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domingo, 24 de dezembro de 2023

FELIZ NATAL

Desculpem pelo meu silêncio. Voltei ontem de Recife, onde passei nove dias acompanhando o maridão no campeonato brasileiro de xadrez. Não lembrava minha senha pro meu perfil no Twitter (ridículo, né? 200 mil seguidores no Twitter e eu esqueço a senha!) e aproveitei esse afastamento pra terminar de escrever um artigo acadêmico que eu devia desde o ano passado. Agora estou devendo outro, que comecei a escrever no hotel, mas esse eu vou terminar nos próximos dias, prometo! 

Lá em Recife eu fiquei no hotel a maior parte do tempo, mas felizmente dois amigos enxadristas do Silvinho nos levaram pra visitar o Instituto Ricardo Brennand e a Oficina Francisco Brennand. Amei os dois lugares. Vale super a pena ir lá. 

Hoje em dia é complicado falar dos Brennand (família bilionária extremamente influente no Recife) sem associá-los a Thiago, que deve ser uma das piores pessoas no mundo. O colecionador Ricardo e o artista Francisco, que eram primos e rivais, ambos mortos na mesma época (2020) e com a mesma idade (92 anos), eram tios-avós de Thiago. A família do cara que está preso em SP após ser extraditado de Dubai (ele pagou R$ 81 mil pra voar na primeira classe quando soube que a cadeia estava próxima), já condenado por alguns estupros, antecipou sua herança há vários anos para se ver livre dele. Deram a ele 300 milhões de reais e, em seguida, pediram medidas protetivas. Thiago era do tipo que enviava vídeos pornôs com ele fazendo sexo para seus parentes. Do tipo que mandou um caixão pra casa de um primo que estava com câncer. Do tipo que forçava mulheres a tatuarem as iniciais dele em seus corpos. 

Lógico que a numerosa e riquíssima família Brennand não fica feliz com essa associação. E claro que tanto o instituto quanto a oficina não têm nada a ver com isso. Na oficina de Francisco Brennand recebi ótimas informações da guia Cecília, que é estudante de História na Universidade Federal de Pernambuco. 

Bom, gente, este é um post rápido só pra desejar feliz natal pra vocês. A gente ainda tem que preparar uma ceia modesta, com um tender bolinha que já está no congelador há um ano. Pelo menos a mousse de chocolate nós fizemos de manhã. Que vocês tenham uma noite feliz e cheia de comidas gostosas!

sábado, 24 de dezembro de 2022

UM NATAL INFINITAMENTE MAIS FELIZ E CHEIO DE ESPERANÇA DO QUE OS 6 ÚLTIMOS

Feliz Natal, pessoas queridas! Agora estamos conseguindo respirar. Certeza que os próximos natais serão melhores! 

quinta-feira, 24 de dezembro de 2020

FELIZ NATAL, DENTRO DO POSSÍVEL

Pessoas queridas, desejo a todas vocês boas festas e uma ceia farta hoje, mas com cuidado, sem aglomerações. E torcendo para que até o Natal do ano que vem a maior parte de nós esteja vacinada e aí sim possa celebrar em conjunto. Mas não é o momento.

Estou devendo pelo menos um vídeo, e pra semana que vem tentarei fazer uma retrospectiva pessoal do meu 2020 (spoiler: não consigo me lembrar de um ano pior na minha vida). Mas o mais importante agora é mesmo sobreviver. 

Quero ser otimista: que este seja o primeiro e último Natal da pandemia! Tudo de bom pra vocês! E sem uva-passa!

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

CARTUNS PARA UM NATAL COMPLICADO

Então já é Natal! Como 2019 passou rápido, voando!
Foi um ano difícil, sem dúvida. Basta ver uma retrospectiva abreviada de algumas das barbaridades proferidas por seu Jair, sua familícia e seus sinistros. Daí vocês veem o tamanho do retrocesso e da destruição do Brasil. Será que o país sobreviverá?
Depois eu faço uma retrospectiva pessoal. No momento, estou exausta! Mas pessoalmente o ano foi bom pra mim. Todos os anos são! Minha vida é maravilhosa. 
Mas em matéria de Brasil.... Deve ser por isso que os cartuns de Natal deste ano estão tão amargos. 
Desejo a todas vocês, pessoas lindas e bacanas (trolls not included), festas incríveis, cheias de amor! E um 2020 melhorzinho! Porque um ano bom, enquanto essa corja estiver no poder, é impossível!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

FELIZ NATAL PRA QUEM NÃO VOTOU NO COISA RUIM

Duas tirinhas fantásticas do André Dahmer, dos Malvados. Admiro muito esse cara!
De fato, não daria pra namorar -- casar nem pensar -- com quem votou num fascista medíocre. Não daria nem pra passar o Natal com tal pessoa. 
Mas, pra todas as minhas leitoras e leitores inteligentes, feliz natal!

domingo, 24 de dezembro de 2017

QUE PARTE DE JESUS VOCÊS NÃO ENTENDERAM?

Feliz aniversário, barbudão do bem!
E feliz natal a todas as pessoas queridas do meu bloguinho. Estou longe mas já volto.

domingo, 12 de novembro de 2017

UMA EXCELENTE SUGESTÃO DE NATAL

Natal? Agora?! Odeio quando falam de natal em novembro! Falta uma eternidade até 25 de dezembro (ou tem que faltar, porque tenho muita coisa que fazer até lá).
Mas está é uma ótima dica. Se eu comprasse presentes, certamente tentaria fazer o que ele pede.

sábado, 24 de dezembro de 2016

ELES DEFENDEM O TIO DO PAVÊ

Nunca tive dúvidas que reaças odeiam qualquer um que seja diferente deles. São conservadores, querem a volta a um passado que não volta mais.
Claro que, se eles tiverem que escolher um lado, entre tomar posição favorável à "feminista de cabelo azul" (eles realmente acreditam nas ficções que eles inventam de que toda feminista é gorda, odeia o pai, pinta cabelo de azul e, claro, como toda esquerdista, é maconheira) ou ao tio do pavê, eles ficarão sempre com o tio. 
Espírito natalino, versão reaça
O que eu nunca tinha parado pra pensar é que eles não apenas se identificam com o tio do pavê, eles são o próprio tio do pavê! Aquele parente inconveniente com uma única piada no repertório mas, em compensação, muito preconceito pra espalhar. 
Ha ha, essa é ótima!
Mas confesso a vocês que, por sempre ter uma família reduzida (só conheci, e por muito pouco tempo, a minha vó paterna), eu até acho bacana uma festa com toda a parentada, mesmo que -- eu sei, eu sei -- entre eles estará o inexorável tio do pavê. 
Daqui a pouco tenho o meu natal de sempre, com deliciosa torta de frango (minha mãe cismou este ano que não prepara nem come mais coisas com frango, então jurou que esta será a última) e o super bolo de chocolate Sacher Torte (receita aqui; este também deve ser o último como o conhecemos, pois o Cointreau, licor que vai na receita, está custando agora R$ 150. Gente, por favor, digam pra minha mãe que dá pra substituir por qualquer outro licor mais baratinho). 
Por hoje é só, pessoal! Tudo de bom pra vocês! Que vocês tenham uma ceia farta e feliz. 

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

O NATAL DE QUEM TEM UMA BELA VIDA

Isabel, depois de andar por toda a ceia, dormiu o sono das justinhas

Oi, pessoas queridas! Tudo bem com o natal de vocês?
Acho que hoje na internet o que mais tem é troll. Alguns já deixaram umas ofensas por aqui. Eu realmente fico imaginando quão miserável e solitário um cara tem que ser pra vir a um blog feminista em plena manhã de natal deixar um comentário xingando o meu marido (e eu, óbvio). Confesso que sinto um pouco de pena. Mas só um pouco, porque esses fracassados escolheram a vida triste e raivosa que levam. 
Bom, acho que este foi nosso quinto natal em Fortaleza e, como todos os outros, foi muito bom. 
Eu, Silvinho e minha mãe (Nelly) ficamos em casa, pra variar. Minha mãe preparou sua tradicional ceia natalina: torta de frango e Sacher Torte, o bolo com mais chocolate no mundo (ish, agora reparei que não tiramos foto do bolo!).
Infelizmente, minha mãe anunciou que esta foi a última torta de frango que ela faz na vida. Ela parou de comer frango e carne bovina este ano e, de fato, é injusto que ela tenha que preparar uma comida que nem vai comer. 
Mas a torta estava fantástica, especial mesmo. Aliás, está, porque voltamos a comer um pedaço no almoço e pro almoço de amanhã ainda sobrou um pedacinho. 
Manicotti no reveillon 2014
Já tem alguns anos que fizemos um acordo: minha mãe prepara a ceia de natal, e a gente faz o jantar do reveillon. Penei pra lembrar o que cozinhamos pro reveillon passado (manicotti de ricota e espinafre, que estava ótimo, mas pelo jeito não foi tão memorável). 
Nossa mesa, ontem
Pra este ano, estou pensando em fazer algum tipo de carne de porco (única carne, além de peixe, que minha mãe ainda come) com molho de mostarda. É que o maridão ganhou dos pais de uns alunos uma bela cesta de natal cheia de guloseimas, entre elas um pote de mostarda incrível. Nem sou tão fã assim de mostarda, mas dessa misturada com vinho, eu fiquei.
E, pra acompanhar, ou batatas amanteigadas ao forno, ou batatas assadas recheadas com queijo e champignon. Perguntei pra minha mãe e pro maridão (que logicamente vai ajudar a preparar tudo isso) se a escolha do cardápio estava adequada (com pavê de chocolate amargo pra sobremesa), mas eles estão muito "tanto faz" pro meu gosto.
Eu e o maridão viajamos por uns dias pra Beberibe, CE, antes do natal, e ele contou uma conversa divertida que teve com a minha mãe. 
Minha mãe disse pra ele que ele não precisava mais comprar presunto cru fatiado, porque ela já tinha encontrado um por um bom preço. Parece que os dois comparam preços dos supermercados diferentes que frequentam (eu não piso em supermercado há tempos; deixei a tarefa com um profissional -- o maridão --, que adora escavar promoções de produtos quase vencidos). 
Pra encurtar a conversa: Silvinho queria saber quanto minha mãe pagou pelo quilo de presunto cru. E ela: "O preço por quilo eu não faço a menor ideia, mas a bandeja custou onze reais".
Fico feliz que eles se deem tão bem. Aliás, tenho muito pra ser feliz na minha vida. Eu sei.
Um natal maravilhoso pra vocês também!
E uma lição de natal que vale pra vida

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

FELIZ NATAL, CHICO

Vi que Chico Buarque foi atacado na rua no Leblon à noite, enquanto esperava um táxi, depois de jantar com amigos. 
Tom, Milton e Chico no Ibirapuera,
em janeiro de 1990
Eu também já ataquei o Chico, em São Paulo, quase 26 anos atrás. Ele estava na mesma pizzaria a que eu e amigos fomos depois de ver um show no Ibirapuera. Eu fui até a sua mesa, comovida, falei um monte de bobagem ("tudo o que eu sou hoje eu devo a você"), falamos d'ele esquecer as letras das músicas, dos comícios pró-Lula em 1989, em que eu, ele, e uma multidão de gente comparecemos. No final, pedi pra ele me dar um autógrafo, agradeci, e voltei a minha mesa. Aí fui ler o que ele escreveu: 
"Lola, eu te amo. Chico Buarque de Hollanda". 
Quando eu era poeta: noite de autógra-
fos em SP, 1986
Chico pra mim é deus. Eu me lembro da minha mãe tocando "Construção" pra mim quando eu tinha onze ou doze anos, do quanto aquela canção foi importante pra minha formação de esquerda. Eu me lembro de ter tentado aprender a tocar violão só pra poder tocar e cantar as músicas dele. Eu me lembro como a sua poesia influenciava a minha.
E até algumas décadas depois Chico me afetou, ao falar sobre como lida com os insultos na internet -- gargalhando, porque não vale a pena ter ódio de quem tem ódio (só lembrando: insulto é uma coisa; difamações, falsificações e ameaças são bem outras).
Leblon, RJ, dezembro de 2015
No ataque no Leblon esta semana, Chico reagiu da mesma forma: rindo, respondendo com ironia até ao desqualificado que disse na cara do maior compositor brasileiro, admirado no mundo inteiro, "Você é um merda". Depois li que um dos reaças que o insultaram é um rapaz cujo pai, um banqueiro, contratou Paris Hilton para posar como sua namorada; outro, é filho de usineiro. O ódio que eles têm do Chico é porque ele é de esquerda. Sempre foi e, pelo jeito, sempre será. Chico é coerente. 
Mas parece que ser de esquerda, vestir uma camiseta vermelha, ou votar no PT virou motivo para ser xingado nas ruas e nas redes sociais. Isso tem nome: fascismo. É não permitir a existência de quem pensa diferente. Ah, e não venham me dizer que eu faço isso. Eu quero mais é que Bolsonaro saia candidato a presidente, até porque tenho esperança que ele não seria eleito para um cargo executivo e porque ele dividiria a direita. 
Enfim. Em agosto eu escrevi este tuíte:

E bastante gente veio me dizer: "O Chico tá nos top ten dos odiados? Imagina, Chico é ídolo!" 
Mas eu já acompanho faz tempo os ataques ao Chico. Na primeira e, espero, última vez na vida em que falei com Lobão, que comandava um debate na finada MTV, o artista olavete do nada começou a falar mal do Chico. Eu acho que foi durante os comerciais, então a câmera não pegou. Mas a inveja que corre naquelas veias é forte e obsessiva.
Capa da Veja em 1978
Não sei quando foi que Reinaldo Azevedo dedicou vários posts pra falar da "mediocridade" do Chico. Tio Rei chegou ao cúmulo de chamá-lo de plagiador, porque -- pasmem! -- Chico adaptou a Ópera dos Três Vinténs, de Brecht, e a transformou na excelente Ópera do Malandro (veja o filme). Pra colunista da Veja, adaptação é plágio! 
Vivo vendo vários reaças menos conhecidos espalhando mentiras, como a que Chico batia em Marieta. Ou simplesmente fazendo pouco da obra fenomenal de um gênio (geralmente são esses mesmos que comparam Beatles com Menudos). E olha que eles atacam Chico pela sua música! Eles aprenderam com o mestre, o guru Olavão, que criticar não é suficiente. Tem que destruir mesmo.
O "ensinamento" acima do Olavão tem mais de dez anos, mas, lógico, o astrólogo não muda nunca. Este é de anteontem:

Desconheço a opinião do guru sobre o Chico. Posso apostar que ele odeia o compositor por tudo: não só por Chico ser de esquerda, mas por fazer e cantar canções "comunas", por ter combatido a ditadura, por ser adorado por mulheres (a inveja é uma m*rda, já dizia um adesivo de carro)...
E por ter um apartamento em Paris. Não, sério! Reaça acha que pessoas de esquerda não devem frequentar restaurantes mais caros, não devem ter um Mac, não devem comprar hamburger no McDonald's... A lista de coisas que pessoas de direita, aqueles homens de bem super democráticos, decretam que pessoas de esquerda não devem ter ou fazer é imensa. 
Eu, por exemplo, sou sempre atacada por ter feito doutorado-sanduíche nos EUA, por lecionar inglês, e, mais recentemente, por ter aparecido no Profissão Repórter, da Globo (pessoas de esquerda não podem ver a Globo). E também por receber salário, vender livros, e pedir contribuições via PayPal. Pessoas de esquerda, aparentemente, não podem ter nenhum contato com o vil metal. Ser de esquerda é viver de vento, não sabia?
Porque sonhar e lutar por um mundo sem desigualdade social automaticamente anula as contas que você tem que pagar todo mês.
Olha, tomara que 2016 seja um ano melhor, com menos ódio. Fico torcendo para que toda essa raiva que a gente vê nas redes sociais seja substituída por debates com ideias, não repetição de chavões. E por diálogos como este, que mostram como a comunicação é possível: