domingo, 14 de abril de 2013

BLANCHE, MINHA DEUSA (1999-2013)

Minha gata Blanche morreu hoje, num domingo de abril, igual a meu amado pai, só que ele foi exatos vinte anos atrás. Estou muito triste, mas resignada.
Na realidade, Blunf foi minha segunda gata. Meu primeiro (e esses pronomes possessivos são só pelo hábito, porque a gente sabe quem realmente é "dono" de quem), Freud, Fru para os íntimos, morreu rapidamente quando tinha mais ou menos a mesma idade da Blanche, 14 anos. Eu não estava em casa, na época em Joinville. Estava participando de um congresso de professores de inglês em Recife, e a morte foi repentina. Quando o maridão me contou pelo telefone, eu passei uns dois dias me acabando de chorar. Usava óculos escuros pra disfarçar as lágrimas, que não paravam de cair.
Já quando meu cãozinho Hamlet morreu não foi tão difícil. Foi durante meu doutorado-sanduíche em Detroit. Ao viajarmos, o maridão e eu, já sabíamos que nunca mais o veríamos, porque ele já estava muito velhinho (quase 16 anos) e doente. Foi terrível deixá-lo (minha mãe ficou cuidando dele), mas a morte em si, quase um semestre depois, já era esperada.
Blanche vigia minha mãe secar Hamlet, após o banho
A Blunf eu sabia que estava nas últimas. Ela havia emagrecido um monte nas semanas recentes, estava caminhando com dificuldade, e um de seus olhos, dominado pela catarata, mal abria mais. Ela foi levada pruma clínica veterinária na sexta, ficou lá uma noite, tomando soro e se submetendo a um monte de exames, pobrezinha, e voltou ontem bem no final da tarde com um diagnóstico nada promissor (vários tumores e problemas renais), e inúmeros remédios pra tomar. 
Minha mãe e o maridão ainda tinham esperança que Blanchinha aguentasse mais alguns meses (eu não tinha), e a gente já havia decidido que iria sacrificá-la se ela viesse a sofrer. Mas hoje de manhã, lá pelas 8 horas, ela simplesmente se deitou na porta e, sem espasmos, sem nada, parou de respirar. Foi uma morte suave. E é bem melhor que eutanásia. 
Mas sempre dói, né? É um bichinho que acompanha a nossa vida durante tantos anos... Eu lembro de quando vi a Blanche pela primeira vez. Era feriado, 7 de setembro. Poucas semanas depois da morte do Fru, eu estava levando o Hamlet pra passear quando avistei uma pequena gata preta na frente da casa de uma vizinha. Perguntei se a gata era dela, ela disse que sim -- "Quer levar?". Conheci a mãe e a irmã da Blanche, nenhuma das duas preta, e que não viveram mais de dois anos depois daquele encontro (animais tinham uma expectativa de vida baixa no meu bairro em Joinville). 
Lembro de levar a Blanche pra casa, e aí de ficar mais de uma hora sentada no chão com o maridão, tentando pensar num nome pra ela, e tentando fazer com que ela e Hamlet se adaptassem um ao outro. Achei que Blanche era um bom nome pra homenagear uma das minhas personagens preferidas, a DuBois de Um Bonde Chamado Desejo, e pela ironia de uma gata preta se chamar Blanche.
Ela não teve uma vida fácil, tadinha. Com pouco mais de um ano, ela pegou uma infecção seríssima no útero, devido aos anticoncepcionais (esta linha não se usa mais justamente por causa desses efeitos colaterais). Foi levada correndo pra clínica e, no meio da cirurgia pra remover o útero, teve duas paradas cardíacas. Marcos, nosso veterinário querido lá em Joinville, a ressuscitou e perguntou o que queríamos fazer -- sem a cirurgia ela iria morrer, mas se continuasse com a cirurgia, os riscos também eram altos. De novo, eu estava viajando (um congresso em Goiânia, acho), mas optamos pelo óbvio, pra seguir com a cirurgia. Blanche sobreviveu, mas ficou um pouquinho manca.
Nada que eu não pudesse piorar. Um tempo depois, passei com o carro por cima dela. Ela de vez em quando dormia embaixo do carro, na garagem, e eu não vi ao sair pra trabalhar. Ela fraturou o fêmur, e ficou tortinha e manca pra sempre (aquele foi outro dia que eu chorei dilúvios). Quando nos despedimos dela pra ir pra Detroit, em 2007, ela ainda subia nas mesas, mas precisava da ajuda de um banquinho. Quando voltamos, um ano depois, já não tinha banquinho que desse jeito. 
Blanche adota um Calvin quase bebê
Mas Blanche era muito ativa, corria, destruía caixas, brincava, miava, mordia, atacava o Calvin. Calvin, meu gatinho amarelo, é um ano e pouco mais novo que ela. Por enquanto, segue se comportando como um adolescente. Exceto hoje. Hoje não teve curiosidade felina que o fizesse descer pra ver o cadáver da gata com quem viveu toda sua vida. Ele se recusou a descer, inclusive horas depois. Ele sabe.
Na escala de afeto, eu era a humana número 3 da Blanche. Ela adotou mesmo a minha mãe, e o Silvio, de vez em quando, era um substituto à altura. Tinha muitas vezes que Blunf me ignorava na cara dura. Mas eu a amava mesmo assim. 
Ela está neste vídeo que eu fiz do meu quarto em Joinville (é o quarto vídeo do post; pode ver os dos esquilinhos antes, se quiser). E está em várias crônicas (esta me fez rir). Adeus, minha princesa de ébano!

63 comentários:

Andressa disse...

Que post comovente. Também já perdi um gatinho, e agora estou com um filhotinho safado aqui em casa. Entendo como eles são especiais na nossa vida e como dói quando eles se vão.
O importante é que ela teve uma vida feliz e completa.
Força pra vc!

Julia disse...

Sinto muito, Lola.

Minha cadela também teve uma infecção no útero e ela usava anticoncepcional também. Ela pariu a última vez uns 4 meses antes dessa infecção aparecer. O anticoncepcional falhou. Só descobrimos que ela estava prenha umas 2 semanas antes dela parir porque a barriga não cresceu muito. Aí ela teve um filhote só, o Téo. O que é estranho pra uma cadela de porte médio. Até hoje não entendi isso.

Que bom que sua Blanche e a minha Amélie superaram isso. E meus pêsames pela sua perda.

Caroles disse...

Ai Lola, chorei horrores com esse post e sigo chorando. Tenho uma gata, a Mima, que tem 15 anos... Tá comigo desde que eu tenho 7. Eu amo gatos (crazy cat lady), sempre amei. Antes da Mima eu pedia gatos de pelúcia em todas as oportunidades que eu tinha. Ela foi um sonho de criança realizado. Só de pensar que ela tem pouco tempo restante de vida na minha vida me faz chorar horrores. Tenho outros dois gatos agora, mas nenhum vai ser que nem ela... Enfim, fica bem. Dói muito perder esses amigatos. :'(

jacmila disse...

Uma gata preta me tem há mais de 10 anos e tb sua irmã uma gata siamesa e tem a filha da preta - é o nome "criativo" q dei pra ela - uma bem malhada imensa. Tenho tb dois cães: Bibbo e a Rosinha - todos os cinco estão velhinhos mas ativos.
Meu primeiro gato era totalmente branco, enorme, estava bem idoso qdo desapareceu para morrer sozinho.

Ontem vi um filme q tem um gato. Filme triste e belo:

http://www.imdb.com/title/tt1235170/

I'm sorry for your loss
abraço fraterno
camila

Dai disse...

Chorei lendo esse texto. Sei quanto esses seres mágicos que são os gatos nos fazem bem, o quanto se tornam parte de nossa vida e da família, e toda alegria que trazem consigo. Blanche teve uma vida bela, com muitas reviravoltas felizes, e humanos de quem se orgulhar. Abraço forte, Lola, e transmita meus sentimentos ao Sílvio e La Mamacita.

Nina disse...

Ôô Lolinha, meus sentimentos! Já perdi alguns gatos, todos muito jovens, porque infelizmente não podia proporcionar a eles um lar seguro, sem acesso às ruas. E o ser humano é cruel muitas vezes, não sabe entender toda a beleza dos gatos, ainda mais gatos negros.

Agora ela é uma linda estrelinha no céu! (=

Fica bem!

Natalia Matos disse...

Pôxa, que triste. É uma parte da gente que vai junto... Pelo menos ela teve uma família, amor e cuidados.

A vida é isso mesmo, mas a gnt não acostuma :(

Ju disse...

Sinto muito pela sua companheira e por você, Lola. Se existir um céu, tenho certeza de que todos os animais irão para lá.

Rafaela disse...

Nossa Lola muito comovente. Os gatos são companheiros incríveis. Sinto que ela tenha partido. Quem já teve um companheiro assim sabe a dor da saudade.

Paula disse...

meus mais sinceros pêsames pela perda da sua gatinha...

perdi minha cachorrinha há alguns anos e tb sofri horrores (sinceramente, mais do que pela morte de muita gente)... sei bem como é...

p.s. eu acho que conheço esse veterinário...

Anônimo disse...

Que triste, Lola! Entendo bem o que está passando. Hoje em dia quando encontro fotos minhas abraçado com o meu primeiro cachorro - que não teve a sorte de Blanche de morrer sem sofrimento - engulo as lágrimas. Esses amiguinhos adquirem um valor enorme pra gente!

Anônimo disse...

Meus pêsames, Lola! :(

nina disse...

Que dó. É sempre uma dor perder um deles, por mais que a gente saiba que é uma questão de tempo.
Não é 'como se fosse alguém da família'. É alguém da família, faz tanta falta como se tivesse uma pessoa a menos na casa.

Comentarista disse...

=(

Lays, mãe e tudo o mais. disse...

Meus sentimentos sinceros, Lola. Sou amante de animais também, tenho (pró forma, claro) três gatinhas morando conosco, a Wicca, a Tsuki e a Jóia. Quem convive com eles sabe o quanto eles são especiais.

Renata V. disse...

Sinto muito :( Já sofri muito também por perder meus bichinhos... Agora tenho só um gatinho, amor da minha vida :) De verdade, não sei como reagirei no dia que ele se for... Abraço forte.

Lilly disse...

Perdi um hamster e fiquei muito triste, sem nem saber o que fazer com o cadáver... E isso porque ele passou só dois anos comigo (eles vivem pouco, tadinhos)... Sinto muito pela sua gatinha.

Kyra Penido disse...

Puxa Lola, força para você e para sua família. Não é fácil perder um animal tão querido :(
Sua gatinha foi uma guerreira! E tenho certeza que ela sempre se sentiu extremamente amada. O que mais um ser vivo pode pedir nessa vida além de comida, proteção e amor incondicional? :D

Abraços,
Kyra

Anônimo disse...

Sinto muito, Lola.
Abraço
Leila

A.H.B. disse...

Aw, sinto muito, Lola!

eu tenho muita saudades de meu cachorro, bichinhos de estimação são realmente parte da família!

Luiza disse...

Ah, que triste, Lola.

Sinto muito mesmo. Eu sou louca por animais, desde a lagartixa até o urso. Infelizmente meus pais nunca me permitiram ter um gato, mas entendo o que você está sentindo.

Não se preocupe, ela subiu para o céu dos gatinhos e está brincando na grama, sem dor, com outros gatinhos.

Anônimo disse...

Como uma amiga me disse quando meu Baltazafr morreu, imagine que ela agora está no paraíso dos gatinhos, sem dor ou cansaço da idade, saltitando como um filhote em meio a infinitos ratinhos de pelúcia, barbantes e caixas de papelão. Um grande abraço!

Patty Kirsche disse...

Ai, que judiação... Vc ainda está muito melhor que eu... Eu nunca mais consegui ter um bichinho desde que meu cãozinho morreu quando eu tinha 15 anos e não pude ajudá-lo.

Anônimo disse...

RIP Blanche.

Lubastos disse...

Que triste, Lola, tenha força, eu sei bem como é perder um bichinho... Ainda sinto saudades de todos que se foram. O importante é que ela viveu bastante, apesar de terem acontecidos tantas coisas ela não teve o destino relativamente comum de muitos gatos pretos, foi bem cuidada e amada! Tenho um pretinho (e mais um "vaquinha" e um "falso siamês"), ele prefere minha mãe, mas gosta de mim também.

Quéroul disse...

sinto muito. :/
=^^=

Danizita L. disse...

Lamento Lola,Blanche era uma bela gata.

clara Magalhães disse...

Meus sentimentos Lola, sinto muito mesmo!

Watashinomori~~ disse...

Eu também perdi minha gatinha recentemente. Dia 11 fez 1 mês. Diferente da sua Blanche, ela tinha só dois anos. Mas ela era muito mais que simplesmente só uma gata. por 2 anos ela iluminou minha vida. Não só a minha, a da mãe dela também, uma gata absurdamente arrogante e que se faz de difícil, mas se derreteu pela coisinha que pôs no mundo. Minha Lilly me ensinou tantans coisas, por 2 anos eu tomei gosto de ser mãe. Ela me acordava de madrugada para comer, me chamava quando acordava e se via sozinha em algum cômodo, pedia para ser carregada no colo (sério), pedia para brincar, me acordava de madrugada para brincar. Eu ganhei uma tremenda paciência com aquela coisa linda e geniosa. Mas um dia, ela simplesmente não veio pedir comida (as 6 da noite, como todo dia ela pedia). Eu fiquei desesperada e saí atrás dela na rua. A encontrei na esquina, escondida, encolhida contra uma parede embaixo de um arbusto. No instante que ela me viu veio até mim e miando bem fraquinho, assustada, quis colo. Naquele instante eu lhe prometi que onde quer que estivesse eu a acharia. 4 dias depois ela sumiu de novo. Ainda de manhã, rodei atrás dela, chorei e incomodei todos os vizinhos. Postei no facebook, procurei mais. No dia seguinte entreguei em todasas casas da rua panfletos, implorando por qualquer notícia. Quando o telefone tocou naquele dia, minha mãe atendeu. Eu notei pelo tom que não era uma boa notícia. E quando reencontrei meu anjinho ela tinha sido atropelada e estava largada numa sarjeta. Suas patas tão lindas, que todos os dias eu contava os dedinhos, imundas e rígidas. Eu tinha perdido a luz que me iluminara por 2 anos e me fizera sorrir em cada dia deles não importando o que acontecia em minha vida. Mas nada me preparou para ver a tristeza que inundara minha gata que ficara em casa, Kira, a mãe do anjinho. Eu nunca vi aquela gata, tão elegante e maravilhosa, tão devastada.
Lola, eu sei como é perder um gato. Parece que lhe tiraram um órgão vital e te deixaram para encarar o mundo sem ele. A Blanche era linda. Quase tanto quanto minha Lilly, embora como todo bom "dono" de gato, os nossos sempre são os mais bonitos. Não sei o que aguarda depois da vida, mas eu acredito que todos temos alma, ou como chame, e que um dia reencarnamos, o que quer que tenhamos sidos, nos tornaremos o que quisermos. Sua Blanche vai voltar para você, assim como minha Lilly, um dia nos reuniremos com aqueles que amamos e que nos amaram, e tomaremos um bom chá, ou café, juntos, rindo e lembrando dos bons tempos.

Sara disse...

Quem ja perdeu um bichinho q criava, sabe bem como vc esta se sentindo Lola, doi muito, e não se esquece jamais, ficam na nossa memória.
Eu tb tiro muitas fotos dos meus, e gosto ver meus albuns, e poder vê-los nem q for em fotos, tenho fotos belissimas deles, pq os criava soltos em um grande jardim com algumas arvores, criava canários tb soltos, cheguei até escrever alguns artigos em revistas especializadas.
Aqui gostamos dos passaros, principalmente os periquitos, quando morava em uma casa bem grande eu tinha um lugar reservado q era o cemitério dos q partiam, sempre fazia o enterro com muitas flores q tinham nos jardins, e pedras como lápide, gostava de homenagea-los.
Agora q estou morando em apto.não sei como farei, por sorte nenhum adoeceu por aqui, mas gosto de cria-los soltos em uma sacada q mandei fechar só pra eles, com muitas plantas.
Sua gatinha era muito linda, espero q o Calvin consiga amenizar sua perda.

Marli Belloni disse...

Eu te entendo, Lola, chorei dias e dias quando nossa cachorrinha vira-lata morreu (fizemos eutanásia) de um câncer no cérebro. Até hoje, quase 3 anos depois, ainda tenho saudades. E olha que já tinha duas outras cachorronas na chácara e depois de um ano adotamos outra vira-latinha. Mas tem alguns peludos queridos que tem uma afinidade impressionante com a gente. O bom é que ficam as lembranças e o quanto a gente aprende a ser despreendido como os animais.

Dani disse...

Que tristeza, Lola.
Espero que passe logo e encontre outra gatinha no futuro. A vida é muito ruim às vezes.

rafaela disse...

Lola sinto muito! Também tenho gatinhos e cachorra. Sinto muito mesmo.

Pipa disse...

aaah Lola, sempre é triste perder um bichinho. Já perdi um gatinho e um cachorro que era meu companheirão... É triste, mas a gente tem que dar muito carinho enquanto eles estão com a gente. Hoje em dia, aqui em casa, tenho minha gatinha (sou a humana número um dela hahahaha) e um cachorrinho (que acha que quando eu chego em casa é hora da brincadeira) e tudo o que eu faço é dar muito carinho pros dois :) Certeza que a sua Blanche teve todo o carinho e cuidado que ela precisava. Fica bem, bjos!

Neide Barros disse...

Eu sinto muito pela sua perda. Sei como dói. Toda minha vida tive apenas um cãozinho, se chamava Milo. Era como um membro da família, um dia ele escapou e morreu atropelado. Chorei por vários dias, e ainda hoje sinto muito pesar pela sua ausência. Certa vez li uma matéria de uma psiquiatra que falava da intensidade da relação de humanos com animais, e como eram fortes os vínculos e como consequência dolorosa a perda. Talvez quem nunca se vinculou tanto a um animal não entenda, mas é realmente algo muito dolorido.

Abraços

bruna disse...

Ah, Lola, meus sentimentos pela companheira de tantos anos. Animais são incríveis e merecem muito amor. Com certeza a Blanche vai estar sempre com você!

Iara Sindrominha disse...

Pra mim morte de animal doí tanto quanto de gente...chorei e lamentei todos meus gatinhos que já se foram...doí muito porque quem convive com animais e respeita eles sabe de uma grande verdade:o amor deles é incondicional...só eles podem nos amar sem julgar nem condenar,no seu silêncio nos apoiam,nos consolam,nos confortam e a ausência deles doí demais...o único consolo que fica quando eles vão embora é que talvez estão em um lugar melhor,porque este mundo não é para criaturas puras como eles,que merecem coisa melhor do que conviver com o ser humano...

Urago disse...

Meus pêsames pela Blanche.

Hamanndah disse...

Querida Lola, sinto muito pela sua garotinha.

Bjs

Beatriz Gosmin disse...

Eu sinto muoto Lola. Só quem tem bichinhos de estimação e os ama incondicionalmente como um membro da família, um filho, é que sabe a dor que eles nos causam ao partir.

Atualmente tenho 2 calopsitas e um cachorro.

Já vivi a perda de um papagaio e de outra calopsita. Chorei tanto!
Ganhei outra do meu namorado alguns dias depois para eu não ficar tão triste. <3

Olha, amo tanto eles! Mas temo mais pelo meu cachorro e pela minha calopsita Flor, que são mais apegados a mim e eu a eles. É tão triste! Eles deveriam ser imortais. Só acho.

Beijos!

Aline disse...

Lola, li seu post com o coração apertado. Acabo de perder meu gatinho, de apenas dois anos, por conta de um maldito linfoma. Estou arrasada, ele era um verdadeiro filho, mas tô ansiosa pra adotar outro. Cuidar de gatos se tornou uma paixão e uma missão pra mim. Tenho mais dois gatinhos em casa (não são "meus"), e só tô aguardando os testes de FIV e FELV deles pra saber o que eu vou fazer. Faça isso também, dê um lar prum gatinho rejeitado, vai te fazer bem.

Anônimo disse...

Só quem se lança na aventura de conviver com pet sabe a dor e a delícia do aprendizado que se tem.

Nicky disse...

Eu quase nunca comento aqui (e eu sei que é um absurdo, visto que sempre leio seus posts!), pois acho que nunca tenho nada de bom a acrescentar após tantos comentários, mas tive que comentar agora porque chorei com o post. Meu pêsames pela Blanche. Tenho dois gatos em casa, e uma na casa do meu pai, fora todos os outros que encontro por onde passo e automaticamente adoto em meu coração, mesmo não podendo levá-los pra casa (infelizmente! rs). Adoro gatos, e não suporto nem pensar na ideia de perder um dos "meus". Mas Blanche viveu bastante e contou com o amor de vocês, é isso que vale. Se fosse abandonada na rua, não sobreviveria muito tempo. Se puder e quiser, claro, sugiro adotar outra gatinha quando todos se acalmarem.

G. disse...

Lola, sua linda Blanche está com meus Mick Jagger (um Yorkshire que adorava suas amigaas gatas) e Céu (uma gata branca com olhos da cor do céu). A tristeza passa, o amor é pra sempre.

Natália disse...

Força, Lolinha

Desde criança eu acredito que existe um paraíso para os animais. <3

Anônimo disse...

Com certeza a Blanche está com a minha Bellinha... e elas estão brincando juntas. :)

Douglas disse...

Ano passado perdi um amigo após 15 anos de convivência,Ralf,um cachorro brincalhão e muito companheiro.Sei a dor que sente Lola,a amizade e carinho que os animais nos dedicam são incomparáveis.Só quem já teve um amigo bicho sabe disso.O amor deles é verdadeiro e a dor de perdê-los é enorme,dói pra caramba.

Douglas.

Mariana disse...

Poxa, Lola, perdas de animais me deixam super triste. Esses dias li uma frase que dizia que, embora eles estejam presentes em uma parte da nossa vida, nós estamos presentes na vida inteira deles.
Adoro animais, Lola. Sinto muito mesmo...

Abraços!

Anônimo disse...

ai Lola que triste, chorei com seu post, pois também tenho gatinhos, oito pra falar a verdade, não consigo viver sem eles...são da família, aqui em casa nos os chamamos de "filhos" rsrs...meus sentimentos!!

Edson M. disse...

Eu chorei ao ler o post pq entendo o que é perder um gatinho tão adorável que a gente cria com tanto carinho. Já perdi 2 gatinhos que morreram atropelados e teve um que sumiu (acredito que ele tenha se afastado pq já sabia que estava de partida). Atualmente tenho um gatinho que se chama Leão e só de pensar na que ele morrerá antes de mim, já me dá uma dor no coração.

Força Lola!

Marina Baldoni Amaral disse...

Sei o que vc está passando. Esses gatinhos dominam nosso coração como nenhum outro ser. Perdi um gatinho em dezembro e outro em fevereiro. É um terror, fiquei completamente arrasada! Mas nada como ter outro bichinho em casa para nos animar e fazer seguir em frente.

O Calvin provavelmente vai sentir muita falta dela também. Meu gato Lineu ficou tão deprimido que precisou tomar florais. Juro! E deram bom resultado. Por aqui vendem em lojas de animais. Com uma semana de gotas milagrosas ele voltou a caçar e pular pela casa.

Mas o melhor remédio mesmo foi trazer a Mafaldinha para ressuscitar o animo do Lineu e dos humanos.

Força, Lola!

Grão da Noite disse...

A Blanche era igual à Preta, pelo menos por fora. Com a Preta tentamos vários nomes, mas o que pegou foi mesmo o mais óbvio, que eu abreviava pra Pepê. Preta era filha de Samir, siamês, e Paola, uma SRD tigradinha de tons de cinza, que recebeu esse nome porque na época que a adotamos, ainda filhotinha, estava passando uma novela sobre imigrantes italianos. Assisti ao nascimento da Preta e dos 3 irmãos; dos 4 gatinhos, as meninas nasceram pretinhas e os meninos, tigradinhos e com umas partes brancas. Da ninhada só a Preta ficou lá em casa. Foi a única ninhada de Paola e Samir; Samir foi castrado logo depois... Paola engravidou outras vezes, mas já não estava mais conosco (quando nos mudamos para Fortaleza, resolvemos não trazer Paola, que foi adotada pela moça que trabalhava lá em casa). Só vieram Samir e Preta. Samir, tadinho, desceu do avião em estado de choque. A Preta estava tranquila tranquila, e por pouco não foi embarcada noutro voo... Por causa do estresse da viagem, Samir ficou com um problema no coração. Mesmo assim ainda viveu uns bons anos mais. Morreu com quase 12. A Preta morreu com quase a mesma idade, mas de problema renal. Realmente é muito triste a morte de um animal de estimação. Quando morre um, me sinto tão mais velho. Fico com a sensação estranha de que um capítulo do livro da minha vida terminou; o presente fica mais presente, e o passado se torna completamente intocável aos órgãos dos sentidos físicos. Torna-se algo acessível apenas à memória, e isso dói, às vezes muito. É bom poder abraçar e beijar o passado. Quando essas demonstrações de afeto se tornam impossíveis, o presente se torna mais duro. Recentemente adotei um gatinho. Por pouco não o esmaguei com o carro. Quando cheguei em casa um dia desses, tive que esperar meu irmão colocar o carro dele mais para frente, para eu entrar com o meu. Nesse meio tempo a moça que trabalha aqui em casa viu o gatinho na mira de um dos pneus e salvou o bichinho. Sábado adotei uma gatinha. A bichinha me chamou a atenção pela magreza e pela respiração difícil. Sábado a deixei internada numa clínica veterinária. Ontem descobriram que a causa da respiração difícil é uma hérnia no diafragma. Ela vai ser operada amanhã de manhã. Vai ser uma cirurgia arriscada; ela é muito novinha, está desnutrida e desidratada, agora menos do que antes, pois desde sábado ela vem sendo alimentada com líquidos e sólidos. Está espertinha, mas a médica disse que a cirurgia não pode esperar. Só a cirurgia pode lhe dar uma chance de sobreviver. É uma gata branquinha, que ganhou o nome, também óbvio, de Branca. Desejo que ela sobreviva. Se é muito doloroso perder um animal de estimação, para mim é mais doloroso ainda ficar sem animal de estimação. Se bem que já tenho Gaspar e Kiko, o gatinho que escapou de ser amassado. E ainda tem os cachorros, os "bichos de fora" - os gatos são os "bichos de dentro". Mas cabe mais uma aqui dentro - de casa e do coração.

Robson Fernando de Souza disse...

Poxa... Sinto muito, Lola. Meus pêsames por Blanche =/

Alicia disse...

Lola, sinto muito pela sua gatinha, aqui vai um conselho de uma pessoa que tem 4 gatos e que é protetora de animais, castre o Calvin e se tiver outra gata, castre tb.

A castração não evita só filhotes, evita, tumores de mama, infecções de útero, cancer de útero, cancer de testículo. É questão de saúde e amor...

Marina P disse...

Lola, eu já perdi tantos, mas tantos bichinhos que hoje em dia só de pensar no assunto me dá um aperto enorme e fico emocionadíssima! Só nos últimos 3 anos foram 3 cachorrinhos lindos, fofos, bonzinhos, que me acompanharam em momentos de dificuldades e me ensinaram muita coisa. A perda mais difícil, no entanto, foi de um dos meus gatos. Eu tinha acabado de sair da casa dos meus pais em outro estado e me mudar pra outra capital e o meu gato, que tinha ficado na casa dos meus pais, morreu sem que eu o tivesse visto novamente. Foi doloroso pensar que eu não o via há alguns meses e que ele tinha morrido longe de mim...

Eles deixam boas lembranças e muitas saudades...

MCarolina disse...

Que triste Lola, é horrível quando algum ente peludo da nossa família morre. Que bom que ela teve uma vida longa e boa, diferente de tantos outros.
Acho legal também chamar a atenção para o perigo dos anticoncepcionais para animais. Hoje em dia não são recomendados por nenhum veterinário, são praticamente veneno. É pedir para que o animal tenha câncer e/ou infecções. Muitas cidades oferecerem castração grátis e existem muitos veterinários solidários que cobram mais barato. Castrar não só é se preocupar com o bem-estar do próprio animal, mas ajudar a diminuir a superpopulação das ruas e evitar mortes por "acidente".

*Renata disse...

Ahh, eu não consigo parar de chorar!!
Ô Lola, sinto muitíssimo pela sua perda, de verdade.

Anônimo disse...

Lola,

Ao ler seu post só consigo pensar na minha Lola: minha filha felina. Mesmo ela sendo bem jovem, ainda, é inevitável pensar em como seria perde-la. E por isso compartilho sua dor.

Fique bem, meus sentimentos.

Carol Montagner disse...

Lamento muito, Lola. Receba meu abraço virtual []

Grão da Noite disse...

Só pra completar meu comentário. Infelizmente Branquinha não resistiu à cirurgia. A médica disse que ela não conseguiu respirar sozinha, depois do procedimento cirúrgico. Eu já sabia que as chances dela eram muito pequenas. Pelo menos tentei. E foi melhor ela ter morrido sedada, durante a cirurgia, do que um pouco a cada dia, de fome e de insolação.

Unknown disse...

Eu sinto muito, Lola! Essa é uma dor pela qual eu ainda não passei, e espero que não chegue tão cedo. Fico muito feliz que você esteja resignada, como dissestes no twitter, e ressignada, como disseste aqui. Tenho certeza que ela aproveitou muito sua vida, e que foi muito querida e amada. Que ela continue em suas memórias com carinho, te dando forças de algumas forma <3

Cora disse...


Pôxa, Lola, muito triste o que aconteceu. Sinto muito por vocês. Imagino como você e sua família estão se sentindo.

Um abraço solidário.

Julia disse...

Não sabia que alguns gatos se afastam ou somem quando estão pra morrer. Nunca tive gatos. Acho que não aguentaria isso, não.