sábado, 30 de março de 2013

GUEST POST: AS BRUXAS QUE NOS ENCANTAM

Conheci Eliana Calado porque ela comprou meu livro (algum dia sai a segunda edição). 
Aí vi que ela é graduada em História e fez o mestrado em Literatura na UFPB, e o doutorado em História Cultural na UnB. Agora ela está trabalhando no departmento de Geociências da UFPB. 
Ela escreveu um livro muitíssimo interessante chamado O Encantamento da Bruxa: O Mal nos Contos de Fada. Pedi pra ela que escrevesse um guest post sobre este tema que assombra a infância de praticamente todxs nós.

As bruxas me fascinam. Fascinam-me, na verdade, já há bastante tempo. Lembro em especial de um sonho que tive quando criança ainda bem pequena, talvez com quatro ou cinco anos: uma bruxa de vestes negras e chapéu pontudo me segurava nos braços e me jogava num caldeirão. Com uma colher de pau, tentava me misturar aos demais ingredientes de sua receita. Acordei em pânico, mas completamente deslumbrada.
O sonho certamente estava relacionado aos vários discos coloridos que me narravam quantas e quantas vezes eu quisesse ouvir as mesmas histórias: A Moura Torta, Os Três Porquinhos, Chapeuzinho Vermelho e tantos outros. O susto de João e de Maria ao serem surpreendidos devorando a casa da bruxa malvada, eu também o sentia todas as vezes que escutava a história, e a sua tenebrosa gargalhada que se seguia ressoa nos meus ouvidos até hoje.
Um presente encantador eu recebi de meu pai cerca de dois anos mais tarde: uma caixa de papelão que, aos meus olhos, era enorme e muito pesada. Continha livros vermelhos grandes e ilustrados: Peter-Pan, O Soldadinho de Chumbo, Cinderela... A imagem primordial que guardo de Branca de Neve vem dessa mesma caixa e nada tem a ver com a personagem de Walt Disney: é uma moça de cabelos longos e anelados, vestida de branco. Nesse mesmo período, eu também me deliciava com lendas brasileiras contadas por Gonçalves Ribeiro e ilustradas por José Lanzellotti: O Curupira e O Negrinho do Pastoreio são as mais lembradas.
Um pouco mais tarde, foram os contos de Pierre Gripari (A Bruxa do Armário de Limpeza, A Bruxa da Rua Mouffetard, O Diabinho Gentil) e os livros de Angela Sommer-Bodenburg da série sobre o pequeno vampiro Rüdiger e seu amigo humano Anton que me despertaram inúmeros devaneios sobre o quão fantástico seria um contato "palpável" com esse mundo além. Na adolescência, a descoberta das narrativas míticas gregas e a leitura das crônicas vampirescas de Anne Rice, assim como a curiosidade pelas práticas mágicas, estimulada por filmes como As Bruxas de Salem (The Crucible) e Jovens Bruxas (The Craft), ambos de 1996, aguçaram o gosto pelo universo do extraordinário.
Foi esta curiosidade que me despertou a vontade de investigar. Imaginando-me praticamente como detetive, eu já tinha em mente pesquisar sobre bruxas quando optei pelo curso de História. (In)felizmente, as leituras não se adaptavam aos meus sonhos: a Idade Média não era tão tenebrosa; mais: as bruxas nem sequer eram características desse período, e sim de um momento posterior; mais grave ainda: a Idade Média era um discurso, uma noção teórica, uma invenção humana; pior: as bruxas também. Passado o susto, o fascínio aumentou mais ainda.
A decisão estava tomada. Comecei então o processo de pesquisa para o que veio a ser anos depois minha dissertação de mestrado, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Letras, da Universidade Federal da Paraíba, sob orientação da querida professora Beliza Áurea. Publiquei a pesquisa, de maneira independente, sob o título O Encantamento da bruxa: o mal nos contos de fadas.
Já se vão oito anos da minha defesa e da publicação do livro. De lá pra cá, andei por muitos outros caminhos. Defendi no começo do ano passado minha tese de doutorado, na área de História Cultural, que tratava das autobiografias de Simone de Beauvoir (outra grande paixão). De tão envolvida com as palavras de Beauvoir, acabei deixando os livros bem guardadinhos (não tenho talento como vendedora e divulgadora). Pra falar a verdade, o livro está disponível em livrarias virtuais, mas a grande maioria não me dá nenhum retorno das vendas. Sendo mais sincera ainda, confesso que nunca vou atrás de saber se tenho alguma graninha pra receber. 
Bom, nunca esperei enricar -– nem com a publicação desse livro, nem me tornando professora -– mas sinto bastante orgulho da pesquisa que fiz e gostaria enormemente de divulgá-la. Trabalhei pra caramba, procurei dar o meu melhor na pesquisa e acho que mais pessoas podem se interessar pelos temas que discuto.
Lola então resolveu me dar uma mão e me ofereceu um espaço nesse blog fantástico para que eu divulgue o livro. Trato de resumi-lo:
A primeira ideia do que é uma bruxa, frequentemente, acontece na infância por meio dos contos de fadas. Acostumamo-nos a receber uma definição previamente pronta, sem que, muitas vezes, mesmo atingindo a idade adulta, cheguemos a questionar como teria sido formulada e justificada. As assimilações acríticas feitas ao longo de nossa vida são tantas e tão frequentes, ocupando de tal modo os mais diversos aspectos da nossa vivência, que se torna muito difícil perceber o conjunto de todas elas.

Afirmar que uma bruxa é sempre feia e malvada tornou-se quase uma evidência, assim como a percepção de que os contos de fadas são produções reveladoras de um inconsciente humano atemporal, que perpassa séculos com as mesmas dúvidas, angústias, ansiedades e contradições, sem que as normas de comportamento sejam compreendidas como, não apenas, mas também relacionadas à dimensão sócio-histórica.
É precisamente a preocupação com esse âmbito que norteou meu trabalho. Iniciei o livro com uma contextualização histórico-cultural dos contos de fadas: as contribuições das diferentes análises que o tomam como objeto de estudo; o surgimento dos contos de fadas enquanto gênero literário; o trabalho dos Irmãos Grimm: seu propósito, seu estilo narrativo, certas consequências da sua notoriedade.
Daí, parti para um estudo historiográfico, para a investigação das raízes históricas de uma das vilãs mais emblemáticas dos contos: a bruxa. Compreender a bruxa, entretanto, não seria possível sem antes buscar entender um elemento chave da formação do seu perfil: o diabo. A ressignificação da bruxaria e do diabólico, principalmente, a partir de fins da Idade Média constitui o cerne do segundo capítulo. Concluí o trabalho com uma análise do processo de ficcionalização da bruxa, enfocando, para tanto, três dos mais conhecidos contos de fadas dos Grimm: Branca de Neve, João e Maria e Rapunzel. Que mudanças, que permanências subjaziam na vilã burlesca dessas histórias da pavorosa bruxa de outrora?
Entre as muitas questões que levanto, destaco as seguintes: como a memória concernente à bruxa foi construída? Como o seu perfil foi elaborado? Como o personagem grotesco e vilão dos contos de fadas tornou-se a principal referência do que é uma bruxa? Por que histórias permeadas de elementos históricos, culturais, morais foram apresentadas como ontologicamente neutras e universais?
Bom, gente, acho que é isso.
Se, por um lado, não pretendo enricar, também não pretendo ter prejuízo e aí não dá pra enviar o livro à torta e à direita “de grátis”. O preço do livro, já com frete, fica quinze reais. O depósito pode ser feito no Banco do Brasil: Ag. 3204-2, C.C. 7128-5 Daí é só enviar seu endereço, junto com uma cópia do depósito ou da transferência, para meu e-mail: elianacalado@gmail.com
É isso, pessoal. Beijo grande!

31 comentários:

Fernanda Vilar disse...

Muito interessante a sua pesquisa. Eu comecei a pensar no papel do mal nos contos de fada durante uma prova de história no ensino médio. Infelizmente nunca fui além... Voltando para o brasil será com prazer que vou comprar e ler o seu livro. Eu faço meu doutorado atualmente em literatura comparada da Africa subsaariana e cada vez mais vejo como o riso diante da tragédia é algo que nos une. A bruxa também ri quando os outros estão em desgraça. Bom... comecei a pirar agora!! mas em todo caso eu queria te parabenizar pela iniciativa de publicar o livro!

William Oliveira disse...

Lola, teu Blog éum Escandalo de BOM!

OTIMO mesmo!

Bom demais vira qui e te ler.


Abraço


William

Dai disse...

Lolinha é amor! Adorei a resenha e já divulguei com alunxs e escrevi pra Eliana, interessada no livro. Seu blog sempre inovando na divulgação cultural do pensamento feminista, Lola. Parabéns!

Crl disse...

Não sei se é porque sou mais nova, de outra geração, mas quase nunca tive na bruxa uma figura de vilã; o único momento em que temi essa figura foi, eu acho, até os cinco anos, quando só assistia ou ouvia a leitura de coisas como A Branca de Neve. João e Maria etc...

Depois, para mim, vieram Harry Potter e Sabrina, a Aprendiz de Feiticeira, entre outros, que transformaram a imagem de bruxa em algo muito mais legal do que assustador.Nesse ponto bruxaria se desligou da imagem do diabo e ligou-se a um mundo fantástico, onde pessoas podem fazer coisas incríveis(e mágicas) se estudarem e se esforçarem.

Com esse interesse que essas histórias me despertaram, fui buscar saber um pouco mais sobre o que chamamos de bruxaria; descobri a Wicca e tradições antigas, anteriores a Idade Média, que foram posteriormente ligadas a bruxaria.

Bruxas é realmente um tema interessante, mas acho legal citar a mudança que essa figura sofreu, como hoje em dia é raro ver uma vilã bruxa, que é vilã por ser bruxa.

Outra coisa que acho interessante citar, e que sempre me chamou a atenção é como bruxaria do mal é sempre ligada à figura feminina, enquanto bruxaria do bem é muitas vezes ligada à masculina, na figura do bom, velho e sábio mago.

Panthro disse...

Wicked!

Sara disse...

Os contos de autores considerados infantis, ja me interessaram muito, ha um tempo atraz, e ja fiz muita pesquisa a respeito, me focando muito em Hans Christian Andersen, e os irmãos Grimm, tb alguns autores brasileiros q faziam coletâneas de contos folcloricos, da pra se fazer muitas reflexões sobre q tipo de "moral" e conceitos q são transmitidos por esse tipo de literatura.

Raziel von Sophia Imbuzeiro disse...

Curioso que eu nunca consegui ter essa imagem negativa de bruxas. Inclusive quando pequena eu ficava era tristinha por elas porque elas estavam tristes, ninguém ligava e por isso precisavam fazer maldades.
Lembrei agora que lá para o início da adolescência eu vi uma reportagem na tv sobre bruxaria e wicca, e logo depois pesquisei na internet. Achei muito lindo e fiquei por anos sonhando em como seria legal namorar uma bruxinha: Admirar a natureza com ela, colher ervinhas, florzinhas e cristaizinhos na florestinha com ela, deitar com ela na grama para admirar a lua cheia ao som do canto dos grilinhos, fazer picniczinho no bosque todos os dias e depois mimir com ela abraçada debaixo da árvore, ouvir e aprender com a sabedoria dela.... Até que finalmente conheci minha atual Namorestra *__*

Eliana disse...

Ai, que chique! Um texto meu publicado nesse espaço, tô me sentindo uma estrela. KKKKKKKK Muito, muito obrigada pela força, Lola! Bjs!

Julia disse...

Bruxas sempre são um assunto interessante. Lembro que a minha curiosidade sobre elas começou a crescer quando soube da existência do Malleus Maleficarum. Bruxas coisa nenhuma que aquelas mulheres eram. Foram perseguidas e queimadas por qualquer coisa e coisa nenhuma.

Mas as bruxas da ficção também são interessantes. Eu assistia um filme com muita frequência quando criança, era um João e Maria, e quando a lagrimazinha caia dos olhos das crianças transformadas em biscoito eu ficava aterrorizada. E eu acho que ela ainda comia os pedacinhos, mas não sei se isso é fruto da minha imaginação ou não.

Paula disse...

eu já falei que a minha "ídala" até os 7 anos era a Malévola, bruxa da Bela Adormecida???

achava ela bem mais interessante e classuda que a princesa.. o povo me achava estranha, hehehe

Isadora M. disse...

Bruxas de todo o mundo, unamo-nos! Parabéns, Eliana! Seu percurso é fascinante, tal sua escrita!

PS: lola, seu blog (você?) é incrível! =*

Moema L disse...

Nunca tive a imagem da bruxa associada a algo ruim. Primeiro porque as estórias que minha mãe contava eram sempre inventadas por ela, cheia de aventuras mas sem castelos, princesas, príncipes e nem bruxas.Eram estórias mais brasileiras, com personagens mais reais. (nem por isso menos divertidas e encantadoras).

Depois veio Harry Potter que todo mundo amou, e mamãe tinha(tem até hoje) uma amiga suuuper ligada a "bruxaria", cultura celta e coisas místicas então nunca consegui ter medo bruxa.

Achei muito interessante sua pesquisa, parabéns.

João Paulo disse...

Lolinha, escrevo no seu post mais recente apenas pra te indicar o filme mais feminista que já vi. "Memories of Matsuko". Procure por torrents legendados desse filme e diga se não foi um soco no estomâgo!

João Paulo disse...

Lolinha, escrevo no seu post mais recente apenas pra te indicar o filme mais feminista que já vi. "Memories of Matsuko". Procure por torrents legendados desse filme e diga se não foi um soco no estomâgo!

marii disse...

É, a Índia não é muito longe não...

Estrangeira foi estuprada em van no Rio, e o namorado foi espancado.

http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2013/03/dois-suspeitos-de-estuprar-mulher-em-copacabana-sao-presos-no-rio.html

Thata disse...

Super off-topic
Lola, há algumA participante aqui do seu blog que seja técnicA em informática?
(note travado, tela azul etc etc)
Não encontro anuncios de mulheres tecnicas em informática!
Obrigada a todxs.

Thata disse...

(Obs.: em São Paulo)

Raziel von Sophia Imbuzeiro disse...

Thata,

Tem eu, mas sou do RS. =/


Formata, baixa um tutorial e pronto. É só sair dando next. E seja livre, use Linux.

Raziel von Sophia Imbuzeiro disse...

Esse assunto de mulheres técnicas em informática me enchem de fodas: Minha pitanga foi a melhor no curso dela(e também uma das poucas meninas), já procurou emprego antes mesmo de se formar. Até que depois de um ano de formada, ainda procurando emprego na área de TI, desistiu.

Sempre choro quando lembro disso! ='(

Andressa Spanopoulos disse...

Interessantíssima sua pesquisa. Fiquei aqui pensando que, talvez, a imagem tão grotesca das bruxas esteja associada aos termos de beleza da Antiguidade grega. O bom é belo. Logo, a bruxa, por ser má, é feia.

Beijos.

Barbie Furtado disse...

O melhor seriado de todos os tempos é Charmed, sobre três irmãs bruxas que lutam contra o mal. Bruxas são as melhores <3

Luiza disse...

Muito interessante, vou pedir seu livro :)

Minha bruxa favorita sempre foi a Malévola. Adorava imitá-la, sarcasmo nota dez. Fora o poder de se transformar em dragão, muito show.

Uma vez eu li sobre a figura da madrasta má, como todo mundo parece odiar, mas ninguém para pra pensar sobre a vida de uma mulher colocada naquela posição. Maravilhoso.

Anônimo disse...

o q é uma bruxa?

Anônimo disse...

Ela falou realmente alguma coisa de Bruxas? Acho que eu nao soube ler nas entrelinhas, pq só vi a autora do guest post fazer uma narrativa da vida dela.

Cláudia disse...

Fiquei super interessada no livro. Logo logo devo entrar em contato para adquirir um. Quando eu fazia faculdade, inclusive, fiz uma pesquisa sobre as funções dos contos de fadas e contos maravilhosos. Mas nada muito profundo. Porém continuei curiosa a respeito. E uma dúvida que tenho hoje é sobre a leitura dos clássicos infantins para as crianças de hoje. Apesar de entender que são clássicos, fico me perguntando se lê-los para crianças pequenas não é contribuir para perpetuar essa imagem negativa das religiões não cristãs e da mulher. Já que crianças, na idade de ouvir contos de fadas, ainda não têm análise crítica sobre essas questões.

Anônimo disse...

Obrigada, Raziel,
O problema é que tenho muitos materiais que serão perdidos se eu formatar... estava a um passo de fazer os backups!!!
Vou tentar um serviço especializado, onde muito provavelmente não foi contratada nenhuma mulher....
Usar software livre: uso o br office, e precisei baixar os programas da microsoft porque são utilizados onde trabalho - setor público!!!
Thata

Anne disse...

Na cabeça dos jovens a bruxaria passou a ser cool. Realmente muito por causa do Herry Poter. E depois vieram as revistas "wicca" popularizaram ainda mais. No meio pagão há muita gente que se opõe a essa glamourização. Acho que sempre há queles que lutam contra as mudanças, não é?
Levando em consideração que o livro trata (ate onde entendi) da bruxaria na Europa, deve ter alguma coisa sobre a Deusa, e sobre o panteão celta quem sabe...
Lerei o livro, fiquei curiosa.
Lola, não sei se vc conhece a Wicca ou Religião da Deusa como alguns chamam, mais vc deveria. É no mínimo interessante ver a importância dada a mulher nessa religião.

Jackeline disse...

Confesso que quando era criança não dava muita bola pra contos de fadas ou mesmo filmes da Disney (mas em compensação adorava mitologia e animes hihi), então nunca tive uma impressão forte sobre bruxas, porque não ter crescido com esse tipo de personagem.

Comecei a me interessar mais quando era adolescente e descobri as versões originais dos contos dos irmãos Grimm. Principalmente o aspecto histórico e cultural desses contos me fascina.

Bom já sei que vou adorar o livro mesmo antes de ler, então também vou querer um. ^^

Valeu pela dica!

Yuki Tsukihime disse...

Li esse post e me lembrei da minha infância... Me lembro da época em que era uma garotinha tímida e por não fazer parte do "mundo cor-de-rosa" delas, as outras meninas tentavam me provocar me apelidando de "bruxa", achando que eu me incomodaria... Ledo engano!!! Sempre a-m-e-i bruxas!!! Enquanto várias meninas se encantavam pela barbie (Eu brincava, mas SEMPRE achei que ela fosse estereotipada, fútil...) ou pelas princesas (Aquelas que se casavam com os príncipes necrófilos e que "abusavam" delas enquanto eles dormiam), eu me encantava com as heroínas W.I.T.C.H, com as Trix (Sempre achei elas mais legais que as Winx, eram mais imponentes)... E a propósito, Lola, vale lembrar que já passou a época em que bruxas eram vistas como "feias", invejosas e más... Hoje há diversas mídias que representam as bruxas como heroínas fofas ou sexys, mas sempre poderosas, nunca com a fragilidade de uma princesinha, dependente de príncipes (Até essas, há tempos, estão se livrando desse estereótipo, basta se lembrar da Xena ou da Merida, a princesa feminista que, incrivelmente, é da disney!!!)... Será que algum dia isso acontecerá com nós, feministas?! Irá chegar o dia em que não seremos mais vistas como "barangas" mal-comidas com inveja das "princesinhas" submissas?!

Liliane Pacca e Marco Sartori disse...

Oi Lola, eu sempre tive uma fascinação por bruxas. E quando vi a capa de uma revista de medicina tinha uma bruxa fiquei muito surpresa. O que uma coisa tinha a ver com a outra?
Um gastroenterologista escreveu sobre a Caça às Bruxas e Preconceito de Gênero.
Muito bom o texto e eu indico!!
http://www.cremesp.org.br/?siteAcao=Revista&id=292
E agora quando li esse post, lembrei dele.

Cláudia disse...

Liliane Pacca e Marco Sartori, li o texto que você indicou no link e achei bem revelador. E fiquei curiosa sobre como após o genocídio dos judeus na segunda guerra a sociedade (corretamente) não aceita mais piadas de judeus ou o uso de suásticas. Mas nos caso do feminicídio ocorrido por séculos na "caça às bruxas", a sociedade ainda alimenta esse ódio contra as mulheres e a imagem da bruxa é denegrida em todos os meios de comunicação, nas histórias adultas e infantis.