sábado, 13 de abril de 2013

GUEST POST: QUANDO O DESCASO MÉDICO VIRA ABUSO

A H. me enviou este relato, tão horrível quanto comum. Lembrei de casos de violência obstétrica e também fiquei pensando se uma criança rica teria de passar por isso que a H. narra.

Aos 3 anos de idade eu tive um problema renal muito sério, e por anos tive que fazer tratamento médico para esse problema. Dentro desse tratamento eu tinha que fazer periodicamente (em média de 3 em 3 meses) um exame chamado uretrocistografia. Esse exame consiste na introdução de uma sonda no canal urinário, para encher a bexiga com um líquido contraste. Com a bexiga cheia desse líquido, são feitas radiografias para avaliar se há refluxo de líquido da bexiga para o rim. Como minha família não tinha recursos, todo o meu tratamento foi feito em hospitais públicos, inclusive esses exames.
O primeiro exame de que consigo me lembrar, talvez com uns 5 anos, foi num hospital universitário. Eu me lembro de estar nua, morrendo de medo, numa mesa gelada, rodeada de estudantes de medicina que manipulavam meu corpo. Me lembro da sensação horrível de ter aquelas pessoas mexendo em mim, mexendo na minha vulva, passando aquele negócio gelado (que hoje eu sei que era uma substância à base de iodo para matar bactérias, passado com uma gaze) e da dor horrorosa da sonda sendo introduzida. 
Depois de encherem minha bexiga e tirarem radiografias, mandaram que eu fizesse xixi ali mesmo, sobre mim mesma, naquela mesa, pra ver se tinha refluxo enquanto eu urinava. Eu me lembro de ser levada nua pelo corredor, de uma sala pra outa, porque queriam me pesar e a balança ficava em outra sala. Eu me lembro da dor que continuava por dias, ardendo toda vez que eu ia fazer xixi. Eu me lembro da medicação que eu tinha que tomar durante o dia pra me preparar para o exame, que até hoje eu não sei o que é, só sei que parecia óleo, e me fazia passar mal e arrotar com um gosto horroroso o dia todo.
Esse pesadelo durou anos. Eu vivia com medo do próximo exame. Com o passar do tempo, algumas coisas melhoraram. Não tinha que tomar mais aquele óleo, começaram a passar anestésico na sonda, o que aliviava um pouco a dor da introdução (mas não a dor que persistia pelos dias seguintes). Eu não fazia mais o exame num hospital universitário, então o exame era feito com apenas uma pessoa e não mais com aquele bando de gente enfiando a mão em mim.
Com o tempo começaram a acontecer coisas esquisitas comigo. Comecei a sentir dor e ter vontade de fazer xixi toda vez que ficava nervosa ou com medo, como se revivesse algum daqueles exames. Um pouco mais velha, quando eu ia tomar banho, peguei a mania de apertar o chuveirinho ligado contra a minha vulva até doer. Eu não sei explicar por que eu fazia isso. Mas me dava ao mesmo tempo dor, raiva, alívio, sei lá. Não sei mesmo explicar.
Um pouco mais velha, com uns 10 anos, eu surtei e finalmente fiz a coisa mais certa que já fiz na vida: eu estava tão amedrontada, tão revoltada, tão cansada de sentir dor e de ter outras pessoas enfiando coisas em mim, que quando minha mãe anunciou que o exame tinha sido marcado, eu disse NÃO. Acho que foi a primeira vez na vida que eu enfrentei e desobedeci a minha mãe assim. Chorei, gritei, e avisei que nem se me matassem eu faria aquele exame. Nunca mais. E ponto final. Ninguém conseguiu me fazer ir.
Minha mãe ficou desesperada, porque os médicos sempre falavam pra ela sobre o risco que eu corria. Quando existe refluxo da bexiga para o rim, bactérias da bexiga podem causar nefrites, e como resultado de nefrites seguidas, o rim começa a fibrosar e não consegue cumprir suas funções, então a pessoa acaba com insuficiência renal. Mas nem meu pai me falando sobre um vizinho nosso que fazia hemodiálise conseguiu me fazer voltar atrás. Eu não entendia a necessidade de todo aquele sofrimento, já que o risco era se eu tivesse infecções renais frequentes, o que eu não tinha (tive nefrite mesmo só uma vez). Com o tempo minha mãe teve que desistir. Nas palavras dela, "entregar pra deus".
Na adolescência, quando comecei a sentir tesão, toda vez vinha acompanhado de uma sensação de ardência, de desconforto, e da lembrança desses exames. Nunca soube exatamente porquê. Sempre que imaginava qualquer coisa sexual, eu me imaginava com meninas. Na época eu não sabia que eu era lésbica, achava a coisa mais estranha e errada do mundo eu ficar pensando em meninas, e tentava me forçar a pensar em meninos. Não dava certo. Com toda aquela sensação de ardência que vinha junto com o desejo toda vez que eu ficava afim, acabei começando a imaginar coisas estranhas. Pensava em homens me segurando enfiando aquele caninho em mim.
Tempos depois, acabei me envolvendo com meninas e meninos. Com meninos era sempre a mesma coisa: só rolava de "chegar lá" se eu imaginasse aquelas cenas de dor e abuso. Se eu não imaginasse nada, a situação é que parecia um abuso. Era horroroso me concentrar no fato de que tinha um cara enfiando alguma coisa em mim com meu consentimento, ficava lá parada feito uma estátua. Então eu aprendi a pensar em caras abusando de mim, com o caninho da uretrocistografia, sempre contra a minha vontade, sempre me segurando, e isso -- muito estranho, admito -- acabava me fazendo sentir alguma coisa.
Só que depois eu ficava me sentindo um lixo. Não entendia por que eu pensava aquelas coisas. Me sentia uma pessoa doente, pervertida, qualquer coisa suja e esquisita demais. Já com mulheres tudo era completamente diferente. Acho que porque desde bem nova mulheres me despertavam tesão (enquanto homens não, e tesão ajuda pacas na hora de transar, né?). Só com mulheres eu conseguia sentir prazer sem dor, sem culpa, sem pensar na uretrocistografia. Eu chamava minhas relações com mulheres de "transa feliz". Enfim, anos se passaram e eu acabei me relacionando apenas com mulheres. Só estou falando sobre minha sexualidade porque acho importante dizer como acabei ligando esses exames com sexo. Não acho sinceramente que eu ser lésbica tenha alguma relação com isso. Sou lésbica porque sou, porque algumas pessoas são homossexuais, e isso não tem a ver com doença nem com episódios ruins.
Dia desses eu tava lendo um blog, e tinha uma mãe (feminista) falando sobre como ela não obriga a filha dela a dar beijo em outras crianças ou adultos quando ela não quer (o famoso "dá um beijo no seu amiguinho" ou "dá um beijo na tia"), não a coloca no colo de outras pessoas quando ela não quer, tudo isso pra mostrar desde cedo que o corpo dela pertence à ela e somente a ela, cabendo a ela decidir quem e quando tocam nela. Isso me fez refletir sobre tudo o que aconteceu comigo, e na importância de não permitir que nossos corpos fiquem à mercê de outras pessoas.
Sei que a minha situação era complicada, era um caso de saúde, mas mesmo assim não justifica. Fui pesquisar mais sobre a uretrocistografia e acabei descobrindo que ela também é feita na medicina veterinária, e que os animais são sedados antes do procedimento. Por que isso não é feito também com pessoas? Já que eu tinha mesmo que fazer, eu preferia um milhão de vezes ter feito sedada, apagada, e não lembrar de nada! Não me sentir violada, abusada, envergonhada. Não sentir as mãos de todas aquelas pessoas em mim, a dor e a vergonha que elas me causavam. Gostaria também que médicos e responsáveis por crianças tivessem mais consciência de que criança é um ser humano que pensa e entende. Porque se médicxs e enfermeirxs pensassem assim, não teriam me levado pelada pelos corredores de um hospital pra me pesar com todo mundo olhando. Ser criança ainda é não ter voz, não ser dona de nada, nem do próprio corpo. Não ser respeitada.
Uma vez, fui fazer um exame de urina (exame normal, daqueles que se faz xixi em um potinho mesmo), e no lugar onde eu fiz eles dão o potinho lá e você tem de colher a urina lá mesmo. Na sala de espera tinha uma mulher, segurando uma criança nua da cintura pra baixo, com aquele caninho enfiado no pênis. Aí vinha uma moça mexer no caninho, a criança chorando horrores, tentando de toda maneira alcançar o pênis com as mãozinhas e a mulher segurando firme e se esforçando pra mantê-las longe. Segurando as mãozinhas, enquanto a criança chorava e uma estranha mexia no seu pênis e lhe causava dor. Tentei não olhar, mas não conseguia despregar o olho da cena. Saí de lá com o coração apertado e fiquei com uma sensação de angústia no peito o resto do dia. Só passou quando fui tomar banho e consegui chorar tudo o que eu precisava.
Hoje me sinto muito bem, sou uma pessoa feliz e realizada. Não posso dizer com certeza que os problemas que eu tive tiveram relação com as uretrocistografias. Mas sei lá, alguma coisa me diz que não faz bem pra gente se sentir violentada desse jeito. Gostaria que a gente percebesse que procedimentos médicos não deveriam ser assim, que deveríamos procurar maneiras melhores de "cuidar" das pessoas.

134 comentários:

Clara Lopez disse...

Nossa, que texto excelente! Longo, e li até o fim com prazer. Muito bom que mães de crianças leiam e pensem a respeito, uma reflexão profunda sobre como respeitar a criança acima de tudo, como lidar com esses momentos em que os pais "só querem o bem" dos filhos. Além de tudo, super bem escrito. Merci.
Clara

Mari Andrade disse...

Sério, eu não sei o que se passa na cabeça de alguns médicos e enfermeir@s em relação ao respeito e a dignidade dos pacientes. Aconteceu comigo uma situação muito constrangedora, em 2003 tive uma convulsão enquanto tomava banho, meu irmão me socorreu e me levou para o hospital do jeito que eu estava (nua), ele só lembrou de me enrolar na minha toalha de banho. Quando comecei a acordar eu estava completamente dopada devido a medicação que me deram, com uma dor de cabeça horrorosa, deitada em cima de uma maca no ambulatório do hospital, com um monte de gente tomando medicação em volta e me olhando de um jeito esquisito, foi então que eu me dei conta que estava nua, completamente descoberta na frente de todo mundo, e quando uma enfermeira percebeu que eu estava acordando colocou uma fralda em mim, mas mesmo assim me deixou por alguns minutos ainda com os seios descobertos até encontrar um cobertor pra me cobrir. Na hora não pude reagir, não tinha condições de reclamar, mal conseguia dizer o meu próprio nome, mas me lembro da sensação horrível quando percebi o que estava acontecendo. E agora fico pensando se eu tivesse demorado mais pra acordar iam me deixar ali do jeito que eu estava???

Sara disse...

Todo nós deveriamos ser tratados com dignidade.
Nesse ponto penso como vc H., se for pra me submeter a tratamentos que me tirem a minha dignidade e me causem sofrimentos prolongados, prefiro ter a escolha de uma morte digna.

Bruno disse...

Oras, a urina deve ser dispensada obre a mesa! Isso é parte do exame. deve ser assim!

A pessoa faz um tratamento totalmente custeado pelo Estado e fica de mimimi. Queria ver se tivesse nascido nos EUA e em uma família pobre... Certamente imploraria pelo exame para salvar sua vida e deixaria tamanha frescura em segundo plano.

O problema das pessoas é que só conseguem ver o lado ruim das coisas.

Eu, por exemplo, precisei fazer quimioterapia na minha infância pela rede pública, passei por uma situação muito mais 'traumática', mas sou profundamente grato PELA SOBREVIDA que os médicos com sua "frieza" me possibilitaram.

Patricia disse...

Nossa,que horrível,gente!É um absurdo a quantidade de abuso e descaso que as pessoas sofrem em hospitais.
Eu precisei fazer uma punção lombar quando criança,mas acho que eu fiz dopada,pq não lembro de nada,o que eu acho que sempre que possível,deveria ser procedimento para todos esses exames dolorosos e invasivos,pouca sofrimento.

Anna disse...

bruno tratamento custeado pelo estado não é favor e os profissionais ali estão sendo pagos e nada justifica o descaso com o bem estar emocional do paciente

Anônimo disse...

Texto muito bom, sou mae e penso muito em como preservar minha filha de certas coisas!!
Fiquei muito curiosa com o blog que é citado no texto, da mae feminista, gostaria muito de ler bjs

Anônimo disse...

Em relação aos médicos, não acredito muito no amor pela profissão e sim no retorno financeiro que tal profissão proporciona. Conheço alguns médicos e tenho amiga médica e acho um pessoal muito folgado, sempre querem menos trabalho e maior retorno. Posso dizer que eu mesma tendo convênio médico e outras vezes utilizando o serviço de modo particular já passei por diversas situações. Na minha adolescência tinha muita cólica, muitas vezes de desmaiar, ter ânsia de vômito e quando chegava andando era sempre uma espera de no mínimo 1h, certa vez estava tão ruim que meu irmão preciso me levar nos braços e entrei diretamente para o consultório, sem precisar esperar nem ao menos por um minuto. Resultado? Toda vez que estava ruim, eu entrava no colo de alguém, assim ninguém precisava julgar o quanto poderia esperar e se meu caso era urgente ou não. Passei por um grande problema familiar e fui orientada a procurar um psiquiatra, já que meu quadro era de depressão, fui então ao psiquiatra, que não atendia convênio, paguei então R$ 250,00 e fiquei em sua sala durante 10min!! Saí me sentindo péssima, como alguém lida com pessoas dessa maneira, sem nem ao menos conversar, querer entender e simplesmente passa um remédio! A terapia foi a melhor escolha, era bem mais barato e me sentia muito melhor. Essa semana tive ginecologista, eu perguntava algumas coisas e ela me olhava com cara de ironia, como se eu tivesse obrigação de saber, isso só me causou mais constrangimento e vergonha de perguntar minhas dúvidas, lamentável. Me pediu para fazer um exame, mas, eu tenho que estar menstruada, com certeza não terei coragem de fazer. Sei que fugi do foco, mas, não vejo muita diferença entre público e particular ultimamente, acredito que o problema é da maioria dos profissionais da saúde.

Anônimo disse...

Sou leitora assídua do blog da Lola, sempre que tem post novo eu leio, mas minha opinião, UNICA E EXCLUSIVAMENTE MINHA... esse post é um pouco confuso.
Tipo, ela começa falando do abuso na ala médica quando criança, depois fala se sexualidade dela, de sua preferência sexual, depois da mãe feminista que nao obriga a filha a beijar ou ir no colo de outras pessoas... achei o guest post sem muita concordância, e outra, nem todo tratamento médico é confortável... acredito que se deva pensar na sua saúde em primeiro lugar... e se realmente rola um desconforto da parte do paciente, então que converse com seu médico.
Fiquei perdida lendo isso...

Marcia Dias da Silva disse...

Lola e H

Leio sempre o blog e quando comecei a leitura desse texto eu gelei. Passei pela mesma situação de H, os mesmos abusos, os mesmos medos... E, posteriormente, o impacto que isso trás a nossa sexualidade.

Hoje tenho 32 anos, fiz terapia sobre o assunto, mas é uma ferida que não apaga.

O que posso dizer? Somos seres humanos, somos frágeis e precisamos pensar em formas de preservar nossa integridade. Meus pais não tinham instrução, então aceitavam o que os médicos diziam sem questionar, mas hoje e possível um questionamento. Há informação...

Mas precisa haver uma mobilização sobre a importância de preservar a dignidade das pessoas. Seja em casos como o nosso, na violência obstétrica e em tantos outros.

Paula disse...

respeito o sofrimento da autora, mas... não deixa o Malafaia ler esse texto que ele vai dizer que vc virou lesica por conta dos exames...

Anônimo disse...

Bom eu realmente fui abusada quando tinha uns 6 ou 7 anos numa consulta medica.
Nasci com um problema cardíaco e desde criança necessito fazer constantes exames (eco e eletro cardiograma). Já fui operada uma vez.
Um dia já com 25 anos eu surtei em um desses exames e me lembrei de que em um determinado momento os meus pais e o medico cardiologista principal saíram da sala enquanto o enfermeiro me preparava para a eco. Quem já fez sabe que eles colocam um gel no peito do paciente. So que esse enfermeiro começou a passar o tal gel na minha barriga e foi descendo do meu monte de Vênus.
Sinceramente nao me lembro e tenho bloqueado se realmente ele desceu mais embaixo, eu so me lembro que ele ficava dizendo "isso ta gostoso, né, isso é bom, né" e eu, entao com meus 6 ou 7 anos estava assustada e ficava pedindo mentalmente "mamãe porque vc me deixou aqui sozinha, mamãe volta por favor" para o enfermeiro eu nao sabia o que fazer, percebi que algo estava errado mas nao sabia o que fazer e eu acabei dizendo meio amedrontada "é...."
Nao sei se ele desceu mais pra baixo, nao sei, tenho essa parte bloqueada na minha cabeça, alias eu tinha bloqueado ate como disse o exame dos meus 25 anos (agora faz muitos anos disso já) voltou aquela raiva toda.
Dizer que sim sempre fui meio bloqueada nas relações sexuais e nao gosto que me toquem muito, nao sei se tem relacao,
Nunca contei nada pra minha mãe nem pro meu pai alias eu so contei uma vez para um namorado que tive aos prantos.
E essa é a primeira vez que conto em "publico"
Nao penso contar aos meus pais nunca nao serviria de nada, se sentiriam culpados e já passou muitos anos
Mas fico pensando se eu devia procurar ajuda pra desbloquear essa lembrança se isso faz com que eu tenha medos e seja bloqueado ou se é um fato bobo. Pois nao acredito que o enfermeiro tenha realmente chegado a me estuprar mesmo porque eu sei quando perdi a virgindade.
Mas foi um abuso de confiança isso sim. E qd lembrei desse fato culpei meus pais muito tempo

Anônimo disse...

É uma história muito triste e certamente houve abuso (também com o menininho fazendo exame de urina). Só ressalvo que a sedação não é algo simples, animais são sedados não para melhor conforto deles, mas por impossibilidade de se fazer de outro modo. Por exemplo, sedam animais pra tirar o tártaro dos dentes, e ninguém jamais pensou em pedir pra ser sedado no dentista pra esse procedimento.

Barbara Pires disse...

Li os comentários e sim, exames podem ser desconfortáveis, você pode ser obrigada a urinar em público, vc pode ter que,se despir para vários estudantes. Infelizmente é isso mesmo. Mas nada justifica colocar uma criança pra andar pelada pelos corredores, ou tentar colher urina numa sala se espera. A criança veste roupa desde o primeiro dia se vida, muito rápido ela adquire consciência de seu corpo e tem todo direito de sentir vergonha de ficar nua em público. Profissionais de saúde que não respeitam isso estão atentando contra a dignidade de um ser humano.

Já passei pela experiência do outro lado: estava na sala de um pronto socorro tomando medicação, e do meu lado tinha um senhor idoso, totalmente nu, sendo manipulado por diversas pessoas. Depois de um bom tempo, algum enfermeiro, muito casualmente, resolver puxar a cortina. E o senhor estava gemendo, portanto imagino que estava consciente. Porra, isso é muita falta de respeito.

Anônimo disse...

"Resultado? Toda vez que estava ruim, eu entrava no colo de alguém, assim ninguém precisava julgar o quanto poderia esperar e se meu caso era urgente ou não." (Anon 14:58)

Sem desmerecer sua dor, mas sendo muito sincera como profissional da saúde, é por causa de ações como esta que o sistema é tão atravancado.

Tenho certeza que da vez em que vc realmente estava muito ruim a conduta foi corretíssima. Mas a partir do ponto em que vc simula uma gravidade que não existe pra ser atendida mais rápido, vc só mostra egoísmo ao passar por cima de todos que estão sofrendo tanto ou mais que vc.

Novamente, não estou desmerecendo seu sofrimento, mas acho que todos nós entendemos um pouco sobre gravidade de casos. Uma senhora infartando tem prioridade sobre uma fratura no pé. Um caso de AVC tem prioridade sobre náusea e vômitos (supondo que essa pessoa não esteja em choque por desidratação). Um traumatismo craniano, por mais ASSINTOMATICA que esteja a pessoa é prioridade sobre dores crônicas ou de causa conhecida.

E sabe o pior? Essas pessoas normalmente esperam quietinhas, sem reclamar, muitas vezes tornando impossível o tratamento por uma demora no atendimento.
Isso porque algumas pessoas "aprendem" que fazer escândalo ou forçar uma situação as faz passar na frente de todos na triagem de um pronto-socorro.

Não acho justo que QUALQUER pessoa tenha que esperar em um estado de sofrimento agudo (sim, pra quem sente, uma unha encravada é a coisa mais grave da sua vida) por um atendimento, mas pronto socorro é pra urgências e emergências, e a triagem existe por um motivo bem sério.

Acho que todos vcs que já tiveram a experiência de serem maltratados como pacientes deviam passar 1 dia junto do plantonista de um grande PS pra ver como é a realidade do sistema...

(e antes que falem dos médicos mercenários e que faltam em plantões, estou falando de profissionais sérios, ok? Mas TODA profissão tem bons e maus representantes)

Fer S.

Anônimo disse...

" acredito que se deva pensar na sua saúde em primeiro lugar... e se realmente rola um desconforto da parte do paciente, então que converse com seu médico.
Fiquei perdida lendo isso..."

Com cinco anos de idade, amor?

MEU GATO é anestesiado quando precisam enfiar sonda nele (ele tem síndrome urológica felina).

Essa história toda é de um horror absurdo.

Anônimo disse...

Essa história mexeu muito comigo. Relembrei muitas coisas da minha infância em que adultos não tinham respeito algum comigo. Guardo na memória vários episódios em que fui maltratada, me deram respostas atravessadas, me contaram mentiras... Muita gente trata as crianças como se elas não entendessem nada de nada, pensam que elas esquecem das coisas dalí uns minutos... Não é assim. Criança precisa ser tratada com respeito e cuidado.

Anônimo disse...

A medicina está sim, bastante desumanizada. O médico não precisa ter pena da gente, é melhor que não tenha. Mas respeito é fundamental eu, pessoalmente, vejo muito pouco disso.

Anônimo disse...

(Anon 16h36)
Eu entendo seu comentário, porém não era PS o local que eu ia, era credenciado e não havia espera para atendimento, apenas para procedimentos da recepção.

Anônimo disse...

Fer S fez o comentário mais sensato até agora.

Sedação tem vários inconvenientes e efeitos colaterais, sempre que possível é melhor evitá-la.

Acho que a autora do post merece uma avaliação psiquiátrica e provável tratamento psicoterápico, pois a experiência pela qual passou ainda representa um desconforto muito intenso, impactando na vida atual dela. Um diagnostico como transtorno de estresse pós traumático pode estar presente.

Fico triste que o atendimento a ela nao tenha sido humanizado, mas essa nao é a regra, é uma triste exceção.

Sobre a garota com cólicas menstruais que queria atendimento prioritário... Que vontade de vomitar. É provável que por causa do seu teatrinho ridículo pessoas com problemas mto graves tenham tido seu tratamento atrasado ou negligenciado. Vc é egoísta demais, deveria ter vergonha de dar um depoimento do tipo.

E ainda fala que médico é folgado.... Folgada é vc! Experimente trabalhar SESSENTA horas por semana pra ganhar 2000 reais (salário de um residente, por exemplo) e na sua décima hora de um plantao cheio atender uma mentirosa com cólica menstrual, dando chilique pra passar na frente de gente doente de verdade!

É por sua culpa que o sistema é lotado, porque é cheio de gente mau caráter que podia receber atendimento ambulatorial mas nao tem paciência (nem consciência!) vai lotar as emergências com besteiras e sintomas simulados. Sempre que eu pego um paciente assim, fico com vontade de processá-lo! Pena que a legislação nao protege os profissionais de saude.

Revoltante.

Anônimo disse...

Corrigindo meu comentário:

Sem desmerecer sua dor, mas sendo muito sincera como profissional da saúde, TAMBÉM é por causa de ações como esta que o sistema é tão atravancado.

Desculpem a super generalização!

Fer S.

Luiz F. disse...

E depois tem feminista reclamando de homem que não faz exame proctológico...

Marina disse...

H., acho que parte do problema é que ninguém nunca explicou direito para você o que estava acontecendo.

Minha irmã teve a mesma coisa que você quando era pequena e foi tratada com médicos e hospitais particulares (minha família é classe média e tem seguro saúde bom). Minha irmã tinha que fazer xixi na mesa do mesmo jeito que você, e é exatamente esse o exame, se fizer xixi na privada não adianta nada, a paciente tem que estar na mesa para que se possa tirar radiografia na hora, para saber se o fluxo acontece. Minha irmã segurava muito o xixi e o médico tinha que dar muuuita água para ela, a menina odiava fazer aquilo, qualquer um odiaria! Mas é necessário. Não era descaso com você, nem abuso, é só o exame. Mas ninguém deve ter te explicado o porque daquilo, isso é muito normal quando envolve crianças, ninguém explica nada para elas, o que é completamente errado, sim!

No hospital universitário tem um monte de gente tocando em você porque os alunos estão lá para aprender e eles precisam te tocar para isso. E tem que ser um monte de gente porque um médico só acompanha vários alunos. Já assistiu seriado médico? É assim que funciona mesmo. Mas, mais uma vez, provavelmente não te explicaram o porquê de tanta gente ali. Mesmo se tivessem te explicado direito, você provavelmente ainda se sentiria constrangida, porque é uma situação desconfortável mesmo.
Agora, te levar pelada de um lado para o outro é simplesmente errado, isso não tem desculpa.

Outra coisa, pessoas se sentirem desconfortáveis em exames médicos é completamente normal, não necessariamente configura abuso. Eu odeio ir à ginecologista porque odeio aquela mulher enfiando a mão na minha vagina, dói, me deixa constrangida, desconfortável, é muito ruim, mas eu vou porque é preciso, porque sei que é o melhor para mim. A médica não está abusando de mim, ela está me examinando. Claro que infelizmente existem médicos que abusam, mas não é porque é constrangedor que é abuso.

jacmila disse...

Dois sistemas são particularmente perversos no Br: o educacional e o de "saúde". Porque a culpa vai toda para os profes e médicos. Ainda assim, entendo q qualquer trabalho q alguém se proponha a fazer, deve fazê-lo da melhor maneira q puder, especialmente um trabalho q lide diretamente com o outro.
Tive várias experiencias desagradáveis com médicos, maioria do genero masculino. Cirurgião psicopata, dentista sádico, ginecologista debochado="foi um prazer examinar a senhora", etc. Tvz com a pesquisa pela internet, a empáfia dos médicos diminua, assim espero.

Anônimo disse...

Ridículo isso de simular um mal estar grave só pra passar na frente dos outros, como outras pessoas já comentaram aqui.
É uma falta de empatia incrível mesmo.

Anônimo disse...

(Anon 17:25)

Entendo! Acreditei que fosse um PS pelo jeito que contou a história.
Mas de qualquer forma, havia uma triagem e outras pessoas esperando, ou não? Não consegui entender bem o tipo de serviço em que vc foi, era um ambulatório, uma clínica?

Anônimo disse...

"O problema das pessoas é que só conseguem ver o lado ruim das coisas".
Que comentário lamentável. E extremamente desrespeitoso.
Ah e só p/ lembrar, o SUS existe porque NÓS custeamos. Não é um favor que alguém faz a você. Todos os serviços públicos devem ter qualidade e ética. Cada barbaridade que agente tem que aguentar, que cacete.
Ragusa


Anônimo disse...

Anonimo 17:27

Esquece que ganha-se pouco na residência, que é muito mais difícil passar do que vestibular, para depois ganhar acima de 15mil e até passar na residência pode dar plantão e ganha-se melhor que todo trabalhador assalariado.

Aninha disse...

Também fiz esses exames na infância, mas sempre em hospitais particulares (e muito bons). Também não tomava anestesia, mas o tratamento era bem diferente. A sala era toda bonitinha, o médico chegava com calma, explicava tudo que ia ser feito, como, para que.

Era um exame péssimo, mas não foi traumático nessas condições.

Curiosamente, desenvolvi o mesmo sintoma que você - apertar o chuveirinho durante o banho para sentir esse misto de dor e prazer. E esse comportamento também se reflete na minha vida sexual (sou hétero). Será que a maioria das pessoas que passou por esse exame faz isso?

Profissionais de saúde precisam aprender a ter respeito pelas pessoas. Aquilo que eles manipulam é um ser humano, com sentimentos e vontades. Um pouco mais de empatia seria bom para todo mundo.

Anônimo disse...

"No hospital universitário tem um monte de gente tocando em você porque os alunos estão lá para aprender e eles precisam te tocar para isso."

Mas precisa ser UM BANDO por vez? Eu não acharia ok ver minha filha sendo tocada por mil mãos, acuada, sem entender o que estava acontecendo. Cadê respeito?

Anônimo disse...

E não seria possível ela namorar um homem afeminado e simplesmente não fazer sexo "tradicional" com ele?

Carolina Lucas Paiva disse...

Ô Bruno

Se é custeado pelo Estado então DANE-SE o estado psicológico da pessoa? DANE-SE os médicos serem mais compreensivos e EXPLICAREM os procedimentos? DANE-SE os médicos não terem tido a MÍNIMA DECÊNCIA HUMANA de resguardar um pouco a intimidade de uma criança?
Um big DANE-SE para você, que acha normal que pacientes NÃO SEJAM AMPARADOS e devidamente INFORMADOS sobre os procedimentos. E mais um DANE-SE para você que acha que os procedimentos não possam ser mais HUMANIZADOS.

Anônimo disse...

Realmente muitos profissionais de saúde não tem nenhuma empatia... Tem que haver uma maneira de melhorar isto, né?
Quanto ao trauma e o possível desdobramento sexual, eu já fiz terapia por uma questão semelhante, e parece que criamos uma maneira de transformar uma sensação traumática em sensação de prazer, como uma defesa psicológica... Poderia ser uma explicação neste caso também, não é?
Não quer dizer que não possa passar, mas acho que uma terapia poderia ajudar.

jacmila disse...

"No hospital universitário tem um monte de gente tocando em você porque os alunos estão lá para aprender e eles precisam te tocar para isso."

Mas precisa ser UM BANDO por vez? Eu não acharia ok ver minha filha sendo tocada por mil mãos, acuada, sem entender o que estava acontecendo. Cadê respeito?"

Pois é...qdo tive meu 2º filho foi um BANDO mesmo q assistiu numa sala onde tem uma cadeira especial para uma espécie de parto natural. Pude até reparar na cara de alguns deles - acho q só tinha homem - de pavor, uns empalideceram, tadinhos, devem ter desistido da obstetrícia.

Jéssica disse...

Impossivel para mim simpatizar com um médico na base do "um residente trabalha 60 horas e ganha 2 mil!".

Conheço muitas pessoas que trabalham e estudam ou tem dois empregos, não ganham nem perto de 2000 reais e num trabalho com BEM menos status, frequentemente que não escolheram, mas ainda assim procuram fazer um bom trabalho, sem agir como se os outros estivessem lhe devendo algo. A propria Lola tem uma carga horaria enorme como professora universitaria e nunca a vi destratar alunos, dizer que vai processa-los por ocuparem o tempo dela a toa ou os chamar de folgados. Além do mais, residente é situação temporaria.

Francamente, medicina é emprego para elite no Brasil, e vem querer justificar os mal-tratos que a autora do post sofreu e a desumanização da medicina com base num argumento desses? Parem de entrar na medicina apenas por dinheiro e status, entrem porque verdadeiramente se importam com a saúde das pessoas!

Anônimo disse...

Anon 18:43

Depende do hospital universitário, depende do estágio, depende do ano do curso...

Geralmente as salas tem de 50 a 100 alunos... Nos primeiros anos, as salas se dividem em grupos grandes, de até 15 pessoas... Então sim, tem um bando de gente que precisa aprender..
Mais pra frente no curso, nos estágios mais específicos os grupos podem ser reduzidos de 1 a 3 por professor...

Nós entendemos plenamente o desconforto dos pacientes, e na maioria das vezes os alunos são apresentados ao paciente e/ou família. Infelizmente não há como escolher se vc quer ou não que um bando de alunos toque no seu filho, pois ao ser internado num hospital-escola vc assina um termo de consentimento que explica que ali é um hospital-ESCOLA e que esse fato pode ocorrer.

Mas NADA justifica um professor entrar com 15 alunos numa sala, com uma criança, e não explicar à família o porquê...

Fer S

Anônimo disse...

Tive um problema com médico duas vezes. Numa delas eu era muito pequena e não lembro bem o que tive, só sei que fui acometida por uma doença urinária e que o tratamento era feito com uma pomada. Aí, precisavam inserir um cano fininho no canal urinário. Era uma coisa que doía horrores e eu era muito criança. Lógico que me recusava a ser submetida àquilo e meu medo me fazia chorar e gritar na sala dos médicos. Fui chamada de louca, aos sete anos, porque estava me tremendo de medo de usar o dito remédio.
Noutra vez, mais velha, precisei tirar um cisto no ovário de SETE centímetros por negligência médica. Menstruei cedo, aos dez anos, e sempre senti muitas cólicas e tive uma menstruação bastante irregular. Toda vez que eu ia à médica, ela me dizia que eram sintomas da idade e não me passava nenhum exame. O problema é que cheguei aos dezessete com os mesmos sintomas e, após um atraso de quinze dias e quatro dias de cólicas intensas, minha MÃE pediu ao médico DELA para que solicitasse uma ultrassom para mim. Se não fosse ele, estaria eu com o cisto até agora? Ou teria perdido o meu ovário?

Jéssica disse...

Outra coisa: Pacientes com sintomas simulados? Qual é o desocupado que vai ir a uma emergencia ou atendimento sem achar que está mesmo precisando? O PACIENTE tem a obrigação de saber o quão grave são os sintomas dele mesmo sem ter estudado para isso? Por aí dá para ter uma ideia de quão boa médica você deve ser: do tipo que assume que o paciente está mentindo. Isso sendo que no Brasil é bastante comum pessoas deixarem de ir ao médico por não levarem seus sintomas a sério, pelo visto nem os médicos levam a sério.

jacmila disse...

"E não seria possível ela namorar um homem afeminado e simplesmente não fazer sexo "tradicional" com ele?"

"homem afeminado"?
"sexo tradicional"?

A Lola não disse q não seriam mais aceitos coments anonimos?

rodrigo disse...

Dai-me paciência Senhor.

Como médico, é isso que eu digo pra mim mesmo todo dia pra agüentar certos pacientes. Não sou ingênuo, a relação entre médico e leigo sempre vai ser complicada, cheia de críticas infundadas.

Vejam, hoje em dia nós temos exames de imagem extremamente sofisticados que podem reproduzir os órgãos internos em 3D na tela de um computador para auxiliar no diagnóstico, temos medicações que podem tratar doenças graves e outrora sem esperança, como a Aids e o HIV, cirurgias extremamente sofisticadas (até mesmo intra-útero!) , meios para desentupir artérias e reestabelecer o fluxo de sangue para um coração infartado, etc. A lista de maravilhas da medicina é infinita.

E todo mundo só sabe reclamar!

Ninguém é obrigado a procurar serviços de saúde nem fazer exame ou tratamento nenhum. Vocês podem escolher voltar pra época das suas tataravós, de morrer com dores horríveis porque sua vesícula biliar ou apêndice estourou dentro da sua barriga, ou porque seu estômago foi furado por uma úlcera, ou de morrer em agonia junto com a criança em um parto de 20 horas em que ela ficou entalada, ou de morrer por causa de uma infecção em um corte qualquer, ou de verem os filhos morrerem de diarréia um atrás do outro, etc. A lista de horrores com os quais nossos ancestrais conviveram e que graças a medicina são coisas do passado também é infinita.

Vocês parecem umas crianças mimadas, querem viver num mundo mágico onde não existe doença, dor, sofrimento, etc, acham que é só fazer um exame simples e plim! já se sabe o que o paciente tem; está com dor? plim! toma um remedinho e acaba a dor; tem que operar? plim! opera, não tem pós-operatório, complicações, etc; e por aí vai. Quero lhes dar boas vindas ao mundo real, onde tudo tem custo para se obter um benefício, existe ônus e bônus, e nada é "mágico".

E médico não tem obrigação de ser simpático, tem obrigação de ser competente. Se você quer carinho procure a mamãe. Não gostou do médico procure outro. E se não quer ver alunos não vá pra um hospital universitário. Não culpe os alunos.

Anônimo disse...

É a primeira vez que comento aqui, pois achei o post interessantíssimo. É triste ver essa falta de respeito por parte dos profissionais de saúde, e pior ainda, de adultos em geral, com crianças, expondo-as desnecessariamente, achando que elas não sentem nada, não lembram, não tem "querer". Eu me lembro especialmente de um episódio que me ocorreu por volta de 6 ou 7 anos de idade, que me deixou muito constrangida. Eu tinha uma pediatra desde que nasci, mas quando o convênio médico mudou, ela não atendia mais. Um dia eu tive uma alergia e meus pais me levaram num pediatra homem, ele me deitou na maca, pediu para tirar a roupa, inclusive calcinha, arreganhou as minhas pernas e chamou minha mãe para "olhar" alguma coisa ali. Meu pai tb estava na sala e eu lembro de te-lo sentido constrangido, imagina eu! Depois daquilo eu não queria mais voltar lá, não sei se tem algo a ver, mas até hoje costumo evitar médicos homens, se for ginecologista então... só vou em médicas mulheres até hoje. Como futura profissional de saúde, mas também como ser humano e mulher, acho que tod@s merecem respeito, independente de idade, cor, classe social e gênero. Achei super importante a autora comentar essa questão da autonomia da criança sobre seu próprio corpo, como forçar a criança a beijar/abraçar/ficar no colo de pessoas que ela não quer, dentre outras coisas. Quando tiver filh@s tb vou ensiná-los desde cedo que eles são donos dos seus próprios corpos, e a se proteger de certos tipos de abusos, se é que isso é possível.

Anônimo disse...

"Outra coisa: Pacientes com sintomas simulados? Qual é o desocupado que vai ir a uma emergencia ou atendimento sem achar que está mesmo precisando? O PACIENTE tem a obrigação de saber o quão grave são os sintomas dele mesmo sem ter estudado para isso?"

Jessica, não sei se a ofensa foi pra mim. Não entendo o porquê a agressividade, não ofendi ninguém no meu comentário, e estou tentando expor o outro lado que vcs não conseguem ver simplesmente porque nenhum de vcs VIVE esse lado...

Presta atenção, eu não falei simular sintomas... Falei simular GRAVIDADE de sintomas. Ninguém duvida que a pessoa esteja sentindo dor ou qualquer outro sintoma. Mas vc chegar na recepção no colo de um parente, gritando, caindo no chão, etc.. porque vc APRENDEU que assim vc passa na frente da fila, sinto muito, pra mim É simular gravidade de sintomas.

Leia meu comentário, eu fui muito clara quando disse que não desmereço o sofrimento de ninguém, e a sua unha encravada realmente é mais importante que o infarto que a senhora do seu lado está tendo, PRA VOCÊ.

Mas não é assim que as coisas funcionam. E NAO, o paciente não tem obrigação de saber a gravidade do que tem, pra isso existe a TRIAGEM.

O fato é que as pessoas arranjam formas de "burlar" a triagem... E isso só prejudica todo mundo:
a pessoa que simulou uma gravidade, porque já entra no consultório com 5 pedras nas mãos, destratando o profissional da saúde (sim, é sempre assim), e o paciente realmente grave, que aguarda na fila.

Por favor, estou aqui pra participar de uma discussão saudável. Não pra brigar.

Anônimo disse...

Ps: O comentário anterior foi meu.

Fer S.

Anônimo disse...

Acho o texto pertinente, mas várias coisas estão confusas.
O procedimento deve SIM ser explicado ao paciente, com todo cuidado possível. Aliás, as pessoas devem sim pressionar os médicos a dar mais explicações sobre o que está acontecendo, o que será feito, é obrigação deles responder!


Mas jogar a culpa toda nos médicos e outros profissionais de saúde é ridículo e superficial. Vários fatores contribuem pra desumanização da medicina e isso não é explicado apenas por "os médicos só querem saber de dinheiro". É só conhecer um pouco da realidade da saúde no Brasil pra perceber isso.
Lamento pelos profissionais que "queimam" a área da saúde, mas tem muita gente séria sim.

Agora, sem comentários a pessoa fazer escândalo no PS porque está com cólicas. Como já falaram, a triagem existe por um motivo. Se o PS não atende a capacidade da população, a culpa não é de quem está ali atendendo.

Juvenal disse...

Realmente de uma ignorância sem tamanho o comentário do Rodrigo ali em cima (se eu fosse responder em igual tom, diria que tinha que vir de um médico, mas não direi isso).

E onde a arrogância o cega é no ponto em que, de todas essas maravilhas da medicina, a grande maioria é obra de engenheiros (ou eles ensinam a montar e programar do zero os scanners e computadores no curso de medicina?), farmacêuticos, cientistas. Não fosse por isso, vocês ainda estariam utilizando a astrologia como medicina, como era no século XIV. Há tribos que descobriram a penicilina antes da cultura ocidental, enquanto as pessoas morriam de infecção por essas partes com médicos igualmente arrogantes dando-lhes de dedo enquanto elas morriam, sem poder fazer nada.
Por isso, baixem a bola.

Rosanna Andrade disse...

rodrigo

Custa muito o medico explicar o pq do procedimento, q ele eh doloroso, pq eh necessario que haja alunos ali, especialmente para uma crianca assustada? Acho que reduziria muito a carga de medo e trauma apos esses procedimentos.

Nao estamos pedindo p medicos serem carinhosos, e sim para que nos tratem com humanidade.

jacmila disse...

Doutor O poderoso Rodrigo!

Ninguém aqui quer médico simpaticuzinho!
Só não precisam bancar os cuzões, metidões, os donos das maravilhas médicas as quais devemos nos curvar literalmente e sem direito a um lençol pra cobrir a nudez! Ah, tá morrendo? tá sofrendo? Pode ficar expost@ mesmo! São raivosos esses médicos, irritam-se facilmente com os pacientes. E a misoginia entranhada deles, salta aos olhos. Medicos misóginos/misantropos, contraditório...

Cora disse...


não sei vcs, mas a-do-ro qdo máscaras caem!!

a-do-ro comentários reveladores! a-do-ro confissões!!

olha só o comentário do rodrigo, emblemático, confirmando a arrogância e a falta de empatia q acomete representantes narcisistas da classe médica!

alguém aqui está falando algo contra exames ou medicamentos ou procedimentos q salvam vidas ou aumentam a qualidade de vida do doente?

NÃO!!!

estamos falando de empatia, de reconhecer a fragilidade do paciente e de FALAR com o paciente sobre o q será feito e pq será feito com ele. estamos falando de humanizar o atendimento médico.

mas não!!

é demais para alguns médicos ENXERGAR no paciente um ser humano e não a doença q ele tem. é demais para alguns médicos FALAR com o paciente. é pedir muito desses semi-deuses q se rebaixem para se reportar ao paciente.

NO-JO desse tipo de médico representado aqui por esse tal de rodrigo.

e tristeza por saber q cada vez mais esse tipo de gente escrota tem escolhido a medicina. gente arrogante, desumana e sem profissionalismo, q só faz reclamar dos pacientes q não compreendem os termos e os procedimentos médicos e q, ora q audácia!, fazem perguntas aos médicos!! q audácia, querem tratamento humanizado!!

como q pode? paciente agora deu pra achar q é gente? pfff...

tá achando ruim lidar com pessoas, rodrigo? mude de profissão!

médico trata de pessoas e não de doenças. se vc não é capaz de enxergar seus pacientes, MUDE de profissão, para o bem deles.

ser profissional e competente não é ser grosseiro, arrogante e estúpido. se vc não conseguiu aprender isso até agora, melhor mesmo escolher outra forma de ganhar a vida.

tb gostaria de lhe dar as boas-vindas ao mundo real. e, olha só q coisa? ele é habitado por pessoas! PES-SO-AS! sabe o q é isso?

ninguém quer carinho de médico, não, seu estúpido. as pessoas querem respeito!

Patty Kirsche disse...

Eu acho que médico tem obrigação de ser simpático. Escolheu trabalhar com gente, agora aguenta a necessidade de se relacionar. O que é inadmissível é pagar por um serviço e ser tratada como uma mesa. Eu registro queixa contra todo profissional da saúde que é desagradável comigo, não volto mais nele e transmito a referência pra meus conhecidos. É claro que o Cremesp é corporativista e nem sempre adianta, mas passar a reputação suja dum médico podre no boca a boca sempre tem um efeito.

Anônimo disse...

Quanto à questão da nudez: os profissionais da saúde estão acostumados a ver muita gente nua, talvez por isso percam um pouco a noção do recato, que é intrínseca à (hipócrita) sociedade brasileira, que a admite apenas no carnaval.
No entanto, o paciente não deveria passar por nenhum constrangimento.
Os prof. da saúde (nem todos) acabam tratando as pessoas de forma fria porque se acostumam a ver o corpo como uma máquina, e cuidam de repará-la, não é "falta de amor à profissão". A relação médico-paciente precisa ser melhor trabalhada nas universidades, para que o ser humano seja tratado com mais respeito e de forma ética.

Luiz F. disse...

Tenho que concordar com alguns, esse daí foi um texto sem pé nem cabeça e cheio de frescuras. Eu já tive uma infecção, e no hospital foi difícil... eles colocaram a sonda nasogástrica comigo acordado, e só passaram uma vaselina na ponta, ou sei lá o que, pro negócio conseguir entrar, pelo menos. Na hora dá uma vontade de vomitar, dói, é um desconforto desgraçado... e o pior: eu tive que ficar com aquilo por 3 dias seguidos! E a cada 4 horas vinha uma enfermeira pra colocar o carvão ativado e fazer uma lavagem estomacal. Eu tinha dificuldades pra falar, doia quando engolia, e sem contar o desconforto que é aquilo. Sem falar nos atrasos dos médicos, e quando eles chegavam, quase não falavam nada, ficavam de cara feia.
Independente do que aconteceu, eu sou muito grato por eles terem me salvo, e hoje não reclamo de nada. Agora, se você prefere morrer ou ficar doente por causa de suas ideologias e frescuras, fique à vontade.

Anônimo disse...

Minha filha de 1 ano e meio teve que fazer esse exame. Foi horrivel. Meu marido, enfermeira e eu segurando a pequena a força por 1 hora e meia. Me senti mal o tempo todo, quase vomitei. Ela gritava tanto que nos ultimos 5 min do exame ela desmaiou. Foi praticamente um abuso sexual. Ate hoje com 2 anos ela nao nos deixa toca-la direito, para limpeza. Foi horrivel, a medica disse que teremos que repetir o exame, mas eu me recuso! Puxa, nao tem como fazer com ela medicada, dormindo? Sempre peço desculpas a ela... Expliquei o motivo do exame antes mesmo dela fazer. Foi humilhante.

suelen disse...

horrível mesmo,infelizmente tem tratamentos que doem bastante,acho que só foi abuso mesmo ficarem levando a garota pelada por todo o hospital,ela não tinha como reclamar mas e os pais dela? não viram que isso já era demais?
também odeio ficar despida em medicos,mesmo usando aqueles robes,mas as vezes não tem jeito.

já levei beliscão de dentista filha da puta quando eu era criança,tudo porque estava chorando,ela estava enfiando aqueles instrumentos no meu dente inflamado e eu não tinha direito de sentir dor? ela deu anestesia mas mesmo assim ,ainda estava doendo.
não falei nada,só chorei depois,eu tenho trauma de dentista,por mim, me anestesiavam completamente.

a saúde no brasil está uma merda mesmo e ainda vem um médico aqui falar que a culpa da superlotação é de paciente fingindo que está pior do que realmente está? eu acho que é por causa dos politicos malditos que roubam e desviam dinheiro da saúde,se um lugar tá lotado é porque provavelmente a pessoa já passou por vários hospitais que não tinham médicos.

recentemente foi descoberto um esquema de médicos que fingiam que iam trabalhar,alguém marcava ponto por eles e recebiam um bom dinheiro sem fazer nada.
você liga hoje para marcar um consulta e só consegue pra um mês depois,se a pessoa realmente estiver mal,até lá já morreu.

isso é em público e particular,eu acho que nem vale mais a pena ficar pagando plano,é melhor guardar dinheiro para quando precisar e pagar um médico.
ainda tem médico bom mas a gente tem que procurar muito.

Juba disse...

Rodrigo, dê seu nome completo para a gente ter o cuidado de nunca sermos seus/suas pacientes.

Juba disse...

Médico que quer ser grosso ou antipático deveria ser legista (com todo o respeito a essa categoria profissional), pois ali os pacientes não se queixam.

Koppe disse...

Sobre fazer escândalo na triagem, eu conheço uma história.

Alguém da minha família, homem, certa vez sofreu um acidente de bicicleta, pra evitar uma queda grave dele e de quem estava na carona teve que mudar de posição de forma brusca, e apertou/amassou os testículos.

Depois de chegar ao destino, a casa de um amigo, em questão de minutos ele não tava agüentando mais de dor, pediu pra levarem ele pro hospital. Chegando lá, contou o que tinha acontecido e o que tava sentindo, e mandaram esperar. Ele esperou, a dor piorava, ele pediu de novo, mandaram esperar de novo, isso se repetiu algumas vezes. Quando não agüentou mais, ele fez escândalo, entrou atrás do guichê, começou a xingar e gritar, quebrou e derrubou equipamentos, empurrou pessoas... daí resolveram passar ele na frente.

Quando entrou no consultório, o médico se apavorou. Disse com certeza absoluta que, se demorasse mais, teria perdido os testículos. Hoje ele conta essa história meio rindo, mas acho que é um riso nervoso, principalmente de alguém que sempre sonhou em ser pai.

Hoje em dia, quando preciso ir num hospital e vejo alguém fazendo escândalo na recepção, sempre lembro dessa história. Pode sim ser fingimento, como citaram acima, mas também pode ser alguém com um problema gravíssimo e que as pessoas responsáveis pela triagem não tiveram competência pra perceber isso. Não acho uma boa idéia ficar julgando essas pessoas.

(E também não faço questão de aprender a andar de bicicleta, tô mais seguro andando de ônibus.)

Anônimo disse...

Acho que se os médicos passassem pelos exames que recomendam com tal "zelo" conseguiriam se colocar no lugar de "pacientes", ainda mais crianças. Excelente post, comovente por vermos a brutalidade que são expostas nossas crianças.

Giovanna

suelen disse...

lembrei do jornal do sbt que passa meio dia,as pessoas denunciam os hospitais lá,ai rapidinho eles acham um jeito de atender as pessoas.
mas teve um caso que a mulher estava com câncer avançado no seio,cheio de feridas,a carne exposta,a mulher vivia com dor 24 horas e o hospital não queria atender,acho que o caso dela era bastante urgente né.
eles denunciaram o hospital e ainda foram ameaçados por eles,ela ficou com medo e desistiu de ir lá.
resultado,uns dias depois o jornal dá a noticia que a mulher morreu.

saúde de merda mesmo!!!

Anônimo disse...

APENAS me indignando com os IMBECÍS que tentam comparar o sofrimento de um adulto, que sabe o que está acontecendo, ao de uma criança de cinco anos de idade. Apenas.

rodrigo disse...

Gente, é bem simples:

Achou que o médico é grosso, mal-educado, etc? NÃO VÁ.

Achou que o exame é doloroso, desconfortável, etc? NÃO FAÇA.

Ninguém tem obrigação de se submeter a procedimento algum.

Agora, se você VOLUNTARIAMENTE procurou um serviço de saúde, CONSENTIU ser submetida a um exame, CONSENTIU se submeter a um procedimento, menos mimimi, por favor.

Os médicos existem para promover cuidados de saúde baseados na ciência médica, não no que os pacientes acham. Se você não concorda, fique longe da medicina, vá beber poções e pedir pro pajé te livrar dos espíritos ruins.

Fer S. disse...

Koppe, sua história mostra um caso de erro na hora da triagem.
Sinceramente, qualquer trauma que envolva testículos, mesmo sem dor, deve ser considerado de máxima urgência.

Assim como o senhorzinho de 60 anos, com uma dor esquisita de estômago, deve ser passado na frente porque ESSE pode ser o sintoma de infarto que ele demonstra!

Gente, eu não estava me referindo às pessoas realmente passando mal que fazem "escândalo". Estava me referindo às pessoas que aprendem que isso faz vc passar na frente na fila.

Quem vcs passariam antes na fila? Uma senhora com uma dor de estômago, quietinha, na dela, ou uma moça gritando, esperneando e vomitando por uma cólica menstrual?

Sinceramente, eu acho que a senhorinha adoraria que a moça passasse na frente dela. Porque é assim que todo mundo enxerga: quem grita mais precisa ser atendido antes. E não é assim que deve funcionar o sistema!

A triagem é falha? Claro! É feita por seres humanos! Mas existe pra minimizar erros como o que seu parente sofreu! Infelizmente ele foi uma exceção.

Pra quem falou que ninguém vai num PS sem estar sentindo nada, concordo. Cada um sabe onde o calo aperta. Mas nem todo caso é emergência, e deveria ser tratado no PS. O fato é que como o posto de saúde, a UPA ou o que quer que seja são falhos, a população cai nos PS. E aí acontece tudo isso...

Anônimo disse...

Eu não aceito que "é assim mesmo, tem que aguentar"!!! Se com animais pode-se usar sedação, porque com CRIANÇAS não pode? A medicina é tão atrasada assim??? Submeter pessoas, crianças, a dores, humilhações, não é humano, isso não é medicina, tá mais com cara de açougue. Se fosse minha filha não deixava passar por isso. Não é possível que em 2013 não se saiba uma forma menos brutal de fazer certos exames.
E outra: hospital universitário não é desculpa para submeter pacientes a humilhações. VÁRIOS estudantes passando a mão em uma menina de 5 anos???? Que falta de noção ! Isso é caso para conselho tutelar! Já com adulto é uma falta de respeito. Já passei por isso, mas não vem ao caso.

Os médicos e a medicina parecem se julgar acima da noção de respeito, humaninade, generosidade. Não há o que justifique esse tipo de tratamento. E ainda tem quem ache pouco ganhar 2 mil reais. Em que país vc vive fio???

Luna Blanca disse...

Para o "doutor" que comentou: quantas dessas maravilhas da medicina foram desenvolvidas por médicos, exclusivamente? E no que elas justificam o abuso aos pacientes. O que lemos aqui é a dor de uma PESSOA, sabemos muito bem que isso ocorre todos os dias. Existem sim pacientes difíceis, mas nada justifica utilizar seu lugar de poder para objetificar um sujeito.

Anônimo disse...

Bom, não costumo responder para pessoas que comentam já que o meu comentário foi para a autora do post, mostrando que o problema não é ser tratada pelo SUS, por convênio ou particular e sim dos péssimos profissionais, mas vamos lá...

...Eu não sou leiga no assunto, eu trabalhei com médicos, já que fui supervisora em uma clínica médica por muitos anos e sei bem como são pouquíssimos que fazem medicina por amor e assim como também sei que eles são unidos demais.

Este caso (http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,mae-acusada-de-por-cocaina-na-mamadeira-da-filha-e-inocentada,234947,0.htm) aconteceu no PS e conclui-se que era inocente, porém, foram opiniões médicas que jogou ela dentro da cadeia, contando com policiais de péssima qualificação e depois de alguns anos ao contratar uma médica para a clínica, ela contou-nos este caso inocentando o colega e desqualificando a vítima, assim como em um estupro, pois ela disse que foi abusada por um estudante (o colega da médica). O discurso era o mesmo que ouvimos diariamente, que o cara era super legal, estudioso, jamais faria isso, ela queria acabar com a carreira dele.

E respondendo para a médica, eu não simulei para passar na frente de todo mundo no PS, não era PS onde era atendida e não havia pessoas esperando nunca, o que acontecia era que eu ficava me contorcendo de dores sempre que ia enquanto os médicos muitas vezes ficavam de papo com outros médicos e dava para eu ver tal cena e me chamavam quando bem entendesse, nunca dei “bafão”, era bem nova para ter tal atitude. E isso acontece! Eu mesma anos mais tarde trabalhando com eles diversas vezes precisava chamar atenção para alguns atenderem os pacientes, pois estavam esperando fazia tempo, enquanto eles ficavam na internet, no celular. E já ouvi falar para o paciente quando entrava “você que estava com pressa lá na recepção?”. Alguns não era preciso falar, pois enquanto eles não atendiam todos que estavam ali, não saiam nem para tomar uma água, comer ou ir ao banheiro, isso sim considero necessidade.

Continua...

Anônimo disse...


Sem contar certas atitudes, como ficar bufando quando está atendendo muito, chamar atenção de paciente perguntado se queria morrer, por não tomar remédio e emendar dizendo que se morresse tava bom, o pior era dar trabalho. E muitas vezes tive que conversar devido ao atendimento dado de maneira arrogante, menosprezo. Os pacientes queriam apenas uma forma mais carinhosa de serem tratados, palavras mais gentis, um tempinho maior de ficar ali e isso mudava muito, tanto que alguns médicos eram amados.

Eu sei o tipo de caso que é tratado em PS, depois que trabalhei na área da saúde, mas nunca precisei ir.

Médico tem raiva de quem vai ao PS em busca de tratamento, já que para o tratamento, quem precisa do SUS que espere até um ano para passar em um especialista.

O problema era que as minhas cólicas menstruais me faziam estar com médico todo mês, mesmo não sendo no Ps, mas ninguém me perguntava nada ou analisava, apenas aplicavam o remédio, que passava automaticamente. Após muito tempo um médico resolveu me encaminhar para tratar e isso me livrou de toda dor, já que nunca mais tive cólica.

Nossa, li sobre ganhar R$ 2000,00 por trabalhar não sei quantas horas em uma residência. Primeiramente, parabéns para quem passou, como eu li acima, o difícil é passar na residência.

continua...

Anônimo disse...

último...


Mas, assim que você tem o CRM você pode exercer sua profissão e já paguei o triplo disso para médicos que trabalhavam uma vez na semana, acredito que dá para fazer uma boa reserva, já que muitos trabalhadores nunca irão ganhar nem perto.

Ao escolher uma profissão, pense no prazer e não no dinheiro, o dinheiro é consequência. Recomendo que veja no YOUTUBE o vídeo “ Se dinheiro não existisse?” .

Imagina o quanto de pessoas amarguradas temos que lidar no nosso cotidiano pelo fato de acharem que trabalham muito e ganham pouco.

Médico realmente não precisa ser simpático e sim competente. Acredito que não seja obrigação você ser simpático! Mas exijo que qualquer pessoa seja educada, pois sempre trato com educação. Sim, eu procuro outro médico quando não gosto do que eu fui, mas, eu tenho essa opção, a grande maioria não possui escolha.

E sobre o sigilo médico gente, parecia piada! Já vi médicos debocharem de dúvidas, contar para as recepcionistas os problemas do paciente. E lá não acontecia de tratarem mal nenhum médico e sim as recepcionistas, que muitas vezes tinha que defendê-las.

Os focos dos comentários foram nas minhas “cólicas menstruais”, porém, minha maior reclamação é ficar menos de 15 minutos em um consultório. Eu não vou ao médico pra conversa, mas quem sabe algumas respostas não possam sugerir um possível diagnóstico, eu não estudei para isso, mas, na minha profissão eu converso com as pessoas.

O pior é saber que se você não possui um convênio ou paga por tal serviço, pode ser muito pior, vão julgar a sua dor, sendo que todos teriam que ter atendimento de forma respeitosa.

É isso, não odeio médicos, tenho amizade até hoje com muitos deles, porém, digo sim, em sua maioria não estão nem ai para seus pacientes, é fato!

Anônimo disse...

Quando a gente escolhe cuidar de alguém, tem que estar ciente de aquele ser ali é mais que uma doença ambulante. Que ali, sendo examinado, existe alguém que pensa e sente. Que eu saiba, qualquer profissional que lida com pessoas tem obrigação de ser simpático, ou no mínimo, ter consideração com quem está lidando, imagine um médico, que está lidando com pessoas na situação vulnerável de uma doença, em que ela já está sentindo desconforto e medo, ainda mais se tratando de uma criança. Eu aprendo isso desde o primeiro dia do meu curso de medicina veterinária, que é preciso saber lidar com pessoas, e no meu caso as pessoas nem são os meus pacientes.

Fer S. disse...

Anon 22:26

Eu entendi que vc não ia num PS. Depois do seu comentário anterior entendi sua queixa, de verdade. E realmente vc tem toda razão! Acho que acabei não dizendo isso com todas as letras depois que vc explicou.

O fato de eu ter usado o exemplo da cólica menstrual foi apenas para citar uma questão bastante comum em PS, e que já tinha sido levantada nos comentários.
Minha intenção nunca foi usar o SEU exemplo, e sim o exemplo da cólica, entende?

Peço desculpas se pareci estar desmerecendo sua história, ou fazendo uma acusa pessoal a vc, ok? Nunca foi minha intenção.

Angel ♥ disse...

Olá!
Como farmacêutica, e consequentemente profissional de saúde, me senti na responsabilidade de responder esse post.
Para ser profissional de saúde, antes de técnica, antes do dinheiro, antes de tudo você tem que amar o ser humano. A principal característica de um bom profissional de saúde é ter EMPATIA. É saber se por no lugar do outro. Trabalhei em posto de saúde pública dois anos, na cidade mais pobre e violenta da região onde moro. Lidei com muita gente que as vezes me fez perder a paciência, gente que não sabia ler e nem escrever, gente ignorante, que não sabia que anticoncepcional tinha que ser tomado pela esposa e misturava na própria comida sabe? Que não entendia a gravidade da própria doença e não aderia ao tratamento. As vezes, pra nós como profissionais, é difícil imaginar que a pessoa não entende que aquilo é necessário, parece tão óbvio né? qualquer um gostaria de estar ali recebendo atenção, já cheguei a pensar "to perdendo meu tempo aqui"...
Mas nessas horas eu respirava fundo, eu sorria, e começava a explicar de novo. quantas vezes fosse necessários, dias seguidos, de todo jeito. Por que eu me colocava no lugar daquela pessoa sabe? Tinha alguém lá, entrando na casa dela, tentando forçar ela a tomar uma coisa que ela não sabe como funciona, nem imagina o que é e ninguém nunca se deu ao trabalho de explicar.
Trabalhei com muitos médicos que mal olhavam nos olhos das pessoas. Que ignoravam expressões de medo, de temor, de insegurança. Que falavam pras pessoas que elas iam morrer na cara delas. Eu não entendo como um profissional que subiu num palanque para jurar pela DEFESA DA VIDA, não entende um aspecto tão simples da vida: temos uma psiquê, temos mente, cérebro. Não engolimos as coisas assim, Nós merecemos saber. PRECISAMOS saber. é dever sim do médico passar segurança. Ninguém ta pedindo uma mãe, nem um amigo. Só EMPATIA. Não é favor, não é o paciente que é responsável. ESSA É SUA PROFISSÃO. VOCÊ É RESPONSÁVEL. Você é pago por isso, tratar bem ta no contrato. Você fez os seus 6 anos de faculdade mais residência e o que mais for pra pelo menos saber isso. Mas os médicos querem clinicar pra eles e não para as pessoas. Dentro das universidades e hospitais é uma briga de egos, e o paciente fica esquecido num canto. Vira prontuário e caso clínico. Eu nunca vou entender isso.
Vou ter que concordar com muitas colegas acima. Se você não é capaz de entender MUDE de profissão. Você está envergonhando a classe dos profissionais de saúde. Eu senti vergonha quando eu li. Competência não é só saber meia dúzia de coisas. Lidar com o paciente TAMBÉM envolve competência e é parte essencial de ser um médico. Podia ser você, seu filho, sua avó. É o seu trabalho. Que vergonha, de verdade.

Só deixando claro, eu não quero aqui GENERALIZAR a classe dos médicos. já trabalhei com médicos maravilhosos, humanos, profissionais digníssimos. Eu mesma uso rede pública. O meu ginecologista, na rede pública, é um doutor excelente. Ele não me toca sem pedir permissão, licença, qualquer procedimento ele avisa que pode doer, tudo ele me explica perfeitamente, ele me pergunta se vou me sentir a vontade com os procedimento, e que se eu preferir ele pode pedir para uma enfermeira fazer, para não me deixar sem graça por ele ser homem. Pra mim isso é um médico. Não é só conhecimento clínico. Não é só prática. É tato, é EMPATIA. Eu já perguntei por que ele era tão gentil assim, coisa que nunca tinha me acontecido e ele disse que me tratava como ele gostaria de ser tratado se fosse uma mulher. Pensem nisso, e deixem de ser profissionais medíocres.

Anônimo disse...

Gente, para tudo. Quanta imbecilidade sendo despejada aqui.

não entendi porque crucificaram a menina que disse sofrer de cólicas e ser atendida primeiro no consultório. CONSULTÓRIO, não pronto socorro. interpretação textual pra quê né.

sei bem como é o descaso de médicos, embora haja exceções, óbvio; a grande maioria não tá nem aí. mal te olham na cara, te tratam feito bicho e fica por isso mesmo. tanto público quanto particular, tá faltando respeito por aí, e menos desse sentimento de superioridade nojento.

quanto ao caso relatado, acho absurdo mesmo a maneira como tratam crianças, como se todas fossem seres abobados sem vontade própria. não sabem que determinadas coisas deixam sequelas, marcam mesmo. não é por serem vulneráveis que se pode fazer o que bem entender.

Fer S. disse...

Anon 22:17

Nenhum estudante está ali "PASSANDO A MÃO numa criança de 5 anos"... Por favor, respeite as pessoas. Ninguém está naquela situação fazendo por maldade, ninguém está cometendo um abuso! São estudantes aprendendo a lidar com diferentes situações da prática médica. "Infelizmente" lidamos com o corpo humano, em todas as suas formas, e pra estudar temos que tocar...

Não acho que isso torne menos desconfortável, acredito que TUDO deve ser explicado ao paciente, mas sabemos que nem sempre é assim. Só não generalize pelo que ocorre de errado, que normalmente é exceção.

Acho que essa discussão é muito importante, pra ambas as partes. Sim, é obrigação do médico atender bem o paciente.
Quanto a ser simpático ou não, isso depende até do paciente. Tenho familiares que ODEIAM médicos simpáticos ou que conversam além do necessário... Vai entender...

Em relação ao tratamento de crianças, existe uma máxima na Pediatria de que "criança não é adulto em miniatura", e é MUITO dificil pra um médico não-pediatra entender esse pequeno universo. Nada justifica não minimizar o sofrimento de alguém, especialmente de uma criança.
Em geral esses exames não são realizados por pediatras, por isso tanto trauma... Triste.. =/

Lays, mãe e tudo o mais. disse...

Uma das coisas mais traumáticas do episódio de violência obstétrica pelo qual passei foi ter sido levada para fazer o exame de Doppler usando apenas uma camisola... só que ninguém me disse que o exame era fora do hospital, me pegaram, me puseram na maca e me levaram para um consultório em um edifício comercial no centro da cidade. Tive que ficar de pé no elevador, cercada de gente estranha, de camisola, morrendo de vergonha. E eu tinha roupas no armário do quarto, era só terem avisado que eu teria me vestido... pura falta de cuidado.

José Eduardo disse...

Engraçado alguns comentários por aqui..

Sempre fui atendido na rede pública e só recentemente na rede particular. O atendimento é mais rápido os exames são melhores e SÓ!

Já fui atendido por ótimos médicos na rede pública porém já passei por situações de constrangimento... Mas advinha? Na rede particular!

A primeira vez que fui ao urologista foi aos 20 anos por causa de uma crise renal.

Ele me fez ficar nú na frente dos meus pais (minha mãe virou de costas em respeito a mim) e meu pai não esboçou muita reação com a cena.

Pra alguns pode ser até normal ficar nú na frente dos pais. mas não era o meu caso (a última vez que isso tinha acontecido tinha sido aos 8 anos) nem sem camisa eu ficava na frente de outra pessoa.

Alguns podem dizer que eu poderia ter pedido pro meus pais se retirarem. Mas eu não tive coragem de dizer que tinha vergonha deles na frente deles. Principalmente porquê o médico estava fazendo piadinhas sobre a situação de eu estar nú.

Só pra constar, durante a crise tinha ficado nú na frente de vários profissionais e em momento algum isso tinha sido um problema: eles estavam trabalhando de forma RESPEITOSA.

Durante e após o exame o médico gastou todo seu repertório de piadinhas sexuais com as quais eu respondi com o silêncio.

Ele chegou até a dizer que minha mãe tinha é que manter os lençóis limpos pra que eu trouxesse mulheres pra casa. Eu posso estar enganado, mas sou extremamente cafona.

Resultado?

Me recusei a ir a outro urologista por quase 6 anos. Mesmo tendo pequenas crises de dor. Só mês passado consegui ser bem atendido por um urologista. (mesmo tendo ido há um centro de excelência não deu muito certo)

O problema é justamente esse quem está doente está fragilizada e mesmo um adulto pode ficar constrangido e pertubado com um atendimento desumano.

Agora imaginou isso numa criança? Imagine o estrago.

Eu tenho medo apenas de cair na mão de pessoas com esse Rodrigo num momento onde eu não possa me defender.

Só pra constar hoje sou muito mais criterioso e muito menos maleável quando se trata de se submeter a um exame ou tratamento: ou explica direitinho ou eu não tomo medicação nem faço exame (já me aplicaram medicação que sou alérgico mesmo tendo dito ao médico e ao enfermeiro que eu não podia tomar aquela medicação). Ninguém ali tá trabalhando de graça, eles recebem bem mais do que a GRANDE maioria das pessoas e acham um insulto serem questionados (falando aqui da pequena parcela de profissionais de má índole).

Cora disse...


"Agora, se você VOLUNTARIAMENTE procurou um serviço de saúde, CONSENTIU ser submetida a um exame, CONSENTIU se submeter a um procedimento, menos mimimi, por favor.

Os médicos existem para promover cuidados de saúde baseados na ciência médica, não no que os pacientes acham. Se você não concorda, fique longe da medicina, vá beber poções e pedir pro pajé te livrar dos espíritos ruins."


Qual é o seu problema, cara?

Você não consegue entender a diferença entre ser atendido com respeito e ser tratado com grosseria? Não sabe o que é mau atendimento?

Quem aqui está reclamando de procedimentos e exames? As pessoas estão falando do ATENDIMENTO MÉDICO.

As pessoas estão falando de descaso e violência médica.

Pare VOCÊ de mimimizar aqui, como se o descaso, a grosseria e o mau atendimento nos serviços de saúde não ocorresse no brasil.

Pode ter certeza que ninguém que pode escolher o médico, retorna a um grosseirão estúpido e mal educado sem profissionalismo. O problema é que muita gente não tem esta possibilidade e precisa se sujeitar ao péssimo atendimento de alguns médicos.

Quer ignorar? Faça isso.

Mas se você escolheu VOLUNTARIAMENTE ser médico, aceitou VOLUNTARIAMENTE atender em hospitais públicos ou postos de saúde, aceitou VOLUNTARIAMENTE trabalhar com o atendimento de pessoas fragilizadas por problemas de saúde, você DEVE ser profissional. Se não sabe disso, MUDE de profissão o quanto antes. Tratar o paciente com descaso, menosprezo e indiferença não pode ser tolerado por ninguém e menos ainda por profissionais de saúde.

Médicos tratam de pessoas e não de doenças.

Se você não sabe disso, é um péssimo profissional.

E deve ser mesmo. Se não consegue entender o que está sendo tratado aqui, deve ser incapaz de ouvir o que o paciente tem a dizer.

E, se for gente como você que está sendo formada no brasil hoje, estamos perdidos.

Carlota disse...

Nossa que horror! imaginei toda cena. Tem muito abuso nessa área mesmo.Quando o médico ta ali por dinheiro/status e não por amor a profissão resulta nisso mesmo.Ainda mais uma criança,que não sabe o que está acontecendo, é bem traumático e eu entendo completamente a autora. Dias desses fui numa ginecologista aqui nos Estados Unidos, sei lá, mas eu acho que eles tem cronômetros por atendimento, fiquei horrorizada, pois estava acostumada com consultas diferente no Brasil. Quase sai de lá, sem meu problema resolvido, pois ela não tinha encontrado nada de diferente, na perguntas básicas que ela me fez. ( e olha que eles cobram caro para uns minutinhos de consulta). Ainda falei com ela, eu preciso ser examinada, porque eu tinha ido lá para isso.(bati o pé!) Enfim, se aqui é 'primeiro mundo' e a maioria dos médicos não tem um pingo de respeito, tempo pra eles é dinheiro imagina aí no Brasil, que tem médicos que se acham o rei, e tratam humanos com total falta de respeito e dignidade. Seria bom se os profissionais que trabalham na rede pública, tratasse os pacientes da mesma forma que eles tratam nos hospitais particulares. Mas no Brasil é assim : A prioridade é pra quem tem dinheiro. Tudo lindo e maravilhoso para os que tem como pagar para as consultas particulares e quem não tem é que se conforme com o atendimento que recebeu.

Juvenal disse...

Acho que esse rodrigo não deve ser médico coisíssima nenhuma. No máximo, um calouro de medicina. Mas, se eu estiver enganado, sugiro que vc passe aí o teu nome e CRM para ninguém aqui ter a infelicidade de ser teu paciente (como vc disse "Achou que o médico é grosso, mal-educado, etc? NÃO VÁ.").

Anônimo disse...

É tanta besteira que dá até vontade de desistir...

1) Um médico residente é um profissional que passou pela maior formação do ensino brasileiro (seis anos) e está realizando uma pós-graduação muitas vezes mais extensa (e mais concorrida, mais complexa) que muitos doutorados em outras áreas, e é pago por volta de 8 reais a hora por este trabalho superespecializado, em regime de dedicação exclusiva e com carga horária superior a de QUALQUER OUTRO profissional brasileiro sob a CLT. Alguns concursos de residência exigem 80 horas/semana.

2) O salário médio de um médico no sudeste é por volta de 8000 reais. Quem chutou 15 mil poderia postar aqui no site alguns anúncios, pois conheço muitos médicos que se interessariam em duplicar a renda.

3) Um dos grandes responsáveis pelo caos na saúde é o próprio paciente. Não tolera o atendimento ambulatorial, não consegue aguardar consultas eletivas, falta a pelo menos TRINTA por cento de todas as consultas marcadas no SUS (mesmo quando o tempo de espera é por volta de uma semana), procura emergências apenas para cavar atestados e faltar ao trabalho (alguns estudos dão conta de que UM TERÇO do atendimento em unidades de pronto socorro corresponde a pacientes assintomáticos/sem males urgentes)... sem contar a beligerância crescente dos pacientes, como dá pra constatar neste post mesmo.

Médicos têm direito a descanso durante a jornada de trabalho - a cada 90 minutos, podem folgar 10. Médicos comem. Médicos vão ao banheiro. E etc. E ainda assim, é interessante notar que médicos são a categoria profissional que mais come de pé, a que mais deixa de fazer refeições durante o trabalho, e a que mais comparece ao trabalho estando doente!

4) O médico que vc achou "frio" e "distante" pode estar na 16ª hora de trabalho, aquela mesma hora que custa 8 reais. Pode estar sem comer, sem dormir, pode ter sido agredido verbalmente por um paciente "quebrando tudo"... ou pode simplesmente estar se lembrando que o convênio lhe paga 20 reais por aquela consulta (e o imposto de renda ainda come 27,5%), e que para arcar com os custos de seu consultório, ele precisa atender você em 10-15 minutos...

5) Médicos não são coitadinhos e a má prática deve ser denunciada, apurada, penalizada e extirpada do nosso meio. A humanização é um princípio valorizado em todas as boas escolas. Mas existem maus médicos, como existem maus profissionais em quaisquer áreas.

6) Pacientes também não são coitadinhos. Devem ser respeitados, adequadamente tratados e orientados, e só. Médico não é conselheiro religioso, nem amigo, nem pai.

rafaela disse...

Lendo tudo isso fico triste demais . Certamente não foi pelo dinheiro que resolvi ser médica . Estudo muito , estou sempre investindo em atualização e, além disso, trato meus pacientes não apenas com respeito,mas com carinho. Atendo da mesma forma no público e no particular.Tenho amor à minha profissão. Apesar das dificuldades,que não são poucas.
Fico triste demais quando vejo o quanto as pessoas estão com raiva dos médicos em geral,por causa do comportamento de alguns que deveriam ter escolhido algo em que não lidassem com gente.
Anônima que disse que os médicos só escolhem a profissão pelo dinheiro, por favor reveja seus conceitos. Repito: não foi o meu caso, e nem o de muitos colegas.

Anônimo disse...

"Nenhum estudante está ali "PASSANDO A MÃO numa criança de 5 anos"... Por favor, respeite as pessoas. Ninguém está naquela situação fazendo por maldade, ninguém está cometendo um abuso! São estudantes aprendendo a lidar com diferentes situações da prática médica. "Infelizmente" lidamos com o corpo humano, em todas as suas formas, e pra estudar temos que tocar..."


"Ninguém está naquela situação fazendo por maldade, ninguém está cometendo um abuso!"

"Ninguém"

Pedofilia manda beijos fortíssimos pra você, querida.

Anônimo disse...

Esse Rodrigo é um belo de um MÉRDICO, isso sim.

Danizinha disse...

Tenho um bebê, e, como mãe, me doeu demais ler isso.
Mas me doeu ainda mais ver o que esse imbecil desse Rodrigo andou postando por aqui. Que falta de sensibilidade! Qualquer pessoa, QUALQUER UMA, fica fragilizada numa situação de doença, até mesmo uma palavra mal escolhida, ou frieza demais, podem agredir, insultar, humilhar, machucar. Somos assim, frágeis, fazer o quê? Não gosta de lidar com gente, vá fazer artesanato, caramba! São poucos os médicos que têm noção de como tratar um ser humano de forma respeitosa. Já precisei rodar a baiana diversas vezes em hospitais, para que meus familiares tivessem um atendimento digno. E isso não é certo.
Quando se trata de crianças, então, as consequências são ainda piores.
Triste demais.

Teresa A. disse...

Angel,

Muito obrigada pelo comentário. Fiquei emocionada. Muito bom saber que existem profissionais como você e seu ginecologista na área de saúde.

Anônimo disse...

Não sei vcs, alguns médicos do tipo do Rodrigo estao vindo comentar o quanto nós simples mortais reclamamos quando deveriamos calar a boca por sermos atendidos por estes seres superiores. Classe média sofre, ops , médica.

jacmila disse...

Aqui tem um resumo de como está o sistema de saúde:
https://www.idec.org.br/mobilize-se/evento/ato-publico-os-planos-de-saude-vo-acabar-com-o-sus

*Renata disse...

Numa consulta uma vez (eu tinha uns 17 anos), o médico pediu pra eu deitar na maca e não me falou NADA do que ia fazer pra me examinar.
Começou o exame e eu disse pra ele parar porque tava doendo MUITO. Ele me ignorou e continuou. Eu falei de novo "Pára que tá doendo muito!!" Ele me ignorou de novo. Afastei ele pra poder me levantar e falei que ele deveria ter me avisado o que ia fazer e que eu disse que tava doendo DUAS VEZES e ele não parou nem disse nada.
O ser superior começou a gritar comigo falando que eu deveria de calar a boca, que ele era médico, que ele sabia o que era melhor pra mim, que ele não tinha obrigação de me dizer nada, que eu deveria de ficar quieta e fazer o que ele mandava.
Fiquei vermelha de ódio, tremendo. Saí do consultório o mais rápido que pude, quase chorando, com uma vontade absurda de socar o babaca.
Nunca mais voltei lá. Uns anos depois ele morreu e eu fiquei sinceramente aliviada, pois sabia que NUNCA mais ele ia fazer isso com ninguém.

Lívia Pinheiro disse...

Também aguardo ansiosamente o número do CRM do tal Rodrigo. Ou os reles mortais precisam descobrir só na consulta que a pessoa que a está tratando é um completo imbecil que acha que só o House é um semi-deus superior a vc?

Faça-me o favor, sujeito. Se vc é incapaz de diferenciar respeito de "ser amiguinho", vc é um inepto no trato com seres humanos. Talvez a veterinária caisse melhor para quem tem o trato de um jumento.

Maria Valéria disse...

Como medica, aqui vao meus comentários :

- Hospitais - escola são necessários, sim.Aquele profissional que lhe atende com dedicação so e assim porque um dia APRENDEU em algum lugar, e medicina nao e uma ciência so teórica.

- No entanto, NADA justifica uma pessoa ser examinada e constrangida na frente de quinze pessoas, andar seminua, etc...ta no código de ética medica :". Proibido desrespeitar a privacidade e o pudor do paciente, bem como deixar de informar os procedimentos e exames a serem feitos "

- Eu fui residente e aluna em um hospital, e nao me lembro de cenas assim, tanto que quando um aluno ja tinha feito um procedimento(toque, por exemplo) os outros tinham o bom senso de nao fazer de novo no mesmo paciente, mas acredito que nem todas as escolas sejam assim.

- Considero burra, estúpida, a generalização de que " medicos so pensam em dinheiro" ...desculpa ai, mas a gente pensa em dinheiro tambem, como qualquer outro profissional de outra área.Ou alguem vai dizer que nao ama quando seu pagamento cai na conta? Com medicos nao poderia ser diferente,de acordo?

-Como acima, considero burra a generalização de que todos os medicos são desumanos, eu por exemplo, assim como trocentos mil colegas nao somos,

- O procedimento pelo qual a autora do post passou e especifico da área de Urologia, e desculpa, aluno nao precisa ver isso - os únicos que precisam ver e aprender esse procedimento são os residentes de Urologia, e duvido que alguma faculdade tenha 15 residentes da área livres ao mesmo tempo para ver o procedimento.Se deixou entrar aluno de graduação ali, ta errado, em minha opinião.Eu nunca assisti a um exame desses na faculdade e na minha especialidade nao precisa. So preciso saber que existe o exame e quando deve ser indicado.

Beijo, Lola;)) Esse post deveria ser enviado para hospitais- escola para que revejam seus conceitos ;))

Elaine Telles disse...

A quem for da área médica e reclama dos pacientes que procuram aendimento no lugar errado, que tal sugerir divulgar amplamente o que se deve procurar caso você sinta necessidade de atendimento médico? Informar as pessoas ajuda bastante viu. Bem mais do que a pessoa se deslocar até lá e ser esculachada, taxada de burra por não ser aquele o local do atendimento necessitado.
Médicos que se sentem desmotivados pelo baixo salário e acham que podem descontar no paciente suas frustrações: parem pra pensar que nas demais profissões, se o funcionário tem esse tipo de comportamento, ele é despedido se passar a adotar o comportamento de deixar de fazer seu trabalho por achar que não está legal ali. Só médicos podem se dar ao luxo de cruzar os braços assim.
Minha mãe está extremamente doente. Até para mim é [obvio que ela tem câncer em algum dos orgãos abdominais. Ela não consegue comer, sente muita dor e está definhando. Mesmo assim, os exames dela foram marcados para dezembro de 2013. Como se ela fosse estar viva até lá. Após pagar para fazer os exames, a fim de diminuir o sofrimento dela, são mais 15 dias até os resultados, e mais 5 dias até o médico se dar ao luxo de passar os olhos no exame dela e ver o que ela tem.
Nunca gostei da postura que médicos adotam, de estarem fazendo um favor à humanidade. Infelizmente ainda é uma profissão que dá destaque social, então enche de gente procurando aprovação alheia, ao invés de gente que realmente quer fazer aquilo e se dedicar a tratar humanos.

Anônimo disse...

Sobre o procedimento, já foi dito: hospital universitário tem alunos mesmo, é mais constrangedor. A autora era uma criança, mas os pais dela concordaram que fosse assim. Há outros hospitais que fazem o mesmo exame, mas foi escolhido esse. Foi extremamente errado, dos médicos e dos pais não ter explicado a ela o que ocorreu, e me desculpem, mas eu coloco os pais no mesmo nível de culpa porque a responsabilidade sobre o bem-estar da criança é majoritariamente deles. Se não sabiam como seria o exame, deveriam ter perguntado, esclarecido as dúvidas e explicado à criança. É muito mais confiável que um estranho de jaleco explicando.
Falaram também da sedação, de forma geral. GENTE, PELO AMOR, sedação só é feita em casos extremos, pq só o medicamento traz riscos, especialmente em crianças. A cistouretrografia é feita com paciente acordado, não tem como fazer com paciente sedado. Por favor, antes de sair atirando pedras, vamos nos informar um pouquinho?
No caso da cólica e outras dores crônicas (não me referindo especificamente à moça que ia carregada pro consultório): por favor, um pouco de sensatez. Se é algo que você sente periodicamente, vale marcar uma consulta num especialista, pra poupar a si mesma e aos outros usuários do sistema.

Anônimo disse...

Comentei sobre hospitais universitários e sedação, e gostaria de dizer que de forma alguma tô procurando uma desculpa para os outros erros apontados no texto (como ela ser transportada nua pelos corredores), ou o descaso que infelizmente, sei que acontece às vezes. Só defendi o que eu considerei acusações errôneas.

Anônimo disse...

Fui a uma dermatologista ver uns nódulos estranhos que sentia ao tocar em uma parte do meu corpo.
Chegando lá,relatei o problema e a médica pediu com que deitasse na maca.
Ela examinou e toda grossa me disse:
"E daí? Não estou vendo nada aí.
Eu assustada com o tom de voz dela,pedi que tocasse e ela vem falar que aquilo não era nada demais,pois não dava pra ver e sentir nada!
Como assim? Sentia algo diferente,mas não tenho nada?
Explicou toda arrogante que aquilo era só nódulos bestas de gordura,mas sou leiga no assunto. Como iria saber? Não é obrigação minha saber senão não teria ido até seu consultório ué.
Ela então ficou irritada por,na cabeça de merda dela,estar atendendo alguém que tinha nada e resolveu analisar o resto do meu corpo.Passou um remédio manipulado para pele seca.
Mas eu não fui ali para ver a minha secura e sim os tais nódulos.
Ela viu que fiquei insatisfeita e passou um exame qualquer avisando que não mostraria nada. Tive a impressão de que passou isso só pra calar a minha boca.
Saí com raiva de ter sido mal entendida.
Minha mãe a achou mt competente e comprou o tal remédio que não resolveu nada. E ela quer que eu volte nessa médica.
Mas avisei que não voltaria pq odeio gente grossa e mal educada.
Pode ser o melhor médico do mundo,mas se me tratou mal...faço questão de ficar longe.
Eu hein? Sou ser humano e exijo respeito!

rafaela disse...

Respeito a dor da autora do guest post. O problema é a generalização ! Como se TODO médico fosse um mercenário. Por favor, nós estamos lutando o tempo todo, não só por salários dignos (acho que muita gente não sabe quanto ganha um médico no serviço público) mas também por melhores condições de trabalho - e isso visa não só ao nosso bem estar,mas ao do paciente! Como foi lembrado acima, todo profissional merece receber de acordo com o seu trabalho. Porém NADA justifica dar um tratamento abaixo do ÓTIMO ao paciente.
Quanto aos hospitais universitários: minha graduação e minha primeira residência foram feitas em HU (da UFRJ e UERJ ). Ok,quem se tratava lá sabia que seria examinado por alunos também. MAS APRENDI com meus mestres que a vontade do paciente é soberana. Apesar de estar em hospital universitário, SEMPRE tínhamos que perguntar: o senhor se importa de ser examinado pelos alunos? Se a resposta fosse um sim, me importo,pois hoje estou com dor, ou indisposto ou até porque não quero, OK!!! Não podemos obrigar. Digo que,quando chegavamos com respeito pedindo permissão,a maioria se dispunha a cooperar de boa vontade.

Selma Prado disse...

Não existe justificativa plausível para que um animal seja sedado e uma criança não além do sadismo envolvido em uma profissão que dá poder de vida e morte a pessoas raramente qualificadas para tanto.

Sobre um bando ficar apalpando uma criança, é bastante óbvia a configuração de abuso sexual. Podem dizer o que quiser, que é hospital universitário e não sei o que, mas nada, simplesmente nada explica isso. Pedófilos pediatras têm aos montes, e não pediatras também.

E sobre os "mérdicos" estilo Rodrigo, se é que é médico mesmo, duvido muito, adoraria que vocês deixassem nome completo e CRM aqui para que pessoas normais, com sentimentos não tenham o desprazer de ter que perturbar a paz do Olimpo vosso com suas queixas tão humanas, já que desumanizados vocês já são e JAMAIS deveriam exercer qualquer função em área médica. No aguardo. Mas aguardo sentada, porque duvido que vocês tenham coragem para tanto, CORJA DE COVARDES INÚTEIS.

Anônimo disse...

Ganhar pouco não é desculpa para tratar mal as pessoas. Foda-se se vocês passaram anos custeados pelos papais estudando em período integral e agora descobriram a dureza da vida. Foda-se se vocês resolveram, só na residência, descobrir a realidade do exercício da medicina. Não é problema dos pacientes. Tá ganhando pouco? Arruma outro emprego, presta concurso pro Banco do Brasil, vá vender coxinhas mas NÃO EXERÇA A MEDICINA. O mundo agradece.

Anônimo disse...

Tão complicada a saúde pública, gente. Na minha cidade eu já fui atendida pelo MESMO médico na rede pública e na rede privada e o atendimento mudou da água pro vinho.
Por que será??

O paciente não tem culpa do salário e nem das condições de trabalho do médico.

Pobrezinho dele está fazendo residência e bláblá, E EU COM ISSO?

Isto não me diz respeito, e sim a capacidade desse médico em me tratar como um ser humano, preocupando-se em ouvir minhas queixas e me tratar da melhor forma possível.

Eu sofri abuso na infância e por este motivo tinha dores horríveis com exames ginecológicos. Mal suporto o exame e não suportaria uma ultrassol vaginal.

Este ano que achei um ginecologista que me tratasse com respeito, eu sofria no exame e era sempre a mesma falta de sensibilidade.
Daí que esse ano já cheguei no consultório dizendo pro gineco que eu MORRO de dor, que fui vítima de abuso e que não suporto o exame.
E ele é um médico fantástico, mas, mais que isso, vi que ele mostrou empatia pela minha dor, se preocupou em me deixar o mais confortável possível.

É difícil isso de ter que 'esperar' que o profissional não te verá APENAS como uma vagina, como um útero ou como uma garganta.
Lamentável.


Thais

Elaine Telles disse...


O problema é que a quantidade de médicos com conduta duvidosa é maior que a de bons médicos. Sobre a tarefa "hercúlea" de fazer residência, lembrem-se da enorme quantidade de profissionais que fazem pós-graduação (mestrado e doutorado) e ganham quantias irrisórias. E são 6 anos também. Sem contar os estagiários, que ganham "bolsas", e muitas vezes têm que se manter com essas bolsas. Em resumo, tem muita gente ralando pra caramba pra estudar e concluir seus estudos, fazer residência é só mais um desses. Outro fato é há muitos médicos, principalmente no sus, com a arrogância de atender como se estivesse fazendo aquilo de graça. E olha que nem fazer um trabalho de graça justifica maltratar alguém. Nada justifica! E os pacientes nunca têm a quem recorrer, a quem reclamar para que o mau médico seja castigado. E assim as coisas vão. Se em qualquer outra profissão você tratar mal seu cliente por ganhar pouco, vai se ver com seu patrão, rh, etc. Se aproveitar da fragilidade de alguém no momento de doença, para agir como bem entender, e justificar isso dizendo que teve que estudar muito, me soa perverso e infantil.

Dani disse...

Credo, que desânimo desse Rodrigo.

Gente, é um relato, a autora não está fazendo um texto literário, ela está dividindo a história... menos.

Enquanto lia, senti desconforto no canal urinário e a sensação de dor que a ela descreve. As pessoas precisam entender que ser mulher é muito difícil, e esse exames invasivos destroem com nossa libido e confiança nos médicos e até mesmo nas pessoas.

Também passei por situação de abuso na infância e até hoje não sei como lidar com isso. A única pessoa que sabe é meu marido e nem para os ginecologistas tive coragem de contar. Sempre que faço prevenção sofro por pelo menos uma semana depois, e o médico nunca quer se aprofundar na causa da dor, ele sempre foge das minhas queixas dizendo: "precisa trabalhar isso aí". É foda, né?

Fer S. disse...

Nossa, gente... Pelos comentários me parece que todo mundo chega no médico já esperando que ele vai ser o pior possível... Que o pediatra vai ser um pedófilo... Que o ginecologista vai ser um misógino....
Eu realmente queria saber onde vcs estão sendo tratadas assim, porque conversando com os pacientes eu tenho outra impressão! Claro que médicos ruins existem em todo lugar, e eu mesma já fui atendida por representantes desses. Um deles eu achei péssimo, e um familiar o adorou... Fazer o que?
O fato é que eu nunca mais voltei nele. Ninguém é obrigado a ficar com um médico ruim!

Assim como ninguém falou que é problema de qualquer pessoa o fato de fazer residência. NINGUÉM chamou o residente de "pobrezinho". É uma escolha. Ele escolheu fazer aquilo, oras!
A questão é que o dia a dia do médico poucos conhecem! Eu já cansei de ver paciente chegar no plantão de madrugada e reclamar de demora, porque "é um absurdo o residente estar dormindo/comendo/tomando banho/etc". A população acha que o médico fica dormindo durante o dia, só trabalha a noite, e tem obrigação de ficar acordado o plantão todo. Mas NINGUÉM quer saber que o residente ficou no estágio o dia todo, imendou um plantão OBRIGATORIO e no dia seguinte vai imendar mais 12h de estágio. E estágio não é aula não.. É ambulatório, atender em posto de saúde, ir pro centro cirúrgico, fazer parto, etc...
Quando a gente conta isso pras pessoas, a reação é sempre de pena... Mas são escolhas, como eu disse.

Não, a culpa não é do paciente. NUNCA. Mas é dificil ter sangue de barata quando vc está nessa situação e entra no consultório alguém que não importa o que vc faça, vai achar seu atendimento uma droga porque vc demorou, ou porque vc bocejou, ou seja lá porque...

E pra pessoa que falou que o atendimento publico e particular mudou da agua pro vinho, gente... Vamos ser mais críticos... A menos que o médico tenha mudado o caráter (ISSO não tem desculpa), as consultas são diferentes..
Um médico pode se dar ao luxo de demorar 1h em uma consulta no particular, porque é remunerado adequadamente. Supondo uma consulta de 100 reais (barato, vai...), no serviço público ou no convênio o médico teria que atender 5 pacientes, NO MINIMO, pra receber o equivalente pela hora...
Então a consulta é rápida, com um exame mínimo, e por isso é TÃO apoiada em exames complementares... Um exame físico completo demora, gente... Mais do que os 12 min disponíveis pra uma consulta INTEIRA!

Pessoal, eu sei que todo mundo tem uma história de horror com médicos... Mas vamos ser mais críticos, e não usar apenas de fatores emocionais pra dizer que todo médico é um mercenário horrível...

Maria Valéria disse...

"Outro fato é há muitos médicos, principalmente no sus, com a arrogância de atender como se estivesse fazendo aquilo de graça"

Favor, nao generalizar,
Eu, que trabalho pelo SUS, nao estou incluída ai nesse rol, nao.

Sem mais.


Natasha disse...

Esse exame é assim mesmo. Você tem de fazer xixi na frente de algum profissional da Medicina e enfermeiros juntos, pode ser humilhante, mas não tem outra alternativa. Tenho uma conhecida que também passou por muitos problemas renais e eram comuns essas visitas ao médico e exames invasivos.

Anônimo disse...

De verdade, eu amo esse blog, leio todos os dias, mas achei esse relato uma frescura sem tamanho. Podem me chamar de sangue de barata, mas não fiquei comovida.

Não sou médica mas conheço médicos que trabalham ou já trabalharam no SUS, e posso garantir pelos relatos deles que não é nada fácil.

Antes eu tb reclamava que os médicos do livro do convênio também não atendiam direito, até descobrir que um médico conveniado não recebe mais que 25, 30 reais por consulta.

Vc trabalharia feliz nessas condições? Depois de ralar, estudar quase dez anos pra ser tratado como um profissional bunda, mercenário que não atende direito e pior, não recebe direito e não pode reclamar por isso afinal "vc escolheu essa profissão, agora aguente" (que desculpinha hipócrita!!).

Outra coisa, algum dentista me corrija se estiver errado, mas um dentista do serviço publico, num tratamento de canal não pode terminar o tratamento porque pelo procedimento do governo - foi um dentista que me contou isso, não sei se estou explicando certo - é só pra limpar, fechar e fim, se quiser fazer o tratamento direito, por resina, prótese e sei lá mais o que vai ter que esperar ou fazer particular.


Hoje entendo porque muitos médicos e dentistas saem do convênio, porque realmente não dá pra trabalhar.

Se estes profissionais fossem tratados como merecem muitas coisas horríveis não aconteceriam!


Maria Valéria disse...

"Não sou médica mas conheço médicos que trabalham ou já trabalharam no SUS, e posso garantir pelos relatos deles que não é nada fácil.

Antes eu tb reclamava que os médicos do livro do convênio também não atendiam direito, até descobrir que um médico conveniado não recebe mais que 25, 30 reais por consulta.

Vc trabalharia feliz nessas condições? Depois de ralar, estudar quase dez anos pra ser tratado como um profissional bunda, mercenário que não atende direito e pior, não recebe direito e não pode reclamar por isso afinal "vc escolheu essa profissão, agora aguente" (que desculpinha hipócrita!!)."

Pois e.

Por essas e outras que nao me filiei a convênio nenhum.Pra receber essa merreca e atender os pacientes que nem lixo?? To fora.

Meu atendimento no SUS e muito melhor que de muito particular que tem por ai.Tem dificuldade no SUS sim, faltam remédios básicos, muitas unidades nao tem fisioterapeuta, fonoadudiologa , psicólogo ( profissionais essenciais para complementar o atendimento); mais medicos para dividirem o volume de trabalho ( nao conheco nenhuma cidade que contrata medicos em numero suficiente para atender a demanda,quem conhecer, favor me avisar e publicar anuncio); por isso as filas de espera para consultas e idem para exames. Nada disso me tira o gosto de trabalhar, atendo com o maior prazer e carinho.O que nao suporto e gente mal - educada, que chega berrando na porta do consultório " exigindo" atendimento " na hora" ; sem que o caso seja urgente; que chega xingando, que chega com indireta e falta de educação ; intimidando,Mas felizmente, esses casos são exceção.A maioria me trata com respeito e pode ter certeza que trato todos da mesma forma.;))
Bjs

Anônimo disse...

"Vc trabalharia feliz nessas condições? Depois de ralar, estudar quase dez anos pra ser tratado como um profissional bunda, mercenário que não atende direito e pior, não recebe direito e não pode reclamar por isso afinal "vc escolheu essa profissão, agora aguente" (que desculpinha hipócrita!!)."

Hipócrita é quem sabe que vai ganhar uma merda e depois fica descontando frustração em PESSOAS DOENTES, sem receber punição alguma por isso por conta do CORPORATIVISMO. Ficou claro ou precisa desenhar?

Elisa disse...

Nossa, eu nao sei pq o povo aqui reclama tanto de médico, já que a maioria nem precisa pelo visto, por que sabe como deve ser feito o procedimento, que tem que sedar, que tem que levar ao banehiro, que tem quenfazer assim eassado...

E nao adianta meia duzia ter explicado que tem q srr assim, porque afinal, o s palpiteiros sabem exatamente o que fazer, ne?

Eu nemia comentar taaaanta ignorancia e mimimi, mas o comentario da anonima das 21:21 me motivou, porque é caso de conselho tutelar... como assim vc se recusa a fazer um exame importante pr saúde da sua filha?

Eu relamente nao queria ser sua filha, nem ninguem da sua familia. Porquenrecusar tratamento porque o exame é desconfortável? Vc prefere q ela tenha uma complicação q a leve a perder algum órgão, ter infecção ou sei lá o que pode acontecer?

Sei lá, mas isso ai ultrapassa a ignorância, é burrice.

E vc não está sendo uma mãe zelosa, mas negligente.

Fer S. disse...

É, Maria Valéria.. É bem por aí! Tem paciente mal educado que dá desânimo...

Quanto a contratar médicos, a questão é bem mais complicada...
Aqui abriu um concurso no começo do ano pra trabalhar no SUS com 400 vagas... Menos de 200 inscritos/aprovados... Por maior que fosse o salário (tinha salário de quase 10 mil reais)...
Tenso... =/

Anônimo disse...

Ai gente, por favor né. Que coisa mais estúpida ficar falando que o sofrimento do outro é "mimimi" e "frescura".
Primeiro: a autora dividiu sua história e contou como se sentiu. Em nenhum momento eu vejo no texto ela acusando todos os médicos. Quem tá aqui vestindo a carapuça e se defendendo, está porque quer. Não vi no texto nenhuma generalização, a autora apenas descreveu a experiência dela e os desdobramentos dessa experiência na vida DELA.

Agora, como profissional da saúde, tenho que dizer: profissional que vem aqui dizer que paciente tá de frescura, falar que é mimimi, querendo SILENCIAR os pacientes como se estes não pudesse reclamar do atendimento quando sentem que foram mal atendidos, sinceramente, me envergonha. VÃO PLANTAR BATATA GENTE. Eu também saio de casa antes das 7 e chego pouco antes das 10. Eu também ralo feito um burro de carga, além das horas de leitura e estudo porque precisamos SEMPRE nos atualizar, e não acho que isso justifica silenciar paciente, agir como se eles não tivessem direito a reclamar. Tem gente aqui se comportando exatamente como dizem que a maioria de nós se comporta: como se se sentissem criaturas superiores acima dos outros.

É por isso que já existe todo uma movimentação tanto do Ministério da Saúde quando do MEC em enfatizar a necessidade de humanização no atendimento em saúde. É necessária e URGENTE uma adequação dos curriculos dos cursos de gradução e pós-graduação em saúde, para que formem profissionais que no mínimo, se sintam no mesmo nível que os pacientes.

Quase todo mundo rala pra caralho, quase todo mundo ganha menos do que gostaria, imagina se isso justificasse tratamento desumano e frieza?

Desculpa, mas exijo ser tratada com educação e dignidade. Exijo que me reconheçam como ser humano e que me atendam da melhor maneira que for possível. Isso serve pra qualquer profissional, desde a caixa da padaria onde compro meu pão até médicos. Porque desculpa gente, mas médico é um profissional como qualquer outro. Foi mal, mas não tá em um patamar acima, nem nada disso. É bom que se lembrem.

E parem de ficar falando que estão todos generalizando. A maioria aqui falou: "alguns médicos". Não precisam vir aqui achar ruim só porque você é um bom médico.

A gente sabe que nem todos os homens estupram, mas não gostamos quando sempre vem um pra dizer "MAS EU NÃO ESTUPRO!" como se isso invalidasse tudo pelo que lutamos.

Sério. Menos pedras na mão.

Maria Valéria disse...

Fer,

Aumenta o salário pra 20 mil pra ver se nao aparecem cem candidatos por vaga....:p

Nao e por nada, mas juiz ganha 20 mil por mes, e a justificativa , que e devido a " responsabilidade em lidar com as vidas dos outros"
Ue...e medico lida com o que mesmo,?? Se adoram tanto jogar na nossa cara a " responsabilidade" , que paguem de acordo, nao e mesmo??;))

Vivo muito bem ganhando bem menos que isso, mas, acho que e o mínimo que a gente merecia,

Bjs

Maria Valéria disse...

Nao tem ninguem aqui de mimimi nao.

Nao tem ninguem invalidando o post da autora; com o qual , alias, concordei e disse que o post acima deveria ser enviado para universidades de medicina.

Nao tem ninguem dizendo que temos que tratar mal por causa de salario baixo e mas condições de trabalho.

So que as pessoas tem que entender que medico nao e burro de carga,que da mesma forma que os pacientes querem respeito a gente tambem quer.Que ninguem tem que ficar agüentando gente berrando na porta do consultório, dando indireta, fazendo ironia durante a consulta,
Se foi mal atendido em outro lugar o que eu tenho que ver com isso? Se falta remedio, se a vaga pra exames demora,...ue..!!!!Não tem que descontar em cima de mim, simples.Teve uma pessoa que uma vez ja entrou dizendo " mas esses medicos, heim...tem cada vez mais noticiário sobre erros medicos" ; ao que respondi : " por que você esta me dizendo isso?" - ao que a pessoa ficou sem graca e comecou a falar do problema que a tinha trazido a consulta,

Da mesma forma que o cliente quer respeito, a gente tambem quer.- o profissional agradece!!!

E so estou dizendo isso, Lola, por que as pessoas que vem escrever " medico e mercenário e so pensa em dinheiro", " normalmente, são as mesmas que destratam os profissionais de saúde durante o atendimento , que falam a famosa frase " cala a boca que eu pago o seu salario" ou bobagens do gênero.

Desculpa ai, mas respeito vem dos dois lados.

Elaine Telles disse...

Anon das 11:27, comentário bastante lúcido, parabéns!

Marina P disse...

Bem eu trabalho no SUS, mas como psicóloga. Já vi de tudo na unidade de saúde em que trabalho e a realidade é complicada mesmo.

Agora, estou achando interessante ver tanta gente falando aqui de salários baixos, como se só fossem atender bem os pacientes se ganhassem mais, como se fossem a única classe profissional que ganha pouco e trabalha em condições que deixam a desejar! Na minha unidade trabalham vários médicos, todos eles têm a meta de atender de 5 a 6 pacientes por hora e, por incrível que pareça, tem médicos que conseguem, nesse tempo curto, ser extremamente humanos. Esses médicos são muito queridos pelos pacientes - que preferem madrugar na fila a chegar uma hora mais tarde e ser atendidos pelos outros médicos. Eles também são os que têm maior indice de resolutividade (medido mensalmente na unidade) e cujos pacientes apresentam maior adesão ao tratamento.

As pessoas fazem escolhas. Os médicos escolheram ser médicos e sabiam que seria corrido, cansativo, que teriam de lidar com pessoas, inclusive com crianças berrando e se debatendo, com pacientes grosseiros, etc. Se querem ter melhores condições de trabalho, lutem por isso. Se querem ganhar melhor, lutem por isso. Se querem ser mais respeitados, lutem por isso. Enfim, busquem sempre melhorias, mas não esperem que os pacientes aceitem ser mal tratados porque vocês não estão felizes com algum aspecto de sua profissão. Uma violência não justifica a outra.

Já ficou claro, após tantos comentários, que o exame que a autora do guest post tinha que fazer era mesmo constrangedor, doloroso, etc. Ok, entendemos. Entendemos que a sedação não era indicada, entendemos o que são hospitais-escola, etc. Mas também ficou claro que ela foi transportada nua de uma sala à outra, que ninguém explicou direito o que iria acontecer - como, por exemplo, o motivo pelo qual a menina devia urinar sobre a mesa - e que ninguém teve um mínimo de sensibilidade, ninguém conseguiu parar, olhar para aquela criança e perceber que ela estava apavorada. Isso é gravíssimo! Ou os médicos se esquecem que a saúde mental também é Saúde?

Ok, médicos não precisam ser simpáticos, mas precisam sim ser educados. Aliás, isso vale para qualquer profissional, de qualquer área.

Quanto aos comentários dizendo que o guest post é confuso e não tem sentido, discordo completamente.

Anônimo disse...

"Não tem que descontar em cima de mim, simples.Teve uma pessoa que uma vez ja entrou dizendo " mas esses medicos, heim...tem cada vez mais noticiário sobre erros medicos" ; ao que respondi : " por que você esta me dizendo isso?" - ao que a pessoa ficou sem graca e comecou a falar do problema que a tinha trazido a consulta,"


Eu sou advogada. Se eu desse bola para cada vez que escutei que todo advogado era pilantra, mercenário, que o amigo do primo do cunhado do vizinho de não sei teve o dinheiro da ação embolsado pelo patrono e sabe-se lá mais Deus o que, teria feito Artes Plásticas. Porque né? Se não aguenta, bebe leite. E isso não é desculpa para destratar um cliente ou descontar minhas amarguras nele.

Anônimo disse...

Meu Deus, esses médicos reclamam demais!! É claro que ninguém vai falar do maravilhoso atendimento, já que o assunto abordado no post não foi esse. Sendo assim, todos têm sim alguma crítica. Sabrina.

Maria Valéria disse...

"Eu sou advogada. Se eu desse bola para cada vez que escutei que todo advogado era pilantra, mercenário, que o amigo do primo do cunhado do vizinho de não sei teve o dinheiro da ação embolsado pelo patrono e sabe-se lá mais Deus o que, teria feito Artes Plásticas. Porque né? Se não aguenta, bebe leite. E isso não é desculpa para destratar um cliente ou descontar minhas amarguras nele."

Ok, em primeiro lugar queria que vc me mostrasse em que parte dos meus posts esta escrito que concordo em descontar minhas amarguras em cliente.Acho que vc nao leu direito., principalmente o primeiro post, procura que vc acha,

Em segundo lugar,Lola, seu blog continua sendo o campeão de grosseiras postadas pelos próprios comentaristas,direcionadas aos outros que vem aqui comentar com educação....

Essa de "não agüenta , bebe leite", foi o cumulo da grosseria.Vc ja sabe minha opinião , Lola.Nao vou discorrer mais sobre o assunto.


Maria Valéria disse...

Já ficou claro, após tantos comentários, que o exame que a autora do guest post tinha que fazer era mesmo constrangedor, doloroso, etc. Ok, entendemos. Entendemos que a sedação não era indicada, entendemos o que são hospitais-escola, etc. Mas também ficou claro que ela foi transportada nua de uma sala à outra, que ninguém explicou direito o que iria acontecer - como, por exemplo, o motivo pelo qual a menina devia urinar sobre a mesa - e que ninguém teve um mínimo de sensibilidade, ninguém conseguiu parar, olhar para aquela criança e perceber que ela estava apavorada. Isso é gravíssimo! Ou os médicos se esquecem que a saúde mental também é Saúde?

Marina, se vc ler o meu primeiro post, vai ver que concordo inteiramente com a reclamação da autora do guest post. A gente acaba falando sobre salario, sobre condições de trabalho, sobre problemas da profissao, porque faz parte, mas em nenhum momento eu disse que essas coisas justificam maus tratos a qualquer paciente.bjs

Anônimo disse...

Quem tá são? O mé(r)dico.
Quem tá doente? O (im)paciente.

Quem está na situação de vulnerabilidade? O (im)paciente.
Quem tem o DEVER LEGAL de agir com profissionalismo e competência? O mé(r)dico.

A situação está bem clara para mim.

Camila disse...

Como estudante de Radiologia, sei que exige-se que o paciente urine durante o exame para avaliar como a bexiga está soltando a urina. Porém qdo é uma criança fazendo o exame é de praxe pedir sempre pra que o pai/mae e ou responsável acompanhe o exame. Acompanhei mtos exames de uretrocisto no hospital infantil em q faço uma pesquisa para avaliar as doses de radiação nesses exames. Em todos os pacientes @s enfermeir@s passam um anestésico em pomada antes da passagem da sonda, nunca deve-se deixar o paciente despido qd vai de uma sala pra outra afinal é pra isso que existem aventais, durante todo o exame o radiologista explica todos os procedimentos que está fazendo. É claro que esse hospital infantil é comprometido com a humanização na saúde e atende pacientes do sus. Muito triste esse depoimento, vou tomar ainda mais cuidado durante os exames pra que nenhum paciente leve marcas por toda a vida.

Fer S. disse...

Pois é Maria Valéria... Também me surpreendi com a má vontade de interpretar textos e as grosserias de algumas pessoas aqui..

Também vou me retirar da discussão depois desse último comentário anônimo 19:11 utilizando o termo "mé(r)dico" pra toda a classe. Depois dessa, não tenho nem o que falar...

Eu só queria saber se todos esses comentaristas que são exemplos de profissionais são tão simpáticos, prestativos, educados, acolhedores, etc com TODOS os clientes o tempo TODO.. ou se isso é obrigação só do médico?

De toda forma, foi muito bom trocar ideia com o pessoal que realmente quis debater o tema!

Abraços!

Thaís disse...

Infinitos níveis de amor pela Fê S <3

Eu não tenho plano, convênio, nada. Minha vida inteira foi de atendimento público. Sempre esperei quietinha, e por mais revoltada que estivesse, nunca quis gerar caos porque sempre pensei: "Vai que a moça ao meu lado tá pior que eu e não tou sabendo?"

E já presenciei vários casos de gente berrando só pra chamar a atenção mesmo.

Sinto pena da mentalidade de gente assim.

Fer S. disse...

Thaís! Obrigada!!

É recíproco! <3

Beijo!

Maria Valéria disse...

Fer s

Eu tambem encerrei a discussao a hora que li o " merdico"

Nao posso falar aqui educadamente dos problemas da minha profissão,mas outros podem denegrir a imagem da minha profissão usando de vocabulário chulo....entao ta...!!!

Tambem simpatizei muito com vc, se quiser fazer contato entre no meu blog e deixe seu mail num comentario - tenho moderação,depois apago o comentario e te escrevo...;))
Bjs

Bia Noronha disse...

Tentei ler todo o debate, mas o numero de comentários tá muito gigante, porém acho importante falar algumas a minha opinião sobre o assunto:

Eu não sou médica, nem trabalho perto da area de saúde, mas sou filha de médicos e vivi bem de perto o outro lado da moeda.

Acho que tem sim muito médico babaca, que faz comentário absurdo e inapropriado e nem se liga no que está fazendo. Ou muitos que ignoram o paciente, não explicam procedimentos e outras situações que sã bem desumanas.

Porém, acho que a desumanização na medicina é infelizmente comum e em alguns momentos, necessária. O médico tem de aprender a explicar procedimentos e a se comunicar com o paciente, mas em muitos momentos ele não pode se dar ao luxo disso e é até melhor que ele esteja sendo o mais objetivo possível. Claro, isso não justifica abusos e negligências (como por exemplo andar com a criança pelada no hospital), mas vale lembrar que o médico é também humano, que está trabalhando e na sitação do Brasil, muitas vezes super carregado (E sinceramente gente, não é em muito hospital, muito menos em PS que vocês vão encontrar pessoas que tão alí só pelo dinheiro).

Dialogo é essencial em tratamentos principalmente o de criaças, falar com o paciente como tentativa de acalma-lo deve ser pra mim estimulado sim ao máximo, mas procedimentos médicos tendem a ser humilhantes, você deixa de ser você e passa a ser só e somente seu corpo pois é nisso que o profissional deve se focar para achar o problema, então por si só a coisa é ruim e o que muitos podem achar um abuso, e é pela realidade da situação, não tem muito o que ser feito. Acho que sim, as situações são complicadas, pessoas com dor ou com (doença tendem a ficar fragilizadas e assustadas, mas sair atacando a classe médica com quatro pedras na mão é complicadíssmo e as pessoas deveriam analizar melhor a situação antes de fazê-lo.

Bia. B

Anônimo disse...

Eu acho que tem gente esquecendo que a relação profissional-paciente é uma relação de poder, em que na grande maioria das vezes, principalmente na rede pública, o profissional está em situação de privilegiado em relação ao paciente (o profissional é quem detém o conhecimento médico, geralmente tem melhor situação socioeconômica que o paciente, é quem está saudável, não depende do paciente - afinal, se um desistir do atendimento, tem muitos esperando - enquanto o paciente depende dele, etc etc etc)

De maneira que, na minha opinião, comparar o comportamento frio/agressivo/sem educação/etc do paciente para com o médico, com o mesmo comportamento do médico para com o paciente, é usar de falsa simetria.

Do mesmo jeito que eu espero o dia em que homens irão parar de bater o pé do tipo: "parem de generalizar, nem todos somos opressores, nem todos somos estupradores, nem todos somos .... etc", e ao invés disso, vão usar suas energias pra entender e debater o problema que está sendo apresentado.
Acho que todos sabemos que há sim bons médicos, há médicos que não são mercenários/etc. Todo mundo sabe disso. Não to vendo o por que de tanta necessidade de justificar.

Ninguém tá querendo crucificar médicos, ninguém tá dizendo que cada médico é um mercenário/frio/etc só por ser médico. Estamos dizendo que atendimento desumano existe, é frequente (MESMO EXISTINDO MÉDICOS EXCELENTES, EXISTEM OS QUE NÃO SÃO E ISSO ACONTECE), e existe a necessidade de humanizar o atendimento.

Acho que seria mais produtivo ter empatia, se colocar no lugar do outro, e ao invés de se apegar na generalização e se sentir pessoalmente ofendido, discutir o que cada um de nós pode fazer para construir um mundo onde menos pessoas passem por violências e traumas.


Maria Valéria disse...

Olá, anônimo 01:35

Vou responder a vc porque vc foi uma das pessoas que escreveu com educação,entao lá vai

- Eu ja disse no meu primeiro post que concordo com a autora do gues post, acho que so errei em nao dizer o que deve ser feito pra melhorar a situação

- minha sugestão , como medica : durante a graduação em medicina, temos aula de ética medica durante seis meses.Acho pouco, e alem do pouco tempo as aulas são dadas de forma superficial.Acho que estender a disciplina de ética, acrescentando detalhes como humanização e conscientização dos pacientes seria uma boa idéia.Alem disso, por que nao incluir debates sobre casos reais de reclamações ?

- por fim, discordo de vc que a relacao e de falsa simetria,Desculpe, mas eu ja deixei de dormir muitas noites no inicio da carreira por ter me sentido agredida , nao so por pacientes, mas por colegas da área de saúde que trabalhavam comigo e que ficavam me pressionado pra eu atender como se fosse uma maquina, sem levar em conta que eu tambem viu ai banheiro, tambem como,tambem descanso, etc etc.Muita gente ja gritou comigo,desde pacientes, ate outros colegas medicos, ate enfermeiras.,professores.Ja entrei em depressão e ja pedi afastamento por esse motivo por nao ter agüentado, na época, as agressões e a pressão no trabalho, por duas vezes.A profissão de medico esta incluída entre as dez que mais sofre com stress e síndrome de "Burn out" , ao lado de bombeiros, policia, pilotos de avião e controladores de voo.( por sinal, todas essas profissões que lidam com a vida e com uma responsabilidade muito grande, e que ganham pouco - o medico so ganha bem se tiver clinica própria )
Um medico em " Burn out" pode num dado momento perder a cabeça, sim; e se ele nao tiver a sensibilidade de perceber isso a tempo e pedir um afastamento ,pra se tratar,antes de perder a cabeca,ou se ninguem por perto alerta-lo....sinceramente a carreira dele acaba, dependendo da besteira que cometer,
Eu nunca perdi a cabeça , mas ja cheguei perto disso, digamos que em dado momento ja quis desistir de ser medica e fazer outra faculdade, tamanha a pressão,
Ja teve inclusive matéria de jornal me caluniando,nao citava meu nome, mas eu sabia que falava de mim " posto de saúde demora tres horas pra atender paciente com gripe" - e eu, nesse meio tempo, salvando a vida de uma crianca que tava convulsionando sem parar e por isso a atendimento dos outros atrasou,
Hoje, apos muitos anos de terapia,entendi que amo minha profissão, amo meu trabalho, e amo os meus pacientes,por mais que as vezes um ou outro se exceda.aprendi a criar mecanismos para lidar com isso sem sofrer tanto e sem ficar pensando nisso na hora de dormir,
Dica valiosa para os outros profissionais e colegas : faca teatro,expressão corporal ou qqer coisa que trabalhe com a comunicação.eu faço teatro e nao me arrependo, me ajudou muito!!;))
Alias, falando nisso, outra sugestão seria ter terapia obrigatória pra todos os estudantes de medicina- e deveria ser oferecida na faculdade.lembro de um dado momento ter precisado muito, e a psicóloga da faculdade nunca tinha vaga.paguei particular, e ainda assim demorei seis meses pra achar uma que tivesse horario,

- portanto, eu, em minha opinião, acho que somente discutir as soluções vendo do ponto de vista do paciente, sem levar em conta que o medico e um profissional que se submete a pressão o tempo e todo, que tambem adoece, que tambem tem saúde mental;e que tambem precisa ser cuidado e ter a consciência que deve ser cuidar, e tapar o sol com a peneira.estamos discutindo os motivos que levam alguns medicos a serem desumanos, certo? Eu elenquei vários ai acima,nao disse que justifica,mas que precisa ser visto e ser debatido, nao tenho duvidas.;))
Beijos

Marina P disse...

Maria Valéria, o meu comentário não foi dirigido a você especificamente. Mesmo assim eu reli os seus comentários e de todas as outras pessoas para entender como o assunto salário/remuneração entrou na pauta de discussão. O seu primeiro comentário foi uma resposta a diversas questões que já haviam sido levantadas em comentários anteriores. Foi para se posicionar diante de afirmações generalizantes e até mesmo preconceituosas (de que a maioria dos médicos só pensa em dinheiro) que você falou do salário e das condições de trabalho dos médicos. Ok, eu não tinha realmente percebido que foi por esse motivo que o aspecto da remuneração e condições de trabalho dos médicos tinha ganhado aos poucos tanta atenção e que, por isso, passou-se a falar tanto das dificuldades que os médicos encontram. Mea culpa.

De qualquer forma, acho muito chato que a discussão tenha se desviado dos direitos dos pacientes para os direitos dos profissionais e acredito que outras pessoas sentiram o mesmo que eu. Lendo todos os comentários (e não os seus ou de outras pessoas especificamente) a impressão que tive foi de que a discussão acabou recriando uma oposição pacientes X profissionais que, infelizmente, às vezes acontece no SUS e em serviços de Saúde de uma forma geral.

Como o guest post é sobre a forma como a autora foi atendida e como isso repercutiu em sua vida por vários anos, acho compreensível que surja um estranhamento diante de comentários que falam de como os médicos enfrentam dificuldades (cansaço, baixos salários, falta de respeito, etc.). Pode soar sim como tentativa de justificar maus tratos embora não seja em alguns casos, como o seu.

Maria Valéria disse...

Marina,

E esse o ponto,, nao sei por que causa estranhamento falar do lado do profssional de saúde.Nao estamos discutindo as razoes que levam muitos medicos a serem desumanos? Nao e anormal que tantos medicos sejam desumanos, se deveria ser o contrario? Por que nao discutir as causas que levam isso a acontecer, em vez de fingir que nao existem ? Nao estou dizendo que justifica, mas fingir que nao existe isso nao resolve, em minha opinião,
Quem melhor que um profissional da área de quem a autora reclama para responder a ela por que essas coisas acontecem ? Se nao quiserem ouvir minha opinião, beleza, mas pelo menos tentei falar. E eu nao poderia deixar de responder aqui, fingir que nao me diz respeito.
Eu ja recebi atendimento ruim de um medico,que sabia que eu era medica,,,imagina se ele nao soubesse,,,:/
Meu pai ja foi atendido de forma desumana por um " amigo" meu que , ao saber que era o " meu pai" pediu desculpas e se justificou, quer dizer, se fosse um ze ninguem, se nao fosse meu pai, ele nao pedia desculpas , passava batido ? :ooo,
Eu poderia escrever inúmeras outras historias aqui, mas nao acho que adianta so reclamar sem tentar resolver aa raízes do problema, como diz o ditado, " o buraco e mais embaixo"
De qqer forma, minha resposta esta melhor elaborada no meu ultimo post de hoje, acima do seu..;))
Beijos!!!

Anônimo disse...

Quem tá são? O mé(r)dico.
Quem tá doente? O (im)paciente.

Quem está na situação de vulnerabilidade? O (im)paciente.
Quem tem o DEVER LEGAL de agir com profissionalismo e competência? O mé(r)dico.

A situação está bem clara para mim.


Morri de rir do "mérdico" e do "impaciente", é bem por aí mesmo. Vítima de erro médico aqui, e o MÉRDICO, bem grandão assim pra todo mundo ver, M-É-R-D-I-C-O continua clinicando normalmente, mutilando pessoas sem que nada de mal lhe aconteça.

Anônimo disse...

"Nao posso falar aqui educadamente dos problemas da minha profissão,mas outros podem denegrir a imagem da minha profissão usando de vocabulário chulo....entao ta...!!!"

Denegrir é um termo racista, só pra te informar.

Anônimo disse...

"Hipócrita é quem sabe que vai ganhar uma merda e depois fica descontando frustração em PESSOAS DOENTES, sem receber punição alguma por isso por conta do CORPORATIVISMO. Ficou claro ou precisa desenhar?"

Lendo uns comentários aq dessa gente incoerente q acha q a vida é dura e mesmo assim vai prestar por vontade própria vestibular pra medicina, trabalha no SUS, atende convênios etc., to achando q vai precisar do desenho sim.

Falam q não são mercenários mas usam a desculpa de ganhar pouco e trabalhar muito para esculachar pacientes.... POSERS.

Aninha disse...

É triste ver o comentário de PROFISSIONAIS DE SAÚDE achando tudo isso normal. O paciente deve, sim, ser tratado com dignidade. O médico tem, sim, obrigação de ser educado e respeitoso.
Eu, enquanto estudante de Farmácia, visitei o Hospital das Clínicas por diversas vezes, muitas delas entrando nos quartos dos pacientes. É visível o quanto isso é incômodo e constrangedor para eles. E isso porque nós, da Farmácia, nem chegávamos a tocar no paciente... Imagina como deve ser a sensação de ter tocado por 15 alunos de medicina...
E, outra coisa, não é porque o tratamento é custeado pelo governo que ele deve ser visto como um favor. Todos deveriam ter direito a ter sua saúde tratada com dignidade, seja onde for.

dohko disse...

Pq vcs acham que hospitais públicos, postos de saúde e unidades de urgência não conseguem completar as escalas?

O serviço é estressante. Os pacientes muitas vezes não dão valor. Temos que atender o paciente o mais rápido possível pq tem uma fila do lado de fora do consultório (e talvez algum realmente grave).

Já trabalhei em unidade pública de urgência. A realidade é cruel, infelizmente!

Em um dos meus plantões chegou um paciente em parada cardiorrespiratória e gastei cerca de 1h investindo na reanimação, mas infelizmente não tive sucesso. Era um caso muito grave! Sai da sala de emergência muito decepcionado. Dai me deparo com um jovem paciente fazendo escândalo, me xingando. Reclamava por estar esperando a quase UMA HORA!! Justamente a UMA HORA QUE TENTEI SALVAR UMA VIDA!!!
Tentei com toda a calma explicar o motivo do atraso no atendimento e que nesse dia eu era o único médico no plantão.

Querem saber a resposta dele?

"Foda-se! O cara lá morreu? Azar o dele... Tenho que olhar é o meu lado!!!"

Quanta decepção com o ser humano que eu tive! Ainda mais quando escutei o motivo pelo qual ele buscava um ATENDIMENTO DE URGÊNCIA.
"Caiu uma caixa de sapato de papelão no meu pé...não consigo trabalhar!!" Ou seja, ATESTADO!!!

Detalhe que fiquei sem receber durante 4 meses...

Fiquei estressado com a situação do salário e da falta de condições e pedi demissão!

Lucas disse...

Infelizmente vários tratamentos de saúde tem um custo ao paciente. Exames necessários podem ser desconfortáveis. O constrangimento ao qual H. (e muitos outros pacientes) foram submetidos é o custo para garantir a saúde e sobrevida digna. Quem já acompanhou de perto o sofrimento de um paciente com insuficiência renal sabe que esse constrangimento vale à pena para evitar isso.
Sedar pacientes (principalmente crianças) não é algo simples e nem isento de risco. As complicações são imprevisíveis e potencialmente fatais.
A medicina é (e precisa ser) ensinada na prática. Todos os dias se reclama da falta de bons médicos. Infelizmente a melhor forma que se conhece para ensinar medicina é mostrando os pacientes e exames na prática para que eles não hesitem quando forem totalmente responsáveis pelos seus próprios pacientes. É necessário que o estudante examinem o paciente doente ao lado do médico docente, pois existem nuances no exame clínico que nenhum livro é capaz de ensinar. E esse ensinamento se reflete ao longo de toda a carreira daquele futuro médico. É desconfortável para p paciente ser examinado 3 ou 4 vezes em uma consulta, mas é o melhor ensino que um estudante pode ter.
Entendo que a medicina precisa se humanizar. Existem cuidados simples (como cobrir o corpo nu de um(a) paciente)que podem fazer grande diferença para os pacientes. Mas alguns sofrimentos são inerentes aos tratamentos e exames. E, mesmo assim, são sofrimentos. Mas os pacientes deveriam tentar fazer essa diferenciação ao se queixar.
Vi também algumas pessoas falando que médicos são 'muito folgados' pq querem menos trabalho e menos retorno e que não existe 'amor à profissão'. 1° Te desafio achar algum profissional que queira mais trabalho e menos retorno e reconhecimento. 2° Não há folga para os profissionais de medicina. A maior parte deles trabalha mais de 60h por semana desde a faculdade. Os que conseguem trabalhar menos do que isso e ter uma remuneração digna são na verdade 'medicos-empresários' donos de clínicas e hospitais. 3° O amor à profissão começa muito antes de começar a exerce-la quando muitos jovens se submetem a longas jornadas de estudo para entrar numa faculdade e, depois, para se formar. Mas muitos se frustram com a falta de estrutura oferecida pelo maior empregador de profissionais de saúde no país (o SUS), com remunerações injustas dos planos de saúde (http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/04/1267391-medico-deixa-de-fazer-cirurgia-devido-ao-baixo-valor-pago-por-plano.shtml) e, às vezes, com a própria profissão. 4° Erra quem acha que todo médico pensa como o tal do Rodrigo postou aqui antes. É importante considerar o sofrimento do paciente, suas individualidades, medos e duvidas. Mas não é possível fazer isso com todos os pacientes, todos os dias. Assim como acredito que vocês não conseguem ser simpaticas e gentis com todos, todos os dias, nas suas respectivas profissões.

L. Rodrigues

donadio disse...

"Não existe justificativa plausível para que um animal seja sedado e uma criança não além do sadismo envolvido em uma profissão que dá poder de vida e morte a pessoas raramente qualificadas para tanto."

Bom... existe.

Primeiro, um animal não é um ser humano, é uma propriedade. Portanto, pode-se correr riscos maiores com um animal do que com um ser humano - inclusive o risco de aplicar um sedativo que pode ser potencialmente letal, ou, sei lá, causar amnésia total.

Segundo, um animal não tem como entender o que está acontecendo com ele. Não há como explicar a um gato ou a um boi que um procedimento qualquer, embora doloroso, é indispensável para salvar sua vida. Seres humanos podem entender essas coisas, se elas forem explicadas.

Anônimo disse...

Que idiota.

Anônimo disse...

Fiz esse exame com 7 anos e foi um trauma que so voltei a ir em um hospital depois dos 20 anos. Tive o mesmo problema novamente e so tive coragem de fazer o exame 3 anos depois dos sintomas terem aparecido. Por sorte dessa vez foi em um hospital melhor, os medicos me trataram muito bem e nao existe mais sonda agora o processo nao doi, so é incomodo na introducao do iodo. Apos o exame doi para urinar durante alguns dias. Foi muito ruim. Mas devido aos bons profissionais e a tecnologia superei o trauma.