segunda-feira, 10 de março de 2014

E ESSAS DIFERENÇAS GENÉTICAS ENTRE HOMENS E MULHERES?

Tem muita gente que acusa o feminismo de desprezar as diferenças de gênero. Reaças até tem uma frase pra “provar” como eles estão sempre certos: biologia supera ideologia (como se biologia e outras ciências não fossem ideológicas, fossem naturais!). 
Acontece que o feminismo (ou melhor, os feminismos) reconhece essas diferenças, só que acredita que elas são socialmente construídas, não inatas. Assim como é uma construção social o valor que se dá a essas diferenças, e que associa características “masculinas” a coisas nobres e importantes, e “femininas” a futilidades. 
Estou no meio do livro Delusions of Gender: How Our Minds, Society and Neurosexism Create Difference (Desilusões de Gênero), da pesquisadora canadense (residente na Austrália) Cordelia Fine. O livro foi lançado em português no ano passado com o título Homens Não São de Marte, Mulheres Não São de Vênus: Como a Nossa Mente, a Sociedade e o Neurossexismo Criam a Diferença entre os Sexos. E aqui tem uma excelente palestra de 45 minutos de Fine, em inglês, em que ela meio que resume o livro.
Ela desmonta centenas de estudos que “provam” que nossos cérebros são diferentes, apresenta outros estudos, e explica que pesquisas que tentam comprovar essas supostas diferenças recebem infinitamente mais patrocínio -– e, posteriormente, maior divulgação da mídia leiga –- que pesquisas que provam que não há diferenças. Ela também cita exemplos de estudos de um século atrás que provavam (e justificavam) nossa desigualdade, e como eles hoje são tidos como risíveis. E sugere que pesquisas que hoje são levadas a sério serão consideradas “vergonhosamente erradas” daqui a alguns anos.
Eu pessoalmente acho incrível como aceitamos o senso comum que divide em dois (masculino e feminino) todas as capacidades, experiências, conhecimentos, interesses humanos de todos os lugares e épocas –- e juramos basear essa divisão no que vemos no dia a dia -–, ao mesmo tempo que também vemos que homens são super diferentes entre si, assim como mulheres são super diferentes. Ou existe mesmo um homem, uma mulher, um “homem de verdade”, uma “mulher padrão”? Eu tenho muito mais coisas em comum com alguns homens que conheço do que com algumas mulheres. 
Acredito totalmente que a genética tenha um papel nas nossas aptidões e interesses. Mas isso é individual, independente de gênero. É claro que tem gente com aptidões maiores para uma determinada área que outras. Mas, óbvio, essa aptidão é estimulada ou desestimulada desde os primeiros dias de vida, de acordo com o lugar onde você nasce, de acordo com seu gênero, sua classe, sua cor, sua religião, ao ponto de você não saber se nasceu com aquela aptidão ou se recebeu muitos tapinhas nas costas pra fazer aquilo. 
Por exemplo, lembro que, desde a primeira vez que escrevi alguma coisa na vida, com uns sete anos, recebi inúmeros elogios. Eu era elogiada por professoras, que colocavam qualquer textinho que eu escrevia num mural, o que me rendia elogios de outras pessoas. Eu era muito elogiada pelos meus pais, principalmente pela minha mãe. Então, né, eu sabia que seria emocionalmente recompensada quando escrevesse, e isso me fazia querer escrever mais. 
Só que eu também desenhava. Com sete anos, eu queria me expressar de várias formas, então desenhinhos na página estavam sempre presentes. E eu não era paparicada pelos desenhos. E não importa se eles não eram bons –- uma criança de sete anos não tem que ser avaliada por um crítico de arte. Com o tempo, eu fui deixando de desenhar.
Vai saber o que teria acontecido se eu tivesse sido tão elogiada como artista quanto eu era como escritora? Talvez hoje eu estaria escrevendo e ilustrando livros. Talvez hoje eu seria uma Frida Kahlo, porque eu sou assim, modesta. Talvez eu teria parado ao notar que é difícil viver de desenhar. Sei lá. Mas esse é o exemplo que eu me lembro da minha infância: muito incentivo pra escrever, pouco pra desenhar.
E note que estou falando de uma posição de privilégio. Pra começar eu tinha acesso a canetinhas, lápis de cor, papel. Eu não me recordo, na minha infância, de alguém me dizendo que eu não podia fazer alguma coisa. Ninguém chegou pra mim e falou “Seus desenhos são horríveis”. Imagino que, como pais são pais, eu também era elogiada pelos meus rabiscos. 
Ah, e eu também recebia elogios pela minha beleza de criança (principalmente por ter olhos verdes: no nosso padrão de beleza racista, olhos claros são considerados lindos). Mas, pra mim, aquilo não era importante. Afinal, eu não fazia nada pra “ficar bonita”. Eu só tive sorte de, durante alguns anos, estar dentro do padrão de beleza que as pessoas viam como belo. Nunca fantasiei ser modelo ou miss, como tantas meninas fazem hoje em dia. Mas e se meus pais fossem do tipo que acham que aparência física é a qualidade mais valiosa de uma mulher?
E isso é só o começo. Só estou falando do apoio recebido quando eu era criança. E se, quando eu tivesse começado a escrever, um monte de cretino viesse me dizer que todos os grandes escritores são homens e, portanto, escrever não era coisa de mulher? E se todos os grandes escritores promovidos pela mídia fossem homens? Eu me sentiria deslocada?
Sem falar que querer não é poder. Mesmo que eu quisesse viver de escrever, é possível fazer isso num país em que se lê tão pouco?
Voltando à questão de gênero. Quer dizer, mais ou menos. Neste vídeo, um astrofísico negro, Neil deGrasse Tyson, diz que decidiu que seria cientista com nove anos. E, a partir de então, só ouviu palavras que o desestimularam. Toda vez que ele falava pros professores que ele queria ser um astrofísico, eles tentavam empurrá-lo de volta ao padrão: “Você não gostaria de ser um atleta?” 
Mas Tyson persistiu, e hoje é um cientista importante, e que não se esquece daqueles que devem ter desistido no caminho. Diz ele: “Minha experiência de vida me diz que, quando não encontramos negros e mulheres nas ciências, eu sei que essas forças [que nos desestimulam a ser o que queremos ser] são reais. E eu tive que sobreviver a elas, de modo a estar onde estou hoje. Então antes de começarmos a conversar sobre diferenças genéticas [entre homens e mulheres, entre brancos e negros], nós temos que criar um sistema onde existam oportunidades iguais. Só então nós poderemos ter essa conversa”.
Hoje, falar sobre diferenças genéticas entre negros e brancos recebe um nome: racismo. Mas essas "diferenças" foram exaltadas (não preciso dizer a favor de quem) durante séculos, tudo em nome da ciência. Vai chegar um dia em que falar das diferenças genéticas entre mulheres e homens receberá a alcunha de machismo. E, portanto, estará reservada apenas aos ignorantes.
"Você é menino ou menina?" Resposta: Não.

66 comentários:

aiaiai disse...

excelente. fiquei com muita vontade de ler esse livro.

ao ler seu texto fiquei pensando em como falam "brasileiro sabe jogar futebol" "russo é bom de xadrez" "canadense é ótimo em hockey". acho q é a mesma coisa do estímulo. no brasil há mais estímulo p se jogar futebol então o resultado é que aparecem mais jogadores bons q em outros locais. e assim por diante. ñ é que o brasileiro é geneticamente perfeito p jogar futebol. tendo mais brasileiro jogando futebol é natural q surjam mais bons jogadores. isso é tão simples q dá até raiva pensar no tanto q querem que a gente veja de outra forma.
o mesmo acontece com gênero e acontecia com raça (quer dizer, meio q continua a acontecer com raça mas num grau menor).
e pensar o tanto de talento q desperdiçamos ao não tratar todos igualmente...

LeiDe Mamariquinha disse...

A unica verdade absoluta é essa ultima frase dele,nada mais.

E tbm tem muita pesquisa ae pra dizer mais do mesmo sem criticidade ao sexismo deixando no ar como uma coisa inata.por ex dizer q mulher dirigir carro nao tem ampla visao alguma coosa assim pra estacionar como homens.Pode ser verdade seja assim por conta do sexismo no mundo fazer elas serem menos capazes nisso,portanto é pesquisa inutil pois fala mais do mesmo e quando vao explicar o pq é por questao inata ou deixam no ar pra todos achar q nao existe sexismo no mundo.

LeiDe Mamariquinha disse...

E tbm tem aquelas sobre area sexual q sao as mais subjetivas possiveis.
Nunca fazem em locais remotos.
E uma pesquisa contradizendo outra.por ex homofobicos x uma ae qualquer de mediçao excitaçao.
Homem nunca/muito pouco tendencia ao gay.
Mas a questao de sempre fazer nos grandes centros é minima suspeita.

Marcia Baratto disse...

aiaiai

só não esqueça que é o incentivo para os homens. Por né? Ser mulher e jogadora de futebol não dá 'prestígio' para quase ninguém. Em que pese as Martas da vida estejam aí para provar o contrário.

As mulheres foram proibidas de jogar futebol profissionalmente até 1979, por conta da tal 'diferença biológica'. Já que jogar futebol poderia comprometer a capacidade de ter filhos.
Não por acaso essa lei caiu no da lei da anistia, tempo em que o feminismo vivia uma grande fase por aqui.

Resultado da proibição esdrúxula: nosso mercado profissional do futebol tem muito mais homens do que mulheres. E ainda há quem diga que é porque as mulheres não gostam mesmo de futebol...

aiaiai disse...

Exato, Marcia Baratto. não toquei nessa questão mas é evidente q os EUA e outros países estão melhores em futebol feminino porque nesses países não há preconceito contra meninas que jogam futebol.
alias, nos EUA há preconceito contra meninos que jogam futebol (soccer). macho tem que jogar o futebol americano.

RavenClaw~ disse...

Coxinhas falando que o Tyson conseguiu o que queria por meritocracia em 1, 2, 3...

Aline disse...

Concordo com o posicionamento geral do texto. Mas sempre fico incomodada com pessoas (não estou dizendo que é o caso aqui, mas isso é muito corriqueiro) que descartam o argumento da genética sem ter o menor conhecimento dessa ciência. Eu, pelo menos, não me meto a dizer que o argumento de imposição social é mais forte ou mais válido que o argumento biológico – como posso ter certeza absoluta, se sou da área de Humanas e não entendo bulhufas de genética? Portanto, melhor que invalidar, sem conhecimento de causa, o argumento de que homens e mulheres se diferenciam geneticamente é insistir em que diferenças genéticas não devem ser o cerne da questão em uma sociedade não igualitária, como o fez o citado astrofísico.

Anônimo disse...

Enquanto no Brasil futebol é coisa de homem, nos EUA futebol é coisa de mulher. Essa tal de biologia que muda de país para país... sei não

Anônimo disse...

Adorei!!!!!!! Outro dia tive uma discussão sobre esse assunto com alguns amigos que tentavam me convencer de que a propensão para trair seria uma condição biológica dos homens. E que a capacidade de perdoar estaria mais presente (claro!) na mulher....enfim, vou recomendar esse post como dever de casa...beijos!! Blog excelente!! Uma feliz descoberta para mim!!

Carla Fonseca disse...

Pois é, na época da moda de "Os homens fazem sexo e as mulheres fazem amor" eu falava sobre isso. Qdo vc vê um casal num carro, normalmente quem estava dirigindo? O cara. Lógico q ele ia dirigir melhor, ele tinha muito mais prática! Graças a Deus isto está mudando e só mesmo conquistando o poder econômico as mulheres puderam comprar seus próprios carros e desenvolver a bendita visão espacial. Hehehe!
Parabéns pelo post, Lola! Bjo!

Sara disse...

Tb creio q a maior parte do q somos ou acreditamos ser como homens e mulheres provem muito mais da influência e aprendizagem social do que da genética.
Mas não acho possível ignorar a importância dos hormônios na diferenciação entre homens e mulheres, embora eu acredite q exista uma gama imensa de variantes entre homens e mulheres justamente pela carga hormonal q pode variar muito.

André disse...

Não li o livro então não sei bem como ela procura desmistificar a questão biológica. Não acho correto afirmar que não há diferenças, melhor seria ponderar o grau de influência que essas diferenças apresentam. Pegando o exemplo da aiaiai, está provado que as fibras musculares de brancos e negros apresentam ligeiras diferenças. Por isso que, em esportes de alto rendimento como corridas de 100m, os campeões são todos negros. Então a diferença existe, negá-la seria como falar para as crianças que as drogas só causam coisas ruins. O mais correto seria contextualizar as diferenças, afinal não é porque os negros mais rápidos do mundo são 0,01s mais rápidos que os brancos mais rápidos do mundo que essa diferença vai influenciar no dia-a-dia de brancos e negros que não vivem de ganhar medalhas nos 100m.

André disse...

Anônimo 16:30,

Biologicamente falando, talvez o mais natural fosse uma mulher fazer sexo com vários homens ao mesmo tempo.

Anônimo disse...

Concordo com o Tyson, deveríamos primeiro chegar a uma sociedade realmente igualitária, se daí então as diferenças aparecessem, aí conversaríamos sobre como ajustá-las.


Se é que existem mesmo...

Sobre os esportes, por isso q eu amo Hockey! Ele é dos esportes o mais inclusivo para mulheres, inclusive a goleira Shannon Szabados que foi medalhista de Ouro em Soschi vai jogar numa liga com os homens! :D

Treinou com time da NHL e tudo.

ainda lembro de uns anos atrás quando uma garotinha mandou uma carta a EA (produtora que faz o NHL para video game) dizendo que não se sentia representada pelo jogo (há um modo que vc cria um atleta e joga uma vida "real").Ela queria criar uma personagem feminina.

Os produtores reconheceram imediatamente o machismo implícito nisso e no outro ano a gente tinha opção de criar uma jogadorA e disputar a NHL! :D

E no time das lendas do Hockey eles ainda incluíram a Cammi Granato. :D

LeiDe Mamariquinha disse...

Biologico mesmo é na altura musculo a diferenciaçao.
Mas dizer q tao hormonio é q traz libido ao homem mulher tem pouco logi elas prefeerem fazer amor,me poupe

É sempre o homem o padrao.Nunca vi coisa tao misogina,é na ciencia ao dicionario.

Julia disse...

Eu adoro ler sobre genética, acho um assunto muito interessante. Por coincidência comprei hoje um livro sobre o assunto da geneticista brasileira reconhecida internacionalmente, Mayana Zatz. Chama-se 'GenÉtica - Escolha que nossos avós não faziam'. Fala sobre os avanços dos estudos da genética nos últimos anos e os dilemas éticos que pesquisadorxs, cientistas e as famílias tem de lidar. Isso está na resenha porque ainda não comecei a ler o livro, mas parece interessantíssimo.

Anônimo disse...

Biologicamente falando:

Mulheres tendem mais a verem machismo nas coisas.

Amana disse...

Salve, salve!
Muito bom.
No momento, meu projeto de pesquisa é sobre a construção do gênero na escola. Estou com minha equipe de estagiárixs em duas escolas públicas no Rio, fazendo observações participantes e grupos de discussão sobre sexualidade. É impressionante perceber (ainda que muita gente já fale sobre isso) que as tipificações e estereótipos de gênero vêm MUITO mais de educadorxs do que dxs próprixs estudantes.
A preocupação e o cerceamento do corpo e da sexualidade é muito direcionada às meninas/garotas, e pouquíssimo aos meninos/garotos. Esses são falados e tratados como potencialmente agitados e até violentos.
São tantas e repetidas situações... mas é muito legal ver também que crianças e jovens são muito mais abertxs do que a gente pode imaginar para discutir papéis, posturas e possibilidades ligadas ao gênero e ao corpo. Isso me faz sempre renovar a expectativa de que a escola pode ser o lugar de inventarmos novas convivências, abrir espaço para diferentes experiências. Tudo isso porque as diferenças NÃO SÃO marcações simplificadas e binárias dadas pela biologia.
Obrigada pelo post, Lola!!! :D

Lígia disse...

Lola, num impulso comprei o livro! Estou querendo aumentar minha coleção de livros sobre gênero e esse e pareceu muito interessante!

Até salvei o link da palestra pra assistir só depois, pra não "estragar" o livro!

Aliás, para quem quiser, a americanas é onde ele está mais barato e dá pra parcelar! ;)

Amana disse...

Respondendo à Aline sobre a questão de "como posso falar contra as diferenças genéticas se sou da área de humanas?":

Porque quando a discussão sobre diferenças vai para o campo dos valores, ela está muito distante da genética. Esse embróglio é empurrado goela abaixo da gente inclusive por vários neurocientistas. O link entre circuitos e substâncias cerebrais & comportamentos sociais é feito por meio de argumentos, e não de experimentos "neutros". E, como sabemos, argumentos impõem as visões de mundo daqueles que os desenvolvem. Há muita coisa escrita a esse respeito por excelentes biólogas feministas, que podem ajudar a entender melhor essas questões, como Donna Haraway e Anne Fausto-Sterling. Dá uma googlada pra conhecer os trabalhos delas.
De minha parte, posso falar especificamente sobre experimentos em psicologia, minha área de pesquisa e atuação. A maior parte dos estudos com grandes financiamentos nessa área legitima diferenças e relações de desigualdade apelando para discursos evolucionistas ou que simplesmente tomam as regras sociais como "dadas" - vide os estudos sobre socialização de crianças, tão presentes na psicologia escolar e do desenvolvimento. Uma rápida folheada nesses estudos e vamos ver que tipo de discursos estão sendo propagados...

Julia disse...

Tem tantas incoerências nessas pesquisas "sérias" para provar a diferença em homens e mulheres que chega a ser ridículo. Numa pesquisa rápida no Google acadêmico dá pra encontrar MUITOS artigos que usam best-seller como referência bibliográfica. Fala sério, qual a seriedade de uma série de livros feitas pra vender o máximo possível? Como o cara usa essas fontes e é publicado?

Fora aquelas pesquisas estritamente estatísticas de onde o pesquisador tira uma conclusão que simplesmente não tinha de onde tirar no estilo "Eu observei que mais mulheres do que homens gostam de amendoim, logo nada mais óbvio que parar as pesquisas por aqui e concluir que todas as mulheres do mundo gostam de amendoim porque são biologicamente programadas pra gostar de amendoim."

Sobre essa historia de que mulher tem visão periférica e homem tem profundidade melhor, fico pensando, até onde eu sei visão periférica depende do posicionamento dos olhos na cabeça. Cavalos tem uma visão periférica ótima, porque os olhos estão nas laterais. Então os olhos de todas as mulheres são mais laterais que os de todos os homens?

Enfim, não lembro onde achei esse artigo aqui que fala sobre como o feminismo está mudando a ciência, talvez tenho sido aqui mesmo, mas é bem legal pra quem acredita que ciência e feita de forma imparcial e deve ser considerada verdade absoluta: http://www.scielo.br/pdf/cpa/n27/32137.pdf

Anônimo disse...

nossa! não cansa tanto vitimismo? lola n é uma brilhante desenhista pq n foi incentivada a isso?
desculpe mas vc n desenhava tão bem assim,incentivo sem talento n dá em nada.
e isso serve para qualquer um.

Amana disse...

Ah... e vejo que a noção de "genética" que temos aqui nos comentários é extremamente heteronormativa...

Wellington Fernando disse...

Eu sempre desconfiei de livros com títulos tendenciosos do tipo "Homens fazem sexo, mulheres fazem amor" ou "Homens são isso, mulheres são aquilo". Há muito dinheiro e muita pseudociência por trás dessas ideias que visam a manutenção do senso comum. Honestamente falando, acho que entre homens e mulheres há menos diferenças do que sonha a nossa vã filosofia.

Sobre o Neil deGrasse Tyson, há de lembrar que ele - ao lado da produtora Ann Druyan - são responsáveis pela continuidade da maior série de divulgação científica de todos os tempos, a Cosmos (com estreia no dia 13 deste mês). E assim como Druyan "chocou" alguns conservadores "ousando" colocar uma figura feminina no lugar da masculina na representação da evolução da nossa espécie, espero que ela continue contrariando o senso comum mostrando que na ciência não há lugar para machismo, racismo ou qualquer outra forma de preconceito.

Anônimo disse...

Gente que quer dizer que qualquer tipo de pesquisa é incorreta porque não gosta do resultado não merece respeito.

Anônimo disse...

É comprovado cientificamente que existem diferenças biológicas entre homens e mulheres, mas essas diferenças não capacita ou incapacita um gênero . existem os dons em que somos excelentes em alguma coisa, até os superdotados são limitados em algumas áreas. A sociedade machista e sexista pegou essas mínimas diferenças para diminuir o espaço da mulher. Alguns falam que mulher não tem espaço em serviços braçais, generalizam, mas mulher pode sim dependendo do porte físico. Então não pode dizer que mulher não pode, eu não levanto nem 50 kgs , mas conheço mulheres que levantam mais que isso. Há um mito de que o cérebro masculino é matemático, que os cálculos são dominados pelos homens, mas na faculdade eu tive professoras de cálculo muito melhores que determinados homens que só escreviam fórmulas e números e nada explicavam. Outro fator muito relevante é a questão do estímulo, o cérebro tem a capacidade de aprender e assimilar qualquer coisa e quando digo o cérebro me refiro ao órgão e não ao gênero. É fato também que algumas pessoas tem déficits, ou seja, tem dificuldade de assimilar algo, mas isso não é limitado a mulher. Quando a mulher não se sobressai em algo dizem que ela é burra, quando o homem não se sobressai aparecem n motivos para justificar. a mulher é capaz de ser inserida em qualquer atividade em que estão os homens até mesmo atividades que exigem força física o que pode ocorrer é a mulher realizar em mais tempo.

Li disse...

Nossa Lola, incrível você ter tocado nesse tema! Meu mestrado é em neurociências, e não faltam professores pra salientar diferenças entre os gêneros. Como se fossem inatas. Chego ao ponto de evitar determinados seminários pra não me entristecer.

Julia disse...

André, tipo um ménage a trois ou a quatre? kkkkkkkk

Julia disse...

Com certeza, anon das 18:01, pois são as mulheres que são oprimidas pelo machismo.
Quem é privilegiado não costuma notar o privilégio a não ser que alguém o aponte.

Anônimo disse...

Quando estudava gênero, antes de ter filho, eu acreditava muito na construção social. Hoje, observando de perto meninos e meninas muito pequenos, no aspecto das suas brincadeiras, gostos pro esportes, etc, vejo que fatores genéticos são importantes também, é uma soma. E hoje, grávida de novo, estou percebendo bem a biologia feminina, muito especial e diferente da dos homens. Acho q a mulher, como menstrua e engravida, passa por questões hormonais q afetam o humor, etc, acho q devem ter privilégios mesmo e q nem toda profissão é adequada à sua biologia, ela pode ir se desejar, mas sem dúvida há diferenças para homens q não passam por nada que uma mulher passa. No quesito ser tratada com cuidado sou altamente machista, não acho certo por exemplo carregar peso se tiver um homem ao lado, eles não são mais altos, mais fortes? Então...

Anônimo disse...

Quem exerce mais influência sobre nossos comportamentos e sobre o que somos? A biologia ou o meio social? Creio que na verdade há discursos, teorias e estudos para endossar ambos os lados e a Lola, como algumas feministas, simplesmente escolheram acreditar piamente em um dos lados e ignorar o outro. Essa escolha portanto não tem nada de científica, mas é puramente ideológica e sendo assim adotam uma postura radical nesse aspecto, onde ao meu ver seria mais sensato admitir que ambas as circunstâncias exercem influência sobre nós. Talvez nós seres humanos sejamos menos influenciados pelo aspecto biológico, mas não dá para ignorar que em alguns casos ele está presente sim, apenas não deve ser usado como pretexto para cristalizar situações de injustiça e discriminação. como exemplo podemos citar: se mais mulheres fossem incentivadas a desenvolverem seu gosto pelas áreas das ciências exatas desde cedo teríamos muito mais cientistas e engenheiras do que hoje em dia, ainda sim não significa que necessariamente haveria mais mulheres do que homens interessados nessas áreas, talvez explicado por essa tal diferença biológica que muitos teimam em negar.
Max

Anônimo disse...

Lola cuidado! o rapaz do perfil do Tuinto que te passou aquele link teve o perfil hackeado.Não clica no link!

Ass: Marmota.

Anônimo disse...

Não existe diferençpas biológicas? Então tá feministas, fazem 200 flexões de braço aí que eu quero ver.

Kittsu disse...

minha cadela gosta de montar a outra. ela importuna a outra até que a coitada lhe lamba as tralhas. ela é uma tarada.
Eu tenho uma gata que decide a vida felina na rua, quem pode e quem não pode transitar na área.
Eu tenho um gato macho que é tapado, não consegue lamber o próprio saco e é tão mongol que não consegue passar pelas grades porquê precisa pular 40cm de altura.

Meu estudo com animais comprova que fêmeas possuem tendencia biológica absoluta em dominar e libido completamente incontrolável. Machos são passivos, inertes e alheios à maioria dos estimulos. Fêmea é o sexo dominante.


Meu estudo é perfeito.

Kittsu disse...

VÉÉÉÉEIO!
ontem eu tava dando um rolé no parque e lembrei do maionese. tinha um passarinho cotó, não tinha o pezinho esquerdo. Ele estava acompanhado de outro da espécie, e apesar do cotó andar meio bambo e precisar deitar pra descansar, estava lá bem acompanhado (conheço a espécie e eles andam em pares).
"ÓÓÓÓ A NATUREZA É CRUELLLLL E PRECISO IMITÁÁÁ-LAAaaAaAA!" Dizem alguns.

LeiDe Mamariquinha disse...

Com esse brasil nem as crianças pequennas em seu quarto rosa ou azul escapa.

Por isso acredito nesses paises escandinavos,os pais daqui devem se horrorizar

Anônimo disse...

Apesar de concorda com boa parte da visão das feministas, não acho que sarcasmos são a solução para melhorar um debate.
Um machista pode ser tão bom em sarcasmos quanto uma feminista, lembre-se que são nos argumentos que as feministas geralmente possuem vantagem.

Maira disse...

Oi Lola.
Você viu essa enquete no UOL?

http://reginanavarro.blogosfera.uol.com.br/2014/03/10/e-falta-de-respeito-um-homem-mexer-com-uma-mulher-na-rua-por-que/

Pode render um post legal em cima do resultado da pesquisa e dos comentários!
Bjo!

Anônimo disse...

Vocês acreditam que a divisão nos esportes entre categorias femininas e masculinas deveriam serem abolidas, em nome da igualdade entre os sexos? Futebol, atletismo, natação, esportes marciais, todos não deveriam serem mistos?

Anônimo disse...

Se homens e mulheres são iguais em termos genéticos, porque existe a lei Maria da Penha? Porque a mulher não parte pra porrada com o homem quando é agredida? Porque as mulheres não lutam com os homens no vale tudo?

Que eu saiba também homem não engravida, assim também como nunca vi até hoje as mulheres dominarem as Exatas, além de vários estudos recentes mostrarem diferenças cerebrais entre homens e mulheres.

Vocês tem que parar de querer forçar a barra e achar que biologia é ideologia, porque não é, somo animais como tantos os outros na natureza, a coisa é bem simples, cada um na sua, com suas capacidades e limitações, homens e mulheres são iguais em direitos e deveres, mas diferentes biologicamente, quere dizer o contrário é loucura literalmente.

James disse...

Pô, é esse astrofisico que vai apresentar o programa Cosmos. Muito bom.

Anônimo disse...

Fisicamente, acho que não tem comparação. As marcas dos homens são muito superiores. Esses tempos houve um jogo de tênis exibição entre o Djokovic e a Na Li e perguntaram pro Meligeni se a Na Li teria alguma chance. Ele disse que a Serena Williams, número 1 do mundo e com aquele corpão supermusculoso, não conseguiria ganhar do número 100 do ranking masculino. E eu acredito.

Porém, o texto não trata de aptidões físicas, onde a genética influencia muito mais, mas de comportamento, e aí se poderia dizer que os comportamentos são socialmente construídos, e quem tenta nadar contra a corrente é punido pela sociedade. O ideal seria que o mercado fosse absolutamente neutro, mas sabemos que isso não é desejado pelas pessoas que o controlam, então comportamentos díspares entre os gêneros são reproduzidos e renovados ao longo do tempo.

Muito se diz sobre a influência do machismo sobre as mulheres, mas homem também sofre! O homem que não se adeqúa ao modelo de homem ideal é tido como fracassado. O homem, segundo o modelo atual, tem mais liberdades que a mulher sim, mas também vive sob a pressão de ser o provedor, de não poder expressar sentimentos, de não poder sob hipótese nenhuma ser traído pela esposa (se bem que, neste último caso, a sociedade machista legitima a violência contra a mulher). Como homem, também acho os papeis de gênero bastante incômodos e aprisionadores.

Em tempo: o esporte em que talvez pudesse haver maior igualdade entre homens e mulheres, é justamente o mais machista, o automobilismo.

Wellington Fernando disse...

Pelo que li nos comentários, acho que algumas pessoas não entenderam direito a essência do texto. Ninguém está afirmando que homens e mulheres são biologicamente iguais. O problema aqui são os padrões normativos de gênero que a sociedade cria usando a biologia como desculpa. Ninguém tem que fazer determinada coisa por ser homem ou por ser mulher. Todo mundo tem que ser livre pra fazer o que gosta sem imposições heteronormativas. Ninguém aqui quer proibir uma menina de ser dona de casa ou um menino de ser soldado, o que devemos nos conscientizar é que todo mundo deveria ser livre para trabalhar no que quiser sem sofrer preconceito e sexismo. E pra não dizer que eu estou defendendo só as mulheres, quantos e quantos meninos desistiram de exercer profissões consideradas "femininas" por vergonha ou medo de serem chamados de gays? Abram suas mentes, criancinhas! Não deixem que os outros decidam o que é bom para a sua vida!

PS: Outra coisa que precisamos tomar cuidado é com essa história do homem ter mais neurônios que a mulher. Claro que existe um dimorfismo cerebral (a transexualidade comprova isso), mas esse fato não torna ninguém mais inteligente ou melhor em determinadas atividades por ter um cérebro mais masculino ou mais feminino.

Sara disse...

Por conhecidencia recebi hje no meu e-mail uma petição bem estranha.
Ela é muito grande, por isso vou colar só uma pequena parte.

"a Ideologia de Gênero é uma técnica idealizada para destruir a família como instituição social. Ela é apresentada sob a maquiagem da "luta contra o preconceito", mas na verdade o que se pretende é subverter completamente a sexualidade humana, desde a mais tenra infância, com o objetivo de abolir a família."

"Além disso, a palavra "gênero”, segundo os criadores da Ideologia de Gênero, deve substituir o uso corrente de palavra "sexo” e referir-se a um papel socialmente construído, não a uma realidade que tenha seu fundamento na biologia. Desta maneira, por serem papéis socialmente construídos, poderão ser criados gêneros em número ilimitado,

Não vou assinar essa petição, pq acho q a familia tradicional em minha opinião é um verdadeiro criadouro de traumas e frustrações.
Quem sabe com outros tipos de modelos de família, possamos ser mais felizes.

Anônimo disse...

hahahahahahahahahahahaha

os machistóides piram!

Anônimo disse...

É lógico que muitas diferencas são culturais e essa palestrante só tá querendo ganhar notoriedade. Não há segredo, coisas como a mulher ser mais prática que o homem, enxergar mais as cores, ser mais habilidosa para trabalhos manuais são construídas socialmente. Com simples estudo de antropologia, sociologia resolveria esse problemas. Acontece que muitas vezes estas diferenças culturais/sociais/ gêneros/ étnicas podem também ser legais. A mulher não precisa ser um homem de saias para ser livre. A mulher não precisa vê que tudo nela é ruim e que tudo no homem é bom. Que a mulher só tem coisas ruins, tal qual a simone de Beauvoir que chegava a ponto de ter inveja dos homens ( detesto mulher que tem inveja de homem) e dizia que a mulher na natureza é uma escrava da especie porque vivia para sua cria. Sendo nos primórdios da civilização ( quando vivamos na natureza) eramos consideradas deusas porque carregávamos a vida. Portanto, justamente o contrario. Esse pensamento é o odio ao feminino, coisa de feminista da década de 60 que andava com cabelo nas exilas.

d. malkovitz disse...

Olá, Lola
Temos bastante acesso às informações, mas não sabemos em que teor elas estão chegando... Atualmente ando meio perplexa, descrente. Queria que você falasse sobre a crise na Venezuela, sobre a posição do governo nessa Copa e a corrupção absurda, sobre a relação do Brasil com Cuba (tanto nos Mais Médicos quanto na construção de um porto lá enquanto os nossos estão tão deficitários). Preciso acreditar que existe algum tipo de manipulação nestas informações, que existe alguma fonte que seja realista e segura sobre o que está acontecendo... Mas qual?
Obrigada,
Daniela

Fabio Oliveira disse...

Querida Lola, gostaria de agradecer por sua gentileza de sempre dividir conosco suas ideias através dos textos publicados em seu blog. Me reconheci em muitos momentos, sobretudo quando menciona sua infância e como seu modo de se expressar e se relacionar com o mundo pode estar intimamente ligado aos elogios que recebia. De fato, o processo pelo qual passamos amplia ou mina o horizonte que conseguimos enxergar diante de nós. Esses horizontes que são construídos vão sendo mantidos para justificar pesquisas que insistem em detectar a "diferença" que há entre os gêneros. Torço para que as pesquisas que insistem nessa divisão do mundo em dois possam ser motivo de vergonha logo. Desejo muito que nossxs filhxs sejam xs mais livres possíveis e transcendam os limites do gênero e da felicidade atrelada ao modo de se perceber e estar no mundo.

Anônimo disse...

Concordo mto quando vc fala sobre o incentivo. A minha casa é a prova disso, somos 3 irmãs,a minha irmã mais velha ,sempre recebeu elogio quando brincava de escritório, hoje é economista. Eu, a segunda, sempre fui mto elogiada nas exatas, passei em engenharia. E a minha irmã mais nova, sempre ouviu que ela é boa em química , gramática e péssima em matemática , hoje ela odeia mate e física e ama as matérias que foi incentivada.

Elaine Telles disse...

"e homens e mulheres são iguais em termos genéticos, porque existe a lei Maria da Penha? Porque a mulher não parte pra porrada com o homem quando é agredida? Porque as mulheres não lutam com os homens no vale tudo?"

Por que há uma construção social que educa mulher a ser submissa ao homem, e mesmo quando agredida, deve permanecer com ele, porque eles são casados, e quando se casa, a mulher tem que aceitar tudo. Culpa da religião e da sociedade patriarcalista. E porque, quando elas reagem, uzómi ficam todos acusando mulheres de serem todas assassinas de homens. E que uzómi também apanha.

Que eu saiba também homem não engravida, assim também como nunca vi até hoje as mulheres dominarem as Exatas, além de vários estudos recentes mostrarem diferenças cerebrais entre homens e mulheres.

Só pela sua frase já se percebe que nunca passou diante de uma universidade séria, que possui pesquisa. As mulheres são maioria na matemática e na computação, no que tange à pós-graduação. Na matemática, bacharelado, as mulheres estão em maior número. Nas engenharias, a proporção, é 50%, em toda engenharia. Agora vai chorar no cantinho porque seu mundo "é assim, sempre foi" está abalado.

Quantos anos você tem? Essas perguntas ficariam sérias na boca de uma criança de 9 anos. Depois, já fica ridícula. Usa a mente, já que você se acredita o mestre da matemática e lógica, como todo homem.

donadio disse...

"Biologicamente falando:

Mulheres tendem mais a verem machismo nas coisas.
"

Então como se explica que até duzentos anos atrás, ninguém, nem mulher nem homem, via machismo em lugar algum?

Coisas que são históricas não podem ser genéticas, e coisas que são genéticas não podem ser históricas.

Ou, trocando em miúdos, coisas que não mudam não podem explicar a mudança, e coisas que mudam o tempo todo não podem explicar o que é permanente...

donadio disse...

"Não existe diferençpas biológicas? Então tá feministas, fazem 200 flexões de braço aí que eu quero ver."

Eu não consigo fazer duzentas flexões de braço (a não ser que seja tipo, duzentas flexões de braço por mês). E eu sou homem.

Já você, pelos seus próprios critérios... não tem um cérebro lá muito masculino, muito lógico, não é?

Anônimo disse...

Eu sou masculinista e concordo 99,9% com o que está escrito.

Vai chegar um dia em que falar das diferenças genéticas entre mulheres e homens receberá a alcunha de machismo. E, portanto, estará reservada apenas aos ignorantes.

Eu só trocaria "machismo" por "sexismo". Mas, no restante, está perfeito, Lola.

RavenClaw~ disse...

O comment do Wellington me lembrou meu cabeleireiro. Ia eu, faceira cortar o cabelo, quando comentei que talvez fizesse as unhas com a esposa dele que é manicure. Ooooooooohhh o horror. Como assim o cabeleireiro é HETERO? Pq raios então ele é cabeleireiro e não : - insira qualquer profissão "máscula" aqui.

Anônimo disse...

" Neste vídeo, um astrofísico negro, Neil deGrasse Tyson,"
Ele é muito mais do que "um astrofísico" ( não que isso seja pouca coisa, claro ) ,mas ele é provavelmente o segundo cientista mais famoso do mundo, perdendo apenas para o Hawking.

Panthro disse...

Olha, discordei forte do texto. Basicamente porque ele olha a questão por um único viés. É verdade que se faz um péssimo jornalismo científico que distorce completamente o que as pesquisas sérias dizem? Sim. Isso significa que as pesquisas estão erradas e que não existem diferenças entre homens e mulheres? Não.

É claro que essas diferenças são super-valorizadas e tratadas como regra geral pros indivíduos. O melhor exemplo pra se usar é altura. Acho que todo mundo aqui concorda que em média homens são mais altos que mulheres. E altura não depende apenas de fatores genéticos, mas de alimentação e exercícios também. Claro que altura não é cultural, mas cultura não é mágica, é só mais um efeito do meio.

Mas enfim, o que as pessoas fariam com essa informação? Elas poderiam dividir a Liga de Basquete em times de homens e mulheres, já que altura é um fator fundamental nesse esporte e seria mais difícil montar um time de basquete feminino alto que um time de basquete masculino alto.

O que elas de fato fazem: Quando vêem um cara mais baixo que uma mulher, dizem que ele é mais alto que ela. Ok, pode parecer estúpido com altura, que não é uma propriedade muito subjetiva e é visível pra qualquer pessoa. Mas pensem em agressividade. Assim como está associada aos níveis séricos de cálcio e hipercalcemia aumenta a agressividade, também está à testosterona. Felizmente o cálcio é considerado culturalmente neutro, então ninguém questiona o efeito dele na agressividade. Mas fato é que mulheres que recebam dosagens extras de testosterona ou homens que recebam dosagens extras de testosterona, reportam mais comportamentos de risco e agressividade.

O que isso significa? Significa que incrementos de testosterona levam a esses comportamentos. Níveis basais levam? Não. Incrementos. Quando é que se tem incrementos dos níveis de hormônios sexuais, tanto em homens quanto em mulheres? Na adolescência. Em pessoas fazendo reposição hormonal. Em pessoas fazendo uso de anabolizantes. Transexuais FtM. No caso de adolescentes homens esse efeito é bem mais pronunciado do que em adolescentes mulheres, inclusive.

Vocês não concordam que essas pessoas precisam saber dos efeitos dessa variação hormonal e que devemos ter mais ações preventivas de violência para estes grupos? Pior: Adolescentes são os únicos dos grupos acima que não têm acompanhamento médico durante a variação.

Aí olhamos pra sociedade. Não vemos homens adolescentes dispostos a correr riscos (e se foder pro resto da vida em função dessa inconsequência) muito mais do que homens adultos ou mulheres adolescentes? Pois é. Não vemos homens adolescentes liderando as vítimas de morte por arma de fogo? Pois é.

E é por isso que reconhecer as diferenças entre os sexos pode ser interessante para a saúde pública. Nada diferente de se reconhecer que negros têm maior chance de terem anemia falciforme que asiáticos ou que têm menos chance de ter câncer de pele do que brancos.

Ou seja, o problema não está na ciência, mas no uso que se faz dela.

Anônimo disse...

Lolinha, não tem nada a ver com o post mas olha isso

http://www.vice.com/pt_br/read/yakiri-rubio-matou-seu-estuprador-agora-ela-pode-acabar-na-cadeia?utm_source=vicefacebr

fiquei muito triste vendo essa notícia....

Anônimo disse...

Existem sim diferenças genética entre negros e brancos. Se muda a quantidade de melanina, em geral o tipo de cabelo e a "feição média", porque nao mudariam outras coisas? Diga-se de passagem, quem acompanha fisiculturismo, por exemplo, conhece as diferencas que em geral negros e brancos possuem na regiao da cintura, p. ex.

Dizer que eh tudo q se falar de diferenca genetica eh preconceito como vc falou q hj eh "racismo" eh tao perigoso como aquele detetninismo "isso nao eh coisa de homem/mulher".

Eh jm preconceito igual. Ciencia eh ciencia, se existem diferencas reconhece-las e estuda-las faz parte da ciencia e nao h simplesmente "racismo".

Quanti a diferencas entre homens e mulheres, fisicamente eh obvio que existem e sua base eh genetica, (ex. mulher tem vagina homem penis hhhahahahah) mentlemnte provavelmentr os homens tem mais tendencia a gressividade pelo mesmo motivo que sao mais musculosos: mais testosrlterona, no entantoquanto a outras diferencas "mentais" eu nem vou me pronuncoar pq nunca estudei o assunto, mas na base do achismo mesmo acho doficil que evolucionariamente tivessemos funcoes diferentes e nossos cerebros sejam
iguais.

Ni entanto eh bom salientar q a existencia de diferencas geneticas "na media" nao impde um ou o outro de fazer algo. P.Ex. digamos que se diga que çulheres naturalmente em media tem mais habikidade genetica para cozinhar (clma eh soh um exemplo kkk) nem por iso um homem
medio q nao tem tanta habilidade como a mulher media deixa de poder cozinhar. Alem disso mesmo em media um homem ser mais q uma muljer ou vice versa, ngm eh o cidadao padrao, apesar de tendermos a isso, ou seja apesar d geneticamente eu ter mto mais musvulo e menos gordura q uma
mulher media, se vc for comparar meu corpo com o de uma daquelas "panicats" ela. tem mto mais forca e musculo que eu, seja atraves de uma genetica superior para ganhar musculo que uma mulher normal e ateh q um homem normal, seja atraves de mais esforco e treino, etc

Rosanna Andrade disse...

Na linha de alguns comentários eu n acho que o problema sejam as tais diferenças genéticas, quando elas existem.

Vamos SUPOR que o senso comum esteja certo, e que realmente homens sejam melhores em exatas do que mulheres.

Qualquer afirmação desse tipo leva em conta a média. Pode ser que a maioria dos estudantes de exatas sejam sempre homens, mesmo que estejamos em uma sociedade super igualitária, apenas pq eles teriam mais chance de ter essa habilidade. Mas sempre existem as pessoas destoantes de forma que haveria uma ou outra mulher que se daria muito bem nessa área tbm.

O grande problema são as etiquetas de gênero que temos, do tipo: TODA mulher é ruim em exatas/pior que um homem. Aí temos o desestímulo das alunas nos cursos, casos absurdos que já vimos aqui de não aceitação em estágios, jogar no lixo currículo de mulheres sem ler , etc.

Podem pensar em um paralelo para homens: como vcs imaginam que é a aceitação de homens professores de educação infantil/ monitores em creches?

Resumindo, não haveria problema em termos tendências de gênero em determinadas profissões, se isso não praticamente inviabilizasse o progresso de quem destoa da norma. Não havendo discriminação prévia do profissional por seu gênero, não vejo problemas.

Agora imaginem na nossa sociedade babaca o impacto de um estudo que corrobore o senso comum. Só vai chover quem conclua que o cargo X não deve ser dado pra mulher mesmo.

Concordo com o Neil, "antes de começarmos a conversar sobre diferenças genéticas [entre homens e mulheres, entre brancos e negros], nós temos que criar um sistema onde existam oportunidades iguais. Só então nós poderemos ter essa conversa"

Anônimo disse...

Excelente o comentário da Rosana. Não se precisa dizer mais nada.

Lola, contrário de machismo é femismo não é? Então troca por sexismo, pq também existem mulheres femistas.

Juliana disse...

Me identifiquei de certa maneira com o post...pois não sou muito fã dos meus sobrinhos... Mas não porque eu não gosto de crianças... Sou professora e amo meus alunos... Estou grávida e sempre quis ser mãe...Mas eles, sei lá, são bem chatinhos... As vezes fico c/ dó por não ser muito chegada a eles, mas não consigo forçar algo que não sinto ser verdade dentro de mim...

vivian disse...

Ai Lola... AMEI AMEI esse post!

Gente, é exatamente isso que eu penso!
Como é bom ver que não estou sozinha com esses pensamentos... olha até me emocionei aqui, sinceramente.

Eu sempre sou a louca, a imaginativa, a que vive no mundo da lua, a que fantasia...

Mas eu bato o pé que daqui a algum tempo as pessoas que verem diferenças entre homens e mulheres serão tão mal vistas quanto as pessoa que vêem hoje diferença entre negros e brancos!

<3 <3 a Lola, Beijo!

Letícia Arcanjo disse...

Post ótimo. Só não concordo quando você fala que biologia é ideológica. Não é. Como qualquer tipo de ciência, quando feita direito é completamente imparcial. Claro que existem pesquisas "compradas" e mal divulgadas, mas isso são coisas de gente mal caráter, exceções. Todo bom biólogo/físico/químico/etc sabe analisar a metodologia de um artigo cientifico e perceber se ele é tendencioso.

roberto quintas disse...

OMG! Eu vou procurar os ivros indicados e recomendá-los para os baba-hóstias.

Anônimo disse...

Não existem diferenças "genéticas" entre homens e mulheres...., existem apenas diferenças hormonais aonde no homem predomina a testosterona e na mulher o estrógeno, mas não "genética", um homem pode se parecer com a mãe, uma mulher pode se parecer com o pai, não existem características "genéticamente inerentes"

Anônimo disse...

Eu não acho que encontrar diferenças genéticas ou cerebrais entre homens e mulheres afeta o feminismo, nem que o feminismo tenha que ser determinista cultural e partir do pressuposto que tudo é construção social, sou feminista e não são determinista cultural, o determinismo social tb pode oprimir tanto quanto o determinismo biológico. Acho que a crítica a estas pesquisas devem ser feitas como em qualquer pesquisa observando a metodologia adotada e replicando para ver a que resultados se chega. O Feminismo por sua vez não deveria contribuir para para fechar os olhos para uma área do conhecimento por motivos ideológicos. Acho que o feminismo poderia contribuir mais criticando quando esse conhecimento é apresentado para justificar o sexismo, pq se existem diferenças cerebrais entre homens e mulher (eu nem estou nem falando que tem, só não estou me fechando para essa possibilidade) quem atribui juízo de valor somos nós ao interpretar os dados e ai o papel do feminismo alertar para quando há preconceito embutido nessa interpretação. Um exemplo disso são as diferenças físicas entre homens e mulheres, homens tem mais força muscular e rapidez, mulheres tem mais flexibilidade e resistência, isso não torna mulheres inferiores aos homens, é apenas uma diferença física neutra, mas que culturalmente tendemos a creditar que somos fisicamente inferiores, os esportes mais populares são aqueles em que os homens se destacam, etc, é ai que está o sexismo, no julgamento que se faz e não nas diferenças físicas propriamente ditas, em nada o feminismo ajudaria se negasse essas diferenças físicas.