Mostrando postagens com marcador livro. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador livro. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 5 de junho de 2019

ÓTIMAS E MÁS NOTÍCIAS

Em Maceió, na marcha em defesa da educação, na última quinta

Pessoas queridas, amanhã é meu aniversário. Faço 52 anos. Estarei em São Paulo nesses próximos dois dias, sem muito acesso à internet. Vou aproveitar pra contar algumas novidades agora.
O que vocês querem ouvir primeiro, as boas ou más notícias? Vamos às boas, então. Vou fechar um contrato com a editora Planeta de Livros. O grupo Planeta é o quinto maior grupo de comunicação do mundo, líder no mercado espanhol e na América Latina. A editora tem um catálogo com mais de 15 mil autores, entre eles bestsellers como Cortella, Karnal, e Padre Fábio de Melo. 
Mas nada disso é tão importante. O importante mesmo é que a Clarissa, uma das editoras de lá, me convidou pra publicar um livro. Ela está muito entusiasmada, conversamos desde abril. Pensamos juntas em capítulos e temas. Será um livro sobre feminismo, lógico. Só com textos inéditos. 
O que me deixa nervosa é que é uma mega editora. Se não me engano, a primeira tiragem será de uns 7 mil exemplares, o que, pro Brasil, é tiragem de bestseller. Pra vender tudo isso, será preciso muita divulgação, noites de autógrafos, entrevistas. E a editora vai cuidar de tudo isso (e bancar também). Estou muito feliz, parece uma excelente oportunidade!
Ildney e eu em Maceió #30M
O problema é que não tenho tanto tempo, pois preciso priorizar minhas publicações pro pós-doutorado (que está indo muito bem; adoro a Universidade Federal de Alagoas -- passei uma semana cheia de trabalho e aulas lá --, adoro minha supervisora Ildney Cavalcanti, adoro o grupo de estudos dela, a família dela, tudo!). Vou ter que me organizar, sentar na cadeira, me desligar um pouco da internet, e escrever. Muito!
Noite de autógrafos em SP em 2012
O livro será publicado no primeiro semestre do ano que vem, mas quando (março? junho?), depende de mim. Só sei que tenho que adiantar o máximo possível agora em junho e julho, porque agosto está quase todo tomado por viagens e palestras. Mas vai dar certo! Tem que dar certo! Eu já venho falando de publicar um livro há anos, desde que, com todo o auxílio da Líris, a gente lançou o Escreva Lola Escreva: Crônicas de Cinema, em 2012. Preciso desse empurrão (carinhoso) da Clarissa pra publicar o próximo. 
A outra boa notícia (creio eu) é que vou tentar começar um canal no YouTube. Os bons tempos dos blogs, vocês devem ter reparado, já passaram. Hoje "textão" virou um termo pejorativo e muitos comentários migraram pro Facebook. Como perguntou a Aline outro dia:
Calma, eu não vou deletar nem parar com o blog! Só vou atualizá-lo com menos frequência. E tentarei fazer uns dois ou três vídeos (curtos -- será que eu consigo?) por semana pro canal, não só sobre feminismo, mas sobre qualquer coisa que me dê na telha. Aceito sugestões! 
Já estou planejando isso faz um tempão, pelo menos desde o começo do ano. Não tenho equipamento. Não tenho nem celular. Mas parece que dá pra gravar só com a câmera do computador, né? Vou tentar. O canal se chamará Fala Lola Fala, pra lembrar o blog. Sei que tá cheio de canais intitulados "Fala" e o nome da pessoa, mas no meu caso é de verdade. Vejam que a caixa de comentários aqui se chama "Fala gente fala" desde 2008, quando nem existiam vlogs.
Opa, por falar em comentários, como faz pra que o meu canal no YT não seja infestado por comentários de trolls e haters? Dá pra deletar comentários? Dá pra bloquear? 
Tem um montão de coisa que eu não sei fazer sobre o canal do YT -- basicamente tudo, pra resumir. O maridão está tentando aprender o mínimo do mínimo pra ajudar (como fizemos no começo do blog, em janeiro de 2008). O negócio mais profissional do meu canal será a abertura, a vinheta. Pedi pra dois leitores queridos me auxiliarem. O Cris Vector fez esta ilustração maravilhosa ao lado e está bolando uma animação. É coisa curta, cerca de 4 segundos apenas. E o Nando Penteado, que é músico, está contribuindo com uma trilha. 
Quando o canal finalmente abrir -- espero que semana que vem -- vou precisar de toda a ajuda de vocês na divulgação! 
Agora vamos às más notícias. Na realidade, é só uma. É que estou sendo processada. Não posso entrar em detalhes porque não quero dar ideias pros inimiguinhos, mas, apesar do processo focar num post totalmente feminista, ativista até, esse tipo de processo pode acontecer com blogs que não são feministas. 
Eu estava tão alegrinha que todos os processos dos mascus tinham cessado (não perdi nenhum; em três deles, os criminosos abandonaram os processos; em um, fiz acordo e dei direito de resposta ao fracassado para encerrar a ridícula ação), e que só restava um, grandão, que corre em segredo de justiça e está meio parado. E aí apareceu este outro. Um saco. 
Enfim, o caso é que, pra encerrar o processo e eu não ter que gastar tempo e ir até o fim do mundo para no mínimo uma audiência (minhas advogadas sugeriram que é praticamente "causa ganha" e que eu teria que pagar uma indenização de uns R$ 2 mil, por baixo), eu aceitei um acordo em que tenho que pagar R$ 4 mil. Não estou nada feliz quanto a isso, mas, colocando na ponta do lápis, eu gastaria mais que este valor se tivesse que ir até lá e fosse condenada a pagar a indenização. 
Pra cobrir este rombo, peço a ajuda de quem puder ajudar. Tenho duas contas, uma no Banco do Brasil (agência 3653-6, conta 32853-7), e Santander (agência 3508, conta 010772760). Meu CPF é 102.945.058-73 (pra que esconder, se os misóginos já o divulgam há anos?), e meu nome oficial é Dolores Aronovich Aguero. Tem também o Paypal aí do lado. Vocês já me ajudaram muito nos outros processos, e sei que posso contar com vocês novamente. O blog não dá dinheiro mesmo e já estou acostumada com isso. Mas ter que gastar tanto sozinha também não dá. 
A situação financeira aqui de casa já foi melhor. Silvio, vulgo maridão, está desempregado desde janeiro. A escola particular onde ele deu aula de xadrez nos últimos sete anos demitiu um monte de gente por conta da crise, e o clube de xadrez que ele montou na UFC deixou de pagar a mixaria que pagava. 
Portanto, desde o início do ano, ele está só com alunos particulares. Se vocês souberem de alguma escola em Fortaleza que queira contratar um professor e técnico primoroso de xadrez (sou suspeita pra falar, mas os resultados dos alunos dele nos torneios e inclusive nas aulas de outras disciplinas falam por si), me avisem, por favor. E se alguém quiser ter aula particular de xadrez, mesmo que pela internet, mande um email pra silviocunhapereira@gmail.com
Bom, gente ótima, por enquanto é isso. Acho que o teor das boas notícias sobrepõe o das más. No geral, minha vida vai bem, apesar da situação tenebrosa do Brasil, e apesar do tempo passar tão rápido. Inacreditável já estarmos na metade do ano! Espero que vocês estejam bem também!

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2019

GUEST POST: DELÍRIOS E REFLEXÕES SOBRE A VIOLÊNCIA DE TER QUE CUIDAR

Publico hoje, com muita honra, o guest post da jornalista Bia Barros. Ela é autora de um belo livro chamado Madalena, Alice, que foi premiado em Portugal e lançado no ano passado na Flip pela editora Nós.
A Bia fez a gentileza de me enviar três exemplares do livro (um pra mim, outro pra biblioteca da UFC, e outro pra sortear entre vocês). Então deixem seu nome nos comentários do post que eu vou sortear o livro até sexta. Mas apareçam pra saber quem ganhou. A vencedora ou vencedor do sorteio precisa me mandar o endereço por email pra eu poder mandar o livro da Bia pelo correio! 
Fiquem com este lindo texto da Bia apresentando o livro.

Em 2015, trouxe minha mãe com Alzheimer para morar comigo, em São Paulo. Minha mãe tinha basicamente dois tipos de delírio: precisava voltar logo pra casa porque meu pai brigaria com ela por ter saído, e também um homem que estava sempre à espreita para lhe fazer algum mal. A convivência diária com os medos dela me inspiraram a escrever um livro sobre as diferentes formas de violência que as mulheres vivenciam em sua rotina. 
O livro chamado Ausência foi premiado, em Portugal, com menção honrosa no Prêmio UCCLA -– Novos Talentos, Novas obras em Língua Portuguesa -– e publicado no Brasil pela editora Nós, com o título Madalena, Alice, na Flip em 2018. 
No Brasil, a violência de gênero tem endereço certo. Estima-se que cinco mulheres são espancadas a cada dois minutos. Uma mulher é morta a cada duas horas. E, apesar de termos uma ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, que diz irresponsavelmente que lugar da mulher é em casa -- mesmo ciente que o parceiro  (marido, namorado ou ex) é o responsável por mais de 80% dos casos violência --, as mulheres já entenderam que o lar não é um ambiente seguro para elas. 
A violência  de gênero começa em casa. Começa no momento que a mãe privilegia o filho homem em detrimento da filha. Quando a filha é obrigada a fazer os serviços domésticos enquanto o menino brinca. Quando o controle do corpo, da sexualidade e da vida da menina vai além dos muros da casa. Quando suas roupas, as formas que senta, gesticula e fala são marcadores da sua reputação e moral. E termina no momento da morte, quando a filha, a mãe ou a esposa têm que abdicar da própria vida para cuidar dos seus doentes.
Como o cuidado é pensado como essencialmente feminino, essas mulheres são invisíveis ao Estado e têm que carregar seus doentes no lombo, sem direitos, sem benefícios, sozinhas. O que nunca ninguém fala é sobre o horror dessa rotina de cuidadora. O horror de não conseguir conciliar com trabalho porque o doente fica completamente dependente. Os altos custos que uma doença traz. Para vocês terem uma ideia, eu gastava mensalmente com a minha mãe R$ 3 mil somente com remédios e fraldas (fora a comida enteral e as cuidadoras e outras demandas que surgem com a enfermidade).
E, por fim, o horror de   lidar com uma Justiça completamente apartada da realidade das pessoas, que em vez de simplificar a situação do incapacitado e da cuidadora, bloqueia os recursos, criando um sufocamento à distância. Não é à toa que quase 70% das cuidadoras desenvolvem alguma doença psiquiátrica, como depressão, síndrome de burnout ou síndrome de estresse pós traumático.
Em Madalena, Alice essas violências são expostas, tanto pela perspectiva da mãe como da filha. Nos delírios de Madalena e nas reflexões de Alice a história das mulheres se confunde com a própria tecnologia da dominação porque somos estruturalmente produzidas dentro dessa logica patriarcal, misógina, racista e heteronormativa.  
Não é um livro fácil. Ele é sufocante, claustrofóbico e bem pesado. Mas ele é um olhar para si. Um livro que pretende mostrar a loucura por dentro e o que somos nós diante dessas violências. É um livro que fala sobre medo, sobre envelhecimento, mas também sobre  amor e superação. Uma história para nos fazer pensar sobre a espiral de medos e culpas que nos constituem. Uma história onde a jornada do herói não é apoteótica porque nossa guerra começa no nosso lar. Nossa batalha é contra nossos pais, irmãos mães, filhas, tias e sobretudo contra nós mesmas. 
SORTEIO! Realizei o sorteio no sábado, dia 2 de março! Pra ver como fiz o sorteio e quem participou, veja aqui. Quem ganhou foi uma comentarista bastante frequente do blog, a Hele Silveira! Parabéns, Hele! Por favor, me mande seu endereço para que eu possa te enviar o livro depois do Carnaval. E gente, tenho outros livros pra sortear, então fiquem atentas. E se alguém quiser me mandar 3 exemplares do seu livro, eu faço assim: fico com um, dou um pra biblioteca da UFC, e sorteio um entre minhas queridas leitoras e leitores!

domingo, 16 de julho de 2017

UM SEMESTRE FANTÁSTICO

Turma de Literatura em Língua Inglesa III

Semestre quase no fim!
Turma de Literatura IV
Nem posso reclamar muito, que o semestre na faculdade foi excelente. Tudo deu certo. Peguei talvez a turma mais perfeita desde que comecei a lecionar na UFC, em março de 2010. Não quero dizer qual é pra não deixar outras turmas com ciúmes. Todas as turmas são ótimas, pra falar a verdade. Os alunos e alunas têm aquele brilho nos olhos de quem quer aprender. 
Mas acho que nunca recebi tantos elogios. Um aluno escreveu que eu sou "um presente de Deus para o nosso currículo", por exemplo. 
Turma de Inglês V
Outro: "Vc nos motivou de uma forma que eu me sentia mal quando tinha que chegar atrasado ou faltar". E vários ressaltaram a autonomia que dou a eles nas aulas como uma das qualidades. Tento oferecer opções, deixar que eles escolham, porque sabem escolher.
Às vezes preciso citar alguns elogios. Sou tão xingada diariamente por gente que sequer me conhece que é bom destacar o que pessoas que convivem comigo pensam de mim. Ou pelo menos das minhas aulas.
E a turma do curso de extensão, mais uma vez, também foi sensacional. Tivemos apresentações incríveis das alunas. Algumas querem promover uns seminários levando pra fora o que discutimos nas aulas. 
Agora tenho que recadastrar o curso no georreferenciamento, e uma das coisas que eles pedem é uma foto. E eu não tinha tirado foto este semestre! Corri pra checar os emails e vi que uma aluna querida havia enviado imagens de uma ação que fizemos em novembro.
Curso de extensão Discutindo gênero
através de literatura e cinema no
Bosque da UFC em novembro
Nosso próximo curso de extensão já está marcado pra começar bem no início de setembro. É aberto a toda comunidade, é grátis, na UFC, CH1, Benfica. Pra se inscrever, é só me enviar um email: lolaescreva@gmail.com
Esta semana eu vi o memorial que uma professora apresentou para se tornar titular na UFC. Se não estou enganada, ela é a quarta docente do Centro de Humanidades da UFC a conseguir esse título, o ápice de um professor na universidade pública. E o memorial era lindo, cheio de fotos de toda a sua vida, principalmente sua vida acadêmica, claro. Nessa hora eu lembrei como é importante registrar imagens. Preciso fazer mais isso.
Agora que estou quase de férias, eu e o maridão vamos passar uma semaninha em praias do Ceará. É pouca coisa, porque estamos economizando pra nossa viagem internacional, pra Colômbia e Cuba, em dezembro, e também porque em breve o maridão vai pra Cuiabá jogar um torneio de xadrez. Eu queria ir também, queria conhecer Mato Grosso, mas não dá, tenho um monte de coisas pra fazer, e a passagem é cara (quase mil reais, ida e volta). 
Participação especial na foto: Calvin
Pessoas queridas, ainda tenho quatro exemplares do livro Gênero, Cultura e Mídia para vender. Tem um artigo meu no livro (sobre gênero e cinema), pode ver no índice (falta a segunda página do índice).
Custa R$ 40 e você recebe o livro em casa. 
Antes de depositar o valor na minha conta -- Banco do Brasil, agência 3653-6, conta 32853-7, ou Santander, agência 3508, conta 010772760 --, me mande um email (lolaescreva@gmail.com), pra saber se os exemplares ainda estão disponíveis.
Agora preciso escrever uma opinião sobre o livro que acabei de ler, o clássico Os Homens Explicam Tudo para Mim, de Rebecca Solnit. A editora Cultrix vai lançar o livro em português e pediu o parecer de algumas feministas brasileiras. Por isso, mandou o boneco do livro pra mim. Olha, é imperdível. 
E me animou bastante pra escrever meu próprio livro, atrasado uns quatro anos... 

domingo, 11 de junho de 2017

DEZ LIVROS PARA VENDER! É DE QUEM CHEGAR PRIMEIRO

Pessoas queridas, enquanto não publico meu próximo livro (vai demorar um pouco, com a falta de tempo crônica em que me encontro), tenho aqui um livro incrível pra vender.
Saiu agora, na VI Mostra Curta o Gênero, realizada em Fortaleza, o livro Gênero, Cultura e Mídia. É um livro de 180 páginas organizado por Marcos Rocha (criador da Fábrica de Imagens, uma ONG que desde 2002 desenvolve ações relacionadas a gênero, e que é responsável pelo excelente evento internacional Curta o Gênero). 
Há dez artigos lá, principalmente sobre cinema e gênero, e um deles é meu. 
É um artigo inédito, intitulado "Por um cinema em que as mulheres tenham espaço", de quase vinte páginas, nunca publicado nem aqui no blog nem em nenhum outro lugar e, modéstia à parte, muito bom (os outros artigos são ótimos também, lógico). 
Bom, cada uma das autoras recebeu onze exemplares, e eu queria vender dez. 
Só tenho esses dez, então realmente é de quem chegar primeiro. Vou vender cada um por R$ 40, com o frete do correio incluso. E mando o livro autografado, com uma linda dedicatória. É só depositar R$ 40 numa das minhas duas contas correntes (em nome de Dolores, se precisar do CPF, me envie um email que eu te digo) -- Banco do Brasil, agência 3653-6, conta 32853-7, ou Santander, agência 3508, conta 010772760 --, mandar uma foto do comprovante para meu email (lolaescreva@gmail.com), e o seu endereço. 
E, se você quiser que a dedicatória fique mais pessoal, me conte um pouquinho de você. E pronto, eu mando o livro autografado, registrado, pro seu endereço (também pode dar de presente pra alguém). 
A Valéria pediu para eu listar os artigos do livro, então vamulá: 1) Deseducando olhares: gênero, sexualidades e cultura, de Christiane Ribeiro Gonçalves e Marcos Rocha, 2) (In)visibilidade queer no circuito cinematográfico comercial na grande SP dos anos 2000, de Karla Bessa, 3) Cinema queer, ontem e hoje: identificação, representação, ativismo e espaços da homossociabilidade, de João Ferreira, 4) No escurinho do cinema: figuras femininas da desordem, de Debora Breder, 
5) Quando o cinema encontra o feminismo: uma abordagem historicizante, de Ana Maria Veiga, 6) Por um cinema em que as mulheres tenham espaço, de Lola, 7) Estéticas descoloniales, cuerpos, tiempo y espacio: los selknam de tierra del fuego y las siluetas de ana mendieta, de Karina Bidaseca, 
8) Literatura e relações de gênero: reflexões acerca das representações de masculinidades e feminilidades nos romances de banca de Diana Palmer nos anos 1990, de Roberta Manuela Barros de Andrade, Antonio Marcos Fonseca Nascimento, Taiane Alves Lima, Tatiane Lima Freitas, 9) Feminismos contemporâneos e interseccionalidade 2.0, de Jacqueline Gomes de Jesus, e 10) Imagens de mulheres na mídia: significados políticos das "brincadeiras", de Iara Beleli. Viram só? Imperdível!
Aproveito também para vender os últimos quatro exemplares que tenho do Golpe 16. Ano passado vocês compraram 95 exemplares, super obrigada. Ainda tenho esses quatro pra poder fechar as contas com a Editora Fórum. Também deixo por R$ 40 já com o frete.
Agora que não resta mais dúvida alguma de que o espetáculo degradante que presenciamos ano passado foi mesmo um golpe, você precisa ter este livro!
Comprem, por favor! Pra eu ter vontade de escrever uma nova obra em breve. 

domingo, 19 de março de 2017

AVISOS DE UM DOMINGO

Eu no documentário da Ellen Paes, Eu, Você, Todas Nós

Alguns avisos, e domingo é um dia bom pra isso.
Pra quem ainda não viu, recomendo muito o documentário Eu, Você, Todas Nós, que foi lançado na semana do Dia Internacional da Mulher. É um lindo documentário da Ellen Paes (que já colaborou com um guest post aqui no blog) mostrando como o feminismo é plural -- tão plural que costumamos falar feminismos, porque de fato há muitos, alguns até divergentes entre si (mas insisto: devemos nos focar no que nos une, não no que nos separa). 
Fiquei muito honrada por ter participado deste importante documentário. 
Ele já passou no Canal Futura e ainda passará outras vezes. Vale a pena passar o doc na sua escola, universidade, sindicato, e organizar um debate logo em seguida. 
O Luluzinha Camp escreveu sobre o lançamento do doc e sobre algumas das personagens. 
Eu também fui entrevistada pelo Lado Bi para um programa (só áudio) sobre misoginia. 
Aproveito para divulgar o projeto feminista Divas da História. Não estou envolvida nisso, é da Amanda, mas é um projeto bacana sobre fazer bonecas de personagens reais para crianças. Está precisando de financiamento coletivo para deslanchar. 
Dia 30 de março vou participar de um belo evento da ECA - USP, mas desta vez por vídeo conferência (todo mundo anda sem verba pra custear viagens. Só pra vocês terem uma ideia, um Senac de SP me convidou para palestrar lá no dia 8 de março. Sabem quanto ofereceram pagar? 300 reais! Tipo, 300 reais pra todas as despesas com passagens aéreas, hotel, comida etc. Óbvio que eu tive que declinar. Mas quando até o Senac tá sem grana, é porque a coisa tá feia mesmo!). Bom, eu preferiria estar na USP ao vivo pra abraçar a galera, mas a Semana Emancipa Artes e Comunicações da USP parece que será ótima. Imagino que vão disponibilizar a transmissão da palestra, e aí eu aviso vocês.
Poster do último módulo
(semana que vem eu
coloco os posters que
fizemos pro novo curso)
Ah, as inscrições estão abertas para o próximo módulo do meu curso de extensão Discutindo gênero através de cinema e literatura. As aulas serão quinzenais, sempre às terças, entre 11:30 e 13:30, na UFC, CH1, Benfica. A primeira aula já está marcada pro dia 4 de abril. Modéstia à parte (até porque eu contei com inúmeras sugestões da última turma), o conteúdo está excelente. Vou ver se domingo que vem coloco o cronograma aqui (eu queria esperar até ter todos os textos que usaremos, mas vou precisar contar com a boa vontade dos alunos pra escanear alguns que não estão online, aí posso compartilhar tudo com vocês). O curso é grátis, aberto a toda comunidade (não precisa ser aluno, não precisa estudar na UFC), e rende um certificado no final de 32 horas. Ano passado o pessoal foi muito participativo e as discussões foram sensacionais. Gente de Fortaleza e região, pra se inscrever é só me enviar um email (lolaescreva@gmail.com). Por favor, se inscrevam apenas se forem fazer o curso. 
Quem quiser comprar um exemplar do Golpe 16 comigo, autografado, enviado pelo correio e tal, aviso que tenho exatamente quatro exemplares pra vender. E não vou pedir mais pra editora. Então é literalmente a última chance mesmo! (só mande um email antes pra confirmar se ainda tem). 
Não posso deixar de agradecer de coração a todas as leitoras e leitores que têm colaborado financeiramente comigo, com o blog. Obrigada mesmo, vocês são muito generosxs!