Isabel, depois de andar por toda a ceia, dormiu o sono das justinhas
Oi, pessoas queridas! Tudo bem com o natal de vocês?
Acho que hoje na internet o que mais tem é troll. Alguns já deixaram umas ofensas por aqui. Eu realmente fico imaginando quão miserável e solitário um cara tem que ser pra vir a um blog feminista em plena manhã de natal deixar um comentário xingando o meu marido (e eu, óbvio). Confesso que sinto um pouco de pena. Mas só um pouco, porque esses fracassados escolheram a vida triste e raivosa que levam.
Bom, acho que este foi nosso quinto natal em Fortaleza e, como todos os outros, foi muito bom.
Eu, Silvinho e minha mãe (Nelly) ficamos em casa, pra variar. Minha mãe preparou sua tradicional ceia natalina: torta de frango e Sacher Torte, o bolo com mais chocolate no mundo (ish, agora reparei que não tiramos foto do bolo!).
Infelizmente, minha mãe anunciou que esta foi a última torta de frango que ela faz na vida. Ela parou de comer frango e carne bovina este ano e, de fato, é injusto que ela tenha que preparar uma comida que nem vai comer.
Mas a torta estava fantástica, especial mesmo. Aliás, está, porque voltamos a comer um pedaço no almoço e pro almoço de amanhã ainda sobrou um pedacinho.
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| Manicotti no reveillon 2014 |
Já tem alguns anos que fizemos um acordo: minha mãe prepara a ceia de natal, e a gente faz o jantar do reveillon. Penei pra lembrar o que cozinhamos pro reveillon passado (manicotti de ricota e espinafre, que estava ótimo, mas pelo jeito não foi tão memorável).
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| Nossa mesa, ontem |
Pra este ano, estou pensando em fazer algum tipo de carne de porco (única carne, além de peixe, que minha mãe ainda come) com molho de mostarda. É que o maridão ganhou dos pais de uns alunos uma bela cesta de natal cheia de guloseimas, entre elas um pote de mostarda incrível. Nem sou tão fã assim de mostarda, mas dessa misturada com vinho, eu fiquei.
E, pra acompanhar, ou batatas amanteigadas ao forno, ou batatas assadas recheadas com queijo e champignon. Perguntei pra minha mãe e pro maridão (que logicamente vai ajudar a preparar tudo isso) se a escolha do cardápio estava adequada (com pavê de chocolate amargo pra sobremesa), mas eles estão muito "tanto faz" pro meu gosto.
Eu e o maridão viajamos por uns dias pra Beberibe, CE, antes do natal, e ele contou uma conversa divertida que teve com a minha mãe.
Minha mãe disse pra ele que ele não precisava mais comprar presunto cru fatiado, porque ela já tinha encontrado um por um bom preço. Parece que os dois comparam preços dos supermercados diferentes que frequentam (eu não piso em supermercado há tempos; deixei a tarefa com um profissional -- o maridão --, que adora escavar promoções de produtos quase vencidos).
Pra encurtar a conversa: Silvinho queria saber quanto minha mãe pagou pelo quilo de presunto cru. E ela: "O preço por quilo eu não faço a menor ideia, mas a bandeja custou onze reais".
Fico feliz que eles se deem tão bem. Aliás, tenho muito pra ser feliz na minha vida. Eu sei.
Um natal maravilhoso pra vocês também!
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| E uma lição de natal que vale pra vida |