quinta-feira, 8 de maio de 2014

GUEST POST: ACHO QUE EU ERA UM POUCO STALKER

A J. me enviou este relato:

Oi Lola, conheci o seu blog há cinco anos, quando comecei a estudar sobre feminismo. Fiquei uns anos longe da internet por causa do trabalho e estudos. Queria te agradecer pelo blog porque ele sempre foi muito esclarecedor para mim, além de ser (lindo e maravilhoso) o único que eu leio todos os comentários das postagens. Parabéns a(o)s comentaristas também (acho que você fez um ótimo trabalho limpando os trolls daqui).
Alguns dias atrás voltei a ler o blog regularmente, porque minha irmã começou a lê-lo e comentar comigo. Nesse tempo, vi muitos posts interessantes e me encantei com alguns guest posts em que pessoas compartilham suas experiências. Particularmente eu li um post sobre stalker e me identifiquei -– com o lado do stalker.
Eu tenho hoje 23 anos e sempre fui uma menina bastante introvertida e solitária. Tive uma vida relativamente normal, embora não totalmente livre de traumas, como a maioria das mulheres. Sofri um pouco, tive depressão durante a adolescência, e atualmente faço terapia pra tratar ansiedade.
Talvez por não me relacionar muito bem (ou tão facilmente) com as pessoas, acabei dedicando boa parte do meu tempo aos estudos e leitura, me interessando por ciência e filosofa. Sou ateia desde os 12 anos, feminista desde os 16. Eu me considero uma pessoa bastante racional e lógica. Então, a minha história.
Passei toda minha vida com poucos ou nenhum amigo. Também tenho um relacionamento muito frio com meus pais e a maioria dos familiares (exceto minha irmã). E por causa disso, tenho muita carência emocional. Portanto, desde a minha infância, até dois anos atrás, tive vários amigos imaginários pra suprir isso.
Quando tinha 16 anos, conheci uma menina que foi a minha primeira amiga em três anos, e me apaixonei por ela. 
Levei um bom tempo pra admitir isso, porque nunca havia me questionado sobre minha sexualidade. Eu era bastante infantil nesse sentido e até meio assexuada. Então achava que estava tendo “sentimentos normais de amiga”, até que comecei a ouvir comentários maldosos de familiares, a ter uns sonhos esquisitos. Não gostava muito da ideia de ser lésbica, mas acabei admitindo. (Hoje me defino como bissexual).
Realmente estava encantada por ela. Pensava nela o dia todo. Mudei de turno quando ela mudou de turno. Ela conversava comigo, fazia os trabalhos comigo, tínhamos uma certa relação, mas eu estendi essa relação muito além da realidade.
Ela acabou se tornando minha melhor amiga e isso durou alguns anos. Enquanto isso eu continuava sendo obsessiva em segredo. Como eu não lidava muito bem com a minha recém-descoberta sexualidade, achava que era errado tentar me aproximar dela, embora eu quisesse muito. Sentia muito ciúmes sempre que ela começava a sair com alguém, chorava, entrava em desespero, sofria.
Nós conversávamos (além da escola), bastante por chat e redes sociais. Eu sempre guardava as conversas numa pastinha e relia várias vezes. Até destacava as frases relativamente românticas em rosa. Comecei a guardar fotos dela (que ela publicava na internet, ou que eu roubava do computador da prima dela, que se tornou minha amiga), cheguei a ter mais de cem fotos. De forma geral eu passava todo o meu tempo ou falando com ela ou sonhando com o que não existia, imaginando coisas e alimentando isso.
Isso tomou conta de toda a minha vida. Nada mais fazia mais sentido se não fosse por ela. Ninguém podia substitui-la. Ela era o “amor da minha vida”. E eu que era eu, comecei até a acreditar em destino e almas gêmeas, porque um desejo tão forte só podia ser isso. Eu achava que era amor.
Como não podia deixar de ser, uns dois anos depois tivemos uma briguinha em que ela ficou umas semanas me evitando (ela não tinha me contado porquê). Entrei em desespero e acabei confessando tudo. Não falei tudo, tudo em detalhes, porque ainda tinha um pouco de raciocínio.
Ela não respondeu.
Por mais ou menos seis meses ela não respondeu nada. Nem uma palavra. Eu chorava todos os dias, umas duas horas por dia, e só ouvia “Losing my religion”, “Every breath you take”, e músicas doentias. Mesmo nesse tempo, ainda tinha esperança. Acho que ter esperança era uma estratégia pra não me matar. Continuei olhando as fotos, relendo as conversas, imaginando que tinha solução, que era só uma questão de tempo ela se acostumar com a ideia, que ela gostava de mim, porque ela tinha que gostar. 
Porque eu não sabia o que ia fazer da minha vida se ela não gostasse.
Isso tudo por uma pessoa que eu nunca nem tinha beijado.
Várias vezes eu sentava em lugares estratégicos na faculdade (estudávamos no mesmo campus) pra vê-la passar. Não fiquei um único dia letivo sem vê-la, embora ela não me visse.
Nessa época tentei levar uma vida relativamente normal. Eu saía às vezes, até beijava meninas, embora não me interessasse romanticamente por elas, e me sentia culpada por estar “traindo meu amor verdadeiro”, ou imaginava se ela ficaria com ciúmes se soubesse. Um dia em que estávamos no mesmo ambiente (uma festinha), ela bebeu um pouco e fez as pazes comigo. Eu não sabia o que realmente sentir naquelas horas. Uma parte de mim estava magoada por ela ter passado tanto tempo sem falar comigo, outra parte estava feliz por ela ter me perdoado, e uma parte de mim ainda tinha esperanças que ela ia acabar ficando comigo algum dia.
Depois que o efeito do álcool passou, ela voltou a me evitar. Eu continuei sonhando, às vezes tentando aproximação, chorando toda noite, sofrendo enormemente, pensando em me matar. Eu não via saída nenhuma. Tive vários pesadelos no qual eu “fazia sexo” com ela, mas ela não se mexia, e então eu via o rosto dela e ela estava apavorada -- nessa hora eu acordava. E depois de uns três sonhos assim eu sabia que devia parar.
Por um lado eu sabia que tudo aquilo era doentio e errado. Que eu devia respeitar a escolha dela e tal. No início eu achava que estava sendo romântica, foi difícil perceber que estava totalmente fora de controle. Que eu guiava toda minha vida a partir dela, que não sentia felicidade em mais nada. 
Durante os quase cinco anos que essa história se estendeu, e principalmente depois que eu levei o “fora”, eu não tinha mais autoestima. Não tinha um conceito muito definido de quem eu era, porque eu não lembrava quem eu era. Tudo o que eu fazia era pensando nela, os livros que eu lia, os filmes, as músicas (eu tentava ouvir/ler/assistir as mesmas coisas que ela). Quando ela saiu, não havia nada.
Demorei muito tempo pra conseguir me reconstruir. Um dia, depois de assistir um filme (é um pouco vergonhoso, mas foi 500 Dias com Ela), depois de um ano e seis meses de ter levado o fora, pensei na possibilidade de que ela não fosse me querer NUNCA. E tentei lidar com isso.
Passei vários dias sem sair do quarto, chorando e sem me alimentar direito. Foi um tremendo baque. Eu não tinha mais nada, nada. Não tinha mais nem eu mesma. Imagino que muitas pessoas nessas horas resolvam se matar. Que algumas até resolvam matar a pessoa “amada” pra depois se matar. Não lembro exatamente o que pensei, mas foi algo do tipo “você só tem 19 anos e isso é ridículo, além do que vai fazer ela se sentir culpada e fazer sua mãe sofrer”. 
Nunca pensei em fazer mal diretamente a ela. Meu lado racional podia não entender que aquele meu amor maluco era errado, mas eu ainda entendia que matar uma pessoa era errado. 
Ainda levei um bom tempo pra superar. Excluí as fotos, as conversas, parei de segui-la na faculdade. Aí eu voltava a repetir esse tipo de comportamento. 
Vi em vários comentários sobre o “Every Breath You Take”, que a música “enganava” com aquela melodia romântica. Que os stalkers eram monstros perigosos tentando “enganar”. O que eu acho é que não é tanto uma tentativa de enganar outra pessoa, mas sim de enganar a si mesmo. Que aquele maluco psicótico que diz que te ama, que você pertente a ele e que não aceita a separação, realmente pensa que está sendo romântico, que é amor. É muito difícil olhar pra si mesmo e ver o problema. Levei alguns anos, alguns relacionamentos (dessa vez reais), e bastante terapia pra entender o que havia acontecido, e o que ainda acontecia, em certo grau.
Nunca fui muito perigosa, mas acho que isso se deve mais a outras características minhas, como de não ser quase nada agressiva. Nesse tempo que estava próxima dela conheci muitos caras que também gostavam dela, e que tentavam se aproximar dela através de mim. Eles falavam coisas do gênero de “eu amo ela, ela tem que gostar de mim", "eu deixo de sair com mulheres que transariam comigo pra sair com ela”, ou que ela estaria sendo ingrata por rejeitar um homem tão bonzinho quanto ele, reclamavam da friendzone
Enfim, homens normais, que embora não fossem tão perturbados quanto eu, achavam realmente no fundo de seus corações que se, eles se dedicavam a conquistar uma garota, ela TINHA que ceder. Que eles eram legais e as mulheres idiotas só gostavam dos cafajestes. 
Não posso saber exatamente, mas imagino que se eu tivesse somado meu problema psicológico a uma educação ruim tipo essa, talvez eu tivesse sido um problema muito maior pra ela.
Ela não sofreu tanto com a minha obsessão, porque a maior parte, a maior parte mesmo, eu mantive em segredo. Nunca contei e não pretendo contar. Hoje em dia eu consigo perceber que ela não era nada daquilo que eu imaginava, que eu inventei tudo. Não somos mais grandes amigas, mas conversamos de vez em quando sem nenhum problema.
Não sei se cheguei a ser realmente uma stalker. Mas acho que o ponto não é realmente se eu “cruzei a linha da normalidade”, porque acredito que a questão não seja essa, e que não haja nenhuma linha. Acho que muitas pessoas que não são necessariamente perigosas têm algum grau desse problema.

74 comentários:

PERSEU ZETA disse...

vendo esse texto, eu vejo como é estupido as pessoas procurarem satisfação no amor e no sexo. eu acho que a mídia tem culpa nisso tambem, pois os filmes, as novelas, a tv, as escolas etc tudo falando que sozinhos são infelizes, que sozinhos são fracassados que sofreram bullying, etc e eu vendo que minha felicidade ta justamente na solidão, que eu não preciso de aprovação das mulheres e de ninguem. quem consegue pensar como eu penso? eu penso assim porque li textos do genio nessahan alita, alita mudou minha vida totalmente. eu tenho natureza solitária, uma característica dos representantes de deus na terra, embora eu não seja cristão. por isso que eu rejeito totalmente a paixão, o amor, os sentimentos de apego pelas pessoas, rejeito tudo isso. sentimentalismo é para os fracos, me considero um vitorioso, por enocntrar minha satisfação na solidão, indo na contramão do que a mídia diz.

Anônimo disse...

Da última vez que eu me apaixonei, eu tive um surto psicótico.

Oras eu acreditava que ele era um monstro que tinha aparecido pra arruinar minha vida e que tinha me hipnotizado de forma desonesta, oras que ele era a única pessoa do mundo que podia me entender, me acolher, era tudo o que eu precisava.

Eu chorava todo dia, imaginando e idealizando o rapaz - e apesar de nunca ser stalker (eu não queria saber quais meninas ele estava pegando, que na minha cabeça eram várias, e se eu explorasse a vida dele eu podia descobrir) , eu escrevia várias cartas que eu nunca mandava, escrevia vários textos no computador...

E claro que eu inventei uma pessoa que era completamente mentira. Ninguém é a encarnação do demônio ou a pessoa perfeita.

Quando eu me confessei a ele, ele interpretou que eu queria ir pra cama com ele. Eu chorei na hora e disse que não queria aquilo - e a partir daquele dia eu ficava me corroendo o tempo todo imaginando quantas garotas como eu ele devia ter na cama dele, como uma pessoa tão horrível como ele podia se aproveitar de uma garota frágil e claramente doente como eu, e como eu queria que ele me enxergasse e me completasse, ao invés de ser a pior pessoa do mundo que eu achava que ele era.

Depois de um tempo eu passei a fazer parte da vida dele. Ele me aceitava enquanto eu levava uma vida doméstica perto dele, meio submissa. Claro que eu continuava achando que ele era uma pessoa horrível que tinha passado o rodo em toda a faculdade e que nunca iria gostar de mim, porque eu era feia e doentia. Eu nunca expressei meu ciúmes nem perguntei das outras garotas. Eu ficava com ele e chorava durante a noite porque ele nunca iria me amar.

Foi o pior período da minha vida. Eu nunca tinha me apaixonado - geralmente eu ficava com caras que eram meus amigos, e mantinha o controle o tempo todo. Eu os amava, mas paixão eu nunca tinha sentido. Até que quando eu senti eu pirei. Eu não quero sentir isso nunca mais, se der pra eu nunca mais me apaixonar eu seria muito feliz.

Anônimo disse...

Entendo bem o casa da moça, porque também fui/sou um pouco stalker com um rapaz.

O mais irônico no meu caso é que assim como a moça do guest nunca teve um relacionamento amoroso com a amiga, eu também nunca tive nada com esse rapaz, ele apenas foi meu professor de matemática por alguns meses. O conheci num momento de total reviravolta da minha vida, estava me tratando de uma longa depressão e acabei depositando sentimentos demais e infelizmente boa parte desses sentimentos caíram sobre esse rapaz - que é claro nunca demonstrou interesse afetivo por mim. Confesso que ainda olho seu face, Instagram e etc, algo que contribui demais para stalkear, mas hoje vejo com mais clareza o que passou e consigo entender mais...

Anônimo disse...

Olha, como psicóloga estou impressionada com essa obsessão q vc teve, ninguém da tua família percebeu q vc estava doente? Vc se fechou totalmente para o mundo, esteve a ponto de se matar, isso é muito grave, em termos de diagnóstico nem se fala nessa palavra "stalker" (q vou já pesquisar), mas vc nao tem uma boa estrutura, essa obsessão q vc teve por ela não diz respeito a ELA, diz respeito a vc. Se cuide. Muita terapia mesmo pra entender o que houve e pra se estruturar psiquicamente, desafios virão na sua vida, vc pode ser suscetível novamente se nao se curar.

Alana disse...

Desculpe, mas a autora do post não era "um pouco" stalker", era uma creepy de marca maior mesmo. Ainda bem que ela percebeu que tinha problemas antes de causar algum mal à outra garota

Anônimo disse...

Mulher obsesiva apaixonada= doente, imcomprendida, precisa de tratamento.

Homem obsesivo apaixonado= monstro opressor, machista canalha.

Hades disse...

Lembro que fiz o mesmo com um rapaz do ensino médio quando estava na 7ª série.
Mas não cheguei ao ponto de ficar doentes de amores e persegui-lo (se bem que criei um fake só pra poder adicioná-lo e dar feliz aniversário.
hauhaha eu era muito bobo XD
até hoje eu imagino que ele não sabe quem sou.

Anônimo disse...

estranho postar isso,já que pra feminista só o homem acha que a mulher é propriedade.
ela deve estar nas estatísticas de vcs de que 0000000,1% das mulheres no mundo são doidas e possessivas.

Marina disse...

Nossa, psicóloga anônima das 13:29, na aula que dão no início de qualquer faculdade ligada á saúde sobre não fazer juízo de valor a respeito de estórias do paciente vc faltou né?Credo!

D Stoffel disse...

Estou meio que passando por isso , na verdade eu gostei/o de um rapaz e achei que ele gostasse de mim, mas depois ele não me dava muita atenção e resolvi ir embora falei com ele e ele ficou estranhando e perguntou se eu gostava dele,eu disse sim, mas mesmo assim me deletei pq sabia que não ia me dar atenção que merecia, tentei voltar add no face ele acc. Mas quando fui falar ele que estava online e na mesma hora que me viu saiu e sei que foi por minha causa, eu fiquei tão triste que me deletei do face, hoje eu tenho um fake e stalkeio ele frequentemente as vezes eu me acho louca por que estou há 1 ano fazendo isso desde que agente se falou na ultima vez, e sabe eu gosto de fazer isso mas eu morro de ciúmes se ele aparecer com uma namorada eu vou sofrer já tentei parar mas isso parece que me conforta ao mesmo tempo que me faz triste, não sei se é amor mas eu queria um dia poder falar com ele e resolver isso, eu queria namorar ele mas se não der certo ok, mas eu sei que um dia eu vou falar com ele é só questão de tempo. Desculpe o textão é um desabafo

D Stoffel disse...

Ah lola querida queria que falasse da declaração da anta da
Shailene Woodley Aquela do seriado a vida secreta de uma adolescente americana e do filme a culpa é das estrelas.
Ela disse que não era feminista pq amava homens. E ainda falou que a ideia das mulheres no poder nunca vai funcionar que nós queremos tomar o lugar dos homens

http://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/2014/05/nao-sou-feminista-amo-homens-diz-shailene-woodley-de-divergente.html



Eu nem quero mais ver algum filme dela essa burrinha não sabe nem o que é feminismo direito, imagina atuar.

Sara disse...

Q história mais sofrida J.é incrível o tanto de sofrimento q causamos a nós mesmos.
Já tive sentimentos parecidos com os seus, mas por ser muito orgulhosa, jamais deixei q viessem a tona, e minha história acabou se resolvendo de uma forma muito diferente da sua, mas com resultados bem semelhantes, hje eu consigo ver o objeto da minha paixão com muito mais realismo e sem aquela idealização toda.
Não creio q vc seja uma stalker, pois vc nunca chegou a prejudicar a vida dessa garota, vc só prejudicou a vc mesma, assim como eu tb.
Pelo q contou, vc já disse a ela o q sente, e se ela não corresponde, é melhor virar essa página, por mais doloroso q possa ser, embora seja muito mais fácil falar do q fazer, espero q vc consiga.

Anônimo disse...

Quando eu era adolescente era muito sonhadora e vivi várias paixões platônicas. Na época nem tinha FB e era muito mais difícil ter fotos, essas coisas. Mas eu ligava pra casa do carinha (só pra ouvir a voz), rondava o bairro pra ver se casualmente encontrava o sujeito, etc. Só que como era muito tímida, benção tinha coragem de falar nada. A diferença é que eu trocava de vítima sempre. Também nunca pensei em me matar, nem muito menos ser agressiva. Mas sofria qdo via o cara com outras meninas. No primeiro ano de faculdade, o carinha por quem eu tava curtindo uma dessas se aproximou de mim e ficamos. O interessante foi que logo eu percebi que a pessoa que eu "amava" não era uma pessoa real, não era aquele cara mas uma fantasia da minha cabeça. Durante um tempo eu ainda criava desculpas para justificar as babaquices dele mas eventualmente eu entendi. Foi um aprendizado e valeu pq me ajudou muito a construir boas relações no futuro. Depois disso tive vários namorados e casos até conhecer meu marido e, embora a maior parte deles não tenha dado certo (claro, até hj o que deu certo é o meu marido) nunca me arrependi de nenhuma dessas relações. Claro, houve brigas e coisas chatas, mas nada fora do normal. Vi um pouco desse processo no que você falou. Acho que terapia é uma boa (eu fiz em diferentes fases da vida e acho muito bom) e acho que vc vai conseguir colocar as coisas sobre uma melhor perspectiva.

Anônimo disse...

Lendo esse relato é que não consigo compreender o motivo de tanto sofrimento... tanto trauma... por parte das stalkers do sexo feminino.
Seria interessante que algum stalker homem se manifestasse, mas pelo que acompanhei, stalkers do sexo masculino não apresentam esses sofrimentos e culpabilizações em relação a si, os masculinos apresentam raiva do outro pela rejeição...

MonaLisa disse...

Também tive meu "momento" stalker. Eu tomava dietilpropina, femproporex, fluoxetina e um outro pra emagrecer e eles me deixaram louca pq eu misturava com bebida.

Um ex me traiu e começou a "namorar" com uma amiga. Antes da bomba estourar, eu comecei a seguir ele pra ver se pegava alguma coisa e peguei em flagrante, acabei ficando pior ainda.

Já acordava e ia beber depois de tomar os remédios e ia sondar na casa e no trabalho dele. As vezes bêbada, acabava entrando na casa dele a noite pra pedir pra ele voltar e dizia que ia voltar só pra fazer sexo comigo. Eu acabava voltando embora de madrugada chorando e prometendo que não ia mais voltar la.

No outro dia começava tudo de novo quando via as fotos e as conversas. Chegaram a me levar em psiquiatra, ele me receitou remédio, porém eu enganava meus familiares e nunca tomei. Cheguei a ir em psicólogo, porém como eu tive que pagar, em poucas semanas acabei a sessão.

Continuava perseguindo o sujeito, fosse a pé, de bike, moto de qualquer coisa, pulando o muro da minha casa ou abrindo o portão sem fazer barulho.

Fiquei nessa merda por 10 meses e ele se achando a última coca. Raramente trabalhava, não estudava, dedicava todos os meus dias a ficar seguindo ele e ele me fazendo de idiota, quando encontrava comigo.

Só parei quando, em uma das invasões a casa dele sem ele saber, vi no msn aberto que ele tinha adicionado de novo a garota com quem ele me traiu e que ele tinha deletado na minha frente pra não "perder minha amizade". Foi então que eu percebi que ele não ia mais voltar pra mim mesmo.

Cheguei em casa e deletei e queimei tudo o que tinha dele. Comecei a refletir sobre tudo o que eu tinha feito. Quando eu perdia ele no transito, acaba indo pra algum bar e transando com qualquer tranqueira. Das vezes que fiquei caída na rua dormindo de tão bêbada. Fiquei duas semanas em casa me segurando pra não sair e ir atrás dele e nunca mais fui mesmo, faz 6 anos. Ele chegou a me procurar uns 2 anos depois, porém recusei contato e se encontrá-lo na rua, vou fingir que não conheço.

O que ajudou na minha cura foi me ocupar de várias coisas. Me matriculei em academia, faculdade, curso técnico, etc... Ampliei meu circulo de conhecidos e chegava em casa tão exausta que nem pensava mais nele.

Y ♥ disse...

Não sei bem o que pensar, sabe, Lola. Eu tenho um stalker com esse tipo de atitude e sempre me achei estranha por não cortar relações de vez. Já me perguntei o que tem de errado comigo, se eu alimentei de alguma formar esse tipo de coisa, mas esse relato me faz pensar que nada poderia ter sido diferente. Eu continuar perto dele, ou me afastar de vez (o que eu já fiz e ele ficou desesperado, aí eu voltei) não altera em como ele me vê, me idealiza. Espero que como essa moça ele seja capaz de achar o próprio caminho um dia e torço pra que ela seja capaz de se envolver num relacionamento normal de mão dupla, como deve ser.

Ana Eufrázio disse...

Acho que sou meio anormal. Não sofro muito por ninguém. Quase não tenho saudade e já disse pra o meu marido, o amo muito, mais até do que gostaria, mas caso nos separemos vou chorar por ele uma, duas, três semanas ou até quatro semanas. Depois disso a fila via andar. Como como recomenda Chico Buarque na música Acorda amor

"Se eu demorar uns meses
Convém, às vezes, você sofrer
Mas depois de um ano eu não vindo
Ponha a roupa de domingo
E pode me esquecer"

Mas só espero um mês e depois disso ponho roupa de domingo. Pelo menos espero que seja assim. Osso carne dura eu cozinho na panela de pressão

Anônimo disse...

monalisa é o retrato da mulher "oprimida" .

Anônimo disse...

Perseu Zeta está certo,essa cantilena de que ninguém é feliz sozinho é repetido à exaustão.Prefiro mil a solidão,vendo como os relacionamentos são hoje em dia,eu não perco nada por ficar sozinha e esperar uma pessoa legal de verdade.
As pessoas dizem "eu te amo",como se fosse "bom dia",só o físico importa,traem,enganam e ainda tem a cara de pau de falar que amam muito.

Por isso tanta gente parece desesperada para ter um parceiro e pega o primeiro que aparece.

Sara disse...

Achei q a solução q vc teve Monalisa parecida com a minha, qdo me desesperava pela minha obsessão, depois de chorar eu levantava a cabeça e pensava em fazer algo por mim mesma, me envolvia mais ainda no trabalho, em cursos, cuidava no meu fisico em academias ou correndo(pra mim era ótimo correr)em algum parque, e quando via uma flor vermelha caida no chão eu até desviava o caminho pra pisar encima kkkkkk, isso me fazia um bem danado, era um tipo de exorcismo desse sentimento q me machucava.

PERSEU disse...

''Chegaram a me levar em psiquiatra, ele me receitou remédio,''

qualquer merdinha que acontece ja é motivo pra alguem ser vítima da psiquiatria. por isso eu tenho um pé atras com o conservadorismo, pois pra direita meu lugar é no hospicio pro resto da vida, se for direita nazista eles acham que devo morrer.

esse problema se cura lendo nessahan alita e percebendo que a felicidade está na solidão e não na aprovação sexual e social. eu fazia muita merda tambem, quando era mangina, tinha comportamento totalmente fora do normal, na época que nem existia movimento da REAL ainda, e esse foi um dos motivos acredito, que eu acabendo sendo vítima pro resto da vida da psiquiatria.

foi bom voce ter relatado isso. isso mostra o quanto a humanidade é podre.

Anônimo disse...

Stalkers masculinos têm o problema do entitlement. É mais fácil eles acharem que tem o direito à ficar com o objeto "amado". Assim como homem pergunta "por quê?" quando ganha um não, sabe?

Existem stalkers femininas que acham que têm direito ao homem que "amam"? Sim. Existem stalkers violentas que ameaçam seus "amores"? Sim.

Mas quantas histórias de mulheres perseguidas, agredidas e mortas por "admiradores" e ex-parceiros vocês já leram até hoje? Acontece todo santo dia, várias vezes ao dia, todo mundo conhece pelo menos um caso (de ameaçar de morte e agredir eu conheço três, bem perto de mim, entre amigos e familiares)

Mulher obcecada é insana, doente, histérica, psicopata, perigosa... Já homem obcecado é "apaixonado", dedicado, incompreendido... Comete "crimes passionais"... Sendo que quem "rotineiramente" mata seus "objetos de desejo" são homens.

Arnold Sincero disse...

Stalkers sãon pessoaz despressiveis.MAs mais despresiveis ainda é as pessoas que tem 36 fakes pagos.

Joyce Mello disse...

Caramba! Que história parece uma história de livro ou filme. Eu ficaria o dia inteiro lendo um livro sobre isso.
Adorei o post!

Marina P disse...

Eu tendo a pensar que há gradações diversas quando se fala de stalkers, ciumes excessivos, etc. Muitas vezes quem sofre mais é x proprix stalker, como pareceu ser no caso desse guest post. Infelizmente em muitas situações é a pessoa que é seguida/perseguida que se torna vítima do stalker e tem sua vida profundamente afetada. Sei lá, o que a autora narrou parece uma obsessão com alguns aspectos stalkers no meio, embora a tônica principal não estivesse nas ações de seguir, intimidar, ameaçar, etc. Eu acho a dinâmica da situação dessa autora significantemente diferente daquela da maior parte dos casos de stalkers, porque em muitos momentos ela explica que conseguia perceber que o que fazia era ruim, que não era adequado e mesmo no momento mais desesperador -quando percebe que seus sentimentos provavelmente nunca seriam retribuídos- ela considera que, caso se matasse, talvez a pessoa que ela perseguia pudesse sentir culpa e isso contitui parte da motivação que a impede de cometer o suicídio. Talvez seja inexperiência profissional minha, mas geralmente isso acontece ao contrário, com um incremento do desejo de se matar diante da percepção de que a pessoa perseguida pode sentir culpa. Fazer a pessoa sofrer de culpa, costuma ser parte do objetivo de stalkers.

Bem, fica difícil ler um relato assim e não pensar um pouco no que estudei, em Psicologia, mas no fundo é tudo um bocado de conjecturas... a intenção não é analisar a vida de ninguém mas talvez compartilhar um pouco do conhecimento técnico, sugerir diferentes interpretações, mostrar que raciocínio surge quando leio isso.., enfim...

À autora, toda a força para superar qualquer reticência que ainda possa ter e obrigada por compartilhar a sua história.

Anônimo disse...

Pela primeira vez vou postar anônimo,chorei lendo sua historia,pq estou passando por isso>Conheci uma pessoa pelo facebook e acabei me apaixonando,eu tinha fotos dele que imprimi,tambem qualquer coisa que acha-se mais ``romantica´´guardava em uma pasta especial.
Ele tinha uma namorada na época,mas,como não parecia muito apaixonado,eu achava que no momento que nos vissemos pessoalmente,ele ia me amar(como moramos em estados diferentes,eu já estava planejando viajar em agosto para encontra-lo),ele nunca soube que era apaixonada por ele,ou talvez soube-se,pq de um tempo pra cá,não via mais nenhuma atualização dele no meu face(que na minha mente doente é pq ele não queria me fazer sofrer com as fotos da namorada)que por cada lugar que viajei este ano,eu imaginava como seria se ele estive-se lá.
Para as pessoas que não me conheciam ,inventava sempre uma historia que ele era meu namorado,e contava mentiras absurdas,de como eramos felizes,que iamos nos casar(e me envergonho de verbalizar isso)
A algumas semanas,ele deixou a namorada por outra menina(que ironicamente ele conheceu pelo facebook e mora em outro estado)
Passei pela fase da automutilação,da bulimia,só pra ter conforto,e nem sei no que isso me tras conforto.
Hoje faz 72 horas que não entro na rede social dele e nem da namorada dele,mas,não tenho força pra nada.
Não escuto músicas que me lembrem dele,estou me recusando a ir em lugares que imaginei um dia passear com ele.
Me sinto derrotada,e tenho vontade de bater em quem vem com aquele papo de ``vai passar``
Eu sei que estou doente,mas,não quero procurar ajuda(ou talvez não consiga)
Mas,eu estou tentando fazer com que minha abstinencia por ele passe,mesmo com todo sentimento de derrota,mesmo com toda vontade do suicidio(que só não faço pq meus pais necessitam de mim)
As vzs acordo no meio da madrugada,e imagino que ele está falando com ela pelo face,isso me enche de ódio,um ódio que chega a me espantar comigo mesma
Durmo e acordo pensando nele,mas,me sinto cada vez mais fracassada ,cada vez mais querendo desistir.
Esse post foi bom,para poder verbalizar o que sinto.

MonaLisa disse...

Sara

Pois é, enquanto que os stalkers masculinos 99% deles são machistas, tem mãe, empregada pra deixar a comida pronta, roupa lavada, etc... isso dá tempo de sobra pra eles ficarem infernizando as mulheres.

Anônimo disse...

Na adolescência eu tive um amor plantônico e também era stalker... Era um rapaz da minha sala na escola, eu guardava qualuqer coisa que ele escrevia, que estivesse com a letra dele. Pequenos desenhos, algo que ele pegasse...
Passava várias vezes na porta da casa dele para tentar ver algo, pegava uma planta da casa dele e guardava. Isso se extendia a toda a família dele. NOssos pais eram amigos e eu guardava até desenho da irmã mais nova dele...

E uma amiga minha também ia nessa onda e me ajudava na coleção. Eu tinha até um caderno no qual eu anotava tudo a respeito da família dele.

Anos depois essa minha amiga ficou com ele...

Chers

MonaLisa disse...

PERSEU

Não foi qualquer "merdinha" eu tentei todo o tipo de coisa pra chamar a atenção dele. Fingi que ia me matar dando show em um pontilhão. Depois tentei atropelar ele muito bêbada.

Minha mãe me deu um ultimato: ou eu ia pra psiquiatra ou dali pro sanatório direto.

Hoje eu percebo e me envergonho de todas essas coisas, penso que foi muita sorte de não ter acontecido nada comigo, nem com ele ou com ninguém, pois eu estaria vendo o sol nascer quadrado agora.

MonaLisa disse...

Anônimo 22:05

Não se envergonhe disso, não tenha medo de pedir ajuda. Quando você conversa com alguém que não te julga, não cura, mas ajuda muito a amenizar o que você ta sentindo.

Bloqueie e exclua ele do facebook. Uma amiga minha já dizia: "O amor é como uma plantinha, enquanto você regando, ela cresce e se mantem viva. Quando você esquece, deixa ela pra lá, ela morre!"

Procure se ocupar de algum curso ou hobby que em pouco tempo você esquece ele.

Anônimo disse...

Nessahan discorre o tempo todo nos seus livros, alertando que a paixão é um sentimento doentio, semelhante à dependência química.
.
Esse post é um exemplo vivo e gritante disso. Mas óbvio que vcs não podem admitir que nada que ele escreveu está correto, por causa dessa guerrinha ridícula "feminisas x mascus".
.
Sou apreciador dos livros Alita (um "mascu" ?) e isso me fez sentir muita pena dessa moça. Entendo bem o inferno que ela viveu até se libertar do veneno que a intoxicava. Sorte que parece uma menina equilibrada e que soube se conduzir com dignidade na maior tempestade que atravessou.

Anônimo disse...

O homem se torna um canalha quando ele não aceita o não e invande o espaço da mulher. A ataca, ameaça, machuca e humilha. E a mulher que também não aceita o não e inferniza é maldosa do mesmo geito. A garota segurou a obssessão dela embora não tenha gostado do não ela não forçou nada. O CANALHA, MACHISTA E MA CARÁTES diz logo a típica frase: não é minha e não vai ser de ninguém. Entendeu a diferença?

Assustada disse...

Mona Lisa, desculpa, mas você nao parece ter visto que você estava completamente errada de fazer isso. O que você fez com ele... se alguém fizesse isso comigo eu tinha chamado a polícia, pedido para alguém ir morar comigo, conseguir um mandato de segurança contra essa pessoa.

Carol A. disse...

J. e Lola. Eu me enxerguei demais nesse texto e gostaria de compartilhar minha história: Quando era adolescente tive um relacionamento extremamente abusivo. Consegui me libertar dele após 5 anos e pouco tempo depois estava saindo com um cara com quem já havia trabalhado. Nessa nova relação não havia as cobranças e acusações como ocorria no meu relacionamento anterior. Enfim, era um relacionamento saudável e normal. Foi o bastante para eu acreditar piamente que tínhamos nascido um para o outro. Esse relacionamento durou apenas 6 meses. Na semana do natal ele me ligou sério e disse que precisávamos conversar. Ele estava terminando comigo porque a ex dele tinha ficado grávida um pouco antes de começarmos a sair e, segundo ele, ela teria escondido isso dele até onde conseguiu. O filho em questão tinha acabado de nascer naquela mesma semana. Na hora fiquei atônica e naquele momento, apesar da tristeza, tentei entende-lo. O que se sucedeu a isso foi parecido com a história desse guest-post. Achava que tinha perdido o grande amor da minha vida, que eramos almas gêmeas e que talvez um dia ele desse conta dessa "grande" dádiva e voltasse correndo para os meus braços. Eu tentei contato com ele algumas vezes depois disso e descobri que ele tinha assumido namoro com a então mãe do filho dele. Eu me humilhei muitas vezes. Perguntava o que havia de errado comigo para ele não me querer mais. Certa vez me intrometi em uma conversa com amigos nossos em comum no orkut, onde eles marcavam um happy hour, e me auto-convidei para o evento. Após beber um pouco comecei a chorar copiosamente diante de todos. Achava que se ele visse o quanto tinha partido meu coração ele se arrependeria de ter terminado comigo. Eu pensava nele o tempo todo. Todos os lugares que eu visitava eu me imaginava estando lá com ele. Idealizava momentos junto com ele. Eu achava que se nos víssemos cara-a-cara ele iria se dar conta de quanto me amava e abandonaria tudo por mim, como acontece nos filmes. Guardava uma enorme esperança de que ele também pensava em mim e que fez o que fez só para ficar perto do filho e não ser um pai de fim de semana. Imaginava que o casamento dele era ruim e que ele tivesse saudades de nós dois juntos. Perdi a contas de quantas cartas escrevi e não enviei. Eu sabia que tudo isso que sentia e pensava não era normal nem saudável. Tentei deletar todo contato com ele por várias vezes mas sempre voltava atrás. Depois de um tempo passei a focar nos defeitos dele para tentar esquece-lo. Eu tinha uma enorme mágoa por ele ter me escondido que teria um filho e sequer ter tentado partilhar a situação comigo. Eu me sentia um lixo por ter sido descartada tão de repente da vida dele. Enfim, ele tinha uma importância enorme na minha vida, muito maior que pessoas presentes e que me queriam bem. Foi então que ele percebeu a gravidade da situação e o mal que aquilo estava me fazendo e decidiu cortar todo e qualquer contato comigo. Sofri horrores na época e achava que jamais voltaria a ser feliz. Novamente me senti injustiçada por não ter o poder de decisão e na minha cabeça eu o pintei como o pior dos cafajestes. Hoje vejo como isso foi importante e fundamental para eu recuperar meu equilíbrio. Vejo o quanto perdi tempo e sofri por coisas que estavam apenas na minha cabeça e como o usei para justificar todas as minhas frustrações. Refletindo sobre isso também penso como fui ludibriada com contos de fadas e histórias de amor eterno e de destino traçado. Acredito que se tivéssemos melhores referências de que relacionamentos devem ser bons para as duas partes envolvidas e que pode durar o tempo que for necessário (sem pressões de ser eterno, como faz pensar o casamento religioso), as pessoas sofreriam menos e se respeitariam mais. Se pudesse voltar no tempo me cercaria de amigos nos momentos mais depressivos e teria cortado todo e qualquer contato com ele logo de início. Para quem é o alvo desse tipo de obsessão amorosa: Por mais que você queira ajudar e mostrar que se importa a melhor coisa à se fazer é se afastar.

Sara disse...

Depois de ler seu comentário anon 22.05hs não tenho mais duvida, as piores dores q sentimos são aquelas q nos mesmos nos infligimos.
Sei q vc não quer ser consolada, mas pense se não é melhor transmutar essa sua dor em algo q seja bom pra vc de alguma forma, cuide-se, mime-se, não se deixe levar pelo ódio.

lola aronovich disse...

Mascu das 00:02, Nessahan era aquele das uniões cármicas que chamava as mulheres de vadias em seus livros? Aí depois, quando ele mudou pra "espertinhas", seus leitores ficaram chateados e o hostilizaram? Aquele que é tido como um guru PUA? Aquele que acha que o sêmen ejaculado vira um monstro em forma de larvas? É, uma flor de pessoa! Decerto deve ser muito levado a sério!

Anônimo disse...

Isso tudo é reflexo do modelo de relacionamentos que ensinamos. Essa posse, essa dependência "não vivo sem ela" "amor da minha vida" "somos um só". Ciúme me irrita profundamente, principalmente quando a pessoa prejudica o parceiro, poxa, que amor é esse? Amor não deveria aprisionar, ser egoísta a ponto de querer a pessoa só pra ti. Acho um máximo casais em que cada um tem sua vida, suas coisas, são indivíduos que vivem juntos.
Outro fator é a auto-estima também, por esse apelo pelo amor romântico ser tão forte, a gente sente essa obrigação de achar alguém logo pra saber que não "fracassou" na vida, então quando entra em um relacionamento, tem que fazer de tudo pra isso não termine, para não falhar, então aceita toda violência, todo abuso, ou é quem pratica (ou os dois).
Coisa mais linda é amor livre, e com isso quero dizer todo formato de relacionamento que possa existir que vá além desse doentio que é vendido como a fórmula da felicidade.

PERSEU disse...

conhecer nessahan alita mudou minha vida, ainda mais pra mim que sempre viveu cheio de restrições e proibições que meus pais sempre imporam contra mim.

aí eram duas forças opostas, um lado meus pais impondo mil proibições contra mim a vida inteira, do outro lado a mídia vendendo uma idéia de aproveitamento da vida, filmes americanos em que jovens bebem, fazem sexo e são curtidores da vida, mídia falando que ser solitário e pega- ninguem é ser fracassado, alem disso, quando tive vida social, ate mesmo um músico que tocou na minha banda me taxou de leite com pera, por eu não levar a vida de drogas e sexo que ele levava, esse cara se tornou meu inimigo com o passar dos anos, quase fui linxado pela galera dele.

e por esse incentivo da mídia, que eu briguei tanto com meu pai durante muitos anos, por exemplo, quando eu trazia mulher pra cá, ele me dava esporro e brigava, eu agredia ele. quando eu saía pra beber cerveja na rua, quando voltava em casa, ele me dava esporro e brigava comigo. ou seja, tudo era proibido, acabei parando no hospicio em 2010.

muitos vão falar que a solução pra mim seria sair de casa e arrumar um emprego, eu ate tentei, mas desda adolescencia que sou tratado como doente mental e forçado a tomar medicação psiquiatrica. ou seja, anos que eu poderia estar estudando, eu vivia na porrada contra meu pai, porque ele queria me forçar a tomar o remedio psiquiatrico, e eu me recusava a tomar, entao não deu pra ter uma vida normal, e não deu pra estudar.

conhecer a filosofia de nessahan alita mudou minha vida. eu vi que a felicidade está na solidão e não aprovação social e sexual. alem disso desde 2011 que eu leio livros do filosofo schopenhauer, a filosofia pessimista e conformista dele, me ajudou a me tornar mais conformista, ate porque, como alguem vai encarar um mundo de merda como esse sem conformismo? o cara termina na prisão se ele não for conformista, eu optei pelo isolamento social pra não parar na prisão. ate porque, o problema não era só em casa, o problema era na rua tambem. todos os ''amigos'' que eu tinha, faziam bullying contra mim. hoje em dia eu percebo o seguinte, se é uma merda aturar os esporros do meu pai, eu não consigo tolerar o convivio com mais ninguem nesse mundo. ele me sustenta pelo menos, agora merdamigo filho da puta querer vir dar lição de moral? aí pego minha faca e enfio no filho da puta. por isso prefiro ser misantropo e isolado socialmente. eu realmente nõa suporto conviver com as pessoas

não querem que me achem mimado não. eu só quis dizer como a mídia, faz a lavagem cerebral filho da puta, incentivando as pessoas desde cedo a levaram uma vida de indulgencia, curtição etc que só os mais ricos conseguem. essa lavagem cerebral é uma merda, eu tenho 27 anos hoje em dia, por isso hoje em dia, sendo adulto e maduro, eu comecei a ler filosofos como nessahan alita e schopenhauer.

eu sei que a lola conhece os caras da reflexões masculinas. esses caras do reflexões masculinas, eles tem a vida tão merda, que eles criara perfis na internet fingindo ser o que não são. criaram personagens, entao eles contam que levam uma vida de playboys cafajestes, que brigam nas boates, andam de yate, comem muitasd mulheres, tipo de vida que os buliers filhos da puta de escola particular levam, mas esses caras do reflexões masculinas, não vivem assim. o escapismo deles é viver na internet fingindo ser o que não. na verdade, esses caras sofrem a influencia da mídia, eles sofrem com a pressão que a mídia, eles nunca amadureceram.

espero que entendam, eu não sou mimado nem nada não, eu quis dizer o quanto os filmes de holywood, a tv globo etc fazem uma levagem cerebral desgraçada nas pessoas.

hoje em dia, sendo adulto e amadurecido, eu não caio mais no papo de mídia e de merdamiazades.

Kittsu disse...

O tal do nissin alhita só fala bobagem. Pelo visto o imbecil REALMENTE acha que só homens são seres humanos e nós viemos ao mundo só pra servir ao propósito de servir ou atrapalhar a vida do ser humano (....que são só os homens).
é de lascar, viu.

Kittsu disse...

Opa, agora sim vi o mayonnaigs dando as caras por aqui, já tava até sentindo falta. Eu vi que ele já estava comentando, mas acho que estava em surto porquê tava muito fora do esquadro. Aposto como ele estava escondendo o remédio do dia debaixo do travesseiro pra não ter que tomar, rsrs
Com relação ao seu pai e a rigidez dele ao manter o controle, tem duas hipóteses:
a) ele é um psicomaluco altamente castrador e controlador, que faz isso porquê é sádico
b) ele tem feito isso pra cuidar de você, portanto toda a marcação dele é porquê ele te ama.
Ele não deixa você beber alcool porquê é malvadão... ou porquê isso interfere nos remédios que você toma e isso pode te causar um surto/te matar? Ele te obriga a tomar os remédios porquê ele acha legal ou porquê sem eles você pode acabar ficando agressivo e acabar ferindo as outras pessoas ou até a si mesmo? Quando ele suspeita das pessoas que você leva para casa, em quais circunstancias você conheceu essa pessoa e quanto de pode confiar nela, considerando que o estilo de vida dessas pessoas pode te incentivar a... tomar alcool e abandonar a medicação?
O povo te acha mimado porquê seus pais se dedicam a você e te dão uma vida boa, qual a vergonha disso?
ps: pô,leite com pera? o cara te chamou de gostoso e tu acha ruim? =P
Bicho... tu estudou no guará, por acaso?

lola aronovich disse...

Perseu, Nazgul, e o outro que esqueci o nome são todos o Maionese, ou são sociopatas diferentes? Eu me confundo. Só sei de uma coisa: não existe mascu feliz.
Eu torço para que se recuperem e possam conviver em sociedade, mas, sinceramente, em casos extremos como este e o do Marcelo, não vejo como. Sorte que eles têm quem os sustente, assim não precisam nem sair à rua. Mas a internet também é um espaço público. E desse espaço eles não saem de jeito nenhum.

Anônimo disse...

Lendo o post e os comentários percebo que é um problema bastante comum e eu também vivi isso. Sou lésbica e me apaixonei pela professora mais bonita e popular da escola. Eu sofria e chorava de ciúmes e ela nem se quer sabia da minha paixão. Eu investigava a vida e aparecia nos lugares que era frequentava cheguei até a frequentar a mesma religião que a dela que é espírita. Três anos nisso que loucura. Percebo também que a maioria de nós não se revela, até dar sinais de que gosta da pessoa e a gente inventa que existe algo sólido e acredita piamente na invenção. A obsessão acabou quando fraturei o sacro e o ilíaco e fiquei um mês internada e meses em recuperação ela nunca me ligou e nem me visitou pra quê? Ela nem era a minha amiga e eu chorava, sentia que ela tinha me abandonado. Que feiura e vergonha sinto disso. Hoje ela nem existe para mim e não tenho mágoa nem tenho direito a mágoa e concordo com a psicóloga lá em cima era algo meu, o problema estava em mim e não nela. Acabou, passou e vida pra frente. È ruim e sofrido é bom procurar ajuda profissional não fui porque sou metida a durona que aguento o tranco, mas que é sofrido isso é.

Kittsu disse...

É o mesmo cabra, lola. Ele gosta da gente mas tá num processo de negação do apreço pelo contato humano por causa dessas coisas que acontem com ele por lá e por causa da psicose.

quanto ao nissin alhito, ele é um desses trastes do qual eu falo, que atraem pessoas em estado de confusão porquê o discurso explora um ponto de fragilidade na vivência dessas pessoas. Essa gente usa um discurso que os afasta da realidade de forma confortável e cria um inimigo imaginário no qual eles podem colocar a culpa por estarem em uma situação de infelicidade.

Anônimo disse...

Eu sou a Anon das 13:03

Eu também fui pro tratamento psiquiátrico, assim como a MonaLisa e o Perseu.

Ao contrário do Perseu, eu fui ao psiquiatra por vontade própria, porque ninguém sabia que eu estava na merda.

Minha decisão era: ou eu me medicava, ou eu ia me matar. Não tinha nem discussão: se eu não melhorasse eu ia me matar e pronto. Eu até tava pensando "racionalmente" nisso - viver tava insustentável mesmo.

Claro que eu esperava virar um zumbi. Eu queria que me dessem umas coisas fortes pra eu nunca mais sentir mais nada.

(Claro, meu diagnóstico não foi "menina apaixonada", foi transtorno esquizoafetivo. Nenhum médico iria medicar alguém só por estar apaixonadozinho, né.)

No fim o tratamento deu vários efeitos colaterais, mas minha qualidade de vida ficou mil vezes melhor que quando eu estava no surto.

Quem tem problemas com a realidade, comportamento suicida, impulsividade, obsessões... Qual o problema de tomar remédio? Se você ainda tem alguma esperança de que é possível sentir algum prazer nessa vida miserável, procura um médico!

Anônimo disse...

OI,meninas sou o anônimo de 22:10,eu to me esforçando mesmo pra me livrar disso.Ainda não consegui excluir ele do face.eu tenho muita ocupação por sinal,digamos,que sou conhecida na área que milito eisso me faz dá palestra em todo Brasil,e isso e causa mais angustia,sabe,falar para meninas se emponderarem,quando eu estou doente dessa forma,como me senti bem,se acabo de jantar no hotel elogo depois estou vomitando.COnto cada hora que passo sem ver o twitter,o face,nada dl,hoje já fazem 4 dias.Eu estou mesmo tentando me ajudar,mas,não é facil.E pro anônimo das 09:00,esse seu amor livre que me levou aessa situação,pq esse rapaz que gosto,acredita nisso,e não se importa com aopinião dos outros.Pq uma coisa é amor livre,outra coisa é vc não levar em conta o sentimento dos outors e começar relacionamentos,sem terminar outros,acho que o amor livre é confortavel,mas,só pra uma das partes,pq não é confortavel,se só é bom pra um e o outro está sofrendo

Nane disse...

Estou sendo vítima de uma stalker. É uma situação complicada para mim pois a mulher é minha paciente.Ela agenda uma consulta e fica um tempo enorme dentro do consultório.Inventando sintomas, que eu não acretido que existam. Me manda inúmeras mensagens, sem respeitar horários. Me aguarda na saída da clinica. Me manda presentes etc. Isso tudo sem nunca ter absolutamente nenhum envolvimento além do profissional.

Anônimo disse...

Acho que durante a adolescência essas paixões platônica e meio sofridas são bastante comuns. Quando o comportamento permanece depois na vida adulta, talvez a coisa comece a ficar um pouco mais patológica. Tem um componente de imaturidade e uma certa dificuldade de ver o outro como pessoa autônoma que tem vontades e desejos diferentes de você. Esse papo de alma gêmea, amor a primeira vista, etc. não ajuda muito, mas só isso não explica porque aderir a um sofrimento tão grande em vez de aproveitar para desfrutar da companhia de amigos e outras pessoas. Fico feliz por ver tanta gente que conseguiu identificar uma situação problema, fazer terapia ou buscar outros métodos para se livrar desse sofrimento.

Anônimo disse...

Já fui stalker de uma pessoa e essa pessoa era minha stalker (história longa, renderia um guest post, mas preguiça e hoje ja não tenho a menor vontade de expor isso na internet). Hoje vejo o quanto fui idiota. Deveria ter cortado relações e pronto. Mas na ocasião eu era muito menina, e a pessoa em questão se aproveitava da minha carência para também me stalkear e me perseguir inclusive no meu trabalho. Hoje percebo como isso é doentio, quanto tempo é perdido com essa bobagem, o quanto sofri a toa, sendo que agora cada um é casado com pessoas diferentes e muito felizes! Hoje, se cruzo com o cidadão na rua faço de conta que nem vi.
Tenho vergonha de ter me humilhado do jeito que me humilhei, gente apaixonada e carente fica cega! Haja terapia!

Amanda disse...

FUi stalker da minha atual namorada.
Nós sempre fomos amigas, mas eu me apaixonei e ela não. Achei melhor manter meus sentimentos em segredos, porque ela não estava numa fase boa e pensei que me declarar naquele momento traria mais problemas a ela.
Até que um dia ela veio confessar que se sentia atraída por mim, mas era apenas uma atração, não tinha paixão... Portanto, nosso relacionamento não era sério, era mais pegação. Eu queria algo mais, mas era notável que ela só queria pegação, então aceitei. Foi a forma que encontrei de tê-la ao meu lado um pouco mais.
O meu problema começou quando percebi que eu não estava mais ficando com ninguém e ela estava toda semana com uma pessoa diferente.
Então comecei a investigar com quem ela tava, onde ela estava, o que ela fazia com essas pessoas. Se ela tinha contato com a ex namorada, se ainda falava com a ex.. COmecei a fantasiar que ela ia voltar pra ex, que eu era imbecil por ter ficado com ela.. essas investigações foram se tornando uma bola de neve, porque cada vez que descobria alguma coisa, eu sofria, vivia ansiosa, mas não conseguia parar de investigar a vida dela.
Até que eu fiquei com sindrome do pânico, não só por essa ansiedade de stalkear, mas por vários outros problemas que eu estava enfrentando na época.
Aí eu cai na real. Pensei "ou eu paro de alimentar essa loucura ou eu me arraso de vez."
Escolhi por parar e me tratar.
A minha maior preocupação passou a ser eu mesma, a minha cura, a minha vida mais saudável e livre de qualquer ansiedade.
Nesse processo de tratamento, comecei a procurar tratamentos alternativos, além do remedio e da terapia e o centro da minha existencia passou a ser eu mesma.
Foi complicado no inicio, porque eu tinha uma vontade louca de descobrir tudo, mas eu precisava deixar essa historia de lado e cuidar mais de mim.
Quando passei a me preocupar exclusivamente comigo e com a minha saúde, esqueci o que ela poderia estar fazendo ou não e nosso relacionamento ficou muito mais leve e prazeroso, porque eu estava muito mais leve e minha vida muito mais prazerosas.
Até que um dia, nem esperava por isso, ela me disse que era apaixonada por mim, sempre foi, mas que não falou nada antes, porque tinha medo de ter algum relacionamento sério comigo naquela época, eu a sufocava muito.
Estamos juntas até hoje e muito bem. Sem brigas,com nossas liberdades individuais garantidas e em paz.

donadio disse...

"O tal do nissin alhita"

Não sei se vou conseguir comer miojo de novo depois disso.

Kittsu disse...

""O tal do nissin alhita"

Não sei se vou conseguir comer miojo de novo depois disso."


bwahahaha! meu intuito maligno de fazer as pessoas ficarem mais saudáveis por meio da maldade está se cumprindo.

Anônimo disse...

Stalking talvez seja comum na adolescência, pelo menos o stalking foi o que meus pais me ensinaram como "certo". Devido à timidez nunca troquei palavras com a maioria das stalkeadas. A última vez que stalkeei alguém foi em 2011, na universidade, mas depois de uma bronca da diretora do instituto e de uma ameaça de processo, eu vi o quão ridículo era isso e parei. Nunca tive relacionamento, até queria ter, mas depois da ameaça de processo(tenho profundo medo de polícia, pois meus pais usavam para me assustar quando criança, tal como bicho papão) eu tenho calafrios só de pensar em gostar de alguém. E não sei como se faz para ter relacionamento, pois sempre pensei que o certo era stalkear. Tenho quase trinta anos.

Anônimo disse...

Você não está entendendo o amor livre de forma correta moça! No amor livre que eu escolhi seguir por exemplo, não existe essa de "terminar um relacionamento" para "poder começar outro", afinal, nesse amor livre eu não tenho "várias namoradas" os relacionamentos são espontaneos, e nao se restringem dessa maneira, eles dependem da vontade dos envolvidos e tem a intensidade e o tempo que quiserem ou puderem.
Até porque o relacionamento não é definido como algo fechado, poderia até dizer que o relacionamento não existe como algo que se termina. As relações que você mantem com as pessoas enquanto voce vive na perspectiva do amor livre, pelo menos pra mim, não influenciam-se. Exemplo eu gosto de esportes, a moça A gosta de corrida e a moça B gosta de natação, com a moça A pratico corrida e com a moça B pratico natação. Não envolvo A e B em uma mesma atividade, o que elas tem comigo é a atividade que compartilhamos juntos, envolvidos os sentimentos e questoes que estes momentos proporcionam. No meu caso por exemplo, não permito que quem se envolve comigo faça algo que não gosta só para me agradar... meus relacionamentos se baseiam em momentos de interesse comum, e quando o interesse comum acaba as pessoas se distanciam de forma natural não por um "anuncio de termino", e outra questão, embora o interesse possa se extinguir, outros interesses podem surgir, ou seja, não existe obrigação de "término eterno" onde as pessoas nunca mais poderão se ver.

Amanda disse...

Anônimo de 16:01, sai dessa vida! Teus pais te ensinaram tudo errado e você não tem obrigação de seguir por um caminho que já provou ser péssimo. Vai procurar outra solução pra tua vida. Do jeito que está, fico imaginando como você deve ser chato, como as outras pessoas devem querer distância de você. Eu pelo menos ia querer. Cruz credo!

Anônimo disse...

Eu fui meio stalker de alguns rapazes...Até hoje só me senti realmente apaixonada por pessoas que eu julgava inacessíveis, homens muito bonitos e/ou comprometidos e/ou demasiadamente inteligentes...No ensino médio eu chegava a seguir,dentro da escola e a distância, um rapaz com quem mal conversava. Mas a paixão mais devastadora foi por um colega de faculdade alguns anos atrás, mesmo antes de conversar com ele o achei meio bonito, quando conversamos rolou um clima, mas uma semana depois de passarmos a conversar com frequência, quando eu ainda estava só levemente atraída, descubri que ele tinha namorada, fiquei meio irada, porque ele estava evidentemente correspondendo meu comportamento, mas não parei de conversar com ele, só dei umas cortadas em alguns comportamentos, como deixar ele pegar na minha mão e coisas assim. Enfim, a existência da namorada havia tornado o dito cujo inacessível para mim, ao menos na minha cabeça e conforme meus princípios. Em cerca 4 meses de convivência eu me tornei uma obcecada, de um modo que eu nunca tinha sido antes, a partir daí fiquei depressiva, no momento mais crítico desenvolvi uma gastrite nervosa (que nunca cessou, é minha vida bagunçar que eu passo mal), todo dia durante um mês em determinado horário eu passava mal umas duas horas, e eu não conseguia falar "não"para o dito cujo, os programas mais trash's nos horários menos propícios, bastava ele chamar que eu largava tudo e ia(já cheguei a estar passeando com outros amigos e larga-los com cara de tacho no shopping porque esse amigo me chamou para fazer outra coisa). Acordava e dormia pensando nele, amaldiçoava aquela presença constante na minha mente. Mas passou, e passou com a gente se vendo cotidianamente, ainda é um grande amigo, mesmo nos meus momentos de maior recalque, que ocorreram, nunca desejei mal a ele, apesar de alguns pesares, é uma das melhores pessoas que conheço, e um amigo confiável, nunca tivemos nada e pouco mais de ano depois do começo da paixão, ela parou, teve um período de cicatrização em que ficamos um pouco afastados, mas não muito, mas mesmo isso passou.

Anônimo disse...

anonimo das 17:08,não sei se vc já viu,mas,hoje existe muitas feministas contra o tal de ``amor livre``,``poliamor``,ue nome vc gosta de usar.Sabe pq?pq ele acaba multiplicando uma relação machista,na mairia das vezes homens com a desculpa de amor livre,formam verdadeiros haréns,fora que acaba se reproduzindo o padrão de beleza,a já que a mairia de amores livres,não incluem pessoas gordas,com deficiencia física ou trans.Vc já pensou que enquanto corre com a moça b,a moça a podia estar querendo um pouco de sua atenção?mas,logico ela pode ter outros relacionamentos(já que creio que o amor livre que vc prega vale pros dois),mas,tem momentos que queremos aquela pessoa.quem nunca dividiu algo só com um amigo especial?Ouvi a historia de uma companheira de militancia que falava sobre quando seu gato morreu,tudo que ela queria era o parceiro ao lado,e ele não estava,parecia até um momento bobo,mas,ela queria e sufocou isso,pq nauele momento ele estava com outra parceira,ela tinha um outro relacionamento,mas,droga,ela queria aquele cara naquele momento.Durante muito tempo preguei o amor livre e hoje fecho que magooei muitas pessoas,pq houve momentos em que não fui presente em situações que poderia ter sido,só q me achava um ser livre de ciúmes,com a cabeça ``liberta de relações patriarcais`´hoje eu vejo que só era egoista,profundamnte egoista,e vejo isso pq provei do meu próprio veneno,e como disse um psicologo sobre amor livre``ele só dura até ,vc não se senti profundamente apaixonado por alguem,pq ai,somos todos monogamicos`´ deixo um link pra vc ler : http://whothehelliscely.wordpress.com/2009/04/15/amor-livre-e-o-caralho/
http://cafefeminista.wordpress.com/2013/07/08/por-que-e-tao-dificil-praticar-o-amor-livre/

Anônimo disse...

Aos 13 anos de idade vi um moço em uma festinha na casa de amigos de escola e me apaixonei perdidamente, foi um simples olhar, juro.
Ele me tirou p dançar, mas logo tive q ir embora, mas antes descobri onde ele morava, desde esse dia nunca mais tirei esse cara da cabeça, e fui atrás, passava em frente a casa dele até q conseguisse vê-lo, isso resultou em um namoro que durou uns 6 meses.
Ele era muito popular entre a turma, além disso era muito bonito, naquele tempo ele lembrava muito esses cantores de rock metal, com longos cabelos loiros e olhos muito azuis.
Cada dia q ele vinha namorar, mal ficávamos sozinhos, pois minhas amigas e irmãs ficavam esperando por ele tb, ele tocava uma flautinha, nem parecia namoro e sim um show.
Bom isso não durou muito e ele quis partir.
Nesse dia tive a sensação de uma bigorna caindo na minha cabeça, ele ainda queria ser amigo, mas eu não quis, pq achei q assim seria mais fácil esquecê-lo, embora já tivesse a sensação de q isso era impossível.
Meus 14 anos foram, bem ao contrário do q se espera q seja, a idade das piores lembranças q eu guardo, quanto sofrimento, desespero eu passei, a dor era tanta q procurava alivio de todas as formas, queimei quase tudo o q ele tinha me dado de presente, fiquei apenas com um conjunto de colar e brincos e uma pequena carta q ele tinha escrito, mas q nem era muito de amor, mas tinha a assinatura dele e um desenho q ele me fez (tenho essas coisas até hje)
Outra tática q tentei foi começar a namorar com vários rapazes (algumas vezes namorava até mais de um ao mesmo tempo), eles deviam ser parecidos com aquele q eu gostava, eu procurava neles o mesmo sentimento q aquele havia me despertado, mas embora o número tenha sido bem grande, nenhum deles conseguiu mexer comigo, mas nesse processo fiz alguns estragos bem grandes, pois eu posso não ter me apaixonado por nenhum deles, mas com alguns deles aconteceu de se apaixonarem, e sei q fiz com q sofressem tanto qto eu sofria, um desses caras tentou o suicídio e a mãe dele queria me matar, ia na minha porta me insultar, o cara era filho único dela.
Esses namoros duravam pouco, assim q eu percebia q não sentia nada, despachava sem demora.
Depois de uns tres anos, comecei a perder as esperanças de conseguir esquece-lo, ele não saia dos meus pensamentos, e pra ajudar me procurava de vez em quando, como amigo.
Foi ai q conheci outro rapaz muito bonito tb, era pouca coisa mais velho q aquele q eu amava, estudava na mesma faculdade, e era muito parecido em tudo com ele.
Tive muitas esperanças nesse último namorado, ele tb se apaixonou e nos casamos depois de um longo namoro, mas a lembrança do outro nunca me abandonou.
Tive filhos, amadureci, mas sempre procurava saber como estava minha obsessão, fazia as coisas mais estupidas, como ligar pra casa dele, só pra escutar a voz.
Como ele se parecia muito com um rockeiro muito famoso, colecionava fotos e via shows desse cara até cansar a vista, pois eu não tinha nenhuma foto dele.
Ele casou e teve filhos tb, nunca saiu da casa dos pais, ele era filho único, embora eu tivesse muita vontade de vê-lo e falar com ele, nunca tomei essa iniciativa, pois sabia com certeza q se o visse novamente iria sofrer mais uma vez.
Mas o acaso nos uniu, todos os meus medos se transformaram em realidade, eu não conseguia vê-lo como um homem, mas sim como um deus, com o tempo pude conhecê-lo melhor e ver q ele é tão humano como eu.
Ele se separou, e hje a situação se inverteu completamente, tudo aquilo q eu tanto quis escutar na minha adolescência, só agora pude ouvir.

Isadora disse...

Nossa... complicado mesmo isso. Estou cursando Psicologia e nunca li nada a respeito disso, mas no caso dela percebo que ela realmente não prejudicou a moça, mas sim a ela mesma com essa obsessão.
Só que eu nunca tinha pensado em stalkers dessa forma, aliás, quando algum rapaz começa a agir dessa forma comigo e eu percebo, geralmente corto qualquer vínculo...
Que bom que ela está conseguindo se curar, e saiu dessa situação.

Anônimo disse...

"Eu não quero sentir isso nunca mais, se der pra eu nunca mais me apaixonar eu seria muito feliz."

Olha, assino embaixo. Eu sou daquelas que mergulha de cabeça. O bom é que dura no máximo um ou dois meses.

Anônimo disse...

Caro anon de 9 de maio de 2014 20:57.
"Sabe pq?pq ele acaba multiplicando uma relação machista,na mairia das vezes homens com a desculpa de amor livre,formam verdadeiros haréns,fora que acaba se reproduzindo o padrão de beleza,a já que a mairia de amores livres,não incluem pessoas gordas,com deficiencia física ou trans."

Sobre essa questão de amores livres não incluirem pessoas gordas, com deficiencia física ou trans. O que isso tem a ver com alguma coisa? não consigo ver sentido nenhum no que voce fala, seria o mesmo que dizer que quem é gordo, deficiente ou trans não namora!

"Vc já pensou que enquanto corre com a moça b,a moça a podia estar querendo um pouco de sua atenção?"

Claro que pensei, mas se a moça A pensa assim ela não entendeu o que eu falei pra ela, explicando novamente: pras pessoas fazerem as coisas não pode ser interesse de SOMENTE umas delas, NESSE caso ela quer fazer, mas eu não! Outro exemplo, e se em vez de eu estar correndo com a moça B eu estivesse fazendo uma prova de concurso, eu estaria indisponível do mesmo jeito! se você diz que essa disponibilidade é diferente já dá pra perceber uma questão de posse da moça A, eu diria que os compromissos não podem ter classificações, estando eu no momento indisponível, independente do que eu esteja fazendo.


"mas,logico ela pode ter outros relacionamentos(já que creio que o amor livre que vc prega vale pros dois)"

positivo, é isso ai

"mas,tem momentos que queremos aquela pessoa.quem nunca dividiu algo só com um amigo especial?"

Ai que está não existe essa possibilidade, porque "aquela pessoa especial" não pode ser nem caracterizada assim... eu não tenho pessoas especiais, por exemplo, porque acredito que voce se ilude achando que está namorando e começa a misturar as coisas

"Ouvi a historia de uma companheira de militancia que falava sobre quando seu gato morreu,tudo que ela queria era o parceiro ao lado,e ele não estava,parecia até um momento bobo,mas,ela queria e sufocou isso,pq nauele momento ele estava com outra parceira,ela tinha um outro relacionamento,mas,droga,ela queria aquele cara naquele momento"

Como voce disse ela queria um "namorado", só dela, que satisfizesse os desejos dela quando ela quisesse, sinto muito o amor livre não é assim! Ele estava com outra parceira, mas aposto que se ele estivesse fazendo outra coisa sozinho por exemplo ela nem se importaria!


"Durante muito tempo preguei o amor livre e hoje fecho que magooei muitas pessoas,pq houve momentos em que não fui presente em situações que poderia ter sido"

Ai que está voce fala que não foi presente em situações que poderia ter sido, eu já acho que quando estou indisponível eu NAO POSSO ESTAR PRESENTE E NEM PODERIA!


"só q me achava um ser livre de ciúmes,com a cabeça ``liberta de relações patriarcais`´hoje eu vejo que só era egoista,profundamnte egoista,e vejo isso pq provei do meu próprio veneno"

Exato , você não era um "ser livre de ciumes", nem tampouco vivia um "amor livre" Se quiser tentar novamente, agora que voce ja percebeu como você se comportava talvez seja diferente dessa vez.
Concluindo, você não tinha amor livre voce tinha varios relacionamentos monogamicos um pouco mais liberais, digamos assim


"e como disse um psicologo sobre amor livre ele só dura até ,vc não se senti profundamente apaixonado por alguem,pq ai,somos todos monogamicos"

Na verdade o amor livre dura o tanto quanto for de interesse de AMBOS!
Sobre essa questão de se apaixonar: quando você se apaixona você nutre um sentimento de posse sobre o outro, e o quer para si, o que não combina de nenhuma forma com o amor livre.
Durante a paixão somos monogamicos? Nem sempre, afinal a monogamia vai alem das questões sexuais. Ex: se voce está namorando, sair com outra pessoa não é permitido!
Enfim, se seu objetivo de vida é "ter alguem só seu" o amor livre não vai te satisfazer mesmo.




Anônimo disse...

Nane, mas se você consegue perceber isso tão claramente, não seria ético encaminhar esta pessoa para outrx profissional? Não é arriscado para ela e para ti manter essa relação, mesmo que APENAS profissional? Pois você já percebeu que da parte dela é mais que isso. Se você não falar claramente com ela sobre isso, vai levar a diante essa situação, mesmo neste termos? Não quero e não estou te julgando. Coloco esta pergunta a ti como forma de reflexão para nós. Um abraço

Anônimo disse...

Anônimo da 14:58,pelo menos leia os links que foram enviados.Quem fala da não existencia de pessoas,gordas,trans e deficientes,é uma das autoras que durante muito tempo participou das redes relações livres.
Sabe,pq não vou mais nem discutir,pq vc já veio com todo seu ``conhecimento masculino`´,para verbalizar sobre `´amor livre`´
Só demarcando algo:``acha que se ilude que está namorando`´,se vc tivesse lido o texto veria que a problematização bate nese tópico,
Ele estava com outra parceira, mas aposto que se ele estivesse fazendo outra coisa sozinho por exemplo ela nem se importaria!
´´ Ele estava com outra parceira, mas aposto que se ele estivesse fazendo outra coisa sozinho por exemplo ela nem se importaria!´´,logico pq ela deve ser uma pessoa extremamente ardilosa,que matou o gato,no momento que ele estava com outra parceira
,pra obrigar o parceiro a consolar sua dor.
Exato , você não era um "ser livre de ciumes", nem tampouco vivia um "amor livre" Se quiser tentar novamente, agora que voce ja percebeu como você se comportava talvez seja diferente dessa vez.
´´Concluindo, você não tinha amor livre voce tinha varios relacionamentos monogamicos um pouco mais liberais, digamos assim´´,pq vc me conhece muito,ou é psicologo e consegue descrever tudo de uma pessoa só por comentarios em um blog,homemexplicacionismo again.
´´Durante a paixão somos monogamicos? Nem sempre, afinal a monogamia vai alem das questões sexuais. Ex: se voce está namorando, sair com outra pessoa não é permitido!´´,essa eu não vou nem comentar,pq não sei em que reino,vc vive,mas,no meu as pessoas conseguem sair com amigos,mas,lógico o seu sentimento de quero-todos ao mesmo tempo não permite pensar na podssibilidade de ter um relaacionamento por vez
Por útimo te deixo o pensamento de um homem feminista lindo que tenho o prazer de conviver ,que me disse ontem:´´Poliamor,amor livre,me faz pensar em novos velhos modelos machistas patriarcais,ele só libera que pessoas tenham outras pessoas,sem liberar que se escolhar,sim,ter apenas uma pessoa.

Anônimo disse...

Também já fui meio stalker e morro de vergonha disso hoje...
Sempre fui aquela garota mais alternativa e mais intelectual que a média, então não fazia sucesso nenhum com os homens. Ficava com poucos e tinha tendência a me "apaixonar" fácil e a stalkear seus respectivos perfis no Orkut (sim, meus dias de stalker já são meio antigos).
Cheguei a uma certa idade ainda virgem. Até que surgiu um cara que eu achei lindo, interessante e diferente dos outros e acabamos fazendo sexo (nunca tive a ideia de que tinha que ser com um namorado e tb já tava cansada de ser virgem). Daí ele foi embora, já que morava bem longe. Só que me deu seu e-mail, MSN e o encontrei no Facebook um tempo depois. Ele aceitou a amizade no Facebook e respondia os e-mails, de forma educada, porém lacônica. Só que eu, que me apaixonei fácil e idealizava horrores o rapaz, não via isso como um sinal. Até que em uma viagem fui visitá-lo (ele me convidou!) e fizemos sexo de novo. No dia seguinte, ele disse que nunca mais nos veríamos, me disse tchau e desejou Boa viagem. Desabei depois que ele sumiu da minha vista e fiquei com muita raiva, me sentindo usada, enganada, etc (e todos os meus amigos concordavam).
Meses depois, eu ainda stalkeava as redes sociais do dito cujo, mais por raiva e vontade de ver ele se dando mal que por outra coisa. Olhava todo dia no Facebook, mas não mandei mais e-mails e nem falei com ele no MSN. Acho que consegui me controlar e ele nem deve fazer ideia de quantas vezes entrei no perfil dele. Algum tempo depois, vi que isso me fazia mal e que devia apagá-lo completamente da minha vida. Bloqueei no Facebook e no MSN e apaguei todos os e-mails. A vida seguiu e hoje estou num relacionamento ótimo, que começou pouco depois da rejeição (sinal de que o que eu sentia era só uma obsessão idiota e que o sofrimento veio da minha falta de autoestima e não por ter perdido um "amor"). Se eu vir o rapaz na rua (o qué é bem improvável, graças), vai ser como se fosse uma pessoa qualquer e não morro mais de raiva dele (nem acho que fui necessariamente usada), apesar de achar que ele deveria ter sido mais claro desde o início da minha visita a ele. "Mais claro" significa, nesse caso, nem ter me convidado pra ir de noite à casa dele ou ter escrito e-mails francos e não evasivos.

Anônimo disse...

"Anônimo da 14:58,pelo menos leia os links que foram enviados.Quem fala da não existencia de pessoas,gordas,trans e deficientes,é uma das autoras que durante muito tempo participou das redes relações livres."

Inocente você, achas mesmo que eu nunca li nada sobre o assunto e voce vai me esclarecer com "2 links magicos?"
E outra coisa, a sua "autora" participou por quanto tempo? mais que 10 anos? vais querer generalizar a experiencia dela e dizer que ela sabe a absoluta verdade? para né... que cabecinha pequena essa sua! E claro eu não participo de "redes".

"Sabe,pq não vou mais nem discutir,pq vc já veio com todo seu "conhecimento masculino",para verbalizar sobre "amor livre"
Só demarcando algo:"acha que se ilude que está namorando"

Claro que vim, eu tenho meu conhecimento, voce usa "conhecimento dos outros" pra querer debater comigo, me de sua opiniao que a gente conversa!

De que adianta voce "demarcar algo" tirando totalmente do contexto, moça, leia com atenção.Voce endeusa essa sua autora e acha que ela é melhor que todos, cada um tem uma experiencia diferente ué.


"se vc tivesse lido o texto veria que a problematização bate nese tópico,"

Pode ser que sim, mas não li mesmo, e nem vou ler porque aqui no trabalho nao abre certos links

"logico pq ela deve ser uma pessoa extremamente ardilosa,que matou o gato,no momento que ele estava com outra parceira
,pra obrigar o parceiro a consolar sua dor."

Voce nem pode discutir comigo, nao consegue nem interpretar o que eu disse, nem quando eu dei exemplo! mas acredito na sua capacidade vou te dar outra chance: o que voce tem que entender é que, pelo que voce descreveu ela sente que ele deveria estar la, mas ele nao sente a mesma coisa, o gato é algo que importa pra ela, o que o cara em a ver com o gato? nada! e ela quer o cara pelo simples sentimento de posse que ela nutre pelo cara. entenda!


"pq vc me conhece muito,ou é psicologo e consegue descrever tudo de uma pessoa só por comentarios em um blog,homemexplicacionismo again"

Não te conheço, e te conhecer não muda o que voce escreve, e descrevo minha interpretação sobre o que voce escreve, assim como voce me responde com a interpretação sobre o que eu escrevo.

"essa eu não vou nem comentar,pq não sei em que reino,vc vive,mas,no meu as pessoas conseguem sair com amigos,"

eu nao questionei a possibilidade de sair com amigos, mas sim a possibilidade de sair com, no meu caso "desconhecidas e solteiras"


"mas,lógico o seu sentimento de quero-todos ao mesmo tempo não permite pensar na podssibilidade de ter um relaacionamento por vez"

Tadinha, não quero ninguem não, não tenho sentimento de posse, quem possue esse sentimento e enxerga em todos é voce!

Por útimo te deixo o pensamento de um homem feminista lindo que tenho o prazer de conviver ,que me disse ontem:´´Poliamor,amor livre,me faz pensar em novos velhos modelos machistas patriarcais,ele só libera que pessoas tenham outras pessoas,sem liberar que se escolhar,sim,ter apenas uma pessoa.

Para rebater esse pensamento, digo que PESSOAS NÃO POSSUEM/TEM PESSOAS, isso é coisa de pensamento monogamico!

Concluindo, primeiro voce tem que se libertar da posse, e só depois vai começar a entender alguma coisa, PENSAR AMOR LIVRE QUERENDO TER POSSE SOBRE O OUTRO NÃO DÁ!

Anônimo disse...

Em relação as pessoas com uma discussão sobre amor livre aqui, eu sou só uma aspirante que recentemente teve contato com essa perspectiva, mas se for da maneira como o moço coloca, simplesmente, acho que meu interesse cessa...É claro que é preciso ter um respeito mútuo dos compromissos do(s) outro(s), é claro que em alguns momento uma necessidade pessoal (como da presença da outra pessoa quando ela está com outro indivíduo) vai ter de ser engolida porque é egoísta ou incoerente com modelo de relacionamento escolhido...Assim como em qualquer relacionamento, seja de amizade, de namoro monogâmico, (na monogamia engolimos-quando coerentes- a vontade de estar com outras pessoas, e em outras relações de carinho as vezes abrimos mão de algo para agradar alguém, seja de estar com outros amigos, por exemplo) etc.
Mas qual é? Você nunca vai fazer NADA que você não gosta pelo outro? Tipo, ir no velório do pai dele? Visitar a pessoa no hospital? Fazer um chá quando a pessoa está doente? Levar no médico se preciso? Ou dar um ombro para chorar por problemas completamente alheios a sua vida?
O exemplo citado pela moça, do falecimento do gato, não justificaria que o moço largasse tudo para ir oferecer um ombro para ela chorar, mas ele poderia posteriormente a findado aquele compromisso específico fazer um esforço para ir oferecer um ombro para moça, se fosse o caso. Se não, não tem carinho, não tem empatia com as necessidades do outro...Seria antes de um modo de criação de um harém como a moça coloca, um modo de se relacionar egoísta por que só vê a si, nunca ao outro além do que estritamente me agrada no momento- bem condizente com a nossa sociedade individualista e que tende a tratar a tudo e a todos como descartáveis inclusive.
Não digo que seria um modo de relacionamento inválido, que não deveria existir, quem sou eu para cagar regra no modo como os outros se relacionam, mas se for como o moço coloca, acho egoísta e não tenho interesse em me relacionar assim, mas não estou convencida, ainda, de que amor livre é o que moço coloca...
Sabe, eu vivo uma situação muito complicada e triste em casa, um familiar meu tem problemas de saúde e é completamente dependente da família há anos...Desde o final da minha adolescência não sei o que é ter pai, mas sim como é ser meio mãe do meu... Esse fardo na minha vida me ensinou que em regra ninguém vive sozinho, e que a idade traz uma incapacidade de se viver sozinho...Pessoas dependem umas das outras, e é bom ter com quem contar. Se me relaciono diariamente com alguém de modo pessoal, carinhoso, amoroso, seja alguém com quem eu tenha envolvimento sexual ou não, e, por exemplo, um dia (que eu espero que demore décadas) meu pai falece e essa pessoa no primeiro momento possível não vem me dar um abraço? Que saia da minha vida e não retorne. Quando o avô de uma grande amiga morreu eu não achei exatamente agradável ir no velório dele, mas poxa, seria egoísta e cruel não estar presente num momento de tanto pesar na vida dela.

Anônimo disse...

Anõnimo da 14 :20,moço vc é machista!E usa o `´amor livre para validar isso.
seu amor é livre mesmo,livre de empatia,rspeito e preocupação c o próximo.
È livre de feminismo ,e de aceitar a ídeia dos outros.
que todas nós sejamos livres,de um amor livre desse.

Anônimo disse...

Moço anônimo das 14 :20,nem vou mais discutir pq depois de ler tudo o que vc escreveu deste o primeiro comentario ,só posso crer que ou vc é um mascu,ou um machista de esquerda,deste o primeiro momento vc demostrou sua total falta de empatia atodos que estavam passando pro dificuldades como stalker,diznedo que aculpa era do ´´nosso modelo doentio de amor´´,esquecendo que não existe modelo certo ou errado,mas,vc insiste que só seu ´´amor livre ´´é a salvação do mundo.Vc desmerece tudo que sai de mulheres,devo imaginar como deve tratar sua moça A ou moça B,já que só sua opinião conta.Pq ´´autora´´ entre aspas sobre amoça do blog?ainda estou me perguntando isso.Conseguiu passar atodos uma imagem pessima de relações livre,como sendo pesssoas egositas em busca de sua prórpia satisfação.Espero muito que suas moças alfabeticas se libertem de seu amor.pq como disse o outro anonimo,seu amor é livre de tudo mesmo.

Anônimo disse...

E para as meninas que me ajudaram com sua palavras .Bem estou passando para o estagio de querer ajuda.Esse sábado foi um divisor de águas para ver que necessito,depois de quase uma semana sem ver,ou falar com o meu interesse romantico,ele do nada puxou assunto no facebook,lógico que no primeiro momento foi um sonho,mas,depois pensei?ele só me procura pq,está carente e não quero isso para mim,obrigada a todos

Rosanna Andrade disse...

Pra complementar essa história do amor livre X morte do gato da moça.

Gente, se fosse comigo, ia ser simplesmente desumano alguém que eu prezo me deixar sozinha nessa hora.

Quando minha gatinha morreu (envenenada) uns 5 anos atrás, foi uma barra muito pesada. Precisei tomar calmantes um tempo, no segundo dia nada parava no meu estômago, nem água.

Sem dúvida foi o pior luto que eu vivi até hoje (e acho que tenho sorte, pq com pessoas muito próximas e queridas a tendência é ser até pior).

Eu não sei como seria não ter o apoio de pessoas amadas naquela hora. Meu namorado da época ajudou muito (e sofreu, pq tbm era apegado a ela), estava sempre por perto. Imagino se ele tivesse dito "Ah, é só um gato, vou correr com fulana".

Veja, nem é um problema de ele correr com fulana, mas que relação é essa em que vc não pode remanejar compromissos numa emergência, quando a pessoa está precisando mais de vc do que a outra? Só pra cumprir uma escala de "uma vez por semana com cada"?

Faz parte de qualquer relação justamente ter EMPATIA pelo outro e considerar as necessidades dele, equilibrar com as suas e assim vai. Não sei como era a moça com o seu gatinho, mas pra algumas pessoas, é como morrer alguém da família. Achei egoísta a reação do rapaz também.

Marcelo Veigt disse...

Tá bom... tá bom... foda-se o amor livre.

Vou optar por uma namorada, estarei disponível em todos os momentos, e quando ela estiver ocupada eu vou pro harém.

Agora melhorou né?

Marcelo Veigt disse...

"Moço anônimo das 14 :20,nem vou mais discutir pq depois de ler tudo o que vc escreveu deste o primeiro comentario ,só posso crer que ou vc é um mascu,ou um machista de esquerda"

Escrevendo isso, penso que você só quer uma desculpa pra justificar sua preguiça de escrever, mas não precisa se justificar não, é só você não responder ué... ou voce acha que tem que se justificar porque eu sou homem? huahuahuahua.
Você pode me classificar como quiser, porque não é como se eu pudesse evitar ou achar ruim. Afinal certa vez li que ser homem já significa ser opressor, apesar de não concordar com as idéias propostas pelo machismo, voce pode me chamar de machista independente do que eu faça. Ainda sobre isso não acho que essa questão seja limitadora do debate.

"deste o primeiro momento vc demostrou sua total falta de empatia atodos que estavam passando pro dificuldades como stalker,diznedo que aculpa era do ´´nosso modelo doentio de amor´´,"

Meu comentário foi especificamente pra moça que falou sobre amor livre. E o pessoal que estava passando dificuldade com os stalkers ou sendo stalkers, que não sentiu minha empatia no comentário está correto, afinal não estava me referindo a eles.
Outra coisa, você tem uma péssima interpretação de texto, pois em nenhum momento falei que monogamia é doentia. Até mesmo essa classificação de doença ou não doença é bastante relativa, pode ser doença considerando os princípios da medicina formal, pode ser considerando princípios da medicina alternativa. Desta forma, eu não caracterizaria esse comportamento social como doença. Os diagnosticos são diferentes, assim como os tratamentos. Só apontei que esse problema de ser stalker ou ter stalker é um problema exclusivo da monogamia, porque nao cabe no amor livre. (obs: problema não é sinonimo de doença)

"esquecendo que não existe modelo certo ou errado"

Eu entendo o que voce quer dizer com isso,e concordo, mas vou apresentar um ponto de discordancia mesmo assim, haha.
Claro que existe certo ou errado, de várias formas esses conceitos são empregados, vou dar alguns exemplos: são empregados de forma moral, religiosa, jurídica, entre outros. Certo ou errado é uma questão subjetiva, individual ou coletiva. Dizer que não existe certo ou errado é a mesma coisa que dizer que estupro por exemplo não é uma maneira errada de fazer sexo. Agora voce concorda que existe certo e errado né.

Marcelo Veigt disse...

"mas,vc insiste que só seu ´´amor livre ´´é a salvação do mundo.

Acredito que a maioria das pessoas façam isso, no caso, tentar convencer as outras de que o modo que elas pensam é melhor que o do outro. Vocês não acreditam que um mundo que a mulher não dependa de um homem seria um mundo melhor? tem gente que não concorda, mas mesmo assim voces insistem que isso contribui pra salvação do mundo, ou não? Existem infinitas idéias para se discutir...

"Vc desmerece tudo que sai de mulheres,"

Explique melhor essa afirmação...
Vou esperar voce pra comentar essa "acusação"

“devo imaginar como deve tratar sua moça A ou moça B,já que só sua opinião conta.Pq ´´autora´´ entre aspas sobre amoça do blog?ainda estou me perguntando isso.”

O motivo das aspas é porque considero um título desnecessário, só porque escrevemos algo somos autores e quem lê o que escrevemos são os meros mortais?

“Conseguiu passar atodos uma imagem pessima de relações livre,como sendo pesssoas egositas em busca de sua prórpia satisfação."

Quanto a imagem que passei, nem pensei nisso, nem era objetivo passar imagem positiva ou negativa, pensem o que quiserem, pra mim não faz diferença.


"Espero muito que suas moças alfabeticas se libertem de seu amor."

Elas não "precisam se libertar"
já estão livres, se permanecem numa relação comigo é justamente por interesse próprio das mesmas.

"pq como disse o outro anonimo,seu amor é livre de tudo mesmo."

As questões que esse anonimo levanta podem ser importantes pra ela, mas nunca serão consideradas como tudo, afinal, porque alguem continuaria numa relação que não quer?

Só as sofredoras conseguirão responder essa pergunta, afinal elas continuam porque o sofrimento é muito importante pra elas, e claro, desse sofrimento dá até pra criar uma história pro blog da lola.

Anônimo disse...

Stalker já fui sim daí?! Nós humanos nos entregamos a as novas experiências sim. A internet possibilita isso. Mas, hoje não sou mais não. Tenho até um nojinho atualmente das redes sociais e celulares das pessoas, prefiro descobri-las através dos seus olhos, tom de voz e saber sobre elas quando elas falam sobre elas pessoalmente. A paixão deixa a gente louco sim é verdade. Mas, é uma grande oportunidade de conhecermos o nosso outro lado. Na normalidade sabemos ser quase perfeitos e na paixão que somos desafiados o tempo todo a apresentarmos o nosso melhor e o nosso pior lado. Belas músicas e livros são escritos, mas terríveis assassinatos são cometidos, basta você saber qual lado você vai abraçar se o lado do bem ou o do mal. Dica: abrace sempre o lado branco da força, o bem, a criatividade, o humor e a arte para dar vazão as sua paixão.

Henrique Garcia disse...

Nossa, eu me identifiquei muito com essa história. Parecia até mesmo descrever a minha em várias partes, já que eu estou passando por uma coisa muito parecida.

Eu fiz um amigo na faculdade e acabei obcecado por ele. Não é nenhum sentimento amoroso (seria mais fácil de explicar se fosse isso) mas sim uma vontade imensa de que ele se tornasse meu irmão, primo, um grande amigo... As vezes eu me pego assistindo séries que retratam amizades fortes como The Big Bang Theory e imaginando ser o Sheldon e ele o Leonard, esse tipo de coisa. Eu ficava baixando as fotos da família dele e me imaginando no meio daquilo, como um parente próximo, alguém que tenha participado da vida dele e tenha histórias para contar, e não um mero amigo da faculdade.

Quando eu vi que isso não estava normal, mas ainda no começo, contei isso pra ele. Ele recebeu com completa indiferença - nossa amizade continuou a mesma mesmo ele sabendo que eu o stalkeava a todo tempo. Isso foi gerando brigas - até que ele resolveu agir e resolveu me torturar psicologicamente por vários meses. Mandava fotos da família dele dizendo "legal né? mas você nunca vai ter isso...", "você não tem ninguém", "ninguém vai te priorizar na vida, só a sua família e você não tem nenhuma..." e enfim.

Acabei brigando com ele na faculdade, de sair na porrada mesmo e ficamos muitos meses sem se falar - larguei o semestre, deletei todas minhas redes sociais, enfim.

Hoje em dia eu evito ao máximo, mas ainda tenho fotos da família dele salvas e sempre que me sinto mal eu fico várias horas na porta do apartamento dele... imaginando que ele vai me chamar pra entrar e me mostrar como é ter uma família comum.

Eu tenho muita inveja dessa pessoa, e eu sei os motivos. Mas eu estou preso a isso e não sei o que fazer.

Engraçado, a maioria das pessoas não leva muito em conta que mesmo relações tidas como mais "informais", como amizade, pode também ser doentia. Pra todos nossos colegas e pessoas ao redor éramos só dois amigos, colegas nerds que gostavam de jogos e outras coisas geeks em comum. Pra ele era isso também.
Só que sempre que tento tocar no assunto as pessoas tendem a achar uma imensa besteira - falam coisas como "você vai encontrar novos amigos, calma..." ou "vocês vão voltar a ser amigos naturalmente", mas não percebem o quanto eu quero essa pessoa por perto. Isso me fez perder o gosto por tudo... nenhuma amizade, nenhuma família vai ser tão boa quanto a dele.