sábado, 22 de maio de 2010

SOMOS TODOS APRENDIZES

Como de costume, estou acompanhando O Aprendiz. Deve ser o único programa de TV que vejo atualmente. Esta edição é uma decepção só. Não apenas porque saiu o Roberto Justus e entrou o João Dória Jr imitando o Justus, mas porque as tarefas em si são péssimas. Na quinta retrasada, se não me engano, o programa foi um merchandising gigante da Vivo. Os participantes tinham que ir pra uma cidadezinha no Pará mostrar como o 3G mudou a vida deles. Sério, essa era a tarefa: recolher depoimentos e fazer um grande comercial institucional da Vivo, com direito à moradora chorando e o presidente da empresa, comovido, enxugando uma lágrima. Foi muito, muito constrangedor (ainda mais se lembrarmos daquele contexto em que o Brasil tem a pior e mais cara banda-larga no mundo). Enfim. A cada programa eu juro que não vou ver o próximo. E aí eu volto e fico lá, em frente à TV, sem reação, como costumamos nos comportar diante de um acidente de carro. Com vítimas.
Pois bem, nesta quinta João Dória decidiu dar um show à parte na sala de reuniões. Não bastou humilhar as três participantes ou dizer pra conselheira, “suas colegas estão decepcionando” (colegas por quê? Ah, porque são mulheres! Quanto você quer apostar que, se os três participantes julgados lá fossem homens, João não se viraria pro conselheiro homem e falaria “seus colegas”?). Não. Ele se empolgou e deu um discurso que não tinha nada a ver com o programa. Algo que nem sua inspiração, Donald Trump, deve fazer (imagino, porque nunca vi Mr. Trump in action. Dá nojinho). Aquele velho discurso do vencedor, de quem divide o mundo entre vencedores e fracassados ― e de quem, óbvio, acha que todos começam no mesmo ponto de partida. O píti tem início no 3:15 do vídeo, dá uma olhada:
Na minha empresa eu não permito que o meu time entre pra participar. Entra pra ganhar! O mundo real é o mundo que exige de quem faz a postura do vencedor. A postura do fracassado é pros outros. [...] A vida é uma competição, é como uma Olimpíada, como a Copa: só ganha um. Não tem dois vencedores. Só tem um campeão do mundo. Só tem um campeão em cada tarefa olímpica, não tem dois. A equipe, ou o vencedor individual, fruto de um trabalho de equipe, mas só tem um, só um sobe ao pódio, não tem duas equipes vencedoras, não tem dois atletas que ganham a medalha de ouro na mesma prova, é só um. O outro é prata, o outro é bronze, os outros não são nada, competiram. Mas não ganharam”.
Pois é, gente, já que vamos ficar nas alusões esportivas, é bom saber que quem participa de uma Olimpíada não é nada. Nada disso importa: o esforço, o sacrifício, os anos de treinamento, a superação, nada, porque o atleta não subiu ao pódio. E nem quem ficou em segundo pode se orgulhar, já que deixou escapar a medalha de ouro, e neste mundo só há lugar para um vencedor. Não importa que, de repente, a pessoa que participou daquela Olimpíada adquira experiência para poder subir ao pódio na próxima competição. Ou que alguém como Luísa Parente, que nunca chegou nem perto do pódio (foi "apenas" uma das 36 finalistas numa Olimpíada), foi fundamental para chamar a atenção dos brasileiros para a Ginástica Olímpica. Sem Luísa, talvez não existisse Daiane dos Santos. Ou que um país sem tradição alguma numa Copa do Mundo consiga um honroso quarto lugar, o que faz com que milhões de rapazes daquele país queiram jogar futebol. Não, isso não conta. Não ganhou? Se mata.
Nesta continuação, a partir do 1:10, Doria fica mais explícito:
O que faz a diferença é o conjunto de pessoas que querem vencer, que querem liderar, que querem trabalhar, que querem alcançar um objetivo. E não os preguiçosos, e não aqueles do 'ah, a vida já tá boa assim, tô sobrevivendo, deixa eu ficar assim, tô numa boa, não vou lutar, não vou trabalhar mais, não vou me dedicar mais. Só recebendo comidinha na boca, tá bom, tô sobrevivendo...' Não é isso, na minha empresa não é o que eu desejo. [...] O que vai transformar este país são aqueles que sabem fazer a transformação, não aqueles que sabem fazer a acomodação. A acomodação é um perigo, porque leva ou ao assistencialismo, ou ao derrotismo, ou à corrupção, ao roubo, à falcatrua, que é sempre o caminho mais fácil daqueles que são vagabundos, que são, hã, tolerantes com tudo, que acham que tá tudo bom, tá tudo bem, fica por aqui, que fica assim mesmo. Não pode!
É bem esse o discurso que parte da classe média quer ouvir: você chegou aonde chegou porque trabalha, por mérito, pelo seu esforço, não por ser um vagabundo. Quem não é vencedor é porque não se esforçou, ponto. E esses vivem nas tetas do governo, dependendo do Bolsa Família, insinua o líder do Cansei. Alguém lembra do Cansei? Foi um movimento golpista de 2007 que se dizia apartidário, mas, nas passeatas que organizou (e que foram notórios fracassos de público), o que mais se via eram cartazes do tipo “Fora Lula”. Esta biografia de João é daquela época:
João Dória Jr., principal porta-voz do movimento, é um notório direitista. Na campanha presidencial de 2006, o empresário promoveu milionários jantares de apoio ao candidato Geraldo Alckmin. Amigo íntimo de FHC, em outubro passado premiou o ex-presidente com uma escultura da artista Anita Kaufmann. Ele também é um elitista contumaz. Segundo reportagem da Veja, 'conhecido pelo dom de reunir convidados famosos em festas e eventos empresariais, João Dória Jr., 47 anos, faz questão de manter o seu visual tão impecável quanto suas duas mansões, uma nos Jardins e outra em Campos do Jordão. Ele só usa camisas feitas sob medida (quase todas com colarinho italiano e monograma) e termos Ermenegildo Zegna'. Seu patrimônio pessoal é calculado em R$ 70 milhões; é dono da empresa Dória Associados, de um centro de exposições e de uma editora; tem um helicóptero Bell-407 e acaba de comprar um jatinho Phenon.
Outro artigo da mesma revista confirma que o líder do 'Canse
i' não tem nada de apolítico ou apartidário. Formado numa família de velhas raposas da UDN e filho do deputado cassado João Dória, Junior circula pelos corredores do poder há muito tempo. Foi secretário municipal de turismo e presidente da Embratur (também afastado por denúncias de corrupção). Com toda esta 'bagagem', fundou em 1996 a Grupo de Lideres Empresariais (Lide), que reúne 406 executivos e donos de empresas com faturamento acima de R$ 200 milhões. Juntos, estes empresários controlam cerca de 40% do PIB brasileiro. 'Quem é capaz de por presidentes de grandes bancos de braços esticados, dançando Macarena? Ou, apito na bota, distribuir tarefas para chefões da indústria e respectivas senhoras? Resposta: João Dória Jr., publicitário, jornalista, empresário e, acima de tudo, talentosíssimo no trato com os poderosos', descreve o artigo bajulador.
Eu adoro que empresários que detém 40% do PIB de um país definam os critérios para dividir o mundo em vencedores e fracassados. Porque a gente sabe que esses critérios são hiper objetivos, justos e imparciais, certo?
Pode me chamar de classista: odeio essa gente.

29 comentários:

  1. caramba, Lola... eu assisti o programa, nesse dia, e fiquei também estarrecida, enquanto o Dória despejava aquelas babaquices. Só pensava... putz, Lola devia ver isso.. rs.

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  2. Ai que nojo de tudo isso! Fico feliz por praticamente não assistir televisão e me livrar de passar nervoso com blá blá blá ideológico dos mais repugnantes.

    Imagina aquela pessoa que toma 3 ônibus pra ir e mais 3 para voltar do trabalho, camela feito um doido, economiza no ticket alimentação na hora do almoço pra poder vender o resto e conseguir jantar, vê que não sobra nada no fim do mês, mas chega tarde em casa e incentiva os filhos a estudarem e a serem boas pessoas?

    Essa pessoa deve se sentir um "lixo". Porque a mensagem é que se ela estivesse trabalhando o suficiente, se esforçando, se dedicando e sendo a "primeira", ela não passaria por todo esse perrengue.

    Claro, a culpa é dela e não de quem vomita essa ideologia barata e comanda as cordas que fazem esse teatro de fantoches que é o Brasil.

    Nojo.

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  3. Não vou dizer mais nada a não ser que como vc, "odeio essa gente".

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  4. Por isso que minha tevê aqui na sala só serve pra jogar vídeo game...

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  5. Essa empáfia toda desse cara é porque eu sou feliz aqui no meu cantinho, tenho amigos de verdade e não preciso de subir num banquinho e "gritar" minha satisfação...

    Deixa eles... enquanto isso vamos levando a vida do jeito que queremos e eles que se f%$#@...

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  6. Lola, Dória Jr e seus conselheiros estão patéticos nesse programa. Não sei como são na vida real, lá em suas empresas. Mas se eu trabalhasse num lugar e tivesse um líder que dissesse as palavras que ele costuma usar com aqueles pobres estudantes, certamente já o teria colocado em seu devido lugar lendo o significado da palavra RESPEITO no dicionário. Simples assim. Respeitando o aprendiz em sua condição primária de desenvolvimento, e não esperando dele algo que se conquista ao longo de muitos anos de trabalho.

    Sua abordagem nesse post foi perfeita, concordo com todas as palavras!

    Também escrevi sobre o programa essa semana em meu blog, espero você lá para dar uma lida, ok! Siga: http://nanoberger.blogspot.com/2010/05/aprendiz-universitario-e-danca-do.html

    Grande abraço,
    Adriano Berger

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  7. Eu não vejo mais o aprendiz, desde que o Justos saiu: bom saber que não estou perdendo nada!

    PS: adoro quando você usa esse tom mordaz nos seus textos.

    PS 2: só não entendi a parte final "empresários que detém 40% do PIB brasileiro"...

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  8. um dia um grupinho de fracassados sequestra esse cara, leva pro morro, dá um banho de querosene e taca fogo.

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  9. Lola,
    assisti o aprendiz só uma vez, e dei sorte, pq foi a vez que um "aprendiz" demitiu o Justus. eu acho O donald Trump, o Justus e agora o Dória Jr. um absurdo, é r-i-d-í-c-u-l-o...jamais trabalharia pra eles...e esse programa me incomoda, sabe?

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  10. Lola,
    nos anos 60/70, minha avó costumava reclamar dizendo pro meu pai: "Você viu o que o Flávio Cavalcanti disse/fez/mostrou no programa dele? Um absurdo!" Meu pai ria e dizia pra ela: "Bem feito, mãe, quem mandou a senhora ficar assistindo ao programa do Flávio Cavalcanti?" :-)

    É isso. Uma boa parte do que passa na TV, e mais ainda na TV aberta, é de doer de tão ruim. Eu resolvo meu problema desligando o controle remoto e indo fazer qualquer outra coisa mais interessante...

    abraço e bom findi,
    Mônica

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  11. Nunca tive estômago pra ver esse programa, só pelas propagandas já me dá nojo.

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  12. Tenho nojinho também. Um dia assisti e o vi fazendo julgamentos sobre comportamentos, daí fica flagrante como a disciplina dos indivíduos é feita na empresa (vão moldando o indivíduo adequado aos seus interesses). Sem contar essa ideia de liderança: não engulo! Que coisa religiosa - é quase como uma pré-destinação, algo inato que faz uns superiores aos outros.

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  13. Olá Lola!
    Mais uma vez concordo com tudo que vc escreve. Mas.... me responda: como é que vc consegue assistir um programa como esse?? Eu não tenho estômago para tanto!!
    Um abraço,
    Mara

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  14. Lola, nem consegui ler o texto todo, li apenas alguns trechos e bastou p/ eu entender e ficar com nojo de coisas como essas. É isso, algumas pessoas aqui no Brasil já começram a importar dos USA essa culura do " loser" ( que fique bem claro: caso vc não seja o melhor, "the best", vc é um "loser") Adorei seus comentarios e pra variar, concordo com o que vc escreveu. beijos

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  15. Este comentário foi removido pelo autor.

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  16. O Justus é engomadinho mas interessante, comunicativo, sedutor e inteligente.

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  17. Pri Sganzerla,

    Sinceramente? Desconfio muito q o tiozinho q pega 3 busão pra ir trampar tenha como modelo os candidatos deste programa...Desde o primeiro sempre existiu todo um aparato pra vender a idéia de quem está lá faz parte do "grupo diferenciado". concordo com a Gisela q disse "entrou ali sabendo do q se trata". É bom para que vivenciem a ideologia winner X loser...e tb é bom pra quem pega 3 busão e assiste; percebe q até entre marketeiros bem vestidos do "grupo diferenciado" há losers.

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  18. Lola, faço das suas palavras as minhas: odeio essa gente!

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  19. Ontem aconteceu uma coisa da qual lembrei imediatamente quando vi este post. Um dos guardinhas de um dos prédios da Unicamp, pouco mais velho que eu, de uns 30, 30 e poucos anos, perguntou pro meu namorado como fazia para estudar lá.
    Quando meu namorado contou que tinha uma prova, ele perguntou se a prova era todo mês. Depois perguntou se a prova era difícil. Meu namorado, sem jeito, pediu que ele desse uma olhada no site, para ver as provas antigas. Aí ele deu uma olhada na lista de cursos e falou "É, fico aqui sem fazer nada. Vou dar uma estudada pra ver se faço engenharia, então."
    Veja, o cara paga imposto que sustenta a universidade, trabalha DENTRO DELA, mas não tinha ideia de como essa universidade funciona.
    Acho que a história ilustra bem o quanto uma parcela da população é excluída no que diz respeito a educação. Em vez de pensar com contornar esse problema, é muito mais fácil falar que o mundo se divide em vencedores e perdedores, e que esse cara aí teve as mesmas condições do Dória. Só está onde está, claro, porque é preguiçoso. Assim fica muito mais fácil explicar o mundo.

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  20. Assiti só o final do programa, não a tarefa, pra ver como estava a nova versão.

    Vencedores, para o Dória, são os babacas que dão o sangue e deixam de viver, pra que ele encha a burra cada vez mais e pose de babaquinha vencedor superior.

    Será que os editores do programa acreditam que todos somos tão burrinhos assim? Céus...

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  21. O Justus tb era um pouco assim. Para ser apresentador desse programa, a soberba é o maior requisito. Tem que se sentir no topo do mundo. Senão, não é "O Aprendiz". Lendo essas informações sobre o Jorge Dória me deu nojinho tb....

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  22. Aronovich:

    Eu vi a ironia das suas palavras porém, se o João Dória Jr. ler o que você escreveu ele vai entender que você lhe teceu o maior elogio que ele teve em toda sua vida.

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  23. Ah, complementando..

    Segundo os parâmetros do João
    Doria Jr. ele também é um perdedor. Afinal ele só tem 70 milhões. Isso é migalha perto do Eike Batitsa que tem 27 bilhões de dólares ou do dono da Claro que tem mais de 70 bilhões. Ou seja, se levarmos em consideração a ótica do João Doria Jr, em cada escala todo mundo é perdedor por algum motivo. Por não ser o mais rico, por não ter formação acadêmica, por não ser cantor de ópera, por não ser, simplesmente, um cantor popular, não ser um general do exército, etc.

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  24. Hahahahahah, bem pensado, Serge! Quem é Dória perto de Eike Batista?

    Eu também acompanho o programa, apesar de ter as mesmas críticas quanto a esse discurso wannabe-american que divide o mundo entre winners e losers. Acho tão reducionista...

    Outro episódio que me chamou a atenção negativamente foi um em que o Dória sabatinou os 3 participantes que ficaram pra sala de reunião sobre a origem familiar de cada um. Um deles não tem notícias do pai desaparecido há 18 anos e Dória fez várias perguntas indiscretas e inadequadas, insistindo num assunto particular que é irrelevante para o desempenho do participante no programa. Sinceramente, parecia programa da Márcia...

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  25. Não tem Omeprazol que dê jeito...

    Aliás, se ele acha tão importante assim o "tem que estar pra ganhar", o lado político dele só leva fumo, o cansei então, foi fracasso absoluto...

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  26. Sem contar que o Eike é mil vezes mais esperto e tem o dom de agradar a todos, ou seja, não é engomadinho. Pode até ser no íntimo e pela família, mas um cara com a visão dele e a imagem que tem (sobretudo na cidade onde nasci e cresci: Rio de Janeiro) já mostrou que, se há um caminho certo nesse "meio milionário" esse caminho não passa pelo gumex, botox e divisões "ganhadores-perdedores" DEFINITIVAMENTE.

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  27. Larga esse hômi, Lolinha!
    (falo do João, nao do maridão...)
    bjs

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  28. "Gente estúpida, ôuôuô, gente hipócrita..." Assino embaixo, pau nesse Dória.

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