sábado, 8 de março de 2014

RAZÕES PRA SER FEMINISTA: DADOS PARA VOCÊ USAR

Hoje é Dia Internacional da Mulher, um dia importante, de luta e de conscientização, e também de comemoração de conquistas. 
Riachuelo já retirou o comercial racista
Infelizmente, é um dia que, já faz alguns anos, o capitalismo tenta tomar para si. Se depender do senso comum e do mercado publicitário, virou um dia de "parabéns por ser mulher". Então vemos todas aquelas "homenagens", aquelas que poderíamos muito bem viver sem
Palestra sobre obesidade
em Volta Redonda
Parte da mídia aproveita a data para falar mal do feminismo, mas cada vez mais há matérias que abordam a desigualdade e os preconceitos contra mulheres. E, por mais que existam mil e um encontros do tipo "derrote a celulite localizada", também há muitas palestras feministas em empresas, faculdades e escolas de ensino médio. Mas é uma batalha. Todo ano é uma batalha. E, como a gente bem sabe, a luta é todo dia. 
Campanha "Meu Corpo Minhas Regras"
 do Feminismo Sem Demagogia
Eu vivo coletando estatísticas e dados gerais que me podem ser úteis, mas não sou muito organizada. Esses dias decidi reunir dados que estavam meio jogados num só arquivo de 65 páginas do Word (entre pedaços de textos, sugestões, posts começados etc). Tem muita coisa boa. Compartilho o que reuni com vocês. Se você tiver outras pesquisas e estatísticas à mão, deixe aí nos comentários, que elas podem ser úteis pra muita gente.

Algumas razões para ser feminista
Gráfico interativo: direitos das mulheres no mundo, país por país. No gráfico a mulher até está bem.
Na Grã Bretanha, apenas uma em cada 30 vítimas de estupro verá o agressor ser condenado.
Frequência do estupro em cada estado
Dados sobre estupro nos EUA: Quase uma em cinco mulheres (18%) disse ter sido estuprada em algum ponto de sua vida. Para homens, o índice é de 1 em 71 homens (1,4%). Com as vítimas do sexo feminino, estupradores são parceiros íntimos (51%), membros da família (12,5%), conhecidos (41%), e desconhecidos (14%).
Brasileiro é machista. Ainda quer uma Amélia!
Segundo uma pesquisa do Data Popular de 2013, 64% das brasileiras responderam que marido dá mais trabalho do que ajuda em casa. 98% disseram que, além de trabalhar fora, precisam fazer as tarefas domésticas. E só 29% disseram que tem ajuda dos maridos. Entre os homens casados, só 5% disseram cozinhar ou lavar louça, só 5% limpa móveis e varre, só 1% lava e passa roupa. (Não encontrei a pesquisa; os dados são citados nesta reportagem).
Em quinze países, mulheres ainda precisam da permissão do marido para trabalhar fora.
Palombo usa personagens
de desenhos animados
para combater violência
contra a mulher
Segundo o IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), a implementação da Lei Maria da Penha, em agosto de 2006, não reduziu número de feminicídios. São 5 mil casos por ano, 15,5 por dia, 472 por mês. Não existem mecanismos de proteção. Ajudará se o assassinato de mulheres passar a ser reconhecido como feminicídio (está em tramitação na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado, e prevê penas mais pesadas, seria um agravante para o crime). Segundo o estudo do IPEA, 40% dessas mortes são causadas por parceiros íntimos, índice 6,6 vezes maior que o número de assassinatos por parceiras contra parceiros. A grande maioria das vítimas é de mulheres negras (60%) e jovens (31% na faixa etária de 20 a 29 anos).
Violência contra mulheres no mundo atinge proporções epidêmicas. Das mulheres que são mortas no planeta, mais de uma em três é assassinada pelo parceiro. 
Lembrando Sandra Fernandes
Maior estudo internacional sobre violência contra mulheres mostra que a mobilização dos movimentos feministas é mais importante para mudar a situação do que a riqueza das nações, partidos políticos de esquerda, ou o número de mulheres na política.
Homens com mestrado ganham mais que mulheres com a mesma titulação, muitas vezes até na mesma área.
Brasil não diminui desigualdade salarial entre os gêneros.
Transformando bullying na internet
contra mulheres em arte
Stalking e ameaças de morte e estupro são comuns contra mulheres na internet. Em 2006, pesquisadores da Universidade de Maryland criaram várias contas falsas e as colocaram para interagir em fóruns. Contas com nomes femininos receberam uma média de cem mensagens ameaçadoras e sexualmente explícitas por dia. Contas com nomes masculinos receberam 3,7. 
Vinte anos de pesquisas sobre aborto no Brasil.

Juventude
Jovens brasileiros são conservadores. Pesquisa do Instituto Social da Caixa Econômica com mil brasileiros entre 18 e 29 anos revela que metade dos entrevistados aceita que mulher vestida com roupas insinuantes não pode reclamar se sofrer violência sexual (em 2012 foram 50 mil estupros no Brasil). 16% dos jovens concordam que o homem pode agredir uma mulher se ela não quiser fazer sexo com ele.
Em pesquisa realizada com estudantes da cidade de SP no terceiro ano do ensino médio, a pergunta era "Existe profissão de homem e de mulher?". 80% responderam que sim.
Pesquisa da USP com 362 jovens universitários no Estado de SP com mais de 18 anos que estão namorando mostra que 75% já sofreram violência psicológica, sexual ou física. Os números são parecidos entre homens e mulheres. A violência física vem sempre depois da violência psicológica. 

Cultura
Algumas estatísticas interessantes que mostram que o cenário está mudando: média de casamento no Brasil dura 15 anos; número de mulheres de 30 a 34 anos que dão à luz já superou o de mães adolescentes; mulher é mais velha em um a cada quatro novos casamentos.
Proporção de mulheres chefes de família cresce mais do que quatro vezes em 10 anos, diz IBGE.
Reveja o seu conceito de provedor e chefe de família: mulheres que sustentam a casa nos EUA já são 40%. No Brasil, são 37%.
Mulheres determinam compra de produtos. Pesquisa Data Popular com homens casados em todo o país diz que as decisões das compras de supermercado são da mulher para 86% dos entrevistados, férias da família 79%, roupas do marido 71%, carro da família 58%, mulheres controlam a conta no banco e sabem quanto o marido ganha 61%, para 79%, a mulher guarda dinheiro escondido.
Os DINK (Double Income, No Kids -- Renda de duas pessoas, e sem filhos, como eu e o maridão, por exemplo) são 2,9% da população brasileira. 
Pesquisa mostra perfil do escritor brasileiro entre 1990 e 2004: 73% são homens, 94% brancos. 
Entre os personagens da literatura brasileira recente, 71% dos protagonistas são homens.
Mulheres como autoras acadêmicas. Nos últimos 20 anos, mulheres têm publicado muito mais que em qualquer época, mas ainda não são maioria em nenhuma área. Em Educação, são 46%.

Questões raciais
A população negra e o mercado de trabalho, dados do Dieese.
Meninas negras realizam 100% do trabalho infantil doméstico no DF. 
Média salarial de negros com ensino superior é 36% menor que a de não negros, diz Dieese.
Entre os estudantes terminando curso de Medicina no Brasil, apenas 2,7% são negros
Boa notícia: sobe para 30% o número de empregadores pardos/negros. Má notícia: só 8% do total de empregadores é de negras.
No Escrevivência, algumas ótimas dicas de livros com temática negra (em português) para baixar.

Cinema
Cinco fatos sobre a desigualdade de gênero no cinema. E um infográfico.

Geral
As trezentas cidades mais populosas do Brasil em 2013: Fortaleza em quinto, com 2,5 mi, depois de Salvador e Brasília.
Mapa-múndi da aceitação global da homossexualidade. De acordo com a pesquisa em 39 países, 60% dos brasileiros acham que a homossexualidade deve ser aceita pela sociedade. Mulheres e jovens são mais tolerantes.

Uma ampla bibliografia feminista
Isso eu já fiz no ano passado. 
E feliz Dia Internacional da Mulher! Que é todo dia. E nem sempre é feliz. Mas sempre é preciso.
Olha só que coisa linda este Girl Power Collab: 50 personagens femininas desenhadas por 50 ilustradoras. Show de bola!

75 comentários:

Anônimo disse...

Sawl

Feliz Dia Internacional da Mulher pra Lola, e pra todas nós!
Embora eu prefira o reconhecimento diário das mulheres como importantes cidadãs na humanidade.
Eu só queria saber o que dá na cabeça de certas mulheres(eu disse "certas").
Eu já acho ridículo homem machista, mas, mulher machista não dá pra compreender!
Sei que todos(as) nós somos doutrinados desde a infância, mas, quando chega na idade adulta devemos rever determinados pré-conceitos!
Mas, em relação às famosas "validadoras", Camile Paglia, conceituada escritora, alega que Feminismo faz com que mulheres sejam "infelizes" e o melhor seriam que fossem "mães" de famílias numerosas, mas, ELA MESMA tem apenas um filho e não é casada com um homem!
Ela dá uma declaração homofóbica e ridícula que homens estão se tornando gays por culpa de mulheres independentes e "tediosas", mas, ela é LÉSBICA e NUNCA deveria agir de forma homofóbica, alegando que héteros viram "gays" por culpa da independência feminina, como se o fato de ser "gay" fosse algo "negativo" e tb que sexualidade pudesse ser "mudada"!
Só pra terminar questiono pq ela não larga a carreira de escritora e vira "rainha do lar"?!
A outra que só falou MERDA foi a tal da Lily Allen. Entre algumas besteiras que a moça fala "Qual é a versão masculina do feminismo? Não há nem uma palavra para isso." Entre outras atrocidades como alegar que o maior inimigo das mulheres são...OUTRAS MULHERES! Mulheres machistas, recalcadas e validadoras que nem ela, COM CERTEZA são inimigas sim!!
Claro toda sua declaração preconceituosa e patética, foi dada em uma "revista masculina", afinal ela se viu na necessidade de aprovação masculina! Pobre e ridícula garota! kkkkk
Será que ela não sabe que é justamente o Feminismo que deu direito à ela de cantar(mesmo que MAL) e ter uma carreira, e em troca ela vomita só preconceitos?!
O link da Camile tá na coluna do babaca do Constantino e da medíocre da Lily é esse:
http://virgula.uol.com.br/musica/pop/feminismo-eu-odeio-essa-palavra-diz-lily-allen-em-artigo-para-revista-masculina

Os: só pra deixar um questionamento aqui, se Feminismo é "tão ruim" porque mulheres de países da África e Oriente Médio estão sempre lutando por melhores condições e pedindo ajuda de grupos feministas? Pensem nisso.

Viva as mulheres batalhadoras do Brasil e do Mundo(menos validadoras como a Camile e a Lily, entre outras!)!!!!!

Sawl - Always the rebel

Ana Catharina Santos Silva disse...

Lolinha, feliz dia da mulher! Você é muito especial pra mim por ter aberto tanto minha cabeça pra taaaaaanta coisa importante. E hoje em dia eu tento semear aos poucos...
Bjos

Anônimo disse...

Post do Oscar Lola!

Anônimo disse...

O que mais me assusta é ver o espantoso número de pessoas maiores de 18 anos que já sofreram abuso psicológico em relacionamento amoroso: 75%.

É essa a ideia que se tem de amor?!

Laurinha (Mulher modernex) disse...

"Entre os homens casados, só 5% disseram cozinhar ou lavar louça, só 5% limpa móveis e varre, só 1% lava e passa roupa."

E depois quando digo que não pretendo casar, prefiro namorar com cada um na sua casa, pessoal ainda me pergunta o porquê.

Anônimo disse...

Por acaso tomei ciência da existência desse ser, o Constantino, só hoje. A acefalia da direita brasileira me impressiona. Lá veio o papo do Dia Internacional do Homem. Oh, pobres mulheres, o Estado as está obrigando a trabalhar menos com essas imensas licenças maternidade e fazendo com que percam espaço no mercado de trabalho. O estado que é mau, e não o empregador que inclusive, por vezes, é mulher. Porque foda-se o desenvolvimento do bebê, enfia na creche! Arruma uma babá (oh, que coisa. Não tem homem babá, né? Mas vivemos um estado democrático em que já vivenciamos a igualdade de gênero) pra dormir em casa! Afinal, se é isso que os homens fazem -- arrumam OUTRA PESSOA pra cuidar do bebê -- por que as mulheres não podem fazer isso por seus maravilhosos empregos que pagam a elas 40% menos do que aos homens? E citar a legislação de países europeus nesses posts tendenciosos, rola? Naaaa. Além do mais, eles estão em crise (o EUA não. Aliás, não foram as bizarras práticas de ginástica financeira dos EUA que provocaram a crise mundial. Foi a social democracia inconsequente europeia, que reduz a produtividade das mães de bebês).

Recentemente um grande amigo meu afirmou que na empresa que ele trabalha (fundo de investimento) currículo de mulher vai PRO LIXO SEM SER LIDO, porque mulher "surta e não aguenta a pressão". Falou isso para três mulheres, e duas delas (a terceira era eu) concordaram, é verdade, a gente chora... Ahn???? Comentei o caso num grupo do whatsapp e um outro rapaz se apressou em corroborar, dizendo que sua sóciA (escreveu assim) não contrata mulheres porque causam "muitos problemas".

Meninas, ainda temos muito que lutar. Não podemos silenciar diante da fragilidade das nossas amigas, que ingenuamente aceitam ser inferiorizadas pelos homens. Precisamos conversar muito mais, com mulheres e com homens, com calma, com perseverança, porque o senso comum é dolorosamente machista, mas há muitas pessoas que podem mudar ao ter contato com formas diferentes de pensar.

Meu marido não é machista e isso foi sorte. Todos os outros namorados que tive eram, e eu nem percebia muito. Hoje, não teria condições de namorar um machista. Aqui em casa dividimos todas as tarefas e contas, não temos empregadxs (ou melhor, empregadA, né? Porque não tem mais isso de machismo, mas também não existe empregadO doméstico). Ele faz parte de todos aqueles percentuaizinhos: que lava louça, lava e passa roupa, cozinha e faz faxina. Isso não devia ser mérito algum. Pra mim é como se vangloriar de não precisar de alguém pra limpar a própria bunda... Mas eu penso nele como uma prova de que nossa luta tem efeito e vai nos levar a algum lugar, assim como as mulheres que comentam aqui no Lola tanto me inspiram...

Escrevi aqui um post paralelo. Desculpem, amigxs, foi um desabafo. Simbora pra rinha.

Igor Pedras disse...

http://nerderudito.blogspot.com.br/2014/03/o-jogo-da-seducao-e-cultura-do-estupro.html

Igor Pedras disse...

Ah, e esqueci de dizer: eu prometo que o link tem conteúdo feminista e que não contem apologia mascu.

Musicista Feminista disse...

O Alasca,segundo a pesquisa, tem a maior estatística de estupro. Essa é pra cagar em cima dos machistas que colocam a culpa do estupro na roupa da vítima. Como explicam um estado que fica perto do polo norte e todo mundo anda encapotado de tanto casaco o ano todo ter tanto estupro? Simples, a culpa NÃO é da roupa, nunca. E Nova York, que tem verões quentes, e muitas mulheres andam mostrando tudo com seus shortinhos tem as menores estatísticas.

Talita disse...

Adorei o post, sempre bom lembrar e descobrir causas pelas quais lutar, infelizmente são muitas, felizmente ainda temos fôlego!

2 coisas:
-Ontem estava sentada na auto-escola esperando meu instrutor chegar quando uma das secretárias comenta com as outras "Vocês viram isso? A menina pediu pra ter aula com uma mulher e eu disse que só em junho, aí ela ligou pro namorado PRA SABER SE PODIA ter aula com um homem e ele até deixou, mas falou que IRIA JUNTO!!! Aí ela achou melhor esperar junho mesmo...". E eu sentada tentando entender como um super absurdo desses ainda acontece;
-Hoje meu pai veio me dar os parabéns e eu falei "Dispenso os parabéns, quero que você faça os meninos(meus 3 irmãos) colaborarem com a casa também", ele parou um segundo e falou "Tá, farei". Estou esperando os frutos da promessa...

Anônimo disse...

Mulheres só começaram a trabalhar graças as feministas?
Eu acho que foi na guerra,pq morriam homens demais e faltava gente para suprir as vagas,ai mulheres entraram no mercado.

Menos mentira feministas,só alguém alienado para acreditar nessa.

Anônimo disse...

Mulher e Neuralgia do Trigêmio.

Hoje é dia internacional das mulheres, fala-se nas lutas e conquistas dos direitos da mulher. O QUE DIZER A MULHER PORTADORA DE NEURALGIA DO TRIGEMIO?
A neurgia do trigemio,
ou síndrome de Fotheguirll é uma doença rara, dolorosa e crônica que afeta mais mulheres. É descrita como a maior dor que o ser humano suporta sem desmaiar. E eu mulher tenho esta síndrome dolorosa,rara e crônica. Temos crises, são inevitáveis e aqueles hábitos femininos se tornam agravantes da dor:
Pentear os cabelos, amarrar, pranchar, escovar, maquiagem também não, delinear a sombrancelha então? é um choque inesquecível, lápis de olho? Também não, batom? Jamais. E ficamos esperando as dezenas de remédios fazerem efeito para retomar nossa identidade. Hoje é também nosso dia. LUTAS: além de lutar por espaço na sociedade machista lutamos para que hajam mais pesquisas, tratamentos mais eficazes contra algo que nos torna tão vulneráveis. Os remédios de linhagem anticonvulsionantes não garatem qualidade de vida. Nós mulheres com Neuralgia ou NT consumimos infinitas miligramas sem ter a certeza de que vai amenizar. A dor pode ser em minutos,horas, semanas, meses ou dias, sim estou há dois e meio na crise. Dependendo da mulher pode ser uma bagatela de 100, 150, ou 180 crises por DIA, não é mês nem ano é 180 episódios dolorosos por dia. NÃO TEM CIRURGIA?
Tem cirurgia para tratamentos, fiz uma também, mas o resultado é uma incógnita, pode ou não resolver. E agora? A TPM causa crise, a vaidade causa crise, a higiene facial ou bucal causa crise, eu sorrir também vai doer. E SE EU CHORAR?
Não pode chorar, duplica a dor, aguentem meninas!!!
Aquele drama do filme, aquela declaração de amor, o aniversário surpresa, o ente querido que se foi, todas estas situações emotivas a mulher com neuralgia tem que viver da forma MENOS chorosa possível. ENTÃO VAMOS GRITAR=> Não gritem vai doer. Mulher, neulrágica, guerreira, dolorida, em crise, assediada,... Em fim esta sou eu.

amanda disse...

Excelente texto o do Igor Pedras, todas deveriam ler. Não é mascu não, é feminista e traz uma reflexão muito interessante, podia até ser guest post do blog da Lola. Igor pq não envia o texto pra Lola publicar como guest post aqui? Até vai ajudar na divulgação do seu blog. Leiam, vale a pena.

Anônimo disse...

Se eu tivesse neuralgia do trigemeo me matava. De boa.

Anônimo disse...

Anallfabeto funcional das 15:44, me diz onde no post ou nos comentarios alguém falou que as mulheres só começaram a trabalhar graças as feministas. Me mostra ai, pq não vi ninguém afirmando isso em lugar nenhum.

O que disseram foi que graças ao feminismo mulheres hoje em dia podem ter uma carreira, e ter uma carreira é diferente de trabalhar em fábricas sob condições desumanas durante a guerra, sabe?

Acho que vc não sabe interpretar textos ou escreveu seu comentário de má-fé mesmo, porque assim é fácil ser mascu, ne? Sempre distorcendo as coisas a seu favor.

Sara disse...

Podemos ter avançado em alguns campos, mas a violência contra nós é absurda, e creio q tenha aumentado muito com o movimento feminista.
Antes a mulher se resignava a tratamentos cruéis e injustos, a casamentos sem amor e sem respeito, aceitavam passivamente essas condições, e era mais raro sofrerem violências que chegassem a morte, embora elas acontecessem SIM e em grande número.
Hoje movidas por desejo de liberdade e independência e não aceitação de condições humilhantes, a mulher é quem toma a decisão da separação, se não me engano em mais de 70% dos divórcios.
Eu acredito que toda a violência que a mulher esta sofrendo é a resposta machista de revolta por se verem confrontados em seu poder absoluto como era no passado.
A única vantagem dos homens sobre as mulheres é a agressividade, pra mim foi através dela que dominaram o mundo por tanto tempo.
Esse é o nosso maior desafio, todas as outras diferenças desaparecerão com o tempo, basta não baixarmos a guarda NUNCA.
Mas a violência masculina tem que ser contida de alguma maneira, pela educação, pelas leis, e tb aspectos culturais.
Acho q essa ainda é nossa maior luta, sobreviver...

Igor Pedras disse...

Tudo bem, Amanda. Mas como eu faço isso?

Anônimo disse...

Sawl

Adorei o texto do Sakamoto!
Foi em forma de poesia, uma crítica ácida contra a publicidade tão machista de nosso país!
Aqui o link:

http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2014/03/08/mulher-gosta-mesmo-e-de-trocar-o-sache-da-privada-e-sim-eu-vi-na-tv/

Sawl

Cris Jolie disse...

Chega de florzinha. Vamos a luta!!

Igor Pedras disse...

Tudo bem, Amanda. Mas como é que eu faço isso? (não sei se eu já enviei essa mensagem)

Anônimo disse...

É nessas horas que eu vejo a falta de seriedade do tal "movimento realista" (mascu) em comparação ao feminismo.

O feminismo discute agressão física, psicológica, salários menores, estupro, cantada de rua, etc. Enfim, uma pessoa tomando o espaço da outra ou agindo de maneira desonesta.

Já o tal de "realismo" é uma grande palhaçada justamente porque reclama de os homens terem hoje maior dificuldade em invadir o espaço das mulheres. Esses dias acabei caindo num forum mascu e as principais reclamações eram:

- Friendzone (como sempre);
- Ter namorado muito tempo sem fazer sexo com a namorada (depois a mulher se faz sexo é rodada, mas com eles ela tem que liberar de primeira);
- Ter dado muitos presentes para a namorada/esposa;
- Ter transado somente com a parceira enquanto durou o relacionamento;
- Ter gastado créditos de celular ao ligar pra parceira;
- Ter visto a menina de quem eles gostavam se envolver com um "cara que não prestava" (como se alguém fosse obrigado a ficar com eles);
- Ter escrito cartas de amor;

E mimimimimimimimimi.

Havia umas poucas reclamações de mulheres que terminaram o relacionamento com eles de uma hora pra outra (ok, admito que pode ser doloroso, mas ocorre com mulheres também), mas eram a minoria; a infantilidade era tanta, que um camarada reclamava de ter terminado com a garota e ter ficado magoado com o fato de ela não ter implorado pra voltar (kkkkkkkkkk) e dias depois já estar com outro cara. É puro eguinho de macho ferido, um negócio ridículo, isso pq quem terminou foi ele. Fica chateadinho apenas pq a garota seguiu em frente após o término sem grande mimimizagem (ao contrário do que eles fazem).

A única reclamação realmente pertinente foi de um cara que disse ter sido falsamente acusado de agressão pela ex esposa e teve um problema judicial complicado por isso; porém, de resto, só vi mimimimi de moleque.

E eles ainda acham que aquilo é muito sério.

Fabio Guapo disse...

Uma grande bandeira das feministas é alegar que há discriminação de sexo e, como evidência, mostrar o salário médio mais baixo das mulheres. Essa análise simplista é mais um exemplo de uso indevido de estatísticas espúrias. Afinal, a média pura e simples ignora que elas tendem, ao longo da vida, a se afastar mais do trabalho por questões de família (da última vez que verifiquei ainda eram as mulheres que engravidavam), ou a escolher trabalhos mais flexíveis por conta disso. Óbvio que isso afeta a remuneração, reduz as chances de promoções no decorrer da carreira etc.

Além disso, os salários mais altos costumam estar ligados à engenharia ou a campos similares, que possuem presença masculina desproporcional. Empregos arriscados ou que demandam força também atraem mais os homens, e o salário de um bombeiro tende a ser maior que o de uma secretária.

Portanto, quando são levados em conta fatores como qualificação, carga horária, risco de afastamento do empregado por gravidez e coisas do tipo, o hiato salarial desaparece! O que faz todo sentido econômico: se mulheres realmente ganhassem menos que os homens para o mesmo valor produzido, naturalmente os empresários mais gananciosos contratariam somente mulheres e levariam à bancarrota seus concorrentes machistas, com mão de obra mais cara e menos competitiva.

Essa mesma lógica é válida para o racismo. Walter Williams, em Race and Economics, defende a tese de que o livre mercado expõe e ataca a ineficiência do racismo. Vale para raça, gênero, qualquer forma de discriminação. A teoria econômica não pode responder a questões éticas; mas pode exibir as consequências de medidas tomadas em seu nome.

O que o autor mostra é que diversos problemas que os negros americanos enfrentam não têm ligação com a discriminação racial. Ele, que é negro, não nega que tal discriminação existe; apenas demonstra que as principais causas dos problemas estão em outro lugar. E quais seriam estas causas, então? O que fica evidente ao longo do livro é que as regulamentações impostas pelo governo representam o grande vilão dos negros, especialmente os mais pobres.

@dddrocha disse...

Parabéns Lola, parabéns lindas comentaristas e frequentadoras desse bloguinho querido e essencial.
Espero que em 2015 a gente possa comemorar essa data de verdade, relembrando conquistas sólidas de 2014.
Abraços em todas.

Fabio Guapo disse...

Uma das formas básicas de alguém com menor produtividade competir no mercado de trabalho é justamente aceitar um salário mais baixo. A demanda por remunerações equivalentes para trabalhos equivalentes vem de quem já está empregado e deseja reduzir a concorrência. O autor mostra inclusive que esta lógica não escapou aos principais proponentes das leis trabalhistas. Os sindicatos se uniram para impedir a entrada maciça dos negros no mercado de trabalho.

Estas leis tornam o custo da discriminação racial nulo. No livre mercado, se o empregador se recusar a contratar alguém por causa da “raça”, pagará um preço por isso, seja por limitar a quantidade de candidatos às vagas, seja por deixar de empregar gente mais produtiva pelo mesmo salário. Neste caso, basta o concorrente ignorar o racismo para ser mais eficiente. Com o tempo, a tendência é o empregador racista ir à bancarrota.

Em suma, Williams defende o fim das restrições legais ao mercado de trabalho como melhor medida para ajudar as minorias, incluindo os negros. O livre mercado é impessoal e foca nos resultados. Esta é a mais poderosa arma contra qualquer tipo de discriminação.

Mas os coletivistas não querem saber dessa lógica, pois estraga a “marcha das vítimas oprimidas”. Em vez disso, ajudam a criar várias leis que acabarão prejudicando as próprias mulheres, negros, gays. Criam-se várias regalias para “proteger” o sexo feminino, por exemplo, e o patrão, desesperado com os custos dessa benesse toda, opta pela contratação de um homem mesmo. Consequências indesejadas das boas intenções.

Quando a mulher realmente mergulha no trabalho, desfruta das mesmas chances de sucesso que os homens. É uma questão de escolha, de abrir mão de outro estilo de vida. Cada vez mais mulheres conquistam posições de destaque, e isso não se deve a nenhum tipo de privilégio estatal.

Em maio de 2013, por exemplo, Claudia Sander se tornou presidente da TAM aos 38 anos. Para desespero das feministas, Claudia chegou lá por meritocracia, é bonita, formada em engenharia com MBA em Harvard, e não precisou apelar para vitimização alguma. Alguém consegue ver uma pobre oprimida nisso?

A presidente mundial do site Yahoo!, Marissa Mayer, segue o mesmo perfil. É uma cientista da computação, foi vice-presidente de serviços geográficos e locais do Google e, em julho de 2012, nomeada presidente e diretora-executiva do Yahoo!, por reconhecimento a seu mérito. Vítima? De quem?

[...]

Obama posa, como todo grande esquerdista caviar, como protetor das minorias, incluindo a maioria feminina. Sua retórica é toda voltada para o combate ao machismo, que supostamente reduz o salário das mulheres (falso, como já vimos). Curiosamente, quando Obama era senador, as suas funcionárias recebiam um salário médio de quase US$ 45 mil por ano, contra mais de US$ 57 mil da média masculina.

Para acrescentar insulto à injúria, o concorrente das primeiras eleições presidenciais de Obama, John McCain, pagava não só 24% de salário médio feminino a mais que Obama, como suas funcionárias recebiam mais que os homens da equipe. McCain, o Republicano, fechara o gap e invertera a equação, tudo sem a necessidade de leis estatais como as defendidas por Obama.

Pergunte se a grande imprensa explorou esse abismo entre discurso e prática nas eleições. Claro que não! E Obama colheria os frutos de seu sensacionalismo em prol das “minorias”, recebendo uma quantidade desproporcional de votos dessas categorias de eleitores. O populismo vende bem.

Anônimo disse...

Oi Lola, leio seu blog há algum tempinho, mas nunca comentei aqui. Seu blog simplesmente abriu minha cabeça de uma maneira que jamais imaginei! Eu fui criada numa família completamente machista e sempre acreditei que isso era o normal. Hoje por causa do seu blog eu posso dezer que sou feminista. Mas tem muita coisa que preciso estudar, tem muita coisa que ainda passa despercebido. Hoje, especialmente, meu facebook está lotado de homenagens ao Dia das Mulheres, das mais machistas e clichês as mais profundas e verdadeiras, de Valesca Poposuda à Chico Xavier. Enfim, me deparei com a mensagem da Sandra Annenberg na página da rede glogo no FB >>> aqui https://www.facebook.com/photo.php?v=584305054999212 <<<. Aí eu postei um comentário sobre que eu achava que tinha, nas entrelinhas, uma mensagem machista, definindo como a mulher que além de ser multitask e "estar com tudo em cima" faz tudo isso sorrindo e que mulheres adoram um desafio. Aí mostrei o comentário pro meu marido e ele não concordou comigo, disse que estou exagerando. Me senti como nesse texto aqui >>> http://www.brasilpost.com.br/amanda-previdelli/ser-mulher-e-ser-um-pouco_b_4914444.html <<< , que tenho que ser menos, por ser mulher. Fiquei chateada, pq por alguns momentos, achei que estou errada por ver isso. Me diga, estou louca? Estou exagerando? Beijos, Lolinha, e um abraço beeeem apertado! Desejo do fundo do coração muita força para vc continuar essa nossa luta e que ela cada vez acorde outras guerreiras!
Poli

Amanda disse...

Igor Pedras,

envia seu texto pro email da Lola: lolaescreva@gmail.com

Coloca no assunto "guest post [...]" (ela vive ocupada, é bom chamar atenção pra ela ler rsrs). Manda no email o link do seu blog pra ela divulgar.

Anônimo disse...

Fabio Guapo, super original você com o argumento "ele que disse e ele é negro, hein?"

Fabio Guapo, me fala, por favor, dos engenheiros que você conhece que arriscam suas vidas. E me explica exatamente qual é a razão que você crê que existe para que a engenharia seja dominada prioritariamente por homens (ainda que essa estatística esteja se modificando sensivelmente). Porque eu acho que é machismo.

Eu acho que é porque até muito recentemente, as mulheres eram educadas para ser delicadas e optar por carreiras voltadas para "humanas", visto que não eram racionais o suficiente para ser bem sucedidas nas "exatas". (e eu nem vou entrar no mérito da exatidão das exatas ou da humanidade das humanas)

Será que eu estou errada? Porque eu sou a anônima das 14:16 e como disse àquela hora, tenho um amigo que se formou comigo, mesmo curso e universidade (e tem grau de escolaridade significativamente inferior ao meu) que acha que mulheres não são racionais o suficiente para trabalhar no mercado financeiro, crença compartilhada por seus colegas a ponto de haver no local onde trabalha uma política explícita de não contratação de mulheres, INDEPENDENTE DE SUA FORMAÇÃO. O currículo é rasgado, entendeu? Ignorado. Porque a mulher tem um útero que a desqualifica profissionalmente.

E falando no útero. Me diz aí, Fabio Guapo, quantos filhos as mulheres têm hoje em dia. Porque eu queria entender que terrível fardo econômico é esse para uma empresa que é conceder licença maternidade, que resulta em tal divergência de mérito. Vamos descontar do salário médio das mulheres então a proporção que os meses de licença representa em suas carreiras. Considerando uma média de 30 anos de carreira, você conhece alguma mulher que passou 12 anos de licença maternidade (24 filhos)? Estranho, né? De repente esses 6 meses fora representam uma queda de produtividade muito, muito louca, e aí, bastam eles para que se justifique a divergência de 40% entre os salários de homens e mulheres COM A MESMA ESCOLARIDADE. Ah, sim. É isso. Loucura! Depois de engravidar, as mulheres ficam desequilibradas, loucas por nenê, um inferno.

Ah, mas não é só isso, as mulheres buscam empregos flexíveis para cuidar da família! Só elas? Se sim... Me explica, Fabio Guapo, por que será que só elas? Hmmm.

Alguém pode me explicar por que o liberalismo só atrai conservadores? Porque em essência, a coisa foi revolucionária: vamos lá, prega que a diversidade de interesses e talentos gera o máximo de satisfação para a coletividade. Não é uma idéia bacana? Como foi que transformaram isso em "o Estado só deve legislar em favor de homens brancos" de forma tão consistente? (a pergunta é retórica, gente. Eu sei como foi)

Ass, anon das 14:16

Anônimo disse...

Lola, no meu emprego, até alguns anos atrás, o chefe não contratava mulheres.
Só um detalhe: ele é gay. Ele só contratava gays 9pra parte "leve") e homens (pra fazer a parte pesada - literalmente). Quando ele percebeu que algumas coisas não davam certo de jeito nenhum, com o passar dos anos, ele começou aos poucos a contratar mulheres. Hoje a empresa tem maioria de mulheres, cada vez ele contrata menos homens.
O curioso é que ele é de uma minoria (homossexual) e fala abertamente nas reuniões que não gostava de trabalhar com mulher mas teve que se render porque elas trabalham muito bem.
Sério, tem certas atitudes que não entram na minha cabeça...

lola aronovich disse...

Poli, não tinha visto a mensagem da Sandra Annenberg, e até gostei. Não sei se foi porque vi muita coisa muito pior, como este desfile de lugares-comuns de atrizes globais. Pelo menos a Sandra fala de machismo e discriminação. Ela cai em outro clichê, claro, esse da mulher maravilha, do multitask, nessa obrigação de ser e fazer tudo e ainda por cima adorar -- o que também é muito opressor. Não acho que vc está exagerando. Sua crítica é legítima. Tem muita gente na sociedade que cobra tudo isso das mulheres. O pessoal gosta de falar que é o feminismo que cobra isso das mulheres, mas não é não.


Amanda, que amor! Obrigada por falar pro Igor como proceder. Eu leio todos os emails, só não tenho tempo pra responder à maior parte. Infelizmente! Gostaria de poder responder todos, mas infelizmente não dá mesmo.

Anna Milani disse...


Depois daquela matéria da 'Amelia', eu desisto do Brasil. Esse negócio de '48 homens [sei lá se é esse número] não apoiam a mulher procurar a delegacia da mulher caso o homem obrigue-a a fazer sexo sem vontade'. É sério? Eu estou longe de ser homofóbica, mas já imaginou se um homossexual obriga um desses machistas de merda à transar? Amarrar um desses idiotas na cama e violentá-lo? EU DUVIDO que eles não iriam procurar a delegacia mais próxima.

Vou ser sincera, eu nunca fui patriota, e depois disso... Só me dá vontade de mudar daqui. Bem, eu dei uma pesquisada e pelo menos essa matéria, isso em 18 de julho de 2013: http://listtoptens.com/top-10-countries-with-highest-rape-crime/

Diz que o país com maior índice de estupro é o EUA. Se classifica do menor para o maior índice:
Tailândia
Bélgica
Federação Russa
Suécia
Alemanha
Canadá
México
Reino Unido
Índia
Estados Unidos

Realmente, essa praga é universal. Agora vem me falar que não precisa-se de feminismo aqui e no mundo.

Fabio Guapo disse...

Anonima 21:02
A Comissão de Direitos Humanos do Senado aprovou projeto de lei que amplia de quatro para seis meses a licença-maternidade. Algumas ressalvas tornam a lei menos perversa para as mulheres: as empresas privadas não são obrigadas (ainda) a conceder o prazo maior; e as que aderirem receberão incentivos fiscais do governo. Dito isso, podemos focar na essência da lei, que expressa uma mentalidade predominante no país, muito perigosa para o progresso.

A lei força, de cima para baixo, um comportamento que, na prática, reduz a empregabilidade feminina. Da boa intenção pode resultar um prejuízo justamente para aquelas que deveriam se beneficiar com a medida. Se um empregador se depara com a necessidade de escolher entre um homem e uma mulher na hora da contratação, será inclinado a optar pelo homem, assumindo uma produtividade similar de ambos. Afinal, quem deseja assumir o risco de ficar metade de um ano sem o empregado, tendo que pagar – ao menos em boa parte – por isso?

O brasileiro tem dificuldade de entender que as verdadeiras conquistas dos trabalhadores não são decretadas pelo governo, mas obtidas pela própria dinâmica e lógica do mercado. O trabalhador brasileiro desfruta de muito mais “conquistas” legais que o americano, que nem direito a férias remuneradas tem. Mas creio que ninguém seria louco de afirmar que o trabalhador brasileiro vive melhor que o americano. Na verdade, a enorme informalidade da mão de obra no Brasil se deve justamente aos absurdos encargos e privilégios impostos pela lei.

O caso da licença-maternidade vai na mesma linha: as americanas têm direito a até 12 semanas de licença, mas esta não é remunerada. O mesmo ocorre na Austrália e Nova Zelândia, países que têm gerado muita riqueza nas últimas décadas. Não há relatos de milhares de mulheres americanas tentando entrar no Brasil para trabalhar aqui e aproveitar essas “conquistas” todas. Por outro lado, milhares de brasileiras tentam a sorte nos Estados Unidos, até mesmo como imigrantes ilegais, em busca de melhores oportunidades. Isso mesmo sem uma licença-maternidade de seis meses, ou todas as demais regalias que o governo oferece, no papel, ao trabalhador brasileiro.

No seu livro de memórias recente, Alan Greenspan, o ex-presidente do Federal Reserve, dá uma verdadeira lição sobre o assunto, quando explica os motivos por ter contratado muitas mulheres em sua empresa de consultoria: “Minha opção por contratar economistas do sexo feminino não foi motivada pela liberação das mulheres. Apenas fazia muito sentido para os negócios. Eu valorizava igualmente homens e mulheres, e constatei que, como muitos empregadores não pensavam do mesmo modo, boas economistas eram mais baratas que bons economistas”.

Igor Pedras disse...

Ok, Amanda. Amanhã eu vou enviar a Lola.

Julia disse...

Anon 15:44 E só mascu pra acreditar que mulher nunca trabalhou antes da guerra. Mulheres sempre trabalharam e muito mais do que homens. Inclusive até hoje, os números estão nesse texto mesmo. Muitas mulheres pobres também trabalhavam fora de casa muito antes da guerra. Mas isso você não sabe porque além de alienado é BURRO.

Ana Luiza disse...

Oi Lola,

Adoro seu blog e você é amor!

Escrevi um texto para o Dia da Mulher, talvez alguma leitora possa se interessar.

https://br.portalprofes.com/ana.basalo/blog/8-de-marco-por-que-ha-pouquissimas-mulheres-em-computacao

Julia disse...

Gente, fecha o feminismo. O Fabio Guapo explicou tudo pra gente. Mas agora fiquei deprimida com a Claudia Sander ter se tornado presidente da Tam ano passado. Ainda bem que o Fabio não esqueceu de informar que ela é bonita antes de dizer que ela é formada em Harvard.
Depois dos argumentos da Camille Paglia na Veja pras mulheres largarem o feminismo o Fabio só veio pra complementar. É oficial, estou fora.

pp disse...

Lolinha, feliz Dia de Mulher! Você enriquece nossas vidas!!!

Post do Oscar, please!!!!!!!!

Larissa disse...

Fábio Guapo, eu sei que você idolatra o Constantino. O mesmo que achou super relevante denunciar o perigo que o Lepo Lepo representa ao capitalismo com argumentos adequados ao retrógrado da discussão, como "mistura de Marx com Coca-Cola" (esses comunistas gananciosos do axé nacional!)

Você copiou e colou o artigo que o Constantino resolveu copiar e colar no blog dele hoje, mas ainda não me explicou por que 6 meses a 1,5 anos da carreira de uma mulher implicam em redução de 40% do salário delas, e o Constantino esqueceu de citar que os países nórdicos, de maior renda per capita do mundo, são os que têm menores índices de desigualdade de gênero e maiores licenças maternidade -- na Suécia são 16 meses, e não só isso, mas esses 16 meses podem ser divididos da maneira que for entre pai e mãe -- aparentemente, lá não se considera que porque a mulher que engravida, também é ela e só ela que deve "buscar flexibilidade em seu horário de trabalho para cuidar da família".

Mas olha só, Fábio, só um economista muito fraco faria as análises limitadas que você e as suas referências intelectuais fazem. E pode não ter um monte de americanas e neozelandesas loucas pra morar no Brasil (que é um poço de machismo) mas pra viver na aviltante social democracia da Europa tem uma galera.

Arruma um liberal mais relevante aí pra debater comigo, cara. Rodrigo Constantino? O cara é ex Olavete.

Julia disse...

Pegadinha do malandrooooooo

De onde saiu essa topeira desse Fabio Guapo? Gente, esse povo da direita mexe com drogas.
O cara chamou licença maternidade de perversidade. Sério, eu to rindo.

Deixa eu explicar umas coisinhas pra esse animal.
Progresso é não discriminar mulheres porque temos útero.
Progresso é mudar uma cultura que relega a mulheres praticamente todo o cuidado com filhos/crianças e por isso precisam sim procurar empregos mais flexíveis e depois usar isso como justificativa pra mulheres ganharem menos.
Progresso seria ampliar a licença paternidade.
Progresso seria EXTIRPAR essa mentalidade misógina que a anônima relatou e varias mulheres relatam aqui todos os dias.

É por isso que o feminismo existe e vai existir até esse sistema opressivo acabar.

Você tá entendendo, animalzinho?
Topeira da direita

Anônimo disse...

"O brasileiro tem dificuldade de entender que as verdadeiras conquistas dos trabalhadores não são decretadas pelo governo, mas obtidas pela própria dinâmica e lógica do mercado. "

kkkkkkkkkkk... Eu sou a favor que esse tipo de coxinha fosse trabalhar como funcionário em um cargo bem baixo em uma empresa que não tem qualquer regulação governamental, em um país sem sindicatos. Faz o que quer, na hora que quer, paga o quanto quer.
Vamos voltar à epoca da revolução industrial, jornadas longas, salários miseráveis.
Quantas semanas esses coxinhas teóricos sobreviveriam dessa forma?

Anônimo disse...

"Para desespero das feministas, Claudia chegou lá por meritocracia"

Pois é, né. Feminista fica chatiada quando uma mulher consegue vencer barreiras em um mundo machista. É muito ser fora da casinha pra dizer uma bobagem dessas.
E olha a Lola aí sambando com um doutorado e ótimo emprego, mas não é por causa disso que ela se esquece de quem teve menos oportunidades que ela. Coxinhas e mascus jamais entenderão...

lola aronovich disse...

Ha ha, minhas queridas leitoras e comentaristas, vcs são ótimas! Vcs me representam! Ri muito com as respostas de vcs ao Guapão. Li em voz alta pro maridão e ele só disse, rindo também: "Elas jogam pesado".
Depois fui conferir se essa tal de Claudia, a tal miss universo formada em Harvard e nova diretora da TAM, não teria o sobrenome ROLIM em algum lugar (não, não tem). Porque, sabe como é, a meritocracia impera nas empresas privadas. Tanto que os donos da Veja continuam se chamando Civita, os donos do Estadão ainda se chamam Mesquita, os da Folha ainda são Frias, e por aí vai. Mas tenho certeza que todos esses senhores brancos só estão na presidências dessas empresas por MÉRITO, não porque são filhos e netos dos donos. Não, nepotismo jamais! Isso só existe na âmbito público, aquele antro de incompetentes!

Julinha querida, fico muito chateada que vc esteja saindo desse tal de feminismo, agora que Camille Paglia e Guapão nos desmascararam. De fato, não dá pra competir com argumentação tão sólida quanto a de anti-feministas declaradas e outros reaças!

Luana Lorraine Lua disse...

Caralho, Caralho! Não sei explicar como você me representa, como consegue colocar em palavras tudo aquilo que eu sinto, sério.

Com certeza tu inspira muita gente, inclusive a mim. Desculpe esse comentário tiete, mas não sei nem o que responder nesse post.

http://literalmenteacida.blogspot.com.br

Anônimo disse...

Mulheres sempre trabalharam e muito mais do que homens. Inclusive até hoje, os números estão nesse texto mesmo. Muitas mulheres pobres também trabalhavam fora de casa muito antes da guerra. Mas isso você não sabe porque além de alienado é BURRO.


kkkkk ué então pq reclamam tanto que mulher NUNCA pode trabalhar e ainda usam a falacia de que foram as feministas fodonas que permitiram isso?

Anônimo disse...

"kkkkk ué então pq reclamam tanto que mulher NUNCA pode trabalhar e ainda usam a falacia de que foram as feministas fodonas que permitiram isso?"

Volte dez casinhas, leia todo o blog, retorne quando conseguir formular uma frase coerente.

Anônimo disse...

"No livre mercado, se o empregador se recusar a contratar alguém por causa da “raça”, pagará um preço por isso, seja por limitar a quantidade de candidatos às vagas, seja por deixar de empregar gente mais produtiva pelo mesmo salário. Neste caso, basta o concorrente ignorar o racismo para ser mais eficiente. Com o tempo, a tendência é o empregador racista ir à bancarrota."

Empresas não pagam preço nenhum por discriminar um grupo, pelo contrário. Com a discriminação, a mão de obra discriminada passa a ser considerada mais barata, pessoas negras aceitam trabalhar por menores salários ou simplesmente ficam sem trabalhar.
Mas coxinhas teóricos não tem conhecimento de mundo, se não tá na Veja não ficam nem sabendo.

Ana Carolina disse...

Sobre mulheres, trabalho e feminismo: vocês mascus são burros ou se fazem?

Quando se fala em "carreira", se fala em mulheres de classe média, aquelas que tem escolha. Aquelas que eram propriedade do "pai de família" - e essas só puderam ter carreiras pelo feminismo, sim.

Porque nas classes operárias, no subemprego, mulheres trabalhavam e trabalham duro desde sempre. E são exploradas, e deixam os próprios filhos para criarem filhos dos outros. Porque não há ESCOLHA, há sobrevivência. Curiosamente, são pessoas não vistas como tais, mesmo até hoje.

Ou seja: não tem falácia nenhuma aí. Tem uma realidade duríssima.

Anônimo disse...

Com certeza. Mulheres "optam" por cargos menos remunerados - engenharia remunera melhor e é mais "masculina" porque é assim e acabou...

Não tem nada mesmo que ver com discriminação de gêneros, né?

Aff

Hamanndah disse...

Fabio, a licenca-maternidade e um direito do bebe,'nao da mulher. Bebe este que sera outro homem/mulher que doara sua forca de trabalho futuramente para o patrao de seu pai e sua mae. E sabe porque aqui no Brasil e em varios paises ela so e concedida a mulher? Nao e privilegio nao, fio, e porque sao, geralmente, as maes as principais responsaveis por serem as cuidadoras dos rebentos. Os pais, em sua maioria, como, talvez, vc seja,alem de ajudarem muito pouco a mae, esta, na maior parte das vezes, também tem que fazer o mingauzinho do seu "filho adulto incapaz de lavar a propria cueca". Quer mais? Acho que ouvi sua mulher chamar vc: "bem, seu gagau esta esfriando."

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Anônimo disse...

Vocês perdem tempo respondendo um coxinha mascu que provavelmente é bem branquinho, acredita em meritocracia e que nunca foi barrado em nenhum emprego?

Eu estava a 5 anos tentando achar um emprego na minha área de interesse e só consegui achar um mais ou menos porque aceitei um salário miserável. Descobri essa semana que a minha coordenadora recebia só R$200 a mais que eu, ou seja, duvido que eu receba aumento um dia...

Sara disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fabio Guapo disse...

“Homens ganham mais pelo mesmo emprego” é uma frase extremamente enganosa. Uma pessoa distraída dirá que o MESMO empresário paga um salário menor para a mulher que faz o mesmo serviço que um homem. Então coloco dois pontos:
.
1.Em primeiro lugar, mesmo que fosse isso, segundo entendo o empresário paga o que quiser, e aceita quem quiser.
.
2. Mas não é isso o que acontece de verdade (nem seria de se esperar isso pela lógica econômica). Porque não seria de se esperar isso? Porque se um empresário conseguisse pagar um salário menor para mulheres, para fazer o mesmo trabalho que os homens, ele contrataria cada vez só mulheres, e sua margem de lucro aumentaria. Logo, os outros empresários fariam o mesmo, e o valor de mercado do salário das mulheres cresceria, e o dos homens cairia. A explicação para as estatísticas é bem outra: As empresas que pagam salário melhores (geralmente as maiores empresas) acabam contratando mais homens, e as empresas menores, que pagam menores salários, contratam relativamente mais mulheres (em relação às empresas maiores). Porque isso acontece? Um idiota acharia que os empresários das melhores empresas são misóginos, e os pequenos empresários não. A resposta está nas escolas cursadas por mulheres e homens. Veja a área de engenharia que é muito ampla e tem bons salários: as melhores escolas tem muito mais alunos homens do que mulheres. As melhores empresas contratarão egressos das melhores escolas, e portanto contratarão preferencialmente mais homens. No caso de medicina, e direito, que também tem salários altos, há mais equilíbrio entre homens e mulheres nas melhores escolas, mas por outro lado, as mulheres atrasam sua carreira por motivo de gravidez e cuidados com filhos, e não estou criticando, é uma escolha legítima, mas é errado depois dizer que os patrões estão sendo injustos.
Pergunte a qualquer gestor que queira abrir o jogo que a explicação de os salários, para uma mesma função, serem menores às mulheres vem rapidinho, numa única frase: O custo do salário das mulheres é menor pelo fato de haver riscos de ausência do trabalho por conta de direitos trabalhistas diferenciados, como a licença maternidade. Uma equação previsível no mundo dos negócios. Qualquer outra resposta é desvio de foco.

Fabio Guapo disse...

Não passa pela sua brilhante cabeça que a preferência do empregador em contratar homem ou mulher, pode não ter ligação alguma com machismo, e sim justamente com o fato de que as mulheres gozam de mais privilégios, risco de ausência por gravidez etc?

Elaine Telles disse...

Pro mascu chorão justificando o injustificável. Na Europa, a licença maternidade é de um ano, pode (e é) ser dividida entre os pais, e ambos podem desfrutar de 3 anos de licença, se quiserem, ganhando metade do salário. Quando eles volta, a posição que trabalhavam está garantida. Aqui, pai não é só na certidão de nascimento, participam ativamente da criação dos filhos, desde o primeiro dia de vida. Sim, em alguns lugares do mundo as pessoas evoluŕam mentalmente e conseguem entender que filho não é algo que é "problema" da mulher. Na Europa não se vê criança como problema, e sim como parte da vida dos funcionario, sejam homens ou mulheres. O resuktado você vê nas ruas: consultórios de pediatria lotado de homens com carrinhos de bebê, levando os filhinhos às consultas, homens com 3 crianças pequenas, levando pra escola, para o supermercado. O horror, o horror para mascuzões.

Sofia L.B. disse...

valeu, Lola \o/

Julia disse...

"O custo do salário das mulheres é menor pelo fato de haver riscos de ausência do trabalho por conta de direitos trabalhistas diferenciados, como a licença maternidade."
Os direitos trabalhistas diferenciados existem porque mulheres têm útero e algumas engravidam e precisam parir, entendeu? Depois sai um bebê de dentro dela que precisa ser amamentado e cuidado por alguém e geralmente a mãe faz isso. Mas você e outros reaças não conseguem entender este fato simples porque pra vcs o ser humano padrão é homem e tudo que fugir desse padrão, como necessidades de mulheres, é supérfluo, privilégio ou frescura. Quando se tira licença maternidade o salário é pago pelo INSS. Então não entendo como alguns têm a cara de pau de justificar o salário mais baixo em média das mulheres com base nisso. Mulheres podem engravidar - e brasileiras têm em média apenas 1,9 filhos - logo faz sentido que ganhem menos dinheiro pelo mesmo trabalho durante toda a sua trajetória profissional, é isso mesmo? Se isso não é misoginia eu não sei o que é.

Fabio Guapo disse...

Entao Elaine, e é por isso que a Europa tá falida, o estado de bem-estar social nao está se mostrando viavel. Tao pesando muito pro lado social, e deixando o lado economico de lado. Mas acho que isto vem se revertendo, afinal, hoje tudo tem que ser sustentavel nao é?!
E qdo falam que vamos voltar na epoca da revolucao industrial, até parece que antes dela era tudo mil maravilhas. Quem nao nascia rei se fodia, olha só, até rimou. Desculpe o palavrao Lola, foi só pra rimar mesmo! :)
E parabens pelo espaco democratico aqui dos comentarios.

Anônimo disse...

Já desconstruíram tudo o que o Fabio falou, até o que ele insiste em repetir.
Mas deve ser daqueles que acham que quem fala por último tem razão.

Anônimo disse...

Querido, coloca na sua cabecinha que licença maternidade não é privilégio de mulher.
É algo que é bom pra criança, pra mãe da criança e pro pai da criança, se for um pai responsável lógico.
É algo bom pra sociedade como um todo.

Julia disse...

O interessante é que sempre há uma boa desculpa pra se prejudicar mulheres. Antes os salários mais baixos se justificavam porque os homens eram os provedores da família então seria justo que ganhassem mais. Agora é porque mulheres têm útero e a licença maternidade as prejudica. Sempre interessante notar como as desculpas mudam pra justificar as mesmas discriminações.

Não consigo evitar uma comparação com alguns países que proíbem mulheres de dirigir.
Espalham-se mentiras como que dirigir prejudica o útero e as mulheres ficam inférteis ou que as mulheres não querem dirigir mesmo então pra que autorizar? Pior que muitas mulheres parecem acreditar nisso como muitas aqui acreditam que não são racionais o suficiente, que não têm capacidade pra exercer determinadas funções.

O patriarcado é mesmo muito engraçado. Só que não

Elaine Telles disse...

Não, a Europa não está falida. Alguns países estão, e surpresa, eles são os mais parecidos com o Brasil :-) O bem-estar social é viável, tem transporte público de qualidade, segurança, educação, emprego, crescimento econômico, desemprego baixíssimo, coisas a preços acessíveis. Essa é a vida que todo ser vivente neste planeta mereçe, não somente os donos de empresa, ricos.

Elaine Telles disse...

Ah, sem esqueçer das férias de 30 dias corridos, sem contar fim-de-semana, feriado. De por qualquer patrão brasileiro louco.

Lígia disse...

Meu segundo nome é Amélia. Eu acho o nome tão bonito, mas odeio a associação. =(

Anônimo disse...

Não esqueça do detalhe que escolher a mulher pra poder gastar menos com o salário dela também é misoginia.

Anônimo disse...

Mulheres tem em média 1,9 filhos? Alias conta mais doida,são 2 filhos mas uma vem quase completo,ai é 1,9 filhos?
Minha máe teve 2,uma tia teve 3,a outra teve 4 ,a familia é grande e só uma prima minha teve 1 filho.
O resto acha q quanto mais melhor.
Mentira braba,tá cheio de mulher e homem com uma penca de filhos.

Anônimo disse...

Gente, o Guapo é intelectualmente desonesto. Acho que está muito claro pra quem leu o thread inteiro que os argumentos dele são totalmente irracionais e inválidos, ainda que ele creia (coitado) que é racional. O Fabio não respondeu a ninguém. Nem vai. Já ficou claro que é por incapacidade. Esquece o cara...

Só pode ser um misto de desonesto e imbecil uma pessoa que repete igual a um papagaio retardado que é natural que mulheres ganhem menos porque há muito mais homens engenheiros (e o fato de haver mais homens engenheiros, evidentemente, é natural, inquestionável), ignora as mil vezes em que se repetiu aqui que a própria licença "maternidade" expressa o machismo em nossa sociedade (umas duas ou três pessoas falaram nos países nórdicos, em que as licenças não só são maiores do que as brasileiras, como compartilhadas entre homem e mulher. Por que é que a mãe que tem que cuidar do recém-nascido? Ela não tem o direito de ser a pessoa do casal que precisa focar na carreira? Porque ela que pariu? Tipo, ela já carregou o bebê na barriga por 9 meses trabalhando).

Mas depois desse meu comentário o Fabio vai provavelmente colar algum outro artigo do Constantino aqui, citar alguma mulher que é bem sucedida sem a necessidade de políticas de cotas (oi? alguém aí é bem sucedida por que conseguiu política de cotas para mulheres?), repetir igual a uma matraca que mulher tem filho e portanto menor empregabilidade por causa do gigantesco custo da licença "maternidade" que nem passa pela cabeça dele que poderia perfeitamente ser "paternidade" se a nossa sociedade brazuca não condenasse o homem que se dedica à família, que a faculdade de Engenharia é dominada por homens e isso é um fato totalmente desvinculado do machismo, e que empresários são racionais, não são sujeitos a influências culturais ou emocionais e tomam decisões pautadas na mais pura lógica microeconômica.

Fabio, é com você. Mas eu não te respondo mais, chega. Recuso-me a continuar contribuindo com qualquer tipo de sensação que você possa estar tendo de que tem alguma relevância intelectual ou de que está participando de um debate (não está. você participou de um massacre intelectual, do qual foi objeto).

Sara disse...

So deveria haver motivos pra se comemorar quando a frase -"é uma menina" deixar de ser a frase mais mortal dita nesse nosso mundo.

https://www.youtube.com/watch?v=IHqgh1GoSLc

Anônimo disse...

O anon das 17:19 me lembra o Zoolander (personagem do filme homônimo) quando olha a maquete de um prédio e reclama, injuriado, que aquela não é uma construção para pessoas, mas sim, para formigas.

Anônimo disse...

Moçxs que pegam pesado, por favor comentem lá no blog desse cara... tá difícil!
http://ghiraldelli.pro.br/por-que-a-mulher-inteligente-tem-dificuldade-em-ser-feminista/

lola aronovich disse...

Depois quando a gente fala que o Ghiraldelli é de direita os reaças negam... Eu nunca li um texto do cara que não fosse reaça. Torço para que com esse texto contra o feminismo ele consiga se reaproximar da turminha que pediu sua cabeça por ele ter escrito no FB que a Sheherezade deveria ser estuprada. Aliás, eu repudiei a declaração do energúmeno no meu Twitter. Mas, muito antes disso, eu já sabia que apito ele toca. O cara só fala besteira. É por isso que seus alunos na UFRRJ fazem manifestações pedindo sua saída.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Esse texto é aquele típico ataque gratuito porque ficou chatiado de ter sido criticado no episódio da Sherazade.
Babaquice.

Anônimo disse...

Pessoas que são de uma minoria mas discriminam outras minorias é uma das coisas que mais me entristece
Muita falta de empatia com o sofrimento alheio

MARCELO disse...

O tal anônimo não gosta da Lily Allen?
Sem problemas.Vai ouvir a Maria Coturno
Bernardão Gadu e pare de encher o saco
aqui.DÁ-LHE LILY ALLEN!!!!

Anônimo disse...

Filhote, você tem alguma noção de como funciona estatística? média? Claro que tem mulheres com varios filhos, também tem varias com poucos filhos, e a média do país é 1,9, porque matemática tem uma coisa chamada fração que é usada quando uma divisão não tem resultado exato

Anônimo disse...

Não consigo. O texto não tem pé nem cabeça. Não tem nem informações pseudo-objetivas. É na base do "tem muita dondoca", do "essas mulheres que freqüentam Casa do Saber". E eu não entendi. Na boa. Só entendi que o autor é um bosta que não sabe escrever e claramente não conhece uma feminista sequer (ou então o problema é meu, porque eu não conheço feminista que ataque moralmente a empregada pelas escolhas de suas filhas).

Anônimo disse...

Eu comecei a lavar a louça e ajudar em casa depois de começar a ler o blog da Lola.