terça-feira, 10 de junho de 2014

GUEST POST: POR QUE BIG BANG THEORY É MACHISTA

Nos comentários do guest post da Nana sobre a campanha do "Não Mereço Ser Estuprada" iniciada por ela, rolou um debate sobre o machismo na série The Big Bang Theory.
Não tenho a menor ideia porque vocês passaram a falar sobre isso, mas foi interessante. Então a Samantha decidiu contribuir com este post. Ela, que está prestes a se formar em Direito, é nerd assumidíssima. 

Sempre fui fã de séries e novelas (especialmente as mexicanas) e as assisti durante muito tempo sem analisar o que eu via. Quando me descobri feminista, comecei a rever coisas que eu gostava e procurar por discursos feministas (o machista sempre tem, não precisa procurar), e como programas mainstream pode nos empoderar. Ironicamente, encontrei muito mais discurso feminista nas novelas mexicanas que vi do que nas novelas globais ou nas séries norte-americanas. 
The Big Bang Theory fez parte dessa análise. E por isso, gradativamente, fui desgostando da série.
Quando comecei a assistir TBBT, confesso que o fiz meio a contragosto. O produtor da série, Chuck Lorre, é o mesmo que o da série Two and a Half Men, conhecida por ser uma das séries mais misóginas. Creio que isso explica o machismo sempre presente, algumas vezes mais acentuado, outras vezes bem menos visível. 
Na época da primeira temporada [em 2007], entretanto, eu estava mais aberta a este tipo de seriado, ainda não era uma feminista que “via machismo em tudo”, como comecei a ser acusada mais recentemente. O tema da série parecia bacana, me interessei pelo elenco e comecei a consumir avidamente o programa. E a assisti até pouco tempo atrás, meados da sétima temporada, quando uma série de bizarrices do programa e até mesmo meu desinteresse, me compeliram a largá-la.
Nas primeiras temporadas, o machismo de TBBT não é evidente, e talvez seja bem tênue. Geralmente só quem tem uma visão mais crítica pode detectar os velhos estereótipos de moça-bonita-burra e moço-feio-nerd ou ainda as piadas mais ridículas com algum teor homofóbico. Foi apenas no passar das temporadas, com o ingresso de mais personagens femininas, que o machismo da série fica mais explícito, ironicamente.
A primeira questão é: apesar de haver moças geniais que ganham mais que o companheiro (Bernadete), moças que expressam seu desejo sexual (Amy) e moças que defendem seu direito de serem como são (Penny), não há nenhuma moça nerd no programa. Nenhuma mulher se interessa pelo universo dos garotos, nenhuma delas gosta de videogames, RPG, jogos, action figures. Nenhuma delas gosta de ficção científica, se interessa por filmes ditos “masculinos” ou por quadrinhos.  
Todas elas possuem gostos padrão: gostam de sair com as amigas, ver filmes de romance, comprar roupas e sapatos, e possuem aspirações profissionais. O espaço nerd na série é reservado para homens e, quando uma das mulheres adentra no espaço, é para ser vítima de piadas, olhares maliciosos ou para ajudar os namorados a ganharem um concurso de cosplay (existe um episódio patético que trata apenas disso).
Tudo isso é muito ofensivo, especialmente quando um dos pontos trazidos por feministas é a falta de representatividade de mulheres nos quadrinhos e no mundo nerd. Mulheres nerds são vistas como attention whores, que “se fingem de nerds para ganhar a atenção dos homens”. O mundo nerd é atualmente muito masculino e neste blog existem relatos de como players mulheres são desqualificadas constantemente pelo seu gênero. Uma série que reforça e naturaliza isso possui fortes componentes machistas. 
As mulheres de TBBT apenas “aturam” os gostos extravagantes de seus namorados e amigos. Elas não se interessam; pelo contrário, se entendiam e até querem mudar seus parceiros por acharem que todos eles são infantis demais com seus gostos.
Não bastasse isso, desde a sexta temporada a série vem causando incômodos com alguns chistes desnecessários que remetem até à violência doméstica. Em um episódio, Amy mente para o seu namorado Sheldon, um cara fechado, anti-social, o “esquisitão da série”. Quando ele descobre a mentira, ele quer puni-la. E a forma como ele encontra para puni-la é dar palmadas na namorada, como se ela fosse uma criança. A cena só não é mais grotesca porque Amy concorda e sente prazer com a ideia. Mas o fato de o namorado criticá-la por ela aparentar estar gostando da punição é preocupante.
Em um mundo povoado por violência doméstica, onde mulheres são agredidas pelos mais banais motivos, fazer piada em cima de um homem adulto sugerir bater em sua namorada para puni-la (lembremos que ele não queria que ela gostasse da punição e a critica por isso) me parece uma naturalização da violência. Também me parece que naturalizamos a velha cultura do estupro: uma mulher “finge que não gosta” de ser espancada quando na realidade está “adorando” a punição.
A série também possui chistes homofóbicos, um tom de gordofobia e piadas objetificando severamente as mulheres. Howard, antes de casar, constantemente dizia que gostava de se aproximar de mulheres feias, por conta de sua baixa autoestima. Este mesmo personagem vive ofendendo e fazendo piadas com sua mãe obesa, cujo corpo desconhecemos, mas sabemos que é muito gorda pela forma como os personagens falam dela. 
Raj constantemente é reduzido a uma mulher ou a um gay por gostar de determinadas cantoras, cantar Beyoncé, ter uma cachorrinha e ser emocional. 
Ou seja, a série, tal qual Two and a Half Men, se fundamenta no senso comum. E é esse mesmo senso comum preconceituoso o que gera suas piadas.

132 comentários:

Anônimo disse...

Autora desse guest post, fuja de silicon valley.

Anônimo disse...

BBT e machista? com o tanto de capacho de mulher que tem?

Karine disse...

Também me chamou a atenção isso de não haver mulheres nerds. Parece que mulheres não podem gostar de jogos e afins e que só devem gostar de comprar roupas e sapatos . Isso acaba reforçando esses esteriótipos de que existem interesses próprios de mulheres e homens

Karina disse...

Já que estamos falando de séries e a autora mencionou procurar por discurso feminista, preciso recomendar Masters of Sex. É deslumbrante... uma pérola. As personagens femininas são incríveis e apaixonantes. As cenas de putaria existem, mas não são gratuitas. Os diálogos empoderam o feminino o tempo todo. No segundo ou terceiro capítulo uma das personagens cita um trecho do livro que ela está lendo: "o segundo sexo". É incrível!

Samara disse...

Parei de assistir quando percebi que os machistas mais otários que existem gostam dessa série. É uma merda igual a tudo que o Lorre faz. Lixo enlatado, sem graça e estereotipado.

Anônimo disse...

Comecei a assistir a essa série por ser nerd e adorar cultura nerd (mais tarde percebi que The Big Bang Theory, ao contrário de outras séries realmente boas, não ri com os nerds, ri deles, mas isso já é outra crítica). Fui levando por algumas temporadas apesar das piadas sem graça. Quando chegou na temporada passada não aguentei mais o machismo e tive que largar. A gota d'água foram esse episódio das palmadas entre Sheldon e Amy que a autora comenta e um outro próximo a ele (não me lembro se antes ou depois), onde Amy e Raj estão conversando sobre quem tem a pior vida amorosa e Amy reclama de NÃO ter sido estuprada quando estava inconsciente numa festa de faculdade! Desculpa, era pra ser engraçado? Larguei sem pena e honestamente, não acho que estou perdendo nada.

Bizzys disse...

Eu assisto TBBT e, assim como a autora do guest post, comecei a assistir antes de "virar" feminista. No início eu gostava das nerdices e das piadas, mas de uns tempos pra cá a série está mesmo pesando a mão no machismo. Tem um episódio em que o Sheldon diz que o Leonard precisa parar de tomar leite de soja porque "os hormônios femininos no leite" estavam fazendo ele "se transformar em uma mulher histérica". Como assim? Um cara que é um gênio, super inteligente, fala um absurdo desses? Esse episódio da Amy apanhando também foi patético.

Acho que só continuei assistindo pelo "apego" mesmo, mas devo largar essa série logo...

Camila Fernandes disse...

Bem, eu assisto TBBT. No começo eu acompanhava com mais entusiasmo, realmente, a série já perdeu um tanto da graça.

Há machismo na série, mas eu acho que alguns pontos são discutíveis. Por exemplo, o comportamento do Howard. Ele era um babaca machista, sim, e - por isso mesmo - um total "loser" com as mulheres. Ele fala sobre mulheres com baixa auto-estima, mas pela série você percebe que é o personagem quem possui uma auto-estima lá no chão. Depois que conheceu a Bernadette, o personagem amadureceu um bocado. No episódio em que ela consegue um emprego que paga muito mais que o dele, o pessoal está comemorando e os amigos começam a implicar por causa disso. Aí o Howard dá uma resposta muito madura, algo como "essa noite não é sobre mim, é sobre você, e eu fico feliz pelo seu sucesso". Eu acho que é diferente quando uma série tem um personagem machista, e o problematiza ou ridiculariza, e quando a série em si é que a machista.

Two and a Half Man é infinitamente mais problemática e machista que TBBT. Dito isso, sim, a série tem alguns problemas. A gordofobia é mesmo ridícula, e a homofobia. Eu nunca tinha parado para pensar que não há mulheres geeks na série. Há obviamente mulheres inteligentes, cientistas - Leslie, Amy, Bernadette - mas nenhuma que goste do universo nerd (quadrinhos, ficção científica, etc). Tem episódios pontuais, como um que todo mundo vai jogar RPG e as meninas se divertem, mas isso é o máximo. Toda vez que as garotas entram na loja de quadrinhos, os frequentadores fazem cara de quem está vendo um E.T. E, caramba, isso é de fato MUITO problemático.

Para aliviar o clima, vou deixar esse video fofíssimo aqui, sobre geek girls: http://www.youtube.com/watch?v=s4Rjy5yW1gQ

Anônimo disse...

Gostei do post, penso o mesmo em relação ao Howard e Raj, mas tenho que descordar em algumas parte. TBBT era bem mais machistas nas primeiras temporadas.Os exemplos de que a serie mudou com o tempo, a meu ver, são muitos. Penny, por exemplo, era bem mais criticada por sua vida sexual nas primeiras temporadas do que nas mais recentes. E embora Bernadete e Amy não gostem nem um pouco do universo nerd dos namorados num dos últimos episódios da S.7(?), dedicado à star wars, Penny mostrar saber qse tanto qto os personagens masculinos. Isso resultado de varias temporadas em que ela vai, lentamente, sendo cativada pela cultura nerd.
Sem contar que, Bernadete que ganha e trabalha mais que o marido Howard impões que ele faça as tarefas de casa.
Quanto ao Sheldon, vejo ele como uma critica ou uma caricatura de uma parte da população americana. Ele é sulista, do Texas, e tem muitos pensamentos preconceituosos que quando expostos não são aceitos pelos demais personagens. Exitem varias personagens femininas que são brilhantes como Amy, Bernadete, Prya e uma cientista tão brilhante quanto Sheldon. As duas ultimas gostam de sexo sem compromisso e não são criticadas por isso.
Por isso tudo não vejo TBBT como uma serie machista, mas sim como uma serie que tem alguns deslises.

Em tempo: um fato interessante que pode ou não ter haver com o assunto, é que a maioria dos personagens masculinos das series dirigidas pelo Chuck Lorre, não tem pai e embora gostem das mães tem sérios problemas de relacionamentos com elas. Para citar apenas algus tem Leoard, Sheldon, Howard, Alan e Charlie Harper, Walden Schimidt e Mike, de Mike e Molly.

Anônimo disse...

Sinto dizer prezada autora do artigo: mas vc vê machismo em tudo. As mulheres em TBBT são empoderadas,são seus parceiros que vivem tentando se adequar ao mundo delas, eles é que passam todo o papel do rídiculo, são os alvos da piada.

The Crow disse...

Interessante análise, e eu até concordo. The Big Bang Theory realmente contém muitos aspectos machistas em sua trama.

Porém, ainda acho que é de caráter muito menos grave e preocupante do que em outras produções do gênero.

Se em parte o machismo de Chuck Lorre fica evidente em grande parte da série, por outro lado não devemos desconsiderar o fato de que as mulheres, nesta obra, recebem um tratamento bem mais digno, complexo e maduro do que se poderia esperar.

Lúcio Pimentel disse...

Em primeiro lugar, obrigado a Lola por seu blog. Apesar de não comentar, acompanho diariamente e reconheço que graças a ele melhorei bastante como pessoa.

Sempre gostei de quadrinhos, RPG e ficção científica então ver Big Bang Theory veio naturalmente. Mas também me incomoda o teor machista da série. Acho impressionante que apesar de ter três personagens femininas fortes, a série consegue perpetuar vários preconceitos.

O episódio mais marcante de machismo foi quando a protagoniza da série Penny e o indiano Raj tomam um porre e acabam dormindo juntos. Mesmo ambos estando solteiros e desimpedidos no momento da transa, Penny é tratada como uma vadia por todos. Ela se martiriza a todo momento pelo "crime" de ter feito sexo com outra pessoa, com o aval das amigas. Como não consegue conviver com essa "vergonha", ela decide que vai deixar a cidade e voltar para a casa dos pais. Raj, logicamente, não recebe nenhum tipo de censura. A situação só se resolve quando ela descobre que os dois estavam tão bêbados que não rolou nada, então ela decide ficar, apesar dessa mácula na reputação, pois no fundo sabe que nunca transou com o amigo. E por que ela não conta a verdade? Ela não quer sacanear Raj revelando a todos que ele "broxou"

Lúcio Pimentel

Anônimo disse...

"uma feminista que “via machismo em tudo”, como comecei a ser acusada mais recentemente."

Por que será ?

É ficção gente, tu acha qualquer coisa que quiser em qualquer série que quiser.

Ou, para pessoas mais de leve com a vida, é só uma série de humor que vc pode rir e gostar, ou pode não rir e desligar a tv.

Samantha disse...

Nem de longe pretendo dizer que TBBT é pior que o lixo Two and a Half Men. Também não pretendo dizer que TBBT é a série mais machista da televisão nos tempos recentes. Minha intenção é dizer que ela é machista e o seu machismo me desagrada.

Pelo que eu acompanho, mulheres geeks tendem a não gostar dessa série exatamente pela falta de representatividade. Nós, mulheres nerds, somos postas a prova a todo momento para provarmos que não somos fakes nerds ou attention whores. Se não gostarmos do quadrinho underground ou não sabermos a história do anime tal de trás para frente, não somos verdadeiras nerds. Se eu perder uma batalha idiota num game qualquer, opa, eu não sou uma gamer. E por aí vai.

Talvez por mulheres nerds serem submetidas a esta vigilância constante que uma série como TBBT, cuja existência de mulheres geeks sequer é reconhecida (é só ver a reação dos caras ao ver qualquer mulher na loja de quadrinhos onde se passa a história)irrita tanto. Ela normatiza a ideia de que a nerd girl é apenas nerd por causa de um cara (sempre um cara) ou para chamar a atenção.

E veja bem, não critico quem goste da série; eu a vi por sete temporadas antes de largá-la. Mas não acho que reconhecer o machismo da série te faça ser menos fã ou qualquer coisa.

Essa é a ideia do meu post.

E obrigada Lola, de novo, pelo espaço.

Janaina disse...

Havia uma personagem nerd nas primeiras temporadas (Laila? Lysa? não me lembro o nome)rival de Sheldon e que apareceu em vários episódios,chegando a se relacionar com o Leonard antes da Penny, mas o personagem foi retirado pela saída da atriz. Mas de fato, a série decaiu muito nas ultimas temporadas, descaracterizando-se e assumindo um tom no mínimo desnecessario.

oxe publicidade disse...

Teve a namorada do Raj da 6 temporada

Felipe disse...

Agora eu entendo o porquê de tantas pessoas assistirem esse seriado: é apenas mais uma representação do senso comum. Já não tinha vontade de assistir, agora então...

Elaine Pinto disse...

Acho que uma das coisas mais problemáticas, para mim, no TBBT, foi a mudança drástica na personalidade da Amy. Logo que ela entra na série, é uma mulher que não deseja nenhum relacionamento amoroso, está satisfeita com a sua vida profissional, e só aceita se relacionar com o Sheldon para que a mãe parasse de encher o saco sobre a questão de ela não ter um namorado. Aí, de repente, toda interação que ela tem com o Sheldon é dela querendo algo físico, carnal - sendo que ela nunca demonstrou isso nos primeiros episódios em que apareceu. É aquela velha história de que uma mulher precisa de um homem em sua vida para se sentir feliz e completa. Odeio o que fizeram com a personagem.

Crl disse...

Claro né anônimo das 14:00, quem precisa de mente crítica? Vamos só engolir td que nos jogam da TV, vai ser mais divertido, só q não.

Anna Clara disse...

Até perdi a vontade de continuar assistindo TBBT .... =/

Janaina disse...

Sério, quem perde tempo com uma série imbecil dessas? E quem perde tempo ANALISANDO uma série imbecil dessas?
Aliás, quem perde tempo com TODOS ESSES ENLATADOS AMERICANOS IMBECIS QUE AS PESSOAS ENDEUSAM AQUI NO BRASIL???
Todos sabemos que elas todas, no fundo, são um amontoado de clichês que são facilmente assimilados pelos telespectadores, o que torna sua absorção fácil e instantânea. Para, gente.

André disse...

"Ironicamente, encontrei muito mais discurso feminista nas novelas mexicanas que vi do que nas novelas globais ou nas séries norte-americanas."
As novelas mexicanas são bem clichês, sempre tem uma mocinha que sofre muitississíssimo. Aí não tem como escapar de resolver a questão sem adotar um discurso politicamente correto.

"Nas primeiras temporadas, o machismo de TBBT não é evidente, e talvez seja bem tênue.
Foi apenas no passar das temporadas, com o ingresso de mais personagens femininas, que o machismo da série fica mais explícito, ironicamente."
A impressão que eu tenho, quando vejo episódios antigos, é o contrário. Atualmente, até a "futilidade" da Penny tem um contexto e uma agência maior que no início.

"E a assisti até pouco tempo atrás, meados da sétima temporada, quando uma série de bizarrices do programa e até mesmo meu desinteresse, me compeliram a largá-la."
Uma série que não é feminista nem se propõe a ser, feita no mesmo país que criou as Hell Houses, com várias temporadas nas costas e com poucos minutos de bizarrices é uma boa série.

"... não há nenhuma moça nerd no programa."
De fato as personagens femininas principais não são nerds típicas, embora algumas secundárias sejam. A série brinca com estereótipos, imagino que a quantidade de nerdas interessadas em quadrinhos e afins seja muito menor que de nerdos. Talvez seja apenas sexismo barato, talvez soasse forçado colocar nerds femininas ou talvez a história ficasse mais sem graça se não houvesse esse conflito em torno das nerdices.

"O mundo nerd é atualmente muito masculino e neste blog existem relatos de como players mulheres são desqualificadas constantemente pelo seu gênero. Uma série que reforça e naturaliza isso possui fortes componentes machistas."
Não vejo a série reforçando isso, eu penso que a misoginia no mundo nerd é criticada já que é retratada como um desajuste social.

"As mulheres de TBBT apenas “aturam” os gostos extravagantes de seus namorados e amigos."
Não concordo totalmente, houve um episódio específico sobre isso, em que o Leonard até pensou em desistir das nerdices mas ficou claro que o problema não é a nerdice é a incapacidade sair desse universo.

"Em um episódio, Amy mente para o seu namorado Sheldon, um cara fechado, anti-social, o “esquisitão da série”. Quando ele descobre a mentira, ele quer puni-la. E a forma como ele encontra para puni-la é dar palmadas na namorada, como se ela fosse uma criança."
Tem que lembrar que o Sheldon, além de ser o mais desajustado de todos, é texano. Enquanto ele tenta reproduzir a educação que recebeu em casa, ela está mais interessada é num sadomasoquismo. O episódio critica ele e não ela.

"A série também possui chistes homofóbicos, um tom de gordofobia e piadas objetificando severamente as mulheres."
Sim, e quem apresenta esse comportamento, em geral, é punido de alguma forma (como o Howard que não pega ninguém) ou acaba reconhecendo a própria imbecilidade (como o Raj quando acorda ao lado de uma gordinha).

"Raj constantemente é reduzido a uma mulher ou a um gay por gostar de determinadas cantoras, cantar Beyoncé, ter uma cachorrinha e ser emocional."
Concordo.

"Ou seja, a série, tal qual Two and a Half Men, se fundamenta no senso comum. E é esse mesmo senso comum preconceituoso o que gera suas piadas."
Mas, ao contrário de Two and a Half Men, as piadas quase sempre são críticas ao comportamento politicamente incorreto que é visto como inadequado e acaba punido.

Anônimo disse...

feminista n tem senso de humor

Roberta Gelsomino disse...

Hai troooppoo ragione!! Forse per questo non mi riesce ad entusiasmare oltre un limite...? ;-) Basta con questo maschilismo! Brava

Anônimo disse...

se o seriado BBT é machista, o que sobra para as novelas da Globo e Record???

Anônimo disse...

Assistia a série bastante perplexa por ser do mesmo criador de Two and a half men. Mas foi piorando com a entrada de personagens femininas. Meu namorado falou isso: que tava perdendo o foco e virando outro seriado estilo "novela". Tive que concordar. As séries em geral estão forçando a barra em tudo. Muitas temporadas, muito lenga lenga. Está bem complicado - sempre foi, na verdade - assistir TV, mesmo por assinatura. Teoricamente, poderia-se escolher o que deseja assistir, mas na prática, é só um amontoado de canais :(

Iaiá disse...

Eu não acho TBBT geralmente machista. Tem um escorregões, sim... Talvez esses escorregões já sejam demais, não sei.

O que tem me incomodado muuuuito na série é a gordofobia. Todo dia piada com a mãe gorda de um dos personagens. E não tem absolutamente graça nenhuma nessas piadas. Já achei essa série engraçada. Hoje, não rio mais com ela.

André disse...

Elaine Pinto,

De fato ela saiu de uma racionalidade robótica para uma irracionalidade romântica. Como ela sempre deixou claro seu apetite sexual e é a personagem mais recente, ainda em construção, eu até dou um desconto, mas não gostei do rumo que tomou.

Teresa Silva RJ disse...

No episódio-piloto da série o personagem do Howard é uma mulher. Sabe-se lá por que os produtores acharam melhor que o amigo nerd do Sheldon e do Leonard fosse um homem, do mesmo modo que sabe-se lá por que resolveram substituir a atriz que interpretaria a Penny. O vídeo desse episódio tá aqui:
http://www.oprimeiroencontro.com.br/assista-o-episodio-piloto-de-the-big-bang-theory-que-nao-foi-ao-ar-meu-deus-sheldon-fez-sexo-com-o-howard/

Anônimo disse...

O que me fez mesmo largar a série foi o comportamento da AMY. No começo ela era inteligente e independente. Tanto ela quanto o Sheldon, só queriam o relacionamento de amizade no qual compartilhavam suas ideias. O máximo era utilizar o relacionamento para espantar quem não se conformava por eles não terem namorados. Mas aí ela ficou totalmente dependente e mendigando atenção o tempo inteiro.
Muitas piadas me incomodavam antes. Mas eu gostava de ouvir justamente as de nerds. No entanto, não dá de aturar mais.

Anônimo disse...

Eu acho q sim, a série TBBT tem lá suas piadas machistas, mas não desse jeito que a autora coloca. Primeiro, tem q se construir os personagens e entender a razão de tudo aquilo. E qual o problema das personagens femininas não serem enquadradas no esteriótipo nerd? Todas são independentes, ganham muito bem e são inteligentes ao modo delas. Nerd por inteligência elas são sim, elas só não cultuam colecionar “espadas mágicas” e ler quadrinhos. A piada do TBBT é o confronto com universo nerd. É disso que se trata. Não consigo ver humor se todo mundo ali fizesse a mesma coisa, a mesma personalidade, os mesmos gostos...(To aqui imaginando a cena da loja de quadrinhos e pensando todos lá dentro olhando com cara de neutralidade, deve matar um de rir, né? Lá se foi o mote da série).
Leonard é apaixonado pela vizinha, Penny, que no quesito masculinidade, dá um banho no namorado. Haword é casado com a Bernadet, uma pesquisadora que ganha muito mais q ele e é quem comanda a relação. Amy é um personagem patético como Sheldon, enquanto o Sheldon tem aversão as relações de proximidade, não entende sarcasmos/ironias, não consegue decifrar sentimentos em outras pessoas, a Ammy é o outro lado da moeda, ela anseia por aquilo que o pertubado Sheldon não pode dar. Ela é uma personagem com uma pitada de perversão (lembrando q ela já teve seus flertes com a Penny). A cena q ela leva umas palmadas é tão óbvio isso nela que tem até o momento que ela tem q fingir estar sofrendo com a punição... rsrsrs. Raj é o personagem q quem acompanha a série sabe que ele em determinados momentos começa a questionar a própria sexualidade. Ele tem sério problemas em falar na presença de mulheres, ele tem medo de mulheres e sim, é um personagem masculino todo emocional. Isso é ruim? Ele gosta de mulheres, chora em filmes românticos, tem um gosto estético diferente e gosta de coisas q homem-macho não.

Claro q a série escorrega. A questão do menage com “gordinha da comic con”, ou quando o Raj acorda com a gordinha. Isso é inegável. Mas não tem o teor do THM q é pra lá de surreal aquilo, é o exagero do exagero...igual novela mexicana...hahahaha.

Raven~ disse...

Que sorriso bonito deste Lucio. :)

Bem, essa série eu sempre achei um saco. Justamente por causa do comment do anon de 13:01. A série ri DOS nerds e não com eles. Sou muito fã de cultura pop e a ironia é: a cultura pop está cheia, mas assim, recheada de mulheres fodonas. Pra citar exemplos conhecido temos a Viúva Negra,a Hermione Granger, Eowin, Bayonetta. Não consigo entender como garoto tapadinho, ou pior homens crescidos como esse zé roela do Chuck Lorre, não conseguem ver a merda que fazem com personagem feminina.

Mas já que tamo nesse assunto. Puta que pariu Mulher Maravilha sendo coadjuvante apaixonada do triângulo amoroso superman-batmá-mulhermaravilha. Dá vontade de se matar.

Raven~ disse...

Vejo machismo. Todo o tempo.

Vejo sim Samantha. Huashu eu adoooro, adoro a Hora da Aventura. Aí fui re-assistir e pqp! Que irritante aquela princesa que não faz nada!

Samantha disse...

André,

"As novelas mexicanas são bem clichês, sempre tem uma mocinha que sofre muitississíssimo. Aí não tem como escapar de resolver a questão sem adotar um discurso politicamente correto."

Nota-se que você não é um consumidor assíduo de novelas mexicanas. OU que ao menos não tenta ler o subtexto das mesmas. Poderia passar horas falando sobre isso, mas bem, não é o momento.

"A impressão que eu tenho, quando vejo episódios antigos, é o contrário. Atualmente, até a "futilidade" da Penny tem um contexto e uma agência maior que no início."

Hum.
Penny indo seduzir o carinha da universidade com seus peitos para ajudar o Leonard parece muito não machista;
Como bem apontado por um comentarista, o Sheldon falando que o Leonard estava se tornando uma mulher histérica é muito não - machista.
A sexualidade da Penny sempre sendo posta a prova é não machista.
Cara, tem tantas coisas... e isso que tem muita coisa que eu não lembro direito.

"Uma série que não é feminista nem se propõe a ser, feita no mesmo país que criou as Hell Houses, com várias temporadas nas costas e com poucos minutos de bizarrices é uma boa série."

Sim. Muita gente (feministas) acham que é uma boa série. Isso invalida o discurso machista da mesma? Não.
O que eu não aguento é o povo dizer que magina, TBBT não tem nada de machista. Tem, e muito.

"De fato as personagens femininas principais não são nerds típicas, embora algumas secundárias sejam. A série brinca com estereótipos, imagino que a quantidade de nerdas interessadas em quadrinhos e afins seja muito menor que de nerdos. Talvez seja apenas sexismo barato, talvez soasse forçado colocar nerds femininas ou talvez a história ficasse mais sem graça se não houvesse esse conflito em torno das nerdices"

Não são nerds. São inteligentes, bem sucedidas, mas nerds, no sentido geek, elas não são.
Caramba, tenho pencas de amigos que não são geeks e gostam, ainda que casualmente, de Star Wars. As gurias da série, nem isso.
E que coadjuvantes são essas? Já vi mulheres geniais, brilhantes, desajustadas socialmente, mas nenhuma geek que lesse quadrinhos ou jogasse RPG voluntariamente com os rapazes.
E sim, é sexismo barato, porque tem muita mulher nerd nesse mundo. Só que séries como essa fingem que a gente não existe, então...

"Não vejo a série reforçando isso, eu penso que a misoginia no mundo nerd é criticada já que é retratada como um desajuste social."

Favor me mostrar onde a série critica essa misoginia.
A série valida isso, já que para eles, mulher nerd nem existe.

"Não concordo totalmente, houve um episódio específico sobre isso, em que o Leonard até pensou em desistir das nerdices mas ficou claro que o problema não é a nerdice é a incapacidade sair desse universo."

Leonard não queria sair, a Penny queria que ele saísse disso.
E por que raios alguma pessoa deveria deixar de fazer algo que é legal, permitido e lhe faz feliz? Por que sua parceira não gosta dessas atividades?
Bela mensagem essa aí.

"Tem que lembrar que o Sheldon, além de ser o mais desajustado de todos, é texano. Enquanto ele tenta reproduzir a educação que recebeu em casa, ela está mais interessada é num sadomasoquismo. O episódio critica ele e não ela".

Isso não muda o fato de que o Sheldon queria agredir a namorada por ter mentido para ele.
Violência doméstica é uma chaga, não precisa virar piada babaca.

Samantha disse...

II

"Sim, e quem apresenta esse comportamento, em geral, é punido de alguma forma (como o Howard que não pega ninguém) ou acaba reconhecendo a própria imbecilidade (como o Raj quando acorda ao lado de uma gordinha."

Howard está casado com uma mulher foda (e concordo que ele melhorou como personagem depois de se relacionar com a Bernadette) e as culpas das mazelas do Raj é culpa do seu desajuste, não da sua babaquice.
Aliás, Raj nunca foi realmente punido pelo nível da sua babaquice, vide o episódio que ele é grosseiro com uma superior da Universidade...

"Mas, ao contrário de Two and a Half Men, as piadas quase sempre são críticas ao comportamento politicamente incorreto que é visto como inadequado e acaba punido"

Não, as pessoas dão risadas ao ver o Howard falando da mãe gorda, e das gurias feias com baixa auto estima.
As pessoas dão risada quando a Penny se sentir uma "vadia" por ter transado com 31 caras.
A audiência dá risada da carência da Amy.

E por aí vai.

Não critico quem vê a série, mas as suas piadas. Reitero: eu vi e gargalhei por sete temporadas. Desisti dela porque não vejo mais graça nesse tipo de humor.

Acontece.

Bruno S disse...

Nunca acompanhei fielmente a série, mas com um bom número de episódios assistidos, acredito que ela seja bastante pior que uma two and half men em termos de machismo e misoginia.

Uma difierença é bem clara. Enquanto o Charlie tinha a misoginia bem a vista e era facilmente reconhecido como um babaca, o Sheldon acaba sendo visto como um cara fofo que precisa de um pouco de atenção.

A forma benevolente com que a misoginia é vista no seriado dos nerds, assim como a forma caricata que as mulheres aparecem na série me parece mais desagradável que a forma escrachada como se passa no outro seriado de chuck lorre.

Fa disse...

"... não há nenhuma moça nerd no programa."
Pelo amor de deus! Isso já é ser radical demais. E ainda não sabe pq é uma feminista que vê machismo em tudo. Desliga a tv que é bem melhor!

Mariane disse...

Gosto muito da série, mas isso não me faz ficar cega para o preconceito que existe nela.

As piadas com a Penny são as mais irritantes. Gostaria muito que ela virasse nerd! =)

Anônimo disse...

Vocês veem machismo em tudo mesmo,Amy propagando violência contra mulher?
Você n deve ver a série direito,a Amy namora o Sheldon mas sem contato físico nenhum e ela é doida para transar com ele,então,qualquer contato dele,ela quase tem um orgasmo.
Do jeito que falou parece que ela foi espancada pelo Sheldon( que mal pode suportar encostar nos outros).
E é uma série de comédia,que satiriza esteriótipos,não é uma série educativa sobre feminismo.

Anônimo disse...

Bem, essa foi uma análise bem idiota. As personagens femininas do TBBT são apresentadas como muitos mais adultas e competentes do que seus parceiros. Se não há mulheres nerds lá, é porque a própria série trata nerds como crianções. É um preconceito contra uma subcultura, não contra um sexo.

Ceres disse...

Realmente, toda vez que vou em qualquer ambiente nerd me olham estranho e me fazem zilhões de perguntas!! Oi, não sabia que pra ser nerd tinha que fazer prova... Além de que é dificílimo fazer amigos nerds heteros. Eles dão em cima de vc e quando vc não quer nada vem com o papo de friendzone.. Cada vez mais percebo que o mundo nerd é lotado de machistas, muitos mascus e misóginos. Claro que tem suas excessões, mas ta difícil...

Juliana disse...

Concordo em muitos pontos sobre o machismo. Eu parei um pouco de ver a série porque ela estava muito gordofóbica, daí fiquei curiosa e vi o resto da última temporada.
Além de inventarem qualquer motivo para rir da mãe do Howard, o rumo que a Penny tomou me deixou muito irritada.
A Penny quer ser atriz, e nessa última temporada resolve se dedicar ao máximo para realizar seu sonho. O que resolvem fazer? Ela é demitida do seu papel, e percebe que não tem mais rumo na vida. Ah não, ela ainda tem algo...o Leonard, que legal apesar de tudo, ela pode ter a profissão de esposa, aí termina a temporada, noiva,desempregada, e feliz, puta merda, hein?

Curioso disse...

É importante mostrar o machismo embutido nos lugares que não esperamos, mas uma curiosidade, qual série hoje em dia não é machista? Se avaliarmos o volume de machismo de TBBT que colocação estaria dentro das várias outras series existentes?

André disse...

Samantha,

Quantas novelas mexicanas tem que assistir? De forma não muito assídua eu vi umas quatro. Não vi grandes diferenças entre elas.

"E que coadjuvantes são essas?"
A Leslie Winkle, a garota que o Leonard conquista na loja de gibi, a própria Penny que acaba viciando num jogo on-line. O fato de as mulheres da série não terem uma relação doentia com quadrinhos não é um demérito pra elas. A menos que seja apenas pela questão numérica.

"Favor me mostrar onde a série critica essa misoginia."
O mote da série é justamente rir desse desajuste. O Howard sempre foi ridicularizado e perdedor enquanto foi misógino. O discurso que ele fez para a Bernadette quando ela descobre seu passado sombrio deixa isso bem claro.

"Por que sua parceira não gosta dessas atividades? Bela mensagem essa aí."
A série mostra um bando de HOMENS nerds misóginos, ri da cara deles, mostra-os como perdedores, mostra-os menos perdedores a medida que vão abrandando a misoginia. Acho que não é uma mensagem tão ruim.

"Violência doméstica é uma chaga, não precisa virar piada babaca."
A piada ridiculariza o opressor e não o oprimido.

"Raj nunca foi realmente punido pelo nível da sua babaquice"
Ele é ridicularizado por várias temporadas e sofre bullying constante. Que tipo de punição caberia numa série humorística?

André disse...

Bruno S.,

O Sheldon não é misógino, ele é misantropo.

Geraldo Pina disse...

Existem várias cenas machistas no TBBT, mas essa que a autora escolheu para ilustrar não me parece que possa ser assim considerado.

Há vários casais que fazem "palmadas" como jogos sexuais,e se a autora realmente acompanha a série percebe que Sheldon é um robot e Amy é uma personagem que quer ter relações sexuais, inclusive insinua-se a Penny, mas não o consegue com Sheldon, e portanto aquilo é o mais perto de sexo que ela teve com ele. Esse contexto não tem nada de "eu gosto de ser estuprada ou algo similar", mas talvez sim de "vale tudo dentro de quatro paredes".

Pentacúspide disse...

Existem várias cenas machistas no TBBT, mas essa que a autora escolheu para ilustrar não me parece que possa ser assim considerado.

Há vários casais que fazem "palmadas" como jogos sexuais,e se a autora realmente acompanha a série percebe que Sheldon é um robot e Amy é uma personagem que quer ter relações sexuais, inclusive insinua-se a Penny, mas não o consegue com Sheldon, e portanto aquilo é o mais perto de sexo que ela teve com ele. Esse contexto não tem nada de "eu gosto de ser estuprada ou algo similar", mas talvez sim de "vale tudo dentro de quatro paredes".

Musicista Feminista disse...

Anônimo das 11:42, o fato de vc pensar que eles não são idiotas no nível que vc desejaria - capacho de mulher como vc escreve - não faz a série menos machista.

Musicista Feminista disse...

"Ain gente é ficção, se não quiser desliga".
Toda brincadeira ou piada otária tem um fundo de verdade, o cara que escreveu realmente acha aquilo.
Só depois de nerds assassinarem mulheres em nome da série o pessoal vai parar de ver graça nas piadas.
Espera, não, nem assim, nem fuzilando mulheres por simples ódio idiota o pessoal se enxerga.

Samantha disse...

André,

Não precisa ver muitas. Se você viu apenas as novelas da Thalia, é claro que sua imagem será essa. Agora se você acompanha as novelas a partir dos anos 2000, voltada para o público jovem, percebe que as novelas de lá melhoraram e muito.

Novamente, eu poderia passar horas escrevendo sobre como as novelas são mais que isso, mas o tópico não é sobre o discurso feminista das novelas mexicanas. Podemos conversar sobre isso em outro local se quiseres, mas fiz isso apenas para introduzir o post, não para tratar o debate nisso.

Leslie não era nerd. Ela era uma cientista, genial, mas ela não era uma mulher ned. Não me lembro de ter visto episódios em que ela vai jogar RPG, games ou ao menos ver um filme com os rapazes da série. O que ela tem em comum é a profissão, e ser cientista, ao menos no meu mundo, não te faz obrigatoriamente uma geek. O que a série não tem são mulheres que curtem este universo. Até Star Wars e Indiana Jones é propriedade privada dos personagens homens da série.

Eu entendo muito bem o contexto do casal Amy e Sheldon, mas mesmo com a história de pano de fundo, a cena não deixa de ser grotesca. Um cara querendo dar palmadas na namorada porque ela mentiu é o cara de amanhã batendo na mulher porque a janta não está pronta. Não é porque tem piada que a associação não pode ser feita. Aliás, repito: só não fiquei mais horrorizada porque a Amy consentiu, mas é grotesco.

Em tempo: o bullying que o Raj sofre é por seu jeito FEMININO, não por ser um completo babaca com as mulheres.

Julia Niquet disse...

Eu parei de assistir a série por causa da gordofobia. Nunca vi uma serie que apelasse tanto para piadas de gordo.

Anônimo disse...

Essa coisa de friendzone é complicada. Eu acho que sim, existe friendzone tanto para homem quanto para mulher. É quando você se apaixona por algum amigo(a) mas ele te vê apenas como amiga(o) e vice versa. Até ai tudo bem. Decepção amorosa existe para todo mundo. O foda é quando começam a culpar a pessoa "ah eu sou o cara educado mas ela quer os vagabundos" como se as pessoas pudessem escolher de quem elas gostam. Como se a pessoa fosse obrigada a gostar de você porque você é legal. E isso vem muito mais dos homens para as mulheres do que vice versa. Enfim, friendzone existe, mas não ache que a moça é vadia por não sentir o mesmo que você.

André disse...

Samantha,

A discussão meio que se perdeu em detalhes. Na minha opinião o importante é que TBBT, em geral, ridiculariza a misoginia e pune, na medida do possível para uma série de comédia, os comportamentos misóginos.

bruna disse...

Eu gosto muito de assistir TBBT, mas reconheço e fico irritada com alguns deslizes da série. Mas não considero a série em si machista, e sim que ela tem aspectos machistas, homofóbicos e gordofóbicos. TBBT é uma série mainstream e como tal acaba apelando para o lugar-comum para agradar o consumidor médio americano burrão (homem hétero branco etc).

Notei que todo mundo se esqueceu de uma personagem que, embora secundária e temporária, foi extraordinária para a série. Lembram que quando a prya volta para a índia, o leonard conhece uma mulher incrível na loja de quadrinhos. Ela queria muito uma edição especial de algum quadrinho que o leonard tinha comprado. Daí eles tem um encontro e ela de mostra uma mulher muito interessante. Ela mesma escreveu e desenhou um comic book baseado na vida dela, ela fala um pouco sobre ser uma mulher geek e autora de quadrinhos, e se mostra sexualmente liberada e bem resolvida quanto a isto. Em nenhum momento ela é criticada por ser assim. Mas daí o leonard acaba contando que tem namorada e ela fica furiosa por ele ter mentido e o expulsa. É uma pena ela ter só aparecido neste episódio. Gostei muito da atriz, mas nãos ei o nome dela e nem lembro o nome da personagem. Vou procurar no imdb e depois posto aqui. Seria muito legal se a personagem voltasse e aoarecesse mais :)

Julia disse...

Como eu nunca assisti BBT, não sou nerd, nem geek, nem gamer, vou apenas observar e reforçar a sugestão da Karina - Assistam a belezinha do Master of Sex.

Bju

bruna disse...

Uma coisa que eu notei nos sites gringos é que tem muito homenzinho #chatiado com TBBT. Li alguns comentários em mais de um site em que homens reclamam que a série era muito melhor antigamente pois se focava mais na amizade dos homens e agora tudo depende das mulheres. Então, eu não consigo não achar estranho quando uma mulher acha que a série piorou...isso é a mesma coisa que os machistinhas falam nos eua. A série tem muito ainda o que melhorar, mas o fato é que ela evoluiu. Agora tem um núcleo forte de mulheres, que são amigas, e fora a coitada da penny (detesto o que fazem com ela) todas são inteligentes, bem sucedidas e seguras de si. A mãe do leonard também é brilhante. Eu gosto da amy, mas eu fico irritada quando escrevem a personagem implorando pela atenção do sheldon. Mas eu ainda vejo algo de subversão na personagem da amy, parece que ela vem para abalar e mudar o mundo do sheldon (o homem que morre de medo de perder o controle do mundo).... Gosto de ver a evolução nos personagens, como por exemplo o howard que é um dos meus preferidos e melhorou 100%, passando a respeitar muito as mulheres (exceto pela piada de gordo, e que são incluídas por algum roteirista babaca para agradar o público machista e ignorante). No geral, eu vejo uma evolução, e não o contrário. Antes mal tinha mulheres e na série e agora tem várias personagens incríveis dominando.

bruna disse...

Agora especificamente quanto à penny:
Esses dias li num site que a atriz que interpreta a penny é muito ruim e por isso a personagem dela não se desenvolveu muito. Fiquei irritada ao ler a matéria pois na minha visão é justamente ao contrário: para agradar o público mainstream, eles mantém a penny infantil, burra e extremamente estereotipada, e assim a atriz não tem muito material interessante pra trabalhar mesmo. Alguns se enganam e acham que a atriz faz a personagem medíocre quando na verdade a atriz não tem muito o que fazer sobre uma personagem tão incoerente e unidimensional.
A penny foi um dos poucos personagens que evoluiu nada ou muito pouco na série. E essa última temporada, em que ela perdeu o emprego e pra encontrar algo para se realizar e ser feliz acabou querendo casar com o leonard foi o fim! Triste fazerem isso com ela...pois ela claramente é nova, não é "romântica" e nem parece ser apaixonada pelo namorado. Ela só aceita casar com ele na tentativa de melhorar a vida, o que é extremamente absurdo.
Eles já perderam muitas oportunidades de desenvolver a penny: como quando ela é mais forte fisicamente que todos os homens da série e inclusive protege os homens dos bullys, de aranhas e em qualquer situação que requeira um "machão"; a penny é forte e destemida e mesmo assim fazem roteiros bobos pra ela; ou quando houve aquela vez que ela foi jogar xadrez com o leonard e era a primeira vez dela e ela ganhou dele hahahaha, em vez de mostrar como ela é esperta e aprende rápido, se focaram em como o leonard é ruim no xadrez (tipo: não é a penny que é boa, é o leonard que é muito ruim mesmo - fiquei irritadíssima com isso)....enfim, espero que eles evoluam mais com as próximas temporadas, especialmente a penny e o shledon.

Nadia disse...

Acompanho a série desde o início e gostava muito. Em geral, comecei a ficar mais crítica em relação aos discursos machistas sendo perpetuados, então não sei se foi isso, mas percebi o contrário: a chegada das mulheres tornou a série menos machista.
Antes as mulheres eram só de usadas para serem os "alvos" dos caras nerds. Na atualidade, alguns episódios são mais sobre elas do que os caras.
Acho que no decorrer da série as mulheres foram sendo representadas melhor. Por exemplo, tem um episódio q a Bernadette diz que não quer ter filhos (alias, mais de um episódio isso acontece) e o Howard acha estranho e sugere que ela teria que dar um tempo na carreira para se dedicar aos filhos. E ela responde, não seja por isso, dê um tempo vc, e teremos 2 lindos filhos. Aí ele começa a repensar.

Quanto ao Raj com esse lado feminino, eu acho que ele é ridicularizado na série por gostar de coisas de mulheres e gays, mas as vezes eu vejo um certo amadurecimento em relação a isso. Porque ele é ridicularizado pelos amigos, mas é alheio a opinião deles, e segue seu jeito, sendo retratado como mais feliz assim. E ele é o único que não tem problema com a mãe.

O Sheldon na verdade é preconceituoso com várias coisas. É um dos piores personagens. Pq se diz brilhante, é nerd e infantilizado. Sinceramente, não acho muita graça de tanto machismo/preconceito.

Esse negócio de não ter mulheres nerds eu não via dessa forma, eu considerava a Bernadette e Amy como nerds, mas realmente elas não são adeptas da cultura nerd, apenas "aturam" os caras.

Bem, estou adorando Orange is the new black, então nem pretendo perder meu tempo com séries machistas (pq mesmo menos machista - do meu ponto de vista - ainda é machista, sim).

Acharia legal indicações de séries voltadas para o universo feminino.
Por exemplo, as brasileiras do GNT, "Surtadas na Ioga" "As canalhas"... acho que tem muito do universo das mulheres que é bem legal de ver.

Elisangela disse...

Nossa! dificilmente comento por aqui, apesar de praticamente todos os dias conferir o blog da Lola. Adianto que nao irei relatar nada muito diferente do que algumas outras pessoas jah disseram, mas, sinceramente queria tb deixar meu registro.

TBBT naum eh machista e misogina, oras que inferno! Agora danou-se, realmente penso q mtas vezes tem gente exagerando demais.

Quero deixar claro que sou feminista e me considero ha muitos anos e que sou inclusive "acusada" por ai de "noiada com essas coisas", mas perai, bora brincar de ter algum bom senso… Muita gente citou o chuck lorre e confesso que para mim jah vem embutida a relacao com Two and a half man, essa sim deveras misogina.

As mulheres do TBBT tem caracteristas e pontos de vista fortes e como alguem tb jah disse ai, quem disse q td mundo tem q ser nerd na serie? Afinal, ela foi iniciada apenas com os caras e a Penny e naquela temporada ela realmente era aluada e meio demente, mas jah tinha uma personagem nerd mulher q era a leslie, depois Penny foi soh agregando conhecimentos e tirando mtas vezes um bom sarro com a cara dos meninos, ela eh mais forte e decidida e totalmente desenrolada na vida, coisa q nenhum deles eh, quem escreveu a postagem prestou atencao nisso? Sinceramente!

E olha que a Penny eh a menos "inteligente" das 3 personagens femininas centrais. Entaum feministas de plantao, sugiro calcular melhor esse radar de caça ao machismo pq ele tah meio xinfrim, mas se o problema eh naum gostar da serie e mto menos do hype td q ela provoca, entaum q se arrumem argumentos mais adequados para tal...

Samantha disse...

"As mulheres do TBBT tem caracteristas e pontos de vista fortes e como alguem tb jah disse ai, quem disse q td mundo tem q ser nerd na serie?"

E quem falou em todo mundo? Custava ter uma mulher geek na série? UMA? Ah não, como eles fariam piadas envolvendo homens olharem para as meninas na loja de quadrinhos como se fossem pedaços de carne... ops, mals ae.

"Afinal, ela foi iniciada apenas com os caras e a Penny e naquela temporada ela realmente era aluada e meio demente, mas jah tinha uma personagem nerd mulher q era a leslie (...)"

Leslie era uma personagem coadjuvante. Penny, a personagem principal, era "aluada" e "meio demente".

"(...) depois Penny foi soh agregando conhecimentos e tirando mtas vezes um bom sarro com a cara dos meninos, ela eh mais forte e decidida e totalmente desenrolada na vida, coisa q nenhum deles eh, quem escreveu a postagem prestou atencao nisso? Sinceramente!"

Penny é sarcástica. Certo.
Penny tira sarro deles. Certo. Agora eu acho isso legal? Nope. Porque sabe, não sei se deu para sacar, mas eu sou nerd e nada me dava mais nos nervos do que ser alvo de piada por isso.
Hoje ser geek pode até estar meio em alta, mas uns anos atrás isso não era necessariamente algo visto como bom.
Ah, Penny é garçonete e aspirante a atriz, e ela é retratada e vista como uma pessoa fracassada por isso.
Penny é retratada como uma pessoa burra, que precisa do Leonard para fazer um trabalho de faculdade comunitária.
Penny também é retratada como uma alcoólatra.
E também retratada como uma doida que adora comprar sapatos e roupas, sem ter dinheiro para isso
E claro, como uma namorada chata que tenta controlar os gostos do namorado, que ela acha infantil.
E opa, ela também quando está vulnerável é uma pessoa que toma decisões tri sensatas como pedir um cara em casamento.

Realmente, a Penny é uma fortaleza, destrinchada, tudo de bom.

Uau, realmente, to vendo coisas que não existem ou não atentando para a série.


Samantha disse...

"E olha que a Penny eh a menos "inteligente" das 3 personagens femininas centrais."

E daí? Eu por acaso não falei que as personagens femininas de TBBT não são interessantes? Se bem me lembro, destaco o que elas tem de melhor no texto.

Agora a Amy, uma cientista brilhante se envolve com um misantropo apenas porque sei lá e a Bernadette, uma profissional genial, se casa com um legítimo homenzinho de merda, que é o Howard, apenas porque sei lá também.

E, novamente: temos personagens geniais, que ganham bem, decididas, etc. mas a crítica permanece: cadê as mulheres geeks? Por que não tem mulher geek nesse seriado? Por que todas as personagens, com suas particularidades, são iguais nos seus gostos?

E sim, eu sei que a Penny gosta de futebol, mas afora isso, a série faz bem a divisão de clube da Luluzinha, clube do Bolinha. E eu, como uma feminista geek, que vejo o quanto mulheres são discriminadas neste meio, fico p. da vida com isso.

"Entaum feministas de plantao, sugiro calcular melhor esse radar de caça ao machismo pq ele tah meio xinfrim"

Caça ao machismo.
Eu não caço machismo, ele aparece no meu colo. Como eu disse, eu caço discursos feministas em tudo que eu vejo. O machismo vem de brinde.
E eu não estou sozinha.

"(...) mas se o problema eh naum gostar da serie e mto menos do hype td q ela provoca, entaum q se arrumem argumentos mais adequados para tal..."

Eu assisti sete temporadas de TBBT. SETE. Parei no episódio 16 porque enchi meu saco e porque estou procurando um conteúdo que me acrescente.

Existem feministas que amam TBBT e não vão parar de assistir. Não tem nada de errado em curtir a série. Agora você não precisa vendar seus olhos para um debate sobre o machismo que ela contém. Ou fazer melhor, debater o machismo e encontrar o discurso feminista.

Alguns comentadores que curtem a série fizeram isso. Esse debate sempre é produtivo.

bruna disse...

Masters of sex é uma jóia! Adoro essa série, adoro a lizzie kaplan...quero muito ver orange is the new black...alguém tem outras séries de qualidade pra indicar?
Eu geral eu gosto das séries da hbo, mas true blood é péssima (e foi só piorando) e sillicon valley é muito machista (não sei se é intencional para retratar a realidade da maioria, pois esse meio é bem machista mesmo e a série tem uma certa fina ironia, ou se é mediocridade dos roteiristas).
Eu adoro comédia e sou feminista, por isso eu adoro e recomendo parks and recreation! A leslie knope é ótima, eu amo ela hahahahah

vivian disse...

TBBT só mostra algo óbvio na sociedade.

Educação não torna as pessoas menos preconceituosas.
Inteligência não tem nada a ver com ser menos machista.

A população em geral atribui machismo a "falta de educação". É realmente para se pensar que tipo de educação é necessária para que o machismo seja relacionado com menos estudo. Hoje em dia, indifere a classe social a prática do preconceito de gênero. As estruturas educacionais atuais não fazem nenhum esforço para questionar o machismo (salvo exceções).

Então temos uma pérola dessas em TBBT, que joga na nossa cara: inteligência não faz as pessoas serem menos preconceituosas. Estudo do jeito que existe hoje, tampouco.

É pra se pensar, pessoal.

Natasha disse...

Mais um seriado que só reforça o senso comum da sociedade.
Logo de cara você percebe que a Penny faz a personagem burra, e eu fiquei pensando tipo "Tinha que ser uma loira c/ padrão de beleza. Por que não colocaram uma morena, negra?!". Não, porque as moças aspirantes a atriz, loiras e bonitas SÃO as burras.

1 mascu disse...

Uma série de homens frouxos não pode ser considerada machista.
Não senhoras, verdadeiros machistas não pediriam fast food todo dia, como fazem os personagens do quarteto masculino principal, mas sim poriam aquele bando de mulher folgada para cozinhar.
A unica mulher honrada ironicamente de toda a série, e a mãe do Howard, quem tem cuidados maternos, como o de cortar o bife do filho.

Cris disse...

"O espaço nerd na série é reservado para homens"

Pronto, começou. Agora é machismo não ter incluído alguma personagem que a espectadora feminista QUERIA PORQUE QUERIA que tivesse sido inclusa.

Concluímos então que Big Bang Theory é uma série racista com os negros (não tem personagem nerd negro), com os cadeirantes (cadê o personagem cadeirante nerd?!?), com os gordos (não tem ninguém gordo na série parem o mundo!!).

Solução: cada série de TV agora precisa ter no mínimo uns 100 personagens pra atender todo mundo e ninguém se sentir "ofendido(a)".

Amanda disse...

GENTE!!! Que patético o exemplo da cena de "punição" entre o Sheldon e a Amy como se fosse "cultura do estupro".

A cena é CLARAMENTE uma piada sobre o fato de que o Sheldon é assexuado e, portanto, a maneira que a namorada dele encontra de ter algum contato mais sexual com ele é através de uma brincadeirinha que remete ao BDSM. E falo "BDSM" mas tratado no episódio como algo mais comportado que novela pra vovó. A cena é totalmente descontraída e fica claro como a iniciativa é dela, que ela está se divertindo, bem mais que ele inclusive.

Não gosto quando dizem que tem feministas que "vêem machismo em tudo", que "não tem senso de humor", mas infelizmente esse post veio me mostrar que esses estereótipos infelizmente são reais às vezes... =T

Menos gente, menos.

Becx disse...

Agora alguém já assistiu Orphan Black??? Serie mais feminista que essa, não tem!

Paula disse...

nossa, quanta catacao de pelo em ovo, hein gente...

a série tem alguns tiques preconceituosos? Sim, mas nem tudo nessa vida é perfeito..

Mas vamos a algumas análises...

A coluna espinhal da série é o conflito entre o mundo nerd em relacao ao nao nerd.. Näo é documentário/reportagem sobre o mundo nerd, näo é "Os Nerds tb amam"

Nesse caso, eles escolheram colocar os caras como nerds e as mulheres como näo nerds, pois assim tb se tira humor das trapalhadas amorosas dos rapazes..
again, série de comédia..

a Penny näo é burra... ela é mediana... ele representa as pessoas normais. Burra para algumas coisas e esperta para outras. Eu me racho de rir quando ela entra no modo "mais macho que muito homem" com suas habilidades de Nebraska, segundo o Sheldon. (https://www.youtube.com/watch?v=kFYtv90onhs)

Sheldon näo é exemplo de comportamento para ninguem. Ele é preconceituoso, machista (a Leslie já chamava ele de machista lá na 1a temporada), meio racista e sociofóbico... mas é dessas sem-nocaozices dele que a gente ri, e nao de quem ta sendo zoado...

é o tal do rir do preconceituoso..
o melhor exemplo é a mäe dele, uma fanática religiosa do Texas sem papas na lingua...

Amy comecou como o Sheldon.. mas com o tempo a sexualidade dela foi despertando e chegou uma hora que ela deu em cima até da Penny.. a cena das palmadas eu jamais associaria com violencia domestica, mas sim com BDSM...

a sensibilidade do Raj fez ele ser sacaneado, mas ele mesmo deu um pito no Howard por tratar ele assim.. que por sua vez aprendeu a licao...

a gordofobia contra a mäe do Howard, que eu vejo tendo muito mais a ver com a voz estridente do que com a gordura em si, realmente me incomoda.. mas o proprio Leonard já namorou uma médica plus-size (2a temp) e o tamanho dela nunca foi sequer mencionado...

o caso do Howard e Bernadette já foi bem discutido em verso e prosa aqui nos comentários..

um episódio que eu achei bem legal foi o que os rapazes tinham que fazer uma palestra para despertar o interesse das meninas em ciencias para aumentar a participacao de mulheres na área de pesquisa... no final acharam melhor deixar a Amy e Bernadette falar com elas..

a série näo é ativamente machista, ela é apenas status quo...

mas falando em misoginia na televisao.... falar das peladas de Game of Thrones ninguem quer, ne?

Eu me senti foi MUITO ofendida com Wolf of Wall Street, mas a galera tava tecendo elogios por aqui...

André disse...

Elisangela,

Eu vejo uma evolução PC nas séries do Chuck Lorre. Two and a Half Man era abertamente sexista e gordofóbica, TBBT apresenta um discurso claro contra a misoginia mas é gordofóbica (embora derrape em sexismo algumas vezes), Mike and Molly apresenta um discurso claro contra a gordofobia (embora com alguns deslizes ocasionais). Se ele fosse autor de campanhas educativas teria muito a melhorar, mas como produtor de enlatados comerciais acho que ele contribui mais que atrapalha. Basta ver as críticas crescentes que ele recebe dos reaças.

André disse...

E concordo que é uma pena o que estão fazendo com a Penny.

bruna disse...

courtney ford fez uma nerd de verdade, o nome da personagem dela era alice: http://m.imdb.com/name/nm1835900/?ref_=m_ttfcd_cl134

André disse...

Samantha,

"Ela normatiza a ideia de que a nerd girl é apenas nerd por causa de um cara (sempre um cara) ou para chamar a atenção."
Mas a Leslie, Amy e Bernadette já eram nerds antes de se interessarem por Leonard/Howard, Sheldon e Howard. Elas não mudam para agradarem os homens ou chamar atenção. Me parece que o sua crítica foca apenas na falta de mulheres geeks, mesmo quando não faltam mulheres fortes, mulheres nerds, discursos antimisoginia, etc.
A Penny ficou meio estagnada na série e recentemente está tomando um rumo meio ruim. Mas isso não invalida todo o histórico dela, que sempre foi um personagem forte. E é bom lembrar que todos os personagens homens bonitos (com exceção de um colega do Leonard) são mais burros que ela.

Anônimo disse...

Esses dias assisti a um episódio da 5ª temporada em que a Penny presenteia Leonard e Sheldon com um transportador do Star Trek, mas os meninos não querem abrir o brinquedo porque "ao ser aberto, ele perde seu valor". Ao que Penny responde "minha mãe disse o mesmo sobre minha virgindade. Mas foi muito mais legal abrir a caixa e brincar". Achei perfeito.
Não acho a série sexista, acho que ela justamente brinca com estereótipos. É abertamente uma sátira a esses estereótipos. Portanto discordo quase 100% do que a autora do guest-post disse. A única coisa que me incomoda é o modo como falam da mãe do Howard.

natalia disse...

O seriado está ficando sem graça, mas aí dizer que ele é machista, é demais. Tem algumas piadas machistas, como em quase toda série. As mulheres cientistas são ótimas. A namorada de Sheldon, Amy, realmente gostou de apanhar, porque, pelo que entendi, ela é masoquista e ele não entendeu a razão dela gostar porque tem grande dificuldade de entender qualquer coisa que diga respeito a outra pessoa que não ele.

donadio disse...

Se o tema da série são nerds, ou geeks, fica difícil não reforçar estereótipos, não?

Por que, afinal de contas, o que é "nerd" ou "geek" senão puro estereótipo?

Aliás, isso é uma coisa que me preocupa: por que diabos algumas pessoas assumem estereótipos e buscam viver suas vidas de acordo com eles?

Maria disse...

A autora do post tá tão encanada com o "pq eu não posso ser geek" que não lhe passa pela cabeça o principal: o q é ser geek? Aff... quer rebater tudo com o machismo e joga uma cultura de jovens na lata do lixo.
Geeks e nerds são duas coisas muito diferentes, já começa por aí a bagunça dela. A série extrapola, esteriotipa, colocando Geek, nerd, cosplay, dweeb e dork como se fossem tudo a mesma coisa ou cabível em um humano só.... rsrsrs


"Até Star Wars e Indiana Jones é propriedade privada dos personagens homens da série"

Pra quem está denunciando machismo na série, está reivindicando "indiana jones"? hahahahahahahahahaha.... essa foi a a coisa mais no sense q li....

TBBT é machista pq não deixa as mulheres se esbaldarem em homem aranha, Hulk, super-man e tudo aquelas mulheres objetos, seminuas e gostozérrimas, feitas com capricho para o universo masculino....
AAAAAAAAh elas não leem GOT! Um livro cheio de feminismo, né? Senhor dos Anéis, né?

É a velha historia do Geek por modinha: não saber merda nenhuma de programação, da cultura hacker, sobre tecnologia, sobre fazer as coisas acontecerem, nunca jogou nada além de jogo da vida e dominó na vida, e fica gritando indignadaaaaaaaaaaaaaa ....


meu, quer ser nerd-geek q nem os caras, um dica: pesquise. entenda o comportamento do universo geek, as mulheres atuantes nele e as q não atuam .... olhaaaaaaa! existe mulheres q não gosta do universo geek e não é pq os homens são machistas, mas pq é um universo criado para homens e q mulheres, com dois neurônios na cabeça, vê q não é a história de herói fortão e sua namorada-objeto-gostosa q ela qr....


UAU, de repente Peny, Amy, Bernadet, Leslie começaram a ficar interessantes! Elas ignorammmmmmmmmmm esse universo masculino! UAU!






Paula disse...

Maria, adorei seu comentário!!!

prefiro assistir uma boa temporada de Sex and the City que aquela putaria gratuita de Game of Thrones...

Renata disse...

Becx, AMO Orphan Black! Tatiana Maslany arrasa demais!
Viu o mais novo clone?? Adorei!

Jéssica disse...




Samantha...
Primeiramente, ficar fazendo questão de repetir que é "geek" o tempo inteiro soa bem babaca.

Bom texto, realmente eu também senti falta da representatividade das mulheres na série, mas vamos aos fatos...
Em eventos de cultura pop, etc hoje em dia há muitas mulheres, mas se você for parar pra ver os grupos mesmo, até mesmo na internet, não precisa fazer esforço pra ver que o ambiente é dominado por homens. Há mulheres? Sim, há, mas os homens estão em número muito maior. Procure entre os seus amigos "nerds" (termo que você tanto faz questão de dizer que se enquadra) e vá ver EM NÚMERO se são os homens ou as mulheres que "conhecem" mais sobre jogos. Isso é uma realidade, não porque mulheres e homens tem gostos diferentes, mas é uma questão de "educação" de anos, o menino ganhando video game e a irmã uma cozinha de brinquedo (só pra exemplificar a questão da educação que você já sabe e que dá pano pra muitos debates).
Quando fui crescendo estranhei quando os meninos ficavam surpresos por eu ser super fã de jogos (por exemplo) e gostar de quadrinhos, etc, porque cresci numa família em que quase todas as meninas eram viciadas em games. E sim, as mulheres são discriminadas nesse meio e sendo "colocadas á prova".

O que TBBT faz é apenas reforçar esse estereótipo, de que tudo isso é "coisa de menino". As coisas de meninos "nerdões que tem medo de mulher". Também sempre senti falta de representatividade feminina no cinema em geral, olhe para os livros e filmes de ficção cientifica e veja a quantidade de personagens femininas de destaque. São pouquíssimas. Essa série só segue o mesmo caminho.
E como já disseram aqui, essa série não ri com os nerds, ri deles. Eles são piada, são ridicularizados, na série só é mostrado a imagem estereotipada que os nerds sempre tiveram (e que sim, é mais relacionada a garotos). Claro que não custaria ter colocado uma garota com os gostos deles (e tão estranha e problemática quanto eles). Poderiam ter colocado Amy com os gostos de Sheldon de filmes, jogos etc, seria o ideal. porque realmente, na série essas garotas não existem, apenas uma que Leonard conheceu na loja de quadrinhos, e infelizmente não foi levada a frente pela série.

Por gostar de coisas "de nerd", entendo e como já disse, já era insatisfeita com isso na ´serie. MAs você tem que admitir que a série reflete a realidade, são poucas mulheres nesse mundo, e são os homens que recebem os apelidos de "gordos que ficam trancados em casa jogando video game". Fazer questão de outra mulher pra ser feita de piada na série soa desnecessário.

Jéssica disse...

Em tempo...
Assisti a série até a 5ª temporada. Gostava muito e dava muitas risadas, mesmo percebendo o machismo e tal. Parei porque a ´serie simplesmente desandou e já não tem o mesmo humor de antes.
E depois dos relacionamentos dos caras, essa questão de "mulher que gosta de jogos, filmes, quadrinhos" (reluto em usr os termos geek e nerd)) ficou ainda mais enfatizada.

O machismo me incomoda, mas tem que ser uma coisa muito drástica pra me fazer parar de assistir (infelizmente). Two and a Half man... sempre me incomodei MUITO com o personagem Charlie (e com o próprio ator que é um babaca), um babaca misógino. A série é misoginia pura, mas tem umas jogadas tão boas e piadas engraçadas, que acompanhei até a 6ª temporada, se não me engano.

Anônimo disse...

Nas primeiras temporadas TBBT era uma das coisas mais originais que já surgiram na TV americana. Com o tempo virou comédia romantica e perdeu toda a graça.

Anônimo disse...

Sim, Orphan Black <3 A metáfora da patenteação dos clones com direitos das mulheres sobre seu próprio corpo é maravilhosa e >>>>>>>>>>>>>>>SPOILER<<<<<<<<<<<< agora adicionaram o fato de terem criado elas inférteis de propósito, ou seja, controlando sua reprodução, dá pra ser mais próximo da realidade que isso? Cientistas, religiosos e homens poderosos querendo controlar os corpos femininos (e agora um masculino também, outra coisa amorzinho da série hihi). Quem não assiste está perdendo rs

Raven~ disse...

Paraaaaaa de falarrrrrrr desseeeeeee jeitooooooooo idiooootaaaaaaaaaaaa!

Letícia Penteado disse...

Gostei de tudo, Samantha! Principalmente dos comentários - inclusive alguns discordantes da sua posição.
Já conhece a Anita Sarkeesian? É um feminista que critica cultura pop, cinema, TV, livros, música e games. Gosto muito dela (embora nem sempre concorde com seu ponto de vista). Uma coisa legal que sempre a vejo dizer é que " It’s possible (and even necessary) to simultaneously enjoy a piece of media while also being critical of some of the more problematic aspects of that same media." ["É possível (e até necessário) se divertir com um artigo de mídia mantendo-se ao mesmo tempo crítique em em relação a alguns dos aspectos mais problemáticos desse artigo."]
Então, entendo o que vicê quer dizer quando fala que assistiu a sete temporadas do TBBT antes de o machismo da série vencer o que você via de bom nela. Eu ainda não vi a sétima temporada, mas, como você, ando muito desapontada.
O que mais me irrita é o que a Elaine Pinto falou sobre a Amy. Ela era a versão feminina do Sheldon e hoje ela é a "prova" de que a mulher que não está no estereótipo de "satélite de homem" e o tempo todo procurando companhia e calor humano no fundo é uma recalcada. Enquanto isso tá lá o grande Sheldor, incorrigível e a tratando muito mal. E ela aguentando.
Também não gostei da cena do BDSM. Achei que ficou uma piada meio que com algo sobre o qual não se brinca. Mas daí eu passei por violência doméstica e cresci apanhando e ouvindo meu pai dizer que "quem bate perdoa". Então talvez eu é que seja sensível demais em relação a esse tema (sem sarcasmo, falando a real mesmo).
Raven, me identifiquei demais. Às vezes até me bate um pesar assim, como se o feminismo tivesse me "roubado" do meu prazer de ver certas coisas. Pô, eu antes era capaz de abstrair de tanta coisa e agora a minha irritação é muito maior. Ou seja, mesmo concordando com o que a Anita falou, na prática, para mim, a verdade é que, muita coisa, mais cedo ou mais tarde, quando passa de um certo ponto, fica meio inviável de eu gostar.
Também acho que o Howard não gostar de "gordas" e zoar "feias" não faz piada das gordas e feias, faz piada dele. Mas ao mesmo tempo, concordo que a piada é engraçada porque zoar gordas e feias é engraçado. Enfim. Várias camadas.
Minha personagem favorita na série toda é a mãe do Leonard (interpretada pela maravilhosa Christine Baranski), que só apareceu em três episódios (até agora, não vi a sétima temporada). A sensação que eu tenho é que vivo esperando que ela apareça de novo.
Obrigada pelo tópico, me diverti, refleti e aprendi muito!

Samantha disse...

Jessica,

Desculpa se soarei rude, mas não estou nem um pouco interessada se afirmar tal coisa uma ou milhares vezes é babaca ou não. Se trata da minha identidade, de uma das minhas características. Não é para dar carteiraço não. Ao contrário de algumas pessoas, eu não aplico prova para provar se a pessoa é aquilo ou poser.

Li não sei aonde que cerca de 41% dos gamers são mulheres; não sei você, mas eu acho esse número bem considerável para uma série fingir que isso é uma grande minoria. Também me incomoda que da grande leva de mulheres que temos na série, todas elas gostem quase das mesmas coisas, e que filmes banais com a temática da ficção científica sejam reservadas aos homens da série.

É aquela eterna divisão entre meninos e meninas que na minha humilde opinião, já deveria ter superado. Pessoas são plurais e as séries deveriam tratar elas como tais. Aliás, como bem exposto por aqui, esteriotipar os rapazes também não é uma coisa legal. Nem todo o cara nerd/gamer/rpg é um desajustado social que só pensa nisso 24 horas por dia. Essa generalização é bem babaca.

---

Tratar este debate como "é só uma série", "procurar pelo em ovo", etc. etc. é a mesma coisa que apelar para o eterno "é só uma piada." Já vi vários debates de machismo em diversos programas e não sei porque a celeuma em fazer esta análise num programa de humor. Eu não estou convocando ninguém para parar de ver a série. Estou dizendo que vi elementos machistas e que eu optei em parar de ver a série porque esse tipo de humor não me atrai mais.

Cada um sabe onde seu calo aperta. Eu não me sinto a vontade ver uma série onde mulheres são retratadas como eternas namoradas insatisfeitas ou com uma auto estima tão baixa que topam um namoro sem contato físico. Já ri desse tipo de humor, hoje não rio mais. E veja bem, falo de mim. Não estou estendendo o discurso a ninguém.

E não sei aonde eu escrevi que uma mulher precisa gostar de GoT, Star Wars ou odiar Sexy and The City. Falei que é babaquice uma série fingir que nenhuma mulher gosta dessas coisas ou desse tipo de filme. Miga, assiste o que você quiser. Consuma o que você quiser. Eu vejo muita porcaria nessa vida, mas tenho senso crítico. E a partir dele, decido se quero continuar vendo ou não.

Jéssica disse...

Samantha

Rude é você querer encaminhar um comentário pra o lado pessoal. Pois o fato de eu consumir a serie não quis dizer nada em relação à você, (não) assista o que quiser, mas se publicou um texto, encara os comentários sem se sentir ofendida por qualquer coisa. Tenho senso crítico (já que você citou), por isso mesmo parei de ver a série na 5ª temporada e não pretendo retornar.

Desculpe se não deixei o que eu quis dizer claro e se soou arrogante, mas...
Sinto falta da representatividade das mulheres no cinema em geral, talvez na cultura em geral. Quando comecei a ler muito ficção cientifica, me apaixonei mas passei a me incomodar muito com a representação das mulheres, mesma falta que eu já sentia nos filmes e nos desenhos. Sim, é extremamente babaca abordar a série como se mulheres que gostassem dessas coisas não existissem. E sim, essa divisão babaca de gêneros também já devia ter acabado.

Mas estou mais preocupada com a representatividade das mulheres nas produções em geral, como protagonistas brilhantes, complexas, valentes, inteligentes, cientistas (e até como grandes vilãs), etc, e também das personagens femininas de grupos infantis (em que também tem grupos só de meninos que aparece uma outra menina só de namoradinha de um dos garotos). Estou mais preocupada com isso do que com mulheres nerds em uma série que só reforça estereótipos e mostra os nerds como pessoas desajustadas socialmente e infantilizadas. Não que seja menos importante, pois falei das produções em geral. Mas não sinto tanta falta de mais uma mulher pra ser feita de piada na série (e como você mesma abordou, as que existem na série já são bem ridicularizadas).

Amanda disse...

"Falei que é babaquice uma série fingir que nenhuma mulher gosta dessas coisas ou desse tipo de filme."

A série não está "fingindo", ela está simplesmente retratando mulheres que não gostam das coisas que você gosta. Sabe, o mundo não é feito inteiro à nossa imagem e semelhança. Se você não se sente representada nessa série você procura outra, pronto! Porque eu posso me sentir representada e o que se torna bem OFENSIVO nesse caso é você taxar uma de centenas de séries que existem como sendo "machista" só porque não veio prontinha para o seu agrado.

Credo, quanta paranoia com tudo por aqui.

Anônimo disse...

Gente, na boa... a série é feita baseada em estereótipos com o propósito de tirar sarro dos nerds (do estereótipo de nerd: inabilidade social, infantilidade ao defender séries preferidas, cacoetes, manias, fobias - como quando o Sheldon morre de medo de um pássaro e os amigos ajudam a superar, de tal forma que ele se afeiçoa à ave de forma incomum depois)Claro que "machismo" também vai ser ironizado na série.
Simples assim. Já assisti e achei forçado, deixei de assistir, pronto. Na verdade, há poucas séries que assisto, e sinceramente se peneirar pelo quesito representatividade feminina há poucas opções. Assisto algumas séries e filmes, comento com meu esposo, refletimos sobre. Mas também há dias em que a ideia é se divertir e pronto, dar risadas sem ficar pensando criticamente sobre o assunto.

Anônimo disse...

Vivian disse...

TBBT só mostra algo óbvio na sociedade.

Educação não torna as pessoas menos preconceituosas.
Inteligência não tem nada a ver com ser menos machista.


Concordo plenamente!

Raquel disse...

Po gente, que besteira ficar banalizando a postagem da autora com a MESMA acusação que os machistas usam contra nós! Essa história de "feminista vê problema em tudo" é mesmo irônica, como se não tivesse machismo em tudo quanto é lugar. A própria autora disse que é preciso PROCURAR por séries feministas, já que enredo machista é o padrão.

Vendo os comentários aqui, acho que muita gente está sendo ingênua em dizer que a autora exagerou ao acusar TBBT de machista. Não sou e nunca fui uma fã da série, mas entendo que a premisa original era contar as aventuras de um grupo de amigos nerds e suas tentativas falhas de conseguir namoradas. Não vejo como a eventual adição de mulheres (leia-se: as tão cobiçadas namoradas) pode ser vista como algo mais igualitário. Que bom que não fizeram a escrotisse de escrever as personagens femininas como submissas e planas, mas acho que isso é se contentar com pouco. Ter personagens femininas com carreiras de sucesso e que gostam de sexo não é nada fora do comum, mas vamos nos ater a proposta da série, que é: grupo de amigos nerds.

Falando da minha experiência pessoal, sou rodeada de homens e mulheres nerds (e aqui estou considerando "nerds" como: pessoas que amam ler e discutir quadrinhos, filmes, séries, games). E boa parte dessas pessoas são inclusive "produtoras de conteúdo": como estou na universidade, conheço muita gente que pesquisa academicamente games, séries e filmes. Além disso, conheço vários artistas que fazem seus próprios quadrinhos e até animações. Qual a ironia em perceber que a grande maioria desses "nerds" são mulheres? De muitas raças e sexualidades? Não acho que a minha vivência faça parte de alguma exceção ou subversão intencional. É só ver a maioria de mulheres nos cursos de comunicação, sempre tão apaixonadas pelo o que fazem quanto qualquer outro auto-intitulado geek.

Por isso não aceito TBBT como algo levianamente machista. Não aceito que eu ou a maior parte das pessoas que eu conheço sejam invisibilizadas dessa forma. Como artista que conhece muitas mulheres que fazem seus próprios quadrinhos e são excelentes ilustradoras, só fica mais clara para mim a discrepância entre quem eu conheço (mulheres trans e cis, hétero, lésbicas e bis, negras, latinas, brancas, de todas as crenças) e quem ganha espaço na mídia. Entre quem eu conheço e admiro, e quem recebe os louros nas grandes premiações, quem recebe a chance de dirigir os grandes filmes, quem vai ser contratado pelas grandes empresas de games. E isso acontece porque a mentalidade é essa: a mulher é exceção, e nada mais comum que ela preencha, sei lá, 10% de uma equipe criativa.

Então se você acha que é exagero achar que uma série como TBBT tem um elenco branco demais, masculino demais, hetero demais... Saiba que não é uma coincidência. Não é um simples deslize. É uma indiferença completa por esse público, sim.

Enquanto isso, acho que o melhor a fazermos é nos voltar para o que tem de verdadeiramente inovador, como Orange is the New Black, ou Broad City. Mostrar que estamos aqui e apoiar quem está ouvindo.

Anônimo disse...

Então... nunca conheci uma mulher que goste de quadrinhos ou star trek. RPG e videogames uma ou duas (sério, no momento me lembro de duas, mas pode ser que tenha conhecido mais). Existem? Sim, claro. Mas não há sentido em representar um grupo tão insignificante na TV como se fosse obrigatório.

André disse...

Raquel,

Entendo que a premissa original era contar as aventuras de um grupo de amigos nerds e suas dificuldades de lidar com o mundo real, inclusive, mas não somente, as relações amorosas. De um modo geral, a série ri de todas as inadequações dos nerds. A série mostra uma caricatura, portanto exagera certos aspectos para fazer rir. Se os produtores tivessem colocado mais mulheres nerds no programa, que fossem caracterizadas negativamente e fizessem piadas sobre elas, como faz com os homens, isso tornaria a série menos machista?

André disse...

Anônimo 11:08,

Concordo, eu não conheço a fundo esse universo, nem mesmo gosto de jogar videogame. Mas a impressão que eu tenho é que tem muito mais homem nerd que mulher. A série brinca com essa realidade, não se propõe a fazer campanha educativa para que inclusão de mulheres no mundo nerd. Embora eu acredite que ela acaba fazendo um pouco isso.
http://socialmentepop.files.wordpress.com/2013/07/2012_comic_con_-_atmo_r_2.jpg
http://thenypost.files.wordpress.com/2013/10/comiccon.jpg
http://cdn.fansided.com/wp-content/blogs.dir/308/files/2014/03/comiccon8.jpg

Anônimo disse...

Ai, essa doeu... Quer dizer que porque você conheceu pouquíssimas mulheres com "gostos nerds" significa qus o número de garotas nerds eh insignificante??? E o mesmo que eu dizer que nunca tive nenhum amigo gay e por isso e deduzir que homoafetivos são um grupo pequeno s
de pessoas e por isso não precisam de representatividade.

Samantha disse...

Jéssica,

Eu estava desatenta na hora que fui fazer este último comentário e ele soou confuso. Sem contar que parte do tema trazido nele era sobre outro assunto nada a ver com o post.

Não foi minha intenção pessoalizar qualquer coisa. A segunda metade dele era dirigida a comentaristas em geral, não a você. Ficou uma confusão total e peço desculpas por isso. Eu as vezes penso mais rápido do que escrevo e sai o comentário que você viu.

Meu ponto central é que em um mundo onde uma mulher com gostos "masculinos" é posta a prova a toda hora como poser ou fake, berrar todo momento que ela é o que ela diz ser é até uma forma de defesa. Em um debate que travei, vi que isso acontece com moças que gostam de futebol, carros, qualquer coisa. Então não fico repetindo isso por fazer, mas em tom de exasperação.

E concordo que uma mulher com os gostos dos rapazes seria ridicularizada, mas é lamentável que cheguemos a essa conclusão.

Referente a outros comentários que vi por aí, ai gente, sério né? Não estou dizendo que a série precisa representar alguém com meus gostos, mas que num universo com tantas mulheres distintas, todas elas odeiem e amem exatamente as mesmas coisas. E que todas elas caiam no mesmo esteriótipo de odiar qualquer filme que não conte uma história de amor.

Sério que as piadas precisam ser tão manjadas?

Anônimo disse...

Eu estou achando vocês estão criando uma realidade mais machista do que realmente é (é um menino escrevendo aqui) e não me refiro ao seriado, mas sim ao mundo nerd/geek/dork. Estou naturalmente inserido nesse grupo desde que me entendo por gente e antes de virar uma modinha com pessoas fazendo o máximo para serem reconhecidos como "nerds e geeks". E garanto: existe sim muita menina! Já participei em grupos de jogo online onde em 25 pessoas, 10 eram mulheres, há grupos inteiros inclusive formados por mulheres apenas, conheço meninas de outros estados que deixam no chão qualquer um em conhecimento sobre comics e comandam comunidades dedicadas. Conheço um sem número de técnicas que metem a mão na massa pra montar e desmontar computadores. Inclusive um dos melhores PCs que já tive foi montado parafuso a parafuso por uma menina. Agora o que eu percebo sim, e ninguém nem venha dizer que não é verdade, é um preconceito imenso das mulheres fora do meio em relação às meninas nerds. Já cansei de ver, principalmente em ambientes acadêmicos, um sem fim de risadinhas e comentários (machistas) de outras mulheres em relação às "nerdas". ò_ó
E quando falo em quantidade, tenham certeza que fora do nosso país, há um sem fim de mulheres que apreciam toda essa infinidade de porcarias do mundo nerd.
O meu sentimento é esse: vcs estão comprando o que a mídia quer que vocês comprem. Eles pintam o mundo de uma forma que não é. Se alguém diz que não conhece mulher nerd é pq ou está fora do meio ou não tem sociabilidade suficiente para sair da frente do PC.

Elisangela disse...

Samantha, entendi seu ponto de vista e naum vou destrinchar frase por frase como vc fez sobre minhas opiniões, pq realmente naum estou com paciência para continuar a discutir este assunto.

Como vc mesma disse cada pessoa assiste ao que quiser desde que seja com consciência, vc encontra diversos elementos que lhe desagradam em TBBT e que naum lhe representam enquanto mulher geek/nerd (para usar termos seus), eu entendo isso e realmente eh frustrante quando estamos procurando de forma geral personagens condizentes com o que somos, conhecemos e vivemos…

Infelizmente, no geral personagens assim naum existem e isso em quaisquer lugares: seriados, filmes, livros… eh complicado para nós mulheres encontrar tais personagens fortes ou diversos que naum caiam em estereótipos, q naum sejam clichês.

A partir dessas considerações, acrescento que podemos fazer um movimento específico para procurarmos aquilo que mais nos agrade, ou seja, de forma deliberada assistirmos ou procurarmos seriados com protagonistas femininas e esperarmos pra ver se podemos relaxar quanto a naum nos decepcionarem com machismos e sexismos… Alguém sugeriu aqui mesmo o ótimo Orphan Black, naum eh comédia ou geek, porém, com certeza ele preenche o seu requisito de " conteúdo que me acrescente", vale a pena conferir...

Retornando a este caso em particular do TBBT, reitero que todo o seriado eh mega estereotipado, naum se trata apenas dos personagens femininos e nesse contexto, verdadeiramente naum vejo problema em naum existir uma personagem com características idênticas às deles e sim, continuo achando um exagero se pensarmos por esta minha maneira, que eh claro eh apenas a minha...

E Sei, que sentido existe em Bernadette se apaixonar e casar com Howard? Realmente nenhum, mas desde quando ha sentindo nessas coisas?

Que sentido tem em Amy fazer as coisas que faz por Sheldon, soh por ser apaixonada por ele? Nenhum, mas ateh onde eu sei, paixão costuma ser assim, ateh com os cientistas…

Estou enganada, mas ateh onde li ninguém reclamou das mudanças do Sheldon que foram bem mais acentuadas no meu ponto de vista, e ele mudou devido ao personagem da Amy, kd as reclamações? Sei de rapazes mto parecidos com ele que estaum chateados por tal modificação.

Samantha, naum estou perguntando diretamente a vc e sim a td@s…

Por ultimo, Andre o que eh "uma evolução PC"?

Anônimo disse...

Como ousa falar de TBBT?

Anônimo disse...

Gente, não tem como distorcer os fatos desse jeito. O contexto daquela cena do Sheldon e da Lili faz referência direta ao mundo BDSM e todos e qualquer pessoa que assistir 5 minutos da série sabe que o Sheldon é um ser absolutamente inofensivo, desconectado da realidade e assexuado... a piada foi em cima disso, do fato dele nunca se relacionar a Amy, e naquele momento ele a pega e dá umas palmadas super estilo BDSM com palmatória e tudo... e não entende poque não tem referencias sexuais. Daí falar que ele estimula a violência é um tantão de coisa.

EU tbm acho muito preconceituoso desvalorizar as outras mulheres da série só poque elas não são nerds.. elas são inteligentíssimas e mesmo a Penny que é um peixe fora d´agua do mundo acadêmico presenta bastante inteligência emocional e sempre salva todos os cientistas ao redor dela.

A série é justamente uma brincadeira sobre a solidão de meninos que não sabem lidar com mulheres.. se houvesse uma disponível no ambiente deles não haveria piada nem contraposição.

Amanda disse...

"Sério que as piadas precisam ser tão manjadas?"

Sério que pra não ser machistas não pode ter piada manjada?

A Samantha resumiu bem seus comentários: está (como eu já disse antes) confundindo o gosto pessoal dela, o que ela acha que deveria ser o humor, com política e sexismo.

Daniel Venturi disse...

Os EUA são um país que valoriza a liberdade de expressão, diferente daqui onde você pode ir preso por se expressar. Lá existe a liberdade de criar, e assiste quem quer. Pelo sucesso do TBBT dá para ver que os incomodados são poucos.

João Silva disse...

Bazinga!

Luan disse...

E lá vamos nós...
As mesmas feministas que "clamam" por igualdade, são as primeiras a ver machismo em tudo e querer aniquilar a moral e dignidade dos homens.
As mesmas feministas que falam sobre gordofobia, sobre aparência não importar, são as primeiras a procurar em sua maioria mulheres bonitas para se relacionar e aquelas que não negam seu gênero homens bonitos, os gordos e feios elas nem enxergam.
As mesmas feministas que falam sobre respeito, pelas entrelinhas generalizam todos os homens como porcos.
sério vamos parar com hipócrisia e contradições? SIM BBT TEM PIADAS MACHISTAS EM QUESTÃO DO RESPEITO A UMA MULHER. mas usar isso para falar ao mundo que nós homens que ainda valorizamos os bons costumes não somos pior que o mc. catra. ¬¬
vale lembrar que se você é destas feministas que saem as ruas e querem acabar com o que sobra dos valores e a família, deveriam repensar e ver quem são as cabeças do feminismo, leia sobre marxismo e vai ver como o governo e empresas usam massa de manobra para manterem o poder, ou nunca se perguntaram por que o feminismo está mais forte agora nestes governos do mundo todo?
mas claro muitas vão me xingar sem ao menos pesquisar a respeito.
Claro sou a favor da mulher clamar por melhores salários ( o que já deveria ter sido feito já que a presidente é uma mulher), respeito ( vale lembrar que liberdade ligada a promiscuidade vai só atrapalhar ainda mais)etc.
Desde que esta causa não ajude este governo a extirpar as pessoas que querem formar uma família.
o que está acontecendo infelizmente.

Anônimo disse...

Lola, você cheira cola? Fuma crack, sei la?

Anônimo disse...

As feministas passam a vida procurando machismo e, quando encontram, começam a esbravejar e a fazer mimimi. O machismo existe e ele aparece nessas horas, não é uma teoria. Desliga a TV, vai ler um livro, vai ser nerd, vai trabalhar e se impor nesse "mundo machista", porque é assim que se conquista espaço e respeito e não com choradeira.

Anônimo disse...

Bazimga ! Bazomga ! Bisnaga ! Trozoba ! Nós é homem nós é mal cuidado
Bastinga ! Baszoba ! Bastonga !

Anônimo disse...

Nossa que monte de groselha. Evidente que autora não conhece nada sobre o mundo nerd, sobre a série e desconfio que até sobre o próprio feminismo..

DanielMOC disse...

"Chuck Lorre, é o mesmo que o da série Two and a Half Men, conhecida por ser uma das séries mais misóginas."
NÃO! É conhecida por ser ENGRAÇADA PRA CARALHO! Ser feminista deve ser um saco.

Anônimo disse...

Big Bang A Teoria não é uma série machista, sexista, feminista, nem nada do gênero! É uma série estruturada em esteriótipos! Engraçado é ler a escritora desse texto ressaltar todos os pontos negativos em relação às mulheres e esquecer os dos homens, excetuando o Raj. Se prestar mais atenção, os homens são tão atacados quanto as mulheres!

A alegação de que você "está vendo machismo em tudo" pode ser uma verdade que não quer aceitar. Tudo tem limite, nem sempre uma piada é ofensiva, mas uma maneira crítica e engraçada de expressar algo.

Em suma, não é porque a sociedade é sexista que tudo produzido está contra as mulheres. Muitos homens sofrem também. Em tempo, concordo com DanielMOC.

Anônimo disse...

Mulher que se assemelha ao que se considere nerd se uma por escola e zero por faculdade quando muito, a falha social e uma característica muito mais pertinente em ser "nerd" do que a fissura por conhecimento e entretenimento.
A maioria e apenas hipster ou indies, o que seja.

Anônimo disse...

A serie parou de ser nerd com o começo dos romancezinhos, uma dupla de gemeos siames albinos no mundo dos desajustados sociais teria uma representação mais coerente do que relacionamentos bem sucedido.

Renata disse...

Abriram a tampa do esgoto nos comentários.. Montes de machistas dizendo que séries evidentemente machistas não são machistas..
A quantidade de m aqui tá triste.

Anônimo disse...

Nao se tem diferença entre continuar a assistir uma serie dessa e acompanhar o Danilo Gentili.

Uma é mais leve outro é mais escrachado.Mas tudo vem do mesmo lixo,o machismo.


Das produçoes pequenas tem um monte de conteudo.Pela web é mais facil encontrar.Se é "falta de conteudo nao sexista procuramos os lixos", procurem outra desculpa.
E ainda tem os de grande produçoes nao sexistas,poucos,mas que dar pra preencher tranquilamente sua vida de 24h

Mas quem sou eu pras feministas fazer parar de assistir qualquer lixo machista?
Continuem oras,e deixem a porra do povo apontar o machismo das coisas sem virem com pedras na mao no intuito de baixar o nivel.

E reconheça mesmo que nao ha saida:É machista seu entretenimento preferido.

Anônimo disse...

Uma coisa é certa,entretenimento misogin é aqueles com mulher pelada com objetivo do sexo.Por isso que quando me persguntam de qual versao de gabriela gosto digo logo,o de 70.
A unica coisa que consigo indentifica,mas vejo que muitos aqui ignoram este fato e contnuam os elogios para seu entrtenimento chein de muler pelada.Bem paradoxal pra aqueles que se diz feminista.Deve deixar quem é iniciante nesse mundo feminista,confuso.
Porem,nao consigo enchergar bem o tal sexismo de TBBT,que acompanho esporadicamente,tomare que eu aprenda a enchegar esse pormenores

Anônimo disse...

20 de junho de 2014 19:18
Talvez ache quando aprender a escreve.

Lotus123 disse...

Olha, eu nem eu gosto de TBBT, tentei assistir uma vez e achei uma merda. Mas preciso dizer que se há misoginia ela está na série e nnão na "cultura nerd" ou no "mundo nerd". Ocorre que os nerds de modo geral são exatamente os caras que não conseguem ter sucesso com as mulheres, por isso é supostamente um universo aonde mulheres não adentram. Ou pelo menos era. Eu nasci nos anos 80 e cresci nos anos 90, aonde ser nerd não era cool nem era uma opção, muito menos uma culutra: era o oposto, a FALTA de opção; era o que sobrava pros outsiders que não conseguiam/gostavam de se relacionar com as pessoas do seu convívio. As pessoas ditas "normais" é que colocavam o rótulo de nerd, ninguém queria o rótulo pra si. Você era relegado àquela condição. E as mulheres nem olhavam pra você. Hoje em dia - muito graças ao proprio TBBT - ser nerd foi glamourizado, virou uma coisa cool, uma opção. De qualquer maneira, acho o texto nada mais que o famoso "caçar pelo em ovo".

Elizah disse...

Muito simples de resolver esse problema ué, para de assistir. Ou vai querer modificar a série de acordo com seus gostos?

Anônimo disse...

A série é tão machista que a atriz que faz a Amy tem Phd em neurociência, é divorciada e tem um filho, é a única do elenco com Phd!!!!

Anônimo disse...

Melhor resposta até agora. (Obs: sou mulher e nerd, e a autora do texto nem sabe o q é ser nerd ou geek e põe tudo na mesma)

Paulo Dias disse...

As mulheres no TBBT não são Nerds porque já existem Nerds/Geeks o suficiente no elenco.
Tipo, falando seriamente o que traria de benéfico ao enredo se houvessem mais Nerds no elenco?
Exatamente que diferença isso faria?
Tipo, eu li alguns comentários invalidando apresença da Leslie porque ela é NERD, mas não Geek...
Que diferença isso faz?

Quer coisa mais Nerd do que a Amy?

Querem ver garotas Nerds/Geeks em ação?
Heroes of Cosplay do Syfi, as meninas do Crabcat industries.
Elas são igualzinhas a qualquer cara Nerd que eu conheça e acredite se quiser você vai ver vários dos comportamentos mostrados pelos homens de TBBT. Ignorar o companheiro, arrasta-lo para convenções, falar muito de assuntos que não são os mais interessantes do mundo para ele. Nerds na vida real namorando com "Não tão Nerds" e vários momentos me lembram os caras de TBBT com suas respectivas namoradas/esposas... Acontece e não tem nada de ruim nisso, mas sinceramente o texto parece apontar de que o seriado deveria conter cada variável de personagem feminino para se classificar como não machista. Me considero um cara bem aberto a conceitos feministas e sou contra qualquer forma de preconceito, mas o tom de basicamente todo o texto soa muito mais "femista" do que feminista.

Olha que disparate em dar mais peso ao fato da Bernadette não ser "NErd" e ignorar de que ela é mais inteligente, bonita, salário melhor, educação melhor e ela ainda é quem "veste as calças" na relação. Aí a série é machista porque ela não joga D&D...
Parem e pensem no quão absurdo isso parece.

Anônimo disse...

Quando eu vejo TBBT, eu vejo como homens podem ser capachos para as mulheres, ou seja uma visão totalmente contrária a sua. Milhares de pessoas já devem ter lhe dito que você enxerga machismo em tudo né? Em quanto isso é bom para quem quer ter conteúdo para publicar num blog, acaba ridicularizando a imagem geral das feministas, que eu acredito que tem motivos sérios para lutarem aqui no brasil, como o aborto por ex. Desculpe se eu lhe ofendi com a minha opinião, estou apenas tentando ajudar na sua construção espiritual.

Andreza Matos disse...

E a Leslie Winkle? E a Prya? a autora desconhece - e muito - a série

Gabriel disse...

Pelo que percebi, muitos comentários já disseram o que me parece óbvio, que a autora entendeu tudo errado quando assistiu à série.

Há também comentários de machistas imbecis, mas o fato de haver defensores idiotas não desqualifica nenhum argumento. Em toda e qualquer causa há gente falando bobagem, um bom exemplo é este próprio post, que como bem apontaram outros comentaristas, apenas contribui com aqueles que desejam desmerecer o movimento feminista.

Eu nem acho a séria tão espetacular como escuto por aí, acho até muitas vezes bastante repetitiva em sua fórmula, mas não chega a ser ruim, há vários episódios bem engraçados. Bem, mas o fato é que quanto aos valores que a série representa para o publico americano, ela é considerada pelos conservadores como uma série de esquerda, moderninha, que respeita as minorias, politicamente correta e tal.

Fazem um tipo de humor muito comum por lá, com piadas de caricaturas de grupos sociais sem que estas sejam ofensivas, pois não relativizam exclusão, privilégio e preconceito, mas sim riem dos maneirismos. É muito importante para um militante de que qualquer movimento social (feministas, negros, LGBT...) saber reconhecer a diferença entre as piadas preconceituosas com grupos sociais de um idiota como Danilo Gentili, e piadas de caricatura como as de um George Carlin ou Luis C.K..

É fácil perceber também na série que em todos os momentos em que há sinais de preconceito de algum personagem (como os moralismos do Sheldon ou a xenofobia do Howard), a atitude é sempre colocada de forma negativa, com o personagem parecendo um paspalho ou sendo diretamente ridicularizado por outros personagens.

Sem contar, como já explicaram em outros comentaristas, que algumas mulheres da série são inteligentes, empoderas, têm sucesso em suas carreiras e são os homens que correm atrás de agradá-las com medo de perdê-las. Inclusive, a única personagem feminina que não se enquadra no perfil de gênio da academia, a Penny, é colocada num pedestal diante deles, por ser bonita, ter vida sexual ativa e saber se relacionar com as pessoas (forte inteligência interpessoal), o que os homens da série fazem de forma sempre atabalhoada.

E a lógica de que as mulheres seriam diminuídas pois não gostam do universo nerd não faz sentido, pois isso é colocado na série como um hábito infantil deles. Essa é A grande fórmula da série, mostrar como nerds são risíveis, e como as mulheres da série estão acima deles por acharem tudo isso muito bobo. Na verdade, não só as mulheres o fazem, há muitas interações com professores, policiais, taxistas homens, que tratam os hábitos nerds como risíveis, mas as mulheres da série não estão suscetíveis a esse deboche.

Talvez a única crítica válida do post seja sobre as pidas com a gordura da mãe do Howard, que realmente são sem graça e reforçam estereótipos, mas ninguém está dizendo que a série é uma aula de direitos humanos, apenas que não é um grande exemplo de perpetuação de preconceitos que mereça um post em blog feminista, mas logicamente comete seus deslizes, como todos nós.

Enfim, a autora não entendeu nada do que viu e o triste é perceber a quantidade de comentaristas que não são capazes de reconhecer o que é e o que não é machismo, se o objeto não for o mais didático possível. Se há qualquer sutileza, se perdem. O pior é quando estas acabam virando porta-vozes de grupos importantes do movimento. Ainda bem que o feminismo é bastante amplo e o discurso mais simplista tende a perder espaço.

Anônimo disse...

Mais uma vez, estou vendo um post inteiro esteriotipado. Tanto os rapazes quanto as moças de TBBT são nerds. O nerd, em sua concepção original, não precisa gostar de Star Wars ou de certos jogos. Quem é assim são os geeks...
A única pessoa que não é nerd na série é a Penny.

Kellin Godoi de Andrade disse...

É por causa de análises tolas como essa que o feminismo não é levado a sério. Se é pra perder tempo fazendo análises chulas, faça algo realmente útil pela sua causa. Reclama do machismo, mas se faz de vítima em todos os aspectos da vida possíveis. Eu sou mulher, e me envergonho de posturas como essa.

Anônimo disse...

Mensagem homofóbica ?? Gentem, Jim Parsons é homossexual, vc acha que ele acataria isso ??

Anônimo disse...

Com todo os respeito do mundo, eu sei que essa postagem é antiga, mas precisava opinar. Eu AMO MAIS QUE TUDO essa série, eu tenho 14 anos, e tenho que admitir que em algumas situações me revelo uma verdadeira feminista, mas sinceramente, eu diria que the big bang theory é um tanto FEMINISTA! Vou dar vários motivos:
Pra você que fala que a série é machista, acho que nunca deve ter conhecido a Leslie, a feminista da série, manda e desmanda em qualquer homem.
Sem contar das várias ofensas que o Leonard sofre da namorada, a Penny, ela manda e desmanda nele, corre atrás dos seus sonhos, não desiste por nada.
Bernadette, ganha MUITO mais que qualquer um ali, tem um ótimo emprego, mais que inteligente, fez o Howard, um tremendo mulherengo, se transformar em um cara romantico!
A Amy? O que falar dele? Expressa seus desejos sexuais sem menor incomodo! Lembrando que eu respeito total o feminismo, mas se vocês não sabem, o Sheldon, apresenta todos os sintomas da sindrome de asperger (ele não possui essa sindrome, mas quase podemos dizer que ele foi "baseado" nisso), que faz ele ser do jeito que é, por isso ele as vezes faz coisas que são improprias sem mesmo perceber! E mesmo com sua fobia de vermes, a Amy o mudou! Ela o muda, ela o faz fazer coisas que ele nunca imaginou fazer! Ela tem um controle incrivel sobre ele!
Sobre a cena do tapa, pra quem não sabe, o Jim Parsons(ator que interpreta o Sheldon) e a Mayim Bialik (atriz que interpreta a Amy) são super amigos! Existe até um fandom deles, e essa cena do "tapa" que você fala que é grotesca, era apenas uma brincadeira entre eles, mas o público gostou tanto que acabou indo ao ar, então esse seu argumento não faz muito sentido.
Em relação ao fato de não ter meninas nerds, tenho certeza que você nunca conheceu a Gilda, a nerd do piloto da série que nunca foi ao ar pois não foi aprovado pela CBS, a Gilda era praticamente um mistura de todas as personagens femininas da série, ela era fã da cultura nerd, ela inteligente, e expressava seus desejos sexuais, e era amiga deles, e ela era um personagem criado por quem? Pelo Chuck Lorre, que você disse que criava cenas ou coisas machistas (alguma coisa assim). Então o seu argumento sobre o Chuck tambem é invalido.
Enquanto as piadas sobre obesidade, homossexualidade etc MEU DEUS GENTE! É UMA SÉRIE DE COMÉDIA! VOCÊS QUEREM O QUE? UMA SÉRIE QUE PEÇA DESCULPA TODA HORA? POR FAVOR NÉ GENTE! Com todo respeito, mas o problema é que quando você se assume feminista, começa a ver machismo em tudo! E por ver machismo, começa a botar um monte de defeito nada haver! TEM QUE TER COMÉDIA EM CIMA! Da "homossexualidade" do Raj por exemplo, eles fazem piada, ou vocês acham que eles tinham que botar um relacionamento sério com cenas gays e tudo? Por favor né! Isso nãó é novela das 9 não minha gente! Até porque se você não sabe, o Jim Parsons é gay, você acha que eles iam fazer uma série homofóbica com um ator gay envolvido? Com todo respeito, de novo. Então, posso ter parecido grossa, mas juro que essa não era minha intenção. Mas antes de fazer uma critica procure saber um pouco mais. Beijinhos :* :)

Elizabeth Resendiz disse...

Os personagens são mais interessantes do que antes , as coisas e novas histórias. É uma série que vale a pena conferir o primeiro episódio da segunda temporada e http://www.hbomax.tv/silicon-valley-2

Annie Bitencourt disse...


Costumava gostar de TBBT porque me identificava com os gostos dos personagens principais. Mas sempre me incomodou o fato da única personagem feminina ser a 'burra'. A Penny no caso.
Agora sobre as palmadas na Amy, já não entra aquela questão do sadomasoquismo? Ou o Sheldon simplesmente pegou ela a força? (nao assisti ao episodio).
Agora uma série que eu acho muito mais machista é Breaking Bad.



http://anniebitencourt.com.br

Paola Sánchez disse...

Se há um aspecto que considero positivo nesta série foram os personagens que acabaram cativou a atenção do público em cada capítulo. O meu favorito era o único que jogou Kaley Cuoco (Penny), vá para essa atriz tem sido caracterizada por alcançando excelentes papéis em outros filmes de comédia. Da minha série favorita.

Anônimo disse...

Gostei da sua colocação.