quarta-feira, 28 de outubro de 2020

ANNA KARINA, MINHA CANDIDATA À VEREADORA EM FORTALEZA

Hoje, pra comemorar o Dia do Servidor Público, vou publicar o texto de uma professora da rede estadual que é a minha candidata à vereadora em Fortaleza nas eleições de novembro. Aqui muita gente já conhece a Anna Karina (50.505)-- afinal, ela teve mais de 300 mil votos para senadora nas últimas eleições. Mas leia o texto para conhecê-la melhor:

Nunca pensei em me candidatar a absolutamente nada. Mas aqui estou eu, em outubro de 2020, como candidata, faltando agora menos de 20 dias para concorrer a minha segunda eleição. A primeira vez que me candidatei foi há dois anos, a uma das vagas para o senado pelo PSOL, quando obtive 316.922 votos em todo o Ceará, sendo mais de 102 mil só em Fortaleza. Foram mais de 4% dos votos válidos. Uma votação surpreendente, já que nunca havia me apresentado antes como candidata nem a síndica de prédio. 

Não é que nunca fiz política, até mesmo porque, como digo para meus alunos, até o ato de beber água pode ser um ato político. Faço política há muito tempo, como tantas outras mulheres também fazem quando muitas vezes compram as brigas pra, por exemplo, defender suas famílias. Entendi a importância de fazer política em coletivo nos atos pelo Fora Collor lá em 1992. O diretor da escola em que estudava me disse que não devia me meter com política. Foi aí que eu me convenci mais ainda de que os atos de rua que vieram a derrubar o presidente eram meu lugar. 

Foi na Universidade Estadual do Ceará, nos anos 1990, que me entendi pela primeira vez como feminista. Através do debate do direito ao aborto compreendi os motivos que levaram uma colega à morte por aborto malfeito. Foi através do feminismo que me tornei militante do movimento estudantil e aos poucos me descobri socialista. 

Meu primeiro filho tive ainda estudante do curso de História e como diretora da secretaria de mulheres do DCE. Bordei pra ele uma camiseta com FORA FHC que ele usou ainda com pouco mais de um mês de vida em seu primeiro ato do primeiro de maio. Foi com meu primeiro filho também que descobri que ser mãe e estar organizada politicamente são atos praticamente impossíveis de conviver entre si. Ainda mais quando se tem um filho atípico (autista) em uma sociedade capacitista e excludente para com pessoas com deficiência. 

No mundo do trabalho, como professora me encontrei rapidamente nas lutas de minha categoria. Estive nas duas grande greves de professores da rede estadual dos últimos 10 anos. A primeira em 2011 ainda como professora temporária, onde defendi com toda força a necessidade de efetivação dos temporários, e a segunda em 2016, quando lutamos contra os cortes de projetos pedagógicos que Camilo Santana quis impor à categoria e também contra o golpe que derrubou a presidenta Dilma Roussef. Foi também na greve de 2016 que várias escolas foram ocupadas por estudantes e receberam todo apoio e solidariedade do movimento de professoras e professores. Tive a alegria de estar ao lado daquela meninada, e a pedido delas e deles, na noite da primeira ocupação no CAIC Maria Alves Carioca no Bom Jardim.

A participação nas eleições de 2018 nem foi muito uma escolha. Pelo menos não uma escolha pessoal. Era impossível, pelo menos pra mim, pensar uma eleição onde não houvesse uma mulher de esquerda candidata ao senado, e como os nomes não apareciam, praticamente me vi obrigada a assumir o desafio. Quando o fiz, olhei pra meu companheiro e perguntei “Será que tiro pelo menos 50 votos? Como vou me apresentar? O que vou dizer?”, ao que ele me perguntou, “Quais são as pautas que você defende?” Eu respondi: “O feminismo e o direito à educação”. Ele de pronto disse: “seja você mesma”, e lá fui eu, me apresentar como sou, feminista e professora. 

Quando veio o “Ele Não”, lá estava eu, candidata ao Senado convocando a mulherada pra estar nas ruas, me apresentei em toda campanha com uma forte pegada antifascista e em defesa da democracia. O “Ele Não” impediu o presidente fascista de ganhar ainda no primeiro turno e me sinto feliz de ter podido usar aquela candidatura para construí-lo.

Não pensava em me candidatar novamente. O espaço público e político são lugares perversos com mulheres. Mas entendo o desafio e a necessidade de nós, mulheres, sobretudo as feministas, colocarmos nossos corpos a serviço de construir a derrota do bolsonarismo. Sou candidata a vereadora pelo PSOL. E espero muito que possa ser agora também um instrumento do feminismo para enfrentar os fundamentalistas raivosos e machistas ressentidos que nos querem quietinhas e longe dos espaços de decisão. 

Se conseguirmos 10% daqueles 102 mil votos de 2018, teremos garantido que vai ter professora feminista na câmara municipal. E será que não temos 10 mil feministas em Fortaleza para garantir isso? Ah… eu acho que temos muito mais. 

Neste sábado, dia 31/10, haverá uma plenária online com Anna Karina e contra o fascismo. Na terça, 3/11, um jantar de arrecadação no Gentilândia Bar. E no outro sábado, 7/11, plenária de apoiadoras e apoiadores: uma semana para eleger Anna Karina vereadora de Fortaleza.

terça-feira, 27 de outubro de 2020

POR QUE VOTEI PELA NOVA CONSTITUIÇÃO DO CHILE?

Isabela Vargas é jornalista, integra a coordenação do coletivo Mujeres por la Democracia Santiago de Chile, que organizou os protestos do #EleNao no Chile. E está nos matando de inveja por fazer parte deste momento histórico em que o Chile enterra de vez a herança do ditador sanguinário Pinochet. Isabela relata:

No ano em que completei oito anos morando no Chile, votei pela primeira vez aqui justo no plebiscito que decidiu por uma nova constituição. Fiquei mais de uma hora esperando na fila. O meu local de votação estava lotado, mas essa sensação de grande participação não se refletiu nas urnas, por incrível que pareça.

Dos 14.796.197 de eleitores habilitados a votar no Chile, 51% participaram do plebiscito. Claro que é preciso considerar a pandemia e o risco de contagiar-se com o coronavírus, mas esse percentual ainda assim é baixo, considerando a forte efervescência política que o país vive.

A pandemia também teve influência nas enormes filas nos locais de votação já que o protocolo era bem mais rigoroso. Enquanto esperávamos na rua para votar, lá dentro o número de pessoas era bem controlado para evitar exposição e contágio. Todo mundo usando máscara (como tem que ser), cada eleitor limpava as mãos com álcool gel antes de entrar. Todos foram orientados a levarem sua própria caneta azul para votar e evitar contato. 

Também percebi que as pessoas estavam super reservadas, ninguém conversava apesar da longa espera. Apenas entre os conhecidos as pessoas mantinham alguma conversa. Fora isso, cada um na sua, esperando a sua vez de votar. Eu fui votar com um casal de amigos. O filho deles de cinco anos é super amigo da minha filha, então, enquanto a gente votava, as crianças se distraíam. 

Muitas filas e protocolos

Somente o meu colégio teve uma fila grande porque os meus amigos e meu marido votaram super rápido nos locais de votação deles. Quando estava saindo do colégio onde votei, alguém me chamou na fila. Olhei rapidinho porque meus amigos estavam de carro e não podiam estacionar, mas consegui reconhecer aquele rosto no meio de tanta gente. Era a Adri, uma ex-colega de trabalho que participou ativamente das manifestações.

A Adri é realmente uma garota inconfundível. Uma menina de 20 e poucos anos, cheia de tatuagens, magrinha, de cabelo curto, estilo k-pop, e sempre colorido. A Adri já usou cabelo rosa, amarelo, azul... Nós duas somos vizinhas e, por conta disso, eu tive que socorrê-la numa ocasião.

Ela esteve na Plaza Dignidad na noite de Natal para uma ceia comunitária que fizeram ao ar livre com o pessoal da chamada “primera línea”. Lá pelas tantas, os Carabineros apareceram e começou o confronto. A Adri foi detida, levada para uma delegacia, e confiscaram o celular dela. Depois de algumas horas, ela foi liberada.

Como todos os meus colegas estavam consternados, eu fui visitá-la, ver se ela precisava de algo, levar um lanche, conversar... Fui com a Gabi, minha filha, e ela me contou em detalhes o que tinha acontecido. Para quem não sabe, fazer qualquer manifestação no Chile é proibido. Você só pode fazer alguma atividade com autorização da Intendência e da polícia. 

Isso talvez ajude aos brasileiros a entenderem a ousadia das pessoas que foram para as ruas no Chile. O confronto era inevitável porque manifestar-se é uma atividade ilegal.

Por que o povo quer uma nova constituição?

Por essas e outras é que o povo queria uma nova constituição. Outro aspecto importante que parece não estar claro para quem está fora do Chile é a autonomia desse movimento. As manifestações começaram quando os estudantes saltaram as catracas do metrô para protestar contra o aumento das passagens.

A adesão da população foi uma reação à violência desmedida do estado para conter os jovens estudantes secundaristas, em sua maioria. Mas não eram só os estudantes que formavam a linha de frente. As “barra bravas”, torcidas organizadas dos grandes times como Universidad de Chile e Colo Colo, também participaram ativamente dos protestos. 

Mesmo entre os estudantes, o perfil socioeconômico era diverso, mas com grande participação de estudantes oriundos da periferia de Santiago. Basta olhar os casos mais terríveis de pessoas feridas, revelados graças aos meios de comunicação alternativos e ao bom jornalismo investigativo feito fora do eixo comercial, para conhecer melhor o perfil dos manifestantes. 

Um dos casos que mais me impressionou foi o da adolescente Geraldine Alvarado, de apenas 15 anos, atingida na cabeça por uma bomba de gás lacrimogêneo. A história da Geraldine foi contada pelo meio alternativo digital Ciper Chile. Ela ficou cinco dias em coma e a história dessa menina reflete muito o perfil dos jovens combativos que estavam nos protestos. 

Geraldine é moradora da periferia, vivia com o pai numa ocupação e estudava no colégio que serviu como cenário para a série El Reemplazante (disponível na Netflix e que retrata a história de um operador financeiro falido que vai trabalhar como professor substituto). 

Por que é importante falar desse caso? Porque ela representa a essência do movimento. Não é formado necessariamente por grandes lideranças estudantis, nem necessariamente politicamente organizado, com uma estrutura partidária apoiando. Todas as mobilizações eram via redes sociais. Toda sexta-feira havia uma concentração na Plaza Dignidad e em diferentes pontos da cidade.

Sem partidos políticos

Partidos políticos e seus representantes nunca foram bem-vindos, nem convocados. Podiam participar, logicamente, mas de forma anônima, “piola”, como dizem aqui no Chile. Esse é outro forte indício de que as pessoas estão de saco cheio dos políticos. No caso do movimento chileno, existe uma cobrança consciente de como a Concertación (e até mesmo o Frente Amplio) pactuou com o modelo pinochista e nunca fez uma nova constituição. Nunca tocou no modelo privatista dos fundos de pensão. Nunca mudou o modelo educacional chileno, extremamente elitista e exclusivista.

É importante dizer isso porque há muitas análises extremamente equivocadas do que está apenas começando aqui no Chile. Engana-se quem pensa que é uma vitória da esquerda. É uma derrota da direita, mas não existe um representante do campo politico na esquerda capaz de responder às demandas urgentes do povo. Os chilenos deixam cada vez mais claro: querem uma nova constituição e querem escolher quem vai redigir a nova carta. 

Logo após o resultado do plebiscito, a deputada Pamela Gilles sintetizou o sentimento do povo num tweet em que ela diz: as pessoas votaram hoje contra a elite, incluindo aí a classe política completa. 

Nadie nos quizo ayudar...

É isso. Não é por acaso que um dos hinos desse movimento é a canção “El baile de los que sobran”, um hit composto em plena ditadura pela banda Los Prisioneros. Essa música representa todos os jovens filhos da classe trabalhadora que, depois de formados, descobrem que as oportunidades de emprego ou de entrar numa universidade são completamente limitadas. 

Por tudo isso, fiz questão de votar. Quero que minha filha tenha pelo menos a possibilidade de sonhar com uma história diferente da dos irmãos dela (eles têm 21 e 16 anos, respectivamente). Espero que minha filha tenha uma aposentadoria digna por um sistema mais justo que o modelo atual de fundos de pensão. 

São tantas as desigualdades do Chile que não dá nem espaço para falar de tudo, mas é possível entender a indignação de todos. A raiva tem uma origem perfeitamente compreensível. É uma resposta dos jovens não por conta da educação de qualidade, mas porque eles estão cansados de verem os pais sofrendo todos os dias as consequências desse modelo nefasto e injusto.

O plebiscito foi o primeiro passo de um longo processo. A votação para eleger os integrantes da convenção constitucional ocorre dia 11 de abril de 2021. Neste processo, nós, eleitores, poderemos escolher 100% dos 155 constituintes da convenção que terá paridade de gênero, uma baita vitória para nós mulheres.

segunda-feira, 26 de outubro de 2020

DESSA VACINA EU JAMAIS VOU PRECISAR

Já nasci com anticorpos afiados contra o fascimo. Espero que vocês também!

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

SAUDADES DO PT, NÉ, MEU FILHO?

Hoje fiquei meio arrasada após ser torturada no dentista, então pedi pro maridão me buscar e me levar pra passear num supermercado. Ele havia dito antes que eu era que nem os nossos gatinhos, que nunca saem de casa, e quando saem é só pra ir ao veterinário, coitados. 

Fazia muitos meses que eu não pisava num supermercado. Creio que não tinha ido este ano. E fiquei escandalizada com os preços. Tá tudo muito caro! Constatei que não existe mais geladeira por menos de R$ 1.800! E eu me lembro quando a geladeira custava 800. E os queijos? E os chocolates?! Compartilhei isso no Twitter e um monte de gente veio me contar como tem cortado vários produtos. Triste. Constatei que estamos com muitas saudades dos governos do PT. 

Bom, uma dessas pessoas que veio me contar dos bons tempos foi o Cleverson, que é pedagogo e mora em Carmo do Cajuru, MG. Vamos às suas impressões:

Oi Lola, tudo bem?

Antes de tudo gostaria de lhe falar que admiro muito a guerreira, mulher, professora e cidadã (outras mais qualidades) que você é... Eu estava fazendo dois bolos de bagaço de milho com queijo e canela, terminei correndo para lhe escrever.

Minha história começa assim...

Meus pais são pobres, muito honestos, religiosos e muito trabalhadores. Sou de uma cidade pequena das Minas Gerais e um pouco conservadora. Então nasci em uma família um pouco tradicional. Meu pai sempre nos falava de como devíamos ser bons uns com os outros e também falava uma frase que nunca esqueci: "No fim das contas é nós pobres que ajudamos pobres". Ele sempre votou no Lula, desde que me entendo por gente, e com meu pai aprendi que se quer alguém que defenda o direito dos trabalhadores, tem que ser um trabalhador também. 

Lembro que antes não tinha muita esperança de fazer faculdade, porque era difícil pagar e as faculdades federais ficavam longe do interior. Então meu sonho de ser professor parecia distante. Por gostar de ajudar as pessoas até pensei em ir para o seminário (a única faculdade que pobre fazia) mas eu queria ter um companheiro e sabia que podia fazer mais aqui fora. 

Então, comprando com dificuldade os livros do ensino médio (naquela época eram comprados), me formei e até ouvi de alguns professores que seria uma pena eu não ter condições, porque era inteligente. O tempo passou. Assim que tive o direito de votar, já votei e adivinha em quem? Pois é! Foi tanta alegria ver Brasília cheia de gente (igual a gente), lotada, e aquela fala pronunciada: "Um operário pela primeira vez..." Lembro-me das palavras (e depois ações) de liberdade, equidade, respeito etc. Tinha até uma bandeira do arco-íris no meio do povo, isso pra mim representava muito.

Viver num mundo onde eu poderia ser alguém! Então o país foi se desenvolvendo financeiramente. Lembro da participação do governo na Declaração de Salamanca, os estatutos criados para grupos sociais que necessitavam ter seus direitos resguardados, e por fim a "minha faculdade". Era um sonho se concretizando. Fiz semi presencial, porém quis "engolir" cada palavra, cada livro e fotografar em minha mente cada seminário. Queria ensinar crianças essa magia que é ler e escrever, que conhecimento não ocupa espaço e é libertador. 

Como foram dias felizes aqueles. Comprei meu primeiro carro: um Fusca branco. Através de uma amiga fiquei sabendo do programa Minha Casa, minha Vida e consegui me inscrever e concretizar mais uma meta. Hoje em minha casa funcionam também encontros de um grupo. Nos reunimos e juntamos roupas, cestas básicas e outras doações para pessoas carentes. Só nessa pandemia foram mais de 200 cestas e 332 sacolas de vestimentas. 

Aprendi mesmo com a vida a retribuir o pouco que foi me dado. Sabe qual a visão mais linda que tenho diante dos olhos, mais lindo que Fernando de Noronha? Geladeira cheia; a minha ou de alguém que precise. É coisa linda de se ver, porque o contrário é muito triste. Só acho que esses loucos por dinheiro e maldosos que estão na atual gestão não sabem o quanto são dolorosos a fome, o preconceito e a falta de recursos.

Espero que um dia tudo volte a ser como antes. Respondendo sua pergunta: "Saudade do PT?" Resposta: Sim! Desejo que o Brasil volte a sorrir! 

Abraços e continue sempre sendo essa pessoa maravilhosa. Olorum te abençoe sempre. Muito Axé!

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

FACADA MAL DADA DO C*RALHO

O título do post é o mesmo da hashtag nos primeiros lugares dos trending topics de hoje no Twitter, disputando com a robótica "parabéns presidente".

Este é o nível da revolta de grande parte do povo brasileiro com a palhaçada que é o governo Bolsonaro. Ontem o milico Pazuello (que foi interino durante vários meses da pandemia até ser empossado como ministro da Saúde) anunciou a compra de 46 milhões de doses da vacina CoronaVac. Esta vacina contra a covid-19 está sendo desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac Biotech em parceria com o Instituto Butantan, de SP. 

Assim que o anúncio foi feito, seguidores do mito -- negacionistas que não acreditam no vírus, mas que acreditam que ele foi criado em laboratório na China para nos transformar numa ditadura comunista -- enviaram mensagens desesperadas ao messias, que, por sua vez, mandou recados ao sinistro: "Alerto que não compraremos vacina da China. Bem como meu governo não mantém diálogo com João Dória sobre covid-19". 

O Brasil, segundo país do mundo com o maior número de mortos (hoje ultrapassará os 155 mil), e com quase 5 milhões e 300 mil casos, tem um presidente que passou meses dizendo "e daí?" pra pandemia, se manifestando contra o uso de máscaras e do isolamento social, politizando a doença o quanto pode. O mesmo genocida que fazia propaganda da cloroquina (comprovadamente ineficaz contra a covid) agora diz que o povo brasileiro não será cobaia e que as vacinas precisam ser comprovadas cientificamente e certificadas pela Anvisa.

Entende-se, portanto, a revolta dos brasileiros, que sofrem com a pandemia, que seguem perdendo familiares e amigos (a média é de 500 mortes de covid por dia, e tem gente que vê isso como normal), que querem sobreviver e sair deste inferno o quanto antes, contra um presidente tão nefasto e imbecil. Quantas vidas a mais esta teimosia do pior líder da história ainda vai nos custar?