quarta-feira, 20 de julho de 2016

GUEST POST: DEPRESSÃO NÃO É MIMIMI, É DOENÇA SÉRIA

Letícia tem 28 anos, é mãe de uma menina de 2, é estudante de Psicologia em Londres e já trabalhou com terapia ABA para crianças autistas, também em Londres. Ela me enviou este ótimo post sobre depressão.

Alguns meses atras, eu li alguns posts no seu blog sobre depressão, e me espantei bastante com a falta de conhecimento e com a onda de 'achismo' em alguns dos comentários. Achei isso muito grave, e já que depressão é um problema predominantemente feminino, deve haver um post mais informativo sobre isso no seu blog. 
Por que precisamos falar sobre depressão num blog feminista? Bem, imagine um problema de saúde pública que acomete quase 20% da população mundial. Não conseguiu visualizar a gravidade do problema? Então imagina que de cada cinco pessoas que você conhece, uma delas já sofreu ou um dia irá sofrer dessa doença em algum momento de suas vidas. Assustador, né? Bem, agora imagine que de cada três pessoas que sofrem dessa doença, duas sejam do sexo feminino. Pois é, agora imagine que essa doença, tal como a maior parte das doenças psíquicas, seja super estigmatizada pela nossa sociedade: vista como ‘mimimi’, ‘falta do que fazer’, ‘coisa de desocupado’, ‘falta de problemas reais na vida’ etc. Pois bem, te apresento a nossa amiguinha ‘depressão’, que nada mais é do que um transtorno de humor unipolar -- uma doença real que altera a química do cérebro da pessoa acometida por ela.
Além de tudo isso, existem fortes indícios que essa seja uma doença hereditária. Já faz algum tempo que sabemos que a depressão é uma dessas doenças que ‘correm na família’. Muitas pessoas depressivas conseguem pensar em algum familiar que já sofreu de sintomas parecidos ou que teve alguma outra doença mental que possui grande comorbidade com a depressão.
Porém, em geral a depressão é causada por uma combinação de fatores genéticos, ambientais e psico-sociais. Alguns problemas médicos também podem servir de trigger (gatilho) para depressão -- como problemas na tiroide, câncer, e outras patologias. Alguns outros fatores que mexem com os hormônios e também podem facilitar o aparecimento da depressão são gravidez, parto e menopausa. Algumas outras explicações interessantes sobre a depressão podem ser encontradas na teoria Affluenza – Capitalista Egoísta, de Oliver James, ou você ainda pode encontrar uma visão mais feminista nas obras da querida Jane Ussher, que explica depressão como sendo fruto da construção social da nossa sociedade opressora -- mais conhecido por aqui como patriarcado.
Depressão não é apenas “estar se sentindo meio down”. Tampouco é uma doença uniforme, já que seus sinais e sintomas podem mudar completamente de uma pessoa para outra. Entretanto, uma coisa em comum é o sentimento de tristeza e melancolia desoladoras que desabilitam o indivíduo de uma maneira tão grande, que ela se torna incapaz de viver uma vida normal e ativa. A severidade e duração desses sintomas podem variar de pessoa para pessoa, porém para que alguém possa ser diagnosticado com depressão, a pessoa tem que apresentar esses sintomas diariamente por pelo menos duas semanas. 
Alguns desses sintomas são emocionais (se sentir irritadx, vazio, sentimento de tristeza profunda, perda de prazer e vontade de fazer as coisas, se sentir indigna, inútil, culpado); outros sintomas são cognitivos (sentimento de constante preocupação, falta de concentração, indecisão) e outros são fisiológicos (fatiga e cansaço, perda de energia, ganho ou perda de peso, agitação ou letargia dos movimentos, perda de libido). Porém, pelo menos alguns sintomas sociais devem ser observados, como por exemplo: evitar se encontrar e se comunicar com amigos e familiares, abandonar atividades prazerosas, reduzir a performance no trabalho e nos estudos. 
Não existe uma área que não seja afetada quando a depressão está presente -- amizades, carreiras, casamento, paternidade -- todos os aspectos da vida da pessoa podem acabar ficando comprometidos por essa doença invisível, porém devastadora.
Depois que o primeiro episódio de depressão acontece, é bem provável que outro irá ocorrer novamente. Essa doença também pode ser mais severa se combinada com outras doenças físicas ou mentais (ansiedade é uma das mais melhores amigas da depressão). 
Outro problema é que a maioria das pessoas acometidas pela depressão nunca são diagnosticadas -- que dirá tratadas! A boa notícia é que se a depressão for rapidamente identificada e tratada, pode ser mais maleável. Existem várias estratégias para aprendermos a lidar com ela. Em geral os tratamentos são mais eficazes quando a doença é diagnosticada e tratada nos estágios iniciais, ou quando os sintomas são menos severos.
Se alguém ainda tem duvida que essa doença é real, mudanças estruturais em áreas cerebrais como o cortex pré-frontal, hipocampo e a ganglia basal já foram observadas em indivíduos que sofrem de depressão. Também existe evidência que uma área chamada cortex ventromedial seja muito mais reduzida em indivíduos acometidos pela depressão. Essa área do cérebro é responsável por trocar de um humor para o outro e também de regular nossas experiências prazerosas. 
Algumas pesquisas apontam que isso se deve ao número reduzido de células responsáveis por alimentar esses neurônios do cortex ventromedial, o que faria com que a atividade deles fosse reduzida. Outras pesquisas apontam que pessoas com depressão possuem menos atividades no cortex pré-frontal e mais atividade no sistema límbico. Esses cientistas acreditam que o cortex pré-frontal nos ajuda a regular nossas emoções -- se ele for menos ativo, as emoções negativas podem ser expressadas mais facilmente.
Por que estou falando tudo isso? Ora, para lembrar que depressão, ao contrário de ser um ‘mimimi’, é uma doença séria que, além de desabilitar uma pessoa, também altera o funcionamento do cérebro de um indivíduo. Portanto, por mais que eu mesma seja contra, em alguns casos medicação é algo necessário para melhorar a vida da pessoa. Isso nos leva a outro assunto que eu gostaria de tratar aqui: o preconceito da sociedade contra o portador de doenças mentais.
Apesar dos avanços em pesquisas e do nosso conhecimento sobre as doenças mentais, elas infelizmente ainda permanecem sendo uma das condições mais estigmatizadas do século 21. Esse estigma é fruto do nosso preconceito contra pessoas que são classificadas dentro de um determinado grupo -- nesse caso, o grupo dos doentes mentais. Atitudes negativas para com esse grupo gera preconceito, o que gera discriminação.
Como podemos mudar isso? Bem, podemos começar nos informando e informando nossos amigxs sobre as doenças mentais, e perceber que são problemas muito mais comuns do que a gente imagina. Esses estigmas e mentalidades do tipo ‘psicólogo é coisa de gente louca’ marginalizam o paciente de doenças mentais e o torna um pária da sociedade. 
Essa discriminação faz com que menos pessoas procurem os serviços de saúde e, consequentemente, mais pessoas acabam sendo acometidas por essas mazelas. Muitas pessoas acreditam que doentes mentais são pessoas violentas, criminosas ou que sejam completamente incapazes de levar a vida. Essa imagem caricata passa bem longe da realidade.
Por isso temos que falar sobre doenças mentais sim! Temos que desconstruir essa imagem negativa e irreal que as pessoas possuem sobre essas doenças. Profissionais da saúde têm o dever de se informar -- e por consequência, de informar a população a respeito dessas doenças. São problemas como transtornos de humor, transtornos de ansiedade, transtornos alimentares, e tantos outros que fazem parte da vida. E mais importante, devemos saber que as pessoas que têm a infelicidade de serem acometidas por essas doenças, merecem a nossa solidariedade e não o nosso preconceito.

65 comentários:

Anônimo disse...

Lola e Letícia, parabéns pelo post!
A autora toca em pontos centrais, como desinformação (acrescento, e até discriminação) por parte dos profissionais da saúde, e a caricatura de doença psiquiátrica como indicação de "periculosidade". Tal preconceito (risível) é reforçado por um mito através do qual os "não diagnosticados" - o que não significa ausência de doença, p.ex. psicopatia, e narcisismo (TPN), raros diagnósticos formais - reconfortam-se na ilusão de que crimes e crimes hediondos são cometidos por conta de doença mental. Nada mais longe da realidade, pessoas sem doenças mentais cometem tais crimes (ohohoh alerta geral) em proporção no mínimo equivalente.
Nossa cultura de "sorria", "seja ~feliz~", "pensamento positivo" etc., nada mais representa que uma aversão a fatos inerentes à existência humana: dor, perda, luto, sentimentos "negativos". O fato de ser praticamente PROIBIDO se falar nisso, pra não "estragar o jantar", indica REPRESSÃO, ao contrário do que se quer transparecer. O que piora significativamente o isolamento de quem é acometido por doença psiquiátrica.
Por favor, se autora me permitir acrescentar, "solidariedade" NÃO É falar pra um ansioso "se acalmar", nem falar pra um depressivo "se animar" etc. (A humanidade agradece)
Thata

Madame Jaleco disse...

Ola Lola! Sigo seu Blog faz alguns anos e não me canso de me surpreender com os textos. Esse sobre depressão é muito informativo. Sou psicóloga numa enfermaria de psiquiatria e todo dia me deparo com a ignorância e "achismos" por parte dos outros profissionais de saúde. É isso, mais uma boa leitura.

5 disse...

mas procurem terapia alternativa em vez de alimentar a industria farmaceutica, boicote as elites globais, boicote a maçonaria lixo.

titia disse...

Minha mãe teve depressão severa por meses, chegando inclusive a ter sintomas físicos. Estava sobrecarregada, trabalhando num ambiente complicado, fazendo um curso difícil, se preocupando com a casa e com os problemas dos filhos, e sendo cobrada de todos os lados pra ser a mulher perfeita: boa dona de casa, boa mãe, boa profissional, que luta pra melhorar a vida (num curso complicado de Direito), que é sempre (doentiamente) organizada, está sempre bem arrumada, sorrindo, atendendo todos os pedidos que as pessoas fazem mesmo que não tenha condições de atender. Enfim, ela ficou anos tomando remédios e até hoje tem que tomar cuidado pra não ter recaídas. Felizmente minha mãe deixou de lado preconceitos idiotas e hoje faz terapia, o que só faz bem a ela. O primeiro que disser na minha cara que depressão é frescura morre.

Mimimi? Não, mimimi quem fazem são os moles, os bebêzões, os chorões, os molengas e a maioria costuma ser homem. Em toda a minha vida nunca vi uma mulher com mimimi, nunca. Os mimizentos são homens, esses que se intitulam sexo forte. Que quando arranham o dedo choram como se tivessem cortado as mãos deles com um machado. Que quando tem uma gripe só não pedem pra usar fraldas, mas obrigam uma mulher a fazer tudo por eles. Que quando levam uma resposta atravessada, choram como se tivessem matado a mãe deles. Que quando são censurados pela própria canalhice, agem como se a pessoa tivesse ido na casa deles só pra cagar no seu cereal matinal, enfim. É assim que as pessoas agem, qualquer queixa de homem por mais insignificante que seja é uma tragédia, mas qualquer queixa de mulher é mimimi-quando na verdade é justamente o contrário que acontece. Taí os mascus e trolls que não me deixam mentir.

Anônimo disse...

14:30 acho que quem precisa de uns remedinhos aqui é você...

titia disse...

Thata eu lembrei inclusive de um episódio de CSI que assisti com a minha mamis, em que uma família inteira exceto por uma criança de três anos tinha sido assassinada e a suspeita recaiu sobre a mãe, que tomava remédios pra depressão. Acharam que ela matou todo mundo e depois se matou por causa da depressão e dos remédios. A minha mãe que, como eu já mencionei, teve depressão, foi a primeira a dizer que aquilo era ridículo. Eu já tive depressão leve e concordei com o que ela disse. Uma pessoa com depressão não é homicida, é suicida. Não pensamos em matar ninguém, apenas em nos matar porque queremos acabar com o sofrimento. Pensamos inclusive que nossas mortes seriam melhores pras pessoas que amamos, assim elas não precisam sofrer mais por nossa causa; achamos que elas vão viver mais felizes sem nós. Me indigna que as doenças da mente não sejam tratadas com o mesmo respeito que as doenças do corpo.

Anônimo disse...

Sem dúvida, um doença séria. Parabéns pelo post!

O que eu sinceramente acho mais difícil é quando a pessoa nega os sintomas de que está com depressão. Preconeito puro.

Estou passando por isso com o meu pai. Ele nunca aceitou muito essa doença, cheio de alguns preconceitos bobos. E eu, minha mãe e minha irmã estamos certas de que ele está sofrendo, mas sequer sabemos como abordá-lo sem que ele encerre o assunto de uma vez, dizendo que n vai em consulta alguma.

É bem perturbador, queria muito poder ajudá-lo, mas não faço idéia de como.

Alícia

Anônimo disse...

Obrigada por esse post!!!

Importantíssimo esclarecer que esse é um distúrbio FISIOLÓGICO - é um órgão do corpo que adoece e o resultado é a depressão, toc, transtorno bipolar, esquizofrenia entre outros... e que isso não se cura com boa vontade...

Mesmo com medicação e terapia, pelo menos pra mim, é algo bem difícil de conviver. Há dias melhores, há dias piores. Minha memória e minha cognição não voltou ao mesmo desde a doença. Tudo ficou bem mais difícil e trabalhoso... eu tenho que estudar por dias o que antes aprendia e memorizava em horas...

Enfim, tratem com respeito o depressivo. Não o desancoragem NUNCA a procura por ajuda muito menos a largar a medicação (você não diria para um hipertenso deixar os remédio, não é?).
Se achar que isso é muito difícil, se afaste... ajuda muito quem não atrapalha...

Coisas simples como essas salvam vidas!!!!


Jane Doe

Anônimo disse...

Off topic pra descontrair:

http://revistaglamour.globo.com/Celebridades/noticia/2016/07/marina-ruy-barbosa-diz-que-revelou-noivado-para-nao-acharem-que-estava-gravida.html

pq né? já imaginou se as pessoas acharem que ela tá grávida antes de casar? um horror né gente?

Quem nem quando ela namorava o cleber, fez questão de anunciar que a mãe dela sempre acompanhava nos encontros e monitorava os horários #atestadovirgindade.

E pra n deixar duvidas que as declaraçoes dela são um deserviço, ela disse certa vez que as garotas n arrumam caras legais pq são mto rodadas.

Alícia

Anônimo disse...

Queria utilizar o post (muito informativo por sinal) pra deixar a dica do Mamilos sobre Depressão. Mamilos é um podcast muito bom e que uma vez por mês seleciona um tema para fazer um programa especial. Em julho, o tema foi depressão e olha, agradeço por ter ouvido! Já tinha escutado um "Quem somos Nós" com o Pedro Calabrez (neurocientista) e já me deu vontade de procurar ajuda especializada. Depois desse Mamilos, fui informada e segura do que eu precisava.

http://www.b9.com.br/65799/podcasts/mamilos/mamilos-75-depressao/

Claire disse...

Excelente post, Lola, está de parabéns mais uma vez.
As pessoas acreditam fielmente que o corpo humano é perfeito, pq foi deus quem criou e mais um monte de asneira, mas não é verdade. O corpo de um ser vivo (humano ou não), é cheio de peculiaridades. É obvio que não será perfeito, nunca será, nem mesmo a ciência, por mais que avance não será capaz de desvendar tudo. Há doenças e mais doenças que aparecem cotidianamente. Doença no cérebro então...
Não sou da área de biológicas, mas não acredito que todo sejamos, digamos que perfeitos , pois todo mundo tem algum "problema", por mais leve que seja, seja ansiedade, insonia, depressão, disturbios de humor, esquizofrenia e mais um monte de coisa...
As pessoas são ignorantes demais, tem a mania de sair falando coisas sem nunca terem lido nada. Quando criam coragem de ler algo, não procuram para saber se é verídico.

Anônimo disse...

Lola vc viu o plágio da mulher do Trump?

Clara Azevedo disse...

Infelizmente, pra mim o texto pecou na parte mais importante. Quando a autora fala "Portanto, por mais que eu mesma seja contra, em alguns casos medicação é algo necessário para melhorar a vida da pessoa." parece novamente aquelas diversas pessoas dizendo que a medicação não faz bem pra vc e com mais um pouco de esforço vc consegue se livrar dela. Esse tipo de pensamento já me levou a abandonar minha medicação e entrar em crises terríveis de depressao duas vezes.

Acho que o texto deveria ser mais cuidadoso nesse ponto principalmente. Como assim ela "é contra" a medicação? Porque ela fala isso na mesma frase que diz que a medicação é importante em alguns casos?

Anônimo disse...

Por causa da depressão eu parei de estudar e ainda não tô bem, depressão não é brincadeira!

Anônimo disse...

A maioria dos suicidas são homens, mas a maioria das pessoas com depressão são mulheres.E como todos aqui sabem, a depressão pode levar ao suicídio.

Isto indicaria que mulheres são mais fortes mentalmente ou que os homens simplesmente tem desprezo pela própria vida?

Anônimo disse...

Acho que ela está querendo que vc primeiramente procure por deus ...hehe

Anônimo disse...

"Mimimi? Não, mimimi quem fazem são os moles, os bebêzões, os chorões, os molengas e a maioria costuma ser homem. Em toda a minha vida nunca vi uma mulher com mimimi, nunca. Os mimizentos são homens, esses que se intitulam sexo forte. Que quando arranham o dedo choram como se tivessem cortado as mãos deles com um machado. Que quando tem uma gripe só não pedem pra usar fraldas, mas obrigam uma mulher a fazer tudo por eles. Que quando levam uma resposta atravessada, choram como se tivessem matado a mãe deles. Que quando são censurados pela própria canalhice, agem como se a pessoa tivesse ido na casa deles só pra cagar no seu cereal matinal, enfim. É assim que as pessoas agem, qualquer queixa de homem por mais insignificante que seja é uma tragédia, mas qualquer queixa de mulher é mimimi-quando na verdade é justamente o contrário que acontece. Taí os mascus e trolls que não me deixam mentir."

Quanta bobagem e evidência anedótica, como sempre. Não é à toa que é mulher!!! (ironia pra ver se enxerga a idiotice). Aposto que ninguém que conviva com você pode confirmar quaisquer dessas alegações. É todo aquele discurso previsível de que mulher é foda e homem é fraco típico de patéticas que perderam os neurônios pro feminismo.

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Quanto ao post, parece que eu já tive o que chamam de depressão e a minha conclusão pessoal é de que, se uma doença pode ser definida por sintomas tão diferentes e confundida com tantas outras coisas, das duas uma, ou ela não é bem compreendida (e portanto são especuladores tanto os que consideram-na real quanto os que a acham mimimi) ou não é real.

Existe sim um conjunto de sintomas mais ou menos parecidos que talvez poderia ser considerado uma questão psicológica, um distúrbio. Mas dizer que é doença, de cara, é só pra vender remédios. Acredito que esse terreno (doenças mentais) é tão incompreendido que muito ainda é especulação e muito interesse atrapalha sua correta compreensão.

Existe sim, sem dúvida, algo de diferente...

BLH

Anônimo disse...

Muito se fala sobre depressão com um olhar de fora. Poucos se aventuram a falar o olhar de dentro. Tive depressão minha vida inteira e estou livre de sintomas e remédios há apenas 3 anos. Hoje estou com 36, e posso afirmar que tenho bastante experiência prática em entrar, afundar e sair de depressões.

Primeiro ponto: não tem cura. Depressivo é como diabético. Você tem a doença e vai conviver com ela o resto da vida. Mas ao contrário do que dizem, a doença não é feita de pensamentos suicidas, tristeza e vazio. Esses são os sintomas quando a depressão saiu do controle. Mas a doença é outra.

A doença do diabético é a produção ineficiente de insulina, e não a cegueira ou a má circulação.

Da mesma forma, a doença do depressivo é a total e completa ausência de limites para contrariedades. A tristeza, vazio, falta de vontade de viver são as complicações de uma doença não cuidada há muito tempo.

Todos têm contrariedades na vida. Ter que acordar cedo, em vez de dormir até tarde como gostaria. Um emprego meio frustrante. Uma renda insuficiente... Um casamento meio conflituoso... Aprendemos a conviver com isso, pois a vida de ninguém é perfeita.

Mas as pessoas saudáveis são dotadas de um alarme que avisa quando o grau de contrariedade passou o limite do tolerável. É como se algo gritasse: "acorda! Você está infeliz! Mude sua vida!".

Depressivos não vem com este alarme. As contrariedades se acumulam. O depressivo se adapta, se acostuma. O emprego ruim, o relacionamento nocivo, os problemas de saúde, e outros problemas são aceitos, acolhidos como "coisas normais da vida", e jamais superados.

Com o passar dos anos, o depressivo está tão acostumado a uma vida de contrariedades e obrigações, que perde a capacidade de acreditar que a vida pode ser melhor, que se torna mecânico e robótico. Faz as coisas por fazer, por obrigação, por hábito.

Os anos passam. E depois de algum tempo, o corpo e a mente esquecem o que é ser feliz. Os hormônios da alegria e prazer não serão mais produzidos em quantidade adequada. A sensação de sonhar fica impossível de ser revivida. A alegria de viver fica mais esquecida do que a fórmula de baskara para um médico de 40 anos de idade.

Somente aí, neste ponto em que corpo e mente esquecem o que é ser feliz, é que começam os sintomas que todos notam. Somente aí a vida COMEÇA deixar de fazer sentido, e o vazio COMEÇA tomar conta. Somente aí a pessoa COMEÇA a sentir tristeza sem motivo aparente. E quanto mais demorar para perceber, mais profunda fica a crise. E mais perigosa.

Sair da depressão requer um longo caminho de recuperação de sentimentos esquecidos. Remédios, terapia, e todas as ferramentas disponíveis devem ser usadas.

A doença é sem cura sim. Não conheço ninguém que nasceu sem o alarme da contrariedade que tenha desenvolvido um depois da depressão. Mas a tristeza, a agonia, a apatia... Dessas é possível se livrar sim!

É preciso criar um alarme artificial. Uma situação para parar e pensar na vida, fazer uma avaliação. E quando perceber que assumiu um número grande de contrariedades, livrar-se de algumas.

5 anti-cosmico disse...

é uma hipocrisia enorme essas feministas defenderem a psiquiatria. uma instituição que prende pessoas em manicomios, inclusive mulheres, uma instituiçao que foi usada pelo nazismo, que foi usada pelo capitalismo pra fazer lobotomia nas pessoas. voces todas sao hipocritas. terapia alternativa tem origens na alquimia e em jung, ele estudou a mente humana muito melhor do que freud. e o que psiquiatra entende de psicologia? psiquiatra nao estuda nada de psicologia. eu fico me perguntando o que psiquiatra estuda, talvez as estrategias de manipulação? sao comprados pela industria farmaceutica.

vejam o filme clube de luta. aqueel filme ensina voce a ser voce mesmo, dizer foda-se a sociedade hipocrita. tem que ser interpretado de maneira metaforica mesmo. nao tem terapia melhor do que aquele filme. vejam esse filme depressivos.

Leticia Santos disse...

A autora concorda com o seu acréscimo ;)

Leticia Santos disse...

Ai, Alícia... Realmente é complicado reconstruir essa imagem das doenças mentais q já são tão enraízadas nas pessoas. Também acho complicado em tocar em alguns assuntos com meu pai. Uma das minhas estratégias é tentar pedir ajuda de alguém q ele respeite mais a opinião... Algum amigo, algum padre ou pastor.. alguém q vc ache q tem mais chance dele ouvir....

Leticia Santos disse...

Me desculpe, realmente errei. O q eu devia ter falado é "apesar de ser contra ao uso indiscriminado de antidepressivos para pacientes em estado não severo/grave". Eu não sei exatamente como isso é feito no Brasil, mas aqui muitas vezes se alguém vai num clínico geral de um posto de saúde com sintomas de depressão, as vezes um médico receita um remédio após uma consulta de 10 minutos sem nem cogitar a possibilidade do tratamento psicológico com o paciente. Eu discordo desse comportamento por vários motivos, entre eles:

1) Sim, depressão afeta o corpo, mas não devemos esquecer que o 'bio' é apenas uma das partes da interação entre Bio/ambiente/social. Tratar apenas um desses aspectos e ignorar os outros dois não é uma boa solução a longo prazo. Receitar um remédinho e ignorar os outros fatores q geram a depressão é não encarar partes importantes do problema.
2) Alguns medicamentos para depressão podem ter efeitos colaterais graves. Inclusive, alguns antidepressivos podem acabar aumentando a depressão (sim, bizarro!) e os pensamentos de suicídio. Esse risco é um dos motivos pelos quais eu sou contra que pessoas com um grau mais ameno/médio entrem nos remédios antes de dar uma chance real a terapia psicológica.
3)Se vc está tomando algum desses remédios - aliás, se vc estiver tomando qualquer remédio em geral - e decidir q quer parar por qualquer motivo que seja, vc deve discutir uma estratégia para te tirar do medicamento em questão com o seu médico. Pode ser q a dose tenha q ser reduzida aos poucos - e se vc não fizer de um jeito correto, pode ser q o problema piore.

Leticia Santos disse...

Esse é um ponto interessante. Realmente, apesar de mulheres reportarem mais pensamentos suicídas do que os homens, são eles que lideram o rank de tirar a própria vida. Porém, mulheres parecem realizar mais tentativas de suicídio do que os homens - só que o formato preferido deles é geralmente mais letal (por exemplo, armas de fogo). Enquanto isso mulheres parecem optar mais por overdose de drogas e medicamentos, e envenenamento. Apesar de também serem fatais, essas formas de suicídio podem ser revertidas com intervenção médica se feita a tempo.

Leticia Santos disse...

Ok. Encaminhe o seu achismo para a Organização Mundial de Saúde e argumente com os vários neurocientistas PhDs bambambans da saúde, munidos de várias apesquisa sérias - inclusive algumas que usam técnicas bem modernas como genética, MRI, tomografias e o escambau a quatro e argumente com eles o porquê q vc ACHA que depressão não deve ser considerada uma doença. Boa sorte :)

Cesc Biavati disse...

Não adianta entupir de remédios.

A doença do mundo moderno chamada "depressão" é causada pelo afastamento das pessoas com a espiritualidade e, acima de tudo, Deus. Substituem a fé no divino por crenças materialistas, mundanas, políticas e, sobretudo, hedonistas. O vazio é inevitável, até para um niilista autêntico.

Quando você sente aquele vazio? Já pensou em procurar Deus? Pois é. Mas não, prefiro enfiar fluoxetina para dentro e, logo, vou ser feliz e ter paz de espírito. Hehe....um dia me xingaram porque falei sobre certos países como o Butão serem considerados os mais felizes do mundo. A espiritualidade é essencial na vida de qualquer ser humano. E olha que não estou falando de Cristianismo.

pp disse...

Que texto excelente! Parabéns à autora e à Lolinha amada por ter publicado!

Anônimo disse...

Clara Azevedo,
Concordo (muito) com o que você escreveu.
Não escrevi sobre porque (1) daria páginas de reflexão, em processo, e (2) o "estado das coisas" nessa área é tão, mas tão crítico, que só de uma psicóloga não demonizar o tratamento medicamentoso e indicar que não pressionará a/o paciente para "largar os remédios", já - nesse contexto absurdo - é positivo.
Mas gostaria que a autora respondesse à sua pergunta, mais que pertinente.
Adendo: na prática profissional, psicólogas/os e psiquiatras trabalham em parceria e/ou compõem uma equipe.
Thata

Anônimo disse...

Titia (20/7 16:02)
Exato!!!
Isso também me indigna, profundamente.
Interessante, esses super investigadores (acho que é o tipo do CSI, não lembro de ter assistido especificamente) desvendam tudo, e vão tropeçar logo nesse senso comunzão?!
Thata

Anônimo disse...

Engraçado, o Blog da Lola se tornou até um espaço de desabafo, aquele grito preso na garganta, dos que não são ouvidos em nenhum outro lugar.
Previne a repressão da fala até pros 5em noção, portadore5 da verdade verdadeira, aBeLHudos, pregadore5 do caminho da luz etc.
Acho o máximo, de verdade (o blogue: único, que conheço, a apresentar, também, esse aspecto).
Thata

Anônimo disse...

Olha o Cesc Biavati dando um exemplo maravilhoso de desinformação...

Eu tenho distimia e fui diagnosticada só depois dos 30. Foram décadas de um sofrimento absurdo. Tudo era difícil. Os remédios não resolveram todos os meus problemas, mas me deram ferramentas para lidar com eles.

Graciema disse...

Concordo em parte Cesar. Remédios foram essenciais para eu conseguir voltar a ser funcional, e ter forças para testar as ferramentas para sair do fundo do povo (ser funcionar e ter vontade de viver, não simplesmente se arrastar por ai são coisas bem diferentes). A espiritualidade certamente foi uma das ferramentas que funcionaram para mim, mas não envolveu Deus - cristão ou não, em momento algum. Tão pouco a fé no divino. Desenvolver uma atitude mais serena e compassiva, para comigo e os outros, é o que estou chamando de espiritualidade aqui.

E tem um dito que fez, e ainda faz, muito sentido à epoca...antes de verificar se você está realmente deprimida, certifique-se de que não está cercada por idiotas. Cortei um bocado de gente tóxica, machista, e manipuladora do meu convivio...e a energia que isso liberou para eu lidar com aspectos cruciais da minha vida, foi fantastica.

Anônimo disse...

http://www.otempo.com.br/interessa/sa%C3%BAde-e-ci%C3%AAncia/depress%C3%A3o-%C3%A9-problema-fisiol%C3%B3gico-1.684104

Esse tb é um ótimo texto pra refletir sobre depressão.

Anônimo disse...

Esse Cesc Biavati é uma piada. Cara, tem limites pra trollagem viu?

5 anti-cosmico disse...

letícia. grande merda organização mundial de saúde. voce nao tem capacidade nem de questionar as coisas, voce obedece calada, ou voce é uma psiquiatra por isso fala essas merdas? a medicina fala mal da homeopatia por exemplo, mas a homeopatia curou minha asma na infancia. a homeopatia diz que a agua carrega memoria, isos é algo que foi provado ja

a depressão existe sim, mas nao é com remedio psiquiatrico que se resolve. voce vem aqui com todo teu conhecimento, mas existe algo chamado sabedoria, que nada tem a ver com conhecimento. saber é sentir e nao conhecer/pensar. da pra perceber claramente que a industria farmaceutica lucra bilhoes com essas ''doenças'' da psiquiatria.

e não to aqui pra desabafar. eu estou aqui pra influenciar as pessoas com o que estou dizendo.

Anônimo disse...

Tem outro detalhe: as mulheres tentam se matar mais que os homens.

Anônimo disse...

"Tem outro detalhe: as mulheres tentam se matar mais que os homens." 11:53

Elas não concretizam o ato pois usualmente escolhem métodos menos eficientes do que os homens. Isso sugere que a tentativa de suicídio também pode ser entendida como um pedido de ajuda, e não apenas como um fracasso na intenção de morrer.

Anônimo disse...

@titia
Você falou "Mimimi? Não, mimimi quem fazem são os moles, os bebêzões, os chorões, os molengas e a maioria costuma ser homem." E isso é o que todo mundo fala para um homem que sofre com depressão, não importa se é feminista, mascu, bolsominion, de direita, de esquerda, de cima, de baixo... Já vi até psicólogo tratando a depressão em homens como "frescura".

E eu imagino o por que de o pai da Alícia não querer admitir e muito menos tratar a sua doença: ele sabe que dirão que ele está de mimimi, que é mole, chorão, molenga, bebezão. E, a partir daí, passarão a questionar a sua masculinidade, o que é um passaporte para começar a experimentar o gostinho de ser vítima da homofobia (já que ele passará a ter fama de veado). Provavelmente ele está com medo disso acontecer, embora isso ele também não vai admitir, pois homens não podem sentir medo (por machismo).

Anônimo disse...

@Anom das 20:24
A maioria dos suicidas são homens, mas a maioria das pessoas com depressão são mulheres.E como todos aqui sabem, a depressão pode levar ao suicídio.

Isto indicaria que mulheres são mais fortes mentalmente ou que os homens simplesmente tem desprezo pela própria vida?


Isso indica que homens são mais eficientes em tirar as próprias vidas, já que mulheres tentam mais suicídio do que homens. Mas eles tem mais sucesso em levar a cabo a tentativa do que elas.

E isso poderia indicar, também, que homens têm maior tendência a negligenciar a depressão.

Anônimo disse...

"Tem outro detalhe: as mulheres tentam se matar mais que os homens."

Fontes?

titia disse...

Pois é, Thata, as pessoas simplesmente não vão se informar sobre as doenças da mente, as informações não chegam na mídia mainstream, tudo errado. Por causa desse ranço medieval de ignorância e superstição (olha aí o Bestavati pra provar) as pessoas tem medo das doenças da mente, acham que é obra do mal, castigo divino, karma, que falta Deus ( na verdade, falta ir numa igreja e dar dinheiro ao pastor ou padre), tudo menos a verdade, que é uma doença e que precisa ser tratada, e nessa quem sofre são os portadores de depressão e outras doenças psicológicas.

Ah, olha o BHL provando aí o que eu disse. Eu só comentei uma verdade, que as pessoas que menos fazem mimimi que eu conheço são as mulheres e os mimizentos são homens, olha ele aí todo revoltado como se eu tivesse ido matar a mãe dele e depois dado uma cagadinha no cereal matinal do cara só pra tripudiar. Não é meigo como os mascus adoram vir aqui provar nossos pontos pro resto do povo?

Anônimo disse...

OFF Topic.

Lola, sei que você não tem face, mas tá rolando uma página #Eu,empregadadoméstica que está compartilhando histórias de empregadas domésticas (abuso, racismo, assédio sexual e moral). Seria legal rolar um post ou guest post sobre o assunto né?

Anônimo disse...

Depressão é causada pela criação um desvio nas sinapses cerebrais e ocorrem após algum forte trauma emocional. Uma vez instalada a depressão é um mal físico e pode ser tratada com remédios que corrigirão esses desvios.

Anônimo disse...

Meu avô tem transtorno bipolar GRAVE. Há muitos anos atrás, gente ignorante, hipócrita, imbecil e pedante como alguns comentaristas convencerem ele a largar os remédios . Afinal eram os remédios que estavam deixando ele "louco".
Resultado - ele teve um surto psicótico e tentou matar a filha mais nova com um machado.
Ele precisou passar meses em uma instituição psiquiátrica para poder voltar a ter uma vida minimamente normal e não ameaçar a vida de outros.


PS: Ele tem "calos no joelho" de tanto se ajoelhar e rezar na igreja...


Jane Doe

Anônimo disse...

(Viviane)
Apoiadx, anon de 15h! Um tema interessante.

lola aronovich disse...

Anon das 15h, parece um tema ótimo. Alguém (talvez vc ou a Viviane) gostaria de escrever um guest post pro blog sobre este tema -- empregadas domésticas contando casos de abuso, racismo, assédio sexual e/ou moral?

5 anti-cosmico anti-sistema disse...

jane doe, teu avô nao é doente, é criminoso mesmo. quando é briga de família tendem a considerar doença mental quando o cara comete um crime. eu tambem fiquei internado e inclusive sou forçado a remedio, porque briguei com familiares, mas no meu caso eu tenho razão pois meu pai é violento, entao quem começou tudo foi ele. quanto mais a sociedade me reprime, mais ódio eu tenho de quem controla isso tudo. a ideia é remar contra a maré sempre. se eu ganhar força, conseguir me formar sair de casa, eu quero incentivar pessoas a boicotarem essses remedios psiquiatricos. depois do trafico ilegal de armas, a industria farmaceutica é o que mais gera renda aos bilionarios, quando voce defende a psiquiatria voce ta defendendo a vida rica dos bilionarios, eles lucram com isso e voce nada.

olha a contradição de voces. dizem que doentes mentais nao cometem crime, que depressivo é inocente, mas cita o exemplo do teu avo como doente mental que tentou matar a filha. voces se contradizem com suas proprias palavras. e tem mais, a esquerda é anti-psiquiatria, vão ler lang e david cooper, ambos psiquiatras marxistas que se voltaram contra a propria psiquiatria, ambos da africa do sul. só os capitalistas mentem sobre a psiquiatria, os capitalistas que ficam colocando doença onde não tem, apenas pra gerar dinheiro pra bilionario egoísta.

Anônimo disse...

(Viviane)
Ah, Lola, eu só gostei do tema, mas certamente não sou a pessoa mais capacitada para escrever sobre. Quem sabe mais alguém se dispõe a colaborar.

titia disse...

13:06 ah claro, porque como eu falei de homens mimizentos fazem escândalo como se tivessem sido mutilados com um machado por causa de um arranhão, de sujeitos que quando tem um resfriado leve não querem levantar nem pra beber água e fazem a mulher de escrava, de bebêzões que não aceitam serem contrariados nem levarem uma resposta cortada, eu automaticamente estou falando que homens realmente deprimidos, homens portadores de depressão mesmo, são uns viadinhos moles que merecem apanhar pra tomar jeito. Olha só como eu escrevi exatamente isso lá no meu comentário letra por letra!

Olhai aí, outro! Não consegue aceitar a verdade-que a maior parte dos mimizentos são homens-e já vem inventando merda sobre o que eu não disse. Me diz uma coisa, mascu mimizento, não é cara de pau da sua parte vir me censurar por algo que eu não disse quando saiu do blog da Lola você é o primeiro a abrir a porra da boca pra chamar homem depressivo de viadinho?

Anônimo disse...

@titia
Perdão, não foi minha intenção te censurar. E eu reconheço que você não disse isso. Você apenas usou alguns termos que todo cara com depressão escuta todos os dias para reclamar de outra coisa. Eu os aproveitei para tentar adicionar um dado à discussão.

E se você reler o que eu escrevi, verá que eu estou dizendo que um homem depressivo será chamado de veado. Eu não estou o chamando disso. Estou dizendo que ele receberá a ofensa homofóbica por causa do preconceito que homens nessa situação sofrem. Espero ter me expressado melhor agora.

Sobre os caras que você falou, não sei onde você vive, mas posso dizer com segurança que eles não seguem o padrão de gênero que a sociedade patriarcal reservou para os machos da espécie. Afinal, de acordo com esse padrão, eles deviam continuar trabalhando mesmo se um membro tivesse mesmo sido arrancado com um machado e eles não deviam se deixar abalar sequer com um câncer, quanto mais com uma resposta atravessada. E, é claro, tudo isso sem mimimi.

O que você acha? Como deviam ser os homens em sua opinião, Titia?

Anônimo disse...

Sou bipolar. A depressao vai me acompanhar pro resto da vida, e estou fadada a tomar remedios e remedios ate morrer. Alem disso sofro de hipotireoidismo.

O que vou dizer nao é regra para todos os maniacos depressivos.Os bipolares tem fases na vida, a euforica(mania) e a depressao proprimaente dita e momentos que estamos calmos. Vale desmistificar aqui que a fase maniaca nao significa propriamente felicidade, e é nela que corremos mais riscos, é o prenuncio de uma possivel tragédia, gastamos demais, alguns tem relaçoes desprotegidas e se sentem superpoderosos.Na ultima crise de mania minha eu coloquei na cabeça que ia morrer de enfarte se eu pensasse muito nisso, comia só sopa e pure de batata pois achava que qualquer pedaço estranho de comida ia me matar asfixiada. Era meu corpo me sabotando. A fase passou e ai veio mais uma vez a depressao, essa veio de forma violenta, eu tentei me matar com coquetel de remedio. Nao tirei minha vida(obvio)mas fiquei dias em um hospital. Vida de bipolar é uma montanha russa.

Ps:é escroto pra caramba quando as pessoas atacam as outras falando"ja tomou seu remedinho hj?" Ja vi aqui inclusive e li uma resposta a um mascu em que alguem dizia"ja tomou seu rivotril hj?" Ser comparada a mascus pra mim é o fundo do poço.Galera, só parem de fazer isso.

Jessica

Anônimo disse...

Rapaz, ninguém se contradisse. Falaram que depressivos são suicidas e não homicidas, não os borderline (que faz parte o transtorno bipolar).

5 disse...

jessica só quem tem controle da tua mente é voce mesma. remedio só te deixa mais depressiva ainda, pois tira o gosto pela vida, tira a alegria. alguns religiosos idiotas vem aqui falar no deus dos judeus, mas isso é puro escapismo. quem domina a si mesmo não precisa de religião ou remédio.

eu vou te recomendar uns livros que podem fazer voce se sentir melhor:

leia nessahan alita com mente aberta, ele diz que a felicidade é algo interior, não vem de relacionamento

schopenhauer - aforismo para a sabedoria da vida, diz que a felicidade está na solitude e nao em ser aprovado por outras pessoas, ele tinha um pensamento aristocrático mas vai alem da mera posição social da pessoa, é um estilo de vida mesmo, uma mentalidade aristocratica de se manter longe da escoria em geral. ele faz uma boa definição de 3 coisas chamadas ser, ter e parecer. sendo que o ser tem que ser o mais importante, enquanto ter e parecer sao questoes de mera sobrevivencia, e nao tem real importancia para a felicidade, a nao ser pra sobreviver.

leia tambem sobre a filosofia estóica, o proprio artigo do wikipedia tem algo interessante. se quiser aprofundar procure pelos autores.

''"doente e ainda feliz, em perigo e ainda assim feliz, morrendo e ainda assim feliz, no exílio e feliz, na desgraça e feliz",''

era esssa a mentalidade do guerreiro, legionario, aristocrata romano, que vivia pra guerra, estoicos combateram o cristianismo pois viam o mesmo como uma degeneração

veja o filme clube de luta, esse filme é mais profundo do cinema

leia tambem o que jung escreveu sobre a sombra. tem varias informações na internet, a sombra é praticamente tudo que tua mente rejeitou por influencia da sociedade, mas tem que colocar na consciencia caso queira se curar da depressãõ.

Anônimo disse...

5, você ESCOLHEU ser ignorante sobre o tema e agir de má fé, então não vale a pena continuar discutindo...

Para os outros:
Só contei esse história para mostrar que doenças mentais não tratadas ou tratamentos interrompidos sem acompanhamento médico podem ter consequências graves. Suicídio é uma delas. Surto psicótico é outra.
Lá no primeiro comentário eu já disse: ajuda médica adequada salva vidas!!!

Não disse que todo doente mental é assassino. Casos assim são exceção.

Espero que tenha ficado claro


Jane Doe

Anônimo disse...

Anon 22/7 00:27

"depressivos são suicidas e não homicidas, não os borderline (que faz parte o transtorno bipolar)."

"Borderline" refere-se a um dos vários e diferentes tipos de "Transtornos de Personalidade". Não é a mesma coisa que - embora possa aparecer em comorbidade com - "Transtorno Bipolar", o qual é subdividido em vários tipos, p.ex., o que a Jessica descreveu acima é o "tipo 1".

O TPB ("borderline") também se caracteriza por tendência ao suicídio (NÃO homicídio). É comum que mulheres com TPB tenham sido abusadas sexualmente na infância.

Continuando na relação com gênero, já vi caso - não incomum - de mulher que, quando na fase de mania do TB-1, tentou ser estuprada por um bando de homens, que se juntaram em gangue para violentá-la.

Quando se perde a noção da realidade, o que pode (ou não) ocorrer em diferentes doenças (diagnósticos), a pessoa pode agir de um monte de maneiras possíveis, como p.ex. perder a noção de si e desaparecer; sendo o homicídio apenas UMA dentre todas essas possibilidades.

É claro, muitos homicidas, pessoas agressivas, violentas, que se aproveitam de uma posição de poder (inclusive pais) pra agredir outra pessoa, não têm doença mental nenhuma, são canalhas mesmo.

Se não for esse o caso, é possível tentar tratamento.

Thata

Anônimo disse...

Depressão é viver no passado e ansiedade é viver no futuro. Quando entendi isso não precisei mais de remédios (eu tomava 5 medicações diferentes), anos e anos de síndrome do pânico desde a infância (tinha ataques dormindo), 3 tentativas de suicídio e sabe o que eu tomo hoje em dia? Naldecon, quando estou resfriada. 17 anos livre dessa "doença genética incurável" que pode ser curada sim bastando aprender a pensar direito, porque se colocar na merda é hábito e tudo o que é hábito pode ser aprendido e desaprendido.

Agora claro que quando me perguntam eu sigo o protocolo e falo que não, vai procurar médico, vai ver se tem causa orgânica, faz uns exames na tireóide aí, primeiro porque pode ter mesmo e segundo que a pessoa precisa passar por um processo de convencimento que o seu problema é de fato mental e não físico, senão não adianta.

Mas em 99,999999999999999999% dos casos eu sei, por experiência própria, que a pessoa tá é perdendo tempo quando poderia estar já resolvendo e sem gastar um centavo. Existe toda uma indústria querendo te deixar impotente, dependente, frágil e viciado, passei por todas essas fases da infância até a vida adulta, todos esses processos que afastam você de você mesmo e da sua verdade. Por isso que eu respeito quem tá nesse caminho ainda, porque é foda, ninguém te fala e quando alguém fala a pessoa geralmente não acredita porque são tantas as "vozes de autoridade" falando que não, que não tem como sair disso, que é impossível demais. Tudo mentira, gente.

O nome "remédio" é enganoso. Esses "remédios" que a gente toma pra tais acometimentos não curam nada, são DROGAS apenas, drogas pra te deixar mais controlado e facilitar a vida de quem convive com você, coisa pra te deixar manso, calminho, bonzinho, adestrável, por isso que é fácil de arrumar, não falta gente pra te dar. Agora resolver de verdade, tem que mexer na cabeça mas as pessoas preferem se entupir de DROGAS a encarar os demônios em si e botar essa corja pra correr.

De cada 10 pessoas deprimidas que conheço, se duas fazem terapia é muito. E quando fazem não é aquela terapia que resolve, é aquela que te enrola, que você fica um ano e meio falando do cachorrinho que morreu e da boneca que não ganhou na infância. O resto só vai passando em um méRdico que tá cagando pra você, de 2 em 2 meses, pra pegar a receitinha azul. Porque você não é obrigado a fazer, sendo que deveria. Mas aí um montão de gente deixaria de ganhar com isso, então vamos entupindo nossos corpos e os corpos dos nossos filhos com essas promessas e qualquer coisa, é só mudar a dose não é mesmo?

Quem quiser sair disso, já dei a "receita". Alguém nesta vida te avisou, essa desculpa você não tem mais.

titia disse...

22:01 e essa história de chamar homem que precisa de ajuda de viado também me revolta, eu não concordo em nada com esse machismo idiota que diz que homens não podem ficar doentes, ter depressão, chorar, pedir ajuda, isso só faz mal. Homens são humanos e tem o mesmo direito de ser acolhidos quando precisam que as mulheres. Quando eu falo de homens mimizentos, falo de sujeitos mimados e arrogantes que tudo é desculpa pra chamar atenção dos outros. Um arranhão e o cara fica fazendo escândalo feito criança. Sujeitos que assim que pegam o mais leve dos resfriadinhos se jogam na cama como se estivessem com peste bubônica e obrigam a mulher mais próxima a trazer comida, dar na boquinha, trazer os remédios, a água, o videogame, o celular-e isso mesmo que ela esteja doente também. Caras como o BHL que se revoltam todos porque eu contei que na minha experiência os mais mimizentos são os homens - e ele não admite que se diga isso de qualquer criatura com um cromossomo Y, mesmo que eu não tenha falado dele. Exemplo, quando eu digo algo que contraria minha mãe nós conversamos civilizadamente, debatemos, e geralmente chegamos a um acordo. Se eu discordar do meu pai é um drama que o velho faz que você jura que ele não saiu da quarta série. E não precisa nem ser discordância por algo sério, se eu disser que acho horrível a bolacha favorita dele e não imagino como alguém pode gostar disso, ele já vem fazendo drama com aquele tom de arrogância e condescendência que ninguém gosta. Se eu disser que o design do carro dele é uma porcaria, já vem com dez pedras na mão me mandando calar a boca ou virar engenheira pra fazer melhor. Isso é coisa de mimizento ou não?

Esses são os mimizentos de quem eu falo; nunca um homem que precisa seriamente de ajuda e acolhimento, mas moleques folgados que só querem se aproveitar, se encostar, chamar atenção e usam doenças ou machucados leves como desculpa. Afinal, quando você corta o dedo num acidente, faz o quê? Xinga pra desabafar a dor depois lava o corte, desinfeta, faz um curativo e bola pra frente ou sai correndo chorando mostrando o machucado pra todo mundo berrando como se tivessem cortado seu dedo fora com um machado? Acredite, tem muito homem por aí fazendo o segundo.

E, claro, os que não admitem contrariedade alguma, mesmo nas coisas mais banais, vide o Mestre das Bolachas que mencionei aí em cima. Mimimi até dizer chega.

Olha, se os homens não forem machistas nem misóginos, não violentos, educados, não fizerem drama por besteira, não exigirem que as mulheres venerem seus pintos e não me olhem como se eu fosse um pedaço de carne já me dou por satisfeita.

titia disse...

08:04 quer dizer que agora você sabe tudo? Puxa vida, vou ligar pro psiquiatra da minha mãe e dizer que ele fez errado quando começo a diminuir gradativamente os remédios dela pra acostumá-la aos poucos a funcionar sem medicação, vou ligar pra ele agora mesmo e dizer que é pra continuar entupindo a minha mãe de remédios. Ah, também vou ligar pro terapeuta dela e dizer que tá errado. Sabe, ele a ajudou a superar a morte da filha mais nova, que nasceu com má formação incompatível com a vida. E os membros da família disseram tanta merda pra minha mãe por causa desse caso que ela ficou VINTE ANOS guardando o enxoval da menina. Vinte anos. E quando fez terapia ela doou o enxoval todinho, não ficou com nada. Mas tá errado né, é pra ele enrolar minha mãe e não resolver nada, vou avisar. Ah, também vou avisar à minha mãe que se ela tiver crise depressiva de novo tem mais é que mandar terapia e medicação à merda e se convencer que pode resolver o problema sozinha, só com pensamento positivo sem gastar um centavo, afinal 99,9999999999% dos casos não se precisa de medicação nem terapia, só de pensamento positivo. Ah, e como devo agir, grande sábia, agora que ela desenvolveu uma fibromialgia que também tem fundo psicológico? Pensamento positivo e mandar ela parar de "se colocar na merda?"


Donos da verdade são uma merda...

Anônimo disse...

Pois itia, o anônimo das 8:04 explicou direitinho o quanto a indústria farmacêutica é mestre em criar doenças fictícias pra vender remédios. Cautela e carne de galinha... nunca são demais. O tal Transtorno de Déficit de atenção e Hiperatividade é outra "doença" suspeita dessas que nem a depressão.

Não confunda sua revolta pessoal com a existência de revolta nos outros e nem ache que isso te torna mais sábia e entendida que todo mundo.

Se pessoas que passaram pelo mesmo dizem que vc está errada em alguma coisa, atenção pra evitar o ego. Elas podem REALMENTE saber mais que você.

Às vezes, fora dos acontecimentos, a perspectiva pode ser legitimamente outra. Tão válida quanto outras.

Suas experiencias pessoais invalidam todas as outras dos que observaram o contrário, e são capazes de adivinhar até as intenções ocultas daquele que escreve pela Internet?

Cuidado com a apropriação da verdade em temas seriamente polêmicos.

BLH

Anônimo disse...

BLH, na boa, quem tá tentando colocar uma experiência pessoal como regra é a tal do "méRdicos que só querem extorquir dinheiro". Porque né, ela tem que ser onipresente pra afirmar que "99,99999% dos casos se resolvem sem terapia nem remédio". Tem uma indústria se aproveitando da patologização das pessoas? Tem, não estou negando. Como também tem muita gente que continua na merda porque não procura tratamento por conta dos "aiiin, terapia e remédio não resooolve, só pensar positivo e se tirar da merda!". Vão tomar cuidado com o reforço do discurso hegemônico porque no SEU caso a epifania de "ansiedade é viver no futuro e depressão é viver no passado" bastou? Obrigada.

titia disse...

BHL não se preocupe que a anônima pode se defender sozinha se quiser, viu? Não precisa tomar as dores dela. Se está desesperado pra que eu te dê atenção e por isso vem brigar, então ao menos tenha a decência de falar suas próprias merdas ao invés de pegar carona nas merdas ditas pelos outros. Covarde.

5 anti-cosmico disse...

a mente humana não é uma ciência exata, é complexa, por isso a psicologia vai muito além da ciência. se a pessoa não tiver controle da sua própria mente ninguém terá por ela. remédio é como falaram aqui, serve pra deixar a pessoa passiva e impotente pra conviver na hipocrisia com familiares, uma vez que o remédio da loops no cérebro e faz a pessoa se socializar, e é isso que os familiares querem. por siso prefiro me socializar aqui do que me socializar com meus pais hipocritas, pois comm remedio eu perco a capacidade de refletir em calma.

ser saudável é encarar seus medos, seus demônios, em vez de se deixar anestesiar por remédios. ano passado eu passei o ano inteiro sem remedio e foi logo no meu ano pessoal 5 que acaba agora em agosto, entao eu quis viver de forma intensa, quis enfrenntar meus medos, por isso os babacas dos meus pais nao me toleraram e me prenderam em fevereiro no hospicio. eu passei por problemas de bullying, violencia, e a soluçao deles era me dar remedio pra eu ficar quieto e nao querer viver a vida intensamente como eu queria. ja eu tentei viver de forma intensa 2015, acabei ficando viciado na emoção da adrenalina de tanto medo que senti, deixei o medo tomar conta mim e passei a me viciar no proprio medo, isso me deu coragem pra sair a noite, de madrugada, andar pelas ruas desertas, depois tive uma briga com um pitboy alfa eu comprei um martelo grande, um pé de cabra, facas grandes e carregava isso comigo pra me defender das tentativas de agressões desse cara. o que chamam de sanidade eu chamo de domesticação. voces depressivas sao domesticadas, aceitam passivamente as imposições familiares, da psiquiatria, do Estado opressor. o humano livre é barbárico por essencia, e essa é minha meta de vida, estou me esforçando pra quebrar as correntes familiares que me prendem, quebrar limites é praticamente minha vida. eu não terminei solitário isolado de tudo por ser um eremita sacerdote domesticado, e sim porque nunca me curvei a autoridades, ou a machos alfas buliers, desdos tempos de escola sou subversivo em relação a autoridades em geral. a psicologia estudada nas faculdades prega submissão a autoridades, é baseada em freud, é totalmente falsa, nao é a toa que a psicologia freudiana foi base dos projetos de controle mental mk ultra e projeto monarco usados pela cia.

Anônimo disse...

"em 99,999999999999999999% dos casos eu sei, por experiência própria"

Titia,
abstraindo o resto do comentário desse/a tipo "Inri Christi", confesso que viajei na frase acima. Uau. Que ser extraordinário poderia experienciar, por si mesmo, 99,9999999xyz % de"casos"?
É deus, esse que dizem onisciente e onipresente, só pode.
Eu queria um dia assim, desde que não envolvesse drogas nem surto psicótico - aí não tem graça.

Pelo que li em outros posts, nos comentários, esse bbblh é um troll recente.
(Há mais de cinco anos frequento o blog da Lola, tem períodos que não compareço).
Pelamor, *como* não percebe que está projetando, só pegar um espelho que veste o próprio comentário perfeitamente?
Como vc bem colocou, é necessidade de chamar atenção... e trollar, claro.

Thata

titia disse...

Pois é, Thata, e pior é que nessa babaquice de querer chamar atenção a todo custo, imagina o que ele não deve espalhar por aí pra pessoas com problemas psicológicos sérios...

Anônimo disse...

Sempre tem alguém pra botar Deus no meio... Como se fosse uma fórmula mágica para todos os problemas! Sinto dizer, mas ás vezes até a fé e a religião,são fatores que desencadeiam a depressão.

Lucas disse...

O negócio não é nem colocar deus, é desprezar o tratamento medicamentoso. Sou homem,tenho 20 anos e sofro de depressão, fobia social e transtorno de ansiedade generalizada. Essas pessoas que pensam como esse cesc biavati são as mais fracas. Esse individuo deve ser um dos mesmos que pensam dizem que as pessoas que cometem suicidio tem que ser condenadas ao invés de ser ajudada. Mesmo no Brasil ter um número de 38 suicídios por dia no Brasil. Deus é importante pra quem acredita igual eu, mas a medicação janais pode ser descartada.