quinta-feira, 8 de agosto de 2019

FELIZ DIA INTERNACIONAL DOS GATOS

Quem precisa usar o teclado, não é mesmo?

Hoje é Dia Internacional do Gato! Nem sabia que existia essa data, mas nossos bichanos merecem.
Como quem me acompanha sabe, meu amarelo maravilhoso Calvin morreu no dia 12 de junho, aos 18,5 anos. 
E, pra quem acompanha meus vídeos -- que eu sei que estão paradíssimos, mas vou retomar, é que estou muito sem tempo (e um pouco sem vontade também) -- viu que primeiro a gente adotou o Iglu, e um pouquinho depois seu irmão Risqué
A gente nunca tinha tido gatinhos irmãos em casa. É ótimo, recomendo. Eles brincam direto entre si. O Iglu quando chegou aqui era muito carente. Agora, com o irmão, ele ainda é carinhoso, mas totalmente dono de si.
E o Risqué é mais amoroso com a gente que o Iglu.
Joinha brincando com Sofia
Mas o que não contei pra ninguém ainda é que... temos um quarto gato! Uma gatinha intrépida de cerca de 4 ou 5 meses invadiu a nossa casa há umas 3 semanas. Quando minha mãe viu, havia uma gata na cozinha dela, comendo a comida da Sofia. 
Não teve jeito, tivemos que ficar com ela. Primeiro minha mãe deu pra ela o nome de Fiona, mas depois voltou atrás e optou por Joia. A gente chama de Joinha, o que não faz a menor diferença porque ela ainda não reconhece o nome. 
Iglu e Joinha observam o mundo lá fora
Sofia
Ela mora mais lá na parte de baixo com a minha mãe e a Sofia (que, se não morre de amores pela Joinha, pelo menos não a hostiliza -- o que também não faria a menor diferença, porque Joinha não tem medo), mas tem subido aqui direto, sempre sem a menor hesitação. 
Risqué na sua caixa
Ela não está vindo aqui pra cima pra comer, só pra observar o mundo pela janela e brincar com os gatos. Iglu e Risqué gostam dela. No primeiro dia que ela subiu aqui, ela pegou um ratinho de pano com que Iglu brincava e o levou pra baixo. Ela é assim, a dona do pedaço.
Joinha conhecendo Iglu
Nós, que nunca tivemos mais que dois gatos (e um cachorro) ao mesmo tempo, agora estamos com quatro gatos jovens. Minha mãe disse que o Calvin era tão especial que não conseguiu ser substituído por um só gato. Talvez ela tenha razão. Eu não vejo como substituição, porque todos os gatos são muito diferentes entre si. 
Risqué (mais adiante) e Iglue
Ah, pra comemorar o Dia dos Gatos, fiquem com o que deve ser o vídeo fofinho mais caro feito de gatos. E lembrem-se sempre: não comprem bichos. Adotem!

terça-feira, 6 de agosto de 2019

MAIS DOIS MASSACRES PRA CONTA DA DIREITA E DO MACHISMO

Neste final de semana, num intervalo de doze horas, houve dois massacres terríveis nos Estados Unidos. Um dia depois do ataque em El Paso, Texas, que matou 22 pessoas, outro massacre, desta vez em Dayton, Ohio, matou 9.
Só pra colocar em perspectiva: em um só dia mais americanos foram mortos nesses dois massacres do que soldados americanos foram mortos no Afeganistão em dois anos de guerra, entre 2017 e 2018.
E este de Dayton foi o massacre número 250 só este ano nos EUA. Quando a gente diz que acontece pelo menos um ataque por semana em algum lugar público (geralmente escolas e universidades), não estamos exagerando.
Até agora -- porque não há qualquer expectativa que isso vai parar --, estes foram os dez piores massacres (em número de vítimas fatais) deste tipo em solo americano:
Las Vegas, outubro 2017 - 58 mortos
Orlando, junho 2016 - 49
Virginia Tech, abril 2007 - 32
Sandy Hook, dezembro 2012 - 27
Sutherland Springs, novembro 2017 - 26
Killeen, outubro 1991 - 32
El Paso, agosto 2019, este do último final de semana - 22
San Ysidro, julho 1994 - 21
Universidade do Texas, agosto 1966 - 18
Parkland, fevereiro 2018 - 17
Nem é bom apresentar essas listas, já que os homens (são todos homens, quase todos brancos e héteros) que se inspiram e comemoram essas carnificinas gostam de comparar placares, pra ver quem mata mais, o que algumas pessoas chama de gamification of violence. Ou seja, é como transformar a vida real num videogame.
Já é sabido que supremacistas arianos tentam recrutar adolescentes americanos através de videogames. Para eles, gamers são possíveis aliados da sua ideologia de ódio, e podem ser convencidos a cometerem massacres. O Gamergate de 2014 (em que gamers aproveitaram para atacar mulheres que também eram gamers) é apontado por muitos estudiosos como um vetor do crescimento da alt-right nos EUA. Como a gente não cansa de dizer: a misoginia é a porta de entrada para drogas mais pesadas na internet.
Esses massacres certamente não aconteceriam se os EUA não fossem o país com a maior quantidade de armas nas mãos dos civis. Das 857 milhões de armas de fogo em posse dos civis no mundo, 46% estão em solo americano (que representa apenas 4% da população mundial). Mas é exatamente este modelo que o Brasil nas mãos da extrema-direita quer copiar.
O atirador do Walmart em El Paso saiu da cidade de Allen, Texas, onde morava com os avós, e dirigiu mil quilômetros até chegar a El Paso, cidade texana na fronteira com o México (especificamente com Ciudad Juarez, cidade conhecida pela violência, principalmente contra as mulheres). 
Num manifesto -- algumas pessoas são contra usar o termo, pois seria uma forma de legitimar discurso de ódio -- racista, publicado no asqueroso fórum 8Chan antes do massacre, o rapaz de 21 anos viu seu ato como uma resposta à "invasão hispânica do Texas". 
Ele defendia (defende ainda) um sistema de aparthaid contra os imigrantes. No texto, ele mostrou seu apoio ao massacre de Christchurch (que matou 50 muçulmanos na Nova Zelândia em março, aquele em que o atirador acoplou uma câmera na sua cabeça, para poder transmitir o massacre). "Este é só o começo da luta pela América e pela Europa", termina o supremacista branco.
Como ele está vivo (várias pessoas apontaram que ele foi preso sem um arranhão sequer, algo que não aconteceria se ele não fosse branco), infelizmente ainda ouviremos falar muito nele.
Inúmeras pessoas culparam Trump pelo massacre em El Paso. Afinal, o discurso de presidente americano há anos tem alvejado hispânicos, que são vistos como "invasores". Trump, como é típico dos covardes, fez a egípcia e fingiu que não é com ele. Pelo contrário: culpou as fake news! Mas é inegável que o discurso de ódio de Trump é parecidíssimo com os dos nacionalistas brancos.
E por falar em 8Chan, o massacre de El Paso é no mínimo o terceiro em que o atirador era frequentador do fórum de ódio. No de Christchurch também foi assim, e no de Poway, na Califórnia, em abril (seis mortos numa sinagoga), idem. São todos neonazistas. Nada muito diferente do que vemos nos chans brasileiros. O massacre de Suzano, em março, foi anunciado (e amplamente comemorado) no Dogolachan. E pode anotar: não será o único. Chans vivem pra isso -- pra convencer rapazes cheios de ódio com tendências suicidas a levar "a escória junto". Um de seus lemas é "O mundo te odeia. Devolva esse ódio". 
Só agora, com o massacre de El Paso, a empresa Cloudflare optou por romper a parceria com o 8Chan, que "repetidamente tem provado ser um poço de ódio", segundo a firma. Dois anos atrás, a Cloudflare expulsou o fórum nazista Daily Stormer, o que adianta muito pouco. Em pouco tempo, esses fóruns encontram outros servidores e ganham novos seguidores, atraídos pela publicidade. Pro Dogolachan, por exemplo, o melhor que aconteceu foi o fórum ter saído da superfície, onde estava desde a sua criação, em 2013, por Marcelo Valle Silveira Mello, e migrar para a Deep Web, em setembro do ano passado. Se na superfície o Dogola era um chan minúsculo, com poucos usuários, no fundo perdido da internet ele encontrou seu público.
Ainda não sabemos se o atirador de Dayton, Ohio, também frequentava chans. Ele, que foi morto pela polícia, era um branco de 24 anos que usou um colete à prova de balas ao atirar contra pessoas num bar (e matar a própria irmã, que estava presente no local). Como policiais estavam patrulhando a área, conseguiram chegar ao bar em um minuto, o que foi visto como fundamental para impedir um número ainda maior de vítimas. Quatro mulheres e cinco homens foram mortos. Seis das nove vítimas fatais eram negras, mas a polícia descartou que o crime tenha sido motivado por racismo.
À medida que mais informações vão chegando, mais o atirador se encaixa no velho perfil conhecido. O assassino de Dayton tinha uma banda de um gênero chamado pornogrind que fazia músicas sobre estupro e mutilação de mulheres. Um dos seus álbuns se chama "6 formas de carnificina de mulheres". Um de seus colegas no grupo disse que vai tirar as gravações do ar para que elas não sejam cultuadas. Diz ele: “Me sinto um merda por ter deixado ele entrar na banda, fazer essas letras”. Para o colega, as músicas eram só brincadeira.
Protesto contra as armas nos EUA
Logicamente, esses massacres constituem terrorismo doméstico. São americanos matando outros americanos, em sua maioria. Mas para Trump e outros expoentes da extrema direita, não é terrorismo.  São incidentes isolados causados por problemas mentais de um indivíduo, não por discursos de ódio. É o fetiche por armas, a masculinidade tóxica, e o nacionalismo racista que servem de combustível para esses massacres. E a direita não se responsabiliza! Será que, com dois ataques em 12 horas, os EUA vão enfim revisar sua lei de armas? Quantos outros massacres têm que acontecer?
Madonna lançou um videoclipe poderoso no final de junho, "God Control", em que ela se posiciona contra as armas. No vídeo, vemos que todo ano mais de 36 mil americanos são mortos através de armas de fogo, e outros cem mil são baleados e feridos. Para ela, isso é inaceitável numa democracia, já que a violência das armas desproporcionalmente afeta mais crianças, adolescentes, e quem está à margem da sociedade.
Assim que, na noite de sábado, eu condenei o massacre de El Paso e o joguei na conta da direita,  veio alguém me dizer para parar de enfiar política em tudo. Então o massacre de um supremacista ariano fortemente armado contra imigrantes hispânicos não é um ato político? É o quê, então?

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

É DITADURA QUE SE CHAMA?

Foto real, não montagem, de Igo Estrela

Eu acho que vivemos num estado de exceção desde o golpe de maio de 2016. 
Um estado que, obviamente, só iria piorar com a eleição (à base de mentiras pagas com Caixa 2 e chanceladas pela Justiça) de um fascista. 
Tem acontecido algumas coisas que são tenebrosas. Só pra citar algumas:
No final de julho, em Manaus, a Polícia Rodoviária Federal, a pedido do exército, interrompeu uma reunião de professores que planejavam um protesto para a visita de Bolsonaro à cidade. Deixa eu repetir: a polícia invadiu um sindicato! Um dos sindicalistas disse que foi "um ato absurdo que fere de morte a Constituição, que assegura o direito de livre organização, livre manifestação".
No sábado, a Polícia Militar invadiu, sem mandado, um evento fechado do Psol, uma plenária estadual de mulheres, em São Paulo. A PM diz que entrou para verificar a "concentração de pessoas". Isso é desculpa?! Juliano Medeiros, presidente do partido, considerou a invasão "um grave atentado às liberdades democráticas". Acrescentou: "Não há qualquer justificativa para que a PM 'monitore' um evento democrático. Esse gesto de intimidação é inaceitável". A OAB também classificou a ação de absurda. 
Outro escândalo: a deputada federal Bia Kicis (PSL/DF) "denunciou" aos Correios que a empresa tem vários funcionários filiados a partidos de esquerda. Aparentemente, isso virou crime agora! 
Ontem na Arena Corinthians, em SP, um homem foi preso. O boletim de ocorrência diz que, "em dado momento, [o homem] expressou sua opinião política gritando palavras contra o atual Presidente Jair Messias Bolsonaro". Ele foi levado algemado à delegacia para "evitar um princípio de tumulto", segundo a PM. Saíram mais detalhes aqui
É tanto retrocesso que o comentário que um mascu lunático (pleonasmo) deixou aqui hoje cedo até começa a fazer sentido:
Enquanto isso, temos um presidente autoritário saudoso da ditadura militar dando declarações como "Certas coisas não peço, mando".
A Constituição ainda não foi derrubada, e ela garante a livre manifestação do pensamento. 
Mas parece termos chegado num ponto que não é mais preciso ter tanques nas ruas. Até quando vamos aceitar isso calados?
Charge em jornal francês

sábado, 3 de agosto de 2019

BRASIL, TERRA ARRASADA

O novo Brasil da transparência, do acabou a mamata, da meritocracia, dos critérios técnicos, fez mais uma das suas: exonerou Ricardo Galvão, diretor da INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). 
Motivo: o fascista que alguns teimam em chamar de presidente não gostou dos dados sobre o desmatamento da Amazônia. Bolso quer dados que mostrem que a Amazônia está uma beleza, que não há conflito entre garimpeiros e indígenas, que este governo é amante da natureza (apesar de Bolso dizer que só liga pra questões do meio ambiente os veganos que só comem vegetais, e do sinistro das Relações Exteriores Ernesto Araújo negar o aquecimento global baseado nas suas experiências -- "Fui a Roma em maio e estava tendo uma onda de frio enorme. Isso a mídia não noticia").
Não há muitos países para acreditar nas mentiras de Bolso, e cedo ou tarde o Brasil sofrerá sanções internacionais. É inevitável. Esta, por exemplo, é a capa desta semana da revista britânica The Communist, perdão, The Economist
Pra acompanhar a exoneração de Galvão, o governo decidiu transferir o brasileiro com maior titulação em Oceanografia, José Martins da Silva Jr, que vivia em Fernando de Noronha há três décadas pesquisando mamíferos marinhos, para o sertão pernambucano. Gostaria de crer que algum guru de Bolso tenha acreditado na profecia de que o sertão vai virar mar, mas a transferência de Martins segue critérios mais científicos: ele se opõe à entrada de megaempresários na ilha. 
Mas não tem problema. O governo tem a solução para atenuar a impressão de que vai acabar com a natureza brasileira. Esta semana anunciou como seu embaixador do turismo (cuja missão é ajudar a fiscalizar a natureza) o biólogo e "caçador de aventuras" Richard Rasmussen. O cara tem oito processos por crimes ambientais e a Ibama o vê como um criminoso ambiental (isso vai mudar, óbvio -- o Ibama não tem mais é que multar nada). Além do mais, ele é acusado de ter pagado pescadores para matar um boto rosa (tema do documentário A River Below). 
Soa estranho, mas a nomeação é condizente com o cenário de terra arrasada que o Brasil de Bolso vislumbra. 

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

"AÍ EU JÁ ERA BOM"

Tive uma longa conversa com o maridão num dia chuvoso nas férias. Eu queria muito ver alguma foto de Silvio quando era criança. Nunca vi. A mais jovem que vi foi uma postada este ano numa página do FB por um desconhecido de quando Silvio tinha 15 anos. 
Como eu já disse varias vezes, Silvinho é a pessoa mais ética que já conheci. Mais sem preconceitos. É raro ele julgar alguém. Esta qualidade, juntamente com outras, como ser muito divertido e bonito, foi o que mais me atraiu nele, quase 29 anos atrás, quando nos conhecemos num torneio de xadrez.
Tenho curiosidade em saber como ele se tornou essa pessoa que é. Ele contou que era o filho caçula de três irmãos, e que sua mãe era vice-diretora numa escola pública, então ele não ia embora com os outros alunos, ia embora com ela. E às vezes ficava esperando numa biblioteca minúscula da escola em Osasco. Lá ele lia todas as obras infanto-juvenis que havia, fábulas, Monteiro Lobato, histórias de aventura, e nessas obras era muito claro quem eram as pessoas boas e quem eram as pessoas ruins, num maniqueísmo bastante típico das obras infanto-juvenis. E Silvio não tinha nenhuma dúvida que ele e sua família estavam entre as pessoas boas.
Religião não queria dizer nada pra ele. Ele era católico, fez a primeira comunhão, mas nunca acreditou em deus. Ele se lembra que tinha que ir às missas porque, pra fazer as excursões escolares (visitar o zoológico ou algum museu, por exemplo), precisava ir a no minimo quatro missas e coletar a assinatura do padre. Mas ele não entendia como alguém que diziam ser tão todo poderoso não fazia nada para tornar o mundo um pouquinho melhor. Pra ele, deus era uma ficção. 
As histórias de fantasmas que sua avó contava eram muito mais reais, mais próximas da realidade. Era muito mais crível uma gaveta que se abria sozinha do que um deus que ninguém via. Mas de vez em quando havia sessões espíritas em sua casa, por parte do tio. E essas eram muito mais interessantes que o catolicismo. O Silvio criança via o espiritismo como algo usado para fazer o mal -- algo mais útil que o catolicismo, que não era usado pra nada. Ele não tinha medo do inferno, e o céu parecia chato. O menos pior parecia ser o purgatório.
Grande parte da sua infância e adolescência foi durante a ditadura militar. Ele e sua família assinavam e liam vários jornais, mas havia tanta censura que ele mal sabia o que estava acontecendo. Sabia que quem mandava eram os militares, e que estavam numa ditadura. Mas ouviam falar das torturas através do que vinha de fora, como as músicas de protesto que um amigo trazia do Chile. 
Ele e amigos da faixa etária corriam soltos pela cidade. Eu perguntei se não era perigoso, por causa dos carros, mas ele disse que não havia tantos carros. Já criminalidade, havia um monte. Ele e a avó liam Notícias Populares e viam e ouviam programas policiais, que sempre falavam de latrocínios e assassinatos. (Isso é pra quem acha que durante a ditadura nós eramos um pais sereno).
Aos 13 anos, ele se envolveu com o xadrez. Poderia ter sido futebol, vôlei, basquete, mas foi com o xadrez. Ele via que no futebol de vez em quando havia brigas sangrentas entre torcidas. Vizinhos viravam fanáticos. No xadrez isso não existia. Ele canalizou suas energias no xadrez.
Silvio com 15 anos. A foto
mais antiga que tem dele
Perguntei a ele se, com 13 anos, se houvesse internet naquela época, ele não podia ter sido seduzido por algum site misógino que lhe explicasse que a culpa por ele não ter mulheres era das mulheres, não dele. Ele disse que, com 13 anos, temas sexuais e afetivos ainda estavam muito distantes dos seus interesses. Mas e depois, eu perguntei. Será que com 16, 18 anos, um site de ódio contra as mulheres não poderia fisgá-lo? "Aí eu já era bom", ele me respondeu.
Adorei conhecer esses detalhes da infância do meu amado. Agora só faltam as fotos.