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segunda-feira, 8 de julho de 2019

O SHOW DE BAIXARIAS DE JAIR, AQUELE QUE ENVERGONHA O BRASIL

Charge sensacional de Dinho Lascoski retrata Bolso como lixo tóxico

Todo santo dia Bolso encontra uma maneira nova de envergonhar o Brasil.
Neste final de semana Bolso alcançou a façanha de ser o primeiro presidente na história do Brasil a apoiar o trabalho infantil. Numa live, o excrementíssimo alegou que "o trabalho dignifica o homem e a mulher, não interessa a idade". Disse ainda que começou a trabalhar com nove anos e que "não foi prejudicado em nada", mas que não iria apresentar projeto para legalizar o trabalho infantil, porque não queria ser massacrado. 
Além de Bolso ser o pior garoto propaganda do mundo para qualquer assunto 
("Hoje sou quem sou", disse Bolso, provando por A mais B que começar a trabalhar na infância não faz nada bem), ele afrontou a Constituição (que diz que a idade mínima para o ingresso no mercado de trabalho é aos 16 anos, ou como aprendiz, aos 14) e ignorou que, entre 2007 e 2018, o Brasil teve 261 mortes e 43.777 acidentes de trabalho com crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos. 
Um juiz e uma apresentadora de TV se manifestaram, jurando que aprenderam muito labutando quando pequenos nas lojinhas dos pais, como se essa fosse a realidade do trabalho infantil.
Mas o melhor exemplo de como a elite vê trabalho infantil veio desta ex-procuradora, hoje deputada federal pelo PSL
E, só pra variar, o rei das fake news mentiu mais uma vez. Em entrevista de 2015 à revista Crescer, a mãe e um irmão do presidente contaram que o pai "nunca deixou um filho trabalhar, porque achava que o filho tinha que estudar". Pelo jeito, Jair levou a ordem à risca, e de fato nunca trabalhou. Nem quando criança, nem quando parlamentar.
(Vejam as fotos que Flávio Costa fez sobre trabalho infantil). 
Mas o festival da vergonha não parou aí.
No sábado, Bolso se irritou com jornalistas que faziam perguntas sobre a preservação da Amazônia, que vem sendo devastada por este governo miliciano. E então, para provar que não consegue se expressar sem ser misógino, lançou a pérola: "O Brasil é uma virgem que todo tarado de fora quer". 
Pelo menos o capetão recebeu uma vaia ensurdecedora no Maracanã, além de um poético coro de "Ei, Bolsonaro, vai tomar no [vocábulo preferido do Olavão]".

segunda-feira, 20 de maio de 2019

LIÇÃO DO DIA

Adorei este tuíte, porque tem tudo a ver com a realidade.
Tá cheio de cara dizendo que só quer transar sem compromisso, namoro sério nem pensar, casamento nunca. E tudo bem, tá cheio de mulher querendo exatamente a mesma coisa. É ótimo quando esses dois seres héteros se encontram, ainda que a sociedade não os veja da mesma forma. O homem tá de parabéns, já a moça é uma vadia promíscua. Mas dane-se o que a sociedade vai dizer.
O problema é quando o cara que diz que é completamente desapegado se zanga quando vê que a mulher também é. Muitos homens têm a autoestima nas alturas (case in point: o presidente catastrófico espalhando que foi escolhido por Deus) e se acham a última bolacha do pacote, então como assim se a mina não o desejar como marido?!  
Nos meus tempos namoradeiros, no século passado, na década de 80, todos os meus casinhos eram sem compromisso. Eu deixava isso bem claro desde o começo. E tudo ia bastante bem até, sei lá, o terceiro encontro, quando o sujeito via que eu realmente o queria só pra sexo. É impressionante como tem cara que não lida bem com isso. Eu só pensei que a situação tinha mudado três décadas depois. Mas não.
Portanto, siga a dica da tuiteira acima: "Foi só uma transa, você tá emocionado?"

sábado, 6 de abril de 2019

LARISSA ME REPRESENTA

Ahahahah, amei! Larissa -- que não sei quem é, não conheço, mas já considero pacas -- me representa. Vou reproduzir esta conversa (que a Lívia postou no Twitter dela) pra vocês.

Alguém: Amiga, esses dias me deu vontade de comer aquela lasanha que tu faz.
Larissa: Faz uma e come.
Alguém: Larissa, a eleição já acabou, porra! Só por que eu votei no Bolsonaro não vou mais poder comer da sua lasanha? kkk
Larissa: Também não vai poder se aposentar.
Alguém: Sério que vc postou nossa conversa no LDRV? [não sei o que é]. Tudo isso por causa de uma lasanha. Já parou pra pensar que as eleições já acabaram? Agora me diz, vale a pena todo esse rancor?
Larissa: Vale.
Alguém: Tá bom, Larissa, então o fato de eu ter votado no Bolsonaro me torna a pior pessoa do mundo? É isso?
Larissa: É isso.
Alguém: Vei, naquele dia você passou, cumprimentou meu cachorro e não falou COMIGO!
Larissa: Prioridades.

segunda-feira, 1 de abril de 2019

PRIMEIRO DE ABRIL É #BOLSONARODAY

O dia oficial do golpe militar de 1964 é hoje, primeiro de abril, uma data que não poderia ser mais propícia. 
Pela primeira vez desde a ditadura um governo brasileiro comemorou oficialmente a ditadura militar. Mais uma vergonha incrível para o Brasil no cenário internacional. Esta celebração vale como apologia ao crime, mas lógico que o STF (com o Supremo, com tudo) não fará nada contra Bolso.
Bolso foi eleito com base em fake news e não parou de mentir até agora. Não pode haver outro patrono do dia da mentira do que ele. Parabéns, Bolso! Este é o seu dia! Grande dia!

sexta-feira, 29 de março de 2019

O TWITTER E UM EXEMPLO DE HOMEM QUE NÃO ACEITA SER CORRIGIDO

Meu perfil no Twitter, agora com foto de capa e verificação

Ontem aconteceu uma coisinha não muito importante no Twitter.
Bom, em primeiro lugar, aconteceu uma coisona (além de eu estar na capa do UOL)! Minha conta finalmente foi verificada (pra quem não sabe, é aquele sinalzinho azul de check que fica ao lado do nome). Como trolls já criaram e continuam criando contas no Twitter me imitando, é bom ter a conta verificada, suponho. Semana passada mesmo uma ação orquestrada dos reaças derrubou várias contas de pessoas de esquerda. A minha foi uma delas. Não chegou a cair, mas ficou indisponível (nem sei direito, estava viajando, na UnB). 
Eu já tinha tentado verificar minha conta antes, mas não deu. O Twitter exigia o número do celular, e eu não tenho celular. Mas o pessoal continuava pedindo pra que eu verificasse minha conta. Quando fui tentar novamente, vi que o Twitter não estava mais aceitando! Uma seguidora querida já tinha falado com alguém no Twitter e me pôs em contato com ele. Ele me pediu pra mandar links de publicações minhas na grande mídia (que parece que é o requisito pra ter a conta verificada hoje -- ser de interesse público). 
Espero que, com a conta verificada, eu fique mais protegida a ataques orquestrados e a imitações. 
Tá, agora a coisinha. Ontem pela manhã eu fiz um tuíte falando do discurso ridículo de uma deputada estadual reaça, e disse que, pra ser reaça hoje em dia, é pré-requisito ser misógino. Até pra mulheres conservadoras. Não quero dizer com isso que pessoas de esquerda não são machistas, racistas, LGBTfóbicas. São sim, a gente vê direto. Mas é uma vergonha pra alguém de esquerda ser assim. Pra direita, é motivo de orgulho. 
Clique para ampliar
Um rapaz que não conheço e não sigo respondeu meu tuíte com um clichê. Ele afirmou que mulheres machistas são muito piores que homens machistas. Todo mundo já escutou isso, né? E simplesmente não é verdade. Então respondi pra ele que mulheres machistas (elas existem; não faço parte da galera que acha que mulher não pode ser machista, só reproduzir machismo -- pra mim, isso é, além de uma passada de pano nas mulheres machistas, uma retirada de agência delas) raramente matam mulheres, enquanto homens machistas cometem feminicídios todos os dias. 
O rapaz, com boas intenções, respondeu que mulher machista é pior porque "desabona todo o trabalho das que não são". Pô, é pensar muito pouco do nosso trabalho achar que o discurso absurdo de uma mulher machista desabona todo o nosso trabalho. Só desabona o dela! Acho que tem um fundo de machismo no pensamento do rapaz, aquilo de achar que uma mulher representa todas as mulheres (sabe quando uma mulher dirige mal e alguém aparece pra xingar todas as mulheres? Ninguém vai xingar todos os homens porque um deles dirige mal). 
Até aí, tudo bem. Ele disse "Certo" e não mais nos falamos (até porque eu saí pra dar uma palestra na UFC que levou a tarde inteira). Mas um outro rapaz, este que eu seguia e ele me seguia também, também quis dar pitaco sobre a deputada. E a chamou de "mal amada".
Apesar de seguir o rapaz, eu não o conheço. Nos últimos meses decidi ser menos seletiva sobre quem seguir. Antes eu demorava pra seguir alguém, tinha que conferir nossas afinidades e tal. Mas comecei a achar injusto eu ter tantos milhares de seguidores (um número que aumentou com maior rapidez durante as eleições, e hoje está em mais de 72 mil) e seguir tão pouca gente. Quero dizer, não era tão pouca, já eram mais de mil e poucas, o que é muito mais gente que eu conheço na vida real. Agora já estou seguindo quase 4 mil e 300 pessoas. Se a pessoa é gentil, interage comigo, faz um tuíte bacana, se é feminista e/ou professor(a) e eu vejo que me segue, eu sigo de volta. 
Lógico que dessa forma eu passei a seguir muita gente sem saber quase nada sobre essas pessoas. Mas tem dado certo. O pessoal conversa, é simpático, divertido. Eu já tive que dar unfollow (parar de seguir) numas cinco pessoas (uma porque continuava na vibe "Se o PT tivesse apoiado o Ciro ele seria presidente", um discurso desonesto e já insuportável; outra porque ela passou a se posicionar contra a legalização do aborto como se fosse uma fundamentalista religiosa; ah, e outro foi esses dias! Eu segui um carinha que parecia legal, e depois vi que ele havia mudado seu nome para "Liberação do Psy" ou algo do tipo. "Psy" é um dos apelidos do mascu Marcelo). Creio até que já dei block numa delas, mas não lembro. Hoje foi meu segundo block numa pessoa que eu seguia.
Então, sobre o rapaz que chamou a deputada reaça de "mal amada". Acredito que, se um cara me segue, talvez ele queira aprender um tiquinho comigo sobre temas feministas. Eu vejo como uma obrigação pedagógica avisar quando alguém que parece boa gente está sendo machista. Então escrevi pra ele: "'Mal amada' é uma ofensa machista. Vc não deve usar ofensas machistas, mesmo para mulheres machistas". 
Eu acho que fui educada. Talvez, se estivesse com mais tempo, eu teria explicado pra ele por que "mal amada" é um termo machista (porque se refere à sexualidade de uma mulher e é visto como "falta de rola", como se "rola" fosse a salvação da lavoura. Além disso, não existe exatamente uma contrapartida para os homens; "mal amado" não é muito popular). Uma outra seguidora se meteu na conversa e foi um amor, pedindo indiretamente para que o rapaz repensasse a fala. 
Ele respondeu a ela: "é sou resultado de uma sociedade podre, às vezes meu lado podre transparece igual neste comentário, por isso vcs são fundamentais. bjs". Que bom, né? Ele aprendeu!
Ahn, não exatamente. Logo em seguida, ele me mandou cinco DMs (direct messages, que só podem ser enviadas se as duas pessoas se seguem), que você pode conferir acima. Uma delas foi "feminista de merda". E isso tudo porque eu disse pra ele não usar termos machistas como "mal amada". 
Antes de sair pra palestra, dei uma olhada rápida no perfil dele e vi que ele já estava falando mal de mim publicamente. E havia indiretas também, como esta: "Certas ativistas, ditas defensoras de minorias e feministas, são pólvora para a munição dos bolsonaros, são co-responsáveis por esta desgraça de eleição. Só não querem ver!!!!!!!!!!!"
Quando voltei, ele já havia me bloqueado, e eu o bloqueei também. Mas é isso que muitas feministas chamam de "esquerdomacho"? É um termo que eu não gosto e evito usar. Nem sei se esse rapaz era mesmo de esquerda. Mas o que uma simples correçãozinha faz com o ego de um homem, não? E ele me chama de "vaidosa"!
E aí, isso já aconteceu com vocês? Quem vocês seguem ou deixam de seguir ou bloqueiam no Twitter? 


terça-feira, 19 de março de 2019

BOLSONARO ENVERGONHA O BRASIL

Não sou só eu que tô dizendo, é uma hashtag em primeiro lugar nos Trending Topics do Twitter.
Haja animação!
Um leitor querido até escreveu um poema pra mim:
Hoje Bolso e Trump se encontraram durante vinte minutos. 
A direita brasileira está tendo orgasmo múltiplos. Afinal, está vendo seus maiores mitos mitos (ambos desgastados, acusados de corrupção e vários outros crimes) juntos. 
Como disse um brasileiro nos EUA, "o bolsonarismo é uma combinação terrível do viralatismo com o entreguismo. E agora ele está aqui nos EUA para formalizar a entrega do Brasil para o Trump".
É verdade. Nunca o Brasil foi tão servil aos EUA. Particularmente adorei a explicação de um bolsominion sobre o encontro de Trump e Bolso, seus dois mitos: "Não é submissão do Brasil, é uma admissão de que temos muito o que aprender com os americanos, principalmente sobre patriotismo". How true! Realmente, patriotismo inclui não se ajoelhar pra outro país. 
Bolso, que já havia chamado o Brasil de lixo, agora decidiu declarar à Fox News que "a grande maioria dos imigrantes não têm boas intenções nem quer fazer o bem aos americanos". Um de seus filhos, Dudu, afirmou recentemente que brasileiro ilegal é "vergonha para a gente". 
É no mínimo chato isso, já que a maior parte dos brasileiros nos EUA votaram em Bolso. Ele não gosta muito de vocês, caras. Ou vocês não se identificaram com a parte da "grande maioria"? Vocês são a minoria?
Mesmo a emissora mais reaça dos EUA perguntou sobre as ligações perigosas entre Bolso e os milicianos que mataram Marielle. Deve ter doído em Bolso, acostumado a uma mídia mais chapa branca ainda (Record, SBT, Band...).
Ontem foi a CNN Chile que fez uma matéria com o título "Todas as pistas que levam a Bolsonaro: Justiça brasileira ainda não esclareceu quem mandou matar Marielle Franco". Só isso já é uma vergonha imensa. Ou teve alguma outra vez na nossa história que o presidente esteve ligado com policiais que matam por encomenda?
Esta é só uma parte de como Bolso envergonha o país. Outra é liberar que americanos possam vir ao Brasil sem visto, sem a contrapartida de que brasileiros possam ir aos EUA sem visto. Ou seja, um acordo que só beneficia os EUA. 
Outra vergonha (que ainda precisa ser aprovada pelo Congresso) é o acordo assinado para que os EUA possam lançar satélites e foguetes da base de Alcântara, no Maranhão.
Quer mais vergonha alheia? Bolso declarar à TV deles seu apoio ao muro que Trump quer construir entre EUA e México. São dois países soberanos -- o que isso tem a ver com o Brasil? Foi apenas mais uma oportunidade de Bolso expor sua já conhecida xenofobia.
Somos oficialmente capacho dos EUA
Foram tantas pérolas numa só visitinha aos EUA que é difícil escolher a melhor. Talvez seja Jair negando sua fama de preconceituoso: "Se eu fosse tudo isso [homofóbico, racista e misógino], eu não teria sido eleito presidente". Todo mundo sabe que Bolso é tudo isso e mais um pouco (tipo miliciano). Algumas pessoas votaram nele justamente por isso. Mas quiçá a maioria tenha votada enganada por uma enorme quantidade de fake news made in USA, através do Steve Bannon
Todo o comportamento de Bolso e sua comitiva em Washington prova que o slogan "Brasil acima de tudo" é mera propaganda enganosa. Bolso é um capacho de Trump.
Esta charge pra mim já diz tudo: queriam receber o verdadeiro presidente do Brasil, José de Abreu.