quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

GUEST POST: DESCULPA, VIOLÊNCIA DOMÉSTICA NÃO É NORMAL

A M. me enviou este email:

Sou leitora do blog, e me considero uma feminista apesar do que tenho pra te contar. E você é a única a saber disso.
Eu sou casada há pouco mais de 5 anos, e estamos juntos há quase 9. Tenho um relacionamento que eu sempre sonhei, de pura cumplicidade, de respeito e de amor. Não moramos no Brasil há um ano e meio, e apesar de ter que recomeçar, sei que tomamos a decisão certa de mudar pra ter qualidade de vida.
Eu sofri sim violência doméstica. Mas meu marido nunca se encaixou no típico perfil. Ele nunca controlou nada, sempre gostou de como me vesti, da maneira como levo a vida, do meu corpo fora do "padrão de beleza" e de como sou. Nunca me ameaçou, nunca duvidou de mim.
Mas, em um dia que tivemos um problema que saiu do nosso controle, ele se descontrolou, e me encostou na parede. Apertou meu braço, e de repente eu tinha um outro homem na minha frente. Eu terminei, disse que não queria isso pra minha vida. Eu tinha 21 anos. Ele me pediu perdão, disse que não ia acontecer de novo. Eu o amo, Lola, sempre o amei. E voltei. E comecei a entender o problema. Essa era a forma que ele reagia quando as coisas saíam do controle dele. E foi o que a mãe dele disse pra mim: ah é normal, ele reage assim. O que eu pude responder diante disso foi: não é normal, desculpa.
Depois disso, comecei a fazer ele entender que não era normal. Que ele não tinha direito de fazer isso com ninguém (sim, não era só comigo, eu já vi ele reagir dessa forma com o pai, com as irmãs e com a mãe). E aos poucos fomos conversando, mas eu confesso Lola, ele não entendia 100%. A forma como ele foi criado influenciou demais em tudo isso. E tivemos por muitos anos longas conversas sobre o assunto.
Alguns anos depois outro problema grave nos afetou, e aí sim apanhei. Ele bateu em mim, ameaçou bater o carro, e estava lá aquela pessoa que eu não conhecia. Naquela mesma noite, não conseguia mais entender tudo aquilo, só sabia que não dava mais. Depois que ele se acalmou, conversamos, e falei como tudo aquilo tinha afetado nossa vida, minha vida e a dele também. E disse que eu até pensava que poderia ajudá-lo, mas não podia. Aquilo era muito além do que eu conhecia de problema. E ele me pediu ajuda, pra procurar alguém que pudesse tirá-lo daquilo. Aqui, Lola, você pode me julgar, falar que eu fui muito errada de continuar, de acreditar, mas eu o fiz. E te escrevo pra te dizer que não me arrependo.
Ele mudou, é uma outra pessoa. Faz terapia, fez parte de um grupo de ajuda enquanto estávamos no Brasil, e eu te digo que nunca mais tivemos nada nem parecido. Já aconteceram diversas coisas que saíram do controle, e sentamos, conversamos e resolvemos, como sempre deve ser. Hoje ele é leitor do seu blog, entende que tem um problema, e entende que nada se resolve com violência, que isso não é o normal. Conversou  muitas vezes com a mãe, com os pais, e infelizmente teve que se afastar deles um pouco, por acharem que "isso de o homem e a mulher serem iguais tá errado". Pra ele somos iguais sim.
Dividimos problemas, tarefas de casa, sonhos e planos. Não sinto medo, nem receio. Confio nele e ele confia em mim.
Talvez você diga que estou louca e errada, mas pra mim fiz o certo. Nunca me arrependi e sou feliz demais com a vida que temos, a escolha que fizemos, e ver o quanto amadurecemos.
Lutamos pela igualdade, lutamos pelos animais (somos vegetarianos há pouco mais de dois anos) e vemos tudo isso como uma superação.
Ler o blog nos ajuda, nos faz entender melhor o que acreditamos.
Essa é a minha história, confiei em você depois que li vários guest posts, inclusive aquele que um estuprador escreveu. Talvez você entenda tudo isso que escrevi, a forma como me sinto e minhas escolhas.
Obrigada por ter esse meio de desabafar e por tudo que você escreve.

Poster da Anistia Internacional contra
a violência doméstica 
Minha resposta: M. querida, não estou aqui para julgar ninguém. Eu critico o sistema. Evito, sempre que possível, criticar indivíduos. E algo que definitivamente não faço é decidir quem é ou não é feminista. Não tenho poder nem vontade para ficar cassando carteirinhas. 
Recebo vários emails com questões como: posso ficar em casa cuidando dos filhos e ser feminista? Posso ter montes de pares de sapato e ser feminista? Posso ser obcecada por maquiagem e ser feminista? Posso mostrar os seios numa manifestação e ser feminista? Posso não mostrar os seios numa manifestação e ser feminista? Posso votar num playboy misógino e ser feminista? (Ahn...). Posso ser homem e ser feminista? Eu sempre respondo que sim, pode. Porque não tem uma comissão que avalie o feminismo de cada feminista. Eu acho bem ridículo decretar que uma feminista de quem você discorda sobre algum assunto não é feminista. Ainda precisamos aprender a discordar.
Não sei se você sabe, mas um dos grandes ícones feministas, Betty Friedan, autora do revolucionário Mística Feminina, sofreu violência doméstica por parte do marido durante vários anos, antes de se separar. E aí, ela foi menos feminista por causa disso? Seria ideal se, nas nossas vidas pessoais, todxs nós aplicássemos o que defendemos politicamente. Mas nem sempre é o caso. 
Você e seu marido tinham um problema sério, e vocês resolveram esse problema. Como alguém pode condenar vocês por isso? A praga da violência doméstica não se resolve com cadeia. A Lei Maria da Penha é fundamental para dar visibilidade a este problema social, e para dar voz às vítimas. Antes da lei, marido que batia na esposa tinha no máximo que pagar uma cesta básica. A impunidade reinava. Mas só a lei não reduziu a violência. É preciso mudar a cultura de que tudo bem bater (inclusive pra "educar" os filhos), de que em briga de marido e mulher ninguém mete a colher, de que é melhor estar mal acompanhada do que só. 
Será que preciso explicar que não estou encorajando que mulheres que sofrem violência dos seus parceiros continuem com eles? É, acho que preciso. Como feminista, meu conselho é: ao primeiro sinal que a pessoa é obcecada, controladora, ciumenta, pule fora. Como mulher, eu nunca aceitaria permanecer num relacionamento abusivo -- eu acho (porque às vezes leva tempo pra se perceber que está num relacionamento abusivo). 
Mas só punir alguém que é agressivo não vai necessariamente torná-lo menos agressivo. Tanto que grupos de discussão e de apoio psicológico para homens agressores muitas vezes são mais eficientes que um tempo na prisão. 
Seu marido cresceu com a ideia de que é normal reagir agressivamente quando algo foge do controle. Que é assim que conflitos são resolvidos. Que a violência é o único meio possível. E você desconstruiu tudo isso. Juntos, vocês construíram uma nova narrativa. Acho mais é que você deve se orgulhar de ter conseguido. 

69 comentários:

Anônimo disse...

Muito bom o texto, e atitude corajosa da moça. Eu também tinha reações semelhantes às do marido dela. Eu reagia agressivamente com tudo. Hoje dou mais tranquila, respiro fundo, conto até 3. A terapia me ajudou muito.
Nunca cheguei a bater em ninguém, ou, se agredi, a situação passou "despercebida" por eu ser mulher, o que não deixa nunca de ser preocupante.

Anônimo disse...

Deve ser um choque para as feministas ver um cara q n era machista ser agressivo,já q pra vocês tudo é culpa do machismo.

Anônimo disse...

Não alimentem os trolls.

Cão do Mato disse...

Quem lê esse tipo de post tem a impressão de que mulher nunca erra, só os homens...

Anônimo disse...

Eu achei corajosa a atitude da leitora. Eu não sei se continuaria com um cara agressivo. Mas que bom que no final ele entendeu que não é com violência que se resolvem as coisas.

Jonas Klein disse...

Olá Lola

Achei interessante relato da mulher que escreveu o texto.

Esse relato só vem reforça, a convicção que eu tenho de que sempre que houver violência física ou ameaça disso, isso deve gera o fim imediato da relação, pois quem bate uma vez (salvo raras exceções) bate duas e muito vezes.

Nesse caso ate que ouve um final feliz, mas sabemos que infelizmente não e isso que acontece na grande maioria dos casos de violência domestica, por tanto fica dica.


Por fim o pessoal não alimentem os Trolls, não interessa quem eles sejam ou digam, deixem estes inúteis falarem sozinhos.

Anônimo disse...

Lola... eu prefiro que você tranque o fórum quando for viajar ou estiver muito ocupada. Porque quem quer se pronunciar aqui, aguardará, quem vier só para encher o saco, vai desistir, afinal, deve ser muito triste pra um troll não ver seu comentariozinho causando ~polêmicas~.
XD

Anônimo disse...

o machismo é prejudicial para as mulheres e para os homens tb. reforça estereótipos dos dois lados, o homem é criado para mostrar força, agressividade, é um sistema que causa sofrimento dos dois lados.
não são só as mulheres as prejudicadas, demorou pros homens entenderem isso tb...



André disse...

Não resta dúvidas de que o cara tem problema. Mas de forma alguma ele é um agressor típico. Segundo o relato ele ficava violento em uma situação bem específica e nunca manteve um relacionamento abusivo ou controlador. Evidente que ela correu um risco ao optar por ajudá-lo. Mas não me parece correto usar essa caso como parâmetro.

Anônimo disse...

Eu diria que o que aconteceu com esse cara foi algo que eu ouvi várias vezes e que aconteceu comigo: a pessoa só muda se ELA quiser mudar. No caso do marido da M, ele realmente foi ensinado errado e quando entendeu que isso não era normal ele quis e se esforçou pra mudar. Fez terapia, aprendeu, se afastou de influências nocivas. Então eu acho que está tudo bem, M. Agora que seu marido é um cara normal, sejam felizes e beijinho no ombro dos recalcados, rsrs.

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Ai céus, pelo menos pra uma coisa esses trolls servem, pra fazer morrer de rir.

Anônimo disse...

Infelizmente o moça do relato vai apanhar de novo. Aprenda Jiu-Jitsu e
Boa Sorte.

Anônimo disse...

Lola, desculpe o off-topic, mas já viste essa?
http://spressosp.com.br/2014/12/12/aluna-da-ufscar-denuncia-abuso-sexual-de-professor/

Anônimo disse...

mimimi sofremos violência..mas por que insistimos em reforçar as merdas dos esteriótipos de gênero?? por que quando cultivamos essa merda de estupro mental chamado feminilidade feministas alegam que é "escolha"? sinto muito,mas esse blog age de má fé.Vive dizendo que tudo é escolha e quando vem o resultado do que palntamos para nós mesmas é essa vitimização babaca.

Anônimo disse...

Muitos homens por aí ficam violentos em situações específicas. Isso não significa que não aja machismo nos atos deles, por exemplo. Ser psicologicamente desequilibrado não é atestado de incapacidade de ter pensamentos ou ideologias.

Tomar esse texto como prova de que às vezes um agressor não faz "por mal" é bem perigoso.

Anônimo disse...

Lola, qual sua opinião? É racismo ou não?

https://br.noticias.yahoo.com/mpe-mg-diz-concurso-nome-gorila-tem-op%C3%A7%C3%B5es-184200585.html

Eu particularmente acho que não, uma vez que o animal tem origem africana e a maioria dos animais de Zoo tem nomes "humanos" mesmo, independente da espécie. Enfim, acho que tem muitas questões mais realistas de racismo para o MPE investigar.

Anônimo disse...

Acho complicado...é mais seguro se afastar do que tentar recuperar alguém.Mas obviamente cada um sabe de suas possibilidades e limites.Só fico com medo de um post assim emitir um sinal de que é possível uma mulher mudar um cara. NÃO É!Ninguém muda ninguém. Acredito sim na mudança das pessoas, mas não sou eu, nem vc, nem ninguém que causa esta mudança e sim ela própria, amparada claro, por uma série de fatores e pessoas que conduzem este processo de mudança.

Raven Deschain disse...

Jonas, repita comigo:

Verbos terminam em R.
Verbos terminam em R.
Verbos terminam em R.
Verbos terminam em R.

Ad infinitum.

Anônimo disse...

A gente divide tarefas e bláblálá..."
Dividem as contas também?
Pq relacionamento igualitário assim minha mulher também queria, dividíamos tarefas domésticas e tudo mais, mas quando chegou o final do mês e a chamei para dividir as DESPESAS domésticas, aí ela pulou fora...
Resultado, nunca mais lavei um prato em casa.
Não acho justo que eu tenha que pagar 100% das despesas e ainda ajudar com tarefas domésticas.

Anônimo disse...

Acho graça desses caras que vem reclamar sobre dividir conta.
Eu sou mulher, hétero, e sempre divido a conta, e aí brother???
Eu divido conta, troco pneu, instalo roteador, arrumo meu próprio pc, cozinho massas e doces, lavo a louça, e ainda levo o cachorro pra passear.
Bando de gente chata. Se SUA MULHER não divide contigo, problema é teu, não venha generalizar.

Anônimo disse...

Nossa anon das 8h57, é claro que quem quer difvidir tarefas nõa se importa em dividir contas.. claro que namedida do possivel. Se você ganha 5000 e sua esposa 1000 é normal que tudo seja proporcional.

Agora pare de má fé. Todo mundo que luta por igualdade, quer igualdade nas tarefas e nas contas da casa.

E meu marido temos uma conta conjuta para a casa, e + a nossa pessoal. todo 01 do mês a gente coloca 50% do nosso salario na conta conjunta. Simples assim. E não preciso nem falar que ele divide todas as taredas da casa. Assim como deve ser.

Lia

Gle disse...

Raven = <3 kkkkkkk. Falou tudo.

Relato bem realista e pelo visto, um dos poucos que deram certo.
Ninguém conhece o que se passa no psicológico das pessoas em um momento de raiva. Se quer conhecer alguém, brigue com ela. É mais ou menos assim que vc vê o limite das pessoas.
Tomara que o marido não tenha recaída e que vcs possam realmente ter uma vida feliz.

Anônimo disse...

Lola, utilizo esse espaço pra deixar minhas dúvidas, que não tem muito a ver com o tópico, mas, se alguém ler e comentar, será bacana (não te escrevo diretamente porque ele lê o blog):

Namoro há alguns anos um rapaz. O problema é que ele gosta da ideia de casamento (no civil), e eu odeio. Ele diz que é por causa do meu histórico familiar, porque meus pais foram um péssimo exemplo. Mas não é só isso, eu não gosto de pensar que há um papel dizendo algo sobre o que é tão pessoal, que isso fica registrado e cria uma obrigação de dar satisfações ao Estado se algo mudar e a amigos e familiares (que acham que isso naturalmente leva a outro estágio do relacionamento - ter filhos). Fora que mesmo gente feliz como os pais dele tem uma convivência de "casal de novela" que eu honestamente não gosto. Recentemente, ele cismou em me chamar de esposa, e isso, claro, me incomoda MUITO. Ele ficou ofendido (sim, ofendido) por eu ter dito que ele é meu namorado, porque o termo "namorado" implicaria em não considerá-lo parte da minha família (!!!), sendo que ele sempre soube que fico muito feliz pelo nosso relacionamento ser como é e que ele é mais minha família do que a que eu tenho. Sei que o meu medo é até bobo, mas me dói ver que exige algo sabendo que me incomoda. Ele age assim às vezes em outros assuntos, e eu me sinto desrespeitada, chantageada, até forçada a voltar atrás cada vez que ele fica ofendido. Isso está gerando brigas, e não sei o que fazer.

De qualquer modo, obrigada pelo espaço.

Anônimo disse...

Anon 8:57. Ou seja, vc contratou sua mulher como faxineira... é uma relação diferente de casais que partilham deveres e tarefas. Pq independente do quanto se ganha no fim do mês, ambos se esforçam nos respectivos trabalhos, ambos estão cansados no fim do dia e nada mais justo de ambos dividirem as tarefas domésticas para os dois aproveitarem melhor o tempo livre.

Domingos Tavares disse...

@Cão do Mato
Quem lê esse tipo de post tem a impressão de que mulher nunca erra, só os homens...

É porque a esmagadora maioria dos casos de violência doméstica que se tem conhecimento é sobre homens batendo em mulheres. Então é natural que o foco da resolução do problema seja considerando essa situação em particular como o padrão, a regra.

Anônimo disse...

"Bando de gente chata. Se SUA MULHER não divide contigo, problema é teu, não venha generalizar."

- Se SEU MARIDO não divide (as tarefas domésticas) contigo, problema é teu, não venha generalizar.

Vou dizer isso pra toda mulher que reclama da falta de vontade do marido de realizar tarefas em casa.

Bizzys disse...

"- Se SEU MARIDO não divide (as tarefas domésticas) contigo, problema é teu, não venha generalizar.

Vou dizer isso pra toda mulher que reclama da falta de vontade do marido de realizar tarefas em casa."

Caro anônimo das 10:09,

Se você fosse menos burro, saberia que essa frase não se aplica às mulheres que reclamam do próprio marido, porque elas não estão generalizando, estão reclamando de um problema que acontece na casa delas. Afinal, elas estão reclamando do marido que não ajuda, não de todos os homens que não ajudam. Então, não haveria generalização neste caso.

Lembrando que existem 172738382929203 pesquisas (além da opinião pessoal de VÁRIAS mulheres) mostrando que nós somos responsáveis pela maioria esmagadora do trabalho doméstico, além de trabalhar fora. Homens não costumam dividir as tarefas domésticas, isso é fato comprovado.

Agora, se um cara chega aqui contando que a mulher dele não quer ajudar a pagar as contas, e você conclui que por causa disso NENHUMA mulher ajuda a pagar as contas, isso sim é generalização. Não deve ser tão difícil parar para pensar um pouquinho e entender, né? :)

Anônimo disse...

Interessante a alfinetada que mulher do relato deu de que o marido espancador não liga por ela ser supostamente "fora do padrão". Padrão é palavra "padrão" para as feministas. Isso já virou obsessão. O resultado? Levou a maior porrada do cara "feministo fora dos padrões".
Que padrão? Vários homens, inclusive alguns deles bem machistas, adoram uma gordinha branca, peituda com coxas bem grossas e bunda farta. Costumam falar que que isso que é "mulher de verdade" e atacam mulheres que não tem as farturas delas. Varias feministas fazem vistas grossas a isso, acham que esses homens são feministas e pronto. Isso é um padrão de beleza e também um padrão adotado por homens machistas também.
Estar fora de um determinado padrão não signifique que não possa se encaixar em outro padrão. Essa mulher do relato estava encaixada no padrão que o marido machista e violento dela acha bonito em uma mulher.
As feministas não se importam também com o termo "gordelicia", utilizado por muitos homens machistas.

Ficam se iludindo com esses homens que só falam em bundões, peitões e coxões enormes e que mulher deve ter tudo isso para ser considerada "mulher de verdade". Continuem acreditando que eles são "superfeministos" com gostos "fora do padrão".
As feministas continuam agredindo mulheres, seja diretamente ou nas entrelinhas, que não são idênticas a elas no discurso e ideologia. Seja diretamente ou nas entrelinhas

Parece absurdo, mas não é, é muito comum feminista se envolver com homem machista.

Saiu do Brasil em busca de uma vida melhor, não estava satisfeitos com este governo?

Anônimo disse...

#amo #sou #team #BIZZYS

<3

Cão do Mato disse...

Domingos Tavares disse:
"É porque a esmagadora maioria dos casos de violência doméstica que se tem conhecimento é sobre homens batendo em mulheres. Então é natural que o foco da resolução do problema seja considerando essa situação em particular como o padrão, a regra."

Nessa semana saiu uma reportagem mostrando que, na Inglaterra, existem 700.000 homens vítimas de violência doméstica, ante 3 milhões de mulheres padecendo do mesmo problema. Portanto, sugiro a você revisar o uso do termo "esmagadora maioria" nesse assunto...

Sara disse...

Pq estão atacando o cara q n quer mais lavar pratos?
A folgada é a mulher dele que n quer dividir as contas mas acha que ele tem ajudar nas tarefas domésticas.
N vi onde ele disse q todas são assim.
Quanto ao relato eu n consigo entender quem continua com quem lhe agride e aqui nem tem as desculpas de q depende do cara,q é ameaçada...

Raven Deschain disse...

Oi anon de 726! Não sou a Lola, mas tb vi essa notícia e bom... Achei racismo sim. Por mais que o gorila seja um animal africano... Surprise! Ele é um macaco. Preto. Quando se quer ofender um negro qual a primeira palavra que aparece? Macaco. Aí junta a origem africana de ambos (gorila e humano) e tá feita a merda. Acho que não foi intencional. Acho que foi só desatenção mesmo. Não quero parecer especista, mas tb não sou idiota de achar que tudo bem, é super inocente chamar um macaco por um nome africano. No mais, são nomes muito bonitos.

Oooooi Gle. S2

Anônimo disse...

Não achei racismo nenhum dar o nome africano pro macaco. Chamar um esr humano de macaco é sim ofensivo, mas chamar um macaco com nome de gente, é racismo agora? Me poupe.

Minha cadela chama eliana. E daí? PRocurar chifre em cabeça de cavalo é dose.

Chamar um animal por um nome africano é racismo porque? E sinceramente, quantos negros no basil tem nomes africanos mesmo?

Seria sacanagem chamar o macaco de wochintu junior, lanisvaldo..

Anônimo disse...

Oi Raven! (eu que postei o link do gorila)
Então, eu imagino que foi ingenuidade da galera. Quiseram homenagear o continente e começou a ziquizira...
Exemplo: eu tenho uma chihuahua, e coloquei um nome mexicano nela. E conheço muitos criadores da raça que nomeiam seus cães de Pablito, Soledad, Juanito, etc. Talvez se eu morasse nos EUA, eu seria taxada de racista contra os latinos (nós mesmos rs).
É claro que pra quem é racista, esse fato do zoo servirá de combustível pra começarem as piadinhas, as ofensas.
Mas é uma pena, porque eu achei os nomes lindos.
Votei no Jahari. <3

Anônimo disse...

Sara, eu explico.

sabe onde ele generalizou? aqui, ó:

" A gente divide tarefas e bláblálá..." ----> aqui ele imita uma mulher falando, não a esposa dele especificamente, mas uma mulher. até porque a esposa dele NAO divide tarefas.

"Dividem as contas também? Pq relacionamento igualitário assim minha mulher também queria" ---> quando ele fala relacionamento igualitario ASSIM, ele quer dizer o que com "assim"? Que a mulher queria dividir as tarefas mas não as contas. Então quando ele fala ' que relacionamento assim', ele está dizendo que todas nós queremos o relacionamento igual a esposa dele queria. Tarefas sim, contas não. generalizou SIMMMMM. Oras bolas.

Mas concordo que se a bonita da esposa dele não divide contas, (porque não quer, não porque não pode!) é porque ela vê "como papel do homem" pagar as contas. então se ela faz essa divisão, é normal que ele também faça.

Lia

Raven Deschain disse...

Eliana é um nome inócuo. Não remete a cor, nem classe. De repente a gênero, mas já que ela é fêmea obviamente vc não ia chamar ela de João.

No Brasil, devo admitir que não muitos. Mas na África (lá de o de vem os gorilas) devem ter alguns. E me poupe vc, do alto se sua branquitude vir falar o que achamos racismo ou não.


Ahhhhhh siiiiiiim, pra dizer que é "procurar chifre em cavalo" vc só pode ser branco(a).

Anônimo disse...

Era só o que faltava ver racismo de dar um nome africano a um animal que vem da africa. Dê um nome holandes então.

Palhaçada. alias, certeza que se dessem um nome holandes iam falar que estavam ignorando a identidade africana no gorila, que era apropriação e europeiazação e balblabla.

Tem hora que da saco. Mesmo.

Anônimo disse...

Volto a perguntar, as feministas são a favor de uma lei especifica que proteja crianças e idosos também, ou acham que violência domestica só afeta mulheres?

Anônimo disse...

Anon das 09:43 já tentou conversar abertamente com ele? Explicar essas coisas com as mesmas palavras, tudo tintim por tintim? Porque às vezes a gente acha que deixou tudo bem óbvio mas foi sutil demais pra outra pessoa. Tente falar pra ele o que você sente de forma bem direta, como fez aqui, e ouça o que ele tem a dizer também. Falo por experiência própria, sou péssima pra pegar indiretas, em geral só entendo qdo a pessoa vem e fala na cara dura mesmo o q quer me dizer. Pode ser que funcione pra vocês.

Quanto à questão do nome do macaquinho. Só uma sugestão, se estou sendo racista por favor me avisem, mas eu li faz tempo uns contos de fadas africanos e neles os animais tinham nomes. Lembro de um onde havia um gato chamado Ocra e um cachorro chamado Ocranam, ou seja, no continente africano também há nomes típicos pra animais, como os nossos Fido, Lulu, Fifi, etc. Por que os indivíduos que propuseram dar um nome africano ao gorilinha não vão à luta e pesquisam por nomes usados pra nomear animais na África? Com os contatos em outros zoos e a ajuda de estudiosos da cultura africana não deve ser uma tarefa difícil.

Anônimo disse...

"Volto a perguntar, as feministas são a favor de uma lei especifica que proteja crianças e idosos também, ou acham que violência domestica só afeta mulheres?"

eu realmente acho que feministas são a favor da mudança desse paradigma de masculinidade baseado na violência e na supressão da sensibilidade. Se homens não fossem socializados com essa ideia de brutalidade, será que o recorte de violência doméstica seria tão específico contra mulheres, crianças e idosos?

Eu não acredito nas leis para a defesa dos grupos minoritários, porque sou estudante de direito, e sei que, infelizmente, a grande parte das pessoas que estão nas salas de aulas só pensão em uma coisa: concurso.

Infelizmente, as leis que saem para defesa de grupos minoritários são feitas "nas coxas", por conta de casos de apelos midiáticos, extremamente abstratas, dificultando ainda mais a sua execução.

Então, o que as feministas realmente querem é o fim da violência doméstica, que só acaba com o fim dessa socialização violenta da nossa sociedade.

Bjos de luz :*

Kittsu disse...

Sobre o gorila recebendo nome africano, eu li a notícia ontem e isso me deu uma pulguinha atrás da orelha mesmo.
A princípio, me pareceu simplesmente uma ingenuidade com resultados catastróficos. Foi uma gafe nascida de um acidente bobinho vindo do hábito de nomear animais de acordo com suas respectivas origens, mas não é porquê é uma "gafe bobinha" que deve ser ignorada e pronto, pois o pano de fundo para essa polêmica é justamente um cenário no qual associam pejorativamente uma pessoa de certa origem a um animal.

MAAAAAS eu acho que tem outro viés com duas ramificações: O de os nomes propostos serem de PESSOAS, o que pra mim pode vir a ser condenável (Na frança foi proibido dar a um porco o nome de "Napoleão"); E o de os nomes propostos serem de COISAS e não serem utilizados para nomear seres humanos, como "dia" ou "forte". Neste ultimo caso, eu considero até uma homenagem muito bonita pro bichinho, ainda que ele não saiba. Acho que animais não deveriam ser desvinculados de seu país/região de origem. A situação de um bugio com nome em um idioma ameríndio, um gorila com o nome em um idioma africano ou um macaco japonês com nome em japonês pra mim têm o mesmo peso.
MAAAS se alguém se sente ofendido com isso, deve ser levado em consideração. Não custa nada e é respeitoso.

Bizzys disse...

Anônimo das 12:43:

Já ouviu falar em Estatuto da Criança e do Adolescente? E em Estatuto do Idoso?

Se não, joga no google que a internet te explica direitinho. :)

Catarina Oliveira disse...

hahahahaha "Se você fosse menos burro"
É isto aí, não consigo ficar lendo os comentários aqui do Blog pq sempre tem Omi fazendo (dizendo) Omisse.
Vinha mais escrever para a mulher do Guest Post e dizer que: se você conversou com seu marido sobre as reações dele e conseguiram dá um jeito na situação, sem se separarem, foi pq vocês puderam, conseguiram assim. Outras mulheres, em outros relacionamentos, não escolheriam isto e não conseguiriam como você conseguiu. Mas não existe "certo" ou "errado", nem você precisa pedir perdão à dona do blog (qlq blog q fosse) pelas suas atitudes. Se você estivesse sendo ameaçada e maltratada, você ia pedir DESCULPA, além da própria violência, por não conseguir sair deste lugar? Existem mulheres que ainda não descobriam sua força - mas não mulher fraca.
E a "dona do blog", Lola, sempre se coloca muito bem nessas questões de quem pode ser feminista, também curti muito a sua resposta, Lola.
Continuemos na luta.
Eu desejo muita força a Lola e a todxs que "conseguem" ler os comentários machistas e anônimos, eu não consigo.
Um abraço!

Raven Deschain disse...

Achei lindo o Jahari tb. ^^

Anônimo disse...

Em meio a tantas desgraças em forma de gente/comentário que circundam por aqui enquanto a Lola está de folga, uma notícia bem legal para hoje meninas:
http://politica.estadao.com.br/noticias/geral,senado-aprova-inclusao-do-feminicidio-no-codigo-penal,1608910

INCLUSÃO DE FEMINICIDIO NO CÓDIGO PENAL!!
A passos lentos estamos caminhando...

Anônimo disse...

Em meio a tantas desgraças em forma de gente/comentário que circundam por aqui enquanto a Lola está de folga, uma notícia bem legal para hoje meninas:
INCLUSÃO DE FEMINICIDIO NO CÓDIGO PENAL!!
A passos lentos estamos caminhando...
Não consigo colocar o link, mas está no estadão de hj!

Anônimo disse...

Senado aprova inclusão de Feminicídio no Código Penal
- Decisão foi considerada pela senadora Gleisy Hoffman como reação as recentes declarações de Jair Bolsonaro.
Finalmente uma boa noticia em meio a tanta imbecilidade de mascus aqui!
Pelo menos esse projeto de malsucedifd de Hittler do Bolsonaro serviu pra alguma coisa!
Chupa Mascuzada!!!

Lucio Fernandes disse...

Raven, pode entrar em contato comigo? Meu email é luciohdf@gmail.com . Manda uma mensagem? Quero falar com você.

Raven Deschain disse...

Pq, Lucio?

Anônimo disse...

Oi Lola sou sua fã, por favor responda- me como conseguir seu livro.
a) Sou uma feminista apaixonada pela causa, na minha opinião esta mulher vai apanhar de novo, a mulher deve sempre reagir no primeiro tapa, na primeira situação em que este homem, for contrariado ele vai partir para a violência
b) A divisão do dinheiro do casal, é um pouco complicado, porque existe casos e casos, muitas vezes a mulher trabalha, mas a despesa doméstica do quotidiano é com ELA, alguns homens não querem saber, se o fogão quebra ou a geladeira quebra, ou se tem que comprar panelas novas, poxa então neste caso porque o homem não assume algumas despesas? , mas tudo deve ser conversado, chegando a um denominador comum

lola aronovich disse...

Querida Anon das 18:12, infelizmente, acho que não tenho mais livros para vender. Talvez a Edusp tenha, mas, comigo, só tenho mais 3 exemplares, e preciso guardá-los. São os únicos que tenho! Eu queria comprar os últimos 30 exemplares da editora (imagino que ainda tenham), mas é complicado, porque não respondem meu email.
Bom, já está mais que na hora de lançar um livro novo... Vamos ver se eu consigo organizar alguma coisa agora em janeiro...
Obrigada pelo carinho!

Anônimo disse...

Conhece o ECA? O Estatuto do Idoso? Vai estudar, fi!

Anônimo disse...

Pergunta rápida:

Minha pergunta não tem a ver com o post, mas resolvi colocar aqui mesmo. Sou homem, gay, 23 anos, branco. Me sinto muito confuso em relação a como se posicionar em relação ao feminismo. Sou extremamente ciente do que é e leio mto a respeito. Minha pergunta é: como devo me posicionar em relação ao feminismo por ser homem? Vejo mtas femininas dizendo que a luta não é de homens, etc. Entendo. Como ajudar? Como me posicionar? Devo apenas me conscientizar e pronto?

Não sei se é uma pergunta besta, mas é uma dúvida sincera.

Obrigado.

Anônimo disse...

INCLUSÃO DE FEMINICIDIO NO CÓDIGO PENAL!!
A passos lentos estamos caminhando...
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Então e oficial, homens perante o estado, são cidadãos de segunda classe.

Anônimo disse...

A gigantesca maioria de espancamentos sofridos por crianças e idosos, que "se justificam" afirmando que são a a maioria das cuidadoras.
Abaixo a cultura matriarcal de violência contra crianças e idosos.

Mallagueta Pepper disse...

Lola, acho que vc deveria ter deixado claro uma coisa muito importante: esse cara só mudou porque quis mudar. Ninguém muda a cabeça de ninguém e as mulheres precisam entender que continuar o relacionamento por si só não vai fazer o cara mudar e virar gente.

Antes de mais nada, a boa vontade dele e o desejo de mudar são fundamentais. Acima de tudo, ele precisa reconhecer que fez algo errado e que não pode se repetir. A grande maioria não chega nem perto disso.

Além do mais, a mulher pra continuar nesse relacionamento tem que ser empoderada, forte e independente (tanto financeira quanto emocionalmente) pra ser capaz de pular fora se for preciso.

Tem que ser alguém que não tenha medo, saiba impor limites, tenha coragem pra discordar e não aceitar (nem justificar) nenhum tipo de agressão. Foi o que essa mulher fez. Ela bateu o pé e disse não. Se tivesse ficado calada, estaria apanhando até hoje.

E sim, ele era machista. O fato de ter agredido o pai tb não quer dizer nada, porque certamente o pai dele devia ter menos força física. Mas pelo que vi no texto, a maioria dos seus alvos eram mulheres (esposa, mãe e irmã). Eu queria mesmo era vê-lo fazer a mesma coisa com um brucutu marombado de 2m. Aí sim eu ia acreditar que a atitude dele não era machista.

Isso vale pra certo masCuzinho acima falando que ele era agressivo e não machista.

Voltando ao assunto, eu jamais aconselharia uma mulher a continuar num relacionamento depois de uma agressão. Que essa bosta de amor vá pros oitavos dos infernos. Autopreservação vem primeiro.

Esse quis mudar, mas duvido que seja regra. A grande maioria acha que tem o sagrado direito de fazer isso e jamais vai querer rever o próprio machismo. Se ele quiser fazer terapia, que faça. Mas bem longe da mulher. E tb tem que responder criminalmente pelo que fez. Cadeia não resolve? Deixar solto pra fazer novamente resolve menos ainda.

Anônimo disse...

Anon das 00:49 e das 00:51, que eu desconfio que seja o mesmo troll; kkkkkkkkkkkkkkkk!! Conta a do papagaio agora! Sério? Quer dizer que não poder espancar mulheres, idosos e crianças sem ser punido com uns bons anos em cana agora é opressão contra uszómis? Quer dizer que de mulheres também poderem ser agressivas (Oh, surpresa! Achei que todo ser humano tivesse potencial pra ser violento, oh wait, é mesmo, pra mascus mulheres não são humanas)não ser motivo pra limpar a barra dos homens violentos é cultura 'matriarcal' da violência? KKKKKK! Ai céus... pelo menos pra alguma coisa so trolls tinham que servir... pra fazer rir.

Anônimo disse...

Ai fio das 00:49 não defeque pelos dedos, por favor!
Homens não são espancados por suas companheiras diariamente (ate porque é só verificar a força física de um homem e de uma mulher... sem essa de um país X da pqp onde tem uma incidência fucking whatever de mulheres que batem em homens... porque já que é pra pegar amplamente é só entrar nos dados da ONU que vocês vão ver o que feminicídio), homens não são espancados e a maioria das vezes mortos, por suas ex-companheiras pq não aceitam o termino do relacionamento, ou pq chegaram bêbados em casa, ou pq o dia foi ruim, ou pq exigiu explicações sobre algum outrx que veio conversar só para pedir uma informação...
Adoram dizer que mulher adora vitimizar, mas chegam aqui e são o muro das lamentações, devem chegar em casa e ser um cordeirinhos tesouros da mamãe!
Machões na net que "xingam muito no twitter" e os tesouros da mamãe em casa...
Queria mostrar pra mamães de cada um que vem se achar por aqui e falar barbaridades, e ver esses imbecis levando uma bela "comida de rabo" das próprias mães... Muitas mães não sabem os belos cretinos que tem em casa.
Seres dignos de pena!

Kittsu disse...

"A gigantesca maioria de espancamentos sofridos por crianças e idosos, que "se justificam" afirmando que são a a maioria das cuidadoras.
Abaixo a cultura matriarcal de violência contra crianças e idosos."

Concordo. Por isso é que precisamos do fim da cultura das mulheres como únicas responsáveis pelos cuidados familiares. Queremos os homens cuidando da família tanto quanto as mulheres, só assim para acabar com esse reinado de maldade feminina que elas insistem em assumir para sí e excluir os homens da casa! Eu por exemplo nunca vi homem sumir do mapa porquê engravidou uma mulher. Nunca vi um homem largar a esposa em puerpério pra ir farrear porquê acha que isso não tem nada a ver com ele.NUNCA vi um homem deixar de visitar os filhos depois que separa. Isso tudo é invenção do matriarcado maldito, o homem sempre fez questão de assumir os cuidados com crianças e idosos...

Juba disse...

Anon de 19:32, você pode ser feminista, oras, por que não? Não vai liderar o movimento, assim como um branco não lidera o movimento negro, um hétero não lidera o movimento gay, mas pode perfeitamente fazer parte. Homem feminista existe aos montes.

Anônimo disse...

"Voltando ao assunto, eu jamais aconselharia uma mulher a continuar num relacionamento depois de uma agressão. Que essa bosta de amor vá pros oitavos dos infernos. Autopreservação vem primeiro"

Maravilhosa, eu jamais aconselharia relacionamento com homem algum.

Anônimo disse...

Anon das 14:16, muito obrigada por responder. Já conversamos muito, mas ele não parece entender a importância que isso tem pra mim e usa sempre a mesma desculpa de que tenho trauma por causa dos meus pais. Eu tento entendê-lo, mas não é recíproco. Ele tem aquela visão de que um casal é grudado e inseparável, uma visão bem romântica e tradicional. Não acho que sou menos romântica por não querer me casar, mas, pra ele, é o fim do mundo. Acho irracional, não sei como lidar com isso.

Anônimo disse...

Não há "cultura matriarcal de violência contra crianças e idosos". Assim como o machismo faz a mulher ficar responsável pela casa, faz também ela ficar responsável por filhos, idosos e tudo mais que seja do considerado 'domínio do lar'. Mulheres ficam mais em casa e acabam cuidando mais do que os homens não cuidam porque, supostamente, estão 'sustentando a casa' ao trabalharem fora.

O que não significa que cuidadorxs não cometam abusos também, já que, infelizmente, é muito fácil se aproveitar de quem está vulnerável.

Anônimo disse...

Que pena, anon 11:05, realmente se ele não quer tentar entender vai ser difícil, compreensão tem que ser mútua. Pode ser que casar de terno com uma cerimônia seja um sonho dele, assim como algumas mulheres querem se casar vestidas de noiva, ou quando alguém tem o sonho de ser mãe/pai e o parceiro não quer. Vocês podem estar nessa encruzilhada de valores e sonhos diferentes. Nesse caso só resta esclarecer até onde os dois podem e é justo cada um ceder; e se não houver acordo, infelizmente, ou alguém ceder mais ou separar e encontrar alguém com objetivos e sonhos compatíveis. Desejo o melhor pra vocês dois e boa sorte.

MonaLisa disse...

Sinceramente, esse post presta um desserviço ao feminismo.

Meses esperando um post sobre violência doméstica e a Lola posta esse dessa que apanha e perdoa. Enquanto tem milhares que são espancadas e ameaçadas e não sabem o que fazer, imagina se dão uma busca pelo google e se dão com esse post, vão acreditar que a função da mulher é ser saco de pancada de macho traumatizado.

As vezes penso que esse é um blog de mulheres empoderadas, mas acho que me iludo demais pensando em ler um blog de Amélias.

Mallagueta Pepper disse...

"Volto a perguntar, as feministas são a favor de uma lei especifica que proteja crianças e idosos também, ou acham que violência domestica só afeta mulheres?"

Eu gostaria de entender qual é o objetivo dessa pergunta. Sim, porque é realmente estranho, muito estranho, uma pessoa achar que o movimento feminista poderia ser contra uma lei que protege crianças e idosos. Existe algum motivo racional pra pensar isso ou é só implicância mesmo?

Além do mais, já existem leis que protegem crianças e idosos: o ECA e o Estatuto do Idoso. Sem falar que a LMP tb pode dar proteção a esses dois grupos em caso de violência doméstica.

Qualquer um que tenha capacidade cognitiva e motora suficiente pra fazer uma pesquisa no google pode encontrar, inclusive, casos onde a LMP é usada para proteger homens agredidos. Então, com base nisso, qual é o motivo da pergunta? Realmente não fez sentido algum.

Fernanda disse...

Anon das 19:32
É interessante de se analisar q quando dizemos para os homens q eles não podem protagonizar um movimento eles ficam perdidos e não sabem o q mais poderiam fazer.
Você pode ajudar de várias formas, a mais importante seria você tentar descontruir o machismo dos homens cis (e do ambiente) a sua volta, você também pode ler e ouvir sobre feminismo, você pode tentar apresentar esse feminismo para os homens e mulheres q não o conhecem, você pode até estar em espaços feministas e fazer perguntas. O q não cabe aos homens cis, na minha visão, é dizer o que o feminismo deve ou não fazer (no caso de homens gays, já vi vários querendo usar sua sexualidade pra dizer q sabem mais sobre o q é machismo do q uma mulher), é ter o protagonismo do movimento e, em hipótese nenhuma, é silenciar feministas. Por exemplo, quando falamos em silenciamento muita gente acha q isso é só mandar calar a boca e pensam q não fariam isso, mas na verdade existem diversas formas de invalidar a fala de uma mulher (dizer q ela está exagerando, q conhece uma mulher q pensa o contrário, etc). Por isso é muito importante descontruir o seu próprio machismo, para não fazer essas coisas sem perceber (lendo sobre esss termos e seu significado e ouvindo o q as mulheres tem a dizer).

Anônimo disse...

Desde quando a realidade é um desserviço?

Concordo com todo mundo que apontou o fato de o relato soar como um "milagre possível" sem as ressalvas de que isso geralmente tem um desfecho beeeeem oposto, mas agora a Lola tem obrigação de esconder o que mandam pra ela por medo de reprovação alheia? Ou só postar coisas terríveis pra gente se convencer de que ela ainda está do "nosso lado"? Por que não colocar algo diferente?

O feminismo não pode condenar tudo cegamente. Eu não luto só por um conceito, luto pelas mulheres. E se essa mulher conseguiu, é uma vitória.

Anônimo disse...

A autora do post é uma mulher de sorte. Esses crápulas selvagens nunca deixam de serem covardes, e continuam a surrar suas mulheres, mesmo passando algum tempo sem praticar este ato horrendo. Meu caso é um exemplo disto...Mesmo sabendo da postura agressiva e instável do meu noivo,eu fui burra, e cai no erro de me casar com ele á 4 meses atrás. É aquela velha ladainha, nos agridem e qdo passa a fúria, se lamentam, pedem perdão, fazem juras de amor e até mudam o comportamento por um tempo.Nisto acreditamos no poder do amor,de que tudo irá mudar,e acabamos desistindo de fazer B.O. ( isto implicaria tb uma exposição humilhante...). Até que eles nos surram novamente... Me aconteceu isto hoje, eu tão sensível e ele tão forte. Tentei me defender, mas me machuquei mais ainda.Me deixou reduzida á nada, e enquanto ele dorme, penso em qual atitude tomar. Penso que matá lo neste momento seria a solução.

Gabriel Orciole disse...

O que violência tem a ver com o feminismo? O que o feminismo de fato pode fazer por essas mulheres que são agredidas? NADA. É a Lei que pode fazer, as feministas o máximo que podem fazer nos dias modernos é a conscientização. Nada mais do que isso. Elas não podem impedir a agressão, o que podem fazer é tentar conscientizar as mulheres de seus direitos (já que ignoram os homens que são agredidos por suas parceiras) e pressionar a educação para que se torne melhor ou que a educação provida dos pais seja melhor.

De qualquer forma o máximo que podem fazer é saírem nas ruas com seus cartazes dizendo 'chega', porém o mundo real não funciona assim, e este é o motivo do feminismo tanto falhar.

A Lei pode ajudar está mulher, o feminismo não pode fazer nada por ela.
Existem diversos programas que podem ajudar o homem desta mulher a 'melhorar' seu comportamento, porém não é o feminismo que está por trás disso, e sim, uma necessidade que o governo teve que sanar.

Por fim, é uma pena e é horrível que alguém sofra violência doméstica, seja homem ou mulher. Porém não é o feminismo que pode fazer alguma coisa em relação a isso, e sim a Lei. O Feminismo nada pode fazer por essa mulher que foi agredida, ao mesmo ela encontrou alguém com quem passar sua experiência. Que, bom agora ela deve estar um pouco mais feliz.