quarta-feira, 14 de maio de 2014

HÁ DILEMA ENTRE PROMISCUIDADE E FEMINISMO?

Um rapaz, o M., fez várias perguntas:

Tenho algumas questões quanto às posturas do feminismo em relação à promiscuidade. Em primeiro lugar, o que eu chamo de promiscuidade? Na verdade, o que o interlocutor quiser. Um religioso fundamentalista não é o único com uma ideia de promiscuidade, uma mulher pode achar que ficar com um cara por semana não é promíscuo, mas que a prostituição é. 
Bom, penso então que a promiscuidade é uma palavra geralmente usada para julgar uma pessoa que te ofendeu, de acordo com a sua própria régua. Vamos dizer então que promiscuidade é simplesmente se relacionar sexualmente por esporte, e sem preocupação com o número de parceiros.
Os Hare Krishna têm uma regra básica sobre sexo, para ambos os gêneros: só faça se valer muito a pena. É uma ideia contra a promiscuidade e sem traço sexista. As pessoas têm suas criações e limitações psicológicas, e quando escolhem um relacionamento monogâmico precisam seguir e impor certas regras. Vivemos em um mundo de DSTs, sendo que uma bem perigosa para as mulheres, o HPV, pode ser transmitido mesmo com o uso de preservativos. Tendo isso em mente, acredito que várias pessoas têm a vontade (e o direito) de adotarem a não-promiscuidade como valor pessoal, e interessadas em se relacionarem com outras pessoas, precisam sim defender isso perante a sociedade e a educação dada.
No feminismo percebi que o ponto central é respeitar o direito de escolha da mulher. Se ela quiser o celibato, deve ser respeitada, se quiser ser promíscua, deve ser respeitada. Do ponto de vista da igualdade de gêneros e da liberdade do ser humano, parece muito bom. Mas na prática, é bom mesmo validar a promiscuidade como opção? Ou pior, a mulher deve ser sempre o meio termo entre santa e puta? Ela nunca pode adotar um dos extremos? 
Aí vem o meu segundo questionamento, radical: a promiscuidade feminina não é uma instituição patriarcal, TAMBÉM? Uma garota de 12 anos, quando começa a se interessar pelos garotos e a perceber que existe um tal de "ficar" e ela pode fazer isso, certamente é assaltada por um monte de dúvidas e inseguranças ao invés de dar um sorriso pela boa oportunidade que apareceu. Aí vem as amigas, os garotos, os parentes e começam  a deixar subentendido: se você não fizer, vai ficar encalhada. 
O medo da exclusão social catapulta as crianças a imitar comportamentos, seguir modas, ficar com as outras crianças por pressão e apelação, em festas forjadas para facilitar isso. A imagem do pai protetor fica em casa, quase um esquizofrênico sobre a vida que a filha leva. Na rua, e às vezes até por parte da mãe, o que impera é o comando: "arranje alguém". Não vejo liberdade feminina nisso. É (mais um) esquema armado para dar a nós, homens, uma vivência sexual recheada desde a pré-adolescência.
As garotas que nos beijavam nas festinhas estavam lá, mas estavam mesmo? Como uma menina que começou a beijar com 11 só aprende a gozar se masturbando com 19, 21, 25? Todas aquelas pegações de adolescente foram feitas pra dar prazer pro cara, não pra ela.
Eu sei que existem mulheres muito conscientes do seu prazer e oportunidades sexuais desde muito novas, mas vamos combinar, isso é exceção. Não acho certo, portanto, achar que a promiscuidade é uma porta aberta PARA a mulher. A promiscuidade das mulheres, endossada pelas feministas, é um prazer para os homens. 
Nada disso que escrevi é a minha crença definitiva, é tudo fruto de reflexão e crítica. Não sou religioso, de família conservadora, ou guardo rancor por alguma mulher "promíscua". Os exageros são mais um jeito de escrever, como se fosse um manifesto.

Minha resposta: Opa, calma aí, M.! Você está confundindo as coisas! Quando você começa a falar em promiscuidade e aí joga meninas de doze anos no meio, seu discurso fica bem escorregadio.
Bom, começando do começo. É importante sim definir o que é promiscuidade, porque a definição varia de acordo com o moralismo de cada um. Primeiro que esse é um conceito que parece só existir pra sexualidade feminina. Quantas vezes se fala em "homem promíscuo"? Só se fala se for pra elogiar o "garanhão" por levar tantas mulheres pra cama, e aí não se usa a palavra "promíscuo". 
Existem duzentas palavras pra se designar uma mulher promíscua em inglês, e nenhuma delas é positiva, simplesmente porque a sociedade não vê promiscuidade feminina como algo positivo. E existem vinte termos em inglês para se falar de homem promíscuo, e nenhuma delas é negativa. Não dá pra fingir que há simetria aí. Ainda convivemos com um padrão duplo de sexualidade fortíssimo. 
Eu, sinceramente, não saberia como definir promiscuidade. "Uma pessoa que tem várixs parceirxs sexuais"? Mas quantos são vários? Pra muitos conservadores, dois é demais. Pra outras pessoas, dois por semana seria pouco. Uma pesquisa realizada na América Latina revelou que o Brasil é o país onde homens e mulheres têm o maior número de parceiros do continente. Sabe quantos? Doze. Na vida! E aí, uma mulher que tem doze parceiros na vida é promíscua? Um homem que tem doze parceiras na vida é promíscuo? Se suas respostas forem diferentes, lamento dizer que você é machista. 
Mas qual a necessidade de classificar como promíscua a vida sexual de alguém? Viva e deixe viver. Até porque é tudo muito relativo sim. Tem gente que confunde experiência com número de parceiros, mas olha só: uma mulher que teve só um parceiro, e fez um montão de sexo com ele, três vezes por semana, durante vinte anos, não seria mais "experiente" que uma que teve duzentos encontros de uma noite com duzentos parceiros diferentes? 
E o que é sexo, afinal? Sexo oral conta? E um beijo caliente? Eu só acho que quem preza tanto a "pureza" (que termo horroroso, argh) de uma pessoa deveria se manter "pura" também. Só que o que tem é homem que acha que sua missão é se relacionar sexualmente com o maior número de mulheres, enquanto procura uma virgem pra casar. Isso é machismo, é hipocrisia, é estupidez. 
O feminismo luta contra esse padrão duplo, e diz que mulheres devem ser livres para fazer quanto sexo quiserem, com quem quiserem (desde que consentido), quando quiserem, se quiserem. Muita gente crê que essa liberdade "revolucionária" (em outras palavras, querer que mulheres tenham a mesma liberdade sexual que os homens) é um incentivo à promiscuidade. Mas não é. Nenhum feminismo diz que mulheres têm que fazer sexo, com quem, com quantos anos... O que se busca é demolir regras, nunca fixá-las.
Agora, é óbvio que muitas correntes feministas questionam o casamento tradicional, a heteronormatividade (que não é o mesmo que questionar a heterossexualidade; a heteronormatividade é a imposição de uma orientação sexual única e indiscutível, pintada como natural), e o relacionamento monogâmico. E, numa sociedade conservadora como a nossa, isso pode ser visto como promoção da promiscuidade.
E é muito possível (alguns estudos atestam isso) que feministas (não só mulheres, homens também) fazem mais e melhor sexo que pessoas não feministas: conhecem e aceitam melhor seu corpo, procuram seu prazer e o prazer alheio, experimentam mais, têm menos encucações religiosas, enfim, tudo que vai contra o estereótipo mentiroso do "mal amada". Aliás, mal amado é o machista! E o senso comum devia se decidir: feminista é mal amada ou é promíscua? 
Já vi bastante gente fazendo essa equação que você mais ou menos faz, M.: feminismo promove promiscuidade feminina e isso é bom para os homens. Hmm, a primeira parte da equação já está errada, como mostrei. E a segunda parte tira a agência das mulheres. Se as mulheres estão mesmo fazendo mais sexo, com mais gente, é porque elas querem. Então, em primeiro lugar, é bom pra elas. Mas também é bom pros homens. Ou deveria ser.
Infelizmente, muitos homens veem sexo como um jogo de poder, e entram em parafuso quando uma mulher toma a iniciativa, quando uma mulher só quer sexo, não compromisso sério, quando uma mulher quer tanto ou mais sexo do que ele... Todos esses preconceitos, todas essas besteiras de que devem existir papéis fixos de gênero no sexo, impedem que vários homens aproveitem os avanços da revolução sexual que tivemos nas últimas décadas. 
Funciona assim: o homem quer transar com aquela mulher. A mulher quer transar com aquele homem. Os dois transam. Ótimo! Aí o cara passa a chamar sua parceira de vadia ou vagabunda, e a julgá-la por ela ter querido transar com ele! Faz algum sentido?
Há variações. Tem também o caso do homem que quer transar com aquela mulher, mas aquela mulher não quer (ela tem poder de escolha!). Aí o cara passa a chamar a mulher que não o quis de vadia ou vagabunda. Se ela não transa com ele, é vadia. Se transa com ele, é vadia também. É bem patético. 
Mas estamos falando de mulheres, não de meninas de 12 anos. Não sei bem em que universo alternativo você vive em que meninas são comandadas a "arranjar homem". A gente vê, sim, na mídia, um estímulo à sexualidade precoce, feito unicamente pra poder vender. Só que isso não tem nada a ver com feminismo. 
Aliás, dica: quando você vir uma pessoa dizendo "Você precisa arranjar um homem" pra uma mulher ou menina, há enormes chances que ela não seja feminista.

92 comentários:

Anônimo disse...

Desculpe, mas me parece meio ilógico que o oprimido sinta desejo e tenha sentimentos românticos para com o opressor, o argumento de que "feministas combatem o machismo e não os homens" não faz sentido, já que os homens são os agentes diretos do machismo. E como dizer que quem oprimia os judeus era o nazismo e não os nazistas.

Helen Pinho disse...

Adorei tua resposta Lola!

Sabe que sempre que vejo uma pessoa chamando outra de puta/vadia/vagabunda penso que se eu chegasse e pedisse para ela definir o que é puta/vadia/vagabunda ela não conseguiria, é um xingamento horrível que as pessoas jogam na cara das outras sem nem ter ideia do que significa (não que eu ache que tenha uma definição aceitável, mas a maioria nem pensou dois segundos sobre).

Por exemplo talvez moralista aceitem que uma mulher tenha DOIS parceiros na vida (eles são tão legais!), mas mesmo assim teria restrições se não fosse marido certamente não serviria. Para pessoas machistas que se acham prafrentex dois é super aceito, mas e se for filho e pai? Se for só dois, mas na mesma noite?

Sabe não é questão de número é somente uma patrulha da vida sexual da mulher.

Anônimo disse...

Adoro fazer sexo com feministas, elas são as que mais se liberam

~homem feliz~

Roxy Carmichael disse...

Muito confuso. Suponho (eufemismo, tenho cereteza absoluta) que o autor desse texto é muito jovem. A conclusão que ele chega é infantil e um pouco risível: feministas não devem transar porque isso é ceder a um desejo do "inimigo", e a estrutura (festas infantis arranjadas pelos mais velhos !!!!!!!!) criada para a livre circulação do flerte não tem nada de espontânea, é mais um instrumento para incentivar mulheres a fazerem o que elas não querem, mas acham que querem porque são manipuladas (essa parte me faz pensar no texto do pondé) por diversas pessoas incluindo ai a propria familia, mas principalmente os homens, ops inimigos, que são os que vao obter vantagens. 1) homens nao sao inimigos e eu tô longe de querer fazer parte de uma guerra dos sexos. 2) sexo pode ser bom, pode ser ruim, tem quem goste, tem quem nao independente do gênero. 3) essa noção de que só a parte opressora obtem vantagem e só a parte oprimida é totalmente desprivilegiada é um tanto inocente, sugiro ler o que foucault escreveu sobre poder. 4) de fato consumismo associado a revolução sexual forjam algumas identidades 5)sugiro que assista sex and the city, aliás lola foi genial essa referencia pictorica de samanta jones. E por fim: mulheres tem um corpo que lhes proporciona muito prazer. Mulheres desejam. Não caia nessa bobeira de que o coletivo mulher é homogeneo e nao gostam de sexo. O que vc deveria se perguntar: é porque homens se esforçam tanto pra fazer mulheres se sentirem mal com a propria sexualidade se mulheres bem resolvidas fariam mais sexo e essa é supostamente a vontade dos homens, ou seja, ter acesso a mais mulheres e fazer mais sexo? Eles não estão justamente prestando um desserviço a propria causa? Talvez nao. Talvez muitos homens achem que gostam de sexo quando na verdade gozam com um suposto poder que só existe numa relação desigual em que devem "conquistar" (no sentido de guerra) um território que é o proprio corpo feminino, e obter prazer sem que isso envolva intercambio e depois se regogizar pros amigos. Isso só se sustenta com mulheres inexperientes e isso tá ficando cada vez mais raro e nota-se que esse modelo ta ruindo: os homens sao cada vez mais cobrados pra proporcionarem prazer e isso meu jovem nao se aprende se masturbando dos 12 aos 19 anos depois de se excitar com a perna de uma mesa!

Julia disse...

Não tem coisa que me enfurece mais do que esse hábito machista de tirar a agência das mulheres em qualquer circunstância. É sempre "o que os homens ganham com isso" ou "o que os homens perdem com isso".
Tipo um comentário que li ontem dizendo que os iranianos não deveriam proibir as mulheres de andarem sem véu pra assim poderem ver mais partes do corpo delas de fora na rua. Nunca é "as iranianas deveriam ser livres pra escolher suas roupas". É sempre o que os homens podem ganhar com algo.
Como esse cara dizendo que meninas/mulheres poderem ficar com quantos quiserem é bom pros homens. E elas, querido? Você acha que as meninas não gostam de ficar com os meninos?
Sabe de nada, inocente.

Acho isso de um machismo extremamente irritante.

Anônimo disse...

para mim promíscuo é quem fica com vários,sem conhecer direito,mal sabe o nome da pessoa.

Anônimo disse...

nussss, sabe o que pareceu? Que a pessoa que escreveu o texto quer pasar a ideia de "feministas, parem de faer sexo, vocês estão jogando no campo inimigo, porque é claro que vocês não gostam disso". Tipo uma manipulação as avessas.

Em que mundo você vive? Eu comecei a dar uns pegas com 15 anos e morria de vontade. E muitas vezes, quando mais nova, deixei de dar para aluns caras por medo da reputação ( mentira, acho que sempr fiz o que quis... acho que disse isso só para dar mais veracidade ao relato, rsrs)!

Mas autor, repito, que mundo é esse que as meninas:
- ficam com os caras CONTRA a vontade delas
- ficam mal faladas por ficar com os caras
- e os pais, que sempre qurem filhas castas, incentivam as filhas a ficar com os caras?

Tipo ,elas perdem duas vezes. Seria como perguntar: você quer ficar na piscina e ganhar 100 reais ou carpir um lote e me pagar 100? e a pessoa escolher a segunda alternativa. Não tem a minima logica de fazer três coisas que são negativas para elas.


Lia

Anônimo disse...

Ai Julia, obrigada, vocpe disse o que eu queria dizer, mas de maneira mais clara.

Sempre SEMPRE nos tiram o poder de decisão. Se somos castas, é porque somos oprimidas. Se somos safadas, é porque somos manipuladas para jogar os jogo dos homens.

Me poupem.

Lia

Anna disse...

''Eu sei que existem mulheres muito conscientes do seu prazer e oportunidades sexuais desde muito novas, mas vamos combinar, isso é exceção. Não acho certo, portanto, achar que a promiscuidade é uma porta aberta PARA a mulher. A promiscuidade das mulheres, endossada pelas feministas, é um prazer para os homens. ''

Nossa, mas quanta bobagem, parece comentário de G1 e afins dizendo que mulheres q sentem prazer são unicórnios e q sexo, pegação, etc só importa se vc tiver um pênis (acho q lésbicas nem existem no mundo de quem escreve um troço desses). É sempre incrível quando homens acham q entendem mais de mulheres q as próprias mulheres pra saber o q sentimos ou não (q bom q temos os homens pra nos avisar!)
Só rindo mesmo desse tipo de coisa, mas acho estranho homens que leem o seu blog ainda terem esse tipo de pensamento não muito inteligente (pra dizer o mínimo).

Julia disse...

Continuando:

É sempre:

"Mulheres não deveriam ser promíscuas porque OS HOMENS depois não vão querer casar com elas."

OU

"Ótimo que as mulheres sejam promíscuas porque OS HOMENS terão mais oferta de sexo."

Que tal:
FODA-SE O QUE OS HOMENS QUEREM

Sério. Foda-se.
O assunto nem sempre é você, amigolino.

Apenas você não é tão importante assim.

Tia Ju vai ensinar um exercício pra vocês repetirem (os machistas e a meia dúzia de homem feminista que tem por aí, só pra dar um reforcinho, ok?) na frente do espelho.

Digam:

- Eu não sou o centro do mundo.


Fácil, né?


100 vezes. Pra começar.

Anônimo disse...

Anon das 11:38

Sim, quem oprimia os judeus era o nazismo e não os nazistas.

Vide os soldados alemães que tiveram relacionamentos amorosos (não estupro, que também era comum) com mulheres de territórios ocupados (quem se fodia no final era a mulher, vide o vídeo "Mesmo se ela fosse criminosa", onde humilham e cospem em mulheres francesas que se relacionaram com nazistas), ou alemães que ajudavam o sistema de um lado e mandavam judeus pra fora das fronteiras de outro. Nem sempre o indivíduo envolto em algo maior concorda com aquilo, e é mais complexo do que parece.

Julia disse...

"mas me parece meio ilógico que o oprimido sinta desejo e tenha sentimentos românticos para com o opressor"

Orientação sexual é uma coisa ilógica, não? Eu acredito que as pessoas nascem gays ou héteros. Sei que existem outras teorias, mas nunca me aprofundei em nenhuma delas.
Pra mim a questão não é porque há mulheres que sentem atração por homens e sim porque homens são opressores.
Pra um(a) não existe escolha pro outro sim.

lola aronovich disse...

Ha ha, tem como não amar a Julinha?

Clara disse...

Eu dei o primeiro beijo com 8 anos. As pessoas acham cedo, mas eu achei tranquilo. E sempre gostei bastante de beijar os menininhos na adolescência.

Nunca fui "promíscua", nem aos meus olhos, nem nos de ninguém. E transei pela primeira vez só com 18 anos.

Acho que o erro no pensamento do autor é que ele acha que a gente não aproveita das ficadas de adolescente. O que não é verdade. hehehehe

Outra ideia errada que as pessoas tem é que os garotos sempre gostam dos beijos que dão ou do sexo que fazem. Mas tem beijo e sexo ruim pra homem também, sabia? Mas você é homem, cara, então você pode pensar muito bem ai em quantas vezes você beijou alguém ou fez sexo e foi mais ou menos... É normal ué. Não é por isso que você ia deixar de tentar de novo... =)

Isadora disse...

"Eu só acho que quem preza tanto a "pureza" (que termo horroroso, argh) de uma pessoa deveria se manter "pura" também. Só que o que tem é homem que acha que sua missão é se relacionar sexualmente com o maior número de mulheres, enquanto procura uma virgem pra casar. Isso é machismo, é hipocrisia, é estupidez."
Perfeito esse trecho, Lola! E isso é bem óbvio também, né. Mas é incrível como conheço gente que não consegue entender algo tão simples, e ainda acha que está super certo, que ele tem o direito de "pegar" todas e ainda encontrar uma moça que, além de ser virgem, tem também que aceitar uma criatura hipócrita e incoerente, que exige das mulheres algo que ele próprio não faz... Tenha santa paciência! Comigo esse tipinho não se cria.

Anônimo disse...

Eu era pressionada pra ficar com meninos, sim. Eu era tida como feia, indesejada, porque eu não queria ir nas festinhas e beijar os meninos. Devia ter "algo errado" comigo.

Depois de tanto bullying eu virei moralista por muito tempo. Eu acreditava que "a sociedade queria que eu fosse uma puta", e que as pessoas não sabiam o que queriam de verdade. Pra mim festa era um teatro pra corresponder a essas exigências sociais e só. Minha educação contribuia pra isso - era sempre que a sociedade estava perdida, e que eu era a única certa, uma mártir da castidade, quase uma santa católica. E quando eu negava esse aspecto da vida eu estava "sendo madura". Acho que os nerds passam muito por isso - de se acharem "mais maduros" ou "mais corretos" só por estarem se negando relações sociais básicas e se punindo enquanto os "populares" se divertem.

Quando eu fiquei pronta pra ficar com alguém, eu fiquei confusa, porque meu moralismo estava errado e eu não tinha nada, nada, pra colocar no lugar. A política do "não deixe ninguém encostar em você porque isso é errado e sua virgindade diz o seu valor" era errada, e quando ela caiu eu passei a desconsiderar tudo. Aí sexo deixou de ser o inimigo pra ser uma coisa que não tinha valor nenhum. Eu fazia sempre que eu não tinha um bom motivo pra não fazer, e isso incluia fazer completamente sem vontade. Afinal, pra que regular uma coisa que não significa nada?


Acho que sei lá, isso se aplica a qualquer coisa na educação de uma pessoa. Se você exagerar muito na hora de explicar as coisas pro seu filho, ele vai alguma hora entrar em contato com aquilo que "não pode" ou que é "muito importante", e ele vai perceber que você mentiu pra ele. Daí pra desconsiderar completamente todas as suas palavras e ir justamente pro extremo que você não quer é rapidinho.

Felipe disse...

Oi Lola. Sou um leitor recente do blog e me interessou nesse post, em especial, a clareza que você conseguiu emprestar à questão principal na dúvida do seu leitor anônimo. Quer dizer: ele meio que enxergava uma contradição em uma feminista se libertar através do (ou para o) sexo, justo o sexo que é coisa que nós homens tanto desejamos. Se eu entendi um pouco, você disse a ele que mais do que alguma vantagem que isso possa dar aos homens, uma liberação sexual feminina - que inclui não fazer sexo, se for da vontade - é coisa das mulheres, ou melhor: elas são agentes disso e delas não se pode tirar o protagonismo. Pois bem. Não só não há o que se contestar nessa tua resposta, como também tem o seguinte. Mesmo mulheres não-feministas, como no exemplo dele das "garotas de 12 anos querendo arranjar marido", mesmo a vontade dessas mulheres não pode ser, de saída, tomada como uma expressão em direção à vontade do opressor. Tem um bocado de fatores que podem complicar essa equação que parece simples, e eu não saberia encontrá-los no caso desse exemplo, mas esse tipo de dominação não funciona de maneira tão exata na cultura. O Michel de Certeau tem um exemplo muito bom de apropriação de um elemento opressor na cultura oprimida. Ele cita um pequeno grupo indígena que, por "caridade" de autoridades brancas, ganhou um fogão de quatro bocas. Sabe-se lá há quanto tempo aqueles índios usavam uma fogueira para aquecer a comida. Bom, no fim das contas eles usaram o fogão como uma espécie de armário e mantiveram a fogueira no mesmo lugar de antes. Ganharam um armário. Isso, pro Certeau, é uma maneira de vencer um poder dominante na base da invenção. Bom, e no caso das meninas de 12 anos? Vai que as "novinhas", mesmo as distantes do feminismo, estão encontrando um lugar que mais lhes agrada no território do sexo? Ainda que, pra um desavisado pareçam fazer aquilo que os homens querem. Vai que é justo por isso que a Valesca Popozuda, por exemplo, fala por tanta gente?

Graciema disse...

Nossa! Só queria dizer que a Julia é tudo de bom!
Assino embaixo alegremente

Flavio Moreira disse...

"Mas é incrível como conheço gente que não consegue entender algo tão simples, e ainda acha que está super certo, que ele tem o direito de "pegar" todas e ainda encontrar uma moça que, além de ser virgem, tem também que aceitar uma criatura hipócrita e incoerente, que exige das mulheres algo que ele próprio não faz."
Perfeito, Isadora. Para mim essa é a equação mais sem lógica do raciocínio machista, porque "essa conta não fecha", de jeito nenhum.
Tenta explicar isso para um cara machista e você vai perceber que, normalmente, ele não consegue enxergar a incoerência desse raciocínio e então vem com um monte de teorias mirabolantes para justificar esse pensamento.
Como a Lola diz, o padrão duplo é muito forte e é absurdo o quanto ele é desigual.
E com isso ainda estou esperando o século XXI chegar, porque do jeito que a coisa anda, tá difícil sair da idade média...
Ah, e Julia, esse é um dos meus mantras, porque a gente sempre pode se descuidar e pisar na bola com o machismo nosso de cada dia. Acho que vale sempre lembrar quem são as protagonistas nessa história.

Joice Maria disse...

Homem livre = normal
Mulher livre "demais" = promiscuidade hahaha

Sobre o ótimo comentário da Helen Pinho:

"Sabe que sempre que vejo uma pessoa chamando outra de puta/vadia/vagabunda penso que se eu chegasse e pedisse para ela definir o que é puta/vadia/vagabunda ela não conseguiria"

Já perguntei para um mascu que eu trabalhava o que era uma vadia, ele me disse que era uma vagabunda que dava pra qualquer um. Ou seja, puta é vadia, vadia é vagabunda, vagabunda é puta. E nós mulheres sempre seremos não é mesmo?

Evandro. disse...

Oi, Lola!

Eu queria muito mandar uma pergunta (na torcida de que você faça um post sobre, hahaha). Qual é o e-mail para te enviar?

Anônimo disse...

Segundo a Julia, o homem deve entender que não e o centro do universo, e se concentrar no prazer da mulher durante o sexo. Mas a recíproca ? uma mulher feminista se preocuparia com o prazer do homem em uma relação sexual?

Anônimo disse...

Feministas devem ser péssimas em sexo.
Como um homem vai para cama ter prazer com alguém o chamando de opressor, dizendo que ele não e o centro do universo, que o prazer dele não deve importar somente o dela, pois isto e empoderamento da mulher, divida histórica e tudo mais.
Vou contar um segredo para vocês feministas, SEXO E TROCA, e não posicionamento politico.

Anônimo disse...

"Pra mim a questão não é porque há mulheres que sentem atração por homens e sim porque homens são opressores.
Pra um(a) não existe escolha pro outro sim"
-
Não entendi Julia, poderia explicar melhor por favor.

PERSEU ZETA disse...

''Depois de tanto bullying eu virei moralista por muito tempo. Eu acreditava que "a sociedade queria que eu fosse uma puta", e que as pessoas não sabiam o que queriam de verdade. Pra mim festa era um teatro pra corresponder a essas exigências sociais e só. Minha educação contribuia pra isso - era sempre que a sociedade estava perdida, e que eu era a única certa, uma mártir da castidade, quase uma santa católica. E quando eu negava esse aspecto da vida eu estava "sendo madura". Acho que os nerds passam muito por isso - de se acharem "mais maduros" ou "mais corretos" só por estarem se negando relações sociais básicas e se punindo enquanto os "populares" se divertem.
''

mas isso não é uma punição. quem conhece a obra de nessahan alita sabe que não é punição, eu misturei duas coisas: o fato de nessahan alita ter dito que a felicidade está dentro da gente e não na aprovaçaõ sexual, com a misantropia e ascetismo e schopenhauer, pra criar minha própria filosofia de vida. não acho que se isolar e deixar de frequentar festas seja se punir. claro que embora eu seja semi-asceta eu tambem sinto ódio dentro de mim, eu criei minha propria filosofia, eu sinto ódio por pessoas normais, alfas comedores buliers, mulheres brancas magras e bonitas etc entao o isolamento social cai perfeito pra mim.

e voce por não estar no padrõa de beleza exigido pela sociedaode, deveria se isolar mesmo, pois o bullying sempre vai existir contra pessoas fora do padrão. pra mulheres feias e pra homens pega-ninguem que foram saco de pancada na escola. o unico caminho é o isolamento social mesmo, e o ódio. por isso que a filosofia de nessahan alita mudou minha vida completamente. eu tenho inimigos, que fizeram bullying contra mim e ate hoje estão em guerra contra mim, mas eu desprezo completamente a honra, pois pra mim a humanidade não passa de lixo. entao eu vou ser o maximo desonrado possível pra acabar com eles de forma bastante injusta mesmo.

Anônimo disse...

Bom, a minha resposta para o coleguinha aí seria basicamente "O que te importa, pô? Que diferença faz na tua vida se as mulheres tão transando com muitos, com poucos, com um ou com nenhum? Vai lavar a louça que tá empilhando na tua pia." Aliás, veja-se que no texto o rapazinho "bem intencionado" mal menciona algo como promiscuidade masculina, né? O tempo todo só dizendo que as mulheres não devem transar porque, deduz-se, a vontade dele é que elas não transem. Quer saber? Eu diria que ele é machista e mandaria pastar mesmo. E recomendaria o exercício que a Júlia passou. Quinhentas vezes pra começar. Repetir mais duzentas e cinquenta todo dia depois das refeições e antes de acessar a internet.

lola aronovich disse...

Mascutrolls usando e abusando das falsas simetrias. O prazer masculino sempre esteve no centro do universo. Já o prazer feminino é uma reivindicação recente, pois vcs machistoides passam a vida dizendo que mulher não gosta de sexo. Quando que alguma feminista disse que não se importa com o prazer alheio? Desistam, caras, vcs perderam. Tá cheio de pesquisa mostrando que feministas (mulheres e homens) fazem mais e melhor sexo. Mal amado é quem não tá nem aí com o prazer alheio, quem acha que mulher não gosta de sexo, quem acha que sexo é apenas penetração, quem chama a parceira de vadia depois do sexo. Vcs mascutrolls são a definição do mal amado.


Evandro, meu email é lolaescreva@gmail.com

Anônimo disse...

Ah. Lolinha! Eu e minhas amigas sempre usamos o "adjetivo" promíscuo, para alertamos sobre caras que consideramos assim.

E acho que isso tem mais a ver com a atitude do caro diante do sexo do que da quantidade propriamente dita.

Um cara que fica se gabando de ter "pegado todas" na noite anterior, ou que diz que saiu com a fulano pq não tinha ninguém melhor para transar no dia... enfim que trate as parceiras sexuais como objeto e não demonstre empatia nenhuma ou respeito por elas, para mim é promiscuo. Ele só quer transar pela quantidade, para se gabar, isso é promiscuidade ao meus olhos.

Helen Pinho disse...

ô Joice e o que será que ele considerava "qualquer um"? será que ele se intutulava qualquer um?

aí aí será que o mundo não cansou de sexo como "trófeu" para homens? é tão difícil assim acreditar que sexo pode ser bom para os dois envolvidos (nem vou falar de sexo com mais de 2), onde os dois estão "ganhando".

D Stoffel disse...

Eles pensam que mulher quando faz sexo está sendo usada e não usando. Eles não veem o sexo como uma troca, e sim como uma perda por parte da mulher, a mulher está sempre "dando" está sendo "comida", já o homem está usando a mulher ele é o "comedor"
A sociedade não quer enxergar que a mulher pode usar o homem, e sim só o homem a mulher.
Ao mesmo tempo em que vejo as jovens sendo pressionadas a "dar" logo pra se livrar da virgindade, e também pegar os carinhas na balada, hoje em dia é status pra mulher também apesar dela ser chamada de vadia. Ou seja há muita Coisa que ainda não se entende sobre esse assunto por exemplo muito se reclama dos preços das baladas serem menores para mulheres, mas eu mesma me pergunto porque nunca vejo essa diferença no cinema/teatro por exemplo?, será que seria a tal vantagem pro homem, quanto mais mulher disponível pra beijar melhor. E Ainda tem aqueles que tem a mesma postura de "vadio" e reclama de mulher assim, coisa que só pode ser machismo. Há muita coisa que não dá pra entender nesse tal machismo...

ligth disse...

Parece que o homem não gosta de saber que a mulher o trata como objeto, eu vejo que muitos caras querem que a mulher esteja apaixonada por ele enquanto ele dá em cima de outras garotas. Mas se ele faz o mesmo ela é dita como piriguete, Hoje em dia as mulheres principalmente jovens muitas não ficam mais assim, e é isso que deixa o homem frustrado eu acho, o fato da mulher trair ou não querer nada sério com ele mesmo que ele nem queira nada serio com ela.

Lígia disse...

A palavra promiscuidade não define um ato ou um comportamento, mas um juízo de valor em relação a atos e comportamentos.

E, como a lola falou, é quase sempre usada para falar de MULHERES.

Eu simplesmente prefiro não usar

Anônimo disse...

Engraçado que o cara (é óbvio, né?) das 14:47 acha broxante não ser o centro do universo, porque as meninas aprendem isso desde pequenas e eu nunca vi uma mulher dizer que broxa se o homem não considerá-la o centro do universo. Ah, e também tem um monte de homens por aí que sabem que não são o centro do universo e mesmo assim não broxam. Ahn... que tal olhar além do próprio umbigo?

Carlos Eduardo disse...

Achei o raciocínio do cara mais como uma dúvida leiga e comum - que é machista por tabela - do que decididamente machista (e não podemos ser arrogantes em relação a isso, pois já estivemos nessa fase de ignorância). Mas pela longa resposta da Lola, e pelos comentaristas recorrendo a Foucault e Michel de Certeau, acho que essa questão do "oprimido que se atrai pelo opressor" está longe de ser simples e fácil de decifrar.

Porque, ora, por mais que uma garota tenha uma experiência sexual muito boa com um cara, se um número grande deles não pisasse na bola depois (denegrir para os amigos, se arrogar de já "ter pego", perseguir, fazer revenge porn, etc.) esse blog não existiria. Reconhecer a (óbvia) agência feminina é uma coisa, excluir o homem da equação é outra.

No início da adolescência era comum uma colega de classe dizer que se arrependia de ficar com o fulano pelo péssimo comportamento dele depois do fato, e uma delas chegou a chorar muito no meio da aula tamanho era o desconforto. Mas nem eu, nem nenhum colega homem sequer esboçou arrependimento ou preocupação com um beijo dado, mesmo que tenha sido ruim e a garota depois ter ficado desagradável. Esse paraíso feminista desde os 8 anos foi pra poucas, pode ter certeza, e a culpa é do machismo, é claro.

Não sei qual é a real preocupação do "M.", mas pode ser em relação ao poder do backlash também. Assim: "o feminismo é legal, mas a resposta machista tem poder para subverter tudo, capturar o movimento e tornar as coisas piores do que antes". Isso não é dissuasão masculina, faz parte também do discurso das feministas radicais que pregam o abandono total aos homens.



Anônimo disse...

julia

vc distorceu o que foi dito,n foi questionado por que mulher tem atração por homem e sim pq mulher fica com homem machista opressor e o que n falta para esses babacas é mulher.
já senti atração por um desses mas não fiquei com ele,pq era machista e idiota.

Anônimo disse...

Perseu, aqui é a Anon que você citou

Desculpa, amigo, mas eu não sou feia. O bullying veio porque eu era muito nova e não queria ter relacionamentos amorosos, ficadas, e aventuras, e por isso vivia na defensiva. Aliás, não existe mulher "feia". Todo mundo teoricamente tem uma beleza própria que pode ser colocada à mostra ou não. Hoje ninguém ousaria dizer que eu já fui "feia". E eu não uso maquiagem nem jóias - eu só tenho uma postura menos cheia de nojo do mundo. Deixei de ser recalcada e azeda e tudo deu certo.

Hoje em dia todos me respeitam. Eu sou péssima pra socializar, mas foi só eu abrir os olhos que ficou mais fácil. Eu descobri que o problema não era a "sociedade", essa "sociedade" que era estruturalmente horrível nem existe. Minha vida hoje é ótima, eu tenho tudo. Eu ainda tenho um certo "distanciamento" social, não vou a festinhas, não tenho redes sociais, não tiro fotos, e confio em poucas pessoas - mas eu não sinto raiva de quem não faz isso.

As pessoas até me convidam pra festas, mesmo sabendo que eu não vou, porque elas gostam de mim. E elas gostam de mim porque eu parei de julgar elas. Eu comecei a viver no momento que eu parei de sentir ódio e parei de me isolar. Sai dessa.

Anônimo disse...

Quando eu era adolescente havia muito esse papo de chamar a menina com quem se ficou de biscate, vadia...nada mudou...eu mesma, quando adolescente, resolvi nao ficar com ninguém pra evitar ser alvo de tanta hipocrisia. Quanto à desvalorizacao por parte da mulher que faz sexo, um mascultroll ali embaixo falou que sexo é troca. Que bom seria se eles entendessem sexo como troca mesmo, e nao como uma troca em que o homem leva vantagem e a mulher só leva desvantagem. É dificil entender o conceito de troca? E quanto ao xororô sobre as mulheres tambem quererem ter prazer, deixa eu contar pra vocês: é possível ter uma relacão sexual em que ambos têm prazer. E é tão simples que me espanta ver mascutroll comentando que estão esquecendo do prazer dos homens pra que a mulher tenha prazer. Resumindo: se vc for um babaca que só pensa em satisfazer, nao espere nada em troca, espere outra pessoa tentando se satisfazer tambem.

Anônimo disse...

Anônimos 14:42, 14:47 e 14:51, que me parecem ser a mesma pessoa, vou responder a todas as suas perguntas.

1) feministas, via de regra, se preocupam com dar prazer a seus parceiros ou parceiras no sexo. Inclusive, não é incomum terem relacionamentos felizes e longos com homens.

2) não posso falar pelas outras, mas, em geral, quando faço sexo com homens, não passo a transa chamando-o de opressor, nem reforçando que não é o centro do meu universo. Eu tendo a focar em que o sexo seja muito bom pra todo mundo. Minha forma de evitar sentimentos de raiva diante do opressor machista quando faço sexo consiste em evitar transar com opressores machistas.

3) o que a Julia quis dizer é que a pergunta relevante não é relativa à razão pela qual as mulheres se interessariam por homens (opressores), mas sim, ao motivo pelo qual os homens se sentem no direito de oprimir. Estava bem claro, mas como você pediu ajuda, resolvi auxiliá-lo com a dificuldade de interpretação de texto,

Natascha Fox disse...

Lolinha, adorei a resposta, só uma observação: você começa chamando o menino de "M" e depois troca pra "L". Beijinho

Anônimo disse...

Coitados, tem uns caras que não conseguem captar o conceito tão simples de que sexo pode ser uma situação em que ambos os parceiros ganham. Meninos, façam um favor a si mesmos, parem de achar que mulher só vai pra cama pra fazer a alegria dos homens, assistam menos pornografia e façam um bom curso de educação sexual. Sua vida sexual (e a da sua parceira, se é que vc tem alguma) vai melhorar muito.

Marcelo Veigt disse...

"Desculpe, mas me parece meio ilógico que o oprimido sinta desejo e tenha sentimentos românticos para com o opressor, o argumento de que "feministas combatem o machismo e não os homens" não faz sentido, já que os homens são os agentes diretos do machismo. E como dizer que quem oprimia os judeus era o nazismo e não os nazistas. "

Então, o sentido dessa frase se dá de maneira que o machismo é uma ideia que se apresenta na forma de um comportamnto, e não uma pessoa. A pessoa é classificada como machista de acordo com seu comportamento. Logo o feminismo combatendo o machismo, nao combate os homens em si, mas como homens e mulheres pensam e se comportam.

Joice Maria disse...

Pois é Helen, será?

Mas o "qualquer um" certamente é só uma desculpa para criticar a liberdade "em excesso" das mulheres hahaha

Porque a mulher pode ser livre, só que não tanto assim não é mesmo?

Anônimo disse...

Então, agora vamos falar as partes do texto nas quais você sonhou: "É (mais um) esquema armado para dar a nós, homens, uma vivência sexual recheada desde a pré-adolescência.". Mais uma: "Todas aquelas pegações de adolescente foram feitas pra dar prazer pro cara, não pra ela.". Outra: "Eu sei que existem mulheres muito conscientes do seu prazer e oportunidades sexuais desde muito novas, mas vamos combinar, isso é exceção.". Novamente: "A promiscuidade das mulheres, endossada pelas feministas, é um prazer para os homens.". Na verdade, autor, o que você precisa aprender e se acostumar (porque se acostume ou não a trepação vai continuar) é que sim, mulheres amam trepar. E sim, amam variar entre tamanhos e larguras do órgão fálico masculino (e para isso é preciso trocar de parceiro). E não, os homens broxam (a vida inteira, mas mais dos 30 pra frente), portanto nunca serão a máquina de sexo que gostariam (e fazem de tudo para parecer que são) de ser. Aprendendo essas três coisas básicas, tais questionamentos sumirão da sua cabeça.

Anônimo disse...

Que nojo de alguns comentários ...

Eu tenho um relacionamento no qual o principal é o prazer sexual que um dá pro outro.
Ha 7 anos !!!
Não sei se outros homens ou mesmo se ele acha que sou uma ' vadia ' por ter prazer demais da conta quando estou com ele,nao me interessa...alias , com todos os defeitos que ele tem, ele nunca me questionou com quantos eu fui pra cama antes dele.
Vou continuar indo pra cama com ele ate o dia em que e e ele quisermos.
Homens machistas : morram de inveja por nao serem capazes de darem esse prazer a uma mulher.
No fundo , acho que o machismo nao passa de recalque de homem que nao sabe nem a anatomia do corpo feminino....e que tem medo que homens mais livres e menos recalcados descubram primeiro.
Postei em anônima somente pra nao me expor quanto a minha sexualidade,, porque o resto eu falaria na cara de cada machista idiota que viesse me encher o saco.

Julia disse...

hahahaha

Também te amo, Lolinha.

Que bom que algumas pessoas já responderam umas perguntas que foram feitas pra mim.

Cada pergunta besta, aliás.

Anônimo disse...

Lola, minha cara, por experiência, te digo que na parte das meninas de 12 anos serem pressionadas a arranjar homem, ele está, em partes, correto
Cresci em um ambiente conservador, em uma pequena cidade, de apenas 13.000 habitantes. Dei o primeiro beijo com 11 anos, detalhe: eu não queria. O menino não me forçou a fazer nada, a questão é que minhas amigas me pressionaram MUITO.
O segundo também. O terceiro também. O quinto também. Eu achava aquilo tudo nojento, não me sentia preparada... Mas todas as meninas falavam que ficar é legal, que ser "santa" era ridículo, que se eu escolhesse demais, ia chegar a hora em que ninguém ia me querer.
Só quando eu tinha 15 anos, quatro anos atrás, fui dar o primeiro beijo de verdade, um beijo que eu quis dar, sem nojo ou desconforto. Eu não conhecia o menino, ficamos sem obrigação e foi ótimo.

Me arrependo de ter cedido as pressões, mas se eu não tivesse, acabaria ficando excluída das rodinhas.

@dddrocha disse...

Chega a ser engraçado que no ano de 2014 a gente ainda tenha que discutir esse tipo de coisa.
Não estou falando pro autor dos questionamentos, mas sim da "galera-que-julga-buceta-alheia".

Marina P disse...

"Como uma menina que começou a beijar com 11 só aprende a gozar se masturbando com 19, 21, 25? Todas aquelas pegações de adolescente foram feitas pra dar prazer pro cara, não pra ela."

Olha, eu tive meu primeiro orgasmo com uns 10 anos, quando estava meio sonolenta pensando um moooonte de sacanagem tudo de bom. Sinceramente, esse papo de só aprender a gozar se masturbando com 19, 21 ou 25 anos pode até se aplicar a algumas mulheres mas eu DUVIDO que seja à maioria. E olha... eu adorava as pregações, ADORAVA e elas nunca eram uma concessão que eu fazia a seja quem quer que fosse com quem eu estava ficando, mas sim fruto do meu enlouquecido desejo adolescente e do imenso tesão que eu sentia.

Nunca transei com desconhecidxs completxs (naquela época eu era democrática, daí o x) mas várias vezes me diverti horrores com pessoas que só conhecia através de amigos distantes ou que tinha conhecido em algum lugar e conversado por uma hora ou pouco mais. Tenho certeza de que pessoas mais tradicionais me considerariam extremamente promíscua, mas eu sinceramente não estou nem aí e acho essas pessoas bem chatas, pra ser sincera.

Achar que as meninas não sentem desejo e prazer durante a adolescência é muito machista..... sério que ainda acham que a gente sente menos desejo nessa altura do campeonato? Chocada aqui...

Acho quea pergunta foi sincera e por isso fico ainda mais surpresa com o raciocínio do autor da mesma.

Marina P disse...

Anônima das 19:55, acredito que existam casos como o seu, mas o autor parece achar que casos diferentes do seu são grandes exceções e que a maioria das meninas só aprende a gozar se masturbando depois dos 19 ou 29 anos. Enfim, acho que o complicado é a generalização que ele fez... como se todas nós fôssemos vítimas dessa pressão e quase todo amasso adolescente se resumisse a isso.

Sinto que pra vc tenha sidoa assim... tenho amigas que viverem experiência semelhante, porém mais leve que o que vc narrou.

Marina P disse...

Kkkkkkk.... Então.... Não eram as pregações que eu adorava, eram as pregações mesmo, mas acheo o ato falho ótimo!

Marina P disse...

Kkkkk... e eis que continua. É o corretor ortográfico censurando a minha óbvia promiscuidade sexual!..... kkkkk

Desculpa pela palhaçada, Lola!

MonaLisa disse...

De boa aqui anotando a reclamação DUZÒMI em uma folha de papel almaço.

Kittsu disse...

É foda ter que ficar se preocupando com o que os outros vão achar das minhas relações interpessoais e ficar pensando que os outros podem estar imaginando se eu fiz sexo e como foi. Bizarro.

Anônimo disse...

Geralmente esse "qualquer um" que as "vadias" dão se resume em "qualquer cara que não seja eu". Eu demorei pra me ligar que uns caras que eu dei uns tocos na vida depois de ter dado uns amassos, e depois me xingaram de puta pros 4 cantos do mundo porque estava namorando um outro cara, se achavam os "caras legais" e que meu namorado é que er ao "cafajeste, porque as vadias preferem os cafajestes". Pois bem, a certeza que eu tenho é que meu namorado, nem que vire ex, vai me chamar de vadia por aí. Então quem é o verdadeiro cafajeste? :P

Lígia

Anônimo disse...

Pensando bem, é meio obvio que: numa página feminista, com comentaristas em sua maioria feministas iriam dizer que tem liberdade sexual, haha.
O amigo do post tá fazendo a pergunta pras mulheres erradas, aqui ele só vai ouvir que todas as mulheres fazem o que querem e quando querem, que adoram sexo, porém sexo com desconhecido nunca né:
https://www.youtube.com/watch?annotation_id=annotation_4057773247&feature=iv&list=PL2uZhEhKQPWYeyAsRV9Rk3IvewORrZ18e&src_vid=5JJFBtHcBnM&v=gxyySRgrYsU

Ana Nazaré disse...

terrible....

Anônimo disse...

mais ai, anon do 21:39, tem o fato de mulher ser fisicamente mais fraca, e existir o machismo e até pre-julgamento da garota, tornando assim mais difícil ela aceitar, enquanto ao homem o machismo exige virilidade, mas eu, por exemplo, nunca aceitaria fazer sexo com uma mulher que me pedisse do nada na rua.

nadiaschenker disse...

Adorei o post de hj. A Lola nem tem tempo de sobra pra escrever, mas qdo escreve simplesmente detona. Bjs a todos. Alias, gosto muito qdo xs colegas dao dicas de autores tals. Obrigada a todos!

Anônimo disse...

Concordo que essa pressão para mulher ter um parceiro mais parece que é pra nenhum homem morrer virgem.Por isso vejo tanto bruxo sem atrativos com mulher.

Julia disse...

Anon 21:39

Esse vídeo é sempre um belo argumento, né? Só que não mesmo.

Pra uma mulher existem muitas coisas envolvidas além de tesão quando um cara desconhecido aparece do nada perguntando se ela quer transar.

A segurança dela, por exemplo. A integridade física. E se ela for estuprada/agredida por esse cara imagina toda a solidariedade que ela vai receber em retorno. Nenhuma.

Vocês vivem num universo paralelo.

Que bom que vocês podem transar com qualquer uma sem temer por nada disso.

A sexualidade feminina ainda é bastante tolhida. Ninguém disse que não.
Só não sei aonde você está vendo a graça disso.

Anônimo disse...

Engraçado, não tem regra para a vida sexual mas pra menina de 12 anos tem. Esta falta de regras não comunica em outras áreas da vida? Comunica sim, até porque se eu vivo como eu quero, não posso obrigar a filha que QUER ir pra balada a seguir regra alguma, mesmo as minhas. Cada um que faça o que lhe der na telha. Menino bebendo aos 15 anos? Qual é o problema? E moça de 18 engravidando sem ter nem completado o colegial? Sossegado. Não tem regra, então quer tirar, tira, quer ficar com a criança, fica. Quer trabalhar, trabalhe, que ficar em casa vivendo às custas da mãe e do pai, que seja. Quer dormir com o namorado debaixo da ponte? Tranquilo. Não foi esse o pano de fundo do caso Liana Friedenbach e Felipe Caffé? Ele quis, ela quis, fizeram o que quiseram e deu no que deu. Antes eles do que eu. Esta é a criação e a vida que as poderosas feministas apregoam?

Anônimo disse...

Ué, a Julia está desvirtuando? A regra é não ter regra. Querer é o único prerrequisito para a transa. A integridade física da mulher é obrigação do homem. Seja em que situação for, certíssimo? Se esta integridade for lesada, ele é o culpado e ela a vítima, que ao contrário do que ela disse, tem direito aos ganhos psicológicos e a condescendência da sociedade por ser a vítima.

lola aronovich disse...

Sério, mascutroll? Vc acha que a consequência de um jovem casal de namorados (caso de Liana e Felipe) sair pra acampar é ser brutalmente torturado, estuprado (no caso de Liana), e assassinado? Isso é o que vc chama de "deu no que deu"? A culpa é do casal, então? Vc tem uma visão bem doentia (sem falar moralista) de sexo, hein?

Anônimo disse...

Ah é...os dois entram na fria que entraram é eu é que tenho visão doentia. Você deve se lembrar muito bem que a dona Liane mentiu para a mãe e passou a noite debaixo da marquise do masp. Bom, se comportou com uma senhora adulta, dona do seu nariz que sai com quem quer, na hora que quer, como quer. O sr. Felipe também mentiu para a mãe. Só não avisaram ao Champinha que no mundo dos pôneis não existem psicopatas.

Anônimo disse...

Certa vez entrei num hospital pra perguntar com fazia pra doar sangue. Tinha um questionário e em uma das perguntas tinha a palavra promiscuidade: se a pessoa transou com mais de 10 pessoas (mesmo com preservativo) no último ano, está no grupo de risco e não pode doar sangue. Só pra informação mesmo, pois é um parâmetro oficial... tudo bem, que isso aconteceu em 2008 e não sei se ainda existe esse ponto.

Chico Lacerda disse...

"a heteronormatividade é a imposição de uma orientação sexual única e indiscutível, pintada como natural"

Lola, isso a que você se refere é na verdade heterossexualidade compulsória. Segue um texto interessante que diferencia os dois conceitos (e mais homofobia):

http://www.ibahia.com/a/blogs/sexualidade/2013/03/18/qual-a-diferenca-entre-homofobia-heterossexualidade-compulsoria-e-heteronormatividade/

Daniela disse...

"promíscua" é um termo horrível, pesadíssimo e carregado de machismo... Qual a definição dessa palavra? Com quantos homens eu preciso meter para atravessar essa linha tênue que me classifica (de celibatária a vagabunda)? Mistérios da meia noite. Se alguém tiver essas respostas, tô curiosíssima...

Acho que o autor do guest post tá muito confuso (contaminado de senso comum) e acho que ele não é o único. Essa questão da moral sexual da mulher dá parafuso até na gente, feminista, que já tá pra lá de familiarizada com a pauta... Imagina no resto? Se a gente sai do básico (“eu dou pra quem eu quero, a porra da buceta é minha”) e se debruça, surgem N outras questões que são complexas MESMO!

“a promiscuidade feminina não é uma instituição patriarcal, TAMBÉM?”
Não. O feminismo sabe que o machismo não se expressa de um jeito só, que existem dois lados da moeda: o mesmo machismo que nos castra sexualmente TAMBÉM estimula a mercantilização de nossos corpos e nos coloca como objeto de lucro e prazer alheio. Nos dois casos a mulher é reduzida a merda e ambos os aspectos são PÉSSIMOS pra nossa liberdade sexual. Nós não queremos o conservadorismo (“marriage strike” é coisa de mascu. Nós gostamos de dar, de namorar, casar...) tampouco o niilismo nas relações sexuais (fast-food de gente, sabe?). A gente quer ser livre para nos relacionarmos quando e com quantos a gente quiser, sem que isso nos seja imposto de qualquer forma, sem que haja uma moral dupla pra nos julgar. A “promiscuidade” feminina não é uma “instituição” patriarcal porque feminista alguma defende que a mulher saia distribuindo para tudo e todos, independente da sua vontade e pelo bel prazer dos machos... muito pelo contrário, feministas defendem que a mulher saia distribuindo para tudo e todos CASO queira, QUANDO queira e que diga quantos NÃOs quiser também... o que na minha opinião é empoderador. Tem um livro que é o meu ~guia espiritual~ e que sana (quase) todas as minhas dúvidas no que diz respeito a essa questão: “A nova mulher e a moral sexual” da Kollontai. Devia ser livro de cabeceira de qualquer pessoa que se interessa sobre o assunto. No mais, espero que o autor do guest post seja realmente uma pessoa confusa e não um mascu troll que veio aqui só pra sambar na nossa cara... se não gastei meu latim a toa ):

Caroles disse...

Ontem li uns 10 textos sobre feminismo radical, e em vários deles elas questionavam nosso poder de consentimento, diziam que se a mulher goza com um homem está "erotizando o opressor", que qualquer relação homem-mulher é opressora e violenta, que sexo com homem é sempre um estupro etc. Não concordo com nada disso, masss... essa ideia de homem como inimigo não é só desse cara, né. O que eu menos gostei nesses textos foi que tirou (ao meu ver) todo o poder da mulher. Sei que é pra ser o contrário, mas pra mim coloca a mulher perpetuamente como vítima dos homens (sem contar que coloca TODOS os homens como vilões). Mas ainda estou lendo mais, não quero formar opinião sobre nenhuma linha do feminismo sem conhecer bem... mas a princípio não concordo :/

Anônimo disse...

Caroles,

Eu conheço pontos de vista contra a penetração como modo PADRÃO de fazer sexo, condição sine qua non pra existir sexualidade, como se o falo fosse o centro do universo.

A mesma coisa com a heterossexualidade compulsória.

Eu não sei o que você leu, mas eu já li vários manifestos que falam super mal de homem mas usam homem como categoria.

Que nem eu já falei da Solanas, que era pela extinção do "homem" no sentido daquele macho hegemônico que a sociedade quer e a favor de outra coisa. Ter ou não ter pinto não tinha nada a ver com isso - o problema não eram os homens, afinal.

Rebecca Souza disse...

Fico espantada como as pessoas deturpam o feminismo,como se ele fosse uma ordem de ``ei,vão transar,senão,não é feminista´´
Ele dá ESCOLHA,gente!
Lemro de antes de ser feminista,rolava de sair e ficar agoniada,pq tinha que beijar,ser igual a minhas amigas,pq se niguem ficava comigo,o defeito estava em mim.
E hoje,isso mudou,pq,hoje eu tenho empoderamento para saber que não preciso ter alguem do lado para me afirmar como mulher.
Me incomoda está postura radfem,de ´´a mulher como agente passivo de tudo´´,se ela gosta de transar com homens´´está comemorando com o opressor´´,se gosta de homem mais velho´´ela só está reproduzindo o modelo do patriarcado´´.
As,vzs parece que elas querem colocar mais regras do que as regras que lutamos contra.
Que sejamos felizes sendo ´´promiscuas´´com homens,mulheres,ou que sejamos sozinhas,mas que o principal seja que respeitemos nossas vontades e façamos pq queremos,não pq nos ditam como certo ou errado.

Dania Lancelot disse...

Que cada um faça o que queira, mas esse lance de protestos feministas é coisa só pra chamar a atenção, nada que o diálogo não resolva :P

solitudine disse...

Caroles:

Daria pra passar o link desses textos?

Concordo com tudo q a lola escreveu neste post menos qdo ela repete uma estatística de que feministas fazem mais e melhor sexo. Não me sinto representada pq vivo numa sociedade machista pracaralho, cheia de "porteiros de buceta" (alguém escreveu isso nesse blog e achei perfeito) e isso me incomoda sim e me brocha sim. Pra mim (mta enfase no pra mim) dá pra viver sem transar de boas, tenho o benefício da tranquilidade, já q as chances de transar com machista é altissima, prefiro não correr o risco, mas isso sou eu, bem entendido.

S. disse...

Oi, Lola!
Primeiramente, parabéns pela resposta ao guest post, mas...posso dar meus 2 centavos?

"Eu era pressionada pra ficar com meninos, sim. Eu era tida como feia, indesejada, porque eu não queria ir nas festinhas e beijar os meninos." (anônima). Eu me identifico com esta anônima. Bom, eu desde os 12 anos sempre fui tachada de feia pelas meus colegas de colégio, família, eu era a feia fracassada que nunca ia conseguir namorado.
Você perguntou ao autor do guest post em que mundo paralelo ele vive em que meninas de 12 anos tem que arranjar homem. Bom, eu vivi nesse universo paralelo...desde sempre ficavam me pressionando pra beijar logo, minha familia, quero dizer. Nas festas de aniversário dos meus colegas, sempre tinha aquela pressão pra beijar logo, que eu tinha que me enturmar senão era fracassada...ufa, isso daria um guest post hahhaa.
Gostei do que a Rebecca Souza falou, o feminismo dá liberdade pra escolhermos se queremos ficar/transar...OU NÃO.E isso é sim libertador. Porém, uma vez fui numa reunião de um coletivo feminista da minha cidade e lá falou-se sobre sexo casual, no primeiro encontro e tal, e uma das meninas lá falou "ah, eu não sei pq algumas meninas esperam tanto pra dar, são umas recalcadas, reprimidas" OI???? Achei desnecessário o comentário dela. Aliás, é uma postura que me incomoda em algumas feministas (NÃO estou falando daqui da Lola ou dos comentaristas!) de, por um lado, exaltar a liberdade sexual da mulher de poder dar pra vários e, por outro lado, RIDICULARIZAR as meninas que são virgens ou sei lá...
Na Marcha das Vadias aqui da minha cidade, tinha um cartaz assim "Virgem, se liberte! Seja puta!"...tudo bem que existam muitas virgens por aí que o são por conta da repressão e tal,mas e aquelas que o são por opção? Segundas estas meninas
são "recalcadas machistas"? Repito: não falo da Lola nem dos comentaristas! Aliás, pelo contrário: aqui é um dos blogs feministas nos quais me sinto acolhida, entendida.

Anônimo disse...

Ah pelo amor Lola, que texto confuso. Essa pessoa tentou chegar à algum lugar e não conseguiu. E quem disse que adolescentes não se divertem pacas ficando? E quem disse que mulher goza se masturbando aos 19 anos? Eu me masturbava com 6 anos e tive meu primeiro orgasmo com uns 12. Me poupe, o pior é que um papinho desse consegue convencer muitas pessoas. É foda. Ragusa

Maria Valéria disse...

Para doar sangue, existe sim, um parâmetro sobre o número de parceiros sexuais no ultimo ano, nao me lembro de cor quantos.
A partir de um certo número, nao importa se vc usou camisinha ou nao,.
Doação de sangue e coisa muito seria, e acreditem ou nao, muitos MENTEM sobre sexo e uso de drogas na hora da triagem,pois sabem que terão a chance de fazer exame de HIV de graça .( devem desconhecer janela imunológica, ne , e desconhecem que existem centros de testagem e aconselhamento - CTA - omde você pode fazer seu HIV de graça sem colocar a vida de outras pessoas em risco ).
Eu nao sei se concordo com a norma ' número de parceiros sexuais no ultimo ano', nao sei mesmo, nao fui eu que inventou a norma.pra mim, o que importa mais e se vc usou o preservativo com todos , mesmo que tenham sido 10. Tem casos de pessoas que tiveram UMA relação sexual sem camisinha no ano inteiro e pegaram HIV.
Porém, de qualquer modo,acho errado usar a palavra " promíscua " no questionário,
Você jamais deveria adjetivar um doador de sangue,seu papel e fazer a triagem e liberar a pessoa pra doar ou nao , e nao ficar usando adjetivos pra taxar a pessoa disso ou daquilo.
Abraços.

Caroles disse...

@08:51

Então, nos textos que eu li elas afirmavam que TODA relação heterossexual era opressora para a mulher, assim mesmo, com todas as letras. E que TODO sexo heterossexual era um estupro, porque o consentimento da mulher NUNCA existia de fato. Não falavam, pelo que eu entendi, de homem como categoria... mas posso estar errada, como eu disse, ainda estou estudando a teoria!

Flavio Moreira disse...

Uma questão que me espanta nessa discussão e que normalmente não vem à tona é por que diabos a vida sexual de cada um é tão importante... para as pessoas com as quais elas NÃO estão transando/interessadas em transar???
Que importa para o mundo fora da minha relação o que eu faço da minha vida sexual? (pergunta retórica)
Não entendo essa necessidade de terceiros vigiarem a vida sexual das pessoas.
Ficou muito mais claro para mim quando comecei a ler o blog da Lola que a questão é controle, poder, negação do direito ao próprio corpo e, consequentemente, à própria sexualidade.
E parece que é uma luta inglória quando a gente lê tanto comentário absurdo, porque a sociedade patriarcal acredita piamente que tem direito sobre a sexualidade feminina, de forma mais opressiva, e sobre a de todas as pessoas de forma geral.
Mulher tem que ser feminina e submissa e não, não pode ser lésbica; homem tem que ser masculino e dominador e não, não pode ser gay. WTF!!!
A gente ainda tem que ficar socando na cabeça desses ignorantes que o gênero e/ou orientação de uma pessoa não determinam o caráter dela?
Aos que vivem recorrendo aos fundamentalismos religiosos para justificar seus preconceitos, quem teve coragem de apedrejar a prostitua quando Jesus pediu para que os apedrejadores examinassem suas consciências e, caso não tivessem pecado (defeitos) então fossem em frente e acabassem com a vida da mulher?
Vocês que rotulam mulheres que fazem sexo demais (sic) de promíscua e homem que faz sexo demais (sic, de novo) de pegador, só por causa de sua "moral" distorcida, estão tão limpos assim que podem sair julgando e condenando uma pessoa com base somente na maneira como ela exerce sua sexualidade?
Por favor, vão procurar algo de útil para fazer - trabalho voluntário, por exemplo. Tem tantas pessoas e instituições precisando de ajuda, então em lugar de ficar patrulhando a vida sexual das pessoas, vá aprender a ser solidário.

Helen Pinho disse...

sobre doação de sangue: já doei sangue em duas cidades no RS e nunca fui questionada sobre número de parceiro, nem sobre camisinha (o que acho um erro), apenas se tinha ou não parceiro fixo, já teve momentos que minha resposta foi sim e outros não (na maioria) e nunca parei na triagem por isso, meu problema sempre foi pressão ou quase anemia.
agora tenho uma prima no PR que foi barrada na triagem por não ter parceiro fixo, não sei se perguntavam sobre número de parceiros.
mas enfim o processo de triagem não é igual em todo lugar.

Rebecca Souza disse...

@anonimo da 8:51
Já li muitos textos iguais o da carole,fora os textos transfobicos que cada dia mais pululam em páginas do facebook e em blog de radfem.
elas nã atacam o homem como machista,elas atacam o homem como um todo.E quem discorda é ridicularizada com falas como ´´cachorrinha do patriarcado´´e outros absurdos.
Mas falando do guest post,vi essa reportagem que achei9na minha opinião)que tambem tem muito aver com sexualidade e feminismo
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2014/05/140513_pornografia_feminista_fl.shtml?ocid=socialflow_facebook

Paula disse...

video-inspiração para o autor do tópico: https://www.youtube.com/watch?v=JLUr88_TCcM (em inglês)

Maria Valéria disse...

Helen,

Na UNESP de Botucatu , onde me formei , existia o parâmetro do número de parceiros sexuais no ultimo ano.

Sim, o processo de triagem nao e igual em todos os lugares, e pode ser que de 12 anos pra cá(quando sai da UNESP ) o protocolo de lá tenha mudado.
Abraço :)

Maria Valéria disse...

Sobre doação de sangue, ainda acredito que a triagem nao deva ser tao redondinha e tão quadradinha,
por ex: se você tem um parceiro fixo( namorado / marido) , e ja o conhece ha bastante tempo, tem casais que nao usam mais a camisinha,se for assim na pratica você vai recusar quase todos os doadores casados !!!
Por outro lado , se a pessoa disser " tive uma única relação sexual nesse ano com um desconhecido numa balada e nao usei camisinha " , dai sim, essa pessoa em minha opinião nao deveria doar sangue no período de janela imunológica.
Entao acredito que o questionário deva ser bem individualizado e personalizado, e nao receita de bolo " se for assim, aceita, se nao dispensa "
Cada caso e um caso !
Abraços !

Ana Carolina disse...

Caroles:

Lembro de ter lido um texto de radfems (põe radical nisso) tempos atrás que dizia que... sexo vaginal é antinatural. Aquele mesmo que além do fim recreativo possui fim reprodutivo.

Lembro que fiquei WTF e fechei o site na hora, porque isso é demais pra minha cabeça.

Helen Pinho disse...

é maria valéria é bem complicado, pessoalmente acredito que qualquer pessoa que transe sem camisinha está potencialmente exposto ao risco de contrair HIV, independente do número de parceiros, contudo como tu disse se esse método fosse usado pra excluir doadores perderíamos quase todos os casados, além de muitos e muitos solteiros. por isso acredito que o caminho mais seguro é testes mais precisos de HIV, por exemplo a uns anos atrás era padrão no mínimo 6 meses de janela, mas hoje já temos teste bem mais precisos de 3 meses ou até semanas (que eu saiba só no exterior). mas é muito complicado, penso que em grandes processos tem que ter padrões ou se poderia fazer qualquer pergunta (imagina mascus fazendo triagem), mas poderia seguir um questionário com vários caminhos, assim levaria em conta um pouco mais as individualidades.

Anônimo disse...

Mulher que transa 1x incomoda muita gente... mulher que transa 2x incomoda, incomoda muito mais...
Mulher que transa 3x incomoda muita gente, mulher que transa 4 vezes incomoda, incomoda, incomoda, incomoda muito mais... (ad infinitum).

Veja que a "preocupação" do sujeito é APENAS com a promiscuidade feminina. Como se não bastasse, ele ainda conseguiu distorcer tudo o que feminismo prega para que as mulheres NÃO FAÇAM sexo de maneira nenhuma.

Meu caro do post, mascus e puritanos de toda ordem:
Mulheres gostam de sexo - e muito - vivam com isso.
E repito a ótima dica do Flávio: Vá procurar algo útil pra fazer da vida e deixe de ser porteiro de buc*** alheia...


PS: Lola, você é uma heroína!!!


Jane Doe

Caio Schenini disse...

Na verdade é a mesma coisa que dizer que quem oprimia os judeus eram os nazistas e não os alemães ;)

Maria Valéria disse...

Helen,

Como dizia um preceptor meu do banco de sangue " se for levar tudo a risca e ao pé da letra , a gente so vai aceitar sangue de virgem "
Rsrsrs
Eu concordo que os testes tem que ser aprimorados,para a janela imunológica ser cada vez menor.
:)

Anônimo disse...

Triste ver como tem gente como esse anônimo das 23 e 42 e o que postou o vídeo das cem garotas, que entendem tanto de mulher, feminismo, cultura, quanto a maioria dos brasileiros entende de rugby...

donadio disse...

""promíscua" é um termo horrível, pesadíssimo e carregado de machismo..."

"Homossexual" é um termo horrível, pesadíssimo, carregado de machismo... "prostituta" é um termo horrível, pesadíssimo, carregado de machismo... etc.

Se usarmos a palavra para dar uma conotação horrível e para dar vazão ao nosso machismo, ela será uma palavra horrível, pesadíssima, carregada de machismo. Se a usarmos como um descritor neutro, ela será um descritor neutro. Se a usarmos como uma identificação positiva, ela será uma identificação positiva.

A hora que as pessoas que gostam de ter relações sexuais com vários parceiros diferentes passarem a se identificar como "promíscuas", a defenderem o direito de ser promíscuas, a chamar quem se incomoda de "promiscuófobo", etc., a coisa muda.

Na minha opinião, já está passando da hora.

Dan disse...

Eu uso a palavra "promíscuo" pra designar uma pessoa que transa com muitas pessoas diferentes, da mesma forma como eu uso "celibatário" pra quem não transa com ninguém. Deveria ser só uma palavra, um conceito, e não um rótulo ou ofensa. Animais também são promíscuos, meu professor de química disse que bactérias são promíscuas, logo, pra mim, pessoas tbm podem ser (e sem ter problema algum). Agora, essa pressão de "arrumar homem" existe sim, quem disse que não? A mulher sofre pressão tanto de um lado quanto do outro, tem que andar sempre na corda bamba, se equilibrando pra não ser "puta" nem "santa", e isso é uma droga.

Anônimo disse...

Acho que voce interpretou o texto errado.

Anônimo disse...

Quer saber se vc é uma pessoa promíscua? Vá doar sangue. Vão te perguntar sobre sua vida sexual. Se isso te impedir de doar, BINGO! Vc é promíscuo.

Simples assim