quarta-feira, 8 de junho de 2016

PELO FIM DA TRANSFOBIA EM TODOS OS FEMINISMOS

Fiquei sabendo dessa história no sábado, quando um leitor me enviou uma nota que havia sido publicada no Extra, do Rio.
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(segunda parte
da nota
abaixo)
Daniela Andrade, uma importante transfeminista, criticou Eloisa Samy, chamando-a de transfóbica. Eloisa respondeu sendo transfóbica, tratando Daniela por "Danielo". Eloisa é feminista radical e no final do mês estava na mira de inúmeros reaças por ter sido advogada da jovem estuprada por 33 homens no Rio.
Talvez Daniela não tenha escolhido a melhor hora para criticar Eloisa. Afinal, quando uma feminista está nos holofotes sendo alvejada por misóginos, tudo que ela não precisa é de "fogo amigo". Mas sabemos que a briga entre transativistas e radfems (feministas radicais) é antiga e lamentavelmente importada dos EUA. Pensei que isso tinha passado ou pelo menos diminuído, mas eu é que não estou no Facebook e portando não fico sabendo das coisas (ainda bem).
Eu já me posicionei diversas vezes: não pertenço à nenhuma corrente específica do feminismo, sou apenas feminista e isso já me basta. Só que não entendo como é possível ser feminista e ter orgulho de oprimir. E transfobia é uma opressão. Qualquer tipo de opressão não combina com feminismo, a meu ver. Será que já não passou da hora de tantas radfems abandonarem a bandeira da transfobia? Precisa disso? Que tal deixar a transfobia só pros reaças e pra bancada religiosa?
Recebi este email, que publico abaixo (junto a alguns prints enviados pela leitora), da Lia, mulher negra cis e bissexual, "sem sobrenomes porque tenho muito medo das radfems! Aliás, você sabe que vai ser perseguida por elas assim que postar o texto, não é?"
Eu sei, Lia. Já estou bastante acostumada, embora eu tenha um pouco de dificuldade de entender feministas que atacam outras feministas. 

Oi Lola, tudo bem?
Como fã de longa data do seu blog, gostaria de pedir apoio para uma ativista transfeminista chamada Daniela Andrade. Não conheço Daniela, tampouco ela sabe da minha existência, não participo de nenhum coletivo, e muito me incomodam as agressões que vem sofrendo. Daniela é alvo constante de ataques transfóbicos na internet, que se intensificaram com os últimos acontecimentos.
Daniela apontou transfobia em posts públicos ofensivos publicados na página da ativista feminista radical filiada ao PSOL Eloisa Samy. Um dos posts iniciava com algo como “Respeito a identidade de gênero de todas as pessoas, em especial das pessoas trans, mas" seguida de uma série de transfobias, como de que mulher trans não é mulher e sim um fetiche! Mais uma variante do “Não sou preconceituoso, mas...”.

Ao saber das críticas, Eloisa fez outro post público, referindo-se à Daniela no masculino, desrespeitando a sua identidade de gênero. O PSOL-RJ, partido de Jean Wyllys, que propôs a Lei de Identidade de Gênero João W Nery, e de Luciana Genro, que na última campanha presidencial defendeu o combate à transfobia em rede nacional, foi pressionado e soltou uma nota dizendo que a ativista não fala pelo partido. Os ataques então aumentaram, bem como os comentários transfóbicos na nota publicada pelo PSOL.

A polêmica ficou ainda maior devido ao fato desta ativista feminista radical estar advogando em defesa da adolescente que foi estuprada por 33 homens no último dia 25. Tentando inutilmente apaziguar os ânimos, o  Setorial  de Mulheres do PSOL  soltou outra nota, afirmando que “nenhuma mulher merece ser exposta publicamente, nas redes e nos movimentos” e, portanto, discordando da nota publicada pelo PSOL-RJ.
A crítica inicial de Daniela
Erro comum: confundir radfems
transfóbicas com conservadorxs
cristãos
Na opinião de muitas, Daniela “pecou” ao criticar Eloísa em um momento “tão delicado”. Para outras, Eloísa foi até transfóbica, mas o fato de estar fazendo um bom trabalho em defesa das mulheres (cis, diga-se de passagem) deveria ser um motivo para deixarmos para lá e fingirmos que nada aconteceu. Quando alguém faz um trabalho muito bom, mas mesmo assim, é machista/ racista/ homofóbico, sempre denunciamos. Por que com transfobia seria diferente?
Transfobia não é mais aceitável
em nome do feminismo
Eu aprendi com o feminismo que por nada nesse mundo devemos aguentar preconceito caladas e me entristeceu profundamente descobrir que para muitas feministas, Daniela deveria ter ficado calada. Me espanta ainda que, para muitas, o que aconteceu tenha sido apenas “desrespeito ao pronome”/ “divergência teórica”/ “discordância na visão de gênero”, e que isto não se configura como opressão. 
Um de muitos comentários transfóbicos de radfems em páginas no FB
Ainda mais no Brasil, país que concentra quase metade de todos os assassinatos de pessoas trans, onde a população T é extremamente estigmatizada e marginalizada. Como feministas, sabemos muito bem o poder que palavras e expressões possuem para oprimir, machucar e ferir. Não existe hora errada para denunciar preconceito e opressão!
Solidariedade à Daniela Andrade!

164 comentários:

Anônimo disse...

Nesse caso, quem eu acho que deveria ou ter ficado calada ou escolhido momento mais oportuno para expor suas ideias é a advogada ativista do PSOL.

Anônimo disse...

A Daniela vai na página da Eloise chamar ela de transfóbica e ela tem que ficar calada? Depois dizem que as radfems que querem silenciar a luta dos outros.

Sara Marinho disse...

Mas ela pŕovou que é transfóbica...

Olha, isso é tipo falar de esquerdomacho. Se ele for um cara incrível, fazendo várias coisas importantes pela sociedade mas for machista com a namorada, agente não poderia criticar?

Porque a pessoa fez algo bom, muito bom diga-se de passagem, ela tem que ficar num pedestal e não ser criticada por outros atos?

Esse ranço das radfens com as trans é ridículo. O fetiche apontado não é a realidade e é impossível não saber disso, o que as trans recebem da sociedade não é glamourização, é violência psicológica e física.

Se ser mulher cis é uma desgraça na nossa sociedade (estupro, ditadura da beleza, violencia obstrétrica, etc), tenho certeza que ser trans é bem pior (estupro, ditadura da beleza, apanhar por existir, não conseguir emprego formal por existir, ser odiada, achincalhada, ser absolutamente incompreendida e indesejada em qualquer sentido que não se resuma ao sexual pela maioria arrasadora das pessoas,etc)

Anônimo disse...

Então quer dizer que agora a Eloísa não tem o direito de postar em seu próprio perfil do Facebook suas ideias sobre feminismo e teorias de gênero? Ou está proibido o feminismo radical? E aí ela quieta em seu canto, vem alguém fuçar sua página pra dizer que as escolhas dela sobre por quem ela deve advogar estão erradas? É Daniela que tem que escolher por quem Eloísa advoga gratuitamente?
E aí quando Eloísa REAGE, com fúria sim, a gente deve se focar no fato de ela ter chamado Daniela de Danielo e tudo se resume a isso e TRANSFOBIA JOGA NA FOGUEIRA ESSA TERF????
Muito me decepciona inclusive que você esteja botando mais lenha na fogueira, Lola, pois você diz "embora tenha um pouco de dificuldade de entender feministas que atacam outras feministas[...]" e você criou um post exclusivo pra fazer exatamente isso. Esse post não traz nenhuma sugestão nova de como refletir sobre transativismo e feminismo radical fazendo com que os dois convivam pacificamente; esse post só serve exatamente pra atacar feminista radical e jogar novamente Eloísa Samy na fogueira.
Parabéns.

Anônimo disse...

As duas são extremamente preconceituosas, infelizmente.

titia disse...

Ai, ai... meninas, por favor venham aqui pra tia explicar. Não, nada de duas filinhas. Todo mundo senta aqui juntinho. Isso. Agora, vamos lá.

Todo mundo erra. Ninguém acerta o tempo todo e ninguém, NINGUÉM, está acima de ser criticado. Muita gente sem noção? Claro, gente sem noção não falta em literalmente nenhum lugar do mundo e em nenhum movimento. É por isso que as pessoas conversam e debatem, pra que todos se entendam e talvez melhorem. Do mesmo jeito que as mulheres trans tem o direito de criticar mulheres cis que negam sua identidade de gênero sabendo o quanto é importante pra trans que elas (e eles) sejam reconhecidos pela sua identidade de gênero só pra dar uma de criança birrenta, nós mulheres cis temos direito de criticar as trans sem noção que não admitem que o feminismo debata as opressões que nós sofremos relacionadas à maternidade idealizada/forçada e ao aborto dizendo que debater essas questões é opressão às trans já que elas não podem engravidar.

Tanto que eu já dei um fora numa mulher trans que dizia que nós mulheres cis temos que calar a boca e aceitar gravidezes e maternidade forçadas só porque ela não tem útero e não podia engravidar, eu disse com todas as letras que se ela quisesse a merda do meu útero era só pagar a cirurgia e ela podia ficar com ele. Mas também vou dizer a todas as rads e caso a senhora Eloísa leia o blog da Lola que, por favor, não sejam babacas de desrespeitar e agredir as trans (e os trans também). Não ajam como os machistas que vocês tanto dizem desprezar, pelamor! É um caso típico de cegueira voluntária em que as ativistas fazem questão de fechar os olhos pras opressões que os trans e as trans sofrem e dizem que está tudo bem pra eles porque, olha, essa pessoa nasceu com pênis ou vagina portanto seu gênero é sempre aquele e o resto é doutrinação social! Hello, Malafaia feelings, much?

Não, gente, não. Por favor, não fiquem nessa birrinha de sexos. Sejamos mulheres cis, sejamos mulheres trans nós somos vistas do mesmo jeito pela sociedade: carne moída pra consumo de macho, coisa descartável, objeto sexual ou incubadora e quem se atrever a sair desses dois papéis está fadada à agressão e ao linchamento. Vocês preferem mesmo ficar jogando pedras umas nas outras enquanto as pedras dos machistas estão vindo?

Anônimo disse...

O caso exemplifica bem a clara tendência de determinados ramos de ativismo: à medida que aumentam a especificidade e o exclusivismo da causa, aumentam a agressividade e a intolerância de seus partidários. A possibilidade de uma construção conjunta, dialética, da realidade dá lugar à busca por pertencimento e pelos sentimentos de exclusividade e de superioridade ideológica.

june_miller disse...

Que tal acabarmos com este negócio de Cis/Trans. Que tal paramos de ser excludente. Tem que se identificar por Cis e Trans? É realmente necessário? Tem que ser o "outro"?

Anônimo disse...

Não sou feminista radical, longe disso, aliás nem posso me intitular feminista. Mas tem bastante lógica o que as feministas radicais falam, não tem como negar.
O Feminismo iniciou-se baseado na ideia de que aquilo que se conhece por mulher é na verdade uma caricatura, não a realidade, é algo formado, moldado. Então como alguém pode alegar que nasceu com a cabeça de mulher se a base do feminismo é justamente alegar que não existe isto de mente feminina, alma feminina? As feministas radicais em ultima instancia se fiam nesta lógica.
Atração sexual já são outros 500, agora a questão trans é realmente incompatível com as bases do feminismo.
Se estivermos falando de um feminismo coretinho aonde se admite que existem sim diferenças biológicas cruciais entre homens e mulheres ai sim é possível aceitar a transgeneridade, do contrário não dá.
E eu já perguntei aqui outras vezes e ninguém respondeu. Como lidar com essa incompatibilidade?

Sandra

Anônimo disse...

Nada que tem um pênis e confiável. E digo mais, em lugar algum onde tiver pênis no ambiente, e seguro para mulheres.

Anônimo disse...

Engraçado a autora do post ter medo de ser "perseguida" pelas feministas radicais, quando quem costuma fazer lista de pessoas que devem ser "rachadas"/excluídas das redes sociais e não terem textos compartilhados por serem TERFS é justamente o pessoal do transfeminismo.

Josephine disse...

Mulheres trans não nasceram mulheres, logo não cresceram como uma, não sofreram tudo que uma mulher sofre. Entendo que necessitem lutar pelos seus direitos, mas o feminismo não é o lugar delas. Ponto pras radfems.

Anônimo disse...

Nesses momentos eu me pego feliz por não fazer parte da internet nesse nível. Não tenho mais twitter, nem facebook, nem instagram.

Abrir a internet pra isso? pra ver gente que tem todo o tempo do mundo disponível para dizer "alto lá, eu sou mais oprimida do que você" "não, eu que sou" e isso viram um looping infinito? obrigada mas passo.

Inclusive me recuso a tomar partido ou me pronunciar sobre questões tão idiotas quanto essas, porque esse debate não vai fazer minoria nenhuma ser menos oprimida, não vai ajudar a conscientizar uma só mente no mundo. É inútil, em suma.

Triste que os movimento sociais percam tanto tempo com isso e depois se lamentem porque conservadores estão dominando os congressos, as escolas, a tv, etc.

Repensem seus hábitos.

Beijos, Alícia.

B. disse...

"Então como alguém pode alegar que nasceu com a cabeça de mulher se a base do feminismo é justamente alegar que não existe isto de mente feminina, alma feminina? "

Essa é uma dúvida minha também.

Anônimo disse...

Exatamente, o feminismo não é o lugar delas.

Apoiamos totalmente que lutem pelos seus direitos. Mas FORA do feminismo.

B. disse...

"Abrir a internet pra isso? pra ver gente que tem todo o tempo do mundo disponível para dizer "alto lá, eu sou mais oprimida do que você" "não, eu que sou" e isso viram um looping infinito"

Pois é, Alícia, to vendo cada vez mais o feminismo "pós-moderno" e o interseccional virarem verdadeiras olimpíadas da opressão, quem sofre mais? E se constatarem que a tal pessoa sofre menos, a outra pode humilhar a "privilegiada". O Face tá virando isso.

Anônimo disse...

Qualquer um que não saiba o preço que se paga por ter uma vagina entre as pernas, não sabe o que significa ser mulher.

Anônimo disse...

"Nada que tem um pênis e confiável. E digo mais, em lugar algum onde tiver pênis no ambiente, e seguro para mulheres."


Eu concordaria se fosse no caso de um homem cis animalesco com todos são, mas no caso das trans eu acredito que e fogo amigo sim como disse a Lola, se o objetivo e desconstruir a masculinidade/machismo elas são aliadas e referencias do que deve ser o sexo masculino em uma sociedade feminista com tudo de ruim na construção social chamada homem carrega para a mulher na sociedade.

Anônimo disse...

'muito medo de ser perseguida por radfems'

...mas quem recebeu um ataque gratuito de transativista na sua pagina do facebook, curiosamente quando varios reaças estavam a atacando, foi a radfem

...quem recebeu um ataque no blog feminista mais famoso do brasil tambem foi a radfem

Isso por que? Porque a radfem nao foi uma mulher 'comportada' e ficou calada sobre critica de genero.

Existem infinitas listas de 'terfs' por ai, é o movimento trans que persegue radfems, e diz que deveriamos morrer e ser queimadas em fogueiras. Inclusive invadindo e proibindo reunioes exclusivas de mulheres não-trans em universidades.

O movimento trans definitivamente não é o elo fraco dessa briga.

Anônimo disse...

Ah, e antes que alguém diga que esse post é uma crítica, não um ataque:
- falar que radfems perseguem não-radfems é apenas difamação, visto que quem começou a perseguição foi a transativista
- comparar radfems com conservadores cristãos é uma estratégia ignorante para denegrir o feminismo radical, não tem nenhuma critica construtiva nisso. Muito menos quando o único ponto de critica de gênero na tirinha é "mulheres são mais do que só estética". Libfems e transativistas não eram para concordar com esse ponto também? Ou acham mesmo que ser mulher é apenas uma estética? E depois acham ruim quando são criticados por radfems.

Anônimo disse...

enquanto radfems oferecem serviço gratuito a vítimas de estupro, trans perseguem radfems no facebook junto com reaças....... mas o problema são as radfems, sei.......

Anônimo disse...

(B. disse...
"Então como alguém pode alegar que nasceu com a cabeça de mulher se a base do feminismo é justamente alegar que não existe isto de mente feminina, alma feminina? "

Essa é uma dúvida minha também.)

Então somos três. Não sou radical nem de vertente específica. Me considero feminista porque acredito que homens e mulheres tem os mesmos direitos. Isso inclui as pessoas trans é lógico, todos tem os mesmos direitos. Mas, não consigo não questionar que história é essa de se sentir mulher. Se isso existir, então não sou mulher, não me "sinto" mulher, não me visto ou faço "coisas de mulher", o que quer que isso signifique. Não acho que tenho gostos ou vontades pelo fato de me "identificar" como mulher. Aliás quem me identifica como mulher não sou eu. Acho que a coisa mais mulher que tenho em mim é o medo de ser estuprada.

André disse...

Sandra,

Mas é preciso que exista uma alma ou mente feminina para que o desejo das mulheres trans de serem tratadas como mulheres seja legítimo? Por que ainda precisamos tratar como ilegítima uma demanda que não tenha (ou seja desconhecida) alguma base biológica? Do ponto de vista estratégico até entendo (como a adoção de orientação ao invés de opção, pelos homossexuais), mas não daria para extrapolar um pouco?

Anônimo disse...

André do comentário em 15:47
como falei no inicio do meu comentário, eu não sou feminista radical, então eu absolutamente respeito pessoas trans, e defendo seus direitos. Jamais vou acreditar que é legitimo apanharem, lhes ser negado direito a educação, a uma oportunidade de emprego. Tooodas as pessoas tem que ter seus direitos como cidadãos garantidos.
O que eu falei é que filosoficamente, e como ativismo o feminismo é sim incompatível com a transgeneridade, enquanto alguém não responder de forma clara sobre isso, infelizmente vai continuar sendo assim.
As feministas radicais tem direito de não querer pessoas trans em suas reuniões, direito de não querer acrescentar a seus debates as causas trans, tem direito de não ter que pedir desculpas por menstruar e ter filhos, enfim por ter um útero.
Ademais seu comentário foi absolutamente confuso ok? Pois não sou eu quem diz que há não base biológica. O feminismo desde seu inicio se baseia no fato que NÃO HÁ base biológica para alegar que há diferenças entre homens e mulheres e a teoria da transgeneridade alega exatamente o oposto, pois para que alguém alegue que nasceu no corpo errado, então é porque existe esta tão mítica diferença entre a mente de homens e mulheres.

Sandra

Death disse...

"Então como alguém pode alegar que nasceu com a cabeça de mulher se a base do feminismo é justamente alegar que não existe isto de mente feminina, alma feminina? "

Essa é uma dúvida minha também. [2]

Anônimo disse...

correção do comentário anterior
*que há ou não

Sandra

Anônimo disse...

Anônimo Anônimo disse...
Então quer dizer que agora a Eloísa não tem o direito de postar em seu próprio perfil do Facebook suas ideias sobre feminismo e teorias de gênero?

É Claro que pode. Mas quem fala o que quer, ouve o que não quer. Se ela tivesse deixado para postar as suas "opiniões" sobre pessoas trans para um momento mais "tranquilo", talvez a briga tivesse bem menos repercussão.

Anônimo disse...

Anônimo, o post da Eloísa é de 2015. A Daniela Andrade foi no Facebook dela, ficou rolando a página até achar algo "comprometedor" e quando achou, atacou a Eloísa por ser "TERF". Se tem alguém que deveria ter esperado outro momento para fazer críticas, esse alguém é a Daniela Andrade.

Anônimo disse...

"Então quer dizer que agora a Eloísa não tem o direito de postar em seu próprio perfil do Facebook suas ideias sobre feminismo e teorias de gênero?"

Lógico que a Eloisa pode. Assim como o Bolsonaro, Olavo de Carvalho e Silas Malafaia também podem postar suas ideias em seus respectivos perfis. Vivemos num país democrático.

Da mesma forma, estão sujeitos a críticas.

Anônimo disse...

Eu só acho que o lugar das lutas das pessoas trans é no movimento GLBTT, se elas já tem esse espaço porque ficar procurando pauta na luta das mulheres cis? As radfems tem motivo pra suspeitar delas, então não vejo transfobia nenhuma vejo uma invasão de um espaço onde não há necessidade e nem foram convidadas.

Anônimo disse...

"Lógico que a Eloisa pode. Assim como o Bolsonaro, Olavo de Carvalho e Silas Malafaia também podem postar suas ideias em seus respectivos perfis. Vivemos num país democrático.

Da mesma forma, estão sujeitos a críticas"

E da mesma forma que O DanielO também está sujeito, porque as criticas à ele são preconceito?

Anônimo disse...

Bom, eu sou da corrente que nem sempre precisamos ter um posicionamento para tudo, mas lá vai timidamente o meu, ainda que eu considere que nada disso me diga respeito.

No campo teórico, porém, acho válida a discussão> digo que me senti convencida até o momento por quem disse aí em cima que o feminismo se baseia, entre outras coisas, na ausência de uma "alma feminina", de modo que seria então incompatível com a luta trans (por mais que essas pessoas obviamente mereçam lutar, em até mereçam o apoio de das feminista, mesmo sendo uma luta distinta).

Eu sou vegana e mesmo querendo muito que o mundo conheça essa nova forma de viver, evitando ao máximo a crueldade animal, achava o cumulo do absurdo quando algumas feministas veganas acusavam feministas não veganas de nao serem feministas de verdade, e sim mulheristas (sei que o dado dolabella falou isso e muitas feministas veganas foram na onda), pois só lutam pelas femeas da espécie humana.

Por mais digna que seja a causa do veganismo, ele não é uma pauta do feminismo e não faz o menor sentido tentar caçar a carteira de feminista das feministas não veganas. O feminismo luta pelo direito das mulheres. Direitos civis de voto, participação na política, emancipação (sim, tudo isso já foi necessário), bem como a conscientização em vários outros setores. Essas lutas não fazem sentido para uma vaca. O feminismo não é uma luta pelo direito de a vaca viver.

Então por mais urgentes e importantes que sejam as lutas das trans, não é uma pauta feminista de fato.


De qualquer forma mantenho que é um debate sem muita efetividade.

Alícia

André disse...

Sandra,

Eu não estou te acusando de nada. Você fez um questionamento interessante e eu também tinha perguntas sobre o tema. Não tenho leitura para afirmar sobre o que se baseia o feminismo, mas me parece que as diferenças biológicas existem. O errado da discriminação é que não dá para determinar quais são exatamente as consequências dessas diferenças e o pior, mesmo nas que se alegam conhecer, as decisões tomadas são na direção oposta. Um exemplo: se, como se alega, o cérebro feminino pode lidar com várias coisas ao mesmo tempo, ao contrário do cérebro masculino, por que não se dá preferência para mulheres em cargos de CEO?
O que eu entendi do seu ponto é que não há base biológica para a tal mente de mulher, por isso mulheres trans não são reconhecidas como mulheres pelas radfems. Meu ponto é que pode não haver base biológica já conhecida ou, mesmo que realmente não exista, a simples vontade em viver e ser socialmente tratada como mulher deveria ser suficiente.

Anônimo disse...

Lá vem a B e Death RadTrolls

Alice disse...

Simone de Beauvoir explica porque as trans não podem ser consideradas mulheres:

"Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam de feminino. Somente a mediação de outrem pode constituir um indivíduo como um Outro. Enquanto existe para si, a criança não pode apreender-se como sexualmente diferenciada. Entre meninas e meninos, o corpo é, primeiramente, a irradiação de uma subjetividade, o instrumento que efetua a compreensão do mundo: é através dos olhos, das mãos e não das partes sexuais que apreendem o universo. O drama do nascimento, o da desmama desenvolvem-se da mesma maneira para as crianças dos dois sexos; têm elas os mesmos interesses, os mesmos prazeres; a sucção é, inicialmente, a fonte de suas sensações mais agradáveis; passam depois por uma fase anal em que tiram, das funções excretórias que lhe são comuns, as maiores satisfações; seu desenvolvimento genital é análogo; exploram o corpo com a mesma curiosidade e a mesma indiferença; do clitóris e do pênis tiram o mesmo prazer incerto; na medida em que já se objetiva sua sensibilidade, voltam–se para a mãe: é a carne feminina, suave, lisa, elástica que suscita desejos sexuais e esses desejos são preensivos; é de uma maneira agressiva que a menina, como o menino, beija a mãe, acaricia-a, apalpa-a; têm o mesmo ciúme se nasce outra criança; manifestam-no da mesma maneira: cólera, emburramento, distúrbios urinários; recorrem aos mesmos ardis para captar o amor dos adultos."
— O Segundo Sexo, volume 2. São Paulo: Difusão Europeia do Livro, 1967, 2ª edição, pp. 9-10.

Então, todo respeito à lutas delas mas como falaram acima, devem ser lutas dos movimentos GLBTTs e de espaços próprios, nós já temos nossas lutas e elas envolvem a gravidez, aborto, métodos contracptivos etc e tal.

Kevin Targaryen disse...

Olha,sou um homem trans, essas questões vocês, como esse ser disse:

"Homens e mulheres e a teoria da transgeneridade alega exatamente o oposto, pois para que alguém alegue que nasceu no corpo errado, então é porque existe esta tão mítica diferença entre a mente de homens e mulheres"

Isso que você disse sobre o corpo errado, pelo menos para mim, se trata do tipo físico. Homens e mulheres tem sim biologicamente o >> físico << diferente,mulheres tem seios, homens não,eles tem barba e etc. o rosto até,tem suas diferenças. As vozes também.

Entenderam o que quero dizer?

quanto isso da mentalidade, cada um tem diferente. Todos somos inteligentes, ninguém é mais ou menos que outro

Anônimo disse...

André me desculpe, minha intenção não foi fazer um comentário raivoso.
Você esclareceu melhor seu ponto agora.
Eu também acredito que pessoas trans devam ter todos os seus direitos respeitados.
Mas acredito que F radicais também tem direito de não acreditar na transgeneridade, e de não querer incluir as pautas trans em seus debates.
Em seu comentário vc esboça um pensamento muito semelhante ao da maioria, de que o feminismo se resume a direitos iguais, mas profundamente não é isto, feminismo é questionar o que de fato é feminino.

Sandra

Anônimo disse...

Kevin Targaryen em 17:00
Agradeço profundamente sua paciência de vir responder sobre isto. Pouquíssimas pessoas se dispõem a falar qualquer coisa a este respeito.
É algo que tenho muito o que entender ainda.

Sandra

Death disse...

Por mais Feminismo Radical, que questiona de fato. Por menos feminismo lib que gosta de postar meme no facebook e no twitter pra "lacrar".

Anônimo disse...

Sinceramente o momento que o Brasil está vivendo com conservadores perseguindo movimentos sociais querendo criminalizar a esquerda esta briga somente vai e enfraquecer o movimento.

Neste momento feministas e gays devemos estar unidos pois temos já um congresso conservador contra nós

André disse...

Sandra,

Acho que agora entendi. O feminismo que luta contra o conceito social de feminino não veria com bons olhos quem luta para se enquadrar nesse conceito porque isso só o reforçaria. De fato, colocado dessa forma parece haver sim coerência.

Anônimo disse...

coisa linda um feminismo que busca proteger mais MtT do que mulheres... só mais uma forma de fazer homem calar as mulheres.

Anônimo disse...

Sentimentozinho de homem de batom não deveria ser mais relevante que a luta de mulheres.

Anônimo disse...

Oi, Sandra e Alicia
Eu achei bem interessante a colocação de vocês quanto às diferentes pautas do feminismo e do transfeminismo e aí me veio a seguinte pergunta, desconsiderando, por enquanto, a questão sobre "se sentir mulher": não haveria uma intersecção, de fato, entre as duas? Porque a mulher trans não necessariamente cresceu se sentindo homem, nem sua socialização como homem foi plenamente aceita, justamente porque o que provavelmente estava mais visível era o fato de que esse homem se via como mulher, com todas as dificuldades de aceitação de si, física e mentalmente como homem.
O que o machismo profundamente arraigado na sociedade determina é que tudo que é "feminino" é menor, é menos, é inferior ao homem e subalterno a ele. Não seria esse o ponto comum entre o feminismo e o transfeminismo? Claro que os pontos levantados pelas rad são extremamente verdadeiros e necessários e, muitas vezes, pelo que vi de comentários aqui, elas mais reagem ao radicalismo das trans (essa coisa de não poder falar de gravidez porque é opressão às trans não entra na minha cabeça) do que necessariamente o oposto.
Simplificar a questão à mulheres trans serem "mulheres com pênis" deixa de lado muitas questões importantes que não estão sendo discutidas:
- para além da questão psicobiológica, uma vez que transicionam, mulheres trans sofrem as mesmas pressões do patriarcado (ou não?)
- o radicalismo cis x o radicalismo trans não poderia ser atenuado e um "caminho do meio", que congregue pautas comuns, não poderia ser criado?
- há questões que são especificamente inerentes a mulheres cis que precisam de espaço de discussão - as rads já mostraram isso em vários comentários, como também há aquelas inerentes às trans; umas necessariamente anulam as outras?
- não há espaço para a civilidade (em ambos os lados) para que momentos de acolhimento possam ocorrer entre eles, para pautas comuns, e de separação para pautas divergentes?
Não sei, são muitas coisas a serem pensadas e ambos os lados têm bons argumentos para defender seus pontos de vista, mas o que parece atrapalhar é a insistência naquilo que as separa, e não naquilo que as une.
Obrigado pela reflexão: há bastante a ser pensado aqui.
Abs,
F.

Bizzys disse...

Também quero dar meus 2 centavos sobre o assunto. Não me considero feminista radical, até porque não tenho base teórica, mas é a vertente com a qual eu mais me identifico e tenho contato com várias radfems também, então conheço o básico sobre a teoria delas. Mas pode ser que eu fale bobagem, seria bom se alguma feminista radical me corrigisse (falando nisso, cadê a Anon A. ? Os comentários dela eram sempre ótimos).

Para começar, o feminismo radical não acredita que não existam pessoas trans, nem que essas pessoas não sofram preconceito na sociedade. O que o feminismo radical contesta é a visão de gênero do movimento queer/transativismo. Enquanto eles querem "flexibilizar" a definição de gênero, o feminismo radical quer a abolição do conceito, porque ele é utilizado para hierarquizar a sociedade (com os homens no topo e as mulheres na base). Sua posição nessa hierarquia depende do sexo com o qual você nasceu, e com base nele a sociedade vai definir como você é tratada. Por isso as críticas à auto-identificação com um gênero: se eu sou mulher e nasci com vagina e útero, a sociedade vai me colocar no lugar (inferior) reservado às mulheres, independente da minha identificação ou não com o estereótipo desse gênero.

Não tem NADA a ver com Malafaias e afins. Falar isso é ignorância ou desonestidade. Os conservadores querem manter fixa essas definições de gênero, não alterá-las ou acabar com elas. Não vou mais me alongar em definições porque, como eu já disse, não tenho base para isso, falo do que eu absorvi em leituras superficiais.

Eu realmente acredito que os transativistas devem lutar por seus direitos, mas separado do feminismo também. As demandas de cada movimento são completamente diferentes. E o que mais me irrita no feminismo de hoje é essa mania de querer abraçar o mundo com as pernas. Enquanto nossas pautas se arrastam por anos sem melhora, o movimento LGBT, por exemplo, ganha cada vez mais força, e por quê? Porque eles focam nas próprias demandas, não nas dos outros.

Acho que mantendo os movimentos separados, acabaria muito dessa briga. Do mesmo jeito que já vi radfem chamando mulher trans no masculino, vi mulher trans ameaçando agredir TERF se encontrasse alguma no banheiro. Além do que, ambos os lados costumam espalhar mentiras sobre os outros, isso só serve para alimentar preconceitos, não ajuda ninguém. Também sou contra esse "ativismo 5ª série" que fica fazendo listinha de pessoas proibidas de serem lidas ou que manda excluir os outros por causa de post de facebook.


Anônimo disse...

Quando uma feminista radical questiona as teorias de gênero, ela continua achando que as/os trans devem ter (e continuar lutando para ter) seus direitos sociais, políticos, civis reconhecidos - UMA COISA NÃO INVALIDA A OUTRA. É uma divergência TEÓRICA, que deve ser discutida com fundamentação teórica. Há teorias sobre o assunto e cada um pode se alinhar a que achar correta. Amedrontar feministas a não questionarem essas teorias chamando-as de transfóbicas é silenciar mulher, coisa que o patriarcado sabe fazer como ninguém.

Se você acha que trans não é mulher "de fato" (com base em uma teoria), mas continua achando que devem ter todos os seus direitos garantidos (tanto quanto o de qualquer outro ser humano), então não há transfobia.



Nenhum feminismo é obrigado a abarcar todas as causas do mundo, mas todos precisam conviver entre si, pois o inimigo real é o patriarcado.

Anônimo disse...

13:34

FALOU TUDO

titia disse...

Esse é um bom ponto, Bizzys e 17:51. Já li aqui no blog da Lola o post de uma mulher trans em que ela falava justamente que, embora se sentisse mulher, ela não se encaixava nos estereótipos de gênero femininos. Não gostava de maquiagem, de saltos, cabelos longos, roupas elaboradas. Ela gostava mesmo é de usar tênis, jeans, cabelo curtinho (que é mais fácil de cuidar, convenhamos) mas que não seria levada à sério como mulher trans no meio em que vivia se não seguisse os estereótipos. Que, quando as trans querem fazer a cirurgia ou terapia de adequação, os "especialistas" se negam a fazer qualquer procedimento caso as candidatas não se encaixem nesses conceitos ridículos de estar sempre maquiada, cabelos compridos, unhas feitas e pintadas, vestidos frufrus e saltos. Não sei como são as coisas pros homens trans, mas deve ser tão difícil quanto. Então eu creio que o fim dos conceitos de gênero seria sim muito útil e benéfico não só pras pessoas trans, mas pra todo mundo.

E reafirmo que vou morrer achando que é importante tratar as mulheres e homens trans pelas identidades deles. Enquanto não acabarmos com estereótipos idiotas, respeitemos a identidade dos outros. Não custa nada né?

Anônimo disse...

"Mas acredito que F radicais também tem direito de não acreditar na transgeneridade, e de não querer incluir as pautas trans em seus debates"

Sandra, qualquer pessoa tem o direito de acreditar no q quiser, se eu quiser acreditar q o mundo foi criado pelos ET's, eu posso, mas eu penso q um movimento maduro como o feminismo não pode se dar ao luxo de querer acreditar ou desacreditar caprichos quaisquer, como se fôssemos terraplanistas, por exemplo. Transgeneridade existe e pessoas trangêneras tb, é fato, alegar: "NÃO CREIO EM TRANSGENERIDADE", é infantil demais para um movimento como o feminismo

Se as RADS não querem incluir essas pautas na seção delas, o problema é delas, nenhuma transativista séria questiona isso, e não adianta usarem espantalhos de: "fulana me chingou de transfóbica, queimem essa transativista", pq eu falo de transativismo SÉRIO, vê se a Travesti Reflexiva (q sumiu praticamente) ou a Maria Clara Araújo ficam se importando com q rad acha do transfeminismo ou não, então menos desonestidade aí

E apenas mais três ponderações:

Já vieram dizer q mulheres trans não tem espaço no feminismo - jura q vamos ter q retomar essa lenga-lenga de "espaços"? Então omens não tem espaço no feminismo? Mas as feministas não dizem q os omens tb são importantes para luta contra o patriarcado? Então pq só as trans não teriam um "espaço" no feminismo?

Q o transativismo é "incompatível" com o feminismo - ora minhas amigas, eu concordo q os movimentos são distintos e possuem inúmeras diferenças, mas não ao ponto de um distanciamento comparado ao do movimento negro em relação ao ativismo animal, por exemplo; isso é muita má fé e desonestidade. O feminismo, o transfeminismo/transativismo e o movimento LGBT compartilham sim coisas em comum, pois todos retratam de gênero, sexualidade, rupturas de padrões, etc., fingir q não há convergências nesses ativismos é muita cegueira ou cinismo

E por fim, essa baboseira de: "devem ter todos os seus direitos garantidos (tanto quanto o de qualquer outro ser humano)", nem parecem feministas, esse discurso é igualzinho ao dos conservadores: "todos são ~iguais~ perante a lei", pra depois terminar em: "direitos humanos para humanos direitos". Vcs feministas sabem muito bem q não é assim q a banda toca, e q não q dá pra exigir direitos na base de "como qualquer outro ser humano", pq na prática: mulheres, lgbt's e negros nem são/foram tratados como humanos. É por isso q tantos direitos civis foram estendidos às mulheres, negros, gays e lésbicas; pq eles não se iludiram com a falácia do "como qualquer outro ser humano", então pq vcs acham q para as trans poderia ser diferente?

Bizzys disse...

Titia, concordo com você. E acho que os homens trans sofrem do mesmo problema - eu sigo um homem trans no twitter e essa semana mesmo ele estava relatando que queria usar o nome social dele no ENEM e precisaria de tirar uma foto bem "macho" ou não teria chance com os avaliadores. Os estereótipos de gênero só fazem bem mesmo para quem está nó comando da sociedade, por isso o empenho dos conservadores em mantê-los.

E concordo também que devemos respeitar a identidade das pessoas trans, usar pronomes errados por picuinha não ajuda em nada o feminismo radical. A única coisa que acho válida criticar é a definição de "ser mulher" dentro dos estereótipos que alguns ativistas propagam - coisa que não precisa ser feita na base do desrespeito.

Anônimo disse...

As feministas cis faltam ter um infarto quando omens são chamados de anomalias y: "ain, nossa, não pode falar assim dos maxos, abaixo a ~misandria~"

Mas xingar mulheres trans de todas as formas possíveis é completamente natural e não incomoda em nada

Eis o verdadeiro feminismo iuzomista q tanto as rads ficam falando

Fazer piada de maxo - Inaceitável
Chutar cachorro morto (agir preconceituosamente contra as trans) - belo e moral

"coisa linda um feminismo que busca proteger mais MtT do que mulheres" - pois é, pq vcs preferem proteger mais os omens de serem chamados de anomalias y do q as mulheres de qualquer outra coisa

Anônimo disse...

(Viviane)
Eu estava me segurando para não meter a mão nessa cumbuca, mas não obtive até hoje resposta para uma questão: quando as pessoas que discriminam pessoas trans vão assumir sua responsabilidade sobre as violações de direitos humanos que estas últimas sofrem? Tem quem adore "xingar muito no Twitter/Facebook" sem se dar conta de que dissemina um discurso de ódio. E aí, quando a pessoa trans se suicida/é agredida/é assassinada, esse pessoal disfarça, olha para o lado e sai de fininho...

Anônimo disse...

18:49

Seu comentário defende indiretamente as mulheres trans. Você sabe que elas também possuem o "infame" cromossomo Y, correto?

Larissa disse...

uma pergunta sincera e que me é constante quando surge esse assunto é: afinal, o que é ser mulher? não é só nascer com vagina e útero, porque isso é excluir as mulheres trans. obviamente não é sentir atração pelo sexo oposto, porque isso é excluir as mulheres lésbicas/bi e não deixa de ser transfóbico também. não é gostar de rosa, boneca, esmalte, ser sensível, delicada, porque tudo isso é socialmente construído e atribuído ao gênero feminino, não tem nada de "inato". por isso fico quando vejo discussões sobre identificar-se com determinado gênero, ou não identificar-se com o próprio sexo biológico, o que isso significa afinal? pergunto isso com a melhor das intenções, não quero reforçar nenhuma ideia transfóbica mesmo, mas não consigo entender, acho que é complexo demais pra minha cabeça. como citaram acima o caso de pessoas trans que não se encaixam no estereótipo de gênero que elas se identificam. nestes casos, como o da mulher trans que não gosta de se maquiar, usar vestidos etc etc, a identificação com o gênero feminino se dá de que forma? peço desculpas se tiver confundindo tudo e misturando conceitos diferentes... sou nova por aqui...

Larissa disse...

Na verdade fico também me perguntando aonde chegamos com esses entraves meramente teóricos... quando a gente vê tantos casos de violência contra pessoas trans e preconceito dentro da própria família, total falta de oportunidades no mercado de trabalho, recusa das pessoas de aceitar/se referirem às pessoas trans pelos seus nomes sociais e tantas outras questões gravíssimas... que diferença faz afinal com o que ela se identifica? o que deveria importar é o respeito aquele ser humano... sei lá, peço desculpas pelas divagações

Anônimo disse...

19:01 Assim como em muitas outras coisas, há duas maneiras técnicas de significar (o q é ser) "mulher":

Stricto sensu: Mulher é a denominação da fêmea humana, na natureza, "fêmea" é um sexo parcial em que o sistema reprodutor é interno e estável, e as células germinativas são maiores e semimóveis, nos seres humanos o cromossomo que define (na maioria dos casos) este sexo é o XX

Lato sensu: Mulher é um gênero comum/binário (humano) caracterizado por traços fisio-anatômicos femininos perceptíveis (inatos ou não, mas geralmente influenciados pelo cromossoma X), como por exemplo: seios proeminentes, curvas musculares e poucos pelos

O conceito se aplica ao sexo masculino tb

Anônimo disse...

Para mim, independente de machucar "as trans ", mulher é o ser vivo da especie humana que possui dois cromossomo x. Ponto.

Anônimo disse...

Só que aí você ofendeu OS trans, que têm os dois cromossomos x e se vêem como homens. E agora?

Anônimo disse...

O que é ser mulher? Ser mulher é um sentimento? Existe cérebro masculino/feminino? Existe coisa de homem/mulher? Vocês acreditam que mulheres têm privilégios em relação a mulheres trans pro nascerem com vulva e estar em conformidade com seu gênero?

Assim, eu nem sou feminista radical, mas não consigo entender essa coisa de se sentir mulher. Gostaria que me esclarecessem.

Anônimo disse...

Ser mulher é se autoidentificar como mulher. Vários tribunais têm esse entendimento, e concederam mudança de documentos às trans.

Anônimo disse...

Os comentários estão mais interessantes que o post. ;p

Anônimo disse...

Mais uma pergunta: E uma mulher tivesse o "cerebro masculino" e ainda assim continuasse a ser mulher? Porque independentemente do cérebro, das ações,do jeito de se vestir, ela continuaria a ser uma mulher, visto que é uma característica a nível de cromossomo que não pode ser mudada. E se nem conseguiram comprovar que a alma metafísica existe, como que existiria uma "alma feminina"? Porque até mesmo as religiões misóginas como o cristianismo reconhece que a alma não tem sexo- vide Tomás de Aquino.

Anônimo disse...

"Ser mulher é se autoidentificar como mulher." NÃO. Mesmo que se essa identificação existisse,um homem nunca vai saber como que uma mulher se identifica, porque simplesmente ele nunca foi e nunca vai ser uma mulher,independentemente de quantas cirurgias forem feitas. Isso é apenas mais um ponto de vista patriarcal de ditar oque as mulheres são. Sinceramente, as trans me lembram os atores homens na Grécia antiga que atuavam personagens femininas, porque para o homem nem uma mulher sabe representar e ser uma mulher....

Anônimo disse...

" que diferença faz afinal com o que ela se identifica?" olha larissa, não tenho problema nenhum se um homem usasse maquiagem, vestido, entre outras caracteristicas consideradas "femininas",mas seria sim absurdo ele falar que é uma mulher, entrar no banheiro feminino-lugar próprio para as mulheres, metrô e outros serviços apenas para mulheres- que foram feitos exatamente para garantir o direito das mulheres de não sofrerem assédio,por exemplo. É estranho pensar que exatamente quando as mulheres ganharam seu espaço que os homens acham que podem ser mulheres...tipo, qual trans iria querer realizar o seu "sonho" de ser mulher na Índia?Em Marrocos? no Irã?( este ultimo país permite que homens tenham cirurgia para serem "mulheres" mas o contrário não...coincidência???)

Anônimo disse...

Eu já acreditei nessa coisa de privilégio cis, mas hoje eu vejo que isso não tem o menor sentido. Agora a pouco eu vi uma matéria de uma menina de 8 anos que morreu "após lua de mel com o marido" isso é privilégio cis? Em que mundo vocês vão ver meninos dessa idade casados com mulheres de 40 anos? Entre outras séries de violências que mulheres passam. Nascer mulher não é privilégio e muito menos sentimento.

Anônimo disse...

Por essas e outras que eu não gosto nem um pouco das radfems e tenho todo o direito de não me identificar em praticamente nada com elas. Não acho que é preciso caçar carteira de feminista não-vegana, mas tenho todo o direito tbm de não me identificar com elas e nem de estar indiferente aos ataques que elas fazem (a exemplo daquela verinha) às mulheres veganas. Não gosto desse partido psol tbm. Antes de reclamarem do ''fogo amigo'' deveriam respeitar todas as mulheres. Radfem não podem nunca receber críticas porque são oprimidas? Essa é a chantagem delas para falarem o que querem e nunca ouvirem o que não querem? E os alvos dos ataques delas, tbm não são oprimidas? Pois sim.

Anônimo disse...


Vocês estão dizendo por aí que as radfems são a favor dos direitos das pessoas trans, mas fora do feminismo, mas tem radfem entrando aqui e chamando a Daniela de Danielo.

Isso que vcs chamam de respeitar os direitos das pessoas trans?

As pessoas podem ter sua opinião e postá-la publicamente. E por que não sofrer críticas publicamente? Por que ela é uma deusa que ajuda outras mulheres?

Eu sou mulher cis, e vocês, radfem, com esse "feminismo" excludente, não me representam! Não venham falar por mim! "Feminismo" que ao invés de lutar contra o machismo,racismo (que aliás é pauta secundária no movimento), vive de perseguição de prostitutas e pessoas trans!

Um monte de mulher cis branca universitária classe média e privilegiada, é o que vocês são em sua grande maioria!

Anônimo disse...

Gente, rad não luta contra o patriarcado
é mentira kkk

Anônimo disse...

Eu sou mulher cis, e vocês, radfem, com esse "feminismo" excludente, não me representam! Não venham falar por mim! "Feminismo" que ao invés de lutar contra o machismo,racismo (que aliás é pauta secundária no movimento), vive de perseguição de prostitutas e pessoas trans!

Um monte de mulher cis branca universitária classe média e privilegiada, é o que vocês são em sua grande maioria!


8 de junho de 2016 22:37

Essa mulher que lutou por essa menina pode não ser uma deusa, mas fez mais que uma penca de "feministas" que só sabem fazer memes no facebook. Me poupe!
Perseguição com prostitutas? HAHAHAHA Feministas liberais são engraçadas.
Outra: Baseado em que cê tirou que feminista radical é tudo branca classe média privilegiada?

Anônimo disse...

Eu fiz um comentário em um post anterior que serve perfeitamente pra este. Vou pedir licença para repetir. Rs. Algumas comentaristas já expressaram ideias semelhantes:

__________

Olá, Lola!
Estou um pouco desanimada com a militância feminista virtual por causa da falta de educação da maior parte das pessoas que vem tratando desse assunto (transfeminismo x feminismo radical).
Pessoalmente, não consigo me identificar completamente com nenhuma dessas correntes em seus extremos. Acho que o feminismo tem mesmo de contemplar todas as variadas peculiaridades e formas de discriminação que podem se abater sobre grupos de pessoas, para além da centralidade da questão de sexo/gênero. Acho que o racismo, a pobreza e outras formas de opressão devem ser expostos e combatidos pelo movimento, plural e inclusivo. Acho que as pessoas trans sofrem inúmeros preconceitos que devem ser também reconhecidos e combatidos. E as pessoas trans que se identificam com o “feminino” acabam atraindo para si, inegavelmente, um arsenal incrementado de opressões que sempre o acompanharam.
No entanto, tenho uma discordância insuperável com a teoria do transfeminismo. Desde que li, pela primeira vez, que o conceito de “mulher cis” seria “aquela que se identifica com o gênero que lhe foi atribuído ao nascer”, algo do tipo, senti que isso desrespeita as experiências de mulheres feministas que, como eu, compreendem o gênero como uma forma de opressão social fortíssima, não como identidade voluntariamente assumida. Eu, “mulher cis” (não trans), não me “identifico” nem nunca me “identifiquei” com o “feminino”. Ele me foi e vem sendo imposto desde o nascimento, porque a sociedade atribui expectativas e imposições de acordo com o sexo (características físicas) da pessoa. Minha concepção de feminismo sempre se inclinou para a luta contra as noções de gênero. A luta contra a sociedade que separa características masculinas/de homem de femininas/de mulher, objetivando que as noções de homem e mulher fossem reduzidas a possuir determinado aparelho reprodutivo/caracteres sexuais, sem qualquer atribuição de traços de personalidade, modos de vestir, compleição física, imposições de beleza, oportunidades e tendências por este motivo. O transfeminismo me parece querer que a noção de mulher seja vinculada justamente ao “eterno feminino” a que se refere Simone de Beauvoir e que minha ideia de libertação desejaria destruir. A pessoa que se identifica com ele seria mulher, buscando então modificações corporais, tipos de roupa, comportamentos condizentes. Minha única forma de escapar da minha insatisfação com o gênero que me foi enfiado goela abaixo (socialização feminina) seria então me identificar como homem, talvez até mesmo passando por cirurgias e modificações corporais com este objetivo. É isso? Do contrário, estou assumindo que “me identifico” com meu gênero? Não me identifico, não, mas tenho consciência de que me dizer homem, me identificar como homem e moldar meu corpo para tanto não vai fazer com que o mundo passe a me tratar como tal. Pelo contrário, passarão a me tratar ainda pior. Acho que a pessoa pode escolher seus caminhos e merece respeito (uso do nome e tratamento que quiser, banheiro, dispor do próprio corpo como bem entender etc.), mas não acho justo deslegitimar a luta de quem prefere tentar abolir os conceitos de gênero da sociedade do que se adaptar a eles, com modificações corporais e comportamentais, taxando qualquer divergência de “transfobia”.
Realmente tenho visto muita “radical” agressiva e ofensiva a pessoas trans, mas a recíproca é verdadeira. Muito “cala a boca” totalmente desnecessário com grito de “transfobia” e ofensas pesadas. Daí que me incomoda bastante a militância virtual que indica as transativistas como boazinhas oprimidas e as radicais como transfóbicas malvadas. Isso, sinceramente, é uma generalização e um preconceito tão grande quanto os que temos que enfrentar diariamente por aí, partindo de pessoas nada feministas.
Abrs.
Isabella.

Anônimo disse...

SE HOMENS E MULHERES SAO IGUAIS VC ACHA POSSIVEL UMA MULHER NATURAL (SEM USO DE TESTOSTERONA IK)LEVANTAR 50 kgs no SUPINO?

NAO ADIANTA A BIOLOGIA EXISTE. AS DIFERENÇAS NAO FICAM APENAS NA APARENCIA.

UM EXEMPLO SE VC DER HORMONIO FEMININO PARA UM HOMEM ELE COMEÇARA SE COMPORTAR DE FORMA FEMININA. MESMO SE FOR HETERO. O MESMO OCORRE QUANDO SE USA TESTO EM MULHERES. ATE O MODO DE PENSAR MUDA.

ISSO NAO SIGNIFISCA QUE MULHERES SAO INFERIORES AO HOMENS. HOMENS POR EXTINTO SAO MUITO MAIS FORTES E APTOS PARA AÇAO E CAÇA. E MULHERES MAIS FRAGEIS E EMOCIONAIS. E POR ISSO IDEAIS PARA TRATAR COM SEUS SEMELHANTES.

EU DUVIDO QUE UMA SOCIADSDE MATRIARCAL ENTRE EM GUERRA ARMADA POR EXEMPLO.

Anônimo disse...

"00:39

nenhuma de nós quer levantar peso q nem umas mulas igual a vcs lixomens

Só vcs omens se orgulham de serem uns burros de cargas desgraçados"

Esqueceu de dizer tb q nenhuma de nós queremos atirar em nós mesmas, como fazem os omens, q se lascam a rodo e é por causa deles mesmo. Nem os omens se suportam, então pq nós mulheres temos q ser obrigadas a aturar esses poços de fimose? Alguém me explica?

Eles q ficam se matando, mas somos nós, as "esposinhas", q temos q ficar lambendo as feridas desses trastes y? (falei "traste" pq agora é terminantemente proibido usar o verbete "anomalia")

Anônimo disse...

Tenho medo desse posicionamento excludente das radfems, sério. Pra mim, feminsmo é sobre sororidade e empatia. Colocar cada um numa caixa, dizendo que o espaço do feminismo cabe só e somente a esse "tipo" de pessoa, buscando excluir mulheres trans e não somá-las a luta só nos enfraquece, principalmente no momento político que vivenciamos agora, com a ameaça constante de redução de nossos direitos mais básicos. Pior é pensar que as radfems atacam de forma tão agressiva outras mulheres que discordam do seu posicionamento. Isso é feminismo? Sério??

Anônimo disse...

PORQUE AS CRITICAS PELO Q EU ESCREVI? EU ENALTECI AS MULHERES.

UM MUNDO MATRIARCAL NAO TERIA GUERRAS ARMADAS POR EXEMPLO.
ISSO EH CARACTERÍSTICA MASCULINA.

OUTRA COISA ESSAS REDFEM TRATAM DE FORMA PRECONCEITUOSA MULHERES TRANS SENDO QUE ELAS TB SAO TRANS? PORQUE MULHER QUE SE VESTE QUE NEM HOMEM,TENTA SE COMP O COMPORTAR QUE NEM HOMEM,FALAR QUE NEM HOMEM. OU SEJA TENTAR SER UM HOMEM. VEM VOMITAR GROSELHA SOBRE TRANSEXUAIS.

COMO EU SEMPRE DIGO AQUI,O FEMINISMO SEMPRE FAZ CORO COM CONSERVADORES. SE NAO EH CONTRA PORNOGRAFIA,PROSTITUIÇAO,NEGAÇAO DA BIOLOGIA AGORA EH PRECONCEITO CONTRA TRANSEXUAIS
QUAL VAI SER A PROXIMA LUTA: ENSINO RRLIGIOSO NSS ESCOLAS?

Rê_Ayla disse...

Enquanto os vários feminismos brigam entre si...

Vozes como a de Sara Winter ganham cada vez mais espaço (e seguidores bolsominions!) com suas ideologias, no mínimo, míopes e equivocadas. Talvez os movimentos feministas brasileiros devessem colocar a mão na consciência... (além de parar de brigarem entre si!).

*** Together we stand, devided we fall ***

Anônimo disse...

Se eu me identificar como homem a partir de hoje, vou apagar toda a socialização feminina que recebi nos últimos 30 anos? Não.

Se eu me identificar como homem a partir de hoje, meu corpo deixará de ser res publica apenas por ter o "privilégio" de ter nascido com uma vagina? Não.

Eu vou ser menos suscetível a estupro, a violência doméstica, meu gap salarial em relação aos homens vai diminuir e passarei a ganhar mais? Não.

Se eu engravidar, já que tenho o "privilégio" de ter nascido com útero, poderei abortar? No Brasil, não.

Se eu engravidar e a gravidez seguir seu curso, eu, identificada como homem, poderei abandonar a criança com o comparsa biológico da gravidez, sem consequências sociais graves, fora a consequência legal de pagar 180 reais de pensão mensais? Não.

Evitarei também o assédio sexual nas ruas e no ambiente de trabalho? Não.

Vão me tratar melhor na delegacia? Não.

A imprensa vai parar de me culpar por tudo de ruim que aconteceu na minha vida? Não.

O Estado de Direito Brasileiro, uma vez identificada como homem, vai deixar de legislar sobre o meu corpo? Não.

O fato é: as feministas radicais têm sim, um ponto. Um ponto que fica bastante claro quando a coisa está na seara do ativismo e mais claro ainda quando se desloca a questão para fora dele.

Dentro do ativismo, o que se tem são pessoas que nasceram do sexo masculino, passaram uma vida inteira desfrutando de todos os privilégios desta condição e que, subitamente, decidiram que ser mulher é um sentimento.

Fora do ativismo, tem-se a realidade da vida, que pra ser negada requer um esforço mental tão grande que por si só já indicaria a necessidade do questionamento: no momento em que você nasce com uma vagina ou com um pênis, você recebe um kit chamado socialização de gênero. Gênero nada mais é do que uma ficção legal. Você nasce do sexo masculino, feminino ou é interssexual, dependendo aí da configuração da sua APARÊNCIA é recebido um kit e com ele tudo o que se tem que se fazer para atender a esse papel social.

Se esse é o cerne da opressão, não vejo como o gênero pode ser sustentado. Não faz sentido.

Assim como não faz sentido reclamar de um mundo 'binário' e, ao mesmo tempo, querer dividir entre "cis" e "trans".

Não existe roupa de homem e de mulher, comportamento de homem e de mulher, mentalidade masculina e feminina, espírito macho ou fêmea, é tudo absolutamente tudo socialização. Coisa inventada, no sentido mais literal possível.

Só que é uma invenção que claramente desfavorece qualquer um que tenha nascido com vagina neste planeta.

E tem um detalhe, pra encerrar.

Já repararam na diferença DRAMÁTICA entre trans ativistas homens e mulheres? Até parece que, tirando o Thammy Miranda e o filho da Cher, homem trans não existe.

Pois é. Socialização. Pessoas nascidas com vagina aprenderam seu lugar na sociedade muito cedo. E pessoas nascidas com pênis também, tentando protagonizar tudo e deslocar a discussão para si próprios - como homens sempre fizeram.

O que a ativista trans fez com a advogada, sinto muito, foi MONSTRUOSO. Nada justifica. E tá na hora de qualquer um de boa razão começar a colocar o próprio na reta e enxergar essas questões.

Anônimo disse...

A advogada, mulher, feminista radical, que sempre atuou na seara dos direitos humanos, que foi a pessoa quem socorreu aquela mulher que teve um bebê no banheiro de um assentamento, que foi a única pessoa a acompanhar a adolescente estuprada no RJ em um caso que a sociedade toda estava se posicionando contra, conseguindo inclusive a troca do delegado responsável - o que teve um efeito imediato no andamento dos procedimentos policiais em favor da adolescente, trabalhando sem cobrar um centavo da família não tem que aceitar calada NADA que venha de gente que além de não ajudar, atrapalha.

O que importa mais? Pronome de tratamento ou ESTUPRO?
Vou perguntar outra vez: pronome de tratamento ou ESTUPRO COLETIVO?
Só mais uma vez: pronome de tratamento ou ESTUPRO COLETIVO DE UMA ADOLESCENTE DO SEXO FEMININO?

Isso só prova que, ao final, o feminismo e o transativismo não deveriam se misturar por incompatibilidade de pautas. As pautas trans são legítimas sim, só que o feminismo não tem que abraçar isso sacrificando o básico, à custa inclusive de apoiar COAÇÃO SEXUAL na forma de "cotton ceiling", turismo sexual apoiado por cafetões e cafetinas e silenciamento de pessoas que, da opressão de gênero, são versadas desde o momento que têm a orelha furada na maternidade.

Você sabia?
Furar orelha de recém-nascidos do sexo masculino é lesão corporal e sendo meninas, não é.

Vão pensando aí no que vocês estão defendendo. E em quem.

Anônimo disse...

As radfems odeiam mulheres trans:
Como é que um macho resolve querer a desgraça de ser mulher?

Anônimo disse...


Anônimo em 9 DE JUNHO DE 2016 06:07

Interessantíssimo seu ponto. Realmente trans homens parecem “manter” seu papel na sociedade (o papel esperado e ensinado as mulheres), mesmo que de forma velada. E trans mulheres parecem se comportar totalmente de acordo com os comportamentos tipicamente masculinos, de protagonismo, e de sentimento de que todas as pautas devem convergir para si. Muito interessante.

Sandra

Anônimo disse...

Mas macho nenhum quer ser mulher, anônimo 07:14. Eles acham que querem ser mulheres. Mas o que eles querem é a imagem idealizada, romantizada e fetichizada de mulher, criada por homens. Macho nenhum sabe o que é realmente ser mulher, nem nunca vai saber.

Anônimo disse...

Rê_Ayla disse...

Com todo respeito, de verdade, não é demagogia de comentário não.
Na teoria esse desejo good vibes de que todo mundo dê as mãos e dance num imenso lual enquanto discute calmamente sobre suas pautas é lindo, mas na vida real simplesmente não é possível
E é desonesto culpar feministas radicais pelo recrudescimento da ala radical da sociedade, e sabe porque? Porque para eles não tem nada disso não, ele não gostam de feministas, pouco importa se são as good vibes ou não, quer melhor exemplo que a Lola? que é uma das feministas mais inclusivas que existem e estranhamente também a mais odiada?

Sandra

titia disse...

06:22 claro que o que a Eloísa fez é importantíssimo, ninguém vai desmerecer as coisas boas que ela fez por causa de um deslize. Como feminista ela é sim uma pessoa guerreira, ativa na luta contra o machismo. Mas ser transfóbica e agressiva com a transativista (afinal, homens e mulheres trans também são uma minoria oprimida, lembra?) por birra, convenhamos, é uma atitude nada madura e que merece alguns puxões de orelha. Se ela não quer participar do transativismo ok, é decisão dela e ninguém deve se meter. Ela não é obrigada, assim como nenhuma de nós, a fazer campanha pras pessoas trans - elas tem seu próprio movimento e é assim que deve ser. Mas agredir, desrespeitar a identidade de gênero da Daniela e ofender por BIRRINHA só vai causar atritos desnecessários em movimentos que poderiam muito bem estar unidos contra o machismo e sendo uma força de combate muito maior.

Anônimo disse...

Eu acho que enquanto o feminismo radical não lutar contra o patriarcado e ficar lutando contra pessoas trans e prostitutas, ele NÃO deve ser levado a sério, meninas. Fiquem longe desse feminismo, não acrescenta em nada, só faz desserviço.

E fazer mais que "uma penca de feministas", não te dá direito a ser preconceituosa...

Anônimo disse...

Gente, tem MULHER SENDO QUEIMADA VIVA na Região dos Lagos (RJ). Vocês sabiam que TEM MULHER SENDO QUEIMADA VIVA em São Pedro da Aldeia e arredores? Vocês sabiam que tem GRUPOS NEONAZISTAS na Região dos Lagos RJ e que eles estão sim matando pessoas e que o mais provável é que sejam eles que tenham QUEIMADO essa última mulher, uma MENINA DE 22 ANOS, depois de tortura-la e possivelmente estupra-la? Vocês sabiam que tem um grupo de moleques metidos a Vikings-metaleiros-ascendencia-europeia rindo e comemorando a morte de uma "feministinha" e falando sobre churrasco em referência a maneira como mataram ela? Vocês sabiam que TEM MULHER SENDO QUEIMADA VIVA, mulher essa cuja morte está sendo comemorada pelo fato dela ser identificada como feminista, militante de esquerda, após sair de um show em uma escola ocupada, na Região dos Lagos (RJ)? Vocês sabiam que NÃO FOI UMA SÓ, não foi só a Rayzza que mataram, e que tem uma investigação grande de FEMINICÍDIO acontecendo por lá e que já começaram a relacionar um caso com o outro?

Se vocês não sabiam, fiquem sabendo agora. E tomem muito cuidado com o tipo de militância que joga mulher na fogueira que muitos andam aplaudindo por aí. TEM MULHER SENDO QUEIMADA VIVA. No Rio de Janeiro.

Bizzys disse...

"Eu acho que enquanto o feminismo radical não lutar contra o patriarcado e ficar lutando contra pessoas trans e prostitutas, ele NÃO deve ser levado a sério, meninas"

Vamos parar com a desonestidade, ok? Num mundo onde certas alas do feminismo liberal defendem turismo sexual e prostituição/pornografia como ferramentas "empoderamento" feminino, é o feminismo radical que não luta contra o patriarcado?

Anônimo disse...

Começou os trasativistas com a sua misoginia de sempre em falar que nós feministas radicais somos "contra" mulheres prostituídas. O que esses misóginos de merda fingem não entender é que mais de 87% das prostitutas são mulheres e crianças POBRES que não tiveram OUTRA escolha (foram empurrados para isso, que fique claro) na vida, além de terem seus corpos explorados das maneiras mais vis por "clientes" (estupradores) são tbm explorados pelos cafetões (quem vcs defende, mais que feminista radical). Vcs já deixaram bem claro que não estão nem aí para mulher NENHUMA (muito menos para mulheres em situação de prostituição) e querem mais é que a gente se foda, MAS, querem que nós o tratemos com carinho e respeito e não cometa o "crime hediondo" de "desrespeitar" a "id de gênero" de macho misógino e estuprador. Quer saber? Vão à MERDA.

Anônimo disse...

"As radfems odeiam mulheres trans".

E falar que vai "quebrar a cara de radfem" se vê na rua, que "radfem merece ser estuprada por uma mulher trans" é o quê? Amor?

Anônimo disse...

Dentro do próprio movimento feminista já se falou em não abordar pautas de mulheres lésbicas para não desvirtuar o movimento, p. ex, o que hoje, já é superado, sendo essas pautas abraçadas pelo movimento. Vejo o mesmo argumento utilizado aqui contra as demandas trans. Esse argumento é tão arrogante e segregacionista.. quem são vocês para pautarem o que pode ou não ser defendido pelo feminismo? As donas do feminismo?
E se vocês acham que é um pênis que oprime e não o que está por trás dele, sinto muito, mas vão repensar seus ideais um pouco.
Ah recomendo fortemente o documentário "She's Beautiful When She's Angry". Tem no Netflix.
Fabi.

Anônimo disse...

Eu penso que 'transfobia' tem preconceito. Algo infundado, ou fudamentado nas visões 'senso comum' do mundo.

Agora as redfems conhecem o assunto, refletem sobre ele e concluem que elas não acham que as trans sejam 'mulheres ponto final'. Do que eu entendo, elas acham que as Trans são 'mulheres trans': com suas histórias, suas peculiaridades, seus medos e opressões específicos, e que portanto, deveriam ter um ativismo próprio.

Não é transfobia, é discordar da teoria trans...

Acho que o grande erro dos dois lados, de forma geral, é achar que ser mulher é apenas biológico ou apenas social, quando na verdade, é uma soma das suas coisas e é difícil distinguir quanto cada parcela contribui.

Concordo que o post foi infeliz e apenas atacou a ativista Eloísa, sem contribuir com qualquer coisa. E também concordo com a Daniela foi extremamente infeliz em levantar polêmica justamente sobre a advogada da menina estuprada. Quer dizer, quantas redfems existem por aí defendende a teoria redfem?? Por que, num momento que demanda muita união de todas as mulheres, de todas as feministas, a Daniela resolve levantar polêmica justamente com a Eloísa?? Numa rixa que não é novidade nenhuma??? A briga tira os holofotes do caso do estupro e semeia a discórdia num momento que demanda união.

Quem sabe a Daniela não poderia ter oferecido alguma ajuda à Eloísa, trabalhado em prol da adolescente naquilo que o feminismo radical e o transfeminismo tem em comum... quem sabe elas não teriam oportunidade de conversar em particular, uma entender o lado da outra, mudar a forma de pensar ou, ao menos, a forma de se expressar. Construíndo, ao invés de destruir.

Anônimo disse...

Corrigindo... transfobia é o preconceito. Algo infundado....

Anônimo disse...

Radfem silenciam prostitutas, não escutam suas vozes. Elas estão auto-organizadas, falam por si e tudo o que vocês fazem é chamá-las de vítimas pobrezinhas.

Quero saber por que as radfem não se manifestam contra as empregadas domésticas!!!

Enquanto as prostitutas se constituem como um grupo heterogêneo, com brancas e pobres, de luxo e que trabalham na rua, algumas escolheram sim essa vida e outras não, pode-se dizer que as empregadas domésticas são um grupo bem mais homogêneo: mulheres pobres e negras e 100% não escolheriam essa vida. Estão presas em um trabalho ligado ao gênero que nem prostituição, sujeitas a um milhão de abusos, assédios de todos os tipos. Estão lá embaixo na pirâmide social. Se vcs fossem coerentes, rads, no mínimo, iriam no mínimo pedir a abolição desse tipo de trabalho com a mesma força que fazem com prostituição. Sabe por que não fazem? Quem faria a faxina e limparia a sujeira do conforto da casa de classe média de vcs, não é verdade?

Anônimo disse...

Tem coisa errada aí... Eu não tô recebendo minha bolsa-feminismo, obrigada por avisar, vou logo entrar em contato com essa organização e pedir para me enviarem a grana!

Anônimo disse...

Sou mega leiga sobre transativismo e feminismo radical. Mas lendo o post e comentários, acho q os argumentos das rad sobre genero fazem mais sentido. Isso não quer dizer que os direitos das trans não devem ser conquistados e respeitados. Mas querer inseri-los no feminismo me lembrou esse post abaixo, que fala sobre uma branca que se passa por negra e quis ter protagonismo no movimento negro americano... Não seria mais ou menos a mesma coisa uma trans querer protagonismo no feminismo?

http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2015/06/uma-branca-que-se-passou-por-negr.html

Anônimo disse...

Radfem silenciam prostitutas, não escutam suas vozes. Elas estão auto-organizadas, falam por si e tudo o que vocês fazem é chamá-las de vítimas pobrezinhas.

Elas estão auto-organizadas? Todas as prostitutas, inclusive as crianças que são vendidas, as vítimas de tráfico humano, as mulheres pobres que não acham outra alternativa, as viciadas em drogas, as transsexuais que não tem acesso ao mercado de trabalho? Claro que existem associações de prostitutas, e elas estão certas em criá-las, mas a maioria não faz parte delas.

E falando em silenciamento, a Marcha da Vadias RJ estava excluindo post de ex-prostitutas que foram reclamar do evento que discute os "prós e contras" do turismo sexual. A ordem é ouvir as prostitutas só quando convém, né?

empregadas domésticas são um grupo bem mais homogêneo: mulheres pobres e negras e 100% não escolheriam essa vida

Com base em quê você afirma isso? Nenhuma mulher escolheria ser empregada, mas várias escolhem ser prostitutas, mesmo com todos os riscos e o estigma social?

Estão presas em um trabalho ligado ao gênero que nem prostituição, sujeitas a um milhão de abusos, assédios de todos os tipos.Estão lá embaixo na pirâmide social.

E as prostitutas, não sofrem abusos? Não são estupradas, não apanham dos clientes? Não estão sujeitas a trabalhar por longos períodos de tempo? Não correm risco de pegar DSTs, engravidar?

E quanto a estar na base da pirâmide social, pelo amor de deus. Prostitutas são hostilizadas até em hospitais. Existe todo um estigma social contra as prostitutas, muito maior que contra as empregadas domésticas, porque o trabalho doméstico ainda é considerado "honesto". Já ouvi muita gente dizer que as prostitutas deveriam "fazer faxina" se não quisessem ser hostilizadas pela "vida fácil" que levam.

Lembrando que estou falando das prostitutas de rua, as marginalizadas, não das raras mulheres de classe média que escolheram essa vida porque gostam. E mesmo essas não estão livres de sofrer abusos.

Sabe por que não fazem? Quem faria a faxina e limparia a sujeira do conforto da casa de classe média de vcs, não é verdade?

Por último, enfia no rabo essa sua afirmação. Não vivo todo dia na dupla jornada de trabalho fora + trabalho doméstico para ler uma pessoa desonesta dizendo que exploro outras mulheres. Além disso, de todas as feministas radicais que conheço, NENHUMA tem empregada. E conheço várias mulheres negras radicais também, todas contra a exploração de mulheres no trabalho doméstico. Essa historinha de falar que radfems são ricas só para deslegitimizar nossa fala não cola.


E outra: não somos contra as prostitutas, mas contra a exploração sexual das mulheres, sendo através da prostituição ou de qualquer outro meio. Tanto que todas as feministas radicais apoiam o modelo nórdico (que criminaliza os clientes e cafetões, mas não as prostitutas). Mas é só criticar o sagrado direito dos homens ao acesso ao corpo feminino que nos acusam de tudo quanto o há.

Anônimo disse...

"Sabe por que não fazem? Quem faria a faxina e limparia a sujeira do conforto da casa de classe média de vcs, não é verdade?"

Com que base vc afirma isso? Não tem vergonha nessa sua cara não? Quem defende que mulheres podem ter empregadas domésticas SÃO VCS LIBERAIS, nunca vi feminista radical defender/ter empregada doméstica. Vcs ficam tão desesperados(as) para deslegitimar o Feminismo Radical que começam a inventar mentiras na cara dura só pelo prazer de difamar mesmo, vcs ODEIAM mulheres.

Anônimo disse...

Geralmente usam estereótipos em charges (é a impressão que me passa, pelo menos), então achei engraçada aquela ali, com a feminista radical e a cristã conservadora. Parece que as personagens foram invertidas, porque a suposta conservadora está usando roupas não comuns a este grupo, sem contar com a tatuagem de estrelas e o corte de cabelo. A outra parece mais conservadora com aquela saia comprida.

Anônimo disse...

Desculpa, Lola. Não consigo enxergar transexual como mulher, mas também não vejo como homem, longe disso. Transexual é uma categoria à parte, é só assim que consigo ver. Entendo que a pessoa não nasce com o preconceito já formado, no entanto, isso não significa que ele tenha "cura" ou que a pessoa tenha escolhido pensar daquela forma.

june_miller disse...

Cadê a Lola?

Não participa mais das discussões, as vezes abre um post polêmico como este e deixa o circo rolar, sem fazer NENHUM post para acalmar os ânimos e guiar a discussão, que é mais uma briga do que qualquer coisa. Eu quase não entro mais aqui e há alguns anos isto era algo quase que diário.

Anônimo disse...

Por uma questão de respeito trato a pessoa pelo nome e pelo artigo que quer ser tratada. Mas se me perguntar o que eu acho sobre ideologia de gênero, não vou mentir. Não vou ser calada por pessoas que acreditam em uma ideologia que é diferente da minha.
Achei errado a advogada se referir a pessoa como Danielo. Mas esse post sobre a identificação do gênero ser na verdade uma identificação com estereótipos foi no ponto. Quem quer se incomodar que se incomode. Ficar xingando, chamando de transfóbica, sapateando, não vai fazer ninguém mudar sua ideologia.
Aliás, também tem muito trans desrespeitando feminista, mas né...

Anônimo disse...

Só acho engraçado que se dizem mulheres, mas na hora de usarem táticas sociais bem masculinas pra calarem mulheres (tratar como loucas, como crianças, ameaçar, constranger, desconsiderar a inteligência) se comportam como homens e bem machistas ainda por cima...

Anônimo disse...

"o que eu acho sobre ideologia de gênero"

ideologia do genero não existe, só os trouxas seguidores de malafaia é q a creditam nessa pataquada

E trans "perseguem" tanto as rads, né? Q olha, não tem nenhuma delas aqui

Anônimo disse...

a rad me manda enfiar as minhas afirmações do rabo, mas não responde a minha pergunta: por que vcs não "combatem" com tanta força a exploração de mulheres em outras atividades, só na prostituição e na pornografia? por que não vejo vcs gritando de indignação? fazendo postinho no face? cadê a mobilização toda, sites com depoimentos de empregadas domesticas abusadas, faxineiras assediadas, falando em quanto esse serviço é ruim para as mulheres? como fazem com prostitutas? pornografia? é uma pergunta sincera!

falando em exploração sexual, estupro, que é o argumento de vcs para abolir a prostituição, por que não abolir o casamento então? essa instituição sagrada que prende tantas mulheres, sendo exploradas de todas as formas possíveis há séculos! Ah neste caso, aqui o problema é o machismo e não casamento, não é? já na prostituição, o problema não é?

e eu que achei que o feminismo era à favor de que eu pudesse fazer o que eu quiser com o meu corpo,(o corpo não é meu?) inclusive cobrar por serviços sexuais sim, se eu quiser. mas não, para esse feminismo, existem coisas que a mulher pode e não pode fazer. limitar o que a mulher pode ou não fazer, nossa isso me lembra uma coisa.... o que nessa vida limita o que eu posso e não posso fazer? machismo!

quem deveria criar uma categoria à parte e sair do feminismo são vcs, rads. Por favor, já vão tarde.

"Mas se me perguntar o que eu acho sobre ideologia de gênero"

ideologia de gênero??? isso é conservadorismo cristão ou feminismo?

Solidariedade a todas as pessoas trans e às prostitutas! Porque ser perseguida por toda a sociedade deve ser foda, e dentro de um movimento que deveria as acolher, deve ser mais foda ainda...

Meu descobrir disse...

Eu sou feminista e nao falo nada contra as RAD mas existe sim biologicamente diferencas entre homem e mulher,eu so qieria q nossas diferenças não fossem rebaixados, inferiorizado."sexo fragil". as rad querem extintao do termo mulher, mas exalta vagina? Diz q existe diferenças. Contraditórias nao

Meu descobrir disse...

Eu sou feminista e nao falo nada contra as RAD mas existe sim biologicamente diferencas entre homem e mulher,eu so qieria q nossas diferenças não fossem rebaixados, inferiorizado."sexo fragil". as rad querem extintao do termo mulher, mas exalta vagina? Diz q existe diferenças. Contraditórias nao

Anônimo disse...

"limitar o que a mulher pode ou não fazer, nossa isso me lembra uma coisa.... o que nessa vida limita o que eu posso e não posso fazer? machismo! "

Libfem é foda, tantas mulheres e crianças sendo forçadas à prostituição e ela preocupada com a possibilidade de um dia poder cobrar por serviços sexuais se quiser.

Vai lá então, ninguém te impede. Homens, principalmente, vão te aplaudir, seu feminismo os agrada 100%.

Anônimo disse...

"Então como alguém pode alegar que nasceu com a cabeça de mulher se a base do feminismo é justamente alegar que não existe isto de mente feminina, alma feminina? "

Também tenho essa dúvida. O que deduzo e não sei se é a verdade, é que as pessoas trans se identificam com a ideia do que é o outro gênero. Não estou nem falando do exagero na aparência, muita maquiagem, cabelão etc, que eu entendo que é para que não haja chance de que as pessoas a/o identifiquem com o gênero com o qual ela/ele não se identifica. Mas do que elas imaginam que seja o outro gênero, o que elas observam, leem, absorvem e, principalmente, do papel social desse gênero. Mas o feminismo luta contra esses papéis sociais. E aí?

Anônimo disse...

cadê a mobilização toda, sites com depoimentos de empregadas domesticas abusadas, faxineiras assediadas, falando em quanto esse serviço é ruim para as mulheres?

Porque a prostituição/pornografia é a única "profissão" em que abuso nem é considerado abuso, mas "serviço prestado". Mulheres podem ser estupradas sendo empregadas domésticas ou trabalhando em escritórios, mas nesses casos não se considera o estupro parte da profissão que ela escolheu.

E eu estou começando a achar que você só procura os textos radicais sobre prostituição, porque tem milhares de outros sobre estupro, assédio no trabalho, exploração de mulheres (principalmente as negras) no trabalho doméstico... O tema prostituição só está mais em voga por causa do PL Gabriela Leite.

"por que não abolir o casamento então?"
Eu não sei de onde você tirou que feministas radicais são "a favor" do casamento e não falam nada sobre. Acontece que protestar contra o casamento é igual protestar contra a corrupção - abordar um tema genérico pra no fim, não conseguir mudança nenhuma. Mas tem vários aspectos inerentes ao casamento que são criticados: violência doméstica, maternidade compulsória, submissão da esposa ao marido, dupla e tripla jornada, relacionamentos abusivos... De novo, é só procurar material que você acha (nem está escondido), não pode ter preguiça de ler.

e eu que achei que o feminismo era à favor de que eu pudesse fazer o que eu quiser com o meu corpo,(o corpo não é meu?)

Acho linda essa ideia do "meu corpo, minhas regras", mas no mundo em que vivemos, ela não funciona. Se as mulheres não fossem vistas apenas como objetos sexuais, se não fossem empurradas para a exploração sexual por falta de alternativas na vida, tudo ótimo. Mas no mundo em que a gente vive, as pessoas utilizam essa mesma afirmação para justificar abuso e pedofilia (vide o fazendeiro inocentado da acusação de estupro contra uma menina de 13 anos porque ela já era prostituta).

quem deveria criar uma categoria à parte e sair do feminismo são vcs, rads

Essa categoria já existe e se chama "feminismo radical", não sei se você já ouviu falar. ;)
O único problema é que certas ativistas costumam tentar impedir reuniões de coletivos radicais, invadir grupos seguros, ameaçar de agressão, etc. e tal. Para quem diz que não liga para o que a gente fala, essas pessoas causam bastante transtorno.

Anônimo disse...

"Só acho engraçado que se dizem mulheres, mas na hora de usarem táticas sociais bem masculinas pra calarem mulheres (tratar como loucas, como crianças, ameaçar, constranger, desconsiderar a inteligência) se comportam como homens e bem machistas ainda por cima..."


Dá pra colar isso em praticamente todo comentário de mulher trans que apareceu por aqui... Querem ser respeitadas (e devem), mas não existe contrapartida.

Anônimo disse...

para quem tá falando que radfems estão mentindo quando falam que são perseguidas por transativistas... vocês leram esse post? uma trans que caçou um post de 2015 para atacar uma radfem que estava ajudando uma vitima de estupro. Bem quando ela estava sendo atacada por reaças. E agora tem um monte de gente atacando ela, inclusive esse blog, quando tudo que ela fez foi ajudar uma garota (sim, pois se ela não tivesse ajudado essa Daniela não teria caçado um post apenas para difamá-la)

"mesmo quando alguem faz algo bom pode ser criticado". Qual é Lola, esqueceu como voce abordou o caso do Woody Allen? voce vive defendendo homens que estupraram e bateram em mulheres se voce gostar deles. Esse papo não cola. A sua rapidez em atacar a Eloisa é porque ela é radfem.

podem aproveitar e ler sobre a Michfest (um evento nos EUA de mulheres, com muitas lesbicas, que foi cancelado após inumeras situações desagradáveis com mulheres trans, inclusive com ameaça de armas, exposição de pênis no banheiro, e atrapalhando palestras sobre problemas reprodutivos de mulheres. Detalhe: o evento PERMITIA mulheres trans, apenas não as considerava mulheres biologicas, então não fingia que existia "female penis", e considerava que precisava haver alguns espaços separados de trans (e vice-versa), para cada grupo discutir seus proprios problemas)

e já faz anos que radfems não conseguem palestrar em nenhuma universidade importante, principalmente nos EUA e Canadá, porque o lobby de transativistas (incluindo ameaças de bombas) faz com que as palestras sejam canceladas. mesmo quando as palestras são sobre coisas como violencia no parto e prostituição, nada a ver com trans

pesquisem no google que o que não falta é fonte

acham mesmo que transativistas não perseguem radfems? e o que é que radfems fazem que é 'tão ruim quanto', não respeitar pronomes quando uma trans abusiva e oportunista como essa Daniela ataca uma radfem covardemente? pqp

Anônimo disse...

"O que importa mais? Pronome de tratamento ou ESTUPRO?
Vou perguntar outra vez: pronome de tratamento ou ESTUPRO COLETIVO?
Só mais uma vez: pronome de tratamento ou ESTUPRO COLETIVO DE UMA ADOLESCENTE DO SEXO FEMININO?"


kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk olha, tá cheio de gente aqui sem coragem de responder essa viu

a advogada tava cuidando do caso, a advogada mudou o caso, no dia que ela consegue tirar o delegado machista misógino vem esse ativista e enfia a questão trans na maldade numa coisa que não tem nada a ver?

vamos à crononologia:

1. adolescente é estuprada
2. videos caem na rede social
3. Marcelo Freixo entra em contato com a advogada, que começa a acompanhar o caso no instante em que a jovem e sua família começam a dar parte na polícia
4. a sociedade caindo matando em cima da jovem e a advogada ao lado dela
5. o delegado constrange a jovem e trataria o caso como uma coisa menor, coisa de "bandida que se envolveu com bandido e logo teve o que merecia e inclusive era acostumada a orgias", não foi isso que ele falou pra ela?
6. a advogada TIRA O DELEGADO MACHISTA DO CASO, UMA MULHER ASSUME E O TRATAMENTO DA QUESTÃO MUDA COMPLETAMENTE PARA A JOVEM
7. vem uma transativista reclamar que "é direitos humanos mas só para mulheres cis", tipo, do nada, a coisa não era sobre ela, não tinha sido citada, não tinha sido falada, nada nada nada a coisa foi do nada
8. a advogada, que é um ser humano, responde ao desaforo
9. a ativista que não fez BOSTA NENHUMA POR MULHER NENHUMA está certa e a advogada, que foi a mulher quem resolveu a situação da jovem PRO BONO, é erradaça culpadaça vamos respeitar os pronomes de tratamento

ah gente, tenham paciência vai.

"foi um mau momento para criticar a advogada"? MAU MOMENTO? Vcs conseguem se ouvir falando isso em voz alta, em vista de tudo o que aconteceu?

vocês já se deram conta que o feminismo "radical" foi assim designado por pessoas que fazem qualquer coisa pra defender a raiz, o centro, o núcleo de todas as opressões que é o gênero?

é tipo ser contra a escravidão mas dizer que "sem escravidão não dá" e que "tratar bem escravos tá bom já". GENTE É SÉRIO ISSO?

super revolucionário né? bem liberal mesmo, SÓ QUE NÃO

isso já virou hipnose coletiva,não é possível.

Anônimo disse...

acham mesmo que transativistas não perseguem radfems? e o que é que radfems fazem que é 'tão ruim quanto', não respeitar pronomes quando uma trans abusiva e oportunista como essa Daniela ataca uma radfem covardemente? pqp

Homens fazendo o que melhor sabem: dizendo às mulheres como elas devem se comportar.

Anônimo disse...

17:34, quem é a favor de prostituição e pornografia são libfems, quem reclama quando radfems fazem piada com misandria são libfems


rads não tem nada a ver com o que você tá falando, se liga

Anônimo disse...

You're a hater pretending you're a feminist. I love how most people here are disagreeing with you. LOL

Marcia disse...

'Biologicamente um homem nunca vai ser uma mulher. Assim, nenhuma 'mulher trans' deveria seria vista com uma mulher.

Tá certim. No século XIX também se dizia que biologicamente um negro é diferente de um branco, motivo mais do suficiente para defender politicamente socializações bem distintas para ambas 'as raças'. Pensamento que dominou toda a antropologia e a criminologia, ciência social de ponta...

E aqui vamos nós, não por acaso em tempos em que o racismo está denunciado, mas não derrotado, repetir esse mesmo tipo de pensamento para dizer quem é que pode ou não falar sobre o feminismo, e vamos empoderar toda um movimento social para cientificamente poder dar pitaco na dor alheia.

Graças as deusas que nenhuma ou nenhum (por que né? identidade de homem trans pode ser respeitada, já que ele tem vagina...) dos envolvidas tem poder político de fato, embora essa 'liberdade de expressão' de vomitar preconceito na internet, é tudo, mesmo pensamento crítico.

Eu não endosso em hipótese alguma esse tipo de atitude radical, que tem virado mantra de muitas mulheres, que parecem bem contentes em ter algo ou alguém para odiar e subjulgar, ainda que seja só nesse papel triste e bem feminino de picuinha e alfineta moral. Papel aliás, que veja só, o patriarcado criou como único lugar possível para a maldade das mulheres.

Me recuso a fazer parte desse teatro mesquinho.

Anônimo disse...

Daniela é extremamente belicosa, a Eloisa havia escrito um post (que a autora anônima printou) em 2015. 2015!!! Daniela, de modo oportunista, quando Eloisa ganhou uma certa fama, resolveu falar que ela era transfóbica. O que aconteceu? Correram todas as trans para atacar Eloisa. Resultado, Eloisa, com raiva e intempestivamente, falou o que Daniela queria, chamou-a de Danielo. Ou seja, Daniela conseguiu "provar" que Eloisa é transfóbica, mas só depois da perseguição online à advogada tão somente porque ela tem uma opinião diferente sobre gênero. O que as trans querem é que haja uma única concepção de gênero: a delas. Por que as rad não podem ter a sua concepção de gênero? Foi oportunismo da Daniela levantar um post de 2015 para atiçar a raiva das trans em cima da Eloisa. Eloisa foi atacada e se defendeu mal porque se defendeu atacando. Quando é que a gente vai sair da 4a. série nas redes sociais? Não dá pra ter solidariedade com Daniela, porque ela atacou primeiro. Ressuscitar um post de 2015, para mim, é caça às bruxas. Eloisa, até então, tinha apenas uma concepção de gênero diferente da de Daniela e, portanto, segundo as trans apenas por ter opinião diferente, ela seria transfóbica. Inferno essa 4a série.

Anónimo disse...

Titia, adoro suas respostas, acho que nao devemos nos calar em momento nenhum, principalmente para quem precisa ouvir.Agora uma curiosidade, vc eh titia mesmo?rsrs Quantos anos vc tem?

Anónimo disse...

Tratar os iguais na sua igualdade e os desiguais na sua desigualdade.Assim vivemos bem...e ahhh pras vcs "feministas" uma dica,tentem nao falar tanta merda,se vcs relerem as respostas nao tem uma que se concorde...senhor, vao se tratar mesmo ,nao eh brincadeira,imagina uma sociedade soh de mulheres,ia ser o inferno na terra sem sentido (e acabaria em uma geracao alias) e uma soh de homens seria outro inferno sem sentido(que tbm acabaria)

Anónimo disse...

Fomos feitos um pro outro, seja criados ou evoluidos juntos, tudo que passa disso foi nossa mente alterando a ordem da natureza(nao que seja errado, apenas nao eh natural)todos devemos ter o direito de fazer oque quiser dentro ds lei e que a lei garanta isso

Anónimo disse...

Ah eh? E oque eh?

Anónimo disse...

Rads dificultam o bom entendimento,nao fala asneira mulher, elas sao RADICAIS ENTENDEU?,como se conversa com radicais?NAO tem acordo tendeu miga?

Anônimo disse...

Essa briga é idiota e me deixa com muita raiva!!!!
Eu to que nem um comentarista lá de cima, querendo escrever em caixa alta "NÃO É POSSÍVEL IGNORAR A BIOLOGIA!".
Homens e mulheres são biologicamente diferentes e apresentam comportamentos diferentes independentes da socialização. Isso quer dizer que socialização não influencia? Não! Biologia e socialização influenciam!!!!! É tão óbvio que dá raiva.

E ai vem outra comentarista genial dizer que toda radfem é branca mimada. Eu entendo a raiva dela! Parecem brancas mimadas sim, principalmente quando dizem: "Ai, ser mulher nunca foi fator importante na minha personalidade... eu nunca me 'senti' mulher... somos todos iguais..." (ódio)

Esse discurso é o mesmo, exatamente o mesmo discurso das brancas idiotas que dizem "Nunca me senti branca. Ser branca não é fator importante na minha personalidade. Eu nem percebo se as pessoas são brancas ou pretas..." (ódio muito profundo)

Você não percebe porque você é BRANCA, criada em uma sociedade feita por BRANCOS e para BRANCOS, onde ser BRANCO é o normal. Mesma coisa com não perceber ser mulher. Mesma coisa! E sim, a sociedade é feita principalmente para homens, mas não é machismo a opressão em pauta. A sociedade foi construída em torno de pessoas que nascem com pênis e se identificam como homens e, em um grau claramente subalterno, em torno de pessoas que nascem com vaginas e se identificam como mulheres. Ninguém levou em consideração as pessoas que nascem com pênis e se identificam como mulheres ou nascem com vagina e se identificam como homens. Mas elas existem! E são oprimidas pra caralho!

E essas pessoas são a prova viva de que sim, existe alguma coisa dentro da gente que nos identifica como homens ou mulheres além da nossa forma física. Que outra prova você precisa além de milhares de seres humanos que se sentem assim??? Você vai negar isso só porque você nunca pensou na sua feminilidade/masculinidade nessa maneira? Vai ignorar que parte da sua socialização é feita justamente para NÃO QUESTIONAR NORMAS DE GÊNERO? E você ta ai, lindamente, não questionando, ignorando milhares de pessoas porque "você não se sente assim..." (raiva profunda)

Pessoas transgêneros causam confusão para pessoas cis, sim. Eu entendo isso. Mas tem uns exemplos básicos que eu gosto de citar pras pessoas confusas ficarem ainda mais confusas. Eu conheço uma mulher trans que nasceu com pênis, foi criada como homem e sempre se sentiu mulher. Ai, pra grande surpresa de muitos, ela fez um teste e descobriu que seus genes eram XX, ou seja, biologicamente mulher. Mas ela tinha pênis e saco! E dentro dela também existiam ovários e um útero mal desenvolvido! E ai?? Qual seu veredito? Como o cérebro dela sabia que ela era geneticamente mulher? A socialização define? Ela tem direito de acesso aos banheiros? Ela é estuprador em potencial???

Outra pessoa trans que eu conheço ninguém sabe que é trans, sabe porque? Porque ela nasceu com vagina. Foi criada como mulher. Só que depois descobriu um caroço na virilha e foi ver e era um testículo! Essa mulher também testou seu DNA e descobriu que era XY, biologicamente homem. E o que ela fez? Nada! Continuou vivendo como mulher, se casou com um homem e etc. Biologia define? Socialização define? Genes definem? Merece entrar no banheiro? É estuprador em potencial?? Teria carteirinha de feminista?

Seres humanos não são simples. Tentar nos encaixar não é saudável, apesar de ser o que os nossos cérebros são treinados pra fazer. Pessoas trans EXISTEM e a sua mera existência é prova de que existe sim alguma coisa além da sociedade que nos diz internamente que somos homens ou mulheres. Negar isso é insano e me deixa com muita raiva...

Anônimo disse...

Queria que algum dia colocassem uma fonte para 'radfems são brancas classe média'. Radfems negras, lésbicas, e da classe trabalhadora foram quem iniciaram o feminismo radical. E ainda hoje se concentram muito mais no radical do que no liberal. Justamente porque o feminismo liberal de "ser mulher é identidade", "maquiagem é empoderador" e "mulheres escolhem se prostituir" não representa elas. A maioria das radfems é também da esquerda radical, não faz nem sentido dizer que temos empregada doméstica. Vão mentir assim no inferno.

Eu realmente espero que essas pessoas que estão usando negros como prop sejam negras. Embora eu duvide pra caralho, já que pessoas do movimento negro odeiam ter a sua causa usada de buxa de canhão para comparar com feminismo e o movimento lgbt. Procure na internet que você acha facilmente negras mandando feministas pararem de usar elas de prop. Quem é que são as racistas, mesmo?

Anônimo disse...

E anon aí de cima, isso se chama intersexo. Que, por sinal, também já pediram para parar de serem tragados pelo movimento trans, porque eles são contra cirurgias e hormonios para 'ajeitar' o sexo de alguém. Tá cheio de pessoas intersexo com o corpo detonado porque forçaram cirurgias neles desde a infância. A esmagadora maioria das pessoas trans não é intersexo, é ridículo você tragar eles para esse assunto.

Inclusive, você sabe arugmentar com seus próprios argumentos, sem usar outros grupos de prop? Tá difícil.

Dizer que existe uma essência feminina ou cérebro feminino é machismo, puro e simples. As mulheres que falaram que não se identificam como mulher é porque isso jamais foi uma escolha, foi uma imposição, foda-se se ela se identificasse ou não. E ao contrário de ser branco, ser mulher não é privilegio. Trans adoram fingir que nascer mulher é privilegio, depois não entendem porque várias feministas querem distância dessa análise fajuta que só atrasa a luta das mulheres.

Anônimo disse...

Relendo a citação de Simone de Beuvoair que a Alice postou:
"Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam de feminino"

Vocês falando que trans nascem mulheres estão negando a citação dela, que é a base de todo feminismo, e concordando com o pessoal que se revoltou contra a redação do ENEM ano passado. Depois falam que são as rads que estão repetindo discurso de diretóide.

Anônimo disse...

Essas pessoas que eu citei se consideram trans, são lidas pela sociedade como trans e estão na luta junto com elas.

O Segundo Sexo, de Simone de Beuvoair, foi publicado em 1949. Eu reconhecer a importância que essa mulher teve para o feminismo não me impede de contextualizar seus textos para a realidade atual. Não que não existissem mulheres e homens trans em 1949, mas, até onde eu sei, ela não estava levando elas em consideração.

Além disso, ela estava usando o termo mulher como "a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade", que é claramente uma visão sobre o que a sociedade define como mulher. Releia meu argumento. Eu não disse que a sociedade não influencia a vivência feminina. Eu disse que negar que existe algo dentro de nós que nos diz que somos mulheres é negar a vivência de milhões de pessoas, trans ou não, que se "sentem" mulheres ou homens.

Agora, tem como eu saber se essas pessoas se sentiriam assim independente da socialização? Para mulheres e homens cis não tem. É óbvio, só que não tem pra você também, não é? Mas e as mulheres e homens trans? Eles não são criados da mesma maneira que pessoas cis e mesmo assim se "sentem" de forma diferente do que são vistas? Você querer ignorar a vivência de todas essas pessoas pra mim é muito mais grave do que contextualizar Simone de Beuvoair.

E, por mais que você queira desqualificar meus argumentos dizendo que são pessoas intersexo, "props" ou qualquer outra coisa. Eu volto a dizer: foi criada como homem, nasceu com pênis e testículo, se "sentia" mulher. Biologicamente era, como sabia? Se você qualifica a vivência dessa mulher porque tem gene XX, então você desqualifica a vivência da segunda, que nasceu com vagina e tem genes XY.

Ai você me diz que "a maioria das trans não são intersex" e eu respondo, como você sabe? Eu não me importo com isso, vou respeitar a vivência de todas elas, se elas me disserem que se sentem mulher eu vou acreditar. Mas e você? E se você estiver desrespeitando a vivência de uma mulher XX que nasceu com pênis? E se tiver lutando ao lado de uma XY biológica?

Anônimo disse...

Ah, e eu não disse que você é racista pelo argumento que você usou. Eu disse que é um argumento raso e colocado de uma posição de privilégio. E que me dá raiva... mas agora já até passou porque eu tive uma excelente noite de sono. :)

Anônimo disse...

Inclusive a primeira trans que eu citei (que nasceu XX) é perseguida incessantemente na internet por feministas radicais.

Larissa disse...

Mas então no caso de pessoas intersexo trans, o "sentir-se mulher" seria algo meramente hormonal?

Beatriz disse...

Lola, eu gosto muito do que você escreve e te acompanho, porque você sempre traz discussões muito pertinentes e propostas de debate, mas esse post foi um desserviço. Você não fez nada além de incitar a famosa rivalidade feminina, coisa que o feminismo critica tanto.

É necessária a discussão sobre pontos negativos nas vertentes? Sim! Mas o que eu vejo é uma disputa pra ver qual a "melhor" vertente. O feminismo radical erra, assim como o intersec erra sendo falocêntrico pra caramba e o liberal distorce os conceitos de opressão pra fazer de conta que é empoderamento (um exemplo é essa briga toda sobre ~turismo sexual~). Eu tô usando essas duas vertentes como exemplo porque eu imagino que essas sejam as mais presentes aqui nos comentários.

As duas estão erradas? Sim. A feminista radical desrespeitou uma mulher trans, mas a mulher trans foi lá primeiro, EXPOR A FEMINISTA RADICAL, e num momento erradíssimo! Mas normal, né?! Que se dane se uma menor de idade foi estuprada por 33 homens e o serviço da advogada, EU PRECISO RACHAR ESSA MULHER!

Aliás:

"Quero saber por que as radfem não se manifestam contra as empregadas domésticas!!!"

Eu não sei se ela e muitas de vocês sabem, mas ninguém é CONTRA mulher alguma, mas ao processo de EXPLORAÇÃO pelo qual elas passam a partir dessas profissões. E esse assunto também é discussão no feminismo radical.

E eu não acho de forma alguma que o feminismo radical possa ser comparado a bancada evangélica (comparação SEM FUNDAMENTO).

É por essas e outras que eu ando longe do meio feminista. Feminismo não é bonde, não é colar com as amiguinhas pra ver quem lacra mais. FEMINISMO É POLÍTICA! Cuidado com as bostas que vocês fazem.

Anônimo disse...

O que é se sentir uma mulher? A pergunta vale para cis e trans.

E o que é gênero? Vamos ler e entender o que isso significa, analisar criticamente, tanto do ponto de vista do feminismo radical quanto da teoria queer? Vamos tentar entender do que estamos falando, para aprofundar o debate de verdade?

Não sou especialista nem nada, mas tenho procurado entender melhor estas questões. Vejo que muitas das críticas às feministas radicais aqui da caixa de comentários são infundadas, e não porque elas não possam ser criticadas, mas porque as críticas que estão sendo feitas não tem relação nenhuma com a realidade.

Recomendo fortemente a leitura destes textos:
https://traducoesfemininjas.wordpress.com/2015/06/29/o-que-nos-faz-mulheres-de-elinor-burkett/

https://traducoesfemininjas.wordpress.com/2015/07/16/saindo-do-feminismo-liberal-de-kate-leigh/

https://traducoesfemininjas.wordpress.com/2015/07/18/eu-sou-cis-de-rebecca-reilly/

Beatriz disse...

E cuidado com esses discursos contra radicais. Eu já vi gente dizendo que rad deveria ser estuprada "pra tomar vergonha na cara". É esse o feminismo de vocês? Bom saber.

Anônimo disse...

Uma pessoa ai para cima disse que feminista radical reforça os gêneros, ohhh galera mal intencionada. Isso que não sou nenhuma especialista, mas gente é facílimo de entender.
Feministas radicais desejam a dissolução dos gêneros, um mundo aonde cada indivíduo de forma absolutamente livre, sem papeis impostos, sem opressões desenvolve todos os seus potenciais e desejos, profissionais, filosóficos, intelectuais, sexuais... PORÉM enquanto este mundo utópico (diga-se de passagem) não se concretiza, essas mesmas feministas radicais acreditam 1 – que a transgeneridade é um desrespeito com esta luta, pois reforça ainda mais os papeis opressores impostos as mulheres* 2 – coloca em segundo plano suas pautas quando afirma que ser mulher é privilégio (então voltem-se todos a causa trans) 3 – põem mulheres em perigo frente a possibilidade de invasão literal e figurada de espaços exclusivamente femininos por parte de pessoas trans e 4 – deslegitimiza a fala dessas feministas radicais exatamente como homens costumam fazer. Claaaro que tem mais pontos, mas estes são os mais relevantes para este debate.
*Feministas radicais acreditam que mulheres trans reforçam a crença na existência de uma alma feminina, biologia mental feminina, como desejo de se maquiar, usar saltos altos, cabelo grande, se depilar isso para falar o mais óbvio.

Sandra

Anônimo disse...

Tem um texto interessantíssimo aqui também, pena que só em inglês:

https://rebeccarc.com/2015/06/25/a-gender-abolitionist-in-a-non-ideal-world/

"It’s not an easy path to tread, being a gender apostate. As a feminist who thinks that female biology is real, that female socialization matters, but also that it is possible for male people to transition into the role of woman and therefore to live as women, I’m used to being unpopular. I’ve made my peace with the fact I’m simultaneously denounced both as a vicious exclusionary transphobe, and as a cowardly liberal quisling in thrall to men. So I’m not particularly concerned to defend myself against these claims. But I do think it’s important to explain, for those who may be in any doubt, why there is nothing inconsistent about this position I’ve arrived at, and why I believe there is nothing contradictory or hypocritical about gender critical feminists and transsexual women working together towards the goal of gender abolition."

Anônimo disse...

Ai a galera compara feminista radical com religiosos, gente nem precisa desenhar, mas...
Os religiosos em geral (cristãos) acreditam na existência de dois gêneros e que sim eles são diferentes e vem carregados de diferenças genéticas, e mentais. A socialização destes gêneros seria apenas uma resposta natural da sociedade frente a estas diferenças e quando adultas essas pessoas se inclinam naturalmente em maior ou menos grau a esta predisposição, que seriam masculinidade e virilidade nos homens, e vaidade, sensibilidade e maternidade aguçada nas mulheres (entre outras milhares de coisas, claro. Viram como é tudo muuuito diferente?!!!!!!!

Sandra

Anônimo disse...

Achei maravilho o trabalho que a Dra. Eloisa fez pela jovem porém, estou entristecida pela sua pré-candidatura a vereadora pelo mesmo partido que fez questão de repudiá-la publicamente.

Eu não entendo isso.

Patido esse que inclusive tem, em si, uma forte ala de mulheres condenando as práticas dessa mesma organização política e que, para meu total espanto, continuam filiadas a ele.

Bem que dizem que a tal da socialização é uma coisa infalível.

Anônimo disse...

Sobre "utopia de gênero", eu gostaria de lembrar às senhoras que, um dia, já foi "impossível" pensar em um mundo sem escravidão.

Anônimo disse...

"O que importa mais? Pronome de tratamento ou ESTUPRO?
Vou perguntar outra vez: pronome de tratamento ou ESTUPRO COLETIVO?
Só mais uma vez: pronome de tratamento ou ESTUPRO COLETIVO DE UMA ADOLESCENTE DO SEXO FEMININO?"

======================

Para as trans, importa o pronome de tratamento.
Para as feministas radicais, importa o estupro.
Para as feministas liberais, importam as trans.

Só "as". Os trans, não, eis que dentro dessa visão, são homens e desfrutam dos privilégios do patriarcado.

Anônimo disse...

12:03

Um mundo sem escravidão é possível sim, mas ainda não é realidade:

https://www.publico.pt/mundo/noticia/ha-30-milhoes-de-escravos-no-mundo-1609455

Anônimo disse...

Sim 12:09, mas desejar um mundo sem escravidão não é mais considerado um delírio.

Anônimo disse...

Sou gay e feminista, mas segundo alguns comentários sou inapto a lutar pela causa porque tenho pênis! Seguindo essa linha de raciocínio também não posso lutar pelos negros, índios, deficientes...nem pela selva amazônica, porque não sou uma árvore!

Anônimo disse...

Você pode e deve lutar contra o seu próprio machismo, racismo, preconceitos em geral e contra a sua própria contribuição para a destruição do meio ambiente.

Anônimo disse...

...ou seja...se limite a sua posição de ser "com pênis"...entendi!

donadio disse...

"Rads dificultam o bom entendimento,nao fala asneira mulher, elas sao RADICAIS ENTENDEU?,como se conversa com radicais?NAO tem acordo tendeu miga?"

Como se conversa com radicais? É fácil, converse comigo, eu sou radical (bem mais dos que as pobres radfems, que afinal não passam de radicais de classe média, classemediando o seu radicalismo de botequim interminavelmente). Garanto que é fácil, eu falo a mesma língua que você...

***************

De uma maneira geral eu sou bem hostil ao radfemismo, que é baseado numa compreensão ahistórica dos fenômenos de gênero. Mas neste caso minha solidariedade vai para a Dra. Eloiza Samy. A "transativista" que a agrediu parece aquele tipo de "vampiro da fama alheia" - pega carona na notoriedade dos outros pra também ficar famosa, brigando. Não sei a que isso leva, como também não sei ao que leva o uso de linguajar como "cisativista" - era só o que faltava, por sermos cis termos as nossas pautas e nossa própria atividade negada por que só mulheres trans tem motivo pra reclamar da vida. Ora vão caçar o que fazer, moças.

donadio disse...

"mais de 87% das prostitutas são mulheres e crianças POBRES que não tiveram OUTRA escolha"

Desculpa aí, mas qual a fonte dessa "estatística"? Sabe, só repetir um número imaginário não o torna real, entende?

Anônimo disse...

o Anónimo, CALA A BOCA, vai falar merda assim nos chans de mascu, pq é lá o lugar onde se joga lixo e cocô, e não aqui

Obg

Anônimo disse...

"O que importa mais? Pronome de tratamento ou ESTUPRO?
Vou perguntar outra vez: pronome de tratamento ou ESTUPRO COLETIVO?
Só mais uma vez: pronome de tratamento ou ESTUPRO COLETIVO DE UMA ADOLESCENTE DO SEXO FEMININO?"

======================

Para as trans, importa o pronome de tratamento.
Para as feministas radicais, importa o estupro.
Para as feministas liberais, importam as trans.

Só "as". Os trans, não, eis que dentro dessa visão, são homens e desfrutam dos privilégios do patriarcado.

10 de junho de 2016 12:08



Simples e perfeito. É a razão pela qual me afastei do ativismo. Sempre serei feminista, só me recuso a fazer parte de movimentações burras (como a história do "grelo duro", usada dentro de um contexto em que o Lula não estava fazendo nada além de incitar mulheres em seu próprio interesse mas que foi rapidamente assimilada pela turma da camiseta lilás como uma coisa linda).

E pra contrariar a socialização que recebi, eu me importo com o a jovem vítima do "privilégio cis" em primeiro e único lugar.

Anônimo disse...

Quem define o que é ser uma mulher, quem sempre definiu, senão as pessoas que nascem com pênis?

Não se trata de preconceito contra pessoas com disforia, mas sim de tomar uma posição firme sobre quem nós somos (eu mesma poderia ser considerada "menos mulher" do que muitas trans - e se ser mulher é usar salto, maquiagem, etc, sou menos mesmo).

Somos humanas do sexo feminino. Temos uma experiência de opressão compartilhada. Os machos humanos sofrem opressão também, óbvio, especialmente os que não se encaixam em estereótipos de gênero. Mas a experiência deles é outra.

Não é tão difícil assim perceber que enquanto pessoas nascidas homens nos definirem continuaremos subalternas a eles.

Anônimo disse...

MENINAS QUE NÃO SÃO FEMINISTAS RADICAIS. Por favor, busquem se aprofundar na discussão, antes de concordar com elas. Leiam textos transfeministas e de feministas radicais. A primeira vez que tive notícia da treta entre transfeministas e feministas radicais, eu lia páginas e textos radicais e os argumentos e questionamentos delas, como esse mesmo que elas fazem de que "o que é mais importante? o pronome ou o estupro de uma menina?" e ele parecia muito óbvio mesmo, tudo que elas falavam parecia muito verdade/certo. Com o aprofundamento no feminismo, lendo sobre transfeminismo, feminismo negro, feminismo interseccional e continuando as leituras de feminismo radical, e CLARO, buscando referências nas minhas vivências pessoais, vi que eu discordo MUITO de tudo que eu lia nesses textos radicais. MUITO.
Existe muita mentira. Sigo várias ativistas e páginas sobre transfeminismo. NUNCA vi nada disso, de ser misógina, de querer estuprar mulheres, de querer forçar mulheres lésbicas a aceitar paus, de querer que a gente pare de falar de buceta e menstruação. NUNCA. O máximo que elas pedem é para parar de generalizar que toda mulher tem buceta e só. Só. E olha, sou lésbica, se fosse isso mesmo, vcs acham que eu as seguiria?
Prestem atenção para não seguir a manada!

Helena Bera disse...

Poxa Lola, sério. Já tá insuportável essa crença popular de que feministas que se identificam dentro do feminismo radical, são transfóbicas. Ideias distorcidas a todo momento por falsas simetrias e envolvimento inescrupuloso de argumentos masculinistas no movimento, que preferem rechassar outras mulheres, sem questionar o porquê da fala de outra mulher estar inserida em determinada corrente/discurso.
É lamentável, de verdade. Eloisa exerceu um importante papel nesse caso, e de certa forma, sua atuação contribuiu para a explosão do tema ser reascendido em uma sociedade que deleita-se em manter os privilégios masculinos imutáveis. Esse linchamento online, sentenciando uma mulher, expondo-a e dispertando o calor em seguidores só tem um nome: oportunismo. Veremos nas próximas eleições, no partido mais libertário esquerdinha que aparecer ;)

Helena Bera disse...

Exatamente como li acima. Lola diz não compreender uma feminista que ataca outra feminista, mas seu post a respeito do assunto e enviesado da forma como foi, só fez colocar mais lenha na fogueira.

Srt. Morrigan disse...

Desenterrar uma postagem de 2015(que não cita ninguém especifico e se trata basicamente de discordância ideológica) e jogar a advogada na "fogueira" logo agora, exatamente quando ela vem sendo perseguida por mascus/reaças/imbecis do tipo, me parece bem oportunista por parte da Daniela. Foi terrivelmente errado tratar ela por "danielo", mas também não sei o quão perseguida ela foi até chegar nesse nível.

Não sou nem de longe radfem, tampouco me identifico com o transativismo, mas concordo com muitas das comentaristas aqui que perguntaram o que é exatamente "ser/se sentir mulher"?
Eu só consigo ver dois pontos que poderiam ser utilizados pra responder essa pergunta: o biológico e o social, mas partindo do princípio das teorias queer e afins, o biológico é completamente ignorado(até porquê mulheres trans continuam "se sentindo mulheres" mesmo quando seus corpos são biologicamente masculinos),assim como o ponto social é totalmente obsoleto(já que pra eles não existe socialização, e a forma como somos criados/as não define nosso "sentiralgumacoisa").
Também creio que não é necessário deslegitimar as questões das pessoas trans nem legitimar o preconceito pra discordar da ideologia de gênero do movimento trans.


Pra quem tiver paciência pra ler essa refutação: http://www.universoracionalista.org/o-pensamento-binario-e-realmente-perigoso-uma-critica-a-teoria-de-genero/

Anônimo disse...

Pras RADs os homens gays são extremamente opressores só por serem homens. Pra elas "todo homem gay" tem "nojo" da vagina, etc., aí vem o papo da socialização masculina - só que ignoram que com os gays a "socialização masculina" é uma opressão e uma forma de violência psicológica, social e até física (vejam no Geledés o caso do rapaz gay que foi estuprado com um galho).

E desculpem, "amigas" RADfems, nome social é direito, garantido pela CF pela garantia geral da dignidade humana. O que vcs cometem ao falar Daniela no masculino é ilícito.

Eu não me junto com RAD nenhuma. Fiquem vcs lendo Andrea Dworkin e roubando local de fala de prostitutas. Beijas queer :*

Nati-Nati disse...

Olha, fico muito decepcionada com certas posturas feministas.... isso só prova que muitas de nós não sabemos nada sobre ideologia de gênero nem sobre opressões. Eu aprendi muito muito muito seguindo a Daniela no face e acompanhando diariamente as barreiras que a sociedade impõe a mulheres trans. Depois de entender um pouco da realidade dela, eu descobri o tamanho da minha ignorância e o quanto eu, que achava ser a pessoa mais mente aberta do mundo, tinha muitos preconceitos para desconstruir. Tanto que tenho vergonha de vários posicionamento que eu tinha há alguns anos atrás.
Isso me mostrou que eu, mulher cis, não tenho base nenhuma para falar da realidade e dizer o que é de direito ou não das mulheres trans (digo mulheres pq a realidade de uma mulher trans foi a única qual acompanhei).
Quando vejo muitos comentários como os que eu li aqui, eu me imagino como mulher, lendo debates de homens em um blog que trata sobre machismos, comentaristas homens querendo ditar o certo e o errado para as mulher, e pior, querendo explicar biologicamente ou literalmente o que nos define como mulheres.
Mulheres trans são como mulheres cis, só que com um porém: perante a sociedade são os últimos seres na escala de legitimidade.

Anônimo disse...

...Nati...perfeito!...cheguei ao blog da Lola por indicação de uma amiga trans (sou gay e feminista!))e, de certa forma, me senti acolhido lendo posts propositivos. Mas alguns comentários...

Anônimo disse...

ela postou em um momento tranquilo, era uma postagem de 2015 que Daniela desenterrou não sei nem porquê. Daniela que não deveria ter feito aquela postagem nesse momento

Ana disse...

Acho mt esquisito feminista que acredita em "essência feminina", "cérebro feminino"...o que seria isso? O que é se identificar como mulher? Eu não me identifico como mulher, não acordo me "sentindo" mulher. Eu SEI que sou mulher pq sou tratada como uma, pq corro risco de estupro, logo, tbm corro risco de engravidar e ter q fazer um aborto inseguro, se eu tiver um filho corro risco de sofrer violência obstétrica, enfim, tudo que vem incluído no pacote de nascer com vagina. Respeito trans e os trato pelos pronomes que preferirem, mas dizer que nossa opressão não vem do genital? Quando nossos sistemas reprodutivos são controlados pelo estado, quando a partir do momento q nascemos com vagina recebemos uma socialização diferente das pessoas q nascem com pênis, reconhecer isso não é transfóbico, é essencial. Somos definidos pelos nossos genitais querendo ou não, não importa quantos gêneros diferentes inventem, como eu me identifique, se eu nasci com vagina vou sofrer as consequências disso sempre, independente de identificação ou cirurgias pq socialização é também psicológica. Não entendo um feminismo que considera genital irrelevante quando é tão claro o papel que tem na nossa opressão
Vou deixar aqui doislinks que foram muito úteis para mim, pra quem estiver com dúvidas sobre gênero, teoria radical, etc:

http://www.festivalmarginal.com.br/feminismo/o-que-e-feminismo-radical-a-pergunta-que-nao-quer-calar/
https://www.youtube.com/watch?v=Ot8cBm0YmXo

Anônimo disse...

E se não existisse nenhum estereótipo de gênero, o que seria o trans???

Anônimo disse...

As pessoas deveriam estudar embriologia antes de falar bobagens.

Primeiro vamos a um fato científico devidamente comprovado por milhares de estudos: EXISTE DIFERENÇA ENTRE UM CÉREBRO MASCULINO E UM CÉREBRO FEMININO. Isto é fato, e questionar fatos cientificamente comprovados é coisa de fundamentalista religioso.

Voltando à embriologia: No início da divisão celular que vai formar o sistema reprodutor, todos os fetos são iguais. À medida que vai aumentando a divisão celular é que há a formação de um sistema reprodutor feminino ou um sistema reprodutor masculino. Posteriormente há o desenvolvimento cerebral do feto que determinará o cérebro feminino ou o cérebro masculino. Normalmente o cérebro terá o mesmo gênero do sistema reprodutor. Mas em alguns casos, que os embriologistas não sabem ainda dizer porquê, o desenvolvimento cerebral é contrário ao sistema reprodutor já formado. E é aí que nascem pessoas com problemas de identidade de gênero. Um feto com sistema reprodutor masculino (pênis, testículos e próstata) terá desenvolvido um cérebro feminino, ou um feto com sistema reprodutor feminino (útero, ovários e vagina) terá desenvolvido um cérebro masculino.

A identificação de gênero surge disto. O bebê nasceu com sexo masculino (que nada mais é do que o sistema reprodutor masculino) mas o seu cérebro se desenvolveu como sendo feminino. E o cérebro dele continuará sendo feminino durante a infância, adolescência e fase adulta, não vai mudar, porque o desenvolvimento do gênero do cérebro ocorre dentro do útero. E é quando o "homem" aceita e entende o seu cérebro feminino (ou a "mulher" aceita e entende seu cérebro masculino), que ele sempre teve, é que ele irá tentar se transformar naquilo que o cérebro dele é: feminino.

Então não, trans não são fetiches. São apenas pessoas resultantes de fetos que tiveram o desenvolvimento do gênero cerebral diferente do sistema reprodutor anteriormente formado.

Logo, a tal Eloisa, sob pressão ou não pressão, assinou um atestado de burrice muito grande e postou algo de uma estupidez gigantesca. Se a tal Daniela tinha direito de criticá-la ou não? É o "mal" da internet. Quem expõe suas opiniões publicamente tem que estar preparado para receber elogios ou críticas. Isto é algo com o qual devemos nos acostumar e mais, devemos aprender a aceitar ambos com dignidade, sem nos rebaixarmos a bate-boca sem nenhum conteúdo intelectual. E isso serva para ambas e para todos nós.

Quer criticar meu post? Faça com argumentos fundamentados em raciocínio e fatos. De burrice e blá blá blá o mundo já está cheio. Se as pessoas se preocupassem em estudar mais, em ir atrás de conhecimento, muito dessa picuinha de internet seria evitada. Dá uma preguiça de gente que se recusa a pensar...

INDIANARÂ SOPHIA FÊNIX disse...

SÓ QUE eloisa não apenas chamou Daniela de Danielo,ela já foi transfóbica em vários episódios,não é a primeira vez.Transfóbicas não passarão.

Juliana Santos disse...

Vc pode não perceber, mas é sim feminista radical e não há nenhum problema nisso.

Unknown disse...

Olá, estou passando por um momento muito difícil,em muitas brigas com meu marido ele dizia que ia me bater e eu sempre falava pra ele parar de me ameaçar, ele dizia que não estava me ameaçando que sim me alertando! Um belo dia peguei ele de conversa com uma mulher, daí eu conhecia essa moça e fui perguntar uma amiga minha se ela sabia de conversas do meu marido com essa moça, ela disse que sim! Porém ficou tudo como está, ai saiu a fofoca que eu eatava espalhando pra todo mundo que oa dois estavam de rolo, e chegou no ouvido dele e jurando que nunca teve nada com ela, ele começou a me xingar dizendo que eu era baixa, tinha nojo de mim que eu estava errada e não ele brigamos feio ele tentou me enforcar não conseguiu pq eu gritei mt por socorro e que ia chamar a polícia, me tranquei dentro do quarto da minha filha de apenas 11 meses que via isso tudo, ele do outro lado me ameaçando que eu merecia tapa e murro pra virar mulher que preste! Passando um tempo ele ficou calmo eu sai do quarto e fui dormi! No outri dia vigia que estava tudo bem e ainda querendo que eu o trate bem depois de tudo! A irmã dele disse que eu estou errada ! Não sei o que fazer, estou me sentindo um lixo me ajudem, me dê uma direção

Anônimo disse...

Independentemente da diferença no cerebro entre os cerebros , isso não muda o fato biologico: XY e homem e XX mulher. Independentemente do corportamento, se nasceu mulher vai ser mulher. Nasceu homem, vai continuar homem. O cromossomo não vai mudar. Colocar maquiagem, saia e falar que é mulher é sim fetiche, porque independentemente do cerebro e de cirurgias nas partes genitais, o DNA continua igual. Homens tem menos genes que mulheres, se vestir de mulher não vai te dar os genes adicionais. E pode muito bem acontecer de uma mulher ter um cerebro tendendo ao masculino e continuar se "identificando " como mulher, ou o contrario. O cerebro não pode ser usado como desculpa enquanto o DNA diz o contrario, em conjunto com os orgaos genitais. Isso É biologia, e não a baboseira trans. Parem de recalque e aceitem logo a verdade, nunca vao ser mulheres e são motivos de vergonha para nos.

Andrea disse...

Eloisa tem todo direito de postar o que quiser na sua página? Claro que tem! Mas tudo que se coloca na internet torna-se público e sujeito a crítica e todas devemos ter clareza disso. Falar que trans é fetiche é uma completa desonestidade intelectual, além de muita falta de humanidade. Não entendo como alguém pode dizer que é militante de direitos humanos e se comportar assim! Algun@s human@s não são menos human@s que outr@s. Eloisa Samy reagiu como muitos racistas, expões sua trasnfobia de forma vil no meio de um conflito intenso com Daniela. Algumas podem dizer que Daniela errou ao crítica-la no momento errado. Concordo! Mas transfobia não pode ser visto como uma mera discordância teórica. Transfobia, rascismo, machismo são faces da mesma moeda! Alguém imaginaria um racista no PSol? Pois é, a lógica vale também para @s transfobic@s... Racistas, Machistas, Transfobicos não passarão!!!!

Anônimo disse...

Os diagnósticos de transgeneridade são feitos com base nos brinquedos e roupas que atraem as crianças e também no fato delas afirmarem que querem pertencer ao outro sexo. Mas quando uma menina diz que quer ser menino ela quer é poder fazer o que meninos podem fazer e a sociedade diz que ela não pode por ser menina, não tem nada de extraordinário (ou novo) em meninas dizerem que querem ser meninos ou em meninos dizerem que querem ser meninas. São crianças e querem ser livres, experimentar e fantasiar como toda criança. Não existe um teste médico que comprove que crianças são trans, são apenas interpretações baseadas em estereótipos de gênero.

E com isso não estou negando o sofrimento dessas crianças e suas famílias. Mas achar que alguém nasce no corpo errado, que existe um cérebro feminino ou masculino... nada disso esta provado. A nossa sociedade é tão heteronormada que prefere aceitar que as crianças nasceram no "corpo errado" que aceitar que não existem coisas "de menino" ou "de menina". Acho que deveríamos ser mais criticas com relação a esse tema pois se trata de crianças que serão hormonizadas e acreditarão que tem algum defeito.

O que é nascer no corpo errado?!

Essas pessoas nasceram no corpo errado ou na sociedade errada, uma sociedade que fixa regras de comportamento de acordo com o sexo das pessoas?