terça-feira, 15 de outubro de 2013

GUEST POST: MEU PAI ACHA QUE MINHA MÃE VAI PRO INFERNO

Relato da L.:

Meu nome é L., tenho 17 anos, e queria arrancar do peito uma mágoa que tenho há muito tempo. Comecei a acompanhar seu blog há dois meses, mas a partir dele comecei a me redescobrir. Hoje penso de forma muito diferente do que alguns meses atrás, e isso graças a você! 
O que mais gosto sobre suas postagens é que elas abrangem muito mais do que as mulheres e o feminismo propriamente dito, e seus textos sobre religião me deram forças para escrever agora. 
Faço parte de uma família de classe média, sempre tive tudo o que queria, e nunca me faltou nada. Sempre estudei em ótimas escolas, e esse ano estou indo para uma universidade pública. Meus pais ainda estão juntos e se dão bem. Aos olhos da sociedade, vivo uma vida perfeita.
Mas a religião me assombra desde pequena. Vou ser muito direta com o assunto principal desse texto: meu pai acha que minha mãe vai pro inferno.
Meus pais são de religiões diferentes: minha mãe, católica, e meu pai, crente (confesso que não sei definir muito bem, mas é assim que eles se chamam; de qualquer forma, ele é da Congregação Cristã do Brasil). Isso tornou muito difícil o relacionamento entre os dois, e foi o maior alvoroço na igreja do meu pai quando eles resolveram se casar: tentaram a qualquer custo converter minha mãe, mas ela nunca quis. 
Eles se casaram, e um ano depois, eu nasci. Parecia que não havia tensão alguma entre as duas religiões. Mesmo assim, meu pai nunca nos permitiu comemorar o Natal, não podíamos ter uma árvore, ou colocar luzinhas ou enfeites na casa, nunca fizemos uma ceia (mas eu ganhava presentes); não comemoramos páscoa, nem nada do tipo. 
Quando eu tinha uns nove anos, os dois pararam na minha frente e me fizeram uma pergunta: "Então, L., você vai querer ir na igreja do papai ou da mamãe?". Assim. Simplesmente assim. Eu tive que escolher uma religião com 9 anos. E eu nem sabia que as duas eram diferentes! Eu sempre fui mais apegada a minha mãe, então eu escolhi ir com ela. Fui colocada na catequese, fiz crisma, cresci fazendo tudo direitinho, mas nunca gostei de ir à igreja. Fui algumas vezes a uns cultos com meu pai, mas sempre questionei muitas coisas em relação as duas doutrinas. 
No final, eu acabei não fazendo parte de nenhuma; gosto de pensar que tenho a minha própria religião. Claro que não fui muito aceita, meus pais chegaram a pensar que eu era ateia, e choraram, e tentaram achar o que eles fizeram de errado, e tudo mais. Me custou fazer eles entenderem que eu acredito em Deus, e em Jesus, e em muita coisa, só não acredito em instituições religiosas.
E as coisas seguiam bem do jeito que eram. Até que um dia, andando de carro pela cidade com eles e minha irmã, meu pai solta um "Vocês estão precisando ir mais na igreja", e isso se transformou numa discussão religiosa. Ele disse muita coisa que pra mim não passa de um monte de besteira, mas uma coisa me marcou: ele acredita que, por minha mãe não seguir a doutrina dele, ela vai pro inferno.
Minha mãe, que sempre foi tão boa pra nós, que nunca foi infiel, condenada ao inferno, porque não é crente. 
Eu não acreditei. Eu tentei argumentar, mas foi inútil. Ele acredita, ele tem a plena consciência de que ela vai sim pro inferno por não seguir a doutrina extremamente conservadora e machista que ele segue. Lola, meu pai é Juiz do Trabalho, ele estudou Direito por anos e anos, ele deveria ter noção das coisas! Mas ele é completamente cego pela religião. Ele e todos os seguidores acreditam que são os únicos certos, e que todos os que não seguem aquela doutrina vão queimar para sempre. 
Então eu tenho esse problema. Não consigo entender como meus pais se dão tão bem, e como minha mãe pode viver ao lado de alguém que ache que ela vai pro inferno (ela não acredita, mas aceita a "opinião" do meu pai). Acho que ele deve achar que eu também vou, certo? Ele diz que cada um só pode salvar a si mesmo. Tenho vontade de abraçar minha mãe e de consolá-la, e falar que meu pai está errado, mas ela parece inabalada com isso. E por que eu não estou assim? Não consigo relevar isso. Tenho mágoa das religiões, porque elas julgam e mandam as pessoas pro inferno. Tenho raiva toda vez que minha família começa a discutir sobre a Bíblia perto de mim, quando começam a discutir sobre a religião tão maravilhosa deles! 
E eu não consigo fazer ninguém enxergar os absurdos que estão impondo.
Obrigado por me ouvir, Lola! Eu precisava mesmo falar com alguém sobre isso, mas parece que ninguém que eu conheço quer discutir uma coisa tão complicada quanto essa. 

Minha resposta: Pois é, me solidarizo completamente com vc. Religião é algo que deveria ensinar tolerância, não ensinar a ser contra os outros. Fico feliz ao ver que vc está bem amadurecida quanto a este assunto. E que sua mãe não liga. Um dia, espero, seu pai notará como foi intolerante. Ou não. Não dá pra saber. 
Todas as religiões acham que são únicas, que são as escolhidas, que só seus fiéis encontrarão a salvação. Tem jeito não, as religiões vivem de mandar as pessoas pro inferno... Mas dói quando é o o próprio pai que manda nossa mãe pro inferno!
Pelo menos seus pais acertaram numa coisa: deixaram vc escolher sua religião. Ok, ter que fazer essa escolha com nove anos é cedo demais, e, no seu contexto, foi como ter que fazer aquela escolha traumática (e totalmente desnecessária) do "de quem vc gosta mais, seu pai ou sua mãe?". Mas a maior parte das crianças não têm escolha alguma. Elas são doutrinadas na religião da família e acabou. E, imagino, deve ser isso que perpetua as religiões. 
Aposto que crianças que crescem sem religião e são encorajadas a escolher sua crença apenas quando adultas optam por não ter religião alguma (existe alguma pesquisa sobre isso?). Foi mais ou menos o meu caso e dos meus irmãos. 
A gente não tinha religião em casa (meu pai era ateu, minha mãe, "católica relaxada"; nunca fomos sequer batizados), mas inventaram de nos colocar pra estudar num colégio católico. Apesar da minha fase ultra-católica aos 13 anos de idade -- todos temos nossos pecados (o meu foi arrastar meu pobre pai, ateu convicto, às missas de domingo) --, no resto do tempo eu fui, e sou, ateia. E me sinto muito livre por isso. Eu faço meus próprios dogmas.

76 comentários:

Anônimo disse...

Em alguns ano quando o socialismo for finalmente implantado no Brasil, as religiões patriarcais serão finalmente extintas. não dá para se ter uma sociedade igualitária,sem que se ponha abaixo a praga fanática, misógina medieval que e a religião religião, todas elas.

Anônimo disse...

Poxa, L. nossa situação é muito parecida. Minha mãe é da mesma igreja (aliás, grande parte da minha famíia é), mas meu pai nunca foi de religião nenhuma, apesar de acreditar em deus. Desde que me entendia por gente ela levava eu e meus irmãos, muitas vezes até que meio que arrastados pra igreja. Quando atingimos uma certa idade, tanto eles quanto eu paramos de ir e acreditar em religiões (eles se tornaram ateus, eu sou agnóstica). Meus pais se separaram quando eu tinha mais ou menos sua idade, porque ao contrário dos seus pais, os meus nunca se deram muito bem (e acho que a religião foi um dos fatores).
Tou contando tudo isso só pra dizer que eu tou tão careca de conhecer esse discurso, haha. Minha mãe também acha que

os filhos dela vão tudo pro inferno a não ser que deus "faça uma obra" e nos converta, e ela tem uma esperança real

disso. Ela costumava ficar meio triste, mas se conformou, por esso de "cada um ser responsável pela ~salvação da própria alma~". Uma coisa engraçada é que depois de um tempo meu pai casou de novo com uma mulher da mesma igreja e se converteu. Minha mãe ficou extremamente feliz, porque desde sempre orava por isso.
Enfim, entendo como isso pode te abalar e te deixar triste. Mas acho que seu pai (assim como a minha mãe), não crê nisso por algum rancor, ou por julgar sua mãe mal. Pra eles é simplesmente como as coisas são. Não adianta você ser uma pessoa boa, não adianta nem você acreditar em Deus e Jesus, se você estiver na religião "errada" (qualquer outra igreja), você não vai pro céu. Sim, isso é muito ruim e estreito, mas não tem nada que eu possa fazer, e conquanto ela me aceite do jeito que eu sou, eu realmente não me importo de ela acreditar nisso. :p

Luh disse...

Sinceramente nunca vi religião fazer bem pra alguém. Religião é ódio e não amor. É uma pena ver um juiz do trabalho, que em tese deveria ser culto e instruído se deixar passar por lavagem cerebral...

Pandora disse...

Você falando de sua infância me lembrou a minha, sem pascoa, sem Cosme Damião, sem natal, sem São João - e eu moro no nordeste - e sem natal! Ai que sofrimento!!! hahah Mentira, não era tanto sofrimento assim...

Cresci em uma igreja tão conservadora quanto a do seu pai e sei o quanto é complicado. Há o machismo envenenando nossas vidas e sufocando nossa feminilidade para quem é menina e cobrando muito a quem é menino, a intolerância contra o outro... a pressão psicológica constante por um ideal de perfeição inalcançável. Mas isso não é tudo, muito dos bons valores que tenho aprendi entre aquelas pessoas que olhando de longe podem não ser apreciadas devidamente no que possuem de bom e também de ruim, afinal seres humanos não são sempre bons independente de religião.

Mas veja bem, a parte a dureza da conclusão do seu pai, viver com essa ideia deve ser difícil demais para ele, mas até do que para sua mãe e para você também...

Lembro que há muito tempo atrás quando um amigo meu me confessou que era homossexual eu entrei em desespero existencial profundo pensando que ele iria para o inferno por isso, ele não se angustiou nem um pouco com essa ideia, para ele confessar foi alivio e o importante era que eu continuava amando ele. Mas para mim superar esse sofrimento foi uma odisseia... E bem, seu pai é admirável, ele enfrentou a comunidade inteira para casar com sua mãe e enfrentou novamente para te dar o direito de escolha, isso é digno. Nove anos pode parecer cedo, mas quem é evangelico/crente sabe que "o correto" é levar a cria para a igreja desde bem pequenos, a "catequese" nas igrejas evangélicas começa com dois anos para muitas crianças a primeira palavra lida é Jesus.

Sei pai deve ter enfrentado muita coisa, eu sei que não é fácil enfrentar a comunidade, os olhares, os cochichos, as pessoas que você achava que eram suas amigas e de repente simplesmente te riscam do caderno de orações... E ele fez isso por amor.. eu não tive esse tipo de coragem há alguns anos atrás e desisti de uma pessoa muito querida por isso. Vai ver Freud estava certo e a religião é mesmo uma neurose coletiva hahahha Não sei...

Mas, se eu fosse você não me atormentaria com as convicções de seu pai, elas já devem pesar demais nele para que pesem em você também... Talvez o melhor seja aceitar ele como ele é e tentar compreender os caminhos da religiosidade dele, como funciona, como organiza as coisas, quando a gente compreende o outro tudo fica melhor e mais claro, até para que possamos tentar mudar algo nessa pessoa.

patricia. disse...

Mesma situação da Lola: pai ateu, mãe agnóstica, eu e os irmãos todos ateus.

Eu tentaria não discutir muito com o seu pai. Tipo, quando ele lhe questionar sobre alguma coisa, seja sincera, tente argumentar para fazê-lo entender seu ponto de vista, mas se tivesse no seu lugar, tentaria não tocar no assunto perto dele e não prolongar as discussões, e eu sei que é muito frustrante(minha avó e a família da minha mãe são católicas fervorosas), mas pense que é muito difícil mudar a mentalidade dessas pessoas e pode ser extremamente desgastante viver nesse meio de conflito.

Boa sorte!

Bela Campoi disse...

Eu me solidarizo com a autora: meu pai era dessa igreja, onde tem entradas diferentes para homens e mulheres, por exemplo. Mas ele nunca impôs nada pra família. Minha avó, mãe do meu pai, dizia que minha mãe não era de Deus, era do mundo..rss.. Eu procurava não me envolver, mas a prova de alguma tolerância familiar, é que cheguei a frequentar a escola dominical espírita kardecista. Não fiz primeira comunhão nem crisma, mas adoro visitar igrejas quando viajo: ajoelho e rezo, tenho minhas prórias convicções, mas não gosto de religião (e nem de muitos religiosos...). Enfim, se for pra dar um conselho, siga seus prórprios passos no quesito religião e isso ficará mais claro na medida em que vc for adquirindo mais independência. Se mesmo com religiões diferentes desde antes do casamento, seus pais estão juntos, acho sim, que existe um mínimo de respeito, mesmo que seu pai creia que sua mãe vá pro inferno.

Anônimo disse...

Na minha casa a mãe é espírita, o pai messiânico, o irmão catôlico e eu agnóstica. Embora não pareça, até que nos damos bem, tirando eventos pontuais de discordância. Mas assim como a autora, não posso imaginar como meu irmão católico, por exemplo, consegue viver achando que todos o resto de nós vai pro inferno...

lica disse...

Lola, to escrevendo o guest post sobre ser cristã e feminista. Só preciso revisar! Abraço

Anônimo disse...

Eu me sinto muito livre por ter a religião que tenho. Sou a única da família a ter uma religião.

Em nota: nem todas as religiões condenam os outros ao inferno.

Luiza disse...

deus não tem religião - que máxima perfeita!!!
Religião é uma desgraça. Acho engraçado que as pessoas têm essa necessidade de mandar os outros pro inferno, de apontarem os maus pra que eles se sintam bons. Lamentável. Vivem pelo temor.
L., é só pensar que inferno não existe, e, se existisse, vc teria melhor companhia lá do que no céu, passando a eternidade ao lado de fundamentalistas fanáticos hahaha.
Recomendo o vídeo "DEUS" do canal Porta do Fundos no Youtube :)

Karina Prates disse...

Sou marxista-leninista e cristã. Apesar de isto soar como uma contradição mortal, a vida religiosa e a luta emancipatória são vertentes totalmente compatíveis.

Se quer um conselho sobre como lidar com religiosos, o meu é: continue estudando religião por conta própria. Acho que você está no caminho certo. O cristianismo é uma doutrina essencialmente subversiva. O problema são as instituições religiosas, como você mesma disse.

Misturar crença, dogma, religião, instituições religiosas e pessoas religiosas sob um mesmo guarda-chuva é um problema, não desenvolve a crítica e leva a erros monstruosos.

Continue com sua fé, estude os textos e continue lutando para transformar a cabeça do seu pai.



Anônimo disse...

Teu pai tem direito de acreditar em qualquer coisa que ele quiser, incluindo que você e sua mãe vão ter as tripas róidas por demônios no inferno. Não há muito a se fazer sobre isso.

Ráisa Mendes disse...

Acho que pregar o fim das religiões e condenar todos os religiosos, indiscriminadamente, é também ser intolerante.

Anônimo disse...

Eu sou de uma familia de muitas religiões: minha avó é evangélica da Assembléia de Deus, minha madrinha e tias são Católicas praticantes, minha mãe espírita e meu pai agnóstico.
Nunca tive problemas como o da L. e talvez por isso não acredito nessas generalizações como o "todas as religiões...". Eu gosto muito e pesquiso sempre que posso sobre o budismo, sem esconder ou negar que é uma religião com a qual eu não concordo 100%, mas ainda assim é o meu interesse atual. Eu sei que espíritas, bem como os budistas, acreditam no respeito entre todas as religiões, com a visão de que "todas as religiões do mundo estão procurando melhorar a situação da humanidade e tornar a vida melhor, ensinando as pessoas a seguirem um comportamento ético". Católicos, se pesquisarem no novo testamento, também irão encontrar passagens de respeito e tolerância. Infelizmente, frequentei os cultos da minha avó muito pequena, não lembro muito para afirmar algo, mas em nenhum momento ela tentou me converter.
Acredito que seja um pouco de desconhecimento falar que todas as religiões desprezam religiões diferentes, como vc argumentou. O problema pode não estar na religião e sim no preconceito das pessoas que pregam...

Anônimo disse...

Pelo visto, poucas pessoas mesmo serão salvas, e talvez nenhuma mulher, como se pode ver nessa passagem:

"E cantavam um como cântico novo diante do trono, e diante dos quatro animais e dos anciãos; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil que foram comprados da terra.
Estes são os que não estão contaminados com mulheres; porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro.
E na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis diante do trono de Deus."(Apocalipse 14:3-5)

Marcia disse...

É bem difícil conviver com pessoas que tentam a todo custo te converter. Penso que seu pai disse o que disse para impactar vocês, e o importante é ser sincera, mas se resguardar para não entrar no jogo.

Tenho pais católicos ultra-praticantes, e isso me rendeu péssimas e ótimas experiências. Me formaram moralmente para ser uma pessoa de crenças igualitária (meu pai, que é machista em muitas coisas, diz abertamente que se deve respeitar todas as mulheres por elas são seres humanos, assim como os homens.

Por outro lado, acha um absurdo ter que arrumar a sua cama e lavar louça...'trabalhos de mulher'. E é um sujeito homofóbico. Não bate em gays, mas adora uma piada preconceituosa.

Sempre me perguntei e me questionei a respeito da falta de coerência do meu pai, mas a medida que vou vivendo, aprendo cada vez mais que seres humanos não são coerentes.

A vida é complexa mesmo, não tem muito jeito. E espero que você encontre uma boa maneira de viver com seu pai e que ele fique mais tolerante. Um passo para isso é manter a sua coerência e defender quem você é e a validade das suas escolhas religiosas.
Acho que não ajudei muito, mas deixo registrado a minha solidariedade.


Anônimo disse...

Minha mãe é da Congregação Cristã e me fez ir com ela em vários cultos, pra encontrar alguém pra "casar", afinal na época (com 27 anos) eu estava solteira "ainda". Estou com 33 e ainda estou e muito bem com isso.

Infelizmente, a Congregação pensa exatamente desta forma. É machista, elitista e minha própria mãe já me culpou por várias infelicidades que nos aconteceu, porque eu não sou crente. Também já disse que "cada um tem que dar conta da sua alma". Eu sou atéia, não ligo pra nada disso, mas não faço tentativas de "desconversão" com ela, pois essa é a religião dela, a opinião dela e eu a respeito.

Felizmente, de uns tempos pra cá, ela parou de me encher o saco com essa igreja, mas infelizmente os "irmãos" são em geral bem chatos. Não todos, mas tem aqueles malas mesmo, que vomitam todo o tipo de preconceito, machismo, racismo e homofobia. E eu fico quieta, cansei de bater palma pra maluco dançar.

Eu fiquei pasma, pra não dizer revoltada, com essa ideia de que a família, essa por quem ele deveria ter amor incondicional, por não ser crente, vai para o inferno. Gente... é Idade Média isso? E parabéns à moça por ser tão lúcida e consciente.

Kah disse...

Oh, eu aqui, Lola! Respondi teu e-mail, me confirma se recebesse... Parece que o monstro comedor de e-mail mora no meu computador.

SE existe um Deus e ele nos fez a imagem e semelhança (e blá, blá, blá, não quero saber, não me corrijam), então ele é MULHER! Quem sabe trans? :)
Se Deus é mãe, e de mãe eu entendo, ela quer a felicidade dos filhos (a não ser que seja uma mãe muito ruim, vá saber!), e que esses filhos não façam coisas que prejudiquem os outros (Tipo dificultar a vida de uma grande parcela da população só porque eles AMAM pessoas do mesmo sexo. Ou morder o coleguinha, viu seu Caio colega da Juh???).
Logo, seguindo minha lógica irrefutável, é só respeitar as escolhas do próximo e não prejudicar os outros e a vaga no céu tá garantida!

Anônimo disse...

Acredito em deus mas n tenho religião,lavagem cerebral pura,como é q as pessoas vão engolindo as asneiras que lhes dizem sem pensar?
Eu li a biblia toda e n consigo entender como alguém pode acreditar nela com tanto absurdo,hipocrisia,machismo,homofobia... A alienação é tanta q eu tenho certeza q se la estivesse escrito que ser gay é normal,ninguém teria preconceito e ainda ia torcer pra ter um filho gay.

Anônimo disse...

É pra isso que serve a religião: dividir as pessoas e causar discórdia.

Anônimo disse...

Olha, sua situacao é muito semelhante a minha. Só q hj eu tenho 28 anos, comecei católica, fui algumas vezes aos cultos loucos e comoventes, virei agnóstica e hoje mais do que satisfeita sou ateia consciente. Minha mãe se separou do meu pai depois de 30 anos de casados onde 17 foram de " guerra fria". E meu pai continua o mesmo. Entendo pelo q vc está passando, mas uma coisa é certa.. essa angústia é permanente pois esse é o papel das religiões.

Dandara Lequi disse...

Lola, felizmente por esse problema familiar eu nunca passei. Já sofri preconceito religioso por pessoas de fora da família, mas acredito que o preconceito pelo qual passei foi muito menor que o preconceito que pessoas ateias ou seguidoras de religiões africanas (que são as mais discriminadas) são submetidas.
Sou filha de pais católicos não praticantes, então tive pouco contato com a igreja quando era criança. Apesar disso, sempre tive uma curiosidade enorme por religiões diferentes. Não acredito em Deus, mas sempre fui uma pessoa de muita fé e conheci muitas religiões até encontrar o budismo, que hoje é a religião que eu pratico.
Ao contrário do que está escrito no texto, que todas as religiões acreditam que só seus fieis terão salvação, nós não acreditamos nisso. Na verdade, nem existe o conceito de salvação no budismo. Não posso falar por todos os tipos de budismo, porque há varias ramificações da religião e que muitas vezes podem se contradizer. Mas acreditamos que o conceito de céu e inferno não se encontram fora da nossa própria vida.
Por ter conhecido muitas religiões aprendi a ter muito mais tolerância do que jamais tive! E eu acho que é assim que tem que ser.
Pouco me importa se uma pessoa tem religião ou não, se acredita em Deus ou não, contanto que ela não discrimine outras pessoas por pensar diferente dela.

Anônimo disse...

É a primeira vez que comento aqui, mas leio todos os dias. Gosto muito dos textos da Lola e de como ela sempre tenta ajudar as pessoas, e por esse motivo as vezes me assusto com tanta intolerância das pessoas que comentam aqui, é algo do tipo "você pode pensar o que quiser desde que seja o mesmo que eu pense".
Sou afro religiosa, fui criada tendo a certeza de ter duas famílias a minha biológica e a minha de santo, sempre aprendi que mulheres são a essência da vida e a "autoridade" máxima do meu ilê é uma Mãe ou seja uma mulher. No meu ilê se aceita qualquer um até mesmo os curiosos que vão lá só pra conhecer.
Dizer que todas as religiões são iguais e condenam as pessoas que pensam diferente é bobagem, no meu caso eu nem sequer acredito em inferno, acredito sim que somos donos das nossas escolhas e que traçamos o nosso próprio caminho.
Claro que me entristece ver essas religiões que ignoram a tudo e a todos fechadas no seu próprio mundinho e realmente não consigo entender como ainda pode existir alguém assim.
Essa semana mesmo me deparei com esse perfil (https://www.facebook.com/trakinasalbino?fref=ts) e chorei durante horas pensando em como alguém pode ter essa mentalidade em pleno 2013.
Enfim, desculpe qualquer coisa Lola e muito obrigado pelos seus textos.

ma1w disse...

Existe um termo em inglês para as atitudes do seu pai. Chama-se “self-righteousness”. Não sei qual a tradução exata para o português, mas é um senso de superioridade moral. É um sentimento bem comum entre fanáticos religiosos. Eles acreditam em leis eternas, imutáveis que distinguem o certo do errado. Ele segue essa lei, portanto é superior. Você e a sua mãe não, e por isso vão pro inferno. Desse ponto de vista é coerente com a profissão de juiz que ele exerce.

Mas a vida não é assim. Ninguém está imune à dor, frustração e perda. Muitas pessoas “self-righteousness” julgam-se imunes, mas em algum momento de suas vidas também terão que experimentar a frustração. Nessas horas elas geralmente entram em crises profundas, porque sempre se acharam acima disso. Por isso, dê tempo ao tempo. Quem sabe algum dia seu pai entenda. Sua família vive em condições invejáveis sob vários aspectos. Ele poderia estar desfrutando dessa época da vida, mas prefere desestabilizar a família por causa de fanatismo. Esse tempo não volta.

Se você ainda tiver um tempo livre, peço para que dê uma olhada no vídeo O Grande Inquisidor.
http://www.youtube.com/watch?v=EqH0lvlMLr4
Esta é uma adaptação da parábola presente no livro Os Irmãos Karamazov, de Dostoievski. Nessa história, Jesus retorna ao mundo, conforme profetizado na Bíblia. Ele aparece em Sevilha, na Espanha medieval durante a época da Santa Inquisição. Jesus faz alguns milagres, cura os cegos, ressuscita os mortos. Apesar disso, ele é preso pela Inquisição, mandado para a prisão, interrogado e finalmente queimado vivo como um herege. A mensagem é simples. A Igreja garante aos seres humanos o que eles necessitam para viver. Deus não é necessário. Apesar de ser uma obra antiga, a mensagem é muito apropriada para tempos de Felicianos, Malafaias e cia.

Amana disse...

Sobre essa história de uma religião achar q todo o resto da humanidade foi ou vai para o inferno, fico com o vídeo do Porta dos Fundos... http://www.youtube.com/watch?v=t11JYaJcpxg
"Adoro!", rs

Anônimo disse...

Eu tenho muito pé-atras quando as pessoas começam a discutir sobre religião.

Porque, invariavelmente aparece alguém criticando gratuitamente as pessoas relacionadas com a religião, e as instituições religiosas, sem o menor conhecimento.

Eu vivo em familia católica e isso nunca foi um problema. Tirando o "casar virgem" da minha mãe, que é muito mais explicável pela sociedade do que pela religião onde ela foi criada, a religião e a igreja sempre me fizeram muito bem. (acreditando ou não em deus, acreditando ou não no papa, eu tenho sim o direito de ser católica e não quero ninguem me xingando por isso)

Mas, no caso da menina, é muito *muito* **muito** estranho que os pais se dêem realmente bem sendo tão ferrenhos e de religioes diversas.

Essa história está mal contada! Ou a menina tem uma percepção de que os pais se dão bem, porque não "vê" as brigas, ou tem uma percepção exagerada do pai sendo ferrenho.

Não tem amor no mundo que faça um homem tão fechado e conservador se casar com "uma mulher que vai para o inferno"

E se ele era mais tolerante quando joven, ele não trataria a mãe tão bem porque se sentiria preso a alguém que "vai para o inferno".

Sem contar que se casar com alguem fora da sua religião é meio que pecado, né?

Então, meu conselho para a menina é simplesmente repensar essa magoa que é só dela. Para que levar em consideração o que seu pai fala? Ou então ficar ruminando isso dias e dias.

Uma hora ela vai se achar no mundo da religião. talvez a menina saia desse mundo. Afinal, isso também é uma escolha pessoal dela. E, assim como o pai fala que cada um salva sua própria alma (e concordo plenamente), ela pode salvar a alma dela decidindo ser agnóstica (e arcando com a consequência de frequentar 2 infernos no pós vida, né? um inferno do pai, um inferno da mãe)

Dani disse...

Então... eu tb sou dessa igreja, e acho que seu pai está bem equivocado ou então faz parte da turma dos "fundamentalistas" assim como meu pai.
Eu sou a favor do direito de escolha acima de tudo. Sou a favor dos gay, do direito ao aborto e sou feminista mesmo sendo evangélica.
Não acredito num Deus punitivo e muito menos que pessoas de outras religiões vão para o inferno. Aliás nunca escutei isso em nenhuma das unidades da igreja que já frequentei. Acredito que o há de levar alguém para o céu, são seus atos, e não o fato de estar em igreja X ou Y.
A igreja como instituição é um lugar para ir louvar a Deus, e não para tacar pedra em outras religiões. Jesus não fundou nenhuma igreja antes de morrer, então não tem nenhuma certa e nenhuma errada.
Sinceramente, acho que se seu pai não é aberto a diálogos, você vai ficar dando murro em ponta de faca. Deixa ele pra lá e siga o que você acha que é certo para você.
Eu sofri muito com o fundamentalismo do meu pai quando pequena, e hoje consigo ver que na verdade ele é somente um ignorante que não consegue enxergar um palmo à sua frente. Sabe cavalo com viseira, que só vê o que está a sua frente? É assim que vejo meu pai.
Eu tenho uma filha, eu a levo à igreja, passo para ela meus valores, mas nunca disse p/ ela sobre Deus ser punitivo, ou inferno ou diabo (aliás ela aprendeu essa palavra na escola). Não sei se ela vai gostar de igreja quando crescer, mas com certeza ela terá todo meu apoio para fazer a escolha que quiser.
Bom, um beijo grande!

Anônimo disse...

Concordo com a Amana, o vídeo do porta dos fundos é bem elucidativo! kkkk

Anônimo disse...

Na verdade, ambos vão para o inferno, porque ambos pertencem a igrejas que dizem ser a única que leva à salvação.
A cristã do Brasil diz que só ela salva.
E a igreja católica também diz que só ela salva.
Logo, ambas estão erradas.
Porque o único que salva é Jesus Cristo.

Daniela disse...

L., entendo exatamente o que vc está passando. Lá em casa é o contrário, minha mãe é que frequenta a Congregação Cristã do Brasil há quase 30 anos. Meu pai não tem religião e até hoje passa os dias ouvindo os sermões que ela faz, inutilmente.

Alguns fatos já me incomodaram muito, mas um em especial: uma irmã de minha mãe, uma tia muito querida, sempre foi o exemplo de mulher sofredora. Ela tbm era da Congregação, e lá aprendia que precisava tolerar um marido agressivo, adúltero (tinha outra família e todos sabiam) e vagabundo (ela o sustentava, além das 3 filhas folgadas que não faziam nada para ajudá-la). Um dia ela decidiu mudar. Parou de ir à igreja com tanta frequência e pediu o divórcio; resolveu cuidar de si mesma, emagreceu e passou a sair de vez em quando para dançar, se distrair. Ela nunca abandonou a fé, mas se recusou a continuar sendo aquela coitada de quem todos sentiam pena. Alguns anos antes de falecer, em 2004, ela conheceu um homem maravilhoso com quem se casou e viveu muito bem, feliz. Tudo isso debaixo de muita crítica por parte da própria família, quase todos crentes, e dos membros da igreja.

Quando ela faleceu, eu estava fora da cidade, mas soube depois que durante o velório a situação ficou tensa: as pessoas da igreja que estavam lá não permitiram que fosse tocado um hino fúnebre muito bonito que a Congregação possui. O motivo: ela tinha pecado em vida e deus não se agradaria se o hino fosse tocado para ela. Ela, a melhor pessoa que conheci na vida, um mar de bondade, alguém que só fez batalhar para se libertar da prisão de um casamento falido e tentar ser feliz, pelo menos um pouco.
Eu não acreditei quando soube. Mesmo tendo tomado suas decisões, ela jamais deixou de ir à igreja, jamais deixou de se identificar com a parte da mensagem que ela julgava realmente importante. Mas seus pares a julgaram indigna de receber essa última homenagem porque ela se divorciou e usava maquiagem...

A lavagem cerebral é impressionante mesmo... Minha mãe até hoje se arrepende de ter cortado alguns dedinhos dos cabelos há anos atrás, quando minha irmã a convenceu de que tirar as pontas é importante para manter o cabelo saudável. Minha irmã, então, aproveitou para tirar um pouco mais do comprimento e minha mãe surtou: juntou os fios espalhados pelo chão e os guardou numa caixa. Disse que quando ela morrer devemos colocar a tal caixa com ela no caixão como prova de seu arrependimento, já que uma mulher que corta os cabelos ofende a deus e pode não entrar no "reino dos céus"...

Enfim, tanta baboseira que é realmente difícil conviver com essas vítimas de lavagem cerebral. E realmente não entendo como um casamento pode sobreviver nessas bases.

Anônimo disse...

Quanta confusão que leio...
Gente dizendo que o que salva são os atos, como se alguém merecesse ser salvo.
Não, ninguém merece ser salvo e também não é uma igreja ou uma religião que salvam.
O único que salva é Jesus Cristo e ponto final, independentemente da igreja que a pessoa frequenta.

Tom Vasques disse...

Muito legal ler esse post e os comentários. Sei que existem estórias de intolerância desse tipo, mas nunca vivi isso em casa. Minha família é predominantemente cristã, mas tem de tudo, católico, evangélico, espírita, umbandista. Tem até esotérico e um ateu. O interessante é que eu sou budista e namoro um cara que é simpatizante do movimento Hare Krishna. E todo mundo se dá bem! Um verdadeiro milagre, né! Mas, no mínimo, mostra que é possível a convivência tranquila. É possível. Mas a gente tem que realmente valorizar e respeitar a sensibilidade e a subjetividade do outro.

Wellington Fernando disse...

Em minha opinião, a doutrinação religiosa de crianças deveria consistir em crime contra a humanidade. A escolha de uma religião só deveria ser imposta a adultos. Nomes como Sagan, Druyan, Clarke, Ritchens, Dawkins, Hawking, Saramago e tantos outros já mostraram o quão nociva a imposição de uma crença pode ser para uma criança. Mas talvez seja demais pedir coerência para aqueles que nunca a tiveram, infelizmente.

sofia c disse...

Sou socialista e muçulmana, e já passei por situações parecidas com a da L., mas era mais um conflito interno do que com familiares e amigos. Vou deixar aqui um link de um bloguinho (em inglês) pra quem quiser conhecer melhor o Islam, especialmente a L.
http://partytilfajr.tumblr.com/

Valéria Fernandes disse...

Li o post e achei muito curiosa a preocupação da leitora. Veja bem, conhecendo a forma como a Congregação Cristã do Brasil se estrutura, acho que o pai da moça deve amar muito, muito mesmo sua mãe, porque, via de regra, a tendência é que se casem dentro do próprio grupo. Aliás, as comunidades religiosas mais tradicionais pressionam muito neste sentido. Outra coisa muito surpreendente é que tenham deixado que ela escolhesse a qual religião seguir, sei que sendo criança ainda na época, podemos tecer várias críticas e coisa e tal, mas deixar escolher não é coisa que fanático religioso faça. Não é mesmo! Mais que isso, entre os religiosos praticantes o comum é carregar seus filhos para a igreja e ponto final. Se pertencem a religiões diferentes, isso pode ser motivo de conflito constante.

De resto, falando para a autora do post, acredito que você deveria se incomodar menos com o fato de seu pai acreditar que sua mãe – e você por tabela – vão para o inferno. Sua mãe é a principal ofendida nas suas palavras, mas, pela minha leitura, quem se ofende é você. Será que vale a pena se estressar com algo que você supostamente não acredita ou coloca entre suas prioridades?

Falando como religiosa (Protestante/Batista) casada com um ateu, que não raramente se desfaz da minha fé sem ter lá grande sensibilidade em ver que está sendo grosseiro, sei bem o tipo de tensão que pode se estabelecer dentro de uma casa quando uma das partes quer se impôr a outra. Observei minha mãe tentando impôr ao meu pai e a mim durante toda a minha infância-adolescência-juventude a visão de fé que ela tinha. E freqüentávamos todos a mesma igreja. Era opressivo, era angustiante, e ela me disse pelo menos uma vez – eu só tinha NOVE ANOS – que eu iria para o inferno por ter medo de morrer. Aquilo me atormentou deveras, até que desencanei e separei agradar a Deus e seguir o que minha mãe queria que fosse feito. Ela queria que eu fosse sua réplica mais jovem, algo que eu não conseguiria ser, tampouco desejava para mim.

Hoje, oro por meu marido e sua conversão, mas não encho o saco dele dizendo que vai para o inferno e coisa e tal. Certamente, teremos alguma rusga quando nossa filha nascer, mas cada coisa a seu tempo. Seu pai deve orar por você e sua mãe, deve ver isso como dever. Agora, é possível, também, que a profissão de juiz e as posições religiosas se misturem dentro dele, mais do que isso, as pessoas mudam com o tempo; não são estáticas. Meu conselho é desencane. Se o problema é entre ele e sua mãe e os dois se dão tão bem, deixe que eles resolvam. No entanto, pelo texto, o problema parece ser com você. Aos 17 anos, eu já tinha 90% das minhas nóias religiosas resolvidas. Dê tempo ao tempo.

Bruna França disse...

O seu pai errou em nao explicar qual seria o conceito de inferno q ele tem. Errou tambem em expressar esse tipo de pensamento sobre sua mae, pois se ela tem uma fe, qualquer biblia, seja ela a catolica ou a protestante, diz a mesma coisa: nao julgaras. E outra: Nos sempre achamos q ir pro inferno significa que iremos passar a eternidade queimando num caldeirao de fogo com o diabo atras de nos pra nos atormentar etc. Pelo que estudei da biblia aparentemente o inferno eh um local onde nao ha Deus, isto eh, se vc vive sem Deus na terra quando morrer vai precisar de Deus pra q? Enfim, sao teorias, sinto mto por esse conflito existir na sua casa. Tente ser compreensiva com seus pais, as vzs as pessoas ficam intolerantes quando frequentam instituicoes como igrejas evangelicas, mas chega uma fase em q isso passa pra mta gente e as pessoas encontram um equilibrio mais harmonioso, seja dentro daquela crenca ou nao. Bjs

Cora disse...


se todas as religiões estiverem corretas, nos encontraremos todos no inferno.

assim, pra que esquentar a cabeça com isso?

negócio é viver e deixar viver.

religião deveria servir apenas para conforto espiritual pessoal em vida. quando se torna mais do que isso, passa a ser doença.

vejo vocês lá, galera!

Luiza Bairros disse...

Religião é algo nocivo. É só ver os comentários dos crentes aqui pra ver o que eles são capazes de fazer pra defender sua religião. Criticar a menina como se ela estivesse errada em se preocupar ao saber que seu pai acredita que sua mãe vai para o inferno... Por favor né. O erro é da dele, do pai que apesar da instrução que possui se deixou envolver por uma religião, da igreja que não para controlar seus fiéis - no fundo só o que eles querem - não teve pudores em incutir seus inúmeros preconceitos na cabeça de milhares de pessoas, e até de sua mãe que aceita a situação. Menos dela, a menina! Eu já fico chocada em saber que existem pessoas no mundo que acham que os gays, ateus irão para o inferno, imagine se eu soubesse que meu próprio pai acredita que minha mãe vai para o inferno. Bom, como eu já disse religião é ódio e nao amor e não faz bem à ninguém. Eu nunca iria me casar com um homem religioso e acho que todas deviam fazer o mesmo. Só espero que o brasil um dia tenha os índices de educação da suécia, finlândia, pra que a religião seja praticamente extinta do país, como é atualmente nestes países onde a maioria da população é atéia.

Sara disse...

Cada vez mais eu percebo o quanto a religião divide e provoca intolerâncias entre as pessoas.
Estive nesse feriado em uma bonita festa da minha família paterna em outro estado, a festa teve a intenção de reunir todos os descendentes de meus avós, e havia muitas atividades para integrar todos.
Tudo estava maravilhoso até que incluíram na programação uma missa, chamaram uma conhecida autoridade católica da região para celebrar essa missa, participei de todas as atividades propostas com muita alegria menos esta.
Não demorou para que muitos começassem a me tratar como E.T.
Percebi o desconforto em algumas pessoas que pertenciam a outras religiões tb.
Pra mim esta cada dia mais difícil perceber algum beneficio que ter uma religião possa trazer, mas ver claramente o estrago que a religião faz, é bem fácil.

Koppe disse...

"Após o nascimento de uma bela princesa em um reino distante, amigos foram convidados para uma festa de batizado. O Rei era católico, a Rainha era evangélica. Após muito divergir sobre a cerimônia apropriada, ficou decidido que realizariam ambas as cerimônias em uma única festa. Amigos e representantes destas religiões foram convocados para o grande evento no Palácio Real.

Entretanto, surgiu um rumor no meio da festa: pairava sobre a Princesa uma maldição terrível. O representante da religião católica acusava o pastor evangélico de ser o responsável pela maldição e vice-versa. A maldição dizia que um dia a Princesa deveria optar por uma destas religiões e que quando este dia chegasse, se a Princesa optasse pela religião errada, ela cairia em um sono eterno pela punição de Deus...
"

Continuação: http://www.desfavor.com/blog/2011/10/bela-adormecida/

disse...

Oi pessoas!
Concordo com alguém que disse que nem toda a religião é intolerante... quando criança tive algo meio parecido com a escolha que a autora do guest post fala, mas no meu caso foi entre a igreja católica e o espiritismo kardecista. Eu fiz catequese no meu colégio católico e ia no centro, minha mãe também tava conhecendo o espiritismo depois de uma vida de catolicismo não praticante. Depois da 1a comunhão ela me perguntou onde eu queria continuar indo Decidi o centro espírita sem nem piscar.
Acho que o negócio é buscar algo que dê paz ao coração, que faça buscar o bem para si e para os outros... O Chico Xavier disse uma vez: "Se Allan Kardec tivesse escrito que ´fora do Espiritismo não há salvação´, eu teria ido por outro caminho. Graças a Deus ele escreveu ´Fora da Caridade´, ou seja, fora do Amor não há salvação."
Assim... caridade é tolerância, generosidade, respeito, compreensão, aceitação das diferenças e do que não está nas nossas mãos, e tudo isso é amor. Não se precisa de religião pra isso. É um jeito de viver de interagir com o mundo.
Bjs e boa semana!!

Suzana Neves disse...

Não tenho religião meu marido diz que tem, mas não frequenta até nos conhecemos em um grupo de jovens da igreja católica estava perdida por lá, tenho um filho e digo coisas como dorme com Deus e Deus te abençoe mas na realidade nem sei se acredito.E nem o que ensinar a ele, Meu pai foi ateu quase a vida toda e agora frequenta essa mesma igreja.

Cora disse...


pensando melhor (ou pior, nem sei mais), chego à conclusão de que já estamos no inferno.

ele é aqui. e está nos outros. sem escapatória. pra ninguém.

o inferno são os outros. literalmente.

Anônimo disse...

Cocei minhas mãos pra deixar um comment aqui, meu primeiro, sempre muito tímida até pra participar...

Me parece que o foco passa longe da religião, mas eu o enxergo na personalidade do pai, que ama mas tem conflito com esse sentimento, e projeta na esposa, que tenta não ser tão submissa. Ele a culpa por isso, e a punição é joga-la no fogo do inferno, mesmo que ele pense que possa se arrepender depois...
afinal, todas as religiões pregam a tolerância, a paz, a compreensão, o perdão... se bem interpretadas e bem vividas...
Homens e mulheres com algo de "maus" dentro de si é que projetam pra fora as interpretações errôneas e ortodoxas de julgamento, de ódio, de perseguição, de estreiteza de visão, de preconceito...
Me chamou a atenção a dinâmica de relação desse casal, me cheira um certo desrespeito, que coisa de tão grave um mulher pode ter feito pra receber uma punição tão séria assim, afinal? Esse pai não é tão ignorante, é um juiz federal, sabe de leis, não teria como racionar e pedir/pensar com leniência pra sua mulher? sendo-a proba, genitora se sua própria filha... sei não, nessa história, nesse angu, diria que tem caroço, que tem alguma coisa errada que não tá certa... alguma tipo de desequilíbrio já pré-existente nessa relação, que esse "pseudo" conflito religioso aparentemente tá sendo simplesmente o sinalizador de algo que não tá nada, mas nada de bem nesse Reino da Dinamarca....
Nada é tão simples sem saber mais detalhes sobre a vida pregressa da família do casal, da história individual de casa um, etc, etc...
mas, contudo, não obstante, todavia, seria leviano falar qq outra coisa, mas que têm, têm!!!

Carol Bianchi Sampaio disse...

Eu não vejo diferença entre um ateu marxista e um evangélico radical. Os dois fazem e defendem a mesma coisa, o extremo radicalismo. Apenas que estão em polaridades opostas.

Da mesma forma que o governo cubano fuzilou os Testemunhas de Jeová, os Talibãs fuzilam os não islâmicos. Da mesma forma que Stálin massacrou os judeus, os judeus massacram os palestinos.

Não tem diferença.

Malala Yousafzai defende que a religião islâmica é mal interpretada pelos Talibãs e usa o seu véu com muito orgulho. Isso sim eu acho um bom exemplo.

Jackie Santana disse...

Eu tenho 32 anos e nasci num lar cristão, toda a minha família do lado da minha mãe e pai são da Congregação como minha vó conta q a mãe dela já era da congregação antes dela nascer. Qdo criança minha mãe levava eu e meu irmão aos cultos não como forma de impor a religião mas acompanhávamos pois não iriamos ficar sozinhos em casa .A religião nunca me foi imposta mas é claro que minha mãe gostaria que me batizasse na congregação mas é uma escolha pessoal. Qdo vc falou que seu pai acha que sua mãe vai p/ o inferno lembrei de uma conversa que tive com a minha mãe na adolescência, eu sempre quis ser atriz e minha mãe nunca me proibiu de fazer aulas de teatro mas um dia eu falei que ela não me incentivava ( sabe dando apoio moral) e ai ela respondeu : "Talvez seja por que eu me preocupe com a salvação da sua alma." O que é bem parecido se eu for atriz vou pro inferno senão ainda tenho salvação, e eu achei mto bonito, pq toda mãe quer o melhor p/ seu filho, sendo minha mãe uma pessoa que acredita em céu e inferno nada mais normal do que ela desejar a minha salvação veja bem ela nunca me proibiu de ser atriz ou de estudar p/ ser todos os cursos que fiz na adolescência foi ela que pagou mas isso não elimina o fato que ela se preocupa c/ a minha salvação. Acho que no seu pai também dói e ele também se preocupa c/ a salvação de vcs pq que faz parte de ser a pessoa que ele é , não é que ele esteja desejando o inferno p/ sua mãe . Faz parte, vc tem que entender as pessoas dentro de suas crenças e respeitar principalmente em se tratando dos pais.
Eu não frequento nenhuma religião mas estou fazendo catequese, não vou muito a missa, estou indo p/ conhecer mesmo , eu sinto sim a necessidade de frequentar uma missa , um culto me faz bem. Eu vou na congregação também , adoro os hinos , sempre cantei os hinos de jovens p/ meus filhos como música de ninar.
Tem mta coisa que gosto na congregação e tem coisas que não me identifico, mto que aprendi sobre as doutrinas aprendi com meu vô.
Meu vô falava cabelo até a altura do ombro tá bom não pode passar, meu vô foi tesoureiro de sindicato de metalúrgicos, tinha posições fortes sobre política, não era alienado e antes de ser da congregação foi católico.
Na congregação vc não pode ser político ou artista, ter uma vida "pública", o que digamos em tempo de bolsonaro e feliciano é um alivio , canal de tv , site , nada deste tipo oficial vai ter e já vi pedirem na igreja p/ não serem feitos . Já vi ancião da congregação pedindo p/ não irem evangelizar os índios, pedindo p/ respeitar a cultura mas isso não quer dizer q não tenha coisa errada na congregação, há em todos os lugares .
Minha mãe foi mto reprimida pela minha vó mas não por causa da religião mas pq ela é mulher e como tal minha vó cobrava uma atitude adequada.
Tive mto problema com meu pai na sua idade , uma vez numa discussão disse que ele não tinha me criado que minha mãe é que tinha ( meu pai é engenheiro civil então sempre estava fora de casa trabalhando em outras cidades ) e ele respondeu: " vc não tem comida na mesa, casa pra morar, roupa pra vestir sou eu que ponho dinheiro em casa". E isso não tem nada haver com religião (meu pai largou a igreja a mto tempo) e sim pq meu pai foi criado p/ ser chefe de família, a função dele é sustentar a família , conversar c/ filho, ser carinhoso presente e é claro responder pelos problemas que os filhos dão é função da mãe, isso pq minha mãe também trabalhava fora.
Resumindo eu sou de uma família que é da congregação desde os primórdios fui mãe solteira e nunca me senti excluída ou discriminada ou forçada a ser da mesma religião pelos meus familiares. E pelo que parece seu pai também não te obriga e ele também não é obrigado a dizer que aceita se ele não aceita cada um tem sua visão e devemos respeitá - la.
Fundamentalista existirão em todas as religiões, filosofias e ideologias faz parte também.
Eu costumo falar que todas as religiões são boas no papel são os seres humanos que estragão elas.

Julia disse...

Minha família apesar de se dizer católica está bem longe de praticá-la. Minha mãe tem imagem de santa na sala, e tal, mas acho que a última vez que ela foi a missa foi antes de eu nascer.

Meus pais decidiram esperar a gente crescer pra escolher a religião. O que ouvi foi que meu pai não deixou nos batizar. Acabamos não escolhendo nenhuma.

E ninguém se abalou quando minha irmã se assumiu atéia e eu agnóstica.

Ainda bem que minha família é tranquila quanto a isso, se não a nossa convivência seria um inferno. Minha tolerância com religião/gente religiosa é baixíssima.

ka Lima disse...

Gente é sempre essa eterna guerra das religiões e dos seus infernos.
Minha família quase toda é evangélica, mas eu nunca fui muito à fim de ir à igreja aos domingos.
Eles conseguiram converter a minha irmã, mas a mim nunca conseguiram, minha avó diz que eu tenho o coração duro do meu pai pra religião. Eu sempre achei engraçado como tudo que acontece na minha família de ruim é culpa do demônio e nunca deles.
Por exemplo, minha priminha de 2 anos tem tudo o que quer, na hora que quer mas morre de fazere birra qunado é contrariada. E o culpado pela birra dela é o demônio.
Mas hoje eu determinei que a minha religião, é não ter religião. E vivo muito bem com isso. Amo à Deus e pra mim tá muito bom assim.

Anônimo disse...

Na escola sempre tive amigas de outras religiões (sou de família católica), nunca me preocupei com isso. Mas me lembro de uma amiga da Cristã me dizer que eu iria para o inferno por não ser da religião dela, só os participantes da Congregação Cristã seriam os escolhidos. Felizmente nunca acreditei que se Deus realmente existisse fosse se comportar deste modo, mas fiquei triste por minha amiga pensar que eu e outras meninas de 14/15 anos normais como ela, com sonhos parecidos iriamos para o inferno apenas por não frequentarmos a igreja dela.

Ana

RavenClaw~ disse...

Como disse a Cora: nos vemos no inferno galera! =D

Anônimo disse...

Novamente um impositivo moral do qual podemos ou não ser condicionados, a religião. No caso específico do pai da autora do post, penso que ele, provavelmente, deve ser intolerante ou autoritário com relação à religião a que outras pessoas pertencem, a ponto de tentar converter sua esposa e de causar discussões que trazem mal-estar à autora do post. Qualquer autoritarismo é ruim e pressupondo mesmo que isso esteja acontecendo com o pai dela, penso que pode refletir também no ambiente em que ele trabalha. Espero que esse não seja o caso em questão,pois seria péssimo.

Zâmike Zeny disse...

Que escolha difícil numa idade que ainda não dá pra escolher que religião quer seguir.

"Mas a maior parte das crianças não têm escolha alguma. Elas são doutrinadas na religião da família e acabou. E, imagino, deve ser isso que perpetua as religiões."

Sem sombra de dúvidas, Lola. A lavagem cerebral nas crianças é o que garante essa perpetuação.

Sofri essa lavagem até os 19 anos, fiz 1ª comunhão, crisma ia às missas... Mas só depois de me distanciar de tudo aquilo, deixando minha cidade, tive a oportunidade de ver o que aqueles sem religião, os ateus, tinham a dizer. Depois disso tive a certeza de que eu nunca tinha escolhido fazer 1ª comunhão, nunca tinha escolhido fazer a crisma.

Não dá pra fazer uma escolha quando só se conhece uma única coisa, não só por isso, para fazer escolhas é preciso ter maturidade e isso a L., eu, tantas crianças nesse mundo a fora não tem, somos obrigados a seguir uma.

Anônimo disse...

Eu sou espírita, mas a cidade onde moro só tem católicos, evangélicos e crentes da Congregação Cristã do Brasil. Não tem centro espírita aqui. Quando não vou a missa ou culto, questionam minha conduta, inclusive sou muito discriminada por isso, mas moro nesta cidade e não me importo se vão me tratar com cordialidade ou não, porém atitudes assim mostram falta de respeito, intolerância e preconceito com quem não partilha dos mesmos "ensinos religiosos", mas adianta ir a procissão, fazer novena, comparecer ao culto se existe mesquinhez? Falsidade? Humanidade? Isso para mim é coisa de gente hipócrita e este é um dos piores males.

donadio disse...

"Em minha opinião, a doutrinação religiosa de crianças deveria consistir em crime contra a humanidade. A escolha de uma religião só deveria ser imposta a adultos."

De que jeito?

Os seres humanos precisam ser socializados; não se pode manter crianças em redomas até atingirem a idade adulta. E elas serão expostas à religião, se não as dos pais, as dos professores, dos colegas, dos vizinhos.

Então porque é que eu vou deixar de dizer bem claramente aos meus filhos que Deus não existe (ou seja, de "doutriná-los" no ateísmo)? Para que eles aprendam fora de casa que pessoas que pensam diferente vão para o inferno?

"Nomes como Sagan, Druyan, Clarke, Ritchens, Dawkins, Hawking, Saramago e tantos outros já mostraram o quão nociva a imposição de uma crença pode ser para uma criança."

Qual é o grupo de controle, isto é, quem são as crianças a quem nenhuma crença foi imposta?

Zâmike Zeny disse...

"Misturar crença, dogma, religião, instituições religiosas e pessoas religiosas sob um mesmo guarda-chuva é um problema, não desenvolve a crítica e leva a erros monstruosos."

Se é um erro monstruoso, não sei. Mas sei que tudo isso num caldeirão dá uma grande sopa de merda. É tudo muito afim.

Cada instituição religiosa, constituída por pessoas religiosas estão sempre impondo seus dogmas a alguém ou sobrepujando outras crenças/religiões.

Elaine Pinto disse...

L., deve ser angustiante para seu pai essa certeza de que sua mãe vai para o inferno. Pelo que você nos conta, ele realmente acredita nisso. Eu teria mais pena do que raiva, até porque a parte que deveria se sentir ofendida nessa história toda, a sua mãe, parece não ligar.

donadio disse...

"Só espero que o brasil um dia tenha os índices de educação da suécia, finlândia"

Educação é uma coisa muito boa, e eu sou inteiramente a favor.

Mas........ os dois países com melhores índices de educação na década de 30 do século passado eram (nesta ordem!) 1) Japão e 2) Alemanha.

Zâmike Zeny disse...

"Então porque é que eu vou deixar de dizer bem claramente aos meus filhos que Deus não existe (ou seja, de "doutriná-los" no ateísmo)? Para que eles aprendam fora de casa que pessoas que pensam diferente vão para o inferno?"

HÃÃÃÃÃ!!??

É bem diferente de você (nós), ateu(s), falar sobre a descrença e/ou inexistência de um deus com seus filhos sem ter que arrastá-los pra templos aos domingos de manhã.

Chega a ser ofensivo ao ateísmo falar "doutrinar no ateísmo". Com o ateísmo não se doutrina ninguém, apenas se iniciam discussões acerca disso, cabendo aos indivíduos escolherem se acreditam ou não. Não há uma frase de efeito do tipo "Acredite no ateísmo ou arderá no frio do inverno quando morrer". Diferente das religiões que, em sua maioria, têm essas ameaças que significam muito para os adeptos, convencendo-os a segui-las.

Anônimo disse...

Se eu fosse a autora do post começava a ir nos cultos do pai, está em processo de instalação uma teocracia evangélica no Brasil, é importante tornar-se ignorante desde já...Questão de sobrevivência.

Zâmike Zeny disse...

"Mas........ os dois países com melhores índices de educação na década de 30 do século passado eram (nesta ordem!) 1) Japão e 2) Alemanha"

Tá, donadio(?). Mas só porque esses países fizeram o que fizeram significa que todos o farão... ah tá!

Mena disse...

É chato alguém vir apontar o dedo na sua cara e determinar que por n fatores místicos você vai pra um tal de inferno? É! Mas sabe de uma coisa? Já me incomodei muito com isso (metade da minha extensa família é evangélica), mas hoje não me importo. Quando um amigo ou parente evangélico vem falar isso para mim, sei que eles vem com as melhores intenções, que no caso, é me salvar de ir para o inferno. O fato é que nem eu nem eles vamos mudar de pensamento, então não vou discutir, até agradeço pela consideração. Inclusive devo ser meio incisiva em minhas convicções, pois ninguém insiste por muito tempo. No pior dos casos, quem sofre mais são eles, por saber (sim, eles tem convicção disso, fazer o quê) que um ente querido vai arder pela eternidade, não é?

Anônimo disse...

Bom, as crianças quando nascem são inseridas em uma cultura, não vejo problemas da religião ser apresentadas a elas desde cedo, havendo claro espaço para a crítica e a reflexão, mais tarde, adultas, caberá a elas optar por continuarem ou não na fé dos pais. De outro ponto, não há na religião apenas problemas, há valores a serem transmitidos, e esses valores em geral são bons e positivos, de fato, não se vê muitos jovens envolvidos com religião com problemas de drogas, violência e desrespeito, lógico que elas não possuem o monopólio da ética e da virtude, mas que são um dos caminhos para ter a cesso a esses valores, há isso são.

rafael.
agnóstico.

Anônimo disse...

A sua história mostra como é possível encontrar intolerância e respeito dentro de uma mesma religião. Seu pai acha que sua mãe vai para o inferno. É tão absurdo que parece até engraçado, desculpe. Mas, olha só, sua mãe não liga, segue a própria religião e até deixou você escolher se queria ir com ele aos 9 anos. Ela não se converteu, mas eles decidiram ficar juntos, se amam e se dão bem. Pra mim é uma prova de que é possível conviver com pessoas de religiões diferentes. No final, você decidiu não seguir nenhuma, eles te tentaram te convencer, ou seja, argumentaram, como você também fez. Se você falou é porque eles te ouviram.(na minha casa por exemplo, não se ouvia a opinião de crianças, e ninguém seguia religião alguma) Ninguém mudou de opinião, mas todos ainda se amam? Pelo seu relato parece que sim. Parabéns pela pessoa que você se tornou e pense que se o seu pai que é de uma religião fechada e rígida e consegue conviver com a sua mãe e com você e ama-las; se a sua mãe que é de uma religião tradicional e conservadora consegue conviver com o seu pai e com você e ama-los, então você também pode ser tolerante. Todos podemos.

Anônimo disse...

Donadio, e no Japão e na Alemanha a religião está em alta como aqui?


Então porque é que eu vou deixar de dizer bem claramente aos meus filhos que Deus não existe (ou seja, de "doutriná-los" no ateísmo)? Para que eles aprendam fora de casa que pessoas que pensam diferente vão para o inferno?

Ateístas falando que fulano vai pro inferno? como isso seria possível? Ateístas tbm não são anjos, mas o que Lola falou foi simplesmente não empurrar crianças pra uma religião só porque vc, como pai/mãe, segue. Se quando chegarem a adolescência (ou até mesmo antes) eles quiserem seguir uma religião, que sigam por vontade própria. O pai da Lola era ateísta mas respeitou sua decisão de ser católica quando ela tinha 13 anos e até ia à missa com ela.

MCarolina disse...

Claro que sua mãe está tranquila. Ela sabe que não vai para o inferno.

Anna disse...

Não concordo com quem diz pra ela ''deixar pra lá'' quando isso obviamente a incomoda. Acho que todo mundo aqui já viu o pai ou mãe falar algo grosseiro pra outro. Pode não afetar a pessoa em questão mas afeta os filhos que ouvem né..

Sugiro que você converse com seu pai e mande ele parar de dizer que sua mãe vai pro inferno porque isso está te deixando perturbada. Me lembro de um post aqui sobre divórcio dos pais e a autora do post ou alguém nos comentários disse que o pai só parou de falar da mal da mãe dela quando ela (a filha) começou a chorar dizendo que estava incomodada com isso. Seu pai talvez não saia dessa zona de cegueira, mas ele pode aprender a medir suas palavras.. Isso não é jeito de se falar da esposa com os filhos (ou com ninguém pra falar a verdade).

Wellington Fernando disse...

@donadio
De que jeito? Os seres humanos precisam ser socializados; não se pode manter crianças em redomas até atingirem a idade adulta. E elas serão expostas à religião, se não as dos pais, as dos professores, dos colegas, dos vizinhos.

Veja bem: ter o apoio e a confiança dos pais é determinante neste aspecto. Por mais que a sociedade diga a uma criança que ela vai para o inferno se ela não seguir a religião 'X', o que determina na maioria das vezes a religião de uma criança é a crença dos pais. Acho insano exigir de uma pessoa que ela escolha a sua religião antes da maioridade, porque não há discernimento pleno para tal. E respeitar a liberdade religiosa e de pensamento de uma pessoa é diferente de "doutrinar no ateísmo". A criança deve ter a liberdade de participar de cultos se quiser, mas isso não deve ser imposto pelos pais.

Quanto a "Qual é o grupo de controle, isto é, quem são as crianças a quem nenhuma crença foi imposta?", como já dizia Buda: "Toda grande caminhada começa com um simples passo". É uma mudança gradual. Mas ter o apoio e a coerência dos pais neste aspecto é imprescindível.

Mas se nada disso for possível, que ao menos exista mais educação e respeito a diversidade de crenças e descrenças.

Mari disse...

Poderia ser bem pior se sua mãe resolvesse discutir com ele... é melhor assim, porque não há brigas, afinal de contas ele está errado mesmo.

aquarela surrealista disse...

toda religião deve ser encarada como um fato cultural,uma diferenciação necessária entre as crenças;toda crença deve ser encorajada a ser tolerante e as pessoas sempre a serem compreensivas,pois a base da religião é a caridade,não o que chamam de fundamentalismo,esse aí não faz bem,não...é por isso que o povo religioso de determinada comuna é encorajado a darem-se em casamento entre si,para não haverem estes conflitos...agora,é amadurecerem as idéias e se aceitarem...uma igreja aceita pessoas de vários niveis sócio-culturais,e cada uma vai ter um entendimento doutrinário,de um mesmo conjunto de dogmas ou doutrinas...resta a cada um de nós seguir o que achar melhor,e se algo ainda incomoda a moça,creio eu,assim como Valéria disse,ela precisa se acertar sozinha,é um caminho meio solitário mesmo este...

Anônimo disse...

Meus pais são da Congregação Cristã no Brasil, uma das minhas irmãs também, porém meu irmão é católico e eu não sigo nenhuma religião, vou à igreja quando quero e independente de qual seja.

Acho que o seu pai está errado de dizer que sua mãe vai para o "inferno" apenas por não frequentar a mesma religião que ele, mas gostaria muito que você não generalizasse.

Eu frequento a Congregação, conheço sua doutrina e concordo que em muitos aspectos ela é machista e muito conservadora.

Minha mãe frequenta a igreja desde que nasceu, meus avós foram ancioes (o equivalente ao pastor, ou ao padre, acredito), porém não existe essa discriminação por parte da minha família. Meu tio é kardecista, e toda religião na minha família é, acima de tudo, respeitada.

Entendo sua queixas e sei que não deve ser legal viver com seu pai dizendo essas barbaridades, mas não queria que você generalizasse a religião por isso. É culpa do "fanatismo" do seu pai, e não apenas da Congregação.

donadio disse...

"Tá, donadio(?). Mas só porque esses países fizeram o que fizeram significa que todos o farão... ah tá!"

Leia de novo o que eu escrevi; eu não disse nem sugeri isso. Pelo contrário, deixei bem claro que educação é bom e eu sou a favor.

O que a educação não é, é essa panaceia que algumas pessoas imaginam (se todo mundo tiver educação, a pobreza acaba, a religião, ou pelo menos o fundamentalismo, acaba, a guerra acaba, a opressão política acaba, a corrupção acaba, etc, etc, etc). Esse tipo de coisa é uma grande bobagem.

Andréa disse...

Querida, não tive paciência para ler os comentários, então não sei se alguém já disse isso, mas eu tenho uma visão um pouco diferente da sua história. Não quero menosprezar sua aflição, mas eu considero a relação dos seus pais uma bela prova de amor e respeito, considerando o q vc disse e as limitações de cada um por causa da crença. Pessoas religiosas levam sua fé muito a sério e sim, seu pai provavelmente acha que sua mãe vai para o inferno mesmo. E ainda assim, ele se casou com ela, teve filhos, constituiu família e ainda estão juntos. E ela está tranquila pq sabe que não vai para o inferno e considera a família e o relacionamento mais importantes do que isso. Tudo bem que pela religião de ambos, divórcio é errado, mas quando eles se casaram, essa questão já existia, certo? Eles discutem? Claro, seria pedir demais não querer que isso aconteça, mas eles estão juntos, apesar de uma diferença que para muita gente inviabilizaria um relacionamento. Meus pais têm convicções religiosas muito parecidas e se separaram, pq não souberam valorizar a relação e a família, até ficarem completamente infelizes um com o outro. Espero que minha visão te ajude a enxergar isso de outra maneira e te traga conforto.

Anônimo disse...

Discordo de "Aposto que crianças que crescem sem religião e são encorajadas a escolher sua crença apenas quando adultas optam por não ter religião alguma (existe alguma pesquisa sobre isso?).". Meu pai nunca teve nem aí pra religião, e minha mãe tbm se afastou. Nunca tive muita influência religiosa.

Mas agora, amadurecendo, me tornei católico, e isso me fez muito bem.

Anônimo disse...

Nossa, sua história é parecida com a minha, Meu pai é evangélico e minha mãe católica.Meu pai acabou de brigar comigo por que Não quero ir a igreja mais ele quer me obrigar a ir para um canto que não tenho certeza que é essa religião que quero seguir,tem muitos conflitos aqui em casa por causa deste assunto e se eu for para uma das duas igrejas sempre acabam reclamando cmg pelos dois lados mais é como disse para eles não existe religião para Deus, não é pq não estou frequentando a igreja que não acredito em Deus e não gosto quando meu pai diz que só os evangélicos vão ter a salvação.
isso me sufoca esses tipos de conflitos principalmente por conta de religião.

Jefte Lima disse...

Ola.
Não sou nenhum pensador, e tão pouco especialista no assunto, mais posso dizer algo pessoal.
"Ter ou não ter uma religião não é problema, mais sim o que se faz para fazer as pessoas serem influenciadas é outra coisa, pois é isso que a religião faz, "obrigar o que o outro tem a fazer, segundo a sua ideologia, e isso é errado.
Seu pai, de certo modo a vista grosa dele, ele esta certo apenas em apenas seu ponto de vista, pois é isso que ele acredita, e ele quer o melhor para você no que ele acredita.
Já a sua mais, também esta certa em seu poto de vista fino.
Engraçado, ponto de vista groso e fino.
Pois, é. Assim é o jeito certo para ele, seu pai acredita no que ele acredita, ao ponto de vista religioso "CRENTE" as pessoas vão para o inferno, e é nisso que ele acredita, pois ele quer livrar as pessoas de irem para o inferno, principalmente as que ele ama, pois dizer que la sera ruim, mais não deve ofender e nem obrigar a ninguém a fazer o que realmente ele quer ou acreditar, pois ai ele estará entrando no que não permite a ele, mudar sua decisão pessoal e no caso, religiosa, ele sabe bem sobre isso, pois a constituição no artigo 5- diz"(A constituição Federal prevê que ninguém será privado de direitos por motivos de crença religiosa ou de convicção filosófica ou política, constatado no artigo 5- da constituição nacional.) e também, nos termos religiosos, Jesus diz: "(De maneira que cada um de nós dará conta de si mesmo a Deus, esta escrito em Romanos 14.12)"
Ou seja, éle que proteger, mais esta oprimindo, coisa esta que não pode fazer.
Já a sua mãe, pelo que parece, é uma pessoa que sabe muito bem desta forma religiosa de pensar, e não responde em questão de inferno, porque pra ela, isso não vai alem de palavras, e isso é a coisa mais perfeita que uma pessoa tem que fazer, mais ela tem o direito dela de acreditar que esta fazendo o que é certo. Já seu pai esta fazendo o que é errado diante da palavra que ele julga estar certo.
Mais você deve ter a consciência de que religião nenhuma levara alguém a algum lugar, mais é bom você ir em alguma igreja apenas para poder saber mais de como fazer o bem para o próximo, isso é se você já não saiba bem já, apenas uma ideia.
Mais ame os, e com muita calma coloque o que você acredita em cada coração de ambos, pois o que eles precisam tem é equilíbrio, e isso quem acabou tendo é você.
Mostre a eles isso, pois é isso que eles precisam, e a seu pai induza a ir contigo e sua mãe em algum lugar para se divertir, pois ai sim eles vera que a verdadeira e pura religião e a que a família esta muito bem juntos, e se divertindo, pois é o que Jesus Cristo sempre quis, unir, e estar no meio de uma família feliz."
Entre em minha pagina, e leia alguns artigo, que a ajudara muito, espero.
Boa sorte.

Anônimo disse...

Minha mãe depois q entrou pra congregação cristã do Brasil ..ela virou um inferno dentro de casa ..consumiu com um monte de pertences meus...isso só começo..mto triste não sei oq faço mais ..tá mto difícil
16993024530 se alguém puder me ajudar por favor