terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

GUEST POST: A CURIOSIDADE PELO BDSM

Quase dois anos atrás, a A. contribuiu com um post instigante sobre um assunto que eu não sei quase nada, que é o popular BDSM (Bondage e Disciplina, Dominação e Submissão, e Sadismo e Masoquismo). Agora ela enviou outro:

Baunilha também é legal!
Relações BDSM podem ser tão simples ou tão complexas quanto uma relação baunilha (o que chamamos de relação não-bdsm) e o BDSM é cheio de possibilidades. Existem mulheres e homens, como eu, na posição de bottom (aquele que recebe a ação no BDSM) que não são exatamente submissos.
O amor não tem limites mas tem
uma palavra combinada (senha)
O BDSM é "dividido" em três partes: Bondage, Dominação e submissão (d/s) e sadomasoquismo (SM). Pode-se praticar apenas uma dessas partes, ou todas.
Atualmente eu só pratico SM. Sou masoquista e tiro prazer da dor que me é aplicada. Eu não tenho um "dono", um top (bondagista, dominador ou sádico) que controlaria o relacionamento. Tenho parceiros de "play", tops que fazem sessões BDSM comigo, sem compromisso D/s.
A D/s (dominação e submissão), que é o que todo mundo fala mais (e eu já vivi relações D/s), pode ser de 3 tipos:
* Troca erótica de poder -- Onde o submisso e o dominador só jogam em um momento especifico, e os nomes "dono" e "escravo" não significam muito fora da "cama". Muitas pessoas praticam esse tipo de D/s sem nem perceber. O tipo de SM que eu pratico tem um pouco desse jeito de D/s.
* Troca parcial de poder -- É o tipo mais usado por praticantes de BDSM, onde top e bottom se denominam "dono" e "escravo", vão a eventos nesses "papéis", se apresentam na comunidade BDSM nesses papéis, mas o submisso tem autonomia para várias coisas, e a vida "baunilha" não é controlada pelo dominador (pelo menos não tudo). 
* Troca total de poder -- É um tipo de D/s que muitos praticantes de BDSM não acreditam existir. É uma relação onde o submisso entrega tudo para o dominador, e não tem mais vontades. Tudo é controlado, desde a hora de acordar, ir ao banheiro e comer até que roupas usar, onde trabalhar, com quem conversar.
Esse tipo de troca de poder é desejo de muitos homens e mulheres submissos dentro do BDSM, mas segundo dominadores que conheço e que tentaram esse tipo de relação, é exaustivo para as duas partes. Muitos dominadores preferem submissos mais autônomos.
Existe uma outra linha que diz que TPE (a sigla em inglês para esse tipo de troca: Total Power Exchange) não é bem assim, que o submisso tem alguma autonomia, mas que se o dono der uma ordem, esse submisso vai atender, sem questionar, mesmo que isso traga consequências.
É direito de qualquer submisso em qualquer tipo dessas relações "entregar a coleira", ou seja, abandonar o relacionamento, sem justificativa ou motivo, apenas dizendo que não quer mais.
Relações puramente SM não tem essa "troca de poder"; as sessões entre sádico e masoquista acontecem e eles podem ser amigos ou namorados ou apenas ter uma relação SM, sem que isso implique em tarefas, ordens, ou controle de qualquer tipo.
Masoquistas não só são conhecidos por gostar de dor, mas por serem pessoas provocadoras e manipuladoras, o que não combina muito bem com troca de poder. Submissos que são também masoquistas, costumam "mostrar as asas" às vezes, mas em geral o lado submisso fala mais alto.
Ainda existem os switchers (SW) que trocam de lugar no poder, mas isso renderia mais um post (e dos grandes).
Falei pouco sobre bondage por que é raro encontrar bondagistas "puros" que não praticam nem D/s, nem SM, mas eles existem!
O BDSM ainda é visto com estranheza pelas pessoas, mesmo com toda a mídia que o livro 50 Tons de Cinza trouxe.
Recentemente no Rio de Janeiro, eu e dois amigos tops (uma Domme e um Dom, ambos também sádicos e bondagistas) fizemos uma experiência arriscada em um ônibus: ela se sentou afastada de nós, pois estava morrendo de frio com o ar condicionado, e ele me abraçou. Em determinado momento ele me beliscou, e começou a fazer outras coisas que causavam dor (nada de sexo ou nos seios e órgãos sexuais), apertava meu braço, ou dava tapas na minha perna, e eu dava risada, até por que não era forte. Tinha poucas pessoas no ônibus, adultos jovens e de meia idade, que olhavam e comentavam coisas em tom baixo. 
Quando ele me deu um "tapinha" (e foi beeeem leve) no rosto, várias pessoas olharam e pasmem NINGUÉM SE MEXEU, ninguém falou nada, ninguém fez nada. 
Eu, mesmo sendo praticante de BDSM, se visse uma cena dessas dentro de um ônibus, iria chegar perto e conferir que estava tudo bem. Nós três estranhamos a falta de ação das pessoas, que apenas murmuravam entre si.
Depois disso, achamos que se um tapa no rosto não havia mobilizado ninguém, o que mobilizaria? Começamos a conversar, a falar sobre BDSM em geral. Enquanto esse papo rolava, uma mulher que estava sentada na frente da minha amiga chamou o marido e disse para ele escutar, pois nós eramos "iguais ao livro". Eu percebi que as pessoas passaram a nos olhar com interesse e curiosidade e o que até então não tinha chamado atenção das pessoas passou a chamar. 
As pessoas passaram a olhar descaradamente e não mais de modo disfarçado.
Isso me ficou muito na cabeça: por que relações BDSM chamam tanta atenção e um caso que poderia ser sim de violência foi ignorado?

126 comentários:

D Stoffel disse...

Não gosto desse 50 tons de cinza é a mesma coisa que porno, mulher se vende pra ser dominada ao homem.Será que se fosse o contrário estaria nos cinemas.
a única coisa que eles fizeram foi "romantizar" pra chamar atenção das mulheres e pelo visto deu certo...

Anônimo disse...

Simplesmente essas paradas ai são malucas demais pra mim, sou 100% baunilha mesmo kkkk

Anônimo disse...


coitada da maria da penha lutou tanto pela lei, e agora DESPEJAM nossa guela abaixo que uns tapinhas e tapões não fazem mal desde q seja na cama, porque claro na cama tudo é permitido até comer coco!! MALDITA INDÚSTRIA PORNOGRAFICA.

pode parecer frescura mas não é
essa história dentre 4 paredes vale de tudo é coisa de gente q acha que nem tudo tem limites e é claro que tem.
e os bestas ainda copiam crente que tão abafando

Anônimo disse...

Tudo que não tá no scrpit de filme porno é tido como baunilha sem graça papai e mamãe todo mundo de repente odeia essa posição mas essa posição é uma das melhores pra um casal hetero pq roça no ponto g da mulher.
Agora tudo é acrobático performatico e quem se fode sempre é a mulher.
Que quase nunca sempre prazer na cama graças aos aspirantes de atores pornos britadeiros.
daí uma idiota inventa um filme mais idiota ainda e ganha milhões FIM.

Anônimo disse...

*sente

Anônimo disse...

Eu tenho curiosidade em coisas como quando é que vão finalmente fazer um filme voltado ao prazer da mulher e que esteja ao alcance de todos, e quando é que as mulheres vão finalmente sentir orgasmos na cama pq mtas não sentiram nunk, e quando é que os homens vão fazer um sexo respeitando as vontades e o prazer do casal, só essa são minhas curiosidades pq o resto ja to de saco cheio.

Anônimo disse...

E o onibus era o local mais adequado para expor suas fantasias? Foi longe demais, ninguem te a ver com o que voce gosta ou nao entre quatro paredes. Depois desta se eu ver um cara batendo na mulher vou ate achar que eles estao em uma relacao sm.

Anônimo disse...

prefiro magic mike 2 esse filme sim vai molhar minha calcinha.

B. disse...

Olha, tenho que concordar com os anônimos 12h01 e 12h09...aí, pra mostrar que somos as modernas e descoladas, temos que aceitar levar tapão, ter um desempenho digno de estrela pornô, e como um desses anônimos falou, quem sempre se rala é a mulher!

Tô com a Lola: baunilha é legal sim!

Anônimo disse...

50 tons de cinza,Pornografia emocional, as minas são viciadas nisto.
Enquanto homens gostam de pornografia "couro no couro" mesmo, mulheres são viciadas em pornografia emocional, onde elas dominam emocionalmente um macho alfa poderoso, com favores sexuais.

B. disse...

E podem me crucificar, mas essa coisa de sadomasô, dependendo se vai muito longe, só piora nosso lado de vítimas de violência. "Eu gosto de apanhar", e tem vários caras que batem em mulheres com essa desculpinha. E outra: pra QUE brincar de tapa na cara no ônibus? Se eu presenciasse essa cena ia sim ficar preocupada e tentar intervir e imagina a resposta "ah, nós temos uma relação BDSM, não é violência"...

Nem sei o que dizer mais.

Anônimo disse...

anom 12:23
deve ser um daqueles que acha que mulher não faz sexo só faz amor aff
pornografia emocional é mais um papinho pra acharem que mulher só tem emoção, mas mulher gosta é de ter orgasmo, emoção sem orgasmo é que muitos relacionamentos babam.

Anônimo disse...

devia ser 50 tons de roxo

Patty Kirsche disse...

BDSM é paixão. Quem não curte, não curte e pronto. Mas quem curte, não consegue ficar longe. Eu adoro desde que li "A História de O" pela primeira vez aos 18 anos. De lá pra cá, eu leio qualquer ficção cuja temática envolva BDSM.

Eu acho TPE um saco. Vi uma vez num documentário uma mulher que havia entregado todas as decisões prum homem numa relação assim, e já conheci dominadores que tentavam enfiar isso goela abaixo de qualquer sub que se aproximava deles. Eu até entendo como fantasia, mas considero inviável na prática e jamais toparia.

Eu acho que BDSM atrai curiosidade porque os fetiches estão dentro das pessoas, ainda que elas não admitam. Mas a impassividade das pessoas diante duma possível violência em público vem da covardia mesmo.

Eu gosto de "50 tons" apesar dos vários problemas. Acho que é uma história sobre um casal que comete um monte de erros, mas acaba acertando de algum modo. E até hoje não teve uma relação, baunilha ou BDSM, na qual eu não tenha visto um monte de erros, então a história acaba sendo real nesse aspecto.

Estou bem curiosa pra ver o filme; minhas expectativas são boas já que temos mulheres assinando o roteiro e a direção, o que não é comum em Hollywood.

Anônimo disse...

Recomendo o filme "a vida sexual de uma mãe solteira" para as feministas mimizentas que interpretam de forma equivocada o conceito de dom e sub, bem diferente desse lixo de 50 tons. E não, não é filme pornô, é um dos filmes mais feministas que eu já vi.

Mallagueta Pepper disse...

Li uma fanfic onde tinha esse lance de BDSM e passei mal. Me deu uma coisa ruim no estômago, fiquei com falta de ar e tive que parar de ler a história.

Dias depois, tentei ler a história de novo e o resultado foi o mesmo. Não tenho estômago pra isso.

Feminista Soviética disse...

Todo esse fetiche é degradante para mulher, essa maluquisse de ser dominada e violentada por um homi é implementado na mente das mulheres pela mídia machista e burguesa. Deveria existir algum movimento feminista que fosse contra pornografia.
Ninguém acha estranho que quanto mais a pornografia se populariza entre os homi jovens, mais a sociedade fica machista? Aquilo é misoginia pura.
Se dizer feminista e gostar de apanhar de machinho pervertido é como ser comunista e fazer compras em Miami. Desculpa, não dá!
Como assim, não pode fazer piada de estupro mas pode fazer teatrinho dessa violência? ahhhhhh?


Musicista Feminista disse...

O pior é fazer os caras entenderem a diferença entre agressão e BDSM.

" mulheres são viciadas em pornografia emocional, onde elas dominam emocionalmente um macho alfa poderoso, com favores sexuais."
AAHAHAHAHA, Rachei gente! Não é pq não é a mulher quem está sendo dominada e humilhada, que ela está dominando outra pessoa.
Não sei se vc não leu o post todo, acho que não. Pois fala em certos tipos de práticas onde não tem dominadores e dominados. Mas pra mascus isso não existe,alguém SEMPRE precisa estar embaixo.

B. disse...

Acho ridículo "teatrinho de estupro".

Death disse...

Passando só pra dizer que tenho pré-conceito mesmo com BDSM.

É muito conveniente a indústria pornô (nisso incluo o livro 50 tons de cinza, acho que faz parte da tal industria) incentivar esse tipo de prática que como disse bem as anons, uma ação performática na cama sempre da parte da mulher.

Só vejo incentivarem a submissão feminina, nunca a masculina e quando há um homem como submisso, sempre rola aquela pratica da "feminização", o que eu acho horrível, só reforça um monte de esteriótipos que nos mantêm presas em caixinhas e não agrega nada.

No meio LGBT é a mesma coisa, tenho amigas que curtem esse lance de BDSM, e sempre a mulher "feminina" tem que desempenhar o papel de submissa, acho um saco. Fica difícil discutir algo tão básico no feminismo como papel de gênero pra essa turma.

Kittsu disse...

Eu achei a listinha engraçada. parece uma listinha de pokemons e seus respectivos golpes, como se viesse em um encartezinho de salgadinho pra você colecionar as cartas... hahaha

Mas essa questão colocada no final me deixou com uma pulgona atrás da orelha. Como um fetiche consensual pode ser mais passivel de intervenção do que uma violência pública obviamente não consensual!?!?
E eu fico aqui imaginando quantas vezes eu mesma posso ter deixado de intervir quando talvez fosse necessário por achar que eu poderia estar exagerando. Já tomei algumas ações, sim, dei caronas e chamei a atenção de macho descontrolado. Mas e quando eu achei desnecessário? Realmente era desnecessário? Será que o receio de falar com outras pessoas nesse situação é realmente razão pra deixar de oferecer ajuda?

Isso é um chamado para que todas nós fiquemos mais atentas. Atentas e dispostas a interagir com as outras que possam estar precisando.

Anônimo disse...

E nota-se que boa parte dos comentaristas não entende nada de BDSM. Não é exclusivamente voltado à dominação feminina não, gente bonita. Tem homem submisso e mulher dominadora às pencas tb.

Mari disse...

Gente, que mente fechada!
Pornografia pode ser muito boa desde que se entenda o que é fantasia e o que é realidade.
O mesmo pras relações BDSM. O papel que uma pessoa desempenha na relação não vai ter necessariamente um reflexo na vida dela.
Nada a ver essa patrulha da transa alheia que tá rolando aí nos primeiros comentários.
Recadinho básico:
Ei, feminista, bondage é uma delícia!
Seu recalque bate na minha luva de látex e volta.

B. disse...

ai, tá ridículo! Feminista (entre aspas né) dizendo que quem não curte BDSM é recalcada...100 or!

Kittsu disse...

"Ei, feminista, bondage é uma delícia!
Seu recalque bate na minha luva de látex e volta."

Eu não consigo imaginar alguém escrevendo isso de outra forma que não seja chorando de tanto dar gargalhada.

Renata disse...

Feminista Soviética, procura sobre o feminismo radical. Você vai encontrar bilhões de coisas contra a pornografia e explicando todos os problemas da indústria, inclusive explicando o problema do BDSM, do poliamor e vários outros assuntos que são tabu pras feministas liberais pró-escolha.

Anônimo disse...

"Gente, que mente fechada!
Pornografia pode ser muito boa desde que se entenda o que é fantasia e o que é realidade."

Mari, a pornografia já foi abordada nesse blog em outros posts, meu eu quero dar a minha humilde opinião:

Antes eu achava que as feministas anti-pornografia eram chatas e moralisas. Hoje eu entendo o que elas dizem.

Nenhuma pornografia (mesmo a pornografia não-mainstream) será empoderadora para as mulheres enquanto houver o patriarcado. A indústria do sexo, é toda voltada para os desejos masculinos.

Na indústria do sexo homens consomem e mulheres são consumidas. Essa é a lógica, por mais que tentem dizer que a pornografia pode ser empoderadora.

A gente tem que entender a pornografia é uma indústria multi milionária e não ''fantasia". Muitas ex-estrelas pornôs já deram depoimento sobre as péssimas condições de trabalho que elas/eles eram submetidos.
Por isso, resalto que o capitalismo - por meio da pornografia - transformou o sexo em um produto.
Por fim, eu acho que o sexo deve ser algo espontâneo e não algo que você deve imitar o que você viu no vídeo.

Mari disse...

Gente, não tô dizendo que as feministas são recalcadas.
Só quis dizer que esse nível de azedume, pra cagar regra no sexo que os outros fazem a dois, em grupo ou sozinhos não tem cabimento.
É transa consensual entre adultos. Se tá gostoso, divertido e orgásmico, tá valendo. E se não tiver mais, é pra isso que serve a safeword.
Feminismo é eu ter a possibilidade de ter um parceiro que puxe meu cabelo, me bata e me morda, sem dar satisfação pra ninguém e com o cara entendendo que ele só pode fazer isso porque eu permiti, numa situação muito específica.

Anônimo disse...

Eu sou lésbica, quando transo com minha namorada e tenho um orgasmo muito forte tenho vontade que ela me dê tapas e mordidas. É incontrolável, eu só tenho essa vontade louca. No início ela se recusava, dizia que tinha medo de me machucar, mas aos pouquinhos ela foi aceitando e agora curte. Estou pensando em comprar um chicote =D

Engraçado que eu nunca tive esse desejo com outras namoradas, só com ela. Bom, também nenhuma outra namorada me excitou tanto. Eu gosto demais de transar e as outras namoradas não queriam tanto, até pensei que eu tinha algum problema e fui a médicas, fiquei preocupada de ser ninfomaníaca. Até que finalmente encontrei a minha atual namorada que gosta de transar tanto quanto eu. Aí pronto, me liberei muito mais no sexo, tenho vontade de fazer coisas diferentes, de experimentar coisas diferentes.

Não vejo nado de errado nisso. No dia-a-dia ela é a mulher mais gentil e delicada do mundo comigo, aliás, é a namorada que mais me respeitou. Nunca me ofendeu, nunca me destratou... ao contrário de outras (violência e desrespeito rola tb em relações entre mulheres). É na cama que esses desejos rolam e ela só me morde e me dá tapas se eu peço. Acho que como eu confio muito nela e sei que ela não vai me machucar não fico com medo, pelo contrário, me excito demais.

Anônimo disse...

Obrigada pelo post interessante, autora, muito esclarecedor e ajudando os outros a entender como as coisas funcionam nesse "mundo". Eu sempre fico entre rir e chorar quando leio alguns comentários de posts desse tipo. Tem quem goste de apanhar, de levar tapa na cara, de bater durante o sexo, homem e mulher. Já li muitos depoimentos de homens subs que adoram apanhar, ser castigados, que até fazem instrumentos originais com material reciclável pra sua domme usar neles (que chorem os mascus; I regret nothing!). O problema não é o que o casal faz CONSENSUALMENTE no quarto, o problema é quando uma pessoa ou sociedade machista idiota usa essas práticas como desculpa pra normalizar a violência. O livro 50 tons é um exemplo, o maluco que dá nome a essa porcaria não é só um Dom, ele é doente mesmo, ao nível mascu hardcore. Stalker, segue a mulher, isola-a dos amigos e da família, manipula a moça pra que ela aceite o contrato sem explicar o mínimo do que estava ali (sério, ela nem sabe o que é BDSM direito quando ele a manipula pra assinar o contrato), controla o que ela veste, não respeita um não, se faz de vítima pra que a moça acredite sempre que a errada é ela, e diz que a moça não pode sair da relação nem romper o contrato sem a permissão dele-ah, e que deve ser fiel enquanto ele come quem quiser. Legal, né? Isso não é uma relação saudável nem em BDSM nem em baunilha-mode. E a coisa entrou de tal jeito na cabeça das pessoas que tem várias mulheres defendendo esse tipo de conduta criminosa. E aí, temos um tema de BDSM usado pra normalizar relacionamentos abusivos, stalking, estupro e violência contra mulher. Por outro lado, quando o 50 tons estava no auge, fui numa livraria e havia centenas de livros com o mesmo tema (mulher submissa, claro) nos lugares de destaque. Em compensação, o livro de memórias de uma dominadorA estava esquecido num cantinho, escondido. O único em que uma mulher não era a submissa nem mesmo numa prateleira de destaque teve espaço em plena moda da literatura sobre BDSM. Machismo feelings, much?

Mari disse...

Anon, concordo com o que você disse, mas acho que é preciso separar as coisas, inclusive para poder fazer uma crítica melhor.
As condições degradantes de trabalho da indústria pornográfica são um problema muito grande que deve ser combatido.
Só que nesse caso o problema é a forma como a pornografia foi produzida e não o produto em si.
Se o filme, as fotos, o livro ou as ilustrações que eu estiver usando para o meu prazer tiverem sido produzidas respeitando aqueles envolvidos na cadeia de produção e se eu, como consumidora, tiver consciência de que aquilo é uma ficção e não necessariamente um manual de conduta sexual, a pornografia é ótima.

Em tempo, algo que pra mim é muito contraditório:
Quem diz que a masturbação feminina é empoderadora e que as meninas têm que encontrar seu clitoris não deveria ser contra a pornografia.
Na minha concepção de feminismo, eu tenho liberdade pra explorar a minha própria sexualidade da forma que eu quiser, inclusive sozinha. Só que a minha criatividade tem limites, então eu digo BENDITA INDÚSTRIA PORNOGRÁFICA, que me oferece uma gama quase infinita de homens de todos os jeitos pra alimentar minhas fantasias.

Death disse...

Safeword não muda o fato de que o BDSM reforça uma cultura de hierarquia.

Só achando.

Anônimo disse...

"E nota-se que boa parte dos comentaristas não entende nada de BDSM. Não é exclusivamente voltado à dominação feminina não, gente bonita. Tem homem submisso e mulher dominadora às pencas tb."

Não é porque existe mulheres dominadoras (dommes) e homens submissos que não existam predadores sexuais na comunidade BDSM (Assim como existe predadores sexuais em todos lugares e comunidades).

Sei que muita gente pratica o BDSM de forma consensual, mas isso não quer dizer o BDSM e a comunidade BDSM não possa ser analisada e criticada

Anônimo disse...

Regra geral eu e meu namorado temos um sexo baunilha muito bom. Mas eu acho que ele é um pouco sádico... Por respeito a mim, pq eu sou firme no sentido de que nada que vem dele pode me diminuir ou me magoar, ele não me bate, não humilha, nada disso. Mas toda vez que eu leio algo sobre BDSM algo me diz que ele tem isso dentro dele...
Certamente se isso um dia vir à tona teríamos que terminar e isso me deixa louca, porque amo demais o que somos juntos, mas jamais conseguiria me submeter a estes castigos BDSM..

Camila Bezerra disse...

Tem uma campanha no Tumblr dizendo que o livro trata de uma relação violenta que não corresponde à pratica de BDSM de fato (consensual e segura). Mas como eu não conheço (nem li o livro) fico na dúvida se essa história de fato trata de violência ou não.

Anônimo disse...

Camila Bezerra, se não me engano tem um tumblr chamado 50 shades of abuse que mostra as partes problemáticas do livro. A protagonista inclusive é estuprada.

E sim, o relacionamento do Christian Grey com a Ana é abusivo porque ele é possessivo (um bom indício para saber se seu parceiro será abusivo é justamente a possessividade), ele a cerceia e a limita. Isso é sim um relacionamento abusivo e este livro glamoriza isso - intencionalmente ou não.

É como eu vi numa imagem no tumblr: Os abrigos de proteção para vítimas de violência doméstica estão cheios de mulheres que encontraram ''Christian Greys".

Anônimo disse...

BVDSM é modismo assim como o feminismo

Arnold Sincero disse...

50 Tons de Cinsa são meu livro favorito.

Kittsu disse...

"As condições degradantes de trabalho da indústria pornográfica são um problema muito grande que deve ser combatido.
Só que nesse caso o problema é a forma como a pornografia foi produzida e não o produto em si."

Esse raciocínio é incrivelmente problemático.
Uma blusa não pode ser opressora, certo? certo.
Escravizar é errado, opressor, e castiga com severidade mulheres e crianças em fábricas têxteis. Escravizar e oprimir é errado, certo? certo.
Mas se você SABE que marca X utiliza mão-de-obra escrava, cabe realmente o raciocínio de que "essa BLUSA não me oprime, logo, é ok eu consumir isso" ?
Essas pessoas que escravizam, oprimem e maltratam pessoas devem ser recompensadas porquê o PRODUTO FINAL não é opressor? Este produto final realmente é 100% desvinculado da forma como é produzido e deve ser encarado como tal? até que ponto?

Anônimo disse...

É mesmo, anon das 15:35, feminismo é tão modismo que só dura há... o quê, mais de 50 anos? E todo mundo que um dia aderiu já esqueceu né, ninguém luta mais por seus direitos. A Marcha das Vadias não existe, é manipulação da mídia contra os valores da tradição, propriedade e família. E quem disse esse absurdo que BDSM sempre existiu? Que coisa, sujaram o nome do Marquês de Sade à toa, sadismo não existia na época dele, ele devia era meter um processo nesse povo que usou o nome dele como sinônimo de ter prazer em causar dor (seja sexual ou não)! Que absurdo usarem o nome de um inocente carinha de 1800 como sinônimo pra algo que não existia, que só virou modinha em pleno século XXI! Processo!

Cientistas, aprovem rápido o transplante de células-tronco no cérebro porque pode ser a última esperança de alguns indivíduos. Sério.

E Arnold, claro que 50 tons é seu livro favorito. É a fantasia mascu tornada em literatura. Só não digo que esse livro surgiu de uma conspiração mascuzal pra alienar as mulheres do mundo porque sei que vocês não são inteligentes o suficiente pra isso.

Anônimo disse...

Isso! vamos apoiar a glamourização e erotização da violência e depois reclamar da "cultura do estupro"!!

Enquanto o resto do mundo vejo mulheres protestandpo contrta esta bosta de livro,aqui agente tenta achar "pontos positivos" e tratar essa merda machista como "uma questão de gosto/opinião".è assim que vamos erradicar a violência contra mulher????


"BDSM é paixão. Quem não curte, não curte e pronto. Mas quem curte, não consegue ficar longe. Eu adoro desde que li "A História de O" pela primeira vez aos 18 anos. De lá pra cá, eu leio qualquer ficção cuja temática envolva BDSM."

Não me surpreenderei se um dia estupro for legalizado...nós mulheres merecemos viol~encia machista.

Deóis ficam dando piti quando são chamads de malucas e hipócritas!

Anônimo disse...

Efeito 'sem tons de pobre'.

Mari disse...

Kittsu, acho que você não entendeu o que eu quis dizer.

Eu falei que "Se o filme, as fotos, o livro ou as ilustrações que eu estiver usando para o meu prazer tiverem sido produzidas respeitando aqueles envolvidos na cadeia de produção e se eu, como consumidora, tiver consciência de que aquilo é uma ficção e não necessariamente um manual de conduta sexual, a pornografia é ótima."

Estou dizendo que é ok gostar de pornografia, desde que na elaboração do produto ninguém tenha sido prejudicado.

Obviamente não é nem um pouco ok assistir pornografia em que os atores ou atrizes tenham sido de alguma forma prejudicados durante a produção do filme.

Também não estou dizendo que se não me oprime está tudo bem. Se não oprime os atores e atrizes, mas o conteúdo do vídeo é ofensivo de alguma forma, pode e deve ser criticado. Mas se, ciente das críticas e das contradições eu escolher assistir mesmo assim, não vejo problema. Gostar de algo não me impede de criticar.

Agora, o ponto principal do meu argumento é que se a pornografia é feita respeitando a integridade física, emocional, direitos trabalhistas e tudo o mais dos profissionais envolvidos, ela é uma forma de entretenimento como qualquer outra.

Beatriz Correa disse...

Gente, tem um perfil do twitter aproveitando o lançamento do filme de 50 tons pra fazer uma releitura do livro com comentários, inicialmente apenas pra mostrar os furos (nos quesitos BDSM e pornografia) que o livro tem. Mas agora está sendo mostrado pra alertar sobre os perigos da relação abusiva que o tal do Christian faz a Anastasia passar. Certas partes me deram embrulho no estômago, e muitas - MUITAS!!! - são triggering, por isso cuidado ao lerem os livros.
Procurem pela hashtag #livetweet50tons para saberem mais

Anônimo disse...

Pra mim isso é doentio,gostar de apanhar e de bater nos outros,ela gosta de levar na cara mas ao mesmo tempo fica surpresa pq ninguém no ônibus ligou???
Bem incoerente e esse argumento de "mente fechada" cansa,todo mundo é obrigados a concordar com tudo senão é moralista e mente fechada.
Quem gosta que continue mas não tem como achar isso legal.

Anônimo disse...

"Agora, o ponto principal do meu argumento é que se a pornografia é feita respeitando a integridade física, emocional, direitos trabalhistas e tudo o mais dos profissionais envolvidos, ela é uma forma de entretenimento como qualquer outra."
Mari,
Jura que você acredita nisso?
Caramba…sem palavras.

Anônimo disse...

Traduzindo o troll de 16:44: "Mimimimimi, essas mulheres gostam de BDSM depois reclamam que queremos legalizar o estupro, gosta de apanhar na cama e fica reclamando se batemos nelas todo dia, eu quero usar e agredir mulheres à vontade mas não posso porque mimimimimi".

E veja-se o Epic Fail que o cara deu, pra tornar tudo ainda mais tragicômico:

Primeiro, é : "Não me surpreenderei se um dia estupro for legalizado...nós mulheres merecemos viol~encia machista.". Nenhuma mulher diz que merece a violência machista. Nem mesmo as validadoras, que dizem que as outras merecem a violência machista. Risível.

Aí então vem o "Deóis ficam dando piti quando são chamads de malucas e hipócritas!" Já admitiu que não é mulher. Acabou com o próprio disfarce, tal qual um personagem imbecil de comédias imbecis. E ainda comete um erro gramatical depois do outro no melhor "Mascu's (Wrong) Way of Wiriting" e quer que xs leitorxs acreditem que é mulher. Que dó...

Cadê os implantes de células-tronco no cérebro? Se bem que isso aí pode já não ter mais jeito.

Anônimo disse...

Não acredito que tem mulher defendendo pornografia kkkk
até a pornografia femele friendly que era pra ser voltada pra mulher na verdade é feita pelo que os homens acham que as mulheres gostam, a pornografia em si 99,9% é problemática.
Tem um movimento faça amor e não porno feito por uma das atrizes que diz que nunca viu gravarem uma cena onde prazer feminino fosse valorizado então me poupe, parece discurso de esquerdomacho

Kittsu disse...

Aí, sim, eu concordo.
Nessa linha, eu diria que as "produções independentes"(rsrs), feitas de forma espontânea entre as partes sem o envolvimento de uma indústria como pano de fundo, seriam bem mais garantidas nesse ponto.
Agora outro ponto curioso: Esses videos espontâneos são visto com maus olhos, ao passo que as produções "industriais" são vistas com desinteresse pela sociedade. Não raro, a mesma pessoa espuma de ódio e repulsa por um e se delicia com outro. Talvez tenha a ver com o fato de que o primeiro humaniza o sexo e o traz para o cotidiano, enquanto o segundo idealiza e joga pro campo das fantasias impossíveis. E nossa sociedade hipócrita talvez ainda só aceite o sexo como algo pasteurizado, mecanizado e feito em estúdio BEM LÁ LONGE, e não algo humano, natural e normal que sua filha, vizinha, irmã pode estar fazendo na casa de alguém que você conhece. Talvez não aceite realmente a própria sexualidade.

Anônimo disse...

Obviamente não é nem um pouco ok assistir pornografia em que os atores ou atrizes tenham sido de alguma forma prejudicados durante a produção do film

atrizes pornos tem que costurar o cú saem sangrando, são surradas, sufocadas,( não é minha mente fechada não ELAS que dizem)

voces acham que prostutuição é glamour porno é glamour que aquelas mulheres estão amando ser penetradas fortemente em todos os buracos gente acorda! quase ninguém gosta disso isso machuca.
FEMINISTAS TOMEM SIMANCOL PELOAMOR

D Stoffel disse...

Tem que ver até que ponto o bdsm é normal e até que ponto é violência o e pode ser que na vida real haja homens submissos.
mas a indústria sempre vai por a mulher nessa posiçao é só colocar bdsm em qqr site pornográfico vão ver que o dominado é esmagadoramente mulher, e agora esse filme, é muita heteronormatividade pra mim.

Anônimo disse...

bater na rua não pode mas bater na cama pode. o que é que a cama tem de diferente só porque é sexo?? agora sexo é liberado tudo, e bater cuspir e na rua não.

Anônimo disse...

Sabe o que é isso é a falácia da libertação sexual feminina!
foi a mesma coisa do sexo anal, campanha sexo anal derruba o capital, mulher que faz é livre, tudo como pano de fundo junto da indústria porno e dos machistas e a mulher ser mais uma vez a presa na cama, enquanto homem ainda paga pra dar a bundinha escondidos por aí, pq homem dar a bunda é feio isso é coisa de mulher e gay ¬¬
agora vem esse bdsm mulheres libertem-se aceite bdsm é legal mulheres liberais fazem isso.
isso é falsa libertação sexual das mulheres. esse tipo de filme já existe as pencas nos filmes pornos não é nada de novo só colocaram como bonitinho pras bobocas.
Apanhar de macho agora é sofisticado é sexy, se duvidar quem não aceitar agora vai ser puritana

Anônimo disse...

quem quiser ler esse artigo a falácia da libertação sexual feminina e outras formas de dominação é ótimo artigo.

http://www.catarticos.com.br/doce/liberacao-sexual-vs-novas-formas-de-dominacao/

Julia disse...

Não me conformo que existe gente que gosta de apanhar/sentir dor.

Anônimo disse...

Anônima das 16:29 O feminismo é modismo sim. Qualquer pirralha de 15 anos fala que é feminista hoje em dia. Mal sabem as feministas que o próprio feminismo foi um efeito colateral do homem assim que ele fez avançar a sociedade capitalista, científica e tecnológica. Feministas petistas abortistas são burras mesmo, meu Deus.

Julia disse...

Feministas americanas propuseram boicote ao filme 50 tons de cinza e doação do valor do ingresso a abrigos de mulheres vítimas de violência doméstica.

Eu não li o livro e também não vou ver o filme.

Eli disse...

E quem gost de ssistir/ler BDSM/pornografia homem-homem tá livre de críticas? Afinal não tem mulher sendo submissa...

Falando sério, sempre que surge um produto que seja para mulheres surgem críticas. Eu quero dizer, qntos filmes existem q não sejam machistas? Mas ninguém dá um A, mas agora qndo tem mulher comprando daí a gente vai botar a boca no trombone.

Tire toda a parte de BDSM, querendo ou não essa é a ideia de romântico q nos é jogado garganta abaixo. Homem possessivo q diz q nos ama? Romântico. Acho q mais do q criticar as pessoas q consomem esse tipo de produto é criticar o meio em q ele é produzido.

Aliás, acho q eu deveria mudar meus planos de vida e me tornar uma domme. Já pensou q legal pisar em homens com meu salto 15 enquanto eu dou boas gargalhadas?

Anônimo disse...

Anon das 19:41 "Feministas petistas abortistas"? "...feminismo foi um efeito colateral do homem..."? Mascu querendo posar de libertário e tentando jogar essa lorota de que foram os homens brancos héteros bonzinhos que deram às mulheres os direitos que ela tem hoje. KKKKKKKKKKKKKKKKKK!! Ai, você é tão patético... além de arruinar o próprio disfarce no mesmo comentário em que tentou usá-lo, ainda se afunda mais na lama sem eu precisar dizer uma palavra. Obrigada por fazer meu trabalho por mim. Adoro desmoralizar mascus e mostrar o quanto eles são babacas, mas você fez isso sozinho.

Julia disse...

Tá achando ruim que as pirralhas de 15 anos são feministas? Chora mais, a próxima geração vai ser TODA feminista.

Acho BDSM uma bosta mas adora ver um macho sofrendo. Sou domme?

Julia disse...

*adoro


:D

Anônimo disse...

Eu possuo vários argumentos que confirmam que foram os homens que deram origem ao Feminismo. E as feministas? NENHUM. Só vão dar pití e falar que não foram os homens. Feministas são patéticas.

Kittsu disse...

Mas foram os homens que causaram o feminismo, sim! Até hoje eles é que mantêm o feminismo em voga. Afinal, se não fossem tão babacas e escrotos, não precisaríamos do feminismo. Viveríamos todos pacificamente, em pé de igualdade, tendo nossas conquistas e contribuições históricas reconhecidas tanto quanto as de homens.
Mas aí esses abestalhados vêm ser escrotos, e aí precisamos de um movimento para garantir nosso espaço.
E AÍ voltamos àquela questão lá em cima de conquistas e contribuições históricas sendo reconhecidas ou negadas: tem babaca que nega o protagonismo feminino até em um movimento de mulheres e para mulheres, baseado no que alguns outros babacas afirmaram - e que por serem homens, têm garantida a legitimidade de seus escritos e opiniões, por mais babacas e escrotos que fossem.

Vá chupar um limão, uma ferida com pus ou um pé cheio de frieira, coleguinha... vou te contar, viu.

Raven Deschain disse...

Cadê esses argumentos?

Ah pera, esquece a pergunta. Não posso ofender mascus burros que comentam asnices. É grosseiro.

Roxy Carmichael disse...

Uma coisa é uma coisa: filme/livro que recupera o mito do principe encantado em versão bdsm.

Outra coisa é outra coisa: individuos que conscientemente resolvem investir em práticas não convencionais, seguindo códigos explícitos ou implicitos.

E eu particularmente acho que bdsm não tem absolutamente nada a ver com violencia domestica. Mas manipulação emocional tem a ver. E talvez, só talvez já que eu não li o livro,essa autora faz uma tremenda confusão entre manipulação e bdsm.

Não vejo muito a galera que pratica alardeando por aí que o resto do mundo é careta, moralista, hipocrita, coxinha, abestado etc.

Mas vejo a galera que não pratica "nao conseguindo entender como alguem faz isso" e preocupadissimo com a possibilidade dessas praticas serem apropriadas pelo discurso hegemonico com roupagem de libertario e convertendo a todas as pessoas que nao praticam em alvo de criticas.

Qual é a diferença dessa inversão pra inversão delirante proposta por aqueles que juram que vivem numa ditadura gay feminazi em que uma pratica totalmente desviante (da pratica hegemonica) é alçada ao posto de regra geral oprimimdo aqueles que nao curtem?

A industria porno tá cheia de problemas e devemos combatê-los assim com a industria do cine não adulto também tá cheia de problemas e devemos combatê-los tb. no primeiro as mulheres não são protagonistas no prazer. no segundo as mulheres nao sao protagonistas da propria vida, nao possuem sequer um nome proprio. Nos dois casos sao acessorios de luxo dos homens, estao presas a estereotipos redutores. Nos dois casos isso é super naturalizado. Eu sou pela desconstrução desses mecanismos nas duas industrias, nao pela extinção.

Anônimo disse...

"Troca total de poder -- É um tipo de D/s que muitos praticantes de BDSM não acreditam existir. É uma relação onde o submisso entrega tudo para o dominador, e não tem mais vontades. Tudo é controlado, desde a hora de acordar, ir ao banheiro e comer até que roupas usar, onde trabalhar, com quem conversar."

Qualquer pessoa que já trabalhou em certas multinacionais sabe exatamente o que é isso.

Anônimo disse...

Roxy, seu comentário foi incrível. Fiquei assustada com tanto preconceito no pior sentido. Ninguém está dizendo que todas as mulheres têm que praticar BDSM, mas chamar de doente, dizer que é o patriarcado que lhe força a isso são coisas bem diferentes. O que um casal ou mais praticam na intimidade consensualmente é problema deles.
Eu adoro quando meu parceiro derruba pingos de vela nas minhas costas durante a penetração, para mim a mistura de dor e prazer gera orgasmos explosivos. Óbvio que não estou dizendo que as pessoas devam fazer ou que são caretas ou recalcadas, mas eu adoro. E acho que tenho todo o direito de gozar esse prazer. E a ideia foi minha, ele na verdade resistiu bastante, antes que digam que ele está usando o poder do patriarcado.
Mariana

Feminista? disse...

Sou masoquista, defensora do feminismo e de acordo com vcs não deveria fazer sexo nem ter prazer pois isto ofende as suas moralidades. Obrigado por me julgarem

Raven Deschain disse...

2302 hahaha mais pura verdade!

Anônimo disse...

Chora mais que tah pouco. Nao consegue mais pegar as "novinhas" de 15 anos usando usando labia, lamenta que elas nao sejam mais facilmente manipulaveis. Morro de pena, mas nem ligo. E continue chorando, porque as coisas so vao piorar para fracassados como vc.

Anônimo disse...

N façam drama,quem é que vai impedir alguém de praticar isso? Só com a nossa mera opinião deixarão de ser masoquistas?Como é que estamos obrigando vcs a pararem? kkkk
É bem ao contrário,quem não acha normal é preconceituoso,moralista,mente fechada,vi isso no outro post de BDSM,acham que por sermos feministas deveríamos aceitar qualquer coisa como normal,moderno.
Eu não vou achar isso legal nunca e nem quem gosta vai mudar de ideia,então,menos drama.
E eu acho no mínimo estranho,sentir prazer na dor e na humilhação dos outros.
E é muito incoerente dizer que luta contra exploração sexual da mulher e ser a favor da prostituição e de filmes pornôs onde as mulheres são tratadas como lixo.
Brutalizadas,enforcadas,sufocadas,n estão nem aí se a mulher vai sentir dor,nem as lésbicas escapam,sufocando outras mulheres sentando na cara delas,enfiando o braço lá dentro,bizarro demais.

Anônimo disse...

é interessante antes de tudo perceber como as pessoas, a maioria pelo menos, estão sempre prontas pra criticar antes de tudo.

é uma opção, é uma escolha, é um prazer. é ridiculo questionar ou criticar como o outro deve usar o proprio corpo, ou deixar que o usem. Eu mesma, aos 25 anos de idade estou aprendendo a curtir a sensação que uma mordida traz, sendo bem simples no meu exemplo pq obvio que vai muito além disso.

Acho bacana que as pessoas sintam-se livres pra realizar suas fantasias e falar abertamente sobre isso, não é crime, pelo contrário, crime é não falar.

Pessoas sempre prontas pra criticar são uma pena.

Anônimo disse...

Essas pessoas sao doentes.
ponto final.

donadio disse...

"Nenhuma pornografia (mesmo a pornografia não-mainstream) será empoderadora para as mulheres enquanto houver o patriarcado. A indústria do sexo, é toda voltada para os desejos masculinos."

É verdade.

Pela mesma lógica, também nenhuma repressão à indústria pornográfica será empoderadora para as mulheres enquanto houver o patriarcado. A repressão sexual é sempre voltada para a supressão dos desejos femininos.

Por que, naturalmente, o problema é o patriarcado, não a pornografia.

Marcelo Teider Lopes disse...

Não gosto dessa divisão binária, ou você é 100% a favor ou 100% contra alguma coisa. Acho que dá para gostar de BDSM e mesmo assim problematizar várias coisas do meio. Dá pra gostar de pornografia e criticar a indústria pornográfica. Dá pra gostar de jogos eletrônicos e debater sobre o machismo dentro da indústria e o que pode ser feito para melhorar. Dá pra ter interesse em poliamoria e estudar como fazer para manter a igualdade entre homens e mulheres nas relações.

donadio disse...

"Eu possuo vários argumentos que confirmam que foram os homens que deram origem ao Feminismo."

Pena que todos os que não são falsos são idiotas...

B. disse...

"parece discurso de esquerdomacho"

PIOR que parece mesmo!

bando de hipocritas disse...

alguem fala mal sobre os gays, levantam milhares em sua defesa. o que está correto.

já a masoquista é antinatural, está errada, nunca irei aceitar, abominação

hipocrisia vemos aqui

B. disse...

"voces acham que prostutuição é glamour porno é glamour que aquelas mulheres estão amando ser penetradas fortemente em todos os buracos gente acorda! quase ninguém gosta disso isso machuca.
FEMINISTAS TOMEM SIMANCOL PELOAMOR"

Calma, anon. Existem MUITAS feministas que pensam exatamente como você, que veem com horror os bastidores da indústria pornô. Eu, por exemplo, sou feminista e assim como você, odeio a glamourização do pornô e da prostituição (exemplo, aquela Monique que deu entrevista pra cá)

Anônimo disse...

eu achei que as coisas que fossem CONSENSUAIS por ambas as partes, ou todos os seus participantes, estivessem valendo sem sofrer com o julgamento alheio.
Violência sexual, estupro, abuso e assédio são coisas que acontecem quando alguém não consente com o ato, quando é forçado.
Pelo que entendi, no mundo do BDSM as pessoas fazem porque querem, porque curtem e gostam daquilo.
Quem somos nós para julgar algo CONSENTIDO?

Gente, não vamos perder o foco da causa!!!!

Pepper.

Anônimo disse...

é interessante antes de tudo perceber como as pessoas, a maioria pelo menos, estão sempre prontas pra criticar antes de tudo.

Interessante é ver que feministas criticam Deus e o mundo mas não podem ser criticadas.E são tão frescas e não aguentam criticas,que o simples fato de alguém não aplaudir suas crenças é tido como cagar regra,como se realmente estivessem sendo proibidas de fazer alguma coisa.
Quem gosta disso,ótimo.Quem não gosta tem direito de achar o que quiser.


Anônimo disse...

Não curto BDSM como um todo. Mais a parte do SM, mas eu entendo quem curte.
Quem tá de mimimi, pq é estupro e mimimi dominação da mulher, a meu ver, é por causa de pré-conceito mesmo.
Uma das maiores taras que eu tenho é a de ser amarrada na cama e ter o cara desfrutando de cada centímetro do meu corpo enquanto eu morro de prazer.
E eu tenho essa mesma tara em fazer isso com uma menina, pq simplesmente adoro essa visão... Infelizmente nunca tive a oportunidade de experimentar essas coisas com meus parceiros. Fora menage, ninguém curtia coisas que não fossem "baunilha".
E uma coisa é fazer isso por prazer e outra beeeem diferente é estar num relacionamento abusivo com um cara como o do livro (que eu não li, não pretendo ler, não assisti o filme e nem vou assistir).
Uma coisa é você fazer isso entre quatro paredes e outra é levar para a vida pessoal/pública (ser impedidx de ter contato com amigos/família, ser proibidx de trabalhar/estudar). Para mim esse é o limiar do abuso.
Fazer isso em casa, usar chicote, vela, venda, sufocamento, bater, morder, na sua casa, na sua intimidade, massa.
Agora, a galera ver uma pessoa (homem, mulher, criança) apanhando num ônibus e fingir que não viu é, realmente, um absurdo.
Existe uma grande diferença da pessoa gostar de BDSM e ser vítima de um psicopata de quem dependa financeira e emocionalmente.
Pelo que eu entenda do BDSM ninguém força ninguém e é tara de ambos. Por isso tem safeword, por isso existem cuidados tomados. Algo que, pelas críticas que vi a 50 tons, o cara não segue.
E parece que a menina não entra nisso de comum acordo com ele, mas sim pq está apaixonada pelo cara e não quer perdê-lo... isso configura abuso pra mim...
Pra mim, praticante de BDSM tem que ser uma pessoa emocionalmente muuuito forte emocionalmente, aí ela tem poder sobre suas escolhas. Aí ela tem voz para usar safewords quando precisar. Aí ela tem verdadeira autonomia de vontade...
Enfim...
Minha opinião.
V. (por motivos óbvios, não vou me identificar aqui)

Anônimo disse...


Gostaria de tratar alguns pontos:

a) Feminismo não é modismo, é um movimento cultural e social sério, que deu as mulheres direitos e abriu caminhos, mas os mascus sempre tentam diminuir.

b) Acredito que na hora do sexo, vale tudo desde que o homem e a mulher gostem e sintam prazer, já li depoimentos de mulheres submissas no sadomasoquismo, mas com uma visão bem feminista da vida. Mas ressalto homem não pode obrigar uma mulher a realizar aquilo que não lhe dar prazer.

c) Enquanto ao livro cinquenta tons de cinza, afirmo que na minha opinião, é um livro ridículo, não passei do capítulo 3, a personagem Ana é uma mulher passiva que precisa de um homem que diga a ela até que ela deve comer, o personagem masculino central é um stalker, tudo bem machista

Anônimo disse...

Olha, eu acho que tem algumas coisas do feminismo que eh modismo sim, vide o Femem. Tem uma galera se envolvendo com o movimento sem entenderem direito o que eh, soh porque eh idealista.

Sobre o 50 Tons de Cinza, eh complicado porque apesar dele mostrar uma relacao abusiva, o livro foi um sucesso. Tenho amigas que ja compraram o ingresso pro filme ha um mes. Entao, sera que as mulheres sao tao feministas assim? Sera que a grande maioria nao da a minima pra toda a conversa feminista?

B. disse...

"Entao, sera que as mulheres sao tao feministas assim? Sera que a grande maioria nao da a minima pra toda a conversa feminista?"

Às vezes acho que a grande maioria das mulheres é machista e/ou conservadora...dá até um desânimo, mas é o que eu acho.

Bruxinha disse...

Anonimo de 10 de fevereiro de 2015 13:01 supercurti a dica do filme. Tks

Roxy Carmichael disse...

Oi Mariana,
acho que você não entendeu a crítica que fiz no meu comentário. Recomendo que releia, caso ainda tenha alguma dúvida pode me perguntar que eu respondo numa boa. Talvez você tenha lido rápido, por isso, interpretou o oposto do que eu disse.
Um abraço.

Anônimo disse...


Se o feminismo fosse algo tão fora de moda, os mascus não viriam aqui para tentar nos diminuir e nos convencer que estamos erradas.

b) Vou contar um caso que vi de perto, meu cunhado tinha um amigo que era um machista imbecil, que chifrava a esposa, ela voltou a estudar e passou em um concurso e deixou o imbecil, ele vivia falando que mulher não deve estudar, a educação nos liberta, esta é uma meta feminista

Anônimo disse...

Eu não tenho nada contra quem curte essas paradas, acho ateh interessante.

O problema do livro eh q ele eh ruim mesmo. Parece que foi escrito para adolescentes. Não consegui terminar de ler.

Társio disse...

Então sobre sexo BDSM. O que me parece tão peculiar nesse "estilo", é que é metódico demais. Vc tem que aprender várias coisas para praticar propriamente. Vc tem que ser mt fiel ao papel.

Acho que é mta pressão.

Tem algumas coisas que despertam a minha curiosidade, mas eu não consigo fazer um papel na cama por mt tempo. Precisa ser mt sério e eficiente.

Uma vez uma garota pediu para eu amarrá-la e foi um fracasso. Eu me atrapalhei todo e ela teve que amarrar a si mesma. hahaha

***

Agora, quanto ao tapa no ônibus.

Poxa, confesso, acho que eu não teria coragem de fazer nada tb inicialmente. Ficaria observando para ver se a coisa iria além do tapa antes de intervir. (mas é sempre difícil supor o que a gente faria).

Essas situações não são fáceis, pq vc se intromete achando que tá ajudando em alguma coisa, mas às vezes até piora a situação. Na hora o cara pode parar e a mulher dizer que tá tudo bem, e quando chegarem em casa ele bater mais ainda na mulher, culpando-a por alguém tê-la defendido. :/

De qualquer forma, A., acho que vc não deveria fazer mais isso. É injusto com as pessoas. Se alguém criasse coragem (pq é um ato de coragem e poucos de nós humanos temos coragem) e fosse falar contigo para ver pq tinham te dado tapa, essa pessoa se sentiria enganada e talvez nunca mais ajudasse ninguém.

Anônimo disse...

Oi Roxy,
Eu me expressei mal. Eu não quis dizer que o seu comentário foi preconceituoso, eu estava me referindo a outros comentários. Mas relendo o que escrevi vi que dei essa impressão.

Concordo com o que você falou, também não vejo praticantes dizendo que todo mundo tem que fazer ou achar normal BDSM, até porque é uma prática privada, e que não tem nada a ver com abuso na vida real. E acredito que muitos comentaristas estão fazendo essa confusão.

Se eu não quero fazer algo, não significa que os praticantes são doentes ou loucos, pode ser apenas que eles curtam algo diferente.

Mariana

Kittsu disse...

"Uma vez uma garota pediu para eu amarrá-la e foi um fracasso. Eu me atrapalhei todo e ela teve que amarrar a si mesma. hahaha" HAHAHAHAHAHA
Essa e o "Ei, feminista, bondage é uma delícia! Seu recalque bate na minha luva de látex e volta." até agora foram os melhores deste post até agora.



"Tenho amigas que ja compraram o ingresso pro filme ha um mes. Entao, sera que as mulheres sao tao feministas assim? Sera que a grande maioria nao da a minima pra toda a conversa feminista?"
Ora... Todo mundo é a favor de um modo de vida saudável, mas quantas pessoas abrem mão de mcdonalds e passar o dia lagarteando na frente da tv/computador? Muitos hábitos e ações simplesmente não passaram por uma crítica sincera por parte dessas pessoas e são tidas como naturais. A crítica só vem com a problematização, com a exposição daquelas nuances que nem sempre estão visíveis de imediato, como o pano de fundo e as razões culturais e psicológicas que podem levar à aceitação ou rejeição de coisa X. Não é que quem consome isso seja malvadão que quer ver a mulherada toda ir se foder (no mau sentido). Normalmente simplesmente essas pessoas simplesmente nunca pensaram nisso, antes, ou rejeitaram por se sentirem confortaveis ao ignorar esses pontos incômodos.

Roxy Carmichael disse...

Eita Mariana, foi mal, reli o seu, e entendi que desde o principio estávamos concordando.

Sempre que aparece um tema assim mais espinhoso aqui, é essa luta.

Seja elogiar do Nelson Rodrigues, dar voz ao estuprador arrependido, enfim, poliamorismo, enfim.

Cada um tem a sua opinião, claro. E eu tenho a minha, que é, o sexo pode ter algo de libertário, algo de reacionário, algo de padronizado, pode ter algo de cumplicidade, de segurança, mas também algo de mistério, de sombrio e de perverso. Acho complicado querer pôr o sexo numa caixinha. Eu acho que a única regra que cabe é o consentimento.

E olha, certa vez eu li que nos anos 70 muitas feministas de certa forma se associaram a certos setores bem conservadores da sociedade numa cruzada contra a pornografia. Eu, como disse anteriormente, sou totalmente a favor questionar e desconstruir a pornografia, de criar outras imagens, outros discursos, e até, outros desejos. E nem acho errado que dois setores aparentemente díspares possam se unir em torno a um objetivo comum. Mas acho interessante sim investigar mais sobre esse diálogo entre uma visão de mundo ultraconservadora e uma visão de mundo supostamente emancipatória.
Porque as vezes nós feministas nos consideramos radicalmente diferentes dessas pessoas conservadoras (o que não significa que nos sentimos obrigadas a adotar qualquer prática contra a nossa vontade), mas muitas vezes, o que se nota é uma patente aproximação! E se aproximar do discurso conservador não é não curtir qualquer prática que seja, isso, você todo o direito, é uma verve censora, reducionista, estereotipada, intolerante, hostil, proto fascista que salta nessas horas.

Poxa pera aí: eu posso não gostar de apanhar, de ser mordida CONSENSUALMENTE, mas daí a chamar de doente, ou daí a entrar nessa histeria de que daqui a pouco todo mundo vai ser obrigado a apanhar e ser mordido é um pouco demais. Menos, bem menos.

Emancipação, Empoderamento, Autonomia não tem nada a ver com estar sempre numa posição ativa, agressiva, combativa, estar sempre por cima literalmente.

Pra mim, comparar violência doméstica com bdsm é um disparate comparável a dizer que feminista não pode dar de quatro porque é uma posição submissa.

Escolha! Se uma pessoa se diz feminista, supõe-se que ela é a favor da escolha, não importa que essa escolha implique em algo que fere o bom gosto, os bons costumes, a lógica, a normalidade, ou seja lá o que for o padrão "feminista" de qualidade.

Anônimo disse...

Acho que o assunto assusta e gera tanto pré-conceito porque muita gente já sofreu qualquer tipo de violência. Ou presenciou.

Anônimo disse...

Estou besta com todas essas pessoas dizendo que é absurdo falar sobre BDSM porque senão daqui a pouco quem não curte vai ser obrigado a praticar. Parece que aqueles idiotas do "Mimimi, ditadura gay" resolveram invadir o blog. Alôôoou, pessoas, se os próprios praticantes de BDSM procuram parceiros que concordem e gostem da prática, pra não obrigar nem constranger ninguém a fazer o que não querem (abusador é outra coisa BEM diferente), o que faz vocês paranoicos pensarem que eles vão sair por aí obrigando todo mundo a gostar e fazer? Tirem a cabeça de dentro do bueiro e usem, povo. Ela não serve só pra separar as orelhas, sabiam?

Raven Deschain disse...

Eu tenho uma curiosidade legítima: e se alguém bdsm se apaixona por alguém baunilha, mas assim baunilhão mesmo, como rola?

bdsmer feminista disse...

Bem Raven, se isto acontece há algumas possibilidades, contar o que gosta, tentar explicar, convencer, ou desistir da pessoa. não existe formula mágica, se para uma das partes o bdsm é muito importante e para a outra parte ele não é viavel, obviamente há um discrepancia de interesses.

Em alguns casos a pessoa pode pedir para manter relações paralelas, ou seja o baunilha e o bdsm separados com pessoas diferentes, mas é raro.

É mais comum que a pessoa acabe explorando o bdsm com outras pessoas sem avisar a primeira, num caso classico de traição, mas aí a culpa não é do bdsm e sim da incompatibilidade (poderia acontecer com qq outra discrepancia de interesses)

Carol F. disse...

Se eu estivesse no ônibus e no começo você estivesse rindo, acharia que era uma brincadeira consentida. Provavelmente você não fez uma cara de horror ou chorou quando ele deu um tapa, não é? Não acho que deva ter parecido uma situação real de agressão.

raquel disse...

Oi, Lola!
Ontem postei um comentário fazendo uma crítica ao homem que iniciou a A. no BDSm, pois, pelos relatos dela, esse profissional da saúde se aproveitou de informações privilegiadas obtidas em um contexto estritamente profissional de uma jovem depressiva e que acabara de sofrer aborto espontâneo do feto fruto de um estupro. Lá fiz uma crítica ao modo, que considero desonesto, anti-ético e opornista que ele usou para se aproximar, ganhar confiança, e assim iniciar a A. no BDSM. Vi que meu comentário não foi publicado e fiquei curiosa para saber, se possível, porque não foi publicado. :)

Joane Farias Nogueira disse...

Anônimo10 de fevereiro de 2015 12:09 so rocar no ponto g nao define melhor posicao sexual, pq grelo ta ai p isso.
Por cima é qse sempre melhor q td.

Joane Farias Nogueira disse...

B.10 de fevereiro de 2015 12:26 se a gentr nao sabe diferenciar fantaeia sexual de violencia domestica , entao, tem um problema c a gente, nao c eles.

Joane Farias Nogueira disse...

Feminista sovietica comunista tb nao tem q ter i phone, pelo visto? Pessimo exemplo. Nao compare piada de estupro c algo feto consensualmente.

Anônimo disse...

Absurdo é dizer que ninguém pode achar isso estranho,escroto,se a pessoa não achar super legal ser masoquista,ela é preconceituosa.
Não é,tá bem claro que só faz quem quer mas isso não deixa a coisa toda menos bizarra.
Ainda tem coisa pior,tem gente que gosta de perfurar a pele das costas com ganchos e depois serem suspensas no ar,pq adoram sentir dor.Muito doido.

Rosanna Andrade disse...

raquel

seu comentario esta publicado no post anterior, sobre o bolao do oscar

acho q vc pode ter se enganado na hora de digitar o comentario... ou deu algum bug no blogger, n sei

raquel disse...

Oi, Rosana, obrigada pela informação. Sem querer acabei postando o comentário no outro post...rsss.
Bom, vou postá-lo novamente aqui para que não se perca da discussão principal. :)

raquel disse...

Parte 1:
Oi, A.A,
Li seu relato neste post e nos anteriores linkados no texto. Achei bem esclarecedor quanto as relações/jogos BDSM e gostei muito da reflexão de porque as pessoas são indiferentes em casos de violência real entre casais, mas se mostram bastante interessadas na violência simulada em jogos sexuais. Acredito que essas regras SSC: São, Saudável e Consciente são tão universais deveriam ser ensinadas e reforçadas para todas as pessoas, em qualquer tipo de relação, seja sexual, profissional, conjugal, de amizade, etc. O que de fato me incomoda no BDSM não é o desejo em si que a pessoa tem (de sentir dor, de simular uma situação humilhante, etc), mas sim o processo de formação desse desejo. Entender o processo de formação do nosso desejo nos ajuda a dimensionar o quão livre ou o quão viciado foi o nosso consentimento em dadas situações. E, como sabemos, o consentimento é uma das questões mais caras ao feminismo e à qualquer corrente de pensamento que prime pela liberdade e dignidade humana.
Pelo que li nos seus posts e nas repostas que você foi dando a eles, sua iniciação no BDSM ocorreu aos 18 e quem lhe introduziu nessa prática foi o profissional de saúde que lhe atendeu no hospital em um momento de extrema vulnerabilidade física, psíquica e emocional: você havia sido estuprada (e pelo que entendi, esse alguém que lhe estuprou foi um chefe no emprego, mas que antes de te estuprar, passou semanas te perturbando), e você também enfrentava um quadro depressivo em razão do fim do seu namoro. Não entendi bem se o estupro e o fim do namoro foram concomitantes, mas de toda forma, me parece que esses dois fatos contribuíram muito para você estar em uma situação de isolamento e muita vulnerabilidade física e emocional. E, diante desse quadro visível de vulnerabilidade o profissional da saúde que lhe atendeu no hospital ganhou sua confiança e passou o telefone particular para que você entrasse em contato com ele para conversar/desabafar. Para começar, é anti-ético buscar qualquer relação de intimidade com pacientes fora do ambiente hospitalar ou fora do consultório médico.
Tente imaginar as coisas de um outro ângulo que não o seu próprio. Imagine que fosse sua filha ou sua irmã que estivessem em uma situação de vulnerabilidade como a que você estava (estupro e depressão, somado isso a todas as angústias e inseguranças próprias da adolescência), em um ambiente hospitalar e o profissional que atendeu sua irmã ou filha nessa situação deu abertura e incentivou que esta jovem viesse a se relacionar com ele. O que você iria achar se sua filha/irmã adolescente começasse a se confidenciar e se relacionar com o profissional de saúde que a atendeu em plena fragilidade? Pelo que entendi, hoje você tem cerca de 30 anos. Tente lembrar como era frágil sua cabeça aos 17, 18, muito diferente do que é hoje. Será que hoje, com a cabeça de uma mulher mais segura si, será que aquele mesmo “profissional” da saúde, lhe atenderia de modo tão solícito? Será que passaria para você o celular dele? Como você reagiria, com a cabeça de hoje, se um profissional da saúde, depois de lhe prestar um atendimento por estupro, lhe passasse o número de celular dele? Com minha cabeça de hoje, eu acharia muito estranho. Mais estranho ainda se ele fizesse isso com minha filha adolescente. Mas penso que se eu fosse adolescente, ainda mais numa situação de desamparo e vulnerabilidade, talvez eu iria me sentir protegida e acolhida. O fato de você ter dito que já o “conhecia”, só piora a situação dele.
Para mim fica claro que ele te viu, logo de início como uma “aprendiz”, alguém a ser iniciada. E que aprendiz perfeita! Fragilizada, entregue, e....maior de idade! Que posição privilegiada esse “profissional” da saúde tem, hein. Quer lugar melhor que um hospital para encontrar pessoas fragilizadas e dispostas a encontrar uma salvação, uma cura para sua dor, qualquer que seja ela?



raquel disse...

Parte 2:

O controle que você experimentou de início a mim pareceu um simulacro. Foi esse profissional da saúde sem escrúpulos de se aproximar de uma jovem estuprada e depressiva que esteve no controle na maior parte do tempo. Ele te conduziu do jeito que ele quis, mesmo que você argumente que ele esperou o seu tempo. Esse é um dos modos de agir dos abusadores. Veja, por exemplo, como um porco pedófilo age: ele primeiro ganha a confiança da criança/adolescente, mostra que é um cara legal, se interessa pelo mundinho da criança/adolescente, e aos poucos vai fazendo carícias na criança (“respeitando” o tempo dela), vai dizendo que é legal o que estão fazendo, e bla bla bla. Lá pelas tantas o pedófilo diz que não violentou a criança, que foi consensual, que os dois sentiram prazer. Mas e aí? Não é uma relação totalmente assimétrica, em que uma das partes está vulnerável, não tem suporte emocional para lidar com os fatos nem com suas consequências e a outra está plenamente consciente do que está fazendo, e o faz por se aproveitar de uma relação de confiança previamente estabelecida para estes fins?
Quantas garotas mais o tal “profissional da saúde” iniciou no BDSM? Como foi que ele teve acesso a elas? Foi no hospital também? Você é especial, ou é, de fato, só mais uma na listinha de iniciadas desse ‘profissional’ da saúde?
Repito, A.A., não estou questionando aqui o BDSM em si, e nem a posição que você adota nele, mas sim o modo desonesto, desleal, inescrupuloso como o seu iniciador se aproximou de você e se aproveitou de sua vulnerabilidade para introduzi-la nesse tipo de jogo sexual. O status profissional dele permitiu que ele tivesse um acesso privilegiado a você e a informações sobre você que de outro modo ele não teria. É isso que não podemos admitir. Vou fazer outra analogia: digamos que, depressiva e depois de sofrer um estupro, você começa a ir num psicólogo, que também é um profissional da saúde, e passa a lhe relatar suas angústias e aflições. Digamos ainda que esse psicólogo, se aproveitando das informações que você passa a ele num contexto estritamente profissional, começa a conduzir as conversas para um outro rumo e lhe dá abertura para procurá-lo fora do consultório. Você o procura, vocês se beijam, e ele vai lhe introduzindo aos poucos em um tipo de relação tal como a BDSM. E aí, foi honesto? Com o tempo, você não se sentiria usada e abusada?
Ao que me pareceu, dado seus relatos, seu consentimento, que num primeiro momento foi livre, no fundo foi manipulado e dirigido pelo tal “profissional” da saúde. Coloquei profissional entre aspas porque alguém que usa do status e da imagem que a profissão lhe confere para ganhar confiança de jovens em situação de vulnerabilidade para iniciá-los em qualquer jogo sexual que seja, não pode, com seriedade, ser chamado de profissional.

Anônimo disse...

Anon das 22:45 você pode pensar o que quiser do BDSM. Sério, você pode. Ninguém aqui quer dizer o que você deve ou não achar disso. Mas é de bom tom e gentil não chegar pra um adepto do BDSM e dizer que ele é um estranho, escroto, ou que o que ele faz é bizarrice. Ah, e também teria sido muito educado da sua parte ter evitado esse comentário grosseiro num post onde com certeza há praticantes de BDSM lendo. Dá pra se discordar de alguma coisa e dizer que não acha legal sem ofender as pessoas.

Raven Deschain disse...

Obrigada Bdsmer. Realmente, incompatibilidade sexual is a bitch.

Anônimo disse...

Ninguém aqui quer dizer o que você deve ou não achar disso


KKKKKKKKK Tive que rir,acho que tem gente aqui que se faz de cego, como vc,está escrito aqui que quem não gosta,acha estranho, é preconceituoso,mente fechada,não foi capaz de entender nada e ninguém quer dizer o que o outro deve pensar?
Querem respeito desrespeitando os outros.

Raven Deschain disse...

Gostei, e muito desse texto aqui, sobre o livro, pra quem ainda tinha dúvidas.

http://divando.pop.com.br/por-que-50-tons-de-cinza-retrata-praticas-sexuais-bdsm-de-forma-errada/

Anônimo disse...

Um ponto que achei estranho nesse post: A. tomar como exemplo de BDSM o livro (agora cinematografado) 50 tons . Pq li MUITOS artigos de praticantes criticando essa produção *enquanto representação* de RELAÇÕES BDSM.

Bastante interessantes (para mim) os dados do post.

Sobre os comentários, puxa! Que alívio não haverem tomado o espaço as "lib"BFfems - mais acurado definir como umbigo classe média intelectualizada "fems". Para este grupo, às raias do endeusamento do individualismo metodológico, basta o indivíduo dizer que faz X coisa (sexual) por livre e espontânea vontade, que tá tudo certo, e não há mais nada a dizer sobre isso. Condicionantes sociais, culturais, psicológicos, estruturais? Nahhh. Estrutura social? Nahhh. Papéis e status sociais? Besteira. Hierarquias de gênero? Só nas outras áreas, aqui não.

(Disputa política, não cassação de carteirinhas - até porque tais grupos têm muito mais capital econômico e social em comparação aos demais grupos feministas - é BEM mais provável cassarem a minha carteirinha por eu não compartilhar dessa visão de umbigo classe média intelectualizada. O que é comum, aliás).

Poha, tantos anos (e continuam) pra que fossem reconhecidas certas questões (consideradas antes dos anos 60 "femininas" demais, portanto indignas da ciência - só podia na literatura) como objeto de estudo científico legítimo (Ciências Sociais& Humanas, amores), e agora vem uma horda levantando a plaquinha "proibido"? VTNC.

Evidente que não se trata de condenar as pessoas praticantes de BDSM em si.
Tão evidente quanto, é a necessidade urgente de estudar e analisar tal fenômeno social (necessariamente dentro do contexto do patriarcado e da sociedade capitalista).
E MAIS urgente ainda se faz reconhecer a apropriação de elementos descontextualizados, das práticas BDSM, distorcê-los (isso, dis-tor-cer: exemplificado no comentário acima, em livraria - indústria cultural - zilhares de exemplares destacadíssimos com mulheres sub/M ou "correlato", e, num canto escondido, livro com mulher dom/S/top/whatever. Exemplo basicão), em favor da reprodução das hierarquias de gênero (sem contar as práticas sociais criminosas SOCIALMENTE relacionadas, com todo apoio - legal ou não - das corporações, é claro), cada vez mais financiada pela indústria do "entretenimento".

Thata

Anônimo disse...

E... nunca vi círculos com tantos feministOs quanto entre os acima citados (libumbigoXxx).

Quanto ao tapa (!!!) no ônibus, concordo com comentário de Tarsio.
Acrescento: dá pra encontrar outras formas de testar a curiosidade pública quanto a bdsm, ao "livro" etc., SEM confundir as pessoas quanto à violência contra mulheres E quanto à tomada de atitude na presença de um homem agredindo uma mulher. O contexto todo já fode (no mau e pior sentido) as mulheres... Pelamor né!

Thata

Anônimo disse...

"Feminismo" dando espaço pra mais glamourização, naturalização e banalização da violência patriarcal de sempre SOBRE as mulheres. BDSM é sobre violência, é sobre hierarquia, é sobre opressão do mais forte sobre o mais fraco, é sobre a ideologia sobre a qual o patriarcado se sustenta.
BDSM é sobre a cultura do estupro. Mulheres sendo humilhadas, torturadas, estupradas e tudo isso escondido pela palavrinha de segurança, pelo que é combinado antes... Eu li num blog de um praticante de BDSM que sendo ele o dominador, não existia isso de palavra de segurança e era ele quem impunha os limites. E tb um texto de uma praticante submissa, onde ela denunciava que em muitas cenas BDSM aconteciam estupros e outras formas não autorizadas de violencia, justamente porque essas palavras e combinações eram ignoradas. Eu queria ver uma análise realmente feministas sobre os significados que a pornografia, a prostituição e o bdsm tem na propagação e manutenção da ideologia patriarcal e não um texto fazendo apologia a essa prática.

Anônimo disse...

Vejam:
AS MENTIRAS DO SADOMASOQUISMO http://hysterocracya.blogspot.com.br/2007/11/mentira-do-sadomasoquismo.html

Why are Women Devouring Fifty Shades of Grey? http://www.counterpunch.org/2012/07/27/why-are-women-devouring-fifty-shades-of-grey/

Marcelo Teider Lopes disse...

para Anônimo de 19:42,

isso acontece fora do BDSM também. Vivemos numa sociedade machista, é claro que o machismo vai entrar em toda sub-cultura. A culpa não é do BDSM.

Claro que tem muito homem que se aproveita. Claro que tem que ser feito algo a respeito. Mas demonizar o BDSM não ajuda muito.

Rosanna Andrade disse...

Já ouvi falar sim de dominadores que ignoram a palavra de segurança e praticantes que dizem que isso eh coisa de iniciante no BDSM. Mas até aí esse pessoal é rechaçado dentro da comunidade pelos demais membros.

Acaba sendo uma disputa política dentro do grupo (analogia com os diversos feminismos, talvez?): quem é representante de verdade e quem está deturpando?

A culpa é da prática em si ou de maus membros? A culpa é da prática ou da mídia que prefere enfocar as mulheres em posição submissa?

Essas análises se sustentam quando se considera a variedade de arranjos, a existência de homens submissos e/ou switchers (e não é uma parcela irrisória), sem contar os arranjos não heternormativos?

No mais, eu concordo com a Thata que não é simplesmente pra chutar o balde e dizer que tudo relacionado a sexo é escolha. Temos que levar em conta sim o contexto patriarcal e capitalista na construção desses desejos e subjetividades. O problema é que eu não encontro nada que nào caia na polarização simplista "do somos todos livres / bdsm é machismo e acabou".

Anônimo disse...

Não dá pra falar melhor que o Marcelo, a Rosana e a Roxy. Sou feminista e curto BDSM (mais na posição de submissa que de dominadora) e não acho nem um pouco incongruente. E pra ambos os lados da discussão, como o anom das 08:53 falou, dá pra discordar de alguma coisa e ao mesmo tempo ser gentil. Não é porque não curte BDSM que é reaça nem porque curte que é machista ou escroto. Usem o espaço pra discutir, refletir e rever opiniões: por que eu acho masoquismo bizarrice? Ou por que eu sou masoquista? Creio que num blog que sempre defende as minorias e problematiza como o discurso libertador é distorcido pra parecer "opressão" nas mídias maiores, todos sabemos que apontar dedos e fazer caça as bruxas não funciona.

Anônimo disse...

feministcurrent.com/5618/its-not-about-you-beyond-kink-shaming/

Anônimo disse...

Ai, ai... bom, anon das 13:17, de todos escrevendo aqui você não pode reclamar de falta de respeito. Como eu já mencionei, você chamou praticantes de BDSM de escrotos, estranhos, disse que o que eles fazem é bizarrice, e agora está caradepaumente cobrando respeito porque no seu mundinho você pode ofender mas os outros tem que lhe dedicar todo o respeito. Qual é, você pode dizer que eles são bizzaros e escrotos mas eles não podem te dizer que você é mente fechada e preconceituoso? Se não sabe brincar não desce pro play fofo, fica parecendo que o que você quer é uma justificativa pra xingar os adeptos do BDSM. Tipo, ei, disseram que seu mente fechada e preconceituoso porque não acho normal, vou aproveitar pra xingá-los sem perder a moral.

Bom, eu também não tenho prazer em causar ou sentir dor, mas não xinguei ninguém aqui. Não chamei ninguém de escroto, nem de estranho, muito menos chamei BDSM de bizarrice. E aqui nos comentários tem muita gente que não acha ok dizendo justamente isso, que não concorda nem gosta, mas não estão xingando todo mundo. Viu como é possível não concordar sem ser babaca?

P.S. Ah, e classificar alguma coisa como ruim, errada ou bizarra sem ao menos procurar saber o que significa é mesmo preconceito, viu? Se a carapuça serve...

Anônimo disse...

Não é só mulheres que gostam de levar tapão durante o sexo não. participo do mundo BDSM como masoquista já há dez anos e não me sinto menos homem por causa disso. E minha atual namorada não se sente menos mulher por gostar de me lascar a porrada.

E outra coisa, CTdC é um filme que tem tudo, menos BDSM de verdade. Cristian Grey é um babaca que quer controlar totalmente a vontade de uma mulher e anular o seu poder de escolha. Isso não é negado a qualquer pessoa em BDSM de verdade.

Anônimo disse...

Não saquei a da "experiencia". Pelo que entendi a menina estava rindo, e as pancadas era leves incapazes de efetivamente machucar. As pessoas do ônibus deveriam ficar chocadas exatamente com o que? Simplesmente respeitaram a privacidade do casal. Não dá para supor que agiriam da mesma forma caso ela estivesse - ainda que como parte de um jogo consensual - gritando por ajuda ou pedindo para parar.

Cansei de encarar casais por alguns minutos cujas as "brincadeiras" em público pareciam demasiadamente desagradaveis para mim. Só que nem todo mundo é igual a gente e convém respeitar a privacidade alheia antes de sair por aí querendo ditar o que é certo e o que errado.

Vocês ja devem ter trombado com casais fingindo que brigam na rua... Quando um dos dois tem que ir embora e o outro nao deixa... Faço questão de fazer contato visual com a mulher, de me aproximar, e se for o caso de perguntar se está tudo bem. Mas nao posso sair por ai impondo o meu conceito de comportamento publico quando se está namorando. tenho que respeitar o outro até o limite da violencia. e nao vi como na "experiencia" esse limite poderia ter sido ultrapassado.

second-waver disse...

BDSM é CULTURA DE ESTUPRO. Ao que me parece a própria fã de BDSM pôde perceber como essa prática nada mais é que um reflexo da cultura de violência. Vá estudar feminismo e entender a própria opressão antes de vir fazer guest-post em blog feminista.

A.A disse...

Bom, não vou rebater comentários, nem ia comentar pra falar a verdade, por que estou sem tempo. Eu sinto prazer na dor, tenho orgasmos assim, mas somente com quem eu quero.

Esclarecendo algumas coisas: Eu me identificava como submissa, hoje sei por que me sentia tão deslocada nessa designação, não sou submissa, sou masoquista e só.
É isso mesmo, gosto de dor. Não necessariamente de apanhar, não necessariamente de homem, e não preciso obedecer ordens pra isso... Posso inclusive "mandar" alguém me causar dor.

Ponto 2: Raquel... Eu já era masoquista antes de ser estuprada e sabia disso, um dos motivos que fez com que eu me sentisse mais culpada.
eu não contei no hospital sobre o estupro. O profissional de saúde que acabou por me mostrar que meus desejos eram normais, e que me apresentou o BDSM era amigo de um primo. Cidade pequena, sabe como é. Se foi certo ou errado, bonito ou feio, não sei.
Só sei que tenho relacionamentos com homens hoje e uma sexualidade resolvida, ativa e prazerosa por que tive alguém que me deu suporte.
Sim eu gozo com sexo baunilha e eu tenho relações sem ser BDSM.
Exploro cada centímetro que tenho pra explorar da minha sexualidade.
Vou aprender massagem tântrica, faço pompoarismo, já fui em swing, tenho N fantasias que quero realizar.
Acho que o fato de me sentir livre é muito importante...

Anônimo disse...

"Did any of the controversy in liberal feminist media around 50 Shades of Grey seem hypocritical to any of the mods here? Don't get me wrong, the relationship in the book (and I assume film but didnt see it) was disgustingly abusive, but a lot of lib fems I saw were arguing about how its really dangerous to portray that relationship because men were going to copy the film... but suggest that a prolonged exposure to violent porn could make men copy that violence? No way! they cry. That's 'shaming'"

►Oh my goodness gracious yes. If I had a dollar for every time I heard a liberal feminist say “50 Shades of Grey? More like 50 shades of abuse! But it’s not real BDSM. Real BDSM is cool with me, it’s all about ~consent~” I would be the richest woman on earth. What is even more infuriating is the amount of liberal feminists who act like the real injustice with regards to 50 Shades is the “false stigma” it is enforcing around BDSM. They don’t want to talk about the glorification of abuse in the book, but rather how it’s just so awful that 50 Shades is making “BDSM look bad.” They will defend porn and BDSM until the cows come home, but refuse to see the connection when they are condemning the men who rape and murder women in direct response to pornography and BDSM (especially the two in conjunction).
The reality is that 50 Shades is a pretty accurate representation of BDSM. I was coerced into BDSM when I was in an abusive relationship, and I was instructed by this man to spend a particular amount of time each day on FetLife.com. For those of you who don’t know, FetLife is a popular BDSM networking/social media site. Not only was I experiencing the abuse inherent to BDSM in my physical relationship, but I was observing it in other’s relationships/fantasies. It is so infuriating to me when people say that 50 Shades isn’t reflective of real BDSM, that real BDSM is safe and consensual etc because it truly is not. The vast majority of relationship dynamics on that website were as followed: 40+ year old man who referred to himself as daddy paired with a (maybe?) 18 year old girl who was, of course, the “daughter” or sometimes “slave.” There were no “female doms” as is so often used in the liberal feminist pro-BDSM arguments (“but what about female doms?!), there were no “healthy” dynamics. It was primarily heterosexual men who wanted to fetishize rape, pedophilia and incest and got off on publishing photos of their sick fetishes to share with others. That was literally 99% of the website. Mind you, this is a very popular website amongst kinksters. The same people making the pro-BDSM arguments know exactly how truly and genuinely fucked up their “community” is. They are intimately aware that the vast majority of BDSM is comprised of men who fetishize sexual violence against women and pedophilia. Do not let them tell you otherwise. You know it is a lie and so do they.

http://nowaronwomenyousay.tumblr.com/post/112040043947/did-any-of-the-controversy-in-liberal-feminist#notes

lola aronovich disse...

Interessante isso, anon. Por que vc não traduz pro português e manda pra mim, por favor?