quinta-feira, 27 de março de 2014

GUEST POST: O QUE FOI SOFRIDO É QUE MINHA ESCOLHA NÃO PODIA SER FEITA

Ecografia da H, embrião de 6 semanas. Bem diferente da criança imaginada pelos pró-vida

A H. me enviou este relato totalmente lúcido.

Li este texto e também os comentários... e, se há um assunto que ao mesmo tempo me IRRITA muitíssimo e do qual simpatizo com toda e qualquer mulher colocada frente a ele, é o aborto. Tanto quanto violência e abuso sexual. E o motivo é bem simples: fiz um aborto.
Por motivos óbvios, não posso publicar sobre isso em meu próprio blog (vai que aparece algum pró-vida que decide me processar, me denunciar, sei lá... não tenho nenhum medo do que pensariam se soubessem que fiz um aborto, e sim de ter que gastar dinheiro com advogado).
Enfim, eu sou a autora desse texto. Foi escrito pouco depois do aborto. Hoje teria milhões de coisas a acrescentar ao texto -– não por mim, mas por outras mulheres que passam por isso. Te envio em anexo foto da ecografia (por motivos óbvios apaguei meu nome dela). Então lá vai.
Nunca fui a favor do aborto -– apenas sempre defendi sua descriminalização e sua legalização, para que cada pessoa possa escolher o que achar melhor para sua vida. As consequências dessa escolha, seja ela qual for, não recairão sobre ninguém além da pessoa que a fez. Por isso, sempre acreditei no direito individual à escolha. Por ser verdadeiramente a favor da vida, sempre defendi que as mulheres que queiram optar pelo aborto possam fazer isso de forma segura, afinal é um procedimento relativamente simples e que pode evitar a morte -– física ou emocional -– de muitas mulheres.
Falo em emocional pois, para muitas que são obrigadas e constrangidas a levar uma gravidez indesejada até o fim, há um dano emocional gravíssimo, mais mortal do que ter acesso a um aborto seguro, lhe garanto com conhecimento de causa. A maternidade não é para todas. Estar grávida não significa felicidade instantânea para todas e pode, ao contrário, significar depressão, ansiedade, sofrimento. Sei disso, pois estive grávida e fiz um aborto. Não me arrependo, não sinto nenhuma culpa e, nas mesmas circunstâncias, se pudesse voltar no tempo, faria a mesma escolha novamente.
Minha escolha não gerou em mim NENHUM sofrimento. O que foi sofrido é que ela não podia ser feita. O que foi sofrido foram as duas semanas que passei em busca de clínicas ou de Cytotec. O que foi sofrido foram as cólicas insuportáveis causadas pelo Cytotec que poderiam ter sido evitadas, caso eu tivesse acesso a um procedimento simples que dura menos do que 20 minutos (acompanhei uma amiga, no passado, a uma clínica que, infelizmente, havia sido fechada quando precisei dela. e digo: não durou nem 20 minutos e minha amiga saiu de lá bem, andando, e hoje está grávida de seu terceiro filho, desejado, fruto de um casamento feliz). 
O que foi sofrido foram os dias posteriores ao aborto, tomando a medicação (Methergin) para acabar de limpar o útero. Não tive NENHUM sofrimento além desses, tenho absoluta certeza sobre minha escolha e, novamente, não tenho nenhuma culpa ou arrependimento.
Essas coisas precisam ser ditas. Optar por essa escolha não é, necessariamente, difícil.
Descobri a gravidez com 6 semanas de gestação. Fiz uma ecografia e o exame me deu calafrios mesmo: não com as consequências que ter um filho geraria na minha vida, sim com a sensação de ter um parasita dentro de mim e de como faria para me livrar daquilo. Senti nojo ao escutar os batimentos cardíacos de “96 bpm” daquele embrião de “0,3 cm de comprimento cabeça-nádega” dentro do saco gestacional que media “0,9 cm”. 
Todas estas informações entre aspas estão no laudo da ecografia que guardo até hoje, juntamente com todos os exames médicos que já fiz na vida. As coloco aqui, pois me senti pessoalmente ofendida pelos fetinhos distribuídos na Jornada Mundial da Juventude, no ano passado, e me sinto pessoalmente ofendida sempre que algum pró-vida compara um embrião a um feto com formato de bebezinho.
Crescimento fetal de 8 a 40 semanas. A maioria dos abortos ocorre até a 14a semana
Um embrião sem formato humano tem TRÊS milímetros de comprimento às 6 semanas de gravidez. 
Um embrião sem forma humana é menor do que um grão de feijão às 8 semanas de gravidez, quando fiz o aborto. E os pró-vida distribuem mini bebezinhos para as pessoas? Divulgam imagens de bebês e fetos formados quando se posicionam contra o aborto? Por que não divulgam imagens reais e não distribuem grãos de arroz para representar os fetinhos? Outra coisa: por que falam em mulheres que se sentiram culpadas após fazer o aborto, e ignoram que muitas não têm nenhum peso na consciência com sua escolha?
Como os pró-vida veem (e divulgam) um embrião/feto
Ao contrário de muitos pró-vida que condenam a mim e a outras mulheres, eu não preciso mentir, não preciso usar falsos argumentos, falsos testemunhos. É a minha história e meu único sofrimento deve-se a não ter podido recorrer a um procedimento rápido, indolor e com baixos riscos se feito com segurança. Emocionalmente, eu sofreria é se precisasse levar a gravidez até o fim. Fisicamente, também. 
Em 8 semanas de gravidez, meu corpo mudou muito, meus hormônios enlouqueceram, emagreci muito pois enjoava até com cheiros (e estes enjoos foram o motivo que me levaram ao médico e me fizeram descobrir a gravidez). Foi a TPM mais grave que tive até hoje e foi ininterrupta, só terminando com o término da gravidez. E gente que não passa por isso acha que é fácil ficar 9 meses grávida sem desejar um filho? Meu sofrimento foi passar duas semanas à procura de resolver meu problema –- nunca desejei e continuo não desejando ter filhos.
Ao contrário de muitos pró-vida que me condenam, eu nunca descuidei de proteger-me e, por tal motivo, nunca peguei nenhuma DST, nunca havia engravidado. Só que a única maneira 100% segura de não engravidar é não fazer sexo, e aconteceu. E só assim eu soube como eu agiria se estivesse nessa situação. Hoje, ao olhar para trás, sinto-me uma privilegiada por ter tido o apoio pessoas fundamentais para que nada grave acontecesse com a escolha que fiz. O pai do embrião entendeu que as consequências de qualquer escolha seriam vivenciadas, física e emocionalmente, por mim, e, como tal, apoiou minha opção. Um de meus melhores amigos, médico, ginecologista e obstetra, especialista em reprodução humana, contra o aborto, me deu todas as dicas e instruções que eu precisava para não ter nenhum problema físico em minha opção.
Esse médico, ao qual respeito mais ainda hoje, por ter respeitado e dado todo apoio à minha opção mesmo que ela fosse contra o que ele acredita, é uma pessoa verdadeiramente pró-vida. Quando mostrei a ecografia a ele, escutei com todas as letras “Sou contra” e “Não posso te receitar nada porque posso ter problemas caso descubram”. Só que também escutei “Mas se essa for sua escolha...”. 
Entre outras coisas: indicou que eu tomasse Methergin no dia anterior e até 12 horas antes do Cytotec, para evitar hemorragias muito graves. Indicou que eu não tomasse o Cytotec via oral e que o despedaçasse antes de inserir os comprimidos no útero, para que houvesse absorção mais rápida e, caso precisasse ser internada, ninguém fosse capaz de achar os comprimidos inteiros. Ele foi me visitar quando eu estava sangrando e com muita dor, para ver se estava tudo bem comigo. Indicou quando eu precisava ir ao hospital realizar ecografia para ver se tudo tinha sido expelido -– e ao hospital no qual ele dá plantão.
Esse médico, contrário ao aborto, respeitou minha escolha e fez o que estava ao seu alcance para que eu não tivesse nenhuma sequela física. Ainda me disse para, se possível, chegar ao hospital chorando, na companhia do pai do embrião, para que ninguém desconfiasse que não foi espontâneo. Ele, médico contrário ao aborto, afirmou que já viu muita gente ser maltratada porque “acharam” que era aborto provocado. Acreditei nele, pois tenho uma grande amiga que abortou, espontaneamente, na primeira gravidez. Essa mulher teve depressão grave pós-aborto, pois desejava muito o filho, e foi maltratada no hospital quando estava abortando, largada esperando atendimento.
Me sinto pessoalmente muito ofendida quando vejo um pró-vidismo falso por aí, baseado em religião, que me desrespeita e desrespeita todas as mulheres que engravidam mas não querem levar a gestação até o fim. Eu tive sorte, pessoas ótimas para me apoiar, e pró-vidismo verdadeiro ao meu lado. Eu tive dinheiro para comprar medicamentos, tenho plano de saúde para, bem ou mal, ter atendimento adequado. Eu fui bem tratada no hospital porque acreditaram que era espontâneo. 
Quantas por aí não têm nada disso?

167 comentários:

Anônimo disse...

Desde criança sempre fui a favor do aborto, eu nunca vi isso como um tabu, porém quando deixou clara a minha opinião para os "pró-vida", eles ficam abismados, me chamam de louca, monstro e coisas assim.
Quando digo o desejo de não ter filhos, falam que sou fria e vou ser infeliz no futuro (porque seria infeliz no futuro? se fosse pra ser, seria já no presente).
Fico feliz pela autora do post ter conseguido fazer o aborto de forma "segura", com o apoio de um médico que mesmo contrário a isso, nunca negou apoio.
até quando vamos ser reféns de religião, pró-vida e afins pelo fato de sermos MULHERES?
Passou da hora de a coisa mudar.
Não é porque sou mulher é que sou obrigada a ter filho. Por que homem sem filhos é normal e feliz, mas mulher não?
Eu tenho uma família (pai, mãe e irmão caçula de 16 anos) incrível que não se importa de eu e minha irmã mais velha não querermos ter filhos, não nos cobram, nos forçam, simplesmente nos respeitam e nos amam, e o melhor, NÃO DÃO SUAS OPINIÕES DE COMO DEVEMOS AGIR.
Que todas as mulheres tenham seus desejos atendidos, tanto na questão de querer ser mãe quanto na questão DE NÃO QUERER SER MÃE.

Um beijo Lola, adoro vc!

Adriana A.

Helen Pinho disse...

desejo fortemente que um dia, que seja breve, tenhamos direito a saúde pública de verdade, ações verdadeiras de planejamento familiar, direito total sobre nossos corpos, e isso só é possível com a discriminalização e regulamentação do aborto.

que a luta só pare com a vitória.

Anônimo disse...

Concordo com o relato dela, acho q ela tem todo o direito de fazer essa escolha e se sentir do jeito q se sentiu. Mas achei meio forte falar q sentiu nojo ao ouvir os batimentos do embrião. Embora ela não tenha culpa de ter se sentido assim, a "criança" q está ali tbm não tem culpa de nada.

sueli halfen ( POA) disse...

*** sim com a sensação de ter um parasita dentro de mim e de como faria para me livrar daquilo. Senti nojo ao escutar os batimentos cardíacos de “96 bpm” daquele embrião de “0,3 cm de comprimento cabeça-nádega” dentro do saco gestacional que media “0,9 cm”.***

NOJO? porquê ? se tem nojo,porque quarda a ecografia?

Zrs disse...

Um abre aspas

Esse é um dos poucos espaços na blogosfera feminista que debate o desejo da mulher em não ser mãe, de forma profunda e pessoal.Isso para além do debate pró escolha, pelo exemplo de escolha e vida da Lola.

Posts sobre a escolha de mulheres em não serem mães, que são "empoderadas" (palavra da moda) sem serem mães, é um alento.

Fora dos meios acadêmicos é uma pressão absurda para sermos mães, ainda mais quem vive uma relação estável, tem uma boa carreira, passou dos 30, etc, etc.

Anônimo disse...

Meu pior medo hoje é ficar grávida, pelo simples motivo de não querer ser mãe de jeito nenhum...
Minhas prioridades são outras, minhas escolhas de vida não são compatíveis com a escolha da maternidade.
Ler o Relato me deu calafrios, e se fosse eu??? Certeza que não teria o apoio do "pai" que por mais que ame, me acha egoísta nas minhas atuais escolhas... imagina em um aborto...
É tão difícil encarar o fato que um feto não é uma criança... há diversas crianças em orfanatos e nas ruas e ngm se preocupa, querem se preocupar com uma que está dentro do SEU útero...
A maternidade é "vendida" como uma missão feminina... até quando???

Anônimo disse...

Também optei pelo aborto e um ano depois vejo que foi a decisão mais acertada que tomei.
Tive sorte por estar morando em um país onde é legalizado e poder fazer o procedimento de forma segura e contar com a empatia da equipe médica. Porém passei por tudo isso sozinha e fui chamada de monstro que tinha matado seu sonho pelo pai do embrião quando cheguei em casa recém operada. Foram dias vivendo esse inferno com ele querendo me fazer sentir culpa (sendo que chegou a me acompanhar a uma consulta pré-operatória). Mas em nenhum momento me arrependi e esse seu comportamento me tornou ainda mais segura de minha decisão de não ter um filho sem qualquer condição financeira e psicológica. Não trago qualquer sequela do acontecimento ao contrário do que o meu então parceiro desejava. Estou quase me formando e muito feliz, obrigada. Lamento muito que muitas mulheres não tenham a sorte que eu tive.

Roxy Carmichael disse...

achei muito importante esse relato porque desmistifica que toda e qualquer mulher vai ser consumida pela culpa e pela depressão depois de um aborto. acho interessante que esse argumento muitas vezes vem de pessoas feministas e pró-escolha. da mesma forma que uma mulher que tem plena convicção de que não quer ser mãe precisa muitas vezes afirmar: "eu AMO crianças, só não quero ser mãe" (mesmo quando nao tenha lá muita paciência com infantes), a mulher que opta pelo aborto PRECISA dizer que se sentiu miseravelmente mal após o procedimento, como se isso indicasse que ainda que tenha tomado tal atitude, ela é um ser humano, e essa tristeza a redimisse.

entendo perfeitamente a sensação de tristeza e até de nojo em relação ao feto. tal sentimento não é direcionado a um indivíduo específico, mas a um contexto social e até biológico, no qual nossos corpos são maquinas reprodutivas e tenhamos que lutar contra isso diariamente caso nao queiramos reproduzir, como essa responsabilidade está totalmente sobre nossas costas, e não nas costas dos nossos parceiros, e também um certo nojo e revolta quando somos tratadas apenas como incubadoras, e que ainda que estejamos tomando a melhor decisão por nós (mulheres adultas que sabem exatamente o que é melhor pra si mesmas) e pelo feto, somos tratadas como criminosas, desumanas ou fracas.

muito esclarecido esse texto, parabéns à autora e fico feliz que tenha tido acesso a toda essa estrutura. e que a luta pela democratização dessa estrutura continue e conte com minha total adesão.

Anônimo disse...

O número de abortos entre adolescentes, aumentou quase 300% no brasil , na última década, segundo a Unesco.

Roxy Carmichael disse...

e é revoltante que a humanidade da mulher se meça por seu potencial materno. muitas pessoas tem sugerido que para coibir abusos no transporte publico, se lembre aos abusadores que eles tem mãe, essas sim, humanas, dignas de respeito e afeto. ou seja, mulheres são humanizadas apenas quando são identificadas com seus pares maternos.
acho que esse raciocínio complementa o que falei no meu comentário anterior;
a mulher que diz que não quer filhos vai ser automaticamente taxada de egoísta, fútil e desumana e pra amenizar isso ela deve dizer que ao menos,ela AMA crianças

da mesma forma que a mulher que vai contra sua natureza de mãe e aborta um feto deve demonstrar ter sofrido bastante com essa atitude.

Andrea Medeiros disse...

"Fiz uma ecografia e o exame me deu calafrios mesmo: não com as consequências que ter um filho geraria na minha vida, sim com a sensação de ter um parasita dentro de mim e de como faria para me livrar daquilo. Senti nojo ao escutar os batimentos cardíacos"
Olha, sou contrária ao aborto, mas respeito as pessoas que optam por ele, mas não vou negar que esse trecho me causou uma certa revolta, por comparar um feto a um 'parasita'.

Anônimo disse...

Sou a favor do aborto, mas quando precisei , nãao encontrei ninguém q pudesse me ajudar.

Incrivelmente, no meu círculo social não havia ninguém, que conhecesse alguém que pudesse....

Foi uma experiênca muito triste, mas posso dizer q sobrevivi. E crio a minha filha.

Anônimo disse...

Poxa sueli halfen ( POA), ela exlicou no texto porque guarda a eco...

Anônimo disse...

Não acho q seja necessário expressar nojo/raiva do embrião/feto ou mesmo de crianças para militar a favor do aborto. A crítica/raiva tem q ser dirigida a quem tem culpa da situação. Não gostamos quando uma pessoa expressa seu nojo/raiva contra mulheres, gays e negros, não acho legal q isso seja feito contra embriões/fetos. Chamar de parasita e dizer q tem nojo é um pouco demais, não tem nada a ver com a postura de quem critica q hipocrisia e falta de humanidade dos pró-vida. E bom lembrar que todos nós já fomos "parasitas", ninguém pediu nem teve culpa de ir parar na barriga da mãe. Td bem q era um embrião, mas bem ou mal, aquilo representa algo que viria a se tornar um ser humano, e pra realizarmos aborto e sermos a favor da sua descriminalização, não precisamos abdicar do respeito, e expressar desprezo/nojo/raiva contra esse "ser", por menor q ele seja.

Anônimo disse...

"Foi uma experiênca muito triste, mas posso dizer q sobrevivi. E crio a minha filha"
-
Muito triste ver que mulheres tem que levar este peso, da maternidade indesejada como castigo para o resto da vida.
Hoje ela tem que aguentar um fardo que poderia ser resolvido, e descartado com um procedimento simples

Anônimo disse...

Sou profissional da saúde, assistente social, e particularmente não faria um aborto. Mas isso sou EU, com a minha história de vida, minhas possibilidades e sendo uma pessoa muito privilegiada em vários aspectos. Não defendo e não condeno pessoas que abortam; acho que não sou ninguém para julgar. Como profissional NÃO é ético que as pessoas dispendem tratamento não-humanitário para pessoas que fizeram um aborto, independente de concordarem ou não. O médico, mesmo em caso de abortos que a legislação autoriza, pode se abster de realizar alegando que é contra seus princípios; mas NENHUM profissional pode deixar de atender uma pessoa porque ela fez um aborto; podendo ser caracterizado até mesmo como omissão de socorro. Como assistente social o profissional pode até ser contra qualquer tipo de aborto, mas é obrigado a informar a gestante os casos que ela tem direito ao aborto legalizado e não pode tentar influênciá-la a mudar de idéia partindo de princípios religiosos.

Anônimo disse...

Li o texto original dela. Depois as mulheres não sabem por que o aborto puro e simples é proibido no Brasil.
Leiam o texto original dela e entenderão: para proteger as crianças/fetos de mulheres como essa senhorita.
Escreveu 50 linhas expressando raiva, desprezo, nojo e revolta contra um ser inocentes que estava dentro dela e que não pediu para vir ao mundo. Se ela não quer ser "culpada por não querer engravidar", recomendo que também não "culpe o feto" e despeje nele toda a raiva e ressentimento dela, pois assim como ela não quis engravidar, a vida que ela gerou (e depois extirpou de si) também não pediu para ela transar e engravidar mesmo não querendo.

Anônimo disse...

Lendo o texto original percebe-se nitidamente que se trata de um texto de ficção. Nada daquilo aconteceu. Basta prestar atenção ao estilo de escrita e às entrelinhas.

Eduardo Nobre disse...

Sentir nojo da gravidez ("ter um parasita") é como sentir nojo da menstruação, acho meio misógeno.

Achei um texto interessante na Bíblia, o único em toda a Bíblia, que fala de aborto, mas todos os religiosos o ignoram:

"Se alguns homens pelejarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que aborte, porém não havendo outro dano, certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e julgarem os juízes. Mas se houver morte, então darás vida por vida".
Êxodo 21:22-25.

Naquele tempo, a lei era "vida por vida". Se na contenda, a mulher grávida fosse morta, o assassino teria de pagar com sua vida. Mas se um aborto fosse causado, o culpado seria multado.

Se o feto fosse biblicamente considerado uma pessoa viva, o culpado deveria ser morto: vida por vida.

Mas parece que esse texto é sempre esquecido nos sermões.

Anônimo disse...

Putz, quanta gente incomodada pelo fato de que a autora ficou com nojo. Ah gente, dá licença. Não tenho nojo de crianças, nem de feto, nem de embrião, nem acho que, apesar de não querer ter filhos, teria nojo dos batimentos cardíacos. Ainda assim, ela relata a REAÇÃO dela e só dela. Imagino que ela escreveu isso pra deixar bem claro que já não queria continuar com a gravidez e daí quis menos ainda. Não tem nada a ver com "ai ter nojo de feto é que nem ter nojo de gays, chamar o embrião de parasita wah wah ele não pediu pra nascer". Velho, quanto mimimi. Por mais que doa ouvir isso: um embrião é um parasita SIM, pra isso os hormônios suam pra o corpo não expulsa-lo. Só não chamam um embrião normalmente desta maneira por causa do carinho e anseio em recebe-lo. (Coisa que a autora não tinha então: shiu)

Anônimo disse...

sabe, H.

Quando temos sentimentos assim tão fortes (nojo, raiva) e necessidade de xingar (parasita, coisa) gratuitamente algo/alguém que nada nos fez... algo está mal resolvido dentro de nós. Pois quando tudo está bem resolvido, não há necessidade de expressar desprezo, raiva, nojo, ódio.


Seu texto foi bom, bastante esclarecedor, exceto por esta parte e pela necessidade de afirmar milhares de vezes que não sentiu culpa alguma. Você deseja afirmar isso para nós ou para você mesma? A quem você quer convencer assim, com tanta insistência?

O que você fala é verdade, biologicamente nascemos para ser mães, mas socialmente, podemos ser o que quisermos. A biologia não pode se sobrepor às outras dimensões humanas (social, psique).
A escolha é um direito de todas. Meu corpo, minhas regras.

Tudo de bom pra você querida.

Zrs disse...

É tão triste saber que não podemos expressar o que sentimos, que a vigilância é sempre cruel.

A moça aqui não pode expressar que sentiu alívio, que achava o embrião uma "coisa", que já vem o pelotão detonando tudo.

Não podemos expressar que também é maravilhoso não ser mãe, não colocar ninguém nesse mundo cruel,assim como as mães não podem expressar que as vezes é um porre ser mãe, que é difícil. Não, a sociedade quer todas as mulheres sejam mães e felizes, deslumbrantes e poderosas em sua maternidade, em sua vida profissional, etc, etc..triste é ver mulheres defendendo essas tristes posturas.

Anônimo disse...

Poxa, concordo com o anon das 13:18hrs. Achei meio pesado falar que ficou com nojo. Parasita? bem, isso é né? depende totalmente de outro corpo pra sobreviver, não acho isso um insulto, mas putz, confesso que fiquei com pena quando ela disse que ficou com nojo dos batimentos... Acho que pq uma das coisas que eu sempre quis era ser mãe, então pra mim, foi lindíssimo (e ainda é) quando ouço o coração dele batendo nas ecos...

Camila B.

Anônimo disse...

Ok. dizer que o embrião é do tamanho de um feijão está correto.

Mas dizer que se parece com um feijão...
para quem tiver interesse, observe este ultrassom de 9 semanas e 3 dias de gestação e tire suas conclusões acerca da aparência do feto.

http://www.youtube.com/watch?v=WHgwiL145M0

sou pró escolha da mulher, totalmente, em todas as áreas de sua vida. mas argumentação rasa comigo não dá. que estejamos todas bem informadas e conscientes de nossas escolhas, sem inventar argumentos científicos, sem minimizar ou distorcer fatos.

O feto com 9 semanas parece sim com um bebê. Grande parte da comunidade científica concorda que a vida humana inicia na nidação, cerca de 2 semanas depois da concepção (sou bióloga). Mas a escolha é da mulher, sempre. É difícil pensar racionalmente assim?

Anônimo disse...

Já briguei muito pelo direito de uma mulher não querer ser mãe num determinado momento. Toda a lógica e filosofia dos pro-vida dos outros acham que a gravidez diz respeito somente ao nascimento de uma criança com vida, mesmo que depois sua vidinha seja um inferno. Às vezes, um filho extemporâneo é a 'salvação' de uma mulher, mas se a escolha pelo aborto foi feita e não gerou aquela sensação horrível de estar fazendo a coisa errada na hora errada, que pode acontecer EM QUALQUER SITUAÇÃO, não tenho o que objetar. Ah, então se eu matar alguém e não sentir remorso nem culpa é sinal de que o assassinato é legítimo? Aí eu respondo: Antes de matar vem a ESCOLHA. Se não houve escolha consciente ( no caso de um aborto espontâneo, por ex.) não há o que sofrer ou se culpar. Se o PENSAMENTO de abortar gera sofrimento, culpa própria ou transferida é indício de que deve-se repensar a decisão e agir de acordo. Para quem está de fora do problema, resta a saudável alternativa de NÃO JULGAR, antes ou depois do ato, porque todo julgamento é autojulgamento.

ps.: Na realidade, pelo que tenho ouvido, os abortos são muito mais frequentes por decisão e vontade do homem ou por seu total abandono da situação, coisa que eles fazem muito, do que por uma decisão consciente da própria mulher. Infelizmente.

Anônimo disse...

Entendo perfeitamente o sentimento de nojo e raiva, foi o que ela sentiu, não há como controlar, não dá para ficarmos como espectadores dizendo "isso é demais".

A autora não está pregando o nojo ou o ódio contra embriões, isso foi o que ela sentiu, assim como outras mulheres se enchem de amor com um embrião do tamanho de um feijão.

E do ponto de vista biológico o embrião é um parasita sim,qual é o problema em se falar isso? Todos já fomos parasitas.

Anônimo disse...

Já briguei muito pelo direito de uma mulher não querer ser mãe num determinado momento. Toda a lógica e filosofia dos pro-vida dos outros acham que a gravidez diz respeito somente ao nascimento de uma criança com vida, mesmo que depois sua vidinha seja um inferno. Às vezes, um filho extemporâneo é a 'salvação' de uma mulher, mas se a escolha pelo aborto foi feita e não gerou aquela sensação horrível de estar fazendo a coisa errada na hora errada, que pode acontecer EM QUALQUER SITUAÇÃO, não tenho o que objetar. Ah, então se eu matar alguém e não sentir remorso nem culpa é sinal de que o assassinato é legítimo? Aí eu respondo: Antes de matar vem a ESCOLHA. Se não houve escolha consciente ( no caso de um aborto espontâneo, por ex.) não há o que sofrer ou se culpar. Se o PENSAMENTO de abortar gera sofrimento, culpa própria ou transferida é indício de que deve-se repensar a decisão e agir de acordo. Para quem está de fora do problema, resta a saudável alternativa de NÃO JULGAR, antes ou depois do ato, porque todo julgamento é autojulgamento.

ps.: Na realidade, pelo que tenho ouvido, os abortos são muito mais frequentes por decisão e vontade do homem ou por seu total abandono da situação, coisa que eles fazem muito, do que por uma decisão consciente da própria mulher. Infelizmente.

Anônimo disse...

"Oh que horror, ela sentiu nojo do embrião! Que bruxa!" Ah, me poupe, morrem de nojo do filho alheio, principalmente aquelas criancinhas mais pobrinhas cheias de ranho e piolho. A hipocrisia é a pior coisa que existe.

Eve_ke disse...

Eu era contra o aborto.
Minha família é e a escola em que estudei e o ciclo social era de extrema-direita.
Conheci e amei, amo minha sogra que falou que fez uns 3 abortos. Fiquei horrorizada. Mas, como disse amo, respeito e admiro ela desde que a conheci.
Fiquei confusa. Tentava encontrar e relacionar qualquer drama atual da vida dela com esse "pecado" do passado, tipo carma.
E nada. Ela parecia plenamente mais feliz, segura, confiante e bem resolvida do que os "cidadãos de bem" que eu conhecia.

Demorou alguns anos para eu superar essa associação aborto/pecado. Que normalmente é relacionada ao catolicismo, mas dentro do centro espírita que frequentei 90% pensava assim.

Gostei muito do texto, quer dizer não gostei de ela ter que ter passado por isso na clandestinidade e ter que fazer cena para não sofrer preconceito.
Também achei um pouco chocante ela dizer que sentiu nojo de ouvir o batimento cardíaco (pq esse é um momento muito romantizado).
Mas afinal, quantas pessoas não tem nojo de menstruação, ou porra ou pelos femininos?

Anônimo disse...

Ué Andrea Medeiros, o feto é, biologicamente falando, um parasita..pq a revolta?

Anônimo disse...

Desculpa ser pouco romântica, mas um embrião, feto, bebê no útero, é um parasita sim. Ele depende inteiramente de outro organismo pra se manter vivo.

Um organismo vivo, se alimentando de uma mulher, pode ser uma lombriga ou um bebê. A diferença é puramente emocional, no valor que se atribui: bebê=bom, lombriga=ruim. Eu tenho um pouco de nojinho também, mas isso é irrelevante, bem como é irrelevante o que vocês pensam. Ela sentiu nojo, pronto e acabou. Parem de dizer que isso "está errado". Vocês estão dizendo que ok abortar, desde que vc se sinta triste e culpada depois. Ou bem o embrião não é humano, caso em que a mulher está autorizada a sentir nojo como sentiria de uma lombriga, ou então é humano, caso em que vocês não deveriam militar pela descriminalização.

Anônimo disse...

Sou totalmente pro escolha. Fiz um aborto com 17 anos totalmente contra minha vontade, so para agradar minha mãe que nao queria dar satisfaçao da nossa vida (a minha inclusa) para ninguem. Foi com cytotec, fui exposta de varias formas e muitas pessoas inclusive da familia passaram a nao me respeitar mais a partir daquele momento. Senti minha vida sendo invadida e direcionada por terceiros, minha mãe fez a escolha e me senti e me sinto agredida com rd que aconteceu ha muitos anos atras, isso acabou com nossa relaçao e minha confiança ate em mim mesma. As vezes me sinto incapaz de tomar uma decisao e sempre atribuo a esse acontecimento que me paralisou na epoca, fiz muita terapia e nao vejo melhora. Acredito no direito de escolha desde que e somente se seja a vontade e desejo da mulher e de mais ninguem! Hj sou mae, fico extremamente incomodada qd vejo alguem dizer que tem nojo do feto, parasita e coisas assim, pra mim é pura apelaçao para dizer que é militante pra cacete! Fiz aborto, sou mãe, acredito e defendo a escolha feminina mas acho que tem coisa que é demais e dá uma baita preguiça de gente assim. Alem do mais achei o texto cheio de justificativas e entendo em parte, nem tod escolha é 100% , somos humanos e passiveis de arrependimentos.

Anônimo disse...

Pessoal, acho que muitos entenderam errado quando a autora disse que sentiu nojo do embrião. Isso não significa que ela tenha nojo de fetos e tals, ela tava enojada perante a situação e isso a repugnava. Acho que ela deu bem o contexto, não se trata de "ódio aos fetos"... e a comparação do embrião a parasita tb é super claro dentro do texto e não traz, de novo, nenhum tipo de sentimento ou ação de "ódio".

Anônimo disse...

E lá vem o povo cagar regra se a mulher pode ou não sentir nojo, raiva do feto, querer que ele morra... o feto dos outros, ainda!

TOMEM VERGONHA NA CARA

Abortei com 17 anos e não me arrependo um dia sequer. Foi a melhor decisão que eu poderia ter tomado. Zero traumas, porque minha família não me abandonou e fiz tudo em uma clínica particular que existe até hoje e vai muito bem, obrigada, sempre vejo muitos carros estacionados lá e é só com isso que eles lidam. Sei porque já indiquei o lugar para várias amigas, que também não têm do que reclamar do atendimento recebido. É caro, mas em vinte minutos teu problema tá resolvido e você vai pra casa bem cuidada e inteira. Isso aí, vinte minutos. Você dorme grávida e acorda desgrávida, uma maravilha mesmo. Pena que nem toda mulher tem o direito de passar por um tratamento vip assim.

Quando enfiam agulha de não sei o que, sonda, chá e o caramba, claro que vai ser traumático. Mas feito do jeito certo, encerrar a gravidez precoce, essa de poucos meses não é nada gente, nada demais, um procedimento médico como outro qualquer que nem vai doer, porque você é sedada. E só, o resto é conversa pra pró-vida sonhar na cama já que eles é que têm essa fascinação erótica pelo exercício da sexualidade alheia. Eu heim.

E quando você tem essa COISA NA BARRIGA, vou chamar de COISA porque É UMA COISA MESMO, não existe filho. Não é bebê. É um PROBLEMA, nada além disso, um super problema que você quer se livrar o mais depressa possível. E é muito bom se livrar dessa coisa graças a medicina e poder tocar sua vida e seus planos. Estudei, casei, tive filho SOMENTE QUANDO EU QUIS, nunca mais engravidei fora de hora (porque nunca mais tomei pílula anticoncepcional, simples assim, ela que me deixou na mão quando era adolescente) e se minha filha precisar de um aborto, espero que a clínica que fui esteja funcionando ainda. E estará. O que não falta é mulher precisando desses profissionais, que por sinal trabalharam muito direitinho com todo mundo que conheço, eu inclusive. Dinheiro mais bem aplicado, sem dúvida.

Chega de hipocrisia né? 2014 gente.

Acho super engraçadinho quando a turma da peninha do feto engravida fora de hora. Aí corre querer se livrar também, depois fica aí fazendo graça de que não pode, que horror... me engana que eu adooooooooooro.

Abraços a todas.

sueli halfen ( POA) disse...

Tive 2 * parasitas nojentos *, eu escolhi...Cada mulher resolve o que fazer com seus parasitas nojentos.Eu escolhi criar os meus...

Izabela F. disse...

Concordo plenamente com o anônimo das 13:18... Não acho certo se referir a um feto de uma forma agressiva pra mostrar seu descontentamento com uma sociedade hipócrita e ignorante. Obviamente, nenhum feto se sentirá ofendido de por ser chamado de "parasita" ou pelo seu "nojo". Entretanto, acho que este tipo de postura agressiva pode acabar afastando gente não faria um aborto mas não é, necessariamente, contra mulheres que optam por isso. Eu sou contra o aborto para minha vida. Quando me vi grávida e diante da perspectiva de mãe solteira, eu optei por ter o meu filho e assumir as consequências. Nem por isso eu condeno as mulheres que abortam e acho sim que o aborto deve ser legalizado.

O que me irrita/ entristece na maioria das feministas é essa atitude agressiva e até ofensiva em alguns casos. Me chateio quando vejo mulheres que optaram por não ter filhos rebaixando ou tratando como inferiores e burras mulheres que optaram por tê- los (não é o seu caso, viu Lolinha? rs...) ou mulheres que, como a autora do post, assumem uma postura agressiva para se justificarem. Acho que tem muita feminista que precisa entender que nem sempre a melhor defesa é o ataque...

Helena disse...

Gente, vcs viram isso? http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2014-03-27/brasileiro-ainda-considera-mulher-responsavel-por-violencia-sexual-diz-estudo.html

Sei que já estamos cansados de saber disso na prática, mas ver documentado numa pesquisa, é realmente deprimente.

Anônimo disse...

Cadê os trolls, mascus e o bonde da direita?
CADÊ? UAHEUAHUEHAUEHAUEHUAHEUA

Melhor post sobre aborto.
Abraço!

Anônimo disse...

Sério que vocês postaram uma imagem que diz que é aceitável comer ovo pq ele não é uma galinha?
Triste. Feminismo e veganismo andam, ou deveriam andar, de mãos dadas. Sou feminista, sou anti-especista e fiquei com nojo dessa imagem.

Zrs disse...

Gente menos, bem menos para essa crucificação de quem assume que não ter filhos é uma benção também, uma maravilha ímpar!
Qual o problema disso?

Poxa, a sociedade inteeeeira já santifica a maternidade, já crucifica quem decide abortar, aí vem uma moça, publica a sua sinceridade e galera vem dizer como ela deve se sentir?

Aff..

Anônimo disse...

Gente aulinha de interpretação viu, biologicamente o feto é um parasita sim, e ela precisa expressar o que sentiu e o que achou para podermos ter uma noção da situação, quanto drama

sueli halfen ( POA) disse...

Criei tb 3 parasitas nojentos da minha gata e 4 da minha cachorra...

doei os parasitas caninos...tinha 9 donos e 4 parasitinhas lindos...

Os parasitinhas felinos nao doei e sao uns parasitas bem saudáveis e brincalhoes...
Meu parasitas nojentos e humanos estao adultos e muito responsáveis e adoram os parasitas felinos...
Um parasita humano é Veterinária e o outro é Biólogo.

RavenClaw~ disse...

Puts ontem eu era misândrica. Hoje sou misógina pq tenho nojo de menstruação. Tenho mesmo! Sou obrigada a aguentar aquele sangueira? Hahahaha


Pra moça do post: vc é uma linda e eu te invejo. Gostaria de ter tomado essa decisão quando tive oportunidade. Não tomei. A vida segue.

Anna Milani disse...

Fico feliz pela autora do post. É isso que esses idiotas do pró-vida não entendem, que a criatura nem tem vida própria ainda! Não estamos 'matando' um bebê quando se aborta.

E eu também não tenho a menor vontade de ter filhos. Pelo menos por enquanto. É como a autora disse... Argh, ter uma criatura dentro de você, como se você fosse aqueles ovos de páscoa com surpresa. Não é pra mim. E é claro que eu nem tenho a idade ideal para ter filho, porque ainda estou estudando, mas já sou cobrada por isso.
Não pelos meus pais, mas pelos outros da família e pior: estão enfiando na cabeça da minha mãe que eu TENHO que ter filhos porque senão eu serei infeliz.
Insira dedo médio aqui.
Eu até cheguei a brigar com um tio que me criticou pela escolha. É, UM TIO. Nem meu pai, nem meu irmão.

Por isso que eu digo: a vida é MINHA, a coisa tá na MINHA barriga e EU decido o que eu quero fazer.

RavenClaw~ disse...

Dorme grávida e acorda desgrávidq.

Tem como curtir? Huashuahsu

Anna Milani disse...

'Oh que horror, ela sentiu nojo do embrião! Que bruxa!" Ah, me poupe, morrem de nojo do filho alheio, principalmente aquelas criancinhas mais pobrinhas cheias de ranho e piolho. A hipocrisia é a pior coisa que existe.'

HAHAHAHAHAHAHA, Melhor comentário EVER! Todo mundo comentando que achou 'forte' o que ela disse, condenando-a, eu vou dizer que esperava mais dessas [esses] comentaristas. É como a moça se sentiu, ora! Eu também teria nojo de ver algo dentro da minha barriga. É a opinião dela, então, xiiiu.

Anônimo disse...

Sawl

Gente, cada um faz o que sua consciência e situação mandam!
Não sou a favor, nem contra aborto, sou a favor da ESCOLHA!
Posso NÃO querer fazer aborto(até agora não engravidei e sinceramente não sei se quero ser mãe, meu marido e eu somos felizes apesar das cobranças) mas NUNCA vou ser arrogante e "dona da razão" e falar pra outras mulheres "não abortem"!
Não sei se sou a favor da legalização, mas, com certeza sou a favor da descriminalização!
Minha avó abortou quando meu avô a abandonou com 5 filhos!! Ela NÃO trabalhava fora, porque como todo bom machista ele NÃO deixava.
Ele se envolveu com uma outra mulher e a abandonou com 5 filhos!! Ela não tinha a quem recorrer. Minha mãe falou que ela foi à uma clínica clandestina e com PAVOR de ser presa e deixar 5 filhos que já estavam desamparados sem o pai!
Tratar mulheres comuns como criminosas por causa de um moralismo tacanha e patriarcal é revoltante!!!
Os(as) mesmos(as) beatos(as) NÃO estão perto pra ajudar essas mulheres que foram abandonadas por seus companheiros ou que estão em uma situação financeira difícil pra criar uma criança!! Moralistas e hipócritas!
Enfim, este é um singelo desabafo.
Helena, eu vi a notícia sobre o Inea e NÃO é à toa que o Brasil é um país de 3º Mundo!
Machismo existe até em países de 1º Mundo, mas, dificilmente você vê este nível de misoginia, só em países do Oriente Médio e África, onde meninas são mutiladas, jovens obrigadas a casar com homens infinitamente mais velhos e estupros são justificados porque a mulher TOTALMENTE coberta por uma BURCA está com "rímel" nos olhos.
O machismo do nosso país chega a dar NOJO!
Porque não se pensa que homens poderiam ser estuprados porque ficarem "de peito de fora" ou porque estão só de "short" ou até só de "sunga"?!
Se um homem aparecesse pelado em qualquer lugar, ele seria motivo de riso ou no máximo de internação!
Se "roupa curta" é a razão de violência sexual porque meninas de 12 anos pouco desenvolvidas são vítimas?
Porque trabalhadoras saem de suas empresas uniformizadas e são vítimas?
NOJO, REPULSA de todos 65% que justificaram(incluindo MULHERES!!).
Então, eu saí uma vez do meu escritório e fui assaltada e o bandido ameaçou me levar para um local "ermo", eu dei uma de "louca" e chamei de "pai" um senhor que passou pela minha frente. Pois bem, se "toda mulher que sofreu estupro, ou quase" "provocou" o que um traste viu em uma mulher de calça larga e jaqueta(eu saio bem tarde por isso me visto bem largadona)?! ps: depois do episódio, saio com meu taser, e ai do FDP que tentar alguma gracinha!!
Que essa gente de cabeça vazia, essa gente misógina e PODRE morra com todo o veneno que carregam em suas mentes e corações.
Vejam e se espantem com uma mentalidade medieval em pleno século XXI!
Será que o Brasil, tem esperança de se tornar melhor uma dia? Não sou otimista!

http://noticias.uol.com.br/cotidiano/ultimas-noticias/2014/03/27/maioria-diz-que-mulher-com-roupa-curta-merece-ser-atacada-aponta-pesquisa.htm

Sawl - always the rebel

Ana Carolina disse...

"O feto com 9 semanas parece sim com um bebê. Grande parte da comunidade científica concorda que a vida humana inicia na nidação, cerca de 2 semanas depois da concepção (sou bióloga) "


...OI???????

Brenda C. disse...

"O que me irrita/ entristece na maioria das feministas é essa atitude agressiva e até ofensiva em alguns casos"

Também concordo que não precisa chegar ao ponto da agrevissidade... Eu achei meio agressivo chamar o embrião de parasita, mas é minha opinião. E vejo que de outras pessoas aqui.

Creio que as pessoas que acharam o comentário agressivo não estão querendo necessariamente cagar regra no que a autora do post deve sentir. Apenas refletem que esse é um assunto polêmico e delicado por toda a carga emocional que acarreta.

Eu não sou a favor do aborto, mas sou a favor da opção de escolha. E um dos motivos (podem atirar as pedras), é porque acho uma puta desgraça que um ser em formação venha a ter uma mãe como a autora desse post. Se ela já vê esse embrião como um parasita (não estou considerando aqui o aspecto biológico), imagina o que poderia acontecer caso viesse a nascer?

Sou contra o aborto por causa das inúmeras histórias que já ouvi de pessoas que foram indesejadas por sua mãe e/ou pai (algumas histórias bem horríveis)e mesmo assim agradecem por terem nascido, por terem a oportunidade de se assumirem agentes de sua história e superarem os problemas do passado. Mas é claro que também existe o outro lado: pessoas indesejadas que não conseguiram superar todos os anos de desamor e hj seguem a vida tristes e depressivas.

Sou a favor da escolha da mulher, porque ao contrário do que se é pregado, ser mãe não é pra quem pode, é pra quem quer.Criar e educar um ser humano no mundo de hoje é a tarefa mais árdua e cansativa que se pode imaginar. Formar uma pessoa para ser emocionalmente saudável e mentalmente equilibrada, além de suprir suas necessidades fisiológicas requer uma grande doação.

Sou uma pessoa que ainda lido com os problemas emocionais de ter uma mãe emocionalmente desequilibrada, um pai ausente e uma família praticamente desunida desde a adolescência. E isso não é fácil. É muito doloroso e requer muita força pessoal e objetivos na vida para seguir em frente. Mas eu agradeço a Deus todo o dia por ter nascido, mesmo que nessa situação.

No momento eu não quero ter filhos. Não sei no futuro. Me cuido bastante justamente para não tê-los e tem dado certo. Agora se eu engravidasse sem querer provavelmente optaria por ter o bebê, baseado na experiência que passei e nas que ouvi.

Anônimo disse...

"Cadê os trolls, mascus e o bonde da direita?
CADÊ? UAHEUAHUEHAUEHAUEHUAHEUA".

não precisamos falar nada, o comentário do "parasita" já fala por nós.

Roxy Carmichael disse...

ai, que drama sueli...

tenho preguiça quando o debate descamba pro: as suas escolhas e sentimentos sao diferentes dos meus e, vc não se sente como eu me senti na mesma situação, então vc é uma bruaca, jabiraca, megera...

não quero ser mãe, prefiro viajar, conhecer o mundo, me desenvolver numa carreira = (a mulher mãe insegura escuta) vc é ridícula e burra por não ter optado por isso e ter optado por ser mãe

sou mãe e sou felicíssima! = (a mulher que não quer ser mãe insegura escuta) vc não é feliz porque nao é mãe.

fiz um aborto e quando fiz ecografia senti nojo do feto = (a mãe escuta) seu filho é um parasita nojento e eu tenho nojo não só dele como de todos os fetos do mundo.

ela naquela situação sentiu nojo de algo que crescia dentro dela, contra a vontade dela e ela tinha não só pouco tempo pra interromper isso antes que mudasse a vida dela pra sempre, como ainda não podia contar com um estado misógino como o estado brasileiro. tão difícil assim entender????

pra variar, num texto que toca em diversos pontos muito relevantes, a discussão se concentra justo no mais anedótico.

DUREZA.

Anônimo disse...

será que é muito difícil entender que um ovo de mercado é um ovo que não foi 'galado'. Não é e nem nunca seria um pintinho.

Anônimo disse...

As pessoas se preocupam sim com crianças em orfanatos. Aliás, pegando a lista da minha cidade, quase todos são bancados e cuidados por instituições religiosas.

Anônimo disse...

Obrigada anônima das 14h42. Uma voz sensata aqui.

Fico muito de cara com uns absurdos que surgem aqui qnd o assunto é aborto... Quer defender a legalização, defende, mas vamos ser honestos em nossos argumentos.

Relicário disse...

Vou ser sincera, apesar de ser a favor da descriminalização do aborto, achei exagerado, me deu uma certa aflição ler um texto tão carregado de sentimentos negativos.
Se vc faz essa opção tudo bem, mas a comparação com um parasita foi desnecessária e a descrição do sentimento de nojo também...
De resto respeito a decisão da moça do post, e gostei muito da parte que mencionou a distorção entre a realidade e o que é divulgado pelos pró vidas...

RavenClaw~ disse...

Cadê a opinião sempre lúcida da Dr Maria Valeria?

Anônimo disse...

Como que vcs querem que alguem se arrisque a fazer um aborto, a ser presa, a MORRER devido às complicações, a ser abandonada pela familia e amigos, e não sinta ou diga coisas negativas?

quando a mulher engravida porque quer, todos entendem que ela tem todo o direito de dizer a todo mundo o quanto esta feliz, em querer compartilhar isso com todo mundo. Aí nao tem problema?

Em um dos poucos lugares em que a gnt ve relatos de quem fez o contrario, a pessoa nao pode ser sincera com o que SENTIU? Tem que ter sofrido, tem que ter trauma, tem que ser meiga e polida, tem que dizer

"eu nao queria aquele filho, aquela futura criança linda que nao tem culpa de nada e seria uma pessoa maravilhosa. Eu me senti só incomodada porque estava gravida e nao queria estar e passaria por uma situação horrivel para terminar a gravidez, mas senti ate certa compaixao pelo 1cm de pura fofura no meu utero"

Quando era o post da mulher que ia ser tia e nao gostava da cunhada enfiando o "amor ao futuro bebê" goela abaixo, ela tinha que entender que era o momento de felicidade da cunhada dela e ela so queria que todos fossem parte disso. Mas quando a futura tia não quis fazer parte, ela era a mimada. Agora voces podem vir interferir no relato de um momento de infelicidade de um aborto e querer controlar o que ela sentiu, o que ela diz, como ela expressa? Se afasta da discussao entao

Nao da pra querer controlar tudo o que os outros dizem pq alguem pode ficar ofendido entendendo errado, eu sinto ate nojo do meu namorado se ele nao escova o dente, entao eu sou misandrica? hahahaha

Anônimo disse...

Acho que o/a anonimo/a da 14h42 está confundindo um pouco as coisas, vida humana com 2 semanas? possibilidade de vida existe desde a fecundação (ou seja, vida humana), mas o que quer dizer isso?

Anônimo disse...

Lola, eu tambem acho um absurdo ficar falando essas coisas horrorosas sobre o feto. Vai que ele fica traumatizado...

Ana disse...

Eu vou rir eternamente do pessoal que está ~revoltado~ porque a autora chamou o feto de parasita.

Sabem quando foi a primeira vez que eu ouvi alguém chamando um feto de parasita? No Ensino Médio, na minha escola ultra religiosa, vindo da boca do meu professor de biologia, também ultra religioso e contra o aborto.

Gente, ela não está comparando o feto a um parasita ~pra fazer o feto parecer uma coisa ruim~.

O feto É um parasita.

Sério, digitem "parasita definição" na droga do Google.

Não, nem precisa. Aqui ó, Direto do Glossário da Sociedade Brasileira de Parasitologia pra vocês:

"Parasito: é o ser vivo de menor porte que vive associado a outro ser vivo de maior porte, à custa ou na dependência dele".

(http://www.parasitologia.org.br/estudos_glossario_P.php)

Vocês vão me dizer agora que o feto não é menor que a mãe e que não vive em dependência do organismo dela? É isso?

Claro, se vocês conhecerem alguém que sabe melhor do que a droga da SOCIEDADE DE PARASITOLOGIA o que é um parasita, me avisem.

(Desculpa gente, mas perdi a paciência com essa ladainha).

Zrs disse...

Ai que preguiça desse povo que não gosta de ver as pessoas sendo sinceras em seus relatos.

Anônimo disse...

É duro constatar algo óbvio, mas que poucos se atrevem a dizer: é proibido às mulheres o direito de escolha sobre seu próprio corpo, desde a roupa que veste a vontade de seguir com a gravidez ou não. Por falar em vestimentas, viram essa pesquisa do Ipea? É de dar nojo de nossa sociedade!"58,5% concordam que haveria menos estupros se mulheres 'soubessem se comportar'". E 43%, afirmam que mulheres que usam roupas que mostrem o corpo merecem ser estupradas. Ou seja, mulheres que "não se comportam" merecem ser punidas com o estupro!


Anônimo disse...

Tô achando bizarra a postura contra os sentimentos que a autora teve durante esse episódio da vida dela.

Como se não bastasse a sociedade se metendo na vida alheira, agora tem gente querendo controlar os sentimentos alheios.

Esses sentimentos foram negativos (embrião = parasita) porque a situação era muito negativa PRA ELA.

Pra mim a postura dela em relação ao embrião, a gravidez e a falta de culpa pelo aborto é totalmente legítima.

Obs.: e o 1o encontro do Obama com o Papa Francisco I e a discussão TOTALMENTE DESNECESSÁRIA sobre o aborto (que é legal nos EUA). #vtnc

Aline disse...

Anonimo das 19:51, vc me representa! :D

Leila disse...

Por que há tanta gente chocada com os sentimentos negativos da moça em relação ao feto??? Vocês acham que sabem como ela deveria se sentir? Nessa situação horrorosa e de fragilidade, por que sempre se espera sentimentos edificantes e generosos por parte das mulheres? Não somos santas, somos GENTE! Gente sente nojo, raiva, medo, faz parte do pacote. Não é para agredir ninguém, a moça foi apenas sincera. Querem crucificá-la por isso? Acham "desnecessário"? Ah, vocês devem ser exemplos de magnanimidade e bondade. Nunca devem ter sentimentos negativos, ou, se os têm, guardam bem escondidinhos, pois moças de bem não podem mostrar que são.... GENTE!
Olha, tem dó, que criancice isso tudo. Cresçam, é só o que posso dizer. Ou vão se tratar e estudar e ler um pouco sobre o ser humano.

Anônimo disse...

Lola e leitoras, aproveito o post pra tirar uma dúvida que tenho, não sei se se encaixaria em "etiqueta" mas enfim. Minha pergunta é:

Quando uma mulher diz pra gente que está grávida (ficou sabendo há pouco tempo), é obrigatório lhe dar os "parabéns" à ela??

Pergunto isso porque sei que muitas tem gravidez inesperada, não programadas e não sei se elas estão lidando e aceitando isso muito bem nos primeiros meses, então... dar os "parabéns" pra uma recém grávida é realmente obrigatório e educado?

Pq a gente sabe que vem toda uma aura de santidade, bondade em torno da mulher que engravida, então, se tornar mãe se torna algo que merece os parabéns sem levar em consideração se aquela mulher está feliz e se tem condições de criar o filho...

Anônimo disse...

Ninguém está dizendo que ela não tem o direito de se sentir assim. Só q sentir é uma coisa, falar é outra. Eu acho completamente desnecessário que isso seja falado num relato a favor do aborto. Eu que sou esclarecida sobre o assunto, a favor da descriminalização do aborto, ateia e não tenho esse sonho supremo de ser mãe (embora não descarte a possibilidade) e tudo mais fiquei chocada, com um aperto no coração, meio pra baixo com o relato. É um assunto delicadíssimo, q tem um apelo emocional muito forte. Dizer q sentiu nojo do feto e q ele é um parasita não ajuda absolutamente em nada, pelo contrário. Quem tem uma visão mais romântica e radical acerca do assunto, tenderá a ficar mais contra ainda.

Anônimo disse...

Sou a favor da descriminalização e da escolha. Não sei se a história contada é real, nao parece. O bom desse texto é saber que essa mulher não quer e não será mãe. Já conheci pessoas duras, orgulhosas da própria rigidez e pouco humanistas no que dizem e sei que elas não fazem bem pra quem está perto, imagina para os filhos. Defendo a descriminalização e a escolha para todas e não "só porque eu fiz", como parece ser o caso dela.

Juliana disse...

Mas o bebê é parasita da mãe mesmo biologicamente falando. E tens uns que não deixam de ser nem depois de adulto.

sueli halfen ( POA) disse...

Roxy... eu disse essas coisas dramáticas como tu colocastes?

As pessoas podem ser muito felizes e equilibradas com filhos ou sem filhos...com animais de estimaçao ou ou nao,com plantas formando um jardim,ou nao...a escolha é de cada pessoa...

Anônimo disse...

"acho uma puta desgraça que um ser em formação venha a ter uma mãe como a autora desse post. Se ela já vê esse embrião como um parasita (não estou considerando aqui o aspecto biológico), imagina o que poderia acontecer caso viesse a nascer?"

fica dificil nao perder a paciencia com um comentario tao imbecil.
"imagina o que poderia acontecer caso viesse a nascer?" MAS FOI POR ISSO QUE ELA ABORTOU, MEU DEUS DO CEEEU

Marina P disse...

Olha, eu acho que a tem todo direito de sentir nojo e de se expressar como quiser em relação à gravidez, ao feto e ao aborto que ela fez. Ela não está dizendo que o feto que está na barriga das outras mulheres é um parasita nem que tem nojo da gravidez delas. Pode ser chocante sim, mas é o que ela sente em relação a uma situação que viveu!

Eu fui uma das pessoas que falou sobre a necessidade de se referir às crianças de uma forma não generalizante no post sobre ser tia e acho que aqui a situação é completamente diferente!

Anônimo disse...

Não é nem questão de o ovo ser galado. O problema é usar esse argumento pra continuar comendo, e esquecer a tortura que ocorre com os animais para produzí-lo. Vamos estudar o básico sobre direitos animais, gente.

Anônimo disse...

Mola hidatiforme também nida, bióloga de ataque.

Guilherme disse...

Eduardo Nobre,voce entendeu errado o texto de Êxodo 21:22-25."e for causa de que aborte, porém não havendo outro dano, certamente será multado".O dano que o texto diz se refere tanto a mulher quanto a criança,"Mas se houver morte, então darás vida por vida",ou seja,se houver morte da mae ou do feto o responsavel recebera pena de morte. Nao ha nada de desonesto na replica de feto distribuida na jornada mundial da juventude,essa e a replica de um feto de 3 meses.Feto esse que os abortistas no brasil lutam para ter o direito de tirar a vida,para depois ter o direito de tira-la com 6 meses como ja tem em outros paises.

Anônimo disse...

Eduardo Nobre disse...
Sentir nojo da gravidez ("ter um parasita") é como sentir nojo da menstruação, acho meio misógeno.

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Nossa, nada a ver.. O que não ser fã do feto crescendo em vc tem a ver com misoginia? Difícil entender que mulheres querem abortar justamente por não quererem prosseguir com a gravidez? Era ELA que estava grávida e podia sentir o que quisesse em relação ao parasita (oops! bebezinho lindo e fofo) que estava ali dentro. Não sei porque é tão difícil para adultos entenderem que gravidez não é um mar de rosa para todas, vão implicar com outra coisa

Anônimo disse...

Claro que é um parasita.

Todos nós fomos um dia, por nove meses.

E, enquanto parasita, a decisão não cabe ao feto, por mais que o feto não tenha culpa de estar ali, ele é o ser dependente da história, ele é que esta no corpo alheio, utilizando nutrientes alheios.

E a mulher, quando aborta, não mata o feto, apenas retira do seu corpo, o que mata o feto é sua dependência intrínseca, criada pela natureza.

A natureza, embora não seja uma personalidade, pegou pesado com as mulheres, nos ferrou bonito.

A parte boa é que não precisamos segui-la.

Anônimo disse...

É burrice comparar o feto com um parasita, um parasita precisa de outro corpo para sobreviver, enquanto o feto está se construindo, mais após está completo não precisará de outro corpo.

Laura disse...

Zrs disse...
É tão triste saber que não podemos expressar o que sentimos, que a vigilância é sempre cruel.
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O Danilo Gentilli poderia ter dito esta frase.

Politicamente correto só quando a luta é minha.
que lógica maneira.

Dani disse...

Um ponto que os pró vida não gostam de falar é o PRAZER da mulher no sexo, ou melhor, o SEXO sem fins reprodutivos.
A tal da Sueli ali pelo jeito só transou 2 vezes. Ou ao contrário, esqueceu que qnd usou camisinha, tomou pílula ou sei la mais o que ela fez para evitar a gravidez, ela impediu que fosse gerado outro veterinário, biólogo, contador e vários outros profissionais só pq ela quis transar e não reproduzir.

Nícolas Nunes disse...

Estive refletindo a questão do nojo, e apesar de que eu não sentiria tal sentimento (hipoteticamente), pois não passei por tal situação para ter absoluta certeza, creio que ela tem direito sim de se sentir essa sensação, não se pode ter uma vigilância emocional sobre o que as pessoas sentem ou deixam de sentir. Problema que reitera-se constantemente tal sentimento, não no sentido de enfatizar o momento em si, mas o seu posicionamento. É como se utilizasse da emoção como base para seu argumento, o qual acredito deveria estar embasado de modo racional.

Não tenho posição definida contra o aborto, sou favorável em uma série de situações como estupros, risco de vida para mãe, sequelas psicológicas para a mesma etc. Em situações como a citada não sei ao certo meu posicionamento, visto que há inúmeros fatores envolvidos, como a estrutura física e emocional que irá receber a criança, o contexto social, etc.
Creio que o ponto principal e mais delicado é acerca da concepção de ser o feto uma extensão do corpo da mulher, no qual ela tem completo direito, ou de ser um entidade autônoma, que se distingue da mulher e de seu direito sobre seu corpo. Olhando pelo lado biológico o feto não é uma extensão do corpo da mulher, no entanto, para vias de direito, o mesmo deveria ser considerado como entidade viva para que recaiam nele seus direitos, e o problema é que não há nenhum consenso sobre o que seja vida ou um ser vivo do ponto de vista biológico e humano (social e cultural).

A única coisa da qual tenho um posicionamento claro é que se deve prestar a melhor assistência possível para as mulheres que optem por tal procedimento, pois aí apesar das questões éticas e morais envolvidas, a vida e o bem estar dessa mulher devem ser colocados em primeiro plano, pois a mesma pode colocar em risco sua própria vida em métodos abortivos não orientados.

No mais chamo a atenção para alguns comentários generalistas e preconceituosos com o homem principalmente no texto original, generalizando sobre o abandono por parte do homem das mulheres grávidas, do não envolvimento do homem nos sofrimentos da gravidez. E nos argumentos falhos, comparado as células perdidas de um joelho ralado com o feto, ou comparando o ovo/semente etc com o feto humano, que em teoria são "ovos", mas que compõe contextos em que não poderiam ser comparados dessa forma.

Guilherme disse...

So para explicar melhor,o texto de Êxodo 21:22-25 que Eduardo Nobre cita diz que se a agressao causar o aborto e o feto sobreviver,o agressor pagara apenas uma multa,porem,se o feto morrer,ele recebera pena de morte.

Anônimo disse...

Interessante ver como feministas/esquerdistas, que dizem ser os "guardiões únicos dos direitos humanos" se referindo a um ser humano em desenvolvimento como "parasita"
Um recem nascido e um ser humano totalmente dependente de outro, não anda, não se alimenta, sobreviveria sozinho. Como será que as feministas se referem há ele ?

Anônimo disse...

sou ateu, sou contra o aborto, mas respeito a opiniao de quem eh favoravel, vivemos em uma democracia e todos tem o direito de expressar sua opiniao. Algo que me chamou atencao neste post foi a comparacao do feto com um parasita, quem jah viu aquele documentario chamado "A arquitetura da destruicao" sabe que os nazistas chamavam os judeus de parasitas. Falando em documentarios indico um chamado "Blood Money" que apesar de ter laços religiosos tambem oferece alguns argumentos que devem ser levados em consideracao.

Anônimo disse...

Anônimo das 2:54, não generalize. Sou feminista e defensora dos direitos humanos e achei completamente desnecessário chamar o feto de parasita. De fato, essa postura não tem absolutamente nada a ver com uma pessoa q se propõe a defender os direitos humanos. Felizmente, nem toda feminista sente necessidade de demonstrar nojo/ódio por alguém q não tem culpa de nada, pra militar em favor da causa.

Let disse...

Apoio totalmente o direito de qualquer mulher abortar. Ninugém tem nada a ver com isso - família, pro-vidas etc.

Mas esse discurso carregado de ódio da autora do post em relação ao feto é perigoso duplamente:
- é um prato cheio para os pro-vida. A autora deveria refletir e medir melhor as palavras, pois é justamente esse tipo de discurso é tudo que os que tem visão maniqueísta sobre a vida querem.
- O nojo relatado por ela necessita de acompanhamento psicológico, gente... Não pode ser considerado normal esse tipo de sensação em relação a um mero feto que estava começando a ser gerado.

Raven~ disse...

Olha eu não ia me meter maisnnos comentários de outras pessoas mas preciso. E nem é sobre o assunto. Sueli: por favor, por favor castre os seus anismais. Trabalho há anos como voluntária em um abrigo que recebe gatos de rua. Mesmo que vc doe seus bichinhos, não há garantia nenhuma de que os novos donos não vão jogá-los na rua. E é mto triste isso. Então por favor, castre-os.

Anônimo disse...

"Claro, se vocês conhecerem alguém que sabe melhor do que a droga da SOCIEDADE DE PARASITOLOGIA o que é um parasita, me avisem.

(Desculpa gente, mas perdi a paciência com essa ladainha)."

Pois é né? Fora que além de tudo, o corpo da mulher COMBATE o feto, principalmente nos estágios iniciais da gravidez.

Mas ainnnnn que pena do feteeeenho que horrô chamar ele de parasita, vamos todos fazer de conta que nos importamos com o feto e não com o exercício da sexualidade da mulher que o carrega.

Gentalha, só isso.

É por essas e outras que logo de cara eu me declaro a favor DO ABORTO. Não caio mais nessa de "ninguém é a favor do aborto e toda mulher fica arrasada quando faz um", isso é conversa. A favor do aborto SIM! É ótimo que se possa fazer um se a opção for parir um filho indesejado.

Anônimo disse...

"Quando uma mulher diz pra gente que está grávida (ficou sabendo há pouco tempo), é obrigatório lhe dar os "parabéns" à ela?? "

Eu nunca dou. Só falo um "ah é?" e no máximo, pergunto de quanto tempo. Não vejo graça nisso de ficar colocando mais gente no mundo de qualquer modo então não tenho razão pra falsidade.

Anônimo disse...

Engraçado que na capa da Veja que ilustra a postagem tem duas mulheres que, depois de fazerem seus respectivos abortos com toda segurança, agora se posicionam contra: Cássia Kiss e Elba Ramalho. Que nojo. Muito fácil você no passado exercer uma escolha e agora magicamente decidir que ninguém mais pode fazê-la.

Ainda que o aborto delas fosse uma coisa horrorosa como o da Hebe (que nunca negou ter feito um), é muita pretensão achar que com toda mulher vai acontecer igual. E não acontece, ainda mais com um aborto bem conduzido.

Fiz com cytotec em 1990 e fui bem orientada por uma enfermeira, que explicou o modo de uso e a dosagem certa (bem diferente do que se lê por aí na internet, fica a dica) e nada de mal me aconteceu, tomei antibiótico e o corpo se encarregou do resto, nem tive essas tais cólicas horríveis. Mas por via das dúvidas, quando minha filha do meio precisou de um aborto achei melhor que ela fizesse em uma clínica e confirmo o que as pessoas falaram de ser coisa rápida, meia hora no máximo. Fica-se lá mais tempo pra voltar da sedação do que pelo procedimento. Ela também não ficou traumatizada nem culpada, assim como muita gente que conheço e passou por isso. Minha filha teve opção: se quisesse ter, eu apoiaria tanto quanto apoiei quando ela confiou em mim pedindo ajuda. Nunca escondi da minha família o que fiz no passado justamente para que elas soubessem que poderiam contar comigo nisso também.

Tenho a forte impressão que essa coisa de sentir-se culpada é só mais uma cobrança da sociedade, essa que se horroriza quando alguém chama um feto indesejado de parasita e fica questionando os sentimentos de uma mulher ao tempo da gravidez que não se pretende levar em frente. Essa que acha que toda mulher precisa, imperativamente, ser mãe pra se realizar. Essa que com um dia de atraso corre tomar chá de canela ou remédio pra descer a menstruação (que por sinal nem serve pra abortar). Essa que fala que a vida começa na concepção mas corre comprar pílula do dia seguinte quando acontece um acidentezinho sem querer querendo, sendo que na bula do medicamento fala da ação secundária de tornar o meio uterino inapropriado para a nidação. Essa que é a favor do aborto só em caso de estupro porque em última análise, filho é castigo para a mulher que transou porque quis. Porque se a vida do feto que importasse e não o que a mulher faz ou deixa de fazer na cama, esse aborto não seria permitido também. E obviamente isso significa que quem dá o valor jurídico à vida do feto é a mulher, e não a mera existência desse feto em seu útero. Essa, que acha que um feijão parasita tem mais direitos que a mulher adulta, católica e casada que o carrega, segundo aquela famosa pesquisa da brilhante Débora Diniz.

Uma curiosidade: já repararam que quando uma mulher engravida, ela é uma futura mamãe? Significa que ainda não é mãe. Pensem no que isso quer dizer antes de saírem repetindo à moda hipócrita asneiras subliminarmente religiosas por aí. Palavra de quem pariu três.

Ridículo que aborto seja polêmico aqui quando em partes mais civilizadas do mundo, o direito é assegurado desde a década de trinta do século passado.

Beijos Lolinha, seu blog é o máximo.

Brenda C. disse...

Ao mais imbecil ainda anônimo das 21:44 sei lá das quantas (é u ó a gente não ter um nome a que se referir, a criatura tem medo até de pôr um nome).

Por que meu comentário é imbecil? Eu estou falando a mais pura verdade. Um dos motivos pelos quais eu defendo o direito de escolha é porque além de eu pensar na mulher, eu também penso sim no ser que pode um dia vir a nascer nas mãos de uma pessoa que não o deseja, que sente nojo dele, que praticamente odeia a ele e a situação.

Talvez vc não pense nisso porque teve muito amor na sua família, né?! Porque só quem passa por uma situação de desamor na família sabe como é sofrido.

Eu acho engraçado que a opinião da autora do post tem que ser aprovada a qualquer custo, mas se alguém discorda, mesmo que sem agressividade, é o mimimi de sempre.

E eu não acho que dizendo que ela seria uma desgraça como mãe (eu acho que nesse ponto a autora deve concordar comigo, porque do contrário, de nada valerá o post que escreveu)fui mais agressiva do que dizer que "tenho nojo disso ou daquilo".

Anônimo disse...

Anônimo 28 de março 2014 01:59,

Pare, ok? Só pare. Nesse versículo do êxodo que você quer adaptar à sua vontade está bem claro: se houver um aborto a pena é uma multa. Não sei em que mundo você vive, mas quando um embrião ou feto é abortado, ele SEMPRE morre, ok? Já ouviu falar em feto sobrevivente de aborto? Não, filho, isso não existe pq feto abortado é feto MORTO. Ou seja, se só houve aborto (só o feto morreu) a pena é multa; se a MULHER morreu, aí sim é crime de homicídio. Esá claro como água mineral. Entendeu ou precisa desenhar?

Anônimo disse...

A natureza, embora não seja uma personalidade, pegou pesado com as mulheres, nos ferrou bonito.

A parte boa é que não precisamos segui-la.


Exatamente! Temos a medicina, a farmacologia, uma série de instrumentos que permitem que a gente direcione a vida e não morra à mercê de uma gripe, uma anomalia cardíaca ou tenha que levar uma gravidez a termo. Não sei porque tanta frescura moralista em cima do assunto.

Pensando bem, olhando aquela pesquisa que diz que se as mulheres se comportassem melhor elas não seriam estupradas, acho que eu sei sim.

luh disse...

O eduardo nobre e o anonimo das 9:04 tem razão! Eis o texto bíblico, de novo: numa briga entre homens, se um eles ferir uma mulher grávida e for causa de aborto sem maior dano, o culpado será obrigado a indenizar aquilo que o marido dela exigir, e pagará o que os juízes decidirem. Contudo se houver dano grave, então pagará vida por vida, olho por olho, dente por dente, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe.

"Se ferir uma mulher grávida e for causa de aborto" aí ele terá que pagar o que o marido exigir. Ora, se o feto sobreviver não foi causa de aborto.

Causar a morte do feto é o aborto.

Vejam que aborto nem é considerado dano grave. "CONTUDO se houver dano grave..." Nem o feto é considerado vida, pois "aborto sem maior dano" só é passível de multa, apenas se ocorrer dano grave(que não é aboro, por isso o "contudo") é que será "vida por vida"

Vou desenhar mais um pouco: o texto é claro, se a mulher abortar o culpado sofrerá pena de multa "for causa de aborto se maior dano, o marido será obrigado a indenzar aquilo que o marido dela exigir". Não está escrito "se causar dano ao feto", mas "se abortar" ou seja se matar o feto.

Roxy Carmichael disse...

É exatamente por isso que aborto é muito diferente de assassinato, anonimo das 00:30.

Anônimo disse...

Não sei como as "palavras de ódio" da autora do texto seriam um prato cheio para os pró-vida.

"Viram?? Ela odeia essa criança no ventre dela!! Chama o bebê de parasita!! Abaixo o aborto! Deixem a vidinha nascer e que seja chamada de parasita na cara, também!!". Oi?

Ela odeia, tem nojo do feto. Tá. Imaginem a coitada dessa criança nesse mundo.
A autora tem todo o direito de ter sentimentos raivosos contra o feto. E tem o direito de abortar. Me causa horror só de pensar nas crianças que nascem sem o amor dos pais.

Roxy Carmichael disse...

Anonima das 08:45 vc salvou o debate da mediocridade. Muito obrigada.

Ilana disse...

Sou ateia, Sou a favor da descriminalização do aborto e respeito a decisão de cada um em fazer o que quer com seu corpo, mas tenho certeza que todo mundo aqui é feliz em ter sua vida, alguém ja pensou em perguntar pra propria mãe se ela ja pensou em te abortar? minha mãe é enfermeira e quando estava gravida de mim (ela me contou isso) um medico disse que se ela quisesse ele faria "o sangue descer", sou fruto de um acidente com um cara que ela transou so 1 vez, ela era mãe solteira e ja tinha outro filho, mesmo assim não quis abortar, enfrentando todas as dificuldades da vida criou eu e meu irmão, e sou muito feliz por ela não ter me abortado! alguém aí gostaria de não ter nascido??? se sim, aproveita que suicídio não é crime e se mata! hauahuahauhauau

Anônimo disse...

asneiras subliminarmente religiosas

tem como curtir isso aqui umas duzentas vezes?

Anônimo disse...

Não sei como as "palavras de ódio" da autora do texto seriam um prato cheio para os pró-vida.


prato cheio para os anti-escolha é ser mulher, só isso já basta

vamos parar de chamar essa corja de pró-vida? porque o que eles defendem é tudo, menos a vida de alguém.

Vicky Berger disse...

Credo,que relato nojento.
Não interessa o tamanho do embrião,é uma vida.E chamar essa vida de parasita é abominável.
Não querer ter filhos é direito,mas por que então não tem um pouco mais de responsabilidade na hora de transar.
Mais fácil se livrar do feto indesejado do que assumir a consequência pela falta de proteção.

Anônimo disse...

Será que essas mulheres que sentem nojo, que acham repugnante a idéia de ter um filho nunca pensaram na possibilidade de colocar um DIU (que é temporário), e pras maiores de 25 anos que sabem que não vão querer ser mães, até mesmo ligar as trompas? Já que ter um filho é tão horrível assim...

Sempre dizem: "aconteceu, eu não queria..." Como se fosse um azar, um raio que caiu do céu e a engravidou.
Concordo que pode acontecer uma gravidez indesejada, mas acho que tem "acontecido" demais...

Sobre esterilização, diriam:
"Ah, mas é difícil..."
Quer dizer que ir atrás de clínica de aborto, remédio ilegal, correr o risco de ser presa ou até morrer durante o procedimento, tudo bem, mas entrar na justiça ou mesmo procurar um médico que faça uma esterilização clandestina não dá? Sei...

Há tanta militância em torno do aborto (e eu concordo que é um assunto de saúde pública, e o aborto deve ser descriminalizado). Mas porque não há tanta militância por mais acesso à prevenção?

Enfim, eu não faria um aborto mas entendo e aceito que outras façam. Só acho que deveríamos focar também na prevenção contra gravidez, e não por ficar "corrigindo" o erro.

Espero que, futuramente, as mulheres possam fazer seus abortos tranquilamente, mas encontrem a mesma facilidade para passar por um procedimento de prevenção.

Anônimo disse...

Nunca fiz aborto, provavelmente nunca faria e sou totalmente a favor da legalização e da realização dele quando a mulher assim o desejar, mesmo em casos de abortos tardios, que normalmente acontecem quando a viabilidade fetal compromete a integridade da saúde da gestante.

Também não me interessa saber se a mulher se preveniu ou não. Nem a lei faz essa distinção, caso não saibam.

Também não me interessa se ela vai fazer um, dois ou dez abortos, se vai banalizar. Banalizado é hoje em dia, com tudo clandestino. Até acho melhor que uma pessoa realmente irresponsável com o próprio corpo não procrie, não cuida bem de si vai querer cuidar bem de alguém?

Acho errado querer castigar uma mulher fazendo-a levar uma gestação até o fim. Filho não é castigo, filho é algo precioso quando bem vindo. Gravidez indesejada e gravidez inesperada nem sempre são a mesma coisa. Os "pró-vidas" tratam a questão como se ter um filho fosse um ato de vingança pelo fato da mulher ter tido relações sexuais, que por sinal não foram com um vibrador, com um dedo ou com outra mulher. Precisou de um homem para essa gravidez acontecer e sobre ele, quase não se fala.

E é sobre isso a minha única crítica à forma como o debate sobre a legalização do aborto é conduzida.

Enquanto aborto for tratado só como problema de mulher, aqui no Brasil eu não vejo como a coisa vai avançar. O "engravidou, se vira!" já é vigente, bem como que quem tem que se cuidar é a mulher. E a mulher que corra atrás dos direitos, peça pensão, paga com muito choro e lamentos por um filho que é do cara também. Pensão, lembrando, que é direito do filho e não da mulher. Não quer pagar pensão? Faça vasectomia, sexo homossexual ou use camisinha simplesmente.

Os homens precisam ver vantagens na legalização do aborto e para isso, o machismo pode ser usado em nosso favor. É mais que sabido que em boa parte das vezes, quem determina a afeição desse pai pela criança é a mãe que o gerou. Quem não conhece o caso do rapaz que se relaciona com outra pessoa e simplesmente esquece do filho do relacionamento passado? É cultural isso.

Não lembro em qual país mas uma campanha bem polêmica foi lançada. Era assim: um narrador homem falava sobre a questão do aborto sob a ótica masculina e encerrava da seguinte forma: a mãe não quer ter o filho e você não quer pagar pensão para um filho de alguém que mal conhece, é contra o aborto por que então?

E eu concordo com o raciocínio.

Alguém pode dizer que isso pode ser usado para obrigar mulheres a abortar. Mas quando um homem abandona a mulher grávida, não está obrigando-a também? Ou quando se recusa a usar o preservativo, ou quando estupra maritalmente a esposa? Nem por isso vamos proibir casamentos, só se pune as condutas coercitivas. E obrigar alguém a abortar certamente é uma coerção, inclusive já prevista na legislação vigente.

Então, eu acredito que é necessário trazer os homens para essa questão sem muita delicadeza, sem muito floreio ou romantismo. Homem adora dizer que é racional e objetivo e que a coisa só dói quando mexe no bolso. Por que não usar isso em prol da legalização?

Tratar isso só como assunto de mulher, em um país que a maioria no executivo, legislativo e altas cortes do Judiciário ainda é masculina, não me parece a melhor opção.

Anônimo disse...

"Mais fácil se livrar do feto indesejado do que assumir a consequência pela falta de proteção."

outra que acha que filho é castigo pra "vagabunda"

moça, você é machista e eu torço que seu comprimidinho nunca falhe viu?

Anônimo disse...

alguém ja pensou em perguntar pra propria mãe se ela ja pensou em te abortar?


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Eu já. E ela tentou realmente, só que não conseguiu. Viveu uma vida de cão pra me criar e tem consequências físicas no corpo até hoje por excesso de trabalho em uma época que a legislação trabalhista não era grande coisa. E por amar demais a minha mãe, lamento demais que ela teve que passar por isso por não ter tido condições de me abortar com dignidade.




alguém aí gostaria de não ter nascido??? se sim, aproveita que suicídio não é crime e se mata! hauahuahauhauau

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Para suicidar-se é necessário primeiro ter nascido, geniazinha. Huahuahua pra você também.

Larry disse...

Achei corajosa a atitude da pessoa em dizer que sentiu nojo, no entanto ñ entendi o pq de uma reação tão extrema. Se para ela o embrião ñ passa de um pedaço de unha ou cabelo , enfim, meras células descartáveis, porque tal reação?

Luma B. disse...

Incrível num blog feminista ter que ler tantos comentários que não ajudam em nada a causa, e pessoas que se aproveitam da generalização (afinal se umx agiu e pensou assim, é por que todxs pensam exatamente igual,, sem tirar nem por) para tentar denegrir o movimento.
É tanta gente ofendidinha achando, como todos os machistas do mundo, que tem o direito de dizer como outra pessoa deve se sentir ou como deve dizer as coisas. E pq incomoda tanto saber que fomos um parasita por nove meses, pq parasita é isso, depender totalmente de um outro corpo. o bom é que só dura nove meses essa total dependência como parasita. Não aguentam lidar com a verdade? Afinal o próprio corpo combate o ser (ser pode, moralistas?) que está no útero no inicio da gravidez (os conhecidos sintomas da gravidez, ou por que acham q eles existem?).
Ah, e falam da agressividade e que é só pela militância exagerada (de novo, dizendo o que ela ta sentindo) por que realmente a gente faz TUDO na vida pensando em como isso contribui ou não na militância e não como afeta nossa vida diretamente, afinal se eu briguei com o namorado e o chamei de babaca imbecil é só por que levei a sério demais o movimento e sou misândrica ou se eu abortei é por que queria ajudar em prol da descriminalização do aborto não por que isso ia mudar completamente minha vida diretamente. Ter nojo pra quem sabe se por no lugar dos outros é uma situação compreensivel nas circunstancias dela, por que , oras a vida é DELA e vc não precisa sentir nojo qdo for sua vez, a diferença é que ninguem irá te julgar por isso, afinal o senso comum acha normal isso.

Guilherme disse...

Eduardo Nobre e luh,Ha outras traduçoes que nao falam sobre aborto,e sim sobre dar a luz prematuramente,a BÍBLIA SAGRADA, Ed. Ave Maria diz “Se homens brigarem, e acontecer que venham a ferir uma mulher grávida, e esta der à luz sem nenhum dano, eles serão passíveis de uma indenização imposta pelo marido da mulher, e que pagarão diante dos juízes. Mas, se houver outros danos, urge dar vida por vida, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, queimadura por queimadura, ferida por ferida, golpe por golpe.” esta traduçao se encontra tambem na Bíblia TEB, na Nova Versão Internacional e na Bíblia King James.

Anônimo disse...

Podem jogar pedras por que eu tenho horror ao fato de EU, que fique claro EU, ser mãe e acredito que no lugar da autora do post também teria nojo. Não pela população e raça dos fetos (vi que alguém os comparou a judeus, então obviamente são classificados como uma raça a parte) mas pela situação em si na qual estaria me encontrando e toda aquela pressão que nos é colocada pela sociedade desde o nascimento sobre a maternidade. Me previno, mas não estou livre de acabar tendo o desprazer, pra MIM, de engravidar.
Gostei da sinceridade dela pois tem gente que acha desnecessário falar o que sentiu, uai por que? só por que te choca saber que o mundo não é um paraíso cor de rosa? Não quer aprender sobre a realidade do mundo em todas as suas formas e tipos, então aconselho a não entrar na internet, ou assistir canais infantis pois nesses certamente não haverá choque.

julia disse...

Você está realmente sugerindo que todas as melhores que não querem ter filhos façam esterilizações clandestinas? Tenha dó. E não é pq alguem não esta preparada para ter um filho agora que ele não vai querer no futuro.

Anônimo disse...

Putz cara, sera que ninguem aqui reparou antes de falar asneira que ela fala no texto que se protegia ou voces perderam a aula de educação sexual onde explicam que nenhum, repito, nenhum metodo anticoncepcional e 100 por cento eficiente. os mais eficientes costumam ser 96, 98 por cento o que ja apresenta risco, mesmo que pequeno. mas acho que isso seria exigir demais de algumas pessoas por que dai teriam que sair da zona de conforto e se informar mais e julgar menos. e feto ser vida nao e um fato concreto pois depende do ponto de vista religioso, cientifico, ...
e falaram de ligar as trompas. até onde eu sei só pode depois de uma certa idade e depois de dois ou tres filhos. posso estar enganada mas se estiver melhor pra mim pois adoraria me submeter a esse procedimento para nao correr mais riscos. mas sabem tambem vi uma coisa no site sobre laqueadura:
"A cirurgia de laqueadura das trompas é realizada há muitos anos nas mulheres que podem pagar por elas, muitas vezes, no momento do parto normal ou durante a cesariana. No entanto, aquelas que dependem do SUS, porque não têm acesso aos planos particulares de saúde, encontram enorme dificuldade, quando querem submeter-se a esse tipo de cirurgia."
"Quase 100% das mulheres que fazem laqueadura não engravidam mais. Raríssimos são os casos em que ocorre a recanalização das trompas, com subsequente gravidez.

A realização da laqueadura é um tema cercado de muita controvérsia, porque abrange aspectos sociais, religiosos, políticos e econômicos."

Ou seja, parece que precisa ja ter filhos para fazer o procedimento que mesmo sendo minimo ainda tem risco de engravidar, ou seja, mais uma soluçao meia boca.

(To sem os acentos aqui)

Anônimo disse...

Ela ouviu o coração bater?
Ela abortou um feto de coração já formado?

Anônimo disse...

Se eu engravidasse, eu não sei o que eu faria. Todos os meus parceiros não planejam ter filhos - provavelmente vão casar com mulheres muito mais novas e terem filhos lá pelos 50 (escolha deles, não os culpo, vá). E eu odiaria criar uma criança com um "pai" que só mandaria um dinheirinho besta por mês e jamais estaria do meu lado, e que provavelmente só iria encher o saco durante a crise de meia idade querendo "emprestar" a criança uma vez por ano pra não se sentir com peso na consciência com medo de morrer sozinho. Eu sei que é assim porque vejo muitos casos do tipo.

Eu adoraria aceitar a idéia de abortar. Seria libertador, mas eu não consigo. Meu sonho era ser dona do meu corpo.

Bruxinha disse...

Eu tive a minha filha e somos muito felizes, embora role certa dificuldade em manter a individualidade após o nascimento e criação. Mas eu tb tenho certeza de que se as coisas não fossem tão clandestinas, ilegais e perigosas como são com essa criminalização absurda do aborto, provavelmente o meu rumo teria sido outro. E sem remorso, como a moça do post.

Anônimo disse...

Guilherme,
Já tive contato com várias Bíblias, e em nenhuma eu vi essa hsitória de dar à luz prematuramente. Em todas as vezes qe vi esse versículo, em todas as Bíblias que já li e foram várias, inclusive de tadutores e organizações diferentes, estava claro, era sobre um aborto. Se a briga causar um aborto(só o feto morrer), é multa. Se a mulher morrer, é homicídio. E de qualquer forma ninguém se importa com a sua opinião. Você não vai convencer as mulheres daqui que suas vidas valem menos que a de um feto. Então, conforme-se e se mande, ok?

Ilana disse...

Anonimo das 12:18 vc é homem ou mulher? diante de saber que sua mãe tentou te abortar vc tambem faria um aborto ou incentivaria um? exponha seu ponto de vista, vc me parece uma pessoa um pouquinho magoadinha....maguo nenê???
Minha mãe tambem ralou duro pra me criar meu querido, e não se arrependeu nenhum dia disso, sou feliz por ele ter levado minha vida adiante enquanto eu estava em seu utero, e quero retribuir todo sacrificio dela dando-a uma vida de conforto, pois acredito que não foram poucas as vezes que ela tirou da propria boca pra alimentar a mim e meu irmão...sugiro que vc faça o mesmo e trabalhe duro pra recompensar sua mãe...e por favor, não se esconda atras de um "anonimo" desmerece a sua opinião...

Bruxinha disse...

E gostaria de que quando- e se- a minha filha engravidar a lei já tenha mudado e que a escolha seja totalmente dela.

Fernando disse...

Se vocês não querem ter filhos, por não fazer simplesmente a esterilização cirúrgica de modo a NÃO ENGRAVIDAR, pra não ter que fazer o aborto DEPOIS QUE ENGRAVIDOU?

Anônimo disse...

Gente, olha só, vamos ser bem práticos e claros. Todos nós aqui criticamos a falta de humanidade no mundo, né? A falta de empatia com os problemas das mulheres e tal. Por isso mesmo q somos feministas. Eu, pelo menos, pretendo, com a minha militância, tornar o mundo melhor e mais humano, com pessoas mais solidárias e mais sensíveis. O que está em debate aqui é a descriminalização do aborto. Ela descreveu a agonia q sentiu e tal, e achei válido e importante até a hora q ela falou q sentia nojo do embrião e q ele era um parasita. Ela já tinha expressado a agonia q ela sentia, não precisava disso. Não foi nem o fato de ela ter sentido nojo, pq ninguém tem controle sobre isso, foi a forma como ela falou, com desprezo. Acho q temos q ter respeito pela vida, por menor q ela seja. Por mais q eu ainda não seja vegetariana ainda e coma carne, eu não fico falando do boi como se fosse uma coisa desprezível e asquerosa. Vc pode não querer ter filhos, pode não ter paciência com crianças, mas vc não precisa demonstrar nojo, desprezo, falar como se fossem uma coisa. Essa é a questão. Ninguém tem culpa do q sente, mas todos somos responsáveis pela forma como expressamos isso. Não creio q pra um debate sobre aborto seja relevante se ela sente nojo ou não do feto, se ela gosta ou não de crianças (por exemplo). Eu achei desrespeitoso, insensível, grosseiro e vai contra tudo o q venho lutando pro mundo não ser. Se ela não tem culpa dessa sociedade podre q não lhe dá direito de escolha, o feto muito menos. É uma vida, um futuro humano, querendo vcs ou não, não é coisa. Merece respeito tbm.

Bruxinha disse...

Blogger Juliana disse...

Mas o bebê é parasita da mãe mesmo biologicamente falando. E tens uns que não deixam de ser nem depois de adulto.

27 de março de 2014 21:05



Juliana, conheço um monte kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

L. G. Alves disse...

Ai, cara, que chatice. A mulher não pode expor o que sentiu, sendo sincera, porque "oh os pro-vida podem achar ofensivo", "oh feriu a minha sensibilidade, mimimi" "oh, achei desnecessário, mimimi". Desnecessário foram esses comentários tentando policiar a mulher e seus sentimentos. O que postou pode ser algo que sentiu no momento e/ou depois e isso pode (ou não) mudar. As pessoas mudam. As pessoas possuem carga negativa quando passam por determinadas situações. É natural.

Guilherme disse...

Sim anonimo de 13:20,com 6 semanas ja se pode ouvir as batidas do coraçao.

Anônimo disse...

Ai anônimo 12:18, ironizar a pessoa chamando-a de 'geniazinha' e depois escrever "suicidar-se" é pra acabar, né não?! Acaso é possível suicidar qualquer outro que não a si mesmo? O suicídio é sempre de si. Não há como "suicidar-te".
E, sim, eu acho esse meu comentário bem irrelevante. Mas quis fazê-lo como um apelo para que possamos aprender juntos ao invés de ficarmos nos engalfinhando. Corrigir os outros sem afeto e sem intenção real de construir um conhecimento compartilhado me parece bastante limitado, até porque sempre haverá algo para ser corrigido em nossas posições. Se vamos juntos, acho que vamos menos ofendidos.

Anônimo disse...

"vamos parar de chamar essa corja de pró-vida? porque o que eles defendem é tudo, menos a vida de alguém."

Concordo

Dá nojo ver essa gente catraca de buceta dizer que é a vida que estão defendendo.

Flavio Moreira disse...

Incrível como a crítica pertinente que a autora faz a um sistema que faz com que mulheres com gravidez indesejada sofram desnecessariamente por conta da ilegalidade do aborto ficou totalmente ofuscada pela discussão em torno dela sentir nojo ou repulsa pelo feto.
A grande maioria aqui comenta sobre o não-policiamento do corpo (e dos sentimentos das mulheres), mas na hora em que uma mulher se expõe ela é praticamente crucificada por isso? Onde está a coerência sobre empatia e solidariedade?
Se eu acho que ter nojo do feto é agressivo ou não é problema meu, não da autora do post, que foi quem de fato passou pela situação e teve uma reação muito pessoal da qual não posso ser juiz (e muito menos carrasco).
Acredito que o foco do texto dela é que, se as mulheres tivessem condições de fazer o procedimento de maneira correta, sem juízos de valor por parte de quem quer que seja sobre a sua decisão, muito sofrimento e angústia seriam evitados.
Métodos contraceptivos falham, como lembraram aqui, portanto o foco da discussão não é a prevenção da gravidez, mas oque fazer quando ela ocorre e não é desejada.
Outra ponto importante que ela levanta é o isolamento emocional por que uma mulher nessa situação passa e que também parece deixar sequelas, às vezes maiores do que o procedimento em si.
Ler discursos condenatórios numa situação dessas é muito frustrante, porque o que depoimentos como o da autora do post fazem, para mim, é pensar no quanto ainda estamos atrasados, o quanto ainda controlamos o corpo (e o sentimento, também, pelo visto) do outro e o quanto ainda precisamos lutar para que a sociedade mude.
Posso não concordar com as reações dela, com a forma como ela se expressa, mas, repito, é um problema meu e isso não deve interferir na discussão maior.
Toda a minha solidariedade à autora do guest post.

Anônimo disse...

Minha mãe tambem ralou duro pra me criar meu querido, e não se arrependeu nenhum dia disso, sou feliz por ele ter levado minha vida adiante enquanto eu estava em seu utero, e quero retribuir todo sacrificio dela dando-a uma vida de conforto, pois acredito que não foram poucas as vezes que ela tirou da propria boca pra alimentar a mim e meu irmão...sugiro que vc faça o mesmo e trabalhe duro pra recompensar sua mãe...e por favor, não se esconda atras de um "anonimo" desmerece a sua opinião...

Essa ama a mãe pra caramba hahahahahahahaha

Laura disse...

L. G. Alves disse...

Ai, cara, que chatice. A mulher não pode expor o que sentiu, sendo sincera, porque "oh os pro-vida podem achar ofensivo", "oh feriu a minha sensibilidade, mimimi" "oh, achei desnecessário, mimimi". Desnecessário foram esses comentários tentando policiar a mulher e seus sentimentos.

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Então tá.

Danilo Gentilli oferece bananas para o rapaz negro esquecer um assunto, expressando claramente todo seus SENTIMENTOS racistas e falta de empatia.

Todos os esquerdistas politicamente corretos descem o cacete neste escrotossauro. E os fãs dele postam algo assim:

" Ai, cara, que chatice. O DANILO não pode expor o que sentiu, sendo sincerO, porque "oh os NEGROS podem achar ofensivo", "oh feriu a minha sensibilidade, mimimi" "oh, achei desnecessário, mimimi". Desnecessário foram esses comentários tentando policiar O DANILO e e seus sentimentos."


Pimenta no cú dos outros é refresco né.

Politicamente correto só quando a luta é minha. Quando a luta não é minha, posso me referir aos outros e expressar meus sentimentos da maneira mais escrota que eu quiser. Que legal gente, isso aí!! Bacana!!! Empatia, amor no coração e os direitos humanos que se explodam!!!

Vamos ser escrotos e expressar os nossos SENTIMENTOS de ódio!!! Porque todo mundo tem direito de expressar como se sente!!! menos contra as mulheres, é claro. Porque ódio contra as mulheres é inaceitável, opressor, misoginia nojenta!



Se todo mundo tem direito de EXPRESSAR verbal ou fisicamente seus sentimentos de ódio nojo e desprezo, e ninguém tem o direito de querer controlar como as pessoas se sentem e se EXPRESSAM, então parem de reclamar do machismo, homofobia, racismo e afins!!! Oras!!! sejamos coerentes!

lola aronovich disse...

"Sejamos coerentes", diz mascu que tem que fingir ser Laura pra que ninguém desconfie que ele seja um mascu.

L. G. Alves disse...

Ela tem sim todo o direito de expressar o que sentiu. A experiência que ela passou não foi "coisa a toa" . Ela precisa colocar tudo isso para fora, pois talvez esses sentimentos negativos, que ela sente hoje, possam ser diminuídos. E se aqui, no espaço que a Lola gentilmente cede, ela não é compreendida, aí tá difícil.E essa comparação com o que fez ou disse o Danilo Gentilli foi podre. Lamentável.

Giovanna disse...

Lola e comentaristas, estou participando de um evento de medicina, mas não sou da área, e ouvi ontem da boca de um medico palestrante que o aborto no Brasil só é permitido em caso de risco pra mãe ou estupro. E o aborto de fetos anencéfalos, não foi autorizado? Ou apenas diminuiu os trâmites pra mulher conseguir fazer acionando a justiça? Ou entra nos casos de risco de morte pra mãe? Por favor me esclareçam.

Guilherme disse...

Giovana,o aborto de anencefalos foi autorizado pelo Supremo Tribunal Federal,no entanto,ele nao foi legalizado,pois so o congresso tem esse poder,por isso a decisao foi inconstitucional.Isso significa que e possivel impedir que o aborto seja feito,o mesmo se aplica ao casamento homossexual,autorizado pelo STF.

Maria Valéria disse...

Bom dizer aqui que e muito complicado e difícil para um profissional de saúde aceitar fazer um aborto aqui no Brasil- porque ainda e contra a lei,entao esse profissional ainda esta indo contra a lei.

Se o profissional orienta ou faz alguma coisa e tudo corre as mil maravilhas, nada vai acontecer, se a mulher tiver alguma complicação ou morrer vai vir alguém atras do profissional pra acusa- lo de praticar aborto e ter provocado a morte da mulher,

Mas , ainda assim, correndo todos esses riscos, tem profissionais que fazem.

( sou a favor da descriminalizacao, e imagino como deve ser difícil para uma mulher que optou pelo aborto encontrar alguém que confiança que aceite ajudá-la ).

Se a lei no Brasil mudasse seria bem melhor.

Ju disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

morri de rir agora com essa "Laura" comparando uma experiencia pessoal com racismo, no qual se esta claramente divulgando o preconceito.
Por que realmente vc chamar alguem de macaco pela cor da pele tem tudo haver com o que vc ta sentindo em relaçao a propria gravidez (a propria nao a dos outros, enquanto o comentario infeliz do gentili foi dirigido a outro sobre o outro)

kkkkkkkkkkkkkkk muito boa "laura", e gente como vc que faz eu dar gargalhadas de vez em quando.

E como falaram antes, realmente perderam o foco sobre o que realmente ta em discurssao aqui, a opiniao dela nao vai mudar, vcs querendo ou nao, e acredito que a de muitos tambem nao mudara, mas essas escolhas a gente faz na propria vida, pronto, na de mais ninguem. a questao aqui e como temos um pais atrasado no qual ainda precisamos recorrer a metodos tao inadequados e perigosos para termos aquilo que deveria ser um direito, uma vez que o corpo e nosso e de mais ninguem. as mulheres nao tem culpa se o feto nao pode viver fora da barriga delas.

Isa disse...

Ok, a escritora do post matou um ser humano pequeno, inocente e indefeso com o mesmo sentimento de quem mata uma barata.
Mas a muitas mulheres que fizeram aborto sofrem muito por isso e dizem que não tinham outra escolha.Pois é abortou por pressão do companheiro, pressão da família, falta de condições para educar e alimentar uma criança, falta de creche, ameaça de ficar desempregada, de ser expulsa da escola. Pois é a gente vive numa sociedade em que não há o direito de ter os filhos, e o aborto é mais uma violência não uma solução.

Maria Valéria disse...

Ai , desculpa, Raven Claw!!
So agora li seu comentário pedindo minha opinião,

Sobre o aborto - sou a favor da descriminalizacao

Sobre o post : achei normal... Quanto aos sentimentos de nojo da autora, quem sou eu pra avaliar se ela pode ou pode sentir nojo? Nao sou psicóloga .. Ainda que fosse psicóloga, eu DU - VI - DO que algum psicólogo posso afirmar com base nesse texto se a moça e normal ou nao , se os sentimentos dela são normais ou nao...
Se fossemos avaliar os sentimentos de todo mundo TODOS nos teríamos " sentimentos anormais " , inclusive euzinha aqui...:p

Tambem nao quero ser mae, sempre me cuidei muito pra que isso nao acontecesse , e felizmente nunca engravidei,

Pra quem questionou por que a autora nao faz laqueadura ou usou DIU, esses métodos tambem falham ( 0,5% de falha se nao me engano ) ...existe somente um método anticoncepcional eficaz permitido por lei : nao transar,
( tirar o útero ou castrar a mulher SOMENTEpara evitar filhos tambem e 100% eficaz mas nao e permitido por lei )

( quando eu era estudante uma professora da faculdade que nao queria nem nunca teve filhos , ...bem, contavam um boato dela que ela pediu pra tirarem o útero dela pra evitar,...se e verdade n sei,,,heheh ),

Bem. E isso , acho que nao tem muito mais o que eu falar,

Beijos -:)

Layanne disse...

Aborto no geral é uma solução, sim. quando feito por livre e espontânea vontade da grávida. assim como umas querem o direito de ter o filho sem ninguem pressionando por que não percebem que outras também querem o direito de não ter o filho? o feminismo luta para que se tenha ambos o direito.
Então antes de lutar contra quem quer interromper essa "pobre vida", que só será verdadeiramente um cidadão perante a lei após o nascimento, por que não lutar contra quem acha que o corpo da mulher é área publica, na qual se pode deve ter o filho ou na qual devemos tirar por pressão alheia.
A meu ver, feto e embrião são PROJETOS de vida, uma vez que ainda estão em formação, podem estar com coração batendo mas ainda não estão completos. Não são uma vida concreta, isso quem diz são os românticos guiados pela religião ou pelo senso comum (falo isso baseada em pessoas com quem já debati pessoalmente).

Anônimo disse...

Julia, interpretação de texto mandou lembranças! A esterilização foi UMA das sugestões! Tenha dó você!
Releia o que eu escrevi. Existem vários métodos, definitivos ou não... o que dói mais, um implante subcutâneo ou um aborto?
Preguiça de gente com má vontade!

Marina P disse...

"Se vocês não querem ter filhos, por não fazer simplesmente a esterilização cirúrgica de modo a NÃO ENGRAVIDAR, pra não ter que fazer o aborto DEPOIS QUE ENGRAVIDOU?"

Muitas mulheres querem e tentam fazer laqueadura mas as exigências para liberar o procedimento são absurdas e não conheço nenhum médico que faça a laqueadura em mulher sem filhos.... vai estudar.... a gente luta um monte pelo direito da mulher fazer laqueadura quando desejar mas aí surgem mil pessoas dizendo que ela pode se arrepender e que o filho é a coisa mais linda do mundo e mudar a lei que é bom, ninguém quer mudar, porque todos acham um absurdo uma mulher não querer ter filhos! Pior é que depois de tudoisso ainda vem gente ignirante aqui fazer um comcomentário como o seu e na maior parte dos casos são justamente os que acham um absurdo uma mulher não querer ter filhos, querer fazer a laqueadura jovem e sem ter filhos.

Marina P disse...

Vocês têm noção de quanto custa um implante subcutâneo? Sabem para quem ele é indicado? Imaginam que é facinho de fazer e que todas as mulheres têm acesso a isso? Sério mesmo? Até onde eu sei, o preço gira em torno do equivalente a dois ou até quatro salários mínimos, além da quase total ausência de informação sobre o método no Sus...

Anônimo disse...

E que tal deixar cada um cuidar do proprio corpo? ja pensou nisso anon da sugestoes de coisas para nao engravidar? nenhum metodo é 100 por cento e nem todas vao ou podem ou querem se sujeitar a passar por certos procedimentos, por que voce e os outros vigilantes tão querendo.
Eu não quero ser cortada de forma clandestina nem tenho dinheiro para certos procedimentos (quem tá achando simples faze-los empresta a graninha então já que são vcs que querem que os outros façam), que costumam ser os mais eficazes.
nenhum metodo é completamente eficaz então para satisfazer os que se metem na vida alheia, não se limitando a escolherem a própria vida, virarei freira e nunca mais farei sexo para jamais engravidar e ter que pensar em tirar aquela pessoinha, vidinha fofa de deus gugu dada, que tal?

Julia disse...

Kkkkkkkkkkkkk
Amei anon das 14:04! Um saco esses caras que aparecem aqui com a bíblia embaixo do braço. Foda-se essa merda. Esse livreco não tem nada a ver com a discussão. Passem fora!

Julia disse...

Kkkkkkkkkk
Ama mesmo. Tipo "Foda-se que minha mamãe querida passou fome e se lascou sozinha pra me criar, o importante é que é que EU nasci."

Se dá muita importância...

Giovanna disse...

Guilherme, quem seria o espirito de porco que tentara impedir que uma mulher grávida de feto sem cérebro e que quisesse realizar um aborto o fizesse?
Eu quero saber porque o médico palestrante não se referiu a essa possibilidade. Foi desinformação ou má fé?

Anônimo disse...

Concordo que é preciso facilitar o acesso à prevenção na rede pública de saúde, pois muitas mulheres não têm grana nem pra comer, quanto mais pensar em prevenção.
Eu consegui. Coloquei o meu implante por 800 reais e estarei protegida por 5 anos, sem o desgaste e a despesa de um aborto. Se falhar, claro que farei um.

Raven~ disse...

Obrigada. ^^ Vc é sempre um riacho nesse mar de chorume Dra.

Maria Valéria disse...

Esqueci de responder isso :

Pra quem perguntou " você preferia nao ter nascido "?
(!!!)
Bem,se eu tivesse sido uma criança indesejada pela minha mãe,eu preferia nao ter nascido,
Simples assim.

Anônimo disse...

Disse tudo.

Anônimo disse...

Maria Valeria, por favor, cheque sua caixa de comentário no seu blog, pois deixei umas mensagens lá, como vc sugeriu.

Bjs

Guilherme disse...

Giovana,voce fez uma pergunta aos comentaristas e eu respondi,supondo que o palestrante tenha se referido apenas ao aspecto legal do aborto,onde voce viu desinformaçao ou ma fe? O aborto de anencefalos no Brasil ainda nao foi legalizado e por isso uma pessoa pode recorrer na justiça para impedi-lo.Sobre os fetos anencefalos ha um interessante artigo de Dalton Luiz de Paula Ramos professor associado de Bioética da Universidade de São Paulo neste site http://www.montfort.org.br/old/index.php?secao=veritas&subsecao=ciencia&artigo=esclarecimento_anencefalos&lang=bra onde ele diz que mesmo o tronco cerebral pode dar ao anencefalo uma possibilidade de consciencia.Onde esta entao o espirito de porco? julia e anonimo das 14:04,em nenhum momento impus os textos da biblia para legitimar a criminalizaçao do aborto,apenas demonstrei ao Eduardo Nobre e ao Luh que eles cometeram um equivoco em relaçao a esses textos.Anonimo,se voce disse que nao leu isso em nenhuma biblia,entao voce nao leu as biblias que eu citei.Alem disso,mesmo se considerar que o texto que fala sobre aborto seja legitimo,ha casos de crianças que sobrevivem ao aborto,como este https://www.youtube.com/watch?v=ntm7q9zzgb8 e este http://g1.globo.com/sp/piracicaba-regiao/noticia/2013/05/gravida-de-6-meses-tenta-aborto-e-bebe-sobrevive-em-piracicaba-sp.html .Se voce e a Julia estao tao incomodados com os meus comentarios,entao peçam a Lola que os delete,e direito dela,mas nao seria nada honesto,pois nao ha nenhuma regra do blog que diga que comentarios contra o aborto serao deletedos.Voce e Julia podem continuar me ofendendo e me mandando cair fora,na verdade eu ficaria preocupado se fosse elogiado por um abortista

Anônimo disse...

"E que tal deixar cada um cuidar do proprio corpo? ja pensou nisso anon da sugestoes de coisas para nao engravidar? nenhum metodo é 100 por cento e nem todas vao ou podem ou querem se sujeitar a passar por certos procedimentos, por que voce e os outros vigilantes tão querendo."

Falou a defensora do aborto em substituição ao contraceptivo.
E olha, toda essa agressividade está parecendo... culpa.
Bjs

Denise disse...

Momento biológico.

A sociedade de parasitismo está precisando rever seus conceitos.
Parasitismo é uma relação simbiótica não mutual entre espécies. Viu? Entre espécies. Feto e mulher pertencem a mesma espécie, logo não se trata de parasitismo. No sentido biológico. Reprodução não é simbiose. Parasitismo é uma forma de simbiose.

No sentido psicológico, aí tudo bem, vale tudo. Da para entender por que ela se sente assim.
E quanto ao aborto, é imprescidivel que seja discriminalizado. Assim, situações como essa, e outra horrorosas e terríveis não aconteceriam. Isso sem falar no futuro ruim da pobre da futura possível criança que não tem nada a ver com a sua falta de sorte.

vivian disse...

Parasita sim.

Azar de quem não concorda.

Um ser indesejado dentro de você, SUGANDO suas energias - por que é isso que você sente, não tem forças pra nada além de vomitar - é um parasita.

Senti nojo também.

Quem fica revoltado, paciência.
Não mudaremos de ideia e temos direito de achar o que quisermos.

vivian disse...

Pode abortar, mas NÃO PODE chamar o feto de parasita, que aí já é erradoooooo!

Não pode ser sério isso, me poupem.

Luh disse...

Eu nem devia responder, pois o assunto não é exatamente o tema central do post. Ainda mais quando o tema central,( o absurdo de uma mulher ter que se submeter a procedimentos perigosos para realizar um aborto, que se não fosse crime não colocoria tantas mulheres em risco)foi ofuscado por comentários de pessoas escandalizados com o fato da autora ter sentido nojo do feto.

Mas eu não resisto haha, então vamos lá: minha análise do texto bíblico citado pelo Eduardo Nobre está corretíssimo. Eu me baseie na tradução da bíblia que ele postou e na tradução que eu postei. Nessas traduções a mensagem é clara: havendo aborto a pena é de multa, mas se houver dano grave aí poderá ser caso de pena de multa.

O guilherme mesmo analisou primeiramente tal passagem pelo texto pelo texto que o eduardo postou, e aí distorceu o texto afirmando que dano grave se referia a morte do feto (caso de aborto) quando a passagem é clara ao afirmar que aborto não é dano grave. Quem cometeu equívocos foi vc.

E independentemente do que uma machete possa afirmar, se o feto sobreviveu a um aborto, então não houve aborto, mas tentativa. Assim como se alguém sobreviver a um assassinato. Não houve assassinato certo? Mas sim tentativa.

O aborto de anencéfalos foi sim legalizado. Não tenho tempo de procurar notícias que embasem minha, tenho muitas coisas pra fazer hj, mas o fato é que nenhuma mulher pode ser responsabilizada criminalmente por abortar um feto sem cérebro.



Além disso, se o feto anencéfalo tiver algum tipo de consciência, essa cnsciência é provavelmente é menor do que a da vaca, cuja carne vcs comem todos os dias.


Quanto as pessoas que afirmam "poxa vida, pq ela nao se protegeu" bom eu li o primeiro texto da autora, quee stá linkado no post, onde ela afirma que usava DIU, mas teve que retirar pq teve miomas no útero, que usou camisinha mas que ela estourou e que utilizou a pílula do dia seguinte. Mais proteção que isso impossível né? No mais, filho não tem que ser castigo pra mulheres que cometeram o ~pecado~ de transar, como muita gente acha.

Luh disse...

E aproveitando que estou aqui, para o anônimo das 14:43 o correto é "suicidar-se"' mesmo, segundo o professor Pasquale:



“... mas o tempo tira, ou o uso e o tempo tiram o sentido literal, as pessoas muitas vezes perdem a noção disso e acabam colocando um elemento que retoma, que recupera essa ideia que ficou perdida e aí o suicidar acaba ganhando o ‘se’, suicidar-se, até pra reavivar a ideia que o uso talvez tenha desgastado; então os dicionários todos dão suicidar como verbo absolutamente pronominal, suicidar-se, fulano se suicidou, não se suicide, por favor, e por aí vai”
E continua logo depois:

“... e não há registro na língua culta do verbo suicidar sem o se, ou seja, se você escrevesse ‘fulano suicidou’, você escreveria não de acordo com a norma padrão da língua portuguesa”.


Link: http://linguaslinguagemlinguistica.blogspot.com.br/2012/03/suicidar-ou-suicidar-se-uma-prova-de.html


Luh disse...

No meu comentário das 12:03 leias-se "se houver dano grave aí poderá ser caso de PENA DE MORTE"

Giovanna disse...

Guilherme, espírito de porco tipo você. Mas eu acredito q fetos sem cérebro consigam sobreviver. Você mesmo não deve ter metade do seu e consegue comentar em blogs..

Giovanna disse...

"possibilidade de consciência".. Nossa, que maravilha hein, Guilherme. É melhor criar uma planta.

Giovanna disse...

Luh, quando ouvi de um médico que aborto no Brasil só era permitido em caso de estupro ou de risco pra mãe fiquei muito confusa. Eu tinha certeza que tinha entendido que o aborto de feto sem cérebro havia sido permitido mas me recusei a acreditar que o médico sabia menos que eu..

donadio disse...

"Depois as mulheres não sabem por que o aborto puro e simples é proibido no Brasil.
Leiam o texto original dela e entenderão: para proteger as crianças/fetos de mulheres como essa senhorita.
"

Parece-me que a maneira mais óbvia de "proteger crianças de mulheres como essa senhorita" é justamente permitir o aborto.

Assim ninguém seria obrigado a ser filho de alguém que não quer ser mãe, não é?

Anônimo disse...

"E aproveitando que estou aqui, para o anônimo das 14:43 o correto é "suicidar-se"' mesmo, segundo o professor Pasquale:"

Provado que a amiga -sqn comentarista que adooooooooooooooora a mãe e não é nem um pouquinho egoísta é, de fato, uma geniazinha.

Anônimo disse...

"Bom dizer aqui que e muito complicado e difícil para um profissional de saúde aceitar fazer um aborto aqui no Brasil- porque ainda e contra a lei,entao esse profissional ainda esta indo contra a lei."

Não é difícil. Na verdade, é facílimo para qualquer médico fazer aborto com pleno amparo legal, desde que não seja uma gravidez tardia.

Explico.

Para que seja configurado o crime de aborto, é necessário que o feto esteja vivo ao tempo do procedimento. Senão não é aborto, é fato atípico (não é crime porque falta previsão legal. Só é crime o que a lei diz que é).

Como se comprova que um feto estava vivo DENTRO do útero da gestante no exato momento da realização do aborto? Especialmente em uma gravidez de primeiro trimestre?

Mais fácil comprovar o nascimento com vida e morte posterior fazendo-se o simples teste que detecta se o nascido respirou ou não.

Médicos e pacientes bem orientados saem ilesos de qualquer tentativa de processo. E não fazem acordo. O Estado que prove que aquele feto estava vivo e que a gestante não estava fazendo curetagem para eliminar os restos de um abortamento natural.

Anônimo disse...

Caso verídico: pai e filha vão a uma clínica de abortos clandestinos a 500km do lugar em que residem. Serviço realizado, vão embora satisfeitos e sem complicações. Passado um tempo o médico reconhece o pai da garota, que possui um sinal distinto no rosto, em um vídeo no Youtube. Tratava-se do eloquente pastor de uma famosa igreja que, naquele vídeo em particular, condenava "as mulheres caídas que sacrificavam seus filhos em nome de um ato de luxúria". O vídeo, de 2009, ainda existe.

É assim que funciona no Brasil e é por isso que aqui um dia será legalizado, mas não tão cedo quanto deveria.

Sara disse...

Sempre q posso participo de campanhas a favor da legalização do aborto, inclusive usei um cartaz muito semelhante a essas fotos q vc usou Lola , para ilustrar esse ótimo post, eu mesma desenhei o cartaz, pq considero absurdo esse raciocínio de
q um ovo,é o mesmo q uma galinha, ou um embrião em estágios iniciais seja um ser humano completo, que deva ter os mesmos direitos (ou até mais, como tem sido proposto) q uma mulher.

Sara disse...

Sempre q posso participo de campanhas a favor da legalização do aborto, inclusive usei um cartaz muito semelhante a essas fotos q vc usou Lola , para ilustrar esse ótimo post, eu mesma desenhei o cartaz, pq considero absurdo esse raciocínio de
q um ovo,é o mesmo q uma galinha, ou um embrião em estágios iniciais seja um ser humano completo, que deva ter os mesmos direitos (ou até mais, como tem sido proposto) q uma mulher.

Anônimo disse...

Amigas, concordo quando a escritora pede maior respeito para com as mulheres que vivem o drama da gravidez indesejada. Esse assunto é muito serio e exige de nos ,sensibilidade e no minimo respeito. Sem isso, não da nem pra começar uma discussão relevante.
Porem discordo da amiga no tocante a legalização do aborto. Sou totalmente contraria. Não importa se tem um tamanho de um grao de arroz ou se ja tem aspecto de bebe. É uma vida! Uma planta de de 1/2 cm é uma vida. Ela não tem cerebro, nem sistema nervoso, mas não há como negar , ela está viva! Ela busca a agua, o sol, os nutrientes da terra e luta , ainda que que sem consciencia, luta por vida. Agora imaginemos que essa planta alem de vida tivesse componentes geneticos HUMANOS, Todos os elementos intrinsecos de um ser humano. Eu poderia chamar esse serzinho de feto, de grão, embrião... mas são nomes que visam apenas "descaracterizar" o humano ali na sua condição inicial e mais INDEFESA de todas. Esses nomes visam gerar indiferença nos corações de todos nós. Afinal , me livrei de um embrião, de uma coisa incomoda, e não de uma criança em formação.
Mas a propria escritora afirma em dada parte do texto: " O pai do embrião..." . Reflitamos: Um objeto, uma pedra, um grão de arroz , teria pai? A palavra PAI , MAE, ja encerra em si a realidade do fato: se trata de uma VIDA HUMANA!
Eu acho o feminismo tão inspirador e transformador que ainda não entendi , como ainda não se atentou para isso.
Defendemos os direitos da mulher, do homem, dos negros, dos animais, das plantas , etc, etc, mas não queremos defender vidas de crianças, por que nesse ou naquele caso não NOS CONVEM.
A amiga em questão teve o direito de nascer, para poder se posionar conforme queira. Mas e essa criança abortada, teve o mesmo direito?
O corpo , o utero é da mulher, mas a vida da criança não é. Podemos usar todo tipo de sofisma para enganar a nos mesmos , mas no final, a consciencia nos dita a verdade. São vidas humanas!!! "Nosso direito acaba, quando começa o do outro". Essa maxima é falsa? Ou será que é valida apenas em determinadas situações? Quando nos convem?
Todo mundo consegue enxergar a mulher estuprada enquanto vítima, pois de fato ela É! Mas e a criança, não é tambem uma vítima? Triplamente: pois alem de ser gerada de forma abominável, ser filha e uma agressor e ser odiada, tem de pagar com a vida pelo crime de um verdadeiro psicopata.
Mas e quem ja praticou um aborto? Tem que ser presa? Condenada? Lógico que não.
Tem de ser esclarecida, amparada. Pois se a mulher tivesse o entendimento que trago aqui, certamente não faria isso. Ficar se martirizando depois do ocorrido tambem não resolve nada. A coscientização sim, é importante.
O aborto é fruto da desinformação ( ou mal informação), por incrivel que pareça. Da visão apressada e superficial, de que o embrião é um amontoado de tecidos... Se eu não tivesse ido buscar outras fontes, pesquisado e comparado estudos e pensamentos divergentes, tambem pensaria desse jeito, é mais facil, prático. Nos isenta de toda responsabilidade.
Não critico quem ja abortou. Critico essa crença de que matar é um direito.
Acho que esse crime é fruto do desamparo, da insegurança, da desinformação e da revolta.
Temos de previnir, atuar e orientar para que todos se previnam (sim pois temos essa escolha), não é possivel cupabilizar uma criança pelo equivoco dos pais e do estado.
Nos casos de estupros a EDUCAÇÃO e a JUSTIÇA são peças fundamentais para combater essa monstruosidade.
Podem me dizer: Mas não temos educação das melhores e quase nada de justiça... o aborto é justificavel.
Eu acho que erros não justificam outros, por mais bem intencionados que pareçam.
Mudanças levam muito tempo e dependem de grandes lutas, mas se fizermos nossa parte elas acontecem. Abraço no coração .

Anônimo disse...

Pensei o mesmo, também estranhei o nojo, é algo digamos um pouco antinatural....