Mostrando postagens com marcador ativismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador ativismo. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 2 de julho de 2019

MANIFESTAÇÕES FRACASSADAS MOSTRAM QUE AGENDA AUTORITÁRIA NÃO TEM RESPALDO SOCIAL

Nível dos manifestantes (à direita, na rua, homenagem à carreira militar)

Pra mim esses atos em defesa do governo no último domingo foram, além de ridículos, como sempre, um fiasco totalPublico o artigo do deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP) sobre as manifestações que nós apelidamos de Parada do Orgulho Gado. 

MBL recuou e decidiu
apoiar atos reaças desta
vez (não apoiou atos
com a mesma pauta em
26/5)
Diante do que esperavam os organizadores, fracassaram os atos em defesa do governo e da Lava-Jato. Foi o que se viu nas ruas do país neste domingo: mesmo com o reforço de grupos como o MBL e o Vem Pra Rua, as manifestações foram bem inferiores as de 26 de maio, que por sua vez já davam sinais de refluxo.
Além da adesão menor, a verdade é que os atos mais relevantes estão ficando circunscritos aos estados do centro-sul e o perfil dos manifestantes representativo apenas das elites. A mídia fala em manifestações em 70 cidades, pouco se compararmos com as mobilizações em defesa da educação –- e, por extensão, contra o governo --, que ultrapassaram 1 milhão de pessoas e atingiram mais de 200 municípios.
É claro que Bolsonaro e Moro se apressaram em cantar vitória, não o fazer seria equivalente a admitir que o grito das ruas não passou de sussurro. Pior: seria atestar que o governo perde popularidade rapidamente, como mostram as pesquisas, e que as denúncias de ilegalidades cometidas pelo juiz e por promotores na Lava-Jato atingiram em cheio a imagem da operação e de seu principal agente.
Quem trabalha protesta aos domingos..
E às vezes nem isso
À medida em que apostam em pautas autoritárias, como fechamento do Congresso e do STF, e buscam sacralizar as imagens de Bolsonaro e de Moro, os grupos de extrema-direita passam a pregar apenas para convertidos e se isolam da ampla maioria da sociedade. Aliás, com a evocação desavergonhada de ideias fascistas, a divisão e o ódio tomaram o próprio movimento, como provam as cenas de pugilato entre grupos e a hostilidade recebida pelo MBL em diversos locais.
Chama a atenção esse culto à personalidade obsessivo, politicamente rasteiro, que prega a substituição das instituições democráticas por pretensos salvadores da pátria. Por mais críticas que se faça à política, tal messianismo não encontra nenhum respaldo na realidade objetiva. Goste-se ou não da agenda atual, tudo o que se move no país acontece apesar de Bolsonaro e não a partir dele. É ridículo o argumento de que o Congresso e o STF sabotam o executivo. A verdade é que, em seis meses no cargo, o presidente da República só atrapalhou o funcionamento do governo e agravou a crise econômica do país. Ora, quem tem um “messias” desses nem precisa de inimigo...
Em Americana, SP, lotou
A pergunta que fica é qual rumo tomará o governo a partir de agora? Vai entender que já perdeu tempo e capital político demais apostando numa radicalização insana e passar a se comportar dentro dos marcos democráticos? Ou vai redobrar a aposta no extremismo, buscando manter mobilizada sua seita de apoiadores acríticos? A resposta a esses questionamentos deixa o país em tensão permanente.
Por isso mesmo é preocupante que o ministro Augusto Heleno, quadro experiente que é, tenha sucumbido aos devaneios autoritários do presidente e participado de mobilizações abertamente hostis às instituições. Não parece que seja representativo de militares que compreendem o papel das Forças Armadas. É muito arriscada a politização dos quartéis, conforme já alertou o general Villas-Boas, então comandante do Exército.
É urgente que os diversos setores políticos se sentem à mesa para dialogar e unificar posições tendo como centro a defesa da democracia e do Estado de direito. É imperativo isolar a extrema-direita e matar no ninho o risco de aventuras autoritárias.
Será que os manifestoches entenderam
a ironia do rapaz?
Nossa luta deve ser pela frente ampla, por uma nova maioria, capaz de garantir a democracia e, a partir dela, retomar um projeto nacional de desenvolvimento que defenda a soberania, estimule os investimentos públicos e privados, impulsione o crescimento econômico e proteja os direitos sociais.

sexta-feira, 28 de junho de 2019

50 ANOS DE STONEWALL! A LUTA CONTINUA

Hoje, 28 de junho, é o Dia Internacional do Orgulho LGBT! 
Mas este é um ano pra se comemorar ainda mais, já que marca meio século de Stonewall. Numa época em que a homossexualidade era considerada crime e doença, era aceitável perseguir quem não fazia parte do padrão.
No dia 28 de junho de 1969 a polícia invadiu mais uma vez o bar Stonewall Inn, na Greenwich Village, bairro boêmio de Nova York. O total desrespeito e as batidas policiais contra pessoas gays, lésbicas, trans, drag queens, travestis de baixa renda eram comuns, mas naquela madrugada o pessoal decidiu não aceitar aquilo calado. 
E lutou de volta, jogou pedras e garrafas, virou a viatura, fez barricadas, e os nove policiais corruptos e violentos tiveram que voltar ao bar pra se refugiar. Seguiram-se conflitos violentos que duraram três dias. Foi o início de uma resistência contra o fascismo, contra a intolerância, pela liberdade, pela diversidade. 
Um ano depois, para celebrar a revolta, nascia a primeira Parada do Orgulho Gay (a primeira Parada LGBT no Brasil foi só em 1997, em SP; em Fortaleza, começou dois anos depois). 
Antes de Stonewall, já existiam pequenas organizações de pessoas LGBT que lutavam por seus direitos. Mas eram grupos pequenos, clandestinos. Por isso Stonewall é visto como um marco.
Foi só em 1990 que a Organização Mundial de Saúde tirou a homossexualidade da lista internacional de doenças. 
Sabe quando a OMS deixou de classificar a transsexualidade como doença mental? No ano passado!
E tem tanta coisa que ainda precisa ser feita e que a gente nem desconfia. Por exemplo, mês passado, ao conversar com uma professora da Universidade Federal de Alagoas que passou a pesquisar transsexualidade depois de ter um filho trans, ela contou sobre as dificuldades que seu filho enfrenta para conseguir marcar consulta no ginecologista, apesar de ter útero, ovários e vagina. 
Acho até engraçado escrever "numa época em que homossexualidade era considerada crime e doença", como se esse sentimento de ódio tivesse ficado no passado. 
Para muitos obscurantistas de 2019, principalmente os religiosos, 
homossexualidade ainda é crime e doença, e Aids é uma doença divina mandada por deus para eliminá-los. Temos um governo abertamente LGBTfóbico, misógino e racista no poder. Se não houver resistência, haverá muitos retrocessos. 
O jornal O Povo, do Ceará, fez uma excelente matéria com vários nomes importantes dos movimentos LGBTQIA+ de Fortaleza e do Brasil. 
Parabéns pela luta! Mais do que nunca, a frase "a luta continua" faz todo o sentido.

sexta-feira, 14 de junho de 2019

TEM GREVE GERAL HOJE: VAMOS PARAR PARA QUE O BRASIL ANDE

Como seria incrível se a gente imitasse nosso hermano mais politizado e parasse o Brasil na greve geral de hoje. Foi o que a Argentina fez no final de maio, na sua quinta e maior greve contra o governo Macri (que, como todo reaça que se preza, está afundando o país vizinho).
Os movimentos em defesa da educação nos dias 15 e 30 de maio aqui no Brasil foram enormes, os maiores protestos contra o desgoverno Bolso até agora (seis meses do Brasil na UTI respirando por aparelhos). Mas hoje, além dos estudantes e professores, sairão às ruas também inúmeras outras categorias, sindicatos, o MST. Tem que ser gigante. Tem que paralisar o Brasil e ao mesmo tempo lotar as praças de manifestantes contra o pior governo da história do país, contra a deforma da previdência, contra o presidente miliciano, e pela educação. 
Acredito que, por conta do escândalo do #VazaJato, teremos vários "Fora Moro" e "Lula Livre" também. Vamos ver. Eu estarei nas ruas de Fortaleza. Se me vir e me reconhecer, venha me dar um abraço.
Publico o texto do deputado federal Orlando Silva (PCdoB-SP).

O governo Bolsonaro tem produzido crises recorrentes e instabilidades institucionais, gerando um ambiente desfavorável para investimentos privados que ajudem a retomada da economia. A agenda ultraliberal de Paulo Guedes e equipe não produziu até o momento nenhuma iniciativa para minimizar o dramático desemprego, que segundo o IBGE atinge mais de 13 milhões de pessoas e é o maior problema do país.
A Reforma da Previdência é o novo "toque de mágica" dos economistas da banca financeira, gente muito bem remunerada para dar vernizes de ciência a velhos ilusionismos. O discurso é simplório e baseado em duas mentiras muito repetidas: 1) ou faz a reforma já ou o Brasil quebra e 2) basta fazer a reforma para chover investimentos e adeus crise. É mais um conto da carochinha dos mesmos criadores de “a reforma trabalhista vai gerar empregos”, lembram?
O Brasil não vai quebrar por causa da Previdência, que até poucos anos atrás era superavitária. O país precisa sair do atoleiro econômico e voltar a crescer, pois com mais gente trabalhando, mais se recolhe para a Previdência. Foi essa a “mágica” feita até 5 anos atrás. Mas vamos admitir que em tempos de vacas magras é preciso cobrir o déficit. Nesse caso, ajudaria bastante a fechar as contas se o governo fosse atrás dos devedores do INSS, coisa de R$ 450 bilhões, segundo a CPI que tratou do assunto no Senado. Mas aí seria preciso cobrar da própria banca financeira, gente poderosa com quem Bolsonaro e Paulo Guedes não querem mexer.
Também não é verdade que a Reforma da Previdência, por si só, vá gerar investimentos e trazer crescimento. Com uma das taxas de juros mais altas do mundo, o mais provável é que a dinheirama vá ser aplicada na esfera financeira, enriquecendo mais quem já é milionário. Contudo, ao tirar o dinheiro da aposentadoria de milhões de pessoas, o impacto na economia de pequenas e médias cidades será desastroso, gerando um ciclo econômico vicioso.
A verdade é que as elites nacionais e internacionais precisam manter seus fabulosos ganhos e, para isso, precisam esfolar ainda mais os trabalhadores e os mais pobres. No neoliberalismo radical que essa turma defende, não há espaço para direitos sociais, trabalhistas e previdenciários. Eles querem revogar as conquistas civilizatórias de seguridade social consagradas na Constituição. O aumento da miséria, da fome, das doenças e das mortes não é problema para a turma da banca.
Mas se existem ataques sem precedentes aos direitos, há também uma reação cada vez mais ampla da sociedade. As manifestações em defesa da educação, que tomaram conta do país nos dias 15 e 30 de maio, produziram um dado novo na conjuntura política, mostrando que a consciência democrática começa ser revolvida para colocar freio às pautas obscurantistas da extrema direita.
Os atos da educação, que conquistaram vitórias no Congresso com a recomposição de parte das verbas para universidades e bolsas de estudo, também deram novo fôlego à greve geral convocada pelas centrais sindicais em defesa da aposentadoria. Aqui está a chave para sair das cordas e elevar a resistência: luta em torno de bandeiras concretas e amplas, que unam setores diversificados e isolem os inimigos do povo.
Será histórica a greve geral em defesa da aposentadoria e da educação, mas também da democracia, dos direitos e garantias constitucionais. Trabalhadores e estudantes irmanados fazendo a soma de todas as lutas justas e, como diz o samba, “parando para movimentar” o Brasil.

quinta-feira, 30 de maio de 2019

SEGUNDO GRANDE PROTESTO NACIONAL É HOJE!

Quero ver todo mundo tomando as ruas hoje em defesa pela educação e contra o governo mais pavoroso da história do país. 
O último protesto no dia 15 foi lindo e divino. Eu marchei em Fortaleza com muito orgulho. E uma cosia que não falei pra ninguém naquela semana: do meu lado, durante boa parte da passeata, estava uma jovem freira. Ela gritava e cantava as mesmas palavras de ordem que todo mundo. Tinha de tudo lá: estudantes, professores, sindicalistas, trabalhadores em geral. Nenhum idiota útil. 
Como agora estou em Maceió, hoje vou protestar por aqui. Tomara que sejam manifestações gigantescas que enfraqueçam cada vez mais este desgoverno. Aqui o local e horário dos protestos em cada uma das 150 cidades. Vai valer como um esquenta pra grande greve geral no próximo dia 14. 
Ai ai ai ai... daqui a pouco ele cai!

sexta-feira, 17 de maio de 2019

OS MELHORES CARTAZES TSUNAMI DA EDUCAÇÃO, PARTE II

O governo realmente deu um tiro no pé. Mexeu com educação, mexeu com todo mundo. Quem em sã consciência é contra universidades e institutos federais? 
As pessoas querem entrar numa universidade pública, não querem fechá-las! As fake news contra a educação superior não adiantaram, e agora muita gente identifica Bolso como o maior inimigo da educação.
Resultado: o fascistinha comprou briga com as pessoas erradas!
Nunca vi tanta gente falar de impeachment do Bolso como hoje. E isso só cinco meses depois do início do mandato! E sem reação dos bolsobots!
E preparem-se, porque já tem protesto marcado pro final do mês. Dia 30 vai ser maior.
Fiquem com mais imagens inspiradoras da grande manifestação nacional de quarta. Outros cartazes magníficos aqui.