Como sabemos, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella, mandou recolher livros com temática LGBT como "impróprios para menores".
Incrivelmente, um desembargador do Tribunal da Justiça deu aval a esta medida inconstitucional.
O youtuber Felipe Neto tomou uma atitude louvável: comprou 14 mil exemplares de livros com esta temática e conseguiu distribui-los gratuitamente antes que a censura imperasse. Os livros foram entregues num saco preto com o aviso "Este livro é impróprio -- para pessoas atrasadas, retrógradas e preconceituosas".
A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, pediu para que o Supremo proíba apreensão de livros na Bienal. 2019 e uma procuradora precisa pedir para o Supremo (que pode recusar o pedido!) proibir censura de livros!
Ontem houve uma marcha dentro da bienal de pessoas com os livros doados nas mãos gritando "Abaixo a censura".
Desta marcha participou Pedro, 8 anos, que disse "É só um beijo!". Ele levou um cartaz exigindo que o prefeito cuide de coisas mais importantes, como a escola onde estuda, que está sem merenda. Pra quem acha que crianças não pensam por si próprias, a iniciativa partiu totalmente dele.
Ontem também Mauro, filho de Maurício de Sousa publicou uma foto beijando seu namorado, com a legenda: "Eu e o Rafa, sem censura e com a classificação etária livre, porque beijo não é impróprio e pode estar em qualquer HQ. Qualquer uma".
Bem-vindos ao Brasil de Bolsonaro. E da resistência a ele, que é gigantesca e só aumenta.






















































