Mostrando postagens com marcador estréias da semana. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador estréias da semana. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 26 de setembro de 2008

ESTRÉIAS MEIO SEM IMPORTÂNCIA, E UMA NOTÍCIA FUNDAMENTAL

Shia corre, mas Lolinha corre mais - pra ver Cegueira antes que saia de cartaz (rimou!).

Gente, isso é super rápido mesmo, porque preciso entregar um capítulo até terça. E depois viajo. Vou pra Argentina participar de um congresso de literatura em língua inglesa. Ficarei lá uma semana, talvez menos. Na realidade, preciso voltar o quanto porque tenho um monte de coisa pra fazer, tipo, sei lá, a tese. Mas não sumam! Vai ter um post por dia, pra variar. Eu não falhei um dia sequer desde que comecei o bloguinho, em janeiro. Já tá tudo agendado. Só não vou poder responder os comentários. Mas não deixem de escrever, por favor. Só não sei se terei acesso à internet durante a semana em que estarei em La Plata e Buenos Aires. Muito provavelmente não.
As estréias de hoje nos EUA não prometem mesmo. Tem Eagle Eye, que chega no Brasil e em todo o mundo, o que excepcionalmente, desta vez, inclui Joinville, com o título de Controle Absoluto. Vou ver hoje à noite, mas só Deus sabe quando poderei escrever sobre ele. Sei que é com o Shia LaBeouf (Indy 4, Transformers) e mais nada, que é como gosto de encarar um filme. Tem também Nights in Rodanthe, um drama romântico com Diane Lane e Richard Gere, marcado pra chegar ao Brasil semana que vem, com o título Noites de Tormenta. Tem The Lucky Ones, que parece menos um filme de guerra do que um road movie sobre veteranos do Iraque (esse tema me dá sono). E tem outro sonífero pra Lolinha, Miracle at St. Anna, sobre quatro soldados americanos negros lutando na Itália na Segunda Guerra. Apesar de ser do Spike Lee, tá sendo muito mal recebido pelos críticos. Prefiro o Spike mais urbano e atual.
Aqui no Brasil, além de
Controle Absoluto, que parece controlar todas as salas, tem Mulheres: O Sexo Forte (o trailer é uma gosma: qualquer comédia que tenha mulher chamando outra de vagabunda e autorização pra bater uma na outra merece a minha reprovação), e Promessas de um Cara de Pau, uma comédia com o Kevin Costner (sim, ele vive!). Mas o que importa mesmo, mesmo é que Ensaio sobre a Cegueira segue passando em Floripa e vou vê-lo na terça, ueba! Quando eu voltar da Argentina escreverei a crítica. Quero voltar dia 5 pra poder votar (adoro votar), mas não sei se vou conseguir. Já tinha comprado a passagem pro dia 6 (aí estaria de volta em casa dia 7). Alguém aí sabe quanto custa trocar a data de uma passagem aérea?

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

AQUI É MESMO A CASA DA MÃE JOANA

- Passar por cima do seu cadáver magrinho é fácil, Eva.

Nem Missão Babilônia chega a Joinville! Ok, não que eu fosse vê-lo se chegasse. Mas é ilustrativo que mesmo a maior estréia da semana no Brasil passe longe daqui. Será mais um findi sem cinema. Estou com a maior vontade de ver Mamma Mia de novo, pela terceira vez. É isso, Zohan: Um Agente Bom de Corte (que finalmente chegou aqui, em lugar de Cegueira), ou nada.
Mas vamos falar dos lançamentos em todo o país. Além de Babilônia, um filme com o mal-encarado do Vin Diesel (que, se acompanhar os passos dos astros de ação mais famosos como o Schwarzza e o Chuck Norris, daqui a algumas décadas virará um político de direita), tem Nem Por Cima do Meu Cadáver. É até incrível que essa comédia romântica fajuta com a Eva Longoria (a dona de casa mais jovem de Desperate Housewives) seja lançada. Eu desprezei o troço quando passou nos EUA, em fevereiro, e inclusive no meu avião, na volta ao Brasil. Nem o lindo do Paul Rudd deve valer o ingresso. Há também uma comédia nacional, Casa da Mãe Joana, com Pedro Cardoso, Paulo Betti e José Wilker. Desculpe, não parece grande coisa. Se eu pudesse escolher, preferiria ver Cana Quente, um drama brasileiro sobre um cortador de cana chamado Índio que se envolve com duas mulheres poderosas e passa a ser investigado por um crime. Não tem ninguém famoso no elenco e o título é meio pornô, convenhamos, mas pelo menos, ao contrário de Casa, não é idêntico ao que a Globo passa toda semana. Em menos salas chega Branca de Neve Depois do Casamento, uma animação européia (tem uns quatro países envolvidos). E estão dizendo que Violência Gratuita estréia hoje, só não sei onde. Minha crítica já tá aqui faz tempo. Por favor, alguém me confirma se o filme realmente foi lançado no Brasil pra eu falar um tiquinho mais dele. Se estreou mesmo, é o único imperdível da semana.
Nos EUA, as estréias não são muito mais promissoras. Tem Ghost Town, com o Ricky Gervais (de Extras e da Office britânica) testando seu apelo junto ao público americano, e My Best Friend's Girl, comédia romântica com a Kate Hudson e o Dane Cook, que promete ser horrível e, como tal, já tem data marcada pra chegar ao Brasil: 17 de outubro (se chamará Amigos, Amigos, Mulheres à Parte). Dois lançamentos muito menores tem head no título: Baghead, que parece um terror, a julgar pelo trailer, mas pode ser comédia também (ou, como convém a classificação, um "filme independente"), e Towelhead, sobre uma menina árabe-americana vivendo no Texas. Esse eu gostaria de ver por causa do elenco (Aaron Eckhart, Toni Collette), e principalmente por ser dirigido pelo Alan Ball (criador de A Sete Palmos e roteirista de Beleza Americana). Talvez daqui a uns três anos, em dvd? Ah, mais uma estréia: Igor, uma animação com a voz do John Cusack como um corcunda. Nem sei por que isso importa. Ainda que o filme da MGM chegue aqui, ele será dublado, então a gente não vai ouvir o John.
O que parece ser mais intrigante é Lakeview Terrace, em que o Samuel L. Jackson faz um policial que se sente o dono da rua e não trata muito bem o jovem casal interracial que se muda pra sua vizinhança. Eu vi o trailer ainda nos States e o tema me soou extremamente explosivo, porque finge que os brancos sofrem mais com o racismo que os negros. Lógico, não dá pra saber por um trailer, mas semana que vem eu o critico pra vocês verem e tirarem suas próprias conclusões. No Brasil, o filme se chamará simplesmente O Vizinho e será lançado no final de novembro. De problemas com vizinhos eu entendo bem. Alguém quer apostar que esse suspense não desembarcará em Joinville?- Sou pior que todos os seus vizinhos juntos, Lolinha.

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

SC NÃO QUER VER CEGUEIRA?

- Não fica assim, algum dia Cegueira chega aí.

Aqui emJoinville, eles tinham que optar entre Ensaio sobre a Cegueira e a última bomba do Nicolas Cage. Preciso dizer que a única estréia do final de semana por aqui foi Perigo em Bangkok (tá, e Mamma Mia!)? Cegueira só tá passando em Floripa mesmo, entre todas as cidades catarinenses. E eu calculei quanto custaria ir até lá ver o filme, eu e o maridão: 70 de passagem de ônibus, ida e volta, cada um, 14 ou 16 o ingresso (em Floripa eles me cobram, onde já se viu?!), mais alguma coisinha pra não morrer de inanição, dá o quê? Uns 200 reais? Ou seja, sem chance. O pior é que tô achando que o filme do Meirelles nem vai chegar a Joinville. Pra quebrar meu jejum de quarenta dias sem cinema, hoje vou rever Mamma Mia. É o jeito. O maridão nunca viu, e eu tô com saudades da tela grande, então... Mas meu coração quer ver Cegueira! Vocês que moram em estados mais lembrados pelo cinema que SC, vão ver o filme e me contem. Aliás, não me contem.
Nos EUA, as principais estréias são Burn After Reading (Queime Depois de Ler, marcado pra estrear no Brasil em 28 de novembro), comédia dos irmãos Coen com uma boa dupla, George Clooney e Brad Pitt (foto), e Righteous Kill (As Duas Faces da Lei, previsto pra chegar aqui 10 de outubro), policial com uma dupla que também deveria ser ótima, mas a julgar pelo trailer (leia minha cri-crítica)... É com o Al Pacino e Robert De Niro, que já eletrizaram em Fogo Contra Fogo (apesar de terem poucas cenas juntos). Os críticos americanos deram nota 38 ao filme. Achou ruim? Outra estréia, The Women, ficou com 26. Isso é em 100, tá? Mulheres, o Sexo Forte estréia no Brasil (o que provavelmente exclui SC) no dia 26 deste mês. Se bem que, se o filme for tão ruim quanto dizem, talvez chegue a Joinville.
Mais um lançamento nos EUA, este sem previsão no Brasil: The Family that Preys, do Tyler Perry (foto). Eu vi Why Did I Get Married? em dvd e gostei pra caramba. Nunca vi nada com Madea, a personagem mais famosa e histriônica do diretor, e pra ser sincera nunca tinha ouvido falar do Tyler antes de morar nos EUA. Li que ele faz filmes conservadores, com teor cristão, pro público negro de classe média, mas não fiquei com essa impressão ao ver Why. E vocês sabem que sou chata com essas mensagens ocultas. Enfim, sobre The Family, pra começar, gostei do trocadilho do título. Prey é meio atacar, vitimizar, mas o título automaticamente lembra pray, rezar. Pode ser a família que ataca ou que reza. Falando em rezar, se vocês puderem dar essa forcinha pra Cegueira chegar aqui, agradeço.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

OUTRO FIM DE SEMANA RUIM DE CINEMA. MELHOR DE POLÍTICA


Jogo dos três erros: o que o Nicolas tem de pior nesta foto - o cabelo, a camisa, ou a cara de mau?

Nos States, este final de semana depois do Dia do Trabalho é considerado o pior do ano pra se lançar um filme (as pessoas devem viajar, há campeonatos esportivos na TV, sei lá). Portanto, há somente uma estréia, e com o Nicolas Cage, ainda por cima: Bangkok Dangerous (Perigo em Bangkok, que chega ao Brasil na próxima sexta), a vida de um assassino por encomenda que tem cabelo estranho numa missão na Tailândia. Ahn, parece promissor, mas eu passo. Há também uma comédia romântica independente com distribuição limitadíssima e título duvidoso, Todo Mundo Quer Ser Italiano. Ué, eu pensei que todo mundo quisesse ser Brazilian, isso sim.

No Brasil, as três principais estréias são Hellboy 2: O Exército Dourado, Caçadores de Dragões, e o nacional Linha de Passe, de Walter Salles (Central do Brasil, Diários da Motocicleta) e Daniela Thomas. Linha foi muito aplaudido em Cannes. Já Hellboy o maridão tentou ver no nosso último mês em Detroit. Aguentou dez minutos e foi embora. Minha vontade de ver isso é próxima a zero.

E agora, o que todo mundo quer saber: o que tá passando em Joinville, cidade que hospeda a grande Lolinha que não vai ao cinema há um mês esta que vos fala. Tem Asterix e os Jogos Olímpicos, Casamento em Dose Dupla (nem sei qual comédia romântica é essa, é mais uma com a Diane Keaton, tadinha. Eu até iria ver se tivesse ingresso grátis pra essa rede de cinemas), Jogo de Amor em Las Vegas, Kung Fu Panda, A Ilha da Imaginação, Arquivo X: Eu Quero Acreditar, Hellboy 2, O Procurado, e Reino Proibido. Quer dizer, nove filmes passando em cinco salas – até que não tá mal. Exceto que, desses nove, tem três que eu já vi, quatro que eu não quis ver nem de graça nos EUA, e dois (Asterix, Casamento) que eu teria que pagar pra ver um filme que tem tudo pra ser ruim. Não vale a pena.

Minha vida tá triste sem cinema. Pra compensar, amanhã cedo vou ao comício do Carlito, candidato do PT à prefeitura de Joinville. A Dilma Rousseff estará presente. Joinville tá afundada em corrupção. O negócio tá feio mesmo. O prefeito atual é do PSDB, mas no fundo a cidade, como o estado de Santa Catarina, sempre esteve nas mãos de políticos ligados ao PMDB (do Luiz Henrique, que tá quase sendo impeachado), e ao PP (do Esperidião Amin). Joinville nunca teve um governo de esquerda. Há três candidatos embolados: Carlito Merss, que a gente conhece pessoalmente de várias paradas (coral, peças de teatro), Darci de Matos, do DEM (coligado com o PSDB), e um radialista, Kennedy Nunes, do PP. Darci foi meu professor de – pasme! - Sociologia num semestre da faculdade de Pedagogia. Pavoroso. O cara é uma porta, mas ao menos não é histérico e estourado como o prefeito atual. A propósito, Joinville tem meio milhão de habitantes e é a maior cidade do Estado, inclusive maior que Floripa (é o único caso no país em que a maior cidade não é a capital). Ainda assim, tem apenas cinco salas de cinema e uma máfia no governo que vem dilapidando os cofres públicos. São dois motivos que nos fazem querer sair daqui.

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

TUDO QUE A GENTE PRECISA SABER É QUE O NEVOEIRO CHEGOU

Um supermercado com fanáticos religiosos não é um bom lugar pra se proteger do nevoeiro.

Gente querida, bem rapidinho, que preciso entregar um capítulo da tese. Só pra comentar o que chega neste final de semana aqui no Brasil: Reino Proibido, com Jackie Chan e Jet Li (o trailer é de doer), Trovão Tropical (comentei na semana passada), e finalmente, até que enfim, aleluia, salve salve, O Nevoeiro (leia a minha crítica e corra ao cinema. Pode ser em ordem inversa). E um nacional também: Bezerra de Menezes: O Diário de um Espírito, um filme de época sobre esse ilustre deputado e médico que nunca ouvi falar. Se ele não virou nome de rua, nunca ouvi falar mesmo. Pelo menos é com o Carlos Vereza (veja o trailer).

Nos EUA, as estréias são: Babylon AD (Missão Babilônia, no Brasil em 26/9) - tudo que a gente precisa saber é que uma aventura com o Vin Diesel; College, uma comédia acéfala sem nenhum nome famoso, aparentemente feita pra suprir a comunidade frat-boy (os universitários das fraternidades americanas que vivem de se embebedar), Traitor, um filme de espionagem com o Don Cheadle, e Disaster Movie (Super-Heróis: A Liga da Injustiça, chega 3/10 no Brasil) - tudo que a gente precisa saber é que é mais uma comédia tirando sarro de um gênero específico. A capa de College ilustra minha vontade de prestigiar esse tipo de produção.

Eu ia comemorar, crente que poderia ver O Nevoeiro pela terceira vez no cinema. As últimas duas foram no ano passado, então estava com saudades. Aí descobri que não chegou em Joinville. Sinto que tem uma neblina com nuvenzinhas negras pairando sobre a minha cabeça.- Não fica assim só porque Reino estreou no lugar de Nevoeiro em Joinville.

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

ESTRÉIAS DA SEMANA: OLIMPÍADAS 10 X 0 CINEMA

O Roqueiro Rainn Wilson: não faz barulho que eu quero ver as Olimpíadas!

Se eu ainda morasse em Detroit, este seria outro fim de semana que não me faria morrer de vontade de comparecer ao cinema. O verão acabou, e a temporada agora é de filmecos. Pra se ter uma idéia, a maior estréia nos EUA é uma aventura com o Jason Statham (Efeito Dominó). Em Death Race (que chega ao Brasil 24 de outubro com o título de Corrida Mortal), pelo que eu conferi no trailer, Jason faz as duas únicas expressões que conhece (cara de mau, e cara de eterna perplexidade, como se perguntasse: “Como que logo eu fui virar astro?!”). O diretor é o mesmo de outros sucessos de ação como Alien vs. Predador e Resident Evil, o que pra mim desconta pontos no currículo.

Tá, achou ruim? Os outros lançamentos americanos parecem ser ainda piores. Três comédias! Uma é The Rocker (O Roqueiro, estréia no Brasil 28 de novembro), que eu quase veria por causa do Rainn Wilson (o Dwight do The Office), mas devo enfatizar o quase. Outra é House Bunny (chega aqui 17 de outubro com o título Casa das Coelhinhas), com a Anna Faris, que eu mal sei quem é, interpretando uma coelhinha da Playboy que, depois de expulsa da mansão do Hugh Hefner, vira presidente de alguma sororidade. Parece super promissor, mas eu preferiria sofrer uma morte lenta a enfrentar isso. Posso dizer o mesmo de The Longshots (as zebras?), com o Ice Cube. Como o filme é sobre futebol americano, pode ser que não venha parar no quintal. Oremos. (Os críticos americanos aparentam estar de ressaca: o Metacritic considera todos esses lançamentos regulares, não péssimos. Penso que tá todo mundo prestando atenção nas Olimpíadas, e ignorando o cinema).

Em compensação, O Nevoeiro segue firme pra chegar ao Brasil semana que vem, Violência Gratuita ganhou sua terceira data de lançamento (5 de setembro), e À Prova de Morte, do Tarantino, tá marcado pra 17 de outubro. Será? Oremos, parte 2, a missão.

O que desembarca nas salas brasileiras neste final de semana é bem pouquinho, e não é de encher os olhos: o arrasa-quarteirão O Procurado (leia minha crítica aqui), o drama inglês Reflexos da Inocência, com o 007 Daniel Craig, e Um Crime Americano, trama com a Catherine Keener (Na Natureza Selvagem) como uma dona de casa que, na década de 60, aprisiona e tortura uma adolescente. Logo quem? A Ellen Page. Após Smart People e Juno, dois filmes que detestei, parece legal ver a Ellen ser torturada, mas não acho que Crime vai passar a 500 quilômetros de distância de mim. Ou seja, mais um fim de semana sem a maior diversão.

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

ESTRÉIAS NO CINEMA: OUTRA SEMANA SEM

O Robert Downey Jr. é o do meio.

Ai, gente, mais um fim de semana sem nada que preste no cinema. Quero dizer, não nos de Santa Catarina (e desta vez nem falo só de Joinville). Nos States, a situação é um pouco melhor. Pelo menos tem a estréia do mais recente Woody Allen, Vicky Cristina Barcelona, com Penelope Cruz, Scarlett Johansson, e Javier Bardem. Não preciso me informar muito sobre o que se trata pra saber que é o primeiro filme adulto a chegar às telas americanas em vários meses. Sim, eu disse meses.

O problema é que o verão deles tá acabando, mas não vai ser lançado nada de muito relevante até... dezembro, quando vem o Oscar. Ao menos se descontarmos Cegueira, marcado pra setembro. O último arrasa-quarteirão do verão americano estréia hoje e chama-se Tropic Thunder (chega ao Brasil no final de agosto, com o título Trovão Tropical). A comédia já tá sofrendo boicote de associações de deficientes mentais que não gostaram que os personagens usem a palavra “retardado” como insulto. Pensei que haveria acusações de racismo, já que o Robert Downey Jr. faz um astro australiano que se “escurece” pra fazer um negro. Como nem Ben Stiller nem Jack Black são meus comediantes preferidos, e como ver “ação no Vietnã” parece um pouco datado agora, mesmo em forma de comédia, não tenho vontade de ver Trovão. Mas eu veria por dois únicos motivos: o Robert, e uma pontinha do Tom Cruise (irreconhecível, pelo que dizem). Minha vida tá difícil quando preciso torcer pra Trovão chegar a minha cidade.

Além disso, nos EUA há o lançamento de dois desenhos animados, Fly Me to the Moon e Star Wars: The Clone Wars (que também chega hoje ao Brasil, e que não vejo nem que a vaca tussa – eu já vi o trailer, e foi dureza aguentar dois minutos de algo tão mal-feito). Tem também um filme independente com o Luke Wilson (do bem legal Idiocracy), Henry Poole is Here, e mais um remake de terror oriental, este do Alexandre Aja e com o Kiefer Sutherland, Mirrors. Bocejos. Se bem que faz tanto tempo que não vejo um terror no cinema (o último foi Strangers, se não me engano), que eu encararia numa boa.

Hoje em algum lugar do Brasil que não inclui SC acontece o lançamento de três produções nacionais: Show de Bola (foto; também co-produção alemã), Olho de Boi, e o que deve ser a última comédia com a Dercy Gonçalvez (que morreu pra mim em 1989, quando apoiou o Collor), Nossa Vida não Cabe num Opala. O drama teen de arte-marciais Quebrando Regras, que eu já havia comentado antes, parece que teve sua estréia adiada para hoje. O provocante Violência Gratuita (leia minha crítica aqui) consta como lançamento de acordo com alguns sites, mas não de outros. Torça pra que chegue a sua cidade, porque é muito bom (e não se deixe levar pelo trailer, que faz o thriller soar mais sádico do que é). Imagino que o principal lançamento no Brasil nesta sexta seja mesmo Zohan: o Agente Bom de Corte, com o Adam Sandler. Eu até iria prestigiar essa comédia acéfala só pra passear no cinema, mas Joinville decidiu continuar com Mais do que Você Imagina. Não, sério. Acho que é pessoal.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

MUITAS ESTRÉIAS, MAS DE COISA BOA, MENOS QUE VOCÊ IMAGINA

Dois maconheiros em perigo. Eu salvo o James Franco!

Nas estréias da semana, montes de filmes que eu jamais irei ver. A maioria porque não me atraem muito, mas alguns porque não chegarão nem perto de mim. Primeiro, os lançamentos americanos num fim de semana em que o mundo todo só tem olhos na abertura das Olimpíadas da China. As únicas estréias nacionais são Sisterhood of the Traveling Pants 2, que conta a história de quatro amigas na faculdade (um filme, portanto, claramente pra meninas), e Pineapple Express, um filme claramente pra fãs de maconha. Existe todo um subgênero de comédia dedicado a produções sobre maconheiros atrapalhados. Elas não dão muito dinheiro nos cinemas mas costumam render uma fortuna em dvd. Pineapple, que será lançado no Brasil em 17 de outubro com o sugestivo título de Segurando as Pontas, é o principal representante do ano deste subgênero. Com sua mistura de comédia e ação, o trailer me pareceu horrendo em todas as 35 vezes que o vi. E além do mais, alguém ainda aguarda ansiosamente alguma comédia da linha de montagem Judd Apatow? Quantos filmes o cara tá lançando? Um por semana, pelamordedeus?! (o último, há quinze dias, foi Step Brothers). Porém, eu quase veria Segurando por causa do James Franco. Ver o Seth Rogen como palerma é normal pra quem gostou de Ligeiramente Grávidos e Superbad. Mas o James a gente costuma presenciar em papéis mais sérios, como o ex-melhor amigo e vilão de Homem-Aranha 3 e o filho do Robert De Niro em O Último Suspeito. E ele parece estar ótimo em Segurando. Ou pelo menos é a única coisa que se salva no trailer.

American Teen é um documentário que foi sucesso em festivais independentes. Embora o trailer seja uma cópia fiel a Clube dos Cinco, espera-se que o longa, que a diretora levou dez meses pra filmar, seja mais que um plágio. Outra estréia nos EUA é Hell Ride, uma aventura que se diz homenagem aos westerns do Sergio Leone, mas com motos, o Dennis Hopper, e o Michael Madsen (rei do cool desde seu psicopata cortador de orelhas policiais em Cães de Aluguel). O Metacritic dá nota 25, o que soa como uma enorme placa vermelha escrito “Afaste-se do cinema”. E finalmente, há o lançamento de um tal de Kabluey, que faz algo que parece óbvio: reúne duas atrizes que seriam irmãs siamesas, se não fosse a diferença de idade - a Lisa Kudrow, de Friends, e a Teri Garr, de Tootsie (foto). Elas não poderiam ser mãe e filha, fácil, fácil? Só que eu não tenho muita esperança em apreciar ambas na mesma cena, porque o resumo da comédia é estranhésimo. Assim: a gente vê a ficha técnica e no elenco só há atrizes. Aí a gente lê a sinopse e ela só fala das agruras de um homem que precisa ser babá da família do seu irmão enquanto o mano tá no Iraque. Não deve sobrar grande espaço pra Lisa e Teri. Aliás, não anda sobrando espaço pra outros filmes fora Cavaleiro das Trevas faturar uns trocados. Arquivo X fracassou feio, e só fez 17 milhões de dólares nos EUA em duas semanas. Cavaleiro já arrecadou 400 mi só nas bandas do tio Sam. Agora vai pro seu quarto final de semana consecutivo como campeão de bilheteria (compare: Homem de Ferro e Indiana Jones 4, lançados em maio, só passaram os 300 milhões agora).

No Brasil chega Asterix nos Jogos Olímpicos, Encarnação do Demônio (cri-critico o trailer aqui), um drama israelense, Lemon Tree, um australiano, Violência em Família, um americano, A Caçada, com o Richard Gere e Terence Howard como jornalistas, e mais uma abominação do Eddie Murphy, O Grande Dave. E um tal de Mais do que Você Imagina, que dizem que estreou nos EUA em junho. Eu tava lá e nem notei. Pesquisei e descobri que ele teve dois títulos (sempre um mau sinal), Homeland Security (terrível pra uma comédia) e My Mom's New Boyfriend (que mostra o que podemos esperar de mais uma comédia romântica), e que foi direto pra dvd. Aí, apressada, li uma sinopse e tive um susto: pensei que a Meg Ryan fizesse a mãe do Antonio Banderas! Não, quem faz o filho da Meg é o pimpolho do Tom Hanks, o Colin. De toda forma, é este o filme que verei. Isto é, se me deixarem entrar de graça no cinema, pois meu cartãozinho de crítica ainda não está pronto e de jeito maneira que eu pagaria 24 reais (chutando o valor pra mim e pro maridão; não sei quanto está o ingresso em Joinville) pra ver algo que cheira tanto a desastre.É bom saber que a Meg Ryan tá viva... eu acho.