quarta-feira, 2 de maio de 2018

PARIR NÃO É PARAR

Janaina Silva é atriz, cantora e compositora no projeto Azul Celeste, pesquisadora da educação e infância, ativista na coletiva Parir Não é Parar. E mãe. 
Republico aqui o texto que ela escreveu no seu Instagram. As imagens usadas para ilustrar o post eu peguei lá também. Sua luta também é minha, Janaina. Apesar de eu não ter filhos. Não é preciso ser mãe para empatizar com a sua revolta.

DENÚNCIA DE DISCRIMINAÇÃO DE GÊNERO E CONSTRANGIMENTO DE MENOR: 
"Essa criança está atrapalhando a minha aula. Dou aula para maiores de 18 anos e não vou aceitar criança na sala. Você deveria estar em casa cuidando dela e ao invés disso trouxe essa criança pra jogar em mim a sua responsabilidade. Não vou aceitar. E não me olha com essa cara!" 
Minha filha de quatro anos de idade e eu ouvimos isso do professor doutor cheio dos livros publicados Jorge Cláudio Ribeiro no início da aula de Introdução ao Pensamento Teológico III no curso de Pedagogia da PUC SP, campus Monte Alegre na última sexta-feira, 27. 
Há quase quatro anos minha filha me acompanha em grande parte das aulas na universidade. Não há rede de apoio nem política pra acolher a mulher que pariu e precisa continuar seus estudos, suas pesquisas, sua prática e expressão. Estrutura precária, falta de acolhimento e situações desagradáveis enfrentamos cotidianamente. Na cidade e na comunidade acadêmica que elitiza os espaços, não pensa a criança e que segrega mulher. Sobretudo as pretas, as indígenas, as periféricas, as bolsistas, como eu. 
Mas foi a primeira vez que vivenciamos uma situação de discriminação tão descarada. E gratuita. Minha filha conhece a sala de aula de adulto e suas limitações. Na maioria das vezes levamos papel, estojo de cores, livros e jogos de montar, sentamos no chão no fundo da sala e eu tento pegar os conteúdos enquanto ela tenta se distrair. Se vai demorar muito ou se há pouca empatia com a nossa presença, coloco vídeo no celular e ela assiste calada e com fone de ouvido. 
Sexta-feira foi assim. Minha filha tava bem quietinha e calada, do jeito que o adulto gosta, enquanto o professor começava a aula. Era a segunda vez que eu tava ali, depois de um semestre quase inteiro. Eu venho estourando de falta e de cansaço da luta real num processo mediado por uma justiça machista e seletiva, seguido de dias em casa tratando da saúde da minha filha de doenças pegas nessa cidade poluída e entupida. Testemunhando discursos racistas fascistas classistas machistas em todos os espaços, lidando com a ignorância e a falta de empatia inclusive entre as minhas e os meus. Na família e também na classe artística.
Cotidianamente, dentro da academia, testemunhando falas e conduções carregadas de preconceito, tendo de me posicionar ao ver mulheres sendo silenciadas em espaços de produção de pensamento. Não é fácil conseguir falar. Eu reconheço o privilégio na minha capacidade e no meu lugar de fala. Costumo prevenir a opressão já colocando a boca e a cria nos espaços, por mim e pelas outras. Só que na última sexta-feira eu cheguei ali cansada. Deitada no silêncio como forma de resistir no dia. Vindo de uma sequência de lutas ali, pra continuar estudando. 
Ontem a misoginia mostrou os dentes na face de um professor e eu não tive força pra falar. Fechei os olhos e só consegui balbuciar que íamos ficar e que assim que ele fizesse a chamada, sairíamos dali pra fazer uma denúncia. Foi o que fiz. Mas ficar custou uma dor muito grande com cada palavra de ofensa entrando pelos poros e fazendo a cabeça girar. Custou o constrangimento pavoroso da minha filha. Corpo e cabeça de criança constrangida por adulto é marca grave. Custou ver o silêncio cortante de uma sala inteiramente feita de mulheres. Várias classes e visões. Mas todas, mulheres e criança, sendo oprimidas por um macho misógino dentro de uma sala de aula num curso de pedagogia falando sobre transcendência dos padrões e cura das relações humanas. 
Eu tava ali cansada, Minha resistência foi calada.  O patriarcado tem hora fere que tira a fala e paralisa a cara da gente de perplexidade. Hoje amanheço ainda cansada mas mais forte pra dar a resposta. O professor tá denunciado na ouvidoria da PUC e no que depender da minha força e criatividade, ainda que passe impune, sob a guarda de uma estrutura tão machista quanto ele, não passará sem constrangimento. 
Não leia nem livro nem publicação de Jorge Claudio Ribeiro. Esse aí discrimina mulher e criança em sala de aula. Não nos querem nos espaços. Veem as crianças como problema a ser resolvido, pela mãe. Mas terão de conviver com a gente. Terão de nos aceitar e não permaneceremos caladas. Eu lido todos os dias com as contradições implicadas nessa frase que eu inscrevi no mundo no auge da minha indignação com um sistema que oprime a maternidade. Foi quando o feminismo me deu a mão. Mas um feminismo que tá na margem bem pra lá da fronteira depois da são paulo classe média branca zona oeste. O feminismo com cria nas ancas e todo o peso de ser a real puta que pariu nesse sistema. 
Eu escrevi parir não é parar e todo dia coloco um ponto de interrogação diante da frase. Pra achar uma luz no vale das sombras. Eu venho de um legado de mulheres que apanharam muito e não puderam falar. Mulheres que seguem botando a vida e a boca no mundo e abrindo espaço com muita luta. Meu único legado é a voz. A minha voz não vai se calar. Não vão passar as merdas de tratamento que vocês nos dão nos espaços que vocês dominam oprimindo os nossos. Não vou deixar passar e hoje escrevo isso aqui num ato de transformar dor em luta. Sei que não tô sozinha, nem na dor nem na luta. 
Muitas mulheres passam por situação semelhante todos os dias, nos diversos espaços. MULHERES COM CRIAS! Não desistam de ocupar os espaços! NÃO AO ENCARCERAMENTO DE MULHERES E CRIANÇAS! EU CHAMO AS MANAS COM CRIAS PARA OCUPAREM COMIGO A SALA DO CURSO DESSE PROFESSOR NA PRÓXIMA SEXTA-FEIRA, 9H30 DA MANHA NO CAMPUS MONTE ALEGRE DA PUC. UM CRIANÇAÇO. A REVOLTA DOS ERE. UM ATO DE FORTALECIMENTO. POR MIM, POR NOS, POR TODAS. Por favor, mulheres com ou sem cria, que já passaram por situação semelhante ou não. Pessoas todas dessa rede: ajudem a fazer esse texto andar e chegar em outras. Acontece todo dia em todo canto e não pode mais acontecer. Não vão nos calar.

101 comentários:

Kasturba disse...

Texto forte. Me solidarizo muito com a causa, ainda mais porque em alguns meses vou sentir na pele e conseguir entender o quê significa trazer uma criança (tão amada enquanto feto e detestada depois de parida pelos reaças) nos braços.

Essa história me fez lembrar de quando eu era criança, e durante todas as noites e sábados de manhã minha mãe ficava presa em casa cuidando de duas crianças enquanto meu pai saía pra ir calmamente pra faculdade. E depois que se formou, gostou tanto que resolveu emendar em outra.
Não que eu ache errado ele querer estudar para melhorar a vida (assim como a autora do texto), mas é impressionante perceber como tudo é sempre mais fácil para os homens.
E dá vontade de perguntar: Onde está o pai dessa criança para que a mãe possa assistir à aula com mais tranquilidade?

Anônimo disse...

Complicado. Por um lado, ela tem toda razão de ficar puta com o ataque desse escroto, mas por outro lado crianças realmente podem atrapalhar o estudo.
Faculdade não é ambiente para criança, eu duvido que a filha dela consiga ficar quieta o tempo todo, até porque deve ser um tédio para ela ficar lá.
Não tenho filhos, mas sei que conseguir vaga em creche é quase impossível. Provavelmente, ela não tem grana para pagar alguém para cuidar da filha enquanto vai para faculdade.

Anônimo disse...

Ok, toda uma classe pode ter o ensino prejudicado pq um pessoa quer levar indevidamente para aula.

O professor agora é obrigado a dar aula sendo incomodado por uma criança.

Está certo, o direito dela se sobrepõe ao de todos os outros alunos e professores. Só não entendi a razão.

Kasturba disse...

Mas fugindo um pouco ao tema, vou dar uma opinião que talvez vá um pouco de encontro com o que a maioria dos leitores do blog acreditam: Eu sou a favor de espaços PRIVADOS "child free".

Eu entendo que os espaços públicos devem ser abertos e acolhedores a todos, incluindo crianças. E acredito que deveria haver uma estrutura muito maior voltada para a inclusão das crianças e mães em todas as esferas (creches, opções de lazer e distração para crianças, e mesmo empatia por parte das demais pessoas).

Mas também entendo que nem todo mundo é obrigado a gostar de crianças. Tem pessoas que não têm tolerância para criança correndo, gritando, chorando (e não tem como cobrarmos das crianças que elas não ajam como crianças). E, portanto, acho super válido que existam restaurantes, hotéis, aviões, que não aceitem menores de "x" anos. Realmente não consigo ver qual é a grande ofensa que pessoas que não têm paciência com comportamentos tipicamente infantis queiram um espaço livre de crianças.
Até porque, a princípio, existindo a opção "sem criança", as pessoas que estiverem frequentando os lugares liberados para o público infantil serão justamente as que gostam (ou nao se incomodam) com a presença delas, o que pode evitar tantas situações desagradáveis (desde olhares tortos até pessoas que se sentem no direito de repreender o filho alheio) que as mães vivem descrevendo.

Anônimo disse...

Se a criança começar a fazer barulho e incomodar, as outras pessoas poderão falar ou o floquinho de neve pode ficar traumatizado?

titia disse...

Meu apoio para a Janaína. A falta de vaga em creche e o machismo acadêmico já devem ser um peso desgraçado pra mães que estudam, imagine em universidades onde os professores podem abusar do próprio poder à vontade e ninguém faz nada (na minha universidade é assim, qualquer professor pode ferrar o aluno apenas porque quer). Agora, como aluna de uma federal cheia de gente que leva os filhos pra aula:

Sim, criança pode atrapalhar um pouco. Mas veja o que eu disse, UM POUCO. Criança pequena, bebê, no geral só cochila e mama, e quando começa a chorar a mãe sai da sala. Criança maiorzinha pode sim ser entretida com filmes, vídeos, livros e matérias de desenho e, quando começa a incomodar, a mãe pega e sai da sala pra acalmar. Pessoas falando de bebê/criança em sala de aula como se fosse o apocalipse das fraldas, em que faculdade vocês viram isso de mulher ficar com o filho se esgoelando em sala durante toda a aula?

E quanto a esse merda que se acha deusu por ser professor universitário, se não quer criança em sala de aula por que não está pedindo vaga em creche? Por que não está lutando por políticas de acolhimento e redes de apoio pras mães estudantes, assim ele não precisa ver o horror que é uma criança em sua sala? E ainda tem a pachorra de dizer que a responsabilidade foi jogada nos ombros dele, esse bosta que provavelmente nunca trocou nem as fraldas dos próprios filhos...

É mais uma prova do que eu disse: esses merdinhas hipócritas que se dizem a favor da vida não ligam nem um pouco pras crianças. O que eles querem é punir as mulheres por terem feito sexo, depois que o amontoado de células vira criança e nasce aí eles cagam pra vida dela, que morram a vadia e o trombadinha na rua. Por isso mesmo eu acho ótimo que cada vez mais mulheres estejam optando por não ter filhos em resposta a essa misoginia maldita.

Anônimo disse...

A ignorância é tão grande, mas tão grande que nem passa pela cabeça ações simples como A UNIVERSIDADE OFERECER UMA CRECHE PARA O PERÍODO DAS AULAS, principalmente as noturnas.

Coisa simples. Não deve ter nem 100 crianças que precisam.
Mas em vez de discutir uma ação segura, simples e barata (perto do orçamento da universidade, vão se informar quanto se gasta em frivolidades antes de questionar aqui, ok?), preferem se digladiar sobre se a criança atrapalha ou não!

titia disse...

Aliás, quando eu estava fazendo estágio numa sala de exposições da minha universidade, tinha um pessoal que trazia os filhos e as crianças não causavam esse armagedom de que esse povinho tanto fala. Claro, elas folgavam de vez em quando (assim como a mãe), mas todo mundo que trabalhou nessa exposição deu um jeito de se entender com as crianças e manter a organização. Quem perturbava eram os playboys filhinhos de papai que tinham a pachorra de encher a cara, se espojar como se estivessem na sala da casa deles, levar ainda mais bebida, ficar berrando, fazendo baderna, espalhando lixo e estragando as coisas como se a sala de exposição fosse salão de festas e nós, estagiários, as babás-faxineiros deles. De novo, tem alguém aí projetando seus próprios podres e falta de educação nos outros.

Anônimo disse...


O link abaixo refere-se a uma PROFESSORA que também impediu a aluna de frequentar aula com a filha.

Quando é mulher quem faz isso é machismo?? Ou apenas acatamento ás normas?


http://www.amodireito.com.br/2015/10/impedida-de-entrar-na-sala-estudante-de.html


Anônimo disse...

Eu fico pasma como a sociedade de modo geral trata suas crianças. Tudo porque não podem atrapalhar quem não gosta de crianças! Quanto ignorância quem pensa assim e não Kasturba, não deveria existir "não gostar de criança", afinal todos já foram uma! Nós crescemos, aprendemos as regras de convívio social porque nos foi possibilitado o convívio social. Se dividirmos o mundo em espaços child free/kid friendly as crianças jamais aprenderão a serem adultos. Pra mim, isso é tão discriminatórios quanto: negros sentam atrás, homossexuais não são aceitos, mulheres não podem votar, etc.
Sobre a experiência da moça: olha, muita força para você que está sendo corajosa em expor um professor nesse meio que o machismo transborda. Isso certamente vai te causar uma dor de cabeça, atrasar teus planos, quem sabe até mesmo tua graduação. Muita sorte da filhota pela mãe que tem!
Fabi.

lola aronovich disse...

Anon das 14:56, não importa se é um professor ou uma professora que impede uma aluna com criança de frequentar aula. É machismo do mesmo jeito. Vc deve ser troll pra perguntar, não? Porque se fosse uma pessoa inteligente saberia que o machismo não depende do sujeito da ação. Há vários casos de professores e professoras que tiveram atitude parecida com a desse prof da PUC. É machismo inclusive de uma sociedade que ao mesmo tempo que exige que mulheres tenham filhos não dá a elas qualquer ajuda em criá-los.


Troll das 13:42, floquinho de neve quem se acha é vc. Vem toda hora pra cá trollar e ainda acha que o blog tem o deve de publicar as coisas ridículas que vc escreve. Ainda bem que 90% do que vc diz vai direto pra lata de lixo.

Anônimo disse...

Essas devem ser daquelas mães que acham que todo mundo deve aturar a filha dela, o mundo não gira em torno de vc minha filha, ninguém é obrigado a compartilhar com vc a sua luta diária

Anônimo disse...

De novo, tem alguém aí projetando seus próprios podres e falta de educação nos outros.

Discordo. Eu era uma criança quieta ( e sou educada, desde que tb sejam comigo), mas no geral, crianças são bastante agitadas. Vejo filhos de vizinhos, parentes meus. A maioria n para um segundo, berram, gritam, brigam, mexem em tudo e alguns n tem um pingo de educação e convivem com adultos ( essa vai para anon de 15:06, que acha que basta ficar perto de adultos para ser um adulto incrível).

Kasturba disse...

Fabi, como eu disse, sei que essa minha opinião não é um consenso de maneira alguma...
Mas não acho a sua comparação válida, porque homossexuais, negros ou mulheres têm exatamente a mesma capacidade de raciocínio e comportamentos idênticos a qualquer pessoa heterossexual, branco ou homem. Não tem nenhuma atitude diferente que um negro, gay ou mulher fará que irá incomodar os demais. Diferente de uma criança, que chora, grita, corre, pula... Nada disso é culpa dela (já que ela está em formação e faz parte), mas também não acho que todo mundo tenha que ser obrigado a gostar e ter paciência.
Não acho que o fato de "todos terem sido crianças" gere obrigação de todos gostarem e quererem conviver com crianças. Todos fomos filhos um dia, então isso gera uma obrigação de todos sermos pais??

No mais, não acho que a existência desses espaços prejudicaria o desenvolvimento de crianças, porque elas teriam o resto do mundo para se desenvolverem. Pelo menos na minha concepção, esses seriam ambientes de exceção, e não de regra. Na realidade seria uma segregação voluntária de pessoas que não querem conviver com crianças aos poucos ambientes que elas não estariam presentes, e não uma segregação em massa das crianças...

Kasturba disse...

Mas, novamente frisando, sou a favor de ambientes PRIVADOS sem público infantil. De forma alguma sou a favor de restrição de acesso a quem quer que seja em espaços públicos. E compartilho totalmente da opinião que deveria existir uma rede de apoio mais estruturada para a criação de crianças, pois é um peso e responsabilidade enormes e que geralmente recai somente sobre os ombros da mãe.

Alessandra disse...

Lola, eu estou com o choro engasgado de ler o que essa mãe passou.
Me enoja a misogenia desse professor de sociologia que não tem um pingo de empatia. Me desanima as colegas de sala terem ouvido caladas. Me cansa quando as pessoas dizem que "não gostam de criança" como se criança não fosse gente. Aliás, é justamente isso: a desumanização da criança, tratada como uma coisa, um fardo apenas dos pais (na maior parte das vezes das mães) e jamais como uma parte integrante da vida em sociedade. Se uma pessoa fala que não gosta de velhos ou de certa etnia é imediatamente reprovável. Mas falar que não gosta de criança é "preferência", opinião. Como quem não gosta de cachorro ou de cachorro quente.
Me desaponta a falta de empatia das pessoas que falam "ah, mas criança na aula atrapalha um pouco." -- E daí? Não podem se colocar um minuto no lugar da pessoa que certamente não está ali com um filho pequeno a toa? Eu estudei em faculdade federal e muitas colegas precisaram levar seus filhos para não perder aula ou prova. Nunca me sent atrapalhada pq mesmo eu não tendo filhos ou muita convivência com criança eu consigo me colocar no lugar da mãe... E da criança.
Concordo com o Anônimo das 14:49: o investimento em creche para funcionários e alunos é uma discussão importante e uma solução necessária.

Enfim, meu apoio e desejo de muito sucesso pra Janaína e sua filha em suas vidas acadêmicas.

Anônimo disse...

Bom. Esse é um assunto delicado.
Eu presto toda solidariedade a quem se esforça pra continuar estudando, mas numa sala de universidade inúmeros temas impróprios para crianças podem vir a ser abordados, e não acho adequado ela estar ali absorvendo aquil. Nem acho justo com os demais que um tema seja amenizado ou não abordado por ter uma criança presente.

Nao acho tampouco que a solução seja dificultar a vida da mãe a ponto de ela largar os estudos.
O machismo começa na escolha do pai. Filho tem que ser responsabilidade de ambos. E muitas vezes sao as mulheres quem tiram essas responsabilidades dos companheiros. Acha que ele eh menos capaz de manter uma criança viva por ser homem. Eu me recuso a ter filhos com quem pensa assim.
Se o pai nao aguenta o filho, pq o professor e os colegas tem que aguentar?
Claro que a grosseiria da anordagem foi completamente desnecessária, mas temos que parar de tratar como obvio, como direito liquido e certo, a presença de crianças nas univerdidades.

Quanto ao que falaram sobre espacos privados que nao aceitam criancas, acho totalmente valido. Um refugio de ferias p casais em lua de mel por ex. Nao grjo nada demais.

Alicia

Kasturba disse...

Eu acho que quando alguém fala "não gosto de criança" na realidade quer dizer que não tem paciência para aguentar comportamentos tipicamente infantis (tipo gritar, chorar, correr), e não que não goste de nenhuma criança do mundo e preferiria que elas não existissem (acho que só um louco pensaria assim, até porque esse seria o fim da espécie humana).

Bem diferente, no meu entender, de quem diz que "não gosta de gay". Nesse caso é um ódio direcionado à pessoa, e não a algum comportamento que a afete (até porque o "ato homossexual" ocorre em ambiente privado), e a pessoa que faz tal afirmação realmente gostaria que todos os gays não existissem.

Kasturba disse...

Mas concordo totalmente quando vc diz que deveria haver mais compreensão e apoio por parte dos professores e demais alunos, nessa questão específica.
Certamente seria muito melhor pra mãe e pra criança se houvesse um espaço preparado para recebê-la (uma creche). Se a mãe optou por se prejudicar (não podendo estar 100% disponível pra aula) e incomodar sua filha (que certamente estaria mais confortável em outro lugar), é porque realmente não havia outra opção. E a falta de uma opção mais viável é um erro da sociedade como um todo, que ignora a existência da mãe que estuda, que trabalha e que tem uma vida além de cuidar da criança. E, sendo um erro da sociedade que não apresenta alternativas para o melhor bem-estar da mãe e da criança (e talvez dos demais alunos e professores), não cabe somente a uma mulher (a mãe) solucionar sozinha essa questão.

Alessa disse...

Hoje foi aprovado, no Rio, o Projeto de Lei de Marielle Franco, que institui o Espaço Coruja, programa de acolhimento às crianças no período da noite, enquanto seus responsáveis trabalham ou estudam.
Minha solidariedade à moça do post. Eu mesma vivo um dilema, pois preciso do meu salário para cuidar do meu filho autista, mas não tenho mais com quem deixá-lo depois que minha mãe adoeceu. Estou quase pedindo demissão da empresa pública pra qual fui aprovada. Se alguém tiver uma sugestão, agradeço, pois não tenho rede de apoio, e o tratamento do meu filho consome a maior parte da minha renda.

Anônimo disse...

Pro anônimo do mundo que gira e o umbigo:

O mundo não gira em torno de vc, meu filho. Vá andando pro trabalho, vá de bicicleta. Ninguém é obrigado a fornecer ônibus, trem, ruas asfaltadas e semáforos. Se vira pra chegar ao trabalho. Corre aí.

O mundo não gira em torno de vc, meu filho. Se adoecer, não procure o hospital público e se vire sozinho. E se o medicamento for caro, nem pense em pedir na justiça: ninguém é obrigado a aturar sua luta por saúde.

O mundo não gira em torno de vc, meu filho. Se vira pra se educar, pague uma universidade particular. Nem pense em ocupar uma vaga pública, tá. Muito menos pedir FIES.

Seria cômico se não fosse trágico.

Anônimo disse...

Kasturba:

Tem uma coisa importante chamada protagonismo de fala!
Não tire o protagonismo de fala da autora do post.
Pare de tentar discutir outra coisa.
Discuta outra coisa em outro lugar ou momento.

Agora o assunto que a protagonista do post trouxe é: mães universitárias.
Podemos falar disso?
Ou vamos falar de outra coisa e assim silenciar e invisibilizar a pauta?

lola aronovich disse...

Ô anon das 18:21, para de dizer o que a Kasturba pode falar ou não! Nada a ver. Ela (ou qualquer outra pessoa que não seja troll) falar da sua experiência não tira o protagonismo de ninguém. Kasturba querida, por favor, ignore. Seus comentários são sempre pertinentes por aqui.

Anônimo disse...

O que ngm pergunta eh: porque nunca vimos um pai ser expluso ou hostilizado em sala de aula por levar o filho?

Alicia

Anônimo disse...

Só falta agora quererem amamentar em sala de aula

titia disse...

14:56 é machismo. O que te fez pensar que não seria?

Alessa talvez instituições de apoio a crianças portadoras de autismo? Alguma delas pode ter um espaço especializado para hospedar a criança, ou alguma rede de apoio com outras mães e famílias de crianças autistas.

Olha, pessoas, quando alguém fala que não gosta de crianças está falando na verdade que não gosta de estar na companhia de crianças, que não tem prazer na convivência com elas, apenas isso. Não é ódio nem pedofobia, relaxem, é apenas alguém que não tem vontade nem paciência pra lidar com o comportamento das crianças. Eu mesma não gosto de conviver com crianças, não tenho prazer na companhia delas, mas nunca exigiria que elas ficassem trancadas em casa até crescer. É apenas questão de gosto.

E outra: muitos espaços childfree surgiram porque os pais não tem noção. Levam a criança pra ambientes e locais totalmente inadequados, em horários absolutamente impróprios, sem estrutura para acomodar a criança nem nada de interessante pra ela fazer. Ou deixam a criança livre pra fazer malcriação, estorvar, se meter onde não deve. Eu quando era pequena nunca fui levada pra cinema às onze horas da noite assistir filme proibido pra menores de 16 anos, nem podia sair correndo num restaurante esbarrando nos garçons e nos fornos. E se eu chutasse a cadeira da frente do ônibus ou cinema? Puxão de orelha e castigo quando chegasse em casa. Se ficasse de palhaçada no cinema depois da bronca, era levada pra fora e sem direito a reclamar. Se os pais fizessem seu trabalho, provavelmente não haveria essa demanda toda por espaços childfree. Mas é mais fácil deixar de educar seu filho e chorar ódio às crianças quando alguém resolve deixar o pestinha e os pais crianções de castigo, lá fora.

titia disse...

19:04 por favor diga que seu comentário foi irônico.

Anônimo disse...

19:04 -e qual seria o "problema", seu babaca

Anônimo disse...

Todo e qualquer comentário que vá de encontro ao pensamento da Lola ela define como troll ou falta de inteligência porém, ela não respondeu se a retirada da sala de aula decorre de uma norma, uma vez que já houve caso de professora expulsar uma aluna com filha de sala de aula também. Há necessidade de ter adequação nas faculdades ou escolas para que a mulher mãe possa assistir as aulas? É claro que sim! Mas o que as feministas estão fazendo para tornar mudar este cenário? Não deveria haver projetos paras as faculdades se adequarem?

Outro fator a se considerar é que temos que analisar sob o ponto de vista da criança. Seria o ambiente numa faculdade, adequado a uma criança?

Um ambiente insalubre também seria permitido a permanência da criança como a mãe? Imagine uma mulher policial tendo que permanecer com a criança a bordo de uma viatura? Claro que para a relação mãe/filha é salutar, mas para a criança é um risco.


Não Lola, eu não sou troll e penso ser possível aceitar opiniões sem ficar xingando.

Kasturba disse...

Obrigada, Lola!
Falei sobre um assunto similar porque achei pertinente. Quem não achar pertinente, não precisa responder (e nem ler).
Pessoal às vezes se incomoda com qualquer coisa...

Kasturba disse...

Amamentar não faz barulho e não perturba ninguém.
Qual seria o problema?

Anônimo disse...

Rio de janeiro está falido, quem vai pagar isso? Vai ser outra lei inútil, como todas as outras leis que fogem da realidade orçamentária.

Felipe Roberto Martins disse...

O preconceito é terrível e ignorante. E o país está repleto de preconceitos..., só Educação e Compaixão para a Evolução.

Joana disse...

Alessa, procure se informar acerca da possibilidade de solicitar carga horária reduzida. Não vai resolver o seu problema mas pode ajudar bastante.

Joana disse...

Porque a resposta é óbvia: nenhum nunca levou.

Kasturba disse...

Pois é, Titia, as vezes falta bom senso dos pais, que acham que todo mundo tem que aguentar os comportamentos inconvenientes (embora naturais para a idade) dos filhos deles porque são crianças...
Mas mesmo quando não é culpa de ninguém, não consigo ver a grande ofensa em serviços childfree.

Uma época eu morava em Manaus, mas pelo menos uma vez por mês ia passar o fds no Rio de Janeiro. Voltava no último vôo de domingo (de madrugada), 3 horas de viagem, e tinha que trabalhar no outro dia bem cedo. Queria aproveitar esse tempo pra dormir. Mas sempre que tinha bebê ou criança perto de mim, eu não conseguia dormir.
A culpa não era de ninguém. Bebês sentem dores de ouvidos e choram no avião. Crianças não conseguem ficar quietas por 3 horas seguidas. E a mãe/pai nem sempre pode (ou quer) deixar de levar a criança junto. A criança não está errada, os pais não estão errados. Mas eu também não estava errada em querer dormir. E não acredito que a empresa aérea estaria errada em oferecer um vôo que garantisse aos passageiros que não haveriam bebês/crianças ali. Certamente eu compraria esse vôo, e não consigo entender porque isso ofenderia a alguém.

E agora que vou ter um bebê, acho que eu me sentiria muito mais confortável sabendo que as pessoas que estão ao meu lado no avião tiveram a opção de comprar um vôo sem crianças mas decidiram correr o risco de sentar ao lado de um bebê do que pensar que, assim como eu em outros tempos, estão chateadas por não terem tido essa escolha e terem que aguentar meu filho chorando...

Kasturba disse...

Alessa, você é funcionaria publica?
Dá uma olhada na Lei 13.370/2016 - Servidor público com cônjuge, filho ou dependente com deficiência possui direito a horário especial.

Boa sorte. Espero de coração que você consiga uma boa solução pra essa questão.

Anônimo disse...

Kastruba, concordo plenamente...

Anônimo disse...

Sinto muito pela criança. É nessas horas que vem a pergunta: onde está o pai?

Anônimo disse...

Vou falar do ponto de vista da filha que frequentou as aulas com a mae. Sou filha de pais adolescentes, minha mãe me teve com 16 anos. Nesta época ela já não estudava porque tinha trabalhar (com 16 anos ele já tinha 3 anos de carteira assinada). Mas mesmo com uma filha pequena, divorciada, tralhando o dia todo em uma fabrica de calçados e contra todas as espectativas, ela nunca desistiu. E na verdade as lembranças que tenho desta época são ótimas, lembro o lugar reservado para mim no quadro negro, dos agrados dos colegas de aula e principalmente para no exemplo de perseverança na minha mãe. Hoje olhando para trás, tenho certeza que influenciou no que sou hoje, e quanto a minha mãe, ela foi muito mais longe do que do que o mundo havia planejado para ela.

Quanto ao caso em questão, nao se trata de sala de aula ser ou não proprio para crianças, mas sim do fato do professor ter humilhado uma aluna na frente da sua filha e da sala toda! Fora a falta de empatia!! Eu até sou capaz de entender ele não querer a presença da criança (embora neste caso não concorde), mas precisava ter feito desta maneira? Um simples: -nao acho adequado trazê-la- não bastaria? Ele continuaria ser um insensível mas não seria um idiota total...

Anônimo disse...

Este último paraparág e perfeito!

Anônimo disse...


Kasturba, onde eu assino?

Deborah Maugeri disse...

Mana, penso como vc. A atitude dele foi horrível realmente, tenho nojo de pessoas assim. Porém, eu fiquei imaginando, se a bebê é tão comportada assim. Na minha faculdade, as conversas altas fora da sala pertubam bastante e tiram nossa concentração. Imagine também uma mãe que precisa ficar de olho na criança, se absorve algum conteudo, é impressionante.Então não sei como fica. Não estou defendendo o macho, percebam.
Precisamos de uma solução, como apontou a colega acima. Que os políticos possam cumprir suas promessas e haja a construção de mais creches.

Becx disse...

Puxa... realmente não é falta de inteligência mesmo! Afinal comparar uma mae que leva uma criança para assitir a aula com ela, é exatamente a mesma coisa de uma policial levar uma criança na sua viatura durante a rota. Igualzinho...

Anônimo disse...

Kasturba, eu concordo 100% com vc. Eu estou querendo engravidar, mas sou muitissimo a favor de espaços PRIVADOS child free.
Falar que todo mundo foi criança um dia, entõa temos que gostar de crianças é um absurdo. Todo mundo ja ficou bebado e deu vexame na vida, agora preciso gostar de bebado?

E claro que criança precisa socializar para virar adulto, mas sinceramente, quantos restaurantes são child frees? Quantos hoteis? Quantos vôos? Pois é, não deve ser nem 1%. Mas os pais e mães todos poderosos tem que querer levar os filhos BEM NESSES AI.

E quanto a autora do post, força! Infelizmente tudocai nas costas da mãe e temos que discutir muito essa situação para melhorar a vida das mães que querem estudar. Sou a favor de crianças em sala de aula. Penso que é como o aborto: claro que se a mãe pudesse ela faria de outra maneira, mas se està levando a criança para escoa, é pq nao tem opçao.
temos que falar de politicas publicas para ajudar essas mães.

Yara

titia disse...

Isso aí, Kasturba. Aliás, não sei por que tanto drama, porque já existem espaços onde as crianças não entram. Embora bares, boates e motéis não sejam a mesma coisa que um avião, todo mundo concorda que não é salutar levar as crianças a esses ambientes pois é frequente haver bebedeira, pegação e sexo e a criança não deve ser exposta a essas coisas. Mas não vejo as pessoas usarem esse bom senso quando se trata de locais que, embora não sejam explicitamente para adultos, não tem condições de atender às necessidades infantis, tipo restaurantes sem área de recreação ou hotéis sem parquinhos e monitores. É como se o cérebro apagasse e as pessoas pensam que qualquer lugar onde não haja álcool e sexo é adequado pra crianças.

O que eu vejo muito é que esse pessoal reclamando de espaços childfree é gente que não tem a menor empatia com a própria criança. Porque veja, o que seu filho vai fazer num hotel romântico destinado a casais em lua de mel, por exemplo? Brincar? Ele vai ser a única criança lá e não vai ter parquinho. Nadar na piscina cheia de adultos dando amasso, talvez bêbados? Ficar o dia inteiro no quarto assistindo cartoon network no volume máximo enquanto o casal no quarto ao lado está trepando e fazendo barulho?

Ou arrastar a criança que só come nuggets e macarrão e dorme às 20:00h praquele restaurante francês chiquérrimo que só abre depois das 19:00h, não tem menu especial nem área de lazer, onde a criança vai ter que ficar sentada na cadeira e caladinha durante horas, sem nada pra fazer, com fome e com sono porque os pais querem ficar bebendo e batendo papo com os amigos até as 23:00h, como faziam quando não tinham filhos. Qual o sentido disso? Privação de comida e sono é técnica de tortura, minha gente. Por que alguém faria isso com o próprio filho?

Ou seja, esse povo que estoura as pregas de ódio quando ouve falar em espaço childfree (privado, claro) nem pode falar que é em defesa das crianças. O que eles de fato defendem é o "direito" de continuar agindo como se não fossem pais, fugir das próprias responsabilidades e das limitações que a maternidade/paternidade impõem. É o "direito" de serem crianças grandes pro resto da vida e dos outros serem obrigados a aturar a infantilidade deles calados que eles defendem. Gente que obviamente não tem a menor capacidade de criar filhos bem educados e saudáveis, porque eles mesmos não são assim. É de chorar baldes.

Julia Lemos disse...

Sou professora e já dei aula várias vezes com crianças em sala de aula. Nunca foi problema algum pra ninguém. Professor(a) é quem dá o tom da sua aula neste sentido. Se percebe que a criança está atrapalhando a concentração dos alunos, basta uma olhadinha pra mãe que ela resolve o problema (seja mudando a atividade da criança em sala ou dando uma volta e retornando depois). A questão é mesmo cultural. Dado o hábito de lidar com a realidade daquela mãe maneira amorosa, tudo simplesmente flui. Claro que isso não impede de continuarmos lutando por creches etc. Mas enquanto a realidade não é ideal, o que falta é uma cultura de amor mesmo.

Anônimo disse...

Uma sociedade boa e justa deve acolher a todos nos seus espaços, mesmo quem tenha problemas em comportar-se socialmente (doenças mentais, por exemplo). A arrogância do adulto, que pensa se comportar melhor que uma criança é o que o impede de desenvolver, evoluir como ser humano. Afinal, não estamos imunes de sermos irracionais no trânsito, perder a paciência com alguém, por exemplo. Pelo menos a criança sabe que erra, e tem muita vontade de aprender com o próprio erro. Nós, ao contrário, achamos que estamos prontos, infalíveis seres superiores com opiniões e convicções prontas e acabadas.
O que eu quero dizer é que ser criança é uma condição essencial do ser adulto, não se trata de gostar ou não, é uma verdade biológica que não admite contraponto.
Fabi

Anônimo disse...

Titia, a maternidade me trouxe uma responsabilidade que vai muito além da minha própria filha. Além de todos os cuidados que tenho pessoalmente com ela, interesse pelas suas necessidades físicas e psicológicas que envolvem não apenas noites em claro e amamentação, mas estudo sobre educação, puericultura, nutrição e psicologia, também tenho a obrigação de deixar para ela um mundo mais justo, mais tolerante, mais humano. Quando sou contrária à criação dessa segregação, não se trata de mim, porque meu desejo de ir em qualquer lugar que minha filha não é bem vida é zero. Trata-se da consequência de um pensamento social egoísta do adulto que se vê como um ser superior à criança, e isso, dentro de um pensamento social gera diversos comportamentos danosos à criança: agressões e violências psicológicas à criança vem desse pensamento.
Realmente, não são todos os espaços "preparados" para receber a criança.Mas como ela vai aprender a se comportar em um restaurante se ela estiver sempre no espaço kids? Felizmente, nos lugares que frequento crianças são bem vistas e bem recebidas, recebo apoio e ajuda, pessoas se solidarizam conosco, nos dão preferência se minha filha está cansada e por ventura chorando. Com essas pessoas minha filha aprende a ser educada, solidária, justa, empática. Quando falamos em segregação, damos um recado muito ruim às crianças, lugares onde não são bem vindas simplesmente porque não gostam delas (o que fizeram, como explicar para uma criança isso??). Daí nasce o ódio e intolerância desde já, naqueles que um dia se tornarão adultos, provavelmente reproduzindo esses mesmos sentimentos.
Fabi

Sheila Pontes disse...

Muito bom seu texto. Parabéns! Entre tantos absurdos que li aqui nos comentários, o seu ofuscou todos eles 👏👏👏👏

Sheila Pontes disse...

Kastruba, você defende a infantilidade de adultos birrentos que dizem que "não conseguem conviver com crianças". O adulto que critica comportamentos infantis em qualquer lugar e ainda culpa os pais, pra mim, é só um retardado que se acha melhor que outros. Nenhuma sociedade desenvolvida/civilizada excluiria crianças e mães dos espaços públicos apenas para agradar os adultos birrentos. Dividir alguns momentos com crianças e até ajudar pais e mães a cuidar delas não os torna pais dessas crianças, torna apenas você uma pessoa legal e responsável pelo futuro melhor da nossa humanidade.
Cresça, talvez um dia você seja digno/a de receber a atenção de crianças.

Sheila Pontes disse...

Esse anônimo deve ser igual ao katsubra, que acha que criança é igual a peido e cada um que aguente o seu. Não são, adultos birrentos, crianças só devem ser excluída de lugares que sejam prejudiciais a elas. Se incomoda o seu umbigo, não é da conta de ninguém o problema é só seu. Sua imaturidade/egoísmo não deve ser o motivo para que mães deixem de estudar. Esse comportamento de vocês é muito mas muito mesmo mais prejudicial a todos do que o de qualquer criança agitada.

Sheila Pontes disse...

Penso exatamente como você Alessandra. Essa ditadura do "não gosto de crianças" ser uma coisa frequentemente dita e aceitável pela maioria das pessoas é de uma estupidez sem tamanho.
Uma vez li de uma babá inglesa, tipo aquelas super nany, que num determinado local da Inglaterra, quando uma criança nascia ela não nascia apenas na sua família, ela nascia na comunidade. E era rotineiro as pessoas da comunidade ajudarem essa família a cuidar das crianças, principalmente dos recém-nascidos, para que as mães pudessem se recuperar mais rápido. Imagino que as crianças desse local se tornem adultos muito melhores do que na maioria dos outros que acreditam que criança é só um "problema" dos pais, mas mais ainda das mães.

titia disse...

Compreendo o que quer dizer, Fabi, e reafirmo: se os pais tivessem mais empatia com os próprios filhos, assumissem suas responsabilidades e agissem de acordo com as exigências da maternidade/paternidade, não seria necessário existir espaço childfree. Porque veja, quando eu era pequena meus pais me educavam mas nunca forçavam limites necessários para minha saúde e bem estar. Eles me levavam em restaurantes e exigiam que eu me comportasse, ficasse sentada, não gritasse. Mas nunca ultrapassavam meu horário de dormir, nem me deixavam ficar com fome. Sair correndo, batendo nas mesas e nos garçons era proibido, se fizéssemos besteiras éramos punidos, mas eles sabiam que não se pode pedir a uma criança que fique horas sentada sem fazer nada, então o passeio durava só o tempo que todos pudessem aproveitar. Saíamos, meus pais, eu e meus irmãos, comíamos, batíamos um papo, nos divertíamos, e na hora que as crianças começavam a ficar agoniadas era hora de ir. Na hora de dormir estava todo mundo em casa dormindo.

Mesma coisa com cinema. Quando crianças, só éramos levados pra assistir filmes apropriados em horários adequados, geralmente nos fins de semana à tarde, que não atrapalhassem nosso sono e descanso. E ninguém podia fazer birra, chutar cadeira, se fizéssemos malcriação éramos retirados prontamente da sala sem direito a voltar pra assistir o filme outro dia. Quando meus pais queriam curtir um restaurante chique, filme de adulto ou ficar acordados até altas horas, os filhos pequenos iam ficar com a avó, ou iam para o parque com os tios. E aprendíamos a nos comportar mesmo assim, olha só! É, criança não aprende a se comportar ou socializar só saindo pra restaurantes chiques e cinemas tarde da noite com os pais. Criança aprende e socializa em qualquer lugar, pois mesmo lugares destinados a elas tem regras e etiqueta. Se você limita a socialização e aprendizado da criança a convivência com adultos em locais 'de adultos', vc está subestimando grosseiramente a inteligência dela.

Eu e meus irmãos fomos socializados, aprendemos a nos comportar, a conviver com o resto do mundo sem invadir o espaço dos outros, sem infernizar a vida das pessoas - tanto adultos como outras crianças - com os quais convivíamos. E sem forçar nossos limites ou sermos obrigados a agir como mini adultos. Lógica e bom senso: se você quer passar a tarde inteira com seus amigos no restaurante, é preciso haver um espaço adequado para que seus filhos possam aproveitar também; passeio em família em que só os adultos se divertem e as crianças sofrem não é justo, não é passeio em família nem é oportunidade de aprendizado. É babaquice.

Mas o que se pode fazer com esses pais que são crianças crescidas, que não querem se tornar adultos, assumir a maternidade com seus ônus e bônus? Reclamar das pessoas que não suportam a falta de noção dos pais e as consequências dela nas crianças é muito fácil. Difícil é olhar pra além do seu umbigo e ver que ser mãe ou pai exige sacrifícios e renúncias, e que se você não quer fazê-las não está fazendo um bom serviço como mãe/pai.

titia disse...

Sheila Pontes, se isso foi comigo, eu tenho um nick. Quando quiser me responder, escreva 'titia' porque assim você vai me passar sua mensagem. Agora, vamos nessa:

Você obviamente não leu o meu comentário além do ponto em que concordei com a Kasturba, então obviamente não leu as partes em que eu falo sobre pais sem noção e o que eles fazem pra que eu os considere como tal, tipo: privar filho de sono e comida por capricho, levar para locais inadequados, sem estrutura, sem nada para ocupa-las de forma divertida e produtiva, tratando-as como mini adultos ou coisas que devem ficar quietinhas e caladas ao lado dos pais mesmo que estejam sofrendo. Não leu como eu detalhei de que jeito essa postura ridícula de levar criança feito bolsa de grife pra todo canto que os pais vão pode ser prejudicial para as próprias crianças.

Concluo, então, que você é outro daqueles adultos histéricos incapazes de admitir que sim, crianças incomodam do mesmo jeito que adultos incomodam, portanto limites são necessários e saudáveis; a diferença é que os limites do adulto quem dá é o gerente, os seguranças, a polícia, etc. enquanto que os limites das crianças tem que ser dados pelos pais. E mesmo assim é preciso ter bom senso. Se você sai pra jantar com seu filho pequeno, é perfeitamente razoável exigir que ele se comporte direitinho por umas duas horas. É ridículo e cruel exigir que ele fique sentado quieto no canto, sem incomodar, sem chorar, sem fazer barulho, enfim, sem agir como criança das 12:00h às 17:00h só porque você está se divertindo.

Também concluo que você é uma dos que acham se um lugar não tiver sexo nem álcool criança pode entrar e ficar feliz. Outro dos adultos limitados e sem empatia, que fala em socializar e construir uma sociedade melhor, mas deixa o filho mofando por horas sentado ao seu lado no restaurante chique, com sono, fome, sem nada pra fazer e sofrendo enquanto você fica grudada no celular digitando o quanto é revolucionária e benfeitora da sociedade por tratar seu filho e exigir que ele se comporte como um mini adulto.

É, realmente, é muita maturidade e altruísmo de sua parte defender que as pessoas forcem a adaptação do filho à vida deles, ao invés de adaptar as próprias vidas pra acomodar as necessidades da criança. É muito, muito favorável pras crianças que você continue perpetuando esse conceito imbecil de que elas são acessórios que tem que ir pendurados nos pais pra onde for, não seres humanos em formação com necessidades específicas que exigem sacrifícios e renúncias por parte dos pais. E não, não é nada birrento da sua parte espernear, xingar e tentar diminuir as pessoas que admitem abertamente que crianças não são anjinhos perfeitos, que elas podem incomodar, e que por isso os pais tem que agir como pais, dar limites pro comportamento ao mesmo tempo em que precisam respeitar as necessidades e limites das próprias crianças.

É, parece que não dá pra ter uma discussão racional sobre o tema. O povo cheira talco de bebê e o cérebro desliga. E nessa discussão o que menos importa são as crianças. Como eu disse anteriormente, é de chorar baldes.

Kasturba disse...

Sheila Pontes, acredito que você não leu atentamente ao meu comentário. Eu não disse que sou a favor de restrição de acesso a locais públicos a ninguém. Disse que sou, sim, a favor da existência de locais PRIVADOS onde exista idade mínima para entrar. Ainda dei como exemplo aviões, restaurantes, hotéis. E não seriam TODOS os aviões, restaurante e hotéis, e sim somente alguns, onde adultos que não estão dispostos (momentaneamente ou sempre) a aguentar os comportamentos típicos das crianças possam se reunir e desfrutar o momento.
Eu não falei que exista algo de errado ou que a culpa seja dos pais nos comportamentos "inconvenientes" das crianças (algumas vezes é, mas nem sempre). Crianças estão em formação, e portanto não se pode exigir delas comportamentos que se exige de adultos. É natural, e mais ainda, é saudável que a criança seja curiosa e agitada. Mas não são todos os adultos que têm paciência para isso, e não acho correto obrigar a todos a gostarem ou quererem conviver com crianças.
Eu sou super tolerante e não me incomodo de frequentar ambientes com crianças (obvio que algumas crianças em particular incomodam - e essas a culpa é dos pais que nap educam sim). Na realidade, gosto. Tenho duas enteadas (uma adolescente e uma criança) e adoro quando estão com a gente. E elas também gostam muito de mim. Também tenho primos pequenos, e me dou bem com todos. Estou grávida e breve terei um bebê para cuidar. Mas de qualquer maneira, sei que bebês e crianças, no seu processo de aprendizagem, podem incomodar (ninguém, ninguém, NINGUÉM gosta de ouvir um bebê chorar dentro de um avião ou no cinema). E não é por me tornar mãe que vou achar que todo mundo tem o dever de ficar super feliz e aplaudir tudo o que minhas crianças fazem.

Anônimo disse...

Então você está mesmo se ocultando das citações, PORCO.
Não tem problema. Já tive um papo com aquela juíza, já expus para ela
o caso do professor, as várias ações que a senhora está respondendo em
várias partes do país.
Vamos mandar um oficial de justiça neste puteiro que você dá aula.
Quer ser feminista bostejadora de Internet. Se fode ai respondendo DANO MORAL.

Anônimo disse...

Ah, Kasturba, o tempo há de acaber com as suas ilusões...

Anônimo disse...

Legal é que num blog feminista, feministas (!) tratando sobre o tema não vão discutir creches nos locais de estudo e trabalho; não vão discutir o isolamento que a maternidade traz, principalmente para mulheres que não contam com um sistema de apoio e que, vejam só, costumam ser pobres, pretas e periféricas (como se não bastasse a negação de espaços públicos às mulheres, sejam elas mães ou não); não vão discutir o modelo tóxico de masculinidade que proíbe que os homens sejam bons pais; não vão discutir esse modelo escrotíssimo de sociedade que trata um novo ser humano não como uma parte da humanidade, mas como um problema a ser resolvido pelas mães. Problema mesmo é não poder trepar na piscina (nada contra fetiches), andar de avião com criança chorando e não poder frequentar restaurante fino (risos eternos) porque o "catarrento da outra pessoa tá ME ATRAPALHANDO!!!!111um". Feminismo liberal é mesmo uma merda.

Manoela disse...

Discordo em parte. Ter sido criança não obriga nonguem a gostar de crianças. Além disso quando as pessoas falam isso, e elas tem direito a isso, elas querem dizer não ter paciencia para lidar com crianças. O fato de nao gostar não significa que a pessoa irá maltratar crianças. E quando a espacos childfree sao espacos privados e não públicos. Se vc é e outros adultos consideram errado simplesmente não usem esses espaços. Agora querer ditar o que cada pessoa deve achar em relação a crianças e de uma arrogância enorme.

Manoela disse...

Perfeito titia. As pessoas agora querem ditar como cada pessoa deve pensar em relação as crianças. Como se todo mundo fosse obrigado a gostar de criança. E expressar isso ofendesse os pais...

Anônimo disse...

Só falta mandar as mães pararem de opinar e irem trocar umas fraldas! Mas enfim.. a discussão é bem mais complexa que "ninguém é obrigado". Obviamente estamos falando de redução dos espaços para mulheres/mães, da ausência de rede de apoio, da ausência de interesse da sociedade em acolher as mulheres e seus filhos e conseqüentemente, ausência de políticas públicas para resolver essas demandas.
Fabi

Anônimo disse...

Peraí que eu vou adaptar uns comentários ótemos:

"Discordo em parte. Ter amigo negro não obriga nonguem a gostar de negros. Além disso quando as pessoas falam isso, e elas tem direito a isso, elas querem dizer não ter paciencia para lidar com negros. O fato de nao gostar não significa que a pessoa irá maltratar negros. E quando a espacos blackfree sao espacos privados e não públicos. Se vc é e outras pessoas consideram errado simplesmente não usem esses espaços. Agora querer ditar o que cada pessoa deve achar em relação a negros e de uma arrogância enorme."

"Perfeito titia. As pessoas agora querem ditar como cada pessoa deve pensar em relação as mulheres. Como se todo mundo fosse obrigado a gostar de mulher. E expressar isso ofendesse os pais"
Realmente, todo facista é um liberal assustado...

Anônimo disse...

Feministas querendo restringir o direito das crianças e estarem em locais publicos...
Isso sim, é "defender" o direito das mães.
Onde vamos parar?

titia disse...

Manoela juro que não entendo o que tem de tão horrível numa pessoa apenas não apreciar a companhia de crianças. Se for uma mulher dizendo isso então... E a parte que é de chorar mesmo, é que essas pessoas são as que menos se importam com as crianças. Falam, santificam, não admitem que elas podem ser tão incômodas quanto qualquer ser humano, mas quando falou em lei da palmada foram os primeiros a subir nas tamancas e defender o direito dos pais espancarem os filhos.

Sério, eu não entendo isso. Já vi até mães, mulheres que tem filhos, dizendo que é preciso sim limite, que não se leva criança pra qualquer lugar nem se deve trata-la como mini adulto e esse povo continua estourando as pregas. São MÃES dizendo que não, não se pode carregar seu filho pra todo canto, existem limites, mas os 'defensores da inocência' tapam os ouvidos e se recusam a ouvir.

E eu falo essas coisas como alguém eu se lembra perfeitamente da própria infância, das coisas ruins tanto quanto das boas, que não banhou a infância a ouro e lembra muito bem das merdas dessa época. Eu que sofri com isso de ser tratada como mini adulta, de ser jogada num canto e ter que ficar lá imóvel, fingindo que não existo, muda, calada e sofrendo porque os adultos estavam se divertindo. Meus pais acertavam quando saíam só com os filhos, mas quando éramos nós e outros adultos? Ah, colega, então os pirralhos tinham que ficar no cantinho, fingindo que não existiam ou q eram bibelôs de carne e osso, caladinhos, sem chorar de cansaço, sono ou tédio pq senão os outros adultos vão pensar que os pais não educaram direito. E se vocês não aguentarem e chorarem de angústia, ainda apanham quando chegar em casa. E aí vem um merdinha qualquer dizer que isso é bom pra criança? Meu cu! Isso é bom pros pais fazerem os filhos sofrerem sem sentir dor na consciência e só.

11:44 que absurdo né, não é como se tivesse, sei lá, mais centenas de outros posts e milhões de comentários em que as feministas liberais de merda do blog discutem todos esses assuntos que você citou. Diz aí, você é um mascu tradicional ou é a variedade com pepeca que tenta se infiltrar pra fazer baderna e acha que vai ser poupada por não ter bolas?

Yara disse...

Engraçado o povinho da empatia seletiva. A moça do texto merece empatia sim, ela só leva a filha pra facul pq n tem outro jeito, mas fingir que não vai atrapalhar a aula, n dá.
E como fica as outras pessoas na turma? Q se danem? Os outros tb tem problemas, tb podem estar cansados, merecem assistir às aulas em paz.

Eu acredito que a filha dela não atrapalhe muito pq é uma criança só, mas imagina se outras mulheres fizerem o mesmo? Adeus aula.
As crianças n vão ficar quietas, vão querer brincar uma com as outras, vão fazer bagunça. A solução é a creche, assim beneficia a todos.

De qualquer forma, ela está certa de denunciar esse infeliz. Mesmo que estivesse incomodando, ele não tem direito de tratar ninguém assim.

Sheila

Egoísmo mesmo é achar que todos tem que resolver seus problemas, cuidar de seus filhos e o resto que se exploda. Aqui no Brasil é assim, o povo tem vários filhos, n querem lidar com a própria cria e acha que os outros tem a obrigação de cuidar dos seus. Daí exploram a família, vizinhos.
Eu tenho uma vizinha assim, volta e meia, ela larga os filhos dela aqui, para minha mãe cuidar e raramente é pq ela tem algo muito importante pra fazer; na maioria da vezes, ela está na casa dela, fazendo nada, mas manda os filhos para cá. Ela quer é se livrar dos filhos por algumas horas.
Minha mãe tem uma parcela de culpar por n mandar essa mulher se lascar. É folgada demais e infelizmente os filhos seguem o caminho da mãe. Chegam aqui exigindo biscoitos, querem que a gente pare de assistir a tv e coloque no canal que eles quiserem.
Sério, n sou obrigada a aguentar e nem a gostar disso.

Manoela disse...

Bom, acho que o único fascista é vc quem não consegue compreender um ponto de vista. Aliás acho interessante tanta preocupação com espaços childfree e pouco interesse com as crianças na rua se prostituindo e passando por coisas piores. Ah esqueci o negócio é se criticar pessoas que dizem não ter paciência para lidar com crianças...as crianças morrendo e com outras necessidades importantes nao interessa. De fato todo fascista é um liberal assustado e com abstração seletiva...você deve ser um dos seus maiores representantes. Obrigada pela aula de hipocrisia.

Manoela disse...

A verdade que as pessoas se preocupam mais com a fala do outro que diz nao gostar de lidar com.crianças do que realmente com as crianças em si. Várias crianças por aí sendo abusadas e sofrendo agressões físicas e psicológicas e povo dos direitos das crianças pouco se preocupa com isso. O problema são as pessoas ruins que dizem não querer lidar com crianças...

Anônimo disse...

Sheila

Imagino os belos adultos que vc vai criar. Ensinando a criança que enquanto a situação estiver boa para ela, o resto que se dane. Não precisa respeitar o espaço e o direito de ninguém.
E ainda tem a cara de pau de falar de egoísmo...

Anônimo disse...

Ah, Manu, certeza que vc não sabe o que é fascismo... Claro que se preocupar com espaços childfree (por que não usam o português? Porque livre de crianças é feio, né?)exclui completamente se preocupar com crianças em situação de rua. É humanamente impossível fazer as duas coisas ao mesmo tempo... Fico pensando que, se com as mães tem gente que falta mandar criança ficar reclusa em casa até os dezoito anos, com criança sem mãe pode até entrar de voadora nas costas dos moleques que tá de bouas. E "esse povo do direito das crianças" tá no mesmo patamar do "esse povo dos direitos humanos", bolsonaro curtiu. Sua fala só me mostra que, mesmo em espaços ditos "progressistas" crianças não são vistas como seres humanos. E reclamam depois que mulheres sofrem o mesmo tipo de discriminação (não que não soframos, mas no dos outros é refresco). E esse fetiche de classe média cirandeira com criança de rua é só para aplacar a consciência cristã. Fazer caridade, dar um pãozinho é top, rende fotos lindas no feice e gera likes. Agora tentar acabar com desigualdade, aí já é vandalismo.
E o problema desse discuso é que ele justifica "várias crianças por aí sendo abusadas e sofrendo agressões físicas e psicológicas", porque ele, ora vejam só, meio que desumaniza crianças, igualzinho fazem com, peraí que eu preciso lembrar... mulheres. Coerência é para os fracos, pois não?

Anônimo disse...

Concordo plenamente, não entendo pq tanto drama, se trata apenas de lugares privados para o público adulto, vá com sua filhas nos outros 99,99% onde será bem vinda! Isso é criar um nicho de mercado, não é de nenhum modo segregação! E nao, não tenho paciência com crianças, por isso decidi não ter filhos...

Alessa disse...

Titia, Joana, e Kasturba, obrigada pelas sugestões. Sou funcionária pública, não servidora, por isso não tenho direito a redução de carga horária. Procurei o meu sindicato, mas há outros casos mais urgentes que o meu, então não tive a atenção que precisava. Talvez procure uma advogada, mas até uma solução definitiva realmente não sei o que fazer. Usei todas as licenças e ausências permitidas, e mês passado já tive três faltas.

Anônimo disse...

Peraí, mais comentários ótemos:

"Concordo plenamente, não entendo pq tanto drama, se trata apenas de lugares privados para o público branco, vá com seus negros nos outros 99,99% onde será bem vinda! Isso é criar um nicho de mercado, não é de nenhum modo segregação! E nao, não tenho paciência com negros, por isso decidi não ter escravos..."

Anônimo disse...

Não tem nada de horrível não apreciar companhia de crianças. Eu, particularmente, não sou muito chegada nelas.O que é horrível é querer impedir que crianças usem espaços públicos por causa de conveniência de adultos cujas vontades parecem não ter limites. Afinal, se qualquer ser humano é incômodo, por que separar justamente as crianças? E, na boa, dizer que quem acha esse treco de "livre de crianças" (me recuso a dourar a pílula pra essa merda) é coisa de quem apóia a lei da palmada, mano, é um treco brilhante, vc é doutora em lógica, né?
Sair com os filhos agora se tornou tratá-los como mini adultos e não estabelecer limites, jura? Legal vcs colocarem no mesmo patamar uma situação onde a formação acadêmica de mulheres que não podem pagar creche (recorte de classe tão aclamado por feministas liberais, mas ah, a realidade...) com sair pra um restaurante francês super chique. Esse negócio aí da tua infância (e foi você que trouxe o assunto à baila, então acredito que podemos discutir o tema), o que é que tem com o debatido aqui? Se vc acha que o que vc passou na infância não foi legal pra você, discuta isso com seus pais ou um psicológo, não traga isso para uma discussão onde, ora veja só, vc não é o assunto. E sim, creche, masculinidade tóxica, negação de espaços públicos às mulheres podem ter sido tratados por muitas pessoas em outros posts. Mas veja só, no post onde uma mulher passou por discriminação de gênero por ser mãe tudo o que se ouviu foi o cri cri dos grilos. Ninguém se lembrou disso, ora vejam só. Mas pedra na mãe que tá tratando a filha como mini adulta, levando a menina pra um lugar que não é adequado sobrou. Afinal, ela pode deixar a filha com os duendes da floresta, né não? Estamos com ela, desde que ela e sua filha não nos incomode. Quando você discorda, não por dados ou estudos, mas porque você sofreu com uma situação particular sua, bem, aí a discussão é irracional, porque o teu ego tá maior que a minha pança e com ego não dá pra discutir, a gente só acena com a cabeça. E não são as feministas liberais do blog que são uma merda, respire fundo e releia, o que é uma merda é o feminismo liberal. Esse seu hábito de fulanizar as discussões tá atrapalhando tua compreensão de texto.

Anônimo disse...

20:51

Tá certa, anon! Crianças n podem ser proibidas de frequentarem nenhum lugar. Vamos leva- las em motéis, bares, raves, baladas... e pra q faixa etária em filmes? Vamos deixar crianças apreciarem 50 tons de cinza...

Anônimo disse...

Desonestidade intelectual falando comparando crianças com negros ou homossexuais.... Crinaças são seres humanos em formação. Crianças tem filmes especificos, programas especificos, salas de aula especifiacas. Vocês vêem filmes para negros? Aulas para negros? Isso néao existe porque um negro e um branco são iguais, coisa que criança não é!

E defender espaços child-free é querer falar que as mães também tem direito a ficarem 2 horas sem ouvir criança chorar. Uma ai falou que em paises desenvolvidos nunca isso ocorreria. Fia, moro na França e aqui tem um varios lugares child-free. Na Inglaterra também!! Então não fale o que vc não sabe. Deixar os pais e mães terem direito a algumas horas sem ouvir criança chorar não deveria gerar tanta revolta.

E quer saber, continuem enfiando os pentelhos de vocês guela abaixo no 1% dos locais onde
eles não são bem vindos (restaurantes chiques, hoteis romanticos, etc). Com certeza é assim que as pessoas vão mudar de ideia!

Sheila, vc deve ser uma mãe daquelas bem loucas,que acha tudo que seu filho faz lindo, e que todo mundo tem que achar bonito quando ele enche chora.

Mães precisam de suporte! Mas também precisam de um choque de realidade.

Moça do post: toda minha solidariedade pra vc. Pq ir com as crianças para o restaurante chique, é escolha ( e as madames podem ir à outro restaurante se preferirem)!! Ir para aula, é falta de opção. Coragem e tudo de bom.


Yara Anonima

Anônimo disse...

23:05, seu nível de argumentação é altíssimo. Congrats, champs.

titia disse...

Fabi, ninguém aqui, nem quem fala em espaço childfree, está dizendo que as mães devem ser excluídas. Pelo contrário, todo mundo aqui defende creches públicas, ensino integral, políticas para as mães e seus filhos. Todos que comentaram aqui querem SIM que exista uma rede de apoio pública e de qualidade para as mães e as crianças, tanto que ninguém que defenda espaços childfree, por qualquer motivo que seja (eu apoio, como mencionado, por causa da falta de noção e empatia de muitos pais com a própria criança) apoia a atitude do professor ou defende que espaços públicos sejam proibidos pra crianças.

Anons mal intencionados: todo mundo que fala de espaços childfree fala de espaços PRIVADOS, não públicos. Falamos, por exemplo, daquele hotel romântico cheio de gente que bebe, dá amassos em público e trepa, e até pouco tempo atrás contava com o bom senso dos pais em não levar criança pra lá. Falamos de evitar situações como a do barraqueiro profissional que levou o sobrinho de 11 anos pra assistir Ted porque teve preguiça de ler as cinco linhas da sinopse do filme. NINGUÉM é a favor de restringir a presença de criança em espaço público, mas de garantir que elas não sejam afetadas ou sofram desnecessariamente pela falta de noção e simancol/pelo egoísmo ou prepotência dos pais.

E não adianta comparar crianças com negros nem com mulheres, troll "vamos apelar de uma vez". Negros e mulheres são pessoas adultas, e queira você acreditar nisso ou não, crianças e adultos são diferentes mental e psicologicamente, com necessidades e capacidades diferentes. Já foi cientificamente provado isso. Aliás, foram pessoas que pensavam como você (que criança é mini adulto) que exploraram o trabalho infantil durante a Revolução Industrial, botando crianças pra fazer jornadas de 12 horas em locais insalubres e perigosos pagando miséria. Foi gente que pensava como você que colocava crianças pra se prostituir em bordéis e casar com velhos pedófilos. Pensamento como o seu é que é comprovadamente prejudicial às crianças.

Aliás, anon que exige bom português, já existe faz tempo um equivalente do termo childfree na nossa língua pátria, sabe? Não é uma tradução literal e só deixou de ser usado porque brasileiro tem síndrome de lata de lixo e adora estrangeirismos, mas childfree é o nosso velho conhecido "impróprio para menores de __ anos".

Estranhamente, o pessoal que estoura as pregas por causa do termo 'childfree' não costuma encrencar tanto com o 'impróprio pra menores de __ anos'. Imagino que é pq quando se usa o 'impróprio para menores de x anos' eles se sentem mais à vontade para desrespeitar e expor a criança ao que não é bom pra ela sem dor na consciência. 'Childfree' deixa claro que aquilo não é pra criança, e aí os pais tem que olhar pra si mesmos e ver como estão sendo bostas com o próprio filho. Como disse a Yara ali em cima, empatia seletiva. Os pais são muito empáticos consigo mesmos e não sobra nem uma gotinha pra mais ninguém, nem mesmo pro filho. Chorar baldes.

Anônimo disse...

Já assisti muitas aulas de faculdade onde meus colegas levaram crianças. Nunca foi algo que atrapalhasse as aulas. Lembro que uma colega minha levava o filho de quatro anos toda sexta feira as aulas. E era muito tranquilo, as vezes ele começava a fazer uma gracinha, e os professores sempre buscavam interagir com ele, perguntavam se ele também estava prestando atenção na aula, lavavam desenho para que a criança pudesse colorir, enfim, coaduno com o comentário da Julia Lemos. A gente precisa é de mais empatia, mais amor mesmo. A atitude do professor, é fato, foi humilhante e desnecessária. Existem várias formas de resolver essa questão, mas ele adotou a conduta mais errada possível.

titia disse...

"Perfeito titia. As pessoas agora querem ditar como cada pessoa deve pensar em relação as mulheres. Como se todo mundo fosse obrigado a gostar de mulher. E expressar isso ofendesse os pais".

Amigo, se os misóginos desse mundo se limitassem a detestar mulheres dentro de casa, sem se relacionar com elas, sem cometer violências nem atentados terroristas já estaria mais do que bom. Eu sou mulher e não faço nenhuma questão que todo mundo goste de mim; faço questão apenas de ter minha integridade e dignidade respeitadas. Se você precisa porque precisa ser amado por todos, primeiro: tem que tratar essa síndrome de Baby da Família Dinossauro, e segundo: aceitar que não, nem todo mundo vai gostar de você e isso faz parte da vida. Respeitar, sim, é obrigatório; gostar, não. Se não sabe a diferença entre um e outro, fio, você precisa crescer mais um pouquinho.

22:22 sim eu abordei minha infância porque o que fez ela ser problemática é esse conceito imbecil que gente como você perpetua, de que criança ou é mini adulto e deve ser cobrada como tal, ou é um objeto, um acessório, feito bolsa de grife, e que deve ser carregada pra todo canto que os pais vão sem se preocupar com o bem estar dela ou se aquele lugar vai ser bom pra ela. Não foi só comigo não, ainda tem montes de crianças por aí sofrendo as consequências dessa objetificação infantil que esses adultos 'cruzados em defesa da inocência' fazem.

É só, ao invés de olhar pro próprio umbigo, ir falar com a criança: pergunte, por exemplo, o que ela acha de ficar num hotel sem qualquer estrutura pra acomodar infantes, sem atividades, sem parquinhos, sem outras crianças pra brincar com ela, onde ela tem que ficar trancada no quarto o dia inteiro fazendo nada e ela vai lhe dizer, chorando, que é uma merda, que ela está odiando tudo e que odeia os pais por fazerem isso com ela. Ninguém me fez essa pergunta quando eu era criança, e ninguém as faz pras crianças hoje em dia. Legal, né?

É por isso que eu sei que a última coisa na cabeça de gente como você é o bem estar das crianças. Vocês batem no peito, berram, pulam, arrancam os cabelos, sobem no poste e fazem todo tipo de macaquice, mas NINGUÉM chega junto da criança e pergunta "e aí, coleguinha, o que você acha disso?".

Ah, e não sei se você chegou a LER os comentários, mas eu e muitas outras pessoas que usamos o termo childfree nos comentários apoiamos a Janaina, repudiamos a atitude do professor e defendemos creches públicas de qualidade pras alunas e funcionárias das universidades. Se você acha que nós não falamos no assunto do post, é porque não leu os comentários; só bateu os olhos no termo 'childfree' e veio arranjar briga sem nem ler. Bom, pode ficar soltando fogo pelo cu à vontade aí porque, sinceramente, pseudo defensores das crianças como você não enganam ninguém.

titia disse...

Ah, 22:22, só mais uma coisinha: da próxima vez coloque meu nome no seu comentário. Não seja um covarde babaca que é incapaz de sustentar uma discussão até o fim e por isso escreve sem colocar o nome da pessoa a quem você está se dirigindo, torcendo pra que ela não perceba e você possa dizer que 'deixou seu interlocutor sem resposta no debate'.

Anônimo disse...

Ah, titia, eu só não vi o seu nome... Quem tá dando ataque de pelanca aqui é você, amiguinha. E ninguém tá "exigindo bom português" (agora vou usar os mesmos termos que você), essa tu tirou do seu cu, né? Porque usar "childfree" é bem diferente de usar "espaços livres de crianças", como se crianças fossem coisas que precisássemos "nos livrar", fica menos violento em inglês que em português, né não? Você mistura alhos com bugalhos, enfia tua experiência pessoal num assunto onde você não é o assunto, xinga, grita e esperneia tentando ganhar no grito, projeta SUAS inseguranças e traumas onde eles não cabem, e quem tá "estourando as pregas" são os outros? Inventa que ninguém LEU seu comentário, infere, acusa, arranca os cabelos e projeta toda essa sua verborragia agressiva nos outros, chama de mascu (ainnn, quem não concorda comigo é mascu), ou seja, a titia sendo titia... Cresce, mulher. Diz, ain eu apóio a amiga, sororidade acima de tudo, mas o teu subtexto diz que só apóia se não te incomodar. Eu não tenho nenhum interesse em ter a última palavra sobre nada, mais uma vez você tá projetando nos outros o teu interior. E briga, flor, para mim, é outra coisa, tenho certeza que você nunca entrou numa...

titia disse...

"ou seja, a titia sendo titia"

Mascu psicóloga, é você?

Pergunto apenas porque, pra quem não viu meu nome, essa simples sentença denota certa... familiaridade com meus comentários e o que eu digo aqui. Típicos de quem acompanha os comentários e vê o meu nome quando comento.

E pergunto se é o mascu psicóloga porque é o único que passa o texto no corretor do Word antes de publicar.

"chama de mascu (ainnn, quem não concorda comigo é mascu)"

Nem mesmo mencionei mascus no último comentário. Aliás, faz uns quatro comentários que eu não menciono mascus. Na verdade, só mencionei mascus em um comentário desse post, que nem mesmo foi dirigido a você.

"mais uma vez você tá projetando nos outros o teu interior."

É, agora não tenho dúvidas. É o mascu psicóloga mesmo.

Não adianta, fofo. Aprender um pouquinho de português e tentar concatenar algo que se passe por argumentos não vai ocultar o fato de que você é um mascu babaca indefinidamente. Cedo ou tarde você vai falar alguma merda e todo mundo vai saber quem você é. Nunca falha.

"E ninguém tá "exigindo bom português" "

"E, na boa, dizer que quem acha esse treco de "livre de crianças" (me recuso a dourar a pílula pra essa merda)"

Um sujeito que se refere a crianças como porra alheia querendo posar de defensor de crianças. Essa é pra rir baldes ao invés de chorar.

Kasturba disse...

O mais curioso é que geralmente as mães que acham que todo mundo tem obrigação de aguentar tudo que seus pimpolhos fazem (porque a comunidade é responsável pela educação das crianças) normalmente são as que mais se incomodam quando alguém da "comunidade" repreende seus filhos. Aí viram feras, do tipo "em filho meu só eu dou bronca".
Passei por uma dessas com minha mãe. Estávamos no salão de festa do prédio onde ela mora, enchendo balão e arrumando a festinha do meu priminho. Estávamos um pouco atrasadas, faltavam poucas horas pra festa começar. Aí chegou uma garotinha de seus 4 ou 5 anos, sem nenhum adulto por perto, e começou a mexer em tudo, perguntar, pedir umas coisas... Apesar de ela estar atrapalhando um pouco, não me incomodei. Mas minha mãe sim, e depois de um tempo pediu pra ela se retirar (não xingou, não encostou na menina, mas foi um pouco ríspida sim) e fechou a porta do salão na cara da menina. Bem, 2 minutos depois vem a mãe da menina louca, dizendo que aquilo era um absurdo, que minha mãe nao podia tratar a filha dela assim, que ela era só uma criança, que nao custava nada deixar a menina olhando a gente trabalhar...
Eu achei desnecessário minha mãe colocar a menina pra fora, mas era direito dela. Ela não era obrigada a ficar tomando conta ou brincando ou conversando com uma criança que ela nem conhece.
Mas o pior, pra mim, foi essa mãe dessa garota. Na hora de cuidar da filha, e dizer que ela não pode entrar em locais nos quais não foi convidada, aí ela nem tava perto. Acha que a filha tem direito de entrar onde bem entender, e que todo mundo tem obrigação de gostar e tratar bem. Mas na hora que alguém ensina ora filha dela algo que ela não ensinou (que ela nem sempre vai ser bem vinda em todos os ambientes), aí é um absurdo, porque ela é a mãe, e só a mãe tem direito a brigar com a filha...

Manoela disse...

Na verdade os pais solicitam a compreensão da comunidade e dos pares no tocante a parte chata de cuidar e ensinar as crianças. Quando se trata de repreender aí a comunidade não presta e apenas os pais sabem educar os filhos...tudo muito conveniente. E não sei pq tanta preocupação com esses espaços childfree. Caso não gostem eles não são obrigados a frequentar. Alias esses espaços já existem, pois casas de swings e motel além de alguns bares não são adequados para crianças.

Anônimo disse...

Tremenda tempestade em copo d'água a troco de nada, nenhuma faculdade ou certos espaços são obrigados e atenderem certas demandas, antigamente era assim, cada um tem que ter a sua responsabilidade e assumir com elas, so discordo da forma que o professor agiu, poderia simplesmente ter explicado que o espaço daquela sala não era para crianças e ponto final, afinal de contas o professor em sala de aula é autoridade.
Em relação a sua reclamação seria o mesmo que vc pedir que em uma instalação militar tivesse espaço para crianças, enquanto os pais estão ocupados com as responsabilidades dentro de um quartel.
E pra terminar quartel não é uma creche assim como uma faculdade que é destinada ao estudo de adultos e ponto final.
Esse seu histerismo que geralmente vcs mulheres gostam de fazer só pra poder aparecer, a PUC tem o seu espaço para estudos e não é obrigada a providenciar creche, é sua responsabilidade como mãe arrumar um local para a sua filha ou tomar conta dela em casa.
Se for o caso tranque a sua faculdade e quando ela estiver maior volte e termine seu curso ou simplesmente arranje alguém para ficar com ela.
Se eu fosse dono de uma faculdade ou curso não iria permitir de forma alguma presença de crianças em sala de aula e volto a repetir antigamente não tinha esse mimimi.
A faculdade tem o seu código de conduta e ela não é obrigada a ser uma creche.

Lidia disse...

Todo apoio a você, mana! Tenho um bebê e me sinto constrangida em vários lugares. Me raiva pois se a opressão fosse somente comigo "OK", mas as crianças merecem ser aceitas, amadas e respeitadas.
Mas não entendi que dia foi ou será o ato. E onde é a sala desse cara? Tem como dar mais informações? Quero ir!

Anônimo disse...

Tudo bem que a criança pode incomodar e se várias outras levassem os filhos seria bem complicado. Porém, é possível falar isso de uma forma mais humana e menos estúpida? Seria absurdo para ele chamar a aluna a sós e expor o desconforto dele com a situação de uma forma franca e aberta? É preciso sempre fazer guerra, com palavras grosseiras e atitudes hostis? Às vezes, tanta canalhice me cansa.

Sheila Pontes disse...

Bebês choram porque não sabem falar Crianças choram porque ainda estão aprendendo a verbalizar o que sentem. Sou totalmente contra esses espaços. Pra mim, é a mesma coisa de criar espaços que proíbam que homens afeminados entrem porque, por acaso, alguém pode achar que ninguém, ninguém goste de homens falando fino. É a mesma coisa de achar que ninguém, ninguém gosta de pessoas com a pele negra, ou o cabelo crespo etc. Enfim, se os exemplos podem ser considerados absurdos, por qual motivo quando se desrespeitam crianças da mesma forma muitas pessoas não acham absurdo?

Peguei um voo de Fortaleza para João Pessoa recentemente e sentei com meu filho de 7 anos, que ficou na janela observando e conversando comigo sobre as nuvens, entre outras coisas. Havia um homem sentado entre mim e o corredor, que estava o tempo todo com os olhos fechados. Vestido com um terno desses de marca e, aparentemente, não era uma pessoa pobre. Quiçá era dessas pessoas que querem que os pobres caiam fora dos aeroportos e de "seus" aviões. Passei a viagem tentando não sentir o odor fétido desse homem, aquele odor de quem não havia tomado banho ou que estava utilizando uma roupa suja até chegar na minha cidade. Sorte de não ter sido uma viagem demorada. Quando o avião pousou e ainda não estava parado totalmente, meu filho estava com tanta vontade de fazer xixi que falou que já estava molhando a cueca. Pedi licença ao cidadão para levar meu filho ao banheiro e ele não queria deixar que saíssemos pq não era permitido. Após algumas insistências minhas, ele finalmente saiu e a aeromoça sequer se incomodou quando me viu levando o meu pequeno ao banheiro.
Esse exemplo que dei é pra fazer uma pergunta a você, por acaso você acha que esse homem, caso ele seja adepto desses lugares que desrespeitam crianças e as proíbem de entrar, mesmo que neste lugar não tenha nenhum risco pra elas, esse homem teria o "direito" de sair reclamando que viajou ao lado de uma criança que conversava com a mãe o tempo todo fazendo perguntas e que a criança atrapalhou o sono dele?
Quem atrapalhou mais, o meu filho falante ou o homem que entrou no avião exalando um odor fétido e que estava quase fazendo com que o meu filho fizesse xixi nas calças?
Em tempos de fascismo em alta,
se vamos apoiar pessoas que não "conseguem" conviver com crianças, também quero proibir que preconceituosos que desrespeitam crianças frequentem o mesmo lugar que meus filhos e eu. Como faço pra criar lugares com proibição da entradas de adultos que não tomam banho, com adultos mal educados, ou com a voz que eu considere feia? Em todos os bares, restaurantes, shows cinemas, aviões etc etc etc, quem mais causou incômodo ao ambiente público foram os adultos e não as crianças. Partindo dessa premissa, eu tenho o direito de exigir a proibição de entrada de pessoas espaços que eu não consiga conviver?
E se cada pessoa fizer sua lista dos tipos de pessoas que devem ser proibidas de entrar em determinados lugares, quem você acha que sobraria para serem os "permitidos"?
Enfim pra mim quem cria e quem frequenta lugares "kids free" (ainda utilizam o termo em inglês, será que é pra dar ares de chique?), essas pessoas são só adultos birrentos e descontrolados que continuam agindo da mesma forma que crianças e querem proibi-las de irem em alguns lugares pra evitar a concorrência de birras.

Sheila Pontes disse...

Poxa Fabi, adorei suas palavras. Concordo totalmente com você.

Sheila Pontes disse...

Se você tivesse lido a parte que disse que crianças não devem ser levadas para lugares que sejam prejudiciais às próprias crianças e não porque adultos descontrolados não "gostam de crianças" e acha que tá tudo bem, já teria poupado um monte de caracteres que você teclou. Enfim, enquanto leio suas palavras sobre o quanto os "adultos" tem direito de não gostar de crianças só me vêm a mente a imagem de uma mulher negra norte-americana que sentou num local do transporte público que só era permitido pessoas brancas sentarem, me faz lembrar daquela primeira garotinha negra que foi estudar numa escola que só brancos podiam estudar.
Crianças não são objetos, nao são coisas que adultos podem escolher se gostam ou não e se permitem que elas frequentem ou não determinados lugares de acordo com o seu humor ou escolha egoísta e preconceituosa.

titia disse...

Na internet, o filho de todo mundo é um anjinho de pureza e perfeição que nunca incomodaria nem uma mosca. Na internet, os únicos que incomodam são os adultos feios, fedorentos, bobos e caras de mamão. Na internet, o choro das crianças e bebês, além de ser natural é a Sétima Sinfonia de Tchaikovsky, portanto eu não tenho nenhuma obrigação de tentar acalmar meu filho, ele que fique incomodado chorando e os outros que curtam a melodia. Na internet as crianças, mas especialmente o meu filho, é uma criaturinha linda e perfeita que veio ao mundo pra mostrar a luz aos adultos, esses seres das trevas, principalmente os que não tratam meu filho como o tesouro que ele é, e nunca faz nada de errado. Depois o anjinho luminoso e perfeito que nunca incomodou nem uma mosca quebra o braço da moça que disse 'não' na balada ou invade um hotel pra meter bala numa celebridade porque ela nem sabe que ele existe e mamãe jura que não sabe como isso aconteceu. Não o meu tesouro lindo e perfeito! Foi culpa dessas vadias, nunca que o meu anjinho faria isso!

E Sheila Pontes não seja covarde. Quando for discordar de alguém ESCREVA o nome ou horário da pessoa a quem você se referiu, ao invés de bancar o mascu e torcer pra que a outra pessoa não leia seu comentário, assim você não tem que argumentar e pode dizer que 'venceu' o debate deixando seu interlocutor sem resposta. Ou você é um mascu com um perfil falso, pra variar?

titia disse...

23:20 tenho uma ideia bem melhor: que os pais (homens que geraram a criança, não os dois pai e mãe) sejam obrigados por lei a cuidar dos filhos enquanto a mãe estuda. Ah, vai atrapalhar o estudo do pai? Vai atrasar a carreira? Vai prejudicar a tarde no bar bebendo com os amigos? Dane-se, quem mandou não usar camisinha? Na hora de meter e virar os zóinhos vocês gostaram, agora querem fugir da responsabilidade e atrapalhar a vida da mulher? Não quer cuidar de filho mantém o pinto na cueca.

E depois eles juram que não sabem porque as megeras malvadas não querem mais ter filhos com eles. Mas a seleção natural há de dar conta, tenho fé.

"Crianças não são objetos, nao são coisas que adultos podem escolher se gostam ou não e se permitem que elas frequentem ou não determinados lugares de acordo com o seu humor ou escolha egoísta e preconceituosa. "

Mas claro que não. Crianças são objetos que eu, a mãe, devo escolher pra onde carrego, como carrego, por quanto tempo carrego e foda-se se eles sofrem por serem carregados pra lá e pra cá de acordo com o meu humor ou minha escolha egoísta e prepotente, e foda-se se aquele determinado lugar que EU quero frequentar é bom pros meus filhos também. Porque só quem tem o direito de tratar as crianças como objeto são os pais. Tá serto, minha senhora, sertíssimo. Pega aqui o seu Troféu Joinha de Mãe do Ano e o seu Parideira de Ouro e pode ir ser feliz na paz.

Mais um motivo na minha lista para não ter filhos; ninguém merece ter que dividir o mundo com esses tesourinhos da dona Florinda que não podem de modo algum aprender que existem limites e, como tem seus próprios limites desrespeitados, aprendem que não precisam respeitar os dos outros.

Anônimo disse...

Uma pessoa que nao tem e nao quer ter filhos, querendo dizer como pais devem educar os seus próprios filhos é o fim da picada.

titia disse...

01:30 o fim da picada é que gente sem filhos tenha mais empatia com as crianças do que os próprios pais delas. Mas num país que reduz criança a castigo pra vagabunda que se atreve a abrir as pernas, o que esperar não é?

Catia disse...

São contra a censura de crianças mas censuram quem não gosta de conviver com crianças?! Gente! Quem cria os filhos são seus responsáveis não a sociedade como um coletivo, tem muuuita mãe folgada por aí, não sou obrigada a conviver com filho de ninguém se não gosto e pronto.

Anônimo disse...

Discordo totalmente. Na minha sala na UEMG ocorre exatamente o oposto, tem mais pais levando crianças. Um pai que frequentemente leva a filha desde que ela tinha 6 e agora tem de 9 pra 10 anos, um tio que levou algumas vezes a sobrinha de 4/5 anos. Já tive 3 professores que levaram filho/filha pra sala de aula e uma professora que levou o filho. E ontem mesmo um professor levou o filho da namorada, pois ela estava doente e não tinha com quem deixar. Apenas uma mulher da minha sala tem filho, de 10 meses que fica com a sogra, mas que seria muito bem vindo na sala. É uma sala de engenharia, metade homem e metade mulher, e no fim, todo mundo ajuda a tomar conta e trata super bem.

Pra ser sincera, parece que todos na faculdade gostam de ver crianças pelos corredores. Talvez por ser uma cidade pequena, sejamos mais empáticos, tanto com os pais quanto com as mães.

Anônimo disse...

Concordo, espaços childfree são mais por culpa de pais sem noção que acham que o filho é o centro do universo e podem fazer tudo o que quiserem. Se a criança não tem limites e se comporta mal, não é por culpa dela. Não nascemos educados, são os pais que devem nos ensinar a viver em sociedade, inclusive ensinando a respeitar o espaço alheio.

Anônimo disse...

Minha querida, você vive em sociedade, e sociedade é isso, conviver com o que não te agrada também.

Reclamar de uma crianças mal educada até entendo, mas reclamar do choro natural de um bebê, é foda! O direito de ir e vir serve para os bebês também, agora não há nenhuma lei que diga que se você quiser dormir, o bebê precisa parar de chorar, ou ser excluído do recinto.

Vamos separar os velhos nos aviões também, pois muitas vezes sua mobilidade reduzida emperra a fila e te impede de chegar rápido na poltrona você dormir o quanto antes. SQN

Anônimo disse...

Isso aí! Não gostar de crianças ou não as querer em sala não dava a ele o direito de ser grosseiro.

Raquel Adrien disse...

Não sei o contexto da situação.
Mas sinceramente,já aconteceu comigo,é um porre,vc ta cansada,quer assistir aula,e vem mãe com criança chata a tiracolo.
Ela reclama do direito dela em levar filho pra sala de aula.E o direito dos outros alunos,em querer silêncio durante a aula?
E barulho de colega de sala a gente abafa com um cala a boca.E choro de criança,a gente faz como?Manda se calar?