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quinta-feira, 2 de agosto de 2018

ESCOLHA SEU POR DO SOL

E o sol se põe em Icaraí do Amontada, Ceará

Pessoas queridas, faz três semanas que voltei da minha viagem de duas semanas. Estava com preguiça de escrever sobre essa viagem, mas agora vai! É bom até pra eu me lembrar depois de como foram minhas férias em 2018, pois essas devem ter sido as únicas no ano (mas vamos ver se dá pra aproveitar algum feriado mais pra frente).
Lolinha na pequena piscina da pousada em Luis Correia, Piauí
Desta vez o maridão e eu pegamos nosso Uno Mille e fomos pro Oeste do Ceará. Essas viagens indo de carro até cidades próximas são muito bacanas, e já fizemos várias vezes quando vivíamos no Sul (íamos de Joinville até Buenos Aires e Montevidéu, parando pelo caminho, lógico). E fizemos uma também em 2012, indo na direção leste, de Fortaleza até João Pessoa, que na época ainda não conhecíamos. Essas mais antigas a gente fez no módulo "sem destino" -- a gente sabia onde queria chegar, mas não onde ia parar no trajeto. 
Silvinho (vulgo maridão) abençoado por um raio de sol em Macapá, PI
Desta vez não. Foi tudo planejadinho, todas as pousadas reservadas com antecedência. Fizemos assim porque não estamos ficando mais jovens, porque eu não estou dirigindo mais (teria que renovar minha carteira, que venceu em 2011; não tenho vontade), porque eu não queria que o maridão dirigisse mais de 3 ou 4 horas por dia, e porque talvez seja mais barato reservar quarto antes, com promoções, do que chegar numa cidade que você não conhece e ter que encontrar um lugar (na nossa viagem de 2012, ao chegarmos em Natal, por exemplo, a cidade tava lotada).
Por do sol em Camocim, Ceará
O plano era conhecer lugares que ainda não conhecíamos, parar em Jeri, que amamos, e ir até o Piauí. E deu tudo certo. Foram quinze dias super lindos e agradáveis.
Por do sol em Jeri, CE
A primeira parada foi Lagoinha. Ficamos num hotel muito bom (o melhor café da manhã de toda a viagem foi lá) em frente à praia. Vários guias vieram oferecer seus serviços. A gente sabe que tá velhinha quando todos te oferecem passeio de buggy "sem emoção".
Hotel em Lagoinha em frente ao mar
Aproveitamos mais a piscina que o mar. Tinha restaurante no hotel, era bom (e caro). Na segunda noite pedimos uma pizza com a recepcionista do hotel, que recomendou uma pizzaria excelente. Demos a ela uma gorjeta de R$ 15 por isso.
Lolinha na piscina do hotel em Lagoinha
Segunda parada: Itarema. Não é um lugar muito famoso, então eu não imaginava encontrar nenhum paraíso. A entrada na cidade foi assustadora -- havia uma casa alugada com som tão alto que conseguia incomodar a todos. 
Em frente à praia em Itarema
Mas o hotel era bom (foi a piscina que o Silvinho mais gostou em toda a viagem), e tinha uma ótima pizzaria e churrascaria bem em frente. Fomos à praia mas não tivemos vontade de entrar na água (era bonito, mas não tínhamos tanto tempo).
Casal romântico em Itarema
Ah sim, é que ainda não falei: toda essa viagem foi durante a Copa do Mundo. E havia jogos que a gente queria ver. 
Por do sol em Lagoinha
Terceira parada foi Jeri, a linda e maravilhosa e badalada e cara Jericoacoara. Não tem jeito: um dos maiores atrativos de Jeri pra gente é a sorveteria que fica na praça central. A Gelato Grano deve ser a melhor do nordeste (vai abrir uma em Fortaleza, ueba!). 
Filhote de iguana andando alegremente em Jeri
Ficamos na pousada Papaya de novo, sempre ótima (mas a maior parte das pousadas em Jeri é, a concorrência é enorme). Tudo é mais caro que em outros lugares, mas encontramos o restaurante Sapão, com uma pizza incrível por 30 e poucos reais. 
Por do sol em Jeri
Perdemos nossa visita às lagoas desta vez. Tínhamos acertado com um guia (R$ 100) que nos levaria no nosso carro pra Lagoa Azul e a do Paraíso (o complexo turístico lá agora está cobrando R$ 20 por pessoa só pra entrar, o que acho um absurdo), mas era dia de jogo do Brasil, o guia se esqueceu da gente depois do jogo, e o maridão não tava cheio de energia pra ir. 
Preparativos para o por do sol em Camocim
Já sei o que faremos da próxima vez que formos pra Jeri: vamos ficar uma ou duas noites em alguma pousada mais próxima das lagoas, aí aproveitaremos as lagoas, e outras noites na vila de Jeri mesmo (certeza que é tudo caro de qualquer jeito).
Praia de Macapá, PI
E no dia seguinte chegamos ao Piauí, depois de uma estrada esburacada. Se nas estradas cearenses há placas por todo o canto, no Piauí há uma grande ausência de sinalização, o que faz falta. Mas chegamos ao menor litoral do Brasil (66 km, só conhecíamos Teresina), que é maravilhoso. Primeiro ficamos em Luis Correia, na Praia do Macapá, um deslumbre (e vazia, só tinha a gente). Foi o meu mar preferido em toda a viagem. 
Lolinha festejando a praia de Macapá só pra ela
Mas o lugar não tem muita infraestrutura. Ainda bem que fizeram jantar pra gente toda noite na pousada!
Aquele pontinho sou eu em Ponta do Anel, Luis Correia
Fomos muito bem tratados, mas... foi aí que começaram nossos problemas com sapos na viagem. Em Jeri havia um sapo na escada bloqueando o meu caminho, e tive de pedir pra alguém negociar com ele pra que eu pudesse passar. Mas não foi no nosso quarto. Já em Macapá... Pensa em abrir o vaso sanitário e dar de cara com um sapinho! Ok, tenho certeza que foi traumático pra ele também, tadinho. Mas pra mim foi mais! 
Lolinha desenhando hieróglifos com o pé nas areias de Macapá
Pensávamos que nossos problemas com sapos estavam terminados ao chegar no próximo ponto da nossa viagem, perto de Atalaia, também no Piauí, pois parecia uma pousada mais urbana, menos rústica, digamos. Mas eis que, depois de ver a derrota do Brasil pra Bélgica no quarto, abro a porta do banheiro e a primeira coisa que vejo é uma pererequinha na parede. E outras apareceram. 
Silvinho em Ponta do Anel, Luis Correia
O dono da pousada nos mudou de quarto, mas... no outro banheiro tinha pererecas também (pelo menos o banheiro era maior). Numa noite tinha quatro na parede do banheiro. Isso não foi nada legal. No final eu acabei tomando banho com uma perereca minúscula me olhando. Mas não é o que eu quero pra minha vida, com todo o respeito aos sapinhos!
No passeio de barco pela Delta do Parnaíba
Lá fizemos o passeio de barco pelo Delta do Parnaíba, que vale muito a pena! São quase cinco horas de passeio, com frutas, almoço e caranguejada (que dispensamos) inclusos, por R$ 70 por pessoa. Pegamos o barco do EcoAdventure no Porto dos Tatus, que pareceu ser menos barulhento do que os outros (estou falando da música). 
"Homem-lama" mostra caranguejo que acabou de pegar
Todos os passeios parecem incluir um "homem-lama", que demonstra como pegar caranguejos e distinguir o macho da fêmea (e, como a caça da fêmea é proibida, tem que denunciar se alguém te servir uma caranguejada de fêmeas). Ele nos contou que a maior parte dos caranguejos caçados vai pro restaurante Chico do Caranguejo, em Fortaleza.
Além dos caranguejos, não vimos muitos outros animais no percurso. O maridão queria muito fotografar um jacaré. Sem sorte. Vimos um pica-pau! Mas é um luxo poder nadar no mar do Maranhão de um lado e no rio do Piauí em outro. Tudo na mesma praia!
Lolinha no mar do Maranhão
Depois de cinco dias no Piauí, voltamos ao Ceará. Começava o nosso trajeto de volta pra casa. Então paramos em Camocim. E gente, por que é que o pessoal não fala que Camocim é linda de morrer? Olhem o cartão postal da cidade. 
Camocim é fantástica. Ficamos num belo hotel com chalés, em frente à praia. Acho que as melhores fotos de por de sol que o maridão tirou foram de lá. 
Por do sol em Camocim
Que lugar! Decidimos que, na nossa próxima viagem ao Oeste de Fortaleza, iremos até Camocim (sem o Piauí). Daí vai dar pra ficar mais tempo em cada local. E Camocim, que não é assim tããão longe de Jeri, passou a ser obrigatória. 
Rindo em Camocim
Depois eu vi que Camocim é muito grande, quase tanto quanto a cidade de SP, em quilômetros quadrados (1158). Tão grande que 10% do litoral cearense é Camocim!
Por do sol em Icaraí do Amaontada
Em seguida, fomos a um lugar que prometia muito (e cumpriu): Icaraí da Amontada. A pousada era bonita, também em frente à praia, uma praia que me lembrou a Praia dos Ossos, em Búzios, da minha juventude. Tinha vista praqueles moinhos de vento (energia eólica), o que não é bom, mas creio que não atrapalhou tanto assim.
Icaraí do Amontada
Deixa eu ver se consigo recriar um diálogo que eu e o maridão tivemos dentro do mar. Havia quatro turistas perto da gente, também no mar, e de repente só havia três. "Não eram quatro pessoas?", o maridão perguntou. Uma tinha mergulhado e logo reapareceu. Eu disse: "Se eu ficasse submersa e desaparecesse, o que você iria fazer?" E ele: "Bom, dizem que se deve aguardar 24 horas antes de reportar o desaparecimento de alguém". Ele levou alguns beliscões românticos. 
Casal velhinho rindo em Amontada
A pousada foi a única em que ficamos que não tinha TV no quarto. E então fomos a um bar para assistir França e Bélgica. Comemos deliciosos espetinhos. A cidade tem uma boa infraestrutura.
Apareceu uma pererequinha na parede do quarto, que o maridão conseguiu por pra fora colocando-a numa caixinha. Mas foi uma só em duas noites (mais tarde, quando Silvio contou a seus alunos nossos encontros imediatos com tantos sapinhos, ninguém fez cara de espanto). 
Indo para as dunas ver o por do sol em Jeri
E por último, Paracuru, que já conhecíamos. Lá nos deram o maior quarto de toda a viagem, um quarto duplo. Paracuru tem um centro agitado com muitas opções de restaurantes, mas a praia que fomos não é a melhor do mundo. 
Na piscina em Lagoinha
No total da viagem inteira, pagamos R$ 368 de gasolina, R$ 1.060 de comida (incluindo sorvetes), R$ 295 de tours e guias, e o mais caro, disparado, R$ 2.867 de pousadas e hotéis (para quinze noites, uma média de 191 por noite). Somando tudo, deu R$ 4.617. Certamente se fossemos a qualquer lugar de avião, gastaríamos bem mais. 
Este é de Camocim
E aí, escolheu seu por do sol favorito?

domingo, 30 de julho de 2017

NADANDO NAS LÁGRIMAS DOS HATERS

Muita lágrima pra pouca Lolinha (siga a seta amarela)

Quarta eu estava na Barra do Cauípe, Cumbuco (Caucaia), Ceará. 
Enquanto eu me divertia, nadava, curtia o sol e o maridão, os haters estavam nos seus porões, me xingando, ameaçando, fazendo montagens contra mim. 
Amanhã, se der, vou falar sobre a matéria de capa da Veja que estará nas bancas esta semana (mas já é possível lê-la aqui), sobre gangues virtuais que atacam pessoas (tipo eu) que criticam seus candidatos. (E gente, me comparar a um bicho majestoso como uma baleia, além de ser muito 4a Série B, não é nenhum insulto. Se me compararem a uma barata, eu me ofendo). 
Mas hoje é domingo, e eu notei que não tenho quase nada sobre Barra do Cauípe, onde já estive várias vezes. 
É lindo, como vocês podem ver. É o meu tipo de praia: lagoa de um lado, mar (com ondas de afogar Lolinhas) no outro. Óbvio que fico na lagoa. Eu e todo mundo, pelo jeito, principalmente quem faz kitesurf. 
Seta vermelha me identificando; atrás, uns 40 kitesurfistas
Não é muito perto (fica a uns 20 km do centro de Cumbuco), e não faço ideia de como se chega sem carro, mas vale a pena. Nos fins de semana fica super lotado, o que traz alguns problemas (gente que joga lixo na praia, carros com paredões de som, apesar das barracas proibirem). Nos outros dias é o paraíso. 
Não se enganem: a lagoa é funda. Rapidamente não dá pé. Porém, como as águas são calmas, não vejo problema. Creio que nos feriados e fins de semana tem salva-vidas. Nos outros dias, tem um posto de observação no meio da extensa faixa de areia que separa mar e lagoa, mas nem sempre vi alguém lá. 
O mar ao fundo, lá longe
Barra do Cauípe é sem dúvida meu lugar preferido em Caucaia (que tem as praias de Pacheco, Icaraí, Caucaia e Cumbuco, nessa ordem, vindo de Fortaleza, além da Lagoa do Banana e da Lagoa das Águas Cristalinas).
Mas acho que meus próximos feriados (quando serão? Quantos serão? Hmm... 7 de setembro, 12 de outubro e 2 de novembro todos caem na quinta, ótimo para feriados prolongados. Contando os dias já) eu vou passar mesmo em Barra Nova. Bom, pelo menos algum deles. 
Nos três dias que passamos em Barra Nova (costa leste do Ceará) e nos outros três dias em Tabuba (costa oeste), gastamos no total R$ 1.100, contando tudo (gasolina, pousada, AirBnb, comida).
São valores assim que me fazem pensar se o custo-benefício de viajar pra outro país compensa...
Só sei que o Caribe, que iremos conhecer em dezembro, vai ter que rebolar muito pra bater esses lugares maravilhosos do nordeste.

domingo, 23 de julho de 2017

DESCOBRIMOS O PARAÍSO

Semana passada eu e o maridão aproveitamos as férias de julho para passar três míseros dias num lugar que ainda não conhecíamos.
Chama-se Barra Nova e fica em Cascavel, cidade de cerca de 70 mil habitantes a uns 60 e poucos quilômetros de Fortaleza. (Aviso: apesar de eu mencionar várias praias neste post, todas as fotos são de Barra Nova. E todas foram tiradas pelo Silvinho, vulgo maridão).
A primeira das cinco praias de Cascavel que conhecemos foi Águas Belas, em janeiro de 2014, se não me engano. O lugar é divino e fantástico, exatamente do jeito que eu gosto (encontro do rio -- Malcozido -- com o mar), mas a primeira pousada que ficamos não era legal. 
Não tinha nada no quarto, nem mesa, nem cadeira, nem criado mudo, só a cama mesmo, mas o pior não foi isso. É que todo o café da manhã para todos os hóspedes devia ser feito em uma hora, o que causava longas filas, e nem havia mesa pra todo mundo. Além disso, havia gatos enjaulados na pousada. E era caro. Fomos porque encontramos uma promoção na época num desses sites de ofertas coletivas, mas o preço normal era o dobro. E a pousada, apesar da localização (em frente ao rio), certamente não valia aquilo.
Voltamos a Águas Belas, ficamos em outra pousada, bem melhor. Mas o local tem uns problemas. Comer lá não é fácil. Não há infra-estrutura. Sem falar que a água que sai das torneiras é meio rançosa.
Depois ficamos diversas vezes em Caponga, que é pertinho de Águas Belas. Nos hospedamos numas três ou quatro ocasiões na pousada de um simpático dono, mas desistimos definitivamente depois que ele tratou como exceção um bando de baratas que encontramos no banheiro. E isso que nas outras vezes também teve baratas lá. Demos várias chances. Não damos mais.
Até o céu nublado fica lindo!
Depois ficamos no melhor hotel da região, Jangadas da Caponga. É excelente, tem três piscinas, café da manhã incrível, mas não é barato (cerca de R$ 250 a diária). 
Da última vez que ficamos lá, no feriado da Páscoa, em abril, não tivemos qualquer problema com o hotel (muito pelo contrário), mas Caponga e Águas Belas nos decepcionaram. Além da habitual dificuldade para encontrar restaurante ou lanchonete pra comer, nos dois lugares que fomos nos irritamos com o barulho. Havia carros com paredão de som. Não sei se vocês fazem ideia do quanto odiamos isso. E tinha carro de som na praia também. 
Ou seja, a praga tá realmente disseminada. E a gente reclama, mas as donas dos restaurantes dizem que os caras que fazem o barulhão também são clientes, e elas não querem se indispor com eles (e são sempre homens. Eu os comparo com cães machos que querem marcar território com sua urina. Os caras marcam território com seu barulho insuportável). 
Um rio dourado pelo por do sol
Agora pra julho queríamos um lugar rápido, próximo, e barato -- não podemos gastar muito porque estamos guardando pra nossa viagem caríssima para Colômbia e Cuba (e acho que veremos uns pedacinhos da Jamaica e Ilhas Cayman também) em dezembro. Ainda precisamos reservar quartos através do AirBnb e comprar euros pra levar. 
O maridão, olhando no Booking, encontrou a pousada Escape Kiteschool em Barra Nova (onde nunca tínhamos ido) e perguntou o que eu achava das fotos. Confesso que nem vi as fotos direito -- eu queria muito ir a um lugar novo, e estava barato (R$ 350 por 3 diárias, com café da manhã). 
Sabíamos de antemão que o quarto não tinha ar condicionado (só ventilador e mosquiteiro), TV, frigobar ou água quente (tem wi-fi). Mas nada disso é problema. A gente geralmente prefere ventilador a ar condicionado (aqui em casa nem temos ar), frigobar só faz falta pra ter água gelada, 95% dos chuveiros de Fortaleza (incluindo os daqui de casa) não têm água quente, e aparelho de TV só vale alguma coisa, pra gente, se tiver entrada visível pra pen drive (o que a maior parte dos aparelhos não têm, já que costumam ficar presos na parede). 
Mas nos surpreendemos com o quarto -- espaçoso, bem decorado, com criados mudos, estantes e abajours, muito limpo, o banheiro também (que não tem box, mas tem cortina). Tudo dentro de uma bela pousada, colorida, arejada, com quatro gatos e uma cachorra pra fazer companhia, e uma vista espetacular. 
Não sei se já tínhamos ficado numa pousada tão em frente da praia assim. Era só descer a varanda que já estávamos na praia. Primeiro, o rio Choró. Ao fundo, o Atlântico. No meio, bastante areia, dependendo do horário, e piscininhas naturais. 
O cenário vai se transformando durante o dia, de acordo com a maré. À noite e bem de manhã quase não tinha água no rio, mas depois ia enchendo, e lá pelo horário do almoço já havia lugares que não dava pé. 
Eu não canso de repetir que essas praias que têm rio e mar são as que eu mais gosto, porque dá pra aproveitar melhor, escolher as águas, variar. 
Meu lindo homem
E tem outra coisa também: em praticamente todos os rios, lagoas e mares que já fiquei (e quando eu digo ficar é ficar mesmo, tipo horas dentro d'água), sempre tem algum bichinho que te bica, um peixinho desavisado que quer provar um pedacinho de você, um siri que não gosta de ter seu habitat invadido. 
Mas em Barra Nova, nos três dias que ficamos, isso não aconteceu nenhuma vez, nem comigo, nem com o maridão. A água do rio muitas vezes era transparente, e dava pra ver que havia vida lá embaixo, mas eles nos respeitaram (e vice-versa. Eu fiz alguns discursos sinceros pros caranguejos deixando claro que não fazemos parte da cadeia alimentar um do outro). 
Teve um dia que um turista a vários metros da gente estava apontando pro fundo e mostrando pra família, "Olha, uma arraia!", mas felizmente não vimos nem sentimos nada. Deve ter arraia, até porque Barra Nova organiza um Festival Gastronômico da Arraia todo julho. Mas desde já aviso as arraias que está tudo bem entre nós (eu não como nada que venha da água, e gostaria que fosse recíproco). 
E digo mais: tirando a primeira noite, em que um grilo apareceu do nada e decidiu usar o meu pé como plataforma de salto, não vimos nenhum outro inseto. Nossa casa em Fortaleza ultimamente tem poucos pernilongos (apesar da epidemia de zika, dengue e chikungunya), então dormimos bem -- melhor em casa que nos hotéis e pousadas --, mas se eu vi quatro pernilongos no nosso quarto e banheiro durante esses 3 dias em Barra Nova, foi muito. 
Pra não dizer que foi tudo perfeito, havia um paredão de som numa das barracas de praia. Como eu amo o silêncio! O pessoal de lá realmente precisa começar a se impor pra proibir carros e pick-ups na praia. E som deveria ser banido e ponto final. 
Fomos muito bem tratados na pousada. O café da manhã era ótimo, muito completo. Não jantamos lá porque eles ofereciam o jantar muito cedo, até às 19:30, mas lá perto há uma boa pizzaria. 
O dono da Escape Kiteschool Pousada é Daniel, um austríaco que fala português muito bem e que, antes de comprar a pousada, era professor de kite surfing em Uruaú (já estivemos lá, muito bonito também, mas sem comparação). Ele já tem a Escape há uns 8 anos e recebe vários hóspedes estrangeiros. 
A gente amou o lugar e vamos voltar sempre que possível (o que quer dizer, pra gente, nos feriados prolongados. Vamos até tentar passar o carnaval lá. Faz dois anos que desistimos de viajar no carnaval porque é sempre uma barulheira infernal e gente demais, muitas vezes alcoolizada. Mas vamos dar uma chance à Barra Nova). E não sei quais feriados teremos agora no segundo semestre, só sei que quero estar em Barra Nova em todos. 
Maridão sem querer apertou o zoom e captou todos os nossos cabelos brancos
Foi bem divertido ver a reação dos meus inimiguinhos por eu sumir por três dias. Mascus acharam que eu tinha morrido ou largado a internet pra sempre devido às ameaças de morte (ha ha). Outros reaças fizeram vídeos me xingando, me caluniaram no Twitter, fingiram ser eu no Curious Cat (mandando mensagens de cunho sexual pra menores de idade). Enquanto isso, eu estava aqui, ó:
Quero dizer, quem vive melhor? Gente ruim que gasta todo seu tempo ocioso (que, eu sei, é gigantesco) e energia me atacando, ou euzinha, que, quando não estou incansavelmente lutando por um mundo melhor, fico namorando o maridão numa praia paradisíaca?
Hoje, daqui a pouco, vamos pra Tabuba, CE (é no município de Caucaia, pertinho de Fortaleza; estivemos lá no Corpus Christi). Não é nem de longe tão maravilhosa quanto Barra Nova, mas vamos ter mais três dias de férias românticas e sonhadoras. Aí eu volto com energias renovadas para o próximo semestre.
Espero que as queridas e queridos leitores do blog -- que é pra quem eu escrevo, não pros haterzinhos patéticos -- também tenham férias divinas! Vou deixar posts agendados. Quarta eu tô de volta!
Eu no meio da imensidão de azul e verde