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terça-feira, 23 de setembro de 2008

RESULTADO DA ENQUETE: COM QUEM VOCÊ FICARIA SE FOSSE A MERYL?

Espero que a essa altura todos vocês já tenham visto Mamma Mia!, que é uma fofura (e, pra quem ainda não viu: fique um pouco pros créditos, já que os galãs aparecem fantasiados. Vi muita gente saindo antes dessa cena). Bom, no musical, Meryl Streep tem mais ou menos – beeem mais ou menos mesmo, pois é inteiramente previsível – que decidir com qual dos seus amores do passado vai ficar. Eles são, em ordem de idade decrescente, o Colin Firth, o Pierce Brosnan, e o Stellan Skarsgard. Eu só pedi pra vocês escolherem com quem ficariam se estivessem na pele da Meryl.
Foi mole: das 117 pessoas que participaram, 55% votaram no Colin, 33% no Pierce, e 11% no Stellan. Não sei quando começou o imenso fã clube do Colin, se foi com o sucesso de O Diário de Bridget Jones ou antes, com o Darcy que ele construiu brilhantemente pra Orgulho e Preconceito, minissérie da TV britânica. Mas o fato é que a mulherada, eu inclusa, o acha divino. Tem quem o ache meio sem brilho, e tenho ouvido vários gays falarem que ele não tá
com essa bola toda não. O próprio Colin parece estar ciente dessas opiniões ao declarar: “Tenho um tipo de neutralidade física que me ajuda. Tenho um rosto que pode ficar muito melhor ou muito pior, dependendo de como quero que fique”. Pessoalmente, eu nunca vi o Colin com o rosto pior, mas devo admitir que ele está muito mais bonito hoje, aos 48 anos, que na época em que estrelou Valmont (1989).

Já o sueco Stellan, que é menos galã que Colin, tem quase dez anos a mais, e afirma que é constantemente confundido com o Liam Neeson, apontou sobre sua própria aparência: “Demora muito tempo pra me fazer ficar bonito, mas é rápido me fazer feio”.
O irlandês Pierce tem a beleza mais convencional dos três, mas o pessoal prefere falar da forma física da mulher dele. Pierce faz sucesso entre as fãs por não estar casado com uma mocinha magra e jovem (na realidade, nenhum dos três está: Colin é casado há onze anos com uma mulher mais ou menos de sua idade e tem dois filhos, e Stellan terminou recentemente
um casamento de três décadas com uma médica com quem teve seis filhos). Mas Pierce, antes de se casar com Keely, viu sua mulher morrer de câncer ao seu lado. E agora defende a esposa gordinha (olha a comparação! Em que tempos vivemos!). E não tem jeito: a gente gosta de homens que amam a esposa. E, quando o Pierce diz coisas como “as mulheres ficam mais sexy depois dos 35 anos”, a gente tampouco acha ruim.

Porém, se eu tivesse que escolher apenas um pra decorar minha cama enquanto o maridão viajasse, seria o Colin.
Ah, a próxima enquete: dos vinte maiores sucessos em termos de bilheteria do verão americano, qual você mais gostou? Acho que tá fácil também. Os vinte são os seguintes, pela ordem: 1) Cavaleiro das Trevas (que arrecadou até agora 521 milhões de dólares somente nos EUA), 2) Homem de Ferro (318 mi), 3) Indiana Jones e o Reino da Caveira de Cristal (316 mi), 4) Hancock (228 mi), 5) Wall-E (220 mi), 6) Kung Fu Panda (215 mi), 7) Sex and the City (153 mi), 8) As Crônicas de Nárnia: Príncipe Caspian (142 mi), 9) Mamma Mia (141 mi; ainda está em cartaz e deve passar Nárnia), 10) O Incrível Hulk (135 mi), 11) Procurado (134 mi), 12) Agente 86 (129 mi), 13) Trovão Tropical (107 mi), 14) A Múmia 3 (101 mi), 15) Quase Irmãos (100 mi), 16)
Zohan, o Agente Bom de Corte (100 mi), 17) Viagem ao Centro da Terra (99 mi), 18) Segurando as Pontas (86 mi), 19) Jogo de Amor em Las Vegas (80 mi), e 20) Hellboy 2 (76 mi). Suponho que ninguém vai votar em Quase Irmãos e Segurando as Pontas porque eles são os únicos que ainda não estrearam no Brasil (Quase Irmãos, com o Will Ferrell, chega em 24/10, e Segurando, um típico stoner movie, em 14/11. Mal consigo conter minha ansiedade). Escolher o melhor não parece nada difícil, mas talvez um dia eu faça uma pesquisa pra votar no pior. Aí a coisa complica, certo?

terça-feira, 16 de setembro de 2008

NOVA ENQUETE: COLIN, PIERCE OU STELLAN

- Ai, minha mãe vai ter que escolher um só!

Como a enquete desta semana é uma reprise (só que agora com a possibilidade de votar três vezes), vou fazer junto uma enquete bem mais simples e inocente, em homenagem aos galãs de Mamma Mia!, que é uma gracinha de filme. Eu vi de novo na sexta e gostei muito mais desta vez. E chorei na hora do “Dancing Queen”, que deve ser uma das músicas mais liberadoras já feitas pra mulheres. Só esse número já vale o ingresso. E as músicas do ABBA são maravilhosas. Entram na nossa mente e ficam lá pra sempre, tipo Invasores de Corpos. Tô achando que nunca mais na vida vou deixar de cantarolar “You can dance, you can jive, having the time of your life”.

Mas gostei muito de tudo. Mantenho o que disse sobre o Pierce Brosnan ser o pior cantor a pisar num musical hollywoodiano, mas ele está charmoso. E ele tem uma cena muito difícil, quando a Meryl Streep canta “The Winner Takes it All” pra ele, e ele não pode falar nada nem se mexer muito, pra não atrapalhá-la ou roubar a cena. Comentei isso com o maridão, e ele disse que o Pierce fica virando a Meryl pra que ele possa ver a paisagem enquanto ela canta. Eu não notei nada disso, lógico.

O Stellan mostra o bumbum, e é um belo bumbum, convenhamos. Gosto do resmungo que ele dá quando a mocinha sugere que ele pode ser seu pai. O maridão achou que a reação foi porque o Stellan fez os cálculos e pensou: “Como que eu transei com a sua mãe há trinta anos e estão me dizendo que tenho uma filha de vinte?”. Faz sentido.

O Colin está um pouco desperdiçado no musical, mas ele canta uma musiquinha e não se sai tão mal quanto o Pierce. E ele é aquele colírio de sempre (é, eu leio capa de Capricho quando vou ao supermercado. Quequifoi, nunca viu? Vai encarar? É, eu via TV Pirata).

Bom, a pesquisa é a seguinte, e não está restrita a Mamma Mia, e sim ao “talento” de cada um dos três atores:

Se você fosse a Meryl Streep e tivesse que escolher um desses lindões, qual seria?

Colin Firth, inglês de 48 anos, de Bridget Jones, Simplesmente Amor, Moça com Brinco de Pérola, Valmont, e da minissérie Orgulho e Preconceito

Pierce Brosnan, irlandês de 55 anos, de 007: Um Novo Dia para Morrer, Ladrão de Diamantes, Matador, Inferno de Dante, e Uma Babá Quase Perfeita (ah, no sábado eu publico um post sobre a mulher dele)

Stellan Skarsgard, sueco de 57 anos, de Piratas do Caribe, Exorcista: O Início, Dogville, e Gênio Indomável

E leitores homens, não sejam frescos. Podem votar também. Nós, mulheres, achamos outras mulheres bonitas, então vocês também podem achar homem bonito. Eu deixo.Qual de nós três deve deixar as malas na casa da Lolinha?

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

CRÍTICA: MAMMA MIA / Eu queria um musical arrebatador

- Mãe, por que estamos tão rosas? O iluminador faltou?

Hoje chega ao Brasil Mamma Mia!, que fez tanto sucesso nos EUA (nada como Batman, lógico, mas entre os filmes “pra mulheres”, só perde pra Sex and the City) que algumas salas seguem reservadas para um sing along (sessão em que as espectadoras são encorajadas a cantar no cinema). Eu tinha tudo pra amar Mamma: sou mais ou menos da faixa etária do público-alvo (talvez alguns anos mais nova), adoro a Meryl Streep, sou apaixonada por musicais, e passei minha pré-adolescência ouvindo ABBA. Então por que não gostei tanto?

Sinceramente? Porque tá mal-feito. Um crítico americano disse que Mamma pode entrar pra história como o musical com a pior coreografia em cem anos de Hollywood, como se o pessoal tivesse começado a filmar já no primeiro dia de ensaio. E é verdade. Desperdiça-se bastante ao fazer um musical só com canto, sem dança. Existe apenas um belo número, “Dancing Queen”. Meryl e suas duas amigas saem cantando por uma Grécia encantadora, e, no caminho, todas as mulheres largam seus afarezes e as seguem, cantando também. Essa cena é tão liberadora que chega a ser tocante. Duas lagriminhas rolaram pela minha face, e notei que a madame sentada ao meu lado chorou também. Mas é pouco. Um número marcante num musical cheio de canções viciantes?! E ainda por cima baseado num show da Broadway que já vendeu mais de 30 milhões de ingressos?

Meryl está ótima, como sempre, e canta muitíssimo bem. É ela a alma do filme. Mas a fotografia trata pessimamente mal mãe e filha. Meryl aparece sempre com os olhos vermelhos e o rosto muito rosa. E a filha, feita por Amanda Seyfried (da série de TV Big Love; a garota mais burrinha de Meninas Malvadas), tem olhos enormes saltando das órbitas, o que deveria vir com manual de instruções do tipo “proibido closes”. O efeito é assustador. Às vezes ela lembra um batráquio; noutras, faz muitas caretas (inclusive, todas as jovens do filme têm olhos claros e a mesma expressão: olhos arregalados e boca aberta), e seu canto é nulo. Acho que ela é até docinha, mas a impressão é a de uma atriz fraca.

Nada se comparada à impressão deixada pelo Pierce Brosnan (007). Quando o Pierce cantou os primeiros acordes de “S.O.S.”, o pessoal no cinema engasgou, e em seguida caiu na gargalhada. É ruim assim. Indescritivelmente ruim. Você vai ter que pagar ingresso pra ver. Eu só pensei: “Iiic! O que é isso saindo da boca dele? Uma voz?!”. Nessas horas Mamma vira filme de terror. O grande suspense é imaginar quando que ele vai cantar de novo. E ele canta mais uma vez, tão terrivelmente mal como da primeira. Olha, não tenho nada contra o Pierce. Enquanto ele tá só decorativo no filme, não há problema. Mas não deixem o carinha se aventurar no canto, por favor! O Colin Firth se sai um pouquinho melhor, e o Stellan não tem que cantar mais que duas linhas. Acho que ele só tá no filme por ser sueco, como o grupo pop.

Mas os três são lindos, e é legal ver homens de verdade de vez em quando. Tudo bem que a gente sabe que todos os astros e estrelas fazem plástica, usam Botox, estão ultra-maquiados e tal, mas há limites. Uma perna magrinha (que é o que acontece com quase todas as pernas masculinas depois de uma certa idade) é difícil de disfarçar. O Colin tem papada, e quer saber? A gente não liga. Ele é sexy de qualquer jeito. Claro que, se ele fosse mulher, não teria mais trabalho em Hollywood há no mínimo cinco anos... Ou você acha que toda atriz consegue ter uma carreira como a da Meryl? A única restrição que faço a ela é que todas as canções da ABBA começam com um solo, e logo um coro se junta. Aqui no filme o coro também se junta, mas na maior parte não o vemos. O que vemos é a Meryl cantar como se fosse umas cinco.

Outro problema é que a filha tem 20 anos. Ou seja, tudo isso aconteceu duas décadas atrás. Eu posso acreditar numa boa que esse pessoal (Meryl, Pierce, Stellan & cia.) tenha 50 anos, mas pedir pra que eu creia que eles têm 40 é um pouco demais. Na vida real, a Meryl tem quase 60. Ela passa por 50, sem dúvida, mas 40?! Ninguém diz especificamente que eles têm 40, só que tá implícito. Os rapazes se vestiriam de hippies e metaleiros aos 30? Mais difícil de acreditar. E a Meryl conta que, quando engravidou, sua mãe a pôs pra fora de casa. Eu só pude pensar: você não deveria estar morando com a mãe aos 30, querida.

Como Mamma Mia! é dirigido por uma mulher, Phyllida Lloyd (conhecida por seu trabalho na ópera), escrito por uma mulher, produzido pelo casal Rita Wilson e Tom Hanks, estrelado por mulheres (o que não é nada comum), e feito pra seduzir mulheres mais velhas, eu tenho que elogiá-lo um pouco. Por exemplo, adorei as duas melhores amigas da Meryl. Uma é a Julie Walters (de A Educação de Rita e Billy Elliot. Tá, tá: ela faz a Molly na franquia Harry Potter), que canta “Take a Chance on Me”. A outra é Christine Baranski (de Grinch e Chicago, quer dizer, não sei quem é, mas o rosto parece familiar), que conquista a platéia cantando “Does Your Mother Know”, em que breca as intenções de um rapaz que pode ser seu filho.

Eu já disse na minha cri-crítica do trailer que pedir pra Meryl optar por um dos três lindões é pior que a decisão que tem que tomar em A Escolha de Sofia. Mas na realidade não há muito o que escolher. O sortudo já tá selecionado desde o comecinho. No entanto, Mamma tem recadinhos feministas, como falar que casar-se jovem não tá com nada, que o mais importante é ter um sonho. E, principalmente, que a vida não acaba aos 40. Hollywood nos ensina exatamente o contrário em todo santo filme. A Meg Ryan que o diga.Stellan, Pierce e Colin: Mery Streep revive sua escolha de Sofia. Vou realizar uma enquete pra você também ter que optar por um dos três.

segunda-feira, 21 de abril de 2008

CRI-CRÍTICA DE TRAILER: MAMMA MIA

Primeiro eu vi este trailer, depois o Pedro me indicou esse com legendas em português que você pode ver acima. Gostei mais do primeiro porque é mais curto. O de cima conta demais do filme pro meu gosto. Já existem vários trailers e teasers sobre Mamma, atendendo aos diversos nichos de mercado. Alguns escondem o elenco mais velho e destacam o mais novo (um bando de desconhecidos), e acho que outros escondem até tratar-se de um musical, o que é uma tremenda de uma sacanagem. Mas talvez o trailer principal seja este acima, que não parece esconder nada. Pra mim tá ótimo: um musical com a Meryl Streep, uma atriz que já provou que pode fazer qualquer coisa, e que até já cantou em A Última Noite (o fofinho The Prairie Home Companion, último filme do Robert Altman). Interessante como o trailer não se preocupa em dar o nome do Stellan Skarsgard, que é bastante conhecido por seus papéis em Gênio Indomável e Piratas do Caribe. Pierce Brosnan muita gente sabe quem é, só por ele ter feito 007. E não entendo por que o Colin Firth tem um culto fiel à sua beleza (anterior até ao Diário de Bridget Jones), mas eu definitivamente tô nesse culto. Qualquer um desses três já estaria de bom tamanho pra platéia feminina. Os três juntos, só a Meryl pode ter. Quer saber outra anomalia? Todos são mais jovens que a Meryl! Não tenho nenhum preconceito contra mulher namorar homem mais novo. Eu mesma adoraria trocar o maridão velhinho por dois de 25, mas agora ele já passou do prazo de validade e não aceitam mais devoluções. Só que a gente tá falando de Hollywood, em que o Sean Connery faz par romântico com a Catherine Zeta-Jones (uma diferença de quase quatro décadas!). Pode ter certeza que você jamais verá a Elizabeth Taylor namorando o Leonardo Di Caprio numa produção comercial. Ok, a diferença de idade da Meryl não chega a tanto, em comparação com seus amores na tela: ela tem 58 anos (incrível que continue na ativa. Não é à toa que seja tão ídola de todo mundo), o Stellan tem 56, o Pierce 54, e o Colin é um menino, só 47. Acho injusto que ela tenha que escolher um deles e não possa ficar logo com os três. Desde A Escolha de Sofia a Meryl não tem que tomar uma decisão tão dura!

Bom, um trailer que já começa com a palavra “casamento” é um problema pra mim, que jurei evitar comédias românticas com qualquer coisa do gênero logo no título. Felizmente, Mamma é um musical,e musicais são um gênero à parte, onde pode qualquer coisa, inclusive pessoas começarem a cantar e sapatear no meio do nada, ou pessoas se casarem, e às vezes até combinações grosseiras, como pessoas cantando no meio de um casamento. E vamos logo admitindo que o filme será levinho e cafona, como as músicas da ABBA que utiliza. Ou seja, não dá pra esperar que temas sérios como os de Cabaret e Hair sejam tratados, nem que tenha um clima sinistro a la Sweeney Todd. Com essas músicas, com esse cenário de praia, só se pode esperar um feel good movie. E melhor nem querer saber como vão descobrir qual dos três garanhões é o pai da menina. Exame de DNA não combina com praia. Ah, não gostei da interrupção da música pras falas durante a cerimônia de casamento. Fica artificial (quase tanto quando as amigas declaram “Oh my God”), e odeio quando param uma canção bacana como as da ABBA pra falar qualquer besteira.

Já contei isso uma vez, mas talvez ninguém estivesse prestando atenção. Faz alguns anos eu tinha uma turma de inglês só com adultos, à noite, e no meio havia um que era dono de uma loja de discos. A vida dele inteira era dedicada à música. Ele vivia encomendando CDs caríssimos dos EUA e falava um monte sobre seus grupos preferidos. Eu sempre gostei de trabalhar com música na sala de aula, e é difícil usar canções que não conheço ou não gosto, então era quase sempre Beatles. Um dia esse meu aluno me ameaçou, meio brincando, mas só meio: “Se algum dia você trouxer ABBA pra sala, eu largo o curso!”. Eu tive de respeitar, né? Afinal, não quero tocar nas feridas dos meus alunos. Vai que ABBA é um trauma marcante na vida dele. Portanto, se ele estiver me lendo, que siga meu conselho: fique longe de Mamma Mia e, se der o azar de passar em frente a um cinema que esteja mostrando o filme, recomendo que se benza cinco vezes. Já eu vou ser a primeirona na fila. Nota 4 pro trailer mais curtinho, e 3 pro trailer com legendas em português (edição meio tosca, muitas revelações).