domingo, 15 de março de 2009

TRÊS TEXTOS DE UMA DÉCADA ATRÁS

O vento não levou 1939...

Desenterrei três textos pra colocar aqui no blog! Esses eu encontrei na internet, porque foram publicados no jornal. É o único registro que tenho deles, já que meu computador sofreu um piripaque em outubro de 2000, e perdi tudo que tinha antes disso.
Um, escrito há quase dez anos, é sobre 1939, data que é considerada a melhor da história do cinema. Foi o ano em que Hollywood lançou grandes clássicos como E o Vento Levou, O Mágico de Oz, As Mulheres (refilmado ano passado, um fracasso), O Morro dos Ventos Uivantes, Intermezzo, No Tempo das Diligências (foto), Ninotchka, e muitos outros. Mais do que babar por esses clássicos, o que é lugar-comum (quase todo cinéfilo faz isso), o que chama a atenção nesse meu texto é como eu detestei a década de 90! Bom, pelo menos no cinema. O Mickey Rourke fez eco a essa opinião em O Lutador, quando gritou pra Marisa Tomei que “the nineties sucked” (“os anos 90 foram uma droga”).
Achei também um artiguinho sobre o Oscar de dez anos atrás, quando eu reclamei muito da não-inclusão de Truman Show entre os indicados, e da inclusão de A Vida é Bela. E de como nem Central do Brasil nem Fernanda Montenegro teriam grandes chances. Talvez a foto ao lado ajude a lembrar o que aconteceu. Alguém ainda se lembra da Gwyneth Paltrow, né?
E, finalmente, uma daquelas minhas crônicas revoltadas. No início de novembro de 99, durante a última sessão de Clube da Luta, num dos cinemas do Shopping Morumbi, um estudante de 24 anos de medicina da USP tirou sua metralhadora e atirou em várias pessoas, causando pânico entre os 28 espectadores. Três pessoas morreram. Mateus da Costa Meira, o assassino, disse que escolheu Clube da Luta porque o personagem é esquizofrênico, como ele. Mais tarde, afirmou que achava que estava atirando em alienígenas de um videogame. Foi condenado a trinta anos de prisão. Não pense que eu lembro disso assim de cor. Tive que pesquisar um pouco. Na crônica antiga, eu me queixo do excesso de repercussão dado ao crime - o primeiro desse tipo no Brasil - e das poucas linhas dedicadas às chacinas entre os pobres. Mas pelo menos não culpava o FHC por tudo, como hoje fazem com o Lula.

7 comentários:

  1. Na época, eu era diretor técnico de um provedor de internet. Participava das listas de discussão que reuniam administradores de sistemas que combatiam a incipiente proliferação de spams. Essa figura era um spammer abusado, que chegou a ir até a Bahia pra tomar satisfações com um provedor que o havia bloqueado.

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  2. Oi Lola, tudo bem?
    Já faz um certo tempo que acompanho seu blog e gostaria muito de pedir sua ajuda. Na verdade, estou produzindo minha monografia de conclusão de curso e sempre tive interesse nos temas e discussões propostos por você. Se puder, gostaria que me enviasse um endereço de e-mail para que pudéssemos trocar material de pesquisa e algumas dicas. Desde já, obrigada.

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  3. Eu li esse texto sobreo cinema!!!! Eu tinha guardado em algum lugar. E ainda falava que Bette Davis nunca se recuperou por ter perdido o papel de Scarlett O'Hara, e tinha filmado como nunca naquele ano. Aliás, eu adoro Vitória Amarga, mas meu favorito dela é Jezabel, que é do ano anterior. Mas, pois bem, o autor (ou autora, não lembro) terminava arrematando: "Mas Bette Davis continuou sendo Bette Davis, já Vivien Leigh virou Scarlett O'Hara".

    Ah, obrigada por me lembrar deste texto. ^_^

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  4. Estou meio doida... Foi você que escreveu o texto para o jornal, Lola? Nem lembro mais qual jornal...

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  5. Anônimo, isso em 99? Não entendi muito bem: a figura a que vc se refere era o “Assassino do Cinema”?


    Viviane, meu email é lolaescreva@gmail.com , ok?

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  6. Shoujofan, não sei se fui eu que escrevi esse artigo que vc menciona. Acho que não. Esse meu foi publicado no jornal A Notícia, de SC.
    Eu adoro a Bette Davis (e Jezebel!). Adoro também a Vivien Leigh. A Bette certamente participou de (muitos) mais filmes bons que a Vivien. Mas a Vivien esteve em dois dos maiores de todos os tempos, E O Vento Levou e Um Bonde Chamado Desejo. E quem esteve em dois filmes assim não precisa ter feito mais nada pra ser lembrada pra sempre.

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  7. Sim, o assassino do cinema. Acho que esses fatos que eu narrei ocorreram em 97 ou 98.

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