terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

GUEST POST: SUGESTÕES DE ANIMES, PARTE 2

O post da Laura com várias sugestões de animes rendeu várias discussões instigantes. Publico hoje a parte 2 e, semana que vem, a terceira e última parte.

- Code Geass e Code Geass R2. Cerca de um terço do mundo foi conquistado pelo Império da Britannia, incluindo o Japão (onde grande parte da história se passa). Ao ser conquistado, o Japão foi renomeado como Área 11, e transformado em uma colônia da Britannia. Ainda assim, vários grupos japoneses continuam oferecendo resistência e se opondo ao poder do Império. 
Nesse contexto temos Lelouch, um jovem estudante do ensino médio, que vivia com sua amada irmã caçula Nunnally. Logo no primeiro episódio, Lelouch acaba se envolvendo sem querer em um conflito entre os soldados da Brittania e um grupo de resistência japonês (chamado de terroristas por Britannia). Ele é confundido com um "terrorista" japonês e quase morto pelo soldados, mas é salvo pela misteriosa feiticeira C.C., que lhe dá um poder chamado Geass, que permite a Lelouch dar ordens absolutas às outras pessoas. 
Aos poucos, Lelouch vai aprendendo mais sobre esse poder. É mostrado ainda nos primeiros episódios que Lelouch é, na verdade, um príncipe deserdado do Império da Britannia, que mantinha oculta sua verdadeira origem. Movido por motivos morais e pessoais (guarda um grande rancor de seu pai, Imperador Charles), e também pela promessa que fez à sua irmã (de um mundo mais gentil), Lelouch cria a identidade Zero, reunindo um grupo de japoneses rebeldes que formam a Ordem dos Cavaleiros Negros. 
Eu acho esse anime muito interessante. O protagonista Lelouch, por mais que eu ame o personagem, está mais próximo de um anti-herói do que de um herói, embora mantenha sempre objetivos nobres. Ele tem uma filosofia bem maquiavélica, de que os fins justificam os meios. Na verdade, é difícil definir a maioria dos personagens desse anime como "bons" ou "maus". O anime mostra muita guerra, e é um anime mecha (o que significa que tem robôs gigantes). Eu particularmente não gosto muito de animes mecha, mas esse anime me conquistou pela história. 
Apesar de ter fanservice, as personagens femininas de Code Geass não são objetificadas e tampouco estão lá só de enfeite. Temos Kallen, uma japonesa (na verdade ela é mestiça, mas se identifica como japonesa) que faz parte da Ordem dos Cavaleiros Negros, e é uma jovem forte, feroz e corajosa, extremamente habilidosa como piloto. 
Temos a Princesa Cornélia, irmã mais velha de Lelouch, que também é uma ótima líder nas batalhas. É uma mulher inteligente e uma guerreira, foi chamada de "Deusa da Vitória" da Britannia. 
Temos Sayoko, habilidosa em artes marciais, leal, prática e disciplinada. Rakshata, que é uma cientista, também faz parte da Ordem. C.C., a feiticeira que salva Lelouch no primeiro episódio, é misteriosa e irônica, e mantém-se em uma postura neutra por boa parte do anime. Sua origem e seus objetivos são revelados depois, e ela é um dos personagens mais importantes para a história. 
Mesmo personagens como Euphemia e Nunnally, que são princesas meigas, dóceis, delicadas e femininas, mostram que têm suas próprias opiniões e estão dispostas a defenderem seus ideais, demonstrando grande coragem apesar de não serem guerreiras. 
Também vale lembrar que Lelouch, ao contrário da maioria dos protagonistas de animes, se sobressai não pela força, e sim pela inteligência. O anime, na minha opinião, vai se tornando cada vez mais envolvente e tem reviravoltas inesperadas. Também é um anime com o objetivo de nos fazer refletir sobre os conceitos do bem e do mal.
- Claymore: esse é recomendado para quem gosta de histórias com ação, lutas e sangue. Se você não gosta de ver sangue, é melhor não assistir. O anime se passa em um mundo onde humanos são ameaçados pelos demônios youma. Nesse mundo, uma misteriosa organização criou um grupo de guerreiras, que são conhecidas pelos humanos como guerreiras Claymore (embora elas não se identifiquem assim). 
A personagem principal é Clare, e ao longo do anime são mostradas outras guerreiras. As minhas favoritas são Teresa e Irene; infelizmente, elas são da geração anterior. Eu achei o anime muito bom, adoro lutas com espadas (o tipo de luta que mais gosto de ver na TV. Me perdoem, animes mecha, mas vocês jamais poderão superar isso). 
Porém, Claymore tem um defeito: está inacabado. Explicando melhor, a maior parte dos animes são inspirados em mangás (para quem não sabe a diferença, mangá é a revistinha, anime é a série animada). E o mangá continuou, mas o anime, por algum motivo, não. Assistir o anime praticamente te obriga a ler o mangá se você quiser saber o que acontece depois.
- Death Note: é um dos animes mais famosos, mesmo tendo apenas 37 episódios. Eu gosto bastante, mas perde parte da graça depois do episódio 25 (por uma razão que quem assistiu sabe qual é). O anime mostra os Shinigamis, deuses da morte da mitologia japonesa. 
Nesse anime, cada shinigami possui um caderno com o qual é possível tirar a vida de um humano apenas escrevendo o nome do humano no caderno. A história começa quando o shinigami Ryuk, que estava se sentindo entediado, para se livrar do tédio, joga seu caderno no mundo dos humanos, só para ver o que aconteceria em seguida. 
Yagami Light, o protagonista do anime, é um estudante de dezessete anos. É muito inteligente e tem um futuro promissor, mas não está feliz. Ele, desde o início, parece enxergar as pessoas ao redor com tédio ou desprezo. Sendo filho de um policial, ele cresceu ouvindo sobre as injustiças do mundo, como crimes, violência e assassinatos. É ele quem encontra o caderno de Ryuk, no pátio do colégio. 
No começo, Light não acredita que o caderno seja real, atribuindo a uma brincadeira de alguém desocupado. Mesmo assim, por pura curiosidade, decide testar o caderno misterioso. Sua "cobaia" é um sequestrador que ele vê ao vivo na televisão do seu quarto. Para a sua surpresa, funciona. A partir desse momento, Light resolve "fazer justiça com as próprias mãos", eliminando os criminosos do mundo. 
Mas as mortes repentinas de tantos criminosos não passam despercebidas. As pessoas começam a chamar o autor desconhecido desses assassinatos de Kira (variação da palavra em inglês "killer"). Logo, 'Kira' chama a atenção de L, outra figura misteriosa. L é, dentro do universo do anime, o maior detetive do mundo, e monta uma armadilha pela qual consegue provar que Kira existe, e que as mortes misteriosas dos criminosos são mesmo assassinatos. 
Não há lutas nesse anime; o conflito é intelectual, e não físico. O anime também traz um questionamento sobre ética, nos levando a questionar se o que Light fazia estava certo ou não (eu particularmente torcia para L, mas tire suas próprias conclusões).
- Mirai Nikki: o Diário do Futuro. O anime se foca em um garoto de catorze anos chamado Yuki, um menino introvertido que tem como hábito escrever um diário em seu celular, narrando tudo o que vê ao seu redor. Ele tinha uma vida relativamente normal, sem saber que era observado por uma garota chamada Gasai Yuno. Yuno é da mesma sala que Yuki, e é platonicamente apaixonada por Yuki. Até aí, tudo bem. 
A questão é que Yuno é uma verdadeira stalker, obcecada por Yuki. E, como ele, ela também mantem o hábito de escrever um diário. Mas no diário de Yuno ela escrevia tudo o que observava sobre Yuki. A história começa quando, contra sua vontade, Yuki é envolvido em um jogo de sobrevivência com 13 participantes. O vencedor do jogo se tornará o Deus (ou Deusa) do tempo e espaço. 
A partir do momento em que Yuki é escolhido como participante, seu diário começa a prever o futuro. Todos os participantes possuem um diário que prevê o futuro, por isso o nome do anime. Logo, Yuki descobre que Yuno também é uma participante do jogo, e a garota promete protegê-lo dos outros participantes. 
Uma curiosidade é que os diários são diferentes entre si. Os diários dos protagonistas se completam. O diário de Yuki mostra tudo ao seu redor, mas não mostra o que acontece com o próprio Yuki, enquanto o diário de Yuno mostra tudo o que acontece com Yuki. Apesar de Yuki ser o protagonista, a personagem mais interessante é Yuno. Seu passado e as razões por trás de seu comportamento (muitas vezes assustador) são reveladas depois.
Os outros participantes também são bem interessantes, cada um à sua própria forma (na verdade, o único que eu não gosto é o Yuki mesmo). A personagem que mais me cativou foi Minene. Enfim, o anime tem várias cenas de morte (afinal, é um jogo de sobrevivência). Mas eu realmente gosto bastante da história, e da forma como os sentimentos dos outros personagens são mostrados.

36 comentários:

Mallagueta Pepper disse...

Eu assisti death note e gostei bastante apesar de ter ficado assim meio bolada com o ep. 25. Isso meio que tirou um pouco a graça da trama, mas ainda assim foi legal.

Anônimo disse...

Eu não fiquei surpreso com o episódio 25, porque minha amiga já tinha dado spoiler

Anônimo disse...

Adoro a Minene

Anônimo disse...

Light e Lelouch são meio parecidos, os dois são inteligentes e, apesar de ideais nobres, acreditam que os fins justificam os meios. Mas eu gosto mais do Lelouch, porque ele tem sentimentos, e Light é um sociopata.

Anônimo disse...

Gosto muito de Code Geass, mas eu queria que tivessem posto uma imagem melhor da Kallen, tipo essa:
http://sf.co.ua/14/02/wallpaper-210420.jpg

Anônimo disse...

Quando falam que tem fanservise em Code Geass, sendo as específico, tem fanservise da Kallen.

Anônimo disse...

E eu que pensava que os mascus que eram uns nerdões, kkkk tudo a mesma coisa, não disse que feministas e masculinistas são a mesma coisa só que com sinal trocado.

Anônimo disse...

O que ser nerd tem a ver?

Anônimo disse...

Sempre falam de fanservise destinado ao público masculino, mas esquecem que tem fanservise para o público feminino também. O anime Free é um ótimo exemplo disso.

Anônimo disse...

só indicou anime ruim e forçou pra caramba. O único que realmente é bom e fala sobre união de mulheres e madoka, o resto pufffff

Anônimo disse...

aff lola só vai atrair mascu otaku assim, se eu quiser ver anime eu mesma procuro.

Anônimo disse...

feminista não fica reclamando de friendzone nem separando mulher por alfana e betana.

Ana Clara disse...

Para a pessoa que falou que o único que fala sobre união de mulheres é Madoka: leia Claymore (ou Utena, ou até Nana), faça um favor a si mesmx.

Eu acho Death Note engraçado, a trama funciona muito até a aparição do N. Dali em diante, as coisas desandam um pouco. Sem falar que explica muito bem a questão da pena de morte e a "limpeza" que o Light quer promover. Eu mesma comecei a repensar demais essa questão , se alguém ou estado tem esse direito de tirar a vida de um ser humano. Para "manter o mundo seguro", o Light pisou em cima de muita gente. Sem falar que, dependendo de que lado que alguém fica (Light ou L), dá para falar volumes sobre essa pessoa.

Mirai Nikki vale totalmente a pena pela Minene e pela Yuno. Não é que o Yuki seja um personagem ruim, mas ele é muito "liso" comparado a personagens tão interessantes que tem na história inteira (como o casal de órfãos, a dona do orfanato...). É tipo dizer que o Shinji é um personagem ruim, mas ele não tem chances perto das outras personagens muito mais interessantes que o cercam na história.


Claymore eu recomendo o mangá, fortemente. Na época, o anime foi um espetáculo pela qualidade, mas o final dele deixa MUITO a desejar (não dá para culpar, afinal). Poderiam lançar uma continuação, como fizeram com Full Metal Alchemist: Brotherhood (Claymore: Sisterhood, talvez?). Sem falar que, quando uma guerreira aparece, começa um verdadeiro debate político para descobri a posição dela, até o número ser revelado hahaha.

Code Geass eu não assisti por preguiça, pura e simples.

Anônimo disse...

Estou surpresa por ninguém ter falado nada sobre o aspecto "yandere" da Yuno.

Hoje em dia tem muita menina no meio otaku que se espelha na Yuno pra tratar mal e ameaçar outras meninas, com a desculpa de que yandere é "cool" ou "bonitinho" e ciúme doentio é fofo.

E eu estou vendo resumo/comentário de animes famosos - legal - mas seria interessante um post sobre animes feministas mesmo, né. Ou com foco em personagens femininos. Eu recomendo o Michiko to Hatchin, que se passa no "Brasil" e é dos produtores de Cowboy Bebop. Muito dinâmico, cores lindas, trilha sonora em português, e uma relação muito interessante entre as protagonistas.

Anônimo disse...

Adendo: Eu não vi Claymore! Meu namorado tem em mangá, vou dar uma olhada :)

E é importante comentar os mais conhecidos, como Naruto e Death Note, principalmente porque o meio otaku precisa do feminismo (e como precisa!) e é legal fazer uma ponte.

A gente pode falar de mais séries clássicas de times de meninas, assim como falamos de Madoka?

E quem falou em fanservice para meninas: tem o Ouran High School, onde a protagonista (Haruhi) se veste de menino por quaisquer razões e vai parar acidentalmente num clube de escola só de meninos bonitos que passam o tempo entretendo meninas - aquilo é o exemplo clássico, quase metalinguagem. Todos os meninos de lá incorporam algum padrão ou tipo ideal usado pra agradar as fãs. Se bem que não sei se é fanservice, viu. Pra mim service é quando não faz sentido com a história, é gratuito, "jogado". Um personagem que é feito para agradar e se encaixa na história é diferente de um close em peitos balançando durante um enredo sério.

Anônimo disse...

13:43 eu não falei que esses animes falam sobre a união das mulheres, falei? É claro que mostrar isso seria um aspecto positivo, mas, além de Madoka Magica, Claymore também mostra isso. Mesmo assim eu agradeço qualquer um que recomende animes com melhor representação feminina, até para a minha própria lista de animes para assistir.

E confesso que não me baseei no feminismo como aspecto principal na hora de escolher os animes. A Lola me pediu para falar sobre meus favoritos, e eu posso gostar de um anime por inúmeros motivos. Mesmo que em alguns, como Naruto e Death Note, eu, mesmo gostando muito, internamente desejava que tivesse uma maior participação feminina. Mesmo assim, em vários deles eu falei sobre a participação feminina. Avisei que em Naruto a participação feminina era bem menor que a masculina, e também que eu gosto muito das mulheres de Code Geass, porém há fanservise.

14:45 eu não usei o termo 'yandere' porque queria usar um termo que todo mundo entendesse, não apenas fãs de animes, por isso escolhi usar 'stalker'. Mas eu concordo com você. Eu acho Yuno uma personagem interessante, psicologicamente. Mas não e um exemplo a ser seguido. Seu comportamento é doentio e perturbador, não é fofo. De fofa a Yuno só tem a aparência e a voz mesmo. Como eu disse antes, estou falando dos meus animes favoritos, não necessariamente dos mais feministas, mesmo assim recomende, eu agradeço de verdade.

Laura

Anônimo disse...

Princesa Cornelia
Minha princesa favorita

Anônimo disse...

Slayers. É um anime mais antigo e mais voltado ao público juvenil, mas é legal. É protagonizado pela feiticeira Lina Inverse.

Anônimo disse...


Os animes indicados são bons, mas para quem procura algo mais específico, com mulheres/meninas protagonistas de suas histórias e pouco fanservice/ecchi, recomendo os filmes do grande Hayao Miyazaki, que possuem forte apelo feminista e ambientalista: Princesa Mononoke, A Viagem de Chihiro, O Serviço de Entregas de Kiki, Nausicaa do Vale do Vento, O Castelo no Céu. Na vdd, recomendo todos os filmes do estúdio Ghibli.

Anônimo disse...

Vale lembrar, falando de fanservice, que, embora seja um termo comum entre fãs de animes, não existe só no mundo dos animes. E, embora exista fanservice para o público masculino e feminino, o fanservice para o público masculino é visto como algo muito mais natural.
Alguém citou o anime Free, é realmente um ótimo exemplo. Não está entre meus favoritos, mas eu assisto para relaxar. Para quem não sabe, Free é um anime que mostra um grupo de garotos que fazem natação. Embora os personagens sejam, em grande parte, masculinos, o anime é obviamente voltado ao público feminino. Nós vemos garotos lindos, com o corpo bem definido, que passam boa parte do tempo com roupa de banho, e ainda com insinuações de romance entre os personagens. Um perfeito anime com foco em fanservice voltado ao público feminino. E tem alguma coisa errada nisso? Não.
De outro lado, também temos o anime Queen's Blade, que é protagonizado por mulheres, mas isso não quer dizer que seja voltado ao público masculino. As personagens são extremamente sexualizadas e o anime tem como alvo o público masculino. Mas isso pode, né? Minha opinião é: pude sim, qualquer um que vá ver esse anime sabe o que vai ver. Melhor do que colocar um fanservice aleatório em um anime que não foi feito para isso. Mas a questão é, por que o contrário não pode?
Muitos podem não saber, mas o anime Free foi bem criticado na época em que foi lançado. Não pelo público alvo, obviamente. Muitos homens (garotos) se sentiram incomodados com a existência de um anime que sexualize personagens masculinos para agradar o público feminino.
Esses mesmos fãs masculinos que, quando eu e outras garotas reclamamos do fanservice desnecessários em inúmeros animes shounen, eles dizem "mas é para o público masculino, é normal". o público masculino brasileiro, deixo bem claro, então não culpem apenas a cultura japonesa, embora o anime tenha sido feito no Japão.
Lola já escreveu como o cinema é, quase sempre, feito por homens para homens. Como se fossem os homens que vão assistir ou como se pensassem no público masculino antes do feminino. Isso se aplica não apenas ao cinema, mas praticamente qualquer tipo de mídia, e, claro, animes também.
Eu já disse em comentários anteriores que eles começam errando no próprio nome 'shounen', e que, ao partir tão fortemente que quem vai assistir é o público masculino, eles esquecem que garotas também podem gostar de histórias de luta e aventura.
Mas não é um problema apenas de animes, como já disse. Parece que é normal fanservice voltado ao público masculino, seja em filmes de super-heróis, de terror, em animes ou onde quer que seja.
Os mesmos homens que dizem que é normal as super--heroínas serem sexualizadas - afinal é para o público feminino - criticam a saga Crepúsculo, porque os lobisomens estão quase sempre sem camisa. E ainda dizem 'é só para agradar as garotas que estão assistindo' como se fosse algo ruim. É mesmo, e daí? Eu não condeno vocês por gostarem de peitos, então não nos condenem por gostarmos de ver caras sem camisa.
Não entendo porque os homens (não todos, deixo claro, mas muitos) ficam tão incomodados apenas porque estamos tendo um pouco do que sempre tiveram sem esforço. Então, não estou condenando o fanservice, mas eu queria que fosse mais igual. E, criaturas do sexo masculino, parem de reclamar toda vez que veem um homem sendo sexualizado em um filme ou anime voltado ao público feminino. Se você não gosta, não assista. Assim como eu não assisto Nanatsu no Taizai, Queens Blade, Highschool of Dead e afins.

Laura

Anônimo disse...

Verdade, e isso porque o fanservice em Free é bem mias leve que em Queen's Blade. Sério, eu tentei assistir Queen's Blade pensando 'pode ser bom, apesar do fanservice', mas é bem pior do que eu imaginava. não consegui assistir nem 3 minutos. Sério, não assistam.

Irmina Loyola disse...

LEIAM:
- Tarot Cafe (é coreano, a arte é lindíssima)
- Say I love You (SUPER RECOMENDO)
- Meru Puri
- Shingeki no Shiojin (Attack on Titan)
- Sakura Card Captors (pra quem ainda não viu)

Anônimo disse...

Não apoio esses tipos de desenhos, sejam eles voltados ou não às crianças. Acho que a retratação dos corpos femininos, sempre infantilizados e inseridos em uma cultura extremamente pedófila como no Japão a ninguém faz bem, seja lá ou cá.

Anônimo disse...

Não sei que tipo de animes você viu, mas eles não são todos assim.
Aliás, agradeço à pessoa que recomendou Akatsuki no Yona no outro post, comecei a ver ontem e é muito bom!

Anônimo disse...

Os corpos femininos não são sempre infantilizados em animes. Na verdade, o mais comum é que as personagens femininas tenham curvas até exageradas.

Anônimo disse...

Gostei da ideia do post, mas vejo que a autora tem um gosto bem específico. Não estou criticando, mas nem todo mundo vai gostar de animes shounen ou animes com lutas e tal
Antes de qualquer coisa, pessoal, recomendo verem esse vídeo:

https://www.youtube.com/watch?v=TumZwQYk8k0

E pensei no seu gosto pessoal na hora de procurar um anime, porque anime tem para todos os gostos, são muito variados.

Anônimo disse...

Gosto bastante da história de One Piece (anime citado no vídeo acima) mas os traços do desenho são muito ruins.

Anônimo disse...

Muitos animes mostram o preconceito também: em Naruto, há a forma como osJinchuurikis são tratados. Em Ghol mostra como o protagonista também via os ghols como bestas famintas, antes de começar a se aproximar deles e entendê-los melhor, em Assassination Classroom tem a exclusão sofrida pela classe E, e há vários outros casos.

Anônimo disse...

Nada de Serial Experiments Lain, Ergo Proxy, Elfen Lied e xXxHolic. Espero que tenha na terceira edição do post. O Mundo precisa de mais mindfuck.

Anônimo disse...

Shoujo kakumei Utena(anime feminista uhul!!!),cat soup, kino no tabi, cowbow bepop tudo mindfuck

Anônimo disse...

Uma lista pouco mais madura, pode ser massante a algumas pessoas:

Serial Experiments Lain:
Lain é uma colegial relativamente imatura e bastante introvertida. E em um mundo dominado por computadores, ainda era a única a ter um computador de criança. Um dia sua colega de suicida, apenas para três dias depois todos receberem emails dela. Lain interessada nisso pede que seu pai a de um computador, e logo ela se torna uma verdadeira hacker. O que acontece daí para frente é aberto a interpretações.

Ergo Proxy: em um mundo onde computadores evoluíram a ponto de se tornarem dispositivos intra cerebrais, a humanidade é posta em seus limites. É bem conhecido o conceito de alma, mas tal alma além de poder ser tratada como dados, sendo transferida, pode ser destruída ou corrompida por excessos de gadgets, ou simplesmente hackeando o computador da pessoa. Levando a pensar sobre os limites que separam o ser humano de uma máquina.

Elfen Lied: Tem uma raça chamada Diclonus. Tais seres seriam o novo passo da evolução humana. Com vetores psionicos(representados como mãos de energia transparente), podem retalhar qualquer ser humano facilmente. Um dia uma diclonus, Lucy, escapa de uma instalação do governo. A história se foca em Lucy, e mostra o ponto de vista dos diclonus. Ainda que seja estabelecido que diclonus tem em seu DNA o desejo de matar a todos os humanos, a história sugere algo diferente.

xXxHolic: Watanuki é um estudante de ensino médio que seria ordinário, senão fosse por ser escandaloso e imaturo. Ele é perseguido desde a infância por espiritos, que o atormentam tanto psíquica quanto fisicamente. Um dia ele conhece Yuuko Ichihara, uma bruxa com quem ele sela um contrato onde trabalharia para ela em troca de se livrar dos espíritos. Ao trabalhar para ela e mesmo conviver com ela, ele começa a compreender certas sutilezas sobrenaturais e éticas de nosso mundo.
Curiosamente, ele é a caricatura perfeita da estupidez humana, tudo o que ocorre a sua volta é extremamente claro, apenas ele parece não ver. Seu melhor amigo é um sacerdote shinto e sua mera presença eepanta os espíritos, o mesmo possui uma biblioteca de quinhentos anos que certamente o permitiria se livrar de sua maldição se pedisse ajuda de seu amigo, é sistematicamente ignorado por uma guria por quem é apaixonado por ser "kawaii" (enquanto, principalmente no mangá, é deixado claro que tem pelo menos umas duas gurias afim dele) e outras coisas. É o tipo de gente que para dominar a vida só precisava parar e respirar, mas prefere ficar rolando pelo chão amaldiçoando embarassos do cotidiano. Se não fosse tão fofinho e bonzinho, para virar um sancto, apenas bastaria entrar no 2ch.

Anônimo disse...

Obrigada pelas sugestões. Como tenho 17 anos, muitos dos animes que vi até agora são voltados ao público infanto-juvenil, o que é normal. Mas atualmente isso está mudando. Já comecei a assistir Elfen Lied, e tenho xXxHolic na lista de animes para assistir. Obrigada pelas recomendações.

Laura

Anônimo disse...

Assisti Mirai Nikki e amei, apesar de não gostar muito da ideia de a Yuno ser obcecada pelo Yukki. A Minene é perfeita, sou muito fã dela. Também recomendo Ergo Proxy e Charlotte.

Anônimo disse...

Eu comecei a ver Charlotte e é muito bom. É do mesmo estúdio de Angel Beats, não é?

Anônimo disse...

Sim, eles são do mesmo estúdio mesmo.

Anônimo disse...

Death note é genial, mas o papel das mulheres nele é doentio. A mãe do Raito é apagada a história toda, a irmã faz o papel de mera coadjuvante, no grupo de policiais não tem uma mulher, a Misa simplesmente tem um amor tão doentio e não existe sem ele que no fim ele faz o que faz e percebemos que só usada pelo protagonista por ter olhos de shinigami. Por fim, esse é um grande defeito do anime: não há personagens mulheres fortes, todas apenas servem os homens do anime.