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segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

FELIZ NATAL PRA QUEM NÃO VOTOU NO COISA RUIM

Duas tirinhas fantásticas do André Dahmer, dos Malvados. Admiro muito esse cara!
De fato, não daria pra namorar -- casar nem pensar -- com quem votou num fascista medíocre. Não daria nem pra passar o Natal com tal pessoa. 
Mas, pra todas as minhas leitoras e leitores inteligentes, feliz natal!

domingo, 24 de dezembro de 2017

QUE PARTE DE JESUS VOCÊS NÃO ENTENDERAM?

Feliz aniversário, barbudão do bem!
E feliz natal a todas as pessoas queridas do meu bloguinho. Estou longe mas já volto.

domingo, 12 de novembro de 2017

UMA EXCELENTE SUGESTÃO DE NATAL

Natal? Agora?! Odeio quando falam de natal em novembro! Falta uma eternidade até 25 de dezembro (ou tem que faltar, porque tenho muita coisa que fazer até lá).
Mas está é uma ótima dica. Se eu comprasse presentes, certamente tentaria fazer o que ele pede.

sábado, 24 de dezembro de 2016

ELES DEFENDEM O TIO DO PAVÊ

Nunca tive dúvidas que reaças odeiam qualquer um que seja diferente deles. São conservadores, querem a volta a um passado que não volta mais.
Claro que, se eles tiverem que escolher um lado, entre tomar posição favorável à "feminista de cabelo azul" (eles realmente acreditam nas ficções que eles inventam de que toda feminista é gorda, odeia o pai, pinta cabelo de azul e, claro, como toda esquerdista, é maconheira) ou ao tio do pavê, eles ficarão sempre com o tio. 
Espírito natalino, versão reaça
O que eu nunca tinha parado pra pensar é que eles não apenas se identificam com o tio do pavê, eles são o próprio tio do pavê! Aquele parente inconveniente com uma única piada no repertório mas, em compensação, muito preconceito pra espalhar. 
Ha ha, essa é ótima!
Mas confesso a vocês que, por sempre ter uma família reduzida (só conheci, e por muito pouco tempo, a minha vó paterna), eu até acho bacana uma festa com toda a parentada, mesmo que -- eu sei, eu sei -- entre eles estará o inexorável tio do pavê. 
Daqui a pouco tenho o meu natal de sempre, com deliciosa torta de frango (minha mãe cismou este ano que não prepara nem come mais coisas com frango, então jurou que esta será a última) e o super bolo de chocolate Sacher Torte (receita aqui; este também deve ser o último como o conhecemos, pois o Cointreau, licor que vai na receita, está custando agora R$ 150. Gente, por favor, digam pra minha mãe que dá pra substituir por qualquer outro licor mais baratinho). 
Por hoje é só, pessoal! Tudo de bom pra vocês! Que vocês tenham uma ceia farta e feliz. 

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

O NATAL DE QUEM TEM UMA BELA VIDA

Isabel, depois de andar por toda a ceia, dormiu o sono das justinhas

Oi, pessoas queridas! Tudo bem com o natal de vocês?
Acho que hoje na internet o que mais tem é troll. Alguns já deixaram umas ofensas por aqui. Eu realmente fico imaginando quão miserável e solitário um cara tem que ser pra vir a um blog feminista em plena manhã de natal deixar um comentário xingando o meu marido (e eu, óbvio). Confesso que sinto um pouco de pena. Mas só um pouco, porque esses fracassados escolheram a vida triste e raivosa que levam. 
Bom, acho que este foi nosso quinto natal em Fortaleza e, como todos os outros, foi muito bom
Eu, Silvinho e minha mãe (Nelly) ficamos em casa, pra variar. Minha mãe preparou sua tradicional ceia natalina: torta de frango e Sacher Torte, o bolo com mais chocolate no mundo (ish, agora reparei que não tiramos foto do bolo!).
Infelizmente, minha mãe anunciou que esta foi a última torta de frango que ela faz na vida. Ela parou de comer frango e carne bovina este ano e, de fato, é injusto que ela tenha que preparar uma comida que nem vai comer. 
Mas a torta estava fantástica, especial mesmo. Aliás, está, porque voltamos a comer um pedaço no almoço e pro almoço de amanhã ainda sobrou um pedacinho. 
Manicotti no reveillon 2014
Já tem alguns anos que fizemos um acordo: minha mãe prepara a ceia de natal, e a gente faz o jantar do reveillon. Penei pra lembrar o que cozinhamos pro reveillon passado (manicotti de ricota e espinafre, que estava ótimo, mas pelo jeito não foi tão memorável). 
Nossa mesa, ontem
Pra este ano, estou pensando em fazer algum tipo de carne de porco (única carne, além de peixe, que minha mãe ainda come) com molho de mostarda. É que o maridão ganhou dos pais de uns alunos uma bela cesta de natal cheia de guloseimas, entre elas um pote de mostarda incrível. Nem sou tão fã assim de mostarda, mas dessa misturada com vinho, eu fiquei.
E, pra acompanhar, ou batatas amanteigadas ao forno, ou batatas assadas recheadas com queijo e champignon. Perguntei pra minha mãe e pro maridão (que logicamente vai ajudar a preparar tudo isso) se a escolha do cardápio estava adequada (com pavê de chocolate amargo pra sobremesa), mas eles estão muito "tanto faz" pro meu gosto.
Eu e o maridão viajamos por uns dias pra Beberibe, CE, antes do natal, e ele contou uma conversa divertida que teve com a minha mãe. 
Minha mãe disse pra ele que ele não precisava mais comprar presunto cru fatiado, porque ela já tinha encontrado um por um bom preço. Parece que os dois comparam preços dos supermercados diferentes que frequentam (eu não piso em supermercado há tempos; deixei a tarefa com um profissional -- o maridão --, que adora escavar promoções de produtos quase vencidos). 
Pra encurtar a conversa: Silvinho queria saber quanto minha mãe pagou pelo quilo de presunto cru. E ela: "O preço por quilo eu não faço a menor ideia, mas a bandeja custou onze reais".
Fico feliz que eles se deem tão bem. Aliás, tenho muito pra ser feliz na minha vida. Eu sei.
Um natal maravilhoso pra vocês também!
E uma lição de natal que vale pra vida

quinta-feira, 24 de dezembro de 2015

FELIZ NATAL, CHICO

Vi que Chico Buarque foi atacado na rua no Leblon à noite, enquanto esperava um táxi, depois de jantar com amigos. 
Tom, Milton e Chico no Ibirapuera,
em janeiro de 1990
Eu também já ataquei o Chico, em São Paulo, quase 26 anos atrás. Ele estava na mesma pizzaria a que eu e amigos fomos depois de ver um show no Ibirapuera. Eu fui até a sua mesa, comovida, falei um monte de bobagem ("tudo o que eu sou hoje eu devo a você"), falamos d'ele esquecer as letras das músicas, dos comícios pró-Lula em 1989, em que eu, ele, e uma multidão de gente comparecemos. No final, pedi pra ele me dar um autógrafo, agradeci, e voltei a minha mesa. Aí fui ler o que ele escreveu: 
"Lola, eu te amo. Chico Buarque de Hollanda". 
Quando eu era poeta: noite de autógra-
fos em SP, 1986
Chico pra mim é deus. Eu me lembro da minha mãe tocando "Construção" pra mim quando eu tinha onze ou doze anos, do quanto aquela canção foi importante pra minha formação de esquerda. Eu me lembro de ter tentado aprender a tocar violão só pra poder tocar e cantar as músicas dele. Eu me lembro como a sua poesia influenciava a minha.
E até algumas décadas depois Chico me afetou, ao falar sobre como lida com os insultos na internet -- gargalhando, porque não vale a pena ter ódio de quem tem ódio (só lembrando: insulto é uma coisa; difamações, falsificações e ameaças são bem outras).
Leblon, RJ, dezembro de 2015
No ataque no Leblon esta semana, Chico reagiu da mesma forma: rindo, respondendo com ironia até ao desqualificado que disse na cara do maior compositor brasileiro, admirado no mundo inteiro, "Você é um merda". Depois li que um dos reaças que o insultaram é um rapaz cujo pai, um banqueiro, contratou Paris Hilton para posar como sua namorada; outro, é filho de usineiro. O ódio que eles têm do Chico é porque ele é de esquerda. Sempre foi e, pelo jeito, sempre será. Chico é coerente. 
Mas parece que ser de esquerda, vestir uma camiseta vermelha, ou votar no PT virou motivo para ser xingado nas ruas e nas redes sociais. Isso tem nome: fascismo. É não permitir a existência de quem pensa diferente. Ah, e não venham me dizer que eu faço isso. Eu quero mais é que Bolsonaro saia candidato a presidente, até porque tenho esperança que ele não seria eleito para um cargo executivo e porque ele dividiria a direita. 
Enfim. Em agosto eu escrevi este tuíte:

E bastante gente veio me dizer: "O Chico tá nos top ten dos odiados? Imagina, Chico é ídolo!" 
Mas eu já acompanho faz tempo os ataques ao Chico. Na primeira e, espero, última vez na vida em que falei com Lobão, que comandava um debate na finada MTV, o artista olavete do nada começou a falar mal do Chico. Eu acho que foi durante os comerciais, então a câmera não pegou. Mas a inveja que corre naquelas veias é forte e obsessiva.
Capa da Veja em 1978
Não sei quando foi que Reinaldo Azevedo dedicou vários posts pra falar da "mediocridade" do Chico. Tio Rei chegou ao cúmulo de chamá-lo de plagiador, porque -- pasmem! -- Chico adaptou a Ópera dos Três Vinténs, de Brecht, e a transformou na excelente Ópera do Malandro (veja o filme). Pra colunista da Veja, adaptação é plágio! 
Vivo vendo vários reaças menos conhecidos espalhando mentiras, como a que Chico batia em Marieta. Ou simplesmente fazendo pouco da obra fenomenal de um gênio (geralmente são esses mesmos que comparam Beatles com Menudos). E olha que eles atacam Chico pela sua música! Eles aprenderam com o mestre, o guru Olavão, que criticar não é suficiente. Tem que destruir mesmo.
O "ensinamento" acima do Olavão tem mais de dez anos, mas, lógico, o astrólogo não muda nunca. Este é de anteontem:

Desconheço a opinião do guru sobre o Chico. Posso apostar que ele odeia o compositor por tudo: não só por Chico ser de esquerda, mas por fazer e cantar canções "comunas", por ter combatido a ditadura, por ser adorado por mulheres (a inveja é uma m*rda, já dizia um adesivo de carro)...
E por ter um apartamento em Paris. Não, sério! Reaça acha que pessoas de esquerda não devem frequentar restaurantes mais caros, não devem ter um Mac, não devem comprar hamburger no McDonald's... A lista de coisas que pessoas de direita, aqueles homens de bem super democráticos, decretam que pessoas de esquerda não devem ter ou fazer é imensa. 
Eu, por exemplo, sou sempre atacada por ter feito doutorado-sanduíche nos EUA, por lecionar inglês, e, mais recentemente, por ter aparecido no Profissão Repórter, da Globo (pessoas de esquerda não podem ver a Globo). E também por receber salário, vender livros, e pedir contribuições via PayPal. Pessoas de esquerda, aparentemente, não podem ter nenhum contato com o vil metal. Ser de esquerda é viver de vento, não sabia?
Porque sonhar e lutar por um mundo sem desigualdade social automaticamente anula as contas que você tem que pagar todo mês.
Olha, tomara que 2016 seja um ano melhor, com menos ódio. Fico torcendo para que toda essa raiva que a gente vê nas redes sociais seja substituída por debates com ideias, não repetição de chavões. E por diálogos como este, que mostram como a comunicação é possível:

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

SÓ PASSANDO PRA DESEJAR UM LINDO NATAL

Onde eu estava na semana passada: Rio Mal Cozinhado, Águas Belas, CE

Pessoas queridas, este é apenas um post pra desejar a todxs um ótimo natal. 
Nos próximos dias eu faço uma retrospectiva 2014, planos pro ano que vem, todas essas coisas. Mas agora estou com muita preguiça.
Nossa torta de frango de natal
Pra este post não ser apenas um "Feliz Natal", queria compartilhar com vocês a imagem que vi hoje. O pessoal por algum motivo obscuro adora me comparar com a Rachel Sheherazade, sendo que a única coisa que temos em comum é que nós duas somos mulheres cis, héteros e casadas. De resto, eu sou muito mais eu e orgulhosamente me considero uma espécie diferente da reaça. 

O nosso salário ninguém compara, né?

Apesar desta nova montagem ser favorável a mim, ainda assim é um julgamento. E defendo que mulheres (e homens também) devem dar os ombros pra julgamentos, principalmente estéticos.
Natal em Joinville 2009
Natal e final de ano sempre foram datas bacanas pra mim (talvez por um breve período na adolescência eu achei natal meio depressivo), principalmente desde que passei a ver os rituais como datas pra comer sem nenhuma culpa (quer dizer, todo dia deveria ser assim). Creio que natal só tem importância mesmo pra crianças. 
Mas entendo que pra muita gente o natal tenha um peso grande, e uma pressão gigantesca também de estar feliz e bem-acompanhadx. Tomara que vocês não tenham essa pressão.
E, mesmo que seu natal seja bem tristinho, lembre-se que podia ser bem pior.
De um blog mascu de finanças, hoje
Por exemplo, vocês podiam ser um mascu. 
Ok, este post não tem pé nem cabeça, e eu deveria estar acabando de rever a melhor série de todos os tempos, A Sete Palmos
Hoje tem bolo de chocolate super especial aqui em casa! Queria dar uma fatia a cada um(a) de vocês!

domingo, 23 de dezembro de 2012

VÉSPERA DA VÉSPERA DE NATAL E EU TRABALHANDO

Onde estive em julho e onde estarei na quarta 
(clique para ampliar e ver Lolinha de braços abertos)

Oi, gente! Eu tô trabalhando um montão no blog, e tenho cinco entrevistas pra responder. E ainda preciso escrever dois artigos pra serem publicados antes de eu voltar às aulas, dia 3 de janeiro. E papers pra corrigir! Cadê minhas curtas férias?
Depois eu falo mais do reveillon, faço retrospectiva pessoal de 2012 (faço? Talvez. Foi um bom ano, mas todos os anos são bons) e tal. Se você é leitorx antigx, sabe que praticamente todo natal passamos em casa. Minha mãe faz uma torta de frango caprichada pra ceia, e um super bolo de chocolate (clique pra ver a receita). E geralmente assim é o nosso natal. Eu, maridão, minha mãe, torta de frango, bolo de chocolate, gatinhos. 
E é bem legal, não posso reclamar. Já passei da fase de ficar deprimida no natal. Natal é época de comer à vontade e sem culpa! Só esse já seria um bom motivo pra gostar da festa.
Quarta, dia 26, eu e maridón vamos viajar rapidinho. É que, por causa da greve nas federais este ano, em 2013 não teremos férias juntos. Chuif. Qualquer plano de viajar pra mais longe (a gente queria visitar Buenos Aires, ver uns amigos em SP, uns outros na Bahia) escafedeu-se. Maridón, como professor de escola particular, continuará tendo as férias dele, em janeiro e julho. E eu, em março e agosto. Triste.
Aliás, pelo jeito passarei março viajando. Não tem nada fechado 100%, mas já recebi e aceitei convites para participar de mesas redondas e palestras na UFC, em Sobral, CE, na Federal de Santa Maria, RS, na UFMA, em São Luís, e no Direito da USP, em Ribeirão Preto, SP. Ah, e talvez na UFSC, mas isso só em junho. Assim que eu tiver mais informações eu falo pra vocês. 
E vocês também podem me convidar pra ir até a sua universidade, que eu vou. Se bem que semestre que vem (que começa em abril) não será fácil. Terei cinco turmas! Cinco! Mas a gente vê o que pode fazer, os dias que incomodam menos minhas aulas aqui...
Então, entre os dias 26 e 27 de dezembro estaremos em Fortim, cidade linda e baratinha perto de Canoa Quebrada. De lá iremos direto pra Mossoró, que é quase fronteira entre CE e RN. 
Vamos ficar dois dias num super hotel com 14 piscinas, nove delas com águas termais, e cinco com água fria. Tenho amigas que dizem que não iriam pra lá nem se lhe pagassem, mas eu adoro águas termais. Só fui (com o maridão) uma vez pruma cidade com águas termais. 
Era Santo Amaro da Imperatriz, próximo a Floripa. Mas fiquei decepcionada. Pra mim água termal tem que brotar do solo, ou ter uma piscininha pra gente entrar. E lá em Santo Amaro você pagava pra ficar numa banheira! Individual, ainda por cima. 
Mas tô trabalhando pra deixar posts prontos pra serem publicados durante esses dias. Os blogs, e a internet em geral, ficam às moscas nos períodos de férias, eu sei. Mas deem uma passadinha aqui de vez em quando, que vai ter post novo todo dia. E comentem! Nâo deixem esse espaço pros trolls. Porque troll não tira férias.
E vocês? Como vai ser de natal? Tudo de bom! Se eu não falar mais feliz natal, aí vai: Feliz natal!
Eu em Fortim em julho