quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

GUEST POST: 50 TONS DE CINZA, O FILME - A EXPERIÊNCIA

Ainda não vi Cinquenta Tons de Cinza e, pra falar a verdade, não sei se tenho muita vontade de ver. 
Fiz uma leitura dinâmica do livro quase três anos atrás porque uma jornalista pediu minha opinião. O romance de E. L. James é incrivelmente mal escrito, e suponho que qualquer transposição para as telas já melhore a obra. Não acho o livro necessariamente machista, já que ele trata de uma relação consensual de BDSM
O filme foi lançado no
Valentine's Day com a
tag "Perca o controle"
Mas me preocupa que um sujeito escroto como Christian Grey vire símbolo sexual e modelo de príncipe encantado para muitas mulheres. O que o Grey tem de bom? Ele é bonito e rico. Fim das qualidades (se bem que é uma qualidade a mais que as de Ana).
Assim que soube que a minha querida Patty Kirsche (que tem um blog e já colaborou com excelentes guest posts aqui) viu o filme, implorei um texto pra ela. Ei-lo aqui (aceito também guest posts de gente que odiou o filme e o considera péssimo pras mulheres):

Eu fiz mestrado em Estudos Culturais, sendo que trabalho na linha de Crítica da Cultura. Em minha dissertação de mestrado, eu analisei a sexualidade feminina na figura de vampiras e usei como objeto principal de análise a série The Vampire Diaries. Eu foco principalmente em questões de gênero, sexualidade e corpo. Trabalho sempre com mídia de massa porque não acredito que seja possível classificar cultura como "baixa" ou "alta". Comentei com a Lola que havia visto e gostado do filme Cinquenta tons de Cinza, e ela me pediu para escrever uma resenha. Então fiz uma rápida análise de algumas questões envolvendo a obra.
Tentativa 1 -- 12/02/2015 -- 15h50 -- sozinha
Dia de estreia, sessão estressantemente lotada. Experiência horrível. Perdi várias partes do filme. 
 § Ouvi um rapaz na fila dizer que "a Ana é a piranha do Christian".
 § Uma mulher me chamou de vaca porque pedi pra não conversar durante o filme.   
 § Teve gente rindo ao ver os pelos púbicos da Dakota Johnson.
 § Durante a primeira cena no playroom, quando Ana demonstra sentir prazer com a chicotada, uma moça disse: "Que vagabunda, está gostando".
 § Teve gente rindo na cena em que o Christian cheira a calcinha da Ana. 
Tentativa 2 -- 15/02/2015 -- 13h00 -- acompanhada por meu amigo Hiago
Sessão com poucas pessoas, todas educadas. Consegui ver o filme inteiro sem problemas. 
Veredito:  
Eu gostei do filme. Achei muito rápido; muita informação foi cortada. Imagino que quem não leu os livros vai ter dificuldade de entender algumas coisas. Também achei que as cenas de sexo deveriam ter sido mais explícitas e detalhadas, mas sei que os estúdios trabalham muito para reduzir a classificação indicativa de filmes a fim de maximizar os lucros. Não vejo isso de forma positiva, entretanto. Aqui no Brasil o filme foi classificado para 16 anos, e BDSM é conteúdo adulto. Não é questão de moralismo, só acho que é preciso maturidade para lidar com o desafio psicológico que BDSM envolve
O filme foi muito bem feito, com cenas grandiosas. O BDSM é apresentado como algo misterioso, cuja revelação é objeto de suspense, mas não como algo pecaminoso. Assistimos a Ana descobrindo sua sexualidade de forma bonita, como sujeito de seu próprio corpo, e não como objeto. E isso foi visivelmente deliberado, porque em várias cenas há elementos que a colocam no controle da situação; como no momento em que eles negociam o contrato ou quando Christian vai amarrá-la com a gravata e pergunta se é isso que ela quer.     
A atuação de Dakota Johnson foi incrível; ela é uma excelente atriz. Engraçada nos momentos cômicos, e com olhos que se enchem de lágrimas nas cenas dramáticas, ela trouxe muita expressividade para o longa. 
Jamie Dornan também foi bem, mas não tanto quanto ela. E confesso que sinto um certo prazer nisso, porque durante as filmagens ouvi muito que Dakota, com apenas 24 anos, não "aparentava" ter os 21 da personagem. Mas Jamie, com 32, não foi em nenhum momento questionado sobre interpretar um homem de 27.
Sam Taylor-Johnson, diretora
Eu tinha boas expectativas com relação ao trabalho de Sam Taylor-Johnson, a diretora do longa, pois ela descreveu erotismo com muita sensibilidade no curta Love You More (2007). E, de qualquer forma, fiquei feliz por ter uma diretora fazendo o trabalho porque imaginei que isso reduziria o "male gaze" nas cenas de nudez. Fiquei um pouco decepcionada porque, como uma amiga minha pontuou, o corpo da Dakota aparece muito mais que o corpo do Jamie.     
Agora, quanto à história... Tudo bem, os livros são mal escritos e cheios de clichês (deusa interior brigando com subconsciente, clichê do príncipe encantado, etc.). Mas nada que atinge milhões de pessoas é simplesmente desprezível. Por alguma razão, o conteúdo permite uma identificação muito fácil. E uma vez que virou filme, boa parte dos problemas da narrativa foram eliminados.
Eu vejo como um "guilty pleasure"; um produto cultural palatável com uma história que a gente sabe que vai ter final feliz, mas consome pelo entretenimento. Como é uma história erótica, não deixa de ser um exercício de sexualidade, e eu acredito profundamente que isso é saudável. A sexualidade das mulheres é muito reprimida.
E sobre as acusações de que a história descreve violência doméstica, eu vejo que são sempre justificadas por trechos descontextualizados do livro. O que é preciso lembrar é que se trata de uma relação BDSM. Christian propõe uma tentativa, e Ana aceita. Ele não a força, inclusive dá duas palavras de segurança para ela. A questão é que as atitudes de Christian fazem sentido dentro de um D/S (dominação e submissão). 
Nem sempre o D/S se restringe ao playroom. Inclusive ele já havia sido submisso de uma mulher quando começou a praticar BDSM, logo ele não segue a linha goreana.
(Goreana é a linha de BDSM baseada na série de livros ruins sobre o planeta Gor de autoria de John Norman. Nesse planeta mulheres, quando não são da realeza, são escravas, conhecidas como kajiras. As praticantes dessa linha não têm direito a ter limites nem palavras de segurança.)
Ana gosta do playroom, mas não consegue se entrosar com a dominação fora dele. No entanto, ela acaba encerrando a relação, e Christian a deixa ir embora. Ele respeita o desejo dela. E depois, quando volta a procurá-la, ele pergunta se ela não gostava de nada fetichista, e ela admite que gostava.    
Eu não vejo Christian como um homem misógino. Em nenhum momento do livro ele trata mulheres como inferiores. Ele tem alguns momentos de privilégio masculino que eu acho profundamente irritantes, mas também acho que é um pouco irreal imaginar um homem que não tenha nenhum defeito. Eu não entendo por que Christian Grey não pode cometer erros. Ele erra e paga caro por seus erros ao longo da história; ao meu ver isso faz parte dos conflitos narrativos. 
Mas é interessante ninguém mencionar que ele é um homem generoso, que paga faculdade e tratamento médico para suas ex-subs, além de remunerar muito bem seus funcionários e funcionárias. Ele é um homem com dificuldade de demonstrar afeto, que acaba se sentindo mais seguro abrindo a carteira.  
As tais "trevas" das quais Ana tanto quer afastar Christian não estão no BDSM, tanto que eles continuam praticando até o fim da história. Acontece que ele é um homem atormentado, com dificuldade de se comunicar, que não sabe se relacionar de forma que não seja BDSM. Como ele não aceita ser tocado em algumas partes do corpo (afefobia) devido a traumas de infância, o BDSM se mostrou uma alternativa para ele conseguir viver sua sexualidade.
E ainda há críticas sobre o BDSM praticado no livro. Bom, eu vi Christian dando à Ana a chance de pesquisar a respeito, tirar dúvidas com ele, estabelecer os limites que desejasse. Após a cena de spanking ele provê aftercare, quando ela diz a palavra de segurança, ele cessa a atividade imediatamente. Sendo bem sincera, Christian é um dominador bem fofo. Ele beija na boca, se preocupa com o prazer da parceira, é gentil na primeira vez da Ana...    
Mas, de qualquer forma, 50 tons é um livro de ficção, e não um manual de BDSM. Nunca vi todas essas críticas contra A História de O, uma história com rapeplay e sem aftercare na qual não vemos a protagonista consentir. Mas como é um clássico da literatura erótica, é meio que uma bíblia para a comunidade BDSM. 
Mas independente do livro (ou do filme) ser "ruim", a verdade é que eu nunca vi uma bosta que agrada público masculino receber o ódio que 50 tons tem recebido. 
A gente pode pegar qualquer filme babaca; Velozes e Furiosos, por exemplo. Um bando de homens (e umas duas mulheres) dirigindo feito loucos e algumas partes de corpos femininos aparecendo de vez em quando para enfeitar as corridas. O ator bonitão até morreu ironicamente de acidente de carro, o que poderia trazer luz à questão dos riscos da velocidade, mas eu nunca soube de um movimento de rejeição à franquia. 
É claro que existe uma questão de gênero aí. E esse fenômeno de rejeição a produtos que agradam mulheres é conhecido pela indústria cinematográfica, e é por isso que se evita fazer filmes para mulheres, infelizmente. Nunca vi tanto homem torcendo o nariz para cenas de sexo. É só dizer que mulheres gostaram de um produto erótico para que homens o rejeitem. Parece para mim que 50 Tons virou algo como um judas -- muita gente nem sabe por que está malhando, mas continua só pelo prazer de destruir.

136 comentários:

Samantha disse...

Eu li os dois primeiros livros desta trilogia. E, preciso dizer: discordo bastante do Guest Post no tocante a misoginia/machismo de Christian Grey.

Christian entra no BDSM para, pelo que eu entendi, ter a chance de punir mulheres que lhe lembravam sua mãe. Não foi apenas para desenvolver sua sexualidade, mas sim para punir uma mulher por não ter sido a mãe que ele queria. Acho problemática essa trama e isso transparece a misoginia do personagem. Não bastasse isso, associar o BDSM a uma necessidade de punir alguém específico, me parece algo muito contraproducente e muito equivocado.

Quanto ao relacionamento da Anastacia e do Grey, eu não terminei de ler o segundo livro por me sentir ultrajada. O cara não quer que a personagem viaje com o chefe por ciúme e compra a empresa onde ela trabalha para impedir a viagem. E não bastasse isso, o chefe da personagem tenta estuprá-la, dizendo nas entrelinhas, portanto, que Grey estava certo em cercear sua liberdade desta forma.

Tem outras coisas grotescas como ele obrigar ela a aceitar seguranças para vigiá-la, OBRIGÁ-LA a tomar anticoncepcional mesmo contra sua vontade para que ele não precise usar camisinha, não respeitar nem discutir com a moça sobre o relacionamento BDSM ou respeitar sua vida pessoal... afinal ele decide quando ela vai ver a exposição do amigo e o tempo que vai ficar lá.

50 tons é um livro terrível de um relacionamento abusivo disfarçado de romance.

Shaytan disse...

Muito boa sua análise do filme. O tanto de mulher "amando" o filme, só reforça o que NA diz, que a mulher tende a gostar de "alphas", destacados e poderosos. Não que eu concorde com tudo o que NA prega. Sou Satanista, acredito que nossa humanidade é fortemente influenciada pelo nosso "lado animal", isto para homens e para mulheres. A mulher tem todo o direito de ter o critério que quiser a respeito de selecionar o parceiro(a) dependendo da opção dela. E aliais, quase todo o homem que critica a "hipergamia" feminina, não tem nada a oferecer a uma mulher, mas quer uma "deusa"...
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Sobre a comparação com o enredo de outros filmes, eu concordo plenamente. Ta infestado de filmes para homens, qual o problema de ter um filme para mulheres?

Bruxinha disse...

Não vi o filme mas concordo com a moça acima após ter lido. Acho que o Grey é um psicótico de marca maior...pior ver amigas suspirando pelo lado protetor dele. Eu diria que ele é um narcisista controlador.


Juliana Dutra disse...

Simplesmente me apaixonei pelo o que vc escreveu, para mim vc está beem certa! Esse livro veio como um modo de nós mulheres dizermos: "Sim! Nós gostamos de prazer, e daí?!" E é claro que os homens machistas odiaram isso, como vc mesmo disse, nunca vi tanto homem virando a cara para cenas de sexo. Para mim isso é uma revolução!
Mas, como eu mesma disse em minha resenha, não é um livro perfeito e é bem chato alguns monólogos auto-menosprezantes da Anna. Se bem que eu fico muito feliz quando no segundo livro os papéis se invertem e é ela que bota ordem na casa! É livro polêmico por causar do assunto abordado e as pessoas nem entendem ele. E tomara que faça os homens verem que as mulheres também tem voz.
Eu acho isso né.
Boa crítica!
www.escritosdeumagarota.com/2015/02/cinquentas-tons-de-cinzas-entenda-o.html

Anônimo disse...

Eu sou daquelas que não viu e não gostou. Onde que uma história sobre uma mulher inexperiente que se envolve com um cara rico e bonito - mas com um lado sombrio que ela acha que vai mudar, salvando-o - tem alguma coisa de revolucionário. De fato, roteiro muito parecido ao 9 semanas e meia. E a dúvida que não quer calar é: se ele fosse pobretão será que ela gostaria de tomar umas lambadas. Acho que é só mais uma comédia romântica com cenas de sexo. 1000 x ninfomaníaca.

Anônimo disse...

No livro ha uma cláusula do contrato que ela tem aceitar ser penetrada no anus pelo punho do tal Gray. Quem proporia isso a uma virgem, ou a uma mulher que, no mínimo, se respeite. Essa ecritora é uma mal comida com minhoca na cabeça. Eu li o livro, que era da minha filha, porque achei que era forte de sexo como se dizia tanto e os tantos tons de cinza se referisse, também a como o Gray adquiriu sua fortuna. Não era nem uma coisa nem outra. Oh livro besta!

PS. Eu só li o primeiro.

Anônimo disse...

O guest post tem foco no filme, não no livro. Porque tem mais gente falando do livro do que do filme? A autora mesma deixou clara as diferenças entre os dois, e que o foco do post era o FILME. Faltou interpretação de texto aqui, muita.

Lena disse...

Não nada nem contra nem a favor de BDSM, mas acho muito problemática esse hype de que desejo feminino é ser dominada e subjulgada. Essa franquia influencia garotas que nem começaram a vida sexual e provavelmente já acham que sexo sem dor e humilhação deve ser um tédio por pura influência midiática.

Matheus Monteiro disse...

Uau crítica muito interessante e inteligente, me fez até mesmo rever conceitos na própria trama. Ótimo texto!Uma das coisas que havia notado em "50 tons" era o foco no prazer dela, ainda que tenha sido mesmo estranho praticamente só ela parecer nua (tipo, no sexo ambos têm que se despir, não é?). Muito bom.

Jac disse...

Brilhante o post!

Anônimo disse...

Eu li os três livros, concordo com muitas críticas sobre o comportamento do Christian, mas existem exageros sim, como o explicitado no primeiro comentário, em nenhum momento a autora dá a entender que ele tenha se envolvido com BDSM como uma maneira de descontar a violência que sofreu por causa da mãe em outras mulheres. As pessoas já tendem a ler com um certo preconceito e daí começam os achismos, muitas vezes não passam da metade do primeiro e nem ficam sabendo que, como a autora do texto diz, ele acaba pagando por muito dos atos dele.

Tem exagero sim por trás de todo esse ódio, não tem nada em 50 Tons que não tenha aos montes em outroa romances do gênero, romances de banca etc

Mallagueta Pepper disse...

Quando penso em assistir a esse filme, me bate uma preguiça ad infinitum.

Pra eu conseguir assistir a um filme, é preciso que o trailer prenda minha atenção por pelo menos 30 segundos, o que não foi o caso desse filme aí.

Talvez, algum dia, no futuro, eu resolva assistir. Por enquanto, interesse abaixo de zero.

Ravena disse...

Bom, eu li o livro mas ainda não vi o filme.
Acho que 50 tons tem um fator interessante que é a exploração da sexualidade feminina, que é realmente reprimida.
Uma amiga minha comentou comigo que o mais polêmico foi "descobrir mesmo que mulher também gosta de trepar" e acho que é basicamente isso.
Como a autora comentou, é normal achar que mulher que gosta de sexo é imoral, mas não é homem.
Mas eu também concordo com os comentários, Christian é sim um misógino que cerceia a liberdade da Anastasia, e ela ao invés de dizer não e tentar impor limite saudável, fica cedendo à ele, isso é a definição de um relacionamento abusivo.
Pra mim a história tem fatores bons e ruins, resumindo a coisa toda.

Elen disse...

Tentei ler o primeiro livro e achei uma merda,consegui chegar na metade,isso porque eu pulei várias partes,muito mal escrito,chato e não sei onde há gentileza na hora deles transarem,como ele mesmo disse "eu não faço amor,eu fodo muito forte",algo assim,lindo demais!
Queria entender por que tudo para vocês é machismo,sou mulher e detestei essa história e tem gente falando que todas as mulheres merecem um cara como ele,puta merda!
Virar escrava sexual deve ser bom demais,o cara te dizendo o que comer,qual exercício fazer,o que vestir,a Ana concordou com tudo mas não deixa de ser uma história muito escrota.

Anônimo disse...

O objeto de discussão aqui é o filme. Não o livro.

Raven Deschain disse...

Não posso comentar. Estou devorando o blog da Patty, que é uma maravilha. Volto depois. =D

Anônimo disse...

Se o filme não foi tão ruim quanto o livro parece ser (li vários trechos e achei um saco), a diretora talvez tenha mudado algo. Sumido com a misoginia do cara, apagado o abuso, sei lá, e deixado só a parte em que o casal explora um relacionamento BDSM e mostra que a mulher gosta de transar (ooooh, jura que os homens ainda não sabiam disso? Não é à toa que as mulheres não estão querendo transar com eles). Pra mim faz sentido. Mas não, não vou ver esse filme. Tem coisa muito melhor e de graça por aí nas internetes da vida. Além disso, eu descobri que 50 tons era uma fanfic de Crepúsculo que fez tanto sucesso que a autora trocou os nomes dos personagens e lançou como livro. E como tudo que envolve Crepúsculo me dá urticária, passei longe e continuo dispensando.

Anônimo disse...

De 12 comentários sobre o post 7 são sobre o livro. Gente, o assunto é o filme...

lola aronovich disse...

Verdade, o assunto é o filme. Mas o fórum aqui é aberto até para falar de outros filmes ou livros, se quiserem. E é normal falar do livro quando se trata de uma adaptação. Além do mais, deixa o pessoal que ainda não viu o filme falar do livro (ou comparar um e outro).

Samantha disse...

Eu vou repetir um trecho do meu comentário para a coisa ficar bem clara:

"Christian entra no BDSM para, PELO QUE EU ENTENDI, ter a chance de punir mulheres que lhe lembravam sua mãe."

Sou bem clara quanto a isso: pela minha interpretação, pelo meu entendimento do livro, pela narração e pela minha compreensão, Christian entra no BDSM para punir mulheres que lembravam sua mãe. O livro não é muito claro quanto a isso e tem pessoas que compartilham esta visão, outras que acham que não é bem assim. É uma questão de interpretação.

Com relação ao fato de o post se focar no filme, ele faz várias alusões ao livro tanto para dizer o conteúdo que foi omitido quanto para explicitar que o Grey não é misógino. Não tenho como argumentar apenas me focando no filme (que provavelmente verei quando chegar no The Pirate Bay).

Em tempo: o machismo do Grey, ao menos para mim, é muito mais visível e latente no segundo livro que no primeiro. Tanto que eu cheguei no segundo exatamente porque o primeiro livro não me incomodou tanto.

Cristiane Lima disse...

Os 3 livros são péssimos, sendo que o primeiro foi o menos pior.
Quando ao filme, lamento por ser do cinema americano. Se fosse europeu, as cenas de nudez seriam muito mais completas e as imagens seriam mais impactantes.
Os atores funcionam bem separados: a Dakota tem um timing de comedia enorme, acho que tem futuro; o Jamie é um homem sensual e com cara de psicopata mesmo.
Eles juntos não tem química, parecia que a pobrezinha estava beijando a parede. Não senti paixão tampouco excitação ao ver as cenas. Foi um sexo triste como o mostrado no Ninfomaníaca (salientando que as cenas de sadomasoquismo do Lars Von Trier são muitos mais reais e fortes).
Acho que o principal motivo pelo qual o filme 50 tons mexe tanto com a fantasia das pessoas é o fato de que todo mundo quer ser desejado intensamente pelo seu parceiro.
O Christian deseja a Ana loucamente, faz sexo com ela como seu não houvesse amanhã.
A meu ver todo esse burburinho ao redor do livro e filme é decorrente dessa idéia: desejar e ser desejado de forma intensa.

Anônimo disse...

Eu não consegui terminar de ler o primeiro livro... Eh mto chato!! Credo. Eh escrito de maneira infantil ateh, eu nem sei explicar.

Lendo o guest post eu fiquei com vontade de ver o filme sim, mas soh qnd passar no telecine kkkkk.

Anônimo disse...

"Sim! Nós gostamos de prazer, e daí?!" E é claro que os homens machistas odiaram isso, como vc mesmo disse, nunca vi tanto homem virando a cara para cenas de sexo. Para mim isso é uma revolução!

kkkkk essa é boa,vocês já perderam a noção da realidade,se um homem n gostar de qualquer coisa que feministas achem revolucionário,é pq o cara é machista?
Talvez n tenham gostando simplesmente pq n acham o máximo sofrer e ser humilhado na hora de transar?

Anônimo disse...

Pornografia emocional feminina, Biologicamente, mulheres não se excitam tanto com pornografia visual assim como os homens. Mas isto significa que não exista uma pornografia que mexa com a cabeça delas, ou que elas não se excitem com essa pornografia feminina com a mesma vontade que os homens fazem com a sua pornografia.
Vamos ser diretos. Mulheres se masturbam com palavras. Com historinhas. Historinhas que são contadas em filmes, livros e na tv. Todas essas histórias compartilham temas semelhantes, geralmente apresentando algum machão poderoso e difícil que atrai outras centenas de mulheres, com algum carinha bobão fazendo figuração. A fantasia que as mulheres tem com esses machos alfa são descabidas. Este tipo de homem existem em números muito baixos no mundo real. O que a faz com que este amor impossível fique ainda mais atraente.
Não pense nem por um segundo que a pornografia visual masculina e a pornografia emocional feminina não são comparáveis. Elas tem exatamente o mesmo propósito e função. Homens batem uma vendo o YouPorn e mulheres tocam uma vendo o Edward Cullen ou o dr. McDreamy de Grey’s Anatomy. 50 tons de cinza . Uma única diferença é que a masturbação masculina é muito mais física em sua natureza, geralmente terminando com a ejaculação. Mulheres, tendo a base hormonal que controla a libido mais baixa que a do homem e sem o desejo tão genitalizado, expressam sua masturbação com jornadas mentais melancólicas e emocionais que ocasionalmente culminam em até algum orgasmo por baixo dos lençóis durante a madrugada.
O resultado final de toda essa masturbação para amantes virtuais ideais é o mesmo para homens e mulheres: expectativas muito altas e desapontamento com as alternativas que tem na vida real.

Anônimo disse...

"Sim! Nós gostamos de prazer, e daí?!" E é claro que os homens machistas odiaram isso, como vc mesmo disse, nunca vi tanto homem virando a cara para cenas de sexo. Para mim isso é uma revolução
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Não, eu realmente não gostei da proposta sexual de 50 tons de cinza, sabe porque feminista? PORQUE EU NÃO GOSTO DE BATER EM MULHER, não gosto de tratar minha mante como objeto, mas sim como parceira, gosto de vê-la sentir prazer, gosto de vê-la sentir prazer, em me dar prazer. pouco revolucionário pra você? DANE-SE.

Raven Deschain disse...

Falando sobre o livro (pq não vou gastar 30ão no cinema pra ver isso aí, me julguem, minha resolução é curtir obras boas de mulheres), sinceramente não sei se o Christian é misógino. Sei que o livro é mal escrito. Não passei do segundo capítulo. Plmdds, parece que foi escrito pelo Jonas. Eu li Crepúsculo em uns dois dias (me julguem de novo) e ao contrário do 50 tons, os vampirinhos tem seu charme e a Meyer escreve bem. E a Bella é engraçada (de novo, diferente dos filmes, que porcaria, credo). No 50 tons, ela pegou a mesmíssima história, que já não é grande coisa, colocou bdsm no meio e voilá! Não tem originalidade. Não dá pra curtir.

Não acho que se trate de "obra de mulher". Não é esse meu problema com os livros. Já li muita Danielle Steel pra sair menosprezando "obra de mulher". É pq é literariamente ruim. Vários outros trabalhos já trataram da sexualidade feminina, a Patty sabe bem melhor do que eu e 50 tons só calhou de ser hype, de fazer sucesso. E o filme podia ter uma OSD melhor.

Nossa, muito indignada aqui. Desculpem pelo comentário confuso.

Gigi La Roux disse...

Muito bem dito! Eu particularmente não vi nada nesse filme que justificasse essa perseguição incessante das feministas, desculpem. Eu sou feminista sim e fiz questão de ver o filme porque tanto o trailer como os atores (além da polêmica) despertaram meu interesse, mas coloquei como meta particular só ler textos de feministas sobre a obra depois de ver o filme pra não ter minha opinião influenciada e agora que vi o filme vou ler o que encontrar a respeito, mas sinceramente não vi nada ali que justifique tanto auê, já até vi filmes aclamados ou execrados pela mídia e público bem piores que esse no quesito machismo/misoginia que não despertaram um pio da turma do feminismo. Claro que o filme tem os seus problemas e eu ouso dizer que dificilmente a gente vai conseguir encontrar um filme que não tenha, mas o que vi ali foi uma mulher experimentando sua sexualidade e dizendo basta quando a coisa passou do limite aceitável pra ela, eu provavelmente faria a mesma coisa apesar do universo BDSM não despertar muito meu interesse. Acho normal e natural experimentar algo se esse algo não lhe causa repulsa só de pensar (eu tenho lá meus limites de repulsa pelo pensamento), mas pra mim o que ta pesando mais nessa história toda contra 50 tons é essa resistência de feministas ao quesito submissão da mulher na modalidade do BDSM e isso pra mim é preconceito. Eu jamais seria uma submissa porque não vai com a minha personalidade, não gosto de perder o controle em nada e não me vejo confiando em alguém tanto assim pra me prestar à isso, mas quem sou eu pra apontar um dedo pra modalidade sexual escolhida por uma pessoa adulta e em um ambiente consensual? Cada um no seu quadrado.
No mais eu acho um tanto problemático a Lola basear toda a opinião dela sobre o livro numa leitura dinâmica que fez do mesmo (desculpa Lola). O livro pode ser bem ruim mesmo e eu até acredito que seja pela parte que eu li na época que foi lançado e achei mal escrito, mas não acho que leitura dinâmica permita que se absorva bem os detalhes que fazem com que a gente entenda bem os personagens e suas histórias de qualquer livro.
Eu vou ler os livros agora pra ver se tem uma problemática tão grande assim em relação ao filme, mas pelo menos o filme em si eu já vi que não merece ser o Judas da vez, pelo menos na minha opinião, sinto muito.

Anônimo disse...

Não, anon das 00:15, mulheres não gostam de ser humilhadas e sofrer na hora de transar-motivo pelo qual elas não transam com você. BDSM é algo bem diferente de agir como um idiota na cama, usando a mulher como se ela fosse uma boneca inflável que está ali só pra que você goze, agredi-la física e psicologicamente, deixá-la na mão sem orgasmo e depois ainda sair chamando de vagabunda e vadia porque fez exatamente que você queria, sexo.

Patty Kirsche disse...

Samantha:

O Christian entra no BDSM quando se envolve com uma dominadora que o treina como submisso. Ele passa seis anos usando a coleira dela. Depois que se torna dominador, ele começa a se interessar por ter submissas com as características físicas de sua mãe. Mas ele se envergonha disso.

O lance dele "odiar camisinha" é uma das coisas mais irritantes a respeito dele, só que a Ana também não quer engravidar. Não acho que dê pra gente dizer que ela foi obrigada a tomar pílula. Fora que no final da história isso volta pra mordê-lo, não é um comportamento sem consequências para o personagem. E é meio difícil de explicar isso pra quem não curte BDSM, mas entra um pouco na fantasia também.

Patty Kirsche disse...

Lena:

Não são só mulheres que se submetem no BDSM; existem mulheres dominadoras também. Inclusive o Christian troca com a Ana e vira submisso dela num certo trecho da história.

* disse...

Lola, não vi o filme nem os livros, mas vai aqui uma crítica bem diferente: http://feministcurrent.com/10776/review-watching-50-shades-of-grey-is-torture/

Patty Kirsche disse...

Anônimo 19 de fevereiro de 2015 19:34:

O contrato continha uma enumeração de práticas para que Ana escolhesse quais ela aceitava e quais não aceitava. Nada lhe seria obrigado. E não vejo por que uma pessoa que pratica fist fucking não se respeita.

Mallagueta Pepper disse...

Elen

Queria entender por que tudo para vocês é machismo

Vc mesma respondeu sua pergunta:

tem gente falando que todas as mulheres merecem um cara como ele,puta merda!

Virar escrava sexual deve ser bom demais,o cara te dizendo o que comer,qual exercício fazer,o que vestir

Se isso aí não é machismo, então nã sei mais o que é.

Só uma dica: é graças as "feministas chatas que veem machismo por toda parte" que vc tem algum direito hoje, porque se dependesse só da boa vontade dos homens vc ainda seria cidadã de segunda classe.

Kittsu disse...

Sempre que leio "fist fucking" eu só consigo pensar na tradução como sendo "manitoba".

Patty Kirsche disse...

Raven:

Obrigada pelo elogio. Quanto ao outro comentário, eu não falei que a obra não tem nada de errado. Mas veja bem, eu acompanho constantemente adaptações de livros para o cinema, e TODOS dirigidos ao público feminino são ridicularizados. Você entra na página do trailer no youtube e está cheio de comentário fazendo questão de avisar que aquilo é uma porcaria. E não, isso não acontece com filmes dirigidos ao público masculino.

Eu também gosto de Crepúsculo, e concordo que a Meyer escreve muito bem. A E.L. James escreveu uma fanfic com o que "faltava" lá, digamos, e calhou que funcionou. Mas a questão principal aí (e a razão pela qual eu trabalho com mídia de massa) é por que funcionou.

Como o primeiro livro começa? Ana está em frente ao espelho tentando arrumar um cabelo que não se "comporta" e acaba fazendo um rabo de cavalo porque precisa sair. Ela não gosta de seu cabelo, não se acha bonita, tem baixa autoestima.

O que acontece com a maioria das mulheres na nossa cultura? Aqui no Brasil as escovas progressivas fazem sucesso por quê? É muito fácil se identificar com uma moça que está tendo um "bad hair day", mas vai sair de qualquer forma pra fazer um favor a uma amiga.

Essa é a nossa sociedade. Ensina meninas a serem inseguras e acreditar que só valem pela aparência, e quando elas se identificam com a protagonista de baixa autoestima ainda as ridiculariza. Isso sim é misoginia na sua forma mais perversa.

Anônimo disse...

Carinha das 00:19 deixa eu facilitar as coisas pra você:

MULHER GOSTA DE SEXO!

Pronto, vê? Fácil, rápido, direto ao assunto e não necessita de tratados mascus (huahahauhauahua!) sobre sexualidade feminina (assunto do qual eles não entendem nada, nothing, nadinha, zero) pra se chegar a uma conclusão. Aceita que dói menos, e poupa-nos de ter dor de cabeça lendo tanta... você sabe.

Patty Kirsche disse...

Elen:

"I fuck hard" não tem a semântica de "fodo muito forte". A tradução está bem ruim. Eu colocaria "trepar", porque em inglês mulheres também "fuck". Eu acho que a mulherada curtiu essa fala porque confere um ar selvagem ao personagem. Ele é todo chique e arrumadinho, mas na hora do sexo se transforma. E ele é bem gentil na primeira vez dela sim; vai bem devagar, pergunta se doeu, se preocupa em satisfazê-la...

Patty Kirsche disse...

Obrigada pelos comentários, principalmente pra quem veio me defender =P

Não vou mais poder responder, então vou só explicar mais umas coisinhas que acabei esquecendo de mencionar no texto.

Essa coisa do cara ser sombrio e uma mulher especial conseguir chegar ao lado humano dele é um mega clichê de produtos culturais dirigidos ao público feminino. Isso aparece em "The Vampire Diaries" também. A maioria do público, formado por mulheres adolescentes e jovens adultas, quer que a protagonista Elena fique com o vampiro Damon, que é um assassino estuprador. Estuprador sim, ele pega meninas, suga o sangue delas, faz sexo com elas, e depois apaga a memória. Isso é estupro, mas é apresentado como algo engraçado, o jeitão do Damon. Só que quando ele está com a Elena, vira um homem melhor.

Sabe, o que eu quero dizer é que não adianta demonizar "50 tons". O que aparece ali funciona porque reflete a cultura na qual estamos, e é muito difícil encontrar produtos culturais que não tenham nada de errado. A gente precisa olhar se tem algo de transgressor e progressista também, e "50 tons" tem.

Raven Deschain disse...

Oia Patty. Ah sim. Pensando por esse lado sim. Nem os produtos voltados ao público i fanitl tem tanta rejeição. Conheço marmanjo de 30 anos que diz aos 4 ventos que gosta de Ben 10, mas não admite que assiste Sailor Moon.

B. disse...

Sinceramente, o que tô vendo é algumas pessoas usando termos em inglês pra fazer certas coisas parecerem mais cults...

"manitoba" (rsrsrsr) = "fist fucking"
"rapeplay"= SÉRIO? Sério que tem "termo consolidado" pra teatrinho de estupro? Nossa, que máximo brincar de ser estuprada! "Ah, é só uma brincadeira"...é, agora vai dizer isso pra meninas que foram estupradas!

Olha, eu sou feminista, mas se tem algo que não me desce, é BDSM.

Raven Deschain disse...

É mesmo, anon de 0015 e 0022? Me diz então por que Rape, Tough e Spanking são algumas da categorias mais buscadas em pornô? Só tem graça se não tiver consentimento da mulher?

Patty Kirsche disse...

Eu citei Gor justamente porque é um dos maiores exemplos de produtos culturais inaceitáveis. Eu comecei a ler o primeiro e abandonei. É muito bem escrito, mas o conteúdo é repugnante. E o pior é que o autor é docente duma universidade nos EUA e adora dar declarações misóginas defendendo seus livros, que são profundamente ideológicos.

Ele acredita que mulheres são biologicamente predispostas a serem submissas, e descreve isso de maneira bem crua em sua ficção. A temática em geral envolve uma mulher traiçoeira que fica "boazinha" depois de escravizada.

Mas tem uma coisa legal, os livros dele são vistos como um "peso morto" dentro da academia.

lola aronovich disse...

Nossa, Patty, as coisas que a gente aprende... Nunca tinha ouvido falar nisso de Gor ou Kajira. Esses livros parecem puro trash, a começar pela capa. Calaro que são livros ideológicos!


B., pra ilustrar o post, fui procurar algum link que "explicasse" rapeplay, porque colocar um termo (bastante desconhecido, ainda bem) desses sem link fica estranho. A 1a coisa que apareceu na pesquisa foi de uma vítima de estupro que conseguiu superar alguns traumas através de rapeplay.
Todo esse universo de violência e dor, mesmo que seja consentido e faz de conta, não me atrai nadinha. Eu até consigo imaginar ser vendada ou vendar alguém ou mesmo amarrar as mãos com um lenço de seda -- esse seria o meu limite pra BDSM. BEM baunilha, né?

Anônimo disse...

O universo de violência e dor, mesmo que consentido e controlado, é construído de violência e dor. O gosto por esse tipo de experiência (em qualquer dos papeis) sempre vai se vir de algum trauma ou de superexposição ao tema.

E hierarquia no sexo é coisa mais antiga do mundo, larguem mão de achar que é revolucionário.

B. disse...

Lola, tb sou BEM baunilha que nem você...

Julia disse...

Não li o livro em si (achei muito mal escrito, não consegui), mas estou lendo a análise capítulo por capítulo do blog 50 shades of abuse. É muito didático, a autora do blog identifica com tags coloridas os comportamentos bizarros do Grey: atitudes abusivas, atitudes ilegais (incluindo stalking), "infrações" do BDSM (coisas que os praticantes não fariam). Segue o link: https://50shadesofabuse.wordpress.com/

O relacionamento dos dois é completamente abusivo. O Christian é um abusador. A Ana não tinha condições psicológicas de ter um relacionamento com ele, muito menos de consentir com o BDSM. Ela tem a maturidade emocional de uma abobrinha, parece que vai desmaiar cada vez que o Christian chega perto dela, não tem auto estima nenhuma, enfim... é o tipo de vítima que abusadores escolhem. Achar que é romântico ou aceitável é menosprezar a violência psicológica e até física que muitas mulheres sofrem em relações abusivas.

Patty Kirsche disse...

B.:

Eu não usei termos em inglês por ser "cult". Eu usei por falta de termos equivalentes em português e também porque as práticas são comumente chamadas assim dentro da comunidade BDSM. E sim, existem pessoas que fazem simulação de estupro no ato sexual. Evidentemente nesse caso todas as partes concordam.

Samantha disse...

Patty,

Eu me lembro disso. Lembro inclusive que essa dominadora é uma espécie de vilã, pelo que o segundo livro deixa a entender (não li o terceiro).

Mas ainda assim as motivações do Christian para permanecer no BDSM e a escolha de suas submissas não me parece uma coisa saudável, por assim dizer.

Para mim fica bem claro que ele a obriga a tomar pílula quando ele marca a consulta com a ginecologista sem falar com a Ana, a obriga a ir na consulta e diz que ela tem que tomar pílula e não sei o que PORQUE O CORPO É DELE, assim, em caps lock. Essa cena me deixou enojada. Sério.

Patty Kirsche disse...

Pois é, Lola... Gor é um soco no estômago mesmo. Os livros foram até banidos em várias partes do mundo por pressão de grupos feministas, e eu concordo que sejam. Se as pessoas que curtem Gor virem isso, vão ficar bravas, mas a verdade é que o BDSM não tem uma ideologia de inferioridade de quem se submete. Fora que a gente sabe que é teatro, uma brincadeira pra ter prazer. Mas casais goreanos dizem que não é teatro, que aquilo é tudo verdade... É meio assustador saber que tem gente cultuando algo assim.

B. disse...

Ok, Patty, obrigada pela explicação.

Mas NUNCA vou ver como "legal" "revolucionário" fazer teatrinho de estupro.

Isso é sapatear em cima das reais vítimas de estupro. Pronto falei! Podem me crucificar, mas não consigo não me enojar com um casal fazendo ceninha de estupro.

Anônimo disse...

Anonimo de 20 DE FEVEREIRO DE 2015 09:53 Onde foi dito que a mulher não gosta de sexo? Apenas acredito que a mulher goste de forma diferente e tem todo o direito disto.
-
Pornografia para homens é bem mais visual que para a mulher. E um estudo com base em psicologia evolutiva naão é um "estudo mascu". O fato é, os níveis hormonais de testosterona e outros hormônios são bem diferentes em homens e mulheres. O cérebro idem. Mas se uma mulher gosta de pornografia mais visual, direito dela.
-
O problema, é que não podemos concordar com um ponto dos "machistas", que acham que estamos concordando com todo o resto eu concordo com alguns pontos, mas ainda acho que a lógica 2 pesos, duas medidas muito forte nos mascus, acho o vocabulário deles ridículo. Por exemplo, ao taxar filho de "mãe solteira" de EAA(esporrada alheia ambulante)(sic) que além de ofensivo, é ridiculo. Até o mascu que inventou este termo é um "EAA", a menos que ele seja um clone dele mesmo. Entre outras centenas de críticas que posso fazer.

Anônimo disse...

anon de 08:22,isso é o máximo que vc consegue argumentar? n tem nada diferente de mimimi deve ser mascu?
falei disso pq eu não gostei dessa história,pq n gosto de bdsm,de humilhar e nem fazer os outros sentirem dor.
n importa se é consentido,é isso que acontece nessa prática.
e muita gente n gostou por isso,não por ser machista.

Elen disse...

Mallagueta

O machismo que ela citou foi dos homens não terem gostado do filme[como se todas as mulheres tivessem adorado] porque supostamente é de mulher e isso é mentira,quer dizer,se um homem não gostou,ele automaticamente é machista?!
E isso é ver machismo em todo lugar mesmo.
Eu não gostei pq é de BDSM e outros também não gostaram por isso.
E dizer que filmes para homens não são criticados e todo mundo gosta,é demais né.

Sarah disse...

Não tem como não comentar o filme sem falar dos livros. Eu particularmente só li o primeiro, e é MUITO ruim. Fiquei abismada como os revisores deixaram aquele texto passar. É extremamente mal escrito, os diálogos são sofríveis (dá uma certa vergonha alheia de imaginar pessoas falando aquilo). Isso prova como é um produto comercial. Mas o filme, achei que a Sam Taylor-Johnson e a roteirista fizeram milagre. Pegaram um texto muito ruim e transformaram em um conteúdo bom. Dizem os fofoqueiros que a autora e a diretora viviam brigando nos sets, mais um motivo pra compreender que os níveis de representação são bem diferenciados. Não tenho problema com a prática sexual do BSDM, é até bem interessante e a história abriu portas para conhecê-la, contudo, me incomoda imensamente o controle que o Grey tem na vida social da personagem. Pra mim é machista, não há como negar. O conflito dominação/amor era um assunto muito interessante de ser abordado, mas acho que no livro se perdeu no comportamento controlador. No filme vemos mais isso. Fora que o lance do cara bilionário é surreal, uma besteira sem fim. Ao meu ver, a autora tinha uma ideia ótima mas mal executada. A diretora conseguiu desenvolver um pouco, mas também está subjugada ao estúdio e a própria escritora. A única parte que não gostei do filme foi justamente a amenização das cenas e claro, quando ela é muito fiel ao livro rsrs

Anônimo disse...

Raven, acredita que li Crepúsculo rapidinho e também não consegui ler 50 tons porque achei chato. Quando eu vi tinha passado uma semana e não sai do primeiro capítulo. Desisti.

Você disse que o livro parece que foi escrito por Jonas. Quem é Jonas?

Ilka

Anônimo disse...

Anon das 11:36 pare de ficar tentando 'acorrentar' a sexualidade feminina ao sentimento como se todas as mulheres fossem iguais e só funcionassem assim, K7! Claro que tem mulher que prefere transar com quem está comprometida, seja porque ela se sente melhor assim, seja porque isso é martelado na cabeça dela desde pequena; mas jogar todas as mulheres no mesmo balaio (e adivinha, homens adoram reclamar quando acham que uma mulher fez isso) é estúpido. Tem mulher que faz sexo casual, que gosta de só dar uma trepadinha e ir embora, tem mulher que gosta de pornografia(e pornografia rasa, mesmo, só sexo, sem historinha e sem sentimentos). Se a sexualidade feminina fosse intrinsecamente ligada a sentimentos, não existiriam vibradores nem prostitutas. Só pare de tentar dizer que "todas" as mulheres são isso, "todas" as mulheres gostam daquilo. Isso É coisa de mascu.

Anon das 12:10 você não gosta de BDSM? Ok, não é um problema. A questão é que a personagem aparentemente gosta, e machista odeia ver isso, mulher tendo prazer no sexo. Machista odeia tanto o prazer da mulher que se revolta até quando a mulher sente prazer "apanhando" durante o sexo! O BDSM não é revolucionário, colega, ele existe desde que o mundo é mundo. É mais velho do que andar pra frente. O revolucionário é o filme se focar no prazer DA MULHER, e não do homem. Pelo jeito como você reclamou, no tom "feministas malvadas querem impor blábláblá", além desse estilo de escrita que eu conheço muito bem, é que acaba me levando a pensar que você é um mascutroll - aliás, não só um mascutroll, mas o trollzin de estimação do blog. Voltou?

Anônimo disse...

Oi, Patty.
Eu achei sua leitura do filme bem interessante e, certamente, contraditória em relação a quase tudo que eu tenho lido na internet a respeito. Não vou dizer que concordo ou discordo porque entre as várias coisas que já li, inclusive de diversos sites feministas, parece que a grande maioria discorda desse ponto de vista que você apresenta.
Tenho visto mais críticas negativas do que positivas ao produto todo (livros e filme) com argumentos muito fortes.
Também me vêm à memória os guest posts sobre BDSM que a Lola publicou e que foram muito elucidativos para mim (ainda prefiro sexo baunilha, mas as explicações dadas nesses posts me ajudaram a diminuir o preconceito que eu tinha em relação a essas práticas).
Parece que o que está representado no livro (pelo que você expôs, um pouco menos no filme) é exatamente o oposto do que os praticantes de BDSM fazem e toda a relação dos dois personagens é vista como abusiva.
Como você compararia essas duas (entre as muitas) possibilidades de interpretação (uma que acho positiva, como a sua, com outras que vêem ambas as obras como validação do abuso)?
Aliás, parabéns pelo ótimo post!
Abraços,
Flávio Moreira (preguiça de logar...)

Anônimo disse...

segundo a Madonna nenhum homem gosta tanto de sexo oral assim....(mas não bem com essas palavras , mas enfim) talvez essa seja a critica dos homens a esse filme, já q eles adoram pornografia, desde q seja para gratificação dos seus desejos, não o das mulheres...

Anônimo disse...

Ellen, colega, o machismo citado aqui não é os homens não gostarem de BDSM. Ninguém é obrigado a gostar. O machismo é quando os homens não suportam ver um filme onde o foco é o prazer sexual da mulher, não o do homem. Quantos outros filmes com sexo, mas em que o foco é o prazer do homem e a mulher só está lá pro cara gozar os marmanjos adoram? Lembra de Charlie Countryman, que foi classificado como impróprio pra menores de 18 porque tem uma mulher ganhando sexo oral e gozando ao invés de ser a boneca inflável viva do cara? E se 50 tons fosse focado no prazer do Grey, não no da Anastasia, duvida que os machistinahs iam gostar? Iam adorar. Quer tirar a prova? Arranje outro filme em que o foco seja o prazer sexual da mulher, sem BDSM, e mostre pros sujeitos. Quem virar a cara, é machista. Pronto.

Patty Kirsche disse...

Samantha:

Sexualidade é um assunto complicado. Muita gente acaba reeditando questões infantis na vida sexual. Eu conheci uma sub que gostava de apanhar com cinto porque era assim que ela apanhava do pai dela. Mas quando se pratica BDSM, o ambiente é controlado. Imagino que deve ajudar de alguma forma a pessoa a extravasar a angústia do passado.

raquel c. disse...

Como muit@s aqui, não li o livro e nem assisti o filme, apenas críticas e comentários.
1. Gostei do que a Patty apontou ao final: para além de todas as críticas que se possam ao livro/filme, parece haver um fato inconteste, Anastasia em vários momentos é protagonista de seu próprio prazer, transa, tem orgasmos, e quer mais. E uma mulher sentir e buscar seu prazer ainda é tabu na sociedade. Pena que a representação do prazer feminino tenha que ter vindo acompanhada de uma representação deturpada do BDSM.
2. Particularmente as modalidades de jogos sexuais que envolvem de dor e simulação de situações de humilhação e estupro não me agradam. Mas o que eu gosto ou não é uma mera questão de preferência, e por isso não vem ao caso. Que indivíduos adultos realizem suas fantasias, desde que de modo são, seguro e consensual.
3. No entanto, há duas coisas que me incomodam em práticas como BDSM.
A primeira elas trata de, do ponto de vista psicológico, como se forma o consentimento das partes para participar desses jogos. A questão é: podemos considerar como válido para o BDSM o consentimento de uma pessoa ainda bem jovem, com história de abuso e traumas psicológicos profundos não tratados, que esteja em situação de vulnerabilidade social e psíquica? É honesto iniciar alguém com esse quadro num tipo de relação BDSM? É honesto iniciar alguém no BDSM para satisfazer/reproduzir os próprios traumas e conflitos psicológicos?
Uma moça relatou aqui no blog da Lola que foi iniciada no BDSM por um profissional da saúde que a atendeu no hospital quando sofreu aborto espontâneo fruto de estupro (e ela estava em um quadro depressivo devido ao fim do namoro). O estupro foi aos 17 anos e o atendimento no hospital aos 18. Esse profissional de saúde se aproximou dela, conversou e passou o celular dele e eles começaram a se relacionar e ele a introduziu, com o 'consentimento' dela nos jogos BDSM. A moça relatou que esse tipo de relação a ajudou a lidar com o trauma do estupro, pois é uma situação em que ela tem o controle, ela pode dizer não. De modo algum contesto isso ou a prática, mas achei totalmente desonesto o modo como foi iniciada.
Ao meu ver, ela não estava em condições de dar consentimento livre.
2. A segunda questão que me incomoda em relação ao BDSM ainda está relacionada com a formação do consentimento, ou melhor, das razões que levam um indivíduo a buscar/encontrar prazer em relações que envolvem dor e simulação de situações degradantes.Acredito que muitos dos praticantes do BDSM encontram nessa prática algum conforto para um trauma ou uma situação psíquica dolorosa; algo como uma expiação de uma culpa ou liberação de alguma repressão profunda. Por exemplo, não é fácil para uma pessoa que sofreu um profundo abuso psíquico ou sexual durante a infância, ainda mais por parte de seus progenitores, estabelecer na idade adulta laços de afeto convencionais como os das relações 'baunilha'. Nesses casos, uma relação BDSM pode ser um dos modos possíveis de essa pessoa ter prazer e se reconciliar, pelo menos por alguns momentos, com sua história, suas emoções e conflitos.
Por isso, dentre outras razões, não acho problemática a prática em si do BDSM. Minha crítica é a estrutura familiar, social e cultural que cada vez mais violenta os indivíduos de variadas formas, tornando-os indivíduos tão fragmentados que conseguem encontrar alguma unidade numa prática sexual que emula violência.
A questão é, porque cada vez mais as pessoas se interessam por relações que simulam crimes que provocam marcas psíquicas profundas?

Patty Kirsche disse...

Samantha:

Quanto à questão da pílula...

Eu não sei se vc lembra, mas o Christian passou fome na infância. Por causa disso, ele tem um projeto de ajudar a eliminar a fome no mundo e fica profundamente angustiado quando a Ana se alimenta mal. E ela é dessas pessoas que passam o dia inteiro trabalhando e se esquecem de comer. No contrato tinha uma cláusula na qual ela se comprometeria a ter pelo menos três refeições por dia, mas ela não aceita de jeito nenhum. Ele insiste, mas como ela não concorda mesmo, ele remove a cláusula. O que quero dizer é que se ela realmente não quisesse tomar pílula, ela teria batido o pé da mesma forma.

Eu vou tentar explicar de forma bem rápida como BDSM funciona. É como um teatrinho, só que quem conhece o roteiro é quem está no papel de dominar. Quem está se submetendo sabe que concordou com coisas que poderiam acontecer, só não sabe quais vão acontecer em cada cena.

A gente tem uma visão de que quem domina está fazendo maldades para quem se submete porque na vida real é assim. Mas no BDSM as pessoas estão interpretando aquilo para obter prazer. No caso dum D/S que se estende para além do playroom, algumas medidas são tomadas pra manter os envolvidos no mesmo padrão mental. É aí que entram frases como "Você é minha", "Seu corpo é meu" e coisas assim. Isso tudo não é verdade, nem poderia ser. Faz tudo parte da brincadeira, mas pra quem está de fora fica difícil de entender.

Anônimo disse...

Li os livros, que são abissalmente mal escritos, e concordo com o filme ser um guilty pleasure, bem ruim, mas divertido. Só não concordei com a autora chamar "Velozes e Furiosos" de " qualquer bosta". Guilty Pleasure "feminino" vale e "masculino" não ?

Anônimo disse...

Meu principal problema com o BDSM é a safeword. Que tipo de desejo é esse que se satisfaz com a negação do ato pela outras pessoa?
Se sente prazer sentindo dor, ótimo, vai lá, mas por que não pode demonstrar que está sentido prazer e não sofrimento?

B. disse...

O cara passou fome na infância e deseja acabar com a fome no mundo, ok, nobre. Agora isso não é motivo pra ele regular a alimentação dela de forma dominadora!
Ela bateu o pé (com razão) e ele cedeu pq ela foi firme, ok, mas desistiu da pilula pq "não bateu o pé o suficiente"??

Na boa, o que to vendo aqui é romantização de relações abusivas!

Patty Kirsche disse...

Anônimo 20 DE FEVEREIRO DE 2015 14:56:

A autora considera "Velozes e Furiosos" um "Guity pleasure" da mesma forma, inclusive foi ver o quarto no cinema no dia da estreia. Apenas chamou de "qualquer bosta" fazendo alusão a como muita gente se refere a "50 Tons".

Patty Kirsche disse...

Anônimo 20 de fevereiro de 2015 14:58:

Precisa ter safeword porque muitas vezes faz parte do tesão da pessoa fingir que não quer o que está acontecendo. Estamos no terreno da fantasia. O problema é que vc está querendo julgar de acordo com a sua sexualidade.

Raven Deschain disse...

Oi Ilka. Hahaha Jonas é uma piadinha interna. Ele é um comentarista frequente do blog da Lola e nossa, ele escreve de um jeito muito sofrível.

Haha coitado. O cara nem tá aqui e eu tirando sarro dele.

Raven Deschain disse...

Ah para anon. Velozes é uma bosta. Se vc quer um guilty pleasure masculino assiste Transformers, que pelo menos tem fuckin' robôs gigantes. Hahaha


H. disse...

Patty Kirsche, quero fazer uma suposição. Não vi o filme, li o primeiro livro e a metade do segundo na semana passada depois que esse assunto invadiu tudo e aí bateu a curiosidade de ler. Tem as cenas sensuais focando nas sensações da Ana e isso é bacana, tem o bdsm nessa aura de mistério e tudo o mais; mas a minha interpretação é a seguinte: o que eu acho que corresponde a uma fantasia feminina bem comum é que a Ana muda o Christian, no fim das contas, ele faz tudo o que ela espera. O sexo baunilha, a relação de namorados, o dormir junto e se abrir com ela, apesar do discurso dele no começo de que não ía fazer isso ou aquilo, que tinha regras. Infelizmente, muitas mulheres acham que podem mudar os caras assim e isso até pode ser o maior perigo dessa história.

B. disse...

"Se vc quer um guilty pleasure masculino assiste Transformers, que pelo menos tem fuckin' robôs gigantes."

Minha mãe ama Transformers por causa dos taus robôs!

"...porque muitas vezes faz parte do tesão da pessoa fingir que não quer o que está acontecendo"

Como alguém pode sentir tesão vendo o parceiro/a dizendo "pare, não quero, me larga"? Cada vez menos eu entendo esses BDSMs...sei que tem gurias aqui que amam, não to dizendo que estejam errados, mas eu particularmente não consigo...

Anônimo disse...

Raven, eu enjoei dos Transformers... meu guilt pleasure movie, por enquanto, ainda é Os Vingadores - Hulk espanando Loki ainda me faz gargalhar...

Ah, e continuo adorando seus comentários!

Flávio Moreira

Anônimo disse...

Kkkkk tive q rir,argumentação zero ,só mais mimimi de ser mascu ou sei lá quem.
acho bastante arrogante afirmar q todos os homens detestaram o filme pq a mulher está tendo prazer e por puro machismo.fora da realidade.
e n sei onde insinuei qualquer coisa mas vcs tem o hábito ridículo de achar q falam por todo mundo, homens e mulheres e é tudo na base do achismo. seu comentario prova isso.

Anônimo disse...


Tenho considerações a fazer

a) Não vou ver o filme porque li o livro e não gostei, não passei do capítulo 3, Ana é uma mulher passiva e Christian um stalker.

b) No mundo sadomasoquista, existem as mulheres dominadoras, penso se o livro abordasse a submissão masculina será que teríamos todo este alvoroço.

donadio disse...

"Sempre que leio "fist fucking" eu só consigo pensar na tradução como sendo "manitoba"."

Por favor, quando você for fazer um comentário assim, ponha um aviso antes, assim:

"ATENÇÃO, LEITURA NÃO RECOMENDADA PARA QUEM ESTIVER COMENDO FAROFA"

Kittsu disse...

ah, velozes e furiosos é uma bosta. Transformers (que eu gosto desde muito antes de virar filme) acabou sendo uma bosta. A maioria dos filmes "de terror" que eu sofro, digo, vejo, é uma bosta. Todos esses filmes de carrinho são uma bosta. Também não assisto filme de romance, são todos uma bosta - raríssimas exceções, assim como nos filmes de carrinho e de terror.
Eu já nem sei o que é que eu tenho assistido, depois de pensar no tanto de porcaria que eu já vi e não quero repetir a dose...

donadio disse...

"Eu colocaria "trepar", porque em inglês mulheres também "fuck""

De uns vinte anos pra cá, por que antes os homens fuckavam as mulheres, e elas é que ficavam fuckadas...

Tipo em português, aliás, onde as pessoas só começaram a trepar juntas na língua quando passaram a trepar juntas na cama, por que antes os homens trepavam nas mulheres e não com elas.

Não acho que tenha nenhuma diferença importante entre "I fuck hard" e "eu fodo com força", não.

Kittsu disse...

ps.: Morri de rir da Raven falando que 50 tons foi escrito pelo Jonas.

Patty Kirsche disse...

B.:

Em nenhum momento a Ana disse que não queria tomar pílula. "Bater o pé" foi modo de falar. Ela se recusou a várias coisas, e ele abriu mão de tudo. Acontece que você está analisando de acordo com o que vc considera legal ou não. Acho que eu já expliquei isso bem, não vou mais voltar nisso.

Anônimo disse...

Ah, Raven, sem quem é. O cara que tem problema com verbos e que acha que o krav magá vai salvar o mundo, hehehe.

É que pensei que era um autor ou algo assim.

Ilka

Samantha disse...

Patty,

Novamente discordo de você (e estou amando nosso debate, viu?). Antes de tudo, lembro que Ana não assina o contrato. Ela vai descobrindo as coias aos poucos e tem coisas que ela quer ou não fazer. Grey vai se impondo e aos poucos ela vai capitulando em coisas que não tem nada a ver com o BDSM.

Primeiro porque Grey em várias ocasiões força Ana a comer. Na narração, mais de uma vez ele a repreende, ameaça e a faz comer mesmo contra sua vontade. Ana mal consegue recusar seus presentes e até isso é difícil, porque ele se impõe mesmo quando ela deixa claro que aquilo a incomoda.

Quanto a pílula, ela capitula depois e eu não nego isso. Ela concorda que o corpo dela também é dele. Mas bem, ela não seria a primeira mulher a ser abusada a concordar com algo que seu abusador deseja. A ação de Christian, de fazer ela se consultar com uma médica desconhecida e obrigá-la a tomar a pílula é revoltante. Isso não está no contrato nem no acordo deles. Isso é ele se impondo, novamente, sobre ela, tal qual ele faz quando ela não quer comer.

Samantha disse...

Outra questão que para mim é clara é que a Ana não quer um relacionamento BDSM fora da cama. Ela curte algumas coisas do Quarto Vermelho, mas não quer isso para sua vida. Pelo menos até onde eu li. Não sei como foi o terceiro.

Christian força os limites. Ele parece uma criança insistente que faz, faz, faz, até a pessoa capitular. Ele submete Ana à brincadeiras mentais que ela não quer nem está preparada. Ela não consentiu em ser uma submissa fora da cama. Ela se sente mal por ser vigiada, forçada a comer, a tomar pílula, a ter que aceitar presentes. Ela odeia a ideia de ter um quase segurança particular. Ainda assim, ela faz, porque ela, cof "ama ele". Acho isso horrível e essas passagens, em que não há um consentimento para essas brincadeiras, fez eu ver isso como abuso.

Patty Kirsche disse...

Flávio:

Como eu disse no texto, nunca vi a comunidade BDSM tentando explicar que o que acontece em "A História de O" não acontece na vida real. E "50 tons" não é um manual de BDSM.

Eu ouvi que o BDSM do livro é muito leve, mas também que o Christian exagerou ou não fez corretamente. Pelo que eu conheço de BDSM está tudo certo; o Christian começa bem devagar na história.

Com todo o respeito, acho que a comunidade não está gostando de ver o BDSM ligado a um produto cultural estigmatizado negativamente. E quando as pessoas querem implicar perdem o senso de racionalidade.

Ana disse...

Nossa, Patty, que bom que você explicou o que é Gor. Fiz uma confusão gigante com isso um tempo atrás.
Já tinha lido os termos goreano/goreana em outro lugar e achei que vinha da palavra gore.
Tipo, gore de nojeira mesmo, violência bizarra, mutilação e tudo o mais.
A ideologia por trás desses livros de Gor parece ser um negócio podre, mas acho que é um pouco menos pior do que o que eu tinha imaginado.

Anônimo disse...

Resumo da Ópera: BDSM é pra quem tem transtornos e traumas mas não tem dinheiro pra pagar uma boa terapia.

Ana disse...

Só uma observação: queria que tivesse um jeito de curtir os comentários de vocês. Rio demais com algumas coisas postadas aqui!

Anônimo disse...

Se o Christian Grey não abusou de ninguém, o Idelber Avelar muito menos.

Patty Kirsche disse...

raquel c:

Eu acho que no fundo vc quer saber pq tem gente que curte BDSM. Isso é difícil de responder. Tem gente que realmente teve traumas, mas tem gente que nunca sofreu abusos e já curtia ser amarrada desde a infância. Eu acho muito chato associar fetiches a problemas psicológicos. Eu diria que tem muito mais a ver com a excitação que a gente costuma ter numa montanha-russa, por exemplo. Tem gente que curte um pouquinho de medo, e BDSM brinca com isso.

Quanto ao consentimento, eu acho que uma providência talvez seja evitar tomar esse tipo de decisão quando estiver fragilizada, por exemplo. Mas é meio complicado isso, porque se a pessoa quer tentar algo, uma hora ela vai tentar.

Anônimo disse...

Nesse caso, Patty, o prazer do sub pode estar justificado na adrenalina. Mas e o prazer do Dom? O prazer de infligir dor com a fantasia do "contra-vontade" é saudável?

Patty Kirsche disse...

Samantha:

Infelizmente eu não tenho condição de continuar debatendo, mas, pra fechar, eu acho que eu sei o que te incomoda. O Christian é insistente. Mas insistir é diferente de forçar. Porque a Ana também insiste para que ele tente ser baunilha, e ninguém vê nada de errado nisso. E ele nunca tinha se relacionado baunilha, então ele também está abrindo mão e mudando por ela. Mas tem uma certa ideia aí de que ser baunilha não tem problema porque é o "certo".

Eu acho que o Christian cometeu erros de entrosamento. A Ana estava experimentando a água enquanto ele já estava mergulhando de cabeça. Mas nunca conheci um dominador que não cometesse erros.

Eu já vi dominadores que dão tapas na cara, xingam subs de burras quando não conseguem fazer o que eles querem, proíbem subs de ir ao banheiro. Mas, principalmente, eu já vi dominadores com os quais é muito difícil a sub ter um diálogo sem que ele comece a estragar a autoestima dela. Eu não vi o Christian fazer isso. Ele aceita todos os limites que Ana impõe. Ela não assinou o contrato, mas ele segue o que havia sido discutido até então. Então eu realmente não vejo a relação como abusiva. Eu acredito que o que confunde são as reações que a Ana tem ao próprio BDSM, mas ela tem uma certa dificuldade de comunicação, que ele tenta vencer. Ele pede pra ela dizer honestamente como se sente, e nem sempre ela fala.

Patty Kirsche disse...

Anônimo 20 de fevereiro de 2015 17:48:

A coisa mais importante sobre BDSM é que quem controla é quem se submete. Parece paradoxal, mas é a realidade. Quem domina só pode fazer o que quem se submete concordou. Entenda, quem domina não está fazendo maldades, mas dando prazer pra quem se submete.

Anônimo disse...

Ai (suspiro desanimado) trollzin das 16:16, eu não disse que todos os homens detestaram o filme por ser focado no prazer da mulher. Eu disse que MACHISTAS detestaram o filme por causa do foco no prazer feminino. Mais do que pelo BDSM, os machistas detestaram o filme por ter foco no prazer da mulher, não do homem-e eu tenho certeza de que um monte de sujeitos que viraram a cara pro filme adoram ver mulheres sendo humilhadas, agredidas, degradadas e machucadas de verdade em filmes pornôs. Devem até assistir pornô BDSM, mas com o foco sempre no prazer do homem, ou que tenha duas mulheres tratadas como acessórios pro fetiche deles... enfim, tudo que eu posso explicar mil vezes mas vc vai fazer questão de não entender.

B. quanto ao ter tesão em fingir que não quer alguma coisa, eu acho (falo da minha própria experiência com conservadores reprimidos e neuróticos)que pode ter a ver com a culpa que ainda incutem nas pessoas em relação ao querer o sexo. As mulheres, mais do que qualquer um, são educadas desse jeito, querem sexo, mas se sentem culpadas pq uns neuróticos miolo mole dizem que elas não devem querer, é errado, é feio, se ela quiser é vadia e vais er castigada, então ser "forçada" a transar faz com que a culpa não seja da mulher e ela não precise se justificar ou se sentir mal. Quando adolescente (boba, cabeça oca e influenciável) eu pensava mais ou menos assim. Felizmente eu abri meus olhos e pulei dessa barca furada antes dos danos se tornarem irreversíveis e eu estivesse fazendo média com a mascuzada... mas ainda tem muitas mulheres, meninas principalmente, sofrendo com esse tipo de b* por aí afora. Acontece em menor escala com homens que gostam de algumas práticas sexuais não tradicionais, mas as maiores vítimas desse pensamento doentio e distorcido são as mulheres.

Anônimo disse...

Diva

Não sou contra BDSM.
Até o pratiquei com alguns namorados e meu atual marido nas duas posições(submissa e dominadora mas SEM incluir fantasia de "rapeplay" e nem agressão pesada).
Agora, a questão NÃO é o que as pessoas fazem entre quatro paredes(claro COM consentimento), mas, sim supostas "ideologias" que certos pseudo-escritores PREGAM!!
A E.L.James é uma escritora medíocre que prega que "jovens devem se submeter à todas as vontades de seu homem para transforma-lo" o ridículo, misógino, doente e imbecil(e quem sabe "mal resolvido") do John Norman prega que "toda mulher deve ser escrava do homem" a ponto de deixarem de serem SERES HUMANOS pra se tornarem COISAS, OBJETOS e que devem por uma "suposta" "natureza feminina" deixar que um homem a humilhe, espanque e a trate como um NADA!!!
Não adianta alegar que é "só ficção"!
A Ana não é só uma "garota apaixonada por um sádico possessivo" assim como as terráqueas presas no planeta Gor(francamente, um dos piores livros que já li, o babaca do Norman consegue SUPERAR a James que já é péssima escritora!!) não são meras "escravas que sentem prazer em serem sacos de pancada"!
Vamos tirar a questão do machismo e colocar outra questão a série do Tintin na África. Pode ser ficção o jovem repórter em suas incursões no país africano, mas, mostrar pessoas negras como "seres inferiores", "agem como animais" NÃO é só ficção! Querendo ou não o autor passa uma MENSAGEM, no caso uma mensagem de um pensamento racista e abominável. Então não adiante alegar que ver o ÓBVIO que é o machismo escancarado nos livros da James e do Norman(que por sua ideologia se aproxima mais de seu xará o infame "Norman Bates" do que de um escritor de verdade) é só "ficção".
Cada um faz o que quiser(consensualmente) entre quatro paredes mas que AGUENTE as críticas se ficar pregando merda misógina em forma de pseudo-literatura.


DIVA

Anônimo disse...

Diva

Sobre a menina que falou do filme Charlie Countryman(que no Brasil recebeu o nome sem graça Conquistas Perigosas) a tal cena do "boquete feminino"(homem chupando a mulher) NÃO apareceu no Telecine Cult!!
Achei ESCROTO!! O que não falta é filme com cena de mulher chupando o cara, mas quando é o contrário eles cortam!!! PQP!!

Raven Deschain disse...

Mas gente. Eu amo Transformers! Amo mais ainda Círculo de Fogo. Caramba! Robôs gigantes. Monstros gigantes. Muitas luzes e um bonitão de protagonista. Mas enfim...

Verei o 50 Tons assim que der... Nossa Kittsu. Oa filmes de terror de hj em dia tão acabando comigo tb. Me pego revendo o exorcista, a mão que balança o berço só pra não ter que ver atividade paranormal 27 e 3/4. Haha

Oi Flavio. *-*

Ana A disse...

Não vi o filme, não li o livro e não tenho a menor intenção de fazê-los. Porém me incomoda muito a associação que está sendo feita entre fantasias sexuais e problemas psíquicos. Penso que a sexualidade amarrada pela lógica do bom senso, da racionalidade e do bom gosto é de uma pobreza infinita. O lindo da sexualidade é exatamente o seu caráter selvagem, irracional e liberto, e quem imagina que seu inconsciente é algo bonitinho, correto e organizado é que precisa de terapia. Libertar os "bichos" na cama é uma experiência profundamente prazerosa e gratificante, e ninguém precisa gostar do que você gosta, achar "correto", bonito, conveniente ou o que seja, a não ser seu(s) parceirx(s). Não vejo necessidade de colocar a sexualidade no divã, não a sexualidade que dá prazer, que gratifica, que é consensual, segura e blablabla. Na boa, vamos querer regular até isso?

Kittsu disse...

hahahaha consegui fazer uma explosão de farofa à distância? não vou me desculpar por isso, deve ter sido fantástico! hahahaha


Raven, o universo está conspirando para que eu não assista a círculo de fogo. já pirateei 3 vezes e nada de conseguir que rodasse na minha tv, uma das piratas até rodou na minha frente a mídia e chegando em casa, nada. Tu não sabe o tanto que eu quero assistir esta porcaria... eu até fui no cinema mas já tinha saído de cartaz. #chatiada =|

CARA! falando em comédias e hastags, hoje sonhei que tinha encontrado com um mascu. Depois de uma festa das drogas no meu prédio no qual o gramado tinha ficado cheínho de seringas usadas (e todo mundo aqui é tão caretinha, coitados... hahaha) eu entrei num "beco subterrâneo" (deve ser meu imaginário para "submundo") e passei por uma pessoa que estava se candidatando a uma vaga como stripper ou algo assim. Aí eu ouvi uma perita do INSS falando pro chegado(a) "não, eu tenho que apertar os seus peitos pra saber se é de verdade, porquê se você declarou no seu formulário que é de verdade e é de silicone, aí não vai dar!". Eu ia passar direto mas bati o olho no formulário e tava escrito bem no meio #mascu e #masculinista, um abaixo do outro. Aí eu falei comigo mesma "putz, eu tenho que conhecer esse doidão!" e entrei no "covil" da perícia. Era um cabra enorme, peito peludo, obviamente homem... travestido. de saínha plissada e topzinho de cor fluorescente, usando uma peruca bem caricata. Aí eu troquei umas idéias com ele e nisso chegou o meu namorido com outro mascu travestido perguntando se eu ia ou ia ficar lá conversando. Aí as coisas ficaram confusas e eu acordei. Mas acordei tipo "wtf!?". Foi muito legal.

Anônimo disse...

Pô, Diva, eles cortaram mesmo o, como você chamou, "boquete feminino"? Depois tem babaca por aí jurando que o machismo ainda não acabou. Só por isso já me deu vontade de mandar uma carta esculhambando todos os executivos do Telecine Cult. Bando de tanga frouxa com medinho de vagina.

Mais uma no clube dos "guilty pleasures" com robôs gigantes, hehe. Tô dentro, apesar de ter realmente odiado o que fizeram com as personagens femininas do filme. Também não tenho assistido os filmes de terror atuais, é só tortura e mais tortura. Eu gosto de um bom filme de terror mas ODEIO ficar quase uma hora assistindo gente sendo torturada. Não sou tão sádica assim. O jeito é mesmo descobrir e retornar aos clássicos.

Flavio Moreira disse...

Patty, acho que vc foi no cerne da questão e me alertou para algo que eu não tinha percebido que é essa estigmatização (e consequente banalização) produzida pela indústria cultural. Ela, de fato, se apropria de td aquilo que aparece como transgressor em um primeiro momento e depois a neutraliza através da banalização e esvaziamento de sentido. Obrigado pela sacada. Abs.

Raven Deschain disse...

Kittsu, eu levei um tempão pra achar o Círculo em boa qualidade boa. Achei num site chamado Wolverdon.

Anon, no Círculo as femininas estão melhores. A japonesa protagonista é ótima, mas recomendo que vc veja as falas dela com legenda pq o inglês dela é um horror. E pense: o bonitão e ela não se pegam bo final! Achei moh originalidade. Dos terrores de hj em dia vejo bastante Guillermo del Toro e filmes franceses no geral que normalmente fogem desse gore nojentão.

Débora disse...

Oi?

Raven Deschain disse...

Huashuahsuahsua minha cara lendo o sonho da Kittsu.

http://weknowmemes.com/2013/09/best-of-the-wat-meme-15-pics/

Anônimo disse...

Como é possível você ter falado exatamente o que eu penso?
Sexualidade é id gente, é o irracional, o instinto... leiam Freud e entendam!

Anônimo disse...

o livro é uma fantasia da escritora, então como toda fantasia, é normal ter coisas moralmente incorretas

Vinícius Dias dos Santos disse...

Engraçado é o meta-machismo na discussão: a psique do Gray como motor de avaliação da obra.

É o velho sexismo de que olhar pro abismo(explorar as dimensões não-racionais da existência humana) é coisa de Homem.

Homem pode ir pro fim da Terra pra descobrir que ele é redondo. Pode ir lutar contra dragões. Pode ir pra guerra matar. Pode entrar no "jogo sujo" da política. Pode prender o Belzebu no seu próprio corpo pra evitar o fim do mundo... a mulher experimentando prazer com dor? Aí não pode.

Tão reclamando até de safe word!

Anônimo disse...

Não teve como não rir desse post.Ana é o esterótipo da mulher songa,sem um pingo de auto estima,sem experiência de vida,sem experiência sexual(tem 21 anos e nunca se masturbou,de que planeta essa criatura veio?).Moleza pra um cara experiente,vivido como o psicótico Grey coagí-la a aceitar ser sua boneca inflável.A garota é tão sonsa que age como se o interesse do cara por ela fosse um bilhete premiado de loteria.O cara a trata como objeto,a segue,tira sua liberdade,a encoleira feito um cachorro.Assisti ao filme,horrível,ridículo,patético.Não vi nenhum foco no prazer dela,o cara não é trouxa,quer ela dócil pra poder usá-la,pra ela não se rebelar.Os atores são fracos,não tem química nenhuma,a única coisa boa é a fotografia.As cenas de sexo são patéticas,bem puritanas ao estilo norte americano,esse BDSM descrito é fantasioso.O livro é sim machista,então a mulher se derrete pelo cara,que claro é bonito,dentro dos padrões da atualidade,ricaço,poderoso,se ele fosse um ajudante de pedreiro teria rolado essa atração mágica?Quantas mulheres endeusando esse personagem,sério que alguém sonha em encontrar um homem desses e virar a válvula de escape das suas paranóias e traumas?A mulher retratada como idiota deslumbrada. Nunca imaginei que existissem tantas mulheres sexualmente frustradas nesse planeta.
É uma pena que uma porcaria dessas faça tanto sucesso,renda tanto dinheiro,pois garante que outras porcarias do mesmo nível,ou de nível pior também sejam produzidas.

Joane Farias Nogueira disse...

Nao conheco BDSM , maa acho uma baita discrepancia gostar de dor/violencia no sexo e fazer teatrinho de estupro.
Uma pratica envolve tanto homem qto mulher. A outra é totalmemte direconada às mulheres. O q mais vejo é site totalmente dedicado a esses teatros.
Se alguém acha q isso nao tem nada demais, entao por qual motivo condenamos piadas de estupro? Nao dói igualmente saber que as pessoas se divertem e se excitam, especialmente os homens, com mulheres sendo forcadas ao sexo?

Anônimo disse...

A melhor crítica sobre esse lixo cinematográfico está no site Omelete.

""Cinquenta Tons de Cinza | Crítica
Pornozinho para a família trata o fetiche como patologia e não percebe seu potencial satírico
MARCELO HESSEL
11/02/2015 - 12:55
Não deve levar 20 minutos até que Anastasia Steele (Dakota Johnson) leve um banho de chuva no rosto em Cinquenta Tons de Cinza (50 Shades of Grey, 2015). Esse momento tão decisivo nas comédias românticas - é quando se pega encharcada num temporal que a mulher percebe que está pronta para se entregar ao sexo - não ficaria de fora da adaptação ao cinema do best-seller de E.L. James, um filme puxado mais para a comédia do que para o romance, ainda que involuntariamente.

Estamos em Seattle, a chuva é o que mais abunda. Anastasia conhece o rico Christian (Jamie Dornan) e passa a ser perseguida por ele. Mistura de Bruce Wayne com Rei do Camarote, Christian quer acabar com a fome na África e diz que não faz amor e sim "fode, com força". Anastasia não cai na gargalhada diante de Christian, embora Dakota Johnson visivelmente contenha o riso em cena, mordendo os lábios.

O sociopata e a sonsa, em 120 minutos de dança do acasalamento. Essa dinâmica se repete durante todo Cinquenta Tons de Cinza, um filme sem final cuja trama magra parece servir tanto a uma trilogia de seis horas quanto as parcas 300 páginas de O Hobbit. De qualquer forma, é o sexo entre Christian e Anastasia que importa, e exigir o Oscar de roteiro adaptado de um pretenso pornô, mesmo o mais soft, não parece o melhor caminho para entender o seu apelo.

E qual o apelo, afinal? Tratar de sexo sem perigo, sem perversão, um sexo que não suja e não ofende, sempre demarcado pelo close-up no rasgar do pacote da camisinha, ação que a câmera da diretora Sam Taylor-Johnson registra com a pontualidade de uma transa agendada. Se há uma obscenidade aqui, são os pêlos pubianos "vintage" de Dakota Johnson (atriz que desde o começo, ademais, nos engana com sua falsa displicência).

Pelo visto só assim, asséptico e automatizado, o sexo pode ser aceito no multiplex. Se há um público para isso, Cinquenta Tons de Cinza o identifica e o compra, com seus sets bem decorados e sua gente fotogênica. O maior inconveniente do filme não é exatamente a falta de graça ou de química. O problema é que, como típico produto do cinema americano mainstream, o longa, por mais "safado" que queira parecer, uma hora deixa cair a máscara: e faz do fetiche uma patologia.

Não espere aqui que a prática sadomasoquista seja tratada, como no ótimo Secretária ou mesmo no recente Ninfomaníaca, como uma forma de autodescoberta ou de libertação. Ainda que o arco de Anastasia siga essa receita, o que fica da trama inacabada do primeiro Cinquenta Tons de Cinza é a fantasia enquanto desvio de comportamento, um mal hereditário como uma DST (pobre Christian Grey, literalmente um FDP), e que como tal deve ser suprimida e castigada.

Não é por acaso que os suspenses eróticos mais populares das últimas décadas, como os filmes de Adrian Lyne, só permitam o proibido se ele vier, depois, acompanhado da devida punição. No fim quem entendeu mesmo de sexo em Hollywood nesse tempo foi Paul Verhoeven, que implodiu e acabou com a fórmula de Lyne em Instinto Selvagem, ao fazer as pazes entre sexo e contravenção, e que depois expôs o cinemão americano como uma fábrica de fetiches assépticos em Showgirls.

Cinquenta Tons de Cinza até tem seus momentos de cafonice extrema à moda Showgirls, quando Christian senta ao piano sob a luz do luar depois do sexo (ele tem problemas e se expressa pela música). Só faltou ter consciência desse potencial satírico - o que provavelmente significa que as versões paródicas XXX de Cinquenta Tons de Cinza, onde o sexo não teme o despudor nem o ridículo, têm tudo para ser imperdíveis.""
Sem mais.

Anônimo disse...

Joane Farias Nogueira, tem mulheres que sentem prazer nisso

Anônimo disse...

Raven, assisti Círculo de Fogo e AMEI! Minha parte favorita foi justamente o final em que o cara e a mulher continuaram sendo só amigos e parceiros de luta, sem pegação. E obrigada pela dica do del Toro e os terrores franceses, vou investir neles.

Hiago Araújo disse...

Olá, pessoas!

Sou Hiago, rapaz citado no texto; amigo de Patty Kirsche (uhu)! E, ao contrário dela, não possuo aquele monte de adjetivos, rs. Então minha opinião a respeito de 50 Tons é a de um reles telespectador. Complementar. E, sim, eu também gostei muito do filme. O resumiria em três palavras: bonito, excitante e emocionante.

Aliás, não entendi o porquê de tanto reboliço sobre um filme como 50 tons, muito benfeito, do elenco à trilha sonora, ao meu ver. Não li os livros, só vi a adaptação ao cinema. Ou seja, Patty teve que me explicar algumas coisas que, só quem leu os livros, entendeu. Não vi misoginia ali, não (o que não significa, é claro, que, só por que não vi, não tenha tido). Ele, Grey, desde o começo do filme a trata sempre muito bem.

Achei um pouco frustrante abordar BDSM e ter tido muitos cortes, como Patty pontuou.

Com relação à rejeição do grande público, é compreensivo, agora, quanto às feministas, deveriam ver (ou ler) a obra pra formar algum juízo, ainda que negativo. Pois segundo algumas críticas que li ao filme, nem parece que foi a mesma coisa que vi, sabe? Concordo inteiramente com Patty, muito embora li alguns contrapontos bem interessantes, a considerar.

Anônimo disse...

Mas essa, continua sendo a justificativa de uma boa parte dos BDSMers, pelo menos no Brasil.

Anônimo disse...

Parabéns!! Melhor análise sobre 50 tons que li atê agora.
Consistente e imparcial.
Vc realmente leu o livro, viu o filme e conhece o universo BDSM.
Quem já viajou por esse gênero, sabe que nem todos no BDSM, são bem resovidos, longe disso.
Tanto repúdio e moralismo sobre o livro e fime...interessante.
Pq 50 tons incomoda tanto? Já li todos os argumentos, e o que mais me incomoda são as críticas pausteurizadas de quem nem se deu ao trabalho de ler o livro.

donadio disse...

"Não vi misoginia ali, não (o que não significa, é claro, que, só por que não vi, não tenha tido). Ele, Grey, desde o começo do filme a trata sempre muito bem."

Atenção, misoginia não é tratar mal. É perfeitamente possível ser misógino sem jamais maltratar uma mulher.

Ana Torres disse...

Adorei o guest post! Não li ainda os comentários acima do meu, mas lerei. De qualquer forma, me aliviou muito esse guest post. Sentindo-me livre para terminar de ler os 3 livros 50 tons que já comprei. E ver o filme sem medo hahaha. estava num coletivo feminista no facebook chamado Não me Kahlo... muitas críticas nocivas e anti-realidade quanto ao filme me deixaram confusa, não tinha lido o livro como falaram - aliás, muitas nem leram ... eu tô na metade do segundo livro ainda. saí do coletivo por aceitarem opinião de homens e mulheres TERF, machismos escrotos (dxs próprixs participantes - do estilo de compartilhar post de revista masculina e dar aval!!! e ganhar mil likes) e racismo escroto (e também escrotidão genérica e gratuita de pessoas negras - será que estou sendo racista ao dizer isso?) Enfim, preconceitos rolavam soltos lá e parecia não ter moderação (apesar do que passei a seguir uma das moderadoras que, até agora, só tem feito posts interessantes). Mas o que eu queria dizer foi a forma de censura com que trataram a trilogia 50 tons. Frustrante!! Decepcionante ver minha sexualidade (nem sou BDSM, mas adorei o livro!!!) e a de mulheres BDSM que comentavam sendo publicamente escrachada!! Enfim, libertador o post. Que a autora continue com seus estudos, muito prolíficos =)

Ana Torres disse...

donadio

Obs: È possível ser misógino (aka: num relacionamento) SEM maltratar a mulher???

Onde fica a misoginia nesse caso? aff

Anônimo disse...

"Mas nada que atinge milhões de pessoas é simplesmente desprezível"

Tipo o machismo?
Desculpa, mas esse argumento de quantidade nunca funcionou e não ia ser agora que funcionaria.

Anônimo disse...

Chocada com as feministas aqui achando que relação de abuso e sexualidade forçada e controlada por homem rico é "libertação sexual"

Anônimo disse...

Li apenas um trecho do livro: aquele em que ele arranca o absorvente dela pra fazerem sexo (porque falaram que era polêmica). Já me bastou pra ver o lixo monumental que essa história é.

Ele a chama de "bebê" por, pelo menos, duas vezes. Pode parecer neura de feminista, mas acho isso horrível (também por ser cafona). Ele a infantiliza. E, como uma boa criança, ela se sente como uma marionete e não tem coragem de questionar nada.

O problema é que isso é a relação deles. Não é a dominação BDSM, na cama. É a dominação do relacionamento, do homam sobre a mulher.

Sério, onde isso é empoderador? Onde é libertador?

Anônimo disse...

Basicamente, a moça do relato se deixou seduzir pelo cara exatamente como a personagem: ele é generoso (ele é rico), ele é adorável (ele não maltrata), ele não é misógeno (ele adora mulher), o BDSM é totalmente consensual (a protagonista diz que sim)... enfim, um lindo mundo cor de rosa...

Anônimo disse...

A melhor crítica sobre esse lixo cinematográfico está no site Omelete [2]

lola aronovich disse...

Anon das 9:54, eu quis dizer "desprezível" no sentido de "não dá pra simplesmente desprezar/descartar, é necessária uma crítica ou análise". Claro que pode atingir milhões de pessoas e ser um lixo completo.

Patty Kirsche disse...

Anônimo 25 de fevereiro de 2015 10:27:

A "moça do relato" sou eu? Deixa eu te explicar uma coisa: eu sou profissional. Analisar produtos culturais sob o recorte de gênero é o que faço pra ganhar a vida. Eu não me "deixo seduzir" por personagens. Mais respeito, por favor.

Patty Kirsche disse...

Eu não queria ser indelicada, mas já que o pessoal tomou a liberdade de começar com a indelicadeza, vou entrar na onda.

Pra começo de conversa, estou chocada com feministas aparecendo aqui pra julgar a sexualidade das outras.

Sério, onde isso é empoderador? Onde é libertador?

Além disso, o pessoal se acha no direito de comentar:

a)Sem saber nada sobre BDSM.
b)Sem saber o que é misoginia.
c)Sem conhecer o mínimo sobre produtos culturais.
d)Sem ter lido os livros nem visto o filme.
e)Sem ter lido o texto.

O nível de alguns comentários está tão decepcionante que só ignorando mesmo.

Anônimo disse...

"Vou ignorar, porque vocês não sabem de nada, mimimi"

Vamos, tesouro, não se misture com essa gentalha!

Anônimo disse...

Ninguém te desrespeitou, apenas julgou sua crítica como você julgou o filme. Nunca soube que críticos são imunes e acima de todos os mortais. Pois é, não são.

A. disse...

Oi, Patty. Peço que não se zangue com os comentários do povo, não vi nada pessoal contra você.

Tenho a opinião da Samantha, pelo que já sei da história ede gente que leu o livro, mas irei ver o filme (nem que seja só pra rir).

Anônimo disse...


Tá em ingles mes qu concordo com a análise do livro e do bdsm: "Did any of the controversy in liberal feminist media around 50 Shades of Grey seem hypocritical to any of the mods here? Don't get me wrong, the relationship in the book (and I assume film but didnt see it) was disgustingly abusive, but a lot of lib fems I saw were arguing about how its really dangerous to portray that relationship because men were going to copy the film... but suggest that a prolonged exposure to violent porn could make men copy that violence? No way! they cry. That's 'shaming'"
►Oh my goodness gracious yes. If I had a dollar for every time I heard a liberal feminist say “50 Shades of Grey? More like 50 shades of abuse! But it’s not real BDSM. Real BDSM is cool with me, it’s all about ~consent~” I would be the richest woman on earth. What is even more infuriating is the amount of liberal feminists who act like the real injustice with regards to 50 Shades is the “false stigma” it is enforcing around BDSM. They don’t want to talk about the glorification of abuse in the book, but rather how it’s just so awful that 50 Shades is making “BDSM look bad.” They will defend porn and BDSM until the cows come home, but refuse to see the connection when they are condemning the men who rape and murder women in direct response to pornography and BDSM (especially the two in conjunction).
The reality is that 50 Shades is a pretty accurate representation of BDSM. I was coerced into BDSM when I was in an abusive relationship, and I was instructed by this man to spend a particular amount of time each day on FetLife.com. For those of you who don’t know, FetLife is a popular BDSM networking/social media site. Not only was I experiencing the abuse inherent to BDSM in my physical relationship, but I was observing it in other’s relationships/fantasies. It is so infuriating to me when people say that 50 Shades isn’t reflective of real BDSM, that real BDSM is safe and consensual etc because it truly is not. The vast majority of relationship dynamics on that website were as followed: 40+ year old man who referred to himself as daddy paired with a (maybe?) 18 year old girl who was, of course, the “daughter” or sometimes “slave.” There were no “female doms” as is so often used in the liberal feminist pro-BDSM arguments (“but what about female doms?!), there were no “healthy” dynamics. It was primarily heterosexual men who wanted to fetishize rape, pedophilia and incest and got off on publishing photos of their sick fetishes to share with others. That was literally 99% of the website. Mind you, this is a very popular website amongst kinksters. The same people making the pro-BDSM arguments know exactly how truly and genuinely fucked up their “community” is. They are intimately aware that the vast majority of BDSM is comprised of men who fetishize sexual violence against women and pedophilia. Do not let them tell you otherwise. You know it is a lie and so do they.
http://nowaronwomenyousay.tumblr.com/post/112040043947/did-any-of-the-controversy-in-liberal-feminist#notes

E também aqui: http://www.mamamia.com.au/rogue/fifty-shades-of-grey-review-rosie-waterland/
Um cara estuprou uma mulher imitando o filme.
►http://nowaronwomenyousay.tumblr.com/post/112040343032/eternallyphan-i-knew-shit-like-this-was-gonna

Anônimo disse...

Os argumentos dela são bem furados.

Pra começar, ela fala das "feministas", esses monstros que dão chilique por tudo, né (estou sendo irônica). Que tal falar sobre quem entende do assunto (quem pratica BDSM)? Já vi muitos com fortes críticas sobre o livro. Até a Madonna, que usou tantos elementos do BDSM na sua arte, acha que falta sal ali. Será que é uma representação fiel mesmo?

Depois, ela mesma admite que foi apresentada ao BDSM num relacionamento abusivo. Assim fica fácil de reconhecer tudo no livro e dizer que BDSM é aquilo mesmo. E será que as orientações dele pra ela, que pouco entendia do assunto, foram tão boas assim?

Aqui, um exemplo de female dom avacalhando 50 Tons: http://www.brasilpost.com.br/dommenique-luxor/dominatrix-francesa-de-84_b_6668758.html

No fim, parece que ela pegou um forte preconceito com a prática e saiu como entrou (sem entender nada).

Anônimo disse...

Sobre esse trecho:

"They will defend porn and BDSM until the cows come home, but refuse to see the connection when they are condemning the men who rape and murder women in direct response to pornography and BDSM (especially the two in conjunction)"

Na nossa sociedade, homem não "precisa" ter "motivo" pra praticar violência contra mulher. Isso é institucionalizado e não vem de hoje. Nem os homens são seres desprovidos de consciência, só reagindo a estímulos. A glamurização do BDSM com abuso, com 50 Tons, e no pornô, ajudam a piorar, não a criar isso.

Anônimo disse...

Tentei ler o primeiro livro várias vezes, mas está ali... Empoeirando da estante. Não consigo passar do início. Acho ruim, fraco...
Fui então ao cinema. Só não levantei e sai porque o ingresso já estava pago.
Achei tedioso, podia ser muito bem explorado mas achei muito "easy watching".
Realmente eu não entendo o sucesso, nem do livro muito menos do filme. Acho que já um grande problema com a sexualidade mundial....se isso "ouriçou" a mulherada...

Anônimo disse...

Os dois são o mesmo lixo machista.

Aline disse...

Gostaria de fazer uma pequena correção, Gor, não tem a ver com BDSM. Aqui no Brasil, se misturam as coisas por que a maioria dos Goreanos são praticantes de BDSM e por que foi um praticante que trouxe Gor pra cá, dentro do Clube Dommina em SP. Mas a maioria está tentando desvincular gor de BDSM.

samantha jones disse...

olá.
Sinceramente li pouco sobre o livro a fim de expor minha opinião. (apenas o primeiro)
Mas o filme eu vi e imagino ser mais romântico que o livro já que as técnicas sexuais do filme são mais leves do que realmente são colocadas no livro...
Bem, estou tentando escrever sobre erotismo o que a muito tempo venho tentado mas por ser professora e ter uma vida socialmente conhecida e tal não pude. Fiz um blog exclusivamente pra isso. Quem estiver a fim de deixar suas impressões lá fiquem bem à vontade.
É um caso de uma dona de casa normal que está cheia de sua vida e começa a viver loucuras sexuais pela infidelidade e outras cositas más...
http://meusdesejosemprimeirolugar.blogspot.com.br/

tonho disse...

e uma bosta esse filme devia so tem sexo nessa merda porque nao pensa direito escritora nessa merda.

Ale disse...

Para a entrega, que teve lugar na tela grande Cinquenta Tons de Cinza tem sido bastante baixo em relação ao livro, esperados mais cenas e pontos-chave, ele realmente parecia ser uma coisa bastante bregas, que em primeira instância, o livro ainda não Ela coloca-lo em um brusco. Nas expectativas para que nós leitores que pode ter sido bastante elevada.