Recebi esta reflexão muito pertinente do Pedro, desmontando mais uma mentira do presidente dos ignorantes. Sabe por que os colégios militares são bons?
Porque investe-se em cada aluno (que já vem de famílias mais abastadas, compostas por militares) três vezes mais do que é investido num aluno da escola pública comum. Assim até eu, né?
Fique com o texto do Pedro Henrique Ferreira, graduando em Direito pela UESB (Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia), em Vitória da Conquista.
Observando as últimas decisões do Governo Federal, resolvi escrever um pouco sobre o desmonte da educação básica brasileira. Após o anúncio de cortes de verbas nas universidades, institutos e colégios federais, o porta-voz da Presidência da República anunciou anteontem (06/05) que os colégios militares não sofrerão cortes. Isso se deve ao fato de suas despesas serem vinculadas ao Ministério da Defesa.
O Brasil possui 13 colégios militares federais que atendem, em sua maioria (81% dos alunos), dependentes de militares. O restante dos alunos precisa passar por seleção para ter acesso a esses colégios. Jair Bolsonaro, durante a campanha à presidência, defendeu a implantação de um colégio militar em cada estado, pois estes serviriam de modelo ao país.
Anteontem o presidente voltou a defender a construção de colégios militares, pois, segundo ele, respeito, disciplina e amor à pátria são fundamentos desses colégios, e destacou os excelentes resultados em avaliações e rankings dos estados.
Vamos aos fatos: segundo dados de 2018 do Relatório Econômico da OCDE, o gasto do Brasil com educação em porcentagem do PIB é superior à média dos países da OCDE (5,5%). A Secretaria do Tesouro Nacional afirma que o Brasil gasta 6% do seu PIB em educação.
No entanto, pela disparidade dos gastos durante os níveis educacionais, no ensino básico o gasto é inferior à média da OCDE, justificando os resultados fracos da educação brasileira nos padrões internacionais.
Enquanto o investimento, por ano, num aluno do ensino básico da rede pública é, em média, R$ 6 mil, o investimento num aluno de colégios militares chega a R$ 19 mil.
Ao contrário do que o presidente acredita, o bom desempenho dos colégios não se deve à disciplina ou patriotismo, e sim ao financiamento adequado, à valorização salarial dos professores e, também, ao fato de serem colégios elitizados, que ensinam a alunos de renda elevada.
Por serem colégios de excelente desempenho, as vagas destinadas aos civis, que dependem de seleção, têm concorrência superior às de cursos concorridos em universidades públicas. O projeto proposto pelo presidente, além de baseado em uma retórica falsa, reforça desigualdades e prejudica os mais pobres. Educação não deve ser privilégio, e sim direito.













































