarização nas favelas...
Fomos crescendo em número. O que antes eram 50, passaram a ser 200, 400. Isso já é número o suficiente para fechar uma via pública, para fazer barulho de verdade. A PM começou a dar as caras. No início, a desculpa para nos bater é que "atrapalhávamos o trânsito e o livre direito de ir e vir dos cidadãos". Mesmo com o nosso direito de ocupar uma via pública para manifesto, a PM nos empurrava para as calçadas, ou nos dispersava. Mas ainda eram poucos policiais, porque não éramos "ameaça". Os jornais sequer noticiavam nossos protestos, o máximo que encontrávamos eram notinhas no estilo "trânsito pesado na altura X da avenida principal, liberado à noite".
No fim de 2012, apanhamos muito feio em frente à prefeitura, por pedir que a passagem não aumentasse além dos R$ 2,95. Muito gás, muitas cacetadas. Foi um dia triste, mas foi um marco. A partir daí, começou uma bola de neve. Termos sido reprimidos tão duramente sem termos feito nada, trouxe revolta e empatia, e os protestos seguintes foram ficando cada vez maiores. De 200, fomos para mil. De mil fomos para 5 mil. De 5 mil para 10 mil. E assim se seguiu todo o início de 2013, até julho, quando estouraram as manifestações gigantescas que todos vimos na TV. Cada vez mais a PM se empenhava em nos reprimir, e cada vez mais o povo crescia.
Muita gente que estava nas ruas já estava cansada de apanhar, lamber as feridas e voltar para a rua para apanhar mais ainda. Alguns começaram a importar pra cá a tática black bloc, que já é usada na Alemanha há 30 anos. De um modo bem amador, diga-se de passagem. Mas era a resposta que muitos arrumaram para dizer "chega, esse pessoal vai manifestar sim, e não vamos deixar vocês agredirem mais gente", porque é isso que é a tática, defender como um pára-choque os manifestantes do ataque da polícia. 
Sim, envolve barricada, quebra-quebra, tudo para chamar a atenção, desviar o foco, enquanto o restante corre e se protege. E a mídia, sensacionalista como sempre, deu atenção, e deu um jeito de pegar o pessoal que usava a tática para esvaziar os protestos, comparando-os a bandidos e terroristas. Desculpe, mas para mim, terrorista é o Estado e o capital, que colocam milhares na miséria e matam diariamente para assegurarem seus lucros. Vidraça se conserta; o pai que você perdeu na fila do SUS, ou o olho que o PM te arrancou com uma bomba, não.
O que tirou o "um milhão na rua" não foram os black blocs. Foi a PM e a mídia. Milhares ali nunca tinham ido em um protesto na vida, e não estavam preparados para uma repressão. Daí apanham, chegam em casa, ouvem na TV que a PM fez isso por causa de terroristas, e pronto, você tem um apolítico que nunca mais manifesta na vida. Essa separação entre "manifestantes de verdade" e "vândalos" nada mais é que uma falácia do escocês. Mesmo quem está ali de forma não pacífica, está se manifestando.
As ruas se esvaziaram, e com a desculpa do "vandalismo", a repressão foi ficando cada vez maior. Eu vi muita gente com ferimentos sérios, ossos expostos ou quebrados, pessoas desmaiando e infartando com o gás...
2014 chegou, e com ele a Copa do Mundo. Muitas coisas ruins já estavam acontecendo por causa da Copa, como o desalojamento de famílias que tinham propriedade sobre sua casa registrada há anos, para dar lugar a obras do evento da FIFA. Em nome do "combate ao crack", muitos em situação de rua foram varridos para dentro de caminhões, sem assistência social e com a maior truculência que a PM pode fornecer, para "limpar" a cidade, ou pelo menos a zona nobre. 
Mais de 250 mil famílias no total perderam suas casas em nome das obras da Copa. Muitas favelas foram invadidas e militarizadas, em nome da "pacificação", apenas para controlarem as comunidades, porque o tráfico nunca parou, mas o massacre aumentou. Gastamos mais de 30 bilhões de reais com a Copa, e ainda demos isenção total para a FIFA, que não satisfeita, ainda pisou em várias de nossas leis para dar lucro a seus patrocinadores e garantir a "segurança" do evento. Eles sabiam que aconteceriam manifestações e não queriam que o torcedor estrangeiro visse a nossa realidade.
Ainda sob a desculpa de vandalismo e terrorismo, o Estado começou (aliás, já em 2013) a investigar as "figurinhas marcadas" de manifestações. Nomes, apelidos, função, quem puxava ato, quem administrava quais páginas no facebook, tudo. Começaram a investigar todos que eram vistos frequentemente, e a associá-los à tática black bloc. 
Nisso, o cinegrafista Santiago morreu na fatalidade do rojão, e foi o pretexto perfeito para o Estado estabelecer um inquérito e enquadrar os manifestantes como um grupo terrorista ou uma quadrilha articulada. Só lembrando que, antes de Santiago, outros manifestantes morreram ou foram mutilados em decorrência da repressão direta da PM, inclusive um senhor de idade, no mesmo dia em que Santiago, que foi atropelado ao fugir do gás. Não estou justificando, estou explicando o desnível em que a mídia coloca as coisas.
Cada estado está com suas figurinhas na "lista negra", e os do Rio e de São Paulo são os mais notórios. A PM é suja até o fundo, e não hesita em forjar flagrantes, jogar rojão e pedra dentro da sua mochila e depois falar que era seu, falar que você portava explosivos e molotovs mesmo que seja um cantil de água (o caso de Rafael foi assim, rapaz negro de rua, preso ao passar aos arredores de uma manifestação com um desinfetante e um Pinho Sol, que a PM disse ser explosiva. Está condenado a 5 anos de cárcere, e já cumpriu 1). 
Milhares de vídeos na internet podem provar o que estou falando aqui. A polícia militar chega ao cúmulo de infiltrar agentes no meio dos manifestantes para começar conflito, e usar isso como desculpa para falar que o protesto era violento e precisaram nos reprimir! Foi assim que Hideki e o professor Lusvarghi em SP foram presos, com flagrante forjado, depois de ficarem marcados pela PM.
Espalharam mentiras entre nós, nos chamando de comprados por partidos, pois sabem que a maioria é de cunho anárquico. Espalharam essa mentira para a mídia e para a PM, que volta e meia nos chama de "rebeldes sem causa, pagos com mesada do papai político". Eu não preciso nem falar que, além de fascistas, os repressores são muito machistas. Cantam nojentamente as manifestantes, e se alguma tem tento para responder, prendem por desacato.
Durante a Copa, a ordem federal era "não é para ter manifestação". A PM e o Estado adotaram uma nova tática: impedir a manifestação de começar, reprimi-la durante a aglomeração ou no começo da marcha. Para isso trouxeram a tática da Caldeira de Hamburgo (usada na Alemanha nazista, hoje considerada tortura e crime aos direitos humanos), em que cercam totalmente os manifestantes e os mantêm presos ali, até a ordem de soltura. A ativista Sininho foi presa com essa tática pela primeira vez, e a associaram aos rapazes do rojão que matou Santiago.
Nos interrogatórios, o que mais se ouve são perguntas referentes a outros manifestantes, e o que cada um faz. Estão inventando uma rede criminosa falsa, baseada em amizades ou em conhecidos, para criminalizar protestos. Também se ouve muito perguntas como "qual a sua ideologia?  O que você pensa a respeito?", estão fazendo "perfil" de "vândalos", ou seja, criminalizando ideias. É insano e perturbador.
Neste sábado, dia 12 de julho, quase 20 pessoas foram encarceradas no presídio de Bangu, para "prevenir que cometam atos violentos de vandalismo". Isso é um absurdo total. Prender por um crime que não se cometeu? Prisão preventiva para pessoas com residência fixa e emprego? E sabe o que é o pior? A maioria ali não é manifestante de rua. Tem advogado, professor, blogueiro e midiativista no meio, sem contar os menores de idade.
Foram recolhidos materiais "perigosos" como cartazes, máscara de gás (evitar intoxicação é crime?), joelheiras, panfletos, jornais de esquerda e livros. E uma arma, que não pertencia à menor procurada, e sim ao pai dela, que possui a licença de porte, mas que serviu para enquadrar a todos como quadrilha armada. Negaram habeas corpus de todos, mas o cabeça da máfia dos ingressos da FIFA foi solto na mesma hora.
O engraçado é que todos esses movimentos de rua atualmente não possuem liderança, estão se articulando como podem, com quem pode. Sempre tem os mais carismáticos, mas eles não "mandam" nada. Quem está colocando "líder", "função", "rede" é o Estado, e quanto mais ele ataca, mais o movimento se transforma.
A mídia internacional já percebeu o que está acontecendo. Muitos jornalistas estrangeiros sofreram os horrores da repressão aqui, e estão divulgando lá fora, enquanto as grandes mídias aqui dentro permanecem em silêncio ou espalham mentiras. A OAB e a Anistia Internacional estão fazendo pressão contra os absurdos do Estado, mas as arbitrariedades e a proibição cada vez maior de se manifestar está evidente. 
O governo não quer ouvir a voz do povo, nunca quis. Governo apenas representa seus patrocinadores, as empresas que o coloca lá dentro, e agora que o povo quer uma alternativa, está fazendo de tudo para não deixar a mamata acabar.
Será que 64 acabou mesmo?

118 comentários:

Anônimo disse...

Mimimi oq vcs conseguiram com os protestos além de gente morta e vidraças quebradas?

Anônimo disse...

Deixa eu ver se eu consigo entender, Lola. Criar um site de ódio não pode, é criminoso. Agora, arrebentar lojas com uma marreta de metal, isto pode.

Os esquerdistas nunca cometem crime. Da mesma forma que Netinho, que afundou o crânio de uma mulher é inocente. Netinho não é um homem violento e perigoso, ele não é violento porque é esquerdista. Sininho não é uma terrorista, ela é uma ativista injustiçada.

É, tá certo. É assim mesmo.

Anônimo disse...

"Alguns começaram a importar pra cá a tática black bloc, que já é usada na Alemanha há 30 anos. De um modo bem amador, diga-se de passagem. Mas era a resposta que muitos arrumaram para dizer "chega, esse pessoal vai manifestar sim"
-
Sabe de nada inocente! Isto era óbvio, a tática black bloc, veio depois das manifestações de Junho/Julho, para proteger os bandeiras vermelhas, que o povo expulsou das ruas, os black blocs esvaziaram as manifestações de cidadãos comuns, só ficaram os "ativistas cinquentinha com pão e mortadela"

Anônimo disse...

Anarquista pedindo passe livre...do estado? Querem ou não querem estado, se decidam.

Anônimo disse...

Deixa eu adivinhar, este guest post for mandado via ipad.

Anônimo disse...

Black blocs destruindo um simbolo do capitalismo opressor, um ponto de ônibus.
http://og.infg.com.br/in/8762400-3a8-f8d/FT1086A/2013062046856.jpg

lola aronovich disse...

O que é ipad? Foi mandado via email.

Anônimo disse...

Nos sabemos que socialistas comunistas, são na verdade em sua grande maioria tolos que sofrem de alto-retardo intelectual, causado por marxistise aguda.
Mas anarquistas são coisa pior, anarquistas são apologistas do caos, apatridas pro convicção, ou seja, um mundo sem fronteiras, sem pátria.A quem interessa um mundo sem pátria de governo único?
A verdade e que os anarquistas são parte do sistema que eles mesmo demonizam e dizem combater, e os retardados nem sabem, o movimento Punk anarquista tem financiamento internacional, anarquistas são os cachorros vila-latas soltos no quintal da nova ordem mundial.
Direita Realista-

Anônimo disse...

Eu não sou a favor dos black blocs e tenho a mais plena convicção entre essas pessoas existem muitos agentes do Estado que usam esse "movimento" exatamente para reafirmar e validar a repressão. Massa de manobra inútil, se querem saber.

Anônimo disse...

Ipad é um tablet da Apple. Provavelmente o anônimo quis dizer que a pessoa que escreveu o gyest post é uma riquinha hipócrita.

Ana disse...

Muito interessante o texto. Eu tenho um carinho especial pelo anarquismo, pela horizontalidade do movimento, pela ausência de hierarquia, pelos ideais, enfim, por ser a utopia mais bela entre todas.
Porém, detesto a violência. Não acho que seja eficaz, aliás, pelo contrário, na medida em que é confundida com a direita, só traz prejuízos.Tanto do ponto de vista prático quanto do entendimento das reivindicações. A sociedade não quer mais violência, não se identifica com movimentos que promovem a violência e não vai apoiá-los nunca.

Anônimo disse...

Devemos pensar nossa relação com o Estado e com a mídia burguesa alienante. A luta contra as injustiças está em todas as esferas da vida humana, pois a canalhice afeta o ser humano em sua totalidade.

Anônimo disse...

O Estado vive de imagem, acho justo falar mal de todos os governos.


Como os usurpadores, os políticos , foram protegidos pela mídia burguesa é hora de transmitirmos verdades contra esse mundo de faz de conta.

Anônimo disse...

ipad é a versão "chique" do tablet, assim como o iphone está para os smartphones Android.

Anônimo disse...

Ahhhh que peninha!!!

Pobres manifestantes, pobres black blocs que depredam propriedade privada como forma de manifesto contra o Estado! Pobres pessoas que, simplesmente por destruirem tudo o que veem pela frente, apanham da PM!

Luciana disse...

"O que é ipad? Foi mandado via email."
Lola, você é ótima. Post interessante. A verdade nunca está de um lado só.

Anônimo disse...

Lindo post!
As manifestações foram de arrepiar. Foi lindo ver o povo se movendo e dizendo o q quer, oq é o certo.
Infelizmente temos o governo que temos e não vai mudar trocando o partido/a bandeira.
Infelizmente, quem ganha a eleição tem projeto de poder, não de governo. Dá nojo desse povo.
Não voto no PT nunca mais (sendo que nunca votei em tucano).
Força pra vcs/pra nós!

Anônimo disse...

Que falta de empatia,ônibus depredados que servem a trabalhadores e estudantes em sua maioria, vidraças quebradas,que serão pagas com suor e sacrifício pelo proprietário do negócio,depredação do patrimônio público que será pago por todos, me perdoe, mas isso é uma tática violenta e criminosa, se o sujeito que protestar por essa via que o faça, mas deve estar pronto para sofrer as consequencias legais.

Renata disse...

Melhor guest post que já li aqui.

Apesar de morar em uma cidade pequena do RJ, aqui também teve protesto e a polícia também deu seu showzinho de babaquice. Quebraram a janela da própria viatura, fizeram a tal da 'tropa do braço', levaram pra delegacia manifestante que tava portando vinagre, assediaram mulheres na manifestação e por aí vai..

Estando presente ali, dá pra ver que 64 não tá tão longe.

Pelo menos hoje tem a internet e celulares que filmam tudo e espalham na rede o outro lado da história que os jornais e as emissoras de TV não divulgam.

E sim, sou a favor de black blocs e sempre que necessário, faço a minha parte em manifestações.

V., não se deixe desanimar! Somos muitxs e somos fortes!

Bruno disse...

O Guest Post tem algumas impropriedades: primeiro a "caldeira de hamburgo" jamais poderia ter sido usada na Alemanha nazista pois foi criada em 1986!
Ademais, as mortes de ativistas em protesto, em sua maioria se devem a atropelamentos por veículos que furaram bloqueios em vias, ou seja, sem qualquer relação com violência policial.
Em terceiro lugar, sobre a condenação de Rafael Braga Vieira, a informação está incompleta (por ignorância ou má-fé). O laudo pericial constatou que ambas as garrafas tinham líquido inflamável (jamais houve alegação de serem explosivos, mas sim inflamáveis) e tinham panos no bocal, como coquetel molotov. O fato de serem água sanitária e pinho sol (a defesa chegou a alegar que ele tinha encontrado as duas garrafas numa loja abandonada e resolveu tirar de lá), foi alegado pela defesa e foi desmentido pelo laudo pericial! Ou seja, sendo crime portar coquetel molotov, a prisão e a condenação foram corretas.

Sara disse...

V. não sei qual é a sua, mas q concordo com a sua frase final do post, concordo plenamente.
Existe sim uma censura e repressão, só q na época da ditadura, tudo era bem mais claro e fácil de se enxergar e posicionar, hje conseguiram transformar os protestos e lutas populares em um saco de gatos, que ninguem entende, e me parece, que esse é o principal propósito.
Lutei contra a ditadura, e fiz tudo o q estava ao meu alcance para que esse governo atual se instalasse no pais, pq julgava q eles seriam uma esperança de mais justiça.
Não demorou muito para q eu e MUITOS outros nos dessemos conta do engano, considero q esse governo atual é o mais corrupto do que qualquer outro anterior.
Nos grandes protestos organizados recentemente eu e milhares de pessoas achamos q era a via mais democrática para exigir mudanças.
Não sei ao certo se esses black bloc são pagos pelo próprio governo, mas o fato é q ELES ESVAZIARAM esses protestos legítimos.
Poucas pessoas querem ser associadas a vândalos e depredadores, fica ai a questão -a quem interessa a atitude desse grupo black bloc???, a quem beneficia??????
Enquanto isso, muito provavelmente, lideres e pessoas q só estavam ali legitimamente para protestar podem estar presas.
Com a censura da imprensa, como saber quem esta com a verdade???
Na época da ditadura, embora houvesse muita truculência, pelo menos as regras eram mais claras, hje já não se sabe sequer por qual lado podemos lutar.

Anônimo disse...

Black blocs destruindo um simbolo do capitalismo opressor, um ponto de ônibus.
http://og.infg.com.br/in/8762400-3a8-f8d/FT1086A/2013062046856.jpg


kkkkkkkkkk
Ri pacas.

É aquela história batida do cara que pega a mulher traindo ele no sofá da sala e pra se vingar taca fogo no sofá.

D Stoffel disse...

NÃO CONSEGUIMOS NADA COM PROTESTOS SÓ CHAMAR ATENÇÃO, E NEM MANDAR A DILMA TOMAR NAQUELE LUGAR VAI FAZER A DIFERENÇA INFELIZMENTE.

Kittsu disse...

Em Brasília apreenderam faixas de meia dúzia de gastos pingados que se manifestavam próximo ao encontro da cúpula dos Brics.

Bela Campoi disse...

Confesso que tenho dificuldades pra entender os black blocs: não sou simpatizante do anarquismo, por exemplo. Mas também não concordo com o nosso modelo de Estado e nem com essa democracia burguesa em que vivemos. Porém, acredito no papel do Estado e estou em campanha na divulgação do plebiscito popular que vai acontecer na semana da pátria: sem reforma política ficaremos estagnados com esse lixo de Congresso que temos no país...A mudança deve continuar!

natalia disse...

Tenho lido muito sobre as prisões de Sininho e outros simpatizantes black blocks, mas não adianta, não consigo ter empatia por baderneiros.
De acordo com a autora, o quebra-quebra é só para proteger os manifestantes, desviar a atenção? Não foi isso que vi nas reportagens. Em São Paulo teve uma manifestação que o comandante da PM teve, se não me engano, a clavícula quebrada. Então como é que a autora vem falar em quebradeira só para desviar a atenção? Que os manifestantes são os mocinhos e a Polícia é o bandido. No nosso contrato social, somente o Estado pode usar da força e nesse caso, a PM é o braço armado do Estado e sim, deve agir contra quem depreda patrimônio público ou alheio.
Ainda, a autora deveria se interar das conquistas sociais dos últimos anos(resultados da implantação do real, bolsa família, cotas para negros em universidades, programa mais médicos, etc) e pode continuar se manifestando, mas nunca de forma violenta e nem ser amiguinha de black block.

Raven~ disse...

Credo. Nenhum comentário bom?

Anônimo disse...

Numa cidade de 10 milhões de pessoas, qualquer grupo deve ter voz e direito de se manifestar, mas não pode fazer o que quiser (fechar estradas, queimar ônibus, quebrar carros ou vitrines, etc) para exigir seus direitos. Não dá pra achar que tem legitimidade ou representatividade pra isso.
Não estamos na Revolução Francesa ou Russa em que milhões de pessoas se manifestaram, o que dá representatividade para subverter qualquer ordem vigente, mas com 100 ou 200 pessoas não dá, né?

Rebecca Souza disse...

Eu teno muita implicancia com a tática Black Block e com os Anonymus.quro salientar aqui que não sou de nenhum partido politico,nem acho que nossa luta só possa ser atrelada a isso,mas,o que vejo é que esses movimentos(vou chamar assim)cria uma militancia vazia.Quantas vezes páginas no facebook dessas duas práticas ,reproduzem racismo,homofobia e machismo,quantas vezes adeptos dessa pra´tica reproduzem machismo em cima de companheiras ?.quantas vezes nas passeatas de junho,eles agrediram companheiros que estavam na mesma marcha,pelo fato do cara estar com caisa de partido(estranho que sejapráticas que pregam liberdade,mas,cerceam a liberdade alheia).
O que vejo muitas vezes é a maioria muito jovem,sem nem querer dialogar com alguem nos atos.Não estou dizendo que atos tem que ter lideranças,mas,fechar acordos em unanimidade é o essencial.Aqui no Pará,tivemos uma pessima experiencia com BB no grito dos excluidos,acabou o ato bem pacifico até, e do nada,eles começaram ajogar pedras no Pm,detalhe,como o grito ocorre no final do desfile militar ,imagina quantos idosos e crianças estavam presentes.Foi um corre-corre,e no final,ainda tivemso que agilizar para tira-los da delegacia,pq eles nem sabiam o que fazer.defendo que pessoas façam movimento social,sem partidos,sempre fiz parte dessa forma,mas,tabém sempre tentei ser coerente e seguir junto com a galera que tava de linha de frente no protesto,coisa que não rola com esse povo.

normalidaderealidade disse...

Eu lembro que quando estive nas manifestações, eu não entendia o lance do vandalismo. Eu não era nem contra nem a favor, justamente porque eu não entendia. Pra mim era, sei lá, uma resposta emotiva de um grupo em catarse ou algo semelhante. Eu lembro que o "povo gente boa" (povo gente boa = o "bom manifestante", que a mídia adorou) gritava "SEM VANDALISMO" repetidamente - era quase um protesto, dentro do protesto, contra o protesto.

(Eu sou bem leigona, eu precisei estudar muito pra entender porque diabos a cantoria do hino nacional não era um símbolo inócuo. Esse lance de política na rua é dificílimo!)

Agora com a explicação do Guest Post eu entendi pra que serve a estratégia. Agradeço a informação, de verdade. Tudo ficou mais claro agora. Foi bem didático - e caramba, é interessante saber que o negócio é o OPOSTO do que eu achava que era.

Marussia de Andrade Guedes disse...

Esta pessoa que escreveu este post está totalmente equivocada. Resolver as coisas de forma anárquica vai contra a constituição de um Estado democrático que nos garante o direito à liberdade, à propriedade e à felicidade.
A melhor maneira de lutar pelos direitos humanos é pela conscientização política. A negação da política é de uma ingenuidade e de uma burrice sem tamanho . O uso da violência é o retorno à barbárie. E quem disse que o povo brasileiro quer esses vândalos como representantes? É óbvio que o número de manifestantes diminuiu por causa da violência dos manifestantes. Só sendo muito ingênuo pra não ver isso. Pra mídia , que está louca pra derrubar este governo, adoraria noticiar manifestações todos os dias. E adoraria também noticiar consequências da truculência policial . Tudo que prejudique este governo.
As manifestações violentas só passam a impressão de caos que não existe e pode prejudicar um governo que , pelo menos , está tentando acertar e entregar o país nas mãos de neoliberais como os políticos do PSDB.
Portanto,manifestação violenta tem que ser tratada com violência mesmo . Dou total apoio. Violência gera violência . Lembra deste ditado ?
Sugiro que vc cresça e amadureça .

Vitor Ferreira disse...

iPad é um tablet da Apple.

Zrs disse...

Sinceramente, acho um grupo(s) sem muita abertura, aliás nenhuma, para o diálogo/debate ou para a construção de algo novo.

Esses movimentos acabam usando as mesmas ferramentas que criticam no Estado: intimidação, violência, imposição de pautas e ideologias, etc, etc.

E dizer que não existem líderes ou partidos no meio é piada, né? Ou uma ilusão infantil mesmo.

normalidaderealidade disse...

A parte de "mandar a Dilma tomar naquele lugar" (como disse D. Stoffel) era engraçada pra mim. Principalmente porque quando alguém tentava puxar o grito pra mandar o governador ou o prefeito pro mesmo lugar, ninguém ia junto - sendo que a administração do estado e da cidade estavam bem ruins e o governo federal não faz cagada sozinho (sem contar que, se o papo era passe livre, não era importante criticar a prefeitura? ou o pessoal esqueceu?). Mas o governador e o prefeito não eram petistas, então não tinha graça pra galera, acho.

Eu já não tava a fim de mandar político pra um lugar ou outro, depois dessa fiquei com ainda menos vontade. Por favor, se é pra encarnar o adolescente e assumir a postura "foda-se a autoridade", planejemos um convite à tomada no cu em configuração ampla, massificada e justa. Obrigada.

Raven~ disse...

Ipad é Ipad. Tablet é tablet. São diferentes. E obrigada por aprovar mais comentários Lola. Melhorou. Achei o post excelente, mas ainda não sei o que pensar. É como foi dito aí encima. Ninguém tem o direito de zoar propriedade privada de ninguém. Eu não ia querer que viessem e destruíssem minha lanchonete"pelo bem da manifestação". Mas daí q sair quebrando manifestante? Complicado.

Renata disse...

Raven, já viu que black blocs geralmente atacam bancos e concessionárias?
Pois então.. atacam empresas multinacionais, grandes corporações, empresas milionárias.. grandes símbolos do capitalismo..

Não atacam empresas pequenas. Na verdade tentam impedir quando notam que alguém ou algum grupo tenta invadir ou quebrar.

Gente, sugiro a leitura do manifesto black bloc e das táticas black blocs se tiverem interesse em conhecer um pouco mais.

Jhonata Dias disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Para fazer um contraponto à mensagem transmitida pelo post de que Sininho e seus pares são pessoas pacíficas, índico um vídeo intitulado "Cinegrafista da Band é ameaçado de morte e agride Black Bloc com câmera" disponível no Youtube. Também indico outro vídeo intitulado "Momento da prisão da Sininho em Porto Alegre". Ass: Sandro

Carla disse...

"...Pois então.. atacam empresas multinacionais, grandes corporações, empresas milionárias.. grandes símbolos do capitalismo..."


Verdade! Em POA eu vi meia dúzia de playboys chutando o McDonald... com seus tênis Nike!

Anônimo disse...

Eu lembro de ficar brincando com a minha mãe, de estar saindo pros protestos de junho. Ela perguntando se ia ser pacífico, e eu respondendo: "se assim a polícia permitir". É engraçado como a experiência pessoal funciona. Na minha experiência, só uma vez eu vi manifestante começando a briga. TODAS as outras foram policiais, absolutamente do nada, pq "eles quiseram". Pra mim é impossível não entender a raiva contra essa polícia que espanca, tortura, mata, e esse judiciário que só prende ladrão de galinha ou suspeito de ladrão de galinha...

Anônimo disse...

mimimimi manifestante não tem direito a usar tecnologia mimimimi não tem direito a usar nada que venha do capitalismo mimimimi que absurdo, eles usam roupas mimimimi parem de respirar, o eike batista respira também mimimi

esse argumento que justiceiro tem q ser eremita é de uma carência lógica sem tamanho

Anônimo disse...

Lixeiras, pontos de ônibus e bancas de jornais, são realmente grandes símbolos do capitalismo.
E mesmo as que são na verdade, estão gerando empregos e pagando impostos, portanto, vão estudar e trabalhar bando de vagabundos, que ai sim a vida melhora.

Anônimo disse...

"Esse argumento q justiceiro tem que ser eremita" Isso me lembra da falácia do homem de palha. Além disso, defina justiceiro. Ass: Sandro

Claudio disse...

Eu sou a favor das manifestações, porém qualquer coisa que vocês façam não vai adiantar, é como um grupo de bufalos se revoltando com os leões, no ataque, os bufalos até conseguem matar alguns filhotes e machucar alguns leões, mas os bufalos sempre serão presas.

O problema das manifestações, é que só surgiu quando viram que os ingressos da copa seriam caros (desde 2007 o brasil já era escolhido). Em relação ao país em si, eu só tenho que reclamar da segurança (leis fracas e desarmamento), fora isso eu não reclamo de nada. Minha mãe teve derrame final de 2012, foi tratada no sus, e não ficou com nenhuma sequela, sendo que anteriormente, num hospital privado, queriam de entrada 10 mil reais para interná-la.

Crl disse...

Gente, não importa de que lado você está, ou o que você acha certo, moral ou direito, acho que todos temos que concordar que chamar manifestante de vagabundo e mandar trabalhar é um dos piores argumentos de todos, se é que se pode chamar de argumento. Só rindo.

Anônimo disse...

Justiceiro mimimi pode ate consumir as maravilhas tecnológicas e do capitalismo, mas precisa ter bom senso, precisa ter noção do ridículo, porque vários ali são bem consumistas e adora grifes e caras e importadas. E não uso metade das coisas caras que muitos black blocs usam e não sou um deles. Ninguem esta mandando vc virar eremita, mas tudo tem limite pra tanta futilidade bom senso passou longe de vcs a muito tempo.

Crl disse...

Sandro, nem sou eu que surgi com a discussão, mas vou falar meu ponto, em primeiro lugar, eu.acho, justiceiro é usado aí para definir qualquer um que vá contra, digamos, o status quo, em espacial o capitalismo, para mim pelo menos é um termo por falta de outro melhor.Em segundo, não acho que seja exatamente uma falácia, a frase está aí de forma exagerada, mas ainda exprime justamente a mensagem, de que se você é contra o sistema não deve usar nada que tenha surgido dele, sem se importar se é algo bom ou ruim, algo.como: ou você nega tudo oriundo do sistema que você é contra ou você é hipócrita.

Patty Kirsche disse...

Eu fico sempre impressionada com o tanto de gente que defende a polícia truculenta e corrupta que nós temos. Eu me lembro muito bem da PM prendendo gente por porte de vinagre, arrebentando os vidros das próprias viaturas e jogando bombas de gás lacrimogênio, que custam mais de R$500,00 cada, (dinheiro público) dentro de apartamentos com crianças. Também me lembro da PM enfiando cassetete entre as pernas de garotas e prendendo por "desacato" quem ousa solicitar uma identificação. Já teve PM que gritou comigo só pelo gosto de gritar em porta de estádio. E eu não respondi porque sei que vão me prender por desacato por causa da merda da fé pública que possuem. Mas em toda postagem sobre esse assunto fica claro porque a PM tem tanto poder. Acontece que grande parte da sociedade concorda com seus métodos. Isso é vergonhoso.

Pili disse...

Vcs dizem q black bloc é contrario ao estafo democratico de direito. Affffffff.
Eu pergunto:
Que estado de direito?O do asfalto, o das calçadas, o dos bairros bem iluminados?
Esse estado de direito, essa democracia, q vcs gostam de dizer q foi construida depois da ditadura, ela nunca existiu!
Não para a juventude negra, pobre, favelada. Os priilegiadxs se assustam pq a linha de frente dos protestos vai contra um Direito q nunca existiu em suas comunidades. Nunca.
E quano a linha de frente grita isso pra todo mundo ouvir os privilegiadxs tem medo pq nao podem mais fingir q esta tudo bem. pq cai a mascara da falsa demoçracia. Pq somos obigados a admitir:terrorista é o estado.
Dói sair da zona de conforto, ne

Anônimo disse...

Não apoio as ações da Polícia. Mas pergunto o que os milhões de trabalhadores reais acharam das manifestações e se aquelas pautas foram construídas com eles. Não é à toa que, para os anarquistas, representatividade é uma opressão: eles não têm. Sofrem do mesmo autoritarismo que condenam. Fizeram de tudo para parar o país para... para... alguém sabe? Para no fim dar carona aos saudosistas de 64. (Não, 2014 não é igual a 64. Se 2014 fosse, seus amigos teriam apenas "desaparecido". Você provavelmente não estaria contando essa história, nem nós debatendo coisa alguma. Cuidado com a leitura de sociedade que tenta nos impor.)

Alessandro Bruno disse...

V, minha filha, pra quê isso? Protesto? Quebradeira? Que violência é essa?

Você não sabe que o Brasil é um país lindo? Que os estrangeiros adoram ele, e que nossa Copa foi um sucesso? É sério, pode ler nesse mesmo blog, e por favor, não reclama do país que isso é complexo de vira lata. A nossa presidenta é ótima, deve ser reeleita - tomara que ainda no primeiro turmo.

Por isso, não proteste, menina. E se insistir, nada de vandalismo, protesto bom ŕ tofo mundo quietinho, na sua sem atrapalhar o direito dos outros.

Anônimo disse...

Bom acho interessante protestar. Mas é preciso ter objetivo e por mais que existam críticas a partidos, eles compreendem seu espaço como força política dentro da administração pública.
Quando li a notícia que o professor Lusvarghi foi preso, achei muito válido. Detesto a Veja, mas ela fez muito bem em ridicularizá-lo. Ele morou em Jundiaí por muito tempo e o conheço desde que era neonazista e amante de Hitler. Na reportagem diz que é amante da revolução russa acho que pra amenizar. Ele é um psicopata e muitos deles utilizam a máscara de um black block pra realizar suas fantasias idiotas.

Fernanda disse...

Fiquei assustada com os comentários. Sério.

O público aqui costuma ser mais consciente... realmente não esperava essas reações tão rasas.

Eu não tenho temperamento violento. Não sou agressiva, nunca usei de força física. Mas nunca, também, me senti ameaçada nos meus direitos básicos, nem na minha integridade física.

Não me parece dificil de entender que, em um determinado momento, submetidos a uma repressão e uma violência tão arbitrárias por parte da polícia, os manifestantes reajam como podem.

Porém, realmente não compreendo como o vandalismo em propriedades privadas (que eu não apoio, que fique claro) toca mais do que a violência diária que a grande parte da população sofre. As pessoas ficam mais consternadas com o banco ou a concessionária quebrados, do que com as mortes que ocorrem continuamente nos meios mais pobres.

Mais uma vez: eu não apoio o vandalismo, mas veja bem, por um privilégio de classe eu escapo à maior parte da violência cometida contra a população.

Vandalismo é o que se faz com as pessoas que não têm esse privilégio, gente. Vandalismo é passar 3h em transporte público pra chegar no trabalho. Vandalismo é deitar em chão de hospital. Vandalismo é a situação das escolas, das merendas, dos professores. A vida dessas pessoas é um massacre cotidiano.

E a gente vai se indignar com as vidraças do banco que quebraram? Sério?

Anônimo disse...

"Ipad é Ipad. Tablet é tablet. São diferentes."

hahahahhahahahahahahahahahahahahaha
hahahahahahahahahahahahahhahahahahaha
hahahahahahahahahhahahahahahahahahhaha
ahahahhahahahahahahhahahahahahhahahaha
ahhahahahahahahhahahahahhahahahahhahaha
hahahahhahahahahahhahahhahahahhahahahha

a ignorancia humana nao tem limites mesmo!

Anônimo disse...

Os governos gostam de usar imagem e fazer tudo em função da tv.

Anônimo disse...

Black Blocs afirmam que são financiados por ONGs nacionais e estrangeiras

http://epoca.globo.com/tempo/noticia/2013/11/bblack-blocs-afirmam-que-sao-financiadosb-por-ongs-nacionais-e-estrangeiras.html

Pra mim, a CIA já deu um jeito de meter a mão nas coisas por aqui. De novo, diga-se de passagem.

Anônimo disse...

Não me parece dificil de entender que, em um determinado momento, submetidos a uma repressão e uma violência tão arbitrárias por parte da polícia, os manifestantes reajam como podem

Desculpe, mas quebrar o comércio e o patrimônio público é reagir contra a agressão da polícia?

Quer reagir à agressão da polícia? Então vai encarrar a polícia no mano a mano, e não atacar o patrimônio do comerciante que, na maioria das vezes, não têm condições de defende-lo ou não está presente para isso.

Renata disse...

Black bloc trabalha, estuda, tem família.. não é um ser alienígena.

Quanto aos pontos de ônibus, lixeiras e afins, é uma tática.
A "baderna" só começa se a polícia der o primeiro passo. Polícia na boa, tudo em paz, polícia repressora, aí começa.

Como disse antes, os alvos são grandes corporações, mas, quando é necessário fazer barricadas ou escudos pra tentar se proteger e proteger os outros manifestantes, vai lata de lixo e afins.

Existem táticas e 'estratégias' para usar em manifestações, sobre como socorrer colegas atingidos, como fazer cordão de resistência, como 'se portar' na linha de frente, como tentar recuperar colegas que a polícia puxou, quais roupas mais adequadas contra ataques de gás e afins, segurança de identidade, a noção de não tomar decisões que podem colocar xs colegas em risco e por aí vai.

Muitas vezes a própria polícia se infiltra nas manifestações pra causar confusão (como já foi mencionado).

Deixo aqui uma frase:
“Se você não for cuidadoso, os jornais farão você odiar as pessoas que estão sendo oprimidas, e amar as pessoas que estão oprimindo.” Malcolm X

Tenham todos um bom dia.

Anônimo disse...

Alguém escreve aio um guest post sobre iPad e tablets, por favor. Precisamos chegar ao fundo dessa questão.

Anônimo disse...

Crl, acho muito bacana que as pessoas lutem contra o capitalismo e contra o status quo. Porém, fazer isso usando um dos maiores símbolos do capitalismo é muita cara de pau. É como criticar a homofobia usando uma camiseta do Bolsonaro. Lutar contra o sistema não é o problema, a questão é escolher a melhor metodologia para aumentar as chances de vencer. A metodologia Black Bloc municia o sistema como uma quantidade infinita de falácias do homem de palha, falácias do olha o avião, e falácias circulares, que justificam a violência policial, tiram a legitimidade, e minam a popularidade da luta. Violência só gera mais violência e Black Bloc só atraí mais Black Block. Ass: Sandro

Anônimo disse...

Bem dito. Melhor que isso só se o Brasil tivesse sido campeão. Reclamar do que se somos os melhores do mundo?
Aliás, melhor seria Argentina campeã. Gastar 30 bilhões para os eternos rivais fazerem festa. Oh wait...

Death disse...

Meu comentário ficou muito grande...vou dividí-lo em doses cavalares.

PARTE 1

Meus dois centavos atrasados sobre o texto:

Achei o texto muito bom, principalmente se for considerar como foi a evolução dos protestos e relacionar com o amadurecimento pessoal de quem faz a narrativa.

Temos muitos outros pontos importantes para discutir; a começar que inicialmente era uma manifestação de esquerda, dos movimentos estudantis e sociais, com uma pauta definida e com atos organizados, depois que veio a galera "apolítica" e transformou os protestos em uma enorme passarela; tinha muita gente indo aos protestos só pra tirar selfies e colocar no Istangran, (Istagran...não sei, não uso essas redes sociais),e digo isso pq eu testemunhei in loco.

Quando a massa aderiu aos protestos, primeiramente pareceu uma revolta contra as ações truculentas da PM, o negócio estava tão desproporcional que até o povão senso comum se revoltou.

Depois disso vimos como a coisa desandou, as pautas todas cairam e deram lugar para reivindicações genéricas do tipo "pelo fim da corrupção" - como acabar com a corrupção? reforma política? reforma na constituição? As pessoas "apolíticas" mostravam uma grande ignorância sobre o assunto, algo sintomático e ninguém percebeu que essa falta de conhecimento de como uma democracia funciona é que faz justamente a corrupção correr solta dentre outras coisas.

O tal do "gigante acordou", sim, vemos o Brasil "acordar"; um bebê babão e desengonçado....que depois voltou a nanar em berço esplêndido.

Tivemos a mídia sensacionalista em primeiro momento condenando os protestos e depois apoiando quando um ou outro jornalista foi atingido/preso.

Como eles apoiariam uma "baderna"?

O jeito foi criar duas categorias de manifestantes, os "do bem" e os "terroristas", os "do bem" eram os coxinhas que se enrolavam em bandeiras do Brasil cantando "sou brasileiros com muito orgulho com muito amooooor" e que pediam "o fim da corrupção" enquanto os malvados eram todos aqueles com camisa de banda de metal ou camisa vermelha, bandeira de partido. (comunistas devoradores de bebês).
Vale lembrar que jovens de militâncias de partidos eram expulsos sob vaias e agressões.

Assim a mídia conseguiu dividir a opinião pública, desmoralizar os movimentos de esquerda e pressionar a polícia a pensar duas vezes antes de prender jornalista sem parecer uma mídia "vermelha".

Death disse...

PARTE 2

Sobre a questão do vandalismo

Essa parte é a mais complicada, pq cai nos mais rasteiros simplismos, tanto da galera que defende quanto do pessoal que é contra.

A polícia tem um enorme aparato para conter protestos, (incrível de como a PM sempre reclama de equipamentos quando ameaçam de greve mas os equipamentos aparecem quando é o povo nas ruas...) enfim, a força desproporcional já começa por aí, fora que os mesmos são muito mal treinados e já carregam uma ideologia reacionária na cabeça (sei como é, tenho amizades com PM e CGM's, todos coxinhas de carteirinha). Já começa complicado para os manifestantes...que tem que se defenderem de alguma forma.

Só que por outro lado, vêm a galera do "quebro mesmo, é tudo propriedade privada dos capitalistas opressores", bom...se o cara é um mal patrão que tem um negócio e calha de estar no meio do protesto...isso não quer dizer que vc tem o direito de quebra-lo. Aliás discutir esse conceito de que alguém tem um fruto de exploração como justificativa para quebrar um bem particular é meio rasteiro.

Estive em protestos e vi muita a molecada querer zoar mesmo, pelo LOL da coisa, destruir pelo simples prazer de estar fazendo algo que no fundo eles mesmos consideravam errado, vi gente chutando aquelas catracas do Pq. Dom Pedro em SP para que? Achavam que iam cair moedas igual ao jogo do Super Mario?

E ok, a polícia te joga uma bomba (sem necessidade alguma é verdade) e vc vai devolver com um buquê de flores? Esse é o outro lado da questão, a polícia já está equipada e tem permissão do Estado e apoio da população para esculhambar, do outro lado vc tendo seu direito de protestar contestado e ferido tem q reagir...então a autodefesa se faz necessária, difícil não cair na falácia da mídia vendo algumas pessoas (a minoria dentre os manifestantes) quebrar sem razão, então fica meio impossível ter uma visão definida.

Mas podemos discutir a questão e chegar pelo bom senso que, polícia não pode te prender por se defender, e muito menos prever crimes/fazer prisões arbitrárias, classificar itens de uso diário como "de perigo potencial", o mais problemático disso é ver o apoio publico.

Death disse...

PARTE 3

Bom, juro que agora termino...mas só pra finalizar quero contar uma historinha que presenciei durante as manifestações

Estava lá eu a tantas da noite esperando o Busão quando o pessoal da manifestação entrou no PQ Dom Pedro para convocar a galera a se juntar a manifestação, estava tudo na boa, o pessoal fazia um barulho mas nada demais.

O problema começou quando a polícia chegou...já sentando a bota, dando cacetada, (até alguns PM ameaçando dar tiros pro alto de "advertência").

Dai foi correria e confusão, numa dessas um moleque vem correndo na direção da fila onde eu estava e deu uma voadora para acertar uma barraca de pão de queijo só que o esperto acertou uma grávida bem na barriga, a mulher ainda perdeu o equilíbrio e bateu a cabeça na quina de mármore do balcão antes de bater a cabeça mais uma vez agora no chão.

A mulher ficou lá estirada, isso pq fui atrás de funcionários para alguém mandar um socorro, mas eles sumiram, tive que me dirigir a um PM que ao me ver aproximar já puxou o cassetete, a minha sorte q eu não levei uma borrachada na bunda...mas foi por pouco.

O cara chega e diz que não vai chamar uma ambulância, pq é "perigoso" e nem vai encaminhar a gestante pra uma viatura "pq no momento tinha essa operação em curso e era de alta prioridade", o jeito que ele deu foi improvisar uma maca com um pano e com a ajuda de dois homens que estavam na fila deslocar a mulher para perto dos banheiros para esperar pelo atendimento de fato.

E o PM ainda soltou pra mulher que chorava com medo de perder o bebê:

- Você tinha que inventar de engravidar nessa época? É perigoso minha senhora! Tem vândalos por toda parte!

Anônimo disse...

"Crl disse...
Gente, não importa de que lado você está, ou o que você acha certo, moral ou direito, acho que todos temos que concordar que chamar manifestante de vagabundo e mandar trabalhar é um dos piores argumentos de todos"
_________________________________

Não, não é! Explico, a sociedade como um todo, abomina tais ações, impor isto a ela sob o ponto de vista de alguns e suas ideologias, e relativizar a sociedade, o famoso relativismo moral.A moral deriva dos costumes e tradições de um povo. O relativismo moral acada por neutralizar a desenvolvimento antropológico e social do homem. Por que? ?Por que num ambiente dominado pelo relativismo, fica evidente a falta de referência para o âmago do agir. Independente de conceitos religiosos, o homem traz consigo preceitos inerentes à sua dignidade. Por exemplo, o homem quer viver, ele gosta da vida. Se alguém lhe dissesse que isso é relativo, que a vida não têm valor, talvez você ia retrucar. Então, existem valores inerentes à existência, que são imutáveis, logo, poderíamos inferir que se essa pessoa atentasse contra a sua vida, não teríamos a sensatez ou racionalidade para concluir que isso fosse aceitável, pois o seu assassinato foi relativo e que não precisaríamos condenar a pessoa que lhe matou. Se você considera o relativismo moral uma boa noção de agir para a sociedade contemporânea, então se eu matar alguém de sua família com que moral você iria me condenar? Não seria o meu "certo" contra o seu "errado"?. Não há base racional, filosófica e sociológica para o relativismo moral, é só colocar a razão para trabalhar.
Paulo Tarso.

Natalia Alencar disse...

"E o PM ainda soltou pra mulher que chorava com medo de perder o bebê:

- Você tinha que inventar de engravidar nessa época? É perigoso minha senhora! Tem vândalos por toda parte!"

Seria cômico, se não fosse trágico. o.0

Anônimo disse...

Junho/Julho de 2013, foi uma periodo histórico nacional. Periodo este que ate hoje as forças de poder atuais, PT, PMDB e PSDB, tentam abafar a todo custo, e forças nanicas PSTU, Psol e PCO, tentam cooptar para si, um merito que não lhes pertence, que não se lembra do "sem partido" e manifestantes expulsando manifestantes com bandeira socialistas, não entro no mérito de que isto não esta correto, eu particularmente acho anti-democrático expulsar indivíduos e manifestações espontaneas.Mas ficava claro que plea quantidade de pessoas, e pelos atos de não partidarismo, que aquela era uma manifestação realmente popular.

Manifestações estas que deixaram o controle de sua origem, o Movimento Passe livre,que afirmou ate que abandonaria os atos, e tomou proporções nacionais, contra todos os governos. Teve ações tanto nas prefeituras, Palácios de governos estaduais, e ate contra o planalto. Era óbvio que se continuasse por mais alguns messes, poderia tomar proporções de derrubada de governos, se duvidam deem uma olhada na primavera Arabe.

Pois bem, eis que surgem grupos mascarados, cooptados em centros estudantis, que iniciam uma radicalização das manifestações, através do que chamam de "violência politica" Balck Blocs, tática anarquista anti capitalista, criada na Alemanha ocidental, por agentes da KGB infiltrados, nos anos 70, usada em larga escala nas manifestações de Seattle em 1992.
Eis que esta ações, repudiadas pela maioria dos manifestantes ali, que reuniam cerca de 10 a 50 mil em cada ato pelo país, se esvaziam, e o que se vé, são os partidos retomando o protagonismo, com os mascarados a frente. Ou seja um alvo fácil para o governo se manter, e estigmatizar os atos, como sendo algo perpetuado por baderneiros, e dissidentes nanicos de esquerda, que não se entendem nem entre eles.
Que conveniente não?! se duvidam vejam esta imagem, tirada em uma manifestação deste ano, pode-se ver claramente black blocs a frente, protegendo partidários socialistas/comunistas atrás.
http://2.bp.blogspot.com/-946eU_vu-_w/U2YODS3disI/AAAAAAAAWmU/xelS_mkXvjk/s1600/Black+Bloc.jpg
Paulo Tarso.

Natalia Alencar disse...

Concordo muito com x Death.

Eu acompanhei as notícias sobre os protestos de 2013 quando ainda organizados pelo MPL... E fui para a marcha do dia 17. Lá eu já me deparei com atitudes controversas (sério que você defende uma causa progressista, mas puxa corinho de Dilma Sapatão?)... mas como foi tudo pacífico, achei bem positivo.

Dias depois, entre meus próprios conhecidos, o discurso caiu em generalizações tão estapafúrdias, que já não me identificava. Fui uma das que preferi me afastar.

Não concordo com as táticas Black Bloc quanto a depredação de patrimônio (público ou privado). Deve ter sim muito jovem despolitizado no meio, mas qualquer manifestante sabe que as abordagens não são divulgadas pela mídia de forma justa. O PIG emporcalha tudo, mesmo se tivesse feito com boas intenções. E por isso, acho que não conseguirão a simpatia de uma parcela considerável da população (a coxinhada só simpatiza com vocês quando pode tirar proveito, não se enganem). Anarquismo tem essa ~rostinho bonito~, mas não funciona na prática, tomadas as devidas proporções.

Anônimo disse...

Só vejo black bloc & afins defender as próprias ações e denunciar a violência policial (que também condeno). Mas explicitar suas pautas... Discutir projetos claros e exequíveis... Projeto de cidade, de país... Cadê? Se isso é lutar pela democracia e pelo "povo", acho a apatia uma atitude mais honesta.

Cão do Mato disse...

Em pleno 2014 tem gente que não sabe o que é iPad?? HAHAHAHA!!!!

Luiza Victoretti disse...

Seja lá oq for, vc não tem direito de quebrar algo que não é seu! É crime sim e a polícia tem o dever de te prender se for feito o flagrante. Aceite as consequências dos seus atos sem vitimismos.
Segundo, fui as manifestações de junho e as pessoas não queriam expulsar as pessoas dos partidos apenas fazer com que abaixassem as bandeiras. Tinha gente de direita e de esquerda lá e não queriam que um partido pudesse se "apropriar da manifestação" que não foi realizada só por ele.
De qualquer forma nada justifica violência, nem dos manifestantes nem da polícia. Vcs se lembram como todos apoiavam os manifestantes quando era só a polícia que batia?

Crl disse...

Paulo Tarso, você leu meu comentário pela metade, né?Ai ai. Não acho que caiba uma discussão sobre relativismo nesse post e não vou começar uma, só digo que seu comentário me fez rir. O início do meu comentário, o que você leu, só usei para salientar que chamar manifestante de vagabundo é burrice.

Anônimo disse...

Também acho que foi escrito de um ipad. Apple ou não, o discurso é típico de revolucionariozinho caviar. rs
Essa Sininho sempre me deu nojo. Tem que ser muito bobo pra defendê-la. De boas intenções o inferno tá cheio. "Verás que um filho teu não foge a luta"??? Seeeeiiii! Chato a gente ver a suposta "extrema-esquerda" agindo feito os neonazistas que gravam videos com máscara de super herói pra "meter a real" no feminismo, no PT, nos gays, nos negros, na Lola Aronovich... Eh engraçado tb como os discursos dessa "extrema esquerda", desse marxismo, desse anarquismo, whatever eh similar aos do reaças: o sistema no brasil não presta, anti-copa, anti-PT... um bando de mal agradecidos e idiotas úteis que nunca ralaram na vida.

Raven~ disse...

Nunca vi não Renata. Aqui em Curitiba oq mais teve foi lanchonete e loja de biju quebrada.

Raven~ disse...

O Black blog daqui deve ta zoadaço.

Raven~ disse...

Não mesmo hein anon de 09 e 04. :)

Vai pesquisar bebê.

Anônimo disse...

Desculpe, mas não consigo acreditar que a polícia comece a bater ou dispersar anifestantes do nada. Não faz sentido! Alguma coisa eles fazem para que a polícia comece a reagir.

Raven~ disse...

Lola, cadê o post sobre feminista que usa batom? Pq pelo visto não pode usar Ipad tb. Vou ter que parar de visitar seu blog. Huashuahs

Laura disse...

A autora do post fala muito bem de manipulação da mídia e do Estado.
Eu presenciei várias cenas aqui no Rio de Janeiro, não só em relação aos protestos, mas em relação à Copa do Mundo, ou qualquer outra coisa que sempre é noticiado vindo daqui e posso dizer: A Globo passa as informações de acordo com seus interesses na maior cara de pau.
Em suas matérias, querem dar a entender que protestar é crime, porque não compensa para o turismo, para as vendas, lucros de empreiteiras etc. que tenham protestos justamente questionando o que é vendido do nosso país.
E não só dão a entender, como conseguem, vide os comentários do post. As pessoas são manipuláveis muito facilmente.
Esse negócio de colocar o quebra quebra como centro das manifestações é para tentar, primeiro, supervalorizar uma loja arrebentada pq quando isso acontece com futebol, carnaval, passa totalmente batido, principalmente aqui no Rio; Segundo, se uma loja foi arrebentada, qual é o grandíssimo prejuízo da população? As pessoas se importam mais com uma vidraça do que uma família que foi expulsa da sua casa e colocada na rua por interesses privados dos governantes?

E para quem chama a menina de possível rica e hipócrita, uma coisa é certa: eu prefiro um rico protestando do que jogando moeda do Copacabana Palace. E sinto muito se vcs não têm a coragem e firmeza dessas pessoas.

Fico pensando que um dia vamos ler nos livros de história quem são os verdadeiros heróis nessa história e ter que ler no Globo que eles se arrependem de ter apoiado a repressão (igualzinho fizeram com a história da ditadura).

Anônimo disse...

Segundo, se uma loja foi arrebentada, qual é o grandíssimo prejuízo da população? As pessoas se importam mais com uma vidraça do que uma família que foi expulsa da sua casa e colocada na rua por interesses privados dos governantes?

Primeiro, isso até alguém entrar na sua casa para te agredir e cometer outros crimes. Aí vc vai querer que o direito à propriedade seja respeitado. Mas os outros, que se danem.

Segundo, e cadê a balança que mede com o que as pessoas se importam mais?

Anônimo disse...

Dá um tempo Raven, vc entende muito bem o que querem dizer com protestadores de "ipad", comunistas de nike. É simples: a própria Sininho é moradora do Copacabana, mas veste camiseta escrito "favela". Como a própria Lola falou, homens podem e devem ser feministas, mas o protagonismo é da mulher. Como alguém que mora no Copacabana pode saber melhor que o trabalhador o que ele precisa? É como uma loira querer falar por negros (vide Tucanafro), um hétero querer falar por um gay, uma mulher cis querer falar por uma mulher trans. O rico se beneficia do capitalismo e da diferença de classes, assim como o branco se beneficia do racismo, o hétero se beneficia da homofobia, o machista se beneficia do machismo. Isso não quer dizer que todo branco, hétero, homem é opressor ou estuprador em potencial, ele apenas tem privilégios, muitos da qual nem pode se livrar, por ex: uma mulher ao sair na rua de noite corre o risco de ser assaltada E estuprada, o homem corre o risco de ser assaltado, apenas. Esse é um privilégio que ele não tem como se livrar (não tem como e não adiantaria ele sair vestindo uma camiseta escrito: estupre-me!)Então, é errado dizer que ele é opressor só por ter nascido homem,como é errado dizer que a Sininho é opressora, mas os privilégios de ambos são irreversíveis. Um exemplo, eu posso não ser racista, mas se minha pele é branca, eu me beneficio do racismo.

Raven~ disse...

Perdeu seu discurso anon. Concordo com vc mas comentário era outra coisa.

Mas uma pergunta: Como caralhos vcs querem q as pessoas (mesmo as anarquistas) mandem guestposts pra Lola então, se NÃO por um meio tecnológico? Pombos? Telepatia? Carta? Telégrafo? Ah não. Telégrafo é tecnologia demais.

Hipocrisia pode até haver. Mas o patrulhamento dos bens alheios, principalmente quem está (ou tenta estar) do nosso lado, é uma babaquice tremenda.

Raven~ disse...

Aff vou ter que explicar senão depois nem durmo. O motivo, anon, do deboche, é que no meio dos comentários o post sempre se perde. Nesse caso, alguns (mea culpa) ficaram falando de tablets e pontos de ônibus. Pelamordedels! Sério que isso é mais importante que vidas?

Quero dizer, dane-se se o comunista tá com nike no pé, beats na orelha e iPhone no bolso. Foda-se. A polícia não vem e bate nele.

Dane-se se a Sininho tá vestindo Yves Saint Laurent! Vc não vai e tortura a guria.

Dane-se se a guest poster mandou o post do ipad, por correio ou a puta q pariu. O que importa são as palavras.

Foda ter q explicar isso pra quem se acha adulto e inteligente.

Elias disse...

Mas anarquistas são coisa pior, anarquistas são apologistas do caos, apatridas pro convicção, ou seja, um mundo sem fronteiras, sem pátria.A quem interessa um mundo sem pátria de governo único?

Alto lá, amiguinho. Falando assim você demonstra desconhecer aquela vertente do anarquismo dotada de arcabouço filosófico, que é a única que vale a pena.

O anarquismo (não todo ele, só a parte que vale a pena conhecer) é a única forma de organização política que respeita integralmente os direitos naturais das pessoas. Direitos naturais são aqueles direitos que podem ser reconhecidos como pertencentes a qualquer pessoa, a qualquer tempo e em qualquer lugar, sem que isso onere outras pessoas ou esgote seu objeto. O fato de eu existir não te onera nem esgota um suposto estoque de vida existente. Logo, pode-se dizer que eu tenho o direito natural à vida, e se me tirarem a vida à força estarão violando esse direito.

Os direitos naturais têm todos algo em comum: o único dever que eles criam é um dever de abstenção, ou seja, um dever de não impedir alguém de usufruir seus direitos naturais. Um direito natural jamais pode estabelecer uma obrigação positiva pra outra pessoa, ou então não seria direito natural, mas sim uma garantia legal arbitrária e coercitiva, um ato de forçar que A garanta a B o fornecimento de um bem que C determinou como sendo um direito de B. Disso pode-se inferir que os tais "direitos sociais" constitucionais (saúde, educação, moradia, etc.) na verdade não deveriam ter esse nome, posto que se tratam de bens que devem ser trabalhados por alguém para o usufruto de alguém, não diferindo assim em nada de qualquer bem ofertado hoje por intermédio de relações econômicas. Provavelmente se argumentará que desconsiderar a saúde como direito viola o princípio do direito à vida, o que não é verdade porque o direito à vida não gera nenhum direito a ser mantido vivo a outra pessoa, posto que isso criaria um dever prestacional a ela - invalidando o conceito de direito natural.

Portanto, se alguém te disser que é anarquista, mas for em protesto exigindo saúde, educação, transporte, moradia, pão e smartphones de graça, esqueça: o que essa pessoa quer é mais estado, não menos estado.

Quanto ás tuas alegações, são todas infundadas. O "caos" não é um fator dependente da existência ou não de governo, mas sim das relações humanas. Se as pessoas forem propensas a violar o direito natural alheio, o caos irá emergir com ou sem governo (podemos ver isso hoje no Brasil, com os 50 mil que morrem assassinados a cada ano, seja pela polícia ou pelos criminosos).

Quanto ao fato de ser apátrida, eu sou mesmo. O fato de pessoas nascerem dentro ou fora de uma linha imaginária não as torna melhores ou piores per si. Veja que essa linha de pensamento levada ao extremo desemboca na xenofobia* (e se for extrapolada, adotando-se outros "métodos" como a posse ou não de determinados genes, leva ao racismo e a todas as outras formas de preconceito biológico).

A mim, um mundo sem pátrias, sem o conceito de nação, sem o nacionalismo (o ódio sagrado de Mussolini) e principalmente sem governo (campeão disparado em violações de direitos naturais) seria um arranjo bem melhor que o que vigora hoje.

*Cabe aqui um parêntese: se você crê que de fato quem nasce dentro de uma linha imaginária é melhor que quem nasce fora dela, isso é problema seu. Se isso te tornar xenófobo, isso é problema seu. Enquanto você não violar o direito natural de ninguém, você tem pleno direito de discriminar o quanto quiser.

Anônimo disse...

Elias,

Uma dúvida que eu sempre tive acerca da anarquia. Imagine uma sociedade sem governo, sem justiça e sem polícia - tudo muito bem, muito bonito - aí uma pessoa estupra sua filhinha de 11 anos. o que fazer? O pai da menina vai ter que se autotutelar e vingar a filha? A sociedade vai se unir ao pai e punir o agressor (linchamento), ou alguém vai ter autoridade de julgar esse crime e determinar uma pena (ou seja, haverá uma justiça oficial)?

Como os que defendem a anarquia respondem esse problema?

Elias disse...

Anônimo das 20:03

Elias,

Uma dúvida que eu sempre tive acerca da anarquia. Imagine uma sociedade sem governo, sem justiça e sem polícia - tudo muito bem, muito bonito - aí uma pessoa estupra sua filhinha de 11 anos. o que fazer? O pai da menina vai ter que se autotutelar e vingar a filha? A sociedade vai se unir ao pai e punir o agressor (linchamento), ou alguém vai ter autoridade de julgar esse crime e determinar uma pena (ou seja, haverá uma justiça oficial)?

Como os que defendem a anarquia respondem esse problema?


Esse é um erro comum: acreditar que, com o fim do estado, todas as instituições cuja atividade ele tolheu das pessoas que não fossem por ele autorizadas, das quais a polícia, os tribunais e os corpos legislativos são exemplos máximos, vão desaparecer junto com ele. Se o governo monopolizasse a confecção de sapatos tu provavelmente me perguntaria como se evitaria que as pessoas ficassem descalças numa configuração anárquica.

Havendo o crime de estupro e o estuprador sendo pego, ele pode ser justiçado pelo pai, o que me parece arriscado, pois pode exceder a proporcionalidade da punição, formando violação de direitos, afora a probabilidade de o pai ter pego a pessoa errada. Outra opção é o pai recorrer a um tribunal privado de sua escolha, que presumivelmente estará melhor preparado para julgar a questão. Pra mim uma pena adequada seria a castração.

Laura disse...

Anon das 18:09 vc acha que o direito à propriedade só é violado nas manifestações? Será que tudo passa na televisão ou na sua revista semanal preferida? Não.

Eu não disse que não é importante. Eu já usei a palavra do que a mídia tenta (e consegue) fazer: supervalorização.

Entre em um bairro de periferia para vc ver quantos direitos FUNDAMENTAIS são violados. Muitas vezes pelo próprio governo. Isso falando do que realmente já acontece, não suposições ou situações hipotéticas que parecem que as pessoas já conseguem julgar antes do ocorrido.

Eu realmente tenho uma balança que mede o que é mais importante, chama-se caráter.
Dependendo o seu, vc pode perfeitamente achar que é mais importante o governador ter o direito de ir e vir em seu helicoptero todos os dias do que os moradores de um bairro terem direito ao saneamento básico. Isso é com vc.

Anônimo disse...

Havendo o crime de estupro e o estuprador sendo pego, ele pode ser justiçado pelo pai, o que me parece arriscado, pois pode exceder a proporcionalidade da punição, formando violação de direitos, afora a probabilidade de o pai ter pego a pessoa errada. Outra opção é o pai recorrer a um tribunal privado de sua escolha, que presumivelmente estará melhor preparado para julgar a questão. Pra mim uma pena adequada seria a castração.

....

Tribunal privado? É sério isso? E quem vai garantir que esse tribunal não vai beneficiar quem o contratou? E quem vai fiscalizar tal tribunal? Outra coisa, se um acusado escolher outro tribunal da concorrência, quem vai ter mais legitimidade? E a polícia seria privada também? Ou cada pessoal poderia ter sua própria milícia particular? Me desculpa, mas o Estado ainda é a melhor forma de se regular as relações humanas - se no Brasil há problemas e por culpa das pessoas envolvidas e não do Estado em si, tanto que em alguns países, como o Canadá, ele funciona

Elias disse...

Anônimo das 10:40

Tribunal privado? É sério isso?

Sim, sem dúvida.

E quem vai garantir que esse tribunal não vai beneficiar quem o contratou?

A necessidade do tribunal resguardar sua reputação. Tu iria num tribunal que fosse um mero leilão de sentenças, dando a sentença em favor de quem pagar mais, ou preferiria contratar um árbitro que tivesse reputação de imparcial?

E quem vai fiscalizar tal tribunal?

Além da reputação do juiz, a livre concorrência seria um freio de abusos eficiente e eficaz: se algum juiz descobrisse falhas no concorrente, presume-se que ele as tornaria públicas, no intuito de tomar seus clientes.

Cabe aqui uma pergunta a ti: no arranjo de hoje, há algum mecanismo que fiscalize e puna eficientemente tanto juízes quanto serventuários? Seriam eles porventura incorruptíveis?

Outra coisa, se um acusado escolher outro tribunal da concorrência, quem vai ter mais legitimidade?

O acusado não teria motivos e nem legitimidade para escolher um tribunal. A vítima, por já ter sofrido a violação e querer reparação, afora sua posição eticamente superior que lhe permite ditar os termos, teria.

Quando a questão é do tipo litigiosa (ou seja, não há réu, mas sim duas ou mais partes discutindo sobre determinada questão, em pé de igualdade), é provável que haja um contrato prévio estipulando qual o árbitro para esses casos. Se não houver, pode-se efetuar um acordo na escolha do juiz ou até mesmo adotar a conciliação, sem qualquer arbitragem.

E a polícia seria privada também? Ou cada pessoal poderia ter sua própria milícia particular?

O mercado de policiamento também seria aberto a quem quisesse oferecer tal serviço. E o mais importante: com a liberação do armamento, cada um poderia ser polícia de si mesmo.

Me desculpa, mas o Estado ainda é a melhor forma de se regular as relações humanas - se no Brasil há problemas e por culpa das pessoas envolvidas e não do Estado em si, tanto que em alguns países, como o Canadá, ele funciona.

Isso é justamente o que o estado não é. É impossível o estado estar em toda parte ao mesmo tempo, o que faz com que muitas relações humanas sejam reguladas pelas próprias partes que se relacionam no processo. O estado só aparece quando há alguma disputa - e isso só porque ele arrogou para si a resolução de conflitos, pondo na ilegalidade uma série de alternativas possíveis.

O estado, na verdade, pela sua própria constituição e pelo monopólio que exerce em diversos setores, tende a ser ineficiente, posto que opera às cegas, sem se guiar por coisas como preços ou satisfação dos usuários, e também pelo fato de as pessoas não possuírem alternativas legais - tanto que quando possuem, elas a escolhem com maior frequência. Basta ver a frequência que as pessoas vão ao SUS quando podem pagar por um hospital privado. Por um acaso, o mesmo acontece na fronteira do Canadá com os EUA: os canadenses preferem cruzar a fronteira a se tratar lá.

Anônimo disse...

Elias mais uma pergunta. E as pessoas que não pudessem pagar um tribunal? E quem não pudesse comprar sua prop arma?

Anônimo disse...

"E quem vai garantir que esse tribunal não vai beneficiar quem o contratou?

A necessidade do tribunal resguardar sua reputação."

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA

eu me divirto, aproveita que tá sonhando e pede um pônei!

Anônimo disse...

"Dane-se se a Sininho tá vestindo Yves Saint Laurent! Vc não vai e tortura a guria."

realmente, tadinha né? ficar sem o iphone é um sofrimeeeeeeeeeeeento

kd os direitos humanos nessas horas, heim? #tevecopa #nãotemiphone

Anônimo disse...

"Ipad é Ipad. Tablet é tablet. São diferentes."

hauhauahauhauhauahauha
meu deus do céu, mirei no blog da Lola e acertei o Zorra Total.

Anônimo disse...

Elias,

Essa sociedade anarquista conseguiria ser pior que a atual regida pelo Estado, acredite.

Primeiro, as mulheres e filhos de homens violentos e/ou ultra ciumentos iriam ter quem pra defendê-lxs da violência doméstica - acha mesmo que uma pessoa de fora ou uma empresa privada iria se meter na casa contra a vontade do proprietário? Ele teria uma arma em casa que seria usada para defendê-lo e não à família, imagine como o número de feminicídios ia aumentar.

Segundo, os juízes e serventuários respondem ao CNJ e aos desembargadores, todos podem ser corrompidos, é claro, mas órgãos e pessoas vinculadas ao governo tem que responder ao público, as empresas privadas e pessoas só respondem aos seus interesses, por isso são ais corruptíveis ainda.

Polícia privada? Direitos Humanos? Isso demanda tempo e custos, é muito mais fácil chamar uma galera e fazer Justiça com as próprias mãos - e que se dane se pegarmos a pessoa errada, errar é humano.

Elias disse...

E as pessoas que não pudessem pagar um tribunal?

Antes de te responder, um comentário.

Quem evoca a hipotética situação dos pobres num mundo sem estado geralmente negligencia algumas circunstâncias dignas de consideração:

1 - A eventual renda legal (isto é, tributável) dos pobres vai ter um ganho imediato com o fim do estado, posto que não haverá cobrança de impostos. São pouco mais de 40% que ficam no bolso do pobre em vez de se perder na ineficiência e corrupção estatal. Logo, os pobres teriam mais qualidade de vida.

2 - Sem a desnecessária burocracia estatal entravando o empreendedorismo, abrir um negócio será mais fácil e exigirá menos gastos (no caso do Brasil, uma economia de cinco meses) que agora podem ser direcionados para usos mais produtivos. Grosso modo: em vez de pagar por carimbadas da Junta Comercial, o empreendedor pode usar esse dinheiro para implantar melhorias no seu próprio negócio, de modo a torná-lo mais produtivo. Mais produtividade leva a menores preços, o que ocasiona um aumento na demanda, que precisa ser satisfeito com mais investimento em produtividade, e assim indefinidamente.

A forma mais utilizada (e, por isso mesmo, escassa) na expansão da produtividade é a contratação de mão-de-obra. Vários empreendedores contratando gera uma escassez de mão-de-obra, o que eleva seu valor, o que resulta em salários mais elevados.

3 - O impacto positivo do fim do estado na renda dos mais pobres gerará o mesmo impacto positivo em efeito muito maior na renda dos mais ricos. É de se imaginar (a menos que o teu pensamento esteja eivado de preconceito) que essa liberação de recursos vai gerar um impacto positivo significativo na prática de caridade.

Agora junte o item 1 com o item 3 e depois adicione a livre concorrência constante no item 2 e você vai achar a resposta. Se não achar, só dizer.

Elias disse...

Anônimo das 15:53

Certamente, ninguém vai dar a mínima pra reputação do tribunal. Assim como um neurocirurgião com uma taxa de mortes de 50% seria um médico de sucesso.

Como é que tu não é um empresário de sucesso? Tu já sabe a receita, vender porcarias ruins e caras pros otários. Avise aos alemães que eles tem que parar de fabricar carros bons e passar a fabricar só carroças homicidas. Garanto que eles vão te ouvir.

Anônimo disse...

Elias,

O Estado tem mil problemas, mas ele é necessário sim, além da questão da violência (ia virar um bang bang),quem iria se interessar em fornecer escolas e médicos a comunidades pobres do interior, quilombolas ou assentados? Hoje em dia o governo precisa importar médicos de Cuba porque ninguém quer ir pra lá.

As grandes empresas, elas são uma das que defendem a interferência mínima do Estado, seriam as mais beneficiadas porque poderiam utilizar de meios desleais de concorrência à vontade - fariam cartéis, venderiam alguns produtos abaixo do preço para quebrarem as empresas pequenas e usariam de força e violência mesmo para intimidar quem fosse contra.

Preocupação com o Meio Ambiente? Direitos trabalhistas? Direitos do consumidor? Sem a fiscalização de um estado nenhuma empresa de grande porte se preocuparia com isso - entrar na Justiça contra elas seria muito pior que hoje, afinal quem contrataria um Juiz só queria uma garantia, que sua causa fosse vencedora (e ingenuidade acreditar que a livre concorrência ia ser maior que o corporativismo e o interesse financeiro de quem não precisa prestar contas pra ninguém).

Conselho Tutelar? Delegacia do Idoso? Funai e Conselhos Indígenas? Nada disso existiria, se preocupar com minorias exploradas não dá lucro, alguém como o Dep. Jean Wyllys não teria voz e poder nenhum para lutar pelos Direitos Humanos.

Pense nisso tudo.

Elias disse...

Elias,

Essa sociedade anarquista conseguiria ser pior que a atual regida pelo Estado, acredite.

Vamos ver.

Primeiro, as mulheres e filhos de homens violentos e/ou ultra ciumentos iriam ter quem pra defendê-lxs da violência doméstica - acha mesmo que uma pessoa de fora ou uma empresa privada iria se meter na casa contra a vontade do proprietário? Ele teria uma arma em casa que seria usada para defendê-lo e não à família, imagine como o número de feminicídios ia aumentar.

Esse temor todo faria algum sentido se:

1 - A mulher decidisse não ter uma arma para defendê-la do marido (nem contratar qualquer espécie de segurança). Vale lembrar que a mulher, se não for de fato coproprietária da casa (o que eu acho temerário afirmar tão peremptoriamente quanto tu afirmou) tem direito ao próprio corpo, e um tribunal que seguisse o direito natural teria de decidir entre punir o homem por agredir a mulher e punir a mulher por permitir a entrada de pessoa estranha sem o consentimento do proprietário (supondo que a mulher decidisse terceirizar sua segurança). O que o tribunal julgaria como mais premente de ser corrigido?

2 - A atual configuração fosse realmente tão eficiente no combate ao feminicídio quanto tu implicitamente apregoa. Como não é, e isso até as pedras sabem, não há sentido em defender uma prática que já se demonstrou falida. Tu deve conhecer a definição de Einstein sobre loucura.

Além do mais, essa técnica de argumentação é desonesta, os especialistas denominam-na falácia do nirvana. Se quiser questionar o anarquismo, valha-se de argumentos lógicos estruturados no teu conhecimento, não de afirmações sabidamente falsas.

Segundo, os juízes e serventuários respondem ao CNJ e aos desembargadores, todos podem ser corrompidos, é claro, mas órgãos e pessoas vinculadas ao governo tem que responder ao público, as empresas privadas e pessoas só respondem aos seus interesses, por isso são ais corruptíveis ainda.

Antes de tudo, fica clarividente uma dissonância cognitiva no teu pensamento: pessoas são más e corruptas, portanto vamos escolher algumas dentre elas e dar-lhes um grande poder e um fundo quase ilimitado de recursos, e torcer para que sejam sábias.

A corrupção nasce de incentivos. Se eu trabalho num cargo nevrálgico numa empresa privada ganhando x, e um concorrente dessa empresa queira me corromper pra que eu sabote essa empresa, ele tem que forçosamente me oferecer mais do que x (bem mais, posto que minha perda não vai ser monetária, mas também de reputação, algo que não tem preço). Eu não destruiria minha fonte de renda se isso fosse me trazer prejuízo. É óbvio que, se a empresa fosse minha e um concorrente se oferecesse para comprá-la (por um valor maior que o lucro que eu estimei, lógico), não haveria qualquer corrupção aí.

No governo é diferente: o dinheiro não é teu, você não ganha nada ao administrá-lo. Portanto, você pode gerir bilhões, mas se um empresário qualquer te oferece 500 mil pra que tu o favoreça numa licitação, por exemplo, a tendência é a de que tu aceite, afinal se você fosse justo no julgar da licitação não te caberia mais nada além do teu salário habitual. O fato de um só órgão ser tido como apto a julgar casos de corrupção e este órgão estar repleto de outras demandas da sociedade (a. k. a. justiça lenta) não ajuda em nada para a diminuição da corrupção, pelo contrário.

De resto, cabe a ti avaliar o quanto o "responder ao público" vale, quando espocam escândalos de corrupção de todos os lados desse estado inchado que temos, sendo que a grande maioria nem chega a ficar visível, e somado a isso o fato de que as pessoas não dispõem de 24 horas por dia para acompanhar a versação dos seus impostos.

Polícia privada? Direitos Humanos? Isso demanda tempo e custos, é muito mais fácil chamar uma galera e fazer Justiça com as próprias mãos - e que se dane se pegarmos a pessoa errada, errar é humano.

Tu fala como se montar e manter um corpo policial público não exigisse tempo e custos.

Rafael disse...

Tenho pena dos anarquistas. São pessoas manipuladas por um discurso intelectualmente desonesto.
Tenho ainda mais pena dos que são aqui do Rio. Esses, são completamente manipulados e manobrados por diversos interesses.
O maior exemplo é justamente essa piada da "Aldeia Maracanã".

Ao contrário desses jovens da Zona Sul leite-com-pêra, eu moro há anos nas proximidades do escombro que já foi museu e antes era residência do Rondon.
Há 10 anos simpresmente NÃO EXISTIA INDIO ALI. É uma mentira deslavada que um dia existiu aldeia ali.

Realmente soa plausível que o Imperador, que morava a 200 metros do referido espaço, ia deixar índio tirar onda tão perto?

Aquele escombro, desde que o museu saiu de lá, sempre foi dominado por drogados e moradores de rua. Os oportunistas se aproximaram justamente por causa da possibilidade de olimpíada (Rio 2004) e do Pan (2007). A confirmação da Copa foi a garantia de que gente desonesta ganharia indenização do resto da sociedade. Eu ajudei a pagar imóvel para aquela corja (todos foram inseridos na modalidade do minha casa, minha vida que tem subsídio). Me sinto muito triste e desconfortável com isso, para não dizer roubado.

Isso sem contar diversos estabelecimentos comerciais, familiares, de gente que ralou a vida toda para se estabelecer que foi simplesmente saqueada, depredada, incendiada. Gente que FALIU por causa de playboyzinho que acha que é como a Dilma foi (e bato palmas para ela). A diferença é que a luta da Dilma foi legítima. Em 64 existia uma causa.

Agora só existe baderna, saque e depredação do patrimônio privado.

Chamam o foguete do santiago de "Fatalidade", quando existem imagens dos rapazes apoiando o rojão no chão, apoiado de forma a disparar quase na horizontal. Isso é certo? Isso é fatalidade? Apontar uma BOMBA para pessoas é fatalidade????

É esse tipo de interesse imundo que os anarquistas, black blocs e afins apoiam e isso é ultrajante.

Elias disse...

além da questão da violência (ia virar um bang bang)

Dizer uma coisa dessas com toda essa convicção é apenas e tão-somente bancar a pitonisa. Duvido que alguém no mundo todo possa afirmar com antecedência e propriedade que uma comunidade anárquica com certeza iria descambar pra violência.

Se haveria violência? Provavelmente. Pessoas possuem um certo grau de agressividade, isso é da natureza humana, portanto inimputável ao anarquismo. Entretanto pensa comigo: quem se meteria com outras pessoas sabendo que estas estão fortemente armadas e prontas para se defender de ataques? Eu poderia ter sucesso na primeira, na segunda, na terceira, até que vários se unissem para me atacar de surpresa, no interesse da preservação da sua propriedade.

Além do mais, a situação atual do país já descambou pro bang-bang faz tempo (50 mil mortos por ano). Ou seja, tu te preocupa com uma hipotética barbárie sem nem reconhecer que há uma barbárie dando sopa debaixo do teu nariz.

,quem iria se interessar em fornecer escolas e médicos a comunidades pobres do interior, quilombolas ou assentados? Hoje em dia o governo precisa importar médicos de Cuba porque ninguém quer ir pra lá.

Por que exatamente "ninguém quer ir pra lá"? Outra vez uma questão de incentivos.

Prefeituras do interior pagam bem, mesmo. Li sobre salários de 10 mil para os médicos que aceitassem ir para o interior. Por que eles ainda não aceitam?

Além da falta de estabilidade (motivo que eu considero espúrio), há também a questão de que não há conveniências que existem numa metrópole, entre elas a estrutura para a própria atividade médica. Os médicos cubanos que vão para o interior são geralmente versados em medicina preventiva, algo que não adianta muito pra um paciente de câncer, por exemplo, que segue sendo mandado pra enorme fila de espera da capital. Em muitos casos, a medicina preventiva não adianta nem mesmo pra prevenir. Que prevenção pode ter o zé que mora numa pocilga que ele chama de casa bem no meio da favela?

Se estou dizendo que cada vilarejo vai ter um Sírio-Libanês? Claro que não, não tenho dotes de pitonisa. Mas desestatizar a saúde vai submeter seus gastos à lógica de produtividade, o que é bastante positivo.

Respondo o restante mais tarde.

Elias disse...

As grandes empresas, elas são uma das que defendem a interferência mínima do Estado

Aí que tu te engana. Ausência de interferência do estado é livre concorrência. Pouquíssimos empresários hoje teriam a coragem moral de defender um arranjo no qual eles têm de melhorar continuamente seus serviços para não serem tragados pela concorrência, podendo desfrutar de fragorosos prejuízos no processo. A maioria quer mesmo é uma PPP, uma agência reguladora, um imposto de importação, uma burocracia escorchante. São preços que eles podem e vão pagar, dada a alternativa.

seriam as mais beneficiadas porque poderiam utilizar de meios desleais de concorrência à vontade

Defina "deslealdade", e me explique porque eu teria de ser leal a quem quer me "destruir" no processo de mercado. Minha obrigação é apenas respeitar o direito natural deles e dos consumidores.

fariam cartéis

Quem estabelece cartéis é e sempre foi o estado. Veja o setor de telefonia: é fortemente regulado pela Anatel e só quatro operadoras podem prestar tal serviço. Acha que as operadoras reclamam disso? Óbvio que não, dado que a alternativa seria competir com uma Vodafone da vida. Isso é cartel clássico.

venderiam alguns produtos abaixo do preço para quebrarem as empresas pequenas

A prática de dumping é, por definição, irracional. Significa queimar capital apenas para expulsar a concorrência do mercado. No fim, a empresa tá minguadinha e pra sobreviver aumenta os preços, o que atrai outros empresários pro setor, que vão tirar vantagem disso.

Aliás, quem critica esse tipo de dumping não critica o dumping mais antigo de todos os tempos: o que o Sol impinge às pobres fábricas de iluminação. Um intervencionista que se preze mandaria tapar o país com um refratário gigante.

e usariam de força e violência mesmo para intimidar quem fosse contra.

Além de ser um ataque ao direito natural das outras concorrentes, a intimidação não é uma prática eficiente. E nem mesmo observada hoje em dia, dado que existem pequenas empresas em todos os setores. Antigamente, quando o álcool era proibido nos EUA, o Al Capone matava seus concorrentes, sob as barbas (e a conivência?) da polícia. Hoje, não se vê no noticiário que o dono da AmBev tentou matar o dono da Heineken.

Preocupação com o Meio Ambiente?

O meio ambiente é apenas mais uma vítima da ausência de propriedade privada. Pensa comigo: sou um madeireiro na Amazônia. A terra não é minha, as árvores que estão lá não me pertencem. Por que diabos eu teria de me preocupar em explorar a natureza de forma racional e sustentável? Vou sair arrancando troncos de qualquer jeito que sai mais barato.

Direitos trabalhistas?

O que são os direitos trabalhistas senão uma forma pomposa de controle de preços, que faz com que o empresário prefira empregar pessoas jovens e experientes, e gaste capital satisfazendo a burocracia trabalhista em vez de utilizá-lo em algo de mais útil?

Direitos do consumidor?

Os direitos do consumidor são direitos naturais de propriedade. Eu recebi um produto em troca de dar uma determinada soma de dinheiro. Nessa troca, adquiri o título de proprietário daquele produto. Se não recebi o que foi acordado que eu receberia, tive meus direitos de propriedade violados, o que constitui uma agressão ao direito natural.

Elias disse...

Sem a fiscalização de um estado nenhuma empresa de grande porte se preocuparia com isso

Aqui a gente volta pra questão da importância da reputação. Não tenciono me repetir.

entrar na Justiça contra elas seria muito pior que hoje, afinal quem contrataria um Juiz só queria uma garantia, que sua causa fosse vencedora

Podem até querer, mas, se o juiz for íntegro (característica necessária para se manter no mercado), não é isso que elas vão receber.

Esse trecho deixa subentendido que, ao entrar na máquina pública, o juiz automaticamente se torna incorruptível, o que contradiz tuas ideias anteriores.

(e ingenuidade acreditar que a livre concorrência ia ser maior que o corporativismo e o interesse financeiro de quem não precisa prestar contas pra ninguém).

De novo, não vou repetir tudo o que falei sobre reputação.

Só acho que é mais ingenuidade ainda fornecer exemplos como "se a anarquia for instaurada vai ter feminicídio", como se isso já não fosse prática rotineira hoje, com esse estado inchado e opressivo.

Até amanhã, se pá.

Anônimo disse...

Ipad é Ipad. Tablet é tablet. São diferentes."

Assim como iPhone não é telefone. iPhone é iPhone, telefone é telefone. Né? Não? Não é isso? Puxa, então quer dizer que iPad é.......

Anônimo disse...

"Dá um tempo Raven, vc entende muito bem o que querem dizer com protestadores de "ipad", comunistas de nike. É simples: a própria Sininho é moradora do Copacabana, mas veste camiseta escrito "favela". Como a própria Lola falou, homens podem e devem ser feministas, mas o protagonismo é da mulher. Como alguém que mora no Copacabana pode saber melhor que o trabalhador o que ele precisa?"

Tipo a Regina Casé. Super "comunidade", super "100% favela", só que morando lá no Leblon. Assim, até eu.

Rafael disse...

Elias, eu já vi gente utópica, intelectualmente desonesta, inocente, canalha ou até ignorante.

Mas o número de sandices, absurdos e informações mentirosas que você escreveu em seu comentários nesse post supera qualquer coisa.

Parabéns.

Elias disse...

Elias, eu já vi gente utópica, intelectualmente desonesta, inocente, canalha ou até ignorante.

Mas o número de sandices, absurdos e informações mentirosas que você escreveu em seu comentários nesse post supera qualquer coisa.

Parabéns.


Esse post é o típico "dá o tapa e esconde a mão": falta evidente de argumentos, a não ser o ad hominem, e aquela postura de superioridade de quem não vive sem um Sarney puxando os cabrestos.

Parabéns digo eu.

Rafael disse...

Não sou eu que está pregando o fim do estado, pregando que "tribunais privados" devem julgar a vida das pessoas, não sou eu que está dizendo que os canadenses vão para os EUA em busca de saúde. Nesse caso especial, trabalho com uma equipe canadense e eles se orgulham de seu sistema de saúde e chamam o americano de "sistema mercenário de saúde". Não sou eu que diz que a população inteira precisa se armar e transformar-se em uma milícia.

Enfim não vou perder meu tempo mostrando tudo o que é flagrante e desonestamente utópico ou mesmo inverídico entre suas argumentações. Nem mesmo é necessário, não dá para ninguém levar isso a sério.

Anônimo disse...

Alguém acha mesmo que o mercadinhodw esquina tem condições de concorrer de igual pra a igual com uma grande rede como o Pão de Açúcar? E quem acha que com a arma a esposa vítima de violência doméstica ia se defender, não entende desse problema que está reduzindo pouco depois da Lei Maria da Penha graças a interferência do Estado que não permite mais que amulher retire a queixa contra o agressor. A violência contra crianças e idosos hoje só ê combatida porque existe Conselhos Tutares e Ministério Público, eles não tem condições física, psicológica ou financeira para se defenderem contra seus agressores.

Elias disse...

Não sou eu que está pregando o fim do estado, pregando que "tribunais privados" devem julgar a vida das pessoas

Claro que não. Eu já sei que tu prefere legitimar Sarney, Calheiros, Collor, Lalau, Rocha Mattos e o resto da malta. Não precisa repetir.

não sou eu que está dizendo que os canadenses vão para os EUA em busca de saúde

Nem eu, pelo menos não originalmente. Quem diz é o Fraser Institute, do Canadá.

http://www.fraserinstitute.org/research-news/news/display.aspx?id=20716

http://www.fraserinstitute.org/uploadedFiles/fraser-ca/Content/research-news/research/publications/waiting-your-turn-2013.pdf

Nesse caso especial, trabalho com uma equipe canadense e eles se orgulham de seu sistema de saúde e chamam o americano de "sistema mercenário de saúde".

Ah, certo, ganhar dinheiro providenciando melhoras na qualidade de vida das pessoas é uma coisa tão horrível...

Deve ser por isso que sistemas de medicina socializada (como o SUS) funcionam tão bem em qualquer parte do mundo.

Não sou eu que diz que a população inteira precisa se armar e transformar-se em uma milícia.

Eu jamais disse que a população precisa se armar. O que eu disse é que, com o fim do estado, as pessoas vão poder se armar livremente - e isso para protegerem a si e à sua propriedade, não para formarem uma "milícia".

Tua interpretação de texto tá cada vez mais fazendo água.

Enfim não vou perder meu tempo mostrando tudo o que é flagrante e desonestamente utópico ou mesmo inverídico entre suas argumentações. Nem mesmo é necessário, não dá para ninguém levar isso a sério.

É mesmo? Ah, que pena. Do jeito que tu fala parece tão fácil me refutar. Mas tu, por algum motivo que eu desconheço, prefere sair do debate feito uma criança emburrada.

Elias disse...

Alguém acha mesmo que o mercadinhodw esquina tem condições de concorrer de igual pra a igual com uma grande rede como o Pão de Açúcar?

Não, e isso nunca foi dito. O que foi dito é que os direitos naturais de propriedade tanto do dono do mercadinho quanto do dono da Pão de Açúcar têm de ser respeitados. A questão da concorrência é outra bem diferente. Se o Pão de Açúcar encampar o mercadinho, isso é questão unicamente entre os detentores das propriedades.

E quem acha que com a arma a esposa vítima de violência doméstica ia se defender

Não, provavelmente ia gastar toda a munição atirando pra cima só de sacanagem.

não entende desse problema que está reduzindo pouco depois da Lei Maria da Penha graças a interferência do Estado que não permite mais que amulher retire a queixa contra o agressor.

Aí é coisa de quem não entende que, com a liberação do armamento, uma situação de abuso dessas dificilmente teria como começar a acontecer.

A violência contra crianças e idosos hoje só ê combatida porque existe Conselhos Tutares e Ministério Público, eles não tem condições física, psicológica ou financeira para se defenderem contra seus agressores.

Essa afirmação só teria algum sentido se, na porta de cada casa, dia e noite, houvesse um burocrata vigiando cada passo desses vulneráveis. É curioso que como quem denuncia não ganha nem 1% desse mérito irreal que se confere ao Estado.

Rafael disse...

Elias, seus intestinos devem sentir inveja dos seus dedos. Sério.

1 - Pare de dizer que quem defende o estado está defendendo o Sarney. Ninguém disse isso nos comentários, muito menos eu.

2 - Links de internet não servem como base de argumentação. Posso provar que o homem não foi à lua, que existe ET em Roswell e Varginha ou que o monstro do lago Ness existe. Eu já fui ao Canadá, trabalho com canadenses e isso que você está escrevendo e repetindo é MENTIRA. Reveja seus conceitos.

3 - Sistemas universais de saúde funcionam. Sistemas universais de educação funcionam. Sistemas universais de segurança funcionam.
Eles funcionam onde o estado funciona. Deal with this.

4 - Aprenda a interpretar texto. Eu e muitos detratores do Anarquismo queremos um estado que funcione. O fato de funcionar mal não quer dizer que deva ser dissolvido. Se sua pia entope você vai demolir a casa toda e ir morar embaixo da ponte porque "uma casa com pia entupida não funciona"??

5 - Existem diversos exemplos de países cuja sociedade e consequentemente o estado funcionam perfeitamente bem. E (puxa!) nenhum deles é anarquista. Pelo contrário, o estado é forte e eficiente em todos eles.

6 - Por fim, pesquise mais sobre o sistema de saúde americano que tanto valoriza. Pesquise a partir de fontes neutras, como a OMS. Veja que em muitos casos, a economia americana é baseada no "cada um por si" e isso dá errado na maioria das vezes, basta ver o enorme número de pobres e miseráveis que existe lá nos EUA. Muito mais do que a imprensa mostra.

Deixe de ser intelectualmente desonesto, existe um mundo aqui em 2014. Pode vir que é legal.

donadio disse...

" atacam empresas multinacionais, grandes corporações, empresas milionárias..

Ou seja, atacam filiais, meros representantes locais, porque as empresas propriamente ditas têm a sede em outro lugar.

"grandes símbolos do capitalismo.."

E de que adianta a violência física contra símbolos? Para realmente violentar os símbolos, a violência teria de ser simbólica.

Quebrar a fachada da agência de um grande banco não causa prejuízo algum a esse banco (no máximo, à seguradora), e aliás revela uma enorme falta de imaginação: o banco opera com bilhões de reais, o conserto da fachada vai ficar em alguns poucos milhares no máximo...

O que realmente prejudica um grande banco é quebrar a sua imagem, e isso não vai ser feito com pedrada e coquetel molotov.

E se o negócio é destruir fisicamente "símbolos" do capitalismo, deveríamos era queimar dinheiro, não?

donadio disse...

"Outra opção é o pai recorrer a um tribunal privado de sua escolha, que presumivelmente estará melhor preparado para julgar a questão. Pra mim uma pena adequada seria a castração."

Olha, eu não sou anarquista, não gosto do anarquismo, não tenho procuração para defender o anarquismo, e nem quero.

Mas por favor, o que diabos esse punitivismo privatista e absurdo tem a ver com o anarquismo?

Anônimo disse...

Elias eu entendo de violência doméstica e posso te garantir que nenhuma mulher que apanha do marido vai usar ums arma pra se defender (lógico que tb não vai atirar pra cima com oss filhos em casa). Sabe por quê? Porque ela acredita que merece isso, é sério, a violência psicológica vem junto com a física e o agressor faz a vítima se sentir culpada.

A relação comercial entre o mercadinho da esquina e o Pão de Açúcar é de interesse social porque se não houver uma concorrência justa vai acabar tendo monopólio e uma empresa vai controlar o mercado.

Não é necessário ter um burocrata em cada lar porque professores, médicos e servidores podem identificar casos de maus tratos e denunciar as suspeitas às autoridades competentes, aliás, isso acontece frequentemente e por isso que muitos casos de abuso são descobertos, eu tenho anos de experiência nessa área e sei que sem apoio do Estado a chance de uma vítima menor ou idoso se defender é próxima a zero.

E pra terminar, as empresas cortam custos e fazem tudo pra economizar, então as que fazem algo pelo meio ambiente ou bem estar social só faz isso pra pagar menos Impostos. Pra ter uma boa imagem elas investem em propaganda e marketing, muitas vezes com mentiras e informações distorcidas

Elias disse...

1 - Pare de dizer que quem defende o estado está defendendo o Sarney. Ninguém disse isso nos comentários, muito menos eu.

Não me recordo de ter falado em defender. Lembro que falei em legitimar. O fato de tu defender o sistema que elege o Sarney (sistema esse que sempre atrai gente do tipo dele, Hayek explica bem isso) acaba legitimando-o.

2 - Links de internet não servem como base de argumentação. Posso provar que o homem não foi à lua, que existe ET em Roswell e Varginha ou que o monstro do lago Ness existe. Eu já fui ao Canadá, trabalho com canadenses e isso que você está escrevendo e repetindo é MENTIRA. Reveja seus conceitos.

Ah, certo. Tu queres que eu ignore o trabalho do Fraser Institute, instituição de estudos quadragenária, pra dar razão a um depoimento que tem todas as chances de ser uma grande empulhada. Ok.

Aliás, pra dizer uma coisa dessas tu deve ter feito um trabalho de campo bem extenso pra afirmar tão peremptoriamente que o fluxo de canadenses indo se tratar nos EUA é pura invenção do Fraser. Fez? Não fez? Ah, tá bom então.

3 - Sistemas universais de saúde funcionam. Sistemas universais de educação funcionam. Sistemas universais de segurança funcionam.
Eles funcionam onde o estado funciona. Deal with this.


O meio mais eficiente de se provar que alguma coisa funciona é verificar sua sobrevivência num arranjo de livre concorrência (sem direito a regalias, como dinheiro extraído à força de seus "contribuintes"). Qualquer coisa fora disso é pura espuma.

Elias disse...

4 - Aprenda a interpretar texto. Eu e muitos detratores do Anarquismo queremos um estado que funcione. O fato de funcionar mal não quer dizer que deva ser dissolvido. Se sua pia entope você vai demolir a casa toda e ir morar embaixo da ponte porque "uma casa com pia entupida não funciona"??

Aqui faço um mea culpa: não falei até agora do motivo principal de ser anarquista (exceto algumas pinceladas sobre os direitos naturais). Fico feliz que tu tenha trazido à baila esse assunto.

Não é o fato de funcionar mal que faz com que eu seja contra o estado. Isso é uma consequência do próprio modo que ele é constituído e mantido. Uma instituição forçosamente monopolista, que se mantém à base de "contribuições", não tem qualquer estímulo em ser eficiente, e nem mesmo pode se guiar em coisas tais como o sistema de preços. Ela opera às cegas, impossibilitada de fazer o cálculo econômico (que foi o que condenou desde o início a empreitada econômica socialista).

Mas não é esse o motivo. O motivo é que o estado é uma instituição inerentemente coerciva, que agride diuturnamente os direitos naturais das pessoas em prol de um suposto "bem comum" (uma ficção como qualquer outra). Não defender a anarquia porque ela é utópica pode ser equiparado a defender uma taxa mínima de assassinatos porque um mundo sem homicídios é utópico também.

5 - Existem diversos exemplos de países cuja sociedade e consequentemente o estado funcionam perfeitamente bem. E (puxa!) nenhum deles é anarquista. Pelo contrário, o estado é forte e eficiente em todos eles.

1 - Levando em consideração o que eu falei antes, isso é totalmente irrelevante.

2 - Se eu for te perguntar, tu provavelmente vai citar o exemplo da Suécia. Bem, a Suécia é o que é por causa da política liberalizante da década de 90 e pelo fato de onerar bem menos as empresas que os trabalhadores (que pagam, no máximo, alíquotas de 22% e 57% de sua renda, respectivamente). E o mais curioso é que, quando a Suécia passou a adotar o welfare state, o país estagnou. Ou seja, uma mentira flagrante tua (é bom ser chamado de mentiroso, né?).

6 - Por fim, pesquise mais sobre o sistema de saúde americano que tanto valoriza. Pesquise a partir de fontes neutras, como a OMS. Veja que em muitos casos, a economia americana é baseada no "cada um por si" e isso dá errado na maioria das vezes, basta ver o enorme número de pobres e miseráveis que existe lá nos EUA. Muito mais do que a imprensa mostra.

Eu jamais disse que valorizava o sistema americano. Mas face ás evidências de canadenses cruzando a fronteira pra se tratar lá, pode-se inferir que é superior. Mas não se preocupe: o Obamacare tratará de nivelar as coisas num futuro próximo.

Quanto aos contingentes de pobres e miseráveis, eu tenho certeza que boa parte deles deve sua miséria ao estouro da bolha de 2008, que teve as patinhas sujas do governo em todas as etapas.

Elias disse...

Olha, eu não sou anarquista, não gosto do anarquismo, não tenho procuração para defender o anarquismo, e nem quero.

Mas por favor, o que diabos esse punitivismo privatista e absurdo tem a ver com o anarquismo?


Tem a ver que nós vivemos num mundo real, onde há pessoas violentas que merecem punição. E eu me refiro a punição justa, não a ser jogado numa cela com o sustento custeado pela vítima.

Elias disse...

Elias eu entendo de violência doméstica e posso te garantir que nenhuma mulher que apanha do marido vai usar ums arma pra se defender (lógico que tb não vai atirar pra cima com oss filhos em casa). Sabe por quê? Porque ela acredita que merece isso, é sério, a violência psicológica vem junto com a física e o agressor faz a vítima se sentir culpada.

Não é necessário ter um burocrata em cada lar porque professores, médicos e servidores podem identificar casos de maus tratos e denunciar as suspeitas às autoridades competentes, aliás, isso acontece frequentemente e por isso que muitos casos de abuso são descobertos, eu tenho anos de experiência nessa área e sei que sem apoio do Estado a chance de uma vítima menor ou idoso se defender é próxima a zero.


E a única forma de resolver isso é apontando uma arma na cabeça de cada brasileiro para fazê-lo "contribuir" com o sustento de um órgão mastodôntico e ineficiente no combate à violência contra os vulneráveis, porque se não fosse por isso ninguém se preocuparia em denunciar e intervir numa situação de abuso?

Não, é óbvio que não.

A relação comercial entre o mercadinho da esquina e o Pão de Açúcar é de interesse social porque se não houver uma concorrência justa vai acabar tendo monopólio e uma empresa vai controlar o mercado.

Isso é uma preocupação de quem enxerga a livre concorrência de forma estática, não como um processo que se desenvolve ao longo do tempo. Atualmente, os únicos setores que de fato uma situação de concorrência dinâmica é impossível são aqueles dominados pelo estado, nos quais o próprio estado ilegaliza a concorrência. Recomendo ler sobre o monopólio da Standard Oil no fim do século XIX, que, ao contrário do que se imagina, barateou os preços dos derivados do petróleo (o barril de querosene, por exemplo, caiu de 30 para 6 centavos de dólar durante o monopólio da Standard).

A propósito, essa desculpinha esfarrapada de "interesse social" foi de grande valia aos governos das três esferas de poder, quando se tratou de expropriar pessoas que moravam em áreas de obras da Copa.

E pra terminar, as empresas cortam custos e fazem tudo pra economizar, então as que fazem algo pelo meio ambiente ou bem estar social só faz isso pra pagar menos Impostos. Pra ter uma boa imagem elas investem em propaganda e marketing, muitas vezes com mentiras e informações distorcidas.

Então num arranjo onde elas não pagam impostos elas não vão fazer nada disso, não importando o quanto violem os direitos dos proprietários de áreas naturais nem a imagem que elas vão ter de "exploradoras esfomeadas" diante do público?

Não, é óbvio que não.