sexta-feira, 18 de outubro de 2013

LIBERTAÇÃO GORDA: MEU CORPO NÃO É O PROBLEMA

A Ana traduziu este post da ativista americana Virgie Tovar, que a própria Ana recomendou. 
Ano passado, publiquei um manifesto de libertação das gordas escrito quarenta anos atrás! Ou seja, o movimento de aceitação do corpo é antigo. 
Será que algum dia não precisaremos lutar mais para que nossos corpos não sejam vigiados e punidos o tempo todo?

Para mim, libertação gorda é recusar-me a “consertar” meu corpo, porque não há nada de errado com ele; o que está errado é a cultura que encoraja todos os corpos a parecerem exatamente iguais.
Para mim, libertação gorda é enxergar que gordofobia/discriminação em razão do corpo não é um problema individual que pode ser resolvido cedendo à pressão (exemplo: fazendo dietas). É um problema cultural que só será resolvido através de uma radical mudança da visão que temos da diversidade dos corpos.
Para mim, libertação gorda é me recusar a ser obcecada em perder peso para obter amor ou encontros (porque a preocupação só faz meu peito arder; ela não me dá outro corpo); perder peso não vai curar uma cultura corrompida e obcecada em subjugar mulheres e banalizar o romance.
Quando eu converso com as pessoas sobre porque gastam tanto tempo de suas vidas perseguindo a perda de peso, inevitavelmente todas dizem que é porque querem ser amadas, querem ser vistas, querem ser tratadas humanamente. Todo mundo quer essas coisas. Todo mundo merece essas coisas. Eu nunca conheci alguém que quisesse perder peso porque é algo que lhe parece divertido, interessante ou útil.
Porém, vivemos numa cultura em que coisas como amor, felicidade, poder e sucesso estão inerentemente ligadas à magreza.
Os padrões que ditam quem é magro e quem é gordo são estabelecidos pelas culturas. Esses padrões mudam ao longo do tempo, e mesmo agora há diferentes culturas em todo o mundo com diferentes interpretações acerca de quais pessoas são magras e quais pessoas são gordas.
Quando eu penso na minha vida, há tantas coisas que eu gostaria de poder mudar! Eu quero ser levada a sério por parceiros em potencial –- e não apenas vista como alguém com quem é divertido transar, mas não apropriada para namorar. Eu quero ser levada a sério por empregadores em potencial -– e não ser vista como alguém que vai destoar do profissionalismo do ambiente. 
Eu quero ter mais acesso às roupas que eu amo. Eu quero caber mais confortavelmente em aviões e trens. Eu quero ser tratada com respeito por médicos. Eu quero sair sem ter a preocupação de que alguém vai comentar sobre meu corpo.
A cultura me diz que se eu me conformar e fizer dieta eu poderei ter essas coisas e se eu ceder e me esconder e me odiar, então eu poderei evitar algumas outras coisas. Mas eu sei que isso é uma GRANDE MENTIRA! A verdade é que o meu corpo não é o problema. E já que não é o problema, porque eu deveria mudá-lo? Hoje os momentos que eu costumava passar odiando esse corpo são momentos que eu passo planejando a reação super radical e ultra sexy contra essa instituição cultural perigosa.
O que eu quero dizer é que a solução para um problema cultural como a gordofobia não é mais gordofobia.
Alimento para a sua mente: ensine uma garota a se conformar e ela estará segura por um dia. Ensine uma garota a desconstruir o patriarcado e ela estará livre para sempre.
Essas mulheres vestem manequim diferente mas todas têm o mesmo peso: 68 quilos. E nenhuma é gorda. Ou, pros padrões de modelo -- nenhuma chega aos 60 quilos --, todas são gordas?

41 comentários:

Larissa Petra disse...

Queria dizer o quanto eu invejo essas mulheres q tem força para dizer - eu amo meu corpo fora do padrão, eu sei quanta fome eu passo pela moda, mas sei q um dia vou conseguir me amar tbm...

Lara disse...

Hoje já não passo fome e nem faço dietas malucas para ficar dentro dos padrões, mesmo assim me policio como pouco, faço exercícios,mas não consigo ter uma total aceitação a respeito do meu corpo e acho que poucas mulheres conseguem estamos a toda hora sendo expostas a modelos irreais de beleza o que torna quase impossível não querermos atingir o padrão estabelecido mesmo sabendo que ele é falso.

Paula disse...

to no mesmo barcos das 2 acima (hoje o trem ta calmo por aqui)

to de dieta sim, admito, mas com acompanhamento e sem restricoes loucas... perdi 10 kg e to dentro daquela falacia que eh o IMC, mais ainda do tipo cheinha...

mas nao consigo me aceitar... fui uma crianca obesa e, como todas, fui chamada de baleia para baixo na escola (peguei a infeliz epoca do Free Willy: toda crianca gorda dessa epoca odeia esse filme)

na adolescencia/faculdade fui gordinha e forever alone... talvez mais pelas minhocas da minha cabeca do que das pessoas ao meu redor...

por ja ter estado 20 kg acima de hoje num passado recente, me identifico com esses posts..


p.s. cade "iazmagra?" de hoje?

Luco disse...

legal essa coisa de a sociedade aceitar a mulher como ela for.


e eu q sou um homem baixinho faço o quê? morro e nasço de novo?

Romulo Pereira disse...

Mais um texto que considera que gordofobia não existe para homens.

Tá cansando já...

Luco disse...

é, Rômulo. e se vc além de gordo é tampinha feito eu... tá na merda. eu sou assim e fico na mão constantemente. é foda estar com uma mulher q se encanta com vc mas fica te olhando com aquela cara de q falta alguma coisa.

Flavio Moreira disse...

Romulo, uma coisa não exclui a outra. Homens fordos sofrem com o preconceito? Certamente que sim. Mas eles são tão publica e publicitariamente cobrados/vigiados? Certamente não, porque a publicidade não está nem aí para homens - só quando interessa vender algo através da figura feminina.
E outra, o blog é feminista, apesar de abordar vários temas relevantes para todos. Mas a prioridade, vamos convir, é focar nos preconceitos e discriminações que as mulheres sofrem.
Nós, homens, temos mais voz, temos mais representatividade etc.
Apesar de nem sempre concordar com tudo o que é escrito, acho que o "Papo de Homem" (http://papodehomem.com.br/) é um lugar onde podemos fazer essas colocações com mais tranquilidade, porque é um espaço de discussão masculino e que, como o blog da Lola, também não deixa de debater temas que abrangem todxs. Mas com foco no universo masculino.
Agora, por que você não escreve um post sobre gordofobia contra homens? Acho (tô chutando, mas pelo que já "conheço" dela) que a Lola publicaria como um guest post e ofereceria uma visão complementar - e não mutuamente excludente - do assunto.
Acho que seria uma participação muito mais bacana do que simplesmente dizer que falar de gordofobia contra a mulher "tá cansando".
Um abraço!

Flavio Moreira disse...

homens *gordos. desculpem o erro de digitação.

Helen Pinho disse...

muito muito bom flavio moreira!

--

o texto não diz que homens gordos não sofrem, mas está falando sobre mulheres gordas.

--

luco apesar do texto não tratar sobre a característica que te faz sofrer, percebo que o sentido geral do texto é sobre como devemos nos aceitar, lutar contra preconceitos e pela luta constante em nos encaixarmos em padrões de beleza (que são irreais para 99% da população). então reflita, não fique só achando defeitos (em ti, no blog, no texto).

MCarolina disse...

Êêê! Freedom!!
Olha mulheres, quando eu era adolescente tudo bem, mas atualmente não tenho paciência para conversa de regime. Comer saudavelmente é ótimo, fazer exercícios também, mas detalhar sua dieta de carboidratos durante o dia e proteínas à noite me cansa e me dá pena de vocês.
Não estou falando com ninguém específico, claro, mas sobre as mulheres que eu conheço de um modo geral. Acreditam que tenho amigas que NUNCA falaram sobre regime? E tcharam...com peso normal. Exemplos de vida.Parem com a psicose do peso, por favor. Sejam mais felizes!!

Trícia disse...

Atendendo ao "pedido" da Paula (13hs56mns)a magra aqui vai se manifestar, rsrs Olha, se fosse "só" a gordofobia tava bom, viu? Mas tem muito mais envolvido, claro, todo mundo sabe! Não posso dizer que sei o que é ser hostilizada/discriminada por causa do meu peso porque nunca fui nem cheiinha, só estive acima do meu peso na minha gravidez, e foram menos de 11kgs a mais, que eu eliminei sem nenhum esforço pouco depois de meu filho nascer, quase dezesseis anos atrás ... A magreza, contudo, não "me poupou" de ter um filho com duas síndromes que envolvem problemas cognitivos, minha magreza não me livrou de ter nascido em uma família disfuncional com um dos membros abusivo e usuário de cocaína (eu era o alvo preferido dele nas agressões verbais e físicas); a magreza não fez de mim amada; a magreza não impediu que meu (ex) marido nos deixasse (a mim e ao meu filho) por causa de uma mulher bem mais jovem; a magreza não me impede de estar, de muitas maneiras que nem dá prá explicar aqui, excluída da sociedade por, entre vários motivos, meu filho ter ataques repentinos e imprevisíveis de agressividade em locais públicos, o que é MUITO difícil de contornar; a magreza não me impede de ser vítima de ageism, porque sempre aparentei ter muito mais idade que tenho, sempre, e o "velho" também não é lá muito aceito, não é mesmo? A lista é imensa ... SEI que o post não sugere, em nenhum momento, que estar acima do peso é a danação completa de um ser humano, mas quero lembrar que estar magro não é a pílula dourada para todas as mazelas. Mais respeito, mais aceitação, menos estreiteza mental, é disso que o mundo precisa! Parar de seguir o senso comum ... Pensar com a própria cabeça ... Lola, excelente post! Sempre indico seu blog prá algumx amigx e sempre recebo agradecimentos pela indicação!
Beijo a todxs!

Vitória disse...

Adorei esse Manifesto e considero que os padrões só começarão a ser desconstruídos se mais atitudes assim partirem das pessoas que sofrem com ele. Isso é resistência, revolução, e ela começa por nós mesmas.

Sei que não é fácil bater no peito e se afirmar, afinal os traumas de um preconceito vivido por anos (muitas vezes pela vida inteira) causam tanta devastação que nem sempre é fácil a pessoa se aceitar do jeito que é. Mas aí eu acho que a discussão dentro do feminismo é primordial para auxiliar nisso.

Um blog que gosto muito e que tem textos muito bons sobre isso é o www.gordaesapatao.blogspot.com. A autora discute esse lance do corpo muito bem, e até eu que sou magricela bebo dos textos dela.

Vitória disse...

Outra coisa: Vcs já perceberam que até a moda plus size criou um padrão do que seria a gorda aceitável? Vejo modelos acima do peso, mas com curvas e medidas próximas ao padrão hegemônico. Nenhuma é "gorda demais", nenhuma tem o corpo mais redondo do que curvilíneo. Sou eu que estou viajando ou é isso mesmo?

MCarolina disse...

Eu vejo isso Vitória, e as plus size são tão photoshopadas quando as muito magras.

Unknown disse...

Já reparei que as plus size mentem medidas e tamanho de roupa... é sempre 48. Sempre, podem estar com quadris grandes, mas é tudo 48.

E tem de ser lindas de rosto, e proporcionais - gorda com a bunda chata, sem peito ou com barrigão? Nem pensar - e etc.

Só muda que elas podem ser "um pouco" mais cheinhas, mas nem chegam a ser gordas de fato.

Lara disse...

Vitória, já havia percebido isso também vc nunca vê uma plus size mais barriguda ou com seios muito grandes, elas quase sempre têm quadris grandes ,pouca barriga e cintura fina para sua estrutura e o rosto perfeito.

gustavooll disse...

Lily Myers - "Shrinking Women"
http://www.youtube.com/watch?v=zQucWXWXp3k
Publicado hoje no youtube.

Across from me at the kitchen table, my mother smiles over red wine that she drinks out of a measuring glass.
She says she doesn't deprive herself,
but I've learned to find nuance in every movement of her fork.
In every crinkle in her brow as she offers me the uneaten pieces on her plate.
I've realized she only eats dinner when I suggest it.
I wonder what she does when I'm not there to do so.

Maybe this is why my house feels bigger each time I return; it's proportional.
As she shrinks the space around her seems increasingly vast.
She wanes while my father waxes. His stomach has grown round with wine, late nights, oysters, poetry. A new girlfriend who was overweight as a teenager, but my dad reports that now she's "crazy about fruit."

It was the same with his parents;
as my grandmother became frail and angular her husband swelled to red round cheeks, rotund stomach
and I wonder if my lineage is one of women shrinking
making space for the entrance of men into their lives
not knowing how to fill it back up once they leave.

I have been taught accommodation.
My brother never thinks before he speaks.
I have been taught to filter.
"How can anyone have a relationship to food?" He asks, laughing, as I eat the black bean soup I chose for its lack of carbs.
I want to tell say: we come from difference, Jonas,
you have been taught to grow out
I have been taught to grow in
you learned from our father how to emit, how to produce, to roll each thought off your tongue with confidence, you used to lose your voice every other week from shouting so much
I learned to absorb
I took lessons from our mother in creating space around myself
I learned to read the knots in her forehead while the guys went out for oysters
and I never meant to replicate her, but
spend enough time sitting across from someone and you pick up their habits

that's why women in my family have been shrinking for decades.
We all learned it from each other, the way each generation taught the next how to knit
weaving silence in between the threads
which I can still feel as I walk through this ever-growing house,
skin itching,
picking up all the habits my mother has unwittingly dropped like bits of crumpled paper from her pocket on her countless trips from bedroom to kitchen to bedroom again,
Nights I hear her creep down to eat plain yogurt in the dark, a fugitive stealing calories to which she does not feel entitled.
Deciding how many bites is too many
How much space she deserves to occupy.

Watching the struggle I either mimic or hate her,
And I don't want to do either anymore
but the burden of this house has followed me across the country
I asked five questions in genetics class today and all of them started with the word "sorry".
I don't know the requirements for the sociology major because I spent the entire meeting deciding whether or not I could have another piece of pizza
a circular obsession I never wanted but

inheritance is accidental
still staring at me with wine-stained lips from across the kitchen table.

Ana Clara Graciosa Seibel disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Marcia Sasao disse...

http://www3.nhk.or.jp/nhkworld/portuguese/top/video201310181200.html
Vídeo sobre o mercado de moda plus size japonês.

Bru Holmes disse...

ADOREI este manifesto das gordas, muito bacana.

Posso desabafar e pedir uma opinião?

No meu face , tem muuuitas gurias que eu conheço falando de projeto verão, essas coisas. Me dá nos nervos esse papinho, me desculpem.

-Projeto Verão, força! garra! O biquini nos espera!
- Controlando as guloseimas pra arrasar na areia no verão!

Gente que SACOOOOOOOOOOO esse papo de projeto verão pra lá, projeto verão pra lá, chega! Não vejo nenhum colega meu neurotico com o verão, agora as meninas estão com esta neura? CHEGA! Verão é uma estação bonita ( eu acho), não deveria ser motivo de toda esta neurose!

Desculpa mesmo gente pelo desabafo desconexo, mas isso já tava entalado na minha garganta faz tempo e o post de hoje veio bem a calhar...

PS: e a gordofobia extrema da novela Amor à Vida com a personagem Perséfone? Já passou dos limites né?

Anônimo disse...

http://www.bulevoador.com.br/2013/10/privilegio-magro-reconhece-lo/

Suzana Neves disse...

Com os anos vc até cansa mas faço campanha de autoaceitação de vez em quando perco a parada e escrevo bastante sobre isso. espero que mude
http://suumaluta.blogspot.com/2013/10/qual-e-o-tamanho-certo-da-felicidade.html?m=1

Sergio Mineiro disse...

Viram isto? http://youtu.be/s0WbWIbkjFs

Becx disse...

Ue, acha um alguém para vc assim mesmo!

Becx disse...

Existe. Mas num grau muito menor.

Becx disse...

Vc namoraria alguém que não está dentro dos padrões? Pq já cansei de homem chorar pq fica na mão, e depois dispensar uma mina pq ela é gorda demais ou magra demais, ou muito alta ou muiyo baixa ou nariguda, ou com o dedo do pé feio ou com....

MCarolina disse...

Gostei bastante da reportagem japonesa. As mulheres japonesas costumam comer bem pouquinho com medo de engordar e vivem pensando nisso, ao contrário do que alguns pensam. Vejam que a mulher que dá depoimento e só um pouco gordinha e vivia deprimida.

Rafa disse...

E vc tem algum problema em ser gorda? Isso não depende apenas do peso, mas da proporção altura/peso. No mundo inteiro e no Brasil tem vários concursos de beleza plus size, várias marcas de roupas. Por que não destacatudo isso em vez de colocar na modelos e mulheres magras o motivos dos seus problemas e das suas frustrações? Feministas como vc tem obsessão por mulheres magras e modelos e as xingam por elas não fazerem parte da sua cartilha feminista.

Maria Valéria disse...

Nao duvido que os homens gordos sofram, mas todos os gordos que conheço estão casados ou namorando,nenhum amigo meu gordo deixou de namorar por causa do peso,
Ja amigas minhas gordas que nao conseguem namorado( nem beijo na boca, nem sexo casual , nem nada) ha anos eu tenho,
A obesidade e de longe muiiittoooo mais tolerada nos homens do que nas mulheres,
Normal o homem ganhar barriga depois dos 30, 40 anos,mas se a mulher que engorda o marido ja enche o saco e reclama,
Se tem homem sofrendo com isso, por que nao escrever um guest post pra Lola,para ela publicar aqui a sua experiência,em vez de reclamar que nunca falam dos homens?? Ueee...pronunciem- se!!! A autora e mulher e vai falar da experiência dela, ne,nao de homens!!;).
;))

Gabriela Barbosa disse...

Para mim,o importante é ter SAÚDE,sendo gordo ou magro!

As mesmas pessoas que criticaram a Gaby Amarantos,são as mesmas que defendem a ideia de que a mulher é livre pra fazer e ser o que ela quiser! Contraditório,não?! Parabéns,xará! Seja feliz DO JEITO QUE VOCÊ QUISER!

Jenne. disse...

Essa questão não se restringe a gordas. Vivemos em época da mulher bombada, peituda,fortona e sou marga,reta,peito quase nada. Tenho 30 anos e peso 39 kgs. Embora falem que sou magra demais me sinto bem . O IMPORTANTE É SER FELIZ. ACIMA OU ABAIXO DO PESO.

Anônimo disse...

"Pq já cansei de homem chorar pq fica na mão, e depois dispensar uma mina pq ela é gorda demais ou magra demais, ou muito alta ou muiyo baixa ou nariguda, ou com o dedo do pé feio ou com...."

Esses que choram é pq queriam ficar com as poucas que se encaixam bastante no padrão de beleza. Só que as que se encaixam vão querer homens do nivel delas, não eles, que usualmente são bem abaixo até mesmo das que eles rejeitam.

Homem que choraminga que nenhuma mulher quer eu logo desconfio. Ou é mala demais pra ngm querer perto, ou é exigente demais e quer a mulher que "não existe".

Marcia Alvim disse...

Reconheço a dificuldade em enfrentar a pressão social que dita padrões de “beleza” .
Eu já fiz várias dietas e hoje tenho outra consciência do que quero para minha vida.
Fazer exercício me traz bem estar; não busco medidas “perfeitas”. Aliás, nem penso nisso. Apenas alerto para a questão saúde. Várias pessoas, independente do peso, estão com a saúde em dia. Meu caso é diferente porque descobri que sou alérgica a alguns alimentos. Sofria com dores abdominais, manchas que apareciam na pele e eventuais diarreias. Hoje, depois de cortar o glúten e a lactose, estou feliz e vivendo como gosto. Não vamos dar ouvidos a essa mídia que sufoca e escraviza.
Lola, quero aproveitar e dizer que estou adorando ler seu livro; estou anotando os filmes que ainda não assisti. Essa semana vi uma animação Francesa ( Os Contos da Noite ) que fascina e tem inspiração na tradição do teatro de sombras da China. Link com Trailer: http://35.mostra.org/filme/les-contes-de-la-nuit/

Saúde e Paz

Maria Valéria disse...

Homem que choraminga que nenhuma mulher quer eu logo desconfio. Ou é mala demais pra ngm querer perto, ou é exigente demais e quer a mulher que "não existe".


Haahahahah!!! Concordo !!! Conheço UM que reclamava que era " gordo " ...mas ele se encaixava na categoria " mala" e " ciumento doentio" . Os outros gordinhos que conheci estão todos bem,aparentemente,

Anônimo disse...

Realmente, o corpo não é o problema, mas sim o colesterol.
Ainda bem que a minha muiézinha é gostosa, barriga sarada, coxuda e peituda.

Fred disse...

De fato, gordofobia é extremamente incoerente. Contudo, ser gordo não é motivo pra orgulho, como tentam deixar claro.
Orgulho de ser gordo é análogo a ter orgulho de ser fumante.

Seja do jeito que quiser, mas não diga ter orgulho de algo que faz mal, estimulando em terceiros um comportamento nocivo.

Anônimo disse...

Resumo dos comentários...
"Sou contra a ditadura da magreza, mas não abandono minha dieta, já perdi x kilos com orgulho..." --vai entender, é contra, mas faz de tudo para se manter no padrão.

Do mesmo jeito que ser "gordofóbico" é errado se orgulhar de ser gordo também. Temos que manter a saúde. E realmente esqueçam o teste do IMC, um médico descente te fará exames bem mais detalhados.

Anônimo disse...

As feministas tem uma obsessão em falar que 'mascus' e homens em geral adoram meninas magras tipo 'top model' ou miss enquanto na realidade a maioria prefere mulheres mais encorpadas, saradonas, coxudas, bundudas, mas sem ser gorda, tipo 'panicat'. Inclusisive tem homens que são até tarados por mulheres gordas e até fazem comentários rudes contra mulheres magras, inclusive em sites, blogs e páginas do facebook dedicadas a mulheres gordas e seus admiradores. Então eles não servem, sua amiga já tentou alguma coisa com ele? Tem homens que até preferem uma mulher com um pouco de barriga em função dos grandes peitos, bundas e coxas grossas. Vá em espaços em que homens admirem mulheres gordas e de uma chace pra eles. A Lola não é bem casada? Mas as feministas criaram a fantasia de que devem extreminar as modelos magrelas para só assim as gordas serem felizes e darão seu primeiro beijo, vão arranjar um namorado, casar e ter filhos. Que exterminem as magrelas então e vão continuar se decepcionando do mesmo jeito. não tem 'mascus' que só querem as panicats e estão sozinhos? Tem mulheres gordas que estão namorando, casadas, tem filhos, assim como tem outras que não. Assim como tem mulheres magras ou 'saradas' solteiras e tentando encontrar alguém. O que vc quer então? Se a quantidade de homens que preferem gordas, sejam eles magros, sarados ou gordos é pequena, mais um motivo para dar valor a eles e se não deu certo com eles, paciência. Qual a solução para sua amiguinha gorda solitária? Reclamar a vida inteira em blogs como esse, xingar os homens, vilanizar as mulheres magras? Até quando? Quer criar cotas para relacionamentos afetivos? Se exterminarem as mulheres magrelas em campos de concentração ainda vão sobrar as 'panicats', as 'mulheres frutas'e vcs vão continuar se decepcionando. que sofrimento hein. Todo mundo tem direito de escolher, mas também de conviver com rejeição ou procurar ajuda psicológica quando for preciso e não vilanizar os homens e as magras a vida inteira por causa disso, se tornar uma pessoa rancorosa, amarga, sempre procurando um vilão. Isso não é saudável para uma mulher adulta, tão bem resolvida e independente e mostra uma grande dependência de homens também.

Anônimo disse...

É importante lutar contra a ditadura da beleza que se impõe de forma tão cruel na sociedade, isso vai inclusive muito além da questão de peso. O manifesto é importante por isso.
Mas o mais importante é ter saúde, e muitas vezes observo a discussão em torno da obesidade apenas pelo viés psico-social, mas nunca de saúde. Não devemos esquecer que a obesidade é sim um problema sério que diminui muito a qualidade de vida e que de certa forma, se impõe também através da mudança de hábitos promovida pela sociedade de consumo exagerado.

Todos deveriam ser saudáveis e se aceitar do jeito que são, até porque padrões mudam e o atual não é nada saudável também.

Anônimo disse...

Bom,já como sei que aquelas que dizem nos defender tem certas dificuldades em ver as coisas,explicarei:

A questão não é gordofobia,mas o fato de nós mulheres sermos vistas como mercadorias sexuais,corpos desfrutáveis cuja beleza,seja ela qual for o padrão,é nossa maior virtude.

Clarice

Anônimo disse...

ê anon das 16:34, você não entendeu nada, hein?