terça-feira, 20 de agosto de 2019

VOCÊS SABIAM E SÃO CULPADOS

Reproduzo aqui o texto que a professora e socióloga Esther Solano publicou no seu FB

Primeiro foi Padilha, coitado, que se sentiu enganado porque pensava que Moro era a Mãe Teresa de Calcutá da anticorrupção.
Agora o Miguel Reale Jr. se diz estarrecido 
com Bolsonaro, porque, claro, como o impeachment não teve nadinha de golpe, foi tão ético, tão virtuoso, só procurando o bem do país, jamais nunca ninguém iria imaginar que provocaria uma enorme ruptura institucional e a chegada de um monstro ao poder.
Todos os colunistas e editoriais da Folha e do Estadão gritam, surpresos, apavorados contra Bolsonaro. Alguém que não conheça Brasil pensaria que os dois jornais fizeram campanha por Haddad ou até por Boulos.
Tampouco nunca ninguém imaginou que a naturalização na imprensa de Bolsonaro e a mentira dos dois extremos acabaria em merda.
Desonestos, cúmplices. Vocês sabiam muito bem o horror que estavam apoiando. Ninguém pode dizer que Bolsonaro mentiu. Há 30 anos que fala o mesmo lixo. Vocês sabiam, sim, e são culpados. A quem pretendem enganar hoje? Vão se fuder todos.

segunda-feira, 19 de agosto de 2019

O VASTO VOCABULÁRIO DE UM INCEL

Quem popularizou os incels (celibatários involuntários) foi Elliot Rodger, que se suicidou depois de matar seis pessoas na Califórnia, em maio de 2014.
Mas ainda tem gente que não sabe quem são esses rapazes extremamente perturbados -- tão perturbados que acham que uma das razões de não conseguirem mulheres é por terem a estrutura óssea facial errada. Não é pela personalidade misógina e reclusa. São os ossos da face, entende?
Incels são um subgrupo de mascus, assim como MGTOWs (homens que querem se segregar das mulheres) e PUAs (pick-up artist, ou artista da sedução). E eles têm um extenso vocabulário próprio, que algumas pessoas já tentaram compilar. 
A Zzacchi fez esta ótima tradução de um artigo da Vice

low inhib = cara de pau, sem vergonha, audaz, (ao pé da letra é "baixa inibição")
Beta-bux = (homem) beta rico, "bux" é tipo "grana", beta com grana
All or Nothing = pega ou não pega (ou vc é um incel ou vc é um fodelão)
Ascending = ascendendo (literalmente), pode traduzir como "o cara que tá evoluindo de incel pra um cara normal" (alguém que começou a pegar mulher)
Aspie = Síndrome de Aspenger. Alguns Incels acreditam que não pegam ninguém porque pode ser que tenham Aspenger.
Blackpill = tipo a noção de "redpill", a blackpill é quando o cara (incell) percebe que nada que ele faça jamais o fará conseguir sexo com alguém.
Bonesmashing = a prática (doente) de bater até quebrar ossos para que eles se recuperem e cresçam até mudar sua estrutura óssea. Alguns incels fazem isso para aumentar as mandíbulas pois não têm grana para cirurgia plástica.
Boyo = garoto, rapaz
Chad = o típico cara de 1,85m, branco, bonitão, que "rouba" as minas que os incels desejam. Pode traduzir como "gostosão"
Brad = um cara entre o "gostosão" e o cara normal, mediano. É um cara que pega uma ou duas minas mas não é nem de longe um garanhão. Eu traduziria como "ajeitado".
Currycel / Ricecel = incels asiáticos que acham que não pegam ninguém por serem asiáticos. Tentam parecer o mais branco possível. Seria tipo "Arroz virjão" e "Curry Virjão". (É óbvio que incels, além de misóginos e LGBTfóbicos, também são racistas).
Escort Theory = a teoria da prostituta. Alguns acham que deveria haver uma "distribuição de sexo", e que um jeito seria arrumar prostitutas ("escort" seria mais como "cortesã").
Femoid = termo pejorativo para mulher, prefiro não colocar um equivalente em português.
Going ER = ER é a inicial do assassino que atropelou várias vítimas, "dar uma de ER" é equivalente a sair matando numa fúria descontrolada.
Gymcel = Incel marombeiro. Quer deixar de ser incel indo à academia.
How over is it? = "quão perdida é minha causa?" -- uma pergunta frequente que incels fazem uns aos outros para se avaliarem fisicamente.
Incel Tears = Lágrimas incel, ou chororô incel.
LDAR = Deita e chora. Desista. Ou inclusive se mate.
Lookism = "feiofobia" ou "aparencismo". A noção de que as pessoas só pegam quem é atraente.
Looksmax = a tentativa de tentar ser o mais bonito possível, comprando roupas bacanas, fazendo cirurgia e indo à academia, "maximizar o visual"
Manlet = (homem) nanico, incel baixinho.
Mewing = prática postulada por Mike Mew que consiste em pressionar a língua no céu da boca pra mudar a aparência (sério galera, esse povo come cocô, não é possível.)
MGTOW: "Men going their own way" -- "homem tomando o próprio rumo" -- quando o incel nem sequer está à procura de interesse sexual e amoroso.
Mogged = "emasculado", "castrado" -- quando um homem é emasculado por outro maior e mais forte.
NEET = sem estudo, emprego ou conhecimento técnico. Um "zero à esquerda".
Proper swallow = outra técnica que praticam para evitar maçãs do rosto encovadas, consistindo em engolir a comida sem sugar os dentes e o ar dentro da boca enquanto mastigam.
PSL = o cara que é PUA, Lookmax e misógino. Sério. E os incels que inventaram isso nem sabiam que este é o Partido do Suco de Laranja, o partido do Bolso. 
Roidcel = incel maromba que injeta bomba e usa esteroides.
Roastie = pejorativo pra mulher, "arrombada". Incel acredita que uma mulher fica deformada se faz sexo.
St. BlackOps2Cel = um maluco qualquer aí que foi santificado pelos incels. Foda-se.
Stacy = a mina bonitona, que tem qualquer cara a seus pés (e que normalmente pega os "Chads"). Traduziria como "gostosona" mesmo.
Wizard = Virjão de mais de 30 anos.
Sinceramente, se você é um incel (ou um mascu de forma geral), saia dessa vida já. Não existe mascu feliz. São apenas homens frustrados que odeiam o mundo em que vivem e culpam as mulheres por todas as suas mazelas.

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

NATURALIZAÇÃO DO HORROR: OS DEZ PASSOS DE BOLSO PARA DESTRUIR O PAÍS

Do escritor Frei Betto, publicado no Brasil de Fato

Em 1934, o embaixador José Jobim (assassinado pela ditadura, no Rio, em 1979) publicou o livro Hitler e os comediantes (Editora Cruzeiro do Sul). Descreve a ascensão do líder nazista recém-eleito, e a reação do povo alemão diante de seus abusos. Não se acreditava que ele haveria de implantar um regime de terror. “Ele não gosta de judeus”, diziam, “mas isso não deve ser motivo de preocupações. Os judeus são poderosos no mundo das finanças, e Hitler não é louco de fustigá-los”. E sabemos todos que deu no que deu.
Estou convencido de que Bolsonaro sabe o que quer, e tem projeto de longo prazo para o Brasil. Adota uma estratégia bem arquitetada. Enumero 10 táticas mais óbvias:
1. Despolitizar o discurso político e impregná-lo de moralismo. Jamais ele demonstra preocupação com saúde, desemprego, desigualdade social. Seu foco não é o atacado, é o varejo: vídeo com “golden shower”; filme da Bruna Surfistinha; kit gay (que nunca existiu); proteção da moral familiar etc. Isso toca o povão, mais sensível à moralidade que à racionalidade, aos costumes que às propostas políticas. Como disse um evangélico, “votei em Bolsonaro porque o PT iria fazer nossos filhos virarem gays”. 
 2. Apropriar-se do Cristianismo e convencer a opinião pública de que ele foi ungido por Deus para consertar o Brasil. Seu nome completo é Jair Messias Bolsonaro. Messias em hebraico significa ‘ungido’. E ele se acredita predestinado. Hoje, um terço da programação televisiva brasileira é ocupado por Igrejas evangélicas pentecostais ou neopentecostais. Todas pró-Bolsonaro. Em troca, ele reforça os privilégios delas, como isenção de impostos e multiplicação das concessões de rádio e TV.
3. Sobrepor o seu discurso, desprovido de fundamentos científicos, aos dados consolidados das ciências, como na proibição de figurar o termo ‘gênero’ nos documentos oficiais e dar ouvidos a quem defende que a Terra é plana. 
4. Afrouxar leis que possam imprimir no cidadão comum a sensação de que “agora, sou mais livre”, como dirigir sem habilitação; reduzir os radares; desobrigar o uso de cadeirinha para bebês etc.  
5. Privatizar o sistema de segurança pública. Melhor do que gastar com forças policiais e ampliação de cadeias é possibilitar, a cada cidadão “de bem”, a posse e o porte de armas, e o direito de atirar em qualquer suspeito. E, sem escrúpulos, ao ser perguntado o que tinha a declarar diante do massacre de 57 presos (sob a guarda do Estado) no presídio de Altamira, respondeu: “Pergunta às vítimas”. 
6. Desobstruir todas as vias que possam dificultar o aumento do lucro dos grandes grupos econômicos que o apoiam, como o agronegócio: isenção de impostos; subsídios a rodo; suspensão de multas; desativação do Ibama; diferençar “trabalho análogo à escravidão” de trabalho escravo e permitir a sua prática; sinal verde para o desmatamento e invasão de terras indígenas. Estes são considerados párias improdutivos, que ocupam despropositadamente 13% do território nacional, e impedem que sejam exploradas as riquezas ali contidas, como água, minerais preciosos e vegetais de interesse das indústrias de produtos farmacêuticos e cosméticos.
7. Aprofundar a linha divisória entre os que o apoiam e os que o criticam. Demonizar a esquerda e os ambientalistas, ameaçar com novas leis e decretos a liberdade de expressão que desgasta o governo (The Intercept Brasil), incutir a xenofobia no sentimento nacional. 
8. Alinhamento acrítico e de vassalagem à direita internacional, em especial a Donald Trump, e modificar completamente os princípios de isonomia, independência e soberania que, há décadas, regem a diplomacia brasileira.
9. Naturalizar os efeitos catastróficos da desigualdade social e do desequilíbrio ambiental, de modo a se isentar de atacar as causas. 
Aroeira avisou em 1993!
10. Enfim, deslegitimar todos os discursos que não se coadunam ao dele. Michel Foucault, em A ordem do discurso (2007), alerta para os sistemas de exclusão dos discursos: censura; segregação da loucura; e vontade de verdade. O discurso do poder se julga dono da verdade. Não por acaso, na campanha eleitoral, Bolsonaro adotou, como aforismo, o versículo bíblico “Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8, 32). A verdade é ele, e seus filhos. Seu discurso é sempre impositivo, de quem não admite ser criticado.
Na campanha eleitoral, a empresa BS Studios, de Brasília, criou o jogo eletrônico Bolsomito 2K18. No game, o jogador, no papel de Bolsonaro, acumulava pontos à medida que assassinava militantes LGBTs, feministas e do MST. Na página no Steam, a descrição do jogo: "Derrote os males do comunismo nesse game politicamente incorreto, e seja o herói que vai livrar uma nação da miséria. Esteja preparado para enfrentar os mais diferentes tipos de inimigos que pretendem instaurar uma ditadura ideológica criminosa no país. Muita porrada e boas risadas.” Diante da reação contrária, a Justiça obrigou a empresa a retirar o jogo do ar. 
Mas o governo é real. Dissemina o horror e enxerga em quem se opõe a ele o fantasma do comunismo. 

quinta-feira, 15 de agosto de 2019

ADOECENDO DE BRASIL

Fiquei sabendo do texto de Fernando Tenório através da excelente coluna de Eliane Brum, que afirma: 
"Não estamos mais lutando pela democracia. Estamos lutando pela civilização". 
Nascido em Alagoas, Tenório é psiquiatra no Rio. Em 10 de julho escreveu este texto no seu FB, que viralizou.

Acabei de atender a um homem de quarenta e cinco anos, negro, sem escolaridade.
Nos últimos cinco anos, viu seus colegas de setor serem demitidos um a um e ele passou a acumular as funções de todos. Disse-me que nem reclamou por medo de ser o próximo da fila.
Tem sintomas de esgotamento que descambam para ansiedade. Qual o diagnóstico para isso? Brasil.
Adoeceu de Brasil. Se eu tivesse algum poder iria sugerir ao DSM esse novo diagnóstico. Adoecer de Brasil é a mais prevalente das doenças.
Entrei agora na internet e vi que a reforma da previdência corre para ser aprovada sem sustos. O povo, adoecido de Brasil, permanece inerte. Vai trabalhar sem direito à aposentadoria até morrer de Brasil.
Paulo Henrique Amorim, jornalista da melhor qualidade, acaba de morrer de Brasil. Viu o que acreditava ruir e começou a ser perseguido por denunciar que as pessoas iriam adoecer de Brasil.
Veja só que ironia: ele, um mês após ser desligado de suas funções por não se acomodar, morreu daquilo que combatia. O Brasil mata e é de desgosto.

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

O ESCÂNDALO DE ITAIPU QUE QUASE DERRUBOU O PRESIDENTE PARAGUAIO NÃO VAI ATINGIR BOLSO?

O que está acontecendo no Paraguai é muito sério, e quase levou ao impeachment o presidente paraguaio Mario Adbo Benítez. A famiglia Bolsonaro está envolvida. A grande mídia paraguaia está falando direito do assunto, enquanto a brasileira se cala. 
Dudu se encontrou com
o filho de Benítez
Pra resumir, o presidente da Ande (a Eletrobrás paraguaia), Pedro Ferreira, hesitava em firmar um acordo secreto sobre Itaipu que seria muito prejudicial para o lado paraguaio, pois iria ter que comprar energia que não precisa, pagando US$ 200 milhões em dois anos. Benítez, que se reuniu em caráter privado com Jair em março, pressionou Ferreira para que ele aceitasse logo o acordo ("Não se pode ganhar tudo em uma negociação", disse ele). O governo brasileiro pressionou também, negando-se a repassar o que devia ao Paraguai enquanto o acordo secreto não fosse assinado.
Quem intermediava as negociações era uma empresa brasileira, a Léros, que dizia representar Bolso e que iria comprar essa energia extra. Alexandre Giordano, suplente do senador Major Olímpio (PSL), participou de uma das reuniões. Chegou ao ponto de Dudu Bolso se reunir com o embaixador do Paraguai. No final de julho, Ferreira renunciou ao cargo e tornou públicas as mensagens pelo WhatsApp. Bolso rapidamente aceitou o cancelamento do acordo.
Publico aqui o que o Além das Sombras publicou no seu Twitter, para você ver como o escândalo teve início. Estamos chamando de #EscandaloItaipuBolsonaro
A história começou assim: 
Mario Abdo, político de extrema-direita do Paraguai (o pai de Abdo foi o secretário privado do ditador-pedófilo Alfredo Stroessner) ganhou a presidência prometendo grandes obras. Uma delas: duas novas pontes ligando o Paraguai com o Brasil.
Marito, como gosta de ser chamado, foi eleito em 2018 e correu para tentar convencer nosso ex-figurativo a construir as tais pontes. O problema é que uma nova eleição estava chegando e é difícil fechar um acordo com um presidente sabendo que outro estava para tomar posse.
A sorte de Marito é que algum passarinho cantou rapidamente para uma certa família o interesse dele nas pontes. No 15/08 foi a reunião com Temer. Logo no dia 20/10 Eduardo Bolsonaro fez uma ligação conjunta com Jair Bolsonaro falando que a união deles teria muito o que "somar".
Já em dezembro -– na transição de governo e com Jair Bolsonaro eleito –-, o acordo de construção das duas pontes que Marito queria tanto foi assinado por Michel Temer. O acordo foi assinado no dia 21 de dezembro! Foi na prorrogação do 2º tempo.
Eleito, Bolsonaro nomeou o General Joaquim Silva e Luna, ex-ministro da Defesa de Temer e membro da equipe de transição, como diretor da Itaipu Binacional. Luna entrou em fevereiro só falando em cortes de gasto, em austeridade, para que a companhia pudesse construir as duas pontes.
Agora o jornal @ABCDigital revelou por meio de documentos da embaixada brasileira que o acordo escandaloso de compra de energia da Itaipu proposto pelo Brasil começou a ser combinado em março. A 1ª reunião foi marcada para 11 de abril. 
O Brasil não estava só interessado em pontes.
Enquanto as reuniões secretas aconteciam, Bolsonaro e Abdo lançaram a pedra fundamental do início das obras da primeira das duas pontes. A ponte sozinha, sem as obras de ambos os lados custará US$ 83 milhões. Segundo Luna, a Itaipu bancará todo o custo da obra.
Então a ponte que Abdo queria tanto sairia de graça para os 2 países. Os jornais estavam comemorando. Mas não demorou muito para nossos vizinhos perceberem que nada vem de graça. No final de julho começaram a aparecer os detalhes do acordo energético. Os paraguaios pagariam muito.
O escândalo mal começou a surgir e Bolsonaro revogou o acordo sem dar muita satisfação. A princípio acharam que era prova de amizade com Marito. Mas logo depois vazaram conversas de WhatsApp com um conteúdo de cair o queixo (os paraguaios nunca perguntaram quem vazou).
Segundo as mensagens o governo brasileiro havia enviado um representante, Alexandre Giordano (suplente de Major Olímpio – líder do PSL), para apresentar a empresa Leros, que teria exclusividade na gestão de energia de Itaipu para o o Paraguai. Sem concorrência, nada.
Então a medida de austeridade era nada mais que uma privatização informal e ILEGAL dos serviços de energia que a Itaipu presta aos paraguaios. Por que a Leros? Por que Major Olímpio? Por que Giordano se apresentou como enviado do presidente? Quem ganha com isso?
As respostas só o @MPF_PGR poderá dar se abrir uma investigação. Mas para gente fica a certeza que essas pontes com o Paraguai estão sendo construídas com materiais bastante duvidosos. 
E vão ruir.

terça-feira, 13 de agosto de 2019

HOJE É DIA DE ENCARAR LUTO COMO VERBO

Hoje tem greve geral em defesa da Educação Pública e da Previdência Social. 
No nosso campo da educação, os protestos são contra os cortes nas universidades e institutos federais, contra o Projeto Future-se, que nada mais é que mais um ataque do MEC contra a educação superior pública e gratuita. 
Mobilize-se! 
É importante ocupar as ruas e lutar. Os protestos liderados pelos estudantes foram até agora os que atraíram mais gente. Eu estive em todos: no dia 15 de maio em Fortaleza, no dia 30 de maio em Maceió, e no dia 14 de junho, novamente em Fortaleza. Hoje quase tenho que faltar, porque de madrugada vou pra Aracaju. Mas felizmente vai dar pra comparecer. 
Pra quem duvida da eficácia desses protestos, é bom saber que Bolso quase caiu em maio. O presidente do Supremo Tribunal Federal Dias Toffoli disse que precisou conter uma "crise institucional" entre abril e maio para manter Bolso no poder. Grupos de empresários, políticos e até militares queriam tirá-lo (e manter Lula na cadeia). 
Apesar de Toffoli ter arquitetado um asqueroso pacto secreto para por panos quentes na desaprovação do desgoverno (como suspender a investigação contra Flávio Bolsonaro e deixar de lado a adoção do parlamentarismo), o clima ainda está muito quente. 
O repúdio ao miliciano com faixa presidencial só cresce. Seu projeto de acabar com a Amazônia está tornando o Brasil um pária internacional. Virão sanções. Até os empresários do agronegócio (grandes apoiadores do fascista) estão preocupados. O país pode perder 5 trilhões de reais por causa da política ambiental, que vão afastar compradores estrangeiros e arruinar as exportações. Como diz a revista de direita The Economist: "Jair Bolsonaro é possivelmente o chefe de Estado mais perigoso do mundo para o meio ambiente". 
Ou seja: se balançar ele cai. Vamos balançar. Eu quero impeachment já. O Brasil não aguenta mais 3,5 anos de um governo catástrofico (eu avisei) que MATA, desMATA e promove MAMATA.
Vamos tomar as ruas para que esses bichos escrotos voltem pros seus esgotos.