Charge sensacional de Dinho Lascoski retrata Bolso como lixo tóxico
Todo santo dia Bolso encontra uma maneira nova de envergonhar o Brasil.
Neste final de semana Bolso alcançou a façanha de ser o primeiro presidente na história do Brasil a apoiar o trabalho infantil. Numa live, o excrementíssimo alegou que "o trabalho dignifica o homem e a mulher, não interessa a idade". Disse ainda que começou a trabalhar com nove anos e que "não foi prejudicado em nada", mas que não iria apresentar projeto para legalizar o trabalho infantil, porque não queria ser massacrado.
Além de Bolso ser o pior garoto propaganda do mundo para qualquer assunto
("Hoje sou quem sou", disse Bolso, provando por A mais B que começar a trabalhar na infância não faz nada bem), ele afrontou a Constituição (que diz que a idade mínima para o ingresso no mercado de trabalho é aos 16 anos, ou como aprendiz, aos 14) e ignorou que, entre 2007 e 2018, o Brasil teve 261 mortes e 43.777 acidentes de trabalho com crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos.
Um juiz e uma apresentadora de TV se manifestaram, jurando que aprenderam muito labutando quando pequenos nas lojinhas dos pais, como se essa fosse a realidade do trabalho infantil.
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| Mas o melhor exemplo de como a elite vê trabalho infantil veio desta ex-procuradora, hoje deputada federal pelo PSL |
E, só pra variar, o rei das fake news mentiu mais uma vez. Em entrevista de 2015 à revista Crescer, a mãe e um irmão do presidente contaram que o pai "nunca deixou um filho trabalhar, porque achava que o filho tinha que estudar". Pelo jeito, Jair levou a ordem à risca, e de fato nunca trabalhou. Nem quando criança, nem quando parlamentar.
(Vejam as fotos que Flávio Costa fez sobre trabalho infantil).
Mas o festival da vergonha não parou aí.
No sábado, Bolso se irritou com jornalistas que faziam perguntas sobre a preservação da Amazônia, que vem sendo devastada por este governo miliciano. E então, para provar que não consegue se expressar sem ser misógino, lançou a pérola: "O Brasil é uma virgem que todo tarado de fora quer".
Pelo menos o capetão recebeu uma vaia ensurdecedora no Maracanã, além de um poético coro de "Ei, Bolsonaro, vai tomar no [vocábulo preferido do Olavão]".

















































