terça-feira, 5 de junho de 2018

GUEST POST: NÃO FAÇO DIETA

Da Paola, do excelente Não Sou Exposição:

Eu sou nutricionista... e não faço dieta. De forma alguma! Porque eu não preciso. E digo para quem quiser ouvir que eu prefiro ser feliz do que fazer dieta... Mas pelo jeito o tradutor da galera está meio doido.
Vou explicar o que verdadeiramente quer dizer "não fazer dieta":
- As minhas razões para comer estão pautadas em como eu me sinto, não na aparência do meu corpo. Não me importa ser a minha versão mais magra, me importa ser saudável.
- Ao invés de viver constantemente preocupada com a comida (se tem carboidrato, se tem gordura, se tem açúcar, se tem calorias, se vai engordar...) eu procuro ser consciente e lembrar que a questão não é o alimento, mas sim o contexto em que ele é consumido -- quantidade e frequência são variáveis que importam, importam muito.
- Não penso nos alimentos de forma dicotômica -- bom/ruim, pode/não pode, certo/errado. Tenho consciência de que eu posso tudo, tenho total liberdade para comer o que eu quiser -- e aproveito a minha liberdade de forma responsável. Conforme dizia o apóstolo: tudo posso, mas nem tudo me convém.
- Eu não como de acordo com estímulos externos (um papel, um aplicativo, a calculadora, o relógio, um conjunto de regras, algo que li na revista). O que verdadeiramente norteia a minha alimentação são os sinais internos que o corpo emite. Como quando tenho fome e decido o que vou comer de acordo com minhas necessidades. O segredo? Consciência corporal.
- O motor de funcionamento das dietas é o sentimento de culpa e a pessoa fica o tempo todo pensando no que ela deve/pode comer. Meu termômetro para saber se estou no caminho certo é a satisfação. Procuro comer o que é saudável, leve e prazeroso. Não porque é uma obrigação, mas porque me faz bem.
- Não busco perfeição, busco constância. Não quero fazer TUDO certo. Procuro saber dosar o frequente e o ocasional. Mas não entro em pânico quando cometo excessos eventuais.
- Não me exercito para poder comer. Como para poder me exercitar. Gosto de atividade física por causa dos benefícios.
Se viver dessa forma significa estar "nas trevas", então eu sou uma verdadeira assombração.
Obs: nem sempre as pessoas querem nos boicotar ou têm inveja. Muitas vezes quando uma pessoa diz que não quer fazer dieta... é só porque ela não quer, mesmo.

16 comentários:

Anônimo disse...

Ótimo guest post. É bom também para alguns idiotas perceberem que feminismo não se trata de incentivo a obesidade ou incentivo a dieta. Isto não é pauta. Existe um questionamento dos padrões de beleza impostos. A imposição hoje é o padrão da magreza. Algumas pessoas que aderem a esse padrão não conseguem aceitar que há pessoas que não ligam para isso e não querem se enquadrar porque se sentem muito bem com o corpo que tem se importando apenas em manter a saúde. Infelizmente alguns se incomodam tanto que chegam a agredir e ridicularizar quem não dá a mínima pra ser magro. Se acham no direito de controlar a vida do outro. De ditar como o outro deve cuidar de seu corpo. Ja que se importam tanto com o padrão de beleza deveriam simlesmente passar horas na academia e em clínicas de estética e também fazer dieta para transformar o próprio corpo em uma escultura. Nada de errado se querem fazer isso com os seus corpos, mas nao, o negócio é se meter a criticar os corpos dos outros. As pessoas estão perdendo os limites no que se refere a se meter na vida alheia.

Anônimo disse...

Nutricionista consciente, coisa infelizmente rara hoje em dia.

Já frequentei inúmeros consultórios em que alguns alimentos eram proibidos, ou a "dieta" prescrita era totalmente sacrificante e nem um pouco adaptável ao meu dia a dia.

Hoje estou feliz com a profissional que me acompanha porque tudo eh importante, não só ter um corpo nos padrões(se é o que a pessoa quer.

Ela me pergunta os meus horarios, que hora acordo, se dá para lanchar durante o expediente, quando sinto mais fome. Qual a frequência da minha atividade física, como eh minha rotina como um todo: se tenho tempo disponível para fazer mil receitas ou se praticidade eh uma prioridade.

Ela costuma dizer que os pacientes dela não precisam fazer mercado p começar a seguir o plano alimentar que ela passar, porque se isso ou outras mirabolancias forem necessárias, ela fez algo errado. Saber o que o paciente gosta de comer e o que nao suporta, o orçamento disponível, tudo deve ser levado em conta.

Nosso corpo ter que ser funcional e, para isso, precisamos de comida suficiente. Nao adianta radicalizar e nao ter energia para trabalhar ou estudar, ou afetar seu humor e suas relações. Somos seres sociais inclusive na hora de comer. Levo sim minha marmita no dia a dia até porque sai mais barato do que almoçar em restaurante, mas se vou sair p comer uma massa e tomar um vinho, eu como a massa e bebo o vinho, sem neuras.

Planejamento alimentar é ótimo, eu sigo as quantidades prescritas, me exercito por saúde e por estética. Mas sem esquecer que saude mental eh importante e que preciso estar bem para dar conta de todas as minhas responsabilidades.

Amo comer, amo fritura, amo glúten e nao deixei nada disso de lado, apenas adequo quantidade e momentos, apenas não faz mais parte da minha alimentação diária.

Parabéns pra essa profissional!

Alicia

Anônimo disse...

Nunca fiz dieta, tenho uma alimentação simples e barata. Privilegio vegetais e legumes crus, cozidos no vapor ou ao forno, sem uma preparação mirabolante cheio de cremes e molhos ou horas de cozimento. Eu mesma cozinho minha comida, compro os ingredientes em feiras direto do produtor e praticamente não consumo industrializados.
Acredito muito que se envolver com a própria alimentação, conhecer os alimentos e seus sabores na forma mais natural possível gera um prazer que depois não conseguimos consumir tanta porcaria que a indústria nos enfia goela abaixo.
E quando vou a restaurantes, como economizo no dia-a-dia, me dou ao luxo de frequentar bons restaurantes, gosto de experimentar sabores inusitados e não me privo de nada.

titia disse...

O segredo da saúde sempre foi a moderação. Acho que os gregos antigos já sabiam disso, mas parece que as pessoas gostam de ser enganadas com soluções mágicas que todo mundo já sabe que não existem. Vá entender. Parabéns para essa excelente profissional, que se preocupa com a saúde física e mental dos pacientes e não em encher o rabo de grana à custa da saúde e vida dos outros. Ética tá fazendo falta.

Atenção. O alarme de mimimi iminente avisa: mascus revoltados espernenado sobre como só estão preocupados com a saúde dessas gordas nojentas que se atrevem a sair de casa em 10... 9... 8...

Anônimo disse...

Não como carne, frituras, refrigerantes e bebidas alcoólicas porque não quero, não gosto e nem
é necessariamente para fazer alguma dieta ou emagrecer e para a a maioria das pessoas (inclusive das tão intelectualizadas e esclarecidas feministas), e ainda acreditam que quem não consome essas coisas é porque ''está de dieta'' e isso está na mentalidade da maioria das pessoas. Ao contrário do que a maioria pensa também, acho que os nutricionistas estão cada vez melhores. Ao contrário do que a maioria pensa também, minha alimentação sem esses produtos, não é cara, é muito mais barata do que de quem os consome. Para mim engordar é que sempre me custou caro. E acho insuportável as pessoas darem satisfações de sua alimentação e de seu corpo (seja gordo, bombado ou magro) para os outros.

Anônimo disse...

Eu gosto muito da Paola do não sou exposição.
Um monte d egente chama ela de gorda, acomodada, sedentaria.... tudo que ela não é. A menina é magra, como saudavelmente e faz ballet classico desde sempre.

Mas parece que para defender o direito das pessoas de pesarem mais de 50 kilos, so se vc for gorda. Do mesmo jeito que para defender o abroto tem que ser uma abortista que ja tirou no minimo 5 fetos. Isso mostra muito da nossa sociedade. As pessoas não entendem que vc pode defender algo por empatia.

Yara

Anônimo disse...

Que bom que muitas não ligam para a ditadura da magreza, ou por um corpo bem definido. ou que optem (naturalmente ) por exercícios físicos e uma dieta balanceada.

Para mim, como homem, a mulher basta ter um corpo como as das modelo da antiga revista Plaboy e fica tudo certo.

Marina disse...

Adoro a Paola e sigo ela faz um tempo já! Diferente do pessoal que comentou aqui em cima eu adoro frituras, refrigerante, doce e etc. Sei que é consequência de ter sido a "geração McDonalds e coca cola", mas nem por isso é menos difícil comer com consciência, prestando atenção aos sinais do meu corpo, ao mesmo tempo que me policio pra não cair nas neuras de "corpo perfeito" e acabar em alguma dieta mirabolante que fatalmente não vai me levar a nada. Enfim, procuro me equilibrar td dia entre a cultura do "fast food" e a do "low carb/fat/insira aqui a moda do momento", sempre buscando preservar minha saúde mental, pq olha, não é fácil.Mas com ctz com posts que nem esse e com o feminismo aí pra sempre me trazer pro eixo, td fica mais fácil!
Valeu Lola, por mais um ótimo guest post!
Como já disse mtas vezes, adoro seu blog!

Guidi Vieira disse...

Uau! Nunca havia pensado desta forma sobre nutrição. Interessante demais.

Fulana disse...

Paola sempre maravilhosa!

É impressionante como hoje em dia, em TODOS os espaços que frequento, alguém está fazendo dieta, sugerindo dieta aos familiares e amigos, reparando na alimentação do outro (e na sua própria), falando sobre como vai "compensar" o que fez de "errado" naquela refeição.

Isso é mais saudável?!

Camila disse...

Acho meio impossível ter nutricionistas que realmente façam reeducação alimentar. Pra mim reeducação é realmente poder comer de tudo q a pessoa tiver vontade, mas com moderação e sem ter o dia do lixo onde a gente pode comer as comidas "ruins".

A última q eu fui, até perguntou o q eu gostava de comer, mas cortou várias coisas. Leite só desnatado, frango só cozido ( sem receitas elaboradas tipo estrogonofe), so pode tempero de tal tipo, quantidade certa de oleo na comida, de queijo na tipoca. Carne so cozida, as "besteiras" só no fim de semana, sábado ou domingo. Se eu quisesse comer a besteira em algum dia da semana, n podia. E ter q comer de 3 em 3 horas. Quem aguenta isso? Ter q marcar hora pra comer?!

É claro q eu n aguentei, muita pressão ter q ficar pensando no q pode ou n comer, a q horas vai comer.

De saudável n tem nada.



Anônimo disse...

Saudável é se empanturrar de comida...

Anônimo disse...

Adoro me empanturrar de comida! =D��

Anônimo disse...

Uai, entao vc quer comer de tudo sem limitar as quantidades?

Ta errado ela ter cortado coisas (minha nutri passa receitas de sugestão e uma lista de substituição de umas 40 paginas).
Falar p vc nao colocar sazon na comida nao eh questão de estetica e sim saude. Tem otimos temperos naturais.
Nao sei a qualidade da profissional que vc foi mas a minha nao restringiu nenhum grupo alimentar. So evita comer embutidosou hidrogenados. Preferencia comida natural.
Pao? Branco, eu mesma faço. Arroz branco (odeio integral). Como feijao todo dia se eu quiser, sem ter que compensar nada depois.

E a questão do horario eh so uma sugestão. Nao precisa ser britânico.

Anônimo disse...

Adoro a Paola! Assisto todos os videos que ela posta, admiro muito o posicionamento e a honestidade com que ela trata a nutrição.
Nutriçao devia servir pra sermos mais saudáveis, mas as pessoas estão cada vez mais neuróticas pra emagrecer e atingir um padrão que muitas vezes é irreal e só existe nas capas de revista. É de se admirar um profissional em qualquer área que leva seu trabalho a sério e tenta fazer o melhor em prol da sociedade. Parabéns Paola!

Anônimo disse...

Quem começa uma dieta por preocupação com aparência, já começou errado.
Quem está obeso, com os exames "ok" e acha que isso irá perdurar por toda a vida, também está com o pé na canoa errada.
Comendo o que se deve comer (comida natural, não processada) a moderação é "automática". Não se passa fome, não é necessário comer toda hora, nem mesmo todo dia.
Estando acima do peso, ou com gordurinhas aqui ou ali, as "esteticamente condenáveis", caso a pessoa se alimente corretamente, faz parte do equilíbrio daquele corpo específico. Do biotipo da pessoa. Lutar contra isso é a perdição.